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TCC LUCAS VERSAO FINAL 2023 rev Douglas (1)

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA 
DEPARTAMENTO CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO 
CURSO CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO 
CAMPUS FLORIANÓPOLIS 
 
 
 
 
 
LUCAS ADÃO ARTNER ZACALUZNE 
 
 
 
 
 
Um estudo sobre a utilização de contratos inteligentes por meio da 
modelagem de processos para o registro de Diplomas Digitais em Blockchain. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Florianópolis 
 2023 
 
 
 
 Lucas Adão Artner Zacaluzne 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um estudo sobre a utilização de contratos inteligentes por meio da modelagem de 
processos para o registro de Diplomas Digitais em Blockchain. 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao 
curso de Ciência da Informação do Centro de 
Ciências da Educação da Universidade Federal de 
Santa Catarina como requisito parcial para a 
obtenção do título de Bacharel em Ciência da 
Informação. 
 
Orientador(a): Prof . Dr. Douglas Dyllon Jeronimo de 
Macedo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Florianópolis 
2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Lucas Adão Artner Zacaluzne 
 
Um estudo sobre a utilização de contratos inteligentes por meio da modelagem de 
processos para o registro de Diplomas Digitais em Blockchain. 
 
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para obtenção do título de 
Bacharel em Ciência da Informação e aprovado em sua forma final pelo Curso de Ciência da 
Informação. 
 
Florianópolis, 27 de novembro de 2023. 
 
 
 
___________________________ 
Coordenação do Curso 
 
Banca examinadora 
 
 
____________________________ 
Prof.(a) Dr.(a) Luciane Paula Vital 
(Titular) 
 
 
 
 
Prof. Dr. Gustavo Medeiros de Araújo 
(Titular) 
 
 
 
 
Prof.(a) Dr.(a) Camila Schwinden Lehmkuhl 
(Suplente) 
 
Florianópolis, 2023. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico esse trabalho primeiramente a Deus, a minha querida mãe e meu 
irmão por terem me apoiado em todos os momentos da minha trajetória acadêmica. 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Minha gratidão primeiramente a Deus por ter me dado forças para continuar 
nos momentos mais difíceis da minha graduação e por não ter desistido. Em segundo 
lugar agradeço a minha querida mãe Rosani por ter dado todo o incentivo 
motivacional, espiritual e financeiro nessa jornada e ao meu irmão Lucio José por estar 
ao meu lado em todo esse processo sem eles isso não seria possível e a minha 
família, ao meu tio-avô Pedro Oscar por ter me ajudado financeiramente também 
nesse período e a minha querida avó Dona Maria Cristina por ter me aconselhado 
também, e por último ao meu professor orientador Prof. Douglas por ter tido paciência 
e determinação em me orientar e pegado no meu pé para um entregar um trabalho 
com excelência e que me orgulhasse e aos meus colegas de graduação que foram 
importantes na minha trajetória acadêmica a qual chamo de amigos o Vitor, Logan e 
a Alessandra, entre outros que não irei escrever todos aqui mas que tiveram 
importância em diversos momentos e são amizades que levarei para vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A tecnologia move o mundo. JOBS, Steve (2023). 
 
 
 
RESUMO 
 
A tecnologia tem proporcionado para o mundo por meio das novas 
tecnologias, maior velocidade de acesso, praticidade e segurança e tem causado um 
impacto em pessoas, empresas e organizações públicas. Por meio da transformação 
causado com o advento de novas tecnologias, pessoas estão podendo se comunicar 
de longas distâncias de um ponto a outro mundo, empresas estão podendo fechar 
negócios com empresas de outros países, trazendo e compartilhando tecnologias, e 
claro, além disso, o acesso mais rápido e instantâneo ocasionado pela internet. A 
tecnologia tem impactado todas as esferas da sociedade entre elas a esfera 
educacional também vem carecendo de novas tecnologias para tornar mais rápidos, 
eficientes e seguros seus processos administrativos, dentre eles, o processo 
administrativo acadêmico da emissão do diploma, etapa primordial para a outorgar o 
título acadêmico ao aluno formando no qual é um documento que dá legalidade, 
autoridade e comprova que a pessoa detém tal título. Dessa forma as instituições de 
ensino estão sendo cada vez mais exigidas a garantirem segurança e ao mesmo 
tempo a facilidade de acesso perante os alunos formados, instituições e empresas. 
Sendo assim, o Ministério da Educação do Brasil (MEC) através da Portaria nº 330 de 
5 de abril de 2018 institui o diploma digital no âmbito das instituições de ensino 
superior, públicas e privadas brasileiras para que fossem garan tidos autenticidade, 
integralidade, confiabilidade, disponibilidade, rastreabilidade e a validade jurídica dos 
diplomas emitidos. Porém devido a questões técnicas, financeiras e regulamentação 
e de poucos casos de sucesso referentes a aplicabilidade dessa tecnologia em outras 
instituições de ensino superior, tornou essa implantação tecnológica um desafio a ser 
superado. Com isso o intuito desse trabalho é demonstrar na forma norteadora e 
explicativa em forma de pesquisa bibliográfica, documental e prática na forma de 
fluxogramas de processos, expor a aplicação da tecnologia Blockchain por meio da 
aplicação da infraestrutura tecnológica de contratos inteligentes (smart contracts) para 
o registro e validação de diplomas digitais já desenvolvidos e sua aplicação na rede 
blockchain visa garantir a segurança, confiabilidade, transparência e privacidade no 
processo acadêmico do registro dos diplomas acadêmicos digitais. 
Palavras-Chave: Blockchain, Smart Contracts, tecnologia na educação, Diplomas 
Acadêmicos. 
Luciane Paula Vital
sugiro reescrever o resumo, dado a importância dele para a recuperação do trabalho, estruturar com os seguintes elementos: introdução, objetivos, metodologia, resultados e conclusão.
 
 
 
ABSTRACT 
 
Technology has provided the world, through new technologies, with greater 
speed of access, practicality and security and has had an impact on people, companies 
and public organizations. Through the transformation caused by the advent of new 
technologies, people are able to communicate over long distances from one point to 
another world, companies are able to do business with companies from other 
countries, bringing and sharing technologies, and of course, in addition, the faster and 
instantaneous access caused by the internet. Technology has impacted all spheres of 
society, including the educational sphere, which is also in need of new technologies to 
make its administrative processes faster, more efficient and safer, including the 
academic administrative process of issuing the diploma, a key step in granting the 
academic title to the graduating student, which is a document that gives legality, 
authority and proves that the person holds such title. Therefore, educational institutions 
are being increasingly required to guarantee security and at the same time ease of 
access for trained students, institutions and companies. Therefore, the Brazilian 
Ministry of Education (MEC) through Ordinance No. 330 of April 5, 2018, institutes the 
digital diploma within the scope of Brazilian public and private higher education 
institutions so that authenticity, completeness, reliability, availability are guaranteed. , 
traceability and legal validity of issued diplomas. However, due to technical, financial 
and regulatory issues and few success stories regarding the applicability of this 
technology in other higher education institutions, this technological implementation has 
become a challenge to bedo contrato inteligente pelo 
desenvolvedor, validação das assinaturas digitais e carimbo de tempo, execução do 
contrato inteligente, validação e registro do contrato inteligente, consulta das 
informações do diploma na interface web. Dentre as etapas a serem descritas, a etapa 
de criação do contrato inteligente considera-se etapa primordial para as demais, pois 
nessa etapa serão definidos as cláusulas e requisitos para a execução do contrato 
inteligente, com os dados do aluno e da instituição de ensino. 
Importante salientar a importância do contrato inteligente, pois ele irá gerar 
dados e informações confidenciais e detalhadas do aluno e da instituição de ensino 
como: CNPJ data instituição de ensino, nome do estudante, CPF, Código Mec, data 
de admissão do curso e a data de conclusão, além disso registra as referências à 
localização do arquivo do diploma salvo na nuvem da IES, somado a isso, deve seguir 
as normas técnicas e as regras estabelecidas, pela IES e principalmente pelo MEC e 
transformar todas essas informações na linguagem de máquina. Para garantir a 
autenticidade e confiabilidade do diploma a instituição realiza a assinatura digital 
juntamente com o certificado digital e carimbo de tempo, dessa forma, são 
proporcionadas para a IES garantias que o diploma é autêntico e válido. Sendo assim, 
o contrato inteligente checa a veracidade e validade das assinaturas digitais 
consultando o ICP-Brasil e verifica a data de emissão referente ao carimbo de tempo 
para que esteja integro. 
Nessa etapa as informações detalhadas e confidencias do aluno a da IES 
passaram pelo desenvolvedor do contrato inteligente, que o qual fica encarregado de 
preencher as informações e requisitos no código do contrato inteligente. 
A etapa seguinte refere-se a etapa de registro do contrato inteligente, depois 
de repassadas as informações detalhadas do aluno e da IES, e criado o contrato 
inteligente pelo desenvolvedor com as cláusulas e requisitos necessários par ao 
contrato rodar. O Contrato Inteligente auto executa e compre as suas cláusulas do 
49 
 
 
 
 
contrato e registra o diploma na rede Blockchain e disponibilizá-lo para consultas do 
registro do diploma no site da plataforma web que conecta com a Blockchain. 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
 
