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@medvet.ab 
Introdução ------------------—------- 3
Colheita de amostras-------—---- 4 
Eritograma ------------------—----- 14
Leucograma------------------—---- 27
Plaquetas ---------------------—---- 32
Hemostasia ------------------—---- 34
Interpretação de hemograma 41
Urinalise —————————- 56
Bioquimica———————— 65
O laboratório de análises
clínicas é responsável por
auxiliar o médico
veterinário na detecção de
patologias e condições
fisiológicas atráves de
exames com material
biológicos (sangue, urina,
fezes. bioquímico, fluido
orgânicos). 
O laboratório clínico se
divide em diversas áreas.
Entre elas: 
 - Hematologia: responsável
pela análise clínica
minuciosa dos
componentes do sangue 
 - Bioquímica: responsável
pela análise dos 
componentes do sangue,
urina, e fluidos orgânicos. 
 - Imunologia: responsável
pela análise de todos os
corpos estranhos através
das reações antígeno-
anticorpo
 - Microbiologia:
responsável pela detecção
de bactérias, fungos e vírus.
 - Parasitologia: responsável
pela decteção de parasitas
nas fezes e no sangue 
 - Urinálise: responsável
pelos exames de urina e
alguns fluidos orgânicos 
 - Citologia: responsável
pela estrutura, composição,
fisiologia das células. 
O sangue é composto de
uma parte líquida e outra
celular. A parte líquida,
denominada de plasma, é
obtida após a centrifugação
quando colhemos o sangue
com anticoagulante, que
contém o fibrinogênio. 
restam no soro as mais
variedades solutos
orgânicos, como minerais,
enzimas, hormônios, etc. 
A parte líquida,
denominada soro, é obtida
após a centrifugação
quando colhemos o sangue
sem anticoagulante, o
fibrinogênio coagula e 
Fase pré analítica: umas
das fases mais importantes,
a forma de coletar, forma
de armazenar, e o
momento da coleta
dependendo de como o
paciente esteja.
Plasma vai ser
visualizado no coletor
que tem os
anticoagulantes 
Soro vai ser visualizado
no coletor que não tem
os anticoagulantes
No plasma
encontramos
fibrinogênio (tubo
roxo)
No soro não tem
fibrinogênio, e o soro é
a mesma coisa que o
plasma, com a exceção
que não tem
fibrinogênio 
Para fixar: 
Plasma: tubo roxo têm o
anti-coagulante - EDTA sua
função é não permitir que
a amostra coagule. 
A função do ativador de
coágulos nos tubos
vermelhos é acelerar a
coagulação, já que precisa-
se dessa amostra
coagulada.
Tubos vermelhos, que vem
com a diferença na tampa,
podendo ser amarelo e
vermelho: tubo vermelho
com a cor amarelo dentro
significa dizer que vem o
gel, e o mesmo já ajuda a
separar o coágulo do soro.
que irá processar o
material . Algumas regras
básicas são comuns em
todas as amostras colhidas:
identificação da amostra. O
ideal para a medicna
veterinária é que a amostra
laboratorial seja colhida no
mesmo local do seu
processamento. 
Função do sangue: 
A principal função do
sangue é o transporte de
substâncias essenciais para
a vida das células do corpo,
como o oxigênio dióxido de
carbono, nutrientes e
hormônios, produtos
oriundos do metabolismo,
produtos indesejáveis ao
organismo, os quais são
levados aos órgãos de
excreção. 
Uma colheita adequada
devem seguir rigidamente
os métodos preconizados
pela técnica, bem como
estarem condizentes com o
procedimento do
laboratório
Outras análises
laboratoriais: 
 - Parasitologia: estuda o
aparelho digestivo, e
detecta a presença ou
ausência de
parasitasitismo, através das
fezes.
A urinálise deve ser
solicitada no seguintes
casos: 
Presença de sinais de
doença renal, dor local,
dificuldade de urinar,
ou irregularidade na
frequência de micções
e/ou na quantidade de
urina eliminada. 
Como exame de
triagem nos
internamentos,
principalmente
cirúrgico.
Quando houver
interesse em
complementar o
diagnóstico. 
 - Citologia: estuda as
análises da morfologia
celular 
 - Microbiologia: estuda
bactérias e fungos 
 - Sorologia: estuda o soro
samguíneo, detectando
seus componentes 
 - Raspado cutâneo: estuda
a presença de ectoparasitas 
 - Pesquisa de
hemoparasita: estuda a
presença dos
hemoparasitas através do
sangue 
Urinálise: 
Estuda o sistema excretor
através da análise de urina
e seus componentes. 
O hemograma pode ser
solicitado em vários casos: 
Procedimento de
triagem
Na busca de
diagnóstico ou
prodiagnóstico
Para verificar a
habilidade corporal as
infecções 
Para monitoramento
de progresso de certas
doenças 
Executa a qualificação de
substâncias presentes em
fluídos, como o sangue
(soro, plasma) urina, líquor,
suor, saliva, através das
anállises bioquímicas. A
bioquímica é constituída
por enzimas, que são
proteínas. 
O estudo das enzimas tem
imensa importância clínica.
Em algumas doenças as
atividades de certas
enzimas são medidas, para
acompanhar o quadro
clínico e estabelecer um
prognóstico.
Bioquímica: Hemograma: 
As amostras não devem
ficar em contato direto com
o gelo, para evitar
hemólise. Se houver
indicação de manter a
amostra congelada, deve
ser utilizado seco no
transporte. Uma vez que
essa amostra é coletada e
identificada, a amostra
deverá ser enviada dentro
de um pequeno intervalo
de tempo para o
laboratório. Lembrar de
evitar o vazamento da
amostra. 
As amostram devem ter sua
composição e integridade
mantidas durante as fases
da coleta, manuseio,
transporte, e
armazenamento. 
A estabilidade depende de
vários fatores, que incluem
temperatura, carga
mecânica e tempo. Na
prática a amostra poderá
ser a deslocada para o
laboratório em caixas de
isopor, com gelo reciclável
para manter a temperatura
entre 2°C a 8°C calçada por
flocos de isopor, ou papel
jornal. 
Estabilidade da amostra: 
HEPARINA - usado para
bioquímico Importante etapa para a
manuntenção de qualidade. 
Para a maioria dos exames
laboratorias, o
acondicionamento sobre
refrigeração entre 2 a 8°C é
o ideal. 
E outros exigem o
refrigeramento da amostra
até o momento da
execução. 
