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<p>Paralisia Cerebral</p><p>É um grupo de transtornos permanentes do desenvolvimento do movimento e da</p><p>postura, que causa limitações na atividade.</p><p>↳ Distúrbio não progressivo que ocorre no cérebro em desenvolvimento</p><p>(Encefalopatia Crônica não Progressiva).</p><p>↳ As desordens motoras da PC são geralmente acompanhadas por alterações</p><p>na sensação , percepção , cognição , comunicação e conduta , por epilepsia e por</p><p>problemas musculoesqueléticos secundários .</p><p>↳ Os problemas musculoesqueléticos secundários , contraturas musculares e</p><p>tendíneas , rigidez articular , deslocamento do quadril , deformidade da coluna</p><p>podem se desenvolver ao longo da vida e estão relacionados ao crescimento</p><p>físico, a espasticidade, entre outros.</p><p>↳ Um dos diagnósticos mais frequentes.</p><p>Epidemilogia:</p><p>↳ Incidência é de 7 por 1000 nascidos vivos.</p><p>↳ Neonatos com peso inferior a 1,500g (20%)</p><p>↳ Neonatos com baixo peso ao nascer < 1000g (50%)</p><p>Fatores de Risco:</p><p>Pré Natais:</p><p>↳ Fatores inatos (que afetam o feto)</p><p>↳ Fatores externos (que afetam o fluxo sanguíneo para o feto)</p><p>(Genética, vírus, infecções por toxoplasmose, fármaco, drogas e dieta).</p><p>Perinatais:</p><p>↳ Prematuridade ↳ Desnutrição</p><p>↳ Baixo peso ao nascer ↳ Asfixia e necessidade de</p><p>↳ Icterícia grave ressuscitação prolongada ao nascer</p><p>↳ Hemorragia intraventricular</p><p>• No período perinatal, qualquer lesão neurológica hipóxico-isquêmica</p><p>coloca uma criança em risco de PC.</p><p>Pós Natais:</p><p>↳ Infecção ↳ Quase afogamento</p><p>↳ Trauma ↳ Parada cardíaca</p><p>↳ Espancamento infantil ↳ AVC</p><p>↳ Asfixia ↳ Tumor cerebral</p><p>↳ Traumatismo Craniano</p><p>Fatores de risco mais comuns:</p><p>Anormalidades placentárias, malformações congênitas, baixo peso ao nascer,</p><p>aspiração de mecônio, cesariana de emergência, asfixia durante o parto,</p><p>convulsões neonatais, síndrome do desconforto respiratório, hipoglicemia e</p><p>infecções neonatais.</p><p>• As evidências mais atuais indicam que a paralisia cerebral resulta de uma</p><p>associação de fatores incluindo a predisposição genética e os desencadeantes</p><p>ambientais intra e extra uterinos.</p><p>Fisiopatologia:</p><p>Fatores precipitantes e predisponentes:</p><p>Desenvolvimento prematuro parto prolongado Processos inflamatórios</p><p>ou má formação ou complicações ou infecciosos</p><p>maternas</p><p>↓ ↓</p><p>Comprometimento do suprimento de O2 para</p><p>o cérebro</p><p>↓ ↓</p><p>Necrose tecidual</p><p>Comprometimento de ← ← ↓</p><p>áreas cerebrais específicas Dano tecidual</p><p>Classificação da PC:</p><p>Pode ser classificada de acordo com:</p><p>↳ Qualidade de tônus muscular ↳ Gravidade</p><p>↳ Padrão de comprometimento motor ↳ Região de comprometimento</p><p>cerebral</p><p>Qualidade do tônus muscular:</p><p>Espástica/ lesão piramidal → Hipertonia, hiperreflexia, postura e movimentos</p><p>anormais.</p><p>Discinética/lesão extrapiramidal → Movimentos involuntários e anormais.</p><p>Atáxica/lesão cerebelar → Incoordenação dos movimentos, tremor e dismetria.</p><p>Hipotônica → Tônus baixo, hipermobilidade articular, menor</p><p>força e resistência.</p><p>Mista → Agrega mais de uma das condições descritas.