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1 
 
 
 
 
 
 
NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – ALIMENTAÇÃO ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
GILVANETE LOPES FERRAZ GOMES/RA: 2150687 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO: 
 NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – ALIMENTAÇÃO ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Barueri 
2024 
2 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA 
NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – ALIMENTAÇÃO ESCOLAR 
ALPHAVILLE/BARUERI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório elaborado durante o estágio 
realizado na Escola Municipal Holmes 
Villar, como requisito obrigatório para 
conclusão do estágio do curso de 
graduação em Nutrição da 
Universidade Paulista – UNIP, 
ALPHAVILLE 
Supervisoras: Luziene dos Santos 
Lalau e Roberta Kremski 
Orientadora: Prof. Luciana Folchetti. 
 
 
 
 
 
 
BARUERI 
2024 
3 
 
Sumário 
Sumário .................................................................................................................................... 3 
RESUMO ................................................................................................................................... 5 
INTRODUÇÃO............................................................................................................................ 7 
HISTÓRICO PNAE..................................................................................................................... 10 
Histórico sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) .................................. 10 
Descentralização e Municipalização do Programa ............................................................... 10 
Especificidades do Município de São Paulo – Creche Conveniada e Alimentação Escolar 
Terceirizada ........................................................................................................................ 10 
Meta de Cobertura Nutricional............................................................................................ 11 
Cálculo do Repasse e Recursos ............................................................................................ 11 
Objetivos do PNAE .................................................................................................................. 11 
Os principais objetivos do PNAE são: ................................................................................... 11 
Beneficiados e Participantes................................................................................................ 11 
Funcionamento ................................................................................................................... 12 
Atribuições do Nutricionista no Programa ........................................................................... 12 
Objetivos do Programa Nacional de Merenda Escolar (PNAE) .............................................. 12 
A atuação do nutricionista em merenda de escolas públicas ............................................... 14 
Caracterização da Instituição .................................................................................................. 15 
Descrição do local ............................................................................................................... 15 
Organograma ...................................................................................................................... 18 
Componentes da administração atual (prefeito, secretário de ................................................ 18 
Funcionamento em geral, recursos humanos, financeiros, ...................................................... 19 
Refeição dos alunos ................................................................................................................ 20 
Serviço de alimentação ........................................................................................................... 21 
Padronização das dietas .......................................................................................................... 21 
Qual a proposta da Coordenadoria de Alimentação Escolar .................................................... 22 
Elaboração de Cardápios ......................................................................................................... 23 
Padronização das Dietas ......................................................................................................... 23 
Análise Sensorial e Qualidade Nutricional dos Cardápios na .................................................... 24 
Número de Preparadoras de Merenda .................................................................................... 24 
Aquisição/Distribuição e Armazenamento de Gêneros ............................................................ 25 
Como é feita a compra dos gêneros (licitação, mapa de .......................................................... 25 
DIETA ALIMENTAR .................................................................................................................. 26 
O número de refeições é controlado diariamente nas escolas ................................................. 26 
Sistema Educacional ............................................................................................................ 27 
4 
 
População Atendida ............................................................................................................ 27 
Correspondência com Estabelecimentos de Ensino Público ................................................. 28 
Órgãos de Fiscalização ........................................................................................................ 29 
Valores per capita atualizados (2023): ................................................................................. 31 
De acordo com a opinião do nutricionista responsável, quais .............................................. 31 
Adesão à alimentação ......................................................................................................... 32 
Análise sensorial do cardápio oferecido. .............................................................................. 39 
Padronização das preparações oferecidas, aplicando a........................................................ 40 
Elaboração de cardápio balanceado e adequado à clientela. ............................................... 41 
Cardápio Alimentos................................................................................................................. 44 
Avaliação do Estado Nutricional .............................................................................................. 46 
- Educação nutricional ............................................................................................................. 47 
Descrição das atividades desenvolvidas .................................................................................. 49 
REFERÊNCIAS: ......................................................................................................................... 53 
Anexos: ................................................................................................................................... 56 
 
 
5 
 
RESUMO 
 
Este relatório apresenta as atividades desenvolvidas durante o 
estágio supervisionado em nutrição, realizado na Escola Holmes Villar, 
localizada em Santana de Parnaíba - SP. O estágio teve como principal 
objetivo o acompanhamento e a execução das práticas relacionadas à 
alimentação escolar, de acordo com as diretrizes do Programa Nacional 
de Alimentação Escolar (PNAE) 
A educação alimentar e nutricional é fundamental para a 
promoção de hábitos saudáveis e para a prevenção de doenças 
relacionadas à alimentação inadequada. Esse processo educativo 
engloba tanto o ensino sobre escolhas alimentares equilibradas quanto 
a conscientização acerca dos princípios básicos da nutrição. Através 
dessa educação, as pessoas são capacitadas a fazer escolhas mais 
informadas sobre sua alimentação, favorecendo sua saúde- PNAE
CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) 
Outubro/2024
Dia da semana: Quinta-feira
39 
 
Imagem 10 - tabela 
 
 
 
Imagem 11 - tabela 
 
 
 
 
 
 Análise sensorial do cardápio oferecido. 
São servidos em média 300 refeições ao dia, sendo 270 para 
alunos entre (1° e 9° ano) e 30 para funcionários. 
As informações coletadas revelam que a aceitação geral dos 
alimentos oferecidos nas escolas é excelente, com 100% de aprovação 
entre os alunos. No entanto, a aceitação de legumes, verduras e 
leguminosas é um pouco mais baixa, o que fez com que a adesão ao 
consumo de FLV (frutas, legumes e verduras) não ultrapassasse 50%. 
Em contraste, o consumo de frutas é bastante elevado, com quase 
nenhuma rejeição por parte dos alunos. 
Proteína Lipídeos
Carboi-
dratos
Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio 
Refeição/ 
Horário
Nome do alimento/ 
preparação
Quanti-
dade (g)
(kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg)
Desjejum Cereais, milho, flocos, sem sal 70 254.34 1064.15 4.81 0.83 56.31 1.38 1.19 0.00 0.00 21.68
Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80
Mamão, Formosa, cru 50 22.67 94.85 0.41 0.06 5.78 12.44 0.12 39.00 39.26 1.63
Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51
Feijão, carioca, cru 30 98.71 412.99 5.99 0.38 18.37 36.77 2.40 0.00 0.00 0.00
Carne moída 30 64.20 268.61 7.99 3.33 0.00 3.90 0.87 0.00 0.00 18.30
Pimentão, vermelho, cru 20 4.66 19.48 0.21 0.03 1.09 1.27 0.07 13.60 31.64 0.00
Espinafre, Nova Zelândia, cru 20 3.22 13.47 0.40 0.05 0.51 19.50 0.07 56.20 0.48 3.42
Tomate, salada 5 1.03 4.30 0.04 0.00 0.26 0.35 0.01 0.00 0.64 0.26
Banana, nanica, crua 50 45.76 191.48 0.70 0.06 11.92 1.71 0.17 7.00 2.93 0.00
Lanche Tortas salgadas de qualquer sabor 50 124.78 522.06 1.94 4.93 19.20 8.98 0.59 22.90 1.76 80.67
Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80
TOTAL 928.25 3883.81 31.92 16.31 164.67 304.50 5.97 238.10 76.72 254.07
Energia
SECRETARIA (MUNICIPAL/ ESTADUAL) DE EDUCAÇÃO DO (MUNICÍPIO/ ESTADO)
PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PNAE
CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) 
OUtubro/2024
Dia da semana: Sexta-feira
40 
 
Alimentos ricos em fibras e micronutrientes reguladores, como os 
FLV, têm propriedades funcionais essenciais para a promoção da saúde. 
A baixa ingestão desses alimentos tem sido identificada como uma das 
principais causas do aumento de doenças relacionadas à alimentação 
em todo o mundo. Esse cenário é particularmente alarmante, 
considerando que 2,7 milhões de mortes estão associadas à 
insuficiência no consumo de frutas, legumes e verduras (Muniz et al., 
2013). 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão 
diária de 400g de frutas e verduras, o equivalente a cinco porções por 
dia, conforme indicado pela pirâmide alimentar. O consumo adequado 
desses alimentos traz diversos benefícios, como a redução do risco de 
doenças cardiovasculares e a prevenção de certos tipos de câncer. Além 
disso, devido ao baixo teor calórico, as FLV são recomendadas para o 
controle e manutenção de um peso saudável e devem ser incorporadas 
à alimentação diária (Annesi, 2018). 
 
Padronização das preparações oferecidas, aplicando a 
técnica dietética correta (elaborar um manual de dietas ou do 
lactário). 
 
A elaboração dos cinco tipos de cardápios semanais para as 
refeições gerais é realizada pela nutricionista responsável, com 
variações ao longo da semana. A composição dos cardápios é ajustada 
conforme as necessidades individuais das crianças. Por exemplo, 
quando há casos de intolerância à lactose, são feitas as adaptações 
necessárias. 
Os cardápios são planejados com base na seleção de alimentos 
feita pela nutricionista, levando em conta as necessidades nutricionais 
estabelecidas pela legislação, de acordo com a faixa etária dos alunos. 
Em seguida, são elaboradas fichas técnicas, que contêm as informações 
nutricionais e as orientações detalhadas para o preparo dos alimentos. 
 
 
41 
 
 Elaboração de cardápio balanceado e adequado à clientela. 
A Resolução CD/FNDE nº 26, de 17 de junho de 2013, estabelece 
que a recomendação nutricional semanal para o fornecimento de 
alimentação nas escolas deve ocorrer da seguinte forma: 
Quando são oferecidas 2 refeições por dia, deve-se atender a, no 
mínimo, 30% das necessidades nutricionais diárias (aplicável a creches 
em período parcial); 
Quando são oferecidas 3 ou mais refeições por dia, deve-se 
atender a, no mínimo, 70% das necessidades nutricionais diárias 
(aplicável a creches em período integral). 
A recomendação dietética diária de macronutrientes e principais 
micronutrientes para a faixa etária atendida no Colégio Mariazinha, de 
acordo com as DRIS (Ingestão Dietética de Referência), deve seguir 
esses parâmetros. 
 
 Imagem 12 - tabela 
 
 
 
 
 
 
42 
 
 Imagem 13 - tabela 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Imagem 14 - tabela 
 
 
 
43 
 
 Imagem 15 - tabela 
 
 Imagem 16 - tabela 
 
 
 
44 
 
 Cardápio Alimentos 
A. Avaliação Quantitativa e Qualitativa x Recomendações da 
Legislação 
A Resolução CD/FNDE nº 06/2020 define que deve haver 
variabilidade em forma de recomendação semanal de fornecimento de 
alimentos. Para os alunos do ensino fundamental I, que possuem idades 
entre 6 e 11 anos, deve-se oferecer 23 alimentos in natura ou 
minimamente processados por semana, especialmente para aqueles 
que recebem três ou mais refeições diárias, atendendo a no mínimo 70% 
das necessidades diárias. 
Os cardápios do Programa Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE) preveem que crianças dessa faixa etária não devem receber 
açúcares ou qualquer tipo de preparação que contenha esse ingrediente 
em sua composição. Na Escola Holmes Villar, os cardápios atendem a 
essas diretrizes, pois não há oferta de alimentos processados ou 
ultraprocessados e nem açúcares em suas composições. 
Quanto aos nutrientes, observou-se que os lipídios, o cálcio, a 
vitamina C e o sódio foram os que mais se aproximaram da 
recomendação diária nutricional de 70%. A proteína, o carboidrato e o 
ferro ultrapassaram a quantidade recomendada em todos os cardápios. 
Entretanto, a fibra e a vitamina A apresentaram valores muito abaixo do 
esperado. 
A quantidade de refeições servidas está adequada às exigências 
da legislação, que determina que a alimentação diária dos estudantes 
em período integral deve ser distribuída em, no mínimo, três grandes 
refeições (café da manhã, almoço e jantar), intercaladas com pequenos 
lanches. Assim, o cardápio está adequado, embora alguns ajustes em 
relação aos valores dos nutrientes sejam necessários. 
B. Análise Qualitativa 
A análise qualitativa revelou que, apesar de serem servidos 
alimentos saudáveis na Escola Holmes Villar, não há variabilidade na 
alimentação ofertada. A variedade de cores e texturas das preparações 
é limitada. Contudo, as refeições apresentam uma boa aparência, cheiro 
e consistência. Os alimentos são bem cozidos, temperados e o sabor é 
45 
 
agradável. 
C. Análise Quantitativa 
O FNDE determina que a porção alimentar ofertada deve ser 
diferenciada de acordo com a faixa etária dos alunos, considerando as 
necessidades nutricionais. Contudo, essa exigência não é cumprida pela 
Escola Holmes Villar, pois não há uma padronização na montagem dos 
pratos. Cada responsável pela alimentação (ADI) serve a quantidade 
que considera adequada, o que pode levar a que não se atinja os 70% 
das necessidades nutricionais estabelecidas pelo PNAE. 
D. Análise Crítica do Índice de Aceitabilidade dos Alimentos 
Oferecidos 
O Grupo de Trabalho, conforme definido pela Portaria nº 362, de 
8 de dezembro de 2006, estabelece o teste de aceitabilidade como um 
conjunto de procedimentos paramedir a aceitabilidade da alimentação 
oferecida aos escolares. Ao realizar uma análise crítica da aceitabilidade 
dos alimentos na Escola Holmes Villar, observou-se que os alunos 
mostraram desinteresse por alimentos de cor verde, resultando em um 
grande número de recusas, especialmente em relação às verduras. Por 
exemplo, no dia em que foi servida lentilha, a maioria das crianças não 
a consumiu, preferindo os outros alimentos. 
Além disso, os alunos demonstram resistência quando os 
alimentos são todos misturados no prato, o que pode levar à recusa em 
se alimentar. É importante que as crianças conheçam separadamente 
cada alimento, permitindo que sintam os sabores, odores e texturas. Os 
alunos dos berçários, em fase de descoberta dos alimentos, muitas 
vezes utilizam as mãos para se alimentar, mas professores e assistentes 
geralmente não permitem isso, optando por dar a comida na boca das 
crianças. Isso gera estresse, e algumas começam a chorar e a recusar 
a refeição. 
Por outro lado, a aceitação das frutas entre os alunos é excelente, 
com uma adesão de 100% ao consumo. Assim, a oferta de alimentos é 
considerada boa, mas é necessário realizar pequenos ajustes com base 
nos problemas identificados. 
 
