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Atividade Discursiva - Direito Processual Penal - Recursos e Ação de Impugnação Letícia Mesquita. As nulidades são defeitos jurídicos que ocorrem quando há violação de alguma norma durante o processo que enseja em anulação. Estão previstas no Código de Processo Penal entre os artigos 563 e 573. Elas se dividem em nulidade relativa e nulidade absoluta. A nulidade relativa se dá a partir da violação de uma norma que tutela o interesse privado, ou seja, o interesse de uma das partes do processo, portanto cabe à parte lesada o reconhecimento do dano e a comprovação do mesmo. Portanto, a nulidade relativa não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, sendo necessário que a parte interessada ou afetada pelo ato a postule pelo reconhecimento do vício do ato. Bem como, a parte precisa também demonstrar de forma claro e efetiva o prejuízo sofrido. Existe um momento específico para a parte a nulidade e, caso seja alegada intempestivamente, ocorre preclusão e, consequentemente invalidação do ato. A nulidade relativa é um vício sanável, já que a parte interessada pode optar por não alegar a nulidade, ainda que tenha a percebido e o processo seguirá normalmente. Já a nulidade absoluta se dá a partir da violação de um princípio constitucional ou de uma norma que tutele o interesse público. A nulidade absoluta é insanável, por ser grave, portanto não cabe preclusão, nem mesmo devido o trânsito em julgado. Sendo reconhecida a nulidade, independente da manifestação partes o ato é anulado e seus efeitos são revogados. Diferente da nulidade relativa, a nulidade absoluta pode ser reconhecida de ofício pelo juiz e em qualquer grau de jurisdição, devido à gravidade da violação. Também não é preciso comprovar o prejuízo, uma vez que o prejuízo já está presumido.