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PROGRAMA NUTRICIONAL I N T E R M E D I Á R I O O programa nutricional nada mais é que o planejamento de nutrição da lavoura. Um programa nutricional profissional deve ser elaborado considerando alguns fatores importantes, como disponibilidade de nutrientes no solo, expectativa de produtividade, a curva de absorção da cultivar escolhida, espaçamento de plantio, tecnologia de manejo nutricional e até os tipos de adubos disponíveis na região do plantio. Contudo este documento lhe permitirá ter uma referencia nutricional alinhada com melhores produtores da cultura no Brasil. Um detalhe importante é que o programa de nutrição não deve ser um documento de aplicação absoluta e rígida. Ao contrário do que muito produtor pensa, um bom programa nutricional é um documento dinâmico que direciona e permite ao produtor atingir altas produtividades. As condições locais podem e devem ser consideradas por meio de inspeções de campo fazendo ajustes no programa conforme a necessidade da planta. NUTRIÇÃO M A T H E U S M O R E I R A De Produtor Para Produtor MANCHESTER Sementes Hibridas – Syngenta Seeds Tipo: Melancia Arredondada com Sementes Atualmente a Manchester é a líder no mercado brasileiro, é a preferida pelos compradores da região sudeste. Basicamente por reunir algumas características muito importantes para toda a cadeia de negócio, como produtividade, tamanho de frutos e alta tolerância ao transporte e pós colheita. Possui folhas com bordas mais recortados que favorecem a maior penetração dos tratamentos foliares na proteção da planta. Alto vigor vegetativo e consequentemente maior cobertura foliar, permitindo proteção contra queimadura pelos raios solares. Polpa de coloração vermelha intensa e consistência firme. Ciclo de produção varia de acordo com condições locais, mas em média fica entre 70 e 90 dias. FIGURA 1. Melancia Manchester, irrigada por gotejamento Fazenda Ouro Verde - Norte de Minas Gerais MANCHESTER Curva de Absorção O conhecimento da quantidade de nutrientes acumulada na planta, em cada estádio de desenvolvimento, fornece informações importantes que podem auxiliar no programa de adubação das culturas. Deve-se ter consciência, no entanto, que as curvas de absorção refletem o que a planta necessita, e não o que deve ser aplicado, uma vez que se tem que considerar a eficiência de aproveitamento dos nutrientes, que é variável segundo as condições climáticas, o tipo de solo, o sistema de irrigação, o manejo cultural, entre outros fatores. De modo mais efetivo, essas curvas auxiliam no programa de adubação, principalmente na quantidade dos diferentes nutrientes que devem ser aplicados nos distintos estádios fisiológicos da cultura. FIGURA 2. O gráfico ao lado apresenta a curva de absorção de Fósforo, Potássio e Nitrogênio da Manchester. PROGRAMA Os valores estão considerados na tabela em kilogramas (kg). As adubaçoes são diárias para fracionar ao máximo as aplicações de modo que se reduza o risco de salinização do solo. Durante o processo de mistura se atentar quanto a incompabilidade dos elementos. Deste modo sugerimos executar as aplicações independentes conforme os 3 grupos de cores Azul, Verde e Roxo. Para fazer alteraçoes no programa se atentar aos ajuste nos novos valores de referência e compatibilidades dos grupos. Este programa deve ser utilizado como uma refencia de programa nutricional de alta produtividade. Deste modo o ideal é sempre fazer um programa específico considerando os fatores locais e os resultados da análise de solo. Instruções Abrevições e Siglas DAG - Dias Após Plantio Germinação N. Amônio - Nitrato de Amônio MAP - Fosfáto Monoamonico KCL - Cloreto de Potássio N. Cálcio - Nitrato de Cálcio S. Magnésio - Sulfato de Magnésio Adubação de Fundação: O programa de fertirrigação foi elaborado considerando a adução de base de 200 kg formulado 04-28-08 (Yara Basa Absoluto) por hectare. Observações: Duvidas: Acione nosso suporte técnico Whatsap 31-999301486 Intermediário - Manchester População de 3.333 plantas por hectare Produtividade programada de 45 toneladas por hectare Adubação de Fundação: Este programa foi desenvolvido contemplando adubação combinada entre adubação de base e e adubação fertirrigada. Desta forma pode se considerar a adução de base de 200 kg formulado 04-28-08 (Yara Basa Absoluto) ou abudo de plantio equivalente por hectare. Adubação Orgânica de Plantio O adubo orgânico sempre que possível deve ser utilizado, pois aumenta a CTC, potencializa a absorção de nutrientes químicos, condiciona o solo, favorece muito a microbiologia de solo, aumenta a retenção de agua, além de diversas outras vantagens. Deste modo a adubação orgânica pode contribuir muito, principalmente em solos mais arenosos e pobres em matéria orgânica. Sendo recomendada aplicação na quantidade de 5 kg a 10 kg/cova de esterco de curral curtido ou 1 kg a 2 kg/cova de esterco de galinha, ou outra fonte facilmente disponível PROGRAMA Fertirrigação - Manchester População de 3.333 plantas por hectare Produtividade programada de 45 toneladas por hectare Data Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 DAG 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 10 20 25 25 15 15 25 135 Ureia 10 15 35 25 15 75 MAP 10 20 25 25 30 30 35 175 KCL 15 25 15 25 20 100 Nit. de Calcio 25 5 20 50 Sul. Magnésio Obs. Dividir a aplicação desta semana em duas parcelas com intervalo de 5 dias de diferença. Ureia, KCl juntos . 