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www.qconcursos.com Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES Fofoca: uma obra sem autor O próprio som da palavra fofoca dá a ela um certo ar de frivolidade. Fofoca, mexerico, coisa sem importância. Difamação é crime, mas fofoca é só uma brincadeira. O que seria da vida sem um bom diz-que-me-diz-que, não? Não. Dispenso fofocas e fofoqueiros. Quando alguém se aproxima de mim, segura no meu braço e olha para o lado antes de começar a falar, já sei que vem aí uma lama que não me diz respeito. [...] ............................................................................................................................................................................. A fofoca nasce da boca de quem? Ninguém sabe. Ouviu-se falar. É uma a�rmação sem fonte, uma suspeita sem indício, uma leviandade órfã de pai e mãe. Quem fabrica uma fofoca quer ter a sensação de poder. Poder o quê? Poder divulgar algo seu, ver seu "trabalho" passado adiante, provocando reações, mobilizando pessoas. Quem dera o criador da fofoca pudesse contribuir para a sociedade com um quadro, um projeto de arquitetura, um plano educacional, mas sem talento para tanto, ele gera boatos. Quem faz intrigas sobre a vida alheia quer ter algo de sua autoria, uma obra que se alastre e cresça, que se torne pública e que seja muito comentada. Algo que lhe dê continuidade. É por isso que fofocar é uma tentação. Porque nos dá, por poucos minutos, a sensação de ser portador de uma informação valiosa que está sendo gentilmente dividida com os outros. Na verdade, está-se exercitando uma pequena maldade, não prevista no Código Penal. Fofocas podem provocar lesões emocionais. Por mais inocente ou absurda, sempre deixa um rastro de descon�ança. Onde há fumaça há fogo, acreditam todos, o que transforma toda fofoca numa verdade em potencial. Não há fofoca que compense. Se for mesmo verdade, é uma bala perdida. Se for mentira, é um tiro pelas costas. (MEDEIROS, Martha. Almas gêmeas. L&PM Editores: Porto Alegre, 1999, p.127.) De acordo com o texto, é correto a�rmar: A A fofoca é um vírus que se espalha com certa frivolidade. B Os fofoqueiros estão sempre atentos à justiça e à verdade. C O “diz-que-me-diz-que” garante a e�cácia e o cumprimento do Código Penal. D O autor da fofoca tem a sensação de poder, de possuir informação valiosa. E Quem fabrica uma fofoca faz questão de que todos conheçam sua autoria. Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES O homem cuja orelha cresceu Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora extra. Escriturário de uma �rma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a mão. Deviam ter uns dez centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Ficou só olhando. Elas cresciam, chegavam à cintura. Finas, compridas, como �tas de came, enrugadas. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário de material também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse mais andar na rua. Se tivesse um amigo, ou namorada, iria mostrar o que estava acontecendo. Mas o escriturário não conhecia ninguém a não ser os colegas de escritório. Colegas, não amigos. Ele abriu a camisa, en�ou as orelhas para dentro. Enrolou uma toalha na cabeça, como se estivesse machucado. Quando chegou na pensão, a orelha saía pela perna da calça. O escriturário tirou a roupa. Deitou-se, louco para dormir e esquecer. E se fosse ao médico? Um otorrinolaringologista. A esta hora da noite? Olhava o forro branco, incapaz de pensar, dormiu de desespero. Ao acordar, viu aos pés da cama o monte de uns trinta centímetros de altura. A orelha crescera e se enrolara como cobra. Tentou se levantar. Difícil. Precisava segurar as orelhas enroladas. Pesavam. Ficou na cama. E sentia a orelha crescendo, com uma cosquinha. O sangue correndo para iá, os nervos, músculos, a pele se formando, rápido. Às quatro da 1 Q958130 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2013 - PC-ES - Perito Criminal Especial 2 Q957200 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Provas: FUNCAB - 2013 - PC-ES - Perito Criminal ... https://www.qconcursos.com/ https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-es https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-es https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/a2c67c9a-12 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2013-pc-es-perito-criminal-especial https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/8dd3562e-0e https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2013-pc-es-perito-criminal tarde, toda a cama tinha sido tomada pela orelha. O escriturário sentia fome, sede. Às dez da noite, sua barriga roncava. A orelha tinha caído para fóra da cama. Dormiu. Acordou no meio da noite com o barulhinho da orelha crescendo. Dormiu de novo e quando acordou na manhã seguinte, o quarto se enchera com a orelha. Ela estava em cima do guarda-roupa, embaixo da cama, na pia. E forçava a porta. Ao meio-dia, a orelha derrubou a porta, saiu pelo corredor. Duas horas mais tarde, encheu o corredor. Inundou