Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO CURSO CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO CAMPUS FLORIANÓPOLIS LUCAS ADÃO ARTNER ZACALUZNE Um estudo sobre a utilização de contratos inteligentes por meio da modelagem de processos para o registro de Diplomas Digitais em Blockchain. Florianópolis 2023 Lucas Adão Artner Zacaluzne Um estudo sobre a utilização de contratos inteligentes por meio da modelagem de processos para o registro de Diplomas Digitais em Blockchain. Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao curso de Ciência da Informação do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Ciência da Informação. Orientador(a): Prof . Dr. Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo. Florianópolis 2023 Lucas Adão Artner Zacaluzne Um estudo sobre a utilização de contratos inteligentes por meio da modelagem de processos para o registro de Diplomas Digitais em Blockchain. Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para obtenção do título de Bacharel em Ciência da Informação e aprovado em sua forma final pelo Curso de Ciência da Informação. Florianópolis, 27 de novembro de 2023. ___________________________ Coordenação do Curso Banca examinadora ____________________________ Prof.(a) Dr.(a) Luciane Paula Vital (Titular) Prof. Dr. Gustavo Medeiros de Araújo (Titular) Prof.(a) Dr.(a) Camila Schwinden Lehmkuhl (Suplente) Florianópolis, 2023. Dedico esse trabalho primeiramente a Deus, a minha querida mãe e meu irmão por terem me apoiado em todos os momentos da minha trajetória acadêmica. AGRADECIMENTOS Minha gratidão primeiramente a Deus por ter me dado forças para continuar nos momentos mais difíceis da minha graduação e por não ter desistido. Em segundo lugar agradeço a minha querida mãe Rosani por ter dado todo o incentivo motivacional, espiritual e financeiro nessa jornada e ao meu irmão Lucio José por estar ao meu lado em todo esse processo sem eles isso não seria possível e a minha família, ao meu tio-avô Pedro Oscar por ter me ajudado financeiramente também nesse período e a minha querida avó Dona Maria Cristina por ter me aconselhado também, e por último ao meu professor orientador Prof. Douglas por ter tido paciência e determinação em me orientar e pegado no meu pé para um entregar um trabalho com excelência e que me orgulhasse e aos meus colegas de graduação que foram importantes na minha trajetória acadêmica a qual chamo de amigos o Vitor, Logan e a Alessandra, entre outros que não irei escrever todos aqui mas que tiveram importância em diversos momentos e são amizades que levarei para vida. A tecnologia move o mundo. JOBS, Steve (2023). RESUMO A tecnologia tem proporcionado para o mundo por meio das novas tecnologias, maior velocidade de acesso, praticidade e segurança e tem causado um impacto em pessoas, empresas e organizações públicas. Por meio da transformação causado com o advento de novas tecnologias, pessoas estão podendo se comunicar de longas distâncias de um ponto a outro mundo, empresas estão podendo fechar negócios com empresas de outros países, trazendo e compartilhando tecnologias, e claro, além disso, o acesso mais rápido e instantâneo ocasionado pela internet. A tecnologia tem impactado todas as esferas da sociedade entre elas a esfera educacional também vem carecendo de novas tecnologias para tornar mais rápidos, eficientes e seguros seus processos administrativos, dentre eles, o processo administrativo acadêmico da emissão do diploma, etapa primordial para a outorgar o título acadêmico ao aluno formando no qual é um documento que dá legalidade, autoridade e comprova que a pessoa detém tal título. Dessa forma as instituições de ensino estão sendo cada vez mais exigidas a garantirem segurança e ao mesmo tempo a facilidade de acesso perante os alunos formados, instituições e empresas. Sendo assim, o Ministério da Educação do Brasil (MEC) através da Portaria nº 330 de 5 de abril de 2018 institui o diploma digital no âmbito das instituições de ensino superior, públicas e privadas brasileiras para que fossem garan tidos autenticidade, integralidade, confiabilidade, disponibilidade, rastreabilidade e a validade jurídica dos diplomas emitidos. Porém devido a questões técnicas, financeiras e regulamentação e de poucos casos de sucesso referentes a aplicabilidade dessa tecnologia em outras instituições de ensino superior, tornou essa implantação tecnológica um desafio a ser superado. Com isso o intuito desse trabalho é demonstrar na forma norteadora e explicativa em forma de pesquisa bibliográfica, documental e prática na forma de fluxogramas de processos, expor a aplicação da tecnologia Blockchain por meio da aplicação da infraestrutura tecnológica de contratos inteligentes (smart contracts) para o registro e validação de diplomas digitais já desenvolvidos e sua aplicação na rede blockchain visa garantir a segurança, confiabilidade, transparência e privacidade no processo acadêmico do registro dos diplomas acadêmicos digitais. Palavras-Chave: Blockchain, Smart Contracts, tecnologia na educação, Diplomas Acadêmicos. Luciane Paula Vital sugiro reescrever o resumo, dado a importância dele para a recuperação do trabalho, estruturar com os seguintes elementos: introdução, objetivos, metodologia, resultados e conclusão. ABSTRACT Technology has provided the world, through new technologies, with greater speed of access, practicality and security and has had an impact on people, companies and public organizations. Through the transformation caused by the advent of new technologies, people are able to communicate over long distances from one point to another world, companies are able to do business with companies from other countries, bringing and sharing technologies, and of course, in addition, the faster and instantaneous access caused by the internet. Technology has impacted all spheres of society, including the educational sphere, which is also in need of new technologies to make its administrative processes faster, more efficient and safer, including the academic administrative process of issuing the diploma, a key step in granting the academic title to the graduating student, which is a document that gives legality, authority and proves that the person holds such title. Therefore, educational institutions are being increasingly required to guarantee security and at the same time ease of access for trained students, institutions and companies. Therefore, the Brazilian Ministry of Education (MEC) through Ordinance No. 330 of April 5, 2018, institutes the digital diploma within the scope of Brazilian public and private higher education institutions so that authenticity, completeness, reliability, availability are guaranteed. , traceability and legal validity of issued diplomas. However, due to technical, financial and regulatory issues and few success stories regarding the applicability of this technology in other higher education institutions, this technological implementation has become a challenge to bedo contrato inteligente pelo desenvolvedor, validação das assinaturas digitais e carimbo de tempo, execução do contrato inteligente, validação e registro do contrato inteligente, consulta das informações do diploma na interface web. Dentre as etapas a serem descritas, a etapa de criação do contrato inteligente considera-se etapa primordial para as demais, pois nessa etapa serão definidos as cláusulas e requisitos para a execução do contrato inteligente, com os dados do aluno e da instituição de ensino. Importante salientar a importância do contrato inteligente, pois ele irá gerar dados e informações confidenciais e detalhadas do aluno e da instituição de ensino como: CNPJ data instituição de ensino, nome do estudante, CPF, Código Mec, data de admissão do curso e a data de conclusão, além disso registra as referências à localização do arquivo do diploma salvo na nuvem da IES, somado a isso, deve seguir as normas técnicas e as regras estabelecidas, pela IES e principalmente pelo MEC e transformar todas essas informações na linguagem de máquina. Para garantir a autenticidade e confiabilidade do diploma a instituição realiza a assinatura digital juntamente com o certificado digital e carimbo de tempo, dessa forma, são proporcionadas para a IES garantias que o diploma é autêntico e válido. Sendo assim, o contrato inteligente checa a veracidade e validade das assinaturas digitais consultando o ICP-Brasil e verifica a data de emissão referente ao carimbo de tempo para que esteja integro. Nessa etapa as informações detalhadas e confidencias do aluno a da IES passaram pelo desenvolvedor do contrato inteligente, que o qual fica encarregado de preencher as informações e requisitos no código do contrato inteligente. A etapa seguinte refere-se a etapa de registro do contrato inteligente, depois de repassadas as informações detalhadas do aluno e da IES, e criado o contrato inteligente pelo desenvolvedor com as cláusulas e requisitos necessários par ao contrato rodar. O Contrato Inteligente auto executa e compre as suas cláusulas do 49 contrato e registra o diploma na rede Blockchain e disponibilizá-lo para consultas do registro do diploma no site da plataforma web que conecta com a Blockchain. 