Prévia do material em texto
10 REFLEXOS PRIMITIVOS 1. Reflexo de Moro: Também conhecido como reflexo de sobressalto, é desencadeado por estímulos repentinos, como barulhos altos ou sensação de queda. O bebê joga os braços para cima, abre os dedos e depois os fecha em direção ao corpo. 2. Reflexo de Sucção: Este reflexo é desencadeado quando algo toca a boca do bebê, fazendo com que ele comece a sugar automaticamente. É importante para a alimentação nos primeiros meses de vida. 3. Reflexo de Busca: Quando algo toca a bochecha ou a boca do bebê, ele vira a cabeça na direção do estímulo e abre a boca em busca do objeto. 4. Reflexo Tônico Cervical Assimétrico: Quando a cabeça do bebê é virada para um lado, o braço e a perna do mesmo lado se estendem, enquanto o braço e a perna do lado oposto se flexionam. Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br) lOMoARcPSD|41151309 5. Reflexo de Preensão Palmar: Quando a palma da mão do bebê é pressionada, ele fecha os dedos em torno do objeto estimulante. 6. Reflexo de Preensão Plantar: Quando a sola do pé do bebê é estimulada, os dedos do pé se curvam para baixo. 7. Reflexo de Apoio Plantar: Quando a borda anterior da sola do pé do bebê toca uma superfície, ele responde com flexão dos quadris e joelhos, como se estivesse tentando se levantar. 8. Reflexo de Marcha Reflexa: Quando um bebê é segurado em posição vertical com os pés tocando uma superfície, ele faz movimentos de caminhada. Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br) lOMoARcPSD|41151309 9. Reflexo de Galant: Quando o lado da coluna vertebral do bebê é estimulado, ele responde com flexão lateral do tronco na direção estimulada. 10. Reflexo de Escalada ou Colocação: Quando a palma da mão do bebê é pressionada contra uma superfície, ele responde com movimentos alternados de escalada, como se estivesse tentando se levantar. Esses reflexos são considerados primitivos porque são respostas automáticas e involuntárias que ocorrem em bebês e geralmente desaparecem à medida que o bebê amadurece e desenvolve controle voluntário sobre seus movimentos. DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR O desenvolvimento psicomotor refere-se à interação entre os aspectos motores (movimento físico) e psicológicos (processos mentais) durante o crescimento e desenvolvimento de uma criança. É a maneira como uma criança adquire habilidades motoras e cognitivas ao longo do tempo, integrando-as para realizar tarefas físicas e mentais complexas. O desenvolvimento psicomotor envolve várias áreas-chave, incluindo: 1. Desenvolvimento Motor: Refere-se à progressão das habilidades motoras grossas (como andar, correr, pular) e finas (como pegar objetos, desenhar, escrever) de uma criança. Essas habilidades motoras são fundamentais para a autonomia e interação da criança com o ambiente. 2. Desenvolvimento Cognitivo: Refere-se ao crescimento das habilidades cognitivas da criança, como atenção, memória, resolução de problemas, pensamento abstrato e raciocínio. O desenvolvimento cognitivo influencia a capacidade da criança de compreender e responder ao mundo ao seu redor. Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br) lOMoARcPSD|41151309 3. Desenvolvimento Socioemocional: Refere-se à capacidade da criança de interagir com os outros, desenvolver empatia, regular emoções e estabelecer relacionamentos saudáveis. Esses aspectos são essenciais para o bem-estar emocional e social da criança. O desenvolvimento psicomotor é um processo contínuo e progressivo que ocorre desde o nascimento até a idade adulta. Durante esse processo, a criança desenvolve habilidades motoras e cognitivas cada vez mais complexas, que são influenciadas por fatores genéticos, ambientais e experiências de vida. Os profissionais de saúde e educadores acompanham de perto o desenvolvimento psicomotor das crianças para identificar possíveis atrasos ou dificuldades e intervir precocemente, se necessário, para promover um desenvolvimento saudável e equilibrado em todas as áreas. BRINCAR TERAPÊUTICO O brincar terapêutico é uma abordagem terapêutica que utiliza o ato de brincar como uma ferramenta para promover o desenvolvimento emocional, social, cognitivo e físico das pessoas, especialmente crianças. Aqui estão algumas das razões pelas quais o brincar terapêuticas é importante: 1. Expressão Emocional: O brincar proporciona um meio seguro e não ameaçador para as crianças expressarem suas emoções, pensamentos e experiências. Isso pode ajudar a criança a processar e lidar com sentimentos difíceis, como ansiedade, medo, tristeza ou raiva. 2. Desenvolvimento Social: O brincar terapêutico ajuda as crianças a desenvolver habilidades sociais importantes, como comunicação, cooperação, empatia, resolução de conflitos e trabalho em equipe. Essas habilidades são fundamentais para estabelecer relacionamentos saudáveis com os outros. 