</p><p>Características Funcionais:</p><p>PC Espástico: No 1º grupo : Pode inicialmente apresentar hipotonia.</p><p>Posteriormente o desenvolvimento da espasticidade demonstrando a</p><p>capacidade do SNC e osteomuscular para se reorganizarem.</p><p>No 2º grupo : Início precoce da hipertonia Grave sofrimento cerebral.</p><p>Tetraplegia espástica está relacionada com problemas que determinam</p><p>sofrimento cerebral difuso grave (infecções, hipóxia e traumas) ou</p><p>malformações cerebrais graves.</p><p>Pc espástica apresenta os seguintes tipos clínicos:</p><p>↳ Tetraplegia ↳ Trilegia</p><p>↳ Diplegia ↳ Hemiplegia</p><p>Paralisia Espástica Tetraparesia Diplegia Espástica Tetraparesia Diplegia Assimétrica</p><p>Unilateral Espástica (predomínio nos Assimétrica MMII e um dos MMSS</p><p>MMII). (predomínio mais que o outro.</p><p>de um dos lados)</p><p>Padrão de Comprometimento motor:</p><p>Quadriplegia Triplegia Diplegia Hemiplegia</p><p>Quadriplegia/Triplegia:</p><p>Lesão localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários</p><p>(trato piramidal).</p><p>tônus muscular ↑.</p><p>Resistência à movimentação passiva e padrões motores anormais.</p><p>↑tônus muscular com crescimento.</p><p>Características funcionais da quadriplegia:</p><p>↳ Mais frequente e mais grave.</p><p>↳ Padrões motores comprometidos.</p><p>↳ Déficit da fala e comunicação.</p><p>↳ Hipertonia flexora de MMSS e extensora de MMII.</p><p>↳ Hipotonia dos Mm extensores da cabeça e tronco.</p><p>↳ Manifestações clínicas observadas desde o nascimento.</p><p>↳ Se agrava com o crescimento.</p><p>↳ Reflexos arcaicos persistem (ex: preensão palmar).</p><p>↳ Convulsões ocorrem em 50%.</p><p>↳ Sialorréia e disfagia.</p><p>↳ Hipertonia se evidencia.</p><p>↳ com o choro (hiperextensão de tronco e membros).</p><p>↳ Problemas respiratórios.</p><p>Diplegia:</p><p>Características Funcionais Da Diplegia:</p><p>↳ Lesão atinge a porção do trato piramidal responsável pelos movimentos das</p><p>pernas.</p><p>↳ Forma clínica é a diplegia espástica (comprometimento MMII > MMSS).</p><p>↳ A região periventricular é muito vascularizada e os prematuros, por causa</p><p>da imaturidade cerebral, com muita frequência apresentam hemorragia</p><p>nesta área.</p><p>↳ Menos grave do que a tetraplegia e a maioria das crianças adquire marcha</p><p>↳ independente antes dos 8 anos de idade.</p><p>↳ Motricidade dos MMSS menos comprometida.</p><p>↳ Hipertonia maior nos MMII.</p><p>↳ No 1 semestre nota-se atraso no ultrapassar as etapas de controle</p><p>cefálico e do tronco.</p><p>↳ Retardo para sentar-se e manter-se sentado.</p><p>↳ No 2 semestre a incapacidade motora se torna mais evidente.</p><p>↳ Faz bom uso dos MMSS mas não mantêm-se em pé com quase 10 meses.</p><p>↳ Quando colocado de pé apresenta tendência para adução de coxas</p><p>assumindo a posição de X ou tesoura.</p><p>↳ No 2 ano a incapacidade de andar é o sintoma principal.</p><p>↳ Maior dificuldade na posição ortostática e deambulação com tendência a</p><p>deformidades nos pés (equinovaro).</p><p>↳ Fala preservada Convulsões menos frequentes (19%).</p><p>Hemiplegia:</p><p>Características Funcionais da Hemiplegia:</p><p>↳ Lesão no hemisfério contralateral.</p><p>↳ As causas mais frequentes são malformação cerebral, acidentes vasculares</p><p>↳ intra-uterinos e TCE.</p><p>↳ Padrões funcionais assimétricos.