Prévia do material em texto
PATOLOGIAS DO SISTEMA NERVOSO M.V. PAMELA RODRIGUES ONCOLOGISTA E CIRURGIÃ GERAL DE CÃES E GATOS TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO A causa mais comum de TCE é o acidente automobilístico. Outras causas comuns são quedas e ataques acidentais ou intencionais de humanos ou outros animais. A gravidade da lesão encefálica pode ser bastante variável, com sintomas neurológicos variando de pequenos déficits a risco de morte. TCE frequentemente causa disfunção neurológica grave. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Pode ocorrer: ❑perda transitória de consciência com mínimos danos parenquimatosos ou contusões cerebrais mais graves ❑ degeneração encefálica com ou sem laceração e hemorragia ❑ fraturas cranianas TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO O TCE pode ser: trauma contuso ou penetrante. As forças associadas ao TCE podem provocar fraturas, lesão parenquimatosa e lesão vascular. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO A magnitude e a distribuição de uma lesão encefálica traumática dependem: Do formato do objeto causador do trauma Da força do impacto Se a cabeça estava em movimento no momento da lesão TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Alterações estruturais que ocorrem no momento do impacto são denominadas lesões primárias. Após a lesão primária, distúrbios graves na regulação do fluxo sanguíneo encefálico e metabolismo energético vão predispor os tecidos encefálicos a uma contínua lesão, que pode ser exacerbada por distúrbios na pressão sanguínea arterial e fornecimento de oxigênio. Fenômenos são denominados lesões encefálicas secundárias, que podem ocorrer dentro de minutos a vários dias após a lesão primária. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Lesões parenquimatosas intracranianas podem ser: ❑concussão ❑contusão ❑laceração TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Lesão vascular traumática é um componente frequente do trauma do sistema nervoso central (SNC). Resulta do trauma direto e da ruptura da parede do vaso, levando à hemorragia. A hemorragia pode ocorrer em vários compartimentos: epidural, subdural, subaracnóideo e intraparenquimatoso, podendo algumas vezes ocorrer de modo combinado. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO No hematoma epidural, a dura-máter se apresenta aderida ao periósteo na superfície interna do crânio. As artérias durais são vulneráveis à lesão, com extravasamento de sangue arterial, separando a dura-máter da superfície interna do crânio. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO No hematoma subdural, o espaço subdural se situa entre a superfície interna da dura-máter e a camada externa da aracnoide das leptomeninges. O hematoma subaracnóideo ocorre no espaço subaracnoide causado por ruptura dos vasos aracnóideos. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO O hematoma intraparenquimatoso ocorre dentro do parênquima encefálico. Essa forma de hemorragia pode ser de curta duração por causa da ocorrência de vasospasmos e formação de microtrombos. As hemorragias mais comuns no TCE são as hemorragias subaracnóideas e intraparenquimatosas. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA Lesão primária refere-se a danos em estruturas intracranianas no momento do impacto inicial; ela é completa na hora do trauma. Essas lesões incluem danos diretos ao parênquima encefálico, como contusão, laceração e lesão axônica difusa, e danos em vasos sanguíneos, podendo resultar em hemorragia intracraniana e edema vasogênico. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA Fraturas no crânio podem contribuir para a continuação do trauma ao parênquima encefálico e vasos sanguíneos, especialmente se elas forem instáveis. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA Lesão secundária refere-se a uma variedade de processos patológicos, resultando em danos neuronais progressivos, não só no local inicial do trauma, mas estendendo-se ao encéfalo globalmente. Podem resultar de eventos extracranianos sistêmicos e alterações intracranianas. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA Eventos extracranianos são geralmente limitados a episódios de hipotensão e hipoxemia; Alterações intracranianas incluem aumento da sensibilidade cerebrovascular e tecido neuronal, aumento da pressão intracraniana (PIC) e reatividade cerebrovascular alterada. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA O conteúdo normal dentro da cavidade craniana inclui parênquima encefálico, sangue e líquido cefalorraquidiano (LCR). TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA A pressão de perfusão cerebral (PPC) normal é definida como pressão arterial média (PAM) menos pressão venosa central (PVC). Cães apresentando trauma craniano associado a aumento da PIC, há uma limitação do fluxo sanguíneo encefálico, e a equação de PPC mudará para: PPC = PAM – PIC TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA Com o TCE grave, tanto a hemorragia intracraniana quanto o edema podem ser adicionados ao volume do crânio; um ou mais componentes da cavidade craniana podem se acomodar pelo aumento do volume, ou resultar em aumento da PIC. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA Aumento na PIC reduz a perfusão encefálica. A pressão sanguínea reduzida permite o acúmulo de CO2 em receptores dos centros vasomotores no tronco encefálico. Este acúmulo dispara um “sinal de alarme”, que causa aumento na pressão sanguínea sistêmica e com isso aumenta a perfusão encefálica via estimulação do sistema nervoso simpático. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA Esse aumento na pressão sanguínea sistêmica estimula barorreceptores no sistema circulatório, levando essa informação de hipertensão aos centros vagais no tronco encefálico, resultando em bradicardia (reflexo de Cushing). TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FISIOPATOGENIA Aumento maior da PIC leva à liberação de catecolaminas, o que pode levar a danos miocárdicos e arritmias ventriculares. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Alguns animais com TCE podem estar completamente normais após um período breve de inconsciência com duração de poucos segundos. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Outros animais podem se apresentar: ❑ comatoso-inconscientes e não responsivos a estímulos nociceptivos; ❑semicomatosos (estupor)-semiconscientes, responsivos apenas a estímulos nociceptivos; ❑delírio-desorientados, irritáveis, assustados, capazes de responder ao ambiente, mas com resposta inapropriada; ❑deprimido-letárgicos e desanimados, mas capazes de responder ao ambiente de maneira normal. postura descerebrada caracteriza-se pelo cão em decúbito lateral com a cabeça, o pescoço (opistótono) e os quatro membros estendidos. A postura descerebelada caracteriza-se pelo cão em decúbito lateral com opistótono e extensão dos membros anteriores (torácicos); os membros posteriores (pélvicos) encontram-se normais ou flexionados. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS O tamanho da pupila pode ser normal, puntiforme (sugestivo de compressão mesencefálica moderada a discreta) Dilatada e não responsiva à luz (sugestivo de compressão mesencefálica grave (p. ex., herniação transtentorial caudal) TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Os movimentos conjugados dos bulbos oculares normais (também denominados reflexo oculocefálico ou movimentos de olhos de boneca) podem estar deprimidos ou ausentes, quando a cabeça for rotacionada (sugestivo de anormalidade grave em tronco encefálico) Os reflexos do tronco cerebral podem ser avaliados com o uso de um oftalmoscópio, avaliando o tamanho da pupila, os reflexos pupilares à luz, e o nistagmo fisiológico. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Outros sintomas podem incluir cegueira, que pode ser transitória (até 24 h) ou permanente, vários déficits de nervos cranianos, sintomas vestibulares e/ou cerebelares e respiração anormal. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Três formas de respiração anormal são comumente reconhecidas comtrauma craniano: (1) respiração de Cheyne-Stokes, caracterizada por períodos de hiperventilação seguidos de períodos de apneia. É frequentemente associada a danos em estruturas corticais profundas, núcleos da base, cápsula interna ou diencéfalo; (2) hiperventilação neurogênica central, caracterizada por respiração rápida e regular na faixa de 25 por minuto. Isso ocorre em lesão da ponte ou mesencéfalo caudal; (3) respiração apnêustica, caracterizada por um padrão cíclico de inspiração prolongada seguido de expiração e uma fase apneica. Esta forma é vista em lesões de regiões de bulbo e seu prognóstico é mau. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS As lesões focais em hemisfério cerebral são caracterizadas por: ❑depressão ❑alterações comportamentais ❑déficits visuais contralaterais (resposta de ameaça diminuída ou ausente) ❑ hipalgesia facial contralateral e déficits de propriocepção consciente contralateral. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS O paciente pode andar compulsivamente e pode pressionar a cabeça, quando confrontado com uma parede. Andar em círculos, quando observado, e geralmente do mesmo lado da lesão, tipicamente em arco amplo. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Baseado no histórico acerca de informações relacionadas com acidentes, evidência clínica de lesão craniana, como abrasões ou feridas penetrantes, e/ou sintomas clínicos. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO O paciente deverá ser avaliado quanto à presença de hemorragia nas cavidades: nasais, canais auditivos, área nasofaríngea e órbita, porque hemorragias nessas áreas ou seios frontais estão associadas a fraturas em região basilar do crânio. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Fraturas do crânio podem ser demonstradas por radiografia, tomografia computadorizada (TC) ou imagens de ressonância magnética (RM). Coleta de líquido cefalorraquidiano é contraindicada pelo risco de herniação encefálica TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO O estado do paciente em cada uma das três categorias – atividade motora, reflexos de tronco encefálico e nível de consciência – é avaliado. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO A contagem total de 3 a 8 indica prognóstico grave; 9 a 14 indica prognóstico de reservado a mau 15 a 18 indica bom prognóstico. Avaliações seriadas são importantes para determinar se ocorreu melhora. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Animais em coma ou estupor com pupilas dilatadas não responsivas têm mau prognóstico. Período de coma permanecendo por 48 h ou mais é um sinal de prognóstico grave. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Piora em relação aos sintomas clínicos como depressão, progressão ao coma, pupilas mióticas ou normais se tornarem dilatadas e não responsivas são indicativos de edema encefálico progressivo ou herniação transtentorial. ESCALA DE COMA EM PEQUENOS ANIMAIS COM TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO ESCALA DE COMA EM PEQUENOS ANIMAIS COM TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO ESCALA DE COMA EM PEQUENOS ANIMAIS COM TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO ESCALA DE COMA EM PEQUENOS ANIMAIS COM TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO TCE | TRATAMENTO O tratamento do TCE não pode ser separado do manejo de todo o paciente por causa dos ferimentos em múltiplos sistemas, comuns em animais acidentados por veículos automotores. EMERGÊNCIA XABCDE TCE | ORIENTAÇÕES PARA O TUTOR O proprietário deverá ser instruído a manter uma via respiratória desobstruída, estendendo a cabeça do animal e puxando a língua para a frente, se o animal estiver inconsciente. TCE | TRATAMENTO As prioridades para o manejo na apresentação do animal ao clínico veterinário são: Manutenção adequada da ventilação por cateter endotraqueal ou traqueostomia, se necessário Tratamento de choque Avaliação à procura de ferimentos multissistêmicos Exame neurológico e localização da lesão Tratamento clínico ou cirúrgico para as lesões neurológicas Monitoramento do paciente para sinais de piora TCE | TRATAMENTO Uma vez controlados os problemas relacionados com o risco à vida e o choque, o exame neurológico básico inicial é realizado. O animal deverá ser reavaliado a cada 10 ou 15 min ou a cada hora, dependendo da condição inicial. O tratamento de animais com TCE pode ser clínico, cirúrgico ou ambos TCE | TRATAMENTO A meta primária da fluidoterapia no TCE é restabelecer rapidamente a perfusão tecidual e a pressão sanguínea, assim a pressão de perfusão cerebral será mantida em valores acima de 50 mmHg. TCE | TRATAMENTO Um paciente com pressão sanguínea sistólica abaixo de 90 mmHg é considerado hipotenso. Soluções hipotônicas (dextrose a 5%, NaCl a 0,45%) deverão ser evitadas em pacientes em recuperação de TCE. ➢podem exacerbar o edema cerebral. TCE | TRATAMENTO A pressão sanguínea deverá ser restaurada aos níveis normais o mais