 
5. CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS 
 O presente trabalho buscou elucidar o que é a tecnologia Blockchain e como 
ela pode trazer benefícios de sua implantação no atual processo acadêmico de 
emissão dos diplomas digitais. Dessa forma foram feitas pesquisas metodológicas 
referentes ao tema, e trazidos estudos de casos de implantação da tecnologia 
Blockchain em universidades estrangeiras. Sendo assim, obteve-se conteúdo e serviu 
de base para construção da proposta do trabalho que foi o desenvolvimento de 
fluxogramas de processos ou Notação de modelagem de processos de negócio 
(BPMN), na ferramenta Bizagi, como forma de apresentar o fluxograma de etapas da 
inclusão do diploma digital na rede Blockchain. 
Dessa forma, proposta desse trabalho se deve a intuito de expor a 
implementação de um artefato tecnológico chamado de contrato inteligente para 
inclusão do diploma digital na Blockchain. Esse artefato servirá de guia prático 
essencial para instituições educacionais que buscam efetivamente implementar a 
inclusão de diplomas digitais na Blockchain, oferecendo um recurso valioso para o 
avanço da adoção dessa tecnologia no setor educacional. Um adendo importante, se 
refere ao fato de que o objetivo da proposta desse trabalho não abrangeu a etapa de 
prototipação, mas se teve um enfoque no processo elaboração de modelos 
processuais BPM (fluxogramas), como forma de demonstrar o processo de emissão 
do diploma digital com a inclusão de um artefato tecnológico chamado de (smart 
contract) que fará o papel de registrar as informações do diploma na Blockchain. 
 E como solução para a pergunta do porquê a utilização do uso da Blockchain 
para armazenar diplomas acadêmicos é relevante e vantajoso em comparação aos 
métodos tradicionais, e como isso pode beneficiar instituições de ensino, 
empregadores, graduados e o ecossistema educacional? A solução refere-se ao fato 
de ao adotar a implementação da tecnologia Blockchain em seus processos, pode 
trazer mudanças significativas em termos de segurança, transparência, 
confidencialidade e eficiência. Ou seja, para instituições de ensino irá proporcionar a 
redução de custos e a segurança, para os empregadores ao simplificar os processos 
de análise e verificação de requisitos dos candidatos, e aos graduados ao oferecer 
51 
 
 
 
 
maior confidencialidade, controle sobre seu diploma acadêmico, mobilidade para 
compartilhar e rastreabilidade e transparência ao buscar. 
 Com relação a solução para trabalhos futuros, recomenda-se parcerias de IES 
com plataformas de Blockchain como sugestão (Blockcerts, Unicerts, Smart Degrees). 
Já com relação ao desenvolvimento de contrato inteligentes, recomenda-se que sejam 
feitos por especialista da área como desenvolvedores/programadores que criem o 
contrato inteligente e transformem em código de programação com todas as cláusulas 
estabelecidas em contrato e que sejam revisados e auditados posteriormente entes 
de serem executados como forma de precaver eventuais falhas humanas. 
52 
 
 
 
 
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TIBALLI, Elianda Figueiredo Arantes apud DEWEY, John. Pragmatismo, 
experiência e educação em John Dewey. Disponível em: 
https://anped.org.br/sites/default/files/10_pragmatismo_experiencia_e_educacao_em
_john_dewey.pdf Acesso em 05 de outubro de 2023. 
Xiao, J., Wang, P., & Wu, X. (2020). An Overview of Consensus Algorithms in 
Blockchain. In 2020 IEEE International Conference on Artificial Intelligence and 
Computer Applications (ICAICA) (pp. 41-47). IEEE. 
 
https://www.univates.br/bdu/items/d6a728ed-6875-4108-9de7-9d6b2c1b97de/full
https://www.univates.br/bdu/items/d6a728ed-6875-4108-9de7-9d6b2c1b97de/full
https://www.criptonoticias.com/aplicaciones/universidad-melbourne-permitira-gestion-y-consulta-de-notas-academicas-usando-blockchain/
https://www.criptonoticias.com/aplicaciones/universidad-melbourne-permitira-gestion-y-consulta-de-notas-academicas-usando-blockchain/
https://toaz.info/doc-view-2
https://anped.org.br/sites/default/files/10_pragmatismo_experiencia_e_educacao_em_john_dewey.pdf
https://anped.org.br/sites/default/files/10_pragmatismo_experiencia_e_educacao_em_john_dewey.pdfovercome. Therefore, the purpose of this work is to 
demonstrate in a guiding and explanatory way in the form of bibliographical, 
documentary and practical research in the form of process flowcharts, to expose the 
application of Blockchain technology through the application of the technological 
infrastructure of smart contracts to The registration and validation of digital diplomas 
already developed and their application on the blockchain network aims to guarantee 
security, reliability, transparency and privacy in the academic process of registering 
digital academic diplomas. 
 
Keywords: Blockchain, Smart Contracts, technology in education, Academic 
Diplomas.
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 - Funcionamento da Rede Blockchain................................................. 23 
Figura 2 - Processo de encriptação e decriptação da criptografia simétrica.26 
Figura 3 - Funcionamento da Criptografia Assimétrica .................................... 26 
Figura 4 - Ciclo de execução de um contrato inteligente ................................. 31 
Figura 5 - Imagem Ilustrativa da frente do Diploma Digital da UFSC ............ 36 
Figura 6 - Imagem Ilustrativa do verso do Diploma Digital da UFSC............. 37 
Figura 7 - Fluxo atual de emissão do diploma da UFSC...............................44 
Figura 8 - Processo de Implantação do Diploma Digital na Blockchain ........ 46 
Figura 9 - Visão Geral de todo o processo de Inclusão do Diploma Digital da 
UFSC em Blockchain ............................................................................................. 47 
 
 
 
LISTA DE QUADROS 
 
 
Quadro 1 - Aspectos metodológicos da pesquisa ............................................. 41 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 - Comparativo da Blockchain Privada versus a pública................... 29 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
IES Instituição de Ensino Superior 
MEC Ministério da Educação 
QR CODE Quick Response Code 
XML Extensible Markup Language 
ICP-Brasil Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira 
MIT Instituto de Tecnologia de Massachusetts 
BTC Criptomoeda Bitcoin 
P2P Peer-to-Peer 
 
 
 
Luciane Paula Vital
faltam siglas: RVDD, UFSC, ICP, XSD....
 
 
 
 
 SUMÁRIO 
 
1.INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 16 
1.1 PROBLEMA DE PESQUISA ........................................................................................ 17 
1.2 OBJETIVOS .................................................................................................................... 19 
1.2.1 OBJETIVO GERAL ..................................................................................................... 19 
1.2.2 Objetivos Específicos .............................................................................................. 19 
1.3 JUSTIFICATIVA E MOTIVAÇÃO................................................................................. 19 
1.4 DELIMITAÇÃO E ESCOPO.......................................................................................... 20 
1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO .................................................................................... 21 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..................................................................................... 22 
2.1 BLOCKCHAIN................................................................................................................. 22 
2.1.1 Estrutura da Blockchain ......................................................................................... 24 
2.2 SMART CONTRACTS................................................................................................... 30 
2.3 PANORAMA HISTÓRICO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL ........................ 31 
2.4 PROCESSOS ADMINISTRATIVOS EM IES ............................................................. 34 
2.4.1 Diploma Digital .......................................................................................................... 35 
2.4.2 Especificações técnica do diploma digital ........................................................ 37 
2.5 CASES DE SUCESSO DA IMPLEMENTAÇÃO DA TECNOLOGIA BLOCKCHAIN 
EM IES...................................................................................................................... ..38 
2.5.2 Blockcerts ................................................................................................................... 38 
2.5.3 Mit Media Lab ............................................................................................................. 39 
2.5.4 Estudo de Caso Universidade de Melbourne.................................................... 39 
3. METODOLOGIA............................................................................................................... 41 
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA.......................................................................... 41 
3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .................................................................. 42 
4. PROPOSTA ...................................................................................................................... 44 
5. CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS................................................................ 50 
REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 52 
Luciane Paula Vital
não estão todos os tópicos no sumário
16 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
A Revolução digital trouxe consigo diversas tecnologias disruptivas, como a 
Inteligência Artificial (IA), Cloud Computing, Machine Learning, Internet das Coisas e 
a Blockchain. Entre tais tecnologias abordaremos a tecnologia Blockchain, uma 
ferramenta tecnológica em crescente avanço desde o lançamento do Bitcoin. 
Trata-se de um banco de dados de registros, também chamado de ledger ou 
livro razão contábil público, que pode conter todas as transações ou eventos 
digitais que foram executados e compartilhados entre as partes participantes 
da rede, onde cada transação no livro razão público é verif icada por consenso 
da maioria dos participantes no sistema. Uma vez inseridas, as informações 
nunca podem ser apagadas. O blockchain contém um registro certo e 
verif icável de cada transação feita em sua rede (CROSBY, et.al, 2016). 
 Sendo assim, por ser uma tecnologia descentralizada, possui um alto poder 
de segurança e confiabilidade, pois os dados não ficam centralizados e mantidos por 
um órgão centralizador, mas sim como se fossem vários órgãos só que de maneira 
descentralizada, onde que qualquer registro e alteração na rede todos são 
avisados. As transações realizadas através de uma rede blockchain são 
computacionalmente irreversíveis, uma vez executada, não pode ser desfeita, pois 
possui o caráter de imutabilidade (CORREA (2017). 
A emissão de diplomas acadêmicos é um processo fundamental para validar 
a conclusão de um curso superior ou técnico e garantir que o estudante tenha 
cumprido todos os requisitos exigidos pela instituição de ensino. Tradicionalmente, 
os diplomas são produzidos em formato físico, impressos em papel moeda, o que 
geralmente acarreta processos mais demorados e dispendiosos. Isso ocorre devido à 
necessidade de lidar com uma série de trâmites burocráticos e etapas administrativas 
que são requeridas para a emissão do diploma e torná-lo acessível ao graduando. 
O projeto-piloto concluiu que o certificado físico custa R$ 390,26 e a versão 
digital, R$ 85,15. Em 2018, as Universidades Federais formaram mais de 150 mil 
alunos. Só com este público, a economia estimada é de cerca de R$ 48 milhões/ano 
(MEC, 2019).Luciane Paula Vital
salientar que são documentos arquivísticos que precisam ter o valor de prova preservado
17 
 