</p><p>↳ Hemiplegia mais acentuada em MMSS.</p><p>↳ Face raramente é comprometida.</p><p>↳ Deambulação tardia (2-3 anos).</p><p>↳ Esquema corporal comprometido.</p><p>↳ Deformidades no lado comprometido .</p><p>Características Funcionais do Discinético:</p><p>↳ Definida como paralisia cerebral com movimentos involuntários de forma</p><p>coreoatetósica ou distônica.</p><p>↳ Lesão localizada nas áreas que modificam ou regulam o movimento (trato</p><p>extrapiramidal).</p><p>↳ Criança apresenta movimentos involuntários, fora de seu controle e</p><p>movimentos voluntários prejudicados.</p><p>PC Discinética ( Atetose, Coréia e Distonia ):</p><p>↳ COREOATETOSE é usado para definir a associação de movimentos</p><p>involuntários em repouso e nas atividades intencionais.</p><p>↳ ATETOSE → movimentos involuntários contínuos, uniformes e lentos</p><p>(mãos).</p><p>↳ CORÉIA → movimentos involuntários rápidos, arrítmicos e de início</p><p>súbito.</p><p>↳ DISTÔNICO → movimentos intermitentes de torção (contração</p><p>simultânea de agonista e antagonista).</p><p>↳ Os espasmos oro-faciais dificultam a deglutição e a respiração, podendo</p><p>levar a subluxação temporomandibular.</p><p>↳ As Passagens da posição sentada para bípede e deambulação são rápidas.</p><p>↳ Escoliose (acentuado desequilíbrio muscular).</p><p>Atáxico:</p><p>Características Funcionais do Atáxico:</p><p>↳ Relacionada com lesões cerebelares</p><p>↳ Ataxia pura em crianças com PC é rara.</p><p>↳ Crianças com lesão cerebelar apresentam déficit de equilíbrio e</p><p>↳ coordenação.</p><p>↳ Se há prognóstico de marcha → cambaleante com incoordenação</p><p>dos</p><p>↳ movimentos e incapacidade para realizar movimentos alternados</p><p>↳ rápidos.</p><p>↳ Dificuldade para atingir um alvo.</p><p>↳ Maior frequência nas hidrocefalias, TCE, encefalites, tumores no</p><p>↳ cerebelo, causas genéticas, etc.</p><p>↳ Incoordenação estática e cinética Tremor de ação Marcha com base</p><p>↳ alargada (Marcha atáxica).</p><p>PC tipo Espástica:</p><p>Outros Tipos de PC:</p><p>Distribuição da PC quanto a distribuição anatômica:</p><p>Unilateral (21%) : Os antigamente classificados com monoplegia e hemiplegia.</p><p>Bilateral (73%) : Os antigamente classificados como tetraplégicos, diplégicos e</p><p>triplégicos.</p><p>Classificação quanto ao nível de comprometimento motor:</p><p>GMFCS: Sistema de classificação com 5 níveis de função motora grossa de</p><p>crianças/adolescentes com PC.</p><p>Baseado nas habilidades e limitações funcionais e necessidade de</p><p>tecnologia assistiva e com o Foco na função, NÃO NA QUALIDADE DO</p><p>MOVIMENTO.</p><p>GMFCS 1 GMFCS 2 GMFCS 3 GMFCS 4 GMFCS 5</p><p>Classifica as crianças e adolescentes com diagnóstico de PC por níveis de</p><p>mobilidade. Esta classificação engloba a faixa etária de 0 a 12 anos. Uma nova</p><p>versão do sistema de classificação da função motora grossa, na qual foram</p><p>adicionadas para a faixa etária de 12 a 18 anos. O GMFCS tem sido amplamente</p><p>aceito na prática clínica e nas pesquisas, pois permite uma comunicação clara</p><p>entre os profissionais de saúde, gerou curvas do desenvolvimento motor,</p><p>possibilitando conhecer o prognóstico de cada nível funcional, auxiliando no</p><p>planejamento da reabilitação e aconselhamento familiar.