50 5. CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS O presente trabalho buscou elucidar o que é a tecnologia Blockchain e como ela pode trazer benefícios de sua implantação no atual processo acadêmico de emissão dos diplomas digitais. Dessa forma foram feitas pesquisas metodológicas referentes ao tema, e trazidos estudos de casos de implantação da tecnologia Blockchain em universidades estrangeiras. Sendo assim, obteve-se conteúdo e serviu de base para construção da proposta do trabalho que foi o desenvolvimento de fluxogramas de processos ou Notação de modelagem de processos de negócio (BPMN), na ferramenta Bizagi, como forma de apresentar o fluxograma de etapas da inclusão do diploma digital na rede Blockchain. Dessa forma, proposta desse trabalho se deve a intuito de expor a implementação de um artefato tecnológico chamado de contrato inteligente para inclusão do diploma digital na Blockchain. Esse artefato servirá de guia prático essencial para instituições educacionais que buscam efetivamente implementar a inclusão de diplomas digitais na Blockchain, oferecendo um recurso valioso para o avanço da adoção dessa tecnologia no setor educacional. Um adendo importante, se refere ao fato de que o objetivo da proposta desse trabalho não abrangeu a etapa de prototipação, mas se teve um enfoque no processo elaboração de modelos processuais BPM (fluxogramas), como forma de demonstrar o processo de emissão do diploma digital com a inclusão de um artefato tecnológico chamado de (smart contract) que fará o papel de registrar as informações do diploma na Blockchain. E como solução para a pergunta do porquê a utilização do uso da Blockchain para armazenar diplomas acadêmicos é relevante e vantajoso em comparação aos métodos tradicionais, e como isso pode beneficiar instituições de ensino, empregadores, graduados e o ecossistema educacional? A solução refere-se ao fato de ao adotar a implementação da tecnologia Blockchain em seus processos, pode trazer mudanças significativas em termos de segurança, transparência, confidencialidade e eficiência. Ou seja, para instituições de ensino irá proporcionar a redução de custos e a segurança, para os empregadores ao simplificar os processos de análise e verificação de requisitos dos candidatos, e aos graduados ao oferecer 51 maior confidencialidade, controle sobre seu diploma acadêmico, mobilidade para compartilhar e rastreabilidade e transparência ao buscar. Com relação a solução para trabalhos futuros, recomenda-se parcerias de IES com plataformas de Blockchain como sugestão (Blockcerts, Unicerts, Smart Degrees). Já com relação ao desenvolvimento de contrato inteligentes, recomenda-se que sejam feitos por especialista da área como desenvolvedores/programadores que criem o contrato inteligente e transformem em código de programação com todas as cláusulas estabelecidas em contrato e que sejam revisados e auditados posteriormente entes de serem executados como forma de precaver eventuais falhas humanas. 52 REFERÊNCIAS ARTHUR Bemfica apud SACHET Baliga. Armazenamento de arquivos em uma rede P2P utilizando Blockchain. Disponível em: https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/6358/TCC%20Arthur%20Bem fica%20Sachet.pdf?sequence=1&isAllowed=y Acesso em: 12 de agosto de 2023. Antonopoulos, A. M. (2018). Mastering Ethereum: Building Smart Contracts and DApps. O'Reilly Media. BRAGA, Alexandre Melo. Segurança de Aplicações Blockchain Além das Criptomoedas. Disponível em: https://sol.sbc.org.br/livros/index.php/sbc/catalog/download/84/369/633-1 Acesso em: 03 de agosto de 2023. BRASIL. Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014. Princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. Diário Oficial da União, Brasilia, DF, n. 77, p. 1, 24 abr. 2014. Seção I. BRASIL. Portaria nº 554, de 11 de março de 2019. Emissão e o registro de diploma de graduação, por meio digital, pelas Instituições de Ensino Superior - IES pertencentes ao Sistema Federal de Ensino. Diário Oficial da União, Brasilia, DF, n. 48, p. 23-24, 12 mar. 2019. Seção I. BLOCKCERTS. Blockchain Credentials. 2019. Disponível em: http://blockcerts.org/. Acesso em: 16 de outubro 2019. Böhme, R., Christin, N., Edelman, B., & Moore, T. (2015). Bitcoin: Economics, technology, and governance. Journal of Economic Perspectives, 29(2), 213- 238. Buterin, V. (2013). Ethereum White Paper. Ethereum Foundation. CHRISTIDIS, K.; DEVETSIKIOTIS, apud M. Armazenamento de arquivos em uma rede P2P utilizando Blockchain. Disponível em: https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/6358/TCC%20Arthur%20Bem fica%20Sachet.pdf?sequence=1&isAllowed=y Acesso em: 12 de agosto de 2023. CRISTIANE, M. M. Abordagens e procedimentos qualitativos: implicações para pesquisas em organizações Revista Alcance. vol. 21, núm. 2, pp. 324-349, abril- junio, 2014. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/tipos-de-pesquisas Acesso em: 05 de outubro de 2023. https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/6358/TCC%20Arthur%20Bemfica%20Sachet.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/6358/TCC%20Arthur%20Bemfica%20Sachet.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://sol.sbc.org.br/livros/index.php/sbc/catalog/download/84/369/633-1 https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/6358/TCC%20Arthur%20Bemfica%20Sachet.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/6358/TCC%20Arthur%20Bemfica%20Sachet.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/tipos-de-pesquisas53 CUNHA, M. R. Gestão estratégica de IES: modelos e funções do planejamento estra-tégico em universidades públicas e privadas de Palmas – Tocantins (Dissertação de mestrado). Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, DUBROWSKY, Alexander (2019). Transformação Digital nas Instituições privadas de Ensino Superior Brasileiras: Proposta para Autenticação de Diplomas Digitais de Graduação por meio de Blockchain. Disponível em: https://eaesp.fgv.br/producao-intelectual/transformacao-digital-instituicoes-privadas- ensino-superior-brasileiras Acesso em: 30 de maio de 2023. DIVINO, Sthéfano. Smart contracts: conceitos, limitações, aplicabilidade e desafios. REVISTA JURÍDICA LUSO-BRASILEIRA, ANO 4 (2018), Nº 6. 2771-2808 pgs. Disponível em: . Acesso em: 2 jan. 2019. FERNANDES, Eliézer de Oliveira; LIMA, José Leonardo Oliveira, 2020 apud JONES, 2017. Tecnologia Blockchain em Diplomas de Graduação no formato digital no Sistema de Educação Brasileiro. Disponível em: https://www.anais.ueg.br/index.php/sti_sic/article/view/15276/12231 Acesso em: 20 de agosto de 2023. FOLHA VITÓRIA, 2019. MPES identifica mais de 4 mil pessoas que compraram diplomas falsos no ES. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/policia/noticia/04/2019/mpes-identifica-mais-de-4-mil- pessoas-que-compraram-diplomas-falsos-no-es Acesso em 30 de junho de 2023. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991. Disponível em: https://tccbiblio.paginas.ufsc.br/files/2010/09/024_Metodologia_de_pesquisa_e_elab oracao_de_teses_e_dissertacoes1.pdf Acesso em 04 de outubro de 2023. GUPTA, Manav. Blockchain for dummies. Hoboken: John Wiley & Sons, Inc, 2018. IBM. What are smart contracts on Blockchain? Disponível em: https://www.ibm.com/topics/smart-contracts Acesso em: 05 de maio de 2023. IBM. O que é a tecnologia Blockchain? Disponível em: https://www.ibm.com/br- pt/topics/blockchain Acesso em: 10 de julho de 2023. INEP. Índice Geral de Cursos (IGC) - INEP. 2017. INEP. Censo da Educação Superior notas estatísticas 2017. [s.l: s.n.]. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2023. INFOMONEY. O que é Blockchain? Conheça a tecnologia que torna as transações com criptos possíveis. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/guias/blockchain/ Acesso em: 08 de agosto de 2023. https://eaesp.fgv.br/producao-intelectual/transformacao-digital-instituicoes-privadas-ensino-superior-brasileiras https://eaesp.fgv.br/producao-intelectual/transformacao-digital-instituicoes-privadas-ensino-superior-brasileiras https://eaesp.fgv.br/producao-intelectual/transformacao-digital-instituicoes-privadas-ensino-superior-brasileiras https://www.anais.ueg.br/index.php/sti_sic/article/view/15276/12231 https://www.folhavitoria.com.br/policia/noticia/04/2019/mpes-identifica-mais-de-4-mil-pessoas-que-compraram-diplomas-falsos-no-es https://www.folhavitoria.com.br/policia/noticia/04/2019/mpes-identifica-mais-de-4-mil-pessoas-que-compraram-diplomas-falsos-no-es https://www.folhavitoria.com.br/policia/noticia/04/2019/mpes-identifica-mais-de-4-mil-pessoas-que-compraram-diplomas-falsos-no-es https://tccbiblio.paginas.ufsc.br/files/2010/09/024_Metodologia_de_pesquisa_e_elaboracao_de_teses_e_dissertacoes1.pdf https://tccbiblio.paginas.ufsc.br/files/2010/09/024_Metodologia_de_pesquisa_e_elaboracao_de_teses_e_dissertacoes1.pdf https://www.ibm.com/topics/smart-contracts https://www.ibm.com/br-pt/topics/blockchain https://www.ibm.com/br-pt/topics/blockchain https://www.infomoney.com.br/guias/blockchain/ 54 KHAN et al. Shafaq Naheed Khan. Contratos inteligentes Blockchain: aplicações, desafios e tendências futuras. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s12083-021-01127-0 Acesso em: 04 de junho de 2023. LAMOUNIER, Lucas. 101 BLOCKCHAINS, 2018. A História Da Tecnologia Blockchain: Conheça Sua Timeline. Disponível em: https://101blockchains.com/pt/historia-da-tecnologia-blockchain/ Acesso em: 04 de julho de 2023. Lisboa, Portugal, 2011. Recuperado de Disponível em: http://recil.grupolusofona.pt/handle/10437/3804 Acesso em: 04 de junho de 2023. Luís Felipe Brasil Corrêa. Monetizor: API de pagamentos automatizados utilizando Blockchain para e-sports. Disponível em: Monetizor: API de pagamentos automatizados utilizando blockchain para e-sports (ufsc.br) Acesso em: 03 de junho de 2023. Marcelo Martins, da Stakey Club. Disponível em: https://stakey.club/pt/uma-breve- nocao-de-criptografia/. Uma breve noção de criptografia. Acesso em: 28 out. 2022. Mantenelli, A. M. (2019). A revolução dos smart contracts: Uma abordagem crítica sobre o uso da tecnologia Blockchain e dos contratos inteligentes no ambiente jurídico. Revista de Direito, Estado e Telecomunicações, 11(1), 32-57. Miguel, L. F. (2017). Redes de computadores: Noções, protocolos e serviços. Editora Érica. MENEZES, Luís Carlos. Universidade sitiada: A ameaça de liquidação da universidade brasileira. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000. NEVES e Martins; Clarissa Eckert Baeta, Carlos Benedito apud SAMPAIO, H. O setor privado de ensino superior no Brasil: continuidades e transformações. Revista Ensino Superior Unicamp, Campinas, ano 2, n. 4, p. 28-43, jul. 2011. Oliveira, A. F. (2012). Segurança em redes de computadores. Novatec Editora. PADRO, Vitor. 4future (2021). Criptografia – Chaves Simétricas e Assimétricas. Acesso em: 10 de julho de 2023. Disponível em: https://4future.com.br/index.php/2021/10/11/criptografia-chaves-simetricas-e- assimetricas/ Peters, J., Rai, A., & Alsharif, O. (2020). Employe involvement in Blockchain implementation: Training and communication strategies. Journal of Blockchain Research, 2(1), 45-60. https://link.springer.com/article/10.1007/s12083-021-01127-0#auth-Shafaq_Naheed-Khan-Aff1 https://link.springer.com/article/10.1007/s12083-021-01127-0 https://101blockchains.com/pt/historia-da-tecnologia-blockchain/ file://///Users/douglas/Downloads/Disponível%20em:%20http:/recil.grupolusofona.pt/handle/10437/3804 file://///Users/douglas/Downloads/Disponível%20em:%20http:/recil.grupolusofona.pt/handle/10437/3804 https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/202738 https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/202738 https://stakey.club/pt/uma-breve-nocao-de-criptografia/ https://stakey.club/pt/uma-breve-nocao-de-criptografia/ https://4future.com.br/index.php/2021/10/11/criptografia-chaves-simetricas-e-assimetricas/ https://4future.com.br/index.php/2021/10/11/criptografia-chaves-simetricas-e-assimetricas/ 55 Rafael Rodrigues da Silva. Utilizando A Blockchain Como Modelo De Confiança. para comprovar a existência e imutabilidade de um arquivo digital. Disponível em: https://www.univates.br/bdu/items/d6a728ed-6875-4108-9de7- 9d6b2c1b97de/full Acesso em: 13 de junho de 2023. RODRIGUES, G. M. Ensino privado: a qualidade e a imagem. In: S. S. Colombo, G. M. Rodrigues & Colaboradores (Orgs.) Desafios da gestão universitária contemporânea. [recurso eletrônico] (Cap. 2, p. 43-58). Porto Alegre: Penso, 2011. Schneier, B. (1996). Applied Cryptography: Protocols, Algorithms, and Source Code in C. Wiley. SCHWARTZMAN, J. O financiamento das instituições de ensino superior no Brasil. In: SOARES, M. S. A. (Ed.). A educação superior no Brasil. Brasília: Capes, 2002. Disponível em: https://www.criptonoticias.com/aplicaciones/universidad- melbourne-permitira-gestion-y-consulta-de-notas-academicas-usando-blockchain/ STALLINGS, W. Criptografia e Segurança de Redes – 6ª edição. São Paulo: Pearson Education, 2014. STALLINGS, William. Criptografia e segurança de redes: princípios e práticas. 