02 Aplicações sendo: Ureia ,Map, KCl (Tudo junto). A outra de Nitrato de Calcio (Sozinho) 02 Aplicações sendo: Ureia ,Map, KCl (Tudo junto). A outra de Nitrato de Calcio (Sozinho) 01 Aplicação na semana, Ureia, KCl, Nitrato de Calcio (Tudo junto). 01 Aplicação na semana, Ureia ,Map, KCl (Tudo junto). 03 Aplicações sendo: *Ureia ,Map, KCl (Tudo junto). *Outra de Nitrato de Calcio (Sozinho). *A ultima de Sulfato de Magnesio (Sozinho). 03 Aplicações sendo: *Ureia ,Map, KCl (Tudo junto). *Outra de Nitrato de Calcio (Sozinho). *A ultima de Sulfato de Magnesio (Sozinho). NUTRIENTES Fósforo Atua nos processos de armazenamento e transferência de energia e fixação simbiótica de nitrogênio. É o elemento que mais influência no tamanho dos frutos e sua deficiência inicia-se com um menor desenvolvimento das plantas, seguido de clorose nas folhas mais velhas que posteriormente necrosam nas margens. As folhas mais novas enrolam-se e encurvam-se. Nitrogênio O nitrogênio é o elemento formador da estrutura da planta, sendo constituinte da estrutura de aminoácidos, proteínas, vitaminas, clorofila, enzimas e coenzimas. É ativador enzimático, atua nos processos de absorção iônica, fotossíntese, respiração, sínteses, crescimento vegetativo e herança. Os sintomas de deficiência surgem nas folhas mais velhas (folhas basais), produzindo um amarelecimento generalizado, que progride para toda a planta; há restrição na taxa de crescimento e pegamento de frutos, que apresentam menor desenvolvimento. Potássio O potássio atua em processos osmóticos, síntese de proteínas e na manutenção de sua estabilidade, abertura e fechamento de estômatos, na permeabilidade da membrana e no controle do pH. Auxilia na formação de frutos com altos teores de sólidos solúveis, adocicados, e resistentes a rachaduras na casca. A sua deficiência inicia-se com um murchamento das folhas, seguida de surgimento de clorose nas pontas das folhas mais velhas que evoluem para necrose. Nas folhas mais velhas, a necrose marginal é uma indicação universal da deficiência de K. O desenvolvimento do fruto torna-se irregular ou pelo menos com pequeno teor de sólidos solúveis, apresentando menor coloração interna, aroma e sabor. De maneira geral, plantas deficientes em potássio são mais suscetíveis às doenças e pragas. MagnésioÉ o átomo central da molécula da clorofila, por isso, está envolvido no processo de fotossíntese e, consequentemente, na síntese de amido, proteínas, gorduras e vitaminas. É responsável pela regulação do pH e do ajuste da turgescência nas células das plantas. Além disso, 5% a 10% do Mg está ligado à pectina e serve como elemento estrutural das paredes celulares. A nutrição com Mg confere qualidade ao fruto, como por exemplo, doçura, cor, sabor e maciez. Na deficiência de Mg, há dificuldade de translocação de carboidratos para a raiz, prejudicando o desenvolvimento do sistema radicular, que por sua vez reduzirá a absorção de outros nutrientes. Por ser um nutriente bastante móvel na planta, os sintomas de deficiência aparecem inicialmente nas folhas mais velhas que se apresentam com tamanho reduzido e clorose internerval. Apenas em condições severas de deficiência, o desenvolvimento dos frutos e a produção são prejudicados. Zinco É constituinte de diversas enzimas que atuam nos processos de respiração, controle hormonal e síntese de proteínas. Afeta a síntese e conservação de auxinas, hormônios vegetais envolvidos no crescimento. Plantas com deficiência de Zn apresentam as folhas mais novas pequenas e cloróticas, ocorrendo também superbrotamento e descoloração entre as nervuras. Enxofre O enxofre é componente importante dos aminoácidos, como a metionina e a cisteína, essenciais para a nutrição humana. O suprimento de S pode ser considerado favorável ou desfavorável às plantas, do ponto de vista qualitativo. Em alguns alimentos, ocasiona um sabor mais acentuado e, em outros, diminui sua palatabilidade. Sua deficiência, em geral, causa um amarelecimento dourado nas folhas mais novas. A clorose inicia-se com um tom verde-claro, progredindo para verde-amarelado e posteriormente para um amarelo intenso. Com a evolução da carência, a planta torna-se completamente clorótica. Há também a restrição do desenvolvimento da planta. Cobre Faz parte da estrutura de proteínas, sendo constituinte de diversas enzimas que atuam nos processos de fotossíntese, respiração, regulação hormonal, fixação de N e metabolismo de compostos secundários. É essencial no balanço de nutrientes que regulam a transpiração na planta. Quando deficientes em Cu, as folhas mais novas ficam maiores que as mais velhas, ocorrendo também, encurvamento das margens da folha e posterior necrose. Em condições de deficiência severa, a planta apresenta- se com entrenós mais curtos e folhas onduladas, que se tornam cloróticas e necróticas. As ramificações laterais têm crescimento limitado. MATHEUS MOREIRA História Consultor e Produtor Rural, especialista em sustentabilidade e produção de cucurbitaceas. Proprietário da Estação Experimental - Fazenda Ouro Verde em Bocaiuva-MG e fundador do canal De Produtor Para Produtor. Contribuição Por meio de assistencias e do canal de De Produtor Para Produtor, tem levado informação técnica de qualidade para milhares de agricultores. Contribuindo com a divulgação cientifica no campo, fomento de melhores práticas agricolas e profissionalização de pequenos produtores. Clique aqui... https://www.youtube.com/watch?v=9CHCnoJKEOc