3. Estímulo Cognitivo: Durante o brincar terapêutico, as crianças podem explorar novas ideias, problemas, soluções e perspectivas. Isso estimula o pensamento criativo, a imaginação, a resolução de problemas e o desenvolvimento de habilidades cognitivas essenciais. 4. Desenvolvimento Físico: O brincar terapêutico também pode envolver atividades físicas que promovem o desenvolvimento motor, a coordenação motora fina e grossa, a força muscular e a resistência física das crianças. 6. Redução do Estresse e Ansiedade: O brincar terapêutico pode ser uma forma eficaz de reduzir o estresse, a ansiedade e a tensão emocional das crianças. Ele pode proporcionar um alívio emocional, promover relaxamento e ajudar a criança a lidar com situações estressantes de forma mais saudável. Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br) lOMoARcPSD|41151309 Em resumo, o brincar terapêutico é uma ferramenta poderosa e eficaz que pode ser utilizada por terapeutas, psicólogos, educadores e profissionais de saúde para ajudar as crianças a superar desafios emocionais, sociais e cognitivos, promovendo um desenvolvimento saudável e equilibrado. SÍNDROME DE DOWN A Síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de um cromossomo extra, o cromossomo 21, e é caracterizada por algumas características físicas distintas, atrasos no desenvolvimento e deficiência intelectual de grau variável. Além disso, pessoas com Síndrome de Down podem apresentar certas limitações físicas que afetam suas habilidades motoras e de desenvolvimento. Aqui estão algumas das limitações comuns e áreas de trabalho para um fisioterapeuta em relação à Síndrome de Down: 1. Hipotonia Muscular: Muitas pessoas com Síndrome de Down têm hipotonia muscular, o que significa que apresentam tônus muscular reduzido. O fisioterapeuta pode trabalhar para fortalecer os músculos, melhorar o controle motor e ajudar a melhorar a postura e estabilidade. 2. Atrasos no Desenvolvimento Motor: Pessoas com Síndrome de Down podem apresentar atrasos no desenvolvimento motor, como sentar, engatinhar, andar e coordenar movimentos. O fisioterapeuta pode trabalhar para estimular o desenvolvimento motor, promover a independência funcional e melhorar a coordenação motora. 3. Problemas de Equilíbrio e Coordenação: Devido à hipotonia muscular e outros fatores, pessoas com Síndrome de Down podem ter dificuldades com o equilíbrio, coordenação e habilidades motoras finas. O fisioterapeuta pode trabalhar para melhorar o equilíbrio, a coordenação e a destreza manual por meio de exercícios e atividades específicas. 4. Problemas de Marcha: Algumas pessoas com Síndrome de Down podem apresentar padrões anormais de marcha, como marcha pronada (para dentro) ou marcha com joelhos hiperextendidos. O fisioterapeuta pode ajudar a corrigir esses padrões de marcha, promovendouma marcha mais eficiente e segura. 5. Problemas de Postura: Devido à hipotonia e a outras características físicas, pessoas com Síndrome de Down podem ter problemas de postura, como lordose cervical (pescoço arqueado) e escoliose. O fisioterapeuta pode trabalhar para melhorar a postura, fortalecer os músculos posturais e prevenir complicações posturais. Em resumo, o fisioterapeuta desempenha um papel importante no tratamento e na intervenção para melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade das pessoas com Síndrome de Down, trabalhando para superar as limitações físicas, promover o Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br) lOMoARcPSD|41151309 desenvolvimento motor e melhorar a independência funcional. É importante que o tratamento seja individualizado e adaptado às necessidades específicas de cada pessoa com Síndrome de Down. HIDROCEFALIA A hidrocefalia é uma condição médica caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano nos ventrículos cerebrais, o que pode resultar em aumento da pressão intracraniana e compressão do tecido cerebral. Essa condição pode levar a uma variedade de sintomas e desafios, dependendo da gravidade e da causa da hidrocefalia. Aqui estão algumas das limitações comuns e áreas de trabalho para um fisioterapeuta em relação à hidrocefalia: 1. Atrasos no Desenvolvimento Motor: Crianças com hidrocefalia podem apresentar atrasos no desenvolvimento motor devido à pressão no cérebro e às consequências neurológicas da condição. O fisioterapeuta pode trabalhar para estimular o desenvolvimento motor, promover a aquisição de habilidades motoras e melhorar a coordenação motora. 2. Fraqueza Muscular: A hidrocefalia pode afetar o tônus muscular e causar fraqueza muscular em algumas crianças. O fisioterapeuta pode desenvolver um programa de exercícios para fortalecer os músculos, melhorar a resistência e a função muscular. 3. Problemas de Equilíbrio e Coordenação: Devido aos efeitos da hidrocefalia no sistema nervoso central, crianças com essa condição podem ter dificuldades com equilíbrio, coordenação motora e habilidades motoras finas. O fisioterapeuta pode trabalhar para melhorar o equilíbrio, a coordenação e a destreza manual por meio de exercícios e atividades específicas. 