Acondicionamento: 
Finalidade dos tubos
coletores: 
EDTA - usado para
hematologia 
COM CITRATO - usado para
coagulação 
COM FLUORETO - dosagem
de glicose e lactato 
Colher o sangue
lentamente,
correspondente a
quantidade de
anticoagulante contida no
frasco de
acondicionamento. Após
completar o volume
desejado, retirar a seringa;
depois desfaz o garrote
antes de remover a agulha
e comprimir manualmente
o local de punção com o
algodão. Retirar a agulha e
transferir o sangue colhido
da seringa, com suave
compressão do êmbolo
para evitar hemólise,
dentro do coletor 
Antes de iniciar a punção,
deixar o álcool utilizado
secar; evitar usar agulhas
de menor calibre; não
colher sangue de área com
hematoma; conter o animal
adequadamente
proporcionando o mínimo
de estresse, para obter-se
um resultado hematológico
representativo. 
Após a antissepsia
introduzir através da veia
por meio de um garrote
manual com o bisel voltado
para cima em um ângulo
de 30°C; 
Colheita com a seringa e
agulha : 
O soro poderá ser
congelado a -20°C, podendo
ficar armazenado até um
mês, lembrando que deve
separar o soro do
coagulado; não deixar o
sangue em contato direto
com o gelo; só centrifugar a
amostra após a retração do
coágulo, não se usa freio
nas centrífugas. 
Punção venosa da veia
cefáfila: 
estéril contendo
anticoagulante EDTA
(2,0mh/ml de sangue) e/ou
sem anticoagulante; 
Para previnir hemólise pós
colheita: 
O sangue colhido não deve
ficar exposto a temperatura
elevada ou exposto a
luminosidade,
homogenizar a amostra de
sangue com anticoagulante
suavamente por inversão; o
sangue total nunca deve ser
congelado, se necessário
estocar, deve manter o
refrigerador em 2 a 8°C
durante 24h. 
Punção venosa veia safena
lateral: 
 
Punção venosa veia
julgular: 
 
Introdução: 
 O sangue é a porção líquida
que circula rapidamente
dentro de um sistema
fechado de vasos
denominados sistema
circulatório. É constituído
por um fluído no qual
existe células em
suspensão, moléculas e
íons dissolvidos em água,
apresentando propriedades
das soluções coloidais. 
Componentes do sangue: 
O plasma é constituído de
águas, sais minerais,
compostos orgânicos
Os elementos figurados são
constituídos por hemácias,
leucócitose plaquetas. 
Alterações: 
Funções dos eritrócitos: 
 Os eritrócitos, hemácias ou
glóbulos vermelhos são
uma das células
constituintes do sangue, tal
como as plaquetas e
glóbulos brancos.
Respiração - os glóbulos
vermelho do sangue
transportam o O2 dos
pulmões para os tecidos e
CO2 dos diferentes tecidos
aos pulmões. O O2 é
transportado ligado a
molécula de hemoglobina. 
Hematopoise: 
Significa formação das
células do sangue. Abrange
o estudo de todos os
fenômenos relacionados
com a origem,
multiplicação e a
maturação das células
sanguíneas, a nível da
medula óssea. 
A hematopoise se divide em
dois períodos: 
 - Período embrionário e
fetal: 
Se inicia no primeiro mês
de vida pré-natal, surgem
as primeiras células, que
são os eritoblastos
primitivos. Na vida
embrionária a hematopoise
inicia-se no saco vitelino,
estágio que há formação 
vascular. Na sexta semana
têm início a hematopoise
no fígado (o principal
órgão hematopoiético nas
etapas iniciais e
intermediária da vida fetal). 
Na segunda metade de vida
fetal a medula óssea torna-
se cada vez mais
importantes para a
produção de células
sanguíneas. 
 - Período pós-natal: 
Logo após o nascimento,
cessa a hematopoise no
fígado e a medula óssea
passa a ser o único local de
produção de eritrócitos,
granulócitos e plaquetas. As
células-tronco e células
progenitoras são mantidas
na medula óssea.
Os linfócitos B constituem a
ser produzidas na medula e
órgãos linfoides
secundárias e os linfócitos
T são produzidos no timo e
órgãos linfoides
secundários. 
Ao nascer o espaço
medular total é ocupado
pela medula vermelha,
apenas parte desse espaço
será necessário para a
hematopoise, o espaço
restante é ocupado pelas
células da gordura. 
No animal adulto, os
principais ossos envolvidos
no processo são o esterno,
o crânio, o ílio e as costelas
e as extremidades de fêmur
e do úmero. 
Para fixar: 
Feto:
0-2 meses: Saco vitelino
2-7 meses: fígado e baço 
5-9 meses: medula óssea
Lactantes: 
Praticamente em todos os
ossos 
Adultos: 
Nas vértebras, costelas,
crânio, esterno, sacro,
pelve, extremidade
proximal do fêmur. 
Medula óssea vermelha: 
É encontrado no interior
dos ossos das costelas, nas
vértebras, no esterno, nos
ossos do crânio, e nas
extremidades do fêmur e
do úmero. As células do
sangue são produzidas
inicialmente pela medula. 
A medida que o animal
cresce, a maior parte da
medula vermelha passa a
acumular gordura, parando
de trabalhar e se
transformando em medula
amarela. Funcionalmente
inativa. 
pode ser ativada
novamente, no entanto na
fase senil a medula óssea
amarela é fibrosada e de
difícil e vagarosa expansão. 
Em casos de necessidade
ocorre a regeneração e a
medula amarela passa a ser
vermelha. Nestes casos, a
hematopoise pode voltar a
ser realizada pelo fígado,
baço e linfonodos. 
Medula óssea amarela: 
Medula óssea vermelha e 
amarela: 
A atividade hematopoiética
continua através da vida
nos ossos chatos. A medula
amarela, quando há
demanda eritrocitária 
Eritropoise: 
A eritropoiese é o processo
de produção e maturação
de hemácias que ocorre na
medula óssea em adultos
normais e no baço ou
fígado em fetos ou
pacientes com anemias
graves.
É formada na medula óssea
a partir de uma célula
pluripotencial de origem
mesenquimal chamada
célula tronco ou célula
mãe. 
Em seguida surge o
rubriblasto a primeira
célula morfologicamente
reconhecível das células
eritróides. 
A seguir seguem as
divisões/maturações em
que serão formado:
 - Pró-rubrícito 
 - Rubrícito 
 - Metarubrítico 
 - Reticulócito 
 - ERITRÓCITO
Até a fase metarubrícito as
células estarão na medula
óssea, já na fase de
reticulócito pode ser
encontrado no sangue
periférico em até 2%. 
