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1 NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – ALIMENTAÇÃO ESCOLAR GILVANETE LOPES FERRAZ GOMES/RA: 2150687 RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO: NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – ALIMENTAÇÃO ESCOLAR Barueri 2024 2 RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – ALIMENTAÇÃO ESCOLAR ALPHAVILLE/BARUERI Relatório elaborado durante o estágio realizado na Escola Municipal Holmes Villar, como requisito obrigatório para conclusão do estágio do curso de graduação em Nutrição da Universidade Paulista – UNIP, ALPHAVILLE Supervisoras: Luziene dos Santos Lalau e Roberta Kremski Orientadora: Prof. Luciana Folchetti. BARUERI 2024 3 Sumário Sumário .................................................................................................................................... 3 RESUMO ................................................................................................................................... 5 INTRODUÇÃO............................................................................................................................ 7 HISTÓRICO PNAE..................................................................................................................... 10 Histórico sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) .................................. 10 Descentralização e Municipalização do Programa ............................................................... 10 Especificidades do Município de São Paulo – Creche Conveniada e Alimentação Escolar Terceirizada ........................................................................................................................ 10 Meta de Cobertura Nutricional............................................................................................ 11 Cálculo do Repasse e Recursos ............................................................................................ 11 Objetivos do PNAE .................................................................................................................. 11 Os principais objetivos do PNAE são: ................................................................................... 11 Beneficiados e Participantes................................................................................................ 11 Funcionamento ................................................................................................................... 12 Atribuições do Nutricionista no Programa ........................................................................... 12 Objetivos do Programa Nacional de Merenda Escolar (PNAE) .............................................. 12 A atuação do nutricionista em merenda de escolas públicas ............................................... 14 Caracterização da Instituição .................................................................................................. 15 Descrição do local ............................................................................................................... 15 Organograma ...................................................................................................................... 18 Componentes da administração atual (prefeito, secretário de ................................................ 18 Funcionamento em geral, recursos humanos, financeiros, ...................................................... 19 Refeição dos alunos ................................................................................................................ 20 Serviço de alimentação ........................................................................................................... 21 Padronização das dietas .......................................................................................................... 21 Qual a proposta da Coordenadoria de Alimentação Escolar .................................................... 22 Elaboração de Cardápios ......................................................................................................... 23 Padronização das Dietas ......................................................................................................... 23 Análise Sensorial e Qualidade Nutricional dos Cardápios na .................................................... 24 Número de Preparadoras de Merenda .................................................................................... 24 Aquisição/Distribuição e Armazenamento de Gêneros ............................................................ 25 Como é feita a compra dos gêneros (licitação, mapa de .......................................................... 25 DIETA ALIMENTAR .................................................................................................................. 26 O número de refeições é controlado diariamente nas escolas ................................................. 26 Sistema Educacional ............................................................................................................ 27 4 População Atendida ............................................................................................................ 27 Correspondência com Estabelecimentos de Ensino Público ................................................. 28 Órgãos de Fiscalização ........................................................................................................ 29 Valores per capita atualizados (2023): ................................................................................. 31 De acordo com a opinião do nutricionista responsável, quais .............................................. 31 Adesão à alimentação ......................................................................................................... 32 Análise sensorial do cardápio oferecido. .............................................................................. 39 Padronização das preparações oferecidas, aplicando a........................................................ 40 Elaboração de cardápio balanceado e adequado à clientela. ............................................... 41 Cardápio Alimentos................................................................................................................. 44 Avaliação do Estado Nutricional .............................................................................................. 46 - Educação nutricional ............................................................................................................. 47 Descrição das atividades desenvolvidas .................................................................................. 49 REFERÊNCIAS: ......................................................................................................................... 53 Anexos: ................................................................................................................................... 56 5 RESUMO Este relatório apresenta as atividades desenvolvidas durante o estágio supervisionado em nutrição, realizado na Escola Holmes Villar, localizada em Santana de Parnaíba - SP. O estágio teve como principal objetivo o acompanhamento e a execução das práticas relacionadas à alimentação escolar, de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) A educação alimentar e nutricional é fundamental para a promoção de hábitos saudáveis e para a prevenção de doenças relacionadas à alimentação inadequada. Esse processo educativo engloba tanto o ensino sobre escolhas alimentares equilibradas quanto a conscientização acerca dos princípios básicos da nutrição. Através dessa educação, as pessoas são capacitadas a fazer escolhas mais informadas sobre sua alimentação, favorecendo sua saúde- PNAE CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) Outubro/2024 Dia da semana: Quinta-feira 39 Imagem 10 - tabela Imagem 11 - tabela Análise sensorial do cardápio oferecido. São servidos em média 300 refeições ao dia, sendo 270 para alunos entre (1° e 9° ano) e 30 para funcionários. As informações coletadas revelam que a aceitação geral dos alimentos oferecidos nas escolas é excelente, com 100% de aprovação entre os alunos. No entanto, a aceitação de legumes, verduras e leguminosas é um pouco mais baixa, o que fez com que a adesão ao consumo de FLV (frutas, legumes e verduras) não ultrapassasse 50%. Em contraste, o consumo de frutas é bastante elevado, com quase nenhuma rejeição por parte dos alunos. Proteína Lipídeos Carboi- dratos Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio Refeição/ Horário Nome do alimento/ preparação Quanti- dade (g) (kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg) Desjejum Cereais, milho, flocos, sem sal 70 254.34 1064.15 4.81 0.83 56.31 1.38 1.19 0.00 0.00 21.68 Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80 Mamão, Formosa, cru 50 22.67 94.85 0.41 0.06 5.78 12.44 0.12 39.00 39.26 1.63 Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51 Feijão, carioca, cru 30 98.71 412.99 5.99 0.38 18.37 36.77 2.40 0.00 0.00 0.00 Carne moída 30 64.20 268.61 7.99 3.33 0.00 3.90 0.87 0.00 0.00 18.30 Pimentão, vermelho, cru 20 4.66 19.48 0.21 0.03 1.09 1.27 0.07 13.60 31.64 0.00 Espinafre, Nova Zelândia, cru 20 3.22 13.47 0.40 0.05 0.51 19.50 0.07 56.20 0.48 3.42 Tomate, salada 5 1.03 4.30 0.04 0.00 0.26 0.35 0.01 0.00 0.64 0.26 Banana, nanica, crua 50 45.76 191.48 0.70 0.06 11.92 1.71 0.17 7.00 2.93 0.00 Lanche Tortas salgadas de qualquer sabor 50 124.78 522.06 1.94 4.93 19.20 8.98 0.59 22.90 1.76 80.67 Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80 TOTAL 928.25 3883.81 31.92 16.31 164.67 304.50 5.97 238.10 76.72 254.07 Energia SECRETARIA (MUNICIPAL/ ESTADUAL) DE EDUCAÇÃO DO (MUNICÍPIO/ ESTADO) PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PNAE CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) OUtubro/2024 Dia da semana: Sexta-feira 40 Alimentos ricos em fibras e micronutrientes reguladores, como os FLV, têm propriedades funcionais essenciais para a promoção da saúde. A baixa ingestão desses alimentos tem sido identificada como uma das principais causas do aumento de doenças relacionadas à alimentação em todo o mundo. Esse cenário é particularmente alarmante, considerando que 2,7 milhões de mortes estão associadas à insuficiência no consumo de frutas, legumes e verduras (Muniz et al., 2013). A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de 400g de frutas e verduras, o equivalente a cinco porções por dia, conforme indicado pela pirâmide alimentar. O consumo adequado desses alimentos traz diversos benefícios, como a redução do risco de doenças cardiovasculares e a prevenção de certos tipos de câncer. Além disso, devido ao baixo teor calórico, as FLV são recomendadas para o controle e manutenção de um peso saudável e devem ser incorporadas à alimentação diária (Annesi, 2018). Padronização das preparações oferecidas, aplicando a técnica dietética correta (elaborar um manual de dietas ou do lactário). A elaboração dos cinco tipos de cardápios semanais para as refeições gerais é realizada pela nutricionista responsável, com variações ao longo da semana. A composição dos cardápios é ajustada conforme as necessidades individuais das crianças. Por exemplo, quando há casos de intolerância à lactose, são feitas as adaptações necessárias. Os cardápios são planejados com base na seleção de alimentos feita pela nutricionista, levando em conta as necessidades nutricionais estabelecidas pela legislação, de acordo com a faixa etária dos alunos. Em seguida, são elaboradas fichas técnicas, que contêm as informações nutricionais e as orientações detalhadas para o preparo dos alimentos. 