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Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP ERGONOMIA Prof. Dr. Luis Carlos Paschoarelli Laboratório de Ergonomia e Interfaces Departamento de Desenho Industrial FAAC / Campus da UNESP · Bauru Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO Evolução Humana ATIVIDADES HUMANAS PRODUTOS TECNOLÓGICOS Interface Ergonomia = contribuição científica, para que os atritos dessa interface sejam minimizados. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO Disciplina científica que estuda a interface homem – tecnologia, a qual, na prática, aplica conhecimentos multidisciplinares na adequação dessa interface, visando sua humanização. Ergonomia Segurança, eficiência, e conforto no trabalho Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO A ergonomia apresenta como objetivo a adequação de processos e produtos tecnológicos aos limites, capacidade e anseios humanos. Segundo a Associação Internacional de Ergonomia (2000), trata- se de uma “... disciplina científica preocupada com a interação entre os seres humanos e outros elementos de um sistema...”. Sua aplicação se dá através de “... teorias, princípios, dados e métodos de projeto com o objetivo de otimizar o desempenho do ser humano e de todo o sistema”. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO ERGONOMIA Multidisciplinar CARACTERÍSTICAS design industrial engenharias arquitetura fisioterapia medicina biomecânica antropometria fisiologia comunicação psicologia semiótica sociologia antropologia proxemia Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO ERGONOMIA CARACTERÍSTICAS Transdisciplinar design industrial engenharias arquitetura fisioterapia medicina biomecânica antropometria fisiologia comunicação psicologia semiótica sociologia antropologia proxemia Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 2. TRABALHO “Trabalho” = conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim . “Tarefa” = Trabalho prescrito, que se prevê na realização de uma atividade. “Atividade” = Trabalho real, que se realiza de fato, para cumprimento (ou não) de uma tarefa. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO “Posto de Trabalho” = espaço tridimensional que um indivíduo ocupa ao realizar uma atividade qualquer. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO ANÁLISE DO ESPAÇOS HORIZONTAIS Recomendações: procure dispor todos os equipamentos de trabalho, preferencialmente o mais próximo do corpo, evitando assim a dificuldade de alcance e a elevação e extensão dos braços. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO ANÁLISE DA ALTURA DO PLANO DE TRABALHO Recomendações: Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO DISTÂNCIA VISUAL Recomendações: Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO ÂNGULO VISUAL Recomendações: os elementos visuais devem ser disponibilizados o mais próximo da denominada “linha normal” de visão (em posição normal), evitando assim o esforço na região cervical (pescoço). Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO ESPAÇOS PARA MEMBROS INFERIORES Recomendações: • Deve haver espaço suficiente para o livre movimento dos membros inferiores, quer esteja o trabalhador em postura em pé ou sentada; • Se existirem pedais, os mesmos deverão estar ao alcance, de modo confortável; • Se a atividade for em pé, os pedais deverão ser do modo de estribo (barra), para que seja possível acioná-los com qualquer dos pés. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO ASSENTOS Recomendações: • Disponível e estável • Com amortecedor de impactos • Com rodízios • Regulagens plenas para adequação antropométrica • Apoio para os pés • Apoio para os antebraços • Estofados com revestimento permeável • Adequado apoio lombar • Integrado ao plano de trabalho Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO INSTRUMENTOS MANUAIS Recomendações - procure utilizar instrumentos que: • Não apresentem cantos agudos e ressaltos; • Amorteçam impactos; • Protegem de elevadas temperaturas; • Empunhadura extensa, mantendo contato com toda face palmar; • Apresentem aderência e facilidade de uso com luvas; • Aptos para destros e canhotos; • Apresentem tamanho e forma correta para cada função; • Mantenham o antebraço alinhado ao instrumento (punho neutro); • Apresentem peso estável e equilibrado. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO ATIVIDADE FÍSICA GERAL O espaço, equipamentos e métodos de trabalho restringem os movimentos ao mínimo. Atividades desenvolvidas durante as pausas não tem sido consideradas. O espaço, equipamentos e métodos de trabalho limitam algunsmovimentos. A possibilidade de movimento tem sido disponibilizada durante as pausas. O espaço, equipamentos e métodos de trabalho permitem movimentos adequados. As atividades são exclusivamente determinadas pelo trabalhador. Não há fatores que possam causar picos de carga de trabalho. O espaço, equipamentos e métodos de trabalho não impedem os movimentos. As atividades dependem pouco dos métodos de produção e organização do trabalho. Picos de carga de trabalho podem ocorrer mas não produz risco de tensão. As atividades dependem dos métodos de produção e organização do trabalho. Há possibilidade de ocorrência de picos de carga de trabalho. As atividades dependem exclusivamente dos métodos de produção e organização do trabalho. As pausas não são consideradas. Ocorrem elevados picos de carga de trabalho. Leve Média Pesada Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO LEVANTAMENTO DE CARGAS RECOMENDAÇÕES Mantenha a coluna reta e utilize a musculatura das pernas; Mantenha a carga o mais próximo do corpo; Levante somente cargas simétricas; Levante somente cargas a 40 cm do piso. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO TRANSPORTE MANUAL DE CARGAS RECOMENDAÇÕES: Transporte cargas na vertical; Transporte cargas próxima ao corpo; Transporte cargas simétricas; Use equipamentos auxiliares (correias, dispositivos de pegas, outros); Desenvolva sempre trabalho em equipe. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO POSTURAS DE PESCOÇO E OMBRO Aceitável Indevida Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO POSTURAS DE COTOVELO E PUNHO Aceitável Indevida Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO POSTURAS DA COLUNA Aceitável Indevida Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO POSTURAS DOS MEMBROS INFERIORES Aceitável Indevida Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO Aceitável Indevida Valor medido no luxímetro (NBR 5382) = _________ lux Valor recomendado (NBR 5413 / NR 17) = _______________ lux Cálculo da porcentagem de iluminação 100 × __________ ÷ __________________ = ____________ valor medido valor recomendado % iluminação 100 % 50 – 100 % 10 – 50 % abaixo 10% s/ iluminação Recomendações para ILUMINAÇÃO: - Aproveite luz natural (mas sem incidência direta); - Use iluminação complementar (ambiental e específica); - As fontes de luz devem estar longe da linha de visão; - Evitar superfícies refletoras no Posto de Trabalho. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO Recomendações para TEMPERATURA OBS - Segundo a NR 17, a faixa de temperatura aceitável em atividades que exigem concentração é de 20o a 23o C. FAIXA ACEITÁVEL Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO Recomendações sobre UMIDADE RELATIVA DO AR: 40 e 70% 30 - 40 ou 70 - 80% 80% Aceitável Indevida OBS - Segundo a NR 17, a umidade relativa aceitável em atividades que exigem concentração é de no mínimo 40%. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO Recomendações sobre VELOCIDADE DO AR Trabalho leve Trabalho médio Trabalho pesado Trabalho muito pesado 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO REPETITIVIDADE PERÍODO DO CÍCLO Acima de 30 minutos. Aceitável Indevida De 10 a 30 minutos. De 5 a 10 minutos. De ½ a 5 minutos. Menor que ½ minuto. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO Os princípios de racionalização para o arranjo do posto de trabalho são (PHEASANT, 1996): • Prioridade – os mais importantes itens do posto de trabalho devem estar localizados em posições mais acessíveis; • Freqüência de uso – os itens mais frequentemente utilizados devem estar localizados nas posições mais acessíveis; • Função – os itens com funções similares devem estar agrupados; • Seqüência de uso – itens que normalmente são utilizados numa seqüência, devem ser disponibilizados numa mesma seqüencia. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA A Norma Regulamentadora 17 – Ergonomia, determina critérios básicos para condições ergonômicas de trabalho, e do ponto de vista jurídico, apresenta força legal para aplicação de tais critérios, principalmente quando condições impróprias de trabalho são oferecidos aos trabalhadores. No que refere a postos de trabalho, esta norma, a partir do seu item “17.3. Mobiliário dos postos de trabalho”, está organizada em 5 sub-itens que procuram contemplar a adequação do mobiliário às condições mínimas de trabalho, e consequentemente aos limites ocupacionais dos trabalhadores. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. 17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos: a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; c) ter características dimensionais que possibilitem o posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais; Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 17.3.2.1. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado. 17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto: a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; c) borda frontal arredondada; d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador. 17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas. A NR 17 – Ergonomia, em seus itens que tratam do mobiliário dos postos de trabalho, parece corroborar vários dos aspectos físicos e estruturais descritos anteriormente. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP TEMAS A SEREM ABORDADOS: 1. INTRODUÇÃO: EVOLUÇÃO E CONCEITO 2. TRABALHO 3. CONDIÇÕES FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO 4. CARGA FÍSICA NO TRABALHO 5. CONDIÇÕES FÍSICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO 6. CONDIÇÕES PSICO-SOCIAIS DO TRABALHO 7. PRINCÍPIOS DE RACIONALIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO 8. NR 17 – NORMA REGULAMENTADORA DE ERGONOMIA 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS A ergonomia é um conjunto de conhecimentos que devem auxiliar os trabalhadores na execução de suas atividades ocupacionais, com maior segurança, conforto e eficiência. Observamos que muitas variáveis ergonômicas podem influenciar a realização das atividades do trabalho, a saber: • as condições do posto e do ambiente de trabalho; • as adequações físicas, organizacionais e normativas do trabalho; e • os aspectos psicossociais dos atores envolvidos na atividade. Os ajustes e as adequações dessas variáveis às necessidades e capacidades do trabalhador dependem de uma ação coletiva de toda a organização, com a finalidade de proporcionar a plena satisfação do trabalhador em suas atividades ocupacionais. Programa Permanente de Desenvolvimento do Corpo Técnico e Administrativo da UNESP OBRIGADO POR SUA ATENÇÃO! TENHA UM BOM TRABALHO! lcpascho@faac.unesp.br Prof. Dr. Luis Carlos Paschoarelli Laboratório de Ergonomia e Interfaces Departamento de Desenho Industrial Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação Universidade Estadual Paulista – Campus Bauru