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CURSO SUPERIOR EM TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA Isaias mateus da costa oliveira RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA Tomografia Computadorizada 20/11/2023 Esperantina 1. ATIVIDADE PROPOSTA 1 1) Descreva o protocolo, planejamento e o posicionamento do paciente em uma tomografia de coluna cervical. O protocolo de tomografia computadorizada de coluna cervical inclui aquisições de imagens transversais (axiais) de alta resolução, que permitem visualizar as estruturas ósseas e nervosas da coluna cervical. Antes do exame, o paciente é posicionado em decúbito dorsal (deitado de costas) na mesa de exame, com a cabeça fixada por uma almofada ou cinta para evitar movimentos durante a aquisição das imagens. É importante que o paciente esteja confortável e relaxado, pois o movimento durante o exame pode afetar a qualidade das imagens. Para garantir uma boa qualidade de imagem, é necessário que o paciente esteja bem posicionado e que haja uma boa colaboração do paciente durante a aquisição das imagens. É importante que a região cervical esteja centralizada no campo de visão e que as vértebras estejam alinhadas com a linha média do corpo. O exame começa com uma imagem de reconstrução sagital (de perfil), seguida de imagens axiais da coluna cervical em intervalos de 1 a 2 milímetros, para garantir uma visualização detalhada das estruturas ósseas e nervosas. O exame é rápido e geralmente dura de 10 a 15 minutos. Após a aquisição das imagens, é realizada uma reconstrução tridimensional (3D) da coluna cervical, o que permite uma visualização mais detalhada das estruturas ósseas e nervosas e uma melhor identificação de alterações degenerativas, hérnias de disco e tumores. Em resumo, a tomografia computadorizada de coluna cervical é um exame de imagem útil para a avaliação de dor na região do pescoço e identificação de alterações degenerativas, hérnias de disco e tumores. O protocolo inclui aquisições axiais de alta resolução, reconstrução 3D e um posicionamento adequado do paciente. 2) A tomografia dos seios da face é um exame de diagnóstico por imagem que tem a finalidade de auxiliar o médico em seu diagnóstico, neste exame é possível a identificação de várias patologias, como por exemplo: sinusite, renite, desvio de septo, entre outras. Este exame é considerado como referência nos estudos de doenças infecciosas que acometem a região do trato respiratório. a) O protocolo de tomografia para avaliação dos seios da face envolve uma série de etapas: O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, com a cabeça imobilizada e fixa com uma cinta. Em seguida, é feita a aquisição das imagens com um equipamento de tomografia computadorizada, que utiliza raios X para produzir as imagens em fatias. É importante que o paciente fique imóvel durante a aquisição das imagens, para que elas fiquem nítidas e sem artefatos. O exame pode ser feito com ou sem contraste, dependendo da suspeita clínica do médico solicitante. As imagens obtidas são processadas e reconstruídas em 3D, permitindo que o médico visualize com mais clareza a anatomia e possíveis patologias. b) O exame tomográfico dos seios da face deve ser realizado em dois planos: axial e coronal. O plano axial é o mais comum e é utilizado para avaliar os seios maxilares, etmoidais e esfenoidais. As imagens são obtidas no sentido transversal do paciente, ou seja, cortando-o de frente para trás. É possível avaliar o grau de obstrução dos seios, a presença de secreções e a presença de outras alterações anatômicas. O plano coronal é utilizado para avaliar os seios frontais e pode ser feito em conjunto com o plano axial. As imagens são obtidas no sentido vertical, cortando o paciente da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda. Neste plano, é possível avaliar a presença de mucocele ou outras alterações dos seios frontais. Em ambos os planos, as imagens são obtidas em fatias, que são depois processadas para gerar uma imagem 3D da região dos seios da face. c) A imagem a seguir apresenta um corte coronal de uma tomografia de seios paranasais. Identifique as regiões de espessamento de mucosa, observados em a, b e c. A) Seio etmoidal; B) Septo nasal; C) Seio maxilar. 3) Cortes transversos do tórax usando a tomografia computadorizada permitem evidenciar de forma simples e não invasiva todas as estruturas do tórax. Com frequência, o exame consegue identificar sombras que se superpõem de forma confusa na radiografia simples do tórax. A TC é uma técnica reconhecida para realizar diagnóstico, diferenciar e estagiar a evolução de doenças pulmonares ou do mediastino. Quais são os parâmetros de varredura em uma tomografia de tórax? Os parâmetros de varredura em uma tomografia de tórax podem variar de acordo com o objetivo do exame e com o equipamento utilizado, mas geralmente incluem: Espessura de corte: a espessura do corte determina a resolução das imagens. Cortes mais finos (por exemplo, de 1 mm) oferecem maior detalhamento anatômico, mas requerem mais tempo de aquisição e geram mais imagens para análise. Cortes mais espessos (por exemplo, de 5 mm) são mais rápidos e geram menos imagens, mas podem perder detalhes importantes. Intervalo entre cortes: o intervalo entre os cortes afeta a sobreposição das imagens e, consequentemente, a precisão da reconstrução tridimensional. Um intervalo menor (por exemplo, de 1 mm) permite uma reconstrução com maior precisão, mas pode aumentar o tempo de aquisição e o número de imagens para análise. Um intervalo maior (por exemplo, de 5 mm) é mais rápido e gera menos imagens, mas pode perder informações importantes entre os cortes. Técnica de contraste: a aplicação de contraste