 
 
 
Entretanto, como forma de reduzir o tempo de emissão, os custos e a 
burocracias dentro das IES, muitas instituições vem implementando em seus 
processos administrativos acadêmicos os chamados diplomas digitais, e vem tendo 
resultados, entre eles maior eficiência e agilidade em seus processos administrativos. 
Sabemos que ao mudar a forma tradicional em que são emitidos os diplomas 
acadêmicos, as instituições precisam se adaptar e se revolucionar seus processo, o 
que leva tempo para serem implementados, pois cada IES tem um sistema diferente, 
por isso até ter sua eficiência e segurança comprovadas podem ocorrer falhas ou até 
mesmo vazamentos e até possíveis tentativas de adulteração, por isso a importância 
de seguir as normas e padrões exigidos pelos órgãos responsáveis, mas só não seria 
o suficiente, pois se trata de um documento de grande importância. 
O desafio das IES em adotar o diploma digital já vem sendo em garantir a 
segurança das informações dos seus alunos, para isso precisam tomar todo tipo de 
precauções e estar atualizados constantemente com relação a implementações de 
novas tecnologias em seus processo e sistemas. Portanto, a tecnologia da Blockchain 
chegou para revolucionar os métodos de segurança tradicionais, incluindo a emissão 
e o registro de diplomas digitais, tornando o processo mais prático e seguro. Essa 
inovação garante a imutabilidade e a inviolabilidade, características intrínsecas à 
Blockchain. 
1.1 PROBLEMA DE PESQUISA 
 Com o crescente aumento no número de matrículas de alunos no ensino 
superior, em universidades particulares, principalmente na educação a distância, 
mostrou-se necessário a utilização do diploma digital para solucionar o problema de 
falsificações e adulterações do Diploma Acadêmico. 
Segundo o Censo da Educação Superior de 2017 divulgado em setembro de 
2018 (INEP, 2018), as IES matricularam na graduação cerca de 8,2 milhões 
de alunos em 35.380 cursos, sendo que 6,2 milhões foram matriculados por 
instituições privadas. No tocante aos alunos concluintes, temos cerca de 1,2 
milhões no total, mas 950 mil nas instituições privadas. Com tantos alunos 
matriculados e concluintes, uma das preocupações das IES é relacionada à 
guarda e preservação do acervo acadêmico, haja visto que os documentos 
impressos estão sujeitos a 14 ação do tempo e o custo de arquivamento em 
guarda externa é expressivo. Não se pode deixar de relacionar os riscos 
18 
 
 
 
 
relacionados a questões climáticas, como por exemplo, enchentes ou até 
mesmo criminosos como incêndio e extravio de documentos no transporte, 
fatores que podem inviabilizar a emissão de segunda via de um diploma ou 
histórico escolar. 
 Somado a isso o processo de obtenção do diploma tradicional pode ser muito 
lento, pois envolve uma demanda burocrática maior, o que pode acarretar diversos 
transtornos para os recém-formados que buscam uma vaga no disputado mercado de 
trabalho e necessitam apresentar o diploma para assumir algum cargo e para 
aprimorarem seus estudos. E com a criação e implantação do diploma digital, 
proporcionou mais segurança, praticidade e agilidade ao processo administrativo de 
emissão do diploma. 
Outro problema é a falsificação e adulteração de diplomas, sendo uma 
investigação do Ministério Público do ES que descobriu uma quadrilha que produzia 
diplomas de graduação e pós-graduação, onde foi identificado a compra por parte de 
4 mil pessoas (FOLHA VITÓRIA, 2019). Um ponto importante para combater a 
falsidade de diplomas em universidades foi a criação do Diploma Digital em 
universidades públicas. 
O Ministério da Educação instituiu recentemente o Diploma Digital no âmbito 
das IES, públicas e privadas. A ideia é garantir que os diplomas não sejam 
mais falsif icados, permitindo que qualquer IES, agência de recrutamento, 
empresa, ou órgão governamental possam verif icar sua autenticidade e 
integridade através da internet. Para as IES, o diploma digital tem a 
perspectiva de reduzir os custos e os riscos com a guarda externa, além de 
facilitar e agilizar o processo de expedição e registro do documento, 
reduzindo a burocracia e o custo com a logística de transporte. Para os 
alunos, a alta disponibilidade e a validade jurídica dos documentos devem 
permitir que a representação visual do diploma seja compartilhada com 
facilidade e aceita por todos, agilizando o processo de contratação, 
participação em concurso público, a progressão de carreira e a matrícula em 
um curso de pós-graduação. (DUBROWSKY, 2019) 
A implementação do diploma digital em universidades públicas abriu um leque 
para estudos sobre a implantação do Diploma Digital na Blockchain, dessa forma as 
Instituições de ensino estarão mais adequadas e preparadas para lidarem com esta 
tecnologia em seus processos, sendo possível quebrar a certa barreira e resistência 
por parte dos servidores das Instituições de Ensino Superior. 
Sendo assim, o intuito deste trabalho não é discutir a eficiência com relação 
aos diplomas digitais e os possíveis problemas de segurança e transparência de 
19 
 
 
 
 
dados dos diplomas digitais emitidos pelas IES, mas sim desenvolver o estudo sobre 
como pode dar-se à utilização desses diplomas digitais e seu armazenamento na rede 
Blockchain. 
Por que usar a tecnologia Blockchain para armazenar diplomas acadêmicos 
é relevante e vantajoso em comparação aos métodos tradicionais, e como isso pode 
beneficiar instituições de ensino, empregadores, graduados e o ecossistema 
educacional? 
 1.2 OBJETIVOS 
1.2.1 OBJETIVO GERAL 
 Propor um modelo de utilização da aplicação de contratos inteligentes para o 
registro de diplomas digitais na Blockchain. 
1.2.2 Objetivos Específicos 
a) Apresentar como funciona o processo de registro e emissão de Diplomas Digitais; 
b) Basear estudos de caso já implementados da tecnologia Blockchain em IES para 
geração dos fluxogramas; 
c) Desenvolver um conjunto de fluxogramas abrangentes que representem o fluxo de 
processos envolvidos na emissão e verificação de diplomas digitais baseados em 
Blockchain. 
1.3 JUSTIFICATIVA E MOTIVAÇÃO 
A justificativa para utilização desta tecnologia, refere-se ao fato de colocar 
uma camada extra de proteção dos dados do que é feito hoje em dia com os Diplomas 
Digitais, por meio da criptografia e certificação digital garantidas pelo ICP. A proposta 
de estudo sobre a salvaguarda desses diplomas na Blockchain se trata de trazer mais 
confidencialidade, segurança e transparência ao processo de salvaguarda dos 
documentos digitais. Visto que com isso irá proporcionar uma verificação e auditoria 
Luciane Paula Vital
as suas justificativas para desenvolver a pesquisa nessa temática, para além da justificativa do uso da tecnologia blockchain
Luciane Paula Vital
em todos as universidades ou na UFSC?
20 
 
 
 
 
desses Diplomas pelas autoridades competentes em verificar a integridade e 
autenticidade deles, sendo possível saber a data e hora do registro exato do registro 
dos diplomas na rede. 
Outro ponto importante trata-se da imutabilidade dos dados armazenados na 
rede Blockchain, pois uma vez armazenados não podem ser alterados. Aliado a isso, 
o seu alto poder computacional aliados a criptografia promovem uma resistência e 
impossibilitam qualquer tentativa de fraude ou adulteração. Também é possível ter um 
controle de acesso por parte de instituições, estudantes e empregadores, o que 
proporciona um sigilo maior, acesso seguro dos registros educacionais. 
Somado a isso, a tecnologia permite uma rastreabilidade e auditoria dos 
diplomas registrados na rede, e a ação indevida de qualquer tentativa de mudar o 
histórico de registro é detalhadamente documentada e registrada na Blockchain. E por 
último é uma tecnologia em ascensão que acompanha as tendências tecnológicas,sendo assim a sua adoção é mais do que recomendada para instituições de ensino 
que querem manter sua credibilidade, autenticidade e confiança perante seus 
docentes, estudantes, funcionários, empregadores e sociedade no geral. 
1.4 DELIMITAÇÃO E ESCOPO 
 O escopo deste trabalho está definido para abordar o processo de 
modelagem e resolução de desafios relacionados à guarda e acesso de diplomas em 
instituições de ensino superior (IES) através da integração com a tecnologia de 
Blockchain. Porém, vale destacar que o objetivo principal deste trabalho não 
compreende a etapa de prototipação, ou seja, o foco principal deste reside em modelar 
fluxogramas de processo atuais já empregados na emissão de diplomas digitais e 
estabelecer uma ligação desses processos atuais com a infraestrutura da rede 
blockchain. Esse vínculo será alcançado por meio do desenvolvimento e 
apresentação de fluxogramas que ilustrarão com precisão a interação entre os 
processos existentes e as características específicas da tecnologia Blockchain. O 
resultado desejado deste trabalho é a elaboração de um artefato que funcionará como 
um suporte fundamental para a etapa subsequente do desenvolvimento de software. 
21 
 
