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MATERIAL DE 
APOIO PEDAGÓGICO
PARA APRENDIZAGENS
MATERIAL DE
APOIO PEDAGÓGICO
PARA APRENDIZAGENS
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APOIO PEDAGÓGICO
PARA APRENDIZAGENS
MATERIAL DE
APOIO PEDAGÓGICO
PARA APRENDIZAGENS
VOLUME 1
Ciências da Natureza 
e suas Tecnologias
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES
3º Ano
Ensino Médio
3º Ano
SUMÁRIO
BIOLOGIA ................................................................................................. pág 01
Planejamento 1: Hereditariedade ...................................................... pág 01
Planejamento 2: Probabilidade em Genética .................................... pág 07
Planejamento 3: 1ª Lei de Mendel ...................................................... pág 11
FÍSICA ...................................................................................................... pág 15 
Planejamento 1: Processos de eletrização de um corpo ..................... pág 15
Planejamento 2: A carga elétrica e a Lei de Coulomb ........................ pág 20
Planejamento 3: Campo Elétrico ...................................................... pág 25
Planejamento 4: Potencial elétrico e Diferença de Potencial ............ pág 30
QUÍMICA .................................................................................................. pág 35 
Planejamento 1: Reações químicas .................................................. pág 35
Planejamento 2: Variações dos números de oxidação entre 
os participantes de uma reação química .......................................... pág 40
Planejamento 3: Transformações que envolvem produção 
de energia: pilhas e baterias ............................................................ pág 44
Planejamento 4: Transformações que envolvem consumo 
de energia: eletrólise ....................................................................... pág 48
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO
COMPETÊNCIA
HABILIDADE(S)
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
3º Ano3º Ano
1
3 o ano Ensino Médio 2022
Biologia Ciências da Natureza e suas Tecnologias
TÓPICO
Bases da herança: Leis de Mendel. 
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Conceitos fundamentais 
em Genética.
9.1. Identificar os princípios das leis de Mendel resolvendo problemas de 
herança como albinismo, ABO e Rh.
9.1.1. Entender como as leis de transmissão e a importância do ambiente 
são fundamentais na expressão das características herdadas. 
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Hereditariedade
DURAÇÃO: 05 aulas 
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Olá, professor(a)!
Como material de apoio às suas aulas sobre Genética, elaboramos este instrumento, para que você 
possa utilizá-lo em sala de aula. 
Neste instrumento, serão abordados, apenas, os conceitos iniciais em genética, de modo que o estu-
dante, ao final destas 05 aulas, compreenda os conceitos estruturais, utilizados na genética. 
1ª Aula: Filho de peixe, peixinho é?
Nesta etapa é proposta uma discussão inicial com os estudantes, tendo como referência um famoso 
ditado popular e a análise de uma imagem, contendo uma família. Durante o desenvolvimento desta 
atividade é essencial, professor(a), que você faça pequenas intervenções de modo a fomentar a parti-
cipação dos estudantes.
É importante deixar que os estudantes compartilhem suas opiniões sobre o tema e levantem hipóteses 
sobre o assunto. Não se preocupe em responder seus questionamentos ou até mesmo corrigir, caso al-
guma informação ou conceito seja levantado de forma errônea pelos estudantes, nesse momento, mas 
sim, estimule-os a pensar sobre o tema. Propomos, também, que o estudante faça uma investigação, 
em casa, sobre a História da Genética, de modo que adquiram um conhecimento prévio sobre o assunto 
a ser trabalhado na próxima aula.
2
2ª Aula: Mendel e seus experimentos com as ervilhas.
Para esta aula, professor(a), sugerimos que trabalhe de maneira expositiva os experimentos de 
Mendel com a ervilha-de-cheiro. Sugerimos que, entre as discussões realizadas, você procure 
garantir que estudantes compreendam que, em 1865, o monge austríaco chamado Gregor Mendel 
(1822-1884), com os novos conhecimentos da época, fez experimentos com cruzamentos de ervi-
lhas e chegou ao que hoje se considera a base da Genética. O cruzamento programado de algumas 
variedades de ervilhas e a contagem de seus descendentes permitiram a formulação de duas leis, 
a 1ª e a 2ª Leis de Mendel.
3ª Aula: Variabilidade Genética.
Dando continuidade, para aprofundar o conhecimento dos estudantes sobre as questões relacio-
nadas à herança de características, sugerimos uma atividade colaborativa, como forma de siste-
matizar os conhecimentos adquiridos em séries anteriores e aplicá-los na resolução de problemas. 
Sugerimos, durante a discussão dos resultados, a retomada de conceitos fundamentais como Mi-
tose e Meiose e Variabilidade Genética. 
4ª Aula e 5ª Aula: Conceitos básicos em Genética.
Professor(a), entendemos que, para continuar os trabalhos, é fundamental que os estudantes com-
preendam alguns conceitos básicos de genética e, para tanto, sugerimos o desenvolvimento de 
atividades investigativas, divididas em dois momentos. No primeiro momento (4ª Aula) os estudan-
tes deverão descrever alguns conceitos essenciais da genética, podendo esta atividade ser desen-
volvida de forma individual ou em grupos de trabalho. No segundo momento (5ª Aula) os estudantes 
deverão resolver uma problematização, utilizando como base, os conceitos descritos na aula an-
terior. Sugerimos que esta atividade seja realizada em pequenos grupos. Além disso, é importante 
que você esclareça as possíveis dúvidas.
B) DESENVOLVIMENTO:
1ª Aula: Filho de peixe, peixinho é?
Na sala de aula, oriente a turma a refletir sobre o famoso ditado popular “Filho de peixe, peixinho 
é.” Como sugestão, inicie a aula com o seguinte questionamento: Aposto que você já ouviu o ditado 
popular “Filho de peixe, peixinho é.”!
A partir desse ditado popular, o(a)s estudantes poderão relatar que isso ocorre com outras espé-
cies animais e também com seres humanos, comentando que pais e filho(a)s costumam ser muito 
parecidos e, às vezes, o(a)s filho(a)s são mais parecidos com um ou outro progenitor, ou, ainda, 
com gerações anteriores. Proporcione uma conversa livre e registre as informações pertinentes 
que apresentarem antes de solicitar que continuem a atividade. Este é um momento inicial de le-
vantamento de conhecimentos prévios, onde conceitos já apreendidos poderão ser ativados.
Professor(a), é importante neste momento, estar muito atento(a) para detectar se algum(a) 
estudante ficou desconfortável com a atividade que remete a pai e mãe. Caso observe que 
isso aconteceu, você poderá direcionar a atividade utilizando exemplos de outras espécies.
Dando continuidade, organize os estudantes em duplas ou pequenos grupos, para que dialoguem 
a respeito do ditado popular. Para auxiliá-los na reflexão, utilize alguns questionamentos, como 
ponto de partida, de modo a garantir uma maior participação dos estudantes. Como sugestão, faça 
as perguntas abaixo:
3
• Quais semelhanças e diferenças podemos observar entre pais/mães e filho(a)s? Todos(a)s 
o(a)s filho(a)s são iguais aos pais?
• O fato do “filho de peixe ser um peixinho” estaria relacionado à genética ou à hereditarieda-
de? Explique.
Recomendamos orientar os estudantes a pensarem sobre as questões e descreverem, em seus 
cadernos, o que pensam ou sabem a respeito do assunto e, na sequência, proponha uma roda de 
conversas para que as duplas ou grupos troquem informações. Nesse momento, você poderá in-
ferir e esclarecer alguns pontos que julgar pertinentes. Esclareça que, durante o desenvolvimento 
das demais atividades, irão aprofundar os estudos sobre como ocorrem esses processosum motor de um automóvel movido a álcool é acionado, esse combustível se transforma 
(reage), formando novas substâncias. Neste processo, o etanol (C2H6O), substância combustível, 
reage com o Oxigênio do ar (O2), comburente e forma, principalmente, dióxido de carbono (CO2) e 
vapor de água (H2O), que chamamos de produtos da combustão. possível representar tal reação em 
forma de equação, veja: 
C2H6O(l) + 3O2(g) → 2CO2(g) + 3H2O(l)
Algumas reações podem ocorrer mais rapidamente, como a combustão, e outras mais lentamente, 
como por exemplo o amadurecimento de uma fruta. Em ambos os casos, há uma clara alteração 
do estado inicial e final, seja por características organolépticas ou por propriedades específicas. 
De qualquer modo, o produto final é diferente do reagente inicial.
(Atividade adaptada de: Ser protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Matéria e Transformações. Ensino Médio. 
1Ed. São Paulo, Editora SM, 2020.)
a) Extraia do texto subsídios que possam garantir que houve uma reação química? Cite 04 ca-
racterísticas deste tipo de reação.
b) Como podemos identificar a ocorrência de uma reação química a partir dos constituintes da 
reação (átomos, moléculas, íons, etc)?
c) Escolha 03 tipos de reações químicas diferentes da descrita no texto. Identifique os reagen-
tes, os produtos e escreva a equação química para estas reações.
d) O que são propriedades organolépticas? E propriedades específicas da matéria?
38
2 – (Adaptada ) A partir da interpretação da tabela a seguir:
a) Construa modelos que representem as moléculas dos reagentes e de produtos de cada uma 
das reações químicas equacionadas a seguir.
b) Proponha o material mais adequado a ser utilizado; por exemplo: clipes coloridos, contas de 
plástico, bolinhas de isopor, massa de modelar. Argumente a favor de sua escolha.
c) Utilize cores diferentes para elementos diferentes. Lembre-se que as cores são meramente 
ilustrativas, utilizadas apenas para facilitar a compreensão. Verifique em todos os casos se 
é respeitada a conservação do número total de átomos. Escreva no campo de observações 
da tabela.
d) Em seu caderno, preencha a tabela abaixo para cada reação.
e) Elabore uma sistematização em seu caderno, com os principais tópicos relacionados ao 
conteúdo estudado: As reações químicas.
(Atividade adaptada de de: Multiversos: Ciências da Natureza: Matéria, Energia e Vida. Ensino Médio 1.ed. - São Paulo: 
Editora FTD, 2020.)
EQUAÇÕES QUÍMICAS
2H2O --> 2H2 + O2
2SO2 + O2 --> SO3
CH4 + CO2 --> 2H2 + 2CO
C2H4 + 6F2 --> 2CF4 + 4HF
4NH3 + 5O2 --> 4NO + 6H2O
QUANTIDADE E 
TIPOS DE ÁTOMOS 
NOS REAGENTES
QUANTIDADE E TI-
POS DE MOLÉCULAS 
NOS REAGENTES
QUANTIDADE E 
TIPOS DE ÁTOMOS 
NOS PRODUTOS
QUANTIDADE E TI-
POS DE MOLÉCULAS 
NOS PRODUTOS
OBSERVAÇÕES
39
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano; et al. Moderna Plus: Ciências da natureza e suas tecnologias. O conheci-
mento científico. Manual do professor: 1.ed. São Paulo , Editora Moderna, 2020. 
GODOY, Leandro Pereira de; AGNOLO, Rosana Maria Dell; MELO, Wolney Candido de. Multiversos: 
Ciências da Natureza: Matéria, Energia e Vida. Ensino Médio 1.ed. - São Paulo: Editora FTD, 2020.
LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Poluição e Movimento. 1 Ed. São Paulo, Edito-
ra Moderna 2020.
MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Mate-
riais, Luz e Som - Modelos e Propriedades. 1.ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais. Disponí-
vel em: . Acesso em: 07 mar. 2022>.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Curso En-
sino Médio 2022. Disponível em: . Acesso em: 
07 mar. 2022. 
