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VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 1 
 
VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: ACOLHENDO 
PROFESSORES E ALUNOS PARA UM ANO DE SUCESSO. 
 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Sandro Garabed Ischkanian 
Silvana Nascimento de Carvalho 
A volta às aulas é um momento de renovação, e a inteligência emocional (IE) desempenha um 
papel crucial no acolhimento de professores e alunos. A IE envolve autoconhecimento, 
autocontrole, empatia e habilidades sociais, fundamentais para um ambiente escolar saudável. Para 
os professores, o desenvolvimento emocional pode ser promovido por meio de treinamentos e 
apoio psicológico, garantindo sua valorização e motivação. Para os alunos, é essencial criar um 
ambiente seguro, onde se sintam compreendidos e respeitados, com dinâmicas de integração e 
espaços para a expressão emocional. Uma escola emocionalmente inteligente prioriza a saúde 
emocional, oferecendo atividades que promovem o bem-estar e a resolução de conflitos. As 
gestões escolares e pedagógicas devem elaborar para este ano letivo um ambiente acolhedor, 
oferecendo suporte psicológico e promovendo práticas de mindfulness. Ao investir na IE, tanto 
professores quanto alunos são preparados para lidar com desafios emocionais e alcançar um ano 
letivo mais produtivo e equilibrado. 
Palavras-chave: Volta às aulas; inteligência emocional; acolhimento; autoconhecimento; 
autocontrole; habilidades sociais; apoio psicológico; escola emocionalmente inteligente. 
 
Back to school is a time of renewal, and emotional intelligence (EI) plays a crucial role in 
welcoming both teachers and students. EI involves self-awareness, self-regulation, empathy, and 
social skills, all of which are fundamental for a healthy school environment. For teachers, 
emotional development can be promoted through training and psychological support, ensuring 
their appreciation and motivation. For students, it is essential to create a safe environment where 
they feel understood and respected, with integration activities and spaces for emotional 
expression. An emotionally intelligent school prioritizes emotional health by offering activities 
that promote well-being and conflict resolution. School and pedagogical management should 
create a welcoming environment for this academic year by providing psychological support and 
promoting mindfulness practices. By investing in EI, both teachers and students are prepared to 
handle emotional challenges and achieve a more productive and balanced school year. 
Keywords: Back to school; emotional intelligence; welcoming; self-awareness; self-regulation; 
social skills; psychological support; emotionally intelligent school. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 2 
 
1. INTRODUÇÃO 
A volta às aulas é sempre um período de renovação e recomeço, carregado de 
expectativas e desafios tanto para os alunos quanto para os professores, o início de um novo ano 
letivo oferece uma excelente oportunidade para promover o acolhimento e a integração de todos 
os envolvidos no ambiente escolar. 
A inteligência emocional (IE) surge como um dos elementos centrais para garantir que 
esse processo ocorra de maneira harmoniosa e eficaz. A IE, que envolve o reconhecimento e a 
gestão das emoções, tanto próprias quanto dos outros, é fundamental para o desenvolvimento de 
uma educação mais empática e assertiva. Cury (2019) destaca que a inteligência emocional não se 
limita apenas a habilidades cognitivas, mas abrange a capacidade de lidar com as próprias 
emoções, reconhecer os sentimentos dos outros e tomar decisões equilibradas, habilidades 
essenciais para o sucesso em ambientes educacionais. 
Em um ambiente escolar saudável, a promoção da IE envolve, primeiramente, o 
autoconhecimento. Este processo é fundamental para professores e alunos, pois possibilita que 
ambos compreendam suas reações emocionais diante de diferentes situações. Quando os 
professores têm uma compreensão clara de suas próprias emoções, estão melhor equipados para 
lidar com as complexidades emocionais que surgem em sala de aula. Como apontado por 
Barrientos (2016), as habilidades socioemocionais do professor estão diretamente relacionadas à 
sua capacidade de criar e manter um clima de sala de aula positivo, no qual os alunos se sentem 
seguros para aprender e expressar-se. A falta de autoconhecimento e controle emocional pode 
gerar ambientes de aprendizagem tensos, nos quais tanto professores quanto alunos se sentem 
incapazes de lidar com desafios emocionais ou acadêmicos. 
Outro aspecto importante da IE no contexto escolar é o autocontrole. O autocontrole é a 
habilidade de gerenciar as próprias emoções, especialmente em situações de estresse ou conflito, o 
que é especialmente relevante para os educadores. 
Professores que desenvolvem essa competência emocional são capazes de lidar com 
comportamentos desafiadores de alunos de maneira mais assertiva e eficaz, mantendo a calma e a 
objetividade, sem que suas emoções negativas contaminem o ambiente escolar. Bacete et al. 
(2011) relatam que a capacidade de autocontrole, quando desenvolvida no contexto educacional, 
ajuda a melhorar a qualidade das interações entre professores e alunos, além de minimizar o 
impacto de situações de conflito. Em suma, tanto o autocontrole quanto o autoconhecimento são 
aspectos da IE que precisam ser desenvolvidos continuamente para a construção de um ambiente 
escolar saudável. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 3 
 
A empatia é outro pilar fundamental da inteligência emocional que desempenha um papel 
crucial na construção de uma comunidade escolar acolhedora e respeitosa. A empatia, definida por 
Davis (1983) como a capacidade de perceber e compreender as emoções dos outros, é uma 
habilidade que favorece a criação de relações positivas e de confiança no ambiente escolar. 
Professores empáticos conseguem perceber as necessidades emocionais de seus alunos, ajustando 
suas abordagens pedagógicas para melhor apoiar o desenvolvimento emocional e acadêmico de 
cada um. 
A empatia também tem um impacto direto na maneira como os alunos se relacionam 
entre si, promovendo a construção de um clima de respeito mútuo e cooperação, que é essencial 
para a resolução de conflitos e o fortalecimento da aprendizagem coletiva, a empatia é um 
elemento importante na prevenção do bullying e da exclusão social dentro da escola, temas 
amplamente discutidos por Gamboa e Valdés (2016), que destacam a importância de práticas 
educativas que incentivem a empatia entre os alunos, como forma de reduzir a agressão escolar e 
melhorar o clima de convivência. 
A criação de um ambiente emocionalmente inteligente nas escolas exige também um 
esforço conjunto entre a gestão escolar, os professores e os alunos. As gestões escolares devem 
elaborar planos e políticas que priorizem a saúde emocional de todos, promovendo atividades que 
envolvam a resolução de conflitos, a prática de mindfulness e o apoio psicológico. De acordo com 
Llorent, Zych e Varo-Millán (2020), a implementação de programas de desenvolvimento 
emocional para os professores contribui para uma melhoria significativa na gestão de sala de aula 
e na resolução de conflitos. Os educadores, por sua vez, devem ser capacitados para reconhecer as 
emoções dos alunos e criar estratégias pedagógicas que favoreçam o bem-estar emocional de 
todos. 
A presença de atividades focadas em competências emocionais, como dinâmicas de 
grupo, exercícios de autoreflexão e práticas de escuta ativa, favorece o estabelecimento de um 
ambiente no qual tanto alunos quanto professores se sintam mais motivados, valorizados e 
preparados para lidar com as adversidades do cotidiano escolar. 
É importante destacar a influência da inteligência emocional na construção de uma 
parceria sólida entre pais e filhos, especialmente no início do ano letivo. A participaçãoescolares. Ela é essencial para garantir 
que a trajetória escolar de uma criança ou adolescente seja bem-sucedida, não apenas no aspecto 
acadêmico, mas também no desenvolvimento emocional e social. Quando pais e filhos trabalham 
juntos, com uma compreensão mútua das necessidades emocionais de cada um, o ambiente 
familiar torna-se um ponto de apoio sólido para o sucesso na escola. Isso não significa apenas 
monitorar as notas ou as atividades escolares, mas também prestar atenção no bem-estar 
emocional dos filhos, ajudando-os a lidar com os desafios que surgem ao longo da jornada 
educacional. 
Pais que participam ativamente da vida escolar de seus filhos, demonstrando interesse 
genuíno em seu aprendizado, criam um ambiente de confiança e apoio. Essa participação pode 
ocorrer de diversas formas, como ajudando com as lições de casa, discutindo as atividades 
realizadas na escola ou oferecendo incentivo em momentos de dificuldades. Contudo, o aspecto 
mais importante dessa colaboração é o entendimento e o reconhecimento das emoções dos filhos. 
Pais que valorizam as emoções de seus filhos, ouvindo-os sem julgamentos e oferecendo apoio 
adequado, contribuem significativamente para o fortalecimento da autoestima e da resiliência 
emocional deles. 
Orientar os filhos com empatia é uma prática que promove não apenas o sucesso 
acadêmico, mas também o desenvolvimento de habilidades socioemocionais essenciais, como a 
autorregulação e a empatia. Ao perceberem que seus sentimentos são levados a sério, as crianças e 
adolescentes tendem a se sentir mais seguros e confiantes, o que facilita o enfrentamento de 
dificuldades acadêmicas e sociais. Assim, quando a relação entre pais e filhos é marcada pela 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 28 
 
