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UFRN – CT – DEQ – CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA
DISCIPLINA: TERMODINÂMICA QUÍMICA
Lista complementar da 3.ª avaliação - Prof. Gilson Medeiros
Use, se e quando necessário, os seguintes dados e fatores de conversão (valores aproximados).
Fatores de conversão
1 J = 1 m3 Pa = 9,87 mL atm = 10 cm3 bar = 10-5 m3 bar = 1 kg m2/s2 = 0,239 cal
1 kJ = 1 m3 kPa = 1000 J 1 m3 atm = 101,325 kJ 1 cal = 4,184 J = 41,3 cm3 atm
1 m3 = 1000 L = 106 cm3 = 106 mL 1 cm3 = 1 mL 1,0 L = 1000 mL
1 Pa = 1 kg/(m s2) 1 bar = 0,987 atm = 105 Pa T (K) = T (ºC) + 273
1 J/g = 1 kJ/kg 1 W (watt) = 1 J/s 1 kg = 1000 g
1 atm = 1,01325 bar = 101,325 kPa = 101325 Pa
Constante da equação geral dos gases ideais: R = 8,314 J mol−1 K−1 = 0,082 L atm mol−1 K−1 = 83,14 cm3 bar mol−1 K−1.
Outros dados (valores médios):
Calor específico da água líquida = 1,0 cal/(g.°C) = 4,184 kJ/(kg.K); calor específico do gelo = 2,05 kJ/(kg.K); calor
específico do vapor de água = 2,0 kJ/(kg.K); calor latente de fusão do gelo = 333 kJ/kg = 6,0 kJ/mol = 79,6 cal/g; calor
latente de vaporização da água = 2260 kJ/kg = 40,7 kJ/mol = 540 cal/g; volume específico da água líquida a 100 °C e
1,0 atm = 1,044 cm3/g; volume específico do vapor de água a 100 °C e 1,0 atm = 1673 cm3/g.
Obs. – As respostas dadas são aproximadas. Para cálculos com a pressão em bar, é recomendável usar o valor de
R = 83,14 cm3 bar mol-1 K-1; para a pressão em atm, usar R = 0,082 L atm mol-1 K-1. Alguns parâmetros, como
propriedades críticas e fator acêntrico, estão disponíveis nas tabelas dos apêndices da Apostila II.
1) Uma amostra de etano e uma amostra de propano estão em estados correspondentes. O etano encontra-se a
427,42 K, sob pressão de 73,08 bar. Calcule a temperatura e a pressão da amostra de propano.
Respostas: 517,72 K e 63,72 bar.
Pelos dados do etano, ele está com as seguintes variáveis reduzidas: Tr = 1,4 e Pr = 1,5. Para que estejam em
estados correspondentes, o propano deve os mesmos Tr = 1,4 e Pr = 1,5. Assim, a temperatura do propano deve
ser de 517,72 K (T = Tr . Tc), enquanto sua pressão é igual a 63,72 bar (P = Pr . Pc).
2) O volume molar do metano líquido saturado, a 111 K, foi determinado experimentalmente como sendo igual a
37,7 cm3/mol. Calcule o volume molar do metano líquido saturado, na mesma temperatura, usando a equação
de Rackett. Depois, compare seu resultado com o valor experimental, verificando qual é o erro percentual
absoluto por meio da fórmula abaixo:
Erro = ( |valor calculado – valor experimental| ) . 100% / ( valor experimental )
Respostas: 37,17 cm3/mol; 1,4%.
Eq. Rackett: , onde V é volume molar.