6. ed. Tradução de: Daniel Vieira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. Szabo, N. (1996). Smart Contracts: Building Blocks for Digital Markets. Extropy Journal. Tapscott, D., & Tapscott, A. (2016). Blockchain Revolution:How the Technology Behind Bitcoin Is Changing Money, Business, and the World. Penguin. Disponível em: https://toaz.info/doc-view-2 Acesso em: 14 de maio de 2023. TIBALLI, Elianda Figueiredo Arantes apud DEWEY, John. Pragmatismo, experiência e educação em John Dewey. Disponível em: https://anped.org.br/sites/default/files/10_pragmatismo_experiencia_e_educacao_em _john_dewey.pdf Acesso em 05 de outubro de 2023. Xiao, J., Wang, P., & Wu, X. (2020). An Overview of Consensus Algorithms in Blockchain. In 2020 IEEE International Conference on Artificial Intelligence and Computer Applications (ICAICA) (pp. 41-47). IEEE. https://www.univates.br/bdu/items/d6a728ed-6875-4108-9de7-9d6b2c1b97de/full https://www.univates.br/bdu/items/d6a728ed-6875-4108-9de7-9d6b2c1b97de/full https://www.criptonoticias.com/aplicaciones/universidad-melbourne-permitira-gestion-y-consulta-de-notas-academicas-usando-blockchain/ https://www.criptonoticias.com/aplicaciones/universidad-melbourne-permitira-gestion-y-consulta-de-notas-academicas-usando-blockchain/ https://toaz.info/doc-view-2 https://anped.org.br/sites/default/files/10_pragmatismo_experiencia_e_educacao_em_john_dewey.pdf https://anped.org.br/sites/default/files/10_pragmatismo_experiencia_e_educacao_em_john_dewey.pdfovercome. Therefore, the purpose of this work is to demonstrate in a guiding and explanatory way in the form of bibliographical, documentary and practical research in the form of process flowcharts, to expose the application of Blockchain technology through the application of the technological infrastructure of smart contracts to The registration and validation of digital diplomas already developed and their application on the blockchain network aims to guarantee security, reliability, transparency and privacy in the academic process of registering digital academic diplomas. Keywords: Blockchain, Smart Contracts, technology in education, Academic Diplomas. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Funcionamento da Rede Blockchain................................................. 23 Figura 2 - Processo de encriptação e decriptação da criptografia simétrica.26 Figura 3 - Funcionamento da Criptografia Assimétrica .................................... 26 Figura 4 - Ciclo de execução de um contrato inteligente ................................. 31 Figura 5 - Imagem Ilustrativa da frente do Diploma Digital da UFSC ............ 36 Figura 6 - Imagem Ilustrativa do verso do Diploma Digital da UFSC............. 37 Figura 7 - Fluxo atual de emissão do diploma da UFSC...............................44 Figura 8 - Processo de Implantação do Diploma Digital na Blockchain ........ 46 Figura 9 - Visão Geral de todo o processo de Inclusão do Diploma Digital da UFSC em Blockchain ............................................................................................. 47 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Aspectos metodológicos da pesquisa ............................................. 41 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Comparativo da Blockchain Privada versus a pública................... 29 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS IES Instituição de Ensino Superior MEC Ministério da Educação QR CODE Quick Response Code XML Extensible Markup Language ICP-Brasil Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira MIT Instituto de Tecnologia de Massachusetts BTC Criptomoeda Bitcoin P2P Peer-to-Peer Luciane Paula Vital faltam siglas: RVDD, UFSC, ICP, XSD.... SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 16 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA ........................................................................................ 17 1.2 OBJETIVOS .................................................................................................................... 19 1.2.1 OBJETIVO GERAL ..................................................................................................... 19 1.2.2 Objetivos Específicos .............................................................................................. 19 1.3 JUSTIFICATIVA E MOTIVAÇÃO................................................................................. 19 1.4 DELIMITAÇÃO E ESCOPO.......................................................................................... 20 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO .................................................................................... 21 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..................................................................................... 22 2.1 BLOCKCHAIN................................................................................................................. 22 2.1.1 Estrutura da Blockchain ......................................................................................... 24 2.2 SMART CONTRACTS................................................................................................... 30 2.3 PANORAMA HISTÓRICO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL ........................ 31 2.4 PROCESSOS ADMINISTRATIVOS EM IES ............................................................. 34 2.4.1 Diploma Digital .......................................................................................................... 35 2.4.2 Especificações técnica do diploma digital ........................................................ 37 2.5 CASES DE SUCESSO DA IMPLEMENTAÇÃO DA TECNOLOGIA BLOCKCHAIN EM IES...................................................................................................................... ..38 2.5.2 Blockcerts ................................................................................................................... 38 2.5.3 Mit Media Lab ............................................................................................................. 39 2.5.4 Estudo de Caso Universidade de Melbourne.................................................... 39 3. METODOLOGIA............................................................................................................... 41 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA.......................................................................... 41 3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .................................................................. 42 4. PROPOSTA ...................................................................................................................... 44 5. CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS................................................................ 50 REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 52 Luciane Paula Vital não estão todos os tópicos no sumário 16 1. INTRODUÇÃO A Revolução digital trouxe consigo diversas tecnologias disruptivas, como a Inteligência Artificial (IA), Cloud Computing, Machine Learning, Internet das Coisas e a Blockchain. Entre tais tecnologias abordaremos a tecnologia Blockchain, uma ferramenta tecnológica em crescente avanço desde o lançamento do Bitcoin. Trata-se de um banco de dados de registros, também chamado de ledger ou livro razão contábil público, que pode conter todas as transações ou eventos digitais que foram executados e compartilhados entre as partes participantes da rede, onde cada transação no livro razão público é verif icada por consenso da maioria dos participantes no sistema. Uma vez inseridas, as informações nunca podem ser apagadas. O blockchain contém um registro certo e verif icável de cada transação feita em sua rede (CROSBY, et.al, 2016). Sendo assim, por ser uma tecnologia descentralizada, possui um alto poder de segurança e confiabilidade, pois os dados não ficam centralizados e mantidos por um órgão centralizador, mas sim como se fossem vários órgãos só que de maneira descentralizada, onde que qualquer registro e alteração na rede todos são avisados. As transações realizadas através de uma rede blockchain são computacionalmente irreversíveis, uma vez executada, não pode ser desfeita, pois possui o caráter de imutabilidade (CORREA (2017). A emissão de diplomas acadêmicos é um processo fundamental para validar a conclusão de um curso superior ou técnico e garantir que o estudante tenha cumprido todos os requisitos exigidos pela instituição de ensino. Tradicionalmente, os diplomas são produzidos em formato físico, impressos em papel moeda, o que geralmente acarreta processos mais demorados e dispendiosos. Isso ocorre devido à necessidade de lidar com uma série de trâmites burocráticos e etapas administrativas que são requeridas para a emissão do diploma e torná-lo acessível ao graduando. O projeto-piloto concluiu que o certificado físico custa R$ 390,26 e a versão digital, R$ 85,15. Em 2018, as Universidades Federais formaram mais de 150 mil alunos. Só com este público, a economia estimada é de cerca de R$ 48 milhões/ano (MEC, 2019).Luciane Paula Vital salientar que são documentos arquivísticos que precisam ter o valor de prova preservado 17 Entretanto, como forma de reduzir o tempo de emissão, os custos e a burocracias dentro das IES, muitas instituições vem implementando em seus processos administrativos acadêmicos os chamados diplomas digitais, e vem tendo resultados, entre eles maior eficiência e agilidade em seus processos administrativos. Sabemos que ao mudar a forma tradicional em que são emitidos os diplomas acadêmicos, as instituições precisam se adaptar e se revolucionar seus processo, o que leva tempo para serem implementados, pois cada IES tem um sistema diferente, por isso até ter sua eficiência e segurança comprovadas podem ocorrer falhas ou até mesmo vazamentos e até possíveis tentativas de adulteração, por isso a importância de seguir as normas e padrões exigidos pelos órgãos responsáveis, mas só não seria o suficiente, pois se trata de um documento de grande importância. O desafio das IES em adotar o diploma digital já vem sendo em garantir a segurança das informações dos seus alunos, para isso precisam tomar todo tipo de precauções e estar atualizados constantemente com relação a implementações de novas tecnologias em seus processo e sistemas. Portanto, a tecnologia da Blockchain chegou para revolucionar os métodos de segurança tradicionais, incluindo a emissão e o registro de diplomas digitais, tornando o processo mais prático e seguro. Essa inovação garante a imutabilidade e a inviolabilidade, características intrínsecas à Blockchain. 