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ARTE GREGA Após 800 a.c., os gregos surgem rapidamente a plena luz da história. Esse período também testemunhou o desenvolvimento total do mais antigo estilo caracteristicamente grego nas artes plásticas, o chamado estilo geométrico. Só o conhecemos na pintura em cerâmica e na escultura em menor escala (a arquitetura monumental e a escultura em pedra não apareceram até o século VII a.c.). Inicialmente, a cerâmica só havia sido decorada com desenhos abstratos, triângulos, formas em xadrez, círculos concêntricos - mas, por volta de 800 a.C., figuras humanas e de animais começaram a aparecer no interior de uma concepção geométrica, e nos exemplos mais amadurecidos essas figuras já constituíam cenas de uma maior elaboração. Para os gregos o domínio dos mortos era uma região sem cores e vagamente definida, onde as almas ou “sombras”, levavam uma existência insignificante e passiva, sem fazerem quaisquer exigências aos vivos. Sabe-se que para os gregos, o homem é a medida de todas as coisas. Pela 1ª vez, o homem tenta explicar os mistérios da natureza através da racionalidade e não da fé. Dessa forma, percebe- se diferente dos animais quanto à razão. ANTROPOCENTRISMO → do grego anthropos = humano; Kentron = centro. Tudo na Grécia é guiado por essa importância da figura humana, por esse motivo os próprios deuses são humanizados. O período grego é dividido em 3 fases: Período arcaico; Período Clássico; Período Helenístico que são seguidos por 3 ordens arquitetônicas → Dórica; Jônica e Corintia. Capitel dórico corresponde ao primeiro período (arcaico) e é liso, não tem adorno/ornamentos; Capitel Jônico em forma de voluta – corresponde ao período clássico; Capital Coríntio é adornado com folhas e acanto (planta nativa) e corresponde ao período helenístico. Capitel Dórico Capitel Jônico Capitel Coríntio Período arcaico (800 a.C. a 480 a.C.) – Escultura – Kouros (homem jovem) – Representação de jovens atletas nus. Essas esculturas são muito parecidas com a escultura egípcia, na qual os gregos tiveram contato. Desse modo, as esculturas do período arcaico são retratadas com a mesma rigidez presente nas esculturas egípcias, mas aos poucos desenvolvem um estilo mais característico. Tríade fundamental: Beleza – Justiça – Verdade Fig. 1 Vaso de Dipylon. Século VIII a.C. Fig. 2 Evolução das esculturas gregas (arcaico) A pintura grega apresentava muita cor e era usada para retratar tanto hábitos religiosos, quanto costumes e batalhas. No que se refere às pinturas, apesar de estarem completamente de perfil (como faziam os egípcios), as representações levavam em conta o ângulo, todavia, os olhos ainda eram feitos frontalmente. No período arcaico o principal edifício construído eram os templos aos deuses, que são diferentes dos mesopotâmicos e egípcios. No Egito as pirâmides eram monumentais (mediam até 146m) enquanto na Grécia os templos tinham tamanho proporcional ao homem. O principal templo grego (arcaico) é o Partenon (entre 447 a.C. e 432 a.C.), e fica na parte alta de Atenas para a deusa protetora das cidades, Atenas, reinar e observar todos. Partenon foi construído obedecendo as razões matemáticas que são uteis até hoje. Gregos criaram cânones de proporção, medidas e razões chamadas de razões áureas ideais para construção dos edifícios. Período clássico – (cerca de 510 a.C a 323 a. C). É subdividido em 3 subperíodos 1. Conquista do movimento: marcada pela escultura de Míron – Discobulo – Lançador de discos. Apresenta aspecto realista/naturalista. Curva e contracurva para dar movimento. 2. Conquista da proporção: Cânones de proporção (medidas ideais) – representada pela escultura de Doríforo – lanceiro olímpico, que apresenta uma clássica postura grega, denominada de contraposto. Recurso usado para dar mais movimento e verdade espiritual/física. 3. Conquista da maturidade: Ápice – proporção – movimento – beleza. Exemplificado pela escultura de Apolo Belvedere (realismo: cabelos, panejamento) Durante a conquista da maturidade, a arte grega se distancia definitivamente das representações egípcias. O movimento e o realismo físico se tornam uma característica da arte grega, no entanto, ainda faltava algo: expressão. Período Helenístico: (cerca e 323 a.C. a 146 a.C). também conhecido como o período da expressão, que surge pela necessidade natural de se obter maior realismo. Esse período é marcado pela instabilidade. O domínio do povo grego começou a ser rompido por Alexandre O Grande – Rei Macedônio, que expandiu seu domínio até a Ásia Menor e chegou até a Índia. Ocorre então a fusão da cultura grega com a cultura oriental. Com a morte de Alexandre, o reino foi subdividido entre generais, que não conseguiram manter a unidade territorial, abrindo espaço às invasões. Uma das esculturas que marcam o início desse período é a cena de guerra em Pérgamo e o soldado suicida, que retrata a história dramática do soldado, que ao ter seu exército capturado vê-se em um momento de desespero e mata a própria mulher, cometendo suicídio logo em seguida. Apesar da representação mostrar pouca expressividade facial, a dramaticidade do contexto pesa sobre o sentimento. Fig. 3 Discobulo Fig. 4 Doríforo - demonstração do cânone de policleto Fig. 5 Apolo Belvedere Fig. 6 Cena de guerra em Pérgamo e o soldado suicida