empatia, a comunicação se torna mais eficaz e as crianças aprendem, desde cedo, a importância de 
gerir suas emoções para alcançar seus objetivos. 
O suporte emocional da família também desempenha um papel importante na motivação 
e no engajamento escolar. Filhos que sabem que podem contar com o apoio incondicional dos pais 
são mais propensos a se dedicar aos estudos, a buscar soluções para seus próprios problemas e a 
desenvolver uma atitude positiva em relação à escola. Portanto, a parceria entre pais e filhos, ao 
ser construída com base no respeito mútuo e na compreensão emocional, cria um ambiente que 
favorece o aprendizado e a formação de um indivíduo emocionalmente saudável e 
academicamente bem-sucedido. 
A cooperação entre pais e filhos vai além do envolvimento nas atividades escolares; ela 
também envolve a capacidade de definir metas emocionais e educacionais conjuntas. Quando pais 
e filhos trabalham juntos para identificar e lidar com as emoções, estabelecem uma base sólida 
para o sucesso acadêmico. Esse processo também inclui o desenvolvimento da resiliência, uma 
habilidade crucial para enfrentar adversidades e obstáculos acadêmicos. Segundo Lloret, Zych e 
Varo-Millán (2020), a colaboração entre família e escola, com foco na educação emocional, pode 
criar um ambiente propício para a aprendizagem e o crescimento pessoal dos alunos. Em um 
estudo sobre competências socioemocionais no ensino superior, os autores afirmam que a presença 
ativa dos pais pode influenciar positivamente o desenvolvimento emocional e acadêmico dos 
filhos. 
A parceria entre pais e filhos é fundamental para o desenvolvimento equilibrado e bem-
sucedido de qualquer criança ou adolescente. Um dos pilares dessa relação saudável é o 
estabelecimento de metas emocionais e educacionais, que devem caminhar juntas, refletindo a 
interdependência entre o bem-estar emocional e o desempenho acadêmico. Pais que incentivam 
seus filhos a definir objetivos claros, tanto no campo acadêmico quanto no emocional, não só 
estão orientando-os para o sucesso escolar, mas também os ajudando a construir uma base sólida 
para a vida, capaz de resistir às adversidades que surgem ao longo do processo de aprendizagem e 
crescimento pessoal. 
O reconhecimento e a gestão das próprias emoções são habilidades essenciais para o 
sucesso acadêmico. Quando os pais apoiam seus filhos no entendimento de como suas emoções 
afetam seu comportamento e aprendizado, eles promovem um ambiente de autoconhecimento e 
autorregulação. Por exemplo, quando uma criança aprende a identificar sentimentos de frustração 
ou ansiedade em momentos de dificuldades escolares, ela é mais capaz de lidar com esses 
sentimentos de forma construtiva, em vez de se deixar dominar por eles. Esse aprendizado 
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emocional não apenas contribui para o bem-estar da criança, mas também melhora sua 
concentração e capacidade de superação, elementos chave para o sucesso escolar. 
Ensinar os filhos a enfrentarem desafios de maneira resiliente é uma competência crucial 
para o desenvolvimento de sua autonomia emocional e acadêmica. Pais que incentivam seus filhos 
a ver os erros como oportunidades de aprendizagem e a manter uma atitude positiva diante das 
dificuldades estão preparando-os para um futuro mais seguro e autoconfiante. As metas 
emocionais, como o controle da ansiedade antes de uma prova ou a capacidade de manter a calma 
diante de um desafio difícil, podem ser definidas em conjunto com metas acadêmicas, como 
melhorar a nota em uma matéria ou se envolver mais nas atividades escolares. Ao integrar essas 
metas, os pais oferecem não apenas um caminho para o sucesso acadêmico, mas também a 
habilidade de lidar com as emoções de maneira equilibrada e saudável, fundamental para o 
desenvolvimento integral dos filhos. 
Esse processo de estabelecer metas, tanto emocionais quanto educacionais, cria uma 
estrutura de apoio onde o filho se sente acompanhado e motivado. Os pais, ao orientarem seus 
filhos na definição de objetivos claros e realistas, tornam-se parceiros ativos no processo de 
aprendizagem, não apenas como figuras de autoridade, mas como guias que oferecem suporte 
emocional e encorajamento constante. Assim, o sucesso acadêmico se torna não apenas uma 
conquista intelectual, mas um reflexo do desenvolvimento emocional equilibrado e da capacidade 
de enfrentar as adversidades com resiliência. 
A empatia é um elemento essencial dessa parceria. Quando os pais demonstram empatia, 
entendendo as emoções de seus filhos e oferecendo apoio durante momentos de frustração ou 
dificuldade, ajudam a criar um ambiente de confiança mútua. López-Pérez, Fernández-Pinto e 
Abad-García (2008) ressaltam que a empatia é fundamental para a construção de relacionamentos 
saudáveis e para a resolução eficaz de conflitos, tanto em casa quanto na escola. Esse apoio 
emocional, combinado com estratégias para o enfrentamento de desafios, contribui para o 
desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais que são essenciais para o sucesso acadêmico 
e pessoal dos filhos. 
A parceria entre pais e filhos, baseada em uma comunicação aberta, empatia e gestão 
emocional, não só fortalece o vínculo familiar, mas também prepara os filhos para enfrentar os 
desafios da vida acadêmica e emocional de forma resiliente e equilibrada. 
2.8 A EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS COM EMOÇÕES POSITIVAS 
A educação emocional das crianças e jovens desempenha um papel crucial no seu 
desenvolvimento integral, especialmente quando se foca nas emoções positivas. Valorizando 
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sentimentos como a gratidão, a alegria e o otimismo, a educação emocional pode ajudar a criar um 
ambiente no qual os alunos não apenas se sintam bem, mas também se tornem mais motivados 
para enfrentar os desafios do aprendizado. O estímulo a essas emoções positivas contribui para o 
fortalecimento da autoestima, ajudando as crianças e os jovens a acreditarem em suas capacidades 
e a se engajarem de forma mais eficaz nos processos escolares. A práticada gratidão, por 
exemplo, pode ajudar as crianças a se concentrarem nos aspectos positivos de sua vida e nas 
oportunidades de aprendizado, promovendo uma atitude mais otimista e resiliente diante das 
adversidades (MARTÍNEZ-OTERO, 2015). 
Promover um ambiente emocionalmente saudável é essencial para garantir o bem-estar 
dos estudantes. Quando as instituições educacionais investem em práticas que incentivam as 
emoções positivas, como reforços positivos e técnicas de mindfulness, elas contribuem para que as 
crianças aprendam a reconhecer, compreender e gerenciar suas emoções de maneira eficaz. O 
mindfulness, por exemplo, ajuda a melhorar a atenção, a empatia e a regulação emocional, 
permitindo que as crianças se tornem mais conscientes de suas emoções e mais preparadas para 
lidar com situações de estresse e frustração de forma construtiva (MARTÍNEZ-OTERO, 2021). 
A valorização das emoções positivas desempenha um papel central na educação 
emocional, sendo fundamental para o desenvolvimento integral das crianças. Ao focar em 
emoções como gratidão, alegria e otimismo, a educação emocional vai além de simplesmente 
promover o bem-estar; ela também contribui para o fortalecimento da autoestima e da motivação 
para aprender, elementos chave para o sucesso escolar e pessoal. Ao cultivar esses sentimentos, as 
crianças desenvolvem uma visão mais positiva de si mesmas e do mundo ao seu redor, criando um 
ambiente propício para a aprendizagem e o crescimento. 
A gratidão, por exemplo, pode ser uma ferramenta poderosa para ensinar as crianças a 
valorizarem as pequenas vitórias e os aspectos positivos da vida cotidiana. Práticas simples, como 
o exercício de escrever ou verbalizar o que são gratas a cada dia, ajudam os alunos a se 
concentrarem nas coisas boas, em vez de nas dificuldades, promovendo uma mentalidade positiva 
que pode melhorar o engajamento escolar e reduzir a ansiedade. Além disso, a gratidão fortalece 
as conexões sociais, pois ao expressá-la, as crianças aprendem a reconhecer e apreciar o apoio e o 
cuidado dos outros, o que reforça a empatia e a colaboração. 
A promoção da alegria também é essencial, pois as emoções positivas, como a diversão e 
a satisfação, estão diretamente ligadas à motivação intrínseca. Crianças que se divertem no 
processo de aprendizagem tendem a estar mais engajadas, criativas e dispostas a enfrentar 
desafios. Integrar atividades lúdicas e criativas, que despertem a alegria de aprender, pode ser um 
meio eficaz de estimular a curiosidade e a persistência. Criar um ambiente no qual as crianças se 
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sintam felizes para aprender ajuda a construir uma relação saudável com o conhecimento, 
tornando o processo mais prazeroso e duradouro. 
O otimismo, por sua vez, é outra emoção positiva que pode ser cultivada no ambiente 
educacional. Ao ensinar as crianças a enxergarem as situações de forma positiva, mesmo diante 
das dificuldades, promove-se o desenvolvimento da resiliência, uma habilidade essencial para 
lidar com os desafios da vida. O otimismo fomenta uma mentalidade de crescimento, na qual as 
crianças acreditam que podem aprender com os erros e que, com esforço, podem superar 
obstáculos. Ao enfatizar a importância da persistência e da autoeficácia, as crianças se tornam 
mais motivadas e confiantes em sua capacidade de alcançar seus objetivos. 
Essas emoções positivas não apenas auxiliam no bem-estar emocional, mas também têm 
um impacto direto no aprendizado acadêmico. Crianças que cultivam a gratidão, a alegria e o 
otimismo têm maior capacidade de lidar com o estresse, de se concentrar nas tarefas e de manter 
uma atitude positiva frente aos desafios acadêmicos. Além disso, elas tendem a ter relações sociais 
mais saudáveis, o que favorece um ambiente de sala de aula mais colaborativo e harmonioso. 
Portanto, a valorização dessas emoções no contexto educacional é uma estratégia eficaz para 
promover o sucesso acadêmico e o desenvolvimento emocional das crianças, preparando-as para 
uma vida mais equilibrada e satisfatória. 
Essa abordagem pode ser integrada por meio de programas de educação socioemocional, 
que incentivem práticas diárias de reflexão sobre emoções, promovam momentos de 
compartilhamento positivo entre os alunos e incorporem exercícios que favoreçam a regulação 
emocional e o autocuidado. Ao adotar essas estratégias, educadores podem contribuir de forma 
significativa para o fortalecimento da inteligência emocional dos alunos, preparando-os não 
apenas para o sucesso acadêmico, mas também para enfrentar as adversidades da vida com mais 
confiança e resiliência. 
Este contexto ajuda a criar um ambiente mais acolhedor, seguro e motivador, onde as 
crianças se sentem apoiadas, compreendidas e valorizadas em sua jornada de aprendizagem e 
desenvolvimento pessoal. Ao investir na valorização das emoções positivas, a escola contribui 
para a formação de indivíduos mais autoconfiantes, emocionalmente equilibrados e preparados 
para os desafios da vida. Esse tipo de ambiente também auxilia os jovens a aplicarem suas 
emoções de maneira produtiva, tanto em suas vidas escolares quanto em suas interações pessoais, 
criando um ciclo positivo de aprendizado e crescimento emocional. 
Em contextos educativos que valorizam e incentivam as emoções positivas, os estudantes 
tendem a desenvolver uma visão mais equilibrada e motivada de si mesmos e do mundo ao seu 
redor. A construção de uma relação saudável com as próprias emoções pode levar a um aumento 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 32 
 
significativo da confiança e da motivação para o aprendizado, o que, por sua vez, reflete em 
melhor desempenho acadêmico e maior satisfação pessoal (MARTÍNEZ-OTERO, 2008). Assim, a 
educação emocional, ao focar no desenvolvimento das emoções positivas, não apenas fortalece a 
saúde emocional dos jovens, mas também contribui para a criação de um ambiente escolar mais 
produtivo, harmonioso e inclusivo. 
2.9 CONSTRUINDO UMA ESCOLA EMOCIONALMENTE INTELIGENTE NO BRASIL 
A criação de uma escola emocionalmente inteligente no Brasil exige uma abordagem 
integrada que envolva não apenas o desenvolvimento cognitivo dos alunos, mas também o 
fortalecimento da sua inteligência emocional, de modo a promover o bem-estar e o equilíbrio 
emocional de todos os envolvidos no ambiente escolar. 
A gestão escolar, portanto, tem um papel fundamental na implementação de estratégias 
que favoreçam tanto o crescimento emocional dos estudantes quanto o dos educadores. Algumas 
dessas estratégias podem incluir a criação de ambientes acolhedores, a promoção de atividades de 
sensibilização emocional e o reforço da saúde mental dentro do contexto educacional. 
Para construir uma escola emocionalmente inteligente, é imprescindível que o ambiente 
físico e social da escola seja projetado de forma a promover o bem-estar de todos. A arquitetura da 
escola deve incluir espaços que favoreçam a convivência e a interação entre alunos e professores, 
com áreas abertas e confortáveis para socialização, atividades coletivas e momentos de 
descontração. 
Ambientes acolhedores, com cores suaves, iluminação adequada e áreas de descanso, 
contribuem para a criação de um ambiente emocionalmente seguro, onde todos se sintam à 
vontade para expressar suas emoções, opiniões e necessidades. 
A organização dos espaços deve permitir a flexibilidade para atividades diversas que 
estimulem a colaboração, o diálogo e a empatia entre os membros da comunidade escolar. Isso 
pode ser uma base sólida para o desenvolvimento de relacionamentos mais saudáveis e empáticos 
dentro da escola (LLORENT et al., 2020). 
É fundamental que a escola implemente práticas regulares de sensibilização emocional, 
como mindfulness, meditação e outras técnicas de relaxamento. Essas atividades ajudam alunos e 
professores a lidar melhor com as emoções,principalmente com a ansiedade e o estresse que são 
comuns no ambiente escolar. Técnicas como o mindfulness permitem que os indivíduos se tornem 
mais conscientes de suas emoções e reações, desenvolvendo uma maior capacidade de 
autorregulação e controle emocional. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 33 
 
Essas práticas contribuem para uma maior concentração e foco nas atividades escolares, 
além de melhorar o clima escolar, promovendo um ambiente de maior empatia e compreensão 
entre todos. A utilização de práticas que favoreçam a gestão emocional também pode ser benéfica 
para o aumento da produtividade e do engajamento dos alunos, além de auxiliar no fortalecimento 
da saúde mental de toda a comunidade escolar (MURPHY et al., 2018; MORENO GARCÍA & 
MARTÍNEZ ARIAS, 2008). 
A promoção da saúde mental é outro pilar essencial na construção de uma escola 
emocionalmente inteligente. É fundamental que as escolas disponibilizem serviços de apoio 
psicológico tanto para os alunos quanto para os professores. O suporte psicológico não só ajuda a 
lidar com situações de estresse e ansiedade, mas também oferece ferramentas para a gestão de 
conflitos e a resolução de problemas interpessoais. 
A presença de profissionais especializados, como psicólogos escolares, pode ser um 
recurso vital para apoiar a comunidade escolar, fornecendo orientação e estratégias de 
enfrentamento para lidar com as adversidades emocionais do cotidiano. Além disso, iniciativas de 
promoção de saúde mental, como palestras, workshops e grupos de apoio, podem ser realizadas 
para sensibilizar toda a comunidade sobre a importância de cuidar da saúde emocional, 
promovendo o autocuidado e o bem-estar coletivo (PLATSIDOU & AGALIOTIS, 2017). 
Outro aspecto importante para o desenvolvimento de uma escola emocionalmente 
inteligente é a promoção da empatia, especialmente entre professores e alunos. Professores que 
demonstram empatia são capazes de identificar as necessidades emocionais dos seus alunos, 
proporcionando um apoio mais personalizado e eficaz. A empatia não só fortalece a relação 
professor-aluno, mas também cria um ambiente mais harmonioso e colaborativo na sala de aula, 
onde os alunos se sentem respeitados e compreendidos. 
Os educadores, ao adotarem uma postura empática, não apenas melhoram o clima da sala 
de aula, mas também promovem a construção de competências socioemocionais nos alunos, como 
a comunicação assertiva e a resolução pacífica de conflitos. A empatia também ajuda os 
professores a enfrentarem o estresse e os desafios do cotidiano escolar, tornando-os mais 
resilientes e eficazes na gestão das emoções, tanto suas quanto dos alunos (MURPHY et al., 2018; 
LÓPEZ-PÉREZ et al., 2008). 
A construção de uma escola emocionalmente inteligente no Brasil passa por um esforço 
contínuo e coletivo de todos os envolvidos no processo educativo. Isso envolve a criação de 
espaços seguros, a implementação de práticas emocionais conscientes e a promoção de uma 
cultura de empatia e cuidado com a saúde mental. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 34 
 
Ao integrar esses elementos, as escolas podem contribuir significativamente para o 
desenvolvimento integral dos alunos, preparando-os não apenas para os desafios acadêmicos, mas 
também para uma vida mais equilibrada emocionalmente. Ao adotar essas práticas, a escola não só 
favorece o sucesso acadêmico, mas também promove a formação de indivíduos mais conscientes 
de suas emoções, resilientes e preparados para construir um futuro mais harmonioso e 
colaborativo. 
2.10 COLETÂNEA DE CITAÇÕES RELEVANTE AO TEMA 
"A inteligência emocional na educação não é apenas um conjunto de 
habilidades a serem ensinadas, mas uma forma de viver e se relacionar com o mundo ao nosso 
redor, essencial para o bem-estar e para a aprendizagem eficaz." – Inspirado por Simone Helen 
Drumond Ischkanian 2025. 
 
"O acolhimento emocional dos professores e alunos é a base para que um 
ambiente escolar se torne verdadeiramente saudável, onde todos possam crescer, aprender e 
superar os desafios com equilíbrio." – Inspirado por Sandro Garabed Ischkanian 2025. 
 
"A escola emocionalmente inteligente não só ensina conteúdos acadêmicos, 
mas prepara seus alunos para a vida, desenvolvendo sua capacidade de gerenciar emoções, lidar 
com adversidades e colaborar com os outros." – Inspirado por Silvana Nascimento de Carvalho 
2025. 
 
"O desenvolvimento emocional de professores e alunos deve ser tratado com a 
mesma prioridade que os conteúdos curriculares, pois é a base para um aprendizado profundo e 
transformador." – Inspirado por Simone Helen Drumond Ischkanian 2025. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 35 
 
"Investir na inteligência emocional no ambiente escolar é cultivar um espaço 
onde o conhecimento vai além dos livros, ensinando a importância da empatia, do autocontrole e 
da resiliência." – Inspirado por Silvana Nascimento de Carvalho 2025. 
 
"A volta às aulas é a oportunidade perfeita para renovar o compromisso de 
criar um ambiente onde as emoções são reconhecidas e gerenciadas de forma saudável, garantindo 
o sucesso emocional e acadêmico de todos." – Inspirado por Sandro Garabed Ischkanian 2025. 
 