4. Marcha Anormal: Algumas crianças com hidrocefalia podem apresentar padrões anormais de marcha devido a fraqueza muscular, desequilíbrio ou outros fatores. O fisioterapeuta pode ajudar a corrigir esses padrões de marcha, promovendo uma marcha mais eficiente e segura. 5. Reabilitação Pós-Cirúrgica: Em casos em que o tratamento da hidrocefalia envolve cirurgia, o fisioterapeuta pode desempenhar um papel importante na reabilitação pós- cirúrgica, ajudando a criança a recuperar a força, a mobilidade e a funcionalidade após o procedimento cirúrgico. O fisioterapeuta pode desempenhar um papel significativo no tratamento e na gestão das limitações físicas associadas à hidrocefalia, trabalhando para melhorar a qualidade de vida, a funcionalidade e a independência da criança. É importante que o tratamento seja personalizado e adaptado às necessidades específicas de cada criança com hidrocefalia, levando em consideração a gravidade da condição e os objetivos de tratamento individuais. Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br) lOMoARcPSD|41151309 PARALISIA CEREBRAL A paralisia cerebral é um distúrbio do movimento e da postura que surge devido a danos no cérebro em desenvolvimento, geralmente antes, durante ou logo após o nascimento. As limitações e desafios enfrentados por indivíduos com paralisia cerebral podem variar amplamente, dependendo da gravidade e do tipo específico da condição. Alguns dos desafios comuns enfrentados por pessoas com paralisia cerebral incluem: 1. Dificuldades motoras: Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades em controlar seus movimentos, o que pode afetar a locomoção, o equilíbrio, a coordenação e a realização de atividades cotidianas. 2. Espasticidade e rigidez muscular: A espasticidade é um sintoma comum da paralisia cerebral, caracterizada por músculos rígidos e contraídos, o que pode dificultar o movimento e causar desconforto. 3. Problemas de equilíbrio e postura: Algumas pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades em manter uma postura adequada e um equilíbrio estável, o que pode afetar a sua capacidade de realizar tarefas diárias. O fisioterapeuta desempenha um papel crucial no tratamento e na gestão da paralisia cerebral. Alguns dos objetivos de tratamento e áreas que um fisioterapeuta pode precisar trabalhar com pacientes com paralisia cerebral incluem: 1. Melhoria da função motora: O fisioterapeuta pode desenvolver um programa de exercícios personalizado para ajudar a melhorar a força muscular, a coordenação e a amplitude de movimento. 2. Redução da espasticidade: O fisioterapeuta pode empregar técnicas de alongamento, exercícios de fortalecimento e modalidades terapêuticas para ajudar a reduzir a espasticidade e melhorar a flexibilidade muscular. 3. Aprimoramento da marcha e da locomoção: O fisioterapeuta pode ajudar a pessoa com paralisia cerebral a melhorar sua marcha, equilíbrio e coordenação para facilitar a locomoção e a independência. 4. Treinamento de habilidades funcionais: O fisioterapeuta pode trabalhar no desenvolvimento de habilidades motoras necessárias para realizar atividades da vida diária, como vestir-se, alimentar-se e realizar tarefas domésticas. MARCO DO DESENVOLVIMENTO MOTOR O marco do desenvolvimento motor infantil são habilidades específicas que bebês e crianças adquirem em determinadas idades, que geralmente seguem uma sequência Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br) lOMoARcPSD|41151309 previsível de progressão. Esses marcos são indicadores importantes do desenvolvimento motor e do crescimento saudável da criança. Aqui estão alguns marcos típicos do desenvolvimento motor de um bebê: Ao nascer o neném precisa amamentar Aleitamento materno na sala de parto e importante para saúde o RN e contribuir com o vinculo entre mãe e filho. Nesse período o RN apresenta sinais de prazer e dor. 1-2 meses: Apresenta predomínio do tônus flexor, assimetria postural. Nessa fase e protegido pelo leite materno (menor probabilidade de adoecer). Passa a ter melhor percepção visual 2 a 3 meses: sorriso social. 2 a 4 meses: capaz de levantar a cabeça e ombro em decúbito ventral. 3 a 4 meses: o neném fica mais ativo, observa, acompanha com o olhar, responde com balbucios, começa a mexer nas coisas, levar objetos à boca, trocar de lugar, riscos de queda. Aos 4 meses, adquire pressão palmar, voluntária. 4 a 6 meses: reconhece sons, estimulados pelos sons. 5 a 6 meses: fase de maior interação. Em torno dos 6 meses: estende conceito de permanência de objetos. 6 a 9 meses: começa a se arrastar/engatinhar 7 a 9 meses: apresentam reações á pessoas estranhas e mesmo mamando tem preferencia por outros alimentos. Entre 9 e 12 meses: engatinha e anda com apoio. BOA PROVA! Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br) lOMoARcPSD|41151309