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: CBC Química. Belo 
Horizonte: SEE, 2007. 72 p. Disponível em: . 
Acesso em: 07 mar. 2022
NERY, Ana Luiza P; et al. Ser protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Matéria e 
Transformações. Ensino Médio. 1.ed. São Paulo, Editora SM, 2020.
SANTOS, Kelly Cristina dos, (Org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Terra: Um 
sistema dinâmico de matéria e energia. 1.ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020.
40
TÓPICO
Energia: Movimento de elétrons.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Reação química de 
oxirredução.
9.2. Reconhecer processos de oxidação e redução.
9.2.1. Classificar os processos químicos como oxidação ou redução de 
acordo com a variação de carga elétrica das espécies.
9.2.3. Relacionar a formação de íons à relação entre o número de prótons 
e elétrons.
9.2.4. Relacionar o movimento de elétrons e de íons com a condução de 
corrente elétrica.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Variações dos números de oxidação entre os participantes de uma reação 
química
DURAÇÃO: 04 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Caro(a) professor(a), 
Neste momento indicamos o desenvolvimento do tema NOX e Reações REDOX em 04 aulas. 
Na aula 01 consideramos importante iniciarmos o assunto com um pequeno texto, uma análise de 
uma imagem, e em seguida uma roda de conversa com a turma. Acreditamos ser uma forma dinâ-
mica de abordar uma temática por vezes entendida como um tanto complicada. Desejamos que 
seja um momento frutífero em sua aula.
Para a aula 02, daremos continuidade ao tema e aprofundaremos na identificação das espécies 
químicas presentes. Neste momento é importante a presença do professor entre os grupos, de 
forma a conduzir a atividade para que se atinja o objetivo proposto. Para a conclusão desta sequên-
cia, chegamos às aulas 03 e 04, nas quais teremos aulas expositivas, que tem por objetivo fazer 
o fechamento dos assuntos abordados anteriormente. Sugere-se uma atividade de discussão do 
conhecimento ao término dessas aulas.
B) DESENVOLVIMENTO:
Aula 01 - Leitura de texto, análise de imagem e roda de conversa.
Esta atividade tem como o objetivo o desenvolvimento da Habilidade 9.2. Sugerimos que seja tra-
balhada em grupos. Após a leitura do texto e análise da imagem 1, solicite ao grupo que anote em 
uma folha as razões pelas quais a faquinha que caiu no tanque estava corroída. De forma análoga, 
peça ao grupo que anote as razões que levaram à formação de ferrugem no prego. Feito isto, suge-
re-se uma roda de conversa direcionada a todos da sala, na qual cada grupo poderá compartilhar 
suas observações. Ao final peça para que os estudantes tentem estabelecer uma relação entre a 
imagem 1 e o texto 1.
41
Aula 02 - A formação da ferrugem.
Nesta atividade retomamos os conceitos tratados na atividade 1, e damos prosseguimento ao 
tema. O objetivo desta atividade 2 é o desenvolvimento das Habilidades 9.2.1. e 9.2.3. Solicite aos 
estudantes para anotar as características de um metal sem ferrugem e o mesmo metal enferruja-
do. Peça para refletirem sobre estas características. Em seguida, demande aos estudantes que 
identifiquem todas as espécies químicas presentes na imagem, e que identifiquem as diferenças 
entre elas. Dê ênfase nestas diferenças - as cargas - . É necessário neste momento o aprofunda-
mento deste tema, a formação de íons e o movimento de elétrons, introduzindo o conceito de NOX.
Aulas 03 e 04 - Aula expositiva sobre nox e reações redox.
O objetivo desta aula é a sedimentação dos conceitos tratados anteriormente, com foco nas Habi-
lidades 9.2.1., 9.2.2., 9.2.3, 9.2.4. Ao final desta aula, será importante o desenvolvimento das ativi-
dades de balanceamento de reações redox e a classificação dos participantes da reação.
RECURSOS:
Atividades: Folha de Ofício, caneta ou lápis. 
Aula expositiva: Pincéis Coloridos ou DataShow.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Indicamos que a avaliação das atividades propostas seja feita de modo processual e formativa, 
ou seja, as estratégias avaliativas deverãose dar ao longo de todo o processo de formas variadas 
e com o intuito de contribuir positivamente para a aquisição da habilidade proposta na atividade, 
e de maneira alguma a avaliação deverá ser uma ferramenta punitiva.
Sugerimos aqui, avaliar a interação intra-grupo e inter-grupos, bem como as produções escritas 
dos educandos visando a identificação de características de circulação de uma linguagem especí-
fica das ciências por parte dos educandos.
ATIVIDADES
1 – Para esta atividade solicitamos que leia o texto 1 a seguir e, em seguida, anote em seu caderno 
as razões pelas quais a faquinha ficou corroída. Posteriormente, pedimos que analise a imagem 1 
e anote em seu caderno as razões pelas quais o prego ficou enferrujado e as características da 
ferrugem.
Texto 1: 
“[...] Após, um dia, num curtume, a faquinha minha, que eu tinha, caiu dentro de um tanque; era só 
caldo de casca-de-curtir, barbatimão, angico, lá sei que taninos. – Amanhã eu tiro… – falei comigo. 
Porque era de noite, luz nenhuma eu não tinha. Ah, então saiba: no outro dia, cedo, a faca, o ferro 
dela, estava roída, quase por metade, carcomido por aquela aguinha escura e azeda, toda quieta, 
pouco borbulhando. 
42
Deixei, mais pra ver… Sabe o que foi? Pois, nessa mesma tarde, da faquinha, só se achava o cabo… 
O cabo – por não ser de frio metal, mas de chifre de veado galheiro [...]” 
Trecho extraído do livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
 
Disponível em: 
2 - Observe a figura a seguir, identifique todos os participantes da reação e as cargas de todas as 
espécies químicas presentes na imagem e dê nome a estes íons.
Disponível em: 
3 – Efetue o balanceamento das reações químicas a seguir , identificando os processos de oxida-
ção e redução, a variação dos NOX e os agentes oxidantes e redutores.
 
a) Zn(s) + HCl(aq) → ZnCl2(aq) + H2(g) 
b) Fe(s) + CuSO4(aq) → Fe2(SO4)3(aq) + Cu(s)
c) NH4
+ → NO2
4 – Elabore em seu caderno uma sistematização do que foi ensinado, pode ser em forma de mapa 
mental, fluxograma ou outra modalidade esquemática para a visualização dos conceitos aborda-
dos nessa aula.
43
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano; et al. Moderna Plus: Ciências da natureza e suas tecnologias. Ciência e Tec-
nologia. Manual do professor: 1.ed. São Paulo , Editora Moderna, 2020. 
GODOY, Leandro Pereira de; AGNOLO, Rosana Maria Dell; MELO, Wolney Candido de. Multiversos: 
Ciências da Natureza: Matéria, Eletricidade na sociedade e na vida . Ensino Médio 1.ed. - São Paulo: 
Editora FTD, 2020.
LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Energia e Consumo Sustentável. 1.ed. São 
Paulo, Editora Moderna 2020.
MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Mate-
riais e Energia: Transformações e Conservação. 1.ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais. Disponí-
vel em: . Acesso em 07/03/2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Curso En-
sino Médio 2022. Disponível em: .Acesso em: 
7 mar. 2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: CBC Química. Belo 
Horizonte: SEE, 2007. 72 p. Disponível em: . 
Acesso em: 7 mar. 2022.
NERY, Ana Luiza P; et al. Ser protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Matéria e 
Transformações. Ensino Médio. 1.ed. São Paulo, Editora SM, 2020.
SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Energia e 
Sociedade: um diálogo necessário. 1.ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020.
44
TÓPICO
Energia: Movimento de cargas elétricas.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Pilha e eletrólise.
32.1. Transformações que envolvem produção de energia.
32.1.1. Compreender o princípio básico de funcionamento de uma pi-
lha eletroquímica.
32.1.2. Representar as TQ por meio de semirreações.
32.1.3. Consultar tabelas de potencial eletroquímico para fazer previ-
sões da ocorrência das transformações.
32.1.5. Conhecer os constituintes e o funcionamento básico das pi-
lhas e das baterias mais comuns.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Transformações que envolvem produção de energia: pilhas e baterias
DURAÇÃO: 05 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Caro(a) professor(a), 
Neste momento iniciamos os estudos das pilhas e baterias. É importante que você mobilize a sua 
turma durante esse processo de aprendizagem. Para isso pensamos em 05 aulas, que serão distri-
buídas de forma a contemplar todo o conteúdo progressivamente. Assim, sugerimos iniciar com 
uma roda de conversa, em um outro momento inserir uma breve prática, de forma simplificada, po-
rém lúdica. Como estratégia de aprofundamento de estudos indicamos aulas expositivas, e por fim, 
resoluções de atividades de fixação do conhecimento, e por fim, a elaboração de mapas mentais ou 
outras estratégias de sistematização do conhecimento. desejamos um bom trabalho a você.
B) DESENVOLVIMENTO:
Aula 01 - Atividade 01 - Roda de conversa sobre o mundo das pilhas. 
Indicamos iniciar o bate papo com a turma em uma organização das mesas/cadeiras de forma dife-
rente do formato tradicional, de modo que todos possam ver a todos.
Foco: Conceituação de Pilha, Aplicabilidades diversas e Meio Ambiente.
Desenvolvimento da Habilidade 32.1.
Pedimos ao professor que estimule a participação e a interação entre os discentes .
45
Aula 02 - Atividade 02- Construção de uma pilha com materiais de fácil acesso. 
Nesta atividade propomos aos estudantes que construam uma pilha utilizando materiais que eles 
possam ter em casa, tais como: limões, moedas, parafusos, vinagre, etc. Os estudantes deverão 
seguir o roteiro proposto pelo professor e elaborar um relatório ao final da prática.
Desenvolvimento das HABILIDADES 32.1.1, 32.1.5. 
Aulas 03 e 04 - Aula expositiva e elaboração de um mapa mental sobre pilhas.
Indicamos esta aula como aprofundamento dos conhecimentos abordados anteriormente e suge-
rimos ao final que o estudante construa em seu caderno um mapa mental sobre o conteúdo de 
pilhas sistematizando o conhecimento apreendido. 
Desenvolvimento da Habilidade 32.1.
Aula 05 - Retomada do relatório da atividade prática, resposta do questionário final.
Nesta atividade retomamos a aula prática e fazemos uma relação com as pilhas tradicionais. 
Ao final da atividade, utilizaremos a linguagem química para representar a prática.
Desenvolvimento das Habilidades 32.1., 32.1.1., 32.1.2., 32.1.3., 32.1.5. 
RECURSOS:
Atividades : Folha de Ofício, caneta ou lápis. 
Aula expositiva: Pincéis Coloridos ou DataShow.
Aula prática: Materiais diversos, de fácil acesso, descritos na atividade.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 
Indicamos que a avaliação das atividades propostas seja feita de modo processual e formativa, 
ou seja as estratégias avaliativas deverão se dar ao longo de todo o processo de formas variadas 
e com o intuito de contribuir positivamente para a aquisição da habilidade proposta na atividade, 
e de maneira alguma a avaliação deverá ser uma ferramenta punitiva.
Sugerimos aqui, avaliar a interação intra-grupo e inter-grupos, bem como as produções escritas 
dos educandos visando a identificação de características de circulação de uma linguagem especí-
fica das ciências por parte dos educandos.
46
ATIVIDADES
1 – Roda de conversa sobre o universo galvânico.
Imagem 1 Imagem 2 Imagem 3 Imagem 4
2 – Construção de uma pilha com materiais alternativos.
