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SEIOS CRANIANOS
Diogo Santos
Joana Rodrigues
Laura Mota
Dr. João Pedro Nóbrega
SEIOS CRANIANOS – O QUE SÃO?
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Os seios da dura-máter são canais venosos compreendidos num desdobramento da dura-máter. Geralmente têm a forma de um prisma triangular ou de um cilindro. Uns colocam-se sobre a parede craniana onde escavam sulcos, outros nos prolongamentos da dura-máter.
Constituem os ramos de origem da veia jugular interna e recebem todas as veias dos órgãos contidos na cavidade craniana (encéfalo e meninges) e cavidade orbitária (olho e os seus anexos). 
As cavidades dos seios cranianos não apresentam válvulas.  
GRUPOS DE SEIOS CRANIANOS
Grupo Póstero-Superior
Seio Sagital Superior
Seio Reto
Seio Sagital Inferior
Seios Marginais
Seios Laterais
Aferentes dos Seios Cavernosos:
Veias Oftálmicas
Veia Central da Retina
Seio Esfeno-parietal
Seios Intercavernosos
Plexo Basilar
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Eferentes dos Seios Cavernosos:
Seio Petroso Superior
Seio Petroso Inferior
Seio Petro-occipital
Plexo Venoso Carotídeo Interno
Grupo Ântero-Inferior
Existem 21 seios: 5 são ímpares e medianos; os outros são pares e laterais.
Podem ser divididos em 2 grupos: um grupo póstero-superior e um grupo ântero-inferior.
GRUPO PÓSTERO-SUPERIOR
Têm em comum o facto de comunicarem anteriormente à protuberância occipital interna, num mesmo confluente, chamado confluente dos seios.
São 7:
3 são ímpares e ocupam os 3 bordos da foice do cérebro (membrana que separa os hemisférios cerebrais e que contém, superiormente, o seio sagital superior e, inferiormente, o seio sagital inferior): seio sagital superior, seio sagital inferior e seio reto.
4 são pares: seios marginais (ou occipitais posteriores) e seios laterais (seio transverso e seio sigmoide, com um segmento mastoide e jugular).
SEIO SAGITAL SUPERIOR
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Seio sagital superior
 
Encontra-se na linha média e ocupa toda a extensão do bordo convexo da foice do cérebro.
Começa na crista frontal interna e termina posteriormente, no confluente dos seios.
Relaciona-se em toda a sua extensão com o sulco escavado de frente para trás na abobada craniana, o sulco do seio sagital superior.
O seu calibre aumenta progressivamente até à extremidade posterior, tendo a forma de um prisma triangular. A sua cavidade é frequentemente atravessada por granulações aracnóideias.
Recebe:
Veias do foramen cego e da extremidade anterior da foice do cérebro;
Veias cerebrais superficiais superiores;
Veia anastomótica superior (de Trollard);
Veia anastomótica inferior (de Marcel Labbé);
Veias meníngeas médias.
Veias diploicas.
Veia emissária parietal (de Santorini), que anastomosa as circulações intra e extra-cranianas.
 
SEIO RETO
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Estende-se ao longo da base da foice do cérebro.
Recebe:
Veia cerebral magna (de Galeno).
Veia cerebelosa superior.
Seio sagital inferior.
SEIO SAGITAL INFERIOR
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Seio sagital inferior
Ocupa a metade posterior do bordo inferior, livre, da foice do cérebro.
Cresce de anterior para posterior.
Recebe as veias da foice do cérebro e drena para a extremidade anterior do seio reto.
SEIOS MARGINAIS
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Seios marginais (seios occipitais posteriores)
São muito estreitos.
Têm origem no forame jugular (onde comunicam com a extremidade terminal do seio sigmoide). Deslocam-se posteriormente e medialmente, contornando o forame magno e drenam para a confluência dos seios.
Recebe: pequenas vénulas da dura-máter e do cerebelo.
CONFLUÊNCIA DE SEIOS
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Confluência dos seios (Lagar de Herófilo ou Tórcula) - É o nome que se dá ao ponto de junção dos seios sagital superior, reto e marginais, anteriormente à protuberância occipital interna.
SEIOS LATERAIS: SEIO TRANSVERSO E SEIO SIGMOIDE
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Seios laterais
Têm a sua origem na confluência dos seios e estendem-se até ao foramen jugular, onde se continuam com a origem da veia jugular interna.
(Em 65% dos casos, o calibre do seio lateral direito é maior do que o do esquerdo). 
 
Como o seu trajeto é sinuoso permite distinguir:
 
Um seio transverso (Henle) e um seio sigmoide (Weber) (este último, com um segmento mastoideu ou descendente e um jugular ou terminal).
 
Seio transverso - vai desde a confluência dos seios à extremidade posterior do bordo superior da porção petrosa do temporal, está contido no bordo posterior da tenda do cerebelo e relaciona-se com o sulco do seio transverso do osso occipital.
 
Seio sigmóide -
 
Segmento mastoideu ou descendente: na extremidade posterior da porção petrosa do temporal, o seio muda de direção e desce inferior, medial e anteriormente no sulco do seio sigmoide na porção mastoideia do temporal.
Segmento jugular ou terminal: ao chegar à extremidade inferior da base da porção petrosa do temporal, o seio muda de direção e dirige-se superior, anterior e medialmente até ao foramen jugular, onde se continua com o golfo da veia jugular interna (a sua origem). 
 