Primeiramente, calcula-se Tr = T / Tc = 111/190,6 0,58237
Como o segundo termo da eq. Rackett é adimensional, a unidade do Vsat é a mesma do VC. Então,
Vsat = 98,6 . 0,286(1 – 0,58237)^0,2857 98,6 . 0,2860,779 98,6 . 0,377 37,17 cm3/mol
Erro = |37,17 – 37,7| . 100% / 37,7 1,4%
3) Uma amostra de 10,0 kg de vapor de água encontra-se inicialmente a 200 ºC e 10 kPa e passa por vários processos
até atingir um novo estado, a 250 ºC e 100 kPa. Determine os valores de G e A (em kJ) para essa mudança de
estado termodinâmico. Considere os dados das tabelas de vapor.
Respostas: G = 1048 kJ; A = 824 kJ.
Estado 1 (V, U, H, S) ➔ Estado 2
Como G = H – T S, tem-se, para o estado inicial, G1 = 2879,6 kJ/kg – 473 K. 8,9045 kJ kg-1 K-1 -1332,2 kJ/kg.
Para o estado final, G2 = 2974,5 – 523 . 8,0342 -1227,4 kJ/kg, então G = -1227,4+ 1332,2 = 104,8 kJ/kg.
Para 10 kg, G = 104,8 kJ/kg . 10 kg = 1048 kJ
Igualmente, como A = U – T S, para o estado inicial, A1 = 2661,4 – 473 K. 8,9045 kJ kg-1 K-1 –1550,4 kJ/kg.
Para o estado final, A2 = 2733,9 – 523 . 8,0342 –1468,0 kJ/kg. Então, para 10 kg,
A = (–1468,0 + 1550,4) kJ/kg. 10 kg = 82,4 . 10 = 824 kJ
4) Para o vapor de 1-buteno a 630 K (357 ºC) e 32,34 bar: (a) estime o volume molar por meio da correlação de Pitzer
combinada com os parâmetros Z(0) e Z(1) de Lee-Kesler; (b) calcule o volume molar reduzido. (RESOLVIDO EM
CLASSE.)
Respostas: (a) 1522,4 cm3/mol; (b) 6,362.
5) Calcule ΔG (em J/mol) para o seguinte processo envolvendo o metanol, considerando: (a) que o vapor de metanol
se comporte como gás ideal; (b) que o vapor se comporte como gás de Van der Waals, com a = 9,649 L2 bar mol-
2 e b = 0,06702 L mol-1.
CH3OH (líq., 64 ºC e 1 atm) → CH3OH (vap., 64 ºC e 0,5 atm)
Respostas: (a) – 1942 J/mol; (b) – 1928 J/mol.
(a) Pode-se dividir o processo em duas etapas, sendo o ΔG calculado pela soma dos ΔG’s parciais. Na primeira
etapa, consideremos a vaporização do metanol a 1 atm, para a qual ΔG = 0. Na segunda etapa, consideremos
a mudança de pressão do vapor do metanol, de 1 para 0,5 atm, a 64 ºC (temperatura constante). Então, se
dG = V dP − S dT, para esse caso teremos dG = V dP.
Portanto, ΔG = V dP = (RT/P) dP = R T ln (P2/P1) = 8,314 . (64 + 273) . ln (0,5 / 1) – 1942 J/mol.
(b) Nesse caso, vimos que G = R T ln (P2/P1) + (b – a/R T) P. A 1ª. parcela dessa expressão já foi determinada
no item anterior. Para a segunda parcela isoladamente, usando as unidades adequadas, sendo
1 m3 atm = 101,325 kJ, tem-se:
(b – a/R T) = [0,06702 L mol-1 - 9,649 L2 bar mol-2 . (1/83,14) (cm-3 bar-1 mol K) . (1/ 337) K-1]. 103 cm3. L-1
(b – a/R T) P (0,06702 L mol-1 – 0,34438 L mol-1). (– 0,5 atm) = – 0,27736 L mol-1 . 1 m3 . 10-3 L-1 . (– 0,5 atm)
(b – a/R T) P 0,00013868 m3 atm mol-1 . (101,325 kJ . 1 atm-1 . m-3) = 0,014051751 kJ/mol 14 J/mol
Então, G = – 1942 + 14 = – 1928 J/mol.