41 Elaboração de cardápio balanceado e adequado à clientela. A Resolução CD/FNDE nº 26, de 17 de junho de 2013, estabelece que a recomendação nutricional semanal para o fornecimento de alimentação nas escolas deve ocorrer da seguinte forma: Quando são oferecidas 2 refeições por dia, deve-se atender a, no mínimo, 30% das necessidades nutricionais diárias (aplicável a creches em período parcial); Quando são oferecidas 3 ou mais refeições por dia, deve-se atender a, no mínimo, 70% das necessidades nutricionais diárias (aplicável a creches em período integral). A recomendação dietética diária de macronutrientes e principais micronutrientes para a faixa etária atendida no Colégio Mariazinha, de acordo com as DRIS (Ingestão Dietética de Referência), deve seguir esses parâmetros. Imagem 12 - tabela 42 Imagem 13 - tabela Imagem 14 - tabela 43 Imagem 15 - tabela Imagem 16 - tabela 44 Cardápio Alimentos A. Avaliação Quantitativa e Qualitativa x Recomendações da Legislação A Resolução CD/FNDE nº 06/2020 define que deve haver variabilidade em forma de recomendação semanal de fornecimento de alimentos. Para os alunos do ensino fundamental I, que possuem idades entre 6 e 11 anos, deve-se oferecer 23 alimentos in natura ou minimamente processados por semana, especialmente para aqueles que recebem três ou mais refeições diárias, atendendo a no mínimo 70% das necessidades diárias. Os cardápios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) preveem que crianças dessa faixa etária não devem receber açúcares ou qualquer tipo de preparação que contenha esse ingrediente em sua composição. Na Escola Holmes Villar, os cardápios atendem a essas diretrizes, pois não há oferta de alimentos processados ou ultraprocessados e nem açúcares em suas composições. Quanto aos nutrientes, observou-se que os lipídios, o cálcio, a vitamina C e o sódio foram os que mais se aproximaram da recomendação diária nutricional de 70%. A proteína, o carboidrato e o ferro ultrapassaram a quantidade recomendada em todos os cardápios. Entretanto, a fibra e a vitamina A apresentaram valores muito abaixo do esperado. A quantidade de refeições servidas está adequada às exigências da legislação, que determina que a alimentação diária dos estudantes em período integral deve ser distribuída em, no mínimo, três grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar), intercaladas com pequenos lanches. Assim, o cardápio está adequado, embora alguns ajustes em relação aos valores dos nutrientes sejam necessários. B. Análise Qualitativa A análise qualitativa revelou que, apesar de serem servidos alimentos saudáveis na Escola Holmes Villar, não há variabilidade na alimentação ofertada. A variedade de cores e texturas das preparações é limitada. Contudo, as refeições apresentam uma boa aparência, cheiro e consistência. Os alimentos são bem cozidos, temperados e o sabor é 45 agradável. C. Análise Quantitativa O FNDE determina que a porção alimentar ofertada deve ser diferenciada de acordo com a faixa etária dos alunos, considerando as necessidades nutricionais. Contudo, essa exigência não é cumprida pela Escola Holmes Villar, pois não há uma padronização na montagem dos pratos. Cada responsável pela alimentação (ADI) serve a quantidade que considera adequada, o que pode levar a que não se atinja os 70% das necessidades nutricionais estabelecidas pelo PNAE. D. Análise Crítica do Índice de Aceitabilidade dos Alimentos Oferecidos O Grupo de Trabalho, conforme definido pela Portaria nº 362, de 8 de dezembro de 2006, estabelece o teste de aceitabilidade como um conjunto de procedimentos paramedir a aceitabilidade da alimentação oferecida aos escolares. Ao realizar uma análise crítica da aceitabilidade dos alimentos na Escola Holmes Villar, observou-se que os alunos mostraram desinteresse por alimentos de cor verde, resultando em um grande número de recusas, especialmente em relação às verduras. Por exemplo, no dia em que foi servida lentilha, a maioria das crianças não a consumiu, preferindo os outros alimentos. Além disso, os alunos demonstram resistência quando os alimentos são todos misturados no prato, o que pode levar à recusa em se alimentar. É importante que as crianças conheçam separadamente cada alimento, permitindo que sintam os sabores, odores e texturas. Os alunos dos berçários, em fase de descoberta dos alimentos, muitas vezes utilizam as mãos para se alimentar, mas professores e assistentes geralmente não permitem isso, optando por dar a comida na boca das crianças. Isso gera estresse, e algumas começam a chorar e a recusar a refeição. Por outro lado, a aceitação das frutas entre os alunos é excelente, com uma adesão de 100% ao consumo. Assim, a oferta de alimentos é considerada boa, mas é necessário realizar pequenos ajustes com base nos problemas identificados. 46 Avaliação do Estado Nutricional A avaliação nutricional escolar é fundamental para monitorar e promover a saúde dos alunos do ensino fundamental I da Escola Holmes Villar. Entre os diversos métodos de avaliação, a análise antropométrica e o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) são amplamente utilizados devido à sua simplicidade e eficácia. Avaliação Antropométrica: A avaliação antropométrica envolve a medição de diferentes dimensões do corpo, como peso e altura, essenciais para o cálculo do IMC. Essas medições ajudam a identificar desvios nutricionais que podem afetar o crescimento e o desenvolvimento das crianças, como desnutrição ou obesidade (World Health Organization, 2007) Índice de Massa Corporal (IMC): O IMC é um índice que relaciona o peso e a altura do indivíduo, calculado pela fórmula: IMC = Peso (kg)/Altura (m). No ambiente escolar, o IMC é uma ferramenta útil para categorizar o estado nutricional das crianças e adolescentes. Os resultados são comparados com tabelas de referência específicas para idade e sexo, permitindo identificar: Baixo peso - Peso normal - Sobrepeso - Obesidade (Cole et al., 2000). Importância da Avaliação: Detecção Precoce: A avaliação nutricional permite a identificação precoce de problemas nutricionais, possibilitando intervenções adequadas (WHO, 2017). Promoção de Saúde: Com os dados coletados, é possível desenvolver programas de educação nutricional e atividades físicas voltadas para melhorar os hábitos alimentares e de vida dos alunos (WHO, 2016). Políticas Públicas: Os resultados da avaliação podem subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde escolar, como programas de alimentação escolar balanceada e campanhas contra a obesidade infantil (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], 2010). 47 Realização de medidas antropométricas dos escolares e descrever os dados. Analisar conforme literatura. Imagem 18 - tabela Nome Nascimento Idade Sexo Peso Altura IMC Classificação Alexandre 03/09/2015 09 M 31,7 1,49 14,3 Eutrofia Ananda 22/05/2016 08 F 22,0 1,22 14,8 Eutrofia Arthur 17/02/2016 08 M 32,7 1,39 16,9 Eutrofia Arthur 28/03/2016 08 M 25,0 1,23 16,5 Eutrofia Carlos 06/08/2015 09 M 23,5 1,27 14,6 Eutrofia Ester 04/12/2015 09 F 27,5 1,30 16,3 Eutrofia Gabriel 17/04/2016 08 M 28,0 1,32 16,1 Eutrofia João 30/09/2015 09 M 34,5 1,36 18,7 Sobrepeso Livia 23/03/2016 08 F 46,0 1,42 22,8 Obesidade Maria 07/09/2015 09 F 25,0 1,27 15,5 Eutrofia Mariana 20/10/2015 09 F 55,0 1,47 25,5 Obesidade Miguel 10/02/2016 08 M 26,5 1,35 14,5 Eutrofia Pedro 10/02/2016 08 M 32,0 1,30 18,9 Sobrepeso Pietra 31/07/2015 09 F 26,7 1,32 15,3 Eutrofia Valentina 05/04/2016 08 F 22,7 1,25 14,5 Eutrofia Kauan 13/08/2015 09 M 26,0 1,35 14,3 Eutrofia - Educação nutricional A importancia de higenizar as mãos. A atividade teve como objetivo estimular e ensinar a importância de lavar as mãos e o motivo de realizarmos essa higienização. Foi realizada com os alunos do 1º ao 5º ano, destacando a importância de higienizar as mãos antes das refeições. Um vídeo explicativo e interativo foi apresentado para facilitar o entendimento. Após a exibição, houve um momento de interação com as crianças para esclarecer dúvidas. Observou-se inicialmente que as crianças corriam diretamente para pegar a comida, sem sequer se aproximar da pia para lavar as 48 mãos. No entanto, após a realização da atividade, notou-se uma mudança significativa: as crianças passaram a correr para lavar as mãos antes das refeições. Houve uma boa evolução do comportamento desde os primeiros dias até o final da atividade. Montagem de um prato perfeito Essa atividade foi realizada com as crianças do 1º ao 3º ano e teve como objetivo ensinar a montar um prato de forma adequada, destacando a importância dos diversos tipos de alimentos que devem compor uma refeição equilibrada. Foi utilizado um cartaz feito pelas estagiárias, que mostrava um prato com explicações sobre cada tipo de alimento. Além disso, foi distribuído para as crianças um prato em branco, no qual elas desenharam o que costumavam comer no almoço da escola. As imagens 3 e 4 abaixo ilustram essa atividade. Imagem 19 - Cartaz Imagem 20 - Pratos 49 Mito ou verdade. Nesta atividade, foi elaborado um slide interativo com várias alternativas. Algumas delas apresentavam mitos, ou seja, afirmações que costumamos ouvir, mas que na verdade não são verdadeiras, enquanto uma das alternativas era a correta. O objetivo desta atividade foi explorar o conhecimento dos alunos e demonstrar que nem tudo o que escutamos é necessariamente verdade Descrição das atividades desenvolvidas 24/09 – Reunião na UNIP Foi realizada uma reunião de equipe na UNIP para explicar o funcionamento do estágio, abordando as atividades que deveriam ser realizadas e as condutas que deveriam ser evitadas. Também foi discutida a escolha dos locais de estágio e a formação das equipes. 