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GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
OBJETIVOS 
- Qualificar os profissionais na assistência 
perinatal; 
- Conhecer as técnicas para o exame físico e 
anamnese; 
- Identificar anormalidades congênitas não 
detectadas até o nascimento, como doenças 
cardíacas congênitas, entre outras; 
- Identificar problemas neonatais não agudos para 
início do tratamento e tranquilização dos pais, tais 
como icterícia; 
- Identificar problemas potenciais decorrentes de 
doenças maternas ou anormalidades familiares e 
problemas detectados durante a gravidez; 
- Oportunidade para os pais tirarem dúvidas 
relativas ao lactente; 
- Iniciar promoção da saúde do RN; 
- Assegurar um plano de acompanhamento para 
os pais; 
- Neonatologia: Ramo da pediatria que se dedica 
ao estudo do feto e do recém-nascido durante e 
após seu nascimento até o 28º dia; 
AVALIAÇÃO APÓS O NASCIMENTO 
- Obter informações do período antenatal e 
intraparto, uma vez que essas informações 
indicarão situações de risco para o neonato; 
- A primeira avaliação ocorre após o nascimento 
do RN, ao lhe ser atribuído o escore de Apgar; 
ESCORE DE APGAR 
 Avaliar condição do RN e necessidade de 
RCP; 
 Avalia: FC, Respiração, Tônus muscular, 
Irritabilidade reflexa e cor da pele; 
 Cada um desses recebe um escore de 0 a 
2 e se o total fora acima de 7 a avaliação 
poderá ser interrompida; 
 
- A perda da conexão placentária significa perda 
do suporte metabólico, suprimento de oxigênio e 
retirada de dióxido, ou seja, os sistemas passam 
por uma série de transformações para adaptação 
imediata do RN; 
EXAME FÍSICO DO APARELHO 
CARDIOCIRCULATÓRIO 
- Em razão do fluxo sanguíneo durante o período 
de adaptação das “estruturas acessórias”, alguns 
sopros funcionais podem ser auscultados; 
- A avaliação da adaptação cardiocirculatória 
implica: 
1. Ausculta cardíaca (FC e sons); 
2. Inspeção da coloração da pele; 
3. Palpação de pulsos arteriais; 
- A FC pode variar entre 100 e 180 batimentos logo 
após o nascimento, e ao estabilizar, entre 120 a 
140bpm; 
- Avaliar a presença de cianose central que poderá 
ser indicativo de má adaptação cardiocirculatória 
ou outra patologia; 
- A Acrocianose ou cianose de extremidades é 
esperada durante as 24 primeiras horas e não é 
um sinal patológico, a não ser que estenda esse 
período; 
- Avaliação do pulso: artéria radial e pulso pedioso 
quanto à amplitude, simetria, ritmo e frequência; 
- Pulsos de amplitude reduzida poderá ser sinal de 
desidratação ou choque circulatório e a assimetria 