46 
 
 Avaliação do Estado Nutricional 
A avaliação nutricional escolar é fundamental para monitorar e 
promover a saúde dos alunos do ensino fundamental I da Escola Holmes 
Villar. Entre os diversos métodos de avaliação, a análise antropométrica 
e o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) são amplamente 
utilizados devido à sua simplicidade e eficácia. 
Avaliação Antropométrica: A avaliação antropométrica envolve a 
medição de diferentes dimensões do corpo, como peso e altura, 
essenciais para o cálculo do IMC. Essas medições ajudam a identificar 
desvios nutricionais que podem afetar o crescimento e o 
desenvolvimento das crianças, como desnutrição ou obesidade (World 
Health Organization, 2007) 
Índice de Massa Corporal (IMC): O IMC é um índice que relaciona 
o peso e a altura do indivíduo, calculado pela fórmula: IMC = Peso 
(kg)/Altura (m). No ambiente escolar, o IMC é uma ferramenta útil para 
categorizar o estado nutricional das crianças e adolescentes. Os 
resultados são comparados com tabelas de referência específicas para 
idade e sexo, permitindo identificar: 
Baixo peso - Peso normal - Sobrepeso - Obesidade (Cole et 
al., 2000). 
Importância da Avaliação: 
Detecção Precoce: A avaliação nutricional permite a identificação 
precoce de problemas nutricionais, possibilitando intervenções 
adequadas (WHO, 2017). 
Promoção de Saúde: Com os dados coletados, é possível 
desenvolver programas de educação nutricional e atividades físicas 
voltadas para melhorar os hábitos alimentares e de vida dos alunos 
(WHO, 2016). 
Políticas Públicas: Os resultados da avaliação podem subsidiar a 
formulação de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde 
escolar, como programas de alimentação escolar balanceada e 
campanhas contra a obesidade infantil (Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística [IBGE], 2010). 
 
47 
 
 
 
Realização de medidas antropométricas dos escolares e 
descrever os dados. Analisar conforme literatura. 
Imagem 18 - tabela 
Nome Nascimento Idade Sexo Peso Altura IMC Classificação 
Alexandre 03/09/2015 09 M 31,7 1,49 14,3 Eutrofia 
Ananda 22/05/2016 08 F 22,0 1,22 14,8 Eutrofia 
Arthur 17/02/2016 08 M 32,7 1,39 16,9 Eutrofia 
Arthur 28/03/2016 08 M 25,0 1,23 16,5 Eutrofia 
Carlos 06/08/2015 09 M 23,5 1,27 14,6 Eutrofia 
Ester 04/12/2015 09 F 27,5 1,30 16,3 Eutrofia 
Gabriel 17/04/2016 08 M 28,0 1,32 16,1 Eutrofia 
João 30/09/2015 09 M 34,5 1,36 18,7 Sobrepeso 
Livia 23/03/2016 08 F 46,0 1,42 22,8 Obesidade 
Maria 07/09/2015 09 F 25,0 1,27 15,5 Eutrofia 
Mariana 20/10/2015 09 F 55,0 1,47 25,5 Obesidade 
Miguel 10/02/2016 08 M 26,5 1,35 14,5 Eutrofia 
Pedro 10/02/2016 08 M 32,0 1,30 18,9 Sobrepeso 
Pietra 31/07/2015 09 F 26,7 1,32 15,3 Eutrofia 
Valentina 05/04/2016 08 F 22,7 1,25 14,5 Eutrofia 
Kauan 13/08/2015 09 M 26,0 1,35 14,3 Eutrofia 
 
 
 - Educação nutricional 
 
A importancia de higenizar as mãos. 
 
A atividade teve como objetivo estimular e ensinar a importância 
de lavar as mãos e o motivo de realizarmos essa higienização. Foi 
realizada com os alunos do 1º ao 5º ano, destacando a importância de 
higienizar as mãos antes das refeições. Um vídeo explicativo e interativo 
foi apresentado para facilitar o entendimento. Após a exibição, houve um 
momento de interação com as crianças para esclarecer dúvidas. 
Observou-se inicialmente que as crianças corriam diretamente 
para pegar a comida, sem sequer se aproximar da pia para lavar as 
48 
 
mãos. No entanto, após a realização da atividade, notou-se uma 
mudança significativa: as crianças passaram a correr para lavar as mãos 
antes das refeições. Houve uma boa evolução do comportamento desde 
os primeiros dias até o final da atividade. 
 
Montagem de um prato perfeito 
Essa atividade foi realizada com as crianças do 1º ao 3º ano e 
teve como objetivo ensinar a montar um prato de forma adequada, 
destacando a importância dos diversos tipos de alimentos que devem 
compor uma refeição equilibrada. 
Foi utilizado um cartaz feito pelas estagiárias, que mostrava um 
prato com explicações sobre cada tipo de alimento. Além disso, foi 
distribuído para as crianças um prato em branco, no qual elas 
desenharam o que costumavam comer no almoço da escola. As imagens 
3 e 4 abaixo ilustram essa atividade. 
 
 
Imagem 19 - Cartaz 
 
Imagem 20 - Pratos 
 
 
49 
 
Mito ou verdade. 
Nesta atividade, foi elaborado um slide interativo com várias 
alternativas. Algumas delas apresentavam mitos, ou seja, afirmações 
que costumamos ouvir, mas que na verdade não são verdadeiras, 
enquanto uma das alternativas era a correta. O objetivo desta atividade 
foi explorar o conhecimento dos alunos e demonstrar que nem tudo o 
que escutamos é necessariamente verdade 
 
 Descrição das atividades desenvolvidas 
 
24/09 – Reunião na UNIP 
Foi realizada uma reunião de equipe na UNIP para explicar o 
funcionamento do estágio, abordando as atividades que deveriam ser 
realizadas e as condutas que deveriam ser evitadas. Também foi 
discutida a escolha dos locais de estágio e a formação das equipes. 
 
25/09 – Visita à escola 
Neste dia, realizamos o reconhecimento do local de estágio. 
Conhecemos a diretora e a vice-diretora, que nos apresentaram aos 
funcionários. Além disso, fizemos uma breve observação dos alunos 
durante o horário de refeição. 
 
26/09 – Reunião com a nutricionista 
Tivemos uma reunião com a nutricionista no setor de merenda 
para esclarecer dúvidas. Foram propostas atividades a serem realizadas 
durante o estágio e solicitado que elaborássemos atividades atrativas e 
interativas para os alunos. 
 
27/09 – Elaboração do projeto 
A equipe se reuniu para discutir quais projetos seriam realizados. 
Foram elaborados três projetos para serem aplicados aos alunos, com 
base em observações sobre comportamentos que poderiam ser 
melhorados, visando desenvolver atividades relevantes. 
 
50 
 
01/10 – Apresentação do projeto para a diretora 
Com os projetos já elaborados e aprovados pela nutricionista-
chefe, apresentamos as ideias para a diretora da escola, explicando 
como seriam desenvolvidos e solicitando autorização, além de 
sugestões que ela gostaria que fossem implementadas. 
 
02/10 – Explicação dos projetos para os professores 
Após a aprovação dos projetos pela diretora, foi solicitado que 
explicássemos os projetos aos professores, para que pudessem se 
programar e orientar os alunos durante a execução das atividades. 
 
03/10 – Projeto de higienização das mãos 
Realizamos o projeto de higienização das mãos com os alunos do 
1º ao 5º ano. Após encontrarmos um vídeo didático e interativo, queexplicava a importância de lavar as mãos e como isso deve ser feito, 
exibimos o vídeo às crianças. A música usada no vídeo ajudou a reforçar 
a mensagem. 
 
04/10 – Realização de atividades complementares 
Devido a uma reunião entre os professores, não tivemos 
atividades com as crianças neste dia. Aproveitamos o tempo para 
realizar pesquisas e preparar as atividades futuras. 
 
08/10 – Elaboração de atividade alimentar 
Realizamos o projeto de montagem do prato, iniciando os 
preparativos de um cartaz que seria utilizado. Discutimos mais ideias 
para as atividades e elaboramos pratinhos em branco para que as 
crianças desenhassem os alimentos que costumam comer na escola. 
 
09/10 – Atividade complementar 
Neste dia, foi realizada uma reunião de pais na escola. 
Aproveitamos o tempo para realizar pesquisas em casa. 
 
 
51 
 
10/10 – Elaboração do projeto sobre mitos 
Neste dia, a equipe discutiu como funcionaria a atividade "Mitos 
ou Verdades", planejando de forma que fosse atrativa para os alunos do 
6º ao 9º ano. 
 
11/10 – Visitação à cozinha 
A nutricionista-chefe visitou a escola para conhecer a cozinha e 
observar o armazenamento dos alimentos e o funcionamento do setor. 
Também foram feitas observações sobre a dispensa e sugeridas 
algumas melhorias. 
 
15/10 – Recesso escolar (Dia dos Professores) 
Aproveitamos esse dia para trabalhar no Artigo Científico e no 
relatório de estágio. 
 
16/10 – Elaboração do material 
Elaboramos um cartaz interativo para ser apresentado às 
crianças, explicando de maneira lúdica a função de cada alimento e 
porque é importante consumi-los. Utilizamos representações, como um 
leão para a carne, para tornar a explicação mais atrativa. 
 
17/10 – Apresentação em classe e no refeitório 
A apresentação foi realizada para as turmas do 1º, 2º e 3ºB. As 
crianças receberam uma folha com o desenho de um prato, onde 
desenharam o que costumam comer na escola. Após recolhermos os 
desenhos, explicamos a importância de cada alimento e tiramos dúvidas 
dos alunos. Durante o intervalo, fizemos uma análise da adesão ao que 
foi ensinado. 
 
18/10 – Apresentação em classe com cartaz 
Finalizamos a apresentação com as turmas do 3ºA. A atividade 
foi interativa e buscamos reforçar a importância de uma alimentação 
saudável. Após a apresentação, foi realizada uma análise dos resultados 
observados. 
52 
 
22/10 – Apresentação em classe com alunos do 6º e 7º ano 
Foi realizada uma atividade para identificar mitos sobre 
alimentação com os alunos do 6º e 7º ano. Elaboramos um vídeo com 
três alternativas: duas eram mitos e uma era a verdade. Os alunos 
deveriam identificar a resposta correta. 
 
23/10 – Apresentação em classe com alunos do 8º e 9º ano 
Continuação da apresentação da atividade "Mitos ou Verdades" 
com os alunos do 8º e 9º ano. 
 
24/10 – Interação com os alunos, fim do ciclo 
Para finalizar o ciclo de atividades, esse dia foi dedicado à 
interação com os alunos durante os intervalos, conversando e 
reforçando os trabalhos desenvolvidos sobre Educação Alimentar. 
Gostaria de destacar que essa experiência foi muito agradável e 
proveitosa, permitindo-nos conhecer mais sobre a nutrição escolar e 
interagir com crianças e adolescentes de diversas idades. 
 
25/10 – Apresentação do artigo científico 
Finalizamos o estágio com a apresentação do artigo científico, 
consolidando o aprendizado adquirido durante esse período. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
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Anexos: 
 
 
 
 
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59 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
Curso de Graduação em Nutrição 
 
 
Estágio de Nutrição Escolar 
 
Fernanda Vecchi Costa RA 0404477 
Gilvanete Lopes Ferraz Gomes RA 2150687 
Juliana Praetorius Buchweitz RA 2094486 
 
 
AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DE UMA 
ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santana de Parnaíba 
2024 
 
 
RESUMO 
 
A seletividade alimentar na infância é um fenômeno comum que pode gerar 
desafios nutricionais e comportamentais, envolvendo a recusa de certos 
alimentos e a aceitação limitada de outros, o que afeta a saúde e o 
desenvolvimento das crianças. Este estudo teve como objetivo promover a 
conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada entre 
crianças do 1º ao 3º ano, incentivando o consumo de alimentos do cardápio 
escolar, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE). Foi realizado um estudo descritivo transversal com 72 crianças de 6 a 
8 anos, utilizando atividades lúdicas para conscientizar sobre a importância dos 
alimentos na alimentação escolar. As crianças desenharam um prato vazio 
representando os alimentos consumidos e participaram de explicações sobre o 
valor nutricional de cada item do cardápio. A análise dos desenhos revelou 
padrões de seletividade alimentar, com muitos alunos consumindo 
predominantemente arroz. Após as intervenções lúdicas, observou-se um 
aumento na inclusão de feijão e salada nas refeições escolares, indicando um 
impacto positivo nas escolhas alimentares. As intervenções educativas lúdicas 
mostraram-se eficazes na promoção de uma alimentação saudável e 
diversificada entre as crianças, sugerindo que estratégias lúdicas podem facilitar 
a aceitação de alimentos essenciais, contribuindo para o crescimento e 
desenvolvimento infantil. 
 
Palavras-chave: Nutrição escolar. Seletividade alimentar. Escolhas saudáveis. 
 