</p><p>O Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS) para paralisia</p><p>cerebral é baseado no movimento iniciado voluntariamente, com ênfase no</p><p>sentar, transferências e mobilidade.</p><p>NÍVEL I – Anda sem limitações, Sobe e desce escadas sem limitações, Corre e</p><p>pula.</p><p>NÍVEL II – Anda com limitações, (pode usar dispositivo manual na comunidade),</p><p>Sobe e desce escadas com apoio, Não corre nem pula (na melhor das hipóteses,</p><p>habilidade mínima)</p><p>NÍVEL III – Anda utilizando um dispositivo manual de mobilidade, Uso de</p><p>mobilidade sobre rodas fora de casa e na comunidade).</p><p>NÍVEL IV – Auto mobilidade com limitações e pode utilizar mobilidade</p><p>motorizada.</p><p>NÍVEL V – Transportado em uma cadeira de rodas manual, Grave limitação no</p><p>controle da cabeça e tronco, e requer tecnologia assistiva ampla e ajuda física.</p><p>Quadro Clínico e Desenvolvimento:</p><p>Existem 6 aspectos principais:</p><p>1) Retardo no desenvolvimento de novas habilidades esperadas pela idade</p><p>cronológica da criança.</p><p>2) Persistência de comportamentos imaturos em todas as funções.</p><p>3) Lento progresso de um estágio de desenvolvimento para outro.</p><p>4) Menor variedade de habilidades em relação a outras crianças de</p><p>desenvolvimento normal.</p><p>5) Variações nas sequências normais de habilidade.</p><p>6) Padrões anormais e pouco comuns de algumas habilidades.</p><p>Diagnóstico Clínico:</p><p>↳ A história clínica deve ser completa e o exame neurológico deve incluir a</p><p>pesquisa dos reflexos primitivos.</p><p>↳ História e avaliação física e neurológica</p><p>↳ Manifestações motoras:</p><p>↳ Atraso nas aquisições motoras</p><p>↳ Persistência de reflexos arcaicos</p><p>↳ Anormalidades tônico-posturais.</p><p>↳ Hiperreflexia e sinais patológicos. (Babinsk)</p><p>Exames Complementares:</p><p>↳ RX simples de crânio</p><p>↳ Angiografia cerebral</p><p>↳ Ultrasonografia cerebral(USG)</p><p>↳ Tomografia axial computadorizada(TAC)</p><p>↳ Ressonância Nuclear Magnética(RNM)</p><p>↳ Cintilografia</p><p>Prognóstico:</p><p>Com quadro clínico tão variado e tantas manifestações associadas ao distúrbio</p><p>motor traçar um prognóstico é difícil</p><p>↳ Presença de reflexos primitivos</p><p>↳ Comprometimento motor</p><p>↳ Função dos MMSS</p><p>↳ Capacidade intelectual</p><p>Prognóstico de Marcha:</p><p>↳ Variado, destacando-se: Idade de aquisição da postura sentada:</p><p>↳ Antes de 1 ano: possibilidade de marcha livre.</p><p>↳ Entre 1 e 2 anos: marcha com uso de muletas</p><p>↳ Próximo de 3 anos: uso de andadores e muletas</p><p>OBS: Pacientes com comprometimento extra piramidal não seguem essa</p><p>sequência. Adquirem as etapas motoras em idades mais tardias ( permanecem</p><p>longos períodos numa fase e evoluem).</p><p>Distúrbios Associados:</p><p>Deformidades:</p><p>Equipe Interdisciplinar:</p><p>↳ Neonatologista ↳ Ortopedista ↳ Pedagogo</p><p>↳ Fonoaudiólogo, ↳ Psicóloga ↳ Educador Físico, etc.</p><p>↳ Neuropediatra ↳ Fisioterapeuta</p><p>↳ Terapeuta Ocupacional</p><p>Rede de Cuidados:</p><p>Avaliação Fisioterapêutica:</p><p>Identificação, QP e HDA.</p><p>(Antecedentes Familiares, Parto/nascimento e História gestacional).