Materiais e reagentes:
1) Um LED - Diodo emissor de Luz, ou lâmpada pequena para lanterna ou multímetro.
2) Pedaços de fio de cobre ( de preferência aqueles rígidos, para chuveiros, ou uma moeda de 
5 centavos decobre, ou outro material que seja feito de cobre.
3) Parafusos de zinco, ou clipes de zinco, ou outro material feito de zinco.
4) 02 pedaços de Fios elétricos (não precisa ser de calibragem alta).
5) Lixas finas de construção ou lã de aço.
6) Limão.
Procedimento:
1) Utilizando as lixas, limpe os materiais de zinco e de cobre.
2) Utilize os fios elétricos para conectar o cobre ao LED, e o zinco ao outro polo do LED ou a 
lâmpada.
3) Caso não seja utilizado o LED ou a Lâmpada, conecte os fios elétricos aos sensores do mul-
tímetro.
4) Não conecte os materiais de cobre e zinco um ao outro, pois “fechará curto”.
5) Introduza o “eletrodo” (material ) de cobre ao limão, através de um furo em sua casca. Faça o 
mesmo com o “eletrodo” de zinco.
6) Observe atentamente todos os indicativos de reação química e faça suas anotações.
Resultados e discussão. 
Conclusão.
3 – Elaboração do mapa mental /Sistematização dos conteúdos.
4 – Questionário.
1- A partir do experimento, defina com base em seus conhecimentos, o que é uma pilha? a?
2- Defina para esta pilha quais são os eletrodos (catodo e Anodo).
47
3- Consulte uma tabela de potenciais eletrodos-padrão e localize o potencial de oxidação do metal 
que está sendo oxidado nesta reação. Escreva a equação de semirreação de oxidação desse metal.
4- Consulte uma tabela de potenciais eletrodos-padrão e localize o potencial de Redução do metal 
que está sendo Reduzido nesta reação. Escreva a equação de semirreação de Redução deste Metal 
desse metal. 
5- Escreva a equação global para esta pilha.
6- Determine a d.d.p. para esta pilha.
7- Como você explicaria a produção de energia elétrica nesta pilha? Monte uma representação dis-
so em seu caderno.
8- Quantas pilhas iguais a que você construiu seriam necessárias para acender uma lâmpada de 12V?
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano; et al. Moderna Plus: Ciências da natureza e suas tecnologias. Ciência e Tec-
nologia. Manual do professor: 1.ed. São Paulo , Editora Moderna, 2020. 
GODOY, Leandro Pereira de; AGNOLO, Rosana Maria Dell; MELO, Wolney Candido de. Multiversos: 
Ciências da Natureza: Matéria, Eletricidade na sociedade e na vida . Ensino Médio 1.ed. - São Paulo: 
Editora FTD, 2020.
IMAGEM 1. Disponível em: . Aces-
so em: 07 mar. 2022.
IMAGEM 2. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022.
IMAGEM 3. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022.
IMAGEM 4. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022.
LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Energia e Consumo Sustentável. 1.ed. São 
Paulo, Editora Moderna 2020.
MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Mate-
riais e Energia: Transformações e Conservação. 1.ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais. Disponí-
vel em: . Acesso em: 07 mar. 2022. 
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Curso En-
sino Médio 2022. Disponível em: . Acesso em: 
07 mar. 2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: CBC Química. Belo 
Horizonte: SEE, 2007. 72 p. Disponível em: . 
Acesso em: 07 mar. 2022.
NERY, Ana Luiza P; et al. Ser protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Matéria e 
Transformações. Ensino Médio. 1.ed. São Paulo, Editora SM, 2020.
SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Energia e 
Sociedade: um diálogo necessário. 1.ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020.
48
TÓPICO
Energia: Movimento de cargas elétricas.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Pilha e eletrólise
32.2 Transformações que envolvem consumo de energia. 
32.2.1. Compreender o princípio básico de funcionamento de uma 
eletrólise.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Transformações que envolvem consumo de energia: eletrólise
DURAÇÃO: 05 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Estimado(a) professor(a), 
Iniciamos aqui nossos estudos sobre eletrólise, este tema é sequencial aos conceitos de NOX e Pi-
lhas. Acreditamos que, para este momento, seja necessária uma sequência de 05 aulas, sendo um 
debate inicial, uma prática, duas aulas expositivas e uma aula de atividades. Apresentamos uma 
proposta de atividade experimental sobre a eletrólise da água para ampliar o processo de ensino e 
de aprendizagem e diversificar a aula sobre o tema. Como preparação para a aula 01, se faz neces-
sária a orientação dos estudantes para que tragam alguns objetos que serão utilizados na atividade 
proposta para esta aula.
Pedimos também que durante a atividade “roda de conversa”, questões ambientais e condições de 
trabalho sejam fomentadas na discussão.
B) DESENVOLVIMENTO:
Aula 01 - Atividade 01 - Roda de conversa sobre o processo de eletrólise em nosso dia a dia. 
Como preparação para esta atividade, na aula anterior, o professor poderá solicitar aos grupos de 
estudantes que tragam materiais que contenham metal depositado sobre ele, como chaves, peças 
de carro, bijuterias ou até mesmo latinhas de alumínio, estes objetos deverão ser o ponto de partida 
da roda de conversa sobre o processo de Eletrólise. Indicamos iniciar o bate papo com a turma em 
uma organização das mesas/cadeiras de forma diferente da tradicional, de modo que todos pos-
sam ver a todos.
Foco: Conceituação de Eletrólise, Aplicabilidades diversas e Meio Ambiente.
Desenvolvimento da Habilidade 32.2.
Solicitamos ao docente que estimule a participação e a interação entre os estudantes.
49
Aula 02 - Atividade 02 - Prática de eletrólise da água, com materiais de fácil acesso. 
Nesta atividade propomos aos estudantes que construam um sistema para realizar a eletrólise da 
água, utilizando materiais que eles possam ter em casa. Os estudantes deverão seguir o roteiro 
proposto pelo professor e elaborar um relatório ao final da prática.
Desenvolvimento das Habilidades 32.2.1.
Aulas 03 e 04 - Aula expositiva e elaboração de uma sistematização do conhecimento sobre 
eletrólise.
Indicamos esta aula como aprofundamento dos conhecimentos abordados anteriormente e su-
gerimos ao final que o estudante construa Padlet, um Jamboard, um blog, ou outra ferramenta 
TIDIC que esteja disponível, com o propósito de sistematização e divulgação do conhecimento. 
Desenvolvimento da Habilidade 32.2.
Aula 05 - Retomada do relatório da atividade prática, resposta do questionário final.
Nesta atividade, retomaremos a aula prática e faremos uma relação com as pilhas tradicionais, ao 
final da atividade utilizamos a linguagem química para representar a prática.
Desenvolvimento das Habilidades 32.2., 32.2.1. 
RECURSOS:
Atividades : Folha de Ofício, caneta ou lápis. 
Aula expositiva: Pincéis Coloridos ou DataShow.
Aula prática: Materiais diversos, de fácil acesso, descritos na atividade.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 
Indicamos que a avaliação das atividades propostas seja feita de modo processual e formativa, 
ou seja as estratégias avaliativas deverão se dar ao longo de todo o processo de formas variadas 
e com o intuito de contribuir positivamente para a aquisição da habilidade proposta na atividade. 
Sugerimos aqui, avaliar a interação intra-grupo e inter-grupos, bem como as produções escritas 
dos educandos visando a identificação de características de circulação de uma linguagem especí-
fica das ciências por parte dos educandos.
50
ATIVIDADES
1 – Roda de conversa sobre o processo de eletrólise em nosso dia-a-dia. 
 
Disponível em: .
2 - Atividade experimental sobre a eletrólise da água.
Materiais:• 1 vasilha de plástico ou vidro para colocar a água (400 mL).
• 2 pedaços de fios de cobre de aproximadamente 15 cm.
• 2 bastões de grafite (podem ser retirados de um lápis).
• 2 seringas médias ou tubos de plástico.
• 2 pedaços de arame ou Gominhas.
• Bicarbonato de sódio.
• 6 pilhas AA ou uma bateria.
• Fita adesiva.
Procedimento:
1) adicionar água no reservatório;
2) adicionar bicarbonato de sódio na água até que ele não se dissolva mais;
3) prender cada tubo de ensaio no arame ou gominha;
4) prender um fio de cobre (com a ponta desencapada) em cada grafite;
5) ligar as pilhas em série (prender com fita adesiva), ou seja, polo negativo com polo positivo;
6) prender a ponta de um dos fios de cobre no polo negativo da pilha;
7) prender a ponta de um dos fios de cobre no polo positivo da pilha;
8) encher cada tubo de ensaio com a solução salina e virá-los dentro do recipiente, prenden-
do-os na borda com o arame;
9) posicionar cada grafite dentro do tubo de ensaio;
10) ligar os fios nos polos da fonte elétrica.
11) Observar as reações e anotar.
Representação da Montagem
Fonte: .
51
Resultados e discussão.
Conclusão.
3 – Sistematização dos conteúdos diferenciando eletrólise de pilha (deixe claro as diferenças entre 
estes processos). 
Utilize uma Ferramenta das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação, pode ser um Jam-
board, um Padlet, um mentimeter, etc.
4 – Questionário.
a) Agora, depois do que você já aprendeu, explique o que é uma eletrólise.
b) Defina para esta eletrólise quais são os eletrodos (catodo e anodo).
c) Consulte uma tabela de potenciais de descargas de íons, determine qual gás está sendo 
produzido em cada eletrodo e escreva as equações de semirreação de Redução e Oxidação 
presentes neste experimento.
d) Como você diferenciaria a pilha da eletrólise, a partir dos experimentos realizados? 
e) Faça uma diferenciação entre eletrólise ígnea e eletrólise aquosa.
f) Cite algumas aplicações práticas do processo de eletrólise. 
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano; et al. Moderna Plus: Ciências da natureza e suas tecnologias. Ciência e Tec-
nologia. Manual do professor: 1.ed. São Paulo , Editora Moderna, 2020. 
GODOY, Leandro Pereira de; AGNOLO, Rosana Maria Dell; MELO, Wolney Candido de. Multiversos: 
Ciências da Natureza: Matéria, Eletricidade na sociedade e na vida . Ensino Médio 1.ed. - São Paulo: 
Editora FTD, 2020.
LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Energia e Consumo Sustentável. 1.ed. São 
Paulo, Editora Moderna 2020.
MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Mate-
riais e Energia: Transformações e Conservação. 1.ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais. Disponí-
vel em: . Acesso em: 7 mar. 2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Cur-
so Ensino Médio 2022. Disponível em: . 
Acesso em: 7 mar. 2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: CBC Química. Belo 
Horizonte: SEE, 2007. 72 p. Disponível em: . 
Acesso em: 7 mar. 2022.
NERY, Ana Luiza P; et al. Ser protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Matéria e 
Transformações. Ensino Médio. 1.ed. São Paulo, Editora SM, 2020.
SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Energia e 
Sociedade: um diálogo necessário. 1.ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020.sob o 
ponto de vista da genética. Lembre-se que este é um momento onde iniciamos a construção do 
conhecimento aprofundado em genética. Intervenções decorrentes ou correção de determinadas 
informações poderá tornar esse momento uma “aula expositiva”.
Aproveitando a roda de conversa, analise junto com a turma, a imagem abaixo.
Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2022.
É interessante que, nesse momento, de modo a organizar as ideias e explicações apresentadas 
pelos estudantes, oriente a sua turma em alguns aspectos que são de extrema relevância, retrata-
dos na imagem acima. Como podemos perceber todas as pessoas da imagem acima são membros 
de uma mesma família e cada uma delas representa diferentes gerações. Uma análise cuidadosa 
mostrará que elas apresentam muitas semelhanças entre si, mas também muitas diferenças.