de pulsos poderá indicar uma cardiopatia como 
por exemplo a coarctação da aorta; 
EXAME FÍSICO DO APARELHO 
RESPIRATÓRIO 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
As respirações dos neonatos são irregulares e 
abdominais, com frequência entre 30 e 60 
incursões respiratórias por minuto. 
A ausculta de estertores indica área de 
atelectasia, o que representa a transição normal 
dos pulmões para a vida extrauterina, porém se for 
persistente precisa ser avaliado. 
O PRIMEIRO EXAME COMPLETO 
- Ele é indicado quando o período de adaptação já 
aconteceu, e objetiva garantir a detecção precoce 
de anormalidades; 
- 3 gavetas para armazenamento: Dados 
maternos, Dados do parto e Dados do recém-
nascido; 
 PREPARO 
- Obtenção de informações referentes ao recém-
nascido e sua família e ao preparo do ambiente e 
dos materiais necessários ao exame; 
- Antes do contato com a mãe e o bebê, verificar: 
 Idade, ocupação e condição social da mãe; 
 Histórico familiar e problemas médicos; 
 Histórico de uso abusivo de álcool, drogas 
ou quaisquer tipos de violência; 
 Detalhes das gestações anteriores; 
 Histórico de doenças da mãe e 
medicamentos utilizados durante a 
gravidez; 
 Resultados dos exames realizados durante 
a gestação; 
 Resultados de procedimentos diagnósticos 
especiais; 
 Problemas durante o trabalho de parto e no 
parto; 
- Avaliar as condições do lactente ao nascer e 
eventual necessidade de RCP; 
 DADOS MATERNOS 
- Nome da mãe, idade, número de gestações, 
número de partos e abortos; 
- Data da última menstruação, Sorologia (HIV, 
Sífilis e Toxoplasmose), Histórico de 
amamentação; 
- Intercorrências durante a gestação, tipo 
sanguíneo, Vacinas, Tabagismo, Etilismo, Uso de 
drogas; 
 DADOS DO PARTO 
- Tipo de parto: Normal ou cesáreo? Qual motivo? 
- Precisou do uso de anestesia? Qual tipo de 
anestesia utilizada? 
- Houve rompimento da bolsa? Em quanto tempo? 
Depois de quanto tempo houve atendimento? 
Qual característica do líquido? 
- A criança demorou para sair? Demorou para 
clampear? 
 DADOS DA CRIANÇA 
- Nome da criança, sexo, peso, estatura, perímetro 
cefálico (PC) e perímetro torácico (PT); 
- Tipagem sanguínea; 
TÉCNICAS DO EXAME FÍSICO 
- Ordem: Inspeção, Ausculta, Palpação e 
Percussão; 
Inspeção: Cor, respiração, postura, atividade 
forma, simetria. 
Ausculta: Ausculta cardíaca e pulmonar + 
aquecimento prévio do diafragma do estetoscópio. 
Palpação: Avaliar hidratação, tensão, textura, 
pulso, amplitude, tamanho, forma e profundidade 
de estruturas internas. 
Percussão: Raramente utilizada, avaliando 
intensidade, gravidade, duração e qualidade. 
 