25/09 – Visita à escola Neste dia, realizamos o reconhecimento do local de estágio. Conhecemos a diretora e a vice-diretora, que nos apresentaram aos funcionários. Além disso, fizemos uma breve observação dos alunos durante o horário de refeição. 26/09 – Reunião com a nutricionista Tivemos uma reunião com a nutricionista no setor de merenda para esclarecer dúvidas. Foram propostas atividades a serem realizadas durante o estágio e solicitado que elaborássemos atividades atrativas e interativas para os alunos. 27/09 – Elaboração do projeto A equipe se reuniu para discutir quais projetos seriam realizados. Foram elaborados três projetos para serem aplicados aos alunos, com base em observações sobre comportamentos que poderiam ser melhorados, visando desenvolver atividades relevantes. 50 01/10 – Apresentação do projeto para a diretora Com os projetos já elaborados e aprovados pela nutricionista- chefe, apresentamos as ideias para a diretora da escola, explicando como seriam desenvolvidos e solicitando autorização, além de sugestões que ela gostaria que fossem implementadas. 02/10 – Explicação dos projetos para os professores Após a aprovação dos projetos pela diretora, foi solicitado que explicássemos os projetos aos professores, para que pudessem se programar e orientar os alunos durante a execução das atividades. 03/10 – Projeto de higienização das mãos Realizamos o projeto de higienização das mãos com os alunos do 1º ao 5º ano. Após encontrarmos um vídeo didático e interativo, queexplicava a importância de lavar as mãos e como isso deve ser feito, exibimos o vídeo às crianças. A música usada no vídeo ajudou a reforçar a mensagem. 04/10 – Realização de atividades complementares Devido a uma reunião entre os professores, não tivemos atividades com as crianças neste dia. Aproveitamos o tempo para realizar pesquisas e preparar as atividades futuras. 08/10 – Elaboração de atividade alimentar Realizamos o projeto de montagem do prato, iniciando os preparativos de um cartaz que seria utilizado. Discutimos mais ideias para as atividades e elaboramos pratinhos em branco para que as crianças desenhassem os alimentos que costumam comer na escola. 09/10 – Atividade complementar Neste dia, foi realizada uma reunião de pais na escola. Aproveitamos o tempo para realizar pesquisas em casa. 51 10/10 – Elaboração do projeto sobre mitos Neste dia, a equipe discutiu como funcionaria a atividade "Mitos ou Verdades", planejando de forma que fosse atrativa para os alunos do 6º ao 9º ano. 11/10 – Visitação à cozinha A nutricionista-chefe visitou a escola para conhecer a cozinha e observar o armazenamento dos alimentos e o funcionamento do setor. Também foram feitas observações sobre a dispensa e sugeridas algumas melhorias. 15/10 – Recesso escolar (Dia dos Professores) Aproveitamos esse dia para trabalhar no Artigo Científico e no relatório de estágio. 16/10 – Elaboração do material Elaboramos um cartaz interativo para ser apresentado às crianças, explicando de maneira lúdica a função de cada alimento e porque é importante consumi-los. Utilizamos representações, como um leão para a carne, para tornar a explicação mais atrativa. 17/10 – Apresentação em classe e no refeitório A apresentação foi realizada para as turmas do 1º, 2º e 3ºB. As crianças receberam uma folha com o desenho de um prato, onde desenharam o que costumam comer na escola. Após recolhermos os desenhos, explicamos a importância de cada alimento e tiramos dúvidas dos alunos. Durante o intervalo, fizemos uma análise da adesão ao que foi ensinado. 18/10 – Apresentação em classe com cartaz Finalizamos a apresentação com as turmas do 3ºA. A atividade foi interativa e buscamos reforçar a importância de uma alimentação saudável. Após a apresentação, foi realizada uma análise dos resultados observados. 52 22/10 – Apresentação em classe com alunos do 6º e 7º ano Foi realizada uma atividade para identificar mitos sobre alimentação com os alunos do 6º e 7º ano. Elaboramos um vídeo com três alternativas: duas eram mitos e uma era a verdade. Os alunos deveriam identificar a resposta correta. 23/10 – Apresentação em classe com alunos do 8º e 9º ano Continuação da apresentação da atividade "Mitos ou Verdades" com os alunos do 8º e 9º ano. 24/10 – Interação com os alunos, fim do ciclo Para finalizar o ciclo de atividades, esse dia foi dedicado à interação com os alunos durante os intervalos, conversando e reforçando os trabalhos desenvolvidos sobre Educação Alimentar. Gostaria de destacar que essa experiência foi muito agradável e proveitosa, permitindo-nos conhecer mais sobre a nutrição escolar e interagir com crianças e adolescentes de diversas idades. 25/10 – Apresentação do artigo científico Finalizamos o estágio com a apresentação do artigo científico, consolidando o aprendizado adquirido durante esse período. 53 REFERÊNCIAS: ALMEIDA, S.; RODRIGUES, T. (2020). A cooperação entre profissionais e o sucesso da merenda escolar nas escolas municipais. Revista de Educação Alimentar, 15(3), 120-135. BRASIL. (2018). 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Revista de Políticas Públicas Alimentares, 8(1), 2014. 56 Anexos: 57 58 59 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP Curso de Graduação em Nutrição Estágio de Nutrição Escolar Fernanda Vecchi Costa RA 0404477 Gilvanete Lopes Ferraz Gomes RA 2150687 Juliana Praetorius Buchweitz RA 2094486 AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DE UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA Santana de Parnaíba 2024 RESUMO A seletividade alimentar na infância é um fenômeno comum que pode gerar desafios nutricionais e comportamentais, envolvendo a recusa de certos alimentos e a aceitação limitada de outros, o que afeta a saúde e o desenvolvimento das crianças. Este estudo teve como objetivo promover a conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada entre crianças do 1º ao 3º ano, incentivando o consumo de alimentos do cardápio escolar, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Foi realizado um estudo descritivo transversal com 72 crianças de 6 a 8 anos, utilizando atividades lúdicas para conscientizar sobre a importância dos alimentos na alimentação escolar. As crianças desenharam um prato vazio representando os alimentos consumidos e participaram de explicações sobre o valor nutricional de cada item do cardápio. A análise dos desenhos revelou padrões de seletividade alimentar, com muitos alunos consumindo predominantemente arroz. Após as intervenções lúdicas, observou-se um aumento na inclusão de feijão e salada nas refeições escolares, indicando um impacto positivo nas escolhas alimentares. As intervenções educativas lúdicas mostraram-se eficazes na promoção de uma alimentação saudável e diversificada entre as crianças, sugerindo que estratégias lúdicas podem facilitar a aceitação de alimentos essenciais, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento infantil. Palavras-chave: Nutrição escolar. Seletividade alimentar. Escolhas saudáveis. ABSTRACT Food selectivity in childhood is a common phenomenon that can generate nutritional and behavioral challenges, involving the refusal of certain foods and limited acceptance of others, affecting children's health and development. This study aimed to raise awareness of the importance of balanced nutrition among children in the 1st to 3rd grades, encouraging the consumption of foods from the school menu, in accordance with the guidelines of the National School Feeding Program (PNAE). A descriptive cross-sectional study was conducted with 72 children aged 6 to 8 years, utilizing playful activities to raise awareness about the importance of foods in the school diet. The children drew a blank plate representing the foods they consumed and participated in explanations regarding the nutritional value of each item on the menu. Analysis of the drawings revealed patterns of food selectivity, with many students predominantly consuming rice. After the playful interventions, an increase in the inclusion of beans and salad in school meals was observed, indicating a positive impact on food choices. The playful educational interventions proved effective in promoting healthy and diverse eating habits among children, suggesting that playful strategies can facilitate the acceptance of essential foods, contributing to children's growth and development. Keywords: School nutrition. Food selectivity. Healthy choices. 1. INTRODUÇÃO A seletividade alimentar na infância é um fenômeno multifacetado que envolve a recusa persistente de certos alimentos ou a aceitação limitada de apenas um pequeno grupo de itens alimentares. Esse comportamento é comum entre crianças, e pode representar um desafio tanto para os pais quanto para os profissionais da saúde. As causas da seletividade alimentar são complexas, envolvendo uma interação de fatores sensoriais, psicológicos, comportamentais e até genéticos. O gosto pela comida, a textura, a cor e até o cheiro podem influenciar a predisposição de uma criança a aceitar ou rejeitar um alimento. O papel dos pais e cuidadores na formação dos hábitos alimentares, assim como o ambiente social como a escola em que a criança está inserida, também desempenha um papel significativo na seletividade alimentar (CARVALHO & SILVA, 2018). Pesquisas indicam que a seletividade alimentar pode ter impactos significativos no desenvolvimento infantil. Crianças que demonstram esse comportamento frequentemente apresentam uma ingestão insuficiente de nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e fibras, o que pode levar a déficits nutricionais. Esses déficits, por sua vez, podem afetar o crescimento físico, comprometendo o desenvolvimento ósseo, muscular e cognitivo (LOUZADA DE SÁ et al., 2023). Os efeitos da seletividade alimentar na infância não se limitam apenas ao âmbito físico. Há também implicações psicológicas que merecem atenção. Crianças com seletividade alimentar podem desenvolver uma relação negativa com a comida, o que pode impactar a socialização, especialmente em situações em que a alimentação está envolvida, como festas e eventos escolares. A relutância em experimentar novos alimentos pode, em longo prazo, prejudicar a variedade alimentar e limitar a exposição a dietas mais equilibradas. Estudos sugerem que crianças que não são incentivadas a experimentar novos alimentos desde cedo podem carregar esses hábitos restritivos para a vida adulta, o que aumenta o risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como obesidade e diabetes, no futuro (MÜLLER et al., 2017). As causas da seletividade alimentar são amplamente discutidas na literatura científica, e muitos estudos apontam para uma combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos. Fatores intrínsecos, como predisposição genética e questões sensoriais, desempenham um papel importante. Algumas crianças têm maior sensibilidade