Nas espécies equinas,
bovinas, suínas e caprina,
na fase dos reticulócitos
não são encontrados no
sangue em condições de
normalidade. 
Morfologia dos eritrócitos: Macrocitose:
predominância de
hemácias grandes,
geralmente jovens, recém-
produzidas, presente em
animais jovens. 
Microcitose: predominância
de hemácias pequenas.
Ocorre em anemias
crônicas, principalmente
ferropriva. 
2. Forma: 
Normal - bicôncava
1. Tamanho: 
Normal - são células
grandes em caninos, sendo
que em caprinos
apresentam a menor
hemácia das espécies
domésticas. 
Anisocitose: é a diferença
de tamanho entre as
hemácias. Quanto mais
grave a anemia, maior a
ocorrência. 
Esferócitos - 
Acantócitos - projeções
irregulares e variadas.
Ocorrem em cães com
hiperbilirrubina. 
Esquisócitos - fragmentos
irregulares das hemácias,
ocorrem em falha renal,
deficiência crônica de
ferro. 
Leptócitos - aumento do
diâmetro e redução na
espessura. Anemia
ferropriva. O mais comum
é a aparência em alvo. 
Poiquilócitos: são
alterações na forma das
hemácias. Podem ser
removidas prematuramente
da circulação, levando a
uma anemia hemolítica.
Existem vários tipos de
poiquilócitos. 
Formas da pioquilócitos:
Equinócitos - são hemácias
espiculadas com várias
projeções regulares,
ocorrem em amostras
velhas, excesso de EDTA. 
3. Coloração: 
Normal - vermelho claro ao
microscópio 
Dacriócitos - hemácias em
formas de gota, aparecem
em mielafibrose. 
Crenação - hemácias em
formas de engrenagem,
comum em bovinos,
artefato de técnica ou
desidratação em outras
espécies. 
Policromasia - algumas
hemácias apresentam-se
mais coradas que outras. A
ocorrência em algumas
células policromáticas é
comum no cão e no gato. 
Corpúsculos de Heinz:
estruturas redondas na
membrana interna do
eritrócito, devido a
desnaturação exidativa da
hemoglobina. 
Metarrubrícitos: eritrócitos
imaturos nucleados,
indicam anemia
regenerativa
Normal em felinos em até
50% e incomum em cães.
Em uso de glicocorticoides. 
Corpúsculos de Howell-
Jolly: inclusões esféricas de
restos celulares. Consiste
em uma resposta da
medula óssea ao estado
anêmico, uso de
glicocorticoides em cães. 
Ponteado basofílico:
hemácias que apresentam
pequenos pontos basofílicos
no citoplasma. Intoxicação,
como por chumbo, nas
animais em bovinos e
ovinos. 
Parasitas: Reticulócitos: hemácias
jovens, indicando resposta
medular a anemia
Rouleaux: hemácias
empilhadas, ocorrência
normal em equinos sadios.
Desidratação ou inflamação
nas demais espécies
Parasitas podem ocorrer
dentro dos eritrócitos ou na
superfície da célula. Os
mais comumente
encontrados são
Haemobartonella Felis, H.
canis, Anaplasma
Marginalis, Babesia equi,
Babesia caballi, babesia
canis, Eperythrozoon suis e
cytauxzoon feliz. 
Haemobartonella - 
Cytauzxoon felis - 
Eperythrozoon suis - 
Microfilaria -
Anaplasma marginalis - 
Babesia - 
Os leucócitos ou glóbulos
brancos, são células
produzidas na medula óssea
que fazem parte do sangue
juntamente com os
eritrócitos e as plaquetas. 
Os leucócitos são produzidos
na medula óssea a partir de
uma célula pluripotencial,
também chamada de célula
tronco. 
Estão envolvidos no sistema
de defesa do organismo
contra doenças e infecções.
Por meio da fagocitose, elas
defendem os tecidos contra
invasão de organismos ou
substâncias estranhas,
removendo também os
restos resultantes da morte
ou de ferimentos celulares. 
Classificação:
São classificados como: 
Polimorfonucleares
(granulócitos)
Mononucleares
(agranulócitos)
Polimorfonucleares -
granulócitos: 
São células
comumentemente referidas
como granulócitos porque
contém grande número de
grânulos citoplasmáticos.
Três tipos de granulócitos: 
 - Neutrófilos 
 - Eosinófilos 
 - Basófilos 
 
Monunucleares -
agranulócitos: 
São classificados como
linfócitos ou monócitos.
Estas células não são
destituídas de grânulos,
mas certamente têm menor
número de grânulos
citoplasmáticos que os
granulócitos. 
corpo e fagocitam bactérias
e substâncias estranhas.
Existe uma célula
precursora do neutrófilo
segementado, é o bastão. 
São chamados assim
porque o seu núcleo não
amadureceu
completamente, embora
seu citoplasma tenha
características de células
maduras. 
Em infecções bacterianas
agudar pode-se encontrar
um desvio a esquerda, ou
seja, uma elevação do
número de bastões. 
Neutrófilos:
São conhecidos como
polimorfonuclearese
correspondem cerca de 50
a 70% das células
circulantes. Possuem
grânulos citoplasmático
pequenos corados em
púrpura - avermelhado; são
capazes de deixar os vasos
sanguíneos e entrar em
tecidos, onde protegem o 
Compreendem menos de
1% do total de leucócitos.
São distinguidos pelos
grânulos azul escuro
específico proeminentes
que contém histaminas,
heparina e outros
componentes. O núcleo
está usualmente
obscurecido pela densidade
dos grânulos, estão
associados a processos
alérgicos. 
Eosinófilos:
Correspondem a 2-5% do
total de leucócitos, são
comuns na mucosa
intestinal, são distinguíveis
pelos seus grânulos
acidofilicos
(vermelho/laranja)
contendo um componente
conhecido como a proteína
básica de parasitas, o
núcleo tem usualmente
apenas 2 a 3 lobos. A
função desse tipo de
granulócitos e estão
associadas com a resposta
alérgica e defesa contra
parasitas. 
Basófilos:
tornam macrófagos
tissulares, os quais são
responsáveis pela remoção
de "debris" assim como
pela defesa contra certos
tipos de invasores. 