Recebem na origem: seios sagital superior, reto e marginais.
Recebem no segmento transverso (seio transverso): veias cerebrais posteriores e inferiores e veias cerebelosas posteriores.
Recebem no segmento mastoideu (seio sigmoide): seio petroso superior.
Recebem no segmento jugular (seio sigmoide): veias do aqueduto do vestíbulo e uma volumosa veia emissária mastoideia (que ao atravessar o forame mastoideu faz comunicar o seio lateral com a origem das veias cervical profunda e vertebral).
GRUPOS DE SEIOS CRANIANOS
Grupo Póstero-Superior
Seio Sagital Superior
Seio Reto
Seio Sagital Inferior
Seios Marginais
Seios Laterais
Aferentes dos Seios Cavernosos:
Veias Oftálmicas
Veia Central da Retina
Seio Esfeno-parietal
Seios Intercavernosos
Plexo Basilar
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Eferentes dos Seios Cavernosos:
Seio Petroso Superior
Seio Petroso Inferior
Seio Petro-occipital
Plexo Venoso Carotídeo Interno
Grupo Ântero-Inferior
GRUPO ÂNTERO-INFERIOR
 
Os seios cavernosos constituem um confluente venoso anterior para o qual drenam as veias oftálmicas e central da retina, os seios esfeno-parietais, intercavernosos e o plexo basilar.
Dos seios cavernosos saem posteriormente canais que drenam o sangue venoso do confluente anterior para os seios sigmoides (os troncos coletores). 
SEIOS CAVERNOSOS
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Seios cavernosos: 
Estendem-se de cada lado da sela turca, desde a fissura orbitária superior até à extremidade anterior da porção petrosa do temporal.
Limitam de cada lado a sela turca que contém a hipófise.
Anteriormente, repousam sobre o sulco na face lateral do corpo do esfenóide. Posteriormente, relacionam-se com o orifício superior do canal carotídeo.
As relações dos nervos presentes na parede lateral do seio cavernoso variam de posterior para anterior:
De superior para inferior: oculomotor (III), troclear (IV), abducente (VI), oftálmico (V1) e maxilar (V2), sendo que este último não atravessa o seio cavernoso.
VEIAS OFTÁLMICAS E VEIA CENTRAL DA RETINA
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RAMOS AFERENTES
 
O seio cavernoso recebe as veias oftálmicas, a veia central da retina, o seio esfeno-parietal, os seios intercavernosos e o plexo basilar.
Veias oftálmicas: levam o sangue venoso da órbita até ao seio cavernoso. São duas para cada órbita, pelo que podemos distinguir uma veia oftálmica superior (atravessa a fissura orbitária superior, fora do anel de Zinn) e outra inferior (atravessa a fissura orbitária inferior, terminando na veia oftálmica superior). 
Veia central da retina: drena ou para uma das veias oftálmicas ou diretamente no seio cavernoso.
SEIO ESFENO-PARIETAL
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Seio esfeno-parietal (Breschet): canal venoso que começa no seio sagital superior, contorna o bordo posterior da asa menor do esfenóide até à extremidade anterior do seio cavernoso.
SEIOS INTERCAVERNOSOS
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Seios intercavernosos: rede em redor do pedículo da hipófise em formato de anel, onde distinguimos um segmento anterior, ou seio intercavernoso anterior, e um segmento posterior, ou seio intercavernoso posterior. Estes dois unem-se lateralmente e drenam por um tronco comum para os seios cavernosos.
 
PLEXO BASILAR
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Plexo basilar:plexo venoso escavado na dura-máter que recobre o clivus do occipital e a face posterior do dorso da sela do esfenóide. Une as extremidades posteriores 
do seio cavernoso e as origens dos seios petrosos.
SEIO PETROSO SUPERIOR
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RAMOS EFERENTES (levam o sangue venoso dos seios cavernosos para os seios sigmoides e veia jugular interna)
 
Seios petrosos superiores, petrosos inferiores, petro-occipitais, seios carotídeos (todos pares e simétricos).
 
Seio petroso superior: nasce na extremidade posterior do seio cavernoso, segue o bordo superior da porção petrosa do temporal e termina no seio lateral (entre o seio sigmoide e o seio transverso).
SEIO PETROSO INFERIOR
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Seio petroso inferior (petro-occipital superior de Trollard): parte da extremidade posterior dos seios cavernosos e caminha obliquamente inferior e lateralmente ao longo da fissura petro-occipital. Este sai da cavidade craniana pela extremidade anterior do forame jugular onde drena na veia jugular interna no golfo da veia jugular.
 
SEIO PETRO-OCCIPITAL
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1 - Seio petro-occipital
2 - Forame lacerum
3 - Seio petroso inferior
4 - Bulbo superior da veia jugular interna
5 - Plexo venoso carotídeo interno
6 - Artéria carótida interna
7 - Veias que terminam na veia jugular interna
Seio petro-occipital (petro-occipital inferior de Trollard): situa-se inteiramente por fora da cavidade craniana. Parte da extremidade posterior do seio cavernoso, ao nível do forame lácero, desce ao longo da face inferior da sutura petro-occipital, e drena ou no seio petroso inferior ou na veia jugular interna.
PLEXO VENOSO CAROTÍDEO INTERNO
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Plexo venoso carotídeo interno (Plexo de Rektorzik): rodeia a artéria carótida interna no canal carotídeo, e drena para a veia jugular interna.
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