ao sabor amargo, o que pode explicar a recusa em consumir vegetais, por exemplo. Já os fatores extrínsecos incluem a dinâmica familiar, o ambiente escolar e a exposição precoce a uma variedade de alimentos. Pesquisas destacam que a insistência excessiva dos pais ou a criação de um ambiente de estresse durante as refeições podem piorar a seletividade alimentar, tornando-a mais resistente a intervenções (SAMPAIO et al., 2013). A intervenção precoce tem se mostrado eficaz no manejo da seletividade alimentar. Estratégias baseadas em abordagens comportamentais, como o reforço positivo e a exposição gradual a novos alimentos, podem ajudar a modificar esse comportamento. Além disso, a criação de um ambiente positivo e sem pressão durante as refeições é recomendada, uma vez que a insistência e a coerção podem ter o efeito contrário, reforçando a aversão alimentar. O papel dos profissionais de saúde, como nutricionistas, é fundamental na orientação dos pais sobre como lidar com esse comportamento de forma eficaz, minimizando os impactos negativos para a criança (SANTANA & ALVES, 2022). Também é importante destacar que a seletividade alimentar, embora seja uma preocupação em termos nutricionais e comportamentais, pode ser tratada com intervenções adequadas. O acompanhamento contínuo por profissionais da área da saúde, aliado a uma abordagem educativa direcionada tanto às crianças quanto aos cuidadores, pode contribuir para a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e diversificados. (LOUZADA DE SÁ et al., 2023). Com base nos estudos analisados o objetivo deste estudo é orientar sobre a importância de identificar e compreender os fatores que influenciam a seletividade alimentar em crianças, destacando como essaseletividade pode afetar sua saúde, desenvolvimento e bem-estar geral. Por meio de estratégias educativas e intervenções nutricionais adequadas, busca-se promover uma alimentação equilibrada, que atenda às necessidades nutricionais essenciais, favorecendo o crescimento saudável e prevenindo deficiências nutricionais e problemas de saúde a longo prazo. Além disso, pretende-se reforçar a conscientização sobre a relevância de uma alimentação diversificada para o desempenho escolar e a qualidade de vida das crianças. 2. OBJETIVOS: 2.1. Objetivo geral O objetivo geral deste trabalho foi promover a conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada entre as crianças do 1º ao 3º ano, com enfoque no incentivo ao consumo de alimentos presentes no cardápio escolar, seguindo as orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Através de atividades lúdicas e educativas, visou-se fomentar escolhas alimentares mais saudáveis que impactem positivamente o crescimento, o desenvolvimento físico e o desempenho escolar dos alunos. 2.2 Objetivos específicos Compreender as escolhas alimentares das crianças; Despertar a curiosidade e o interesse das crianças pelos alimentos diversificados e saudáveis; Por meio de atividades lúdicas mostrar para as crianças a importância do consumo de um prato diversificados com arroz, feijão, salada e carne. 3. JUSTIFICATIVA A seletividade alimentar em crianças é uma preocupação crescente, especialmente em um contexto no qual a alimentação escolar é planejada com base em diretrizes nutricionais que visam assegurar o desenvolvimento saudável e o bom desempenho acadêmico. Pesquisas como as de Lima, Santos e Ferreira (2017) apontam que a percepção infantil sobre a alimentação saudável pode ser significativamente influenciada por estratégias educacionais adequadas. Nesse sentido, a implementação de práticas educativas que utilizem métodos lúdicos tem se mostrado eficaz para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. Além disso, conforme apontado por Souza e Sousa (2021), o ambiente escolar é um espaço privilegiado para a promoção da igualdade e do desenvolvimento infantil, já que permite o acesso a uma alimentação equilibrada, essencial para o crescimento físico e intelectual das crianças. A integração de atividades que estimulem o envolvimento dos alunos com a alimentação pode ajudar a combater a seletividade alimentar, uma vez que essas ações contribuem para que a criança se sinta parte do processo, compreendendo os benefícios de uma nutrição balanceada. Por fim, o estudo de Silva e Boccaletto (2017) reforça que a educação para a alimentação saudável nas escolas é uma ferramenta crucial para a mudança de comportamentos alimentares. Através de abordagens interativas e que dialogam diretamente com o imaginário infantil, como no caso das explicações lúdicas sobre os alimentos, é possível promover uma maior aceitação de alimentos que, inicialmente, são rejeitados devido à seletividade. Portanto, o desenvolvimento de atividades educativas que abordam o valor nutricional de forma simples e compreensível é uma estratégia relevante e justificada pela literatura para lidar com o problema da seletividade alimentar nas escolas. 4. METODOS Trata-se de um estudo descritivo transversal, realizado na escola com o objetivo de avaliar os hábitos alimentares de crianças do 1º ao 3º ano do ensino fundamental, além de promover a conscientização sobre a importância de uma alimentação balanceada. A amostra foi composta por 72 crianças, com idades variando entre 6 e 8 anos, todas regularmente matriculadas e frequentando as atividades escolares. A ação foi desenvolvida durante o mês de outubro de 2024 e envolveu atividades lúdicas e interativas. Inicialmente, cada criança recebeu uma folha de ofício com o desenho de um prato vazio, sendo solicitado que representassem, através de desenhos, os alimentos que consumiam diariamente durante o almoço. Essa atividade permitiu uma avaliação visual das preferências alimentares das crianças e possibilitou a coleta de dados qualitativos sobre os alimentos mais consumidos. Em seguida, foi realizada uma explicação sobre a importância dos alimentos que compõem o cardápio escolar, com enfoque nos seguintes itens: arroz, feijão, salada e carne. A explicação utilizou uma abordagem lúdica para que as crianças pudessem associar os alimentos com conceitos divertidos, facilitando o entendimento da importância de cada um para o corpo. Por exemplo, o arroz foi descrito como "o super combustível" que fornece energia para brincar e estudar, enquanto o feijão foi explicado como "os tijolos que constroem os músculos", incentivando as crianças a consumirem esses alimentos de forma consciente. Além disso, as crianças foram estimuladas a refletir sobre o papel da salada, representada como "o escudo protetor" que protege contra doenças, e da carne, descrita como "a força de leão", que ajuda no crescimento e fortalecimento corporal. Essas associações lúdicas foram elaboradas com o objetivo de engajar as crianças e incentivá-las a modificar seus hábitos alimentares, incorporando uma maior variedade de alimentos em suas refeições. Após as atividades de conscientização, foi observado o comportamento das crianças no refeitório escolar ao longo do mês, para verificar se as explicações lúdicas resultaram em mudanças nos hábitos alimentares, sobretudo em relação à aceitação de alimentos como feijão, salada e carne. Entretanto, a análise quantitativa das mudanças no consumo alimentar será tema de uma etapa futura do projeto, sendo o foco deste estudo a análise qualitativa inicial e o impacto das atividades educativas no curto prazo. 5. RESULTADOS Com base nas atividades desenvolvidas com as 72 crianças do 1º ao 3º ano do ensino fundamental, foi possível observar padrões alimentares que evidenciam seletividade alimentar em uma parcela significativa dos alunos. A atividade de desenho do prato revelou que muitas crianças consomem uma dieta limitada, predominantemente à base de arroz. Em algumas representações, foi constatado que o arroz era o único item desenhado, o que corrobora com os relatos prévios de seletividade alimentar extrema. Figura 1: Prato onde as crianças realizaram seus desenhos Fonte: Elabora pelas autoras (2024) A partir da análise dos desenhos, observou-se que, apesar da oferta diária de um cardápio equilibrado nas refeições escolares – composto por arroz, feijão, salada e carne, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) –, muitos alunos ainda resistem a diversificar suas escolhas alimentares. A maioria dos pratos desenhados pelas crianças incluía o arroz, mas poucos acrescentavam o feijão e a salada. A carne também apareceu com baixa frequência, sugerindo uma menor aceitação desses alimentos entre os alunos. Após a realização das explicações lúdicas sobre a importância de cada alimento no desenvolvimento e na saúde, as crianças demonstraram grande interesse nas metáforas utilizadas. Termos como "super combustível" para o arroz e "tijolos que constroem os músculos" para o feijão geraram entusiasmo e curiosidade. As explicações acerca da salada, chamada de "escudo protetor", e da carne, "força de leão", também despertaram a atenção das crianças, promovendo uma interação maior com os conceitos de alimentação saudável. Figura 2: Imagem da atividade lúdica “Super Prato” apresentado as crianças Fonte: Elabora pelas autoras (2024) Ao longo dos dias subsequentes à intervenção, foi possível observar, de maneira informal, algumas mudanças comportamentais nas refeições escolares. Foi verificado que algumas crianças passaram a adicionar feijão ou salada aos seus pratos, algo que, segundo as observações iniciais dos professorese monitores do refeitório, era incomum antes da ação educativa. Os dados qualitativos já indicam que as atividades lúdicas foram capazes de sensibilizar as crianças em relação à importância de uma dieta balanceada. A mudança de percepção, mesmo que sutil, é um indicativo de que intervenções educativas simples e didáticas, quando associadas a práticas lúdicas, podem contribuir para a formação de hábitos alimentares mais saudáveis, principalmente em populações infantis que apresentam resistência a certos grupos alimentares. 