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Unidade 2 Classificação e aspectos contábeis dos custos Contabilidade de Custos Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Gerente Editorial CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoras LUCIANE ROSA DE OLIVEIRA A AUTORA Luciane Rosa de Oliveira Olá. Meu nome é Luciane Rosa de Oliveira. Sou formada em Administração de Empresas e em Ciências Contábeis, além de possuir mestrado em Administração e formação pedagógica, o que propicia a licenciatura no curso de Administração, com uma experiência técnico- profissional na área de planejamento através de projetos e ainda conhecimento na área empresarial de mais de 14 anos. Passei por empresas como prefeituras, empresas do ramo farmacêutico e agropecuário, sendo que além da experiência em empresas descobri uma nova paixão, que é a docência. Então, desde 2012 atuo como docente trabalhando com ensino técnico e posteriormente com nível superior. Sou apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso, fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! ICONOGRÁFICOS Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: INTRODUÇÃO: para o início do desenvolvimento de uma nova compe- tência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de se apresentar um novo conceito; NOTA: quando forem necessários obser- vações ou comple- mentações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamen- to do seu conheci- mento; REFLITA: se houver a neces- sidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou dis- cutido sobre; ACESSE: se for preciso aces- sar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últi- mas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de au- toaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando o desen- volvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas; SUMÁRIO Funcionamento da separação entre custos e despesas .............10 Afinal, o que são custos? .......................................................................................................... 10 Despesas dentro das organizações .................................................................................. 14 Diferença entre custos e despesas.................................................................................... 15 Outros desembolsos realizados ........................................................................................... 16 Nomenclaturas e classificação dos custos ......................................... 19 Custos quanto à natureza ......................................................................................................... 19 Custos quanto à função ............................................................................................................ 20 Custos quanto à contabilização nas empresas......................................................... 21 Custos realizados ......................................................................................................... 21 Custos a realizar .......................................................................................................... 21 Custos quanto à apuração........................................................................................................22 Custos quanto à formação .......................................................................................................23 Custos quanto à ocorrência .....................................................................................................25 Custos diretos - indiretos - fixos - variáveis - primários e de transformação ....................................................................................................29 Custos diretos e indiretos ........................................................................................................29 Custos fixos e variáveis ............................................................................................................. 30 Custos primários e de transformação .............................................................................. 31 Execução dos procedimentos básicos de contabilização de custos .....................................................................................................................33 Custo do produto vendido ......................................................................................................33 Custo com MOD ...............................................................................................................................35 Custo com encargos sociais ...................................................................................................35 7 UNIDADE 02 Contabilidade de Custos 8 INTRODUÇÃO Você sabia que a área de contabilidade de custos é um ramo da contabilidade e uma das áreas com maior demanda nas organizações públicas e privadas? Através do entendimento sobre os custos dentro da organização, o gestor poderá tomar as decisões que são relevantes para o sucesso da organização, sendo aplicada em empresas da indústria ou ainda em empresas prestadoras de serviços. Saber diferenciar custos de despesas ou ainda entender a separação entre as diferentes formas de levantamento dos custos é essencial para o gestor entender como os preços de venda são formados e o preço de um produto poderá se tornar um diferencial, uma vantagem competitiva para a empresa. Então, vamos entender um pouco mais sobre a diferenciação entre os custos. Agora você vai entender e diferenciar os custos dentro de um produto entendendo a importância de distinguir cada um desses custos e como eles impactam nos preços dos produtos. Vamos lá! Bons estudos! Contabilidade de Custos 9 OBJETIVOS Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: 1. Compreender como funciona a separação entre custos e despesas. 