CLASSIFICAÇÃO DO RECÉM NASCIDO 
É realizada a partir da idade gestacional em 
semanas em relação ao peso de nascimento, 
utilizando curvas de crescimento. 
A correlação entre peso-idade gestacional ao 
nascimento fornece uma estimativa do padrão de 
crescimento fetal, que pode ser expresso em 
percentil. 
IDADE GESTACIONAL MEDIDA EM SEMANAS 
1. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A IDADE 
GESTACIONAL 
CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO 
Pré-termo Nascidos antes das 
37 semanas de 
gestação 
Termo Nascidos entre 37-41 
semanas e 6 dias de 
gestação 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
Pós-termo Nascidos acima de 41 
semanas e 6 dias de 
gestação 
 
- Como calcular a idade gestacional: Data da 
última menstruação (DUM) sendo o mais 
fidedigno, resultado do exame da ultrassom do 
segundo semestre; 
- Caso o paciente não possua essas informações 
deve-se calcular pelo método de Capurro e escore 
New Ballard; 
MÉTODO DE CAPURRO 
- Estima a idade gestacional por meio de 
parâmetros somáticos e neurológicos. De acordo 
com a avaliação, o resultado será somado com 
204 e dividido por 7. 
 
 
ESCORE NEW BALLARD 
- Determinação da idade gestacional por meio da 
avaliação de maturidade do bebê; 
 
 
 
2. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O PESO 
DE NASCIMENTO 
 
PIG: Pequeno para a idade gestacional 
AIG: Adequado para a idade gestacional 
GIG: Grande para a idade gestacional 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
PIG Abaixo de 10 percentil 
AIG Entre 10 e 90 percentil 
GIG Acima de 90 percentil 
 
CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO 
Extremo baixo peso 
ao nascer (EBPN) 
Abaixo de 1000g 
Muito baixo peso ao 
nascer (MBPN) 
Entre 1.000g e 1.499g 
Baixo peso ao 
nascer (BPN) 
Entre 1.500g e 2.500g 
 
3. AVALIAÇÃO DAS MEDIDAS 
ANTROPOMÉTRICAS DO RN 
PESO 
- Primeira pesagem realizada logo após o 
nascimento; 
- Peso normal: entre 2.700 e 4.000g; 
ESTATURA 
- Utilização de uma régua antropométrica; 
- Normal: entre 48 e 53cm; 
CIRCUFERÊNCIA CABEÇA E TÓRAX 
- Utilização de uma fita métrica; 
- O PT mede entre 30 e 33cm e é normalmente 
2cm menor que o PC; 
- PC medido na região frontal, entre a glabela e a 
parte mais saliente do osso occipital, sendo 
normal entre 32 e 37cm; 
 
EXAME FÍSICO DO RN 
A técnica do exame físico normalmente é 
craniocaudal para facilitar a memorização. 
ECTOSCOPIA 
- Avaliação global do doente, sendo feita no 
primeiro contato para obtenção de dados gerais, 
independente da queixa; 
- Avaliar estado geral, corado ou descorado 
(++++/++++), hidratação (++++/++++), Cianose, 
Icterícia (Zonas), ativo e reativo; 
- Anotar peso, estatura, temperatura, sexo e IG do 
bebê ao nascer; 
* Zonasde Icterícia 
 
PELE 
- Avaliação da cor, textura, erupções e marcas de 
nascença; 
- Presença ou não de descamações, pletora, 
palidez, cianose traumática, petéquias, 
hemangiomas capilares, urticária neonatal, milium 
sebáceo, eritema tóxico e impetigo; 
MELANOSE PUSTULOSA TRANSITÓRIA 
 Doença benigna e autolimitada; 
 Lesões vésico-pustulosas e que evoluem 
para máculas hiperpigmentadas de caráter 
residual. 
 
MANCHA MONGÓLICA 
 Mais frequente em RN de raça negra; 
 Elevada ocorrência na região mongólica; 
 Agregados de melanócitos que se 
manifestam como manchas azul-
acinzentadas, localizadas na maioria das 
vezes na nádega; 
 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
ERITEMA TÓXICO 
 Erupção benigna e autolimitada; 
 Normalmente se desenvolve em 24 a 72 
horas de idade; 
 
IMPETIGO BOLHOSO NEONATAL 
 Vesículas que evoluem para bolhas de 
conteúdo claro e posteriormente purulento; 
 Infecção causada pelo Staphylococcus 
aureus; 
 
MILIUM SEBÁCEO 
 Pápulas/ vesículas superficiais, 
avermelhadas ou transparentes que 
geralmente ocorrem em situações onde há 
aumento da temperatura e umidade; 
 Resulta da obstrução das glândulas 
sudoríparas pela imaturidade delas; 
 
- Os RN a termo normalmente possuem gordura 
subcutânea que protegem contra a perda de calor, 
enquanto os prematuros não possuem essa 
capacidade; 
- A pele de um RN a termo é normalmente lisa, 
macia e rosada, enquanto do pré-termo é mais 
fina, ou gelatinosa e transparente com uma 
coloração avermelhada devivo ao pouco 
desenvolvimento do extrato córneo; 
- Presença de laguno, ou seja, pequenos fios de 
cabelo que aparecem no feto em torno de 19 a 20 
semanas, ficando mais intenso com 27 e 28 
semanas; 
- Sinais de alerta: Pele translúcida e fina, unhas 
longas e descamação (pós-maturidade), palidez, 
cianose, petéquias, turgor na pele, bolhas e 
pletora; 
 
CABEÇA 
- Avaliar o formato da cabeça como possível 
indicador de alguma síndome ou deformidade 
postural decorrente do posicionamento 
intrauterino; 
- Medição do PC e Avaliar formato do crânio 
* Normal 
* Plagiocefalia 
* Braquiocefalia 
* Escafocefalia 
 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
 
- Avaliação de suturas e fontalenas: regiões nas 
quais pelo menos 3 ossos se encontram e são 
palpados como porções amolecidas na cabeça. 
 