</p><p>CIF na PC:</p><p>Função/Estrutura do corpo: Função/estrutura do corpo:</p><p>↳ Tônus Muscular ↳ Sensorial</p><p>↳ Reflexos Força/resistência ↳ Dor</p><p>↳ Mobilidade ↳ Mental</p><p>↳ Estabilidade ↳ Fala</p><p>↳ Equilíbrio ↳ Cardiovascular</p><p>↳ Coordenação ↳ Respiratório</p><p>↳ Padrão marcha</p><p>Limitações de Atividades: Restrição de participação:</p><p>↳ Transferências ↳ Escola</p><p>↳ Andar ↳ Lazer e Recreação</p><p>↳ Deslocar em diferentes locais ↳ Interagir com outras pessoas</p><p>↳ Manusear objetos ↳ Atividades Físicas</p><p>↳ Autocuidado ↳ Exercícios</p><p>Fatores Ambientais: Fatores Pessoais:</p><p>↳ Suporte Familiar/Escolar ↳ Sexo</p><p>↳ Condições de acesso ↳ Idade</p><p>↳ Meios de transporte ↳ Educação</p><p>↳ Tecnologia assistiva ↳ Estilo de vida</p><p>↳ Nível socioeconômico ↳ Personalidade</p><p>Atividade e Participação:</p><p>Exame Físico Funcional:</p><p>↳ Posturas e padrões ANORMAIS de movimento</p><p>↳ Tônus postural/trofismo</p><p>↳ Atividade reflexa</p><p>↳ Padrões motores/DNPM</p><p>↳ Reações básicas automáticas</p><p>↳ Assimetria</p><p>↳ ADM/Retrações musculares/deformidades</p><p>↳ Testes específicos/especiais</p><p>↳ Atividade motora grossa (AVDs)</p><p>↳ Marcha: aparelhos de auxílio à locomoção e órteses.</p><p>Avaliação Físico-Funcional:</p><p>Tônus muscular - goniometria de MMII</p><p>1) Quadril: mensurar a flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e</p><p>externa.</p><p>2) Joelho: avaliar a flexão, extensão e hiperextensão.</p><p>3) Tornozelo: mensurar dorsiflexão, plantiflexão, inversão e eversão.</p><p>Teste de Thomas: avalia a contratura em flexão do quadril. É realizado em supino,</p><p>mede-se o ângulo entre a coxa e a mesa.</p><p>Galeazzi: avalia a presença de luxação do quadril. É realizada com a criança em</p><p>supino, quadris e joelhos fletidos e bem alinhados. Observar se há um joelho</p><p>mais baixo que o outro, sendo que o mais baixo provavelmente está luxado.</p><p>Teste de Ober: avalia a contratura em abdução do quadril. É realizado em decúbito</p><p>lateral e a pelve deve ser estabilizada.</p><p>Teste do Ângulo Poplíteo: avalia a contratura dos isquiotibiais, é realizado com a</p><p>criança em supino, o quadril posicionado a 90 graus de flexão, estende-se o</p><p>joelho até o ponto da contratura. A outra perna deve estar fletida para</p><p>estabilizar a pelve.</p><p>Teste de Ely–Duncan: avalia a espasticidade do reto femoral, é realizado com a</p><p>criança em prono, a pelve deve ser estabilizada pela mão do examinador; o joelho</p><p>é rapidamente fletido e se há anteversão pélvica, é indicativo de espasticidade</p><p>do reto.</p><p>SILVESKIOLD: avaliar contratura/espasticidade do gastrocnêmio e solear.</p><p>Atividade Reflexa:</p><p>● Reflexo de preensão palmar ●Reflexo de Galant</p><p>●Reflexo de preensão plantar ●Reflexo de retificação Cervical</p><p>●Reflexo cruzado de extensão ●Reação Corporal de Retificação</p><p>●Reflexo cutâneo plantar ●Reação de Anfíbio</p><p>●Reflexo tônico cervical simétrico ●Reação Positiva de apoio</p><p>●Reflexo tônico cervical assimétrico ●Reação de colocação palmar</p><p>●Reflexo tônico labiríntico ●Reação de colocação plantar</p><p>●Reflexo de</p><p>Moro ●Reação labiríntica de retificação</p><p>● Reflexo de Landau</p><p>Reações de Equilíbrio: Reações de proteção dos MMSS:</p><p>●Prono ●Para frente</p><p>●Sentado ●Para os lados</p><p>●Gatas Ajoelhado ●Para trás</p><p>●Bípede</p><p>Padrões motores básicos:</p><p>Equilíbrio