a casa. Os hóspedes fugiram para a rua. Chamaram a polícia, o corpo de bombeiros. A orelha saiu para o quintal. Para a rua. Vieram os açougueiros com facas, machados, serrotes. Os açougueiros trabalharam o dia inteiro cortando e amontoando. O prefeito mandou dar a carne aos pobres. Vieram os favelados, as organizações de assistência social, irmandades religiosas, donos de restaurantes, vendedores de churrasquinho na porta do estádio, donas de casa. Vinham com cestas, carrinhos, carroças, camionetas. Toda a população apanhou carne de orelha. Apareceu um administrador, trouxe sacos de plástico, higiênicos, organizou �las, fez uma distribuição racional. E quando todos tinham levado carne para aquele dia e para os outros, começaram a estocar. Encheram silos, frigorí�cos, geladeiras. Quando não havia mais onde estocar a carne de orelha, cham aram outras cidades. Vieram novos açougueiros. E a orelha crescia, era cortada e crescia, e os açougueiros trabalhavam. E vinham outros açougueiros. E os outros se cansavam. E a cidade não suportava mais carne de orelha. O povo pediu uma providência ao prefeito. E o prefeito ao governador. E o governador ao presidente. E quando não havia solução, um menino, diante da rua cheia de carne de orelha, disse a um policial: “Por que ó senhor não mata o dono da orelha?” (Ignácio de Loyoia Brandão, Os melhores contos de Ignácio de Loyola Brandão. Seleção de Deonísio da Silva. São Paulo: Global, 1993. p.135.) Sobre o texto, é correto a�rmar: A Aponta a importância das visitas frequentes ao otorrinolaringologista. B Aborda a tranquilidade e a iniciativa doescriturário diante do problema inusitado. C O elemento fantástico desencadeou movimentos de solidariedade, assistencialismo e organização que solucionaram o problema. D As pessoas se comportaram de maneira racional, mas travaram uma luta interior sobre o bem e o mal daquele acontecimento. E Faz uma crítica, percebida, principalmente, no desfecho, ao fato de a sociedade não aceitar o diferente e puni-lo. Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: PC-PA Para persuadir o ouvinte a chegar a determinada conclusão, em qualquer matéria polêmica, recorre o falante a estratégias argumentativas variadas, tais como: 1. deduções lógicas ou racionais 2. comparações esclarecedoras 3. ilustrações com passagens literárias 4. exempli�cação com dados reais No texto apresentado, vale-se o autor de: A 1,2,3e4. B apenas 3 e 4. C apenas 1.2 e 4. D apenas 1 e 2. E apenas 3. Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: PC-PA No período: “E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por conseguinte, temos em todos os crimes, obrigatoriamente e sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou", a conjunção “como" está empregada com o mesmo valor relacionai que em: 3 Q693560 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2016 - PC-PA - Investigador de Policia Civil 4 Q693005 > Português Morfologia , Interpretação de Textos , Conjunções: Relação de causa e consequência Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2016 - PC-PA - Papiloscopista https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-pa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-pa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/a6f04cea-7b https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2016-pc-pa-investigador-de-policia-civil https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/733f872e-7a https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/morfologia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/conjuncoes-relacao-de-causa-e-consequencia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2016-pc-pa-papiloscopista A COMO um cão. vivia farejando pistas. B Eis o modo COMO o delito foi praticado. C Procedia sempre COMO manda a lei. D Era um psiquiatra tão bom COMO o pai E COMO estava ferido, pediu socorro. Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: PC-PA Para persuadir o ouvinte a chegar a determinada conclusão, em qualquer matéria polêmica, recorre o falante a estratégias argumentativas variadas, tais como: 1. deduções lógicas ou racionais 2. comparações esclarecedoras 3. ilustrações com passagens literárias 4. exempli�cação com dados reais No texto apresentado, vale-se o autor de: A apenas 1, 2 e 4. B 1, 2, 3 e 4. C apenas 3. D apenas 3 e 4. E apenas 1 e 2. Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: PC-PA Texto para responder à questão. Di�cilmente, em uma ciência-arte como a Psicologia-Psiquiatria, há algo que se possa asseverar com 100% de certeza. Isso porque há áreas bastante interpretativas, sujeitas a leituras diversas, a depender do observador e do observado. Porém, existe um fato na Psicologia-Psiquiatria forense que é 100% de certeza e não está sujeito a interpretação ou a dissimulação por parte de quem está a ser examinado. E revela, objetivamente, dados do psiquismo da pessoa ou, em outras palavras, mostra características comportamentais indissimuláveis, claras e objetivas. O que pode ser tão exato, em matéria de Psicologia-Psiquiatria, que não admite variáveis? Resposta: todos os crimes, sem exceção, são como fotogra�as exatas e em cores do comportamento do indivíduo. E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por conseguinte , tem os em todos os crimes, obrigatoriamente e sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou. Por exemplo, o delito foi cometido com multiplicidade de golpes, com ferocidade na execução, não houve ocultação de cadáver, não se veri�ca cúmplice, premeditação etc. Registre-se que esses dados já aconteceram. Portanto, são insimuláveis, 100% objetivos. Basta juntar essas características comportamentais que teremos algo do psiquismo de quem o praticou. Nesse caso especí�co, infere-se que a pessoa é explosiva, impulsiva e sem freios, provável portadora de algum transtorno ligado à disritmia psicocerebral, algum estreitamento de consciência, no qual o sentimento invadiu o pensamento e determinou a conduta. Em outro exemplo, temos homicídio praticado com um só golpe, premeditado, com ocultação de cadáver, concurso de cúmplice etc. Nesse caso, os dados apontam para o lado do criminoso comum, que entendia o que fazia. Claro que não é possível, apenas pela morfologia do crime, saber-se tudo do diagnóstico do criminoso. Mas, por outro lado, é na maneira como o delito foi praticado que se encontram características 100% seguras da mente de quem o praticou, a evidenciar fatos, tal qual a imagem fotográ�ca revelanos exatamente algo, seja muito ou pouco, do momento em que foi registrada. Em suma, a forma como as coisas foram feitas revela muito da pessoa que as fez. 5 Q693000 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2016 - PC-PA - Papiloscopista 6 Q692925 > Português Morfologia , Interpretação de Textos , Conjunções: Relação de causa e consequência Sintaxe , Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional... , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2016 - PC-PA - Escrivão de Polícia Civil https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-pa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-pa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/732b9a48-7a https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2016-pc-pa-papiloscopista https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/6c8e160a-7a https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/morfologia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/conjuncoes-relacao-de-causa-e-consequencia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/sintaxe https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/oracoes-subordinadas-adverbiais-causal-comparativa-consecutiva-concessiva-condicional https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2016-pc-pa-escrivao-de-policia-civilPALOMBA, Guido Arturo. Rev. Psique: n° 100 (ed. comemorativa), p. 82. No período: “E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por conseguinte, temos em todos os crimes, obrigatoriamente e sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou", a conjunção “como" está empregada com o mesmo valor relacional que em: A COMO estava ferido, pediu socorro. B Procedia sempre COMO manda a lei. C COMO' um cão. vivia farejando pistas. D Eis o modo COMO o delito foi praticado. E Era um psiquiatra tão bom COMO o pai Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: PC-PA Para persuadir o ouvinte a chegar a determinada conclusão, em qualquer matéria polêmica, recorre o falante a estratégias argumentativas variadas, tais como: 1. deduções lógicas ou racionais 2. comparações esclarecedoras 3. ilustrações com passagens literárias 4. exempli�cação com dados reais No texto apresentado, vale-se o autor de: A apenas 1 e 2. B apenas 3. C apenas 1, 2 e 4. D 1, 2, 3 e 4. E apenas 3 e 4. Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: PC-AC Desenredo Do narrador seus ouvintes: - Jó Joaquim, cliente, era quieto, respeitado, bom como o cheiro de cerveja. Tinha o para não ser célebre. Como elas quem pode, porém? Foi Adão dormir e Eva nascer. Chamando-se Livíria, Rivília ou Irlívia, a que, nesta observação, a Jó Joaquim apareceu. Antes bonita, olhos de viva mosca, morena mel e pão. Aliás, casada. Sorriram-se, viram-se. Era in�nitamente maio e Jó Joaquim pegou o amor. En�m, entenderam-se. Voando o mais em ímpeto de nau tangida a vela e vento. Mas tendo tudo de ser secreto, claro, coberto de sete capas. Porque o marido se fazia notório, na valentia com ciúme; e as aldeias são a alheia vigilância. Então ao rigor geral os dois se sujeitaram, conforme o clandestino amor em sua forma local, conforme o mundo é mundo. Todo abismo é navegável a barquinhos de papel. Não se via quando e como se viam. Jó Joaquim, além disso, existindo só retraído, m inuciosam ente. E sperar é reconhecer-se incompleto. Dependiam eles de enorme milagre. O inebriado engano. Até que deu-se o desmastreio. O trágico não vem a conta-gotas. Apanhara o marido a mulher: com outro, um terceiro... Sem mais cá nem mais lá, mediante revólver, assustou-a e matou-o. Diz-se, também, que a ferira, leviano modo. 7 Q692920 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2016 - PC-PA - Escrivão de Polícia Civil 8 Q649843 > Português Interpretação de Textos , Figuras de Linguagem , Redação - Reescritura de texto Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2015 - PC-AC - Perito Criminal - Análises de Sistemas https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-pa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ac https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/6c7a15ad-7a https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2016-pc-pa-escrivao-de-policia-civil https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/2b8519f3-38 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/figuras-de-linguagem https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/redacao-reescritura-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2015-pc-ac-perito-criminal-analises-de-sistemas [...] Ela - longe - sempre ou ao máximo mais formosa, já sarada e sã. Ele exercitava-se a aguentar-se, nas defeituosas emoções. Enquanto, ora, as coisas amaduravam. Todo �m é impossível? Azarado fugitivo, e como à Providência praz, o marido faleceu, afogado ou de tifo. O tempo é engenhoso. [...] Sempre vem imprevisível o abominoso? Ou: os tempos se seguem e parafraseiam-se. Deu-se a entrada dos demônios. Da vez, Jó Joaquim foi quem a deparou, em péssima hora: traído e traidora. De amor não a matou, que não era para truz de tigre ou leão. Expulsou-a apenas, apostrofando-se, como inédito poeta e homem. E viajou a mulher, a desconhecido destino. Tudo aplaudiu e reprovou o povo, repartido. Pelo fato, Jó Joaquim sentiu-se histórico, quase criminoso, reincidente. Triste, pois que tão calado. Suas lágrimas corriam atrás dela, como formiguinhas brancas. Mas, no frágio da barca, de novo respeitado, quieto. Vá-se a camisa, que não o dela dentro. Era o seu um amor meditado, a prova de remorsos. Dedicou-se a endireitar-se. [...] Celebrava-a, ufanático, tendo-a por justa e averiguada, com convicção manifesta. Haja o absoluto amar- e qualquer causa se irrefuta. Pois produziu efeito. Surtiu bem. Sumiram-se os pontos das reticências, o tempo secou o assunto. Total o transato desmanchava-se, a anterior evidência e seu nevoeiro. O real e válido, na árvore, é a reta que vai para cima. Todos já acreditavam. Jó Joaquim primeiro que todos. Mesmo a mulher, até, por �m. Chegou-lhe lá a notícia, onde se achava, em ignota, defendida, perfeita distância. Soube-se nua e pura. Veio sem culpa. Voltou, com dengos e fofos de bandeira ao vento. Três vezes passa perto da gente a felicidade. Jó Joaquim e Vilíria retomaram-se, e conviveram, convolados, o verdadeiro e melhor de sua útil vida. E pôs-se a fábula em ata. ROSA, João Guimarães. Tutameia - Terceiras estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967. p. 38-40. Vocabulário frágio: neologismo criado a partir de naufrágio, ufanático: neologismo: ufano+fanático. O “ Ou: os temp os se seguem e PARAFRASEIAM-SE.” poderia ser explicado com o seguinte adágio popular: A “Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos.” B "Na natureza, no homem e na sociedade nade se cria, nada se transforma... tudo se repete.” C “Cada um sabe o sapato onde aperta.” D "Coração de homem é terra que ninguém mora.” E “Formiga quando quer se perder cria asa.” Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: PC-AC A comparação do amor com a nau tangida à vela e a vento sugere, simultânea e respectivamente, uma relação: A desgastante (a vela) e que traça o caminho (ao vento). B célebre (a vela) e que norteia o navegante (ao vento). C crítica (a vela) e que redime e liberta (o vento). D movida à paixão (a vela) eque vagueia à deriva (ao vento) E fria (a vela) e que direciona (o vento). 9 Q649833 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2015 - PC-AC - Perito Criminal - Análises de Sistemas https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ac https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/2b4bff14-38 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2015-pc-ac-perito-criminal-analises-de-sistemas Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: PC-AC Sobre o texto leia as a�rmativas a seguir. I. A pontuação dá ao conto uma característica de lentidão,detalhamento com intenção de prender a atenção do leitor sobre o que se conta. II. O narrador acumula duas funções: contador de estórias e a de comentarista que analisa as situações, �losofa sobre o assunto, trazendo o leitor para o presente, o tempo da enunciação. III. A abordagem do nome da personagem pouco acrescenta na compreensão do texto. Está correto apenas o que se a�rma em: A I e III. B III. C II e III. D I. E I e II. Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: PC-AC Desenredo Do narrador seus ouvinte: - Jó Joaquim, cliente, era quieto, respeitado, bom como o cheiro de cerveja. Tinha o para não ser célebre. Como elas quem pode, porém? Foi Adão dormir e Eva nascer. Chamando-se Livíria, Rivília ou Irlívia, a que, nesta observação, a Jó Joaquim apareceu. Antes bonita, olhos de viva mosca, morena mel e pão. Aliás, casada. Sorriram- se, viram-se. Era in�nitamente maio e Jó Joaquim pegou o amor. En�m, entenderam-se. Voando o mais em ímpeto de nau tangida a vela e vento. Mas tendo tudo de ser secreto, claro, coberto de sete capas. Porque o marido se fazia notório, na valentia com ciúme; e as aldeias são a alheia vigilância. Então ao rigor geral os dois se sujeitaram, conforme o clandestino amor em sua forma local, conforme o mundo é mundo. Todo abismo é navegável a barquinhos de papel. Não se via quando e como se viam. Jó Joaquim, além disso, existindo só retraído, minuciosamente. Esperar é reconhecer-se incompleto. Dependiam eles de enorme milagre. O inebriado engano. Até que deu-se o desmastreio. O trágico não vem a conta-gotas. Apanhara o marido a mulher: com outro, um terceiro... Sem mais cá nem mais lá, mediante revólver, assustou-a e matou-o. Diz-se, também, que a ferira, leviano modo. [...] Ela - longe - sempre ou ao máximo mais formosa, já sarada e sã. Ele exercitava-se a aguentar-se, nas defeituosas emoções. Enquanto, ora, as coisas amaduravam. Todo �m é impossível? Azarado fugitivo, e como à Providência praz, o marido faleceu, afogado ou de tifo. O tempo é engenhoso. [...] Sempre vem imprevisível o abominoso? Ou: os tempos se seguem e parafraseiam-se. Deu-se a entrada dos demônios. Da vez, Jó Joaquim foi quem a deparou, em péssima hora: traído e traidora. De amor não a matou, que não era para truz de tigre ou leão. Expulsou-a apenas, apostrofando-se, como inédito poeta e homem. E viajou a mulher, a desconhecido destino. Tudo aplaudiu e reprovou o povo, repartido. Pelo fato, Jó Joaquim sentiu-se histórico, quase criminoso, reincidente. Triste, pois que tão calado. Suas lágrimas corriam atrás dela, como formiguinhas brancas. Mas, no frágio da barca, de novo respeitado, quieto. Vá-se a camisa, que não o dela dentro. Era o seu um amor meditado, a prova de remorsos. Dedicou-se a endireitar-se. [...] Celebrava-a, ufanático, tendo-a por justa e averiguada, com convicção manifesta. Haja o absoluto amar- e qualquer causa se irrefuta. Pois produziu efeito. Surtiu bem. Sumiram-se os pontos das reticências, o tempo secou o assunto. Total o transato desmanchava-se, a anterior evidência e seu nevoeiro. O real e válido, na árvore, é a reta que vai para cima. Todos já acreditavam. Jó Joaquim primeiro que todos. Mesmo a mulher, até, por �m. Chegou-lhe lá a notícia, onde se achava, em ignota, defendida, perfeita distância. Soube-se nua e pura. Veio sem culpa. Voltou, com dengos e fofos de bandeira ao vento. Três vezes passa perto da gente a felicidade. Jó Joaquim e Vilíria retomaram-se, e conviveram, convolados, o verdadeiro e melhor de sua útil vida. E pôs-se a fábula em ata. ROSA, João Guimarães. Tutameia - Terceiras estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967,p.38-40. Vocabuláriofrágio: neologismo criado a partir de naufrágio, ufanático: neologismo: ufano+fanático. O “ Ou: os tempos se seguem e PARAFRASEIAM-SE." poderia ser explicado com o seguinte adágio popular: A “Cada um sabe o sapato onde aperta." B “Na natureza, no homem e na sociedade nada se cria, nada se transforma... tudo se repete." 10 Q649830 > Português Pontuação , Interpretação de Textos , Uso do ponto, do ponto de exclamação e do ponto de interrogação Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2015 - PC-AC - Perito Criminal - Análises de Sistemas 11 Q576195 > Português Interpretação de Textos , Figuras de Linguagem , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2015 - PC-AC - Perito Criminal https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ac https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ac https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/2b3d1dac-38 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/pontuacao https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/uso-do-ponto-do-ponto-de-exclamacao-e-do-ponto-de-interrogacao https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2015-pc-ac-perito-criminal-analises-de-sistemas https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/1210929f-8b https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/figuras-de-linguagem https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2015-pc-ac-perito-criminal C “Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos." D “Coração de homem é terra que ninguém mora." E “Formiga quando quer se perder cria asa." Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: PC-AC Desenredo Do narrador seus ouvintes: – Jó Joaquim, cliente, era quieto, respeitado, bom como o cheiro de cerveja. Tinha o para não ser célebre. Como elas quem pode, porém? Foi Adão dormir e Eva nascer. Chamando-se Livíria, Rivília ou Irlívia, a que, nesta observação, a Jó Joaquim apareceu. Antes bonita, olhos de viva mosca, morena mel e pão. Aliás, casada. Sorriram-se, viram-se. Era in�nitamente maio e Jó Joaquim pegou o amor. En�m, entenderam-se. Voando o mais em ímpeto de nau tangida a vela e vento. Mas tendo tudo de ser secreto, claro, coberto de sete capas. Porque o marido se fazia notório, na valentia com ciúme; e as aldeias são a alheia vigilância. Então ao rigor geral os dois se sujeitaram, conforme o clandestino amor em sua forma local, conforme o mundo é mundo. Todo abismo é navegável a barquinhos de papel. Não se via quando e como se viam. Jó Joaquim, além disso, existindo só retraído, minuciosamente. Esperar é reconhecer-se incompleto. Dependiam eles de enorme milagre. O inebriado engano. Até que deu-se o desmastreio. O trágico não vem a conta-gotas. Apanhara o marido a mulher: com outro, um terceiro... Sem mais cá nem mais lá, mediante revólver, assustou-a e matou-o. Diz-se, também, que a ferira, leviano modo. [...] Ela – longe – sempre ou ao máximo mais formosa, já sarada e sã. Ele exercitava-se a aguentar-se, nas defeituosas emoções. Enquanto, ora, as coisas amaduravam. Todo �m é impossível? Azarado fugitivo, e como à Providência praz, o marido faleceu, afogado ou de tifo. O tempo é engenhoso. [...] Sempre vem imprevisível o abominoso? Ou: os tempos se segueme parafraseiam-se. Deu-se a entrada dos demônios. Da vez, Jó Joaquim foi quem a deparou, em péssima hora: traído e traidora. De amor não a matou, que não era para truz de tigre ou leão. Expulsou-a apenas, apostrofando-se, como inédito poeta e homem. E viajou a mulher, a desconhecido destino. Tudo aplaudiu e reprovou o povo, repartido. Pelo fato, Jó Joaquim sentiu-se histórico, quase criminoso, reincidente. Triste, pois que tão calado. Suas lágrimas corriam atrás dela, como formiguinhas brancas. Mas, no frágio da barca, de novo respeitado, quieto. Vá-se a camisa, que não o dela dentro. Era o seu um amor meditado, a prova de remorsos. Dedicou-se a endireitar-se. [...] Celebrava-a, ufanático, tendo-a por justa e averiguada, com convicção manifesta. Haja o absoluto amar – e qualquer causa se irrefuta. Pois produziu efeito. Surtiu bem. Sumiram-se os pontos das reticências, o tempo secou o assunto. Total o transato desmanchava-se, a anterior evidência e seu nevoeiro. O real e válido, na árvore, é a reta que vai para cima. Todos já acreditavam. Jó Joaquim primeiro que todos. Mesmo a mulher, até, por �m. Chegou-lhe lá a notícia, onde se achava, em ignota, defendida, perfeita distância. Soube- se nua e pura. Veio sem culpa. Voltou, com dengos e fofos de bandeira ao vento. Três vezes passa perto da gente a felicidade. Jó Joaquim e Vilíria retomaram-se, e conviveram, convolados, o verdadeiro e melhor de sua útil vida. E pôs-se a fábula em ata. ROSA, João Guimarães.Tutameia – Terceiras estórias . Rio de Janeiro: José Olympio, 1967. p. 38-40. Vocabulário frágio: neologismo criado a partir de naufrágio. 12 Q567356 > Português Interpretação de Textos , Figuras de Linguagem , Denotação e Conotação Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Provas: FUNCAB - 2015 - PC-AC - Perito Criminal - Contabilidade ... https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ac https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/3f5dda1d-77 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/figuras-de-linguagem https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/denotacao-e-conotacao https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2015-pc-ac-perito-criminal-contabilidade ufanático: neologismo: ufano+fanático. A frase “Suas lágrimas corriam atrás dela”, como efeito expressivo, mostra o(a): A uso de linguagem denotativa. B tendência ao exagero. C presença de personi�cação. D ênfase na ação de viver. E presença de eufemismo. Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: PC-AC Desenredo Do narrador seus ouvintes: – Jó Joaquim, cliente, era quieto, respeitado, bom como o cheiro de cerveja. Tinha o para não ser célebre. Como elas quem pode, porém? Foi Adão dormir e Eva nascer. Chamando-se Livíria, Rivília ou Irlívia, a que, nesta observação, a Jó Joaquim apareceu. Antes bonita, olhos de viva mosca, morena mel e pão. Aliás, casada. Sorriram-se, viram-se. Era in�nitamente maio e Jó Joaquim pegou o amor. En�m, entenderam-se. Voando o mais em ímpeto de nau tangida a vela e vento. Mas tendo tudo de ser secreto, claro, coberto de sete capas. Porque o marido se fazia notório, na valentia com ciúme; e as aldeias são a alheia vigilância. Então ao rigor geral os dois se sujeitaram, conforme o clandestino amor em sua forma local, conforme o mundo é mundo. Todo abismo é navegável a barquinhos de papel. Não se via quando e como se viam. Jó Joaquim, além disso, existindo só retraído, minuciosamente. Esperar é reconhecer-se incompleto. Dependiam eles de enorme milagre. O inebriado engano. Até que deu-se o desmastreio. O trágico não vem a conta-gotas. Apanhara o marido a mulher: com outro, um terceiro... Sem mais cá nem mais lá, mediante revólver, assustou-a e matou-o. Diz-se, também, que a ferira, leviano modo. [...] Ela – longe – sempre ou ao máximo mais formosa, já sarada e sã. Ele exercitava-se a aguentar-se, nas defeituosas emoções. Enquanto, ora, as coisas amaduravam. Todo �m é impossível? Azarado fugitivo, e como à Providência praz, o marido faleceu, afogado ou de tifo. O tempo é engenhoso. [...] Sempre vem imprevisível o abominoso? Ou: os tempos se seguem e parafraseiam-se. Deu-se a entrada dos demônios. Da