Monócitos:
São as maiores células
vistas no esfregaço
sanguíneo, constituem 5 a
8% dos leucócitos, seu
núcleo não é multilobular
como os granulócitos, mas
podem ter forma de U com
cromatina reticular. O
citoplasma dos monócitos
contém numerosos
grânulos lisossomais os
quais dão a ele uma
aparência acinzentada de
vidro fosco. São as formas
imaturas que circulam no
sangue, chegando nos
tecidos sofrem
diferenciação tecidual
originando os macrófagos.
Saem eventualmente da
corrente sanguínea e se 
Linfócitos:
é uma célula arredondada
ou ovulada com um núcleo
oval ou que ocupa a maior
parte da célula. O nucléolo
pode estar presente mas a
cromatina densa impede a
distinção. Possui um
diâmetro de 6 a 16 
micrômetros, normalmente
são menores que os
monócitos, os linfócitos
desempenham inúmeros
papéis na resposta imune
adequada 
Plaquetas sanguíneas ou
trombócitos é um
fragmento citoplasmático
de células conhecidas como
megacariócitos anucleadas,
presente no sangue que é
formado na medula óssea.
A sua principal função é a
formação de coágulos,
participando portanto do
processo de coagulação
sanguínea. São células bem
menores que as demais
células. 
Características:
As plaquetas são formadas
na medula óssea a partir da
célula pluripotencial que
vai dar origem a linha de
megacariocítica. 
A primeira célula da linha
dos megacariócitos é o
megacarioblastos que vai
formar o pró-megacariócito
e megacariótico. 
As plaquetas são
simplesmente pequenos
fragmentos do citoplasma
do megacariócito liberados
na corrente sanguínea.
O citoplasma do
megacariócito é formado
por longos pseudopodes
que liberam as plaquetas
que são observadas como
pequenos discos com
grânulos vermelhos com
2 a 5 um de diâmetro na
circulação sanguínea. 
Cada megacariótico pode
formar de 2 a 3 mil
plaquetas, após a
estimulação as plaquetas
aparecem entre 3 e 5 dias, e
são controladas pela
trombopoetina e também
pela eritropoetina, possuem
uma vida média em torno
de 8 dias. 
Função das plaquetas ou
trombócitos:
 - Coagulação sanguínea: é
promovida pelas plaquetas.
Todas as células
sanguíneas são produzidas
medula óssea ao mesmo
tempo e o tempo todo ! 
A hemostasia é o
mecanismo que mantém a
fluidez do sangue pelos
vasos. Inclui o controle da
hemorragia e a dissolução
do coágulo, ou seja, é o
processo no qual o
organismo mantém o
sangue fluído,
solidificando-o quando
existe lesão. 
Fatores envolvidos:
 - Vasos sanguíneos 
 - Plaquetas 
 - Fatores pró-coagulantes
plasmáticos 
 - Agentes fibrinolíticos 
Didaticamente pode-se
dividir a hemostasia em:
primária, secundária e
terciária, embora os três 
processos estejam inter-
relacionados. 
Hemostasia primária:
A hemostasia primária,
tem-se vasoconstrição local,
adesão de um tempão
plaquetário inicial. Por
agregação inicial. 
Por agregação plaquetária
entende-se a fixação de
uma plaqueta em outra e
por adesão entende-se a
fixação de uma plaqueta no
vaso sanguíneo. 
Hemostasia secundária:
A hemostasia secundária
compreende uma série de
reações em cascata de
coagulação, cujo resultado
final é a formação de
fibrina a partir do 
fibrinogênio que confere
estabilidade ao coágulo.
Existe um conjunto de
proteínas que atuam na
coagulação, chamadas de
(fatores de coagulação)
Cascata de coagulaçõa:
Ela é formada pelos fatores
de coagulação. Basicamente
um fator de coagulação é
uma proteína que ativa um
outro fator que estava
inativo, e este novo fator
ativado irá ativar um
próximo e assim
sucessivamente. Formando
uma cascata onde um fator
ativa o próximo até o
resultado final que é a
formação de fibrina.
Os fatores de coagulação
são ativados por exposição
a tromboplastina tecidual,
expressada na superfície
das células endoteliais ou
fibroblastos
extravasculares. Logo após
a ativação inicial, os fatores
vão se ativando
sequencialmente e
amplificando o estímulo
inicial por feedback. A
cascata de coagulação
tradicionalmente se divide
em sistema intrínseco,
extrínseco e comum. 
Hemostasia terciária:
A hemostasia terciária ou
fibrinólise é ativada na
mesma ocasião da
coagulação, existindo um
equilíbrio fisiológico entre
as mesmas. Onde a
plasmina atua localmente
no interior do coágulo
degradando a fibrina e
desfazendo o coágulo
formado, que é
imediatamente removida
da circulação por líquidos
orgânicos sistêmicos. Os
produtos de degradação da
fibrina, formados pela ação
da plasmina sobre a fibrina 
são normalmente
removidas pelos
macrófagos. 
Importante: 
Hemostasia - coagulação,
processo inflamatório, e
fibrinólise são processos
sequenciais. Inicia-se desde
o momento de uma lesão
vascular. Finalizando com
uma regenaração
(reparação) tecidual. 
Testes laboratoriais mais
usados para desordens
hemostáticas:
A avaliação para desordens
hemostáticas depende de
uma história clínica
detalhada e bom exame
físico. Na história clínica
deve-se destacar história de
sangramento, trauma e
cirurgia e levar em
consideração a idade, sexo 
terapia com drogas. No
exame físico deve-se
observar a natureza do
sangramento (tipo de
hemorragia). 
Contagem de plaquetas: 
É a avaliação quantitativa
das plaquetas. Valor acima
da referência da espécie
confere uma trombocitose
e valores abaixo, uma
trombocitopenia. 
A amostra deve ser coletada
de forma não traumática,
pois o trauma pode causar
a ativação plaquetária, com
formação de agregadas que
podem falsamente
diminuir o número de
plaquetas. 
Requer amostra EDTA, a
avaliação da morfologia das
plaquetas também deve ser
feita, a presença de
macroplaquetas ou
agregados plaquetários
exerce influência sobre a
contagem e função
plaquetária e por isso
devem ser descritos no
laudo. 
Teste de função plaquetária
(tempo de sangramento na
mucosa oral TMSO:
É uma prova de função
plaquetária e só tem valor
de diagnóstico quando o
número de plaquetas
estiver acima de 75000
plaquetas. O procedimento
consiste em um corte de 
0,5 cm na mucosa oral
onde se observa o tempo
decorrido até a formação
do primeiro coágulo. O
tempo normal varia de 1,7
a 4,2 minutos. 