2. Entender as nomenclaturas e a classificação dos custos. 3. Identificar o que são custos diretos, indiretos, fixos, variáveis, primários e de transformação. 4. Executar os procedimentos básicos de contabilização de custos. Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! Contabilidade de Custos 10 Contabilidade de Custos Funcionamento da separação entre custos e despesas INTRODUÇÃO: Ao término desta competência você será capaz de entender como funciona a contabilidade de custos, compreendendo a diferenciação entre as nomenclaturas referentes a custos, como os diretos, indiretos, fixos, variáveis e primários e de transformação. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. Conhecer essa diferenciação e aplicação é essencial para o gestor na tomada de decisões dentro da organização. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante! Afinal, o que são custos? A sociedade do século XXI é de consumo. Você deve consumir desde o alimento que está na sua mesa até os produtos que tem na sua casa. Deve estar na frente de um computador ou smartphone lendo esse material ou ainda entra na internet para escolher seu novo telefone. Mas nem sempre a sociedade foi assim. Inicialmente, o homem vivia da extração, do transporte e da distribuição. Com o passar do tempo novas demandas foram criadase a Revolução Industrial foi um marco na mecanização dos processos industriais, tendo quatro classes bem definidas que faziam todo o processo, sendo elas: classe operária, classe empresária, classe governadora e classe emprestadora. Vamos ver detalhadamente cada uma dessas classes de acordo com Dutra (2017): • Classe operária – são os responsáveis pela transformação do bem, visando agregar valor. Para isso, recebem um valor mensal como remuneração pelo seu tempo, que é o salário. • Classe empresária – são os que organizam o processo produtivos, sendo os donos dos meios de produção, a remuneração é feita pelo lucro que a empresa gera. São eles que ordenam os fatores de produção que são natureza, trabalho e capital. 11Contabilidade de Custos • Classe governadora – são os que regulam o funcionamento, dessa forma cobram impostos e taxas para exercerem suas funções, como segurança, educação e saúde. • Classe emprestadora – empresta valores financeiros para que a classe empresária possa realizar suas atividades e recebem no final do período juros dos valores aplicados. Hoje vivemos uma nova fase da revolução industrial, a qual podemos dizer que é uma fase tecnológica, e a vinda da internet abriu grandes oportunidades de negócios às empresas, porém essas precisam estar atentas para acompanhar tais mudanças. Figura 1: Revolução Industrial Fonte: Freepik Além das mudanças tecnológicas, as empresas precisam entender que independentemente do seu tamanho e porte, do seu tamanho ou enquadramento, precisam desembolsar valores para o andamento da empresa, seja para a aquisição de mercadoria ou para a transformação de um bem visando a criação de valor. Todas as organizações precisam desembolsar valores que podem ser para pagamento de custos, de despesas ou de investimentos para a empresa. Para você entender melhor, vamos ao exemplo a seguir: Mariana é uma jovem que sempre teve o sonho de ter a sua própria loja e sua própria marca de roupas femininas. Com apoio dos seus familiares e uma pesquisa de mercado, ela resolveu abrir a sua tão sonhada loja. Mas, ao se deparar com a abertura da empresa começou a analisar que existiam custos que envolviam a confecção das roupas, a 12 Contabilidade de Custos aquisição das roupas e os valores que não estavam diretamente ligados à produção, como propaganda nas redes sociais, o impulsionamento da marca por meio da mídia digital paga e ainda os impostos, que eram muitos. Como Mariana deve prosseguir? Todos os valores pagos pela empresa são custos ou existem ouros tipos de desembolso? Figura 2: Loja da Mariana Fonte: Freepik Primeiramente, precisamos saber que os desembolsos ou gastos da empresa são pagamentos que a empresa efetua. Esses pagamentos podem ser custos, despesas, investimentos, perda ou doação ou ainda aquisições para imobilizado, que não são depreciáveis. As contas referentes a custos, despesas e perdas ou doações interferem diretamente no preço de venda do produto e ainda no resultado no final do período da empresa, ou seja, aumentam ou diminuem o lucro da empresa. Voltando ao caso da empresa de roupas de Mariana, quanto maior for os custos dos produtos, maior será o valor de venda, não é mesmo? E as contas que geram desembolsos (pagamentos) para aquisição de investimentos ou de imobilizados não depreciáveis irão atingir diretamente as contas do patrimônio, ou seja, o balanço da empresa, no caso anterior, os valores que Mariana pagar para a aquisição de um notebook para o controle dos gastos, por exemplo, ou ainda a aquisição de máquinas para a fabricação das roupas ou de móveis para a empresa. 