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA Com o crescente aumento no número de matrículas de alunos no ensino superior, em universidades particulares, principalmente na educação a distância, mostrou-se necessário a utilização do diploma digital para solucionar o problema de falsificações e adulterações do Diploma Acadêmico. Segundo o Censo da Educação Superior de 2017 divulgado em setembro de 2018 (INEP, 2018), as IES matricularam na graduação cerca de 8,2 milhões de alunos em 35.380 cursos, sendo que 6,2 milhões foram matriculados por instituições privadas. No tocante aos alunos concluintes, temos cerca de 1,2 milhões no total, mas 950 mil nas instituições privadas. Com tantos alunos matriculados e concluintes, uma das preocupações das IES é relacionada à guarda e preservação do acervo acadêmico, haja visto que os documentos impressos estão sujeitos a 14 ação do tempo e o custo de arquivamento em guarda externa é expressivo. Não se pode deixar de relacionar os riscos 18 relacionados a questões climáticas, como por exemplo, enchentes ou até mesmo criminosos como incêndio e extravio de documentos no transporte, fatores que podem inviabilizar a emissão de segunda via de um diploma ou histórico escolar. Somado a isso o processo de obtenção do diploma tradicional pode ser muito lento, pois envolve uma demanda burocrática maior, o que pode acarretar diversos transtornos para os recém-formados que buscam uma vaga no disputado mercado de trabalho e necessitam apresentar o diploma para assumir algum cargo e para aprimorarem seus estudos. E com a criação e implantação do diploma digital, proporcionou mais segurança, praticidade e agilidade ao processo administrativo de emissão do diploma. Outro problema é a falsificação e adulteração de diplomas, sendo uma investigação do Ministério Público do ES que descobriu uma quadrilha que produzia diplomas de graduação e pós-graduação, onde foi identificado a compra por parte de 4 mil pessoas (FOLHA VITÓRIA, 2019). Um ponto importante para combater a falsidade de diplomas em universidades foi a criação do Diploma Digital em universidades públicas. O Ministério da Educação instituiu recentemente o Diploma Digital no âmbito das IES, públicas e privadas. A ideia é garantir que os diplomas não sejam mais falsif icados, permitindo que qualquer IES, agência de recrutamento, empresa, ou órgão governamental possam verif icar sua autenticidade e integridade através da internet. Para as IES, o diploma digital tem a perspectiva de reduzir os custos e os riscos com a guarda externa, além de facilitar e agilizar o processo de expedição e registro do documento, reduzindo a burocracia e o custo com a logística de transporte. Para os alunos, a alta disponibilidade e a validade jurídica dos documentos devem permitir que a representação visual do diploma seja compartilhada com facilidade e aceita por todos, agilizando o processo de contratação, participação em concurso público, a progressão de carreira e a matrícula em um curso de pós-graduação. (DUBROWSKY, 2019) A implementação do diploma digital em universidades públicas abriu um leque para estudos sobre a implantação do Diploma Digital na Blockchain, dessa forma as Instituições de ensino estarão mais adequadas e preparadas para lidarem com esta tecnologia em seus processos, sendo possível quebrar a certa barreira e resistência por parte dos servidores das Instituições de Ensino Superior. Sendo assim, o intuito deste trabalho não é discutir a eficiência com relação aos diplomas digitais e os possíveis problemas de segurança e transparência de 19 dados dos diplomas digitais emitidos pelas IES, mas sim desenvolver o estudo sobre como pode dar-se à utilização desses diplomas digitais e seu armazenamento na rede Blockchain. Por que usar a tecnologia Blockchain para armazenar diplomas acadêmicos é relevante e vantajoso em comparação aos métodos tradicionais, e como isso pode beneficiar instituições de ensino, empregadores, graduados e o ecossistema educacional? 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 OBJETIVO GERAL Propor um modelo de utilização da aplicação de contratos inteligentes para o registro de diplomas digitais na Blockchain. 1.2.2 Objetivos Específicos a) Apresentar como funciona o processo de registro e emissão de Diplomas Digitais; b) Basear estudos de caso já implementados da tecnologia Blockchain em IES para geração dos fluxogramas; c) Desenvolver um conjunto de fluxogramas abrangentes que representem o fluxo de processos envolvidos na emissão e verificação de diplomas digitais baseados em Blockchain. 1.3 JUSTIFICATIVA E MOTIVAÇÃO A justificativa para utilização desta tecnologia, refere-se ao fato de colocar uma camada extra de proteção dos dados do que é feito hoje em dia com os Diplomas Digitais, por meio da criptografia e certificação digital garantidas pelo ICP. A proposta de estudo sobre a salvaguarda desses diplomas na Blockchain se trata de trazer mais confidencialidade, segurança e transparência ao processo de salvaguarda dos documentos digitais. Visto que com isso irá proporcionar uma verificação e auditoria Luciane Paula Vital as suas justificativas para desenvolver a pesquisa nessa temática, para além da justificativa do uso da tecnologia blockchain Luciane Paula Vital em todos as universidades ou na UFSC? 20 desses Diplomas pelas autoridades competentes em verificar a integridade e autenticidade deles, sendo possível saber a data e hora do registro exato do registro dos diplomas na rede. Outro ponto importante trata-se da imutabilidade dos dados armazenados na rede Blockchain, pois uma vez armazenados não podem ser alterados. Aliado a isso, o seu alto poder computacional aliados a criptografia promovem uma resistência e impossibilitam qualquer tentativa de fraude ou adulteração. Também é possível ter um controle de acesso por parte de instituições, estudantes e empregadores, o que proporciona um sigilo maior, acesso seguro dos registros educacionais. Somado a isso, a tecnologia permite uma rastreabilidade e auditoria dos diplomas registrados na rede, e a ação indevida de qualquer tentativa de mudar o histórico de registro é detalhadamente documentada e registrada na Blockchain. E por último é uma tecnologia em ascensão que acompanha as tendências tecnológicas,sendo assim a sua adoção é mais do que recomendada para instituições de ensino que querem manter sua credibilidade, autenticidade e confiança perante seus docentes, estudantes, funcionários, empregadores e sociedade no geral. 1.4 DELIMITAÇÃO E ESCOPO O escopo deste trabalho está definido para abordar o processo de modelagem e resolução de desafios relacionados à guarda e acesso de diplomas em instituições de ensino superior (IES) através da integração com a tecnologia de Blockchain. Porém, vale destacar que o objetivo principal deste trabalho não compreende a etapa de prototipação, ou seja, o foco principal deste reside em modelar fluxogramas de processo atuais já empregados na emissão de diplomas digitais e estabelecer uma ligação desses processos atuais com a infraestrutura da rede blockchain. Esse vínculo será alcançado por meio do desenvolvimento e apresentação de fluxogramas que ilustrarão com precisão a interação entre os processos existentes e as características específicas da tecnologia Blockchain. O resultado desejado deste trabalho é a elaboração de um artefato que funcionará como um suporte fundamental para a etapa subsequente do desenvolvimento de software. 21 Este artefato será projetado com a finalidade de enriquecer e facilitar o processo de criação do software, que será implementado em fases posteriores. 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO A Introdução do trabalho traz uma abordagem sobre a tecnologia disruptiva e descentralizada Blockchain, adentrando em como é feito o processo de emissão de diplomas atualmente. Em seguida os objetivos gerais e específicos. O problema de Pesquisa se refere aos desafios e problemas da emissão de diplomas tanto físicos como digitais e como desafio maior de implementar na rede Blockchain. A Fundamentação Teórica irá abordar o que a tecnologia Blockchain onde ela surgiu, como funciona, seus termos técnicos, o papel dos mineradores, a segurança Blockchain, a rede Peer-to-Peer, a Criptografia, tanto a assimétrica quanto a simétrica, além do algoritmo de Consenso e os tipos de Blockchain. Depois será abordado o panorama histórico da educação superior os tipos de terminologias da educação superior como as Universidades, Faculdades, Centros de Educação Superior e Institutos Superiores de Educação. Em seguida, será abordado os processos administrativos em instituições de ensino superior, Diploma Digital, Especificações técnicas do Diploma Digital, Cases de sucesso da Aplicação da Tecnologia Blockchain em IES. Nos itens seguintes será explanado a metodologia do trabalho, a caracterização de pesquisa e, os procedimentos metodológicos e finalmente a proposta deste trabalho que é o cerne deste trabalho. E por último na etapa de conclusão deste trabalho será apresentado os resultados alcançados e esperados com a pesquisa e as suas contribuições finais e as projeções para trabalhos futuros. 