* Deprimidas ou abauladas 
* Craneossinostose: fechamento prematuro das 
suturas entre os ossos da abóbada craniana. A 
deformação depende da sutura implicada, 
podendo gerar: Escafocefalia, Braquicefalia e 
Turricefalia; 
 
* Suturas podem ser facilmente palpadas no RN e 
devem ser abertas; 
- Microcefalia: Pode ser gerada por inúmeras 
causas, entre elas, origem genética como 
síndromes de Apert, Cockayne e Menks, origem 
cromossômica como trissomias do 21,13 e 18 ou 
por origens infecciosas como rubéola, 
toxoplasmose, síndrome do álcool fetal, AIDS, etc. 
PC ABAIXO DE 32cm 
 
- Macrocefalia: Observada em várias 
circunstâncias como tumores, abscessos, 
hidranencefalia, TC com formação de hematomas 
subdurais e algumas doenças congênitas. 
PC ACIMA DE 37cm 
 
- Quando o nascimento é por via cesárea, a 
cabeça normalmente é arredondada, porém por 
via vaginal pode-se perceber uma sobreposição 
temporária entre os ossos do crânio, provocando 
um cavalgamento de suturas e alterando o formato 
do crânio, porém, em poucos dias ele retorna ao 
normal; 
- Alterações decorrente do nascimento: Caput 
succedaneum (bossa serosanguínea) e 
cefaloematoma. 
Caput Succedaneum 
 Alteração benigna que resolve em poucos 
dias decorrente da pressão do cérvix 
materno sob o crânio; 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
 Derrame seroso entre o couro cabeludo e 
o periósteo; 
 Edema na região epicraniano e que pode 
se deslocar de acordo com a gravidade; 
Cefaloematoma 
 Sangramento no subperiósteo, ocorrendo 
normalmente no osso parietal e de 
aparência assimétrica; 
 Coleção sanguínea subperióstea; 
 
OLHOS, NARIZ, ORELHAS E BOCA 
OLHOS 
- Avaliar pálpebras, pupilas, vias lacrimais e 
conjutivas; 
 
- Hipertelorismo ocular: afastamento exagerado 
entre as órbitas, mais do que o considerado 
normal; 
 
NARIZ 
- Observar forma, simetria, lesões e sinais de 
trauma; 
- Pode apresentar secreções normalmente em 
pequena quantidade e de aspecto fluido e claro; 
- A respiração do RN é nasal e o batimento das 
asas pode indicar algum sinal de dificuldade 
respiratória; 
- Possíveis achados: Atresia de coanas, Nariz em 
sela e Agenesia de nariz; 
 
 
Nariz em Sela 
 
Agenesia de nariz 
ORELHAS 
- Investigar dor, tamanho, pressão, secreção, 
irritabilidade, ruídos, histórico familiar de doenças 
otológicas; 
- Observar o conduto autivo externo: seco, úmido, 
hiperêmico ou ceruminoso; 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
- Corpos estranhos? Secreção fétida? 
Sangramentos e Pólipos? 
BOCA 
- Presença de dor, sensação de corpo estranho, 
sangramento, odor, hipersalivação, respiração 
bucal diurna/ou noturna, roncos e apneia do sono; 
- Observar tonsilas palatinas, pilares, úvula e 
parede posterior; 
- Lábios: observar placas, vesículas, nódulos e 
ulcerações; 
- Orofaringe: Avaliar toda mucosa jugal, dentes, 
gengiva, língua, freio lingual e labial e palatos mole 
de duro; 
- Amígdala: tamanho, tipo anatômico, simetria, 
inflamações, exsudatos, ulcerações ou 
abscessos; 
- Língua: avaliar tamanho e verificar presença de 
macroglossia ou micrognatia; 
 