13Contabilidade de Custos Esses são exemplos de compras que são classificados como investimentos e que afetarão o patrimônio da empresa, pois a aquisição desses bens aumentará seu patrimônio. Figura 3: Desembolsos dentro da empresa Imobilizado não depreciável Investimento Perda + doação Despesa Custo Preço = Gasto = Desembolso Resultado Resultado Resultado Estoque Contas ativadas Patrimônio Fonte: Dutra, 2017, p. 16. Se existem diferentes nomenclaturas para os desembolsos dentro de uma empresa, começa-se com a ideia de custos, que são valores que todas as empresas possuem, que por definição temos a seguinte conceituação, conforme Dutra (2017, p. 16): DEFINIÇÃO: Custo é a parcela do gasto que é aplicada na produção ou em qualquer outra função de custo, gasto esse desembolsado ou não. Custo é o valor aceito pelo comprador para adquirir um bem ou é a soma de todos os valores agregados ao bem desde sua aquisição, até que ele atinja o estágio de comercialização. Se os custos são todas as somas de valores de itens que agregam valor ao bem até sua comercialização, existem outros desembolsos de valores que não estão diretamente ligados ao produto em si, são outros gastos que a empresa tem para sua manutenção, que são as despesas. 14 Contabilidade de Custos Despesas dentro das organizações A conceituação sobre despesa, conforme Dutra (2017, p. 16) é a seguinte: é a parcela do gasto que ocorre desligada das atividades de elaboração dos bens e serviços. São os gastos incorridos durante as operações de comercialização. Ela é representada pelo consumo de bens e serviços em decorrência direta e indireta da obtenção de receitas. Tecnicamente, a parcela ou a totalidade do custo que integra a produção vendida é uma despesa, tenha ela ligação ou não com as atividades de elaboração de bens e serviços. Podemos considerar que as despesas dentro da organização podem receber quatro classificações (CREPALDI; CREPALDI, 2018): • Administrativa – são gastos referentes às atividades de apoio dentro da organização. • Comercial – são gastos que visam a geração de receita, podendo ser em propaganda, comissões etc. Figura 5: Propaganda é um exemplo de despesa Fonte: Pixabay O Mc Donalds é uma das empresas que investe muito em propaganda, seja nos meios de comunicação ou como no exemplo acima, sua marca registrada é o M. 15Contabilidade de Custos Quer conhecer mais sobre a história do Mc Donalds? No ano de 2016 estreou o filme “Fome de poder”, que conta a história dos irmãos Mc Donalds e como um simples restaurante de comida rápida se transformou em uma multinacional renomada, presente em diversos países. • Financeira – são gastos que a empresa possui em decorrência da necessidade de pagamento de juros sobre capital emprestado, normalmente de bancos. • Tributária – são valores pagos referentes aos impostos ou às taxas. Figura 5: Classificação das despesas dentro da organização Despesas Administrativas Comerciais Financeiras Tributárias Fonte: Elaborada pela autora com base em Crepaldi e Crepaldi, 2018. Diferença entre custos e despesas Contabilmente existem diferenças entre custos e despesas, que assim podemos definir: Tabela 1: Diferença entre custos e despesas Custos Despesas É um gasto devido à produção de um bem. Não está relacionado com o processo pro- dutivo. Só afetará na parcela do seu gasto no produto vendido. São os demais fatores, como administrativo, financeiro, comercial e tributário. Afetará diretamente no preço do produto. Afetará diretamente no resultado do exer- cício. Fonte: Elaborada pela autora com base em Crepaldi e Crepaldi, 2018. 16 Contabilidade de Custos Outros desembolsos realizados Mas dentro da organização nem todos os produtos fabricados são vendidos. Existem matérias-primas ou ainda produtos que são perdidos no meio do processo. Esses itens são denominados como perda, por definição temos a seguinte conceituação sobre perda, conforme Dutra (2017, p. 16) É um gasto involuntário e anormal que ocorre sem intenção de obtenção de receita. Portanto, o gasto normal de matéria-prima excedente no processo produtivo, embora não integre o produto final, é um custo, pois se trata de esforço empreendido com o objetivode alcançar receitas, ao passo que a matéria-prima e outros itens perdidos por acidentes, tais como inundações, incêndios etc. se constituem em perda e não em custo. Em outros casos, as empresas perdem valores com doações, que são gastos realizados de forma voluntária, ou seja, com a intenção dos gestores. Sobre doação, é um caso comum a muitas empresas mundiais para a filantropia, por exemplo. Temos por definição o seguinte conceito sobre doação, conforme Dutra (2017, p. 16). Doação é um gasto voluntário efetuado sem intenção de obtenção de receita e sem qualquer ligação com as atividades para as quais a empresa foi criada. Você sabia que até 2015 a lei eleitoral brasileira permitia a doação de recursos de empresas (pessoas jurídicas) a partidos políticos? O que você acha sobre isso? REFLITA: Uma prática obrigatória das empresas de capital aberto é a apresentação anual de seus balanços nos meios de comunicação, assim fica evidente todas as contas do balanço da empresa. No Brasil, muitas empresas realizaram doação de dinheiro para o financiamento de campanha de políticos até 2015. Muitas empresas se utilizavam dessa tática, visando apoio governamental. Leia a o artigo “Um estudo sobre as doações realizadas pelas companhias de capital aberto aos partidos políticos nas eleições brasileiras em 2014” e reflita sobre essa prática que pode ser realizada, mas será que moralmente ela é aceita? Qual a sua opinião sobre isso? 17Contabilidade de Custos Outra forma do uso do dinheiro em uma empresa é o investimento, que é o investimento em busca de benefícios para a empresa no futuro. A definição que temos sobre investimento é conforme Dutra (2017, p. 16): É um gasto ativado em função de vida útil e de geração de benefícios futuros. Sob o aspecto estritamente contábil, o investimento é um bem de caráter permanente, não destinado à venda nem a objetivos sociais. Figura 3: Desembolsos dentro da empresa Fonte: Pixabay Para o Pronunciamento Técnico CPC 28 (2014), investimento é considerado como: Propriedade (terreno ou edifício – ou parte de edifício – ou ambos) mantida (pelo proprietário ou pelo arrendatário como ativo de direito de uso) para auferir aluguel ou para valorização do capital ou para ambas e, não, para: (Alterado pela Revisão CPC 13) (a) uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para finalidades administrativas; ou (b) venda no curso ordinário do negócio. (CPC, 2014) Além disso, esse pronunciamento discorre que as propriedades são exemplos de investimento, podendo ser terrenos que visem a valoração ao longo do tempo, terrenos mantidos para o futuro, edifícios arrendados pela empresa ou ainda edifício que esteja sendo construído para novas instalações da empresa. 18 Contabilidade de Custos SAIBA MAIS: Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Pronunciamento técnico 28 do Comitê de Pronunciamento Contábil (CPC 28) de 2014. Clique aqui. Agora você já sabe que dentro da organização existem diferentes formas de desembolsos além de custos e despesas, entendendo que cada tipo possui uma nomenclatura e deve ser contabilizado dentro do seu grupo, visando a padronização das contas dentro da organização. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que as empresas possuem gastos com custos e despesas, sendo que os custos afetam diretamente no preço de um produto e as despesas afetam o resultado do exercício. Que as despesas podem ser administrativas, tributárias, comerciais e financeiras. Também foram abordados outros conceitos de gastos dentro da empresa, como a perda, que são valores perdidos durante o processo produtivo e investimento, que são valores alocados visando retornos futuros para a organização. Aprendeu também que as empresas podem fazer doações para filantropia, por exemplo, e que no Brasil, até 2015, as empresas podiam fazer dações a partidos políticos. http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/320_CPC_28_rev%2014.pdf 19Contabilidade de Custos Nomenclaturas e classificação dos custos INTRODUÇÃO: Mas afinal, como uma empresa consegue definir seus custos? Existem definições quanto à natureza dos custos, à função, à contabilização à apuração, à formação e quanto à ocorrência. Neste capítulo veremos cada uma dessas características. Custos quanto à natureza Imagine a seguinte situação: Aparício é o responsável pela contabilidade da empresa Orelhana que produz cervejas artesanais. No momento da contabilização ele utiliza o termo “produtos acabados” para cervejas prontas para serem vendidas e o termo “cervejas em acabamento” para as que estão sendo produzidas. Seu sócio Gustavo contabiliza as cervejas prontas como “produtos prontos” e as que estão em produção como “cervejas em produção”. Imagine a confusão de termos para a mesma situação. Essa é a importância da classificação das contas quanto à natureza, pois visa a facilitação na contabilização das mesmas, utilizando termos como descreve Dutra (2017, p. 20): • Mão de obra disponível • Mão de obra direta • Energia elétrica • Combustíveis • Seguros • Depreciações • Supervisão • Encargos sociais • Embalagens 20 Contabilidade de Custos • Taxa de água e esgoto • Honorários • Manutenção Na prática, essa padronização visa utilizar, por exemplo: os termos “produtos acabados” para “produtos prontos” para a comercialização das cervejas prontas do exemplo anterior, “produtos em elaboração” para “produtos semiacabados” e uso do termo “matérias-primas” no caso da cerveja para aquisição do malte, são exemplos de padronização dos termos dentro da empresa. Custos quanto à função Toda empresa tem diversas funções, sendo elas na produção, comercialização e marketing, por exemplo. Dessa forma, essa nomenclatura define os custos quanto à função exercida dentro da organização, de acordo com o organograma da empresa. A empresa então com base nas funções desempenhadas monta o seu organograma (Figura 4), o que facilitará a base de rateio de custos pelo setor, definindo assim os seus custos. Figura 4: Exemplo de organograma Assessoria jurídica Gerência financeira Gerência administrativa Gerência comercial Gerência de operações Contas a pagar e a receber Compras Vendas Assistência técnica Diretoria Fonte: Elaborada pela autora. 21Contabilidade de Custos Dutra (2017) ressalta que entender a classificação dos custos quanto à função é essencial para entender e identificar a parcela de custo de uma determinada função de acordo com o organograma da empresa. Custos quanto à contabilização nas empresas A separação dos custos quanto à contabilização será em dois grandes grupos de contas: as contas patrimoniais e as contas de resultado, sendo então que os custos serão as contas de custos realizados e custos a realizar. Custos realizados As contas contabilizadas como custos realizados interferem no resultado do período da empresa e integram custos como os da mercadoria vendida. Custos a realizar As contas contabilizadas como custos a realizar interferem nas contas de patrimônio da empresa e integram custos como mão de obra e matéria-prima, o que interfere diretamente na produção de estoques. Figura 5: Custos quanto à contabilização C U S T O S Realizados Matérias-primas Materiais auxiliares Mão de obra Depreciações Outros custos APENAS OS INTEGRANTES DOS PRODUTOS VENDIDOS a Realizar Imobilizado permanente Imobilizado diferido Despesas antecipadas apropriáveis Custos referentes às receitas antecipadas Estoques Fonte: Dutra, 2017, p. 20. 22 Contabilidade de Custos Entenda melhor a separação entre as contas patrimoniais e as contas de resultado e sua diferenciação dentro das empresas.Tabela 2: Custos quanto à contabilização Contas Contas patrimoniais Contas de resul- tado Contabili- zação Custos a realizar Custos realizados Quando são incorridos Podem ser incorridos no perío- do, mas continua na empresa ex.: aquisição de matéria-prima que se transforma em estoques. São consumidos para efeito con- tábil no período. Exemplo Estoques Depreciação Fonte: Elaborada pela autora. Custos quanto à apuração A definição dos custos quanto à apuração separa em custos diretos aqueles que são apropriados diretamente na produção do bem e indiretos aqueles que não podem ser definidos de forma direta. Custo direto é aquele que incorre diretamente na produção, ou seja, é apropriado no momento que incorre, em cada tipo de bem e está ligado diretamente a cada tipo de bem ou função de custo (DUTRA, 2017). Assim como existem os custos ligados de forma direta à produção do bem, existem os custos indiretos, que são aqueles custos que não podem ser incorridos de forma direta, mas que são necessários para a produção do bem, com base na atividade ou no órgão. Aqueles custos que não conseguimos definir de forma direta são alocados como custos indiretos, pois são necessários para a produção do bem, eles são apropriados por grupo de atividades ou órgãos ou na empresa de forma geral no momento de sua ocorrência. Produção de mesas de madeira (Figura 6). Neste caso, teremos custos diretamente ligados à produção, como a madeira e os parafusos. Já a luz é essencial para o funcionamento da serra ou lixadeira, esses outros custos são indiretos. 23Contabilidade de Custos Figura 6: Mesa de madeira Fonte: Pixabay Mas cuidado, no exemplo anterior, o custo indireto “luz” poderá participar de todas ou de várias das funções dentro da organização, sem possibilidade de segregação da parcela que está onerando cada uma das funções quando ocorrer sua aplicação (DUTRA, 2017). O cálculo para definição dos custos quanto à apuração será o somatório entre os custos diretos e indiretos. Para a definição do custo total de uma mercadoria, a fórmula utilizada é: CT = CD + CI Sendo que CD é custo direto e CI custo indireto. Custos quanto à formação Pense um pouco no exemplo a seguir: Maria é uma confeiteira que realiza a produção de bolos para aniversários. Quanto maior for o número de encomendas que Maria tiver, maiores serão os seus custos, não é mesmo? 24 Contabilidade de Custos Dessa forma, os custos quanto à formação poderão ser os custos variáveis, ou seja, quanto maior o número de encomendas, maior será a necessidade da aquisição de farinha, de leite. A água é essencial para a empresa de Maria, sendo assim um custo fixo. Então, quanto à formação podemos definir que: Custo fixo ocorre independente da produção, como os custos de estrutura, por exemplo, aluguel, água e luz. Esses custos devem ser pagos independente da produção da empresa. Assim, na Figura 7, temos um gráfico que define que independente da produção da empresa, o valor do custo fixo será o mesmo. Figura 7: Custo fixo CF Quantidade Valor Fonte: Dutra, 2017, p. 31. Já existem custos que aumentam de acordo com a produção, que são os custos variáveis, os quais variam de acordo com o volume de atividade, sendo que quanto maior o volume de atividade no período, maior será o custo variável (DUTRA, 2017). Figura 8: Custo variável CF Quantidade Valor Fonte: Dutra, 2017, p. 31. 25Contabilidade de Custos Na figura 8 fica evidente que os custos variáveis aumentarão de acordo com a produção do bem. No exemplo dos bolos de Maria, quanto maior for o número de encomendas, maiores serão seus custos variáveis. Existem ainda os custos que podem ser considerados mistos, pois incorrem uma parcela fixa e uma parcela variável. Custos quanto à ocorrência Os custos também podem ser classificados de acordo com sua ocorrência dentro da organização, ou seja, seu estágio dentro da organização, o quais são: básico, de transformação, direto ou primário, indireto ou geral, fabril, dos produtos fabricados e dos produtos vendidos. De acordo com Dutra (2017, p. 45), podemos conceituar o custo básico como sendo: Custo que é representado pelo valor da matéria-prima ou do material consumido, e a determinação de seu valor pode ser obtida por apropriação quando se exerce um controle permanente dos estoques se o controle for periódico. Dessa forma, o custo básico é o termo utilizado para definir a produção em si da matéria-prima e é assim determinado devido à transferência para outras fases de elaboração. Vejamos o exemplo a seguir, da indústria farmacêutica. Figura 9: Fases da indústria farmacêutica pesquisa produção empacotamento medicamentos Fonte: Freepik 26 Contabilidade de Custos O custo básico seria determinado em função do inventário, ou seja, nas fases conforme visto na Figura 9. Sendo assim, o custo básico é aquele denominado de acordo com a transferência para outras fases de produção e para calcularmos esse custo, podemos usar a fórmula: Para a definição do custo básico de uma mercadoria, a fórmula utilizada é: Custo básico = EI + C - EF Sendo que EI é estoque inicial, C compras e EF estoque final. Além do custo básico, temos o custo de transformação, ou seja, os recursos aplicados para a realização da transformação do produto. De acordo com Dutra (2017, p. 45), podemos conceituar o custo de transformação como sendo o total de recursos aplicados sobre o custo básico para transformá-lo em outro bem e é constituído pela mão de obra e pelos custos indiretos (DUTRA, 2017, p. 45). Figura 10: Produção de comprimidos pela indústria farmacêutica Fonte: Freepik Os custos de transformação consideram três variáveis: o custo básico de produção, mão de obra e custos indiretos no momento da produção. Além do custo básico e custo de transformação, os custos diretos ou primários são aqueles ligados de forma direta na produção do bem. De acordo com Dutra (p. 45, 2017), podemos conceituar o custo de direto ou primário como sendo o valor da matéria-prima ou do material e da mão de obra e, portanto, é expresso pela soma desses dois custos. Ele é designado direto porque se considera como se fosse exclusivo da elaboração de determinado tipo de bem ou de serviço (DUTRA, 2017, p. 45). 27Contabilidade de Custos No exemplo da empresa farmacêutica da Figura 9, seriam os custos com a mão de obra de forma direta e a aquisição de matéria-prima, no caso dos insumos para produção dos bens. O bem seria os xaropes e comprimidos. Existem outros custos nas organizações que não são nem básicos, de transformação ou diretos. São os custos gerais que a empresa possui, denominados de indiretos. De acordo com Dutra (2017, p. 45), podemos conceituar os custos gerais como sendo a soma de todos os custos ocorridos na produção e não classificáveis como material e mão de obra. São todos os demais custos denominados gerais, cuja maioria é classificada como indiretos. O custo fabril é o somatório de todos os custos dentro da organização, sendo os custos diretos (os custos básicos); de transformação, que são os indiretos e gerais e os custos com mão de obra, conforme a figura 11. Figura 11: Custo Fabril Matéria-prima consumida = Estoque inicial + Compras - Estoque final Custo básico Custos gerais Custo básico MAIS Estoque inicial de produtos em elaboração (+) MENOS Estoque final de produtos em elaboração (-) MAIS Estoque inicial de produtos acabados (+) MENOS Estoque final de produtos acabados (-) Custo direto Custo de transformação Mão de obra Custo fabril Custo dos produtos fabricados Custo dos produtos vendidos Fonte: Dutra, 2017, p. 47. 28 Contabilidade de Custos O custo fabril somado com o estoque inicial de produtos em elaboração, diminuído do estoque final de produtos em elaboração determinará o custo do produto fabricado. O custo de produto vendido será deacordo com a fórmula: CPV = EI + CPF - EF Sendo que CPV é custo de produtos vendidos, EI é estoque inicial de produtos acabados, CPF é custo de produto fabricado e EF é estoque final. RESUMINDO: Neste capítulo, vimos que os custos são classificados quanto à natureza dos custos, função, contabilização, apuração, formação e ocorrência. 29Contabilidade de Custos Custos diretos - indiretos - fixos - variáveis - primários e de transformação INTRODUÇÃO: Como vimos anteriormente os custos possuem diferentes classificações dentro da organização. Agora, vamos nos ater a identificar os seis principais grupos que são custos diretos, indiretos, fixos, variáveis, primários e de transformação. Custos diretos e indiretos De acordo com Crepaldi e Crepaldi (2018), a classificação entre custos diretos e indiretos visa a avaliação dos estoques dentro da empresa, separando os estoques em acabamento e os acabados. Essa separação considera além da natureza, a relevância e o grau de dificuldade de medição. A energia elétrica (força) é, por sua natureza, um custo direto, pois está ligada diretamente com a produção dos bens de consumo, mas seu cálculo é realizado por meio de rateio, transformando assim em um custo indireto. Figura 11: Luz elétrica Fonte: Pixabay Dessa forma, esse rateio traz o cálculo do centro de custo, que é a menor fração de atividade ou área de responsabilidade para a qual é realizada a acumulação de custos. Os principais critérios de rateio dos CIF são de acordo com Crepaldi e Crepaldi (2018): 30 Contabilidade de Custos • Quantidade produzida. • Consumo de materiais diretos. • Mão de obra direta aplicada. • Horas-máquina. • Receita de vendas. Custos fixos e variáveis Dentro da organização, os custos da empresa podem ser fixos, os quais independem da produção, e variáveis, pois quanto maior a produção, maiores serão esses custos. De acordo com a Tabela 3, podemos exemplificar as identificações desses custos. Tabela 3: Custos fixos e variáveis Custo Fixo Variável Com relação ao valor O valor continuará fixo, mas quanto maior for a produção, o valor será diluído no número de peças. O valor varia de acordo com a produção, quanto maior a produção, maior será o custo. Custo total O custo total não varia de acordo com a pro- dução. O custo total aumentará de acordo com o aumento da produção. Nível de atividade Ocorrem independen- temente do nível de atividade. Quanto maior o nível de ativi- dade, maiores serão os custos variáveis no seu montante. Exem- plos Pró-labore do diretor de produção; honorários de vigilância das insta- lações produtivas etc. Matéria-prima consumida; serviços de terceiros remu- nerados por peça aplicada em unidades produzidas; material de embalagem nos produtos acabados. Fonte: Elaborada pela autora com base em Crepaldi e Crepaldi, 2018. 31Contabilidade de Custos Outra diferenciação bastante relevante que a empresa deve considerar são os custos primários e os de transformação, os quais veremos a seguir. Custos primários e de transformação Os custos primários e de transformação são aqueles custos que estão diretamente ligados com o estoque da empresa, sendo que para o CPC 16 (2009, p. 2) estoques são considerados: Estoques são ativos: (a) mantidos para venda no curso normal dos negócios; (b) em processo de produção para venda; ou (c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação de serviços. Ainda, o CPC (2009, p. 4), visando a padronização dos conceitos, determina que custos de transformação são aqueles que assim podem ser definidos: Os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, como pode ser o caso da mão de obra direta. Também incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos para transformar os materiais em produtos acabados. Os custos indiretos de produção fixos são aqueles que permanecem relativamente constantes independentemente do volume de produção, tais como a depreciação e a manutenção de edifícios e instalações fabris, máquinas e equipamentos e os custos de administração da fábrica. Os custos indiretos de produção variáveis são aqueles que variam diretamente, ou quase diretamente, com o volume de produção, tais como materiais indiretos e certos tipos de mão de obra indireta. 32 Contabilidade de Custos Os custos primários são aqueles que compreendem a soma da matéria-prima e da mão de obra direta e não incluem os demais custos diretos. Mas lembre-se de que nem todos os custos diretos são custos primários, por exemplo, a embalagem é um custo direto, mas não é um custo primário (CREPALDI; CREPALDI, 2018). RESUMINDO: Neste capítulo, vimos que os custos podem ser classificados em seis principais grupos, que são: custos diretos, indiretos, fixos, variáveis, primários e de transformação. 33Contabilidade de Custos Execução dos procedimentos básicos de contabilização de custos INTRODUÇÃO: Existem diferentes tipos de empresa, as industriais, as comerciais e as prestadoras de serviço. Podemos designar todas elas como organização. Você precisa ter isso em mente, qual o tipo de organização você se refere na hora de contabilizar os custos, pois nas empresas industriais é comum a utilização do termo custo do produto vendido, já nas empresas de serviço são utilizados termos como custo do serviço prestado. Por isso, neste capítulo vamos estudar cada um desses termos. Custo do produto vendido O custo do produto vendido considera todos os custos no momento da produção de algo, como mão de obra, matéria-prima e custos indiretos. O CPV é formado pela soma dos materiais diretos (MD), da mão de obra direta (MOD) e dos custos indiretos de fabricação (CIF), ajustado para mais ou para menos pela variação dos estoques de produtos acabados e produtos em processo (CREPALDI; CREPALDI, 2018). Observam-se as seguintes etapas para a realização do cálculo do custo do produto vendido: 1. Separação entre custos e despesas. 