6) Calcule ΔU (em J/mol) para a expansão isotérmica de dois mols de gás nitrogênio (considerando que esse gás
obedeça à equação de Van der Waals), de 20,0 L para 80,0 L. Para o nitrogênio, as constantes da equação de
VDW são: a = 1,408 L2 bar mol-2; b = 0,0391 L mol-1. (Lembre-se que 1 J = 10 cm3 bar.)
Resposta: 10,56 J/mol.
Para um processo isotérmico envolvendo um gás de VDW:
Então, calculam-se os volumes molares: V1 = 20/2 = 10 L/mol; V2 = 80/2 = 40 L/mol. Daí,
ΔU = 1,408 L2 bar mol-2 . [(1/10) – (1/40)] mol/L = 1,408 . (0,1 – 0,025) L bar mol-1
ΔU = 0,1056 L bar mol-1 . (1000 cm3 / 1 L ). (1 J / 10 cm3 bar) = 10,56 J/mol
7) Calcule a variação de entropia (em J mol-1 K-1) para o mesmo processo descrito no exercício anterior.
Resposta: 15,55 J mol-1 K-1.
Delta S = 8,314 J/(mol K) . ln [(40 – 0,0391) / (10 – 0,0391)] = 8,314 J mol-1 K-1 . ln [39,9609/9,9609]
Delta S 8,314 J mol-1 K-1 . 1,389 15,55 J mol-1 K-1
8) Calcule, usando a equação de Van der Waals generalizada, a pressão (em bar) exercida por uma amostra de
2,5 mols de n-butano que se encontra a 382,6 K e está contida num recipiente de 10 L de capacidade. (Dê o
resultado com três casas decimais.)
Resposta: 5,466 bar.
V (amostra) = 10 L / 2,5 mols = 4 L/mol Vc = 255 cm3/mol Tc = 425,1 K Pc = 37,96 bar
Tr = 382,6 / 425,1 0,9 Vr = 4 / 255.10-3 15,7
Eq. VDW gen.: Pr = [8 Tr /(3 Vr – 1)] – (3 / Vr2) = 8 . 0,9 / (3 . 15,7 – 1) – 3 / 15,72 = 7,2 / 46,1 – 3/246,49
➔ Pr 0,15618 – 0,01217 = 0,14401. Portanto, P = Pr . Pc = 0,14401 . 37,96 bar 5,467 bar
9) Uma máquina de Carnot tem uma eficiência de 70%. Ela opera entre duas fontes de calor (de temperaturas
constantes) cuja diferença de temperatura é de 210 ºC. Qual é a temperatura: (a) da fonte quente? (b) da fonte fria?
Respostas: (a) 300 K; (b) 90 K.
Ef = 0,70 = 1 – (Tf/Tq) ➔ Tf/Tq = 1 – 0,70 = 0,30
Tf = 0,30 Tq e Tq – Tf = 210 ºC = 210 K
Tq – 0,30 Tq = 210 ➔ Tq = 210/(1 – 0,30) = 300 K e Tf = 0,30 Tq = 0,30 . 300 = 90 K
10) A partir dos dados da tabela de vapor de água, calcule G e A para a água líquida saturada e para o vapor
saturado a 75 kPa.
Respostas: G = -58,076 kJ/kg e A = -58,153 kJ/kg (líq. sat.); G = -57,239 kJ/kg e A = -223,54 kJ/kg (vap. sat.).
Líq : G = H – T S = 384,451 – 364,94 . 1,2131 - 58,258 kJ/kg ou 384,451 – 364,79 . 1,2131 - 58,076
A = U – T S = 384,374 - 364,94 . 1,2131 - 58,335kJ/kg ou 384,374 - 364,79 . 1,2131 - 58,153
Vap: G = H – T S = 2663,0 – 364,94 . 7,4570 - 58,358 kJ/kg ou 2663,0 – 364,79 . 7,4570 - 57,239
A = U – T S = 2496,7 - 364,94 . 7,4570 - 224,66 kJ/kg ou 2496,7 – 364,79 . 7,4570 - 223,54
11) Usando a tabela de vapor, estime o valor do volume molar residual VR para vapor de água a 250 °C e 10 kPa.