Se o número de plaquetas
estiver diminuído o TMSO,
estará prolongado. Existem
outras técnicas para
verificar o tempo de
sangramento, como o corte
da parte viva de uma unha
(no cão o sangramento
deve cessar em 5 minutos e
no gato em 3 minutos),
plano nasal e gengiva. 
Fibrinogênio: 
É uma proteína de
coagulação (fator I da
coagulação) produzida pelo
fígado. Também é chamado
de proteínas de fase aguda
porque sua concentração
no sangue aumenta
rapidamente em resposta a
processos inflamatórios. A
amostra de sangue deve ser
coletada em EDTA. 
Teste laboratoriais mais
usados para desordens
hemostásicas: 
O método consiste no
aquecimento do plasma a
56-58% por 3 minutos e
posterior centrifugação. O
aquecimento do plasma
precipita o fibrinogênio
e a centrifugação o separa
dos demais constituintes
plasmáticos. Faz-se então a
leitura das proteínas
plasmáticas, totais por
refratometria e
posteriormente a leitura do
plasma com o fibrinogênio
precipitado. A diferença
dos valores obtidos refere-
se a concentraçãode
fibrinogênio. 
Desordens plaquetárias: 
A avaliação das plaquetas é
realizada em dois níveis -
quantitativos e qualitativos. 
Quantitativas: 
Trombocitose - é o
aumento do número de
plaquetas acima do valor de
referência. 
A trombocitose pode ser
reativa ou primária (doença
crônica, deficiência de
ferro, neoplasias,
desordens no trato
digestivo...) 
1. Produção diminuída
de plaquetas: os
megacariócitos se
encontram reduzidos
(erlichiose canina, execesso
de algumas drogas, células
neoplásicas) 
2. Desnutrição de
plaquetas: os
megacariócitos se
encontram aumentados
(infecções, tumores)
3. Consumo de plaquetas:
os megacariócitos se
encontram aumentados
(coagulações intravascular
disseminada CID
4. Sequestro ou 
distrobuição anormal de
plaquetas: megacarióticos
aumentados
(esplenomegalia,
hepatomegalia, hipotermia,
endotexemia e neoplasia)
5. Perda de plaquetas:
megacariócitos
aumentados (perda de
sangue e transfusão
incompatível) 
Distúrbios da coagulação: 
Desordens plaquetárias
qualitativas -
trombocitopatia - é a falha
no mecanismo de
aderência (plaqueta ou
vaso) ou/na agregação
(plaqueta/plaqueta) 
1. Introdução: 
O hemograma é uma das
análises de sangue mais
úteis e mais solicitadas nas
práticas médica. É
solicitado quando o
objetivo é ter informações
sobre as células do sangue. 
No sangue circulam três
tipos básicos de células,
todas produzidas na
medula óssea. São estas
células que estudamos
através do hemograma: 
Hemácias (glóbulos
vermelhos) 
Leucócitos (glóbulos
brancos)
Plaquetas 
Eritrograma:
O eritrograma é a primeira
parte hemograma, é o
estudo dos glóbulos
vermelhos. Os três
primeiros dados, contagem
de hemácias,
hemoglobinas, e
hematócritos. São
analisados em conjunto.
Quando estão reduzidos,
indicam anemia (redução
de hemácias circulantes) e
elevados indicam
policitemia (que é excesso
de hemácias circulantes), 
Hematócrito: 
O hematócrito (VG) é o
percentual do sangue que é
ocupado pelas hemácias.
Um hematócrito de 45%,
significa que 45% do
sangue é basicamente água
e todas as outras
substâncias diluídas. Se por
um lado a falta de hemácia
prejudica o transporte de
oxigênio, por outro, células
vermelhas em excesso
deixam o sangue muito
espesso, atrapalhando seu
fluxo e favorecendo a
formação de coágulos. 
Hemogobina:
Hemoglobina é uma
molécula que fica dentro da
hemácia. É responsável
pelo transporte de oxigênio,
na prática, a dosagem
acaba sendo a mais precisa 
na avaliação de uma
anemia. 
Anemias: 
A anemia é definida como
a presença de eritrócitos,
concentração de
hemoglobinas e/ou
hematócrito, abaixo dos
valores normais de
referência. 
Classificação morfológica
das anemias: 
Os índices eritrocitários
são: 
Volume globular (VG)
Volume corpuscular
médio (VCM) 
Concentração de
hemoglobinas
corpuscular média
(CHCM)
Hemoglobina Globular
média (HGM); exprime
o conteúdo
hemoglobínico
existente em cada
hemácia. 
Está classificação pode ser
confirmada pelo exame
microscópico da população
eritrocitária. Porém, não é
específica para a causa da
anemia, mas é útil quanto
ao mecanismo
patofisiológico o que ajuda
na seleção do protocolo no
tratamento animal. 
As anemias podem ser
classificadas com base nos
índices eritrocitários,
levando-se em
consideração o tamanho e
a morfologia das hemácias. 
Os termos usados para o
tamanho são (VCM): 
 Normocítica (normal)
Macrocítica (maior) 
Microcítica (pequena) 
Os termos para as
propriedades tintoriais da
hemoglobina são (CHCM):
Normocrôica (normal) 
Hipocrômica
(diminuída) 
Fórmulas para calcular os
valores de VCM e CHCM: 
VCM (fL) = Volume globular
x 10 dividido pelo número
de hemácias em
milhões/mm'3 
Em fentolitros: representa o
volume médio ocupado por
cada hemácia 
HCM = Hemoglobinas (g%)
x 10 dividido pelo número
de hemácias em milhões
/mm'3 
Em picogramas: exprime o
conteúdo hemoglobínico
existente em cada hemácia
CHGM = Hemoglobinas
(g%) x 100 dividido pelo
volume globular 
Significa a saturação média
da hemoglobina em cada
hemácia 
Policitemia: 
é o aumento do número de
eritrócitos circulantes
acima dos valores normais. 
Está classificada em: 
Policitemia absoluta
(primária ou
secundária) 
Policitemia relativa 
 - Policitemia Absoluta: 
Ocorre uma elevação do
número de eritrócitos
circulantes, causado pelo 
aumento de massa total de
eritrócitos, mas a
concentração de proteína
plasmática está normal 
Estas anormalidades levam 
um fluxo sanguíneo
reduzido oxigenação
tecidual reduzida,
distúrbios neurológicos e
aumento de risco de
trombose. 