ABSTRACT 
Food selectivity in childhood is a common phenomenon that can generate 
nutritional and behavioral challenges, involving the refusal of certain foods and 
limited acceptance of others, affecting children's health and development. This 
study aimed to raise awareness of the importance of balanced nutrition among 
children in the 1st to 3rd grades, encouraging the consumption of foods from the 
school menu, in accordance with the guidelines of the National School Feeding 
Program (PNAE). A descriptive cross-sectional study was conducted with 72 
children aged 6 to 8 years, utilizing playful activities to raise awareness about the 
importance of foods in the school diet. The children drew a blank plate 
representing the foods they consumed and participated in explanations regarding 
the nutritional value of each item on the menu. Analysis of the drawings revealed 
patterns of food selectivity, with many students predominantly consuming rice. 
After the playful interventions, an increase in the inclusion of beans and salad in 
school meals was observed, indicating a positive impact on food choices. The 
playful educational interventions proved effective in promoting healthy and 
diverse eating habits among children, suggesting that playful strategies can 
facilitate the acceptance of essential foods, contributing to children's growth and 
development. 
Keywords: School nutrition. Food selectivity. Healthy choices. 
1. INTRODUÇÃO 
 A seletividade alimentar na infância é um fenômeno multifacetado que 
envolve a recusa persistente de certos alimentos ou a aceitação limitada de 
apenas um pequeno grupo de itens alimentares. Esse comportamento é comum 
entre crianças, e pode representar um desafio tanto para os pais quanto para os 
profissionais da saúde. As causas da seletividade alimentar são complexas, 
envolvendo uma interação de fatores sensoriais, psicológicos, comportamentais 
e até genéticos. O gosto pela comida, a textura, a cor e até o cheiro podem 
influenciar a predisposição de uma criança a aceitar ou rejeitar um alimento. O 
papel dos pais e cuidadores na formação dos hábitos alimentares, assim como 
o ambiente social como a escola em que a criança está inserida, também 
desempenha um papel significativo na seletividade alimentar (CARVALHO & 
SILVA, 2018). 
 Pesquisas indicam que a seletividade alimentar pode ter impactos 
significativos no desenvolvimento infantil. Crianças que demonstram esse 
comportamento frequentemente apresentam uma ingestão insuficiente de 
nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e fibras, o que pode levar a 
déficits nutricionais. Esses déficits, por sua vez, podem afetar o crescimento 
físico, comprometendo o desenvolvimento ósseo, muscular e cognitivo 
(LOUZADA DE SÁ et al., 2023). 
 Os efeitos da seletividade alimentar na infância não se limitam apenas ao 
âmbito físico. Há também implicações psicológicas que merecem atenção. 
Crianças com seletividade alimentar podem desenvolver uma relação negativa 
com a comida, o que pode impactar a socialização, especialmente em situações 
em que a alimentação está envolvida, como festas e eventos escolares. A 
relutância em experimentar novos alimentos pode, em longo prazo, prejudicar a 
variedade alimentar e limitar a exposição a dietas mais equilibradas. Estudos 
sugerem que crianças que não são incentivadas a experimentar novos alimentos 
desde cedo podem carregar esses hábitos restritivos para a vida adulta, o que 
aumenta o risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como obesidade e 
diabetes, no futuro (MÜLLER et al., 2017). 
 As causas da seletividade alimentar são amplamente discutidas na 
literatura científica, e muitos estudos apontam para uma combinação de fatores 
intrínsecos e extrínsecos. Fatores intrínsecos, como predisposição genética e 
questões sensoriais, desempenham um papel importante. Algumas crianças têm 
maior sensibilidade ao sabor amargo, o que pode explicar a recusa em consumir 
vegetais, por exemplo. Já os fatores extrínsecos incluem a dinâmica familiar, o 
ambiente escolar e a exposição precoce a uma variedade de alimentos. 
Pesquisas destacam que a insistência excessiva dos pais ou a criação de um 
ambiente de estresse durante as refeições podem piorar a seletividade 
alimentar, tornando-a mais resistente a intervenções (SAMPAIO et al., 2013). 
 A intervenção precoce tem se mostrado eficaz no manejo da seletividade 
alimentar. Estratégias baseadas em abordagens comportamentais, como o 
reforço positivo e a exposição gradual a novos alimentos, podem ajudar a 
modificar esse comportamento. Além disso, a criação de um ambiente positivo e 
sem pressão durante as refeições é recomendada, uma vez que a insistência e 
a coerção podem ter o efeito contrário, reforçando a aversão alimentar. O papel 
dos profissionais de saúde, como nutricionistas, é fundamental na orientação dos 
pais sobre como lidar com esse comportamento de forma eficaz, minimizando os 
impactos negativos para a criança (SANTANA & ALVES, 2022). 
 Também é importante destacar que a seletividade alimentar, embora seja 
uma preocupação em termos nutricionais e comportamentais, pode ser tratada 
com intervenções adequadas. O acompanhamento contínuo por profissionais da 
área da saúde, aliado a uma abordagem educativa direcionada tanto às crianças 
quanto aos cuidadores, pode contribuir para a adoção de hábitos alimentares 
mais saudáveis e diversificados. (LOUZADA DE SÁ et al., 2023). 
 Com base nos estudos analisados o objetivo deste estudo é orientar sobre 
a importância de identificar e compreender os fatores que influenciam a 
seletividade alimentar em crianças, destacando como essaseletividade pode 
afetar sua saúde, desenvolvimento e bem-estar geral. Por meio de estratégias 
educativas e intervenções nutricionais adequadas, busca-se promover uma 
alimentação equilibrada, que atenda às necessidades nutricionais essenciais, 
favorecendo o crescimento saudável e prevenindo deficiências nutricionais e 
problemas de saúde a longo prazo. Além disso, pretende-se reforçar a 
conscientização sobre a relevância de uma alimentação diversificada para o 
desempenho escolar e a qualidade de vida das crianças. 
 
2. OBJETIVOS: 
 
2.1. Objetivo geral 
 O objetivo geral deste trabalho foi promover a conscientização sobre a 
importância de uma alimentação equilibrada entre as crianças do 1º ao 3º ano, 
com enfoque no incentivo ao consumo de alimentos presentes no cardápio 
escolar, seguindo as orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE). Através de atividades lúdicas e educativas, visou-se fomentar escolhas 
alimentares mais saudáveis que impactem positivamente o crescimento, o 
desenvolvimento físico e o desempenho escolar dos alunos. 
2.2 Objetivos específicos 
 Compreender as escolhas alimentares das crianças; 
 Despertar a curiosidade e o interesse das crianças pelos alimentos 
diversificados e saudáveis; 
 Por meio de atividades lúdicas mostrar para as crianças a importância do 
consumo de um prato diversificados com arroz, feijão, salada e carne. 
3. JUSTIFICATIVA 
 A seletividade alimentar em crianças é uma preocupação crescente, 
especialmente em um contexto no qual a alimentação escolar é planejada com 
base em diretrizes nutricionais que visam assegurar o desenvolvimento saudável 
e o bom desempenho acadêmico. Pesquisas como as de Lima, Santos e Ferreira 
(2017) apontam que a percepção infantil sobre a alimentação saudável pode ser 
significativamente influenciada por estratégias educacionais adequadas. Nesse 
sentido, a implementação de práticas educativas que utilizem métodos lúdicos 
tem se mostrado eficaz para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. 
 Além disso, conforme apontado por Souza e Sousa (2021), o ambiente 
escolar é um espaço privilegiado para a promoção da igualdade e do 
desenvolvimento infantil, já que permite o acesso a uma alimentação equilibrada, 
essencial para o crescimento físico e intelectual das crianças. A integração de 
atividades que estimulem o envolvimento dos alunos com a alimentação pode 
ajudar a combater a seletividade alimentar, uma vez que essas ações contribuem 
para que a criança se sinta parte do processo, compreendendo os benefícios de 
uma nutrição balanceada. 
 Por fim, o estudo de Silva e Boccaletto (2017) reforça que a educação 
para a alimentação saudável nas escolas é uma ferramenta crucial para a 
mudança de comportamentos alimentares. Através de abordagens interativas e 
que dialogam diretamente com o imaginário infantil, como no caso das 
explicações lúdicas sobre os alimentos, é possível promover uma maior 
aceitação de alimentos que, inicialmente, são rejeitados devido à seletividade. 
Portanto, o desenvolvimento de atividades educativas que abordam o valor 
nutricional de forma simples e compreensível é uma estratégia relevante e 
justificada pela literatura para lidar com o problema da seletividade alimentar nas 
escolas. 
 
4. METODOS 
 Trata-se de um estudo descritivo transversal, realizado na escola com o 
objetivo de avaliar os hábitos alimentares de crianças do 1º ao 3º ano do ensino 
fundamental, além de promover a conscientização sobre a importância de uma 
alimentação balanceada. A amostra foi composta por 72 crianças, com idades 
variando entre 6 e 8 anos, todas regularmente matriculadas e frequentando as 
atividades escolares. 
 A ação foi desenvolvida durante o mês de outubro de 2024 e envolveu 
atividades lúdicas e interativas. Inicialmente, cada criança recebeu uma folha de 
ofício com o desenho de um prato vazio, sendo solicitado que representassem, 
através de desenhos, os alimentos que consumiam diariamente durante o 
almoço. Essa atividade permitiu uma avaliação visual das preferências 
alimentares das crianças e possibilitou a coleta de dados qualitativos sobre os 
alimentos mais consumidos. 
 Em seguida, foi realizada uma explicação sobre a importância dos 
alimentos que compõem o cardápio escolar, com enfoque nos seguintes itens: 
arroz, feijão, salada e carne. A explicação utilizou uma abordagem lúdica para 
que as crianças pudessem associar os alimentos com conceitos divertidos, 
facilitando o entendimento da importância de cada um para o corpo. Por 
exemplo, o arroz foi descrito como "o super combustível" que fornece energia 
para brincar e estudar, enquanto o feijão foi explicado como "os tijolos que 
constroem os músculos", incentivando as crianças a consumirem esses 
alimentos de forma consciente. 
 Além disso, as crianças foram estimuladas a refletir sobre o papel da 
salada, representada como "o escudo protetor" que protege contra doenças, e 
da carne, descrita como "a força de leão", que ajuda no crescimento e 
fortalecimento corporal. Essas associações lúdicas foram elaboradas com o 
objetivo de engajar as crianças e incentivá-las a modificar seus hábitos 
alimentares, incorporando uma maior variedade de alimentos em suas refeições. 
 Após as atividades de conscientização, foi observado o comportamento 
das crianças no refeitório escolar ao longo do mês, para verificar se as 
explicações lúdicas resultaram em mudanças nos hábitos alimentares, 
sobretudo em relação à aceitação de alimentos como feijão, salada e carne. 
Entretanto, a análise quantitativa das mudanças no consumo alimentar será 
tema de uma etapa futura do projeto, sendo o foco deste estudo a análise 
qualitativa inicial e o impacto das atividades educativas no curto prazo. 
 
5. RESULTADOS 
 
 Com base nas atividades desenvolvidas com as 72 crianças do 1º ao 3º 
ano do ensino fundamental, foi possível observar padrões alimentares que 
evidenciam seletividade alimentar em uma parcela significativa dos alunos. A 
atividade de desenho do prato revelou que muitas crianças consomem uma dieta 
limitada, predominantemente à base de arroz. Em algumas representações, foi 
constatado que o arroz era o único item desenhado, o que corrobora com os 
relatos prévios de seletividade alimentar extrema. 
 
 
 
 
 
 
Figura 1: Prato onde as crianças realizaram seus desenhos 
 
Fonte: Elabora pelas autoras (2024) 
 
 A partir da análise dos desenhos, observou-se que, apesar da oferta diária 
de um cardápio equilibrado nas refeições escolares – composto por arroz, feijão, 
salada e carne, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação 
Escolar (PNAE) –, muitos alunos ainda resistem a diversificar suas escolhas 
alimentares. A maioria dos pratos desenhados pelas crianças incluía o arroz, 
mas poucos acrescentavam o feijão e a salada. A carne também apareceu com 
baixa frequência, sugerindo uma menor aceitação desses alimentos entre os 
alunos. 
 Após a realização das explicações lúdicas sobre a importância de cada 
alimento no desenvolvimento e na saúde, as crianças demonstraram grande 
interesse nas metáforas utilizadas. Termos como "super combustível" para o 
arroz e "tijolos que constroem os músculos" para o feijão geraram entusiasmo e 
curiosidade. As explicações acerca da salada, chamada de "escudo protetor", e 
da carne, "força de leão", também despertaram a atenção das crianças, 
promovendo uma interação maior com os conceitos de alimentação saudável. 
 
Figura 2: Imagem da atividade lúdica “Super Prato” apresentado as 
crianças 
 
Fonte: Elabora pelas autoras (2024) 
 
 Ao longo dos dias subsequentes à intervenção, foi possível observar, de 
maneira informal, algumas mudanças comportamentais nas refeições escolares. 
Foi verificado que algumas crianças passaram a adicionar feijão ou salada aos 
seus pratos, algo que, segundo as observações iniciais dos professorese 
monitores do refeitório, era incomum antes da ação educativa. 
 Os dados qualitativos já indicam que as atividades lúdicas foram capazes 
de sensibilizar as crianças em relação à importância de uma dieta balanceada. 
A mudança de percepção, mesmo que sutil, é um indicativo de que intervenções 
educativas simples e didáticas, quando associadas a práticas lúdicas, podem 
contribuir para a formação de hábitos alimentares mais saudáveis, 
principalmente em populações infantis que apresentam resistência a certos 
grupos alimentares. 
 
6. DISCUSSÃO 
 Os resultados obtidos a partir desta intervenção revelam importantes 
aspectos sobre o comportamento alimentar infantil e as possibilidades de 
mudança por meio de ações educativas. A seletividade alimentar observada, em 
que o arroz figurava como o principal (ou único) item de consumo diário, destaca 
a necessidade de reforçar a importância de uma alimentação balanceada desde 
os primeiros anos de vida escolar. Lima, Santos e Ferreira (2017) já indicam que 
a falta de diversidade alimentar pode impactar negativamente o crescimento e o 
desenvolvimento infantil, sendo necessário o uso de estratégias pedagógicas 
que dialoguem com a realidade das crianças. 
 A literatura sintetiza a ideia de que a seletividade alimentar é um desafio 
comum em populações infantis. De acordo com Pacheco Souza e Herculano de 
Sousa (2021), a oferta regular de um cardápio equilibrado, como o que segue as 
normas do PNAE, é fundamental, mas não garante por si só a aceitação de todos 
os grupos alimentares. Nesse sentido, as atividades lúdicas desenvolvidas neste 
estudo mostraram-se eficazes para promover o engajamento das crianças e 
facilitar a compreensão sobre os benefícios de uma alimentação completa e 
diversificada. 
 A metáfora utilizada para explicar o papel dos alimentos na nutrição infantil 
– como o "super combustível" do arroz e os "tijolos" do feijão – foi especialmente 
útil para captar a atenção das crianças e transformar conceitos abstratos em 
imagens concretas e divertidas. Como apontam Silva e Boccaletto (2020), ações 
educativas que utilizam elementos lúdicos são essenciais para sensibilizar as 
crianças e torná-las mais receptivas às mudanças de comportamento alimentar. 
Essas estratégias permitem que o conteúdo seja internalizado de maneira mais 
profunda e significativa, promovendo uma compreensão mais duradoura. 
 No entanto, apesar dos primeiros sinais de aceitação de novos alimentos 
após a intervenção, os resultados ainda são preliminares. Estudos anteriores, 
como o de Lima et al. (2017), indicam que a mudança de hábitos alimentares 
requer tempo e repetição constante das atividades educativas. Assim, é 
importante que as ações lúdicas e pedagógicas sejam contínuas e integradas ao 
cotidiano escolar, reforçando continuamente os benefícios de uma alimentação 
equilibrada. 
 A observação informal de que algumas crianças passaram a consumir 
feijão ou salada após a intervenção sugere que o processo de conscientização 
foi iniciado, mas que mudanças mais substanciais poderão ser vistas a longo 
prazo. Como afirmam Pacheco Souza e Herculano de Sousa (2021), a promoção 
de hábitos alimentares saudáveis na escola é um processo gradual que requer 
tanto a participação ativa das crianças quanto o suporte constante de 
educadores e responsáveis. 
 Em suma, este estudo demonstra que intervenções simples, baseadas em 
atividades lúdicas e didáticas, podem ser uma ferramenta poderosa para 
combater a seletividade alimentar e promover uma dieta mais diversificada entre 
as crianças. Contudo, é fundamental que novas pesquisas sejam realizadas, a 
fim de avaliar a permanência dessas mudanças a médio e longo prazo, e que 
essas ações sejam adaptadas conforme as necessidades específicas de cada 
grupo. O papel da escola, conforme argumentam Lima et al. (2017), é essencial 
para a formação de hábitos saudáveis que acompanharão as crianças ao longo 
de sua vida. 
 