22 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 BLOCKCHAIN Seu surgimento ocorreu juntamente com a popularização da criptomoeda Bitcoin, que revolucionou os métodos de pagamento. Com seu grande êxito na área financeira, percebeu-se que essa tecnologia tinha aplicações potenciais em diversos outros setores. De acordo com Lamounier (2018), a tecnologia Blockchain foi criada em 1991 por dois cientistas da computação chamados Stuart Haber e W. Scott Stornetta visando proteger documentos online e garantir que as datas dos documentos digitais não fossem alteradas. Como eram armazenados em blocos e criptografados, não corriam risco de serem modificados o que garantia sua segurança e inviolabilidade. Desde então, o conceito evoluiu e foi ampliado, permitindo não apenas o armazenamento seguro e imutável de documentos, mas também a realização de transações confiáveis e totalmente descentralizadas. O sistema de Prova de trabalho reutilizável ou em inglês (RPoW - Reusable Proof of Work) foi inventado por Finey II. Sua função era criar conexões peer-to-peer, para que houvesse conexões diretas entre as pessoas para transferir tokens por meio do uso de criptografia. Além de ser um defensor e pioneiro nos estudos sobre o uso da criptografia para proteção, privacidade e descentralização dos dados na era atual. Em 2008 Satoshi Nakamoto o pseudônimo dado ao anônimo criador do Bitcoin, lançou o famoso artigo chamado de Whitepaper do Bitcoin com o seguinte título Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System em que explica de forma aprofundada e técnica o funcionamento e a arquitetura da Blockchain, que só seria lançado oficialmente em código aberto em 2009 (LAMOUNIER, 2018). Nakamoto foi a primeira pessoa que minerou os primeiros bitcoins. Embora Nakamoto tenha desaparecido dos fóruns, artigos e contribuições públicas em 2011, a comunidade continuou a desenvolver e promover o Bitcoin. A ausência do criador não impediu o avanço da criptomoeda, que se tornou um ativo mercantilizado e objeto de estudo e inovação contínua. A comunidade de cientistas, programadores e pesquisadores Luciane Paula Vital sugiro ir direto para o título 'blockchain' 23 trabalhou incansavelmente para resolver diversos desafios e aprimorar o código do Bitcoin mesmo depois da saída do criador em que “passou o bastão” da sua criação. O Blockchain é um conjunto de dados enorme e codif icado em todo o mundo que atende aos requisitos para descentralização e segurança dos ciclos normais de pessoas e organizações em geral, terminando a sindicação ou monopólio de dados pelos elementos que os trataram. Nisso tipo e arranjo fenomenal e geral, um grupo de registros individuais chamados "blocos" estão unidos em uma “cadeia” que não pode ser alterada, sendo aprovados por diferentes PCs através do Internet. Um livro de registros enorme, descentralizado, codif icado e aberto onde diferentes especialistas controlam a veracidade das informações e garantem sua idoneidade moral foram discutidos. Sua utilização incorpora a troca de formas criptográf icas de dinheiro, programação descentralizada e inscrição de cobranças e um longo histórico de trocas, tudo sendo igual. (Gomes, 2021). Segundo Tapscott (2016), a Blockchain é uma estrutura de dados distribuída e descentralizada, composta por blocos que contêm registros de transações. Esses blocos são interligados por meio de criptografia, formando uma cadeia imutável de informações. Nakamoto garantiu que todos os integrantes da rede tivessem acesso não fossem reguladores ou chamados intermediários da rede, também garantia que a rede fosse altamente resistente e protegida contra qualquer tipo de fraude e adulteração. Figura 1 - Funcionamento da Rede Blockchain Fonte: Elaboração do autor (2023). Luciane Paula Vital faltou seta da última figura da 1ª linha para a primeira figura da 2ª linha, mostrando o fluxo 24 A seguir, apresentamos os conceitos fundamentais da tecnologia Blockchain, conforme descritos por Chicarino apud Morais et al. (2017): ● Transações: conjunto de dados armazenados em cada bloco, reenviados aos demais nós para que todos na rede possuam o mesmo conteúdo; transações em um bloco tornam-se públicas e imutáveis após validação e inclusão na cadeia. ● Hash do cabeçalho: número que identifica o bloco na cadeia, gerado após validação de todas as transações no bloco; incluído no bloco posterior para garantir o encadeamento dos blocos. ● Hash do bloco anterior: armazenado no cabeçalho de cada bloco para permitir o encadeamento sucessivo dos blocos, desde o bloco gênesis, que tem o campo hash do bloco anterior preenchido com zero. ● Nonce: variável utilizada para alterar o resultado gerado pelo cabeçalho, provando que um bloco foi validado e atende aos critérios estabelecidos pela rede. ● Altura do bloco: diferença entre a posição de um bloco e o blocogênesis da cadeia; os blocos são incluídos na cadeia de forma sequencial. ● Timestamp: data e hora exata da criação de cada bloco, armazenado junto a ele. 2.1.1 Estrutura da Blockchain 2.1.4.1 Rede Peer-to-Peer A rede Ponto a Ponto é uma rede que não necessita de intermediadores ou de um órgão central (controlador) pois as tarefas da rede são distribuídas com os (nós) que são os pontos da rede, que obtém uma cópia do arquivo criptografado e caso haja alguma alteração todos são avisados e podem verificar a autenticidade. Segundo Miguel (2017), essa tecnologia se tornou popular para esses fins, principalmente porque suporta muitos usuários (Peers) e requer um baixo custo operacional em comparação com outras opções, como o modelo tradicional baseado em cliente-servidor. Dentro da Rede Ponto-a-Ponto temos a criptografia que que nada mais é a codificação de uma informação em caracteres alfanu méricos de forma Luciane Paula Vital numeração está incorreta, seria: 2.1.1.1 Luciane Paula Vital título sem texto não tem necessidade de existir. Sugestão: inclua um parágrafo dizendo que a estrutura do blockchain é divididade em X partes: X, Y e Z e que serão tratadas a seguir. 25 aleatória, em que o emissor criptografa a mensagem e o receptor descriptografa. Dessa forma definimos essas duas formas de criptografia de Simétrica e Assimétrica. 2.1.4.2 Criptografia A palavra criptografia deriva de palavras gregas e significa “escrita secreta”. Sua função é transformar um texto normal em um texto aleatório que não tenha aparência de texto. Então este ato de transformar dados legíveis em dados ilegíveis chamamos de cifragem, com o objetivo de garantir que apenas as pessoas autorizadas tenham acesso a mensagem. E quando realizamos o processo contrário chamamos de decifragem, em que é feita a codificação da mensagem e para isso precisamos de chaves para termos acesso. (STALLINGS, 2014). Sendo assim temos duas formas de criptografia: a Criptografia Simétrica e Assimétrica. 2.1.4.3 Criptografia Simétrica Considerado um modelo que utiliza apenas uma chave que assume função tanto de cifrar, quanto de decifrar uma mensagem. A Cifra Simétrica (ou convencional) é a forma de criptografar, onde se utiliza somente uma chave de segurança, tanto para a cifração, quanto para a decifração de uma mensagem. Umas das cifras mais utilizadas é a Data Encription Standart (DES) (SATALLINGS, 2015). Um dos grandes problemas da criptografia simétrica é, o uso da mesma chave tanto para criptografar quanto para descriptografar, o que pode comprometer a segurança, por isso a importância do compartilhamento em um local seguro e confiável. Luciane Paula Vital como é um tipo de criptografia, sugiro não numerar, colocar a) e b) assim o sumário não fica tão extenso Luciane Paula Vital 2.1.1.2 Luciane Paula Vital ICP Brasil e certificação digital 26 Figura 2 - Processo de encriptação e decriptação da criptografia simétrica. Fonte: Elaboração do autor (2023). 2.1.4.4 Criptografia Assimétrica A criptografia assimétrica ou mais conhecida como chave pública, possui duas chaves, uma chave pública e outra privada. O benéfico desse método de processamento criptográfico, é não ter a necessidade de compartilhar a chave privada com ninguém, dessa forma não corresse o risco de ter sua mensagem invadida. Entretando esse processo costuma ser mais demorado do que o convencional o que pode ser um problema em determinadas situações (BURNETT, 2002). Figura 3 - Funcionamento da Criptografia Assimétrica Fonte: Elaboração do autor (2023). 27 2.1.4.5 Mineradores O processo de mineração envolve uma gama de cálculos matemáticos complexos que só podem ser resolvidos por computadores potentes que irão fazer milhares de cálculos matemáticas até encontrar o hash correspondente. Por se tratar de tecnologia descentralizada, a alteração de um bloco por parte de um minerador deve ser confirmada pelos demais, em toda a rede. A mineração é responsável pela validação das transações recém realizadas na rede Blockchain, que são agrupadas em blocos. Cada bloco é validado pelo minerador da rede (NAKAMOTO, 2008). Quanto maior for o número de mineradores na rede interligando pontos entre eles, maior será a segurança e o processamento da rede, dessa forma garante uma maior segurança, pois aumenta a descentralização. 2.1.4.6 Segurança da Blockchain A segurança das transações ocorridas na rede se deve ao fato do poder computacional empregado pelos seus “nós” ou chamados mineradores da rede que utilizam do seu poder computacional em sinergia em busca de resolver algoritmos matemáticos complexos da criptografia e encontrar uma solução em que são testadas milhões de soluções até que uma delas seja identificada como a correta. Esse método, conhecido como prova de trabalho, é uma das maneiras utilizadas para validar a integridade do Blockchain. Graças à função hash com sua criptografia inviolável, mesmo se houver um registro incorreto de uma transação, a sua adulteração ou fraude é impedida. A função hash atua como uma camada de segurança impenetrável, garantindo a integridade e a imutabilidade dos dados registrados no Blockchain. Dessa forma, o sistema complexo e altamente seguro do Blockchain assegura a confiabilidade das transações, proporcionando um ambiente confiável e resistente a ameaças. 28 2.1.4.7 Consenso O Algoritmo de consenso é um mecanismo acordado mutuamente entre as partes, que envolve todos os envolvidos em busca de algo validado, porém nem todos precisam estar de comum acordo para que ocorra o consenso, bastando a penas o aval da maioria, e ocorre entre os nós (pontos) da rede. (BRAGA et. al. apud BASHIR, 2017). O mecanismo de consenso é um algoritmo implementado com o objetivo de impedir que as Blockchains divirjam e criem bifurcações. Ou seja, o mecanismo de consenso evita que os nós da rede contenham Blockchains diferentes entre si e são usados para a validação dos dados antes da inserção na Blockchain (CHRISTIDIS; DEVETSIKIOTIS, 2016). Os principais algoritmo os de consenso são Proof of Work (PoW) ou Prova de trabalho, o algoritmo Proof of Stake (PoS) ou Prova de Participação e PoET ou Prova de tempo decorrido e o algoritmo de Tolerância Delegada de Faltas Bizantinas. 