3. CONCLUSÃO 
Ao integrar a inteligência emocional no retorno às aulas, é possível construir uma escola 
mais acolhedora, empática e equilibrada. Professores e alunos se beneficiam de um ambiente que 
prioriza o bem-estar emocional, tornando o aprendizado mais eficaz e agradável. A volta às aulas 
se transforma, então, em um momento de reencontro e fortalecimento, no qual todos se sentem 
apoiados, compreendidos e motivados para o novo ano letivo. 
A volta às aulas marca o início de um novo ciclo repleto de oportunidades para o 
crescimento e o aprendizado, não apenas acadêmico, mas também emocional. Ao integrar a 
inteligência emocional no ambiente escolar, torna-se possível criar um espaço onde todos — 
professores e alunos — possam se desenvolver de maneira plena e equilibrada. A construção de 
uma escola que valoriza as emoções, promovendo um acolhimento genuíno e respeitoso, é 
fundamental para que o ano letivo seja mais do que uma simples sequência de atividades. Ele se 
torna uma jornada de descobertas, tanto para os educadores quanto para os estudantes. 
Professores que se sentem valorizados, motivados e emocionalmente preparados são mais 
capazes de enfrentar os desafios do dia a dia e oferecer suporte efetivo aos seus alunos. Através de 
treinamentos e apoio psicológico, esses profissionais podem fortalecer suas competências 
emocionais, o que reflete diretamente no ambiente de aprendizagem. Alunos, por sua vez, se 
beneficiam enormemente de uma atmosfera onde suas emoções são compreendidas e respeitadas. 
Em um espaço seguro e acolhedor, eles se sentem mais confiantes para expressar suas 
necessidades emocionais e superar obstáculos, seja no campo acadêmico ou pessoal. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 36 
 
Uma escola emocionalmente inteligente é um lugar onde o aprendizado vai além dos 
conteúdos curriculares e abrange a formação integral do indivíduo. Nessa escola, a gestão das 
emoções se torna uma prioridade, permitindo que todos lidem de forma saudável com os estresses, 
frustrações e alegrias do cotidiano. 
As práticas de mindfulness, técnicas de relaxamento e o apoio contínuo à saúde mental 
são ações essenciais que favorecem o bem-estar de todos, criando um ciclo virtuoso de 
autoconhecimento, autocontrole e empatia. 
Ao investir no desenvolvimento emocional de seus membros, a escola se torna mais do 
que um local de transmissão de conhecimento: ela se transforma em um ambiente de 
transformação social e pessoal. 
A inteligência emocional, quando cultivada, cria um espaço de colaboração, respeito e 
aprendizado mútuo, preparando os alunos não apenas paraos desafios acadêmicos, mas para as 
complexidades da vida. Este é, sem dúvida, o caminho para um ano letivo de muito mais sucesso, 
crescimento e equilíbrio, onde todos têm a chance de alcançar seu potencial máximo, tanto como 
indivíduos quanto como parte de uma comunidade. 
 
REFERÊNCIAS 
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 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 40 
 
 
 
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES 
 
VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA 
EMOCIONAL: ACOLHENDO PROFESSORES E ALUNOS 
PARA UM ANO DE SUCESSO. 
 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Sandro Garabed Ischkanian 
Silvana Nascimento de Carvalho 
Unidade de Ensino: _________________________________________ 
Nome: ___________________________________________________ 
 
 
Anotações: ________________________________________________ 
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________ 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 41 
 
30 DINÂMICAS PARA ACOLHER OS PROFESSORES NA VOLTA ÀS 
AULAS, COM FOCO NA VALORIZAÇÃO, APOIO EMOCIONAL E 
DESENVOLVIMENTO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. 
 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Sandro Garabed Ischkanian 
Silvana Nascimento de Carvalho 
 
1. Oficina de Autocuidado: Realizar atividades que ensinem os professores a cuidarem de 
si mesmos, tanto física quanto emocionalmente, para gerenciar o estresse e a ansiedade. 
2. Círculo de Apreciamento: Os professores se reúnem em círculo e compartilham 
palavras de apreciação e reconhecimento uns aos outros. 
3. Jogo da Gratidão: Cada professor escreve algo pelo qual é grato e compartilha com o 
grupo, promovendo uma cultura de valorização e positividade. 
4. Roda de Conversa: Promover um espaço onde os professores possam compartilhar suas 
expectativas e preocupações sobre o novo ano letivo, com escuta ativa e empatia. 
5. Mindfulness para Educadores: Sessões de meditação guiada ou práticas de mindfulness 
para relaxamento e foco emocional. 
6. Dinâmica do Abraço Virtual: Se a escola for online ou híbrida, criar um momento 
simbólico onde todos enviam mensagens de carinho e acolhimento uns para os outros. 
7. Jogo das Emoções: Cada professor escolhe uma emoção do dia e compartilha com o 
grupo, criando empatia e consciência emocional. 
8. Cartões de Reconhecimento: Cada professor recebe um cartão com uma mensagem de 
reconhecimento e apoio, escrito por um colega ou pela direção. 
9. Dinâmica da Caixa de Surpresas: Preparar uma caixa com mensagens positivas, 
sugestões de autocuidado ou pequenos mimos para os professores retirarem ao longo do ano. 
10. Café com a Direção: Organizar encontros informais entre a direção e os professores 
para escutar suas opiniões e trocar ideias sobre o novo ano letivo. 
11. Teatro de Improviso Emocional: Realizar uma atividade de teatro improvisado, onde 
os professores encenam situações cotidianas que geram emoções e praticam a gestão emocional. 
12. Sessão de Feedback Positivo: Criar momentos regulares de feedback, onde os 
professores podem receber elogios e sugestões construtivas. 
13. Dinâmica do "Eu Sou": Cada professor compartilha um aspecto de sua personalidade 
que o define, criando um espaço de reconhecimento e aceitação. 
14. Caminhada de Descompressão: Organizar caminhadas ao ar livre, onde os professores 
podem conversar e relaxar enquanto exercitam o corpo e a mente. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 42 
 
15. Dinâmica da Colagem: Pedir para os professores criarem uma colagem de imagens e 
palavras que representem suas expectativas e desejos para o ano. 
16. Sessão de Relaxamento e Respiração: Técnicas de respiração e relaxamento guiadas 
para ajudar os professores a lidarem com o estresse. 
17. Oficina de Gestão de Conflitos: Treinamentos para ensinar os professores a lidar com 
conflitos dentro da sala de aula e entre colegas de forma saudável e empática. 
18. Almoço ou Jantar de Integração: Organizar um almoço ou jantar de integração para 
promover a interação entre os professores de forma descontraída. 
19. Dinâmica do "Meu Superpoder": Os professores compartilham suas habilidades e 
qualidades que os tornam únicos como educadores, reforçando sua autoestima. 
20. Histórias Inspiradoras: Contar histórias motivacionais ou inspiradoras de superação 
no contexto educacional para promover resiliência e otimismo. 
21. Cartas de Carinho: Cada professor escreve uma carta de agradecimento ou 
encorajamento para um colega, promovendo o apoio mútuo. 
22. Tarde de Jogos Cooperativos: Organizar uma tarde de jogos que enfatizam a 
cooperação e o trabalho em equipe, fortalecendo os laços entre os professores. 
23. Exercício de Respiração Conjunta: Todos os professores realizam exercícios de 
respiração conjunta para promover calma e concentração em grupo. 
24. Ações de Voluntariado: Planejar atividades de voluntariado para os professores, como 
arrecadação de alimentos ou doações, criando um senso de comunidade. 
25. Mentoria entre Professores: Incentivar a criação de duplas ou grupos de mentoria 
entre professores para troca de experiências e apoio mútuo. 
26. Dinâmica da Roda de Conversa Emocional: Criar um momento de escuta emocional 
em que cada professor compartilha o que sente naquele momento, promovendo empatia e 
acolhimento. 
27. Oficina de Reflexão Pessoal: Organizar oficinas que incentivem os professores a 
refletirem sobre suas práticas pedagógicas e seu bem-estar emocional. 
28. Dinâmica do Compromisso Pessoal: Pedir para cada professor escrever um 
compromisso com seu autocuidado ou com o desenvolvimento de sua inteligência emocional 
durante o ano. 
29. Atividade de Celebração de Conquistas: Criar uma atividade onde os professores 
podem celebrar as conquistas do ano anterior e visualizar as conquistas do ano atual. 
30. Mural de Expectativas e Desejos: Criar um mural onde os professores podem 
compartilhar suas expectativas para o ano letivo, gerando um espaço de apoio e troca de ideias. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 43 
 
50 DINÂMICAS PARA ACOLHER ALUNOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL, ENSINO FUNDAMENTAL 
(1º AO 5º ANO), ENSINO FUNDAMENTAL (6º AO 9º ANO), ENSINO MÉDIO E EJA (EDUCAÇÃO DE 
JOVENS E ADULTOS) NA VOLTA ÀS AULAS, COM FOCO NA VALORIZAÇÃO, APOIO EMOCIONAL E 
DESENVOLVIMENTO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Sandro Garabed Ischkanian 
Silvana Nascimento de Carvalho 
PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: 
1. A Roda das Emoções: Apresentar imagens de rostos com 
diferentes expressões e pedir para as crianças escolherem qual elas estão 
sentindo e explicarem por quê. 
2. O Abraço Virtual: Cada criança faz um desenho de um abraço e 
compartilha com os colegas, simbolizando o acolhimento do novo ano. 
3. Dança das Emoções: Criar uma dança onde cada movimento 
representa uma emoção (felicidade, tristeza, surpresa), permitindo que as 
crianças se expressem livremente. 
4. O Jogo do Esconde-Esconde das Emoções: Esconder cartões 
com expressões faciais em diferentes lugares da sala e pedir para as 
crianças encontrarem e compartilharem a emoção representada. 
5. História da Amizade: Contar uma história sobre como fazer 
amigos e, em seguida, pedir para as crianças desenharem o que é amizade 
para elas. 
6. Cores das Emoções: Usar cores para representar diferentes 
emoções e pedir que as crianças desenhem ou pintem com a cor que 
expressa o que estão sentindo. 
7. O Que Eu Gosto de Fazer: Cada criança compartilha suas atividades favoritas e o que 
mais gosta de fazer, ajudando a construir um ambiente de confiança. 
8. O Muraldos Sonhos: Criar um mural coletivo onde as crianças podem colar imagens ou 
escrever (com ajuda) seus sonhos para o novo ano letivo. 
9. O Som das Emoções: Colocar sons diferentes (música alegre, calma, divertida) e pedir 
para as crianças adivinhar qual emoção o som representa. 
10. A Caixa dos Sentimentos: Criar uma caixa onde as crianças podem colocar papéis 
com o que sentem, sendo lidos de forma anônima, e discutir os sentimentos em grupo. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 44 
 
PARA O ENSINO FUNDAMENTAL - 1º AO 5º ANO: 
11. O Que Me Faz Feliz: Cada aluno compartilha uma coisa que os faz felizes, ajudando a 
criar um ambiente positivo desde o início do ano. 
12. O Mapa da Empatia: Pedir para os alunos desenharem o rosto de um colega e escrever 
uma coisa boa sobre essa pessoa, incentivando a empatia. 
13. A Roda das Palavras: Cada aluno escolhe uma palavra positiva para o ano e explica 
por que a escolheu para representar seus objetivos. 
14. Jogo do Eu Posso: Em círculos, os alunos dizem algo que podem fazer para ajudar os 
outros, promovendo a colaboração e o apoio mútuo. 
15. Cartões de Apreciação: Cada aluno escreve uma mensagem positiva e de acolhimento 
para o colega ao lado, promovendo a autoestima e o vínculo. 
16. Caixa dos Desafios: Escrever desafios relacionados ao comportamento positivo (ex: ser 
gentil, ajudar um amigo) e sorteá-los ao longo do ano. 
17. Dinâmica do Super-Herói: Os alunos falam sobre um superpoder que gostariam de ter 
e como isso poderia ajudar na escola e na vida pessoal. 
18. O Mural da Gratidão: Criar um mural onde os alunos colam mensagens de gratidão, 
promovendo o reconhecimento das pequenas coisas boas no cotidiano. 
19. A Roda dos Objetivos: Cada aluno escreve uma meta pessoal para o ano e compartilha 
com os colegas, ajudando a cultivar a responsabilidade. 
20. Dinâmica do Estudo em Equipe: Dividir a turma em grupos e pedir que cada um 
apresente o que aprendeu de maneira criativa (teatro, desenho, etc.). 
 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 45 
 
PARA O ENSINO FUNDAMENTAL - 6º AO 9º ANO: 
21. Desafio de Autoconhecimento: Pedir para os alunos escreverem três coisas que 
gostariam de aprender sobre si mesmos durante o ano letivo. 
22. A Rede de Apoio: Criar uma rede de apoio onde os alunos compartilham como podem 
ajudar uns aos outros durante o ano. 
23. Dinâmica do Cartão de Encorajamento: Criar cartões com mensagens de 
encorajamento e pedir que os alunos escrevam algo positivo para um colega. 
24. A Ilha da Empatia: Em grupos, os alunos compartilham uma situação difícil que 
superaram e como se sentiram apoiados, promovendo a empatia. 
25. Reflexão sobre as Emoções: Discutir com os alunos como as emoções influenciam o 
aprendizado e o comportamento, promovendo a autopercepção. 
26. Dinâmica do "Se eu Fosse...": Pedir que os alunos imaginem ser outra pessoa por um 
dia e o que fariam para ajudar essa pessoa a ter um bom dia. 
27. Cadeia de Apreciação: Um aluno faz um elogio sincero a outro e assim por diante, 
criando uma cadeia positiva de reconhecimento. 
28. Dinâmica do Pote dos Sentimentos: Cada aluno escreve uma emoção que está 
sentindo em um pedaço de papel e coloca no pote. O grupo discute as emoções de forma aberta. 
29. A Roda da Autoconsciência: Cada aluno compartilha uma habilidade ou qualidade que 
gostaria de melhorar e como isso pode ajudar no seu desenvolvimento emocional. 
30. O Mural das Possibilidades: Criar um mural onde os alunos podem escrever ou 
desenhar coisas que gostariam de aprender ou de alcançar neste ano. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 46 
 
PARA O ENSINO MÉDIO: 
31. A Reflexão do Futuro: Pedir aos alunos que escrevam onde se veem no final do ano, 
quais habilidades querem aprimorar e como irão lidar com desafios. 
32. Dinâmica do Desafio Positivo: Criar desafios semanais em que os alunos devem fazer 
algo positivo (ajudar um colega, manter um pensamento positivo, etc.). 
33. Jogo do Espelho: Em duplas, um aluno se expressa sobre um tema e o outro repete a 
mensagem, ajudando a melhorar a escuta e empatia. 
34. Troca de Cartões Positivos: Cada aluno escreve algo de positivo sobre outro e troca os 
cartões no final da dinâmica, fortalecendo o apoio mútuo. 
35. Desenho das Metas: Os alunos desenham uma representação das suas metas 
acadêmicas e pessoais para o ano, refletindo sobre como alcançá-las. 
36. Dinâmica da Frase do Ano: Os alunos criam uma frase que representa sua filosofia de 
vida ou metas para o ano e compartilham com a turma. 
37. Cadeia de Resiliência: Em um círculo, cada aluno compartilha um momento desafiador 
que superou e o que aprendeu com isso, criando uma rede de resiliência. 
38. Reflexão sobre Emoções e Decisões: Discutir com os alunos como suas emoções 
influenciam as decisões e estratégias para tomá-las de maneira mais consciente. 
39. O Jogo da Empatia: Criar situações hipotéticas em que os alunos devem se colocar no 
lugar de outra pessoa e discutir como se sentiriam e reagiriam. 
40. Dinâmica de Feedback Construtivo: Os alunos praticam dar e receber feedback de 
maneira construtiva, promovendo a confiança e o crescimento pessoal. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 47 
 