 
 
 
Este artefato será projetado com a finalidade de enriquecer e facilitar o processo de 
criação do software, que será implementado em fases posteriores. 
 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO 
A Introdução do trabalho traz uma abordagem sobre a tecnologia disruptiva e 
descentralizada Blockchain, adentrando em como é feito o processo de emissão de 
diplomas atualmente. Em seguida os objetivos gerais e específicos. O problema de 
Pesquisa se refere aos desafios e problemas da emissão de diplomas tanto físicos 
como digitais e como desafio maior de implementar na rede Blockchain. 
A Fundamentação Teórica irá abordar o que a tecnologia Blockchain onde ela 
surgiu, como funciona, seus termos técnicos, o papel dos mineradores, a segurança 
Blockchain, a rede Peer-to-Peer, a Criptografia, tanto a assimétrica quanto a simétrica, 
além do algoritmo de Consenso e os tipos de Blockchain. 
Depois será abordado o panorama histórico da educação superior os tipos de 
terminologias da educação superior como as Universidades, Faculdades, Centros de 
Educação Superior e Institutos Superiores de Educação. Em seguida, será abordado 
os processos administrativos em instituições de ensino superior, Diploma Digital, 
Especificações técnicas do Diploma Digital, Cases de sucesso da Aplicação da 
Tecnologia Blockchain em IES. 
Nos itens seguintes será explanado a metodologia do trabalho, a 
caracterização de pesquisa e, os procedimentos metodológicos e finalmente a 
proposta deste trabalho que é o cerne deste trabalho. E por último na etapa de 
conclusão deste trabalho será apresentado os resultados alcançados e esperados 
com a pesquisa e as suas contribuições finais e as projeções para trabalhos futuros. 
22 
 
 
 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 BLOCKCHAIN 
Seu surgimento ocorreu juntamente com a popularização da criptomoeda 
Bitcoin, que revolucionou os métodos de pagamento. Com seu grande êxito na área 
financeira, percebeu-se que essa tecnologia tinha aplicações potenciais em diversos 
outros setores. De acordo com Lamounier (2018), a tecnologia Blockchain foi criada 
em 1991 por dois cientistas da computação chamados Stuart Haber e W. Scott 
Stornetta visando proteger documentos online e garantir que as datas dos 
documentos digitais não fossem alteradas. Como eram armazenados em blocos e 
criptografados, não corriam risco de serem modificados o que garantia sua segurança 
e inviolabilidade. 
Desde então, o conceito evoluiu e foi ampliado, permitindo não apenas o 
armazenamento seguro e imutável de documentos, mas também a realização de 
transações confiáveis e totalmente descentralizadas. O sistema de Prova de trabalho 
reutilizável ou em inglês (RPoW - Reusable Proof of Work) foi inventado por Finey II. 
Sua função era criar conexões peer-to-peer, para que houvesse conexões diretas 
entre as pessoas para transferir tokens por meio do uso de criptografia. Além de ser 
um defensor e pioneiro nos estudos sobre o uso da criptografia para proteção, 
privacidade e descentralização dos dados na era atual. 
 Em 2008 Satoshi Nakamoto o pseudônimo dado ao anônimo criador do 
Bitcoin, lançou o famoso artigo chamado de Whitepaper do Bitcoin com o seguinte 
título Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System em que explica de forma 
aprofundada e técnica o funcionamento e a arquitetura da Blockchain, que só seria 
lançado oficialmente em código aberto em 2009 (LAMOUNIER, 2018). Nakamoto foi 
a primeira pessoa que minerou os primeiros bitcoins. Embora Nakamoto tenha 
desaparecido dos fóruns, artigos e contribuições públicas em 2011, a comunidade 
continuou a desenvolver e promover o Bitcoin. A ausência do criador não impediu o 
avanço da criptomoeda, que se tornou um ativo mercantilizado e objeto de estudo e 
inovação contínua. A comunidade de cientistas, programadores e pesquisadores 
Luciane Paula Vital
sugiro ir direto para o título 'blockchain'
23 
 
 
 
 
trabalhou incansavelmente para resolver diversos desafios e aprimorar o código do 
Bitcoin mesmo depois da saída do criador em que “passou o bastão” da sua criação. 
O Blockchain é um conjunto de dados enorme e codif icado em todo o mundo 
que atende aos requisitos para descentralização e segurança dos ciclos 
normais de pessoas e organizações em geral, terminando a sindicação ou 
monopólio de dados pelos elementos que os trataram. Nisso tipo e arranjo 
fenomenal e geral, um grupo de registros individuais chamados "blocos" 
estão unidos em uma “cadeia” que não pode ser alterada, sendo aprovados 
por diferentes PCs através do Internet. Um livro de registros enorme, 
descentralizado, codif icado e aberto onde diferentes especialistas controlam 
a veracidade das informações e garantem sua idoneidade moral foram 
discutidos. Sua utilização incorpora a troca de formas criptográf icas de 
dinheiro, programação descentralizada e inscrição de cobranças e um longo 
histórico de trocas, tudo sendo igual. (Gomes, 2021). 
 Segundo Tapscott (2016), a Blockchain é uma estrutura de dados distribuída 
e descentralizada, composta por blocos que contêm registros de transações. Esses 
blocos são interligados por meio de criptografia, formando uma cadeia imutável de 
informações. Nakamoto garantiu que todos os integrantes da rede tivessem acesso 
não fossem reguladores ou chamados intermediários da rede, também garantia que a 
rede fosse altamente resistente e protegida contra qualquer tipo de fraude e 
adulteração. 
 Figura 1 - Funcionamento da Rede Blockchain 
 
 Fonte: Elaboração do autor (2023). 
Luciane Paula Vital
faltou seta da última figura da 1ª linha para a primeira figura da 2ª linha, mostrando o fluxo
24 
 
 
 
 
 A seguir, apresentamos os conceitos fundamentais da tecnologia Blockchain, 
conforme descritos por Chicarino apud Morais et al. (2017): 
● Transações: conjunto de dados armazenados em cada bloco, reenviados 
aos demais nós para que todos na rede possuam o mesmo conteúdo; transações em 
um bloco tornam-se públicas e imutáveis após validação e inclusão na cadeia. 
● Hash do cabeçalho: número que identifica o bloco na cadeia, gerado após 
validação de todas as transações no bloco; incluído no bloco posterior para garantir o 
encadeamento dos blocos. 
● Hash do bloco anterior: armazenado no cabeçalho de cada bloco para 
permitir o encadeamento sucessivo dos blocos, desde o bloco gênesis, que tem o 
campo hash do bloco anterior preenchido com zero. 
● Nonce: variável utilizada para alterar o resultado gerado pelo cabeçalho, 
provando que um bloco foi validado e atende aos critérios estabelecidos pela rede. 
● Altura do bloco: diferença entre a posição de um bloco e o blocogênesis 
da cadeia; os blocos são incluídos na cadeia de forma sequencial. 
● Timestamp: data e hora exata da criação de cada bloco, armazenado junto 
a ele. 
 
2.1.1 Estrutura da Blockchain 
2.1.4.1 Rede Peer-to-Peer 
A rede Ponto a Ponto é uma rede que não necessita de intermediadores ou 
de um órgão central (controlador) pois as tarefas da rede são distribuídas com os (nós) 
que são os pontos da rede, que obtém uma cópia do arquivo criptografado e caso haja 
alguma alteração todos são avisados e podem verificar a autenticidade. 
Segundo Miguel (2017), essa tecnologia se tornou popular para esses fins, 
principalmente porque suporta muitos usuários (Peers) e requer um baixo custo 
operacional em comparação com outras opções, como o modelo tradicional baseado 
em cliente-servidor. Dentro da Rede Ponto-a-Ponto temos a criptografia que que nada 
mais é a codificação de uma informação em caracteres alfanu méricos de forma 
Luciane Paula Vital
numeração está incorreta, seria: 2.1.1.1
Luciane Paula Vital
título sem texto não tem necessidade de existir. Sugestão: inclua um parágrafo dizendo que a estrutura do blockchain é divididade em X partes: X, Y e Z e que serão tratadas a seguir.
25 
 
 
 
 
aleatória, em que o emissor criptografa a mensagem e o receptor descriptografa. 
Dessa forma definimos essas duas formas de criptografia de Simétrica e Assimétrica. 
2.1.4.2 Criptografia 
A palavra criptografia deriva de palavras gregas e significa “escrita secreta”. 
Sua função é transformar um texto normal em um texto aleatório que não tenha 
aparência de texto. Então este ato de transformar dados legíveis em dados ilegíveis 
chamamos de cifragem, com o objetivo de garantir que apenas as pessoas 
autorizadas tenham acesso a mensagem. E quando realizamos o processo contrário 
chamamos de decifragem, em que é feita a codificação da mensagem e para isso 
precisamos de chaves para termos acesso. (STALLINGS, 2014). Sendo assim temos 
duas formas de criptografia: a Criptografia Simétrica e Assimétrica. 
2.1.4.3 Criptografia Simétrica 
Considerado um modelo que utiliza apenas uma chave que assume função 
tanto de cifrar, quanto de decifrar uma mensagem. A Cifra Simétrica (ou convencional) 
é a forma de criptografar, onde se utiliza somente uma chave de segurança, tanto para 
a cifração, quanto para a decifração de uma mensagem. Umas das cifras mais 
utilizadas é a Data Encription Standart (DES) (SATALLINGS, 2015). Um dos grandes 
problemas da criptografia simétrica é, o uso da mesma chave tanto para criptografar 
quanto para descriptografar, o que pode comprometer a segurança, por isso a 
importância do compartilhamento em um local seguro e confiável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Luciane Paula Vital
como é um tipo de criptografia, sugiro não numerar, colocar a) e b) 
assim o sumário não fica tão extenso
Luciane Paula Vital
2.1.1.2
Luciane Paula Vital
ICP Brasil e certificação digital
26 
 
 
 
 
 Figura 2 - Processo de encriptação e decriptação da criptografia simétrica. 
 