2.1.4.8 Tipos de Blockchain ● Blockchain Público: É o tipo de Blockchain mais utilizado, por ser público, transparente e acessível por todos os membros da rede. Um ponto negativo é que os membros não se conhecem entre si, então a relação de confiança entre eles diminui relativamente. ● Blockchain Privado: Como é um padrão de tecnologia contrária ao público, é caracterizado como centralizado. Dessa forma, é bastante indicado para empresas que possuem processos e informações sigilosas e querem ter um padrão de acesso seguro, rápido e eficiente. Como modelo de governança é excelente pois é possível ter um controle de todos os processos e informações, e possui a vantagem de todos os membros conhecerem o cometa confiabilidade da rede, o que ajuda a reduzir tempo de operação ao passar por análises e monitoramento. ● Blockchain Consórcio: O Blockchain de Consórcio ou Federado foi criado com o intuito de ser descentralizado, transparente e seguro, mas de certa forma ter um controle de acesso. Ou seja, podem determinar quais 29 informações estarão disponíveis para membros da organização ou para o público. Tabela 1 - Comparativo da Blockchain Privada versus a pública Blockchain Privada Blockchain Pública Velocidade Mais rápidos e escaláveis. Existência de participantes autorizados resulta em tempos significativamente menores na obtenção de um consenso. Mais lento, poiso consenso sobre o estado das transações leva muito mais tempo. Há limites na quantidade de informações por bloco. Segurança Maior propensão a manipulação. A credibilidade da rede depende da credibilidade de nós autorizados. Atores externos precisam confiar sem ter o controle sobre o processo de verificação. Transações são publicamente, transparentes e imutáveis. Dados não podem ser adulterados e alterados. Com mais um nó na rede é mais difícil para um ator mal- intencionado atacar a rede. Privacidade Facilidade para restringir o acesso a dados ou a determinadas funções. Dificuldade para manter os dados em sigilo, pois todos os dados relacionados e transações estão em aberto para serem verificadas pelo público. Centralização/Descentralização Centralizada Descentralizada Consumo de Energia Menor Consumo Maior consumo. O algoritmo POW consome grande quantidade de recursos elétricos para funcionar, levantando 30 preocupações com o meio ambiente. Fonte: (DUBROWSKY adaptado de Zainuddin, 2019) 2.2 SMART CONTRACTS Segundo Bashir (2017) apud Munareto, os Smart Contracts ou Contratos Inteligentes são contratos construídos por códigos computacionais no qual são gerados códigos em que são pré-estabelecidos se obedecidas as condições para a execução do contrato/acordo entre as partes forem obedecidas, as cláusulas do contrato, ele executa o contrato e firma o acordo, de forma que será aceito ou negado o acordo automaticamente. O conceito de “contratos inteligentes” tornou-se popular em 1996 após a publicação do artigo “Smart Contracts: Building Blocks for Digital Markets” (SZABO, 1996), na revista Extropy, de autoria do jurista e criptógrafo Nick Szabo, um dos supostos criadores do bitcoin. Filho de país húngaros, que fugiram do regime soviético na Hungria do pós-guerra e migraram para os Estados Unidos da América, Szabo f requentou as reuniões do grupo “Cypherpunk” que, na época, reunia criptógrafos, programadores e ativistas da privacidade na Califórnia dos anos 1990(MANTENELLI, 2019, pg. 39). O ponto de partida dos contratos inteligentes se deu quando Nick Szabo idealizou um sistema de máquinas de vendas automáticas, em que se tratava da entrega do produto de forma automatizada, após o pagamento do dinheiro na máquina, sem intermediários, usando apenas códigos e fórmulas matemáticas e algoritmos para que o contrato inteligente funcionasse. (DIVINO, 2018, p. 2782) Luciane Paula Vital sugiro nome em português 31 Figura 4 - Ciclo de execução de um contrato inteligente Fonte: Elaboração do autor (2023). Dessa forma, graças à sua natureza autoexecutável e programável, os contratos inteligentes demonstram sua eficiência quando confrontados com circunstâncias inesperadas. Por exemplo, diante de situações como a falta de pagamento ou o descumprimento de alguma cláusula contratual, esses contratos podem tomar medidas alternativas dentro de seu fluxo. 2.3 PANORAMA HISTÓRICO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL No período Colonial Brasileiro, a educação superior no século XVII era dirigida por jesuítas. Porém, continham apenas cursos de Filosofia e Teologia, sendo 32 apenas no século XVIII ofertas de cursos para áreas de formação de profissionais liberais. (CUNHA, 2011). A criação da universidade no Brasil se desenvolveu por meio de quatro períodos materializados na história do ensino superior, a saber: Primeiro período foi o da colônia, iniciando-se em 1572, data da criação do curso de artes e teologia do colégio de Jesuítas da Bahia, considerado o primeiro curso superior no Brasil, e que se estendeu até 1808; O segundo período foi o do império, que se iniciou, de fato, quando o Brasil ainda era colônia, estendendo-se até 1889, com a queda da monarquia; o terceiro período, o da república oligárquica, teve início com o governo provisório de Deodoro e terminou com a instalação do governo de Vargas, em 1930; Já o quarto período, na era Vargas, começou com a revolução de 1930 e f indou com a deposição do ditador, em 1945. (RODRIGUES, 2011, p. 45). Nas décadas de 1930 a 1940 foi o período de reestruturação das universidades públicas juntamente com as escolas de educação superior. A partir da década de 1940 as instituições superiores cresceram nos principais centros do país, lideradas por figuras influentes e importantes como intelectuais e políticos. Depois, o terceiro período foi marcado pelo crescimento das universidades privadas e aumento das universidades estaduais (MENEZES, 2000). Na década de 1970 ocorreu o que se chama de “Milagre Econômico” que proporcionou vantagens a classe média, foi aumentada a verba de recurso para a educação superior, sendo nesse mesmo período entre 1965 e 1970 que o ensino cresceu de maneira surpreendente, o que demandou a criação de outras instituições para a atender a demanda de novos egressos. Entretanto em 1980, foi um período marcado pela desaceleração do ensino, tendo como principal causa a grave crise econômica e a alta da inflação ocorrida no setor. O que permitiu a ampliação e fortalecimentos de IES foi a fusão e incorporação com outros estabelecimentos de ensino menores que se transformaram em universidades. No período de 1975 a 1985, foi determinante para a expansão das IES denominadas de federações e faculdades integradas, diferente das universidades que mantiveram seu crescimento bem estável. Durham (2005) A década de 1990 foi um marco para a educação superior privada, pois incluiu empresas de capital aberto, listadas na B3 Bolsa de Valores, o que permitiu grandes aportes e investimento nessas IES, permitindo aumentar sua relevância e atuação em todo o território nacional. Luciane Paula Vital é bom frisar que universidades públicas 33 As companhias de direito privado com capital aberto e listadas em bolsa que operam no setor privado brasileiro de educação constituem os chamados grupos educacionais. Tais grupos possuem várias mantenedoras que, por sua vez, podem possuir uma ou mais mantidas, as instituições de educação superior, também conhecidas como IES. (CALEFFI E MATHIAS, 2017, p. 13). Em 1996 a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que estabelece e define as bases da educação nacional, modificou e transformou a educação superior no país separando as IES em 5 terminologias: 1) Universidades: Que são um conglomerado de faculdades e são destinadas às atividades de pesquisa, extensão e a especialização científica e profissional. 2) Faculdades: São mais focadas em produção de ensino em determinada área, sem ter a obrigação de concentrar esforços em pesquisa e extensão. 3) Centros de educação tecnológica: Possuem a característica de concentrar apenas em uma área de ensino. 4) Institutos Superiores de Educação: Os Institutos Superiores de Educação são os responsáveis pela formação dos (magistrados) professores da educação básica. O ensino superior se divide em Público e Privado. Sendo: O setor público se refere às instituições de ensino superior Federais, Estaduais e Municipais. O setor privado é composto por grandes grupos educacionais de capital aberto como: Instituições de ensino Filantrópicas ou comunitárias e instituições independentes, sem filantropia, mas que não possuem fins lucrativos. Entre as instituições que oferecem ensino superior no Brasil há diferenças marcantes. As IES públicas contam com 26,4% das matrículas, enquanto o setor privado absorve 73,6% dos estudantes de graduação nos diferentes tipos de IES. Em 2001 havia 1.391 IES, das quais 156 eram universidades e 1.235 eram instituições não universitárias. Atualmente o Brasil contacom 2.416 IES. Destas, apenas 304 são públicas; as 2.112 restantes são privadas (85,6%). Do total de IES, 193 são universidades, sendo 55,9% públicas; 139 são centros universitários; 2.044 são faculdades, a grande maioria privadas (92,1% das IES são não universitárias). Além destas, há quarenta institutos tecnológicos, todos públicos. Do total de 2.112 IES privadas, 40% já se declararam com fins lucrativos. Destas, 36 instituições possuem capital aberto na bolsa de valores (Sampaio, 2011). Luciane Paula Vital é importante apresentar dados mais atualizados, 2011 são 12 anos houveram mudanças Luciane Paula Vital finalizar esse capítulo com um parágrafo de escrita sua, não citação. Sugiro que comente a pandemia e a adequação das universidades ao ensino remoto e expansão da modalidade EAD 34 2.4 PROCESSOS ADMINISTRATIVOS EM IES Os processos administrativos em IES possuem um grau de importância pois suas atividades envolvem processos necessários para que atividades acadêmicas tenham bom funcionamento de uma instituição de ensino superior (IES), dentre os processos se destacam o processo de criação da matrícula, do registro acadêmico, grade de disciplinas e principalmente da emissão dos diplomas. Mas para garantirem a qualidade, eficiência e segurança dos seus processos é de grande importância o cumprimento de normas e regulamentos estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Sendo assim serão abordados nos próximos tópicos especificamente sobre o processo de acadêmico de emissão do diploma mais especificamente da última etapa dos processos acadêmicos, a emissão do diploma. De acordo com o MEC, mais de 1 milhão de alunos do ensino superior se formam em todo o Brasil a cada ano, sendo que em 2018 