PARA EJA (EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS): 
41. A Roda da Vida: Pedir que cada aluno compartilhe algo que considera importante para 
sua vida e seus objetivos, criando um ambiente de respeito mútuo. 
42. Desafio do Autoempoderamento: Cada aluno compartilha uma habilidade ou talento 
que possui e como pode usá-los para alcançar seus objetivos. 
43. Dinâmica do Passado, Presente e Futuro: Pedir para os alunos refletirem sobre como 
chegaram até ali e o que esperam para o futuro, com foco na perseverança. 
44. Cartões de Apoio e Motivação: Criar cartões personalizados de apoio, com palavras de 
motivação e reconhecimento do esforço de cada aluno. 
45. Jogo da Superação: Os alunos compartilham desafios que enfrentaram e como os 
superaram, criando um clima de apoio e encorajamento. 
46. Oficina de Inteligência Emocional: Realizar uma oficina sobre como a inteligência 
emocional pode ser aplicada na vida cotidiana, visando o autodesenvolvimento. 
47. Dinâmica do "Eu Posso": Pedir para os alunos escreverem algo que acreditam ser 
possível de realizar durante o ano e compartilharem com o grupo. 
48. A Caixa dos Desejos: Cada aluno escreve um desejo para o ano letivo e coloca em uma 
caixa, que será aberta no final do ano para ver as realizações. 
49. Dinâmica da Superação Pessoal: Os alunos compartilham uma história de superação 
pessoal, criando um ambiente de inspiração mútua. 
50. O Jogo da Confiança: Em duplas ou pequenos grupos, os alunos realizam atividades 
que exigem confiança, como blindfolded walking, para promover a colaboração e o apoio 
emocional. 
Essas dinâmicas têm como objetivo fortalecer a relação entre os alunos e a escola, promover 
o desenvolvimento emocional e criar um ambiente acolhedor para a volta às aulas, com foco no 
apoio emocional e na inteligência emocional. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 48 
 
VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: ACOLHENDO 
PROFESSORES E ALUNOS PARA UM ANO DE SUCESSO. 
 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Sandro Garabed Ischkanian 
Silvana Nascimento de Carvalho 
BARRIENTOS, A.: "O desenvolvimento das habilidades emocionais no professor é essencial para 
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pilar da educação integral, preparando os alunos para os desafios do futuro." (DOF, 2019) 
FERNÁNDEZ-BERROCAL, P.; Extremera-Pacheco, N.; Ramos, N.: "A inteligência emocional 
não é apenas uma habilidade individual, mas uma competência coletiva que transforma a dinâmica 
do ambiente educacional." (Fernández-Berrocal et al., 2004) 
GAMBOA, C.; Valdés, S.: "A gestão emocional dentro da escola é uma ferramenta poderosa para 
combater o bullying, criando um ambiente de respeito e compreensão." (Gamboa & Valdés, 2016) 
CABRAL, Gladys Nogueira: "Na proposta pedagógica, a inteligência emocional é o alicerce para 
o desenvolvimento de competências que favoreçam a convivência saudável e a aprendizagem 
significativa." (Cabral, 2022) 
DRUMOND DE CARVALHO, Eliana Silva et al.: "A psicogênese da linguagem escrita não se dá 
apenas no desenvolvimento cognitivo, mas também nas relações emocionais que o aluno 
estabelece com o mundo ao seu redor." (Drumond de Carvalho et al., 2023) 
GROP, Rafael Bisquerra: "A educação emocional é um processo contínuo e fundamental para o 
desenvolvimento integral dos estudantes, onde as competências emocionais são tão essenciais 
quanto o aprendizado acadêmico." (Grop, 2018) 
IBARROLA, B.: "Educar as emoções das crianças e adolescentes significa prepará-los para lidar 
com as adversidades da vida de forma construtiva e empática." (Ibarrola, 2011) 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 49 
 
ISCHKIANIAN, Simone Helen Drumond: "A volta às aulas é um momento de recomeço, onde a 
inteligência emocional é fundamental para que professores e alunos criem uma conexão saudável e 
produtiva." (Ischkianian, 2010) 
ISMAIL, K.; Mohd, Z.; Rasul, M. S.: "A inteligência emocional dos professores tem um impacto 
direto no desempenho e no bem-estar dos alunos, refletindo-se na qualidade do ensino." (Ismail et 
al., 2020) 
LLORET, V. J.; Zych, I.; Varo-Millán, J. C.: "As competências emocionais percebidas pelos 
professores universitários influenciam a qualidade da interação com seus alunos e o ambiente 
acadêmico como um todo." (Lloret et al., 2020) 
LÓPEZ-PÉREZ, B.; Fernández-Pinto, I.; Abad-García, F. J.: "A empatia é uma habilidade crucial 
para qualquer educador, permitindo compreender e atender às necessidades emocionais dos alunos 
de forma eficaz." (López-Pérez et al., 2008) 
MARTÍNEZ-OTERO, V.: "A inteligência afetiva vai além do simples controle emocional, sendo 
uma chave para a criação de um ambiente educativo acolhedor e transformador." (Martínez-Otero, 
2015) 
MORENO GARCÍA, R.; Martínez Arias, R.: "A relação entre professor e aluno não se baseia 
apenas na transmissão de conhecimento, mas também no cuidado com as emoções e sentimentos 
dos envolvidos." (Moreno García & Martínez Arias, 2008) 
MURPHY, H.; Tubritt, J.; Norman, J.: "A empatia no ensino é uma habilidade essencial para lidar 
com o bullying e promover a inclusão, criando um ambiente onde todos os alunos se sintam 
respeitados e valorizados." (Murphy et al., 2018) 
PLATSIDOU, M.; Agaliotis, I.: "A empatia pode ser uma estratégia valiosa para reduzir o estresse 
no ambiente escolar, ajudando os professores a manterem um clima de sala de aula mais saudável 
e produtivo." (Platsidou & Agaliotis, 2017) 
PIANTA, R.: "A qualidade das relações entre professor e aluno é fundamental para o 
desenvolvimento emocional e acadêmico das crianças, impactando diretamente o sucesso escolar." 
(Pianta, 1994) 
QUINLAN, K.: "Desenvolver o caráter do aluno envolve mais do que ensinamentos formais; 
envolve também cultivar sua inteligência emocional para que possam tomar decisões 
responsáveis." (Quinlan, 2016) 
RENOM, A.: "A educação emocional é um processo necessário para o desenvolvimento de 
habilidades sociais e emocionais, fundamentais para o sucesso na educação básica." (Renom, 
2012) 
ROMERO, K.: "A empatia docente é essencial para evitar o desgaste profissional e melhorar a 
qualidade das interações entre professores e alunos." (Romero, 2019) 
SALOVEY, P.; Mayer, J.: "A inteligência emocional é a capacidade de perceber, compreender e 
gerenciar as emoções, e desempenha um papel crucial na aprendizagem e no desenvolvimento 
pessoal." (Salovey & Mayer, 1990) 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 50 
 
SALOVEY, P.; Mayer, J.; Goldman, S.; Turvey, C.; Palfai, T.: "A atenção emocional, a clareza e 
o reparo das emoções são componentes fundamentais da inteligência emocional, que influenciam 
diretamente a qualidade das relações interpessoais." (Salovey et al., 1995) 
SEP: "A promoção de competências socioemocionais deve ser integrada aos currículos escolares 
para formar indivíduos preparados emocionalmente para os desafios da vida." (SEP, 2018) 
SERRÃO, Lucas da Silva et al.: "A pedagogia contemporânea reconhece a inteligência emocional 
como um pilar essencial para a formação de cidadãos críticos e emocionalmente equilibrados." 
(Serrão et al., 2025) 
VALENTE, S.; Lourenço, A. A.: "As habilidades emocionais do professor são fundamentais para 
a gestão de conflitos em sala de aula, influenciando positivamente o clima educacional." (Valente 
& Lourenço, 2020) 
VITAL, M.; Martínez-Otero, V.; Gaeta, M. L.: "A empatia docente é uma ferramenta poderosa 
para a inclusão e o sucesso acadêmico, criando um ambiente emocionalmente seguro para os 
alunos." (Vital et al., 2020) 
 
DINÂMICA: "REFLEXÕES PARA FORTALECER A 
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA EDUCAÇÃO" 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Sandro Garabed Ischkanian 
Silvana Nascimento de Carvalho 
 
OBJETIVO: Refletir sobre o impacto das habilidades emocionais no ambiente escolar, 
promover o autoconhecimento e a troca de experiências entre os professores, além de reforçar a 
importância da empatia e da gestão emocional para o sucesso educacional. 
 
DURAÇÃO: 60 minutos (não desenvolver a atividade de forma apressada) 
 
MATERIAL NECESSÁRIO: 
Cartões ou papéis com as frases de cada autor (uma por participante ou grupo) 
Canetas coloridas 
Quadro ou flipchart 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 51 
 
INTRODUÇÃO (10 MINUTOS): 
Comece com uma breve explicação sobre o que é inteligência emocional e sua 
importância na educação, conforme as citações dos autores. 
Enfatize a relevância da empatia, do autoconhecimento e da gestão emocional no 
cotidiano da sala de aula e nas relações com os alunos. 
 
DISTRIBUIÇÃO DAS FRASES (5 MINUTOS): 
Entregue a cada participante ou grupo um cartão/papel com uma das frases citadas. 
Peça para que eles leiam atentamente a frase e reflitam sobre ela em relação ao seu 
trabalho como educador. 
 
REFLEXÃO EM GRUPOS PEQUENOS (10 MINUTOS): 
Divida os professores em grupos pequenos de 3 a 5 pessoas. Cada grupo deve discutir 
como a frase que recebeu se relaciona com suas experiências na sala de aula e com a gestão 
emocional do ambiente escolar. 
Peça para que discutam a importância dessa competência para o desenvolvimento dos 
alunos e para a própria saúde emocional dos educadores. 
 
COMPARTILHAMENTO DAS REFLEXÕES (15 MINUTOS): 
Cada grupo compartilha suas reflexões com os outros, destacando: 
Como a frase se aplica ao contexto escolar deles. 
Exemplos de como as competências emocionais podem ser trabalhadas no ambiente 
escolar. 
Como lidar com as adversidades emocionaisno dia a dia da profissão. 
 
REFLEXÃO INDIVIDUAL: (10 MINUTOS): 
Peça que cada professor escreva, em uma folha, uma breve reflexão sobre como eles 
podem aplicar as habilidades emocionais em seu trabalho e em suas relações com os alunos. 
Algumas questões podem orientar essa reflexão: 
Como você lida com suas próprias emoções durante situações desafiadoras em sala de 
aula? 
Quais estratégias você pode adotar para fomentar um ambiente mais empático e 
respeitoso entre seus alunos? 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 52 
 
O que você considera ser a sua maior força emocional como educador? E o que você 
precisa melhorar? 
 
COMPARTILHAMENTO FINAL (10 MINUTOS): 
Finalize com um círculo de compartilhamento, onde cada professor pode dizer uma coisa 
que aprendeu com a dinâmica e uma ação que pretende adotar para fortalecer sua inteligência 
emocional no contexto educacional. 
 
ENCERRAMENTO: 
Agradeça pela participação e reforce que o desenvolvimento da inteligência emocional é 
um processo contínuo, tanto para os alunos quanto para os professores. 
Caso possível, forneça materiais ou sugestões de atividades para que continuem o 
desenvolvimento emocional no ambiente escolar. 
 
RESULTADO ESPERADO: 
Essa dinâmica tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a importância das 
habilidades emocionais no ambiente escolar, melhorar a comunicação entre os professores e 
promover a construção de um ambiente de aprendizagem mais empático e equilibrado, também 
busca reforçar que o desenvolvimento emocional dos educadores é fundamental para o sucesso 
acadêmico e o bem-estar dos alunos.ativa dos 
pais no processo de adaptação escolar de seus filhos pode ser um fator determinante para o 
sucesso educacional. Ibarrola (2011) destaca que os pais desempenham um papel crucial no 
desenvolvimento emocional dos filhos, e sua capacidade de reconhecer e responder às 
necessidades emocionais dos filhos impacta diretamente no desempenho acadêmico e na 
adaptação social das crianças. A colaboração entre a escola e a família, baseada na empatia e na 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 4 
 
compreensão mútua das emoções dos alunos, é essencial para garantir um ano letivo produtivo e 
harmonioso. 
Investir na inteligência emocional, tanto de professores quanto de alunos, é uma 
estratégia eficaz para promover um ambiente escolar acolhedor e emocionalmente saudável. Por 
meio de práticas que favoreçam o autoconhecimento, o autocontrole e a empatia, a escola pode se 
tornar um espaço onde todos se sintam respeitados, compreendidos e motivados a aprender e 
ensinar. 
As habilidades socioemocionais são, portanto, ferramentas essenciais para a construção 
de uma educação que priorize o bem-estar emocional e acadêmico de todos os envolvidos, 
proporcionando um ano letivo mais produtivo, equilibrado e bem-sucedido. 
2. DESENVOLVIMENTO 
A volta às aulas representa não apenas um novo ciclo acadêmico, mas também uma 
oportunidade ímpar para a renovação das relações interpessoais dentro do ambiente escolar. Neste 
momento de transição, o autoconhecimento e a gestão emocional têm um papel fundamental na 
construção de um ambiente mais equilibrado e harmonioso, tanto para professores quanto para 
alunos. De acordo com Cury (2019), o autoconhecimento é o ponto de partida para o 
desenvolvimento da inteligência emocional, pois é por meio dele que as pessoas começam a 
entender suas próprias reações emocionais e, assim, se tornam mais aptas a lidar com as situações 
cotidianas de maneira mais equilibrada e madura. Para os professores, o autoconhecimento 
permite que reconheçam suas próprias limitações, ajustem suas expectativas e abordagens 
pedagógicas, e promovam um clima de sala de aula mais saudável e produtivo. No caso dos 
alunos, desenvolver a consciência sobre seus sentimentos e comportamentos ajuda-os a 
estabelecer relacionamentos mais empáticos com os colegas, a compreender suas dificuldades 
emocionais e a buscar soluções mais construtivas para os desafios enfrentados no dia a dia escolar. 
A gestão transformadora é um conceito que também se aplica à administração de 
emoções positivas e negativas. Quando falamos de gestão das emoções, nos referimos à habilidade 
de controlar não apenas os sentimentos negativos, como raiva, frustração ou ansiedade, mas 
também as emoções positivas, como a empolgação ou o entusiasmo, que podem, se não 
controladas, gerar comportamentos impulsivos ou excessivamente otimistas. O autocontrole é um 
aspecto importante da inteligência emocional, que permite que tanto professores quanto alunos se 
mantenham centrados em situações de estresse ou pressão. No contexto educacional, uma gestão 
transformadora das emoções contribui para que todos os envolvidos no processo educativo se 
sintam mais preparados para enfrentar os desafios emocionais do cotidiano escolar. Dessa forma, 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 5 
 