breve possível, mas fluidoterapia intravenosa agressiva, para combater hipotensão em pacientes com TCE, pode agravar o edema encefálico. Para promover a drenagem venosa sem reduzir a perfusão cerebral, o paciente pode ser posicionado em uma inclinação de 15-30°, utilizando uma toalha enrolada e prancha rígida. TCE | TRATAMENTO A fluidoterapia é um dos pontos-chaves na abordagem de um paciente com TCE. A reposição de fluidos coloides e solução salina hipertônica proporciona alguma proteção ao encéfalo edematoso. A solução ringer lactato na dose 40 a 90 ml/kg/h é imprópria para o uso em pacientes com trauma craniano. TCE | TRATAMENTO Salina hipertônica (7,5%) IV, na dose 4 a 5 ml/kg em cães e gatos hipotensos, eficiente pois aumenta a contratilidade miocárdica e débito cardíaco, melhorando a pressão sistêmica, ´roduz ação anti-inflamatória e antirradicais livres, aumenta a osmolaridade, mantém o volume intravascular, gerando um gradiente osmótico na barreira hematoencefálica intacta, reduz o edema, promove a diurese e diminui a PIC rapidamente. TCE | TRATAMENTO O protocolo mais atual: Uso de solução hipertônica a 3% em bolus 4-8 ml/kg a cada 4-6 horas, com objetivo de manter a PIC menor que 20 mmHg. Manter infusão contínua de 0,1-1 ml/kg/h com o objetivo de manter o sódio entre 150-160 meq/L, máximo 170 meq/L. TCE | TRATAMENTO Volemia estabelecida, paciente pode ser submetido a uma terapia hiperosmolar, manitol a dose de 0,5-1 g/kg em bolus lento se houver hipertensão refratária, a abordagem osmótica atual recomendada a utilização de salina hipertônica a 3%. TCE | TRATAMENTO Após estabilização, será possível obter uma neuroimagem, TC, RX. Se não é possível realizar TC, segue dirigindo com terapia clínica. TCE | TRATAMENTO Paciente com sinais PIC refratária deve ser mantido em sedação, hinotico opioide associado a benzodiazepnico. Cetamina contraindicado nos casos de PIC aumentada, porém, já é provado a sua inocuidade em infusão continua, em doses não anestésicas, por ser bloqueador de receptores NMDA. TCE | TRATAMENTO Pacientes sedados devem ser intubados mesmo na ausência de uma lesão pulmonar, pois lesões encefálicas graves comprometem os centros respiratórios e alterações ventilatórias produzem desequilíbrio na oxigenação e eliminação do CO2. TCE | TRATAMENTO Terapia com glicocorticoides contraindicado. Uso de corticoides são ulceração gastrintestinal, má cicatrização das feridas e sepse. TCE | TRATAMENTO A hiperglicemia tem sido associada a aumento da mortalidade em pacientes com trauma craniano gravemente afetados. É postulado que o fornecimento de glicose extra ao encéfalo isquêmico ajuda na hidrólise por meio da glicólise anaeróbica, resultando no aumento de ácido láctico encefálico, causando, com isso, mais danos ao encéfalo. TCE | TRATAMENTO Os antibióticos deverão ser administrados para prevenir choque endotóxico e continuados se houver feridas abertas ou se intervenção cirúrgica for realizada. Recomenda-se ampicilina11 a 22 mg/kg, 3 vezes/dia, cloranfenicol 50 mg/kg, 3 vezes/dia ou sulfadiazida com trimetoprima 15 mg/kg, 2 vezes/dia. TCE | TRATAMENTO As diretrizes para a realização da cirurgia estão na existência e na extensão de hemorragia intracraniana. Em medicina veterinária, o controle cirúrgico de TCE tem tradicionalmente desempenhado um papel menor; acredita-se que seja porque hemorragia intracraniana clinicamente significativa seja rara em cães e gatos. TCE | TRATAMENTO A conduta cirúrgica pode ser considerada nas seguintes situações: Em animais com fraturas ósseas e feridas penetrantes Em animais comatosos com pupilas mióticas, cujas condições não melhorem depois de 24 a 36 h de terapia médica Em animais cujos sintomas estejam piorando, apesar do tratamento médico. TCE | TRATAMENTO Craniotomia descompressiva mais durotomia é um dos tratamentos mais efetivos e também mais complexos na HIC. É empregado para diminuir a PIC mediante a retirada de um segmento da calota craniana.e abertura da dura-mater subjacente. Podendo ser uni ou bilateral. Fármaco Dose Efeitos colaterais Opioides – agonistas mu puros Fentanila Metadona Morfina 2-5 mcg/kg IV, depois infusão em velocidade contínua a 2-5 mcg/kg/h 0,2-0,5 mg/kg IV/IM 0,25-0,5 mg/kg IM Sedação Depressão respiratória Midríase Respiração ofegante Disforia Náusea Opioides – agonistas mu parciais Buprenorfina 0,01-0,03 mg/kg IV/IM