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218. (Unicentro PR/2019) “Para o historiador, todos os 
acontecimentos, mesmo os remotos, têm atualidade e 
vida. Mas isso é ainda mais verdadeiro no caso da Re-
volução Francesa de 1789, que transformou o modo de 
vida até daqueles que pouco souberam ou sabem sobre 
ela, até hoje em dia. Não será exagero dizer que ela aju-
dou a dar forma ao mundo ocidental contemporâneo, 
moldando as instituições e os ideais que nos animam e 
que consideramos universais.” 
GRESPAN, Jorge. Revolução Francesa e Iluminismo. 
 
Sobre a Revolução Francesa é correto afirmar. 
a) A Revolução Francesa ocorreu em meio a uma crise eco-
nômica e foi produto de revoltas de burgueses, campone-
ses e trabalhadores urbanos. 
b) A Revolução Francesa é considerada a primeira Revolu-
ção Comunista, pois, até hoje, esse sistema molda as insti-
tuições no mundo ocidental. 
c) Foi uma revolução comandada por Napoleão Bonaparte 
que, influenciado pelo Iluminismo, organizou um golpe de 
estado contra Luiz XVI. 
d) A Revolução Francesa foi um movimento caracterizado 
pelo terror, organizado pelo revolucionário Robespierre, em 
apoio ao absolutismo de Luiz XVI. 
e) Trata-se de uma revolução burguesa, inspirada no Ilumi-
nismo e comandada por Robespierre, na qual o Czar Nico-
lau II foi executado na guilhotina. 
 
219. (PUCCamp SP/2019) Assim como a cultura euro-
peia medieval não conseguiu conciliar o código de ca-
valaria e o cristianismo, o mundo moderno não conse-
gue conciliar igualdade e liberdade. Mas isso não é um 
defeito. Tais contradições são inerentes a toda cultura 
humana. Na verdade, são aquilo que move a cultura, 
responsáveis pela criatividade e pelo dinamismo de 
nossa espécie. Da mesma forma que duas notas musi-
cais discordantes tocadas ao mesmo tempo colocam 
em movimento uma composição musical, a dissonân-
cia em nossos pensamentos, ideias e valores nos com-
pele a pensar, reavaliar e criticar. 
HARARI, Yuval Noah. Sapiens − Uma breve história da humanidade. 
 
Igualdade, liberdade e fraternidade foram lemas da Re-
volução Francesa, que passou por diversas fases tur-
bulentas, dentre as quais o período do Terror. Nele 
houve um grande número de execuções em função 
a) do controle político exercido pelos girondinos, que se vol-
taram violentamente contra os jacobinos após incessantes 
disputas pela liderança na condução da Revolução. 
b) do despotismo de Robespierre, líder dos sans-cullotes e 
militar de origem popular que, uma vez no poder, passou a 
combater qualquer manifestação de oposição ao projeto po-
lítico de seu grupo. 
c) da política repressora na defesa da Revolução empreen-
dida pela facção conhecida como A Montanha, vinculada ao 
grupo jacobino, que obteve maioria em várias instituições 
políticas. 
d) da reação contrarrevolucionária da nobreza, que se apro-
veitou das disputas violentas entre girondinos e jacobinos 
para assumir o poder e eliminar as principais lideranças re-
volucionárias daquele momento, como Danton. 
e) da autocoroação de Napoleão Bonaparte, general que 
assumiu o poder na condição de imperador, e reprimiu os 
revolucionários fiéis ao ideário original da Revolução Fran-
cesa que lutavam por uma sociedade igualitária. 
220. (FM Petrópolis RJ/2020) “Viva la Pepa”, gritavam 
os deputados das Cortes de Cádiz em dezembro de 
1813, comemorando a Constituição Espanhola de 1812. 
As tropas napoleônicas que ocupavam a Espanha ha-
viam sido derrotadas; José Bonaparte, o rei estran-
geiro, foi obrigado a renunciar ao cargo que lhe havia 
sido concedido pelo irmão. Os representantes da As-
sembleia de Cádiz ainda não sabiam que sua Constitui-
ção, ratificada em 19 de março de 1812, seria abolida 
por Fernando 7º. Bourbon, restituído, contava com o 
apoio do Congresso de Viena e dos espanhóis, os quais 
o apelidaram de O Desejado. 
MANAUT, Luna Bolívar. Invasão da Espanha pelos franceses infl ue-
nciou independências na América Latina. Portal DW. Disponível em: 
. Acesso em: 10 de jul. 2019. Adaptado. 
 