Para finalizar a aula, e de modo a estabelecer uma ligação entre a próxima aula, onde continuare-
mos os estudos sobre hereditariedade e variabilidade genética, sugerimos solicitar aos estudan-
tes que realizem uma investigação sobre a História da Genética. Desse modo, poderão perceber 
que, desde a Antiguidade, vários estudiosos procuraram explicar o que fazia os filhos serem seme-
lhantes a seus pais, mas nunca idênticos a eles. Com isso, muitas outras dúvidas eram associadas 
a estes questionamentos, como: O que determinava o sexo do futuro bebê? Por que alguns deles 
nasciam com problemas físicos?
2ª Aula: Mendel e seus experimentos com as ervilhas
Professor(a), para esta aula, sugerimos que você aborde, de maneira expositiva, os trabalhos de 
Mendel com a ervilha-de-cheiro (Pisum sativum). Como sabemos, esse experimento teve um papel 
fundamental no esclarecimento dos mecanismos de hereditariedade. Aproveite e explane sobre 
a 1ª Lei de Mendel ou Lei da Segregação dos Fatores. Se for necessário, aborde os conceitos de 
4
fenótipo e genótipo e de dominância e recessividade, além de outros que achar pertinente.
3ª Aula: Variabilidade Genética
Dando continuidade, para aprofundar o conhecimento do(a)s estudantes sobre as questões rela-
cionadas à herança de características, sugerimos solicitar aos estudantes que desenvolvam a ati-
vidade proposta.
Em uma folha de papel sulfite A4, peça que desenhem um homem e uma mulher com as seguintes 
características:
Características físicas do Homem
Nariz arredondado, com covinha no queixo, 
sem sardas, cabelo convergindo na testa, olhos 
castanhos, cabelos escuros e lisos.
Características físicas da Mulher 
Nariz afilado, com covinha no queixo, com 
sardas, o cabelo não converge na testa, olhos 
azuis, cabelos ruivos e cacheados.
Agora, proponha a seguinte situação: esse homem e essa mulher, formaram um casal, e geraram 
filhos(as). Considerando as características destes pais, solicite aos estudantes que respondam: 
• Como poderá(ão) ser o(a)s filho(a)s deste casal? Descreva ou desenhe algumas possibilidades. 
• Como ocorre essa herança de características dos pais ou ancestrais para os descendentes? 
• Você sabe quais são e como agem os mecanismos que fazem com que as características 
se perpetuem e/ou se modifiquem ao longo das gerações? Pesquise a respeito e descreva, 
utilizando ilustrações. 
Após finalizarem a atividade, promova o compartilhamento das respostas e ofereça esclarecimen-
tos, caso surjam dúvidas, por meio de discussão coletiva. As respostas aos questionamentos tra-
rão conhecimentos prévios e poderão promover a ativação de conceitos, os quais serão validados 
por meio da pesquisa solicitada no terceiro questionamento. Com relação a esse item, uma possi-
bilidade seria revisar com os estudantes, ou se preferir, solicite que assistam a aula “Biologia – Di-
visão Celular”, do programa Se Liga na Educação, disponível em: (acesso em 24 fev. 
2022). No vídeo, além de explicar a meiose e compará-la com a mitose (revisão), são apresentados, 
de forma clara e objetiva, os principais mecanismos de variabilidade genética: meiose, mutações, 
cruzamentos aleatórios na população e crossing over. Desse modo, será possível também fazer a 
correlação com as Leis de Mendel e a transmissão das características aos seus descendentes.
4ª Aula: Conceitos básicos em Genética
Professor(a), sugerimos para esta atividade a utilização do livro didático ou outro material de apoio 
fornecido por você. Solicite aos estudantes que descrevam, no caderno, o significado dos concei-
tos abaixo, de modo a compor o seu glossário de genética. 
a) Gene
b) Alelo
c) Cromossomo
d) DNA
e) Lócus
f) Cromossomos homólogos
g) Genótipo
h) Fenótipo
i) Dominante
j) Recessivo
k) Homozigoto
l) Heterozigoto
5
Esta atividade poderá ser realizada de forma individual ou em grupos de trabalho, ficando ao seu 
critério a execução. Recomendamos que, no final da aula, sejam compartilhadas as definições dos 
conceitos entre os estudantes.
5ª Aula: Conceitos básicos em Genética
Professor, agora que os estudantes possuem o glossário preenchido, organize a turma em peque-
nos grupos para analisar a situação abaixo.
Duas irmãs com o mesmo genótipo estão vivendo em locais diferentes há dois anos. Uma 
delas mora numa região do litoral brasileiro e a outra vive em Paris, na França. Ao trocarem 
fotos, elas percebem que uma está com a pele bronzeada, morena, e a outra permanece bem 
branca, como quando nasceram. 
A tarefa dos estudantes é explicar essa diferença utilizando como base os conceitos descritos no 
glossário de genética. Eles devem indicar, também, considerando onde vive a irmã morena, se há 
um limite para o escurecimento de sua pele.
Ao final, os estudantes devem apresentar as suas explicações para o restante da turma. Sugeri-
mos que, nessa etapa, você se coloque à disposição para esclarecimentos enquanto os grupos re-
solvem a situação problema. Lembre-se: deixe-o(a)s pensar e propor soluções, evitando oferecer 
respostas prontas. Espera-se que percebam que se trata de gêmeas univitelinas (mesmo genótipo) 
e que, apesar de possuírem as mesmas características genéticas (genes), o ambiente, no caso os 
raios solares, ativam a produção de melanina, o que permitiu o fenótipo “morena” para a irmã que 
vive no litoral de um país tropical. No caso, é importante que compreendam que a produção de me-
lanina é resultado da ação de vários genes e, portanto, a tonalidade da pele varia de acordo com a 
quantidade de genes que codificariam a pele mais clara ou mais escura, ou seja, há um limite para 
o escurecimento da pele das irmãs citadas na situação problema.
É importante ressaltar que a cor da pele é determinada geneticamente, mas, mesmo que duas pes-
soas tenham exatamente o mesmo genótipo, isso não significa que tenham o mesmo fenótipo, pois 
os genes que controlam a produção do pigmento melanina são influenciados pelo ambiente, ou 
seja, pelo estímulo dos raios solares. Quanto mais tempo o organismo fica exposto ao Sol, maior o 
estímulo para a produção de melanina na quantidade máxima que o genótipo permite. É por isso 
que a pele muda de tonalidade ao longo do ano.
RECURSOS:
Papel sulfite A4, lápis de cor, livro didático ou material de consulta fornecido pelo(a) professor(a).
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O sistema avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ-
ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc) e escritas (atividades, avaliação 
escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du-
rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo.
6
ATIVIDADES
1 – Imagine que a quantidade de cromossomos observada nas células epiteliais de uma dada espé-
cie é igual a X. Uma amostra de DNA, retirada do mesmo tipo de célula, foi analisada em um labora-
tório, e o número de cromossomos observado foi 2X.
a) O que deve estar acontecendo comessa célula? Explique.
b) Qual é a quantidade de cromossomos que deve ser encontrada nos gametas dessa espécie?
2 – (ENEM) Em um experimento, preparou-se um conjunto de plantas por técnica de clonagem a 
partir de uma planta original que apresentava folhas verdes. Esse conjunto foi dividido em dois 
grupos, que foram tratados de maneira idêntica, com exceção das condições de iluminação, sendo 
um grupo exposto a ciclos de iluminação solar natural e outro mantido no escuro. Após alguns dias, 
observou-se que o grupo exposto à luz apresentava folhas verdes como a planta original e o grupo 
cultivado no escuro apresentava folhas amareladas.
Ao final do experimento, os dois grupos de plantas apresentaram
a) os genótipos e os fenótipos idênticos.
b) os genótipos idênticos e os fenótipos diferentes.
c) diferenças nos genótipos e fenótipos.
d) o mesmo fenótipo e apenas dois genótipos diferentes.
e) o mesmo fenótipo e grande variedade de genótipos.
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 
160 p. v. 6 volumes.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Secretaria de Educação (org.). SP Faz Escola - Caderno 
do Aluno: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: [s. n.], 2020. 296 p. v. 2ª Série - Ensino Médio. 
Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2022.
REECE, Jane et al. Biologia de CAMPBELL. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
SADAVA, David et al. Vida: A Ciência da Biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 1.
SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São 
Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes.
7
TÓPICO
Bases da herança: Leis de Mendel.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Probabilidade em Genética.
9.1. Identificar os princípios das leis de Mendel resolvendo pro-
blemas de herança como albinismo, ABO e Rh.
9.1.2. Identificar as características fenotípicas e evidências de 
hereditariedade, utilizando os princípios básicos da herança 
mendeliana aplicados em exercícios de genealogias humanas e 
em situações-problema que envolvam características dominan-
tes, recessivas, em relação a algumas heranças.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Probabilidade em Genética
DURAÇÃO: 02 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Olá, professor(a)!
Dando continuidade com o tema Genética, elaboramos este instrumento para que você possa uti-
lizá-lo em sala de aula. 
Desenvolvemos, nas aulas passadas, uma sequência de atividades abordando conceitos iniciais 
em genética. Neste instrumento, será proposto o desenvolvimento de uma atividade interdiscipli-
nar com Matemática, relacionada à teoria da probabilidade. 
1ª e 2ª Aula: Probabilidade na Prática
Professor(a), sugerimos que desenvolva com os estudantes uma atividade investigativa sobre pro-
babilidade. Esta atividade possui um caráter interdisciplinar com o componente curricular Mate-
mática, onde o estudante será capaz de aplicar os conhecimentos adquiridos na 2ª série do Ensino 
Médio sobre o tema probabilidade.
Sugerimos que esta atividade seja realizada em pequenos grupos, de até 4 pessoas, de modo a 
garantir a interação e o compartilhamento de informações entre os estudantes. Além disso, é im-
portante que você, durante a execução da atividade, esclareça as possíveis dúvidas e, ao final, or-
ganize uma roda de conversa com a turma, para o compartilhamento dos resultados obtidos entre 
os grupos.
B) DESENVOLVIMENTO:
Professor(a), sugerimos iniciar a aula com uma breve retomada sobre os experimentos de Mendel 
com as ervilhas-de-cheiro. Esclareça aos estudantes que Mendel utilizou a teoria da probabi-
lidade para organizar e interpretar os dados obtidos, isto é, as características fenotípicas dos 
descendentes.
8
Neste momento, caso seja possível, solicite a presença do(a) professor(a) de matemática para que 
possa, de maneira breve, falar das múltiplas formas onde podemos utilizar a teoria da probabilidade 
no cotidiano. 
Para iniciar a atividade, organize a turma em grupos de até 4 pessoas. Explique para os estudan-
tes sobre o objetivo da atividade, investigar o quanto a probabilidade esperada para um evento se 
aproxima dos resultados obtidos. Cada grupo deve receber uma moeda, uma folha de papel e uma 
caneta. Informe que um dos integrantes de cada grupo ficará encarregado de jogar a moeda, e os 
demais ficarão responsáveis pela anotação dos resultados dos lançamentos.
O desenvolvimento da atividade, está no box “Atividades - Atividade 01”. 
Oriente os estudantes durante o desenvolvimento desta atividade e, na sequência, proponha uma 
roda de conversas para que os grupos troquem informações. Nesse momento, você poderá inter-
ferir e/ou esclarecer alguns pontos que julgar pertinentes.
RECURSOS:
Papel sulfite A4; caneta; moeda.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O sistema avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ-
ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avaliação 
escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du-
rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo.