A viscosidade sanguínea e o
grau de transporte de
oxigênio alteram-se
desproporcionalmente com
aumento do hematócrito
acima de 50% 
A policitemia absoluta está
classificada em primária e
secundária. 
Primária - consiste em uma
desordem
mieloproliferativa,
caracterizada por uma
proliferação anormal das
células eritróides, dos
granulócitos e dos
megacariócitos, levando a
um aumento dos
eritrócitos, contagem de
leucócitos e de plaquetas. 
Secundária - ocorre pelo
aumento da produção de
eritrócitos, porém não é
acompanhada de aumentos
dos leucócitos e plaquetas. 
Policitemia Relativa: 
É encontrada nos animais
como resultado da redução
do volume plasmático.
(parte líquida de um
organismo), causado pela
desidratação. 
O consumo hídrico, por
animais enfermos,
geralmente é inadequado,
para manter o conteúdo de
água corporal normal. 
Doenças acompanhadas
por excessiva perda de
água:
Diarreia, vômito, podem 
rapidamente produzir
desidratação. A
hemoconcentração
aumenta o hematócrito e a
proteína plasmática, devido
a diminuição do volume de
plasma. 
Leucograma: 
O leucograma é a parte do
hemograma que pesquisa
alterações quantitativas
e/ou morfológicas das
séries leucocitárias. 
Ele é composto da
contagem global de
leucócitos e suas contagens
diferenciais, consideradas
em seu número relativo e
absoluto. Devem ser
registradas as observações
sobre as alterações
morfológica encontradas
no esfregaço sanguíneo. 
A interpretação dos
parâmetros leucocitárias
requer um conhecimento
dos fatores que podem
influenciar os valores 
hematológicos.
Informações sobre a coleta
da amostra morfológica
normal das células,
características específicas e
variações fisiológicas são
necessárias para o
reconhecimento de
anormalidades
hematológicas. A história e
o exame clínico do paciente
para o diagnóstico das
doenças. A contagem
diferencial e total dos
leucócitos, o qual
compreendem o
leucograma, ajuda na
avaliação hematológica da
resposta do hospedeiro a
infecção bacteriana e
outras doenças
Na interpretação do
leucograma é necessário
conhecer não somente a
contagem total e diferencial
dos leucócitos, mas obter
informações outros
componentes sanguíneos,
como a proteína plasmática
total e fibrinogênio
(presente nos processos
inflamatórios de várias
causas) 
Leucocitose e Leucopenia:
A contagem total de
leucócitos varia com a
espécie animal; a contagem
total de leucócitos definida
pelo aumento acima dos
valores de referência, como
leucocitose ou pela
diminuição - leucopenia 
Causas da leucocitose: 
Infecção bacteriana, efeito
de esteroides, desordens
linfoproliferativas,
peritonite infecciosa felina,
necrose tecidual, severa
inflamação, prenhez e
parição em cadelas,
desordens
mieloproliferativas,
hipertiroidismo em gatos. 
Causas da leucopenia: 
Doenças virais, severa
infecção bacteriana,
anafilaxia, drogas e
químicos tóxicos,
neoplasias de medula
óssea, toxemias endógenas,
ehrlichiose, leishmaniose.
Diferencial de leucócitos: 
O diferencial leucocitário é
realizado no exame do
esfregaço sanguíneo, em
contagem percentual de
100 leucócitos. Há uma
técnica padrão para a
confecção do esfregaço
sanguíneo e leitura
diferencial leucocitária,
para que se tenha uma
ótima qualidade dos
resultados. Um esfregaço
com sangue mal
homogeneizado, poderá
trazer diferenças
diagnosticadas pela
desuniformidade na
distribuição dos leucócitos
na lâmina. 
Desvio à esquerda: 
Normalmente o sangue
periférico contém pequeno
número de neutrófilos
imaturos. A presença de
neutrófilos imaturos no
sangue,acima do número
normal para a espécie,
constitui um desvio à
esquerda. A extensão do
desvio à esquerda indica a
severidade da doença e a
medula óssea para suprir a
demanda, libera os
neutrófilos imaturos
(bastonetes). 
Desvio à esquerda
regenerativa: 
A contagem total de
leucócitos é marcadamente
elevada por causa da 
neutrofilia e o número de
neutrófilos imaturos
(bastonetes) encontra-se
abaixo do número de
neutrófilos maturo
(segmentados). Isso indica
uma boa resposta do
hospedeiro e ocorre
quando a medula óssea tem
tempo suficiente
(usualmente 3-5 dias) para
responder a demanda
tecidual aumentada de
neutrófilos. 
Desvio à esquerda
degenerativo:
A contagem total de
leucócitos varia podendo
ser normal, abaixo do
normal ou moderadamente
elevada. 
A resposta principal é a
presença de neutrófilos
imaturos acima dos
neutrófilos maturos. 
O desvio degenerativo à
esquerda indica que a
medula óssea, para o
momento, tem um
esgotamento no
compartimento de reserva
de neutrófilos segmentados
e consequentemente ocorre
a liberação de células
imaturas, ultrapassando os
neutrófilos maturos. 
Em muitas espécies isso é
um sinal de prognóstico
desfavorável que requer um
rigoroso protocolo
terapêutico. 
No entanto, o desvio à
esquerda degenerativo é
comum durante o estágio
inicial de doenças
infecciosas ou
inflamatórias hiperagudas
a agudas. Isso ocorre
devido ao compartimento
de reserva da medula óssea
de bovinos ter um
suprimento limitado de
neutrófilos maturos. Sendo
assim, o desvio à esquerda
degenerativo em bovinos
não deve ser considerado
como um sinal sério no
prognóstico, a não ser que
este tenha persistido por
vários dias. 
É a presença no sangue
circulante de vários
neutrófilos
hipersegmentados, isto é,
neutrófilos com mais de 5
lóbulos. A
hipersegmentação nuclear
ocorre devido a presença
circulante de
corticosteróides. A
deficiência da vitamina B12
também pode levar a
hipersegmentação, mas é
uma condição muito rara. 
As alterações quantitativas
dos leucócitos são a
leucocitose e a leucopenia.
Para avaliar estas
alterações é fundamental
ter em mente os valores
normais da espécie 
considerada, visto que
normalmente a leucocitose
no cão é devido à
neutrofilia, já nos bovinos
pode ser pela linfocitose. 
Neutrófilos segmentados: 
Os segmentados é definido
pelo aumento, acima dos
valores de referência, como
neutrofilia ou pela
diminuição neutropenia 
Leucocitose associada a
neutrofilia: 
Infecções locais ou
generalizadas, intoxicações,
reabsorções tecidual,
leucemias, corticoides
Leucopenia associada
neutropenia:
Degeneração, depressão,
exaustão, destruição. 