Respostas: –482,2 cm3/mol
VR = V(real) – V(gás ideal) T = 250 + 273 = 523 K
V(real) = 24130 cm3/g (TABELA) V (real) = 24130 cm3/g . 18 g/mol = 434.340 cm3/mol
V(gás ideal) = RT/P = 8,314 m3 Pa mol-1 K-1 . 523 K/10.103 Pa = 0,4348222 m3mol = 434822,2 cm3mol-1
VR = V(real) – V(gás ideal) = 434.340 cm3/mol – 434822,2 cm3mol-= –482,2 cm3/mol
12) Cinco mols de gás ideal são comprimidos isotermicamente a 500 K, desde 100 kPa até 740 kPa. Determine ΔG e
ΔA.
Respostas: ΔG = ΔA 41,6 kJ.
R T = 8,314 J mol-1 K-1 . 500 K = 4157 J mol-1
G = RT ln ( P2 / P1 ) = 4157 J mol-1 . ln (740/100) 4157 J mol-1. 2,0 = 8314 J mol-1 . 5 mols
G = 41570 J = 41,57 kJ
Gás ideal: P1 V1 / T1 = P2 V2 / T2 ➔ P1 V1 = P2 V2 ➔ V2/V1 = P1/P2
A = – RT ln ( V2 / V1 ) = – 4157 J mol-1 . ln (P1/P2) = – 4157 J mol-1 . ln (100/740)
A – 4157 J mol-1 (-2,0) = 8314 J mol-1 . 5 mols = = 41,57 kJ
Obs. 1 - O resultado é necesariamente o mesmo, porque log (x/y) = - log (y/x).
Obs. 2 - Em processos isotérmicos com gás ideal, vimos que ΔG = ΔA. Então, basta calcular um dos dois valores
e expressar esse conceito para responder corretamente à questão.
13) Calcule a variação de entropia (em J/K) que se observa quando 1,8 kg de gelo, sob pressão constante de 1 atm,
é aquecido de 270 K até 370 K. O calor latente de fusão do gelo é igual a 6,01 kJ/mol. Considere as seguintes
capacidades caloríficas molares, em J mol-1 K-1: para o gelo, c’P = 2,09 + 0,126 T; para a água líquida, c’P = 75,3
(constante). (Atenção: sabe-se que o gelo funde a 273 K.)
Resposta: 4530,7 J/K.
Usando todos os dados de energia em joules, tem-se:
S (J mol-1 .K-1)= ∫
(2,09+0,126 𝑇)𝑑𝑇
𝑇
+
6010
273
+ ∫ 75,3
𝑑𝑇
𝑇
370
273
273
270
S (J mol-1 .K-1) ≅ 2,09 ln
273
270
+ 0,126 (273 − 270) + 22,015 + 75,3 ln
370
273
S (J mol-1 .K-1) ≅ 2,09 . 0,011 + 0,126 . 3 + 22,015 + 75,3 . 0,304
S (J mol-1 .K-1) 0,023 + 0,378 + 22,015 + 22,891 = 45,307 J mol-1 .K-1
S (J K-1) = 45,307 J mol-1 .K-1 . (1800 g/1,8 g mol-1) = 45,307 J mol-1 .K-1 . 100 mols = 4530,7 J/K
14) Calcule o fator de compressibilidade de uma amostra de CO2 que está contida em um recipiente a 300 K e 40 bar.
Para isso, utilize a equação do virial truncada no 2º termo, sendo o coeficiente B obtido a partir da correlação de
Pitzer, que é baseada no princípio dos estados correspondentes. (Utilize as equações a seguir.)