As oposições entre o movimento de Cádiz e o Con-
gresso de Viena, conforme o texto descreve, estão sin-
tetizadas pelo antagonismo entre 
a) capitalismo e socialismo 
b) anarquismo e imperialismo 
c) medievalismo e renascimento 
d) liberalismo e absolutismo 
e) colonialismo e bonapartismo 
 
221. (UERJ/2019) 
 
Caricatura de Napoleão Bonaparte, 1814. 
Adaptado de britishmuseum.org. 
 
A derrota de Napoleão Bonaparte, em 1814-1815, foi re-
gistrada de diversas formas nas sociedades europeias. 
Na imagem, o imperador francês tenta devorar o globo 
terrestre, sendo atacado por uma águia, um dos símbo-
los do Império Russo. 
 
Dois impactos que as guerras napoleônicas exerceram 
sobre as relações internacionais na Europa da época 
foram: 
a) crise agrária e consolidação dos Estados republicanos 
b) concorrência industrial e retomada de domínios coloniais 
c) integração comercial e declínio de monarquias absolutis-
tas 
d) expansionismo territorial e reorganização das fronteiras 
políticas 
 
 
 
 
 
 
59 
222. (PUCCamp SP/2019) A ascensão ao governo da 
França e a queda de Napoleão Bonaparte foram marca-
das, respectivamente, 
a) pelo golpe de estado conhecido como 18 de brumário, e 
pelas sucessivas derrotas do exército napoleônico para os 
ingleses e seus aliados. 
b) pelo início do período ditatorial conhecido como Grande 
Terror, e pela restauração do poder monárquico, exercido 
pelos Bourbons. 
c) pelo fim do período conhecido como Diretório, com a re-
cuperação do poder pela burguesia, e pela vitória dos mo-
vimentos populares que destituíram Napoleão do trono im-
perial. 
d) pela dissolução da Assembleia e a instauração de um 
governo formado por três cônsules (Consulado), e pela in-
vasão inglesa que se seguiu à morte de Napoleão na bata-
lha de Waterloo. 
e) pela condenação do líder Robespierre à guilhotina, por 
membros da alta burguesia contrários à Revolução, e pelo 
acordo estabelecido entre as monarquias francesa e in-
glesa, que levaram Napoleão à prisão, na ilha de Elba. 
 
223. (FATEC SP/2018) Ao assumir o poder na França, 
Napoleão Bonaparte anunciou que o período contur-
bado da Revolução de 1789 chegaria ao fim. Em busca 
de conciliação nacional, ele afirmava estar acima dos 
interesses particulares e prometia que, a partir daquele 
momento, iria fazer da França a maior potência do 
mundo. 
 
Conhecido como Era Napoleônica, o período em que 
Napoleão Bonaparte governou a França ficou marcado 
a) pela promulgação de um novo Código Civil que, entre 
outras determinações, separou Igreja e Estado, legalizou o 
divórcio e consolidou a abolição dos direitos feudais da no-
breza e do clero. 
b) pela manutenção dos laços de cooperação entre França 
e Inglaterra e pelo Tratado de Versalhes, que estabeleceu 
o princípio de autodeterminação dos povos. 
c) pela adoção do pluralismo religioso, ocasionado pela 
chegada à França de imigrantes oriundos das colônias fran-
cesas no Oriente Médio e na África. 
d) pela guerra contra os Estados Unidos e pela conquista 
dos territórios indígenas do oeste da América do Norte. 
e) pela criação da União Europeia, que unificou econômica 
e politicamente todos os países do continente. 
 
224. (UEFS BA/2018) O mapa da Europa das guerras na-
poleônicas foi redelineado com considerável atenção 
para o equilíbrio das cinco grandes potências que 
emergiram das guerras: a Rússia, a Grã-Bretanha, a 
França, a Áustria e a Prússia. 
(Eric J. Hobsbawm. A era das 
revoluções, 1981. Adaptado.) 
 
A reorganização da Europa realizada pelo Congresso 
de Viena (1814-1815) provocou, na primeira metade do 
século XIX, uma série de movimentos 
a) socialistas e anarquistas. 
b) internacionalistas e europeístas. 
c) religiosos e feudais. 
d) monárquicos e absolutistas. 
e) nacionalistas e liberais. 
 