tanto os educadores quanto os estudantes se beneficiam ao desenvolver essas habilidades, que 
garantem um ambiente de aprendizagem mais harmonioso, onde a resolução de conflitos se dá de 
maneira mais construtiva e positiva. 
A relação entre pais e filhos desempenha um papel essencial no desenvolvimento da 
inteligência emocional das crianças. Pais emocionalmente inteligentes podem fornecer um 
ambiente seguro e acolhedor, no qual os filhos se sintam amparados e respeitados em suas 
emoções. Cury (2019) afirma que o papel dos pais vai além do fornecimento de recursos materiais, 
pois eles têm a responsabilidade de cultivar a inteligência emocional nas crianças desde a infância. 
O autoconhecimento e o autocontrole dos pais influenciam diretamente o comportamento dos 
filhos, pois as crianças tendem a imitar as reações emocionais dos adultos próximos. A empatia 
dos pais é fundamental para que eles possam reconhecer e compreender as emoções de seus filhos, 
ajudando-os a processar sentimentos como medo, raiva, frustração e até mesmo a alegria. Dessa 
forma, a família se torna um espaço fundamental para o desenvolvimento das competências 
emocionais que serão essenciais para a vida acadêmica e social das crianças. 
A parceria entre pais e filhos no contexto educacional é um fator determinante para o 
sucesso escolar. A compreensão das necessidades emocionais da criança e o apoio constante dos 
pais ajudam a criar uma base sólida para o desenvolvimento da autoconfiança e autoestima dos 
filhos. Quando pais e filhos se comunicam de forma aberta e empática, o processo educacional se 
torna mais fluido e menos suscetível a conflitos. Além disso, pais emocionalmente disponíveis são 
mais eficazes em lidar com as dificuldades escolares de seus filhos, ajudando-os a lidar com 
desafios como a ansiedade de provas, a adaptação a novos ambientes escolares ou a socialização 
com outros colegas. 
A relação entre emoções e cognição é um aspecto que deve ser constantemente observado 
na dinâmica escolar. A inteligência emocional envolve não apenas a percepção e o controle das 
emoções, mas também a capacidade de utilizar essas emoções para facilitar o processo de 
pensamento e decisão. No ambiente escolar, essa relação é ainda mais evidente, pois as emoções 
podem impactar diretamente a cognição e o aprendizado. Alunos que se sentem emocionalmente 
apoiados e compreendidos têm maior capacidade de focar nas tarefas, de se engajar nas atividades 
e de desenvolver sua capacidade de resolução de problemas. Em contraste, alunos que enfrentam 
dificuldades emocionais, como ansiedade ou medo de fracasso, podem ter a sua cognição 
prejudicada, dificultando o aprendizado e a participação nas atividades escolares. 
Para os professores, a conscientização de que suas próprias emoções podem influenciar o 
processo de ensino-aprendizagem é fundamental. O estado emocional dos educadores afeta 
diretamente a forma como interagem com os alunos e como conseguem lidar com situações 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 6 
 
desafiadoras dentro da sala de aula. Um professor que consegue administrar suas emoções de 
forma eficaz terá mais sucesso em criar um ambiente de aprendizagem positivo, no qual todos se 
sintam respeitados e motivados a aprender. 
A parceria entre pais e filhos é um dos pilares mais importantes para o sucesso 
educacional das crianças. Quando pais e filhos estabelecem uma comunicação eficaz, baseada na 
confiança mútua e no respeito às emoções de cada um, o processo de aprendizagem se torna mais 
colaborativo e enriquecedor. Pais que incentivam seus filhos a expressarem suas emoções de 
maneira saudável e que se mostram disponíveis para ouvir e apoiar seus filhos, promovem o 
desenvolvimento de habilidades emocionais essenciais para o sucesso acadêmico e social. Além 
disso, a colaboração entre família e escola é um fator fundamental para que as crianças se sintam 
seguras e motivadas a participar ativamente do processo educativo. 
A promoção de emoções positivas na educação infantil é uma das estratégias mais 
eficazes para a construção de um ambiente de aprendizagem saudável e produtivo. A educação 
voltada para o desenvolvimento de emoções positivas, como a confiança, a gratidão e a empatia, 
contribui significativamente para o bem-estar emocional dos alunos e para o fortalecimento do 
vínculo com os educadores. Ao cultivar um ambiente escolar que valorize as emoções positivas, 
os professores estão criando um espaço onde as crianças podem explorar suas capacidades 
emocionais de maneira segurae estruturada, o que, por sua vez, favorece o aprendizado e a 
construção de relações mais saudáveis. 
A inteligência emocional desempenha um papel vital na educação, especialmente no 
início do ano letivo, quando os desafios emocionais e acadêmicos estão mais evidentes. A prática 
do autoconhecimento, o desenvolvimento do autocontrole, a promoção de emoções positivas e a 
criação de uma parceria sólida entre pais, professores e alunos são estratégias que podem 
transformar o ambiente escolar em um espaço mais acolhedor, produtivo e equilibrado. Ao investir 
na inteligência emocional, a escola e a família estão contribuindo para a formação de indivíduos 
mais resilientes, empáticos e preparados para enfrentar os desafios do futuro. 
2.1 O PAPEL DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO AMBIENTE ESCOLAR 
A inteligência emocional (IE) é um conceito que envolve a capacidade de reconhecer, 
compreender e gerenciar as próprias emoções, além de perceber as emoções dos outros e interagir 
de forma empática. 
O impacto da inteligência emocional no ambiente escolar é profundo, pois ela influencia 
diretamente a dinâmica entre professores e alunos, promovendo um ambiente mais saudável, 
colaborativo e produtivo para o aprendizado, no contexto educacional, a IE se reflete em quatro 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 7 
 
componentes fundamentais: autoconhecimento, autocontrole, empatia e habilidades sociais. Esses 
aspectos são essenciais para garantir uma convivência harmoniosa e um desempenho acadêmico 
mais eficaz. 
O autoconhecimento é o primeiro passo para o desenvolvimento da inteligência 
emocional no ambiente escolar. Professores e alunos precisam ser capazes de identificar suas 
próprias emoções e compreender como elas influenciam seu comportamento e aprendizado. No 
caso dos professores, esse autoconhecimento permite que eles gerenciem suas reações diante de 
situações de estresse ou frustração, criando um ambiente de ensino mais equilibrado e menos 
reativo. Para os alunos, a consciência de suas próprias emoções ajuda a regular suas ações e 
respostas emocionais, o que favorece sua aprendizagem e relacionamento com os outros. 
Barrientos (2016) destaca a importância do autoconhecimento emocional no contexto 
escolar, afirmando que os professores devem estar cientes de como suas próprias emoções 
influenciam a gestão do clima de sala de aula. De acordo com de Souza e Martín (2019), o 
autoconhecimento dos educadores é fundamental para a criação de um ambiente de aprendizado 
seguro e estimulante, pois ele permite que os docentes sejam mais sensíveis às necessidades 
emocionais dos alunos, ajustando suas práticas pedagógicas de acordo com essas demandas. 
O autocontrole é a habilidade de gerenciar os próprios impulsos e reações emocionais, 
especialmente em momentos de estresse ou frustração. Essa competência é crucial tanto para os 
professores quanto para os alunos, pois em situações de conflito ou dificuldades no processo de 
ensino-aprendizagem, o autocontrole pode evitar escaladas emocionais e promover uma resposta 
mais construtiva e racional. 
Segundo Davis (1983), o autocontrole é uma das dimensões essenciais da inteligência 
emocional, pois envolve a capacidade de regular as emoções de maneira adaptativa. No ambiente 
escolar, professores que demonstram autocontrole têm maior capacidade de manter a calma em 
situações desafiadoras, o que contribui para a criação de um clima de sala de aula mais estável e 
propício ao aprendizado. Para os alunos, o autocontrole é essencial para a autorregulação 
emocional, permitindo que eles lidem com frustrações, desentendimentos e outras situações 
difíceis de forma mais madura e equilibrada. 
A empatia é a capacidade de compreender e compartilhar as emoções do outro. No 
contexto educacional, a empatia é fundamental para a construção de um ambiente de aprendizado 
positivo, onde tanto professores quanto alunos se sintam valorizados e compreendidos. Quando os 
educadores demonstram empatia, conseguem estabelecer relações de confiança com seus alunos, 
criando um ambiente onde é mais fácil para os estudantes se expressarem, exporem suas 
dificuldades e se engajarem nas atividades propostas. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 8 
 
Bacete et al. (2011) ressaltam a importância da relação empática entre professores e 
alunos para o sucesso educacional. A empatia, além de promover uma convivência mais 
harmoniosa, também contribui para a melhora do desempenho acadêmico, pois alunos que se 
sentem compreendidos tendem a se engajar mais nas atividades escolares e demonstram maior 
motivação para aprender. No entanto, como Davis (1983) sugere, a empatia é uma habilidade que 
pode ser desenvolvida ao longo do tempo, sendo importante que os educadores recebam formação 
específica para aprimorar essa competência. 
As habilidades sociais envolvem a capacidade de interagir de forma eficaz e construtiva 
com os outros, facilitando a comunicação e a resolução de conflitos. No ambiente escolar, essas 
habilidades são essenciais para o bom relacionamento entre professores e alunos, bem como entre 
os próprios alunos. Professores com habilidades sociais bem desenvolvidas são capazes de lidar 
com situações de conflito de forma diplomática e criativa, evitando que desentendimentos se 
transformem em problemas maiores e mantendo o foco no aprendizado. 
De Souza e Martín (2019) afirmam que as habilidades sociais são fundamentais para a 
gestão de sala de aula, uma vez que professores que dominam essas competências conseguem lidar 
melhor com comportamentos disruptivos, promovendo uma atmosfera de respeito mútuo e 
colaboração. Barrientos (2016) acrescenta que a promoção de habilidades sociais entre os alunos é 
essencial para o desenvolvimento de uma cultura escolar inclusiva e acolhedora, onde as 
diferenças são respeitadas e as interações são mais harmoniosas. 
O papel da inteligência emocional no ambiente escolar é indiscutível, ao desenvolver 
competências como autoconhecimento, autocontrole, empatia e habilidades sociais, tanto 
professores quanto alunos têm mais chances de criar e vivenciar um ambiente educacional positivo 
e produtivo. 
A inteligência emocional também contribui para a resolução de conflitos, o engajamento 
no processo de ensino-aprendizagem e a construção de relações interpessoais saudáveis. É 
fundamental que escolas invistam na formação emocional de seus educadores e ofereçam suporte 
para o desenvolvimento dessas habilidades nos alunos, criando uma cultura escolar que valorize a 
inteligência emocional como um pilar para o sucesso acadêmico e o bem-estar emocional de todos 
os envolvidos. 
2.2 ACOLHENDO OS PROFESSORES 
Os professores são à base de qualquer sistema educacional, pois são os principais 
responsáveis pela transmissão de conhecimento e pelo desenvolvimento dos alunos, é 
imprescindível que sejam valorizados, apoiados e ouvidos, especialmente diante das demandas 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 9 
 
crescentes que enfrentam no cotidiano escolar. O acolhimento aos professores deve ser uma 
prioridade para as gestões escolares, pois educadores bem-sucedidos e emocionalmente 
equilibrados têm maior capacidade de promover um ambiente de aprendizagem saudável e 
motivador para seus alunos. 
Uma das estratégias mais eficazes para acolher os professores e fortalecer sua resiliência 
emocional é a implementação de oficinas de inteligência emocional. Essas atividades são 
fundamentais para o desenvolvimento de competências emocionais que ajudam os educadores a 
lidar com os desafios diários da profissão, como situações de estresse, pressão e conflitos. 
O treinamento em inteligência emocional permite que os professores aprimorem suas 
habilidades de autoconhecimento, autocontrole e empatia, habilidades essenciais para o manejo 
eficaz da sala de aula e para o desenvolvimentode uma comunicação positiva com os alunos. 
Rafael Bisquerra (2018), especialista em educação emocional, destaca que as oficinas de 
inteligência emocional são importantes não apenas para a formação dos professores, mas também 
para o aprimoramento da qualidade do ensino, pois contribuem para que os educadores 
estabeleçam um ambiente emocionalmente saudável, promovendo uma gestão da sala de aula mais 
eficaz e tranquila, essas práticas ajudam a prevenir o esgotamento emocional, proporcionando aos 
educadores ferramentas para lidar com a pressão e manter a motivação. 
A valorização e o reconhecimento dos professores são atitudes fundamentais para o 
fortalecimento do vínculo entre os educadores e a gestão escolar. Muitos profissionais da 
educação enfrentam uma sobrecarga de trabalho, além de lidar com a falta de recursos e com 
desafios no relacionamento com os alunos, é vital que as escolas implementem políticas de 
valorização que vão além de simples incentivos financeiros, abrangendo também ações de 
reconhecimento e apoio. 
Gamboa e Valdés (2016) sugerem que o reconhecimento das conquistas e o 
agradecimento pelos esforços dos professores são poderosos motivadores. Eles argumentam que 
quando a gestão escolar valoriza os professores de forma visível e constante, cria-se um ambiente 
mais positivo e estimulante para o trabalho. Esse reconhecimento pode ocorrer por meio de 
eventos de celebração, mensagens de apoio, ou até mesmo ações simples, como uma palavra de 
agradecimento. 
Quando os professores se sentem valorizados, eles tendem a ter uma maior satisfação 
profissional, o que impacta diretamente em sua disposição e qualidade no trabalho, quando a 
gestão escolar demonstra esse reconhecimento, a relação entre professores e alunos também se 
fortalece, pois o professor se torna mais engajado, paciente e motivado para ensinar. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 10 
 
A profissão docente, sem dúvida, exige uma carga emocional intensa, uma vez que os 
professores lidam diariamente com uma grande variedade de situações que envolvem não apenas a 
transmissão de conhecimento, mas também a gestão de comportamentos, emoções e expectativas 
de alunos, pais e da própria gestão escolar. Frequentemente, os educadores enfrentam desafios 
como o aumento da carga de trabalho, a pressão por resultados acadêmicos, a necessidade de lidar 
com alunos com diferentes necessidades e comportamentos, além das dificuldades pessoais que 
podem ser trazidas para o ambiente escolar. Esses fatores podem resultar em desgaste físico e 
psicológico, comprometendo o bem-estar dos professores e, consequentemente, a qualidade do 
ensino oferecido. 
Diante desse cenário, é essencial que as escolas ofereçam espaços adequados para que os 
educadores possam expressar suas preocupações e compartilhar suas dificuldades sem medo de 
julgamento ou repreensão. 
Os espaço destacados não são apenas importantes para a manutenção da saúde emocional 
dos professores, mas também são fundamentais para a criação de um ambiente escolar saudável, 
onde a comunicação é aberta e o apoio mútuo é incentivado. 
 