7. AVALIAÇÃO PÓS ATIVIDADE 
A avaliação pós atividade foi feita de forma observacional, no horário do 
almoço, onde fizemos uma análise de adesão de um prato mais diversificado 
com o objetivo de verificar se os alunos aplicaram os conceitos discutidos sobre 
alimentação saudável nas suas escolhas alimentares. 
Observou-se se houve um aumento na diversidade de alimentos 
consumidos, e que aos poucos as crianças começaram a ter um prato mais 
variado, colocando também feijão, carne e salada. 
 
8. CONCLUSÃO DE ATIVIDADES 
 
 A intervenção realizada com os alunos de 1º a 3º ano do ensino 
fundamental permitiu uma análise mais detalhada dos hábitos alimentares 
dessas crianças, utilizando uma abordagem lúdica e envolvente. Por meio dos 
desenhos, foi possível identificar que muitos dos alunos apresentavam 
seletividade alimentar, concentrando-se principalmente no consumo de arroz. A 
atividade proposta não apenas proporcionou uma melhor compreensão do que 
eles costumam consumir, mas também serviu como um ponto de partida para 
introduzir conceitos básicos de alimentação saudável de forma divertida e 
acessível. 
 Através das metáforas criadas, como o "super combustível" do arroz e a 
"força de leão" da carne, as crianças puderam relacionar os benefícios dos 
alimentos a aspectos práticos de suas vidas, como brincar e estudar. A interação 
com as crianças mostrou-se produtiva, com sinais iniciais de interesse em variar 
a alimentação, especialmente com o incentivo lúdico utilizado para explicar a 
importância dos diversos grupos alimentares. 
 Embora a intervenção tenha sido breve, foi possível observar, de forma 
preliminar, uma leve mudança de atitude de algumas crianças em relação ao 
consumo de alimentos que antes eram rejeitados, como o feijão e a salada. 
Contudo, a continuidade dessas atividades é essencial para garantir que os 
benefícios sejam mantidos e ampliados no decorrer do tempo. 
 
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 As atividades realizadas revelaram que, mesmo em um ambiente com 
acesso a uma alimentação balanceada, como é o caso da escola, a seletividade 
alimentar ainda persiste como um desafio entre as crianças. Esse 
comportamento, comum em várias faixas etárias, pode ser gradualmente 
modificado com a introdução de estratégias pedagógicas que tornem a 
alimentação saudável uma experiência positiva e prazerosa para os alunos. 
 O uso de atividades lúdicas se mostrou eficaz como uma primeira 
abordagem para tratar o tema com as crianças, possibilitando um diálogo mais 
aberto e descontraído sobre alimentação. Através da linguagem simples e das 
comparações lúdicas, foi possível despertar o interesse dos alunos em aprender 
mais sobre o que comem e como esses alimentos impactam suas vidas. 
 Ainda que a intervenção tenha apresentado resultados iniciais 
promissores, é importante ressaltar que a promoção de hábitos alimentares 
saudáveis deve ser um processo contínuo. A educação alimentar nas escolas 
precisa ser integrada ao currículo de forma regular, garantindo que as crianças 
recebam informações de maneira progressiva e consistente ao longo de sua 
formação. 
 Por fim, conclui-se que iniciativas como esta, que aliam aprendizado e 
diversão, podem ser uma ferramenta poderosa para influenciar positivamente os 
hábitos alimentares das crianças. Contudo, o sucesso a longo prazo depende da 
continuidade dessas ações e da cooperação entre a escola, os alunos e seus 
familiares. 
 
10. REFERÊNCIAS 
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Revisão Bibliográfica. Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, 2018. 
Disponível em: 
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/13290/1/21550178.pdf. 
Acesso em: 13 set. 2023. 
LIMA, F. R.; SANTOS, C. S.; FERREIRA, L. R. Percepção infantil sobre a 
alimentação saudável e o impacto das estratégias educacionais nas escolas. 
Revista Brasileira de Nutrição, v. 30, n. 2, p. 145-155, 2017. 
LOUZADADE SÁ, A. A.; DINIZ, G. L. S.; TOMAZ, M. P.; PAIXÃO, P. E. M.; 
SOUZA, T. Q.; ABU-ALLAN, Y. T. K. Impacto da alimentação no crescimento e 
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e52511125248, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-38. Acesso em: 16 out. 2024. 
MÜLLER, P. W.; SALAZAR, V.; DONELLI, T. M. Dificuldades Alimentares na 
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Psicologia, v. 17, n. 2, maio/ago. 2017. Disponível em: 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-
4281201700020001206. Acesso em: 10 out. 2023. 
SAMPAIO, A. B. M. et al. Seletividade alimentar: uma abordagem nutricional. 
Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 62, n. 2, jun. 2013. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/XMDX3Wc8Xn7XbcYvRfjdSpd/. Acesso em: 08 
set. 2023. 
SILVA, C. C.; BOCCALLETO, E. M. A. Educação para a Alimentação Saudável 
na Escola. Disponível em: 
https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/estrategias_cap3.pdf. 
Acesso em: 16 out. 2024. 
SOUZA, L. B. P.; SOUSA, N. H. Nutrição Escolar: Promovendo a Igualdade 
e o Desenvolvimento Infantil por meio da Alimentação Saudável. Disponível 
em: file:///C:/Users/USER/Downloads/[92]-+++NUTRIÇÃO+ESCOLAR-
+PROMOVENDO+A+IGUALDADE+E+O+DESENVOLVIMENTO+INFANTIL+P
OR+MEIO+DA+ALIMENTAÇÃO+SAUDÁVEL.pdf. Acesso em: 17 out. 2024. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOSe bem-estar 
geral. 
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), uma 
iniciativa do governo brasileiro, se alinha perfeitamente com esses 
objetivos, ao oferecer refeições nutritivas e balanceadas para alunos da 
rede pública de ensino. O programa visa não apenas garantir o acesso 
a alimentos de qualidade, mas também contribuir para o 
desenvolvimento físico, cognitivo e escolar das crianças e adolescentes. 
Uma das vertentes importantes do PNAE é a inclusão de atividades 
voltadas à educação alimentar e nutricional, buscando sensibilizar os 
alunos sobre a importância de uma dieta equilibrada e de hábitos 
alimentares saudáveis. 
Tanto a educação alimentar quanto o PNAE desempenham um 
papel crucial na formação de hábitos alimentares saudáveis desde a 
infância. Ao longo do tempo, essas iniciativas ajudam a combater 
problemas como a desnutrição e a obesidade, que afetam milhões de 
crianças em idade escolar. Além disso, o programa promove a equidade 
no acesso a alimentos de qualidade, independentemente da condição 
socioeconômica dos estudantes. 
Ao incentivar a educação alimentar e fortalecer a implementação 
6 
 
do PNAE, as comunidades têm a oportunidade de melhorar 
significativamente a saúde de suas crianças e jovens, criando bases 
sólidas para um futuro mais saudável e produtivo. Dessa maneira, esses 
esforços coletivos têm um impacto duradouro, contribuindo para a 
formação de gerações mais conscientes em relação à alimentação e à 
importância da nutrição para o bem-estar geral. 
Adicionalmente, foram realizadas ações de educação alimentar e 
nutricional, com a promoção de palestras e atividades lúdicas para 
conscientizar os estudantes sobre a importância de uma alimentação 
saudável. O estágio também incluiu o acompanhamento da relação com 
fornecedores, priorizando a aquisição de produtos da agricultura familiar, 
conforme preconizado pelo PNAE. 
Este estágio foi fundamental para o desenvolvimento de 
competências práticas e técnicas na área de nutrição, fortalecendo o 
entendimento sobre a importância da alimentação escolar na promoção 
da saúde e no desempenho acadêmico dos alunos. 
7 
 
 INTRODUÇÃO 
 
A merenda escolar nas escolas municipais do Brasil tem se 
tornado um tema central nos debates sobre alimentação saudável e 
educação alimentar. Diferente das escolas particulares, onde as 
instituições possuem autonomia na definição de seus cardápios, as 
escolas municipais seguem as diretrizes estabelecidas pelo Programa 
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Esse programa regula e 
garante a oferta de uma alimentação equilibrada, adequada e de 
qualidade aos estudantes da rede pública (FONSECA; ALMEIDA, 2018). 
Nas escolas municipais, a qualidade da merenda está fortemente 
vinculada ao orçamento e aos recursos destinados pelo governo. 
Embora limitada em alguns aspectos, o PNAE busca oferecer refeições 
que priorizem alimentos frescos, como frutas, legumes e cereais 
integrais, garantindo que os alunos tenham acesso a uma alimentação 
balanceada e nutritiva, promovendo a saúde e o desenvolvimento 
adequado (GOMES; LIMA, 2019). 
Ademais, as escolas municipais frequentemente integram a 
merenda escolar com atividades pedagógicas voltadas para a educação 
alimentar. Essas iniciativas visam ensinar aos estudantes a importância 
de uma alimentação saudável, estimulando a criação de hábitos 
alimentares adequados desde cedo, contribuindo para o combate à 
desnutrição e obesidade infantil (SANTOS; OLIVEIRA; COSTA, 2017). 
Um ponto importante é a adaptação das refeições para alunos 
com necessidades alimentares especiais, como intolerâncias, alergias 
ou condições médicas específicas. O PNAE oferece orientações para 
garantir que esses estudantes recebam uma alimentação segura e 
adequada, promovendo um ambiente escolar inclusivo (PEREIRA; 
SILVA, 2016). 
Assim como nas escolas particulares, as instituições municipais 
enfrentam desafios, especialmente em relação à segurança alimentar e 
à qualidade dos alimentos servidos. A capacitação constante dos 
profissionais responsáveis pela merenda, aliada à supervisão e controle 
de qualidade, é essencial para garantir que os padrões de higiene e 
8 
 
nutrição sejam mantidos (CARVALHO; FREITAS, 2015). 
A participação das famílias também é um elemento essencial no 
sucesso do programa de alimentação escolar nas escolas municipais. O 
envolvimento dos pais e responsáveis na escolha e na avaliação das 
refeições oferecidas permite que a escola faça ajustes conforme as 
necessidades e preferências dos alunos, promovendo um diálogo 
contínuo sobre alimentação saudável e colaborando para uma gestão 
mais eficiente do programa (SOUZA; OLIVEIRA; SILVA, 2018). 
No entanto, a gestão centralizada do PNAE e a dependência de 
recursos públicos podem resultar em disparidades entre as escolas de 
diferentes regiões. Algumas escolas conseguem oferecer uma 
alimentação mais diversificada e nutritiva, enquanto outras enfrentam 
limitações no acesso a ingredientes frescos e de qualidade, o que pode 
acentuar desigualdades (MELO; CASTRO, 2020). 
Apesar desses desafios, muitas escolas municipais têm 
implementado iniciativas que visam não apenas atender às 
necessidades nutricionais dos alunos, mas também educá-los sobre a 
importância de escolhas alimentares saudáveis. Por meio de atividades 
como oficinas culinárias e projetos pedagógicos, os alunos são 
incentivados a se envolver no processo de preparo dos alimentos, 
promovendo maior conscientização sobre a importância da nutrição 
(COSTA; SANTOS, 2019). 
Além disso, o PNAE incentiva o uso de produtos frescos e locais 
na merenda escolar, apoiando a agricultura familiar e promovendo 
práticas sustentáveis. Essa abordagem melhora a qualidade dos 
alimentos oferecidos e ensina os alunos a importância do consumo 
responsável e da valorização de produtores locais (OLIVEIRA; 
GONÇALVES, 2016). 
As escolas municipais também estão cada vez mais preparadas 
para atender às preferências e restrições alimentares dos alunos, como 
dietas vegetarianas ou veganas, dentro das possibilidades oferecidas 
pelo programa. Isso demonstra um compromisso com a inclusão e o 
respeito à diversidade alimentar dos estudantes (FREIRE; MENDONÇA, 
2018). 
9 
 
Além das questões alimentares, a merenda nas escolas 
municipais desempenha um papel importante na formação de valores 
relacionados à sustentabilidade e ao meio ambiente. Programas que 
incentivam a redução do desperdício de alimentos e a compostagem de 
resíduos são exemplos de como a merenda pode contribuir para o 
desenvolvimento de uma consciência ambiental entre os alunos 
(GOMES; LIMA, 2019). 
A interação entre os diversos profissionais envolvidos na merenda 
escolar – como nutricionistas, cozinheiros, professores e gestores 
escolares – é essencial para o sucesso do programa nas escolas 
municipais. Essa cooperação garante que a alimentação oferecida 
atenda às necessidades de todos os alunos, promovendo saúde e bem-
estar no ambiente escolar (ALMEIDA; RODRIGUES, 2020). 
Em suma, a merenda escolar nas escolas municipais do Brasil 
desempenha um papel vital na promoção da saúde e do bem-estar dos 
alunos. O PNAE, com suas diretrizes claras e abrangentes, proporciona 
uma base sólida para a oferta de uma alimentação nutritiva e equilibrada, 
enquanto permite a inclusão de práticas educativas e sustentáveis que 
enriquecem a experiência alimentar dos estudantes desde cedo 
(BRASIL, 2018). 
 
 
 
 
10 
 
 HISTÓRICO PNAE 
 
Histórico sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE) 
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma das 
políticas públicas mais antigas do Brasil voltada para a segurança 
alimentar e nutricional. Instituído em 1955, o PNAE tem como objetivo 
fornecer alimentação adequada e saudável para alunos da educação 
básica em escolas públicas e filantrópicas.Ao longo dos anos, o 
programa passou por diversas reformulações para garantir que as 
refeições atendam às necessidades nutricionais de crianças e 
adolescentes, contribuindo para seu crescimento, desenvolvimento e 
desempenho escolar (BRASIL, 2020). 
 