ATIVIDADES
01 – Probabilidade na Prática.
O cálculo de probabilidades permite prever a chance de um ou mais eventos ocorrerem. Agora, 
vamos investigar o quanto a probabilidade esperada para um evento se aproxima dos resultados 
obtidos.
Para esta atividade você irá precisar dos seguintes materiais:
• Moeda
• Folha de papel sulfite A4
• Caneta
A critério do(a) seu(sua) professor(a), você e sua turma devem se organizar em grupos de quatro 
integrantes. Cada grupo deve receber uma moeda, uma folha de papel e uma caneta. Um dos in-
tegrantes pode ficar encarregado de jogar a moeda, e os demais podem ficar responsáveis pelas 
anotações dos resultados dos lançamentos.
1º Momento: Amostra Pequena.
Escolham uma face da moeda (cara ou coroa). Um dos integrantes do grupo vai jogar a moeda 
seis vezes, enquanto outro integrante anota, no caderno o resultado obtido em cada jogada, na 
tabela abaixo.
9
Jogadas Face
1ª jogada
2ª jogada
3ª jogada
4ª jogada
5ª jogada
6ª jogada
Agora, calculem a frequência relativa (Frel) da face escolhida, utilizando a equação a seguir:
Em seguida, calculem a probabilidade de ocorrência do evento desejado; nesse caso, que a moeda 
caia com a face escolhida, no início da atividade, para cima.
2º Momento: Amostra Grande.
Repitam as mesmas etapas do 1º Momento, desta vez, jogando a moeda 20 vezes. 
Complete a tabela com os resultados obtidos.
Amostra Pequena Amostra Grande
Resultado obtido 
(Frequência relativa)
Resultado esperado
(Probabilidade)
Resultado obtido 
(Frequência relativa)
Resultado esperado
(Probabilidade)
Agora, vamos sistematizar os resultados. Para isso responda as questões abaixo, e junto com a sua 
turma, sob orientação do(a) seu(sua) professor(a), compare os resultados obtidos.
• Em qual das amostras o resultado obtido aproximou-se mais do resultado esperado?
• Considerando os resultados obtidos nesta atividade, explique por que, em certas pesquisas, 
os cientistas procuram trabalhar com a maior amostra possível.
10
02 – Calcule a probabilidade de um casal que tenha três filhos gerar duas crianças do sexo mascu-
lino e uma do sexo feminino. Considere a ordem em que as três crianças podem nascer e faça os 
cálculos.
03 – Do cruzamento realizado por Mendel, entre ervilhas híbridas de semente amarelas, qual foi a 
probabilidade obtida por ele, em F2, de se obter ervilhas verdes?
04 – Imagine que um casal heterozigoto para a condição albina deseja ter filhos. Sabendo que o 
albinismo é uma condição recessiva, responda as questões a seguir:
a) Qual é a probabilidade de eles terem um filho albino? E um filho não albino?
b) No caso de um filho albino, é possível saber, apenas com base nos genótipos dos pais,a ori-
gem dos alelos que formam o genótipo do filho? Justifique.
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 
160 p. v. 6 volumes.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Secretaria de Educação (org.). SP Faz Escola - Caderno 
do Aluno: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: [s. n.], 2020. 296 p. v. 2ª Série - Ensino Médio. 
Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2022.
REECE, Jane et al. Biologia de CAMPBELL. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
SADAVA, David et al. Vida: A Ciência da Biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 1.
SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São 
Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes.
11
TÓPICO
Bases da herança: Leis de Mendel.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
1ª Lei de Mendel.
9.1. Identificar os princípios das leis de Mendel resolvendo pro-
blemas de herança como albinismo, ABO e Rh.
9.1.2. Identificar as características fenotípicas e evidências de 
hereditariedade, utilizando os princípios básicos da herança 
mendeliana aplicados em exercícios de genealogias humanas e 
em situações-problema que envolvam características dominan-
tes, recessivas, em relação a algumas heranças.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: 1ª Lei de Mendel
DURAÇÃO: 02 aulas 
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Olá, professor(a)!
Neste instrumento, serão abordadas atividades investigativas a serem desenvolvidas pelos estu-
dantes, utilizando o quadro de Punnet (que representa os fenótipos e genótipos de uma geração 
para determinado cruzamento). É importante que você incentive a turma a refletir sobre como 
Mendel chegou a conclusão de suas Leis, com base no resultado de suas pesquisas. Na análise 
do quadro, é importante que os estudantes compreendam princípios básicos de probabilidade, 
o que pode proporcionar paralelos com a matemática. Sugerimos que ao final dessas aulas, sejam 
trabalhados exercícios extraídos de livros didáticos ou outras fontes de pesquisa, como sites com 
questões do ENEM e de vestibulares, exercitando as múltiplas interpretações dos experimentos 
de Mendel.
1ª Aula: Interpretando a 1ª Lei de Mendel.
Nesta aula os estudantes utilizarão o quadro de Punnet para a realização dos cruzamentos em ge-
nética. Sugerimos que retome os trabalhos de Mendel com as ervilhas-de-cheiro.
2ª Aula: A Herança Mendeliana
Nesta aula, temos como objetivo a percepção e aplicação, pelos estudantes, dos conhecimentos 
científicos adquiridos no decorrer do estudo de Genética e, ao mesmo tempo, incentivar aos estu-
dantes que expliquem, com base em conceitos científicos, fatos observados em nosso cotidiano.
12
B) DESENVOLVIMENTO:
1ª Aula: Interpretando a 1ª Lei de Mendel
Professor(a), sugerimos que inicie a aula retomando os experimentos de Mendel com as ervilhas-
-de-cheiro, de modo em que os estudantes percebam como Mendel chegou nas leis de herança 
desenvolvendo uma série de experimentos. Inicialmente levantou hipóteses e, então, montou os 
experimentos para testá-las. Uma hipótese era sobre a existência de duas combinações possíveis 
de alelos (RR ou Rr) para as sementes com o fenótipo liso. Mendel verificou essa hipótese realizan-
do cruzamentos-teste com as sementes F1 derivadas de uma variedade de outros cruzamentos. 
Esclareça aos estudantes que um cruzamento-teste é usado para determinar se um indivíduo que 
apresenta uma característica dominante é homozigoto ou heterozigoto. O indivíduo em questão é 
cruzado com um indivíduo que é homozigoto para o alelo recessivo – fácil de identificar, porque to-
dos os indivíduos com o fenótipo recessivo são homozigotos para aquela característica. Sugerimos 
utilizar, como exemplo, a cor da semente da ervilha (amarela ou verde) determinada pela presença 
de um gene dominante “V”, que apresentará a cor amarela, sendo homozigoto ou heterozigoto. Já a 
recessividade, “v”, indicará a cor verde.
Proponha aos estudantes que demonstrem qual o genótipo da semente (Amarela) se no resultado 
do cruzamento aparecerem sementes verdes e amarelas. Solicite que realizem, no caderno, o cru-
zamento utilizando o quadro de Punnet.
Nesta etapa, coloque-se à disposição para esclarecimentos enquanto os estudantes realizam o 
cruzamento. Lembre-se: deixe-o(a)s pensar e propor soluções para a resolução de possíveis pro-
blemas que surgirem, evitando oferecer respostas prontas. 
2ª Aula: A Herança Mendeliana
Professor(a), retomaremos aqui a atividade referente às características descritas de um homem e 
de uma mulher, que você realizou na primeira sequência de atividades. Solicite aos estudantes que 
refaçam o exercício aplicando a 1ª lei de Mendel e realizando o cruzamento entre o casal por meio 
do quadro de Punnett. 
Para orientá-lo, abaixo estão representados os genótipos do casal. 
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Mulher:
pp - nariz afilado
Cc - com covinha no queixo
SS - com sardas
cc - o cabelo não converge na testa
aa - olhos azuis
oo - cabelo ruivo e cacheado
Homem: 
PP - nariz arredondado
Cc - com covinha no queixo
ss - sem sardas
CC - cabelo convergindo na testa
Aa - olhos castanhos
Oo - cabelo escuro e liso
Oriente os(as) estudantes sobre como fazer o cruzamento entre o casal, utilizando–se do quadro de 
Punnett, lembrando que na 1ª lei de Mendel analisa-se uma característica de cada vez. Após reali-
zarem o cruzamento, realize uma conversa coletiva para retomar alguns conceitos, como forma de 
organizar o conhecimento e as aprendizagens sobre Genética. Para isso, algumas questões:
• Como poderão ser os filhos desse casal?
• Como ocorre essa herança de características dos pais ou ancestrais para os(as) descen-
dentes? 
• Quais são e como agem os mecanismos que fazem com que elas se perpetuem e/ou se mo-
difiquem ao longo das gerações?
• O que é hereditariedade?
Durante a conversa, verifique se os estudantes compreenderam os conceitos básicos e, sempre 
que necessário, ofereça esclarecimentos. É importante, neste momento, deixar claro que esse 
cruzamento é hipotético, já que as características fenotípicas não são determinadas somente pela 
análise dos genes demonstrados. Deve ficar claro também que podemos carregar informações ge-
néticas que podem ou não ser expressas naquela geração, caracterizando, então, o conceito de 
hereditariedade. Outro ponto muito relevante que deve ser abordado é que muitas características 
como, por exemplo, a cor da pele e dos olhos, são determinadas por mais de um par de alelos (he-
rança poligênica).
Professor(a), é importante, neste momento, dizer aos estudantes que a herança poligêni-
ca ou herança quantitativa será estudada no 2º Bimestre.
Por meio desse exercício, pretendeu-se possibilitar aos estudantes perceberem a ampliação e apli-
cação dos conhecimentos científicos adquiridos no decorrer do estudo de Genética e, ao mesmo 
tempo, explicarem, com base em conceitos científicos, fatos observados em seu cotidiano.
RECURSOS:
Caderno de Biologia; livro didático ou Material de consulta.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O sistema avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ-
ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avaliação 
escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du-
rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo
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ATIVIDADES
01 – Um geneticista colheu as sementes de uma planta de ervilha alta com flores púrpuras. Ele de-
seja saber se essa planta e seus descendentes correspondem a uma linhagem homozigota.
a) Que tipo de teste ele poderia fazer para saber se as sementes colhidas são de linhagem ho-
mozigota?
b) Sabendo que as características “planta alta” e “flor púrpura” são dominantes, descreva o tes-
te e os resultados esperados, representando os genes por letras de sua escolha.
02-Em urtigas, o caráter denteado das folhas domina o caráter liso. Numa experiência de poliniza-
ção cruzada, foi obtido o seguinte resultado: 89 denteadas e 29 lisas. Qual o provável genótipo dos 
cruzantes?
03 – Olhos castanhos são dominantes sobre os olhos azuis. Um homem de olhos castanhos, filho 
de pai de olhos castanhos e mãe de olhos azuis, casa-se com uma mulher de olhos azuis. Qual a 
probabilidade de o casal ter um filho com olhos azuis?
04 – Um pesquisador cruzou casais de ratos cinzas e obteve filhotes de cor cinza e de cor branca. 
Entre os 40 filhotes encontrados na prole desses casais, qual o número de filhotes heterozigotos? 
E o número de filhotes homozigotos dominantes? E o número de filhotes homozigotos recessivos?
05 – (FUVEST-SP - Adaptada) Dois grupos de mudas obtidas a partir de um mesmo clone de plantas 
verdes foram colocados em ambientes diferentes: um claro e outro escuro. Depois de alguns dias, 
as plantas que ficaram no escuro estavam estioladas (caule longo e folhas pequenas devido à au-
sência de luz) o que significa que os dois grupos apresentam: 
a) o mesmo genótipo e fenótipos diferentes. 
b) o mesmo fenótipo e genótipos diferentes. 
c) genótipos e fenótipos iguais. 
d) genótipos e fenótipos diferentes. 
e) enótipos variados em cada grupo.