2.2.1 CRIAÇÃO DE GRUPOS DE APOIO E ESCUTA ATIVA 
 
Uma das formas mais eficazes de oferecer suporte emocional aos professores é por meio 
da criação de grupos de apoio. Esses grupos podem ser compostos por professores que se reúnem 
periodicamente para compartilhar suas experiências, angústias e desafios. 
A presença de um facilitador especializado, como um psicólogo escolar, pode ser 
extremamente útil para moderar as discussões e garantir que os participantes se sintam à vontade 
para se expressar. 
O objetivo é criar um ambiente seguro onde o professor possa expor suas dificuldades 
sem o medo de ser julgado ou estigmatizado. 
A escuta ativa, onde todos têm o espaço para falar e ser ouvidos, é essencial para que os 
professores se sintam acolhidos e compreendidos. 
A escuta ativa pode ajudar a identificar necessidades comuns entre os educadores, como 
questões de saúde mental, dificuldades com alunos específicos, ou desafios de relacionamento 
com colegas ou com a gestão escolar. Esse processo ajuda a diminuir o isolamento emocional, 
pois permite que os educadores percebam que não estão sozinhos em suas experiências, 
fortalecendo a solidariedade entre os profissionais. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 11 
 
 
2.2.2 APOIO PSICOLÓGICO CONTÍNUO E ACONSELHAMENTO 
INDIVIDUAL 
 
A implementação de um programa contínuo de apoio psicológico, com a oferta de 
sessões de aconselhamento individual para os professores. Esses serviços podem ser realizados por 
psicólogos ou terapeutas especializados, com a garantia de confidencialidade e sem qualquer tipo 
de julgamento. 
O apoio psicológico não se limita apenas ao momento de crise; ele deve ser um recurso 
constante, disponível ao longo de todo o ano letivo, de modo que os educadores se sintam 
apoiados emocionalmente em qualquer fase de sua jornada profissional. 
A psicóloga Gladys Nogueira Cabral destaca que ―a educação em constante mudança e, 
para atender a necessidade de acompanhamento das transformações que estão ocorrendo, faz-se 
necessário inovar a forma de ensinar e aprender‖. a educação em constante mudança e, para 
atender a necessidade de acompanhamento das transformações que estão ocorrendo, faz-se 
necessário inovar a forma de ensinar e aprender. Com os modelos tradicionais e conservadores de 
ensino, os quais datam do século XIX, e ainda são utilizados por várias instituições educativas. 
Nesse modelo, Pinho et al. (2010) mostra o educador como aquele que ensina as ciências e as 
artes, que disciplina aos alunos, controla a aula e atua como o centro do aprendizado. Já os 
educandos são aqueles que escutam, anotam e estudam para tirar notas comprovatórias, parecem já 
não funcionar. Fazer que uma escola se torne um modelo a ser seguido em pleno século XXI, não 
é uma tarefa fácil, mas é possível. Muitos desafios são enfrentados por gestores na hora de 
procurar inovar e melhorar os ambientes educativos e assim conseguir adaptá-los às necessidades 
educativas da nova geração. 
Gladys Nogueira Cabral (2022) em seu artigo School 21, aponta que a educação está em 
um processo contínuo de transformação, sendo essencial inovar as abordagens de ensino e 
aprendizagem para acompanhar essas mudanças. Ela ressalta a necessidade de adaptação frente às 
exigências de um contexto dinâmico, onde os métodos clássicos de ensino, muitas vezes 
originados no século XIX. Esses modelos, conforme abordado pela autora (2022), colocam o 
educador como a figura central do processo educativo, destacando-o como responsável por 
transmitir conhecimentos, enquanto os alunos ocupam uma posição passiva, limitada a escutar, 
anotar e buscar boas notas. No entanto, essa abordagem tem mostrado fragilidades, especialmente 
quando se considera a importância da inteligência emocional tanto para os professores quanto para 
os alunos. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 12 
 
A habilidade dos educadores em reconhecer e gerenciar suas próprias emoções, bem 
como compreender as emoções dos alunos, é fundamental para um ambiente de aprendizado mais 
dinâmico e interativo. Da mesma forma, os alunos precisam desenvolver competências emocionais 
para lidar com os desafios acadêmicos e pessoais, o que vai além da simples busca por notas. 
É necessário transformar as escolas em ambientes que promovam a inteligência 
emocional de ambos, professores e alunos, através de metodologias educacionais que possam 
projetar transformações positivas, tal contexto é uma necessidade urgente para atender às 
demandas educacionais contemporâneas. Este desafio, embora grande, pode ser superado por 
gestores comprometidos com inovações pedagógicas que integrem o desenvolvimento emocional 
como parte do currículo, promovendo um ensino mais equilibrado,empático e eficaz no século 
XXI. 
―A proposta do modelo ―School 21‖ procura desenvolver nos educandos, por meio de 
capacitações, treinamentos e outras metodologias, as habilidades e competências de 
comunicação, tais como, o falar, explicar, analisar, persuadir, controlar suas emoções, 
enfrentar desafios e resolver problemas em diferentes contextos situacionais‖. (Cabral, 
2022, p.12). 
 
A proposta do modelo ―School 21‖ busca, por meio de capacitações, treinamentos e 
outras metodologias, promover o desenvolvimento das competências emocionais dos educandos, 
incluindo habilidades como a comunicação eficaz, o controle emocional, a resiliência diante de 
desafios e a resolução de problemas em diferentes contextos. Segundo Cabral (2022, p.12), o 
modelo enfatiza a importância de os alunos aprenderem a lidar com suas emoções, além de 
desenvolverem capacidades cognitivas, como a capacidade de falar, explicar, analisar e persuadir. 
Esse enfoque na inteligência emocional visa não apenas aprimorar a comunicação, mas também 
fortalecer a gestão das emoções, o que é essencial para o sucesso acadêmico e pessoal dos 
estudantes. 
No contexto educacional, a possibilidade de um atendimento individualizado oferece uma 
excelente oportunidade para que o educador também possa trabalhar suas próprias emoções. Esse 
processo inclui o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e o aprimoramento do manejo 
do estresse, permitindo ao professor cultivar uma maior inteligência emocional. Dessa forma, ao 
promover tanto o autoconhecimento quanto o autocontrole emocional, o educador cria um 
ambiente mais positivo e produtivo, essencial para o bem-estar dos alunos e o sucesso no processo 
de ensino-aprendizagem. 
O espaço para a expressão de emoções em um contexto profissional é fundamental para 
prevenir o burnout e melhorar o desempenho e satisfação no trabalho. 
 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 13 
 
2.2.3 WORKSHOPS DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E BEM-ESTAR 
 
As escolas podem promover workshops e formações periódicas focadas no 
desenvolvimento de inteligência emocional, autocontrole e gestão do estresse. Esses workshops 
podem ser ministrados por profissionais da área da psicologia ou coaching educacional, e devem 
ser estruturados de forma a atender às necessidades específicas dos educadores. Durante as 
sessões, os professores podem aprender técnicas práticas para lidar com situações de pressão, 
como a prática de mindfulness (atenção plena), a importância do autocuidado, a identificação e 
regulação emocional, e estratégias para desenvolver uma postura mais empática diante das 
dificuldades cotidianas. 
Esses treinamentos ajudam os professores a desenvolverem maior resiliência emocional, 
o que é vital para o enfrentamento dos desafios que surgem em sua prática pedagógica. Ao mesmo 
tempo, essas ações promovem um clima de bem-estar e saúde mental, beneficiando não apenas os 
docentes, mas também os alunos, que percebem a energia e a disposição renovada de seus 
educadores. 
 
2.2.4 ESPAÇOS DE DESCOMPRESSÃO E RELAXAMENTO 
 
A escola pode criar espaços físicos dedicados ao relaxamento e à descompressão 
emocional dos professores. Esses ambientes podem ser simples, como salas de descanso ou 
espaços ao ar livre, onde os professores podem tirar um tempo para si, longe das pressões da rotina 
escolar. A inclusão de elementos que favoreçam o bem-estar, como sofás confortáveis, plantas, luz 
suave e música tranquila, pode ser uma maneira de os educadores se recuperarem emocionalmente 
durante o dia, permitindo que retornem às suas atividades com mais disposição e equilíbrio. 
A implementação de espaços físicos de descanso deve ser vista não como um luxo, mas 
como uma necessidade para a saúde mental e emocional dos professores. Muitas escolas já 
possuem ambientes como salas de descanso para os alunos, e essa mesma consideração deve ser 
dada aos educadores, que também enfrentam longas horas de trabalho. 
 
2.2.5 PROMOVER UMA CULTURA DE APRECIAR E RECONHECER OS 
ESFORÇOS DOS PROFESSORES 
 
O ambiente escolar também pode ser enriquecido por uma cultura de reconhecimento e 
valorização contínua do trabalho dos professores. Isso inclui práticas como reconhecer 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 14 
 
publicamente os esforços dos educadores, dar feedbacks positivos sobre suas práticas pedagógicas 
e promover momentos de celebração e agradecimento. Reconhecer o esforço dos professores, 
mesmo nas pequenas conquistas diárias, é uma forma de prevenir o desgaste emocional e 
proporcionar um senso de realização profissional. 
Os gestores escolares podem criar espaços para os professores refletirem sobre suas 
próprias práticas pedagógicas, oferecendo momentos de planejamento colaborativo e troca de 
experiências. Esses encontros podem servir para discutir métodos de ensino, compartilhar sucessos 
e desafios, e promover a colaboração entre os colegas de trabalho, o que também contribui para a 
redução da sobrecarga emocional. 
 
2.2.6 ENVOLVIMENTO DOS PAIS NO PROCESSO DE APOIO AO EDUCADOR 
 
O apoio aos professores também pode se estender para a comunidade escolar como um 
todo, incluindo pais e responsáveis. Um fator importante para a redução do estresse dos 
educadores é a construção de uma relação mais colaborativa com as famílias dos alunos. Isso pode 
ser feito através de reuniões regulares com os pais, onde os professores podem compartilhar suas 
preocupações sobre o desempenho e comportamento dos alunos, e também ouvir o que os pais têm 
a dizer sobre as necessidades emocionais e comportamentais de seus filhos. 
A colaboração entre escola e família fortalece a rede de apoio aos educadores, 
contribuindo para o bem-estar de todos. Pais envolvidos no processo educacional também ajudam 
a criar um clima escolar mais positivo, onde tanto alunos quanto professores se sentem apoiados e 
valorizados. 
A criação de espaços adequados para os professores expressarem suas preocupações e 
dificuldades emocionais não é apenas uma ação de apoio, mas uma prática essencial para a saúde 
mental e o sucesso educacional a longo prazo. A inteligência emocional, quando incorporada à 
cultura escolar, tem o potencial de transformar o ambiente de trabalho dos educadores, 
proporcionando-lhes as ferramentas necessárias para lidar com os desafios da profissão e, 
consequentemente, impactando positivamente o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos. 
 
2.2.7 O APOIO EMOCIONAL DEVE SER ESTRUTURADO DE MANEIRA 
FORMAL 
 
Com a disponibilização de serviços de psicologia ou grupos de apoio, onde os professores 
podem discutir seus sentimentos e preocupações. Este apoio pode ajudar a prevenir o burnout 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 15 
 
(síndrome de esgotamento profissional), um problema crescente entre os educadores, 
especialmente em momentos de sobrecarga de trabalho e baixa valorização. 
Bisquerra (2018) destaca a importância da escuta ativa como parte da gestão emocional 
nas escolas. Ele sugere que as escolas devem criar um ambiente de apoio mútuo, onde os 
professores se sintam seguros para compartilhar suas experiências e emoções. A escuta ativa e o 
apoio emocional ajudam a melhorar o bem-estar dos professores, o que, por sua vez, reflete na 
qualidade do ensino oferecido aos alunos. 
O acolhimento dos professores não é apenas uma questão de reconhecimento de sua 
profissão, mas de garantir que eles estejam emocionalmente preparados para os desafios diários. 
As oficinas de inteligência emocional, o reconhecimento constante e o apoio emocional são 
ferramentas indispensáveis para o bem-estar dos educadores. Ao implementar essas práticas, as 
escolas contribuem para a criação de um ambiente saudável e motivador, tanto para os professores 
quanto para os alunos. 
O investimento em inteligência emocional para os educadores não só melhoraa qualidade 
do ensino, como também contribui para a construção de uma cultura escolar mais acolhedora, 
onde todos se sentem valorizados e respeitados, refletindo diretamente no sucesso do processo 
educacional. 
2.3 ACOLHENDO OS ALUNOS 
A volta às aulas é um momento de grandes expectativas e desafios, especialmente após 
um período de distanciamento, como o ocorrido durante a pandemia de COVID-19. Para muitos 
estudantes, esse retorno pode ser fonte de ansiedade, insegurança e até dificuldades de adaptação. 
A inteligência emocional (IE) desempenha um papel crucial para garantir que o ambiente escolar 
seja seguro, acolhedor e favorável ao aprendizado. 
O desenvolvimento das competências emocionais, tanto por parte dos alunos quanto dos 
educadores, é fundamental para criar uma atmosfera de compreensão e suporte mútuo, a 
inteligência emocional no contexto escolar envolve a capacidade de reconhecer e gerenciar as 
próprias emoções, além de perceber as emoções dos outros, o que contribui para um ambiente de 
convivência harmoniosa e saudável. 
No caso dos estudantes, é essencial que a escola promova ações e atividades que 
favoreçam a expressão e a compreensão das emoções. Isso pode ser realizado por meio de diversas 
iniciativas práticas que visam fortalecer as competências emocionais dos alunos e permitir-lhes 
um melhor ajuste emocional ao ambiente escolar. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 16 
 
2.3.1 DINÂMICAS DE INTEGRAÇÃO 
 
Uma das estratégias mais eficazes para acolher os alunos no início do ano letivo são as 
dinâmicas de integração. Essas atividades têm o objetivo de quebrar o gelo e permitir que os 
alunos se conheçam melhor, criando um ambiente de confiança e empatia entre eles, durante essas 
dinâmicas, os estudantes têm a oportunidade de compartilhar suas expectativas, medos e emoções, 
o que favorece o desenvolvimento de laços afetivos e a promoção de um clima escolar positivo. 
A utilização de jogos e atividades lúdicas, que incentivam a colaboração e a troca de 
experiências, pode ser uma forma eficaz de construir um espírito de equipe entre os alunos, 
incentivando a interação e o respeito mútuo. 
Essas dinâmicas são particularmente importantes após um período de distanciamento, 
pois ajudam a quebrar as barreiras de socialização que podem ter sido afetadas pela falta de 
contato presencial. Como apontado no Diário Oficial del Estado (2019), atividades de integração 
são uma maneira eficiente de promover a empatia e o entendimento entre os alunos, favorecendo 
um ambiente propício ao aprendizado e à cooperação. 
 