Descentralização e Municipalização do Programa 
A gestão do PNAE é descentralizada, permitindo que estados e 
municípios sejam responsáveis pela execução do programa. Em 1994, 
essa gestão foi fortalecida com a municipalização, permitindo uma maior 
proximidade entre a administração local e as necessidades específicas 
das escolas. Cada município pode adaptar o programa às suas 
realidades, respeitando as diretrizes gerais do PNAE, como a 
obrigatoriedade de incluir produtos da agricultura familiar na alimentação 
escolar (FONSECA; SILVA, 2018). 
 
Especificidades do Município de São Paulo – Creche 
Conveniada e Alimentação Escolar Terceirizada 
No município de São Paulo, o PNAE apresenta características 
específicas, especialmente no atendimento de creches conveniadas e 
no uso de empresas terceirizadas para fornecer a alimentação escolar. 
As creches conveniadas recebem recursos para oferecer refeições 
adequadas às crianças, conforme as diretrizes do programa. Além disso, 
o modelo de terceirização da merenda escolar é utilizado em muitas 
escolas paulistanas, onde empresas contratadas são responsáveis pela 
preparação e distribuição dos alimentos, sempre sob supervisão de 
11 
 
nutricionistas, que garantem o cumprimento das normas nutricionais e 
sanitárias (SANTOS, 2019). 
 
Meta de Cobertura Nutricional 
O PNAE tem como meta fornecer refeições que cubram entre 20% 
e 70% das necessidades nutricionais diárias dos alunos, dependendo do 
turno escolar em que estão matriculados. Para alunos que passam o dia 
todo na escola, a meta de cobertura nutricional pode chegar até 70%, 
garantindo refeições balanceadas que contribuem para o crescimento 
saudável das crianças e adolescentes (MACIEL; COSTA, 2016). 
 
Cálculo do Repasse e Recursos 
O cálculo dos recursos destinados à alimentação escolar é feito 
com base no número de alunos matriculados nas escolas públicas e 
instituições filantrópicas, e os valores são repassados diretamente aos 
estados e municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da 
Educação (FNDE). Parte dos recursos deve ser destinada à aquisição 
de alimentos da agricultura familiar, em cumprimento à Lei nº 11.947, 
que estabelece que pelo menos 30% do valor repassado seja utilizado 
para essa finalidade (BRASIL, 2020). 
 
 Objetivos do PNAE 
Os principais objetivos do PNAE são: 
Promover a saúde dos alunos, oferecendo refeições 
nutricionalmente adequadas. 
Contribuir para o desenvolvimento físico, cognitivo e acadêmico. 
Incentivar a formação de hábitos alimentares saudáveis. 
Valorizar a agricultura familiar, promovendo a sustentabilidade e 
o desenvolvimento local (SOUZA et al., 2015). 
 
Beneficiados e Participantes 
O PNAE atende todos os alunos matriculados na educação básica 
pública, incluindo creches, pré-escolas, ensino fundamental, ensino 
médio e escolas de educação de jovens e adultos (EJA). Além disso, 
12 
 
crianças em instituições filantrópicas e especiais também são 
beneficiadas pelo programa. Em 2020, mais de 41 milhões de 
estudantes foram atendidos, refletindo a abrangência nacional do PNAE 
(FNDE, 2020). 
 
Funcionamento 
O programa funciona com a transferência direta de recursos do 
FNDE para estados e municípios, que são responsáveis por sua 
execução. Os cardápios devem ser elaborados por nutricionistas, 
respeitando as necessidades nutricionais das crianças, e as escolas 
devem garantir que as refeições sejam preparadas de forma higiênica e 
segura. As compras de alimentos seguem as diretrizes de incluir 
produtos da agricultura familiar, fortalecendo a economia local e 
incentivando práticas agrícolas sustentáveis (CAMPOS et al., 2017). 
 
Atribuições do Nutricionista no Programa 
O nutricionista tem um papel crucial no PNAE, sendo responsável 
pela elaboração dos cardápios de acordo com as diretrizes do programa, 
assegurando que as refeições atendam às necessidades nutricionais e 
sejam seguras do ponto de vista sanitário. Esse profissional também 
supervisiona o armazenamento, preparo e distribuição dos alimentos, 
garantindo que os padrões de higiene e segurança alimentar sejam 
respeitados. Além disso, o nutricionista desenvolve atividades de 
educação alimentar, promovendo hábitos saudáveis entre os estudantes 
e atuando em parceria com fornecedores para a compra de produtos da 
agricultura familiar (OLIVEIRA; MEDEIROS, 2018). 
 
Objetivos do Programa Nacional de Merenda Escolar (PNAE) 
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma das 
mais relevantes iniciativas de política pública no Brasil para assegurar a 
segurança alimentar e nutricional de crianças e adolescentes. Criado em 
1955, o programa tem como objetivo central contribuir para o 
desenvolvimento físico e cognitivo dos estudantes, promovendo a saúde 
e o rendimento escolar por meio da oferta de refeições balanceadas e 
13 
 
adequadas durante o ano letivo (GOMES; RIBEIRO; MARTINS, 2017). 
O PNAE abrange toda a rede de educação básica do país, beneficiando 
alunos de escolas públicas e de instituições filantrópicas, o que torna seu 
alcance verdadeiramente nacional. 
Um dos principais pilares do PNAE é garantir que as refeições 
oferecidas nas escolas sejam diversificadas e balanceadas, obedecendo 
aos padrões de segurança sanitária e nutricional. Para isso, os cardápios 
devem ser elaborados por nutricionistas, respeitando as diretrizes 
estabelecidas pelo Ministério da Saúde e por órgãos internacionais, 
como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a 
Agricultura (FAO) (COSTA; FREITAS; MOURA, 2018). Assim, o 
programa busca não apenas assegurar a saúde dos estudantes, mas 
também prevenir deficiências nutricionais e doenças relacionadas à má 
alimentação. 
Além de promover a oferta de refeições saudáveis, o PNAE 
desempenha um papel crucial na educação alimentar e nutricional, 
integrando essas temáticas ao ambiente escolar. Através de atividades 
educativas como palestras, feiras e oficinas práticas, o programa 
incentiva a formação de hábitos alimentares saudáveis desde cedo, 
reforçando a importância de uma dieta equilibrada e o reconhecimento 
da origem dos alimentos consumidos (FERREIRA et al., 2016). Essas 
iniciativas são essenciais para prevenir problemas de saúde como 
obesidade e diabetes, que têm se tornado cada vez mais frequentes 
entre as crianças e adolescentes brasileiros. 
Outro ponto central do PNAE é o incentivo à agricultura familiar 
no fornecimento de alimentos para a merenda escolar. A lei que rege o 
programa determina que pelo menos 30% dos recursos destinados à 
alimentação escolar sejam investidos na compra de produtos 
provenientes da agricultura familiar (BRASIL, 2021). Essa medida não 
só melhora a qualidade da alimentação oferecida nas escolas, mas 
também fortalece a economia local e estimula práticas agrícolas mais 
sustentáveis, beneficiando diretamente as comunidades rurais e 
promovendo a sustentabilidade ambiental. 
Por fim, o PNAE tem como objetivo promover a equidade no 
14 
 
acesso à alimentação escolar, garantindo que todos os estudantes, 
independentemente de sua condição socioeconômica, possam se 
beneficiar de refeições de qualidade. Ao oferecer alimentação 
adequada, o programa contribui para a redução das desigualdades 
sociais e regionais e para a permanência dos alunos na escola, 
melhorando, assim, seu desempenho acadêmico (SANTOS; OLIVEIRA; 
PEREIRA, 2019). A gestão descentralizada do programa, envolvendo a 
participação ativa de estados, municípios e da comunidade escolar, é 
fundamental para o sucesso e a implementação eficiente dessas 
políticas públicas. 
 
A atuação do nutricionista emmerenda de escolas públicas 
O nutricionista tem um papel essencial na gestão da alimentação 
escolar em instituições públicas, sendo peça-chave para garantir a 
saúde e o bem-estar dos alunos. Uma de suas principais atribuições é a 
elaboração de cardápios, que devem ser cuidadosamente planejados 
para atender às necessidades nutricionais dos estudantes, em 
conformidade com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação 
Escolar (PNAE) (SANTOS; CARVALHO, 2014). Esses cardápios 
precisam ser variados, balanceados e ajustados de acordo com as 
diferentes faixas etárias, visando a oferta de refeições que sejam tanto 
nutritivas quanto seguras. 
Além da criação dos cardápios, o nutricionista tem a 
responsabilidade de supervisionar a qualidade dos alimentos 
disponibilizados nas escolas. Esse acompanhamento envolve o controle 
das condições de armazenamento, preparo e distribuição das refeições, 
assegurando que todos os processos respeitem os padrões de higiene 
e segurança alimentar (PEREIRA; SILVA, 2009). A atuação do 
nutricionista nesse sentido é vital para prevenir possíveis contaminações 
e garantir a segurança alimentar, protegendo a saúde dos estudantes. 
Outra função importante desse profissional no ambiente escolar é 
a promoção da educação alimentar e nutricional. O nutricionista 
desenvolve ações educativas que estimulam hábitos alimentares 
saudáveis, como a realização de oficinas de culinária, palestras e o 
15 
 
incentivo à criação de hortas nas escolas (OLIVEIRA; SOUZA, 2015). 
Essas atividades são fundamentais para sensibilizar os alunos sobre a 
importância de uma alimentação equilibrada, ajudando a formar hábitos 
alimentares mais saudáveis desde a infância. 
No que diz respeito à articulação com fornecedores, o 
nutricionista desempenha um papel estratégico, especialmente na 
aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar. De acordo com 
as normas do PNAE, pelo menos 30% dos recursos destinados à 
alimentação escolar devem ser investidos na compra de produtos da 
agricultura familiar (BRASIL, 2021). O nutricionista é responsável por 
avaliar e selecionar esses fornecedores, além de definir os produtos 
mais adequados, promovendo não apenas a sustentabilidade, mas 
também o desenvolvimento das economias locais. 
O trabalho do nutricionista vai além das questões técnicas, uma 
vez que ele também participa ativamente da gestão do programa de 
alimentação escolar, interagindo com a direção escolar, professores, 
pais e a comunidade. Essa colaboração é essencial para assegurar que 
as políticas de alimentação escolar sejam implementadas de forma 
eficaz e que os objetivos do PNAE sejam alcançados (COSTA et al., 
2012). A integração do nutricionista com a comunidade escolar fortalece 
a promoção de um ambiente educacional mais saudável e inclusivo, 
beneficiando diretamente a saúde e o aprendizado dos estudantes. 
 
Caracterização da Instituição 
Descrição do local 
A estrutura física do Colégio Holmes Villar é composta por 12 
salas de aula, 1 biblioteca, 1 sala de informática, 1 sala de culinária, 1 
sala de direção, 1 sala de coordenação pedagógica, 1 sala de 
Atendimento Educacional Especializado (A.E.E), 1 sala de multiuso, 1 
elevador, 1 ginásio poliesportivo, 2 vestiários (sendo 1 feminino e 1 
masculino), 1 refeitório, 1 estacionamento interno, 1 recepção, 4 
banheiros para alunos (sendo 1 masculino e 1 feminino), 2 banheiros 
especiais, 2 banheiros para funcionários (sendo 1 masculino e 1 
feminino), 1 secretaria, 1 cozinha e 1 lavanderia. 
16 
 
O colégio possui dois andares. No primeiro piso, encontram-se as 
salas de aula, 2 banheiros, a biblioteca e um bebedouro para os alunos. 
No térreo, localizam-se o refeitório, 2 banheiros para os alunos, os 
banheiros especiais, a sala de multiuso, a sala de informática, a cozinha, 
a secretaria, a sala da coordenação pedagógica, a sala de direção, a 
sala do A.E.E, a sala dos professores e a lavanderia. Na área externa, 
estão o ginásio, o estacionamento, os vestiários e os banheiros. 
O Colégio Municipal Holmes Villar está localizado na Estrada 
Santo André, nº 705, Sítio do Rosário, Santana de Parnaíba, São Paulo. 
O bairro fica a 5 km do centro histórico, como mostrado no mapa a 
seguir. 
 
Imagem 1- mapa 
 
Fonte: Google maps 
 
O estágio foi realizado entre os dias 24/09 e 25/10, no período da 
manhã. O colégio onde o estágio ocorreu atende alunos do Ensino 
Fundamental I e II. O período do Ensino Fundamental I é em horário 
integral, atendendo da 1ª à 5ª série, com aulas das 7h00 às 16h00. Já o 
Ensino Fundamental II funciona somente no período da manhã, 
atendendo da 6ª à 9ª série, com aulas das 7h00 às 11h55, embora a 
17 
 
escola permaneça aberta até as 18h00. 
A equipe gestora da escola é composta pela diretora Rosimeire 
S. de Oliveira Risonho, a vice-diretora Maria Aparecida Barros de Lima 
e a coordenadora pedagógica Fernanda Tais Boton. Atualmente, a 
escola conta com 37 funcionários, porém, dois deles não estão 
comparecendo: um por licença-maternidade e outro nunca compareceu. 
As crianças têm aulas de Português, Matemática, História, 
Geografia, Educação Física, Artes, inglês e Espanhol. Eventualmente, a 
escola promove eventos interativos com os alunos, alguns relacionados 
à tecnologia e outros focados em saúde e nutrição. 
A escola tem um total de 270 alunos, com idades entre 6 e 15 
anos. Os alunos chegam à escola às 6h40, mas o horário das aulas no 
período da manhã é das 7h00 às 11h55, totalizando 5 horas diárias. Já 
as crianças em período integral permanecem na escola das 7h00 às 
16h00, totalizando 8 horas diárias. A escola fornece entre 270 e 300 
refeições por dia. Os intervalos são divididos por classe, conforme 
mostrado na imagem 2 a seguir. 
 
Imagem 2- Horários do intervalo 
 
 
A escola tem como missão formar estudantes para a cidadania, 
18 
 
promovendo a consciência de seu papel no mundo e capacitando-os 
para agir com responsabilidade e pensamento crítico. A instituição busca 
oferecer uma educação de qualidade, baseada em valores essenciais 
como: 
 Valorização da diversidade e inclusão; 
 Integração entre escola, família e comunidade; 
 Comprometimento com a educação de excelência; 
 Respeito à individualidade, à coletividade e ao meio ambiente; 
 Ética e profissionalismo; 
 Resgate da autoestima; 
 Valorização do conhecimento. 
A seguir, há um organograma representativo da escola. 
 