Sedação Depressão respiratória Midríase Respiração ofegante (menos frequente) Disforia Náusea Antagonista dissociativo do receptor NMDA Cetamina 0,1-1,0 mg/kg IV, depois 2-10 mcg/kg/min Taquicardia Aumento da demanda miocárdica de oxigênio Desorientação Bloqueador dos canais de sódio Lidocaína 1-2 mg/kg IV durante 5-10 minutos, depois 25-50 mcg/kg/min Náusea Arritmias Agonista alfa-2 Dexmedetomidina 0,5-3 mcg/kg IV/IM, depois 0,5-1 mcg/kg/h Sedação Hipotensão Depressão respiratória Benzodiazepínicos Midazolam 0,1-0,5 mg/kg IV/IM/IN Excitação paradoxal Derivado de fenotiazina Acepromazina 0,005-0,02 mg/kg IV O efeito máximo dura 20-30 minutos Hipotensão Anestésico hipnótico Propofol 1-5 mg/kg IV, depois 100-400 mcg/kg/min Hipotensão Diminuição do débito cardíaco Depressão respiratória Anticonvulsivante Levetiracetam 40-60 mg/kg IV, depois 20-40 mg/kg IV/VO a cada 8 horas Sedação (mínima) Anticonvulsivante barbitúrico Fenobarbital 4 mg/kg IV a cada 6 horas por 24 horas, depois 2-2,5 mg/kg VO a cada 12 horas Alterações comportamentais Sedação Ataxia (tronco) Poliúria/polidipsia Alteração das enzimas hepáticas Slide 1: PATOLOGIAS DO SISTEMA NERVOSO Slide 2: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 3: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 4: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 5: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 6: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 7: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 8: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 9: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 10: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 11: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Slide 12: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 13: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 14: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 15: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 16: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 17: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 18: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 19: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 20: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 21: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Fisiopatogenia Slide 22: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Manifestações clínicas Slide 23: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Manifestações clínicas Slide 24 Slide 25 Slide 26: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Manifestações clínicas Slide 27: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Manifestações clínicas Slide 28 Slide 29: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Manifestações clínicas Slide 30: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Manifestações clínicas Slide 31: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Manifestações clínicas Slide 32: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO Manifestações clínicas Slide 33: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Slide 34: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Slide 35: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Slide 36 Slide 37 Slide 38: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Slide 39: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Slide 40: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Slide 41: TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DIAGNÓSTICO Slide 42: Escala de coma em pequenos animais com trauma cranioencefálico Slide 43: Escala de coma em pequenos animais com trauma cranioencefálico Slide 44: Escala de coma em pequenos animais com trauma cranioencefálico Slide 45: Escala de coma em pequenos animais com trauma cranioencefálico Slide 46: TCE | TRATAMENTO Slide 47: TCE | ORIENTAÇÕES PARA O TUTOR Slide 48: TCE | TRATAMENTO Slide 49: TCE | TRATAMENTO Slide 50: TCE | TRATAMENTO Slide 51: TCE | TRATAMENTO Slide 52: TCE | TRATAMENTO Slide 53 Slide 54: TCE | TRATAMENTO Slide 55: TCE | TRATAMENTO Slide 56: TCE | TRATAMENTO Slide 57: TCE | TRATAMENTO Slide 58: TCE | TRATAMENTO Slide 59: TCE | TRATAMENTO Slide 60: TCE | TRATAMENTO Slide 61: TCE | TRATAMENTO Slide 62: TCE | TRATAMENTO Slide 63: TCE | TRATAMENTO Slide 64: TCE | TRATAMENTO Slide 65: TCE | TRATAMENTO Slide 66: TCE | TRATAMENTO Slide 67 Slide 68 Slide 69