2.3.2 ESPAÇO EMOCIONAL DENTRO DA SALA DE AULA 
 
A criação de um "espaço emocional" dentro da sala de aula. Esse espaço deve ser 
pensado para que os estudantes se sintam seguros e à vontade para expressar suas emoções e 
sentimentos. 
Atividades como rodas de conversa e momentos de reflexão são altamente eficazes para 
promover o compartilhamento de emoções de maneira espontânea e sem julgamentos. Em rodas 
de conversa, os alunos podem falar sobre o que estão sentindo, o que tem lhes causado 
preocupação, ou simplesmente compartilhar experiências pessoais, fortalecendo a empatia entre os 
colegas. 
As práticas de escrita reflexiva também podem ser utilizadas, em que os alunos escrevem 
sobre suas emoções, expectativas ou medos em relação ao novo ano letivo. Isso permite que os 
educadores percebam as necessidades emocionais de cada aluno e promovam intervenções 
adequadas, criando um ambiente de apoio psicológico e emocional dentro da sala de aula. 
Essas práticas podem ajudar a aumentar a autoestima dos alunos, mostrando-lhes que 
suas emoções são válidas e que há espaço para falar sobre o que os aflige. A criação desses 
espaços dentro da sala de aula também ajuda a fortalecer a relação entre professor e aluno, criando 
um vínculo de confiança, essencial para o aprendizado. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 17 
 
A importância dessas práticas é amplamente discutida por pesquisadores como Bacete et 
al. (2011), que afirmam que a relação entre professor e aluno é um fator determinante para o 
sucesso acadêmico, especialmente quando se trata de um ambiente emocionalmente seguro e 
respeitoso. 
 
2.3.3 ENSINAR HABILIDADES EMOCIONAIS NO CURRÍCULO 
 
Incorporar a educação emocional ao currículo escolar é uma das ações mais poderosas 
que a escola pode adotar para promover o bem-estar dos alunos. Isso envolve o ensino explícito de 
habilidades emocionais, como controle do estresse, resolução de conflitos, e a gestão da raiva. 
A educação emocional não deve ser vista como algo separado das demais disciplinas, 
mas sim como uma parte integrada ao processo de aprendizagem. Ensinar os alunos a lidar com 
suas emoções pode ter um impacto significativo na sua saúde mental e em seu desempenho 
acadêmico. 
De acordo com Fernández-Berrocal, Extremera-Pacheco e Ramos (2004), o ensino de 
habilidades emocionais pode melhorar a capacidade dos alunos de lidar com situações de estresse, 
aumentar sua capacidade de resolver conflitos e promover a construção de um ambiente escolar 
mais harmonioso. A integração dessas práticas no currículo escolar também pode ajudar a prevenir 
problemas como bullying, ansiedade e depressão, que muitas vezes surgem quando os alunos não 
têm as ferramentas necessárias para lidar com suas emoções. 
A promoção de habilidades emocionais deve ser trabalhada de forma contínua ao longo 
do ano, com práticas que estimulem a reflexão, a comunicação não-violenta e o autocuidado, é 
importante envolver os pais nesse processo, criando um trabalho conjunto entre a escola e a 
família para reforçar o aprendizado emocional no cotidiano dos alunos. 
 
2.3.4 DESENVOLVIMENTO DA EMPATIA 
 
A empatia é uma habilidade essencial para a convivência escolar saudável e deve ser 
incentivada desde os primeiros anos de escolaridade. Através de atividades que estimulem os 
alunos a se colocarem no lugar do outro, como dinâmicas de grupo, leitura de histórias com temas 
emocionais, e discussões sobre comportamentos e atitudes, é possível promover o 
desenvolvimento da empatia entre os estudantes. Isso contribui para um ambiente onde a 
compreensão mútua e o respeito são praticados de forma natural. 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 18 
 
A empatia é crucial não só para melhorar a convivência entre alunos, mas também para a 
promoção de uma educação inclusiva, em que as diferenças são respeitadas e valorizadas. Ensinar 
aos alunos a importância de ouvir o outro e considerar diferentes perspectivas pode contribuir para 
a redução de atitudes discriminatórias e agressivas dentro da escola. O trabalho de autores como 
Davis (1983), que investigaram a empatia e sua relação com o comportamento humano, reforça a 
importância dessa competência emocional na construção de relacionamentos interpessoais 
saudáveis. 
A inteligência emocional no contexto escolar é fundamental para o desenvolvimento de 
um ambiente de aprendizado seguro, acolhedor e produtivo. 
A volta às aulas pode ser um momento de grande desafio para os alunos, especialmente 
após períodos de distanciamento social, mas ao criar espaços de expressão emocional, promover 
dinâmicas de integração e ensinar habilidades emocionais, a escola pode proporcionar um 
acolhimento genuíno que favoreça a adaptação dos estudantes. Essas ações são essenciais não 
apenas para o bem-estar dos alunos, mas também para a criação de um clima escolar onde o 
aprendizado e o desenvolvimento emocional caminham juntos, preparando os estudantes para os 
desafios da vida adulta. 
2.4 AUTOCONHECIMENTO, GESTÃO TRANSFORMADORA, GESTÃO DAS 
EMOÇÕES POSITIVAS E NEGATIVAS, AUTOCONTROLE E UTOCONHECIMENTO 
A inteligência emocional tem se mostrado uma competência essencial no ambiente 
educacional, tanto para professores quanto para alunos, pois oferece ferramentaspara lidar com as 
complexas interações e os desafios diários da convivência escolar. Entre os aspectos mais 
relevantes da inteligência emocional, o autoconhecimento, a gestão das emoções, o autocontrole e 
a capacidade de lidar com as emoções, sejam elas positivas ou negativas, destacam-se como 
pilares fundamentais para a construção de um ambiente de aprendizagem saudável e produtivo. 
 
2.4.1 AUTOCONHECIMENTO: A BASE DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL 
 
O autoconhecimento é considerado a base da inteligência emocional. Ele refere-se à 
capacidade de um indivíduo identificar e compreender suas próprias emoções, reconhecer os 
gatilhos que as provocam e identificar os padrões de comportamento que as acompanham, essa 
compreensão permite que a pessoa tome decisões mais conscientes, reaja de maneira mais 
equilibrada às situações e se comunique de forma mais eficaz. O autoconhecimento é essencial 
não apenas para o desenvolvimento pessoal, mas também para a gestão transformadora, pois ao 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 19 
 
entender melhor as suas próprias emoções, é possível modificar atitudes e melhorar as interações 
com os outros, fortalecendo os relacionamentos interpessoais. 
Essa capacidade de reconhecer e compreender as próprias emoções é crucial no ambiente 
educacional, tanto para alunos quanto para professores. Ao terem maior consciência sobre suas 
emoções, os educadores podem entender melhor suas reações em sala de aula e lidar de maneira 
mais eficaz com situações de estresse ou de conflito. Para os alunos, o autoconhecimento os ajuda 
a entender o impacto de suas emoções no aprendizado, além de facilitar o desenvolvimento de 
habilidades de autorregulação e empatia. Estudos como os de Salovey e Mayer (1990) sobre 
inteligência emocional evidenciam a importância de uma pessoa estar ciente de suas emoções para 
um melhor desempenho tanto no âmbito pessoal quanto profissional (SALOVEY; MAYER, 
1990). 
 
2.4.2 GESTÃO DAS EMOÇÕES POSITIVAS E NEGATIVAS 
 
A capacidade de gerenciar emoções é uma habilidade fundamental para o equilíbrio 
emocional e para o sucesso das interações sociais. As emoções positivas, como alegria, gratidão e 
entusiasmo, devem ser cultivadas, pois podem motivar ações e comportamentos que favorecem o 
bem-estar pessoal e coletivo. No entanto, as emoções negativas, como frustração, raiva e 
ansiedade, também são inevitáveis, e é essencial que os indivíduos saibam lidar com elas de 
maneira construtiva. 
No contexto escolar, tanto professores quanto alunos podem se beneficiar enormemente 
da gestão emocional. Os professores, ao aprenderem a lidar com a frustração e o estresse, podem 
garantir um ambiente mais tranquilo e equilibrado na sala de aula, sendo mais aptos a transmitir 
calma e foco aos alunos. Para os estudantes, aprender a gerenciar as emoções negativas é essencial 
para evitar comportamentos impulsivos e agressivos, além de promover uma atitude mais positiva 
e resiliente diante dos desafios acadêmicos. Pesquisadores como Renom (2012) destacam que, ao 
aprender a canalizar as emoções de maneira construtiva, tanto os alunos quanto os professores 
conseguem alcançar um maior equilíbrio emocional, essencial para o sucesso acadêmico e pessoal 
(RENOM, 2012). 
A gestão das emoções positivas e negativas pode ser aplicada de forma prática na sala de 
aula através de atividades como mindfulness, meditação, e exercícios de autorregulação. Essas 
técnicas ajudam a acalmar a mente e a focar as energias em soluções mais produtivas e 
construtivas, tanto para os estudantes quanto para os educadores. 
 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 20 
 
2.4.3 AUTOCONTROLE: A HABILIDADE DE REGULAR IMPULSOS 
 
O autocontrole é outra competência essencial dentro da inteligência emocional. Ele é 
definido como a capacidade de regular os impulsos e reações emocionais, especialmente em 
situações de estresse ou conflito. O autocontrole permite que os indivíduos mantenham a calma, 
tomem decisões racionais e, em última instância, melhorem o ambiente social ao seu redor. Para 
os professores, o autocontrole é vital para a gestão da sala de aula, já que evita reações impulsivas 
e possibilita uma interação mais equilibrada com os alunos. No caso dos alunos, o autocontrole 
permite o desenvolvimento de habilidades de resolução de conflitos e a capacidade de lidar com 
frustrações e dificuldades de forma mais madura e construtiva. 
A importância do autocontrole no contexto educacional é amplamente reconhecida em 
estudos como os de Quinlan (2016), que afirmam que a habilidade de regular as emoções pode ser 
decisiva para a gestão da sala de aula e para a criação de um ambiente de aprendizado focado e 
produtivo (QUINLAN, 2016). Em momentos de frustração ou conflito, o autocontrole impede 
reações impulsivas que poderiam prejudicar a relação entre aluno e professor, contribuindo para a 
criação de um ambiente mais harmônico. 
 
2.4.4 GESTÃO TRANSFORMADORA: IMPACTO NA EDUCAÇÃO 
 
A gestão transformadora envolve a capacidade de aplicar o autoconhecimento e as 
habilidades emocionais no processo de transformação tanto pessoal quanto profissional. Para os 
educadores, isso significa usar o autoconhecimento para melhorar sua prática pedagógica, criando 
um ambiente de aprendizagem que seja tanto desafiador quanto acolhedor. No caso dos alunos, o 
desenvolvimento de habilidades emocionais, como o autoconhecimento, o autocontrole e a 
empatia, pode transformá-los em indivíduos mais resilientes e preparados para lidar com os 
desafios da vida. 
A aplicação de estratégias de inteligência emocional no contexto escolar contribui para o 
desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida, como a comunicação assertiva, a resolução 
de conflitos e o pensamento crítico. 
Estudos como o de Romero (2019), que explora a relação entre empatia e o burnout em 
professores, demonstram que, quando educadores desenvolvem suas competências emocionais, 
isso não só melhora o seu bem-estar, mas também beneficia os alunos, criando um ciclo positivo 
de apoio mútuo e crescimento emocional, a gestão transformadora da inteligência emocional tem o 
potencial de criar ambientes educativos mais equilibrados e saudáveis, nos quais todos os 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 21 
 
participantes se sentem valorizados e preparados para enfrentar os desafios do cotidiano 
(ROMERO, 2019). 
O autoconhecimento, a gestão das emoções positivas e negativas, e o autocontrole são 
competências fundamentais da inteligência emocional que devem ser desenvolvidas tanto por 
professores quanto por alunos. 
No ambiente educacional, essas habilidades não apenas melhoram a dinâmica de ensino-
aprendizagem, mas também criam um espaço seguro e acolhedor para o desenvolvimento 
emocional de todos os envolvidos. Porem a autora Eliana Drumond de Carvalho Silva, lembra das 
teorias da aprendizagens que coesamente se destacam nas inteligências emocionais para 
transformar positivamente a educação para competências transformadoras. 
 
"A teoria da aprendizagem enfatiza que o desenvolvimento humano ocorre por meio da 
imitação, repetição e associação de estímulos, sendo fundamental a criação de um 
ambiente educacional adequado para o progresso emocional dos indivíduos. Nesse 
processo, a inteligência emocional desempenha papel central, pois permite que os 
indivíduos se conectem com suas emoções, compreendam suas reações e interajam de 
maneira construtiva com o ambiente ao seu redor. A teoria construtivista, por sua vez, 
propõe que o aprendizado é uma construção ativa e individual, dependente da interação 
constante entre o indivíduo e o ambiente social. Isso envolve a exploração e a expressão 
pessoal, além do uso de estratégias que estimulem a reflexão e o autoconhecimento. Já a 
teoria sociocultural destaca a importância do contexto social e cultural nodesenvolvimento emocional, sugerindo que o aprendizado das emoções ocorre 
principalmente por meio da participação em atividades que envolvem interações 
significativas com outros, sendo mediado pela cultura e pelas experiências sociais." 
(DRUMOND DE CARVALHO, 2023, p. 87, apud A práxis pedagógica na 
contemporaneidade). 
 