vez, Jó Joaquim foi quem a deparou, em péssima hora: traído e traidora. De amor não a matou, que não era para truz de tigre ou leão. Expulsou-a apenas, apostrofando-se, como inédito poeta e homem. E viajou a mulher, a desconhecido destino. Tudo aplaudiu e reprovou o povo, repartido. Pelo fato, Jó Joaquim sentiu-se histórico, quase criminoso, reincidente. Triste, pois que tão calado. Suas lágrimas corriam atrás dela, como formiguinhas brancas. Mas, no frágio da barca, de novo respeitado, quieto. Vá-se a camisa, que não o dela dentro. Era o seu um amor meditado, a prova de remorsos. Dedicou-se a endireitar-se. [...] Celebrava-a, ufanático, tendo-a por justa e averiguada, com convicção manifesta. Haja o absoluto amar – e qualquer causa se irrefuta. Pois produziu efeito. Surtiu bem. Sumiram-se os pontos das reticências, o tempo secou o assunto. Total o transato desmanchava-se, a anterior evidência e seu nevoeiro. O real e válido, na árvore, é a reta que vai para cima. Todos já acreditavam. Jó Joaquim primeiro que todos. Mesmo a mulher, até, por �m. Chegou-lhe lá a notícia, onde se achava, em ignota, defendida, perfeita distância. Soube- se nua e pura. Veio sem culpa. Voltou, com dengos e fofos de bandeira ao vento. 13 Q567349 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Provas: FUNCAB - 2015 - PC-AC - Perito Criminal - Contabilidade ... https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ac https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/3f35e381-77 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2015-pc-ac-perito-criminal-contabilidade Três vezes passa perto da gente a felicidade. Jó Joaquim e Vilíria retomaram-se, e conviveram, convolados, o verdadeiro e melhor de sua útil vida. E pôs-se a fábula em ata. ROSA, João Guimarães.Tutameia – Terceiras estórias . Rio de Janeiro: José Olympio, 1967. p. 38-40. Vocabulário frágio: neologismo criado a partir de naufrágio. ufanático: neologismo: ufano+fanático. Sobre o texto leia as a�rmativas a seguir. I. A pontuação dá ao conto uma característica de lentidão, detalhamento com intenção de prender a atenção do leitor sobre o que se conta. II. O narrador acumula duas funções: contador de estórias e a de comentarista que analisa as situações, �losofa sobre o assunto, trazendo o leitor para o presente, o tempo da enunciação. III. A abordagem do nome da personagem pouco acrescenta na compreensão do texto. Está correto apenas o que se a�rma em: A I. B I e II. C I e III. D II e III. E III. Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES 14 Q312475 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Provas: FUNCAB - 2013 - PC-ES - Médicolegista ... https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-es https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/4f12dab4-b2 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2013-pc-es-medico-legista A crônica indica que há um descompasso entre as personagens. Qual a razão, mostrada no texto, para que isso ocorra? A O distanciamento do narrador provoca o descompasso no relacionamento amoroso e na situação de paquera. B A tentativa de sedução por parte da personagem masculina intimida a personagem feminina. C As situações externas aos diálogos interferem diretamente no comportamento das personagens. D As diferenças linguísticas entre a personagem masculina e a personagem feminina. E O pragmatismo da personagem masculina exposto pelas interferências do narrador. Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES 15 Q305374 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2013 - PC-ES - Delegado de Polícia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-es https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/5c4bd9cd-9c https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2013-pc-es-delegado-de-policia Apassagem em que há palavra que sinaliza a atitude ou estado psicológico do autor em face do que ele enuncia é a seguinte: A “[Nos Estados Unidos] a questão acabou ganhando o enfoque da e�cácia em decorrência da disputa política.” (§ 1) B “Entre elas, inclui-se a ‘simulação de afogamento’, tortura antiga” (§ 1) C “Infelizmente, a discussão sobre sua e�cácia contémuma armadilha.” (§ 3) D “AFrança pagou umalto preço pelo uso da tortura na guerra daArgélia.” (§ 3) E “Soldados americanos torturaram guerrilheiros vietcongues.” (§ 3) Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES Para persuadir o leitor a concluir como ele, o autor recorre a todas as estratégias argumentativas a seguir,COMEXCEÇÃOapenas da seguinte: A dar exemplo destinado a comprovar ponto de vista pessoal. B valer-se de ironia para desvalorizar ou desquali�car o leitor. C apoiar-se emfato de conhecimento público. D aludir a narrativa alegórica para ilustrar orientação argumentativa. E valer-se de argumento de autoridade namatéria. Ano: 2012 Banca: FUNCAB Órgão: PC-RO Pelo ralo Este conto foi inspirado nos atentados de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Os pratos estão empilhados de um dos lados da pia numa torre irregular, equilibrando-se uns sobre os outros de forma