Resposta: 0,803.
Pr = P / Pc = 40 / 73,83 0,542 Tr = T / Tc = 300 / 304,2 0,986 = 0,224
Pr / Tr 0,5496957 0,55
B0 = 0,083 – (0,422/0,9861,6) = −0,349 B1 = 0,139 – (0,172/0,9864,2) = −0,043
Z = 1 – 0,349 . 0,55 – 0,224 . 0,043 . 0,55 0,803
15) Uma amostra de metano ( 1,3), ocupando um volume de 9 m3, sofre um aquecimento isobárico de 300 a 400 K.
Considere que o metano se comporta como gás ideal e que, para esse intervalo, c’V é aproximadamente
constante e igual a 1,753 J mol-1 K-1. Calcule as variações de entropia (em J mol-1 K-1) e de entalpia (em J mol-1) do
gás no processo.
Respostas: 0,6556 J mol-1 K-1; 227,89 mol-1.
= c’P / c’V ➔ c’P = 2,2789 J mol-1 K1 = constante
∆𝑆 = ∫ 𝑐′𝑃
𝑔𝑖 𝑑𝑇
𝑇
− 𝑅 𝑙𝑛
𝑃
𝑃𝑜
𝑇
𝑇0
= c’P ln (T/T0) – R ln P/P0 (O 2º termo se anula porque o processe é isobárico.)
𝐒 = 2,2789 J mol-1 K1 . ln 400/300 2,2789 J mol-1 K1 . 0,2877 0,6556 J mol-1 K-1
A P = cte., 𝐇 = 𝑐′𝑃 .𝐓 = 2,2789 J mol-1 K1 . 100 K = 227,89 J mol-1
16) Considere um ciclo de Carnot hipotético que opera entre as pressões de 10 e 100 kPa. Utilizando os dados das
tabelas de vapor, calcule: (a) a eficiência do ciclo; (b) a percentagem de calor removido que é transformada em
trabalho; (c) a quantidade de calor absorvida (em kJ/kg); (d) o valor do trabalho produzido (em kJ/kg);
(e) o valor do calor liberado (em kJ/kg).
Respostas: (a) 85,56%; (b) 85,56%; (c) 2257,9 kJ/kg; (d) -1931,9 kJ/kg; (e) 326,0 kJ/kg.
Sabemos que as etapas isotérmicas do ciclo também são isobáricas, e ocorrem sob a curva de saturação.
Portanto, Tq = Tsat na pressão mais alta e , Tf = Tsat na pressão mais baixa. Pela tabela, então, Tq = 99,63 ºC e Tf
= 45,83 ºC.
(a) Ef = 1 – Tf/Tq = 1 – (45,83+273)/( 99,63+273) 0,8556 = 85,56%
(b) % calor removido transformada em trabalho = Ef = 85,56%
(c) Q abs = deltaHvap @ Tq = 2675,4 – 417,511 2257,9 kJ/kg
(d) Ef = |W| / Qabs ➔ |W| = Ef . Qabs = 0,8556 . 2257,9 1931,9 kJ/kg ➔ W = -1931,9 kJ/kg
(e) |W| = |Qabs| - |Qlib| ➔ |Qlib| = 2257,9 – 1931,9 = 326,0 kJ/kg
17) A 300 K, um mol de cobre metálico é submetido a uma compressão, de 100 kPa para 1000 kPa. Calcule ΔG (em
J/mol) para o processo, sabendo que o volume molar do cobre é praticamente constante e igual a 7,1 cm3/mol.
Considere que a temperatura não varia durante o processo.
Resposta: (6,39 J;mol.
Se dG = V dP − S dT, para esse caso teremos dG = V dP. Como V = constante, tem-se ΔG = V ΔP. Assim,
ΔG = 7,1 cm3 mol-1 . (1 m3 / 106 cm3 ) . (1000 – 100) kPa = 0,00639 kJ/mol = 6,39 J/mol.