6. DISCUSSÃO Os resultados obtidos a partir desta intervenção revelam importantes aspectos sobre o comportamento alimentar infantil e as possibilidades de mudança por meio de ações educativas. A seletividade alimentar observada, em que o arroz figurava como o principal (ou único) item de consumo diário, destaca a necessidade de reforçar a importância de uma alimentação balanceada desde os primeiros anos de vida escolar. Lima, Santos e Ferreira (2017) já indicam que a falta de diversidade alimentar pode impactar negativamente o crescimento e o desenvolvimento infantil, sendo necessário o uso de estratégias pedagógicas que dialoguem com a realidade das crianças. A literatura sintetiza a ideia de que a seletividade alimentar é um desafio comum em populações infantis. De acordo com Pacheco Souza e Herculano de Sousa (2021), a oferta regular de um cardápio equilibrado, como o que segue as normas do PNAE, é fundamental, mas não garante por si só a aceitação de todos os grupos alimentares. Nesse sentido, as atividades lúdicas desenvolvidas neste estudo mostraram-se eficazes para promover o engajamento das crianças e facilitar a compreensão sobre os benefícios de uma alimentação completa e diversificada. A metáfora utilizada para explicar o papel dos alimentos na nutrição infantil – como o "super combustível" do arroz e os "tijolos" do feijão – foi especialmente útil para captar a atenção das crianças e transformar conceitos abstratos em imagens concretas e divertidas. Como apontam Silva e Boccaletto (2020), ações educativas que utilizam elementos lúdicos são essenciais para sensibilizar as crianças e torná-las mais receptivas às mudanças de comportamento alimentar. Essas estratégias permitem que o conteúdo seja internalizado de maneira mais profunda e significativa, promovendo uma compreensão mais duradoura. No entanto, apesar dos primeiros sinais de aceitação de novos alimentos após a intervenção, os resultados ainda são preliminares. Estudos anteriores, como o de Lima et al. (2017), indicam que a mudança de hábitos alimentares requer tempo e repetição constante das atividades educativas. Assim, é importante que as ações lúdicas e pedagógicas sejam contínuas e integradas ao cotidiano escolar, reforçando continuamente os benefícios de uma alimentação equilibrada. A observação informal de que algumas crianças passaram a consumir feijão ou salada após a intervenção sugere que o processo de conscientização foi iniciado, mas que mudanças mais substanciais poderão ser vistas a longo prazo. Como afirmam Pacheco Souza e Herculano de Sousa (2021), a promoção de hábitos alimentares saudáveis na escola é um processo gradual que requer tanto a participação ativa das crianças quanto o suporte constante de educadores e responsáveis. Em suma, este estudo demonstra que intervenções simples, baseadas em atividades lúdicas e didáticas, podem ser uma ferramenta poderosa para combater a seletividade alimentar e promover uma dieta mais diversificada entre as crianças. Contudo, é fundamental que novas pesquisas sejam realizadas, a fim de avaliar a permanência dessas mudanças a médio e longo prazo, e que essas ações sejam adaptadas conforme as necessidades específicas de cada grupo. O papel da escola, conforme argumentam Lima et al. (2017), é essencial para a formação de hábitos saudáveis que acompanharão as crianças ao longo de sua vida. 7. AVALIAÇÃO PÓS ATIVIDADE A avaliação pós atividade foi feita de forma observacional, no horário do almoço, onde fizemos uma análise de adesão de um prato mais diversificado com o objetivo de verificar se os alunos aplicaram os conceitos discutidos sobre alimentação saudável nas suas escolhas alimentares. Observou-se se houve um aumento na diversidade de alimentos consumidos, e que aos poucos as crianças começaram a ter um prato mais variado, colocando também feijão, carne e salada. 8. CONCLUSÃO DE ATIVIDADES A intervenção realizada com os alunos de 1º a 3º ano do ensino fundamental permitiu uma análise mais detalhada dos hábitos alimentares dessas crianças, utilizando uma abordagem lúdica e envolvente. Por meio dos desenhos, foi possível identificar que muitos dos alunos apresentavam seletividade alimentar, concentrando-se principalmente no consumo de arroz. A atividade proposta não apenas proporcionou uma melhor compreensão do que eles costumam consumir, mas também serviu como um ponto de partida para introduzir conceitos básicos de alimentação saudável de forma divertida e acessível. Através das metáforas criadas, como o "super combustível" do arroz e a "força de leão" da carne, as crianças puderam relacionar os benefícios dos alimentos a aspectos práticos de suas vidas, como brincar e estudar. A interação com as crianças mostrou-se produtiva, com sinais iniciais de interesse em variar a alimentação, especialmente com o incentivo lúdico utilizado para explicar a importância dos diversos grupos alimentares. Embora a intervenção tenha sido breve, foi possível observar, de forma preliminar, uma leve mudança de atitude de algumas crianças em relação ao consumo de alimentos que antes eram rejeitados, como o feijão e a salada. Contudo, a continuidade dessas atividades é essencial para garantir que os benefícios sejam mantidos e ampliados no decorrer do tempo. 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS As atividades realizadas revelaram que, mesmo em um ambiente com acesso a uma alimentação balanceada, como é o caso da escola, a seletividade alimentar ainda persiste como um desafio entre as crianças. Esse comportamento, comum em várias faixas etárias, pode ser gradualmente modificado com a introdução de estratégias pedagógicas que tornem a alimentação saudável uma experiência positiva e prazerosa para os alunos. O uso de atividades lúdicas se mostrou eficaz como uma primeira abordagem para tratar o tema com as crianças, possibilitando um diálogo mais aberto e descontraído sobre alimentação. Através da linguagem simples e das comparações lúdicas, foi possível despertar o interesse dos alunos em aprender mais sobre o que comem e como esses alimentos impactam suas vidas. Ainda que a intervenção tenha apresentado resultados iniciais promissores, é importante ressaltar que a promoção de hábitos alimentares saudáveis deve ser um processo contínuo. A educação alimentar nas escolas precisa ser integrada ao currículo de forma regular, garantindo que as crianças recebam informações de maneira progressiva e consistente ao longo de sua formação. Por fim, conclui-se que iniciativas como esta, que aliam aprendizado e diversão, podem ser uma ferramenta poderosa para influenciar positivamente os hábitos alimentares das crianças. Contudo, o sucesso a longo prazo depende da continuidade dessas ações e da cooperação entre a escola, os alunos e seus familiares. 10. REFERÊNCIAS CARVALHO, A. K. B.; SILVA, M. C. Seletividade Alimentar em Crianças: Revisão Bibliográfica. Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, 2018. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/13290/1/21550178.pdf. Acesso em: 13 set. 2023. LIMA, F. R.; SANTOS, C. S.; FERREIRA, L. R. Percepção infantil sobre a alimentação saudável e o impacto das estratégias educacionais nas escolas. Revista Brasileira de Nutrição, v. 30, n. 2, p. 145-155, 2017. LOUZADADE SÁ, A. A.; DINIZ, G. L. S.; TOMAZ, M. P.; PAIXÃO, P. E. M.; SOUZA, T. Q.; ABU-ALLAN, Y. T. K. Impacto da alimentação no crescimento e desenvolvimento infantil. Research, Society and Development, v. 11, n. 1, e52511125248, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-38. Acesso em: 16 out. 2024. MÜLLER, P. W.; SALAZAR, V.; DONELLI, T. M. Dificuldades Alimentares na Primeira Infância: Uma Revisão Sistemática. Estudos e Pesquisas em Psicologia, v. 17, n. 2, maio/ago. 2017. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808- 4281201700020001206. Acesso em: 10 out. 2023. SAMPAIO, A. B. M. et al. Seletividade alimentar: uma abordagem nutricional. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 62, n. 2, jun. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/XMDX3Wc8Xn7XbcYvRfjdSpd/. Acesso em: 08 set. 2023. SILVA, C. C.; BOCCALLETO, E. M. A. Educação para a Alimentação Saudável na Escola. Disponível em: https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/estrategias_cap3.pdf. Acesso em: 16 out. 2024. SOUZA, L. B. P.; SOUSA, N. H. Nutrição Escolar: Promovendo a Igualdade e o Desenvolvimento Infantil por meio da Alimentação Saudável. Disponível em: file:///C:/Users/USER/Downloads/[92]-+++NUTRIÇÃO+ESCOLAR- +PROMOVENDO+A+IGUALDADE+E+O+DESENVOLVIMENTO+INFANTIL+P OR+MEIO+DA+ALIMENTAÇÃO+SAUDÁVEL.pdf. Acesso em: 17 out. 2024. ANEXOSe bem-estar geral. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), uma iniciativa do governo brasileiro, se alinha perfeitamente com esses objetivos, ao oferecer refeições nutritivas e balanceadas para alunos da rede pública de ensino. O programa visa não apenas garantir o acesso a alimentos de qualidade, mas também contribuir para o desenvolvimento físico, cognitivo e escolar das crianças e adolescentes. Uma das vertentes importantes do PNAE é a inclusão de atividades voltadas à educação alimentar e nutricional, buscando sensibilizar os alunos sobre a importância de uma dieta equilibrada e de hábitos alimentares saudáveis. Tanto a educação alimentar quanto o PNAE desempenham um papel crucial na formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância. Ao longo do tempo, essas iniciativas ajudam a combater problemas como a desnutrição e a obesidade, que afetam milhões de crianças em idade escolar. Além disso, o programa promove a equidade no acesso a alimentos de qualidade, independentemente da condição socioeconômica dos estudantes. Ao incentivar a educação alimentar e fortalecer a implementação 6 do PNAE, as comunidades têm a oportunidade de melhorar significativamente a saúde de suas crianças e jovens, criando bases sólidas para um futuro mais saudável e produtivo. Dessa maneira, esses esforços coletivos têm um impacto duradouro, contribuindo para a formação de gerações mais conscientes em relação à alimentação e à importância da nutrição para o bem-estar geral. Adicionalmente, foram realizadas ações de educação alimentar e nutricional, com a promoção de palestras e atividades lúdicas para conscientizar os estudantes sobre a importância de uma alimentação saudável. O estágio também incluiu o acompanhamento da relação com fornecedores, priorizando a aquisição de produtos da agricultura familiar, conforme preconizado pelo PNAE. Este estágio foi fundamental para o desenvolvimento de competências práticas e técnicas na área de nutrição, fortalecendo o entendimento sobre a importância da alimentação escolar na promoção da saúde e no desempenho acadêmico dos alunos. 