Prévia do material em texto
Introdução às Sagradas Escrituras Prof. Me. Flávio Donizete Batista SOBRE O CÂNON E A INSPIRAÇÃO 2 • Além de vários critérios, o fundamento último da normatividade dos livros bíblicos é a fé na sua inspiração; isto é, trata-se de livros fundamentados sobre a própria autoridade de Deus, manifestada através de seu Espírito. • Em particular, o fundamento último da normatividade do Novo Testamento, inclusive o Antigo Testamento cristão, é a autoridade de Jesus Cristo expressa pelo dom do Espírito. CANONIZAÇÃO E INSPIRAÇÃO 3 • Canonização e inspiração são dois conceitos intimamente conexos entre si e isso por causa da circularidade existente entre Igreja e Escritura. • Assim os escritos apostólicos são julgados canônicos porque são reconhecidos como inspirados. A inspiração precede e fundamenta o cânon; mas eles são reconhecidos como inspirados pela Igreja, que tem a iniciativa de julgá-los canônicos. CANONIZAÇÃO E INSPIRAÇÃO 4 • Desse modo, o cânon torna-se o critério prioritário da inspiração; o texto como inspirado porque pertence ao cânon. • Essa circularidade entre o que é recebido passivamente e o que é determinado ativamente é estrutural, feita de uma solidariedade originária e recíproca. INSPIRAÇÃO NA BÍBLIA 5 • Percebemos três formas de inspiração. A “inspiração para agir”, considerada acima, pode ser descrita como inspiração pastoral, que impulsionava os “pastores” ou líderes do povo de Deus. • Em seguida, há a inspiração oral, desfrutada pelos proclamadores da palavra: profetas e apóstolos. INSPIRAÇÃO NA BÍBLIA 6 • Finalmente, vem a inspiração escriturística, que prolonga e completa as outras duas. • Todas as três juntas formam aquilo que podemos descrever como inspiração “bíblica”. Por esta razão, é muito importante ligar a inspiração escriturística com seus antecedentes e vê-la em seu ambiente histórico. REVELAÇÃO NA BÍBLIA 7 • A Palavra de Iahweh é revelação. Falando aos homens, Deus se revela; sua Palavra é uma lei e regra de vida, um descobrir o significado das coisas e dos eventos e uma promessa para o futuro. • A um só tempo criadora e reveladora, a Palavra de Deus é uma realidade dinâmica, um poder que, infalivelmente, alcança os resultados que Deus tem em vista. • No Novo Testamento, a Palavra de Deus é frequentemente a mensagem de salvação, o Evangelho. INSPIRAÇÃO E REVELAÇÃO 8 • Quando vistas na perspectiva da Bíblia, seria errôneo considerar inspiração e revelação como dois carismas bem separados. • De fato, inspiração e revelação, nas Escrituras são distintas, mas elas operam simultaneamente. INSPIRAÇÃO E REVELAÇÃO 9 • Um homem é elevado e movido pelo Espírito para dirigir uma fase da história da salvação, para falar como profeta ou registrar o essencial dessa pedagogia divina; mas a atividade toda é “revelação”, manifestação pessoal de um Deus vivo. • Deus revela a verdade que ele mesmo é em termos das experiências vividas, faladas e conscientes de seu povo e para aquele fim ele inspira o líder, o pregador e o escritor que percebem a verdade e que a transmitem por vivê-la, por proclamá-la e por escrevê-la. REFERÊNCIAS 10 CATENASSI, Fabrízio Zandonadi. Introdução teológica e história de Israel. Curitiba: Intersaberes, 2018. HARRINGTON, Wilfrid J. Chave para a Bíblia. São Paulo: Paulinas, 1985. LARA, Valter Luiz. A Bíblia e o desafio da interpretação sociológica. São Paulo: Paulus, 2009, p. 26. PRIOTTO, Michelangelo. Introdução Geral às Escrituras. Petrópolis: Vozes, 2019. SCHLAEPFER, Carlos Frederico (org.). A Bíblia: elementos historiográficos e literários. Petrópolis: Vozes, 2019. 11 Obrigado! Prof. Me. Flávio Donizete Batista Contato: flavio.filosofia@gmail.com