 Fonte: Elaboração do autor (2023). 
2.1.4.4 Criptografia Assimétrica 
A criptografia assimétrica ou mais conhecida como chave pública, possui duas 
chaves, uma chave pública e outra privada. O benéfico desse método de 
processamento criptográfico, é não ter a necessidade de compartilhar a chave privada 
com ninguém, dessa forma não corresse o risco de ter sua mensagem invadida. 
Entretando esse processo costuma ser mais demorado do que o convencional o que 
pode ser um problema em determinadas situações (BURNETT, 2002). 
 
 Figura 3 - Funcionamento da Criptografia Assimétrica 
 
Fonte: Elaboração do autor (2023). 
27 
 
 
 
 
2.1.4.5 Mineradores 
 O processo de mineração envolve uma gama de cálculos matemáticos 
complexos que só podem ser resolvidos por computadores potentes que irão fazer 
milhares de cálculos matemáticas até encontrar o hash correspondente. Por se tratar 
de tecnologia descentralizada, a alteração de um bloco por parte de um minerador 
deve ser confirmada pelos demais, em toda a rede. A mineração é responsável pela 
validação das transações recém realizadas na rede Blockchain, que são agrupadas 
em blocos. Cada bloco é validado pelo minerador da rede (NAKAMOTO, 2008). 
Quanto maior for o número de mineradores na rede interligando pontos entre eles, 
maior será a segurança e o processamento da rede, dessa forma garante uma maior 
segurança, pois aumenta a descentralização. 
2.1.4.6 Segurança da Blockchain 
A segurança das transações ocorridas na rede se deve ao fato do poder 
computacional empregado pelos seus “nós” ou chamados mineradores da rede que 
utilizam do seu poder computacional em sinergia em busca de resolver algoritmos 
matemáticos complexos da criptografia e encontrar uma solução em que são testadas 
milhões de soluções até que uma delas seja identificada como a correta. Esse método, 
conhecido como prova de trabalho, é uma das maneiras utilizadas para validar a 
integridade do Blockchain. Graças à função hash com sua criptografia inviolável, 
mesmo se houver um registro incorreto de uma transação, a sua adulteração ou fraude 
é impedida. A função hash atua como uma camada de segurança impenetrável, 
garantindo a integridade e a imutabilidade dos dados registrados no Blockchain. 
Dessa forma, o sistema complexo e altamente seguro do Blockchain assegura a 
confiabilidade das transações, proporcionando um ambiente confiável e resistente a 
ameaças. 
28 
 
 
 
 
2.1.4.7 Consenso 
O Algoritmo de consenso é um mecanismo acordado mutuamente entre as 
partes, que envolve todos os envolvidos em busca de algo validado, porém nem todos 
precisam estar de comum acordo para que ocorra o consenso, bastando a penas o 
aval da maioria, e ocorre entre os nós (pontos) da rede. (BRAGA et. al. apud BASHIR, 
2017). O mecanismo de consenso é um algoritmo implementado com o objetivo de 
impedir que as Blockchains divirjam e criem bifurcações. Ou seja, o mecanismo de 
consenso evita que os nós da rede contenham Blockchains diferentes entre si e são 
usados para a validação dos dados antes da inserção na Blockchain (CHRISTIDIS; 
DEVETSIKIOTIS, 2016). Os principais algoritmo os de consenso são Proof of Work 
(PoW) ou Prova de trabalho, o algoritmo Proof of Stake (PoS) ou Prova de 
Participação e PoET ou Prova de tempo decorrido e o algoritmo de Tolerância 
Delegada de Faltas Bizantinas. 
2.1.4.8 Tipos de Blockchain 
● Blockchain Público: É o tipo de Blockchain mais utilizado, por ser público, 
transparente e acessível por todos os membros da rede. Um ponto negativo 
é que os membros não se conhecem entre si, então a relação de confiança 
entre eles diminui relativamente. 
● Blockchain Privado: Como é um padrão de tecnologia contrária ao 
público, é caracterizado como centralizado. Dessa forma, é bastante indicado 
para empresas que possuem processos e informações sigilosas e querem ter 
um padrão de acesso seguro, rápido e eficiente. Como modelo de governança 
é excelente pois é possível ter um controle de todos os processos e 
informações, e possui a vantagem de todos os membros conhecerem o 
cometa confiabilidade da rede, o que ajuda a reduzir tempo de operação ao 
passar por análises e monitoramento. 
● Blockchain Consórcio: O Blockchain de Consórcio ou Federado foi 
criado com o intuito de ser descentralizado, transparente e seguro, mas de 
certa forma ter um controle de acesso. Ou seja, podem determinar quais 
29 
 
 
 
 
informações estarão disponíveis para membros da organização ou para o 
público. 
 
 Tabela 1 - Comparativo da Blockchain Privada versus a pública 
 
Blockchain Privada Blockchain Pública 
 
 
 Velocidade 
Mais rápidos e 
escaláveis. 
Existência de 
participantes 
autorizados resulta 
em tempos 
significativamente 
menores na obtenção 
de um consenso. 
Mais lento, poiso 
consenso sobre o estado 
das transações leva 
muito mais tempo. Há 
limites na quantidade de 
informações por bloco. 
 
 
 
 Segurança 
Maior propensão a 
manipulação. A 
credibilidade da rede 
depende da 
credibilidade de nós 
autorizados. Atores 
externos precisam 
confiar sem ter o 
controle sobre o 
processo de 
verificação. 
Transações são 
publicamente, 
transparentes e 
imutáveis. Dados não 
podem ser adulterados e 
alterados. Com mais um 
nó na rede é mais difícil 
para um ator mal-
intencionado atacar a 
rede. 
 
 
 Privacidade 
Facilidade para 
restringir o acesso a 
dados ou a 
determinadas 
funções. 
Dificuldade para manter 
os dados em sigilo, pois 
todos os dados 
relacionados e 
transações estão em 
aberto para serem 
verificadas pelo público. 
 Centralização/Descentralização Centralizada Descentralizada 
 
 
 Consumo de Energia 
 
 
 Menor Consumo 
Maior consumo. O 
algoritmo POW 
consome grande 
quantidade de recursos 
elétricos para funcionar, 
levantando 
30 
 
 
 
 
preocupações com o 
meio ambiente. 
 Fonte: (DUBROWSKY adaptado de Zainuddin, 2019) 
2.2 SMART CONTRACTS 
Segundo Bashir (2017) apud Munareto, os Smart Contracts ou Contratos 
Inteligentes são contratos construídos por códigos computacionais no qual são 
gerados códigos em que são pré-estabelecidos se obedecidas as condições para a 
execução do contrato/acordo entre as partes forem obedecidas, as cláusulas do 
contrato, ele executa o contrato e firma o acordo, de forma que será aceito ou negado 
o acordo automaticamente. 
O conceito de “contratos inteligentes” tornou-se popular em 1996 após a 
publicação do artigo “Smart Contracts: Building Blocks for Digital Markets” 
(SZABO, 1996), na revista Extropy, de autoria do jurista e criptógrafo Nick 
Szabo, um dos supostos criadores do bitcoin. Filho de país húngaros, que 
fugiram do regime soviético na Hungria do pós-guerra e migraram para os 
Estados Unidos da América, Szabo f requentou as reuniões do grupo 
“Cypherpunk” que, na época, reunia criptógrafos, programadores e ativistas 
da privacidade na Califórnia dos anos 1990(MANTENELLI, 2019, pg. 
39). 
O ponto de partida dos contratos inteligentes se deu quando Nick Szabo 
idealizou um sistema de máquinas de vendas automáticas, em que se tratava da 
entrega do produto de forma automatizada, após o pagamento do dinheiro na 
máquina, sem intermediários, usando apenas códigos e fórmulas matemáticas e 
algoritmos para que o contrato inteligente funcionasse. (DIVINO, 2018, p. 2782) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Luciane Paula Vital
sugiro nome em português
31 
 
 
 
 
Figura 4 - Ciclo de execução de um contrato inteligente 
 
 Fonte: Elaboração do autor (2023). 
 