7 INTRODUÇÃO A merenda escolar nas escolas municipais do Brasil tem se tornado um tema central nos debates sobre alimentação saudável e educação alimentar. Diferente das escolas particulares, onde as instituições possuem autonomia na definição de seus cardápios, as escolas municipais seguem as diretrizes estabelecidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Esse programa regula e garante a oferta de uma alimentação equilibrada, adequada e de qualidade aos estudantes da rede pública (FONSECA; ALMEIDA, 2018). Nas escolas municipais, a qualidade da merenda está fortemente vinculada ao orçamento e aos recursos destinados pelo governo. Embora limitada em alguns aspectos, o PNAE busca oferecer refeições que priorizem alimentos frescos, como frutas, legumes e cereais integrais, garantindo que os alunos tenham acesso a uma alimentação balanceada e nutritiva, promovendo a saúde e o desenvolvimento adequado (GOMES; LIMA, 2019). Ademais, as escolas municipais frequentemente integram a merenda escolar com atividades pedagógicas voltadas para a educação alimentar. Essas iniciativas visam ensinar aos estudantes a importância de uma alimentação saudável, estimulando a criação de hábitos alimentares adequados desde cedo, contribuindo para o combate à desnutrição e obesidade infantil (SANTOS; OLIVEIRA; COSTA, 2017). Um ponto importante é a adaptação das refeições para alunos com necessidades alimentares especiais, como intolerâncias, alergias ou condições médicas específicas. O PNAE oferece orientações para garantir que esses estudantes recebam uma alimentação segura e adequada, promovendo um ambiente escolar inclusivo (PEREIRA; SILVA, 2016). Assim como nas escolas particulares, as instituições municipais enfrentam desafios, especialmente em relação à segurança alimentar e à qualidade dos alimentos servidos. A capacitação constante dos profissionais responsáveis pela merenda, aliada à supervisão e controle de qualidade, é essencial para garantir que os padrões de higiene e 8 nutrição sejam mantidos (CARVALHO; FREITAS, 2015). A participação das famílias também é um elemento essencial no sucesso do programa de alimentação escolar nas escolas municipais. O envolvimento dos pais e responsáveis na escolha e na avaliação das refeições oferecidas permite que a escola faça ajustes conforme as necessidades e preferências dos alunos, promovendo um diálogo contínuo sobre alimentação saudável e colaborando para uma gestão mais eficiente do programa (SOUZA; OLIVEIRA; SILVA, 2018). No entanto, a gestão centralizada do PNAE e a dependência de recursos públicos podem resultar em disparidades entre as escolas de diferentes regiões. Algumas escolas conseguem oferecer uma alimentação mais diversificada e nutritiva, enquanto outras enfrentam limitações no acesso a ingredientes frescos e de qualidade, o que pode acentuar desigualdades (MELO; CASTRO, 2020). Apesar desses desafios, muitas escolas municipais têm implementado iniciativas que visam não apenas atender às necessidades nutricionais dos alunos, mas também educá-los sobre a importância de escolhas alimentares saudáveis. Por meio de atividades como oficinas culinárias e projetos pedagógicos, os alunos são incentivados a se envolver no processo de preparo dos alimentos, promovendo maior conscientização sobre a importância da nutrição (COSTA; SANTOS, 2019). Além disso, o PNAE incentiva o uso de produtos frescos e locais na merenda escolar, apoiando a agricultura familiar e promovendo práticas sustentáveis. Essa abordagem melhora a qualidade dos alimentos oferecidos e ensina os alunos a importância do consumo responsável e da valorização de produtores locais (OLIVEIRA; GONÇALVES, 2016). As escolas municipais também estão cada vez mais preparadas para atender às preferências e restrições alimentares dos alunos, como dietas vegetarianas ou veganas, dentro das possibilidades oferecidas pelo programa. Isso demonstra um compromisso com a inclusão e o respeito à diversidade alimentar dos estudantes (FREIRE; MENDONÇA, 2018). 9 Além das questões alimentares, a merenda nas escolas municipais desempenha um papel importante na formação de valores relacionados à sustentabilidade e ao meio ambiente. Programas que incentivam a redução do desperdício de alimentos e a compostagem de resíduos são exemplos de como a merenda pode contribuir para o desenvolvimento de uma consciência ambiental entre os alunos (GOMES; LIMA, 2019). A interação entre os diversos profissionais envolvidos na merenda escolar – como nutricionistas, cozinheiros, professores e gestores escolares – é essencial para o sucesso do programa nas escolas municipais. Essa cooperação garante que a alimentação oferecida atenda às necessidades de todos os alunos, promovendo saúde e bem- estar no ambiente escolar (ALMEIDA; RODRIGUES, 2020). Em suma, a merenda escolar nas escolas municipais do Brasil desempenha um papel vital na promoção da saúde e do bem-estar dos alunos. O PNAE, com suas diretrizes claras e abrangentes, proporciona uma base sólida para a oferta de uma alimentação nutritiva e equilibrada, enquanto permite a inclusão de práticas educativas e sustentáveis que enriquecem a experiência alimentar dos estudantes desde cedo (BRASIL, 2018). 10 HISTÓRICO PNAE Histórico sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma das políticas públicas mais antigas do Brasil voltada para a segurança alimentar e nutricional. Instituído em 1955, o PNAE tem como objetivo fornecer alimentação adequada e saudável para alunos da educação básica em escolas públicas e filantrópicas.Ao longo dos anos, o programa passou por diversas reformulações para garantir que as refeições atendam às necessidades nutricionais de crianças e adolescentes, contribuindo para seu crescimento, desenvolvimento e desempenho escolar (BRASIL, 2020). Descentralização e Municipalização do Programa A gestão do PNAE é descentralizada, permitindo que estados e municípios sejam responsáveis pela execução do programa. Em 1994, essa gestão foi fortalecida com a municipalização, permitindo uma maior proximidade entre a administração local e as necessidades específicas das escolas. Cada município pode adaptar o programa às suas realidades, respeitando as diretrizes gerais do PNAE, como a obrigatoriedade de incluir produtos da agricultura familiar na alimentação escolar (FONSECA; SILVA, 2018). Especificidades do Município de São Paulo – Creche Conveniada e Alimentação Escolar Terceirizada No município de São Paulo, o PNAE apresenta características específicas, especialmente no atendimento de creches conveniadas e no uso de empresas terceirizadas para fornecer a alimentação escolar. As creches conveniadas recebem recursos para oferecer refeições adequadas às crianças, conforme as diretrizes do programa. Além disso, o modelo de terceirização da merenda escolar é utilizado em muitas escolas paulistanas, onde empresas contratadas são responsáveis pela preparação e distribuição dos alimentos, sempre sob supervisão de 11 nutricionistas, que garantem o cumprimento das normas nutricionais e sanitárias (SANTOS, 2019). Meta de Cobertura Nutricional O PNAE tem como meta fornecer refeições que cubram entre 20% e 70% das necessidades nutricionais diárias dos alunos, dependendo do turno escolar em que estão matriculados. Para alunos que passam o dia todo na escola, a meta de cobertura nutricional pode chegar até 70%, garantindo refeições balanceadas que contribuem para o crescimento saudável das crianças e adolescentes (MACIEL; COSTA, 2016). Cálculo do Repasse e Recursos O cálculo dos recursos destinados à alimentação escolar é feito com base no número de alunos matriculados nas escolas públicas e instituições filantrópicas, e os valores são repassados diretamente aos estados e municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Parte dos recursos deve ser destinada à aquisição de alimentos da agricultura familiar, em cumprimento à Lei nº 11.947, que estabelece que pelo menos 30% do valor repassado seja utilizado para essa finalidade (BRASIL, 2020). Objetivos do PNAE Os principais objetivos do PNAE são: Promover a saúde dos alunos, oferecendo refeições nutricionalmente adequadas. Contribuir para o desenvolvimento físico, cognitivo e acadêmico. Incentivar a formação de hábitos alimentares saudáveis. Valorizar a agricultura familiar, promovendo a sustentabilidade e o desenvolvimento local (SOUZA et al., 2015). Beneficiados e Participantes O PNAE atende todos os alunos matriculados na educação básica pública, incluindo creches, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio e escolas de educação de jovens e adultos (EJA). Além disso, 12 crianças em instituições filantrópicas e especiais também são beneficiadas pelo programa. Em 2020, mais de 41 milhões de estudantes foram atendidos, refletindo a abrangência nacional do PNAE (FNDE, 2020). Funcionamento O programa funciona com a transferência direta de recursos do FNDE para estados e municípios, que são responsáveis por sua execução. Os cardápios devem ser elaborados por nutricionistas, respeitando as necessidades nutricionais das crianças, e as escolas devem garantir que as refeições sejam preparadas de forma higiênica e segura. As compras de alimentos seguem as diretrizes de incluir produtos da agricultura familiar, fortalecendo a economia local e incentivando práticas agrícolas sustentáveis (CAMPOS et al., 2017). Atribuições do Nutricionista no Programa O nutricionista tem um papel crucial no PNAE, sendo responsável pela elaboração dos cardápios de acordo com as diretrizes do programa, assegurando que as refeições atendam às necessidades nutricionais e sejam seguras do ponto de vista sanitário. Esse profissional também supervisiona o armazenamento, preparo e distribuição dos alimentos, garantindo que os padrões de higiene e segurança alimentar sejam respeitados. Além disso, o nutricionista desenvolve atividades de educação alimentar, promovendo hábitos saudáveis entre os estudantes e atuando em parceria com fornecedores para a compra de produtos da agricultura familiar (OLIVEIRA; MEDEIROS, 2018). Objetivos do Programa Nacional de Merenda Escolar (PNAE) O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma das mais relevantes iniciativas de política pública no Brasil para assegurar a segurança alimentar e nutricional de crianças e adolescentes. Criado em 1955, o programa tem como objetivo central contribuir para o desenvolvimento físico e cognitivo dos estudantes, promovendo a saúde e o rendimento escolar por meio da oferta de refeições balanceadas e 13 adequadas durante o ano letivo (GOMES; RIBEIRO; MARTINS, 2017). O PNAE abrange toda a rede de educação básica do país, beneficiando alunos de escolas públicas e de instituições filantrópicas, o que torna seu alcance verdadeiramente nacional. Um dos principais pilares do PNAE é garantir que as refeições oferecidas nas escolas sejam diversificadas e balanceadas, obedecendo aos padrões de segurança sanitária e nutricional. Para isso, os cardápios devem ser elaborados por nutricionistas, respeitando as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde e por órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) (COSTA; FREITAS; MOURA, 2018). Assim, o programa busca não apenas assegurar a saúde dos estudantes, mas também prevenir deficiências nutricionais e doenças relacionadas à má alimentação. Além de promover a oferta de refeições saudáveis, o PNAE desempenha um papel crucial na educação alimentar e nutricional, integrando essas temáticas ao ambiente escolar. Através de atividades educativas como