 
225. (FPS PE/2017) Por meio das suas ações militares 
e políticas, Napoleão tornou-se uma figura históricae 
polêmica no mundo ocidental, pois: 
a) assumiu o poder de forma democrática, devido à imensa 
popularidade que detinha entre a burguesia. 
b) valorizava exacerbadamente o militarismo, o que o impe-
diu de melhorar outras áreas deficitárias da sociedade fran-
cesa. 
c) teve entre seus principais atos o Bloqueio Continental, 
que isolou a Inglaterra, devido ao apoio irrestrito de todos 
os países europeus. 
d) conviveu de forma pacífica com a Igreja Católica, reco-
nhecendo a ligação existente entre o Estado e a religião. 
e) tinha grandes ambições expansionistas, o que intensifi-
cou as tensões com a Inglaterra e provocou fortes disputas 
na geopolítica europeia. 
 
226. (Fac. Direito de Sorocaba SP/2016) A interpretação 
liberal do Estado era defendida pelos juristas da escola 
de São Paulo. Conformaram um modelo no qual demo-
cracia combinava com evolução, e em que o fenômeno 
das raças mistas – tão propagado pelos acadêmicos de 
Recife – incomodava, porém fazia parte de um rol mais 
abrangente de preocupações. 
Reconhece-se no modelo paulista um “liberalismo con-
servador” mais próximo da reação posterior à Revolu-
ção Francesa, em que o conceito de liberdade aparecia 
condicionado à noção de ordem. Além do mais, apesar 
da influência anglo-saxônica, o liberalismo chega ao 
país “respirando bolor bragantino”, o que lhe conferiu 
uma imagem não só conservadora, como elitista e anti-
popular. Assim, assimilado com certas adaptações que 
o fariam conviver com a escravidão e o latifúndio du-
rante o Império, e com a hipertrofia estatal e o autorita-
rismo político republicano, o liberalismo revelava clara-
mente seu lado antidemocrático, no Brasil. 
(Lilia Moritz Schwarcz, O espetáculo das raças. Adaptado) 
 
A “reação posterior à Revolução Francesa” refere-se 
a) à defesa dos interesses das camadas ricas, para quem a 
manutenção da ordem social moldava a ideia de liberdade. 
b) às decisões do Congresso de Viena, que revogou o ab-
solutismo e os privilégios sociais para atender à burguesia. 
c) aos vínculos políticos entre a burguesia e o proletariado, 
em função da necessidade de vencer o clero e a realeza. 
d) às propostas dos jacobinos, que impuseram um regime 
baseado no terror para assegurar a igualdade econômica. 
e) ao apoio popular dado ao Império Napoleônico, graças à 
aprovação de medidas de cunho social, como a reforma 
agrária. 
 
227. (Mackenzie SP/2020) “A história de todas as socie-
dades até agora tem sido a história das lutas de classe. 
Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, 
membros das corporações e aprendiz, em suma, opres-
sores e oprimidos, estiveram em contraposição uns 
aos outros e envolvidos em uma luta ininterrupta, ora 
disfarçada, ora aberta, que terminou sempre com a 
transformação revolucionária da sociedade inteira ou 
com o declínio conjunto das classes em conflito.” 
Trecho do Manifesto do Partido Comunista de Karl Marx e Friedrich 
Engels – 1848 
 
Sobre o contexto histórico e as propostas de Marx e En-
gels considere as seguintes afirmações: 
 
 
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I. O Manifesto do Partido Comunista foi escrito às vés-
peras das Revoluções de 1848, as quais abalaram os 
setores mais conservadores da Europa, preocupada em 
barrar o avanço das transformações iniciadas com a 
Revolução Francesa de 1789. 
II. Assim como em 1871 na Comuna de Paris; em 1848, 
a classe operária europeia tornara-se protagonista nos 
movimentos revolucionários críticos do modelo capita-
lista e da sua exploração do trabalho. 
III. Conhecida como a Primavera dos Povos, as Revolu-
ções de 1848 uniram anarquistas, comunistas e socia-
listas em torno de um projeto essencialmente marxista, 
culminando em ações revolucionárias nas principais 
capitais europeias. 
IV. Na construção de sua teoria, Marx e Engels reapro-
priam-se criticamente da filosofia alemã, em especial 
Hegel, das reflexões dos socialistas utópicos, da teoria 
econômica inglesa e da prática política dos movimen-
tos sociais e operários europeus. 
 