A leucopenia por
neutropenia pode ser
causada por:
Degeneração - o agente ou
toxina compromete o
compartimento de
maturação, causando,
portanto predominância de
células jovens. 
Depressão - principalmente
doenças crônicas,
comprometendo o
compartimento de
multiplicação causando
predominância de células
adultas. 
Exaustão - causada
geralmente por consumo
agudo, pelo grande afluxo
de neutrófilos para o local
de inflamação (mastite
bovina e cólica equina) 
Destruição - caracterizada
por pancitopnia, isso é,
diminuição de todas as
células sanguíneas (drogas,
infecção bacteriana grave)
Eosinófilos: 
Os eosinófilos são
definidos pelo aumento,
acima dos valores de
referência, como
eosinofilia ou pela
diminuição, como
eosinopenia. 
Eosinofilia: 
Doenças que levam a
eosinofilia: 
Perda tecidual crônica
(especialmente reações
alérgicas), parasitismo,
hipersensibilidade cutânea,
terapia por drogas, estro
em cadelas
Causas para eosinopenia: 
Stress agudo (adrenalina),
stress crônico,
hiperadrenocorticismo,
administração de
esteroides, inflamação,
infecções agudas. Eosinopenia: 
Basófilos: 
Os basófilos são definidos
pelo aumento, acima dos
valores de referência (raro),
como basofilia. 
Causas da basofilia: 
Dermatites alérgicas
Eczemas 
Reações de
hipersensibilidade 
Monócitos:
Os monócitos são definidos
pelo o aumento, acima dos
valores de referência, como
monocitose ou pela
diminuição como
monocitopenia. 
Linfócitos: 
Os linfócitos são definidos
pelo aumento acima dos
valores de referência como
linfocitose e pela
diminuição como
linfocitopenia ou linfopenia 
Plaquetas:
As plaquetas são definidas
pelo aumento, como
trombocitose, e pela
diminuição, como
trombocitopenia. 
Resumo: 
Leucocitose - aumentos dos
leucócitos 
Leucopenia - redução dos
números dos leucócitos 
 
Neutrofilia - aumento de
número dos neutrófilos 
Neutropenia - diminuição
do número dos neutrófilos
Trombocitose - aumento
das plaquetas 
Trombocitopenia -
diminuição das plaquetas 
Monocitose - aumento do
número de monócitos 
Monocitopenia -
diminuição do número de
monócitos 
Linfocitose - aumento do
número de linfócitos 
Linfocitopenia/linfopenia - 
diminuição do número de
linfócitos 
Coleta de urina: 
A coleta da urina é de
fundamental importância e
varia de acordo com a
espécie. A urina pode ser
obtida das seguintes
formas: 
Micção natural 
Cateterismo 
Cistocentese 
 Micção natural: 
É a técnica que causa
menos agressão ao animal.
Deve-se tomar cuidado com
a contaminação ambiental
neste tipo de coleta. A
amostra de urina pode ser
obtida no momento da
micção natural, por meio
do coletor universal. 
Deve-se desprezar o
primeiro jato da amostra
de urina. 
Cateterismo:
A amostra de urina pode
ser obtida por cateterismo
vesical, utilizando-se
sondas apropriadas para a
espécie, sexo e tamanho do
animal. 
Cistocentese: 
Indicada para obtenção de
amostras destinadas a
cultura bacteriana e
antibiograma. Consiste na
coleta de urina através da
punção vesical com agulha
acoplada a seringa. Para a
realização dessa coleta, a
bexiga deve estar repleta e
ser palpável, permitindo a
punção sem riscos de
injúrias aos órgãos
abdominais. 
Acondicionamento da
amostra: 
Quando não for possível a
realização imediata da
urinálise, pode-se utilizar
substâncias conservantes
que atuam como o tulueno 
o timol e a formalina. 
Exemplo: indica-se o uso de
uma gota de formalina a
40% para cada 30 ml de
urina. Este modo de
conservação torna indiáveis
as provas químicas da
urina. 
O frasco contendo urina
deve ser identificado e
enviado junto com a
requisição devidamente
preenchida. 
A urinálise está dividida em
três partes: 
Físico 
Químico 
Sedimento 
Exame físico da urina: 
Consiste na observação
visual e macroscópica das
características da urina. 
O volume mínimo para a
realização adequada do
exame é de 10ml. Em
condições de saúde, o
volume urinário é
inversamente proporcional
a densidade urinária
específica. Portanto, o
aumento da quantidade de
urina excretada, está
associada a densidade
específica baixa. A
diminuição do volume
urinário excretado
(oligúria), está associado a
densidade específica
elevada. 
Cor:
A coloração normal da
urina pode variar do
amarelo-palha ao âmbar
claro, e em equinos até a
tonalidade amarronzada. 
Entre as cores mais
importantes: 
Pálida ou amarelo-clara -
geralmente é uma urina
diluída com densidade
baica e associada a
poliúria. 
Amarelo-escura ao âmbar -
urina concentrada com
densidade elevada e
associada a oligúria. 
Alaranjado-âmbar a
amarelo-esverdeada - se
relaciona com a presença
de bilirrubina 
Avervemelhada - pode
indicar presença de
hemoglobinas ou hemácias.
Marrom - pode indicar
presença de hemoglobinas
ou uma urina normal de
equinos após certo tempo. 
Azul-esverdeada - pode ser
devido ao azul de metileno,
que é encontrada na
composição de
antissépticos urinários. 
Odor: 
O odor fisiológico da urina
é caracterizada como Sui
generis, o qual varia entre
as espécies. 
Entre os odores mais
importantes: 
Pútrido - indica
necrose tecidual de 
vias urinárias
Adocicado - presença
de corpos cetônicos 
Amoniacal - observado
na urina de animais
com infecção
bacteriana
Aspecto: 
A maioria das espécies
domésticas apresenta
normalmente urina
transparente ou límpida. 
Apresenta-se turva quando
alterada e pode representar
uma grande quantidade de
leucócitos, eritrócitos,
células epiteliais de
descamação, cílindros,
cristais, muco e bactéria do
tratourinário. 
Densidade: 
Representa a concentração
dos sólidos em solução
urinária. Preferencialmente
é obtida por refratometria.
Para a determinação,
prefere-se o uso do
sobrenadante após a
centrifugação. 
