Prévia do material em texto
PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 1 PRINCÍPIOS BÁSI- COS DO ELETRO- CARDIOGRAMA ELETROCARDIOGRAMA https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 2 PRINCÍPIOS BÁSI- COS DO ELETRO- CARDIOGRAMA- CARDIOGRAMA https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 3 SUMÁRIO O ELETROCARDIOGRAMA ....................................................................................... 5 AS DERIVAÇÕES DO ECG ......................................................................................... 5 DERIVAÇÕES FRONTAIS OU PERIFÉRICAS ....................................................... 5 DERIVAÇÕES HORIZONTAIS OU PRECORDIAIS ............................................. 6 FORMANDO AS CURVAS DO ECG ........................................................................ 7 O ECG NO CICLO CARDÍACO .................................................................................. 8 VETORES DE ATIVAÇÃO ATRIAL .......................................................................... 8 VETORES DE ATIVAÇÃO VENTRICULAR ........................................................... 8 VETOR DE REPOLARIZAÇÃO VENTRICULAR ................................................... 9 AS ONDAS NAS DERIVAÇÕES FRONTAIS ......................................................... 9 ONDA P ............................................................................................................................ 9 COMPLEXO QRS ........................................................................................................ 10 ONDA T ......................................................................................................................... 11 AS ONDAS NAS DERIVAÇÕES PRECORDIAIS .............................................. 11 ONDA P ......................................................................................................................... 11 COMPLEXO QRS ........................................................................................................ 11 ONDA T ......................................................................................................................... 11 O PAPEL DO ECG ...................................................................................................... 12 CALIBRAÇÃO ............................................................................................................. 12 FREQUÊNCIA CARDÍACA ...................................................................................... 12 PROPRIEDAS DAS ONDAS, INTERVALOS E SEGMENTOS ....................... 13 https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 4 ONDA P ......................................................................................................................... 13 INTERVALO PR (PRE) .............................................................................................. 13 SEGMENTO PR (PRS) ............................................................................................... 13 INTERVALO QRS ....................................................................................................... 13 SEGMENTO ST ........................................................................................................... 13 ONDA T ......................................................................................................................... 13 INTERVALO QT .......................................................................................................... 13 ONDA U ........................................................................................................................ 13 REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 14 https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 5 O ELETROCARDIOGRAMA O batimento cardíaco é um evento elétrico. O princípio do eletrocardiograma (ECG) baseia-se na possibilidade de registrar as correntes elétricas geradas no batimento cardíaco na superfície corporal. AS DERIVAÇÕES DO ECG A captação da atividade elétrica pelo ECG se dá pelo posicionamento de eletrodos na superfície corporal do paciente. No ECG de 12 derivações, o mais comum, 10 eletro- dos são posicionados: quatro periféricos posicionados em membros, formando o plano frontal, e seis posicionados na re- gião precordial, formando o plano horizon- tal. Fonte: THALER, Malcom S.; BURNIER, Jussara N.T. ECG essen- cial: eletrocardiograma na prática diária. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. PLANO FRONTAL • Vermelho: braço direito • Amarelo: braço esquerdo • Preto: perna direita • Verde: perna esquerda PLANO HORIZONTAL • V1: 4º espaço intercostal (EIC) pa- raesternal direto • V2: 4º EIC paraesternal esquerdo • V3: entre V2 e V4 • V4: 5º EIC na linha hemiclavicular • V5: 5º EIC na linha axilar anterior • V6: 5º EIC na linha axilar média • V7: linha axilar posterior no mesmo nível de V6 • V8: 5º EIE abaixo do ângulo inferior da escápula Derivações Frontais ou Periféricas No plano frontal, existe diferença de po- tencial entre dois pontos (derivações), ou seja, entre duas polaridades, sendo as de- rivações DI, DII e DIII chamadas de bipola- res. A combinação entre os três pontos forma o chamado Triângulo de Eithoven. As bis- setrizes dos ângulos que formam esse tri- ângulo equilátero passam pelo centro do triângulo, dividindo o lado oposto em dois segmentos iguais, sendo um deles positivo e outro negativo. A colocação dos eletrodos positivos e ne- gativo deu-se de acordo com o sentido da https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 6 despolarização geral do coração (para baixo e esquerda). • DI: mede a diferença de potencial (DDP) entre o braço direito (-) e es- querdo (+). Eithoven convencionou que todo vetor que parte do centro do triângulo e se projeta para es- querda de DI, será positivo nessa derivação. Ao passo que o vetor que parte do centro e se projeta para di- reita de DI, será negativo nessa de- rivação. • DII: DDP entre braço direito (-) e perna esquerda (+). O vetor que se projeta em direção à perna es- querda (porção inferior do seg- mento) é positivo, ao passo que o vetor que se projeta em direção ao braço direito (segmento superior) é negativo nesta derivação. • DIII: DDP entre braço esquerdo (-) e perna esquerda (+). O vetor que se projeta no sentido na perna es- querda (segmento inferior) é posi- tivo, ao passo que o vetor que se projeta em direção ao braço es- querdo (segmento superior) é ne- gativo nesta derivação. Nas chamadas derivações unipolares, a di- ferença de potencial (DDP) é medida em cada ponto isoladamente, ou seja, em cada vértice do triângulo de Eithoven. • aVL: capta potencial do braço es- querdo. • aVR: capta potencialdo braço di- reito. • aVF: capta potencial da perna es- querda. Derivações Horizontais ou Precordiais São derivações unipolares que possibili- tam registrar as forças se movendo ante- rior e posteriormente. Os eletrodos colo- cados são positivos e suas projeções são negativas a partir do centro do coração. A magnitude de um vetor que se pro- jeta nessas derivações depende da in- clinação desse vetor: quanto mais pa- ralelo à sua incidência, maior sua pro- jeção. Quanto mais perpendicular a ela, menor sua projeção. Isso reflete no tamanho das ondas no traçado do ECG. DI DII DII I https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 7 Fonte: THALER, Malcom S.; BURNIER, Jussara N.T. ECG essencial: eletrocardiograma na prática diária. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. Assim como as derivações frontais, cada uma das derivações precordiais consegue visualizar melhor uma região do coração. Como o ventrículo direito está posicionado anterior e medialmente na cavidade torá- cica, as derivações V1 e a VR são as me- lhores para avaliá-lo. Já o ventrículo es- querdo posiciona-se posterior e lateral- mente, está a derivação V4 no seu ápice, e V5 e V6 sobre sua porção lateral, bem como DI e a VL. As derivações V2 e V3 po- sicionam-se na região do septo interven- tricular. Por fim, DII, DIII e a VF visualizam melhor a porção inferior do coração. Fonte: THALER, Malcom S.; BURNIER, Jussara N.T. ECG essencial: eletrocardiograma na prática diária. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. FORMANDO AS CURVAS DO ECG O traçado do eletrocardiograma repre- senta a função elétrica do coração a partir do ponto de vista de cada derivação. Os di- polos podem ser representados por veto- res: grandeza física com módulo, sentido e direção. A “frente” de cada vetor é sempre positiva, já que deve haver uma célula po- larizada (meio externo positivo) que será polarizada (meio externo negativo) à me- dida que a onde de despolarização, repre- sentada pelo vetor, se propaga. Sendo assim, a visualização de positivi- dade ou negatividade depende da posição (“do ponto de vista”) do eletrodo. Quando ocorre uma despolarização, esta é conduzida em um sentido através das vias de condução do coração. Dois eletrodos são capazes de registrar essa diferença de potencial formando uma curva. https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 8 Assim, a onda de despolarização (impulso) que aproxima do eletrodo positivo apre- senta-se como uma deflexão positiva so- bre a linha de base, ao passo que o im- pulso que se afasta do mesmo eletrodo forma uma deflexão negativa. Quando o impulso elétrico é perpendicular ao eletrodo, formam-se duas ondas isoe- létricas e de sentidos opostos. Fonte: THALER, Malcom S.; BURNIER, Jussara N.T. ECG essencial: eletrocardiograma na prática diária. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. Na repolarização, o registro ocorre de ma- neira inversa: a onda que se aproxima do eletrodo apresenta-se como uma deflexão negativa, ao passo que a onda que se afasta, apresenta-se como deflexão posi- tiva. O ECG NO CICLO CARDÍACO Para entendermos de fato as ondas do ECG é importante entender que o traçado não registra cada atividade elétrica de forma isolada, mas um vetor resultante das atividades elétricas que ocorrem na- quele momento. Vetores de Ativação Atrial A onda de despolarização é gerada no nodo sinoatrial e se propaga do átrio di- reito para o átrio esquerdo, em sentidos di- ferentes: Átrio Direito: a despolarização se dá de cima para baixo, da direita para a esquerda e para frente. Átrio Esquerdo: a despolarização se dá para baixo, para esquerda e ligeiramente para trás. A onda de despolarização dos átrios forma, então, um vetor resultante (Vetor P) que é registrado como uma deflexão posi- tiva nas derivações inferiores – Onda P. Vetores de Ativação Ventricular Após despolarizar os átrios, o estímulo chega ao nodo átrio ventricular, período em que ocorre o atraso na condução elé- trica do coração. Corresponde no ECG a Vetor de AE Vetor Resultante (ÂP) Vetor de AD https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 9 uma linha isoelétrica conhecida como in- tervalo PR. A onda de despolarização segue então para os ventrículos, determinando quatro vetores de ativação que formarão o cha- mado Complexo QRS, e podem ser descri- tos na seguinte ordem cronológica: Vetor I: corresponde à ativação do septo médio do coração. Seu sentido é da es- querda para a direita, pois a superfície sep- tal esquerda é despolarizada primeiro, com sentido ao músculo papilar anterior do ventrículo direito. Vetor II: sua direção é de cima para baixo, da direita para esquerda e para frente. Vetor III: corresponde à ativação da parede livre dos ventrículos. Como a massa do ventrículo esquerdo é maior, o vetor se di- reciona para trás, para esquerda e para baixo. Vetor IV: corresponde à ativação do septo alto do coração última região a ser ativada, cuja contração impulsiona o sangue para a aorta. Seu vetor tem sentido para cima, para trás e levemente para esquerda. Como mencionado anteriormente, vetores são grandezas com direção, sentido e mó- dulo, ou seja, valor, sendo este represen- tado pelo seu tamanho. Perceba que os vetores I, II e IV são menores, isto porque representam um grupo menor de células que está sendo despolarizada, ao passo que o vetor III representa a depolarização de uma grande área. Vetor de Repolarização Ventricular A última onda do ECG corresponde à re- polarização ventricular. A repolarização atrial é camuflada no traçado do ECG pois ocorre junto à despolarização ventricular. O sentido da despolarização é do endocár- dio para o epicárdio, de modo que a repo- larização ocorre em sentido oposto. Como a repolarização é uma corrente de cargas negativas (ao contrário da despolarização), ela