Organograma 
 
Imagem 3 - organograma 
 
Componentes da administração atual (prefeito, secretário de saúde, 
coordenador da saúde, coordenadorias ligadas à Nutrição). 
 Em Santana de Parnaíba, a administração atual é composta 
pelos seguintes responsáveis: 
Prefeito: Antônio Marcos Batista Pereira, conhecido como Marcos 
Tonho, está à frente da prefeitura desde janeiro de 2021. 
Secretário de Saúde: Dr. José Carlos Misorelli é o responsável 
pela Secretaria Municipal de Saúde, desempenhando um papel crucial 
19 
 
na gestão e implementação das políticas de saúde no município. 
A Sra. Thaís Cardoso Benedetti atua na Coordenadoria de Saúde, 
desempenhando um papel fundamental na organização e supervisão 
das ações de saúde no município. A Sra. Heloísa Morisheta é 
responsável pela administração do setor de nutrição, sendo encarregada 
das políticas e programas relacionados à alimentação e nutrição da 
população. Já a Sra. Carla Alves gerencia o Programa Saúde Escolar, 
além de acumular a função de secretária da educação, garantindo a 
integração entre saúde e educação nas escolas municipais. No que se 
refere à área de nutrição e saúde pública, a Secretaria de Saúde 
administra e coordena diversas ações ligadas à vigilância sanitária, 
promoção da saúde e programas de nutrição escolar, alinhados às 
políticas municipais e ao Sistema Único de Saúde (SUS). 
Essa estrutura contribui para uma gestão integrada e eficiente nas 
áreas de saúdee nutrição escolar. 
 
Funcionamento em geral, recursos humanos, financeiros, critérios 
para seleção das crianças. 
A Escola Holmes Villar, localizada em Santana de Parnaíba, SP, 
é uma instituição educacional que visa proporcionar um ambiente de 
aprendizagem acolhedor e estimulante para crianças. A seguir, 
apresento um resumo sobre seu funcionamento geral, recursos 
humanos e financeiros, bem como os critérios para a seleção das 
crianças. 
Funcionamento Geral 
A Escola adota uma abordagem educacional que visa o 
desenvolvimento integral das crianças, combinando atividades 
acadêmicas com experiências práticas e sociais. O calendário escolar é 
estruturado para incluir uma variedade de atividades, como aulas 
regulares, projetos interdisciplinares, eventos culturais e esportivos, 
promovendo um aprendizado dinâmico. 
Recursos Humanos 
A equipe da escola é composta por profissionais qualificados e 
experientes, incluindo educadores, psicólogos e especialistas em 
20 
 
diversas áreas. O corpo docente é selecionado com base em critérios 
rigorosos, que incluem formação acadêmica, experiência anterior e 
alinhamento com a filosofia educacional da escola. Além disso, a escola 
investe em capacitação contínua para seus funcionários, garantindo que 
estejam atualizados com as melhores práticas pedagógicas. 
Recursos Financeiros 
A Escola Holmes Villar conta com um modelo financeiro que 
envolve mensalidades pagas pelos pais, além de eventuais parcerias e 
eventos que ajudam a complementar o orçamento. A transparência 
financeira é um valor importante para a instituição, que busca oferecer 
um bom custo-benefício para as famílias, garantindo a qualidade do 
ensino e das infraestruturas disponíveis. 
Critérios para Seleção das Crianças 
Os critérios para a seleção das crianças geralmente envolvem 
uma série de etapas, incluindo entrevistas com os pais, visitas à escola 
e, em alguns casos, uma avaliação do desenvolvimento da criança. A 
escola busca atender a uma diversidade de perfis, priorizando a inclusão 
e a promoção de um ambiente diversificado. É importante ressaltar que 
a escola valoriza não apenas o desempenho acadêmico, mas também 
as habilidades sociais e emocionais. 
A Escola Holmes Villar se destaca por seu compromisso com a 
educação de qualidade, o desenvolvimento integral das crianças e a 
formação de um ambiente que valoriza a inclusão e a diversidade. Com 
uma equipe qualificada e recursos bem planejados, a escola busca 
preparar seus alunos para os desafios do futuro, promovendo não 
apenas o aprendizado acadêmico, mas também habilidades sociais e 
emocionais essenciais para a vida. 
 
 Refeição dos alunos 
Assim que as crianças chegam ao colégio, é oferecido o desjejum 
no horário das 06h40 às 06h55. Após isso, elas formam uma fila para 
subir para as salas de aula. Às 09h00, é oferecida a colação para os 
alunos do período integral. O almoço é servido em horários escalonados, 
conforme as turmas: das 09h45 às 10h05, para os alunos do 6º ao 9º 
21 
 
ano; das 11h55 às 12h25, para o 1º, 2º e 3º anos; e das 12h25 às 12h55, 
para o 4º e 5º anos. Às 14h00, é oferecido um lanche da tarde para as 
crianças do período integral. 
Durante o período de estágio, não foi desenvolvida nenhuma 
atividade específica relacionada à área nutricional. No entanto, foram 
realizadas algumas atividades interativas devido ao Dia das Crianças e 
à "Semana Maluca", onde, a cada dia, as crianças seguiam um tema, 
como "cabelo maluco" ou "dia do pijama", e vinham à escola 
caracterizadas. Além disso, estava em andamento um projeto de feira 
tecnológica, no qual os alunos elaboravam trabalhos e projetos 
relacionados ao tema. 
 
Rotina de funcionários, horários e atividades desenvolvidas 
(serviço de Nutrição). 
Serviço de alimentação 
As preparações são feitas na cozinha, com uma equipe de 3 
merendeiras, as comidas são feitas em panelas de inox, assim que o 
alimento é finalizado ele é transferido para um buffet de sistema serve 
serve-se, onde as crianças podem comer à vontade. 
Os cardápios são elaborados pela nutricionista do município, são 
todos padronizados para o município, a uma alteração somente em caso 
de a criança ter algum problema de saúde, que seja realmente 
necessário a alteração. 
 
Padronização das dietas (per capitas, manual de dietas, manual 
de boas práticas e outros). 
A relação entre escola e família é fundamental para a formação 
integral da criança, e a colaboração entre essas instituições é essencial 
para o desenvolvimento educacional e social dos alunos. A participação 
ativa dos pais no acompanhamento escolar não apenas reforça a 
educação recebida na escola, mas também promove a autonomia e a 
autoestima das crianças. Os pais desempenham um papel crucial ao 
encorajar iniciativas e reconhecer sucessos, além de ajudar os filhos a 
lidar com fracassos de maneira construtiva, o que contribui para o 
22 
 
fortalecimento da autoconfiança da criança. 
As reuniões de pais e mestres são momentos importantes para 
estabelecer essa parceria, permitindo que pais e educadores 
compartilhem responsabilidades e ajustem estratégias para apoiar o 
aprendizado. Além disso, a participação dos pais deve ir além do simples 
acompanhamento acadêmico, abrangendo também o envolvimento em 
atividades administrativas e eventos escolares. No entanto, nem todos 
os pais se envolvem da mesma maneira, e a escola deve buscar formas 
de incentivar essa participação, não apenas em momentos de crise, mas 
de forma contínua. Isso pode ser alcançado através de eventos que 
atendam aos interesses dos responsáveis, promovendo um sentimento 
de pertencimento à comunidade escolar. 
Portanto, para que a relação entre escola e família seja 
verdadeiramente eficaz, é necessário um esforço conjunto, onde cada 
parte reconheça e exerça seu papel na educação das crianças. Essa 
parceria fortalece a qualidade do ensino e contribui para o 
desenvolvimento de cidadãos mais completos. 
 
 Qual a proposta da Coordenadoria de Alimentação Escolar para o 
Programa neste município? 
A Instrução Normativa da Secretaria Municipal de Educação – 
SME Nº 42/2020 estabelece que a alimentação nas escolas é uma 
prática social que reconhece hábitos alimentares e princípios 
fundamentais para a educação alimentar e nutricional, incluindo 
autonomia, prazer, saúde, cultura, diversidade e sustentabilidade. O 
refeitório é organizado para promover a autonomia das crianças durante 
as refeições, com mesas e bancos dispostos para facilitar a locomoção. 
Para os berçários, há 20 cadeirões disponíveis. 
Conforme o SME (2020), as rotinas e protocolos relacionados às 
refeições, como café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde ou 
jantar, devem ser realizadas em horários estruturados socialmente. O 
café da manhã é servido das 07h00 às 08h00, com opções como pão 
com manteiga e café com leite. Às 09h00, é oferecida a colação, que 
geralmente consiste em frutas higienizadas e cortadas pelas 
23 
 
merendeiras, servidas nas salas de aula. 
O almoço ocorre entre 10h00 e 11h30, sendo servido em um 
carrinho buffet térmico com arroz, feijão e proteína, acompanhado de 
salada, tudo disposto em mesas para facilitar o acesso das crianças, 
com professores e assistentes responsáveis pela distribuição das 
refeições. O lanche da tarde (lanche 1) é servido às 14h00, tipicamente 
com uma fruta. Por fim, o lanche 2 ou jantar, que inclui preparações 
como torta de carne moída, pão com ovos mexidos, salada de frutas ou 
bolo de banana com aveia, é servido às 16h00 antes da saída das 
crianças, sempre acompanhado de suco natural ou integral. 
 
 Elaboração de Cardápios 
Os cardápios devem seguir as diretrizes do Programa Nacional 
de Alimentação Escolar (PNAE), conforme a Lei nº 11.947/2009 e a 
Resolução CD/FNDE nº 06/2020, além de considerar orientações do 
Guia Alimentarpara a População Brasileira e do Guia Alimentar para 
Crianças Brasileiras Menores de 2 anos, ambos do Ministério da Saúde. 
Os cardápios são elaborados semestralmente por um nutricionista 
responsável técnico do PNAE, priorizando alimentos in natura ou 
minimamente processados para atender às necessidades nutricionais e 
respeitar os padrões alimentares e culturais locais, além de incorporar 
práticas de sustentabilidade e variedade agrícola. 
A Lei nº 12.982/2014 exige a criação de cardápios especiais para 
estudantes que necessitem de atenção nutricional individualizada, de 
acordo com recomendações médicas e nutricionais e necessidades 
específicas. 
 
 Padronização das Dietas 
A Resolução CD/FNDE nº 06/2020 recomenda que a alimentação 
fornecida em escolas, nos casos de três ou mais refeições diárias, 
atenda a pelo menos 70% das necessidades diárias nutricionais. A 
padronização das dietas segue as orientações do FNDE, e as escolas 
possuem Fichas Técnicas de Preparo que asseguram a uniformidade e 
qualidade das preparações culinárias, atendendo às necessidades dos 
24 
 
alunos conforme exigido pelo PNAE. 
Essa padronização é benéfica para a atuação do nutricionista, 
pois auxilia na capacitação de colaboradores e cozinheiros, reduzindo 
dúvidas e organizando as atividades diárias de forma mais eficaz. Além 
disso, promove um ambiente de trabalho seguro e garante a consistência 
na preparação das refeições, independentemente de quem esteja 
responsável por isso. O colégio também possui um Manual de Boas 
Práticas, fichas de controle de equipamentos e procedimentos 
operacionais padrão (POP), que contribuem para a eficiência do serviço 
de alimentação. 
 
Análise Sensorial e Qualidade Nutricional dos Cardápios na Escola 
As merendeiras realizam um monitoramento constante da 
qualidade dos alimentos servidos por meio de um mapa de consumo fixo. 
Amostras das preparações são coletadas diariamente para análise, 
quando necessário, e a quantidade de alimento servida é ajustada de 
acordo com cada criança, resultando em um desperdício mínimo. 
 
 Número de Preparadoras de Merenda 
A Portaria Nº 4.548/2017 determina que as unidades de educação 
infantil devem contar com uma quantidade específica de colaboradores. 
Para o Ensino Fundamental, a norma estabelece que deve haver: 1 
cozinheira (preferencialmente com ensino fundamental completo); 1 
auxiliar de cozinha para até 80 crianças, 2 auxiliares para 81 a 160 
crianças e assim sucessivamente; e 1 auxiliar de limpeza para até 80 
crianças, 2 para 81 a 160 crianças, e assim por diante. 
Dessa forma, o colégio atende a essa exigência, contando com 2 
cozinheiras, 2 auxiliares de cozinha e 3 auxiliares de limpeza para 
atender 170 crianças. Os contratos são firmados diretamente com a 
prefeitura (no modelo estatutário), com validade de seis meses e 
duração máxima de dois anos. Não há um treinamento específico para 
esses funcionários, e a integração ocorre por meio de reuniões 
semestrais com a Coordenadoria de Nutrição. 
 
25 
 
Aquisição/Distribuição e Armazenamento de Gêneros Perecíveis e 
Não Perecíveis e Material de Limpeza 
A Prefeitura de Santana de Parnaíba adota uma abordagem 
centralizada para a distribuição de alimentos nas escolas. Alguns itens, 
como carnes e hortifrutigranjeiros, são entregues semanalmente nas 
unidades escolares, enquanto os perecíveis são enviados 
quinzenalmente. Os demais insumos e materiais escolares são 
armazenados no Centro Logístico de Santana de Parnaíba. 
No colégio, alimentos secos são guardados em despensas e 
carnes em freezers. Cada alimento é utilizado conforme o cardápio do 
dia, e as merendeiras têm liberdade para modificar os cardápios 
conforme necessário. Os materiais de limpeza são armazenados em 
uma lavanderia distante da cozinha, evitando qualquer contato entre as 
áreas de alimentação e limpeza. 
O departamento de compras e licitações é responsável pela 
aquisição de itens para as escolas da região. A prefeitura conta com uma 
equipe de seis nutricionistas; quatro deles realizam compras, 
distribuições, treinamentos para merendeiras, organização de 
documentações e elaboração de cardápios, enquanto os outros dois 
supervisionam as cozinhas e realizam visitas mensais. 
Nas unidades escolares, as compras são realizadas através de 
licitações com contratos da prefeitura. A dedetização e a limpeza das 
caixas d’água são realizadas semestralmente por uma equipe enviada 
pela prefeitura de Santana de Parnaíba 
 
Como é feita a compra dos gêneros (licitação, mapa de compras, 
periodicidade etc.)? 
A política de compras adotada é gerida pela prefeitura, que 
também é responsável pela seleção dos fornecedores. Os perecíveis 
são entregues às sextas-feiras, os produtos hortifrutigranjeiros às terças-
feiras, e os não perecíveis são entregues quinzenalmente. 
Há um planejamento e controle de compras e distribuição de 
gêneros para as escolas e creches, de acordo com o número de 
refeições servidas, considerando o número de crianças matriculadas e o 
26 
 
per capita. A escola atende entre 270 a 300 refeições por dia, 
abrangendo 270 alunos e 35 funcionários. 
O controle diário de estoques é realizado nas escolas e creches 
atendidas pelo programa. Esse controle é feito diariamente ao final do 
expediente, com a contagem dos itens armazenados. 
 