Fissura lábio palatina 
 
Lábio leporino e fenda palatina 
Pérolas de Epstein 
 Aparecem exclusivamente em RN; 
 Quistos ou nódulos branco amarelados, 
também chamados de quistos gengivais do 
neonato e podem ser localizados na boca 
do RN, nas gengivas e no palato. 
 
Achado da pérola de Epstein 
PESCOÇO 
- O volume e a forma do pescoço podem se 
modificar na presença de tumores; 
- Tumores congênitos, alterações da tireoide, 
aumento de gânglios, anomalias vasculares como 
aneurismas e difteria; 
- Observar juntamente à face e de todas as 
pessoas da família; 
- Edema palpebral pode ser observado após o 
nascimento e desaparece depois de algumas 
horas; 
- Analisar no pescoço o tamanho, simetria, 
aparência da pele, amplitude de movimento e 
presença de massas ou fístulas. 
- As clavículas devem ser palpadas nesse 
momento e devem estar intactas e sem 
crepitações ou edema, pois é muito comum a 
presença de fraturas durante o parto. 
- A maioria das fraturas claviculares no RN são do 
tipo galho verde, em que o osso jovem dobra e 
parcialmente quebra; 
- As principais causas de fraturas claviculares são 
partos difíceis do ombro em apresentação de 
vértice e braços estendidos em apresentações 
pélvicas. 
SÍNDROME DE KLIPPEL-FEIL 
 Pescoço excessivamente curto ou 
inexistente devivo à ausência de vértebras 
cervicais superiores; 
 Movimentos da cabeça são limitados e a 
linha do cabelo se faz junto à escápula; 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
 
PESCOÇO ALADO 
 Protusões laterais mastoidea e 
acromioclavicular compostas de pele e 
fáscia; 
 Aspecto característico da síndrome de 
Turner e as vezes Down; 
 
TORCICOLO CONGÊNITO 
 Alterações na posição do pescoço devido 
ao comprometimento do 
esternocleidomastóideo e do trapézio; 
 No RN pode ocorrer em consequência de 
um trauma obstétrico ou ser congênito, 
devido a um encurtamento muscular, caso 
em que se acompanha de assimetria facial; 
 
TÓRAX 
- Avaliação do formato do tórax, inspeção dos 
movimentos respiratórios, tamanho, simetria, 
localização dos mamilos; 
- O padrão respiratório de um RN é irregular, 
podendo ter pausas que duram de 5 à 15 
segundos; 
- No desenvolvimento areolar são esperados dois 
mamilos simétricos e o tecido mamário pode 
apresentar-se hipertrofiado em decorrência dos 
hormônios maternos. Umasubstância leitosa pode 
está presente na primeira semana de vida, 
desaparecendo logo em seguida; 
- Ficar atento para os sinais de infecção mamaria; 
- Há vários tipos de tórax anormais, tais como: 
paralítico, enfisematoso, cônico, pirifome, 
cifoescoliótico, em quilha, etc. 
TÓRAX EM QUILHA 
 Também chamdo de peito de pombo, está 
ligado a doenças como raquitismo, pois as 
costelas mal calcificadas não resistem às 
contrações muscular e compressões; 
 Também podem ser encontrados em 
pacientes com asma grave; 
 
TÓRAX EM FUNIL 
 Também chamado de pectus excavatum, 
geralmente é congênito. Há depressão na 
parte inferior do esterno; 
 
TÓRAX EM SINO 
 Casos típicos de raquitismo também 
podem apresentar esse padrão de tórax; 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
 Abdômen abaulado devido à hipotonia 
muscular que impele as costelas abaixo da 
inserção do diafragma; 
 