precária, como os destroços de um prédio bombardeado ameaçando cair. Estão sujos. Muito sujos. Foram deixados ali já faz algum tempo, e os pedaços de detritos sobre eles se cristalizaram, tomando formas absurdas, surreais. Há grãos e lascas, restos de folhas amontoados de uma inde�nida massa de cor acinzentada. Copos e tigelas de vidro, também empilhados num desenho caótico, exibem a superfície maculada, cheia de nódoas, e o metal das panelas, chamuscado e sujo em vários pontos, lembra a fuselagem de um avião incendiado. Mas há mais do que isso. Há talheres por toda parte, lâminas, cabos, extremidades pontiagudas que surgem por entre os pratos, em sugestões inquietantes. E há ainda a cratera 16 Q305372 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2013 - PC-ES - Delegado de Polícia 17 Q273368 > Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Prova: FUNCAB - 2012 - PC-RO - Médico Legista - Prova W https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-es https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/funcab https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ro https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/5954c3e1-9c https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2013-pc-es-delegado-de-policia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/0a21664b-2d https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/interpretacao-de-textos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/nocoes-gerais-de-compreensao-e-interpretacao-de-texto https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/funcab-2012-pc-ro-medico-legista da pia, onde outros tantos pratos e travessas, igualmente sujos, estão quase submersos numa água escura, como se, num campo de batalha, a chuva tivesse caído sobre as cinzas. O cenário é desolador. A mulher se aproxima, os olhos �xos na pia. Suas mãos, cujos dedos exibem dobras ressecadas, resultado de muitos anos de contato com água e detergente, movem-se em torno da cintura e caminham até as costas, levando as tiras do avental vermelho e branco. Com gestos rápidos, ágeis, faz-se a laçada, que ajusta o avental em seu lugar. E a mulher abre a torneira. Encostada à pia, espera, tocando a água de vez em quando com a ponta dos dedos. Ligou o aquecedor no máximo, pois sabe que precisará dela fumegante, para derreter as crostas formadas depois de tantas horas. Logo o vapor começa a subir. Emana da pia, primeiro lentamente, depois numa nuvem mais encorpada, quase apocalíptica, enquanto o jato d'água chia contra a superfície da louça suja. A mulher despeja algumas gotas de detergente na esponja e começa a lavar. Esfrega com vigor, começando pelas travessas que estavam imersas na água parada, pegando em seguida os copos e, por �m, a pilha de pratos. Vai acumulando-os, já envoltos em espuma, de um dos lados da pia, num trabalho longo, árduo. E só depois se põe a enxaguá-los, deixando que a água escoe, levando consigo o que resta dos detritos. De repente, a mulher sorri. As pessoas não acreditam, mas ela gosta de lavar louça. Sempre gostou. A sensação da água quente nas mãos, seu jato carregando as impurezas, são para ela um bálsamo. “É bom assistir a essa passagem, à transformação do sujo em limpo", ouviu dizer um dia um poeta que também gostava de lavar louça. Ficara feliz ao ouvir aquilo. Só então se dera conta do quanto havia de beleza e poesia nesses gestos tão simples. Mas agora a mulher suspira. Queria poder também lavar os erros do mundo, desfazer seus escombros, apagar- lhe as nódoas, envolver em sabão todos os ódios e horrores, as misérias e mentiras. Porque, a�nal, do jeito que as coisas andam, é o próprio mundo que vai acabar – ele inteiro – descendo pelo ralo. (SEIXAS, Heloísa. , Rio de Janeiro, 23 de set. 2001. Revista de Domingo, Seção Contos Mínimos. Disponível em: ). Assinale a alternativa que explica de que forma o prazer da mulher com o ato de lavar a louça remete à re�exão pretendida pelo texto. A O prazer de lavar a louça impõe ao leitor a visão de que ainda há postura de submissão da mulher diantedos acontecimentos, além de sugerir que a sua atitude é de distanciamento e de alienação. B Literalmente, a sensação de prazer da personagem faz uma alusão ao caminho percorrido pela mulher para salvar a humanidade do ódio e da opressão em torno de seu papel na sociedade. C Ao tratar da sensação de prazer da personagem com a tarefa de lavar louça, do jato de água “carregando as impurezas" e produzindo na mulher o efeito de um“bálsamo", a autora re�ete o desejo de se fazer o mesmo com o mundo. D O tratamento dado à sensação de prazer da personagem impede o leitor de pensar que é possível desfazer “os erros do mundo", “envolver em sabão todos os ódios e horrores" ou “desfazer seus escombros". E Simbolicamente, o conto sugere que o mundo está precisando mais de tolerância, ódio e preconceito que podem ser eliminados com a boa vontade de pessoas que lavem as impurezas do mundo. Respostas 1: D 2: E 3: C 4: E 5: A 6: A 7: C 8: B 9: D 10: E 11: B 12: C 13: B 14: D 15: C 16: B 17: C www.qconcursos.com https://www.qconcursos.com/