Dessa forma, graças à sua natureza autoexecutável e programável, os 
contratos inteligentes demonstram sua eficiência quando confrontados com 
circunstâncias inesperadas. Por exemplo, diante de situações como a falta de 
pagamento ou o descumprimento de alguma cláusula contratual, esses contratos 
podem tomar medidas alternativas dentro de seu fluxo. 
2.3 PANORAMA HISTÓRICO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL 
 No período Colonial Brasileiro, a educação superior no século XVII era 
dirigida por jesuítas. Porém, continham apenas cursos de Filosofia e Teologia, sendo 
32 
 
 
 
 
apenas no século XVIII ofertas de cursos para áreas de formação de profissionais 
liberais. (CUNHA, 2011). 
A criação da universidade no Brasil se desenvolveu por meio de quatro 
períodos materializados na história do ensino superior, a saber: Primeiro 
período foi o da colônia, iniciando-se em 1572, data da criação do curso de 
artes e teologia do colégio de Jesuítas da Bahia, considerado o primeiro curso 
superior no Brasil, e que se estendeu até 1808; O segundo período foi o do 
império, que se iniciou, de fato, quando o Brasil ainda era colônia, 
estendendo-se até 1889, com a queda da monarquia; o terceiro período, o da 
república oligárquica, teve início com o governo provisório de Deodoro e 
terminou com a instalação do governo de Vargas, em 1930; Já o quarto 
período, na era Vargas, começou com a revolução de 1930 e f indou com a 
deposição do ditador, em 1945. (RODRIGUES, 2011, p. 45). 
 Nas décadas de 1930 a 1940 foi o período de reestruturação das 
universidades públicas juntamente com as escolas de educação superior. A partir da 
década de 1940 as instituições superiores cresceram nos principais centros do país, 
lideradas por figuras influentes e importantes como intelectuais e políticos. Depois, o 
terceiro período foi marcado pelo crescimento das universidades privadas e aumento 
das universidades estaduais (MENEZES, 2000). Na década de 1970 ocorreu o que 
se chama de “Milagre Econômico” que proporcionou vantagens a classe média, foi 
aumentada a verba de recurso para a educação superior, sendo nesse mesmo 
período entre 1965 e 1970 que o ensino cresceu de maneira surpreendente, o que 
demandou a criação de outras instituições para a atender a demanda de novos 
egressos. 
Entretanto em 1980, foi um período marcado pela desaceleração do ensino, 
tendo como principal causa a grave crise econômica e a alta da inflação ocorrida no 
setor. O que permitiu a ampliação e fortalecimentos de IES foi a fusão e incorporação 
com outros estabelecimentos de ensino menores que se transformaram em 
universidades. No período de 1975 a 1985, foi determinante para a expansão das IES 
denominadas de federações e faculdades integradas, diferente das universidades que 
mantiveram seu crescimento bem estável. Durham (2005) A década de 1990 foi um 
marco para a educação superior privada, pois incluiu empresas de capital aberto, 
listadas na B3 Bolsa de Valores, o que permitiu grandes aportes e investimento nessas 
IES, permitindo aumentar sua relevância e atuação em todo o território nacional. 
Luciane Paula Vital
é bom frisar que universidades públicas
33 
 
 
 
 
As companhias de direito privado com capital aberto e listadas em bolsa que 
operam no setor privado brasileiro de educação constituem os chamados 
grupos educacionais. Tais grupos possuem várias mantenedoras que, por 
sua vez, podem possuir uma ou mais mantidas, as instituições de educação 
superior, também conhecidas como IES. (CALEFFI E MATHIAS, 2017, p. 13). 
Em 1996 a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que estabelece e define as 
bases da educação nacional, modificou e transformou a educação superior no país 
separando as IES em 5 terminologias: 
1) Universidades: Que são um conglomerado de faculdades e são destinadas 
às atividades de pesquisa, extensão e a especialização científica e profissional. 
2) Faculdades: São mais focadas em produção de ensino em determinada 
área, sem ter a obrigação de concentrar esforços em pesquisa e extensão. 
3) Centros de educação tecnológica: Possuem a característica de concentrar 
apenas em uma área de ensino. 
4) Institutos Superiores de Educação: Os Institutos Superiores de Educação 
são os responsáveis pela formação dos (magistrados) professores da educação 
básica. O ensino superior se divide em Público e Privado. Sendo: 
 O setor público se refere às instituições de ensino superior Federais, 
Estaduais e Municipais. O setor privado é composto por grandes grupos educacionais 
de capital aberto como: Instituições de ensino Filantrópicas ou comunitárias e 
instituições independentes, sem filantropia, mas que não possuem fins lucrativos. 
Entre as instituições que oferecem ensino superior no Brasil há 
diferenças marcantes. As IES públicas contam com 26,4% das 
matrículas, enquanto o setor privado absorve 73,6% dos estudantes de 
graduação nos diferentes tipos de IES. Em 2001 havia 1.391 IES, das 
quais 156 eram universidades e 1.235 eram instituições não 
universitárias. Atualmente o Brasil contacom 2.416 IES. Destas, 
apenas 304 são públicas; as 2.112 restantes são privadas (85,6%). Do 
total de IES, 193 são universidades, sendo 55,9% públicas; 139 são 
centros universitários; 2.044 são faculdades, a grande maioria 
privadas (92,1% das IES são não universitárias). Além destas, há 
quarenta institutos tecnológicos, todos públicos. Do total de 2.112 IES 
privadas, 40% já se declararam com fins lucrativos. Destas, 36 
instituições possuem capital aberto na bolsa de valores (Sampaio, 
2011). 
Luciane Paula Vital
é importante apresentar dados mais atualizados, 2011 são 12 anos houveram mudanças
Luciane Paula Vital
finalizar esse capítulo com um parágrafo de escrita sua, não citação. Sugiro que comente a pandemia e a adequação das universidades ao ensino remoto e expansão da modalidade EAD
34 
 
 
 
 
2.4 PROCESSOS ADMINISTRATIVOS EM IES 
 Os processos administrativos em IES possuem um grau de importância pois 
suas atividades envolvem processos necessários para que atividades acadêmicas 
tenham bom funcionamento de uma instituição de ensino superior (IES), dentre os 
processos se destacam o processo de criação da matrícula, do registro acadêmico, 
grade de disciplinas e principalmente da emissão dos diplomas. Mas para garantirem 
a qualidade, eficiência e segurança dos seus processos é de grande importância o 
cumprimento de normas e regulamentos estabelecidos pelo Ministério da Educação 
(MEC). Sendo assim serão abordados nos próximos tópicos especificamente sobre o 
processo de acadêmico de emissão do diploma mais especificamente da última etapa 
dos processos acadêmicos, a emissão do diploma. 
De acordo com o MEC, mais de 1 milhão de alunos do ensino superior se 
formam em todo o Brasil a cada ano, sendo que em 2018 foram cerca de 1,2 milhão 
de estudantes graduados (MEC (2019). 
 
Alguns deles vão para outros países e instituições para continuar os estudos 
e outros entrarão em um emprego. Os certif icados que os alunos recebem 
após conclusão de um curso comprovam sua formação e desempenho, 
tornando os mesmos uma referência importante para a entrada em outras 
instituições ou novos trabalhos (CHENG, 2018). 
 
Credenciais acadêmicas são fundamentais para demonstrar conquistas 
educacionais, mas o problema persistente de certificados falsificados ameaça à 
integridade do sistema, dessa forma, empresas estão buscando melhorar métodos de 
verificação para proteger a credibilidade das instituições de ensino e dos indivíduos. 
As credenciais acadêmicas são ativos importantes para um indivíduo, pois 
elas fornecem uma identif icação acadêmica de uma pessoa. Certif icados 
falsif icados são um problema que as instituições enfrentam diariamente. 
Algumas empresas estudam uma forma de melhorar os mecanismos de 
verif icação da legitimidade desses documentos. (Kanan et al., (2019). 
O certificado é o que garante e credencia o aluno para se tornar especialista 
na sua área, devido a sua importância e vantagem competitiva em termos de mercado 
de trabalho, ocorrem diversas fraudes em que mandam fazer diplomas para certificar 
uma pessoa sua capacidade, dessa forma, com o intuito de evitar fraudes e garantir e 
Luciane Paula Vital
reescrever a frase, está confusa
35 
 
 
 
 
dar mais credibilidade ao processo de emissão do diploma e com isso pode 
proporcionar a empresas candidatos competentes, capacitados, para passarem por 
análises curriculares e entrevistas de emprego, trazendo mais confiabilidade para o 
processo. 
O cenário ideal para instituições educacionais é fornecer ao aluno um registro 
público persistente, protegido contra alterações ou perda de seus registros 
particulares. A Universidade de Nicósia foi a primeira instituição de ensino 
superior a emitir certif icados acadêmicos cujos autenticidade pode ser 
verif icada através da Blockchain Bitcoin (SHARPLES; DOMINGUE, 2016). 
O Blockchain vem como uma solução para garantir a legitimidade dos 
Diplomas Acadêmicos Digitais, pois proporciona uma mais segurança, transparência, 
evita falsificações e extravios, pois se torna algo imutável ao se registrar na rede 
Blockchain. Sendo assim, serão abordadas as etapas necessárias para a emissão do 
diploma acadêmico em IES. 
2.4.1 Diploma Digital 
É sabido que por meio do Art. 1º da portaria 330 do Ministério da Educação 
que entrou em vigor em abril de 2018, instituiu através do Diário Oficial da União o 
Diploma Digital. E dessa forma, todas as instituições públicas, devem aderir ao registro 
do Diploma em formato Digital, conforme estabelecido pelo MEC (UFSC, 2018). 
§ 2º A emissão do Diploma Digital f ica restrita às instituições que dispõem da 
prerrogativa para emissão e registro de diploma conforme os arts. 48, § 1o; 
53, inciso VI; e 54, § 2o, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e de 
acordo com o Decreto no9.235, de 15 de dezembro de 2017, e a Resolução 
CNE/CES nº 12, de 13 de dezembro de 2007(UFSC, 2018). 
Dentre as Instituições de Ensino Superior (IES) que possuem autorização 
legal para emissão e o registro de diplomas estão habilitadas a adotar o formato de 
diploma digital, somente as Instituições Superiores de Ensino Federal, possuem essa 
autorização do MEC. Portanto, a emissão de diplomas digitais é restrita a esse grupo 
seleto de IES, que demonstram a capacidade legal e técnica para assegurar a 
autenticidade e validade dos documentos acadêmicos no formato digital. 
36 
 
 
 
 
Art. 2º A adoção do meio digital para expedição de diplomas e documentos 
acadêmicos deverá atender às diretrizes de certif icação digital do padrão da 
Inf raestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, disciplinado em lei, 
normatizado e f ixado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação - 
ITI, para garantir autenticidade, integridade, conf iabilidade, disponibilidade, 
rastreabilidade e validade jurídica e nacional dos documentos emitidos 
(UFSC, 2018). 
Abaixo das Figuras 5 e 6 é possível visualizar como ocorre o processo de 
emissão e registro do diploma digital na UFSC, é possível notar os departamentos 
pelos quais passa e pelo carimbo de assinaturas digitais com garantidas pelo ICP-
Brasil até chegar na sua publicação e distribuição em formato digital e impresso em 
RVDD. 
 