- Ausculta cardíaca: devem ser observados os 
ritmos, FC, bulhas, ruídos adicionais, sopros 
cardíacos e atrito pericárdico. 
Inspeção: Ictus Cordis e quando visível: dilatação 
de VE. 
Bulhas: Devem ser examinadas nos quatros 
focos; 
 
- Durante o sono profundo, a FC da criança deve 
estar entre 80 e 90bpm; Sons mais audíveis na 
inspiração; 
- Ao auscultar algum murmúrio, é importante 
palpar o pulso braquial para determinação de um 
sopro sistólico ou diastólico; 
- Um sopro pode ser avaliado de acordo: 
1. Intensidade (1-6) 
2. Tempo (sistólico ou diastólico) 
3. Localização 
4. Transmissão 
5. Qualidade 
- Ausculta Pulmonar: Compreende a audição de 
ruídos normais e anormais do aparelho 
respiratório durante as fases inspiratórias e 
expiratórias da respiração, a articulação das 
palavras e tosse; 
 
- A ausculta de sons assimétricos pode indicar 
pneumotórax, hérnia diafragmática ou patologia 
pulmonar; 
- Devdo à proximidade entre as VAI e a parede 
torácica, o som pulmonar pode ser do tipo 
brônquico, semelhante ao ouvido ao longo da 
laringe e da traqueia; 
- Roncos e Estridores ocorrem mediante algum 
grau de obstrução das vias aéreas; 
- Crepitações ocorrem devido à presença de 
líquido intersticial e secreção brônquica, podendo 
indicar infecções subjacentes, aspiração de 
secreções ou IC; * Comum nas primeiras horas de 
transição do RN pela presença de líquido 
pulmonar fetal; 
- Gemidos expiratórios podem ser ouvidos e é 
produzido pela tentativa de passagem do ar pela 
glote fechada do RN; 
ABDÔMEN 
- O exame físico do adome deve ser 
sistematizado. A inspeção e palpação são os 
recursos semiológicos mais valiosos no RN; 
- O abdome do RN apresenta-se semigloboso com 
perímetro abdominal (PA) cerca de 2 a 3cm menor 
que o perímetro cefálico e mais protuberante e 
arredondado que o tórax; 
- Observar contorno, tamanho, simetria, 
peristaltismo e anatomia do cordão umbilical; 
- Cordão umbilical: verificar a existência de duas 
artérias e uma veia umbilical; 
- Observar o alargamento do cordão umbilical 
decorrente da presença de parte de tecido 
intestinal, indicativo de onfalocele; 
- Palpação superficial inicialmente e se a criança 
estiver habituada, a palpação profunda pode ser 
feita. Com a palpação, obtém-se informações 
sobre massas, localização, tamanho das vísceras 
e tônus da parede abdominal; 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
 
- Palpações: Fígado (Liso, firme e bem definido), 
Baço (Depende dos dias de vida, volume 
sanguíneo e tipo de terapia para caracterização do 
estado) e Rins (Somente o direito é palpável); 
- Ausculta: sons intestinais normalmente 
reduzidos até a introdução da alimentação; 
ONFALOCELE 
 Malformação de fechamento abdominal a 
partir do umbigo. 
 Cordão sai da lesão e as vísceras são 
cobertas com âmnio e peritônio, sem riscos 
imediatos de infecção ou desidratação. 
 Associado à cardiopatias, síndromes 
genéticas, malformações renais e de 
coluna vertebral. 
 
GASTROQUISE 
 Evisceração paramediana direita, lateral 
ao cordão. 
 As vísceras não apresentam cobertura, ou 
seja, podem desidratar e infeccionar; 
 Associa-se a íleo paralítico, atresia de ID, 
IC e criptorquidia. 
 