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 
160 p. v. 6 volumes.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Secretaria de Educação (org.). SP Faz Escola - Caderno 
do Aluno: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: [s. n.], 2020. 296 p. v. 2ª Série - Ensino Médio. 
Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2022.
REECE, Jane et al. Biologia de CAMPBELL. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
SADAVA, David et al. Vida: A Ciência da Biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 1.
SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São 
Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO
COMPETÊNCIA
HABILIDADE(S)
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
3º Ano3º Ano
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TÓPICO
Processos de Eletrização.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Processos de eletrização 
de um corpo.
40.1 Compreender os fenômenos eletrostáticos e suas aplicações.
40.1.1 Compreender as diferenças entre condutores e isolantes.
40.1.2 Compreender o conceito de carga elétrica e sua unidade de medida 
no SI.
40.1.3 Compreender como os isolantes podem ser carregados por atrito.
40.1.4 Compreender como os metais podem ser carregados por indução.
40.1.5 Compreender o processo de polarização nos isolantes.
40.1.6 Compreender as aplicações da eletrização no cotidiano.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Processos de eletrização de um corpo
DURAÇÃO: 5 Aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Tendo como base o currículo referência (CRMG), faça o planejamento bimestral, com as diretrizes orga-
nizadas para “dar conta do que foi previsto”. Para tanto, é importante criar situações didáticas variadas, 
em que seja possível retomar os conteúdos abordados em diversas oportunidades. Isso pressupõe que 
o planejamento inclua diferentes modalidades organizativas: projetos didáticos, atividades permanen-
tes e sequências didáticas. A abordagem metodológica CTS (Ciências, Tecnologia e Sociedade) descri-
ta por Bazzo (2003), Santos e Mortimer (2002) e Delizoicov (2002), entre outros, apontam para a neces-
sidade de uma proposta de trabalho que que possa contribuir para um maior significado ao aprendizado 
das disciplinas do núcleo das ciências naturais. Desse modo, a CTS foi norteadora para trabalhar os 
objetos de conhecimento: Processos de eletrização de um corpo que, neste primeiro bimestre, será 
discutida a eletrostática que permite ao estudante o estudo dos processos de eletrização, da carga elé-
trica e da diferenciação entre condutores e isolantes. Ao fim, espera-se que o estudante compreenda 
os fenômenos eletrostáticos e suas aplicações. Será interessante ainda que os estudantes consigam 
reconhecer a eletrização no cotidiano e seus riscos.
3 o ano Ensino Médio 2022
Física Ciências da Natureza e suas Tecnologias
16
B) DESENVOLVIMENTO:
Esta sequência didática (SD) que, na prática, são conteúdos seriados com o intuito de levar às finali-
dades almejadas, sendo metodicamente estruturadas e organizadas, foi pensada para ser aplicada 
no ensino médio nas modalidades regular e EJA. No decorrer dessa SD será abordado o conceito de 
carga elétrica, condutores e isolantes para auxiliar na compreensão dos processos de eletrização.
1º Momento: Sensibilização
Sensibilize os estudantes para aproximarem da teoria científica, contida nos livros de ciência, com 
o cotidiano.
Destaque a importância das Ciências para o desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade. 
Desmistifique a visão de que cientistas são pessoas muito inteligentes, sempre vestidas de jaleco 
branco, fechados nos laboratórios e muito distante do contexto dos estudantes. 
Contexto histórico
Inicie o tema com uma abordagem histórica sobre os átomos, a evolução dos modelos atômicos, 
de que os corpos possuem cargas elétricas. Explique o conceito de corpo neutro, corpo eletrizado 
positivamente, corpo eletrizado negativamente, para levar o estudante ao entendimento de que a 
matéria é constituída por átomos e consequentemente cargas elétricas.
Fonte: AMABIS, J. M. et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 5, 1ª ed. São Paulo. Moderna, 2020. p 51.
2º Momento: Diálogo sobre cargas elétricas e o cotidiano
Contextualize o tema, estimulando os estudantes para um diálogo aberto sobre os seus conheci-
mentos prévios a respeito de algum tipo de eletrização que possa ter ocorrido com ele no cotidia-
no. Faça alguns questionamentos como, por exemplo:
• Alguns de vocês já "levaram" um choque ao encostar em algum objeto e ou em uma outra 
pessoa?
• Alguns de vocês, ao retirar uma blusa, principalmente quando usamos colete na prática de 
atividades físicas, camisa de futebol, já ouviram alguns “estalos”?
• Já ouviram alguma coisa sobre energia estática? Comente a respeito da carga estática no 
transporte de substâncias inflamáveis e o uso de correntes metálicas que servem como 
aterramento.
17
Feito esse diálogo, é bem provável que o estudadante esteja preparado para compreender o estudo 
da eletrostática, bem como as propriedades das cargas elétricas e os processos de eletrização. 
3º Momento: Formalização do tema
Explique, detalhadamente, para os estudantes o conceito de carga elétrica, sua unidade no SI, 
as contribuições do cientista Charles Coulomb para a ciência, o conceito de carga puntiforme e a 
conservação da carga elétrica nos processos de equilíbrio eletrostático, destacando o fato de que, 
no contato entre condutores de mesma forma e mesmas dimensões, por exemplo em esferas de 
mesmo raio, os condutores apresentam no final cargas elétricas iguais. 
Incentive-os a refletirem a respeito de que a matéria é composta de átomos. E, que os corpos pos-
suem cargas elétricas e estas tendem ao equilíbrio. O docente deve elucidar também, os diferentes 
processos de eletrização por atrito, contato e indução.
4º Momento: Atividade Prática: Processos de Eletrização – Eletrização por atrito
Proponha uma atividade prática para os estudantes. 
Materiais: régua plástica, folha de papel, tesoura, balão de festa, pedaço de flanela ou seda.
Procedimento 1: divida a turma em grupos de quatro ou seis integrantes e distribua uma régua, 
metade de uma folha de papel, a tesoura, o balão de festa e pano de flanela ou seda. Oriente-os a 
recortarem o papel em pedaços bem pequenos e fazerem um “montinho”. Pegar a régua, esfregá-la 
(atritá-la) em uma das pontas com o pedaço de pano e aproximá-la do montinho de papel.
Discussão 1:
1) Qual é o processo de eletrizaçãodo experimento?
2) A régua atraiu os pedacinhos de papel? Por quê?
3) O experimento seria possível trocando a régua plástica (isolante) por um bastão de metal 
(condutor)? Explique o motivo.
Procedimento 2: Solicite aos estudantes para inflarem o balão de festa, friccionar o pano nele 
e aproximá-lo do montinho de papel picado. Peça para os estudantes repetirem o procedimento 
e, dessa vez, colocarem o balão em contato com a parede da sala de aula.
Discussão 2:
1) O balão é isolante ou condutor?
2) O balão atraiu os pedacinhos de papel? Explique.
3) O balão “grudou” na parede? Explique.
Tanto o procedimento 1, quanto o procedimento 2 podem ser realizados atritando a régua ou o 
balão no cabelo seco de algum estudante. Enfatize o conceito de eletrização de condutores por 
contato e por indução. Explique a respeito de aterramento e sua finalidade e importância na pro-
teção dos aparelhos elétricos de nossas casas e indústrias. Evidencie o aterramento do padrão de 
energia elétrica e o para raio.
18
RECURSOS:
Livro didático; quadro; giz; projetor; tesoura; régua plástica; balão de festa; tecido de flanela ou 
seda.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ-
ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avaliação 
escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du-
rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo.
ATIVIDADES
1 – Explique, detalhadamente, os três processos de eletrização.
2 – Calcule a quantidade de elétrons contidos em um corpo cuja carga elétrica total é de 1 coulomb (1 C).
3 – Um condutor A, eletrizado positivamente, é colocado em contato com outro condutor B, inicial-
mente neutro.
a) B se eletriza positiva ou negativamente?
b) Durante a eletrização de B ocorre uma movimentação de elétrons ou de prótons? De A para 
B ou de B para A?
4 – Atrita-se um bastão de vidro com um pano de lã.
a) Ambos se eletrizam? Quais os sinais de suas cargas elétricas?
b) Se os colocarmos suspensos por fios isolantes e próximos, eles irão se atrair ou repelir?
c) E se atritarmos dois bastões de vidro entre si, eles também vão se eletrizar? Por quê?
5 – (MACKENZIE) Quando um condutor está em equilíbrio eletrostático, pode-se afirmar, sempre, que:
a) a soma das cargas do condutor é igual a zero;
b) as cargas distribuem-se, uniformemente, em seu volume;
c) as cargas distribuem-se, uniformemente, em sua superfície;
d) se a soma das cargas é positiva, elas se distribuem, uniformemente, em sua superfície;
e) o condutor poderá estar neutro ou eletrizado e, neste caso, as cargas em excesso distri-
buem-se pela sua superfície.
19
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 5, 1. ed. São Paulo. Moderna, 
2020. 
Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: . 
Acesso em: 10 mar. 2022.
Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 
2022.
HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais. Dispo-
nível em: . Acesso 
em: 10 mar 2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Curso En-
sino Médio 2022. Disponível em: . Acesso em: 09 mar 2022. 
SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educa-
cionais Anísio Teixeira (Inep). Ministério da Educação. Disponível em: . 
Acesso em: 09 mar. 2022.
20
TÓPICO
Força Elétrica.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
A carga elétrica e a Lei de 
Coulomb.
41.1. Compreender o conceito de força eletrostática.
41.1.1. Compreender as forças elétricas como uma manifestação da 
ação a distância entre cargas elétricas.
41.1.2. Saber explicar as forças de atração e repulsão.
41.1.3. Compreender e saber explicar as forças de atração entre cor-
pos eletricamente neutros e corpos eletrizados.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: A carga elétrica e a Lei de Coulomb
DURAÇÃO: 5 aulas 
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
A abordagem metodológica CTS (Ciências, Tecnologia e Sociedade) descrita por Bazzo (2003), 
Santos e Mortimer (2002) e Delizoicov (2002), entre outros, apontam para a necessidade de uma 
proposta de trabalho que que possa contribuir para um maior significado ao aprendizado das disci-
plinas do núcleo das ciências naturais. Desse modo, a CTS foi norteadora para trabalhar os objetos 
de conhecimento: Força elétrica, neste primeiro bimestre, será discutida a lei de Coulomb que per-
mite ao estudante o estudo das forças de ação à distância entre cargas elétricas. Ao fim, espera-se 
que o estudante compreenda os fenômenos de equilíbrio eletrostáticos e suas aplicações. Será 
interessante ainda que os estudantes consigam reconhecer o caráter vetorial da força elétrica.
B) DESENVOLVIMENTO:
Esta sequência didática (SD) que, na prática, são conteúdos seriados com o intuito de levar às fina-
lidades almejadas, sendo metodicamente estruturadas e organizadas, foi pensada para ser aplica-
da no ensino médio nas modalidades regular e EJA. No decorrer dessa SD será abordado o conceito 
de força elétrica para auxiliar na compreensão da Lei de Coulomb.
Contexto histórico
É importante que inicie o tema com uma abordagem histórica sobre cargas positivas e cargas ne-
gativas e as contribuições de Charles Coulomb para a física. Explique que a atração elétrica se dá 
através de cargas elétricas de mesmo sinal e a repulsão elétrica se dá entre cargas elétricas de 
sinais contrários.