pode ser utilizada para melhorar a visualização de vasos sanguíneos, lesões e outras alterações. Existem diferentes técnicas de contraste, como a injeção intravenosa de meio de contraste iodado, que é utilizado em pacientes sem alergia ao iodado. A utilização de contraste deve ser prescrita pelo médico responsável pelo exame e pode exigir cuidados especiais em pacientes com insuficiência renal ou alergia ao meio de contraste. Tipo de aquisição: existem diferentes tipos de aquisição, como a aquisição helicoidal ou espiral, que permite a aquisição contínua de imagens durante a passagem do paciente pelo equipamento, ou a aquisição por etapas, que requer a parada do equipamento entre cada imagem. A aquisição helicoidal ou espiral é mais rápida e eficiente, mas pode gerar artefatos de movimento ou de metal. A aquisição por etapas é mais lenta e pode gerar cortes desalinhados ou mal posicionados, mas pode ser utilizada em pacientes que não toleram a aquisição helicoidal ou espiral. Posicionamento do paciente: o posicionamento correto do paciente é essencial para a qualidade e interpretação das imagens. O paciente deve ser posicionado de forma a garantir a estabilidade respiratória, evitando movimentos que possam causar artefatos nas imagens. A posição pode variar de acordo com o objetivo do exame, como decúbito dorsal (deitado de costas), decúbito ventral (deitado de barriga para baixo), decúbito lateral (deitado de lado), ou posição sentada. A utilização de suportes ou dispositivos de imobilização pode ser necessária em alguns caso. 4) Existem diversos protocolos de TC para os membros superiores e membros inferiores. Com base nisso, descreva o protocolo mais indicado para o paciente com suspeita de lesão de Bankart e os detalhes do protocolo desde o posicionamento até a programação para aquisição da imagem. A partir disto, explique o que se espera encontrar nas imagens. A lesão de Bankart é uma lesão comum do ombro, que ocorre devido a uma luxação do ombro que resulta na separação da cabeça do úmero da glenóide. O exame mais indicado para avaliar a lesão de Bankart é a tomografia computadorizada (TC) com reconstrução tridimensional (3D). O protocolo mais indicado para o paciente com suspeita de lesão de Bankart é a TC de ombro com reconstrução 3D. O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, com o braço afetado estendido ao longo docorpo, em uma posição neutra. É importante garantir que o braço esteja completamente dentro do campo de visão do scanner. O protocolo de aquisição deve incluir cortes finos, com intervalo de 1-2 mm, e reconstrução em 3D. A programação para aquisição da imagem inclui a utilização de um alto kVp para garantir uma boa penetração no tecido ósseo, além de uma baixa, mAs para reduzir a dose de radiação. Também é importante utilizar uma matriz de alta resolução para garantir uma imagem nítida. Espera-se encontrar na imagem uma lesão de Bankart, que pode ser visualizada como uma separação da cabeça do úmero da glenóide. A reconstrução 3D pode ajudar a visualizar a lesão em detalhes e permitir uma melhor avaliação da extensão da lesão e da relação com outras estruturas do ombro. A TC também pode ajudar a avaliar a presença de outras lesões associadas, como fraturas ou lesões dos tecidos moles. 5) Descreva o protocolo para estudo de hipertensão portal, discutindo as perguntas a seguir: • Qual a programação? • Quais cuidados devem ser tomados? • Qual a importância desse protocolo? O protocolo para estudo de hipertensão portal na tomografia computadorizada (TC) envolve a aquisição de imagens em fases distintas do exame. Em geral, são realizadas três fases: fase arterial, fase portal e fase tardia. Na fase arterial, o paciente é injetado com contraste iodado por via intravenosa, e as imagens são adquiridas cerca de 20 a 30 segundos após a injeção. Nessa fase, o contraste chega rapidamente ao fígado, permitindo a avaliação da artéria hepática e suas ramificações. Na fase portal, as imagens são adquiridas cerca de 70 a 80 segundos após a injeção de contraste. Nessa fase, o contraste já passou pelo fígado e está nos vasos porta, permitindo a avaliação da veia porta e suas ramificações. Na fase tardia, as imagens são adquiridas após cerca de 5 minutos da injeção de contraste, permitindo a avaliação de lesões hipervasculares e identificação de possíveis alterações na fase arterial e portal. Alguns cuidados devem ser tomados antes da realização do exame, como verificar a função renal do paciente e, se necessário, fazer uma avaliação prévia com exames laboratoriais e avaliação médica. Também é importante que o paciente esteja em jejum por algumas horas antes do exame, para evitar possíveis reações alérgicas ao contraste. A importância desse protocolo é que a hipertensão portal é uma condição comum em diversas doenças hepáticas, como cirrose, trombose da veia porta e hepatite crônica. A TC é uma das principais ferramentas para o diagnóstico e acompanhamento dessas condições, permitindo a avaliação do fígado, vasos hepáticos e da veia porta. Além disso, a TC pode auxiliar na avaliação de possíveis complicações da hipertensão portal, como ascite, varizes esofágicas e hepáticas, e encefalopatia hepática. 2. ATIVIDADE PROPOSTA 2 O contraste utilizado é o iodado em sua maioria, permitindo melhor avaliação dos órgãos e suas patologias. A via utilizada é intravenosa, realça órgãos ocos do aparelho digestivo bem como órgãos sólidos através da irrigação sanguínea. Podem ser ou não iônicos. Em geral, os não iônicos são mais seguros que os iônicos (estes últimos geram mais efeitos colaterais). JANELA DE MEDIASTINO JANELA DE PULMÃO CORTE CORONAL CORTE AXIAL ESCANOGRAMA image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png