cervical: - prono Rolar: -parcial Arrastar: - em prono</p><p>-supino -total -em supino</p><p>-sentado -sentado</p><p>Transferir de deitado Sentar: - com apoio Transferir para</p><p>para sentado: -independente - sem apoio posição de gatas:</p><p>-com auxílio - em W - independente</p><p>- com auxílio</p><p>Transferir para posição de ajoelhado: -independente</p><p>-com auxílio</p><p>Equilíbrio de tronco:</p><p>Transferir para postura bípede: -independente -gatas</p><p>-com auxílio -ajoelhado</p><p>- bípede</p><p>-Marcha independente, correr, pular.</p><p>Avaliação da marcha/mobilidade:</p><p>●Descrição (uso de órteses/auxílio-locomoção/uso de cadeira de rodas).</p><p>●Atividades de Vida diária.</p><p>●(Dependente/Parcialmente independente/Independente).</p><p>●Alimentação.</p><p>●Higiene.</p><p>●Vestuário.</p><p>Tratamento Fisioterapêutico para as Paralisias Cerebrais:</p><p>O tratamento iniciado precocemente, até o quinto mês de idade, em crianças</p><p>com diagnóstico de paralisia cerebral traz significativamente mais benefícios ao</p><p>desenvolvimento neuromotor em comparação ao tratamento realizado após essa</p><p>idade .</p><p>- Diagnóstico Precoce;</p><p>-Estimulação Precoce (Plasticidade Cerebral)</p><p>-Reabilitação</p><p>-Órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.</p><p>As intervenções fisioterapêuticas devem ser selecionadas com base nos três</p><p>pilares da prática baseada em evidências: as preferências da criança e de sua</p><p>família , a experiência clínica dos terapeutas e a melhor evidência científica</p><p>disponível .</p><p>Promoção de aspectos relacionados com a atividade e a participação da criança</p><p>(correr, andar de bicicleta, entrar no ônibus de maneira independente,</p><p>vestir-se). Essa mudança de concepção no estabelecimento de objetivos</p><p>terapêuticos reflete melhor os interesses e as necessidades das crianças e de</p><p>suas famílias, além de estar em consonância com a estrutura proposta da CIF.</p><p>Os objetivos terapêuticos devem ser direcionados a criança em seus diferentes</p><p>contextos, estabelecidos em conjunto com a família, de modo a abordar todos os</p><p>componentes da CIF (participação, atividade, estrutura e função, fatores</p><p>pessoais e fatores ambientais, devendo cada membro da equipe direcionar os</p><p>esforços para as áreas de sua competência.</p><p>Os objetivos são:</p><p>- Usar padrões de atividade que levem a uma função/Facilitar movimentos ativos.</p><p>-Trabalhar a recuperação funcional do paciente.</p><p>-Trabalhar força e controle muscular.</p><p>-Trabalhar ADM/Prevenir contraturas e deformidades.</p><p>-Melhorar o alinhamento e a postura.</p><p>-Trabalhar reações posturais.</p><p>-Estimular mobilidade e manutenção da postura (estabilidade em diferentes</p><p>posturas).</p><p>-Melhorar a participação social.</p><p>-Estimular brincadeiras dentro do contexto familiar.</p><p>-Orientação aos pais posicionamento e manipulação.</p><p>-Trabalhar Marcha.</p><p>Condutas:</p><p>- ESTIMULAÇÃO PRECOCE</p><p>-ESTIMULAÇÃO SENSÓRIO MOTORA</p><p>-CONCEITO NEUROEVOLUTIVO BOBATH</p><p>Benefícios do ortostatismo ativo:</p><p>- Interação social (Participação e comunicação com as pessoas na mesma altura do</p><p>olhar).</p><p>- Integridade da pele (Prevenir úlceras de pressão e melhora da circulação</p><p>sanguínea).