se manifesta no ECG como uma onda de mesma polarizada à da despolarização. Sendo assim, nas derivações me que o QRS é predominantemente positivo, a onda T também será. AS ONDAS NAS DERIVAÇÕES FRONTAIS Onda P Positiva em DI, DII, DIII e aVF, pois o vetor resultante de P se projeta na porção posi- tiva dessas derivações. https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 10 Negativa em aVR, pois vetor P se projeta na porção negativa dessas derivações.Complexo QRS Denominas como Onda Q a primeira onda negativa, sendo chamada de q quando de pequena amplitude. Denominado como Onda R a primeira onda positiva, sendo r quando de pequena amplitude. Já a Onda S corresponde à segunda onda negativa, sendo s quando de pequena am- plitude. Vale lembrar que o Complexo QRS é for- mado pelos quatro vetores anteriormente descritos. Sendo assim, sua conformação em cada derivação depende da projeção desses vetores nas derivações. Projeção em DI – qRs Vetor I: projetado na porção negativa de DI – primeira onda negativa pequena (q) Vetores II e III: projetados na porção posi- tiva de DI – primeira onda positiva grande, já que se forma pela soma de dois vetores (R) Vetor IV: projetado na porção negativa de DI – segunda onda negativa pequena (s) Projeção em DII, DIII e aVF – Rs Vetores I, II e III se projeta positivamente (R) e Vetor IV se projeta negativamente (s). Projeção em aVR – Qr Vetor I é praticamente perpendicular à aVR, logo, não forma curva. Os vetores II e III projetam-se na porção negativa da deri- vação, enquanto o IV se projeta na porção positiva. Projeção em aVL – qR Vetor I se projeta na porção negativa, os vetores II e III na positiva e o vetor IV é per- pendicular, não havendo projeção. DI DIII I DII I a VL a VR a VF DIII I DII I a VL a VR a VF DI https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 11 Onda T A Onda T segue um padrão semelhante à Onda P: é positiva em DI, DII e aVF; nega- tiva em a VR e quase isodifásica em DIII e aVL. AS ONDAS NAS DERIVAÇÕES PRECORDIAIS Onda P Positiva nas derivações de V1 até V6, po- dendo ser negativa em V1 e V2. Complexo QRS Projeção em V1 e V2 – rS Vetores I e II: projetados na parte positiva Vetor III e IV: projetados na parte negativas Projeção em V3 – RS Há um equilíbrio de forças que se projetam no lado positivo (Vetores I e II) e negativo (Vetores III e IV), culminando na morfolo- gia isodifásica da onda nesta derivação. Projeção em V4 – Rs Predominância da projeção vetorial no lado positivo (Vetores l, ll e III) com dis- creta projeção no seu lado negativo (Vetor IV). Projeção em V5 e V6 – qRs Vetor I: projetado na porção negativa e com pequena amplitude – q Vetores II e III: projetados na porção posi- tiva – R Vetor IV: projetado na porção negativa com pequena amplitude – s Onda T Positiva em todas as derivações precordi- ais (de V1 até V6) podendo ser negativa em V1 e V2. V1 V2 V5 V6 V3 V4 P V1 V2 V5 V6 V3 V4 III IV I II https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 12 Fonte: Fonte: THALER, Malcom S.; BURNIER, Jussara N.T. ECG essencial: eletrocardiograma na prática diária. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. O PAPEL DO ECG O papel usado para o traçado do ECG é quadriculado, formando pequenos qua- drados delimitados por linhas vermelhas claras e quadros maiores (aos quais estão circunscritos os pequenos), delimitados por linhas vermelhas mais escuras. Os quadrados pequenos medem 1x1 mm, en- quanto os grandes medem 5x5mm. O eixo horizontal do traçado mede o tempo. A velocidade com que o papel se desloca sobre a agulha do aparelho é, nor- malmente, de 25 mm/s, logo, 1 quadradi- nho é percorrido em 0,04 s e 1 quadrado grande é percorrido em 0,2 s. sendo assim, cinco quadrados grandes são percorridos em 1 segundo. O eixo vertical do traçado mede a volta- gem. A distância ao longo de um quadrado pequeno representa 0,1 mV, e, ao longo de um quadrado grande, 0,5 mV. Calibração A calibração corresponde aos ajustes fei- tos no papel do ECG em termos de ampli- tude. Se 1 mm corresponde à 0,1 mV, a distância de 2 quadrados grandes são 10 mV. Essa padronização do traçado recebe o nome de N (normal). Se um ECG estiver calibrado em