Assinale se 
a) apenas II e III são corretas. 
b) apenas I é correta. 
c) I, II e III são corretas. 
d) I, II e IV são corretas. 
e) todas são corretas. 
 
228. (Faculdade Cesgranrio RJ/2019) A crise do Antigo 
Regime foi marcada por profunda transformação da 
concepção de Estado e do exercício do poder político. 
Essa transformação foi impulsionada por teóricos 
como Thomas Hobbes, John Locke, Jean- Jacques Ro-
usseau, entre outros, que consagraram as concepções 
de que a propriedade privada é direito natural dos indi-
víduos, de que o indivíduo é a origem e o destinatário 
do poder político (contrato social) e de que o indivíduo 
exerce seu poder por meio da representação escolhida 
em eleições. 
 
Em termos políticos, essa crise e as novas teorias pro-
postas foram fundamentais para o surgimento da con-
cepção de 
a) Estado Anarquista 
b) Estado Democrático de Direito 
c) Estado Liberal 
d) Estado Socialista 
e) Estado Neoliberal 
 
229. (FPS PE/2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As ideias marxistas conseguiram aceitação dentro do 
movimento operário e fortaleceram sindicatos. O mar-
xismo: 
a) criticava a exploração capitalista, sem pregar revolução. 
b) defendia a democracia direta, com governos elitizados. 
c) teve grande repercussão nos sindicatos norte-america-
nos. 
d) mostrava as desigualdades sociais trazidas pela mais-
valia. 
e) ganhou espaço na montagem das políticas colonizado-
ras. 
 
230. (UCB DF/2019) Karl Marx partiu da relação entre 
proprietários e não proprietários dos meios de produ-
ção para caracterizar a formação das classes sociais e 
da sociedade capitalista. Para ele, essa divisão social é 
a primeira forma de divisão do trabalho: a divisão entre 
aqueles que produzem e aqueles que se apropriam da 
produção. 
MACHADO, I. J.; AMORIM, H.; 
BARROS, C. R. Sociologia hoje: ensi- 
no médio. 2. ed. São Paulo: Ática, 2016. 
 
No que se refere à formação e à relação das classes so-
ciais, considerando-se a concepção de Karl Marx, assi-
nale a alternativa correta. 
a) A dinâmica social está centrada na propriedade coletiva. 
b) Aqueles que possuem a posse dos meios de produção 
compram a força de trabalho dos que não possuem condi-
ções materiais de produzir a própria subsistência. 
c) A sociedade capitalista organiza-se com base no inte-
resse da classe proletariada. 
d) As classes sociais expressam-se unicamente pela divi-
são econômica entre os indivíduos. 
e) A sociedade é dividida em inúmeras classes ou em es-
tratos sociais, de acordo com o poder econômico de cada 
indivíduo. 
 
231. (PUCCamp SP/2019) Montaigne, um nobre pensa-
dor do século XVI, foi um conservador, mas nada teve 
de rígido ou estrito, muito menos de dogmático. Seu 
conservadorismo pode ser visto, sob certos aspectos, 
como o que no século XIX viria a ser chamado de libe-
ralismo. Para ele, o melhor governo seria o que menos 
se faz sentir e assegura a ordem pública sem pôr em 
perigo a vida privada e sem pretender orientar os espí-
ritos. Um tal tipo de governo é o que convém a homens 
esclarecidos, conscientes de seus direitos e deveres e 
obedientes às leis da pátria e do príncipe, homens que 
agem não por temor, mas por vontade própria. 
(Do encarte à edição de Montaigne. 
 Coleção Os pensadores. São 
Paulo: Abril, 1972, p. 223) 
 
O liberalismo, doutrina política e filosófica surgida no 
século XVIII e disseminada pelas Revoluções liberais 
do século XIX, era caracterizado pela defesa 
a) de assembleias gerais formadas por representantes de 
todos os estamentos sociais e corporações de ofício, como 
forma de governo democrático. 
b) da separação dos Poderes de Estado (Legislativo, Judi-
ciário e Executivo) sob a autoridade de um Conselho for-
mado por aristocratas considerados idôneos.

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