21
Fonte: . Acesso em: 11 mar. 2022.
1º momento: Estudo da força elétrica
Explique para os estudantes que a grandeza que aparece entre as cargas elétricas é a força ele-
trostática (força elétrica). Evidencie que esta grandeza possui uma característica de agir à distân-
cia. Comente que a força elétrica foi proposta por Charles Augustin de Coulomb, por meio de um 
experimento com uma balança de torção, como na figura e que, o SI o homenageia com a unidade 
de carga elétrica.
Fonte: . Acesso em: 11 mar. 2022.
2º Momento: A lei de Coulomb
Apresente para os estudantes o seguinte esquema:
Fonte: AMABIS, J. M. et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v. 5, 1ª ed. São Paulo. Moderna, 2020. P 55.
Explique que a força eletrostática é uma grandeza vetorial e proporcional ao produto das cargas 
elétricas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre as cargas elétricas, denomi-
nando-se assim, a lei de Coulomb. Apresente a equação abaixo que traduz a lei de Coulomb. 
22
Fonte: AMABIS, J. M. et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 5, 1ª ed. São Paulo. Moderna, 2020. p 56
Comente a respeito da constante eletrostática como uma característica física, e que no vácuo, seu 
valor é K0=9 × 109 Nm2/c2. Evidencie para os estudantes que a força elétrica é uma força natural 
e que esta obedece a terceira lei de Newton – o princípio da ação e reação – a força elétrica é uma 
grandeza vetorial com módulo, direção e sentido.
Construa com os estudantes o gráfico F versus d, solicitando aos estudantes para preencherem o 
seguinte quadro:
 
Fonte: . Acesso em: 11 mar. 2022.
Sugerimos também, caso disponha de estrutura física, como computadores com internet, a utiliza-
ção de simuladores educacionais como o Phet Simulations,(https://phet.colorado.edu/pt/simula-
tions/waves-intro) e o Vascak - Phisics at school, (https://www.vascak.cz/physicsanimations.php). 
Tais simuladores, embora apresentem textos em inglês, são de fácil manipulação por professores 
e estudantes.
RECURSOS:
Quadro; giz; pincel; projetor; simulador educacional.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ-
ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avaliação 
escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du-
rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo.
23
ATIVIDADES
1 – Uma esfera recebe respectivamente cargas iguais a 2 μC e - 4 μC, separadas por uma distância 
de 5 cm. (Dado: ).
a) Calcule o módulo da força de atração entre elas.
b) Se colocarmos as esferas em contato e depois as afastarmos por 2 cm, qual será a nova 
força de interação elétrica entre elas?
2 – (Mackenzie-SP) Dois corpúsculos, eletrizados com cargas elétricas idênticas, estão situados 
no vácuo (K0 = 9 · 109 N.m2/C2) e distantes 1,0 cm um do outro. A intensidade da força de interação 
eletrostática entre eles é 3,6 · 102 N. A carga elétrica de cada um desses corpúsculos pode ser:
a) 9 μC 
b) 8 μC 
c) 6 μC
d) 4 μC
e) 2 μC
3. A intensidade da força atuando entre duas cargas de mesmo sinal é F1, quando as cargas estão 
separadas por uma distância d1. Se a distância entre as cargas é reduzida à metade, então a inten-
sidade da força entre as cargas:
a) quadruplica.
b) se reduz à metade.
c) se reduz de quatro vezes.
d) duplica.
e) se mantém constante.
24
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 5, 1. ed. São Paulo. Moderna, 
2020. 
Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: . 
Acesso em: 10 mar. 2022.
Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 
2022.
HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais. Dispo-
nível em: . Acesso 
em: 10 mar 2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Curso En-
sino Médio 2022. Disponível em: . Acesso em: 09 mar 2022. 
SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educa-
cionais Anísio Teixeira (Inep). Ministério da Educação. Disponível em: . 
Acesso em: 09 mar. 2022.
25
TÓPICO
Eletrostática.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Campo Elétrico.
42.1 Compreender o conceito de campo elétrico.
42.1.1 Compreender o conceito de campo elétrico de uma carga puntiforme.
42.1.2 Saber que o campo elétrico é definido como sendo a força por unida-
de de carga e sua unidade no SI.
42.1.3 Saber representar as linhas de força do campo elétrico de cargas iso-
ladas e sistema de cargas.
42.1.4 Entender os fenômenos eletrostáticos com base na noção de campo 
elétrico.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Campo Elétrico
DURAÇÃO: 5 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
A abordagem metodológica CTS (Ciências, Tecnologia e Sociedade) descrita por Bazzo (2003), San-
tos e Mortimer (2002) e Delizoicov (2002), entre outros, apontam para a necessidade de uma pro-
posta de trabalho que que possa contribuir para um maior significado ao aprendizado das discipli-
nas do núcleo das ciências naturais. Desse modo, a CTS foi norteadora para trabalhar os objetos de 
conhecimento: processos de eletrização de um corpo que, neste primeiro bimestre, será discutida 
a eletrostática que permite ao estudante o estudo dos processos de eletrização, da carga elétrica 
e da diferenciação entre condutores e isolantes. Ao fim, espera-se que o estudante compreenda 
os fenômenos eletrostáticos e suas aplicações. Será interessante ainda que consigam reconhecer 
a eletrização no cotidiano e seus riscos.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Campo Elétrico: uma ação à distância
Inicie o tema evidenciando que o campo elétrico é uma grandeza física vetorial situada em todos 
pontos na região em torno de uma carga elétrica. Evidencie que o campo elétrico é análogo ao 
campo gravitacional. Portanto, são grandezas naturais que agem à distância. Sugerimos este ví-
deo: , onde o autor apresenta de forma obje-
tiva tal comparação. 
Explique que o campo elétrico, no caso de uma carga puntiforme, aponta para a carga se esta for 
negativa ou aponta para fora da carga se esta for positiva.
26
Fonte: HALLIDAY, D. Fundamentos de Física. v 3. 9ª ed. Rio de Janeiro. LTC. 2009. Cap.22. Adaptada.
É importante explicar que o campo elétrico é proporcional à força elétrica quando se coloca uma 
carga de prova como teste em um ponto próximo de uma carga fixa Q (carga puntiforme). Espera-se, 
assim, que o estudante compreenda que o campo elétrico e a força elétrica possuem a mesma dire-
ção e o mesmo sentido se a carga fixa e a carga de teste tiverem o mesmo sinal. O campo e a força 
elétrica terão a mesma direção e sentidos opostos se a carga fixa e a carga de teste tiverem sinais 
contrários. Explicite a unidade de campo elétrico como N/C e que mais adiante o SI define 1N/C 
como sendo 1V/m (volt por metro).
Fonte: AMABIS, J. M. et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 5, 1ª ed. São Paulo. Moderna, 2020. P 57.
2º momento: Linhas de força
Apresente as linhas de força do campo elétrico, seu conceito e suas configurações. Sugerimos 
projetar as linhas de força para uma melhor compreensão. Evidencie que o vetor campo elétrico 
é tangente à linha de força. Caracterize o campo elétrico variável (linhas de força com deflexões) 
e campo elétrico uniforme (linhas de força paralelas).
Fonte: HALLIDAY, D. Fundamentos de Física. v3. 9ª ed. Rio de Janeiro. LTC. 2009. Cap.22. Adaptada
Com auxílio deste vídeo , proponha como re-
visão do conteúdo, um mapa conceitual relacionando carga elétrica, força elétrica e campo elétri-
co, linhas de força ou linhas de campo. Explore o vídeo e debata com seus estudantes o conceito 
de blindagem eletrostática, gaiola de Faraday e o porquê do carro ser um local seguro contra raios 
durante uma tempestade.
27
3º momento: Campo elétrico de carga puntiforme
Formalize o campo elétrico com sua equação para uma carga puntiforme, sua relação com a força 
elétrica e que o campo elétrico não depende da carga elétrica de prova, de tal modo que:
Fonte: AMABIS, J. M. et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 5, 1ª ed. São Paulo. Moderna, 2020. P 58.
Defina campo elétrico resultante, revisando os conceitos de soma vetorial, se necessário. Compa-
re o movimento de cargas elétricas no interior de um campo elétrico uniforme com o movimento 
uniformemente variado.
RECURSOS:
Quadro; giz; pincel; projetor.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ-
ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avaliação 
escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du-
rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo.
ATIVIDADES
1 – (PUC-RJ) Uma carga positiva encontra-se numa região do espaço onde há um campo elétrico 
dirigido verticalmente para cima. Podemos afirmar que a força elétrica sobre ela é:
a) para cima.
b) para baixo.
c) horizontal para a direita.
d) horizontal paraa esquerda.
e) nula.
2 – (Unifal-MG) Uma carga de prova de 10–5 C é colocada em um ponto de um campo elétrico, ficando 
sujeita à ação de uma força de 10–4 N. A intensidade do campo elétrico nesse ponto é:
a) 10–9 N/C 
b) 0,1 N/C 
c) 10 N/C
d) 10–1 N/C
e) 100 N/C
28
3 – (Mackenzie–SP) Uma carga elétrica puntiforme com 4,0 μC, que é colocada em um ponto P do 
vácuo, fica sujeita a uma força elétrica de intensidade 1,2 N. O campo elétrico nesse ponto P tem 
intensidade de:
a) 3,0 · 105 N/C 
b) 2,4 · 105 N/C 
c) 1,2 · 105 N/C
d) 4,0 · 10–6 N/C
e) 4,8 · 10–6 N/C
4 – (PUC-MG adaptada) Sobre uma partícula eletricamente carregada, atuam exclusivamente as 
forças que se devem aos campos elétrico e gravitacional terrestre (g ≅ 10 m/s2). Admitindo que os 
campos sejam uniformes e que a partícula caia verticalmente com velocidade constante, podemos 
afirmar que:
a) a intensidade do campo elétrico é igual à intensidade do 
campo gravitacional.
b) a força devida ao campo elétrico é igual ao peso da par-
tícula.
c) o peso é maior que a força devida ao campo elétrico.
d) a direção do campo gravitacional é perpendicular à dire-
ção do campo elétrico.
e) a trajetória da partícula é circular.
5 – (PUC-RS) Duas cargas elétricas de módulos iguais e sinais opostos, Q e – Q, estão colocadas nos 
vértices A e B de um triângulo equilátero de lado e originam no vértice C um vetor campo elétrico. 
Este campo fica melhor representado pelo vetor:
29
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 5, 1. ed. São Paulo. Moderna, 
2020. 
Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: . 
Acesso em: 10 mar. 2022.
Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 
2022.
HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais. Dispo-
nível em: . Acesso 
em: 10 mar 2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Curso En-
sino Médio 2022. Disponível em: . Acesso em: 09 mar 2022. 
SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educa-
cionais Anísio Teixeira (Inep). Ministério da Educação. Disponível em: . 
Acesso em: 09 mar. 2022.
30
TÓPICO
Eletrostática.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Potencial Elétrico.
43.1 Compreender o conceito de potencial elétrico.
43.1.1 Compreender que entre dois pontos de uma linha de força de 
um campo elétrico existe uma diferença de potencial elétrico.
43.1.2 Saber que a diferença de potencial elétrico é definida como o 
trabalho por unidade de carga e sua unidade no SI.