</p><p>- Respiração e circulação (são positivamente afetadas durante postura vertical e</p><p>atividade).</p><p>- Atividade física (intensidade baixa a moderada).</p><p>- Função gastrointestinal (Estimulada na postura em pé ativa).</p><p>- Músculos e articulações (Prevenir contraturas e deformidades, bem como</p><p>redução de hipertonia).</p><p>- Cognição (positivamente afetada na postura em pé).</p><p>- Densidade óssea (se desenvolve pela boa nutrição, descarga de peso e atividade</p><p>muscular).</p><p>Tecnologias para o auxílio da limitação motora:</p><p>Material adaptado para pessoas com algumas (Capacete com ponteira)</p><p>limitações motoras dos MMSS. Haste que fixa na cabeça para</p><p>facilitar a digitação para pessoas</p><p>com comprometimento dos MMSS.</p><p>(Teclado adaptado) (Prancha ortostática)</p><p>Serve para as pessoas com dificuldades</p><p>motoras que impedem o uso normativo</p><p>do computador e das suas respectivas funções.</p><p>(Porapodium)</p><p>A prescrição do parapodium varia tanto pelo investimento financeiro, quanto pelas possibilidades</p><p>de ajustes que cada modelo permite. Alguns permitem controle de abdução, outros permitem</p><p>posicionar deitado para então controlar reclinação, etc.</p><p>Terapia do movimento induzido por restrição:</p><p>Visam a promoção de atividades manuais de crianças com PC unilateral</p><p>(hemiplégico).</p><p>A terapia por movimento induzido por restrição é caracterizada pela</p><p>restrição do membro superior não afetado, associado ao treino intensivo do</p><p>membro afetado , com objetivo de forçar o uso desse membro, além de utilizar</p><p>métodos comportamentais que aumentem a adesão da criança à intervenção .</p><p>A restrição pode ser feita por luva , tipóia , tala ou gesso , dependendo do</p><p>conforto e segurança da criança.</p><p>Suporte parcial de peso corporal:</p><p>Trata-se de uma intervenção caracterizada por suportar parcialmente o peso</p><p>da criança de pé, enquanto ela deambula.</p><p>Tem o objetivo de melhorar a marcha , além de aumentar a força e a</p><p>resistência muscular e as funções cardiovascular e respiratória .</p><p>Vestes Terapêuticas:</p><p>São órteses dinâmicas que podem contribuir para o realinhamento das</p><p>estruturas articulares e facilitar a movimentação da criança com PC . Algumas</p><p>vestes terapêuticas atuam mediante compressão de segmentos articulares e</p><p>muscular com objetivo de aumentar a estabilidade postural .</p><p>São fabricadas de tecido de borracha sintético (neopreme). As vestes</p><p>possuem shorts e camisetas, além de calçados com âncoras nos membros para</p><p>suportar fixação de tiras elásticas.</p><p>-São de diferentes tamanhos</p><p>-As vestes therasuit e pediasuit são utilizados a treino de tratamento intensivo.</p><p>Realidade Virtual:</p><p>Simulações interativas por meio de computadores e jogos que possibilitam</p><p>aos usuários a oportunidade de se engajar a ambientes similares ao do mundo</p><p>real.</p><p>Mais utilizados: nintendo wii, playstation, xbox kinect e jogos de</p><p>computador.</p><p>Equoterapia:</p><p>Uso de cavalo com recurso terapêutico.</p><p>Influencia principalmente a estabilidade do tronco por meio de movimentos</p><p>triplanares da marcha do cavalo, que demanda ajustes contínuos do corpo do</p><p>cavalo.</p><p>Fisioterapia Aquática:</p>