foram cerca de 1,2 milhão de estudantes graduados (MEC (2019). Alguns deles vão para outros países e instituições para continuar os estudos e outros entrarão em um emprego. Os certif icados que os alunos recebem após conclusão de um curso comprovam sua formação e desempenho, tornando os mesmos uma referência importante para a entrada em outras instituições ou novos trabalhos (CHENG, 2018). Credenciais acadêmicas são fundamentais para demonstrar conquistas educacionais, mas o problema persistente de certificados falsificados ameaça à integridade do sistema, dessa forma, empresas estão buscando melhorar métodos de verificação para proteger a credibilidade das instituições de ensino e dos indivíduos. As credenciais acadêmicas são ativos importantes para um indivíduo, pois elas fornecem uma identif icação acadêmica de uma pessoa. Certif icados falsif icados são um problema que as instituições enfrentam diariamente. Algumas empresas estudam uma forma de melhorar os mecanismos de verif icação da legitimidade desses documentos. (Kanan et al., (2019). O certificado é o que garante e credencia o aluno para se tornar especialista na sua área, devido a sua importância e vantagem competitiva em termos de mercado de trabalho, ocorrem diversas fraudes em que mandam fazer diplomas para certificar uma pessoa sua capacidade, dessa forma, com o intuito de evitar fraudes e garantir e Luciane Paula Vital reescrever a frase, está confusa 35 dar mais credibilidade ao processo de emissão do diploma e com isso pode proporcionar a empresas candidatos competentes, capacitados, para passarem por análises curriculares e entrevistas de emprego, trazendo mais confiabilidade para o processo. O cenário ideal para instituições educacionais é fornecer ao aluno um registro público persistente, protegido contra alterações ou perda de seus registros particulares. A Universidade de Nicósia foi a primeira instituição de ensino superior a emitir certif icados acadêmicos cujos autenticidade pode ser verif icada através da Blockchain Bitcoin (SHARPLES; DOMINGUE, 2016). O Blockchain vem como uma solução para garantir a legitimidade dos Diplomas Acadêmicos Digitais, pois proporciona uma mais segurança, transparência, evita falsificações e extravios, pois se torna algo imutável ao se registrar na rede Blockchain. Sendo assim, serão abordadas as etapas necessárias para a emissão do diploma acadêmico em IES. 2.4.1 Diploma Digital É sabido que por meio do Art. 1º da portaria 330 do Ministério da Educação que entrou em vigor em abril de 2018, instituiu através do Diário Oficial da União o Diploma Digital. E dessa forma, todas as instituições públicas, devem aderir ao registro do Diploma em formato Digital, conforme estabelecido pelo MEC (UFSC, 2018). § 2º A emissão do Diploma Digital f ica restrita às instituições que dispõem da prerrogativa para emissão e registro de diploma conforme os arts. 48, § 1o; 53, inciso VI; e 54, § 2o, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e de acordo com o Decreto no9.235, de 15 de dezembro de 2017, e a Resolução CNE/CES nº 12, de 13 de dezembro de 2007(UFSC, 2018). Dentre as Instituições de Ensino Superior (IES) que possuem autorização legal para emissão e o registro de diplomas estão habilitadas a adotar o formato de diploma digital, somente as Instituições Superiores de Ensino Federal, possuem essa autorização do MEC. Portanto, a emissão de diplomas digitais é restrita a esse grupo seleto de IES, que demonstram a capacidade legal e técnica para assegurar a autenticidade e validade dos documentos acadêmicos no formato digital. 36 Art. 2º A adoção do meio digital para expedição de diplomas e documentos acadêmicos deverá atender às diretrizes de certif icação digital do padrão da Inf raestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, disciplinado em lei, normatizado e f ixado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação - ITI, para garantir autenticidade, integridade, conf iabilidade, disponibilidade, rastreabilidade e validade jurídica e nacional dos documentos emitidos (UFSC, 2018). Abaixo das Figuras 5 e 6 é possível visualizar como ocorre o processo de emissão e registro do diploma digital na UFSC, é possível notar os departamentos pelos quais passa e pelo carimbo de assinaturas digitais com garantidas pelo ICP- Brasil até chegar na sua publicação e distribuição em formato digital e impresso em RVDD. Figura 5 - Imagem Ilustrativa da frente do Diploma Digital da UFSC Fonte: (DIPLOMAS UFSC). Luciane Paula Vital não está demonstrado o processo, mas os elementos que compõem o documento, a tipologia documental 'diploma' Luciane Paula Vital não há nada abaixo das figuras Luciane Paula Vital extenso Luciane Paula Vital por extenso 37 Figura 6 - Imagem Ilustrativa do verso do Diploma Digital da UFSC Fonte: DIPLOMAS UFSC. 2.4.2 Especificações técnica do diploma digital O Diploma Digital é uma inovação respaldada pela norma Técnica nº 13/2019/DIFES/SESU/SESU, que define suas diretrizes. Este diploma adota boas práticas e uma arquitetura baseada em XML, com sintaxe XML e descrição dos Schemas XSD, garantindo assim uma estrutura digital sólida e padronizada. Sua validade jurídica é assegurada pela certificação digital e pelo carimbo de tempo, tornando-o legalmente reconhecido. O diploma é assinado digitalmente, reforçando sua autenticidade e integridade. Vale ressaltar que a representação visual do diploma, embora oferecida aos formandos, não possui a mesma validade legal do diploma em formato XML. Para tornar o acesso mais conveniente, as universidades devem disponibilizar mecanismos Luciane Paula Vital quando trata da criptografia, acima, falar do que é certificação digital Luciane Paula Vital sugiro que chame 'tipo documental' 38 como o QR Code, bem como sistemas para verificar a validade do diploma digital. Em conjunto com a certificação digital e o carimbo de tempo da ICP-Brasil, essas medidas garantem a integridade,autenticidade e segurança do diploma digital, modernizando e simplificando o processo de emissão e validação de diplomas acadêmicos. 2.5 CASES DE SUCESSO DA IMPLEMENTAÇÃO DA TECNOLOGIA BLOCKCHAIN EM IES A aplicação da tecnologia Blockchain vem tendo cada vez mais destaque por oferecer a solução para diversos problemas das IES. Pensando mais especificamente para o registro e emissão de diplomas, tende a garantir a segurança e autenticidade do processo. Ainda mais sabendo da importância que os diplomas oferecem de garantir a atribuição e adequação do estudante formado, servindo como um meio que totalização dos requisitos vencidos, atribuindo mérito ao aluno formado, proporcionando brigar por vagas de trabalhos condizentes com a profissão e podendo ser chamado por recrutadores. Dentre as vantagens do diploma digital frente ao físico e a dificuldade de falsificação e a manutenção de várias cópias na rede, o que preserva e mantém seguro garantindo sua autenticidade (GRECH E CAMILLERI, 2017). 2.5.2 Blockcerts Entre as aplicações desenvolvidas e aplicadas, se destaca a Blockcerts, desenvolvida pelo MIT Massachusetts Institute of Technology que contou com a colaboração do Media Lab e o Learning Machine. A Blockcerts é uma tecnologia desenvolvida em código aberto que visa permitir a criação, visualização e emissão. Como são criptografados e assinados, mantém sua segurança. Em 2017, através de um projeto piloto, 111 graduandos receberam do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) seus diplomas através de um aplicativo desenvolvido com a tecnologia Blockchain. O aplicativo Blockcerts Wallet foi desenvolvido para que os alunos pudessem ter acesso fácil e seguro aos diplomas, além de poderem compartilhar com possíveis empregadores (JONES, 2017 apud FERNANDES e LIMA, 2020). Luciane Paula Vital numeração incorreta, seria: 2.5.1 Luciane Paula Vital também não é explicado 39 É uma plataforma completa capaz de criar, compartilhar, visualizar e verificar certificados utilizando a Blockchain. A meta da plataforma é permitir aos usuários obter a propriedade de seus certificados, e os tornar aptos a compartilhar seus documentos de forma instantânea, sem necessitar de nenhuma entidade intermediadora para garantir sua autenticidade (BLOCKCERTS, 2019). 2.5.3 Mit Media Lab No ano de 2015, a conceituada Universidade Massachusetts Institute of Technology (MIT) e seu proeminente departamento de pesquisa, o MIT Media Lab, uniram suas forças ao projeto de aprimoramento da plataforma Blockcerts. Simultaneamente, durante essa colaboração, empreenderam um estudo minucioso sobre a implementação da tecnologia Blockchain dentro dos domínios universitários. Ao longo desse processo de investigação, o MIT chegou a uma revelação significativa: a adoção da Blockchain proporciona um grau substancial de controle sobre os diplomas, reduzindo drasticamente a dependência de intermediários para efetuar verificações, bem como a necessidade de designar pessoal para o armazenamento e validação dos certificados. Essa constatação não apenas abriu novas perspectivas para a emissão de diplomas, mas também destacou os benefícios da tecnologia Blockchain para otimizar os processos acadêmicos e administrativos (SCHMIDT, 2015, tradução nossa). Em 2017 o Mit Media Lab desenvolveu um protótipo teste para aplicações em dois de seus cursos de graduação justamente para obter retorno de seus alunos sobre o uso da tecnologia, para então dessa forma implementar em larga escala. 2.5.4 Estudo de Caso Universidade de Melbourne A Universidade de Melbourne, uma instituição de renome na Austrália, ganhou reconhecimento em todo o país ao implementar a tecnologia Blockchain para a gestão das credenciais acadêmicas de seus alunos. O uso desse sistema inovador trouxe consigo uma série de benefícios significativos como a sua característica serem imutáveis e praticamente invioláveis. Sendo assim, a característica de imutabilidade 40 da tecnologia garante que os registros permaneçam intocados e autênticos ao longo do tempo. Esse recurso é fundamental para a validade e confiabilidade das credenciais acadêmicas dos alunos. A proteção dos dados é uma preocupação central em um ambiente onde informações pessoais e acadêmicas são altamente sensíveis. Sabendo disso a universidade de Melbourne prezou de forma especial pala segurança e proteção de dados sensíveis de seus acadêmicos, e o Blockchain tornou isso possível, pois com sua e tecnologia descentralizada permitiu reduzir de forma drástica qualquer tipo de invasão, adulteração e fraude de dados acadêmicos, e por sua característica imutável e transparente fez com que qualquer forma de manipulação fosse altamente detectável, garantindo assim a confiança tanto dos alunos quanto de empregadores e instituições e outras partes interessadas nas qualificações dos graduados da Universidade de Melbourne. 