palestras, feiras e oficinas práticas, o programa incentiva a formação de hábitos alimentares saudáveis desde cedo, reforçando a importância de uma dieta equilibrada e o reconhecimento da origem dos alimentos consumidos (FERREIRA et al., 2016). Essas iniciativas são essenciais para prevenir problemas de saúde como obesidade e diabetes, que têm se tornado cada vez mais frequentes entre as crianças e adolescentes brasileiros. Outro ponto central do PNAE é o incentivo à agricultura familiar no fornecimento de alimentos para a merenda escolar. A lei que rege o programa determina que pelo menos 30% dos recursos destinados à alimentação escolar sejam investidos na compra de produtos provenientes da agricultura familiar (BRASIL, 2021). Essa medida não só melhora a qualidade da alimentação oferecida nas escolas, mas também fortalece a economia local e estimula práticas agrícolas mais sustentáveis, beneficiando diretamente as comunidades rurais e promovendo a sustentabilidade ambiental. Por fim, o PNAE tem como objetivo promover a equidade no 14 acesso à alimentação escolar, garantindo que todos os estudantes, independentemente de sua condição socioeconômica, possam se beneficiar de refeições de qualidade. Ao oferecer alimentação adequada, o programa contribui para a redução das desigualdades sociais e regionais e para a permanência dos alunos na escola, melhorando, assim, seu desempenho acadêmico (SANTOS; OLIVEIRA; PEREIRA, 2019). A gestão descentralizada do programa, envolvendo a participação ativa de estados, municípios e da comunidade escolar, é fundamental para o sucesso e a implementação eficiente dessas políticas públicas. A atuação do nutricionista emmerenda de escolas públicas O nutricionista tem um papel essencial na gestão da alimentação escolar em instituições públicas, sendo peça-chave para garantir a saúde e o bem-estar dos alunos. Uma de suas principais atribuições é a elaboração de cardápios, que devem ser cuidadosamente planejados para atender às necessidades nutricionais dos estudantes, em conformidade com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) (SANTOS; CARVALHO, 2014). Esses cardápios precisam ser variados, balanceados e ajustados de acordo com as diferentes faixas etárias, visando a oferta de refeições que sejam tanto nutritivas quanto seguras. Além da criação dos cardápios, o nutricionista tem a responsabilidade de supervisionar a qualidade dos alimentos disponibilizados nas escolas. Esse acompanhamento envolve o controle das condições de armazenamento, preparo e distribuição das refeições, assegurando que todos os processos respeitem os padrões de higiene e segurança alimentar (PEREIRA; SILVA, 2009). A atuação do nutricionista nesse sentido é vital para prevenir possíveis contaminações e garantir a segurança alimentar, protegendo a saúde dos estudantes. Outra função importante desse profissional no ambiente escolar é a promoção da educação alimentar e nutricional. O nutricionista desenvolve ações educativas que estimulam hábitos alimentares saudáveis, como a realização de oficinas de culinária, palestras e o 15 incentivo à criação de hortas nas escolas (OLIVEIRA; SOUZA, 2015). Essas atividades são fundamentais para sensibilizar os alunos sobre a importância de uma alimentação equilibrada, ajudando a formar hábitos alimentares mais saudáveis desde a infância. No que diz respeito à articulação com fornecedores, o nutricionista desempenha um papel estratégico, especialmente na aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar. De acordo com as normas do PNAE, pelo menos 30% dos recursos destinados à alimentação escolar devem ser investidos na compra de produtos da agricultura familiar (BRASIL, 2021). O nutricionista é responsável por avaliar e selecionar esses fornecedores, além de definir os produtos mais adequados, promovendo não apenas a sustentabilidade, mas também o desenvolvimento das economias locais. O trabalho do nutricionista vai além das questões técnicas, uma vez que ele também participa ativamente da gestão do programa de alimentação escolar, interagindo com a direção escolar, professores, pais e a comunidade. Essa colaboração é essencial para assegurar que as políticas de alimentação escolar sejam implementadas de forma eficaz e que os objetivos do PNAE sejam alcançados (COSTA et al., 2012). A integração do nutricionista com a comunidade escolar fortalece a promoção de um ambiente educacional mais saudável e inclusivo, beneficiando diretamente a saúde e o aprendizado dos estudantes. Caracterização da Instituição Descrição do local A estrutura física do Colégio Holmes Villar é composta por 12 salas de aula, 1 biblioteca, 1 sala de informática, 1 sala de culinária, 1 sala de direção, 1 sala de coordenação pedagógica, 1 sala de Atendimento Educacional Especializado (A.E.E), 1 sala de multiuso, 1 elevador, 1 ginásio poliesportivo, 2 vestiários (sendo 1 feminino e 1 masculino), 1 refeitório, 1 estacionamento interno, 1 recepção, 4 banheiros para alunos (sendo 1 masculino e 1 feminino), 2 banheiros especiais, 2 banheiros para funcionários (sendo 1 masculino e 1 feminino), 1 secretaria, 1 cozinha e 1 lavanderia. 16 O colégio possui dois andares. No primeiro piso, encontram-se as salas de aula, 2 banheiros, a biblioteca e um bebedouro para os alunos. No térreo, localizam-se o refeitório, 2 banheiros para os alunos, os banheiros especiais, a sala de multiuso, a sala de informática, a cozinha, a secretaria, a sala da coordenação pedagógica, a sala de direção, a sala do A.E.E, a sala dos professores e a lavanderia. Na área externa, estão o ginásio, o estacionamento, os vestiários e os banheiros. O Colégio Municipal Holmes Villar está localizado na Estrada Santo André, nº 705, Sítio do Rosário, Santana de Parnaíba, São Paulo. O bairro fica a 5 km do centro histórico, como mostrado no mapa a seguir. Imagem 1- mapa Fonte: Google maps O estágio foi realizado entre os dias 24/09 e 25/10, no período da manhã. O colégio onde o estágio ocorreu atende alunos do Ensino Fundamental I e II. O período do Ensino Fundamental I é em horário integral, atendendo da 1ª à 5ª série, com aulas das 7h00 às 16h00. Já o Ensino Fundamental II funciona somente no período da manhã, atendendo da 6ª à 9ª série, com aulas das 7h00 às 11h55, embora a 17 escola permaneça aberta até as 18h00. A equipe gestora da escola é composta pela diretora Rosimeire S. de Oliveira Risonho, a vice-diretora Maria Aparecida Barros de Lima e a coordenadora pedagógica Fernanda Tais Boton. Atualmente, a escola conta com 37 funcionários, porém, dois deles não estão comparecendo: um por licença-maternidade e outro nunca compareceu. As crianças têm aulas de Português, Matemática, História, Geografia, Educação Física, Artes, inglês e Espanhol. Eventualmente, a escola promove eventos interativos com os alunos, alguns relacionados à tecnologia e outros focados em saúde e nutrição. A escola tem um total de 270 alunos, com idades entre 6 e 15 anos. Os alunos chegam à escola às 6h40, mas o horário das aulas no período da manhã é das 7h00 às 11h55, totalizando 5 horas diárias. Já as crianças em período integral permanecem na escola das 7h00 às 16h00, totalizando 8 horas diárias. A escola fornece entre 270 e 300 refeições por dia. Os intervalos são divididos por classe, conforme mostrado na imagem 2 a seguir. Imagem 2- Horários do intervalo A escola tem como missão formar estudantes para a cidadania, 18 promovendo a consciência de seu papel no mundo e capacitando-os para agir com responsabilidade e pensamento crítico. A instituição busca oferecer uma educação de qualidade, baseada em valores essenciais como: Valorização da diversidade e inclusão; Integração entre escola, família e comunidade; Comprometimento com a educação de excelência; Respeito à individualidade, à coletividade e ao meio ambiente; Ética e profissionalismo; Resgate da autoestima; Valorização do conhecimento. A seguir, há um organograma representativo da escola. Organograma Imagem 3 - organograma Componentes da administração atual (prefeito, secretário de saúde, coordenador da saúde, coordenadorias ligadas à Nutrição). Em Santana de Parnaíba, a administração atual é composta pelos seguintes responsáveis: Prefeito: Antônio Marcos Batista Pereira, conhecido como Marcos Tonho, está à frente da prefeitura desde janeiro de 2021. Secretário de Saúde: Dr. José Carlos Misorelli é o responsável pela Secretaria Municipal de Saúde, desempenhando um papel crucial 19 na gestão e implementação das políticas de saúde no município. A Sra. Thaís Cardoso Benedetti atua na Coordenadoria de Saúde, desempenhando um papel fundamental na organização e supervisão das ações de saúde no município. A Sra. Heloísa Morisheta é responsável pela administração do setor de nutrição, sendo encarregada das políticas e programas relacionados à alimentação e nutrição da população. Já a Sra. Carla Alves gerencia o Programa Saúde Escolar, além de acumular a função de secretária da educação, garantindo a integração entre saúde e educação nas escolas municipais. No que se refere à área de nutrição e saúde pública, a Secretaria de Saúde administra e coordena diversas ações ligadas à vigilância sanitária, promoção da saúde e programas de nutrição escolar, alinhados às políticas municipais e ao Sistema Único de Saúde (SUS). Essa estrutura contribui para uma gestão integrada e eficiente nas áreas de saúdee nutrição escolar. Funcionamento em geral, recursos humanos, financeiros, critérios para seleção das crianças. A Escola Holmes Villar, localizada em Santana de Parnaíba, SP, é uma instituição educacional que visa proporcionar um ambiente de aprendizagem acolhedor e estimulante para crianças. A seguir, apresento um resumo sobre seu funcionamento geral, recursos humanos e financeiros, bem como os critérios para a seleção das crianças. Funcionamento Geral A Escola adota uma abordagem educacional que visa o desenvolvimento integral das crianças, combinando atividades acadêmicas com experiências práticas e sociais. O calendário escolar é estruturado para incluir uma variedade de atividades, como aulas regulares, projetos interdisciplinares, eventos culturais e esportivos, promovendo um aprendizado dinâmico. Recursos Humanos A equipe da escola é composta por profissionais qualificados e experientes, incluindo educadores, psicólogos e especialistas em 20 diversas áreas. O corpo docente é selecionado com base em critérios rigorosos, que incluem formação acadêmica, experiência anterior e alinhamento com a filosofia educacional da escola. Além disso, a escola investe em capacitação contínua para seus funcionários, garantindo que estejam atualizados com as melhores práticas pedagógicas. Recursos Financeiros A Escola Holmes Villar conta com um modelo financeiro que envolve