 Figura 5 - Imagem Ilustrativa da frente do Diploma Digital da UFSC 
 
 Fonte: (DIPLOMAS UFSC). 
 
 
 
 
 
 
 
Luciane Paula Vital
não está demonstrado o processo, mas os elementos que compõem o documento, a tipologia documental 'diploma'
Luciane Paula Vital
não há nada abaixo das figuras
Luciane Paula Vital
extenso
Luciane Paula Vital
por extenso
37 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 6 - Imagem Ilustrativa do verso do Diploma Digital da UFSC 
 
 Fonte: DIPLOMAS UFSC. 
2.4.2 Especificações técnica do diploma digital 
O Diploma Digital é uma inovação respaldada pela norma Técnica nº 
13/2019/DIFES/SESU/SESU, que define suas diretrizes. Este diploma adota boas 
práticas e uma arquitetura baseada em XML, com sintaxe XML e descrição dos 
Schemas XSD, garantindo assim uma estrutura digital sólida e padronizada. Sua 
validade jurídica é assegurada pela certificação digital e pelo carimbo de tempo, 
tornando-o legalmente reconhecido. 
O diploma é assinado digitalmente, reforçando sua autenticidade e 
integridade. Vale ressaltar que a representação visual do diploma, embora oferecida 
aos formandos, não possui a mesma validade legal do diploma em formato XML. Para 
tornar o acesso mais conveniente, as universidades devem disponibilizar mecanismos 
Luciane Paula Vital
quando trata da criptografia, acima, falar do que é certificação digital
Luciane Paula Vital
sugiro que chame 'tipo documental'
38 
 
 
 
 
como o QR Code, bem como sistemas para verificar a validade do diploma digital. Em 
conjunto com a certificação digital e o carimbo de tempo da ICP-Brasil, essas medidas 
garantem a integridade,autenticidade e segurança do diploma digital, modernizando 
e simplificando o processo de emissão e validação de diplomas acadêmicos. 
2.5 CASES DE SUCESSO DA IMPLEMENTAÇÃO DA TECNOLOGIA BLOCKCHAIN 
EM IES 
 A aplicação da tecnologia Blockchain vem tendo cada vez mais destaque por 
oferecer a solução para diversos problemas das IES. Pensando mais especificamente 
para o registro e emissão de diplomas, tende a garantir a segurança e autenticidade 
do processo. Ainda mais sabendo da importância que os diplomas oferecem de 
garantir a atribuição e adequação do estudante formado, servindo como um meio que 
totalização dos requisitos vencidos, atribuindo mérito ao aluno formado, 
proporcionando brigar por vagas de trabalhos condizentes com a profissão e podendo 
ser chamado por recrutadores. Dentre as vantagens do diploma digital frente ao físico 
e a dificuldade de falsificação e a manutenção de várias cópias na rede, o que 
preserva e mantém seguro garantindo sua autenticidade (GRECH E CAMILLERI, 
2017). 
 
2.5.2 Blockcerts 
Entre as aplicações desenvolvidas e aplicadas, se destaca a Blockcerts, 
desenvolvida pelo MIT Massachusetts Institute of Technology que contou com a 
colaboração do Media Lab e o Learning Machine. A Blockcerts é uma tecnologia 
desenvolvida em código aberto que visa permitir a criação, visualização e emissão. 
Como são criptografados e assinados, mantém sua segurança. 
Em 2017, através de um projeto piloto, 111 graduandos receberam do 
Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) seus diplomas através de um 
aplicativo desenvolvido com a tecnologia Blockchain. O aplicativo Blockcerts 
Wallet foi desenvolvido para que os alunos pudessem ter acesso fácil e 
seguro aos diplomas, além de poderem compartilhar com possíveis 
empregadores (JONES, 2017 apud FERNANDES e LIMA, 2020). 
Luciane Paula Vital
numeração incorreta, seria: 2.5.1
Luciane Paula Vital
também não é explicado
39 
 
 
 
 
É uma plataforma completa capaz de criar, compartilhar, visualizar e verificar 
certificados utilizando a Blockchain. A meta da plataforma é permitir aos usuários obter 
a propriedade de seus certificados, e os tornar aptos a compartilhar seus documentos 
de forma instantânea, sem necessitar de nenhuma entidade intermediadora para 
garantir sua autenticidade (BLOCKCERTS, 2019). 
2.5.3 Mit Media Lab 
No ano de 2015, a conceituada Universidade Massachusetts Institute of 
Technology (MIT) e seu proeminente departamento de pesquisa, o MIT Media Lab, 
uniram suas forças ao projeto de aprimoramento da plataforma Blockcerts. 
Simultaneamente, durante essa colaboração, empreenderam um estudo minucioso 
sobre a implementação da tecnologia Blockchain dentro dos domínios universitários. 
Ao longo desse processo de investigação, o MIT chegou a uma revelação significativa: 
a adoção da Blockchain proporciona um grau substancial de controle sobre os 
diplomas, reduzindo drasticamente a dependência de intermediários para efetuar 
verificações, bem como a necessidade de designar pessoal para o armazenamento e 
validação dos certificados. Essa constatação não apenas abriu novas perspectivas 
para a emissão de diplomas, mas também destacou os benefícios da tecnologia 
Blockchain para otimizar os processos acadêmicos e administrativos (SCHMIDT, 
2015, tradução nossa). 
Em 2017 o Mit Media Lab desenvolveu um protótipo teste para aplicações em 
dois de seus cursos de graduação justamente para obter retorno de seus alunos sobre 
o uso da tecnologia, para então dessa forma implementar em larga escala. 
2.5.4 Estudo de Caso Universidade de Melbourne 
A Universidade de Melbourne, uma instituição de renome na Austrália, ganhou 
reconhecimento em todo o país ao implementar a tecnologia Blockchain para a gestão 
das credenciais acadêmicas de seus alunos. O uso desse sistema inovador trouxe 
consigo uma série de benefícios significativos como a sua característica serem 
imutáveis e praticamente invioláveis. Sendo assim, a característica de imutabilidade 
40 
 
 
 
 
da tecnologia garante que os registros permaneçam intocados e autênticos ao longo 
do tempo. Esse recurso é fundamental para a validade e confiabilidade das 
credenciais acadêmicas dos alunos. A proteção dos dados é uma preocupação central 
em um ambiente onde informações pessoais e acadêmicas são altamente sensíveis. 
 Sabendo disso a universidade de Melbourne prezou de forma especial pala 
segurança e proteção de dados sensíveis de seus acadêmicos, e o Blockchain tornou 
isso possível, pois com sua e tecnologia descentralizada permitiu reduzir de forma 
drástica qualquer tipo de invasão, adulteração e fraude de dados acadêmicos, e por 
sua característica imutável e transparente fez com que qualquer forma de 
manipulação fosse altamente detectável, garantindo assim a confiança tanto dos 
alunos quanto de empregadores e instituições e outras partes interessadas nas 
qualificações dos graduados da Universidade de Melbourne. 
41 
 
 
 
 
3. METODOLOGIA 
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA 
O presente capítulo tem como foco principal apresentar a caracterização da 
pesquisa, ou seja, trazer uma visão geral dos elementos metodológicos que compõe 
esse estudo. Dentre os que serão abordados destacam-se a Filosofia Pragmática, a 
finalidade da pesquisa, o objetivo da pesquisa mista (Descritiva e Aplicada), 
abordagem metodológica utilizada e os procedimentos utilizados. 
 