A teoria da aprendizagem aliada as inteligências emocionais destacam que o 
desenvolvimento humano é um processo contínuo que envolve imitação, repetição e a associação 
de estímulos, sendo crucial a criação de um ambiente educacional que favoreça o crescimento 
emocional dos indivíduos. Nesse contexto, a inteligência emocional desempenha um papel 
fundamental, pois permite que os indivíduos se conectem com suas próprias emoções, 
compreendam suas respostas emocionais e interajam de maneira construtiva com o ambiente ao 
seu redor. 
A teoria construtivista, conforme Drumond de Carvalho (2023), enfatiza que o 
aprendizado é uma construção ativa e pessoal, mediada pela constante interação entre o indivíduo 
e seu meio social. Este processo envolve a exploração de suas emoções e a expressão pessoal, 
além de estratégias que favoreçam a reflexão e o autoconhecimento. Já a teoria sociocultural 
propõe que o desenvolvimento emocional é intensamente influenciado pelo contexto social e 
cultural, sendo o aprendizado das emoções facilitado por meio da participação em atividades 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 22 
 
significativas e interações com os outros, mediadas pela cultura e pelas experiências 
compartilhadas. 
Ao integrar a inteligência emocional nas práticas pedagógicas, como o ensino de 
habilidades de autoconhecimento, autocontrole e gestão das emoções, a escola pode proporcionar 
um ambiente mais acolhedor e eficaz. Isso não só contribui para o bem-estar dos estudantes, mas 
também favorece o sucesso acadêmico, transformando a realidade escolar de forma positiva e 
duradoura. (DRUMOND DE CARVALHO et al, 2023, p. 87, apud A práxis pedagógica na 
contemporaneidade). A inteligência emocional, portanto, é uma ferramenta poderosa para a 
criação de uma educação mais humana, empática e transformadora. 
2.5 A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL ENTRE PAIS E FILHOS 
A inteligência emocional tem um papel central no desenvolvimento e fortalecimento das 
relações familiares, particularmente entre pais e filhos. A capacidade de reconhecer, compreender 
e gerenciar as emoções não apenas melhora a comunicação, mas também ajuda a criar um 
ambiente seguro e empático para que os filhos se sintam acolhidos, respeitados e compreendidos. 
O conceito de inteligência emocional, conforme Pianta (1994), é essencial na construção de 
vínculos afetivos e no desenvolvimento de um relacionamento saudável entre as partes. Quando 
pais praticam a inteligência emocional, são capazes de compreender melhor as necessidades 
emocionais de seus filhos, proporcionando um ambiente de empatia e validação dos sentimentos 
das crianças, o que fortalece ainda mais a confiança mútua. 
 
2.5.1 RELAÇÃO E EMPATIA: FORTALECENDO O VÍNCULO FAMILIAR 
 
Uma das principais maneiras de cultivar a inteligência emocional na relação entre pais e 
filhos é por meio da empatia. Pais emocionalmente inteligentes sabem como se colocar no lugar 
dos filhos, compreendendo suas frustrações, medos, alegrias e dúvidas. Isso cria um espaço onde 
os sentimentos das crianças são validados e respeitados, o que é fundamental para o fortalecimento 
do vínculo familiar. Pianta (2001) destaca que a empatia não só facilita a construção de uma 
relação positiva, mas também contribui para o desenvolvimento emocional saudável da criança, 
promovendo um ambiente no qual ela se sente segura para expressar suas emoções. 
Essa empatia é essencial para a criação de um ambiente familiar onde a criança se sinta 
amada e ouvida. De acordo com Vital, Martínez-Otero e Gaeta (2020), o desenvolvimento da 
empatia entre educadores e alunos resulta diretamente na construção de um relacionamento de 
confiança e compreensão, e essa mesma dinâmica pode ser aplicada no contexto familiar. Pais que 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 23 
 
praticam a escuta ativa e demonstram sensibilidade para com as necessidades emocionais de seus 
filhos proporcionam uma base sólida para o desenvolvimento emocional saudável. 
 
2.5.2 GESTÃO EMOCIONAL FAMILIAR: LIDANDO COM FRUSTRAÇÕES E 
ALEGRIAS 
 
A gestão emocional no contexto familiar também envolve ensinar aos filhos como lidar 
com suas emoções de maneira equilibrada. Isso inclui ajudar as crianças a gerenciar frustrações, 
medos, raiva, ansiedade e até mesmo a alegria de forma saudável. Pais emocionalmente 
inteligentes são capazes de criar uma atmosfera de segurança emocional que permite aos filhos 
expressar suas emoções livremente, sem medo de julgamento ou repressão. De acordo com Pianta 
(1994), o envolvimento dos pais nas emoções das crianças, sem sobrecarregá-las, é crucial para 
que as crianças aprendam a lidar com suas emoções de forma construtiva. 
Esse processo de gestão emocional pode ser promovido por meio de conversas abertas 
sobre os sentimentos e sentimentos, estratégias como a validação emocional e o encorajamento da 
autorregulação emocional também são ferramentas eficazes. Isso é especialmente importante, pois 
a autorregulação emocional ensina aos filhos como lidar com situações de estresse, ansiedade e 
outras emoções de maneira equilibrada e adaptativa. 
 
2.5.3 EXEMPLO POSITIVO: PAIS COMO MODELOS DE COMPORTAMENTO 
EMOCIONAL 
 
O aspecto crucial na relação entre pais e filhos é o exemplo que os pais oferecem. Pais 
que demonstram autocontrole e uma boa gestão das emoções – tanto positivas quanto negativas – 
servem como modelo para seus filhos. 
O comportamento dos pais em situações cotidianas pode influenciar diretamente como os 
filhos reagirão e lidam com suas próprias emoções, isso é particularmente relevante em situações 
de conflito ou estresse, quando a habilidade de manter a calma, comunicar-se de forma assertiva e 
agir de maneira respeitosa é fundamental. 
Valente e Lourenço (2020) reforçam que a inteligência emocional do professor, por 
exemplo, tem um impacto direto nas estratégias de manejo de conflitos, tanto no ambiente escolar 
quanto fora dele. Esse conceito também se aplica ao contexto familiar, onde o comportamento dos 
pais serve de exemplo para os filhos aprenderem a lidar com os desafios emocionais de forma 
construtiva e respeitosa. Quando os pais conseguem lidar com suas emoções de forma equilibrada, 
 VOLTA ÀS AULAS COM EMPATIA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Página 24 
 
eles oferecem um modelo positivo para seus filhos, ajudando-os a aprender a mesma abordagem 
emocional. 
2.5.4 O IMPACTO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA RELAÇÃO PAIS E FILHOS 
 
A prática da inteligência emocional no ambiente familiar oferece uma série de benefícios 
profundos e duradouros para a saúde emocional de todos os membros da família. 
Pais que desenvolvem e aplicam habilidades emocionais tornam-se mais aptos a criar um 
ambiente seguro, acolhedor e equilibrado, onde os filhos se sentem respeitados, compreendidos e 
amados. Esse ambiente emocionalmente saudável é fundamental para o desenvolvimento 
emocional e psicológico das crianças, pois elas aprendem, por meio das interações cotidianas, 
como lidar com as próprias emoções e enfrentar as dificuldades da vida. 
 
"A educação do futuro requer uma adaptação constante, onde o professor, como 
facilitador, deve promover o uso de tecnologias e práticas que desafiem os alunos a 
desenvolver competências para lidar com as complexidades de uma sociedade globalizada 
e em constante transformação." (SERRÃO [et al.]. Apud A pedagogia contemporânea e 
suas implicações para o ensino no século XXI. 2023, p. 4) 
 
A citação de Lucas Serrão et al. (2023) destaca a necessidade de adaptação constante na 
educação, como professor atuando como facilitador no uso de tecnologias e práticas que desafiem 
os alunos a desenvolver competências para enfrentar as complexidades de uma sociedade em 
transformação. Essa visão pode ser perfeitamente relacionada à prática da inteligência emocional 
no ambiente familiar, onde os pais, assim como os educadores, desempenham um papel 
fundamental na criação de um espaço seguro e dinâmico para o desenvolvimento emocional dos 
filhos. 
Assim como os educadores precisam adaptar suas práticas para preparar os alunos para 
um futuro incerto e desafiador, os pais também devem estar atentos às necessidades emocionais de 
seus filhos, oferecendo apoio, validação e ferramentas para que eles possam compreender e lidar 
com suas próprias emoções de maneira construtiva. 
A inteligência emocional, dentro dessa perspectiva, se torna um componente essencial no 
desenvolvimento da capacidade dos filhos de se adaptarem e responderem positivamente às 
mudanças e desafios da vida. 
No contexto escolar quanto no familiar, a adaptação constante e o desenvolvimento de 
competências emocionais são cruciais para preparar as novas gerações para lidar com a 
complexidade do mundo atual e, assim, promover a saúde emocional e o bem-estar de todos os 
membros da família. 
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A inteligência emocional, nesse contexto, permite que os pais não apenas compreendam 
melhor os sentimentos de seus filhos, mas também proporcionem respostas mais adequadas e 
construtivas para cada situação emocional, seja de alegria, frustração, raiva ou tristeza. 
Pais que possuem uma boa gestão emocional tornam-se modelos de comportamento 
positivo para seus filhos. 
As crianças, ao observarem como os pais lidam com os desafios emocionais, 
desenvolvem um conjunto de habilidades que as capacita a enfrentar situações de estresse e 
conflito de maneira equilibrada. Isso é particularmente importante durante a infância e 
adolescência, períodos em que as crianças estão em processo de construção da própria identidade 
emocional. 
A habilidade de gerenciar frustrações, aprender com os erros e manter a calma em 
situações adversas são lições valiosas que as crianças internalizam, e que serão levadas para 
diversas áreas de suas vidas, incluindo o relacionamento com os outros e a maneira como lidam 
com os desafios na escola, nas amizades e, futuramente, em sua vida profissional. 
A empatia também desempenha um papel crucial nesse processo. Pais que praticam a 
escuta ativa e que se mostram genuinamente interessados nas emoções de seus filhos conseguem 
criar uma conexão emocional mais forte e profunda. 
A empatia permite que os pais validem os sentimentos de seus filhos, o que ajuda a 
reduzir a sensação de isolamento e aumenta a confiança na figura parental. Esse tipo de interação 
favorece o fortalecimento do vínculo familiar, tornando-o mais resiliente e capaz de superar as 
dificuldades naturais da convivência cotidiana, crianças que se sentem compreendidas 
emocionalmente têm mais facilidade para expressar suas próprias emoções de maneira saudável e 
respeitosa, o que contribui para uma comunicação familiar mais aberta e honesta. 
O benefício da inteligência emocional no contexto familiar é o desenvolvimento de um 
modelo positivo de resolução de conflitos. Pais emocionalmente inteligentes têm mais facilidade 
em administrar os momentos de tensão e desentendimentos, proporcionando aos filhos estratégias 
eficazes para lidar com disputas e desavenças. Em vez de reagir impulsivamente ou de maneira 
punitiva, esses pais buscam soluções que envolvem o diálogo, a compreensão mútua e o 
compromisso. Dessa forma, as crianças aprendem a importância do respeito, da paciência e da 
colaboração em situações difíceis, o que contribui para o seu crescimento emocional e para a 
construção de relacionamentos mais saudáveis no futuro. 
A inteligência emocional cultivada no ambiente familiar cria uma base sólida para o bem-
estar emocional dos filhos, ajudando-os a desenvolver habilidades emocionais que serão cruciais 
ao longo de toda a vida. Por meio da empatia, da gestão emocional e do exemplo positivo, os pais 
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contribuem para o desenvolvimento de crianças mais resilientes, autoconscientes e capazes de 
lidar com os desafios da vida de forma equilibrada. 
O impacto positivo dessa abordagem vai além da relação familiar, refletindo-se em uma 
sociedade mais harmoniosa e empática, onde as pessoas são mais capazes de compreender e 
respeitar as emoções dos outros. 
2.6 EMOÇÕES E COGNIÇÃO: PROFESSORES E ALUNOS 
O impacto emocional no aprendizado é um tema amplamente estudado, pois as emoções 
desempenham um papel crucial no processo cognitivo. Alunos que estão emocionalmente 
equilibrados conseguem melhorar sua concentração, memorização de informações e tomada de 
decisões, especialmente em situações de estresse. Segundo Ismail, Mohd e Rasul (2020), a 
inteligência emocional no ambiente educacional influencia diretamente o desempenho dos alunos, 
sendo a regulação emocional uma habilidade importante para o sucesso acadêmico. Quando os 
alunos têm suas necessidades emocionais atendidas, eles se sentem mais motivados e seguros, o 
que favorece seu aprendizado. 
A gestão das emoções para a aprendizagem também envolve a capacidade do professor 
em criar um ambiente de sala de aula que favoreça o controle emocional dos alunos. Professores 
com alta inteligência emocional sabem como utilizar técnicas que promovem a calma e motivação, 
facilitando o engajamento dos alunos e contribuindo para um melhor desempenho acadêmico. De 
acordo com Lloret, Zych e Varo-Millán (2020), a competência emocional dos docentes está 
diretamente ligada à eficácia de suas estratégias pedagógicas, impactando a gestão de sala de aula 
e o sucesso dos alunos. 
A empatia desempenha um papel fundamental na relação entre professores e alunos. 
Professores emocionalmente inteligentes são capazes de identificar as necessidades emocionais 
dos estudantes, oferecendo apoio e criando um ambiente seguro para a expressão de sentimentos. 
Essa conexão emocional ajuda na resolução de conflitos e na construção de um relacionamento de 
confiança entre os educadores e os educandos. Segundo López-Pérez, Fernández-Pinto e Abad-
García (2008), a empatia, tanto cognitiva quanto afetiva, é uma habilidade essencial para 
estabelecer relações interpessoais saudáveis e eficazes no contexto educacional. 
A inteligência emocional, tanto por parte dos professores quanto dos alunos, é um 
componente essencial para o sucesso acadêmico e o bem-estar emocional dentro da escola. 
A criação de um ambiente emocionalmente equilibrado, baseado em empatia, gestão 
emocional e apoio mútuo, favorece a aprendizagem e promove o desenvolvimento cognitivo e 
emocional dos estudantes. 
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2.7 PAIS E FILHOS: UMA PARCERIA DE SUCESSO PARA A CAMINHADA 
EDUCACIONAL 
A parceria entre pais e filhos no processo educacional é fundamental para o sucesso 
acadêmico e emocional das crianças e adolescentes. Quando os pais estão emocionalmente 
engajados, compreendem as necessidades emocionais de seus filhos e colaboram ativamente com 
a escola, o ambiente de aprendizado se torna mais produtivo e eficiente. De acordo com Ismail, 
Mohd e Rasul (2020), a inteligência emocional no contexto familiar e educacional pode melhorar 
a capacidade dos filhos de lidar com desafios acadêmicos e emocionais, promovendo um 
desenvolvimento equilibrado. Pais que valorizam e promovem a educação emocional de seus 
filhos tornam-se modelos de comportamento, ajudando-os a gerenciar as próprias emoções de 
maneira eficaz. 
A cooperação entre pais e filhos no processo educacional vai muito além da simples 
supervisão das tarefas de casa ou da presença em reuniões

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