mensalidades pagas pelos pais, além de eventuais parcerias e eventos que ajudam a complementar o orçamento. A transparência financeira é um valor importante para a instituição, que busca oferecer um bom custo-benefício para as famílias, garantindo a qualidade do ensino e das infraestruturas disponíveis. Critérios para Seleção das Crianças Os critérios para a seleção das crianças geralmente envolvem uma série de etapas, incluindo entrevistas com os pais, visitas à escola e, em alguns casos, uma avaliação do desenvolvimento da criança. A escola busca atender a uma diversidade de perfis, priorizando a inclusão e a promoção de um ambiente diversificado. É importante ressaltar que a escola valoriza não apenas o desempenho acadêmico, mas também as habilidades sociais e emocionais. A Escola Holmes Villar se destaca por seu compromisso com a educação de qualidade, o desenvolvimento integral das crianças e a formação de um ambiente que valoriza a inclusão e a diversidade. Com uma equipe qualificada e recursos bem planejados, a escola busca preparar seus alunos para os desafios do futuro, promovendo não apenas o aprendizado acadêmico, mas também habilidades sociais e emocionais essenciais para a vida. Refeição dos alunos Assim que as crianças chegam ao colégio, é oferecido o desjejum no horário das 06h40 às 06h55. Após isso, elas formam uma fila para subir para as salas de aula. Às 09h00, é oferecida a colação para os alunos do período integral. O almoço é servido em horários escalonados, conforme as turmas: das 09h45 às 10h05, para os alunos do 6º ao 9º 21 ano; das 11h55 às 12h25, para o 1º, 2º e 3º anos; e das 12h25 às 12h55, para o 4º e 5º anos. Às 14h00, é oferecido um lanche da tarde para as crianças do período integral. Durante o período de estágio, não foi desenvolvida nenhuma atividade específica relacionada à área nutricional. No entanto, foram realizadas algumas atividades interativas devido ao Dia das Crianças e à "Semana Maluca", onde, a cada dia, as crianças seguiam um tema, como "cabelo maluco" ou "dia do pijama", e vinham à escola caracterizadas. Além disso, estava em andamento um projeto de feira tecnológica, no qual os alunos elaboravam trabalhos e projetos relacionados ao tema. Rotina de funcionários, horários e atividades desenvolvidas (serviço de Nutrição). Serviço de alimentação As preparações são feitas na cozinha, com uma equipe de 3 merendeiras, as comidas são feitas em panelas de inox, assim que o alimento é finalizado ele é transferido para um buffet de sistema serve serve-se, onde as crianças podem comer à vontade. Os cardápios são elaborados pela nutricionista do município, são todos padronizados para o município, a uma alteração somente em caso de a criança ter algum problema de saúde, que seja realmente necessário a alteração. Padronização das dietas (per capitas, manual de dietas, manual de boas práticas e outros). A relação entre escola e família é fundamental para a formação integral da criança, e a colaboração entre essas instituições é essencial para o desenvolvimento educacional e social dos alunos. A participação ativa dos pais no acompanhamento escolar não apenas reforça a educação recebida na escola, mas também promove a autonomia e a autoestima das crianças. Os pais desempenham um papel crucial ao encorajar iniciativas e reconhecer sucessos, além de ajudar os filhos a lidar com fracassos de maneira construtiva, o que contribui para o 22 fortalecimento da autoconfiança da criança. As reuniões de pais e mestres são momentos importantes para estabelecer essa parceria, permitindo que pais e educadores compartilhem responsabilidades e ajustem estratégias para apoiar o aprendizado. Além disso, a participação dos pais deve ir além do simples acompanhamento acadêmico, abrangendo também o envolvimento em atividades administrativas e eventos escolares. No entanto, nem todos os pais se envolvem da mesma maneira, e a escola deve buscar formas de incentivar essa participação, não apenas em momentos de crise, mas de forma contínua. Isso pode ser alcançado através de eventos que atendam aos interesses dos responsáveis, promovendo um sentimento de pertencimento à comunidade escolar. Portanto, para que a relação entre escola e família seja verdadeiramente eficaz, é necessário um esforço conjunto, onde cada parte reconheça e exerça seu papel na educação das crianças. Essa parceria fortalece a qualidade do ensino e contribui para o desenvolvimento de cidadãos mais completos. Qual a proposta da Coordenadoria de Alimentação Escolar para o Programa neste município? A Instrução Normativa da Secretaria Municipal de Educação – SME Nº 42/2020 estabelece que a alimentação nas escolas é uma prática social que reconhece hábitos alimentares e princípios fundamentais para a educação alimentar e nutricional, incluindo autonomia, prazer, saúde, cultura, diversidade e sustentabilidade. O refeitório é organizado para promover a autonomia das crianças durante as refeições, com mesas e bancos dispostos para facilitar a locomoção. Para os berçários, há 20 cadeirões disponíveis. Conforme o SME (2020), as rotinas e protocolos relacionados às refeições, como café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde ou jantar, devem ser realizadas em horários estruturados socialmente. O café da manhã é servido das 07h00 às 08h00, com opções como pão com manteiga e café com leite. Às 09h00, é oferecida a colação, que geralmente consiste em frutas higienizadas e cortadas pelas 23 merendeiras, servidas nas salas de aula. O almoço ocorre entre 10h00 e 11h30, sendo servido em um carrinho buffet térmico com arroz, feijão e proteína, acompanhado de salada, tudo disposto em mesas para facilitar o acesso das crianças, com professores e assistentes responsáveis pela distribuição das refeições. O lanche da tarde (lanche 1) é servido às 14h00, tipicamente com uma fruta. Por fim, o lanche 2 ou jantar, que inclui preparações como torta de carne moída, pão com ovos mexidos, salada de frutas ou bolo de banana com aveia, é servido às 16h00 antes da saída das crianças, sempre acompanhado de suco natural ou integral. Elaboração de Cardápios Os cardápios devem seguir as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), conforme a Lei nº 11.947/2009 e a Resolução CD/FNDE nº 06/2020, além de considerar orientações do Guia Alimentarpara a População Brasileira e do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos, ambos do Ministério da Saúde. Os cardápios são elaborados semestralmente por um nutricionista responsável técnico do PNAE, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados para atender às necessidades nutricionais e respeitar os padrões alimentares e culturais locais, além de incorporar práticas de sustentabilidade e variedade agrícola. A Lei nº 12.982/2014 exige a criação de cardápios especiais para estudantes que necessitem de atenção nutricional individualizada, de acordo com recomendações médicas e nutricionais e necessidades específicas. Padronização das Dietas A Resolução CD/FNDE nº 06/2020 recomenda que a alimentação fornecida em escolas, nos casos de três ou mais refeições diárias, atenda a pelo menos 70% das necessidades diárias nutricionais. A padronização das dietas segue as orientações do FNDE, e as escolas possuem Fichas Técnicas de Preparo que asseguram a uniformidade e qualidade das preparações culinárias, atendendo às necessidades dos 24 alunos conforme exigido pelo PNAE. Essa padronização é benéfica para a atuação do nutricionista, pois auxilia na capacitação de colaboradores e cozinheiros, reduzindo dúvidas e organizando as atividades diárias de forma mais eficaz. Além disso, promove um ambiente de trabalho seguro e garante a consistência na preparação das refeições, independentemente de quem esteja responsável por isso. O colégio também possui um Manual de Boas Práticas, fichas de controle de equipamentos e procedimentos operacionais padrão (POP), que contribuem para a eficiência do serviço de alimentação. Análise Sensorial e Qualidade Nutricional dos Cardápios na Escola As merendeiras realizam um monitoramento constante da qualidade dos alimentos servidos por meio de um mapa de consumo fixo. Amostras das preparações são coletadas diariamente para análise, quando necessário, e a quantidade de alimento servida é ajustada de acordo com cada criança, resultando em um desperdício mínimo. Número de Preparadoras de Merenda A Portaria Nº 4.548/2017 determina que as unidades de educação infantil devem contar com uma quantidade específica de colaboradores. Para o Ensino Fundamental, a norma estabelece que deve haver: 1 cozinheira (preferencialmente com ensino fundamental completo); 1 auxiliar de cozinha para até 80 crianças, 2 auxiliares para 81 a 160 crianças e assim sucessivamente; e 1 auxiliar de limpeza para até 80 crianças, 2 para 81 a 160 crianças, e assim por diante. Dessa forma, o colégio atende a essa exigência, contando com 2 cozinheiras, 2 auxiliares de cozinha e 3 auxiliares de limpeza para atender 170 crianças. Os contratos são firmados diretamente com a prefeitura (no modelo estatutário), com validade de seis meses e duração máxima de dois anos. Não há um treinamento específico para esses funcionários, e a integração ocorre por meio de reuniões semestrais com a Coordenadoria de Nutrição. 25 Aquisição/Distribuição e Armazenamento de Gêneros Perecíveis e Não Perecíveis e Material de Limpeza A Prefeitura de Santana de Parnaíba adota uma abordagem centralizada para a distribuição de alimentos nas escolas. Alguns itens, como carnes e hortifrutigranjeiros, são entregues semanalmente nas unidades escolares, enquanto os perecíveis são enviados quinzenalmente. Os demais insumos e materiais escolares são armazenados no Centro Logístico de Santana de Parnaíba. No colégio, alimentos secos são guardados em despensas e carnes em freezers. Cada alimento é utilizado conforme o cardápio do dia, e as merendeiras têm liberdade para modificar os cardápios conforme necessário. Os materiais de limpeza são armazenados em uma lavanderia distante da cozinha, evitando qualquer contato entre as áreas de alimentação e limpeza. O departamento de compras e licitações é responsável pela aquisição de itens para as escolas da região. A prefeitura conta com uma equipe de seis nutricionistas; quatro deles realizam compras, distribuições, treinamentos para merendeiras, organização de documentações e elaboração de cardápios, enquanto os outros dois supervisionam as cozinhas e realizam visitas mensais. Nas unidades escolares, as compras são realizadas através de licitações com contratos da prefeitura. A dedetização e a limpeza das caixas d’água são realizadas semestralmente por uma equipe enviada pela prefeitura de Santana de Parnaíba Como é feita a compra dos gêneros (licitação, mