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CURSO DE PEDAGOGIA PROJETOS E PRÁTICAS DE AÇÃO PEDAGÓGICA GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM AMBIENTES ESCOLARES E NÃO ESCOLARES POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA ESCOLA Adriana Meneghel Ferreira Von Zuben PIRACICABA- SP 2022 SUMÁRIO 1. TEMA……………………………………………............. ......................………….3 2. SITUAÇÃO PROBLEMA……………………………… ……................................3 3. JUSTIFICATIVA……………………........................... .......……………………….3 4. PÚBLICO ALVO……………………………………… ……...............................…4 5. OBJETIVOS……………………............................. …… …………………………4 6. PERCURSO METODOLÓGICO…………………............................……………5 7. RECURSOS………………………….......................………………………………5 8. CRONOGRAMA……………………………………........... ...........……………….6 9. AVALIAÇÃO FINAL………………………………………… ………......................6 10. REFERÊNCIAS ……………………………………………… ………....................6 1.TEMA: A Importância da Família na Escola 2.SITUAÇÃO PROBLEMA: Em reunião com a equipe pedagógica da escola, surge a questão de como podemos incorporar a participação e desenvolver parceiras com os pais nos processos de aprendizagem das crianças na escola. 3.JUSTIFICATIVA E EMBASAMENTO TEÓRICO O processo de alfabetização da criança é a etapa mais importante na vida escolar do aluno, pois é a partir desse processo que o aluno se desenvolve plenamente, ou não. Ao longo do processo de aprendizagem, as crianças passam por diversas fases, pois o desenvolvimento acontece em tempo integral ao longo da vida. Por essa razão, a educação permeia todos os meios de convivência de criança. A família tem a função de complementar a formação do indivíduo, pois são seus responsáveis diretos. Já a função de educar, no que se refere fornecer educação formal, fica sob a responsabilidade da escola, tornando assim, escola e família os principais responsáveis pela formação cognitiva, social e emocional das crianças em todo seu trajeto escolar. A integração entre família e escola é um processo em que todos saem ganhando, possibilita o aumento na qualidade das ações das crianças, fortalece o vínculo e respeito mútuo, alinha a rotina e desenvolvimento sob a visão da perspectiva de educação e crescimento de um ser humano integral. Se a família tem responsabilidade com a educação da criança tanto quanto a escola, é preciso que tanto uma quanto a outra mantenham uma relação que possibilite a relação de uma educação de qualidade, pois como afirma TIBA (2002, p.3) “quando a escola, o pai e a mãe falam a mesma língua e tem valores semelhantes, a criança aprende sem conflitos”. Uma pesquisa feita pelo SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), indica que uma das mais importantes dimensões explicativas do desempenho de estudantes está em sua origem familiar. O cruzamento desses dados também mostrou que a nota dos alunos é melhor quando pais e professores se conhecem. Foi comprovado também que a nota dos alunos é maior quando os pais são atuantes na vida escolar de seus filhos. A família é a primeira instituição onde a criança aprende a conviver, é ela que “educa” sobre respeito e limites, hábitos de boa convivência, cuidado com o próximo, todos esses são fatores importantíssimos e determinantes na formação da personalidade da criança, muito antes da escola entrar em cena. A família é o espaço onde a criança tem seu primeiro processo de socialização. Ela é o berço, por assim dizer, das atitudes, mudança ou estagnação que venha a acontecer futuramente, pois é da família que parte a formação do sujeito social, que irá manter ou mudar a realidade onde está inserido. A partir daí, a escola vem complementar esse sujeito, dando a ele a socialização fora de seu ambiente familiar, além de conhecimento, saber, educação moral, social e seu desenvolvimento como indivíduo. Assim, espera-se que a escola e a família consigam anda paralelamente, construam parcerias e ajudem no desenvolvimento das crianças em todos os seus aspectos. Porém, o que temos visto nos últimos anos é que a família está deixando para a escola a responsabilidade de educar as crianças. Ao contrário da parceria, que pode ser muito produtiva, o que de fato acontece é um repasse de reponsabilidades, onde o professor deixa de ser colaborador, e passa a assumir o papel principal na educação de seus alunos. O que vemos hoje em muitos ambientes é uma confusão de papéis, cobranças tanto para a escola quanto para a família, numa mistura de atribuições onde fica confuso inclusive para a criança onde ela deve buscar esse ou aquele conhecimento. A escola tem uma obrigação de ensinar conteúdos específicos da área do saber, enquanto da família se espera desenvolvimento social, emocional, noções de convivência social. No entanto, a realidade que se mostra bem diferente, há uma cobrança muito grande sobre a escola quanto á educação das crianças. Nota-se que educação escolar, tem significados diferentes para pais e professores. Poucas famílias acompanham seus filhos de forma a contribuir para seu aprendizado, muitos se omitem de participar de reuniões e não se interessam pelo desenvolvimento de seus filhos. O que vemos é uma maioria de pais que acredita que a escola é a continuação de seus lares, e cobra dela o que é, na verdade, sua função. É nesse período que acontece o conflito entre escola e família, e o que deveria ser parceria acaba se tornando confronto e desentendimento. A estrutura familiar vem se modificando cada vez mais, mas ainda assim, as relações que constroem o caráter continuam as mesmas. Muitos pais e mães, por vezes imaturos e despreparados, apresentam atitudes negativas na educação de seus filhos, são superprotetores, e impedem a autonomia das crianças. Eles precisam de direção e disciplina, e é nesse contexto que elaborar uma estratégia de parceria entre escola e família tende somente a favorecer as crianças. “O envolvimento dos pais na educação das crianças tem uma justificativa pedagógica moral, bem como legal (...) Quando os pais iniciam uma parceria com a escola, o trabalho com as crianças pode ir além da sala de aula, e as aprendizagens na escola e em casa possam se complementar mutuamente” (SPODEK; SARACHO, 1998, p.167). Família e escola desempenham papeis decisivos na educação da criança, e para isso é necessário integração entre elas. É a partir do sucesso dessa parceria que a criança se torna um adulto capaz de contribuir para uma sociedade mais justa. 4. PÚBLICO-ALVO: Pais, professores e alunos. 5. OBJETIVOS: Analisar a relação da família com a escola, criar parcerias entre estas, para que o desempenho acadêmico dos alunos seja beneficiado. Pesquisar também, para o próprio conhecimento de pais e professores, os possíveis prejuízos que a falta de participação da família na escola pode causar aos alunos. Vale ressaltar que as famílias que mais necessitam de orientação e ajuda da escola para interagir com seus filhos, principalmente no ambiente acadêmico, são as que mais se esquivam de aceitar parcerias para incluí-los no ambiente escolar. 6. PERCURSO METODOLÓGICO A primeira etapa seria identificar as crianças e respectivas famílias que mais necessitassem da orientação e ajuda da escola. Identificar os fatores que determinam ou contribuem para o sucesso e fracasso das parcerias da escola com os pais, aprimorar os fatores positivos e descartar os negativos. Depois abordar a família e oferecer suporte pra que eles consigam identificar suas maiores dificuldades e então criar estrutura de interação e superação com as crianças. Planejar palestras, reuniões e oficinas que venham a ser promovidas por professores, psicólogos, e outros profissionais da área pedagógica que possam apresentar aos pais os benefícios de sua participação na vida acadêmica de seus filhos. A equipe escolar também pode organizar feira cultural, teatros, gincanas, brincadeiras e oficinas para facilitar a interação e inserção dos pais nos ambientes escolares, e que esses pais tambémse abram para interagir com outras famílias de sua comunidade. Trazer essas famílias para o ambiente escolar com atividades e projetos facilitadores, envolver também a comunidade, pra que a escola seja parte natural da vida dessas famílias. A participação da família na escola estabelece uma relação entre escola e comunidade, que se estreita, a confiança entre família e escola, que ajuda no rendimento do aluno, e afinidades entre pais e filhos, o que cada vez mais parece perdido diante de justificativas de pais que alegam não ter tempo para seus filhos. Melhorar a relação entre pais, professores e crianças faz com que a interação entre eles seja melhor, que o diálogo seja mais aberto e que as relações de confiança entre eles cresçam, fortalecendo seus vínculos e abrindo novos horizonte para melhorar o desenvolvimento acadêmico das crianças. 7. RECURSOS: Professores, pais e profissionais da área da educação. Espaço físico para reuniões. 8. CRONOGRAMA: Deve ter duração mínima de seis meses, com o ideal de um ano pra que haja tempo de realmente ajudar as famílias, e não somente palestrar sobre as dificuldades que elas têm. 9. AVALIAÇÃO FINAL Avaliar as mudanças que correram no comportamento das crianças, verificar se o desempenho acadêmico e a produção dos alunos melhorou durante esse processo de parcerias dos pais com a escola e readequar as estratégias a longo prazo para melhorar os resultados. 10.REFERÊNCIAS: Almeida, E.B. A relação entre pais e escola: A influência da família no desempenho escolar do aluno, Campinas, 2014. Monografia. Universidade Estadual de Campinas. Aranha, M.L. de A. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 1989. Araújo, Ceres Alves de. Pais que educam – Uma aventura inesquecível. São Paulo: Gente, 2005. Cury, Augusto. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. 3 Ed. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2003. Duarte, M.J.P. Feitosa, MLO Ausência da Família no Âmbito escolar. Editora Protexto. 2010. Tiba, Içami. Quem ama educa. São Paulo: Gente,2002. Tiba, Içami. Ensinar aprendendo: novos paradigmas da educação. 18 Ed. Rev. E atual. São Paulo: Integrare Editora, 2006. image1.png