HEPATOESPLENOMEGALIA 
 É o aumento do tamanho do fígado e do 
baço, provocado normalmente por uma 
grande atividade de defesa imunológica 
do organismo. 
 Pode ser adquirida em crianças ainda no 
estágio fetal, por meio de toxoplasmose, 
por exemplo. 
 Sintoma presente em doenças como 
galactosemia. 
 
ONFALITE 
 Inflamação no coto umbilical; 
 Sinais de inflamação ao redor do umbigo 
(sinais fluogísticos) + sinais sistêmicos; 
 
DORSO 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
- Inspeção realizada em decúbito ventral, 
esperando-se que não existam curvaturas 
observadas no decorrer da vida, aberturas e 
regiões amolecidas na linha da coluna vertebral; 
- Observar a simetria do dorso, das dobras do 
glúteo e do reflexo de curvatura do troco; 
- Atenção para áreas lombares e sacras; 
ESPINHA BÍFIDA 
 Caracterizada pelo fechamento incompleto 
do tubo neural. Algumas vértebras que 
recobrem a medula espinhal não são 
totalmente formadas, permanecendo 
abertas e sem se fundirem. 
 
MIELOMENINGOCELE 
 Tipo mais grave de espinha bífida, sendo 
uma malformação congênita que afeta os 
ossos da coluna e a medula espinhal. 
 Também chamada de espinha bífida 
aberta, essa patologia provoca uma 
abertura dos ossos da coluna, formando 
uma bolsa que contém a meninge, nervos 
e LCR nas costas do bebê; 
 
FOSSETA SACRAL 
 
MEMBROS SUPERIORES 
- Avaliação dos dedos; 
SINDACTILIAS 
 Consiste na fusão entre dois ou mais 
dedos das mãos ou dos pés, podendo 
ocorrer tanto em partes moles quanto em 
ossos; 
 
FOCOMELIA 
 Anomalia que impede a formação normal 
dos braços e pernas, caracterizando-se 
pela aproximação e encurtamento dos 
membros do feto; 
 
POLIDACTILIA 
 Muito comum e se dá pela presença de um 
dedo a mais; 
 
- Avaliação de reflexos, postura de repouso, 
maturidade neuromuscular, simetria e presença 
de tumores. 
- Avaliação de tônus: Hipotonia (Pobre controle da 
cabeça e das extremidades, normalmente 
flácidas) e hipertonia (Membros em forte flexão e 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
com presença de espasmos e contrações 
periódicas); 
- Avaliação da palma das mãos para verificar a 
presença de prega simiesca, que é uma prega 
palmar única, associada com síndrome de Down; 
 
MEMBRO INFERIOR E PELVE 
- Avaliação das pernas quanto à simetria, flexão e 
comprimento. Observar o posicionamento das 
pernas para diagnóstico do pé torto postural, 
causado pela posição fetal intrauterina. 
- A diferenciação entre o pé torto postural e o pé 
torto congênito está em conseguir colocar o 
postural em sua posição normal com facilidade. 
- Pesquisar luxação congênita do quadril ou 
também chamada de displasia do 
desenvolvimento do quadril. Essa patologia 
baseia-se na instabilidade, luxação ou subluxação 
do quadril, que pode ser pesquisada a partir de 
dois testes: Ortolani e Barlow. 
 
Barlow +: Quadril deslocável 
Ortolani +: Sensação de ressalto na articulação 
patológica, por vezes audível, sendo realizado em 
um membro por vez. 
GENU VARO E VALGO 
 
SÍNDROME DA REGRESSÃO CAUDAL 
 Ausência/Regressão de MMII; 
 
GENITÁLIA MASCULINA 
- Avaliar tamanho do pênis, normal entre 2,5 a 
3,5 cm; 
- Examinar a glande buscando identificar edema 
e a localização do meato ureteral; 
- Fimose fisiológica ou prepúcio não retrátil é 
comum em recém-nascidos, sendo a abertura do 
prepúcio suficiente para garantir a micção; 
- Testículo em proeminência: suspeita de 
hidrocele; 
- Alterações da glande e do canal ureteral: 
HIPOSPÁDIA 
 Meato na face períneo-escrotal do pênis; 
 Associam-se a alterações dos testículos 
como criptorquidia; 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
 