2. Separação entre custos diretos e indiretos. 3. Apropriação dos custos diretos aos produtos. 4. Rateio dos custos indiretos aos produtos. Fórmula: Para Crepaldi e Crepaldi (2018, p. 86), à soma de MD, MOD e CIF dá-se o nome de custo de produção (CP). Então: CP = MD + MOD + CIF Agora, pode-se montar a fórmula do CPV: 34 Contabilidade de Custos CPV = CP + EIPA – EFPA + EIPP – EFPP Essa fórmula pode ser simplificada se apurarmos primeiro o custo da produção acabada (CPA) no período, ou seja, a soma do estoque inicial de produtos em processo (EIPP) com o custo de produção (CP) menos o estoque final de produtos em processo (EFPP), onde: CPA = EIPP + CP – EFPP. Assim, a fórmula do CPV pode ser reduzida para: CPV = EIPA + CPA – EFPA Figura 12: Fluxo para apuração de custos Pessoal Material Gerais Folha de pagamento (+) Encargos sociais (=) Mão de obra disponível (=) Estoque inicial (+) Aquisições (=) Material disponível (—) Estoque final (=) Material aplicado Serviços diversos (+) Insumos diversos (=) Gerais disponíveis (—) Custos não apropriados (indiretos) (=) Custos apropriados (diretos) (+) Custos indiretos rateados (=) Custos do período aplicados (+) Estoque inicial em elaboração (=) Elaboração no período (—) Estoque final em elaboração (=) Produção acabada (+) Estoque inicial acabado (=) Produção disponível (—) Estoque final acabado (=) Produção vendida Fonte: Dutra, 2017, p. 239. 35Contabilidade de Custos Custo com MOD Dentro das organizações teremos o custo com a mão de obra direta ou MOD, desde que seja possível a sua mensuração, sem ocorrer a necessidade de rateio e custo com mão de obra indireta, dependendo da relação com a produção. É a mão de obra empregada diretamente na produçãoe é composta de salários e encargos sociais e até mesmo demais custos, como refeições e estadias e compreendem a mão de obra, que é o elemento básico do custo industrial (CREPALDI; CREPALDI, 2018). Figura 13: Trabalhador MOD Fonte: Freepik Custo com encargos sociais No Brasil, um cálculo necessário para todo gestor é com relação aos encargos sociais, ou seja, os direitos adquiridos dos funcionários pela CLT e que devem ser considerados pelo gestor, sendo que cada funcionário poderá apresentar custos diferentes entre as empresas em função de diversos fatores, como definido por Crepaldi e Crepaldi (2018): • Direitos garantidos por acordos ou convenções coletivas de trabalho. • Benefícios sociais. • Rotatividade de pessoal (turnover). 36 Contabilidade de Custos ACESSE: Quer se aprofundar nas mudanças que ocorreram com a reforma trabalhista? Entender as vantagens e desvantagens? Então, leia o artigo “Nova reforma trabalhista: vantagens e desvantagens”. Clique aqui. Avalie que para efeito do custo do funcionário no Brasil são consideradas as obrigações sociais, sendo elas: Tabela 4: Custos do emprego no Brasil Obrigações sociais % do salário Previdência social 20,0 FGTS 8,0 Salário educação 2,5 Acidente de trabalho (média) 2,0 Sesi/Sesc/Sest 1,5 Senai/Senac/Senat 1,0 Sebrae 0,6 Incra 0,2 Subtotal 1 35,8 Repouso semanal 18,91 Férias 9,45 Abono de férias 3,64 Feriados 4,36 Aviso prévio 1,32 Auxílio enfermidade 0,55 http://repositorio.aee.edu.br/bitstream/aee/8202/1/Artigo_Nova%20Reforma%20Trabalhista%20-%20Vantagens%20e%20Desvantagens.pdf 37Contabilidade de Custos Subtotal 2 38,23 Décimo terceiro 10,91 Despesa com rescisão 3,21 Subtotal 3 14,12 Incidência cumulativa 13,68 Incidência do FGTS sobre 13º salário 0,93 Subtotal 4 14,61 TOTAL 102,76 Fonte: Crepaldi e Crepaldi, 2018, p. 101. Com base nesses dados, é possível entender como é caro para o empregador gerar vagas de emprego no Brasil, pois a cada salário que é pago ao trabalhador o gestor precisa pagar mais um apenas de encargos, então as empresas são oneradas com uma grande incidência de carga tributária, o que dificulta seu crescimento. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo desta unidade letiva, vamos resumir tudo o que vimos. Neste capítulo, você teve a oportunidade de compreender que para a formação do preço a empresa precisa contabilizar os custos com mercadorias ou serviços prestados que são cálculos que consideram a maioria dos custos diretos de primários de uma empresa. Apresentamos ainda uma visão crítica acerca dos altos custos para a contratação de funcionários no Brasil, o que inviabiliza muitas vezes a criação de empregos. 38 Contabilidade de Custos REFERÊNCIAS CPC. Pronunciamento Técnico CPC 28. Propriedade Para Investimento. 2014. Disponível em: https://bit.ly/3xp64a5 CREPALDI, S. A.; CREPALDI, G. S. Introdução à contabilidade de custos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2018. DUTRA, R. G. Custos Uma Abordagem Prática. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.