O exame químico da urina
é realizado com o auxílio
de fitas reagentes de
química seca, obtidas
comercialmente
disponíveis. 
pH: 
Animais mantidos com
dieta vegetal apresentam
urina alcalina. Os animais
cuja alimentação é rica em
proteínas e cereais 
apresentam urina ácida. O
pH urinário é portanto
ácido nos carnívoros (5,5 a
7,0) e alcalino (7,5 a 8,5)
nos herbívoros. Animais
novos, em fase de
amamentação, apresentam
pH urinário ácido,
independente da espécie. 
Proteínas: 
Em condições fisiológicas,
as proteínas são 100%
mantidas no sangue
durante a filtração
glomerular e reabsorção
tubular, não estando
presentes na urina. Porém,
pode-se encontrar
proteinúria relacionada ao
trato urinário baixo (bexiga
e uretra). 
Acetona: 
A cetonúria ocorre quando
estes compostos aumentam
no plasma em decorrência
de distúrbios no
metabolismo de
carboidratos e ácidos
graxos. 
Bilirrubina: 
Está relacionada a
hepatopatias, (hepatite
infecciosa canina,
leptospirose e neoplasias). 
Urobilinogênio: 
É um cromógeno formado
no intestino por ação
bacteriana redutora de
bilirrubina. 
A ausência ou diminuição
do urobilinogênio está
relacionado a distúrbios 
intestinais de reabsorção
(diarréia). O aumento pode
ser associado a hepatite por
incapicidade funcional de
remoção do urobilinogênio 
da circulação. 
Sangue oculto: 
A urina fisiológica não deve
conter sangue oculto, que
consiste em eritrócitos,
hemoglobina livre ou
mioglobina (ocorre em
distúrbios musculares
graves). Deve ser
identificada a origem do
sangue presente na urina. 
O exame do sedimento
deve ser utilizado 5 a 10ml
da urina fresca e
centrifugá-la a 1500rpm
por 5 a 10 minutos. 
O sedimento é obitido
desprezando-se o
sobrenadante. Agita-se o
tubo várias vezes e uma
gota do sedimento é
colocada sobre uma lâmina
e coberta por uma lamínula
e leva-se a microscopia. 
Bactérias: 
São encontradas em
amostras de urina devido a
abundante flora
microbiana. Uma grande
quantidade de bactérias em
amostra de urina fresca
sugere infecção bacterina.
Fungos: 
A presença de leveduras
podem ser contaminantes
ou representar uma
infecção fúngica
verdadeira. 
Eritrócitos: 
As hemácias são menores
que os leucócitos e seu
achado é normal quando
na quantidade de 1 a 2
campo de observação no
microscópio. Quando
superior a 5 campos pode
ser considerado hematúria. 
Leucócitos: 
Normal quando 1 a 2
campo e quando maior que
5 campo é considerado
leucocitúria ou piúra. 
Exame de sedimento: 
Células epiteliais de
descamação
Células epiteliais tubulares
renais 
As células epiteliais de
transição da pelve renal,
ureter ou bexiga. 
Cilindros: 
São constituídos de
mucoproteína e proteína
que aderem-se ou não a
outras estruturas, sendo
normal quando ausentes.
Os fatores que favorecem a
formação dos cilindros são
baixo fluxo urinário, alta
concentração de sais e
baixo pH, todos os quais
favorecem a desnaturação e
precipitação proteíca. 
Cilindros hialinos podem
ser encontrados, em
pequeno número, em
animais saudáveis. 
Os eritrócitos podem se
agrupar e formar cilindros
eritrocitários. São
indicadores de
glomerulonefrites. 
Cilindros leucocitários
indica presença de
inflamação renal. 
Cristais: 
São produtos finais da
alimentação do animal e
dependem para sua
formação do pH urinário. 
Grande quantidade de
cristais pode indicar
urolitíase. 
Outros achados: 
Espermatozóides - normal
ser encontrado em um cão.
Em outras espécies como
bovinos pode indicar
distúrbio reprodutivo. 
Muco - são filamentos
mucóides, normal, quando
em quantidade discreta.
Aumentam em processos
inflamatórios. 
Ovos e parasitas -
dioctophyme renale (cães),
capillaria spp (cães e gatos),
e dirofilaria immitis (cães). 
A bioquímica como o
próprio nome já diz, é a
ciência que estuda a
química dos processos
biológicos que ocorrem em
todos os seres vivos. 
Glicose: 
A glicose é essencial para
as funções do cérebro, dos
eritrócitos e das demais
células. A dosagem de
glicose no sangue tem por
finalidade diagnosticar e
acompanhar o tratamento
de portadores de algum
distúrbio no metabolismo
de carboidratos que levam
a situação de hipoglicemia
ou hiperglicemia. 
Proteínas totais e frações: 
As proteínas do sangue são
compostas pela albumina e
um grupo de proteínas
denominadas globulinas,
além de uma pequena fração
de fibrinogênio e outras
proteínas. 
A dosagem da proteína total
é utilizada na avaliação do
estado nutricional e na
investigação de edemas. 
Creatinina: 
A constância na formação e
excreção da creatinina faz
dela um marcador muito útil
da função renal, sendo o
teste mais utilizado para esta
finalidade. 
Ureia: 
Apesar de ser um marcador
da função renal é
considerada menos
eficiente do que a
creatinina, pelos diferentes
fatores não renais que
podem afetar sua
concentração. No entanto
sua elevação é mais
precoce. A avaliação
conjunta com a creatinina
é útil no diagnóstico
diferencial das causas de
lesão renal. 
Aspartato aminotransferase
(AST/TGO): 
A enzima aspartato
aminotransferase (AST) é
encontrada em diversos
órgãos e tecidos como 
o fígado, coração, músculos
esquelético e eritrócitos. 
Alanina aminotransferase
(ALT/TPG): 
A enzima alanina
aminotransferase (ALT) era
antigamente denominada de
transaminase pirúvica (TPG).
Sua origem é citoplasmática,
fazendo com que se eleve
rapidamente após a lesão
hepática, tornando-a um
marcador sensível da função
do fígado. 
Fosfatase alcalina: 
É uma enzima presente em
todos os tecidos do
organismo. A fosfatase, 
encontrada no soro é
resultado da presença de
diferentes isoenzimas. 
Hematologia e Bioquímica Clínica Veterinária / Mary Anna
Thrall ... [ et. al.]; tradução Alexandre Barros Sobrinho ...[
et. al.]. – [2. ed.] – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015
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@medvet.ab