N/2, as ondas terão menor amplitude. Ao passo que, se estiver calibrado em 2N (o que cor- responderia a quatro quadrados grandes), o traçado seria superestimado. Frequência Cardíaca Sabemos que uma frequência cardíaca normal em um ritmo regular e sinusal gira em torno de 60 – 100 bpm. Como mencio- nado, o papel de registro desloca-se na velocidade de 25 mm por segundo. Logo, 1500mm em 1 minuto. https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 13 Para o cálculo da frequência cardíaca em um traçado de ritmo regular, dividimos 1.500 pelo número de quadrados peque- nos entre duas ondas R. PROPRIEDAS DAS ONDAS, INTER- VALOS E SEGMENTOS Onda P • Despolarização atrial • Duração: até 3 mm ou 120 ms • Amplitude: ≤ 0,25 mV (2,5 mm - 2 ½ quadrados pequenos) • Configuração: arredondada, podendo possuir entalhes menores que 40 ms • Positiva em DI, DII e AVF • Negativa em AVR • Positiva / Negativa ou Isodifásica em DIII • Isodifásica em AVL e V1 Intervalo PR (PRE) • Vai do início da despolarização atrial até o início da despolarização ventricu- lar. Representa o retardo na condução que ocorre no nó AV. • Duração: 0,12 –0,20 s (3 – 5 mm) Segmento PR (PRs) • Representa o tempo do final da des- polarização atrial até o início da des- polarização ventricular. • Ponto i: final da despolarização supra- ventricular (átrios e NAV) • Duração: 0,04 – 0,12 s Intervalo QRS • Duração: 0,04 – 0,9 segundo • Amplitude: derivações frontais – 5 a 20 mm; derivações precordiais – 8 a 25 mm • Ponto J: Início da repolarização de VE. Faz parte da linha de base: se acima dela, dizemos que há um supra-desní- vel, se abaixo, um infra-desnível. Segmento ST • Representa o tempo entre o final da despolarização ventricular até o início da repolarização ventricular. Onda T • Configuração: Ascende lenta e desce rápida. Sua amplitude e duração não são medidas. • Positiva em DI, DII, AVF e V3-V6 • Negativa em AVR e V1 • Positiva ou Isodifásica em V2 • Positiva / Negativa ou Isodifásica em DIII e AVL Intervalo QT • Engloba o tempo do início da despola- rização ventricular até o final da repo- larização ventricular. • A duração do intervalo QT é proporci- onal à frequência cardíaca. Quanto mais rápido o coração bater, mais rá- pido ele precisa se repolarizar para se preparar para a próxima contração; as- sim, também será mais curto o inter- valo QT. Onda U • Positiva, simétrica, mais visualizada em V3-V4. https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA 14 @jalekoacademicos Jaleko Acadêmicos @grupoJaleko • Acredita-se que a formação da Onda U se dá a partir das células M, loca- lizadas profundamente do subendocárdio ao miocárdio médio. Essas células apre- sentam características eletrofisiológicas intermediárias entre o tecido muscular e o tecido de condução (Purkinje). • Quando a Onda U estiver bem visí- vel devemos pensar rem coronariopatia ou hipopotassemia. Fonte: THALER, Malcom S.; BURNIER, Jussara N.T. ECG es- sencial: eletrocardiograma na prática diária. 7. ed. Porto Ale- gre: Artmed, 2013 REFERÊNCIAS Eletrocardiograma – Bases Teóri- cas – Bases do ECG (Professora Juliana Brenande). Jaleko Acadê- micos. Disponível em: . Eletrocardiograma – ECG Normal – Plano Frontal e Plano Horizontal (Professora Juliana Brenande). Jaleko Acadêmicos. Disponível em: THALER, Malcom S.; BURNIER, Jussara N.T. ECG Essencial: ele- trocardiograma na prática diária. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. REIS, Helder J. S.; GUIMARÃES, Hélio P.; ZAZULA, Ana D. ECG: Manual Prático de Eletrocardio- grama. 1. Ed. São Paulo: Atheneu, 2013. BARBOSA, Eduardo Correa; BENCHIMOL, P. R.; BOMFIM, Al- fredo. Repolarização precoce no eletrocardiograma do atleta: ba- ses iônicas e modelo vetorial. Ar- quivos Brasileiros de Cardiologia, v. 82, n. 1, pp. 103 – 107, janeiro, 2004. VISITE NOSSAS REDES SOCIAIS https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/ https://www.jaleko.com.br/ https://www.jaleko.com.br/home https://www.jaleko.com.br/home https://www.instagram.com/jalekoacademicos/?hl=pt-br https://www.jaleko.com.br/home https://www.youtube.com/channel/UCoGDzJkGOb2YfM-VQ9rJyMg https://www.jaleko.com.br/home https://www.facebook.com/grupoJaleko/