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Tratamento Cirúrgico dos Cistos e fenômenos de Retenção do Complexo buco-maxilo facial 
· Cistos: Os cistos odontogênicos são representados por uma cavidade patológica que contém material líquido ou semilíquido no seu interior e é revestida por epitélio odontogênico
· Crescimento por pressão hidrostática: leva a reabsorção óssea 
· Desenvolvimento dos Cistos: 
1. Rompimento de células centrais 
2. Acúmulo de conteúdo citoplasmático 
3. Aumento da Pressão osmótica 
4. Reabsorção óssea (osteoclastos) 
5. Transporte do fluido para cavidade 
6. Expansão da cavidade óssea 
Classificação 
1. Intraósseo 
I. Epitelial 
· Odontogênico 
a) Desenvolvimento 
b) Inflamatório 
· Não odontogênico 
II. Não Epitelial 
2. Tecidos moles 
Cistos Inflamatórios 
1. Radicular: O desenvolvimento do cisto radicular começa por meio de uma inflamação crônica após a necrose da polpa que leva à proliferação dos restos epiteliais de Malassez. A teoria mais aceita menciona que o crescimento do cisto leva a necrose das células do epitélio central por falta de nutrientes, originando o exsudato no interior da cavidade 
2. Residual: Permanece após a remoção incompleta do cisto original
3. Paradental 
4. Colateral 
Cistos de Desenvolvimento 
1. Cisto dentígero: cisto que tem origem pela separação do folículo que circunda a coroa de um dente não erupcionado. 
· O cisto dentígero envolve a coroa de um dente incluso e está aderido ao dente em sua junção amelocementária
· Sítios mais frequentes: 3M inferiores, Caninos Superiores
· Derivado do espitélio reduzido do esmalte
2. Ceratocisto odontogênico: 
· Derivado da Lâmina dental (junção epitelial entre mucosa e órgão do esmalte) 
· Grande Potencial de Crescimento 
· Alto índice de recidiva 
· Enucleação com ostectomia periférica: broca removendo 2 a 3 mm de tecido ósseo 
3. Cisto Gengival do Recém nascido 
4. Cisto gengival do adulto 
5. Erupção 
6. Periodontal Lateral 
7. Odontogênico glandular 
Cistos dos Maxilares 
Tratamento Cirúrgico dos Cistos 
· Cristais de colesterol: realiza-se a aspiração do conteúdo líquido do cisto, quando esse líquido é colocado contra a luz pode-se observar a presença desses cristais, o mesmo é um sinal patognomônico. 
· Aspiração antes de começar a enucleação
· Encaminhamento à citologia 
· Descompressão para evitar a possibilidade de rompimento da membrana cística 
· Perfuração sem enucleação pode levar a uma infecção 
· Para a realização do procedimento cirúrgico 
· História da doença 
· Exame clínico 
· Exame radiográfico 
· Exame histopatológico 
· Localização do Cisto (proximidade com estruturas vitais) 
· Presença de infecção 
· Tamanho da lesão (solitária, múltipla, uni ou multilocular) 
· Perfuração da cotical/envolvimento dos tecidos moles/estruturas adjacentes) 
· História de recorrência/cirurgia anterior (Variante histológica) 
· Ameloblastoma/ceratocisto (cirurgia mais agressiva, ressecção em bloco) 
· Descompressão 
· Possibilidade de dano a estruturas vitais ou enfraquecimento de estrutura por conta do tamanho da lesão (fratura patológica) 
· Colocação de dreno para permitir a saída de liquido 
· A pressão osmótica para de ser exercida e o tecido ósseo começa a ser reposicionado 
· Orientação para higienização de 2 em 2 dias 3x ao dia realizar a higienização para prevenir a infecção 
· Descompressão seguida da marsupialização 
· a marsupialização é uma opção de tratamento dos cistos, no qual uma janela cirúrgica comunicando com a cavidade bucal, suturada junto à mucosa adjacente, é aberta para o esvaziamento progressivo do conteúdo interno da lesão, acarretando em sua descompressão e consequente diminuição.
· Remoção da membrana 
· Indicações: quando há vários dentes envolvidos, quando o cisto é multilocular e o acesso é difícil, pacientes clinicamente comprometidos ou debilitados 
· Marsupialização: incisão semilunar (cistotomia ou Parstch I) 
· Enucleação seguida de várias terapias 
Técnica Cirúrgica 
1. Anestesia local 
2. Incisão do tipo oval ou elíptica 
3. Sutura 
Cuidados com a loja óssea 
· Aspirar todo conteúdo cístico 
· A cavidade deve ser preenchida com uma tira de gaze impregnada com tintura de benzoína ou com creme antibiótico. Esse curativo deve permanecer na cavidade por 10 a 14 dias para evitar que a mucosa oral cicatrize sobre a janela cística.
Marsupialização seguida da enucleação (método de waldron)
· Primeiramente, faz-se a marsupialização do cisto, possibilitando que a cicatrização óssea evolua.
· Uma vez que o cisto tenha sido enucleado, os tecidos moles orais devem ser fechados sobre o defeito, se possível, o que pode requerer o desenvolvimento e a mobilização de retalhos de tecido mole que podem ser avançados e suturados de maneira impermeável sobre a janela óssea.
· Enxerto + membrana 
· Remoção do periósteo – provocar o sangramento para a colocação do enxerto 
Enucleação: A enucleação é o processo pelo qual a lesão cística é removida por completo.
· Quando há a presença de uma camada de tecido conjuntivo fibroso entre o componente epitelial (que reveste a face interna do cisto) e a parede óssea da cavidade cística 
· Proporciona um plano de clivagem para separar o cisto da cavidade óssea 
· Técnica 
· Confecção do retalho mucoperiósteo 
· Remoção da tábua óssea vestibular/palatina (deixando a crista alveolar intacta 
· Enucleação do cisto com descolador de molt (superfície côncava voltada para a cavidade óssea) 
· Cuidado para evitar a ruptura do cisto 
· Após a enucleação, o fechamento primário impermeável deve ser realizado por suturas apropriadamente posicionadas.
Cistectomia
Riscos
· Fratura 
· Desvitalização dos dentes 
Cisto dentígero 
Complicações: sinusite, cegueira, obstrução das vias áreas nasais, 
Fenômenos de retenção 
1. Rânula 
· Marsupialização 
· Retirar a glândula associada 
2. Mucocele 
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