43.1.3 Entender os fenômenos eletrostáticos com base na noção de 
diferença de potencial elétrico.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Potencial elétrico e Diferença de Potencial
DURAÇÃO: 5 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Sugerimos que inicie sua aula fornecendo o conceito de diferença de potencial elétrico entre dois 
pontos. Para haver diferença de potencial entre dois pontos é necessário que estes pontos este-
jam numa região onde exista um campo elétrico. Por definição, a diferença de potencial entre dois 
pontos de um campo elétrico é igual ao trabalho que o campo realiza sobre uma carga de prova 
unitária positiva ao ser transportada de um ponto ao outro. A diferença de potencial é uma gran-
deza escalar.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Trabalho de uma carga elétrica
Introduza o tema apresentando o fato de que uma carga ao se deslocar em um campo elétrico, por 
exemplo, uniforme, ela realiza trabalho entre os pontos A e B.
Fonte:. 
Acesso em: 10 mar. 2022.
31
A força elétrica que atua no transporte da carga do ponto A até o ponto B realiza um trabalho que 
podemos expressar através de duas equações distintas (I e II).
Igualando as duas equações (I e II) e sabendo-se que F = qE, obtém-se que a diferença de potencial 
(ddp) U será:
É importante que o professor explore esta relação entre o campo elétrico e a ddp observando e 
chamando a atenção para os seguintes assuntos: 
• Potencial elétrico é uma grandeza escalar.
• A unidade de campo elétrico como V/m.
• Uma carga elétrica positiva solta nesse campo elétrico “procura” um menor potencial.
• A força elétrica é conservativa e, portanto, o trabalho realizado por ela não depende da 
trajetória.
• O menor potencial elétrico possível está no infinito.
• O gráfico Vxd.
• As linhas de força são perpendiculares às superfícies equipotenciais (mesmo potencial).
2º momento: equação do potencial elétrico e tda energia potencial elétrica para cargas punti-
formes
Estabeleça que a grandeza potencial elétrico é de ação à distância em relação à carga puntiforme 
de tal modo que:
Fonte: . Acesso em: 13 mar. 2022.
A carga Q positiva cria no ponto P um campo elétrico E e um potencial elétrico VP. Onde:
E que, colocando-se uma carga de teste q >0 no ponto P, fica armazenada sobre esta carga uma 
energia potencial elétrica Ep que a carga q adquire ao ser colocada em P, dada por:
32
Chame a atenção do estudante para o fato de que a equação da Ep poder ser escrita da seguinte 
forma:
 
E que, dessa expressão surge a unidade para o potencial elétrico: De Vp = Ep/q, concluímos que a 
unidade de potencial elétrico no SI é joule/coulomb (J/C) que recebe o nome de volt (V).
3º momento: mapa conceitual eletrostática
Sugerimos como fechamento do bimestre, que o professor elabore um mapa de conceito abordan-
do todo o conteúdo de eletrostática evidenciando carga, força, campo, potencial e energia poten-
cial elétrica e como que uma grandeza se relaciona com a outra. 
RECURSOS:
Quadro; giz; pincel; projetor.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ-
ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avaliação 
escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du-
rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo.
ATIVIDADES
1 – Vamos supor que temos uma partícula carregada com carga q = 4 μC e que ela seja colocada 
em um ponto A de um campo elétrico cujo potencial elétrico seja igual a 60 V. Se essa partícula ir, 
espontaneamente, para um ponto B, cujo potencial elétrico seja 20 V, qual será o valor da energia 
potencial dessa carga quando ela estiver no ponto A e posteriormente no ponto B?
a) 2,4 x 10-4 J e 8 x 10-5 J
b) 2,2 x 10-5 J e 7 x 10-4J
c) 4,5 x 10-6 J e 6 x 10-1J
d) 4,2x 10-1 J e 4,5 x 10-7J
e) 4 x 10-3 J e 8,3 x 10-2J
33
2 – Suponhamos que uma carga elétrica seja deixada em um ponto A de um campo elétrico unifor-
me. Depois de percorrer uma distância igual a 20 cm, a carga passa pelo ponto B com velocidade 
igual a 20 m/s. Desprezando a ação da gravidade, calcule o trabalho realizado pela força elétrica no 
descolamento dessa partícula entre A e B. (Dados: massa da carga m = 0,4 g e q = 2 μC). 
a) τ = 2,3 x 10-2 J
b) τ = 3,5 x 10-3 J
c) τ = 4 x 10-5 J
d) τ = 7 x 10-9 J
e) τ = 8 x 10-2 J
3 – (UFSM-RS) Uma partícula com carga q = 2 x 10-7 C se desloca do ponto A ao ponto B, que se loca-
lizam numa região em que existe um campo elétrico. Durante esse deslocamento, a força elétrica 
realiza um trabalho igual a 4 x 10-3 J sobre a partícula. A diferença de potencial VA – VB entreos dois 
pontos considerados vale, em V:
a) -8 x 10-10
b) 8 x 10-10
c) -2 x 104
d) 2 x 104
e) 0,5 x 10-4
4 – (UFU) Comumente se ouve falar dos perigos da alta voltagem em dispositivos elétricos. Todavia, 
uma alta voltagem pode não significar uma grande quantidade de energia se:
a) o potencial elétrico envolvido for constante.
b) a quantidade de carga envolvida for baixa.
c) o campo elétrico envolvido for uniforme.
d) a força elétrica envolvida for baixa.
e) se a força elétrica envolvida por constante.
5 – Leia as afirmações a seguir a respeito da energia potencial elétrica.
I) A energia potencial elétrica é diretamente proporcional ao produto das cargas elétricas;
II) A energia potencial elétrica é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre as 
cargas;
III) A determinação da energia independe do caminho seguido pela carga.
É verdadeiro o que se afirma em:
a) I, II e III.
b) II.
c) I.
d) II e III.
e) I e III.
34
REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 5, 1. ed. São Paulo. Moderna, 
2020. 
Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: . 
Acesso em: 10 mar. 2022.
Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 
2022.
HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais. Dispo-
nível em: . Acesso 
em: 10 mar. 2022.
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Curso En-
sino Médio 2022. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2022. 
SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educa-
cionais Anísio Teixeira (Inep). Ministério da Educação. Disponível em: . 
Acesso em: 09 mar. 2022.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO
COMPETÊNCIA
HABILIDADE(S)
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
3º Ano3º Ano
35
TÓPICO
Materiais: Propriedades.
OBJETO(S) DE 
CONHECIMENTO: HABILIDADE(S):
Reação Química.
3.2. Reconhecer e representar TQ por meio de equações.
3.2.1. Reconhecer uma TQ como uma transformação que envolve o 
rearranjo de átomos.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Reações químicas
DURAÇÃO: 02 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Olá, Professor(a), Iniciamos essa proposta com uma revisão conceitual abarcando o conceito de reação 
química. Retomar esse conceito é essencial para que possamos propiciar uma construção conceitual 
das próximas temáticas envolvendo a eletroquímica e a Química Orgânica.
Aula 01 - Roda de conversa e Atividade 01.
Indicamos iniciar a aula com uma roda de conversa sobre como o nosso mundo, a nossa sociedade, 
a nossa vida, perpassa por fenômenos químicos. Neste momento esperamos que seja dada voz aos es-
tudantes, favorecendo um ambiente que seja propício para o desenvolvimento deste movimento dialó-
gico . O professor deverá sempre que achar necessário, fazer pequenas intervenções de modo a fomen-
tar a maior participação dos discentes. Após esta roda de conversa de aproximadamente 20 minutos, 
indicamos iniciar a Atividade 01.
Caro professor, a Atividade 01, tem como objetivo o desenvolvimento da Habilidade 3.2. Sugerimos a 
leitura do texto base como ponto de partida para a retomada dos conceitos iniciais sobre as caracte-
rísticas de uma reação química. Além disso, nesta proposta buscamos trazer à memória as especifi-
cidades de uma linguagem muito específica da química, a escrita das reações químicas em formas de 
equações químicas. 
3 o ano Ensino Médio 2022
Química Ciências da Natureza e suas Tecnologias
36
Aula 02 - Retomada dos conceitos da aula 01 e desenvolvimento da Atividade 02.
Neste momento inicial da aula indicamos uma breve retomada dos conceitos abordados na aula an-
terior, essa retomada pode ser feita por meio de uma breve aula expositiva. Dando prosseguimento 
ao desenvolvimento da Habilidade 3.2.1, indicamos a Atividade 02, que consiste na elaboração de 
uma representação para as reações químicas a partir de materiais de fácil acesso, sugerimos aqui, 
clipes coloridos.
Ambas as atividades deverão preferencialmente serem desenvolvidas em Grupos de Estudos. 
A quantidade de integrantes destes grupos ficará a critério do docente. Porém, sugerimos grupos 
com até 5 integrantes. Nestas duas atividades os estudantes irão recorrer à abordagem própria 
das ciências, utilizando procedimentos e linguagem científica, além de terem de interpretar os co-
mandos da atividade para elaborarem suas conclusões. 
B) DESENVOLVIMENTO:
Atividade 01 (Habilidade 3.2) - O objetivo desta questão é levar os estudantes a analisarem a si-
tuação, enquanto levantam seus conhecimentos prévios a respeito das transformações químicas. 
Ao término da leitura do texto base, os estudantes deverão sistematizar os dados extraídos do tex-
to e de seus conhecimentos prévios, para responder às questões propostas. Esta ação visa o de-
senvolvimento da Habilidade 3.2.1. Nesta etapa, é importante que o professor auxilie os estudantes 
na leitura do texto, caso haja dificuldade de compreensão de alguns termos.
Atividade 02 (Habilidade 3.2.1) - Durante o desenvolvimento, auxilie os estudantes na compreen-
são de que o fenômeno estudado é a transformação de uma ou mais substâncias (os reagentes) em 
novas substâncias (produtos) que adquirem um novo arranjo de seus átomos.
Por se tratar de uma atividade que visa o desenvolvimento da Habilidade 3.2.1., sugerimos que 
oriente os estudantes a construírem primeiro as moléculas dos reagentes e somente depois delas 
construídas, por meio dos rearranjos dos átomos, construir as moléculas dos produtos. Isto facili-
tará a compreensão de que os mesmos átomos que estavam nos reagentes, estarão presentes nos 
produtos. Assegure-se de que ficou claro para os estudantes que os reagentes se transformam em 
produtos, por meio da reorganização espacial dos átomos.
RECURSOS:
Atividade 01: Folha de Ofício, caneta ou lápis. 
Atividade 02: Materiais diversos de baixo custo tais como clipes coloridos, contas de plástico, boli-
nhas de isopor, massa de modelar; Folhas de Ofício ou Caderno, Canetas ou Lápis. 
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 
Indicamos que a avaliação das atividades propostas seja feita seja gradativa e formativa , ou seja, 
as estratégias avaliativas deverão se dar ao longo de todo o processo de formas variadas e com o 
intuito de contribuir para a aquisição da habilidade proposta na atividade.Sugerimos aqui, avaliar 
a interação intra-grupo e inter-grupos, bem como as produções escritas dos estudante visando a 
identificação de características de circulação de uma linguagem química por parte dos discentes
37
ATIVIDADES
1 – (Adaptada ) Leia o texto a seguir e responda às questões propostas:.
CONTANDO ÁTOMOS E MOLÉCULAS
Em todo o universo, reações químicas ocorrem a cada momento. A vida humana, por exemplo, não 
seria possível sem a ocorrência de reações químicas dentro e fora de nosso organismo. O supri-
mento de energia de que necessitamos para sobreviver depende das interações que se realizam 
continuamente entre inúmeras substâncias, com ou sem o nosso conhecimento.
Para que as reações químicas ocorram, é necessário que as substâncias envolvidas nela, encon-
trem condições favoráveis, é o que acontece por exemplo, com a degradação da matéria orgânica 
por microrganismos presentes nos rios, em outros casos, se faz necessário criar tais condições, 
como por exemplo em alguns processos industriais e laboratoriais.
Quando

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