 Quadro 1 - Aspectos metodológicos da pesquisa 
CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAR 
PESQUISAS CIENTÍFICAS 
CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS 
DA PESQUISA 
 Filosofia Pragmática 
 Finalidade Aplicada 
 Objetivo Mista (Exploratória e Aplicada) 
 Abordagem Elaboração de fluxograma 
 Procedimentos Utilizados Bibliográfico 
Documental 
 Fonte: Elaboração do autor (2023). 
Conforme John Dewey a pesquisa pragmática deve ser voltada para questões 
e situações reais do dia a dia, e com o intuito de tornar a vida das pessoas melhor. 
Outro ponto que deve ser abordado é trazer dados relevantes e propor soluções para 
práticas para esses problemas. Além disso, Dewey enfatiza a utilizar o pensamento 
crítico na pesquisa por parte dos pesquisadores, e que a teoria deveria ser julgada 
com bases em resultados práticos. 
A caracterização mista envolve a utilização de duas pesquisas 
concomitantemente. Através dessa combinação é possível trazer algo mais completo 
Luciane Paula Vital
elaboração de fluxograma é técnica, não abordagem
42 
 
 
 
 
e aprofundado e com maior riqueza de dados sobre a área de pesquisa. A pesquisa 
exploratória que propõe construir hipóteses trazer familiaridades com o objeto de 
estudo. Pode ter entrevistas, pesquisas bibliográficas e estudos de caso (GIL, 1991). 
Conforme mencionada por Cristiane (2014), a pesquisa aplicada auxilia na 
resolução de problemas por meio de teoria bem conhecidos. Diferentemente da 
pesquisa puramente teórica, a pesquisa aplicada tem um enfoque mais voltado para 
a prática e voltado para resolução de problemas reais. Entre as pesquisas que fazem 
parte de sua composição se destacam-se a pesquisa experimental, estudos de caso 
individuais ou específicos e a pesquisa interdisciplinar. 
De acordo Gil (1991), a pesquisa bibliográfica é uma abordagem que é 
elaborada com material já publicado e análise de documentos já elaborados, dentre 
os quais são: livros, periódicos, artigos científicos e outros materiais. O enfoque 
principal dessa metodologia é explorar por meio da revisão e análise de documentos 
e trazer uma explicação de um problema de pesquisa com base em referências 
teóricas existentes. Dessa forma obtém uma visão aprofundado do tema de pesquisa 
em questão e consegue trazer informações ricas e vastas sobre o assunto abordado. 
Conforme Gil (1991), a pesquisa documental analisa documentos primários 
que não foramainda tratados e analisados, sua utilidade é trazer dados relevantes 
para pesquisadores em analisar documentos, que são considerados como fonte 
primária, e abrangem uma gama de documentos entre eles manuais, relatórios, 
normas técnicas entre outros. 
3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
A pesquisa adotará uma abordagem mista, integrando revisão bibliográfica, 
estudo de casos e desenvolvimento prático de fluxogramas. A metodologia será 
composta pelas seguintes etapas: 
Revisão Bibliográfica: Será realizada uma revisão bibliográfica ampla e 
aprofundada abrangendo as áreas de tecnologia Blockchain, diplomas digitais e 
estudos de casos relevantes. Isso permitirá uma compreensão sólida do estado atual 
da pesquisa e das melhores práticas em nosso campo de estudo. 
Luciane Paula Vital
trazer os estudos de caso como resultados (estão antes da metodologia)
43 
 
 
 
 
Estudo de Casos: Realizaremos uma análise abrangente de implementações 
bem-sucedidas de registros acadêmicos em Blockchain. Este estudo de casos 
identificará casos exemplares, destacando lições aprendidas, desafios enfrentados e 
as melhores práticas adotadas. Os casos selecionados serão representativos de 
diversas instituições educacionais e contextos. 
Desenvolvimento de Fluxogramas: Prosseguiremos com o desenvolvimento 
detalhado de fluxogramas que representem o processo de inclusão de diplomas 
digitais na tecnologia Blockchain. Esses fluxogramas serão criados com base na 
análise da literatura e nos insights obtidos nos estudos de casos. Cada etapa do 
processo será cuidadosamente mapeada, incluindo a emissão, verificação e 
armazenamento de diplomas digitais na Blockchain. 
 
44 
 
 
 
 
4. PROPOSTA 
O objetivo primordial da pesquisa proposta é aprofundar a investigação e o 
desenvolvimento de um conjunto de fluxogramas que representam um artefato 
tecnológico. Esse artefato tecnológico tem como objetivo simplificar a integração como 
os diplomas digitais em uma infraestrutura fundamentada na tecnologia Blockchain, 
servindo como guia para uma eventual implantação e desenvolvimento por 
especialistas futuros na área. 
A proposta de integração de diplomas digitais na tecnologia Blockchain é 
fundamental no contexto atual, pois oferece uma solução totalmente disruptiva 
revolucionária para garantir a autenticidade e a segurança dos registros acadêmicos. 
Para a construção da proposta desse trabalho, o ponto de partida se deu 
através do fluxo atual de emissão do diploma da UFSC, esse fluxo pode ser visto na 
Figura 7, no qual o fluxograma demonstra as etapas e os requisitos necessários para 
que se tenha o fluxograma digital. 
 
Figura 7 - Fluxo atual de emissão do diploma da UFSC 
 
 Fonte: UFSC. 
Luciane Paula Vital
não é possível ler a figura, sugiro uma página somente com ela em formato paisagem
45 
 
 
 
 
 
O processo atual de emissão de diplomas acadêmicos digitais na UFSC inicia-
se com a etapa de integralização. Nesta fase, a Coordenação do curso identifica os 
prováveis formandos do semestre com base no histórico escolar e no calendário, 
posteriormente encaminha essas informações ao SEINF/DAE, que utiliza o CAGR 
para fornecer o material necessário para a produção dos diplomas e registros. 
Na etapa seguinte, chamada de Geração dos Arquivos, a Secretaria do Curso 
digitaliza a documentação atualizada de cada aluno e a disponibiliza ao DAE, 
seguindo as instruções normativas do GT de Diploma Digital. O SEDOC/DAE orienta 
os requerimentos para a emissão e registro dos diplomas, utilizando a documentação 
presente na pasta do aluno. O SEPROT/DAE cuida dos processos de emissão e 
registro dos diplomas. 
Na fase de Expedição e Registro do Diploma, a Coordenação analisa a 
integração curricular e gera os requerimentos necessários para a confirmação da 
emissão do diploma pelo CAGR. Isso pode incluir solicitações de documentos 
adicionais e alterações ao aluno. O DIERD/DAE revisa a documentação e a integração 
curricular, preparando-a para ser registrada no "livro" de diplomas digitais. O sistema, 
durante a geração dos arquivos, cria o XML dos documentos com identificadores e 
gera o XML, URL e QR Code do Diploma com número de registro. 
A coleta de assinaturas ocorre no Sistema do Assina UFSC (XML). As 
assinaturas são feitas em ordem específica: a primeira é a assinatura digital E-CPF 
ICP-Brasil dos responsáveis pela emissão e registro, seguida pela segunda assinatura 
digital E-CPF ICP-Brasil dos responsáveis pela emissão e registro, e a terceira 
assinatura digital para o arquivamento do documento acadêmico com e-CNPJ ICP-
Brasil da UFSC. A primeira assinatura digital do arquivamento do diploma é realizada 
com e-CNPJ e ICP-Brasil da UFSC, seguida pela assinatura digital com e-CPF e ICP 
do Brasil do Reitor e, por último, pela sexta assinatura, que é a Assinatura Digital E-
CPF ICP-Brasil do Coordenador do Curso. 
Posteriormente, os documentos assinados, incluindo o RVDD e XML, são 
publicados na URL do Diploma Digital, onde os arquivos são armazenados. Em 
Luciane Paula Vital
salientar que nessa etapa o documento sai da cadeia de custódia, é inserido no sistema de assinatura, que não está integrado
46 
 
 
 
 
seguida, o RVDD é impresso em papel moeda e entregue na cerimônia de colação de 
grau, sendo distribuído aos formandos em seus canudos ou enviado por e-mail. 
 
 Figura 8 - Processo de Implantação do Diploma Digital na Blockchain 
 
 Fonte: Elaboração do autor (2023). 
 
Haja vista no que é demonstrado na Figura 8 acima, em que é demonstrado 
por meio o fluxograma de processos as etapas necessárias a inclusão e consulta do 
diploma digital na Blockchain através do artefato tecnológico (smart contract) ou 
contratos inteligentes. O fluxograma da Figura 8, começa com a etapa de criação do 
contrato inteligente no qual a IES repassa os dados do aluno e os requisitos que aluno 
tem que ter para se formar e obter o diploma, no qual o contrato inteligente entende 
como cláusulas contratuais, que serão auto executadas em que serão aceitas ou 
rejeitadas, dependendo das cláusulas impostas. Dessa forma a etapa seguinte irá 
gerar ou emitir o diploma autorizado pelo contrato inteligente, e na etapa seguinte é 
aplicado a assinatura digital, para garantir mais confiabilidade e autenticidade ao 
documento eletrônico. 
A etapa posterior de igual importância e característico da tecnologia 
Blockchain é o registro do carimbo de tempo que traz a data e hora exatas da 
assinatura do documento. Somado a isso a etapa seguinte o contrato inteligente 
finalmente é executado conforme as cláusulas definidas. Somado a isso, a etapa 
Luciane Paula Vital
inserir ponto 'start' do fluxo
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seguinte é gerada o QR Code, para posteriormente ser feito a consulta por QR Code, 
para poder ser escaneado por terceiros a fim de provar sua validade. O acesso a 
plataforma Blockchain se refere ao site de consulta e acesso do diploma, no qual 
poderá ser consultado a qualquer momento e lugar. E por último o diploma digital 
poderá ser consultado e verificado a sua originalidade e autenticidade, por meio de 
seu QR code que disponibiliza um link de com código de acesso que direciona a 
plataforma de Blockchain onde o diploma está registrado e mesmo poderá ser 
consultado e verificado com o site da instituição de origem. 
 
Figura 9 - Visão Geral de todo o processo de Inclusão do Diploma Digital da UFSC 
em Blockchain 
 
 Fonte: Elaboração do autor (2023). 
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Conforme representado na Figura 9, o fluxograma demonstra o processo 
completo do atual processo de emissão do diploma digital pela UFSC, adaptado para 
haver a aplicação da interface tecnológica, do chamado contrato inteligente. O 
processo de inclusão do diploma digital com a interface tecnológica segue as 
seguintes etapas: Desenvolvimento/Criação

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