18) Uma amostra de 10,0 kg de vapor de água encontra-se inicialmente a 200 ºC e 10 kPa e passa uma mudança de
estado até 200 ºC e 100 kPa. Considerando os dados da tabela de vapor, determine os valores de G e A (em
kJ) para esse processo.
Respostas: G = 5017 kJ; A= 5026 kJ.
Como G = H – T S, tem-se, para o estado inicial, G1 = 2879,6 kJ/kg – 473 K. 8,9045 kJ kg-1 K-1 -1332,2 kJ/kg.
Para o estado final, G2 = 2875,4 – 473 . 7,8349 -830,5 kJ/kg, então G = - 830,5 + 1332,2 = 501,7 kJ/kg.
Para 10 kg, G = 501,7 kJ/kg . 10 kg = 5017 kJ
Igualmente, como A = U – T S, para o estado inicial, A1 = 2661,4 – 473 K. 8,9045 kJ kg-1 K-1 –1550,4 kJ/kg.
Para o estado final, A2 = 2658,1 – 473 . 7,8349 –1047,8 kJ/kg. Então, para 10 kg,
A = (–1047,8 + 1550,4) kJ/kg. 10 kg = 502,6 . 10 = 5026 kJ
19) Calcule, mais uma vez, os valores de G (em kJ) para o processo descrito na questão 1, considerando que o
vapor de água se comporte: (a) como gás ideal; (b) como gás de Van der Waals, para o qual a = 5,44.10−1 m6
Pa/mol2 e b = 30,52.10−6 m3/mol. (c) Qual o modelo que representa melhor o comportamento do vapor nesse
processo?
Respostas: (a) 5030,5 kJ; (b) 5025,1 kJ; (c) gás de Van der Waals.
(a) Para o gás ideal, teremos então G = RT ln (P2 / P1) = 8,314 J/(mol K). 473 K ln (100/10) 9054,97 J/mol.
Para 10 kg, G = 9054,97 J/mol . (1 mol/0,018 kg). (1 kJ/1000 J) . 10 kg 5030,5 kJ.
(b) Para gás de VDW, G = R T ln (P2/P1) + (b – a/R T) P. Calculando o 2º termo:
{30,52.10−6 m3/mol – (5,44.10−1 m6 Pa mol-2 // [8,314 m3 Pa mol-1 K-1). 473 K] }. 90 . 1000 Pa =
{30,52.10−6 m3/mol – 0,000139 m3/mol} . 90000 Pa –0,0001078. 90000 –9,702 m3 Pa/mol = –9,702 J/mol
G = 9054,97 J/mol +( –9,702 J/mol ) = 9045,27 J/mol . (1 mol/0,018 kg). (1 kJ/1000 J) . 10 kg = 5025,1 kJ
(MELHOR RESULTADO)
20) Calcule, usando a equação de Van der Waals generalizada, a temperatura (em K) de uma amostra de 10 mols
de n-butano que está contida num recipiente de 10 L de capacidade, sob pressão de 15,184 bar.
Resposta: 340 K.
V (amostra) = 10 L / 10 mols = 1 L/mol; Vc = 255 cm3/mol = 0,255 L/mol; Tc = 425,1 K; Pc = 37,96 bar.
Pr = 15,184 / 37,96 = 0,4 Vr = 1 / 0,255 3,9
Eq. VDW gen.: Pr = [8 Tr /(3 Vr -1)] – (3 / Vr2)
Portanto, (Pr + 3/Vr2) (3 Vr – 1) = 8 Tr
8 Tr = (0,4 + 3/3,92) (3 . 3,9 – 1) = (0,4 + 3/15,21) (11,7 – 1) (0,4 + 0,197) . 10,7 = 6,3879
Tr = 6,3879 / 8 0,798 0,8
T = Tr . Tc = 0,8 . 425,1 K 340 K