EPISPÁDIA 
 Falhano fechamento da uretra na parte 
dorsal; 
 Pode acometer toda a uretra, inclusive com 
extrofia vesical; 
 
MICROPÊNIS 
 Comprimento menor que 2,5 desvios 
padrão para a idade. 
- Alterações de descida dos testículos e alterações 
da bolsa escrotal: 
CRIPTORQUIDIA 
 Decorre da parada da migração testicular 
em seu trajeto normal de descida até a 
bolsa escrotal. 
 Condição a ser identificada o mais precoce 
possível. 
 
HERNIA INGUINAL 
 Resulta da persistência do ducto 
peritoneovaginal; 
 
HIDROCELE 
 Acúmulo de líquido dentro da bolsa 
escrotal; 
GENITÁLIA FEMININA 
- Observar o tamanho do clitóris, o posicionamento 
do orifício vaginal e hímen, a presença de 
secreção vaginal e sinéquia de pequenos lábios; 
- Avaliar o posicionamento do canal ureteral, 
distância anovulvar e fístulas; 
- É comum o excesso de tecido himenal ao 
nascimento, que desaparece em semanas; 
- Pode-se haver em RN secreção mucoide ou às 
vezes, sanguinolenta nos primeiros dias de vida 
em razão da influência do estrógeno materno; 
- A permeabilidade do ânus deve ser observada; 
 
Imperfuração de hímen 
 
Hipertrofia do clitóris 
GABRIEL FREITAS- HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS IV 
 
Sinéquia vulvar 
REFLEXOS PRIMITIVOS DO RN 
- Importantes para sobrevivência da criança e 
podem e devem ser estimulados nos primeiros 
meses de vida; 
- Avaliação do estado neurológico do RN; 
- Buscar a presença, simetria e intensidade de 
alguns reflexos para avaliar a integridade do SN; 
- A persistência de alguns reflexos a longo prazo 
pode representar problemas de desenvolvimento 
neurológico e devem ser vistos com cautela; 
REFLEXO TEMPO DESCRIÇÃO 
 
 
 
BUSCA 
Voluntário a 
partir de 3 
semanas de 
idade. 
Ao tocar 
qualquer região 
em torno da 
boca ele vira o 
rosto pro lado 
estimulado. 
 
SUCÇÃO 
Continua na 
vida adulta. 
O bebê abre a 
boca e suga o 
que aparece à 
sua frente. 
 
 
 
 
 
 
MORO 
Desaparece 
aos 6 meses 
de ida. 
Ao simular 
suspender e 
soltar 
repentinamente 
o neonato ou 
promover ruído 
súbito, 
observam-se 
abdução dos 
braços, 
extensão das 
mãos e flexão 
dos polegares 
(abraço). 
 
 
 
BABINSK 
Desaparece 
aos 2 anos de 
vida. 
A partir de um 
estimula na 
sola do pé há 
uma extensão 
do hálux e os 
outros dedos 
fazem 
movimento de 
um leque. 
 
PREENSÃO 
PALMAR 
Termina nos 
4 a 6 meses 
de vida. 
Ao colocar o 
dedo na palma 
da mão do 
neonato ele o 
agarrará. 
 
 
PREENSÃO 
PLANTAR 
Dura até os 8 
meses de 
vida. 
Ao colocar o 
dedo contra a 
base dos 
artelhos, o RN 
irá curvá-los 
para baixo. 
 
 
 
MARCHA 
Dura até os 2 
meses de 
vida. 
Colocado em 
posição vertical 
e ao tocar uma 
superfície com 
a sola do pé, o 
RN simula uma 
caminhada.

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