41 3. METODOLOGIA 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA O presente capítulo tem como foco principal apresentar a caracterização da pesquisa, ou seja, trazer uma visão geral dos elementos metodológicos que compõe esse estudo. Dentre os que serão abordados destacam-se a Filosofia Pragmática, a finalidade da pesquisa, o objetivo da pesquisa mista (Descritiva e Aplicada), abordagem metodológica utilizada e os procedimentos utilizados. Quadro 1 - Aspectos metodológicos da pesquisa CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAR PESQUISAS CIENTÍFICAS CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DA PESQUISA Filosofia Pragmática Finalidade Aplicada Objetivo Mista (Exploratória e Aplicada) Abordagem Elaboração de fluxograma Procedimentos Utilizados Bibliográfico Documental Fonte: Elaboração do autor (2023). Conforme John Dewey a pesquisa pragmática deve ser voltada para questões e situações reais do dia a dia, e com o intuito de tornar a vida das pessoas melhor. Outro ponto que deve ser abordado é trazer dados relevantes e propor soluções para práticas para esses problemas. Além disso, Dewey enfatiza a utilizar o pensamento crítico na pesquisa por parte dos pesquisadores, e que a teoria deveria ser julgada com bases em resultados práticos. A caracterização mista envolve a utilização de duas pesquisas concomitantemente. Através dessa combinação é possível trazer algo mais completo Luciane Paula Vital elaboração de fluxograma é técnica, não abordagem 42 e aprofundado e com maior riqueza de dados sobre a área de pesquisa. A pesquisa exploratória que propõe construir hipóteses trazer familiaridades com o objeto de estudo. Pode ter entrevistas, pesquisas bibliográficas e estudos de caso (GIL, 1991). Conforme mencionada por Cristiane (2014), a pesquisa aplicada auxilia na resolução de problemas por meio de teoria bem conhecidos. Diferentemente da pesquisa puramente teórica, a pesquisa aplicada tem um enfoque mais voltado para a prática e voltado para resolução de problemas reais. Entre as pesquisas que fazem parte de sua composição se destacam-se a pesquisa experimental, estudos de caso individuais ou específicos e a pesquisa interdisciplinar. De acordo Gil (1991), a pesquisa bibliográfica é uma abordagem que é elaborada com material já publicado e análise de documentos já elaborados, dentre os quais são: livros, periódicos, artigos científicos e outros materiais. O enfoque principal dessa metodologia é explorar por meio da revisão e análise de documentos e trazer uma explicação de um problema de pesquisa com base em referências teóricas existentes. Dessa forma obtém uma visão aprofundado do tema de pesquisa em questão e consegue trazer informações ricas e vastas sobre o assunto abordado. Conforme Gil (1991), a pesquisa documental analisa documentos primários que não foramainda tratados e analisados, sua utilidade é trazer dados relevantes para pesquisadores em analisar documentos, que são considerados como fonte primária, e abrangem uma gama de documentos entre eles manuais, relatórios, normas técnicas entre outros. 3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A pesquisa adotará uma abordagem mista, integrando revisão bibliográfica, estudo de casos e desenvolvimento prático de fluxogramas. A metodologia será composta pelas seguintes etapas: Revisão Bibliográfica: Será realizada uma revisão bibliográfica ampla e aprofundada abrangendo as áreas de tecnologia Blockchain, diplomas digitais e estudos de casos relevantes. Isso permitirá uma compreensão sólida do estado atual da pesquisa e das melhores práticas em nosso campo de estudo. Luciane Paula Vital trazer os estudos de caso como resultados (estão antes da metodologia) 43 Estudo de Casos: Realizaremos uma análise abrangente de implementações bem-sucedidas de registros acadêmicos em Blockchain. Este estudo de casos identificará casos exemplares, destacando lições aprendidas, desafios enfrentados e as melhores práticas adotadas. Os casos selecionados serão representativos de diversas instituições educacionais e contextos. Desenvolvimento de Fluxogramas: Prosseguiremos com o desenvolvimento detalhado de fluxogramas que representem o processo de inclusão de diplomas digitais na tecnologia Blockchain. Esses fluxogramas serão criados com base na análise da literatura e nos insights obtidos nos estudos de casos. Cada etapa do processo será cuidadosamente mapeada, incluindo a emissão, verificação e armazenamento de diplomas digitais na Blockchain. 44 4. PROPOSTA O objetivo primordial da pesquisa proposta é aprofundar a investigação e o desenvolvimento de um conjunto de fluxogramas que representam um artefato tecnológico. Esse artefato tecnológico tem como objetivo simplificar a integração como os diplomas digitais em uma infraestrutura fundamentada na tecnologia Blockchain, servindo como guia para uma eventual implantação e desenvolvimento por especialistas futuros na área. A proposta de integração de diplomas digitais na tecnologia Blockchain é fundamental no contexto atual, pois oferece uma solução totalmente disruptiva revolucionária para garantir a autenticidade e a segurança dos registros acadêmicos. Para a construção da proposta desse trabalho, o ponto de partida se deu através do fluxo atual de emissão do diploma da UFSC, esse fluxo pode ser visto na Figura 7, no qual o fluxograma demonstra as etapas e os requisitos necessários para que se tenha o fluxograma digital. Figura 7 - Fluxo atual de emissão do diploma da UFSC Fonte: UFSC. Luciane Paula Vital não é possível ler a figura, sugiro uma página somente com ela em formato paisagem 45 O processo atual de emissão de diplomas acadêmicos digitais na UFSC inicia- se com a etapa de integralização. Nesta fase, a Coordenação do curso identifica os prováveis formandos do semestre com base no histórico escolar e no calendário, posteriormente encaminha essas informações ao SEINF/DAE, que utiliza o CAGR para fornecer o material necessário para a produção dos diplomas e registros. Na etapa seguinte, chamada de Geração dos Arquivos, a Secretaria do Curso digitaliza a documentação atualizada de cada aluno e a disponibiliza ao DAE, seguindo as instruções normativas do GT de Diploma Digital. O SEDOC/DAE orienta os requerimentos para a emissão e registro dos diplomas, utilizando a documentação presente na pasta do aluno. O SEPROT/DAE cuida dos processos de emissão e registro dos diplomas. Na fase de Expedição e Registro do Diploma, a Coordenação analisa a integração curricular e gera os requerimentos necessários para a confirmação da emissão do diploma pelo CAGR. Isso pode incluir solicitações de documentos adicionais e alterações ao aluno. O DIERD/DAE revisa a documentação e a integração curricular, preparando-a para ser registrada no "livro" de diplomas digitais. O sistema, durante a geração dos arquivos, cria o XML dos documentos com identificadores e gera o XML, URL e QR Code do Diploma com número de registro. A coleta de assinaturas ocorre no Sistema do Assina UFSC (XML). As assinaturas são feitas em ordem específica: a primeira é a assinatura digital E-CPF ICP-Brasil dos responsáveis pela emissão e registro, seguida pela segunda assinatura digital E-CPF ICP-Brasil dos responsáveis pela emissão e registro, e a terceira assinatura digital para o arquivamento do documento acadêmico com e-CNPJ ICP- Brasil da UFSC. A primeira assinatura digital do arquivamento do diploma é realizada com e-CNPJ e ICP-Brasil da UFSC, seguida pela assinatura digital com e-CPF e ICP do Brasil do Reitor e, por último, pela sexta assinatura, que é a Assinatura Digital E- CPF ICP-Brasil do Coordenador do Curso. Posteriormente, os documentos assinados, incluindo o RVDD e XML, são publicados na URL do Diploma Digital, onde os arquivos são armazenados. Em Luciane Paula Vital salientar que nessa etapa o documento sai da cadeia de custódia, é inserido no sistema de assinatura, que não está integrado 46 seguida, o RVDD é impresso em papel moeda e entregue na cerimônia de colação de grau, sendo distribuído aos formandos em seus canudos ou enviado por e-mail. Figura 8 - Processo de Implantação do Diploma Digital na Blockchain Fonte: Elaboração do autor (2023). Haja vista no que é demonstrado na Figura 8 acima, em que é demonstrado por meio o fluxograma de processos as etapas necessárias a inclusão e consulta do diploma digital na Blockchain através do artefato tecnológico (smart contract) ou contratos inteligentes. O fluxograma da Figura 8, começa com a etapa de criação do contrato inteligente no qual a IES repassa os dados do aluno e os requisitos que aluno tem que ter para se formar e obter o diploma, no qual o contrato inteligente entende como cláusulas contratuais, que serão auto executadas em que serão aceitas ou rejeitadas, dependendo das cláusulas impostas. Dessa forma a etapa seguinte irá gerar ou emitir o diploma autorizado pelo contrato inteligente, e na etapa seguinte é aplicado a assinatura digital, para garantir mais confiabilidade e autenticidade ao documento eletrônico. A etapa posterior de igual importância e característico da tecnologia Blockchain é o registro do carimbo de tempo que traz a data e hora exatas da assinatura do documento. Somado a isso a etapa seguinte o contrato inteligente finalmente é executado conforme as cláusulas definidas. Somado a isso, a etapa Luciane Paula Vital inserir ponto 'start' do fluxo 47 seguinte é gerada o QR Code, para posteriormente ser feito a consulta por QR Code, para poder ser escaneado por terceiros a fim de provar sua validade. O acesso a plataforma Blockchain se refere ao site de consulta e acesso do diploma, no qual poderá ser consultado a qualquer momento e lugar. E por último o diploma digital poderá ser consultado e verificado a sua originalidade e autenticidade, por meio de seu QR code que disponibiliza um link de com código de acesso que direciona a plataforma de Blockchain onde o diploma está registrado e mesmo poderá ser consultado e verificado com o site da instituição de origem. Figura 9 - Visão Geral de todo o processo de Inclusão do Diploma Digital da UFSC em Blockchain Fonte: Elaboração do autor (2023). 48 Conforme representado na Figura 9, o fluxograma demonstra o processo completo do atual processo de emissão do diploma digital pela UFSC, adaptado para haver a aplicação da interface tecnológica, do chamado contrato inteligente. O processo de inclusão do diploma digital com a interface tecnológica segue as seguintes etapas: Desenvolvimento/Criação