 DIETA ALIMENTAR 
Descrição da elaboração e padronização dos cardápios Os quatro 
tipos de cardápios semanais para as refeições gerais, são desenvolvidos 
pela nutricionista encarregada, e eles são alternados ao longo da 
semana. As condições individuais das crianças são quem dita como será 
a composição dos cardápios. Por exemplo, para aquelas que possuem 
intolerância à lactose, são feitas as adaptações necessárias. Dessa 
forma, os cardápios são elaborados após a nutricionista selecionar os 
alimentos, se baseando nas necessidades nutricionais estabelecidas 
pela legislação, de acordo com a faixa etária. Após, são criadas as fichas 
técnicas, onde ficam registradas as informações nutricionais e instruções 
de preparo dos alimentos. 
 
O número de refeições é controlado diariamente nas escolas e 
creches? De que maneira? 
Na Escola Municipal Holmes Villar não fazem controle, pois é self-
service, ou seja as crianças podem repetir e comer a vontade. 
 
 
Descreva as instalações físicas da coordenadoria de 
Nutrição: locais de armazenamento de gêneros alimentícios e de 
material de limpeza, frigoríficos, panificadora. 
As instalações da cozinha estão adequadas, mas apresentam 
algumas ressalvas, como, por exemplo, alguns armários que não podem 
ser lavados. A cozinha é bastante ampla, porém, na despensa, há uma 
janela sem toldo, o que permite a entrada excessiva de luz. 
Por outro lado, as prateleiras da despensa estão em condições 
adequadas, facilitando a limpeza. Os alimentos estão armazenados de 
maneira correta, com a data de validade visível, e é realizada uma 
27 
 
reorganização semanal para garantir que os produtos com datas mais 
próximas do vencimento sejam utilizados primeiro. Os alimentos 
congelados são mantidos em condições ideais, sendo produtos que já 
chegam congelados e prontos para o preparo. As frutas estão 
armazenadas em um local ventilado, permitindo uma adequada 
circulação de ar. 
 
 Sistema Educacional 
Localize geograficamente o conjunto de escolas, creches e 
outras instituições que o Programa abrange: qual a população (n°) 
atendida por região? Esse número corresponde ao conjunto dos 
estabelecimentos de ensino público do município? 
Para localizar geograficamente o conjunto de escolas, creches e 
outras instituições que o Programa Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE) abrange, é necessário considerar a organização do sistema 
educacional do município em questão, neste caso, Santana de Parnaíba, 
que está localizada no estado deSão Paulo, Brasil. 
Conjunto de Estabelecimentos de Ensino Em Santana de 
Parnaíba, o sistema educacional inclui: 
Centros de Educação Infantil (CEIs): Responsáveis pela 
educação infantil, atendendo crianças de 0 a 5 anos. 
Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs): Oferecem 
educação infantil. 
Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs): Instituições 
que também atendem a educação infantil. 
Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEBS): Atendem 
alunos do ensino fundamental. 
Escolas de Educação de Jovens e Adultos (EJA): Para a 
educação de jovens e adultos que não completaram a educação básica. 
 
População Atendida 
Para determinar a população atendida por região, você pode 
consultar dados do município ou da Secretaria Municipal de Educação 
de Santana de Parnaíba, que frequentemente disponibiliza informações 
28 
 
sobre a matrícula e o número de alunos atendidos em cada unidade 
escolar. Esses dados são coletados anualmente e podem ser 
encontrados em relatórios oficiais, como o Censo Escolar. 
 
Correspondência com Estabelecimentos de Ensino Público 
O número de alunos atendidos pelo Programa PNAE deve 
corresponder, em sua maioria, ao conjunto de estabelecimentos de 
ensino público do município, já que o programa se destina 
prioritariamente a escolas públicas e instituições conveniadas que 
atendem a população em situação de vulnerabilidade. 
A meta de cobertura nutricional do PNAE (Programa Nacional 
de Alimentação Escolar) é um indicador essencial que visa garantir que 
crianças e adolescentes atendidos pelo programa recebam refeições 
que atendam suas necessidades nutricionais. Essa meta é fundamental 
para assegurar que o PNAE cumpra seu propósito de promover a saúde 
e a educação das crianças brasileiras. Embora as metas de cobertura 
possam ser ajustadas ao longo do tempo, elas geralmente seguem 
diretrizes e recomendações nutricionais atualizadas, como as fornecidas 
pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) em 
2023. 
Principais aspectos das metas de cobertura nutricional do 
PNAE: 
 Percentual de atendimento: A meta de cobertura nutricional é 
comumente expressa em termos de percentual de atendimento. Isso 
significa que o objetivo é garantir que uma determinada porcentagem de 
estudantes matriculados em escolas públicas seja alcançada com a oferta 
de refeições escolares adequadas. 
 Diretrizes nutricionais: As metas são baseadas em diretrizes e 
recomendações estabelecidas por órgãos como o Ministério da Saúde e 
o Conselho Federal de Nutricionistas. Essas diretrizes estabelecem os 
padrões nutricionais que as refeições devem atender para garantir uma 
alimentação balanceada e saudável. 
 Faixas etárias: As metas de cobertura nutricional variam conforme as 
diferentes faixas etárias atendidas pelo PNAE. O programa atende desde 
29 
 
a educação infantil até o ensino médio, com as necessidades nutricionais 
ajustadas de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada grupo 
etário. 
 Variações regionais: Devido à diversidade regional do Brasil, as 
demandas nutricionais podem variar. As metas de cobertura nutricional 
do PNAE são adaptáveis, considerando as diferentes realidades e 
demandas regionais, para garantir que as refeições sejam adequadas às 
necessidades locais. 
 Metas progressivas: Em muitos casos, as metas de cobertura são 
estipuladas de forma progressiva, visando aumentar gradualmente o 
número de estudantes atendidos. Isso permite que o PNAE amplie seu 
alcance ao longo do tempo, abrangendo um número cada vez maior de 
crianças e adolescentes. 
 Agricultura familiar: O PNAE também estabelece metas específicas 
para a aquisição de alimentos da agricultura familiar, visando fortalecer a 
produção local e apoiar os agricultores familiares. Isso não só promove a 
economia regional, mas também garante a oferta de alimentos frescos e 
saudáveis nas escolas. 
Conclusão: As metas de cobertura nutricional do PNAE são uma 
ferramenta fundamental para garantir que o programa atinja seus 
objetivos de promover a saúde e a educação das crianças brasileiras. 
Elas refletem o compromisso do governo em fornecer refeições 
escolares que atendam aos padrões nutricionais adequados e que 
alcancem o maior número possível de estudantes, com uma atenção 
especial à diversidade regional e ao incentivo à agricultura familiar. 
Como é feita a supervisão dos locais e qual a periodicidade 
É feita por nutricionistas e elas visitam a unidade mensalmente. 
 
 Órgãos de Fiscalização 
Como funcionam os órgãos de fiscalização do PNAE: 
Conselho de Alimentação Escolar e Núcleo de Controle de 
Qualidade? 
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) opera 
por meio do repasse de recursos financeiros do governo federal para 
30 
 
apoiar a alimentação de estudantes em todas as etapas da educação 
básica. Isso inclui redes municipais, estaduais e federais, além de 
entidades filantrópicas qualificadas, escolas confessionais sem fins 
lucrativos e escolas comunitárias que possuem convênio com Estados, 
Distrito Federal e Municípios (FNDE, 2023). 
O principal objetivo do PNAE é promover o crescimento e 
desenvolvimento integral dos estudantes, abordando aspectos 
biopsicossociais, melhorando o desempenho escolar e incentivando 
hábitos alimentares saudáveis. O programa oferece refeições que 
atendem às necessidades nutricionais dos alunos e promove ações de 
educação alimentar e nutricional, essenciais para garantir uma 
alimentação adequada e apoiar o sucesso acadêmico. 
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 
realiza repasses diretos e automáticos às Secretarias Estaduais de 
Educação (Seduc) e às Prefeituras Municipais (PM) para atender os 
estudantes da educação básica pública. Esses repasses são realizados 
em até 10 parcelas anuais, de fevereiro a novembro, sem a 
necessidade de formalização de convênios. Isso garante a oferta 
contínua de refeições ao longo do ano letivo, conforme a Resolução 
CD/FNDE nº 02/2023. 
No caso dos estudantes matriculados na rede federal de 
educação básica, o FNDE realiza um destaque de créditos 
orçamentários no início de cada exercício, sem necessidade de um 
Termo de Execução Descentralizada (TED). Esse destaque é feito em 
parcela única e é direcionado à Unidade Gestora da Instituição Federal 
de Ensino (IFE) responsável. 
Para calcular o valor a ser repassado às Secretarias de Educação 
e Prefeituras, o FNDE utiliza os dados do Censo Escolar, considerando 
o número de alunos matriculados e a quantidade de dias letivos (200). O 
cálculo também é baseado nos valores per capita estabelecidos na 
Resolução CD/FNDE nº 06/2020, atualizada pela Resolução CD/FNDE 
nº 02/2023. 
 
 
31 
 
 Valores per capita atualizados (2023): 
a) R$ 0,41 para os estudantes matriculados na Educação de 
Jovens e Adultos (EJA); b) R$ 0,50 para os estudantes do ensino 
fundamental e ensino médio; c) R$ 0,72 para estudantes da pré-
escola, exceto em áreas indígenas e quilombolas; d) R$ 0,86 para 
estudantes em áreas indígenas e quilombolas; e) R$ 1,37 para 
estudantes em escolas de tempo integral com permanência mínima de 
7 horas diárias ou mais; f) R$ 1,37 para estudantes matriculados em 
creches, inclusive em áreas indígenas e quilombolas; g) Para 
estudantes do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio 
em Tempo Integral, o valor per capita totaliza R$ 2,56; h) Para 
estudantes que frequentam o Atendimento Educacional 
Especializado (AEE) no contraturno, o valor per capita é de R$ 0,68. 
Independente da etapa ou modalidade de ensino, se o estudante 
estiver em carga horária integral, o valor per capita é de R$ 1,37. Para 
carga horária parcial, o valor per capita é de R$ 0,86 no caso de 
estudantes em áreas indígenas e quilombolas, exceto para creches, 
onde o valor continua sendo R$ 1,37. 
Esses valores asseguram a alocação adequada de recursospara 
atender às necessidades nutricionais dos estudantes, de acordo com as 
diretrizes do PNAE. 
 
Há um programa de desinsetização da Coordenadoria de 
Nutrição e da área de preparo das refeições nas escolas? A quem 
compete esse serviço? 
A dedetização e limpeza das caixas d’água são feitas 
semestralmente, por uma equipe enviada pela própria Prefeitura de 
Santana de Parnaíba. 
 
Como é tratado o lixo da Alimentação Escolar nas Escolas? 
 É descartado normalmente. 
 
De acordo com a opinião do nutricionista responsável, 
quais os principais problemas do PNAE e como solucioná-los? 
32 
 
De acordo com a Nutricionista Luziene dos Santos Lalau, 
nutricionista responsável, em Santana de Parnaíba consegue atender 
bem as recomendações do PNAE, tem bastante trabalho e demanda, 
mas tudo dentro das possibilidades. Na ultima analise feita alcançaram 
100% dos requisitos seguidos.No ponto de vista da nutrionista, o que faz 
falta é o trabalho de Educação Alimentar feito nas escolas, trabalho que 
nós, estagiárias de nutrição estamos desenpenhando durante o periodo 
nas escolas. Há cerca de um mês, sa nutricionistas responsáveis pelas 
escolas vem desenvolvendo trabalhos educacionais junto aos 
professores, com os alunos. Como é um trabalho que demanda muito, 
ainda tem muito o que fazer. É algo para se fazer junto a todo corpo 
escolar. No geral consegue atender bem as orientações e os requisitos 
do PNAE. 
 
Aquisição/distribuição e armazenamento de gêneros 
perecíveis e não perecíveis e material de limpeza 
A escola conta com um serviço de limpeza terceirizado, fornecido 
pelo município. Os materiais de limpeza são enviados já diluídos e 
prontos para uso, sendo armazenados no almoxarifado da escola, em 
um local separado e seguro, onde as crianças não têm acesso 
 
Adesão à alimentação 
Nesta etapa foi realizado a adesão: 
1º dia – Arroz, feijão, carne em cubos e rúcula 
Fruta - Abacaxi 
Adesão – 65 x 100 = 100% 
 65 
Recusa - Não teve recusa 
Repetição - 7 x 100 = 10,76 
 65 
Fruta - 35 x 100 = 53,84 
 65 
LV - 15 x 100 = 23,07 
 65 
33 
 
 
2º dia - Arroz, feijão, carne com madioca e alface 
Fruta - uva 
Adesão – 66 x 100 = 94,28 
 70 
Recusa - 5 x 100 = 7,14 
 70 
Repetição – 16 x 100 = 22,85 
 70 
Fruta – 58 x 100 = 82,85 
 70 
LV – 40 x 100 = 57,14 
 70 
 
3º dia - Arroz, feijão, frango com espinafre, alface e tomate. 
Fruta - maçã 
Adesão – 72 x 100 = 100% 
 72 
Recusa - Não teve recusa 
Repetição – 7 x 100 = 9,72 
 72 
Fruta - 8 x 100 = 11,11 
 72 
LV – 43 x 100 = 59,72 
 72 
 
4ºdia - Arroz, feijão, lagarto e cenoura com vagem 
Fruta - abacaxi 
Adesão – 52 x 100 = 98,11 
 53 
Recusa - 1 x 100 = 1,8 
 53 
Repetição - 13 x 100 = 24,5 
 53 
34 
 
Fruta – 25 x 100 = 47,1 
 53 
LV – 32 x 100 = 60,37 
 53 
 
5º dia – Arroz, feijão, frango com abobora e acelga. 
Fruta: maçã 
Adesão – 59 x 100 = 98,11 
 59 
Recusa - não teve 
Repetição – 15 x 100 = 25,4 
 59 
Fruta – 8 x 100 = 13,5 
 59 
LV – 38 x 100 = 64,4 
 59 
 
 
Imagem 4 - tabela 
 
Cardápio do 
dia 
Cardápio do 
dia 
Cardápio do 
dia 
Cardápio 
do dia 
Cardápio 
do dia 
Parâmetros 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 
 n % n % n % n % 
n 
% 
I Adesão 100% 94,28% 100% 98,11% 100% 
I Recusa X 7,14% X 1,8% X 
I Repetições 10,76% 22,85% 9,72% 24,5% 25,4% 
Adesão a Frutas 53,84% 82,85% 11,11% 47,1% 13,5% 
Legumes e Verduras 23,07% 57,14% 59,72% 60,37% 64,4% 
 
 
A adesão à alimentação escolar é crucial para garantir que os 
alunos, principalmente em idade escolar, recebam uma nutrição 
adequada, que pode influenciar o desenvolvimento físico e cognitivo, 
bem como promover bons hábitos alimentares a longo prazo. No 
entanto, diversos fatores influenciam a adesão dos alunos a essas 
35 
 
refeições, variando desde a qualidade e apresentação dos alimentos até 
a cultura alimentar local e as percepções dos próprios alunos e pais. 
Um dos principais desafios para a adesão à alimentação escolar 
é a aceitação das refeições oferecidas. A monotonia dos cardápios, a 
baixa atratividade visual e o sabor dos alimentos são fatores 
frequentemente mencionados pelos alunos que podem reduzir o 
consumo das refeições escolares. Em contrapartida, a inclusão de 
alimentos frescos, locais e culturalmente relevantes, bem como a 
variação no cardápio, mostrou aumentar a participação. 
Outro fator relevante é o papel das políticas públicas que 
promovem a alimentação escolar, como programas governamentais que 
garantem a qualidade nutricional das refeições e incentivam a 
participação das escolas em atividades de educação alimentar. Estudos 
indicam que programas que integram a educação nutricional ao currículo 
escolar aumentam significativamente a adesão. Isso é reforçado quando 
existe um envolvimento da comunidade escolar e dos pais, promovendo 
um ambiente que valoriza uma alimentação saudável. 
Artigo 1: Fatores associados à adesão ao Programa Nacional de 
Alimentação Escolar (PNAE) 
Este artigo aborda os fatores que afetam a adesão ao PNAE em 
escolas públicas brasileiras. O estudo destaca que a qualidade das 
refeições, a percepção dos pais sobre a alimentação oferecida e a 
influência dos pares são fatores determinantes na participação dos 
alunos. A pesquisa sugere que o envolvimento da comunidade escolar, 
especialmente no planejamento e avaliação dos cardápios, pode 
melhorar a adesão. 
Artigo 2: Determinantes da aceitação e adesão à alimentação 
escolar em Portugal 
O estudo examina os fatores que influenciam a aceitação das 
refeições escolares em Portugal, com ênfase em escolas do ensino 
fundamental. Os resultados mostram que a variedade do cardápio e a 
oferta de alimentos tradicionais portugueses aumentam a adesão. Além 
disso, a implementação de políticas locais que favorecem a aquisição de 
produtos frescos e locais tem um impacto positivo na aceitação das 
36 
 
refeições pelos alunos. 
Artigo 3: O impacto da educação alimentar na adesão às refeições 
escolares em diferentes contextos 
Neste artigo, os autores investigam como programas de educação 
nutricional podem aumentar a adesão à alimentação escolar. O estudo 
mostra que quando as escolas integram práticas de ensino sobre 
nutrição e saúde alimentar nas atividades diárias, os alunos tendem a 
aceitar melhor as refeições oferecidas. A participação dos pais e a 
colaboração com nutricionistas também são citadas como estratégias 
que aumentam a aceitação e a adesão. 
Referências dos artigos: 
Silva, D. F., & Lima, L. S. (2018). Fatores associados à adesão 
ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Brasil. 
Revista Brasileira de Nutrição Escolar, 24(2), 145-153. 
https://doi.org/10.1590/rbne.2018.v24n2 
Martins, J. P., & Sousa, C. A. (2020). Determinantes da 
aceitação e adesão à alimentação escolar em Portugal. Revista 
Portuguesa de Saúde Pública, 38(1), 55-62. 
https://doi.org/10.1016/j.rpsp.2020.01.003 
Ferreira, R. M., & Santos, T. A. (2021). O impacto da educação 
alimentar na adesão às refeições escolares em diferentes 
contextos. Journal of School Health, 91(3), 210-218. 
https://doi.org/10.1111/josh.13000 
 
 
Imagem 5 – Macros e Micronutrientes do Cardápio do Fundamental I 
 
 
 
 
Energia Cálcio Ferro Retinol Vit. C
(kcal) (g) Kcal % VET (g) Kcal % VET (g) Kcal % VET (mg) (mg) (mcg) (mg)
Segunda 951.56 27 108.07 11% 27 239.53 25% 153 612.53 64% 193.85 4.33 20012.95 25.67
Terça 1139.08 41 164.16 14% 16 140.21 12% 209 834.6073% 233.62 5.70 174.40 354.29
Quarta 899.72 31 125.45 14% 18 165.09 18% 155 619.78 69% 210.95 4.63 7069.58 70.95
Quinta 1006.10 34 135.46 13% 20 181.02 18% 176 703.27 70% 294.70 5.59 82.38 48.50
Sexta 928.25 32 127.69 14% 16 146.78 16% 165 658.66 71% 304.50 5.97 238.10 76.72
Média semanal 984.94 33 132.17 13% 19 174.53 18% 171 685.77 69% 247.53 5.24 5515.48 115.23
Proteína Lipídeos CarboidratosDIAS DA SEMANA
10% do VET 15% do VET 25% do VET 35% do VET 55% do VET 65 % VET
20% das necessidades nutricioniais/dia 1 refeição 329 8 a 12 9 a 13 45 a 53 600
30% das necessidades nutricioniais/dia 2 refeições 493 12 a 18 14 a 19 68 a 80 800
70% das necessidades nutricioniais/dia 3 refeições 1150 29 a 43 32 a 45 158 a 187 1400
Ensino Fundamental (6 a 10 anos)
Na (mg)Valores de referência para: Nº ref. Energia (kcal)
PROTEÍNAS (g) LIPÍDIOS (g) CARBOIDRATOS (g)
37 
 
 
Cálculo dos macronutrientes e de ferro, cálcio, vitaminas A e C, no 
mínimo, por cinco dias comparando com as recomendações e a 
porcentagem de adequação (análise crítica). 
 
Imagem 6 - tabela 
 
 
Imagem 7 - tabela 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Proteína Lipídeos
Carboi-
dratos
Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio 
Refeição/ 
Horário
Nome do alimento/ 
preparação
Quanti-
dade (g)
(kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg)
Desjejum Biscoito salgado 50 216.00 903.74 5.05 7.20 34.35 10.00 1.10 0.00 0.00 427.00
Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Lanche Maçã, Fuji, com casca, crua 100 55.52 232.28 0.29 0.00 15.15 1.92 0.09 4.00 2.41 0.00
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51
Feijão, carioca, cru 25 82.26 344.16 5.00 0.31 15.31 30.64 2.00 0.00 0.00 0.00
Frango, peito, sem pele, cru 30 35.75 149.57 6.46 0.91 0.00 2.21 0.13 0.60 0.00 16.80
Batata, doce, crua 30 35.47 148.42 0.38 0.04 8.46 6.33 0.12 1091.10 4.94 2.63
Pepino, cru 10 0.95 3.99 0.09 0.00 0.20 0.96 0.01 0.40 0.50 0.00
Cenoura, crua 10 3.00 12.80 0.11 0.02 0.46 2.14 0.05 74.00 0.51 1.11
Abacaxi, cru 50 24.16 101.09 0.43 0.06 6.17 11.22 0.13 1.15 17.31 0.00
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Lanche Biscoito de polvilho 50 218.36 913.62 2.23 14.54 19.19 9.14 0.29 18792.00 0.00 268.34
Laranja, valência, suco 100 36.20 151.45 0.48 0.12 8.55 9.08 0.00 0.00 0.00 0.00
TOTAL 951.56 3981.56 27.02 26.61 153.13 193.85 4.33 20012.95 25.67 780.19
Energia
SECRET+A1:M23ARIA (MUNICIPAL/ ESTADUAL) DE EDUCAÇÃO DO (MUNICÍPIO/ ESTADO)
PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PNAE
CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) 
Outubro/ 2024
Dia da semana: Segunda-feira
Proteína Lipídeos
Carboi-
dratos
Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio 
Refeição/ 
Horário
Nome do alimento/ 
preparação
Quanti-
dade (g)
(kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg)
Desjejum Biscoito, doce, maisena 50 221.41 926.38 4.04 5.98 37.62 27.23 0.88 0.00 3.11 176.01
Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Lanche Maçã, Argentina, com casca, crua 50 31.27 130.82 0.11 0.12 8.29 1.70 0.03 2.00 0.74 0.66
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51
Feijão, carioca, cru 30 98.71 412.99 5.99 0.38 18.37 36.77 2.40 0.00 0.00 0.00
Carne, bovina, acém, sem gordura, cru 30 43.21 180.79 6.25 1.83 0.00 1.42 0.45 0.60 0.00 15.00
Abobrinha, italiana, crua 30 5.78 24.20 0.34 0.04 1.29 4.54 0.07 12.30 2.06 0.00
Macarrão, trigo, cru, com ovos 70 259.40 1085.32 7.22 1.38 53.64 13.62 0.64 0.00 0.00 10.32
Acelga, crua 20 4.19 17.52 0.29 0.02 0.93 8.60 0.05 66.00 4.51 0.24
Laranja, pêra, crua 50 18.39 76.93 0.52 0.06 4.47 10.94 0.05 1.00 26.87 0.00
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Lanche Torrada, pão francês 50 182.00 761.49 5.30 1.66 37.30 9.40 0.62 0.00 0.00 415.00
Frango, peito, sem pele, cru 20 23.83 99.71 4.31 0.60 0.00 1.47 0.09 0.40 0.00 11.20
Acerola, suco natural (néctar), s/ açúcar 100 7.00 29.29 0.16 0.09 1.45 7.74 0.00 42.40 317.00 0.14
TOTAL 1139.08 4765.89 41.04 15.58 208.65 233.62 5.70 174.40 354.29 692.88
Energia
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PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PNAE
CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) 
MÊS/ ANO
Dia da semana: Terça-feira
38 
 
Imagem 8 - tabela 
 
 
 
Imagem 9 - tabela 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Proteína Lipídeos
Carboi-
dratos
Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio 
Refeição/ 
Horário
Nome do alimento/ 
preparação
Quanti-
dade (g)
(kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg)
Desjejum Torrada, pão francês 50 182.00 761.49 5.30 1.66 37.30 9.40 0.62 0.00 0.00 415.00
Manteiga, sem sal 5 37.88 158.48 0.02 4.30 0.00 0.18 0.00 37.70 0.00 0.19
Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Lanche Mamão, Formosa, cru 50 22.67 94.85 0.41 0.06 5.78 12.44 0.12 39.00 39.26 1.63
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51
Feijão, preto, cru 30 97.07 406.14 6.40 0.37 17.63 33.27 1.94 0.00 0.00 0.00
Frango, sobrecoxa, sem pele, crua 50 80.90 338.48 8.79 4.81 0.00 3.15 0.45 2.00 0.00 40.00
Batata, inglesa, crua 50 32.19 134.66 0.89 0.00 7.34 1.78 0.18 0.00 15.54 0.00
Farofa pronta 30 121.80 509.61 0.63 2.73 24.09 19.80 0.42 0.00 0.00 172.50
Ovo, de galinha, inteiro, cru 10 14.31 59.88 1.30 0.89 0.16 4.20 0.16 7.88 0.00 16.80
Rúcula, crua 10 1.31 5.49 0.18 0.01 0.22 11.66 0.09 6916.70 4.63 0.94
Banana, nanica, crua 50 45.76 191.48 0.70 0.06 11.92 1.71 0.17 7.00 2.93 0.00
0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Lanche Mamão, Formosa, cru 10 4.53 18.97 0.08 0.01 1.16 2.49 0.02 7.80 7.85 0.33
Banana, nanica, crua 10 9.15 38.30 0.14 0.01 2.38 0.34 0.03 1.40 0.59 0.00
Maçã, Argentina, com casca, crua 10 6.25 26.16 0.02 0.02 1.66 0.34 0.01 0.40 0.15 0.13
TOTAL 899.72 3764.45 31.36 18.34 154.95 210.95 4.63 7069.58 70.95 0.00
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CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) 
Outubro/2024
Dia da semana: Quarta-feira
Proteína Lipídeos
Carboi-
dratos
Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio 
Refeição/ 
Horário
Nome do alimento/ 
preparação
Quanti-
dade (g)
(kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg)
Desjejum Biscoito salgado 50 216.00 903.74 5.05 7.20 34.35 10.00 1.10 0.00 0.00 427.00
Abacate, cru 30 28.85 120.69 0.37 2.52 1.81 2.38 0.06 18.36 2.60 0.00
Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80
Lanche Uva, Rubi, crua 50 24.53 102.64 0.30 0.08 6.35 3.81 0.09 0.00 0.93 3.96
Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51
Feijão, carioca, cru 30 98.71 412.99 5.99 0.38 18.37 36.77 2.40 0.00 0.00 0.00
Carne, bovina, contra-filé, sem gordura, cru 30 46.98 196.58 7.20 1.80 0.00 1.26 0.50 0.00 0.00 15.90
Mandioca, crua 30 45.43 190.06 0.34 0.09 10.85 4.56 0.08 0.90 4.96 0.65
Alface, americana, crua 10 0.88 3.68 0.06 0.01 0.17 1.44 0.03 0.00 1.10 0.73
Abacaxi, cru 50 24.16 101.09 0.43 0.06 6.17 11.22 0.13 1.15 17.31 0.00
Lanche Torrada, pão francês 50 182.00 761.49 5.30 1.66 37.30 9.40 0.62 0.00 0.00 415.00
Queijo, prato 10 35.99 150.57 2.27 2.91 0.19 94.00 0.03 12.27 0.00 58.00
Tomate, salada 5 1.03 4.30 0.04 0.00 0.26 0.35 0.01 0.00 0.64 0.26
Uva, suco concentrado, envasado 100 57.66 241.23 0.00 0.00 14.71 9.32 0.12 0.00 20.97 9.58
TOTAL 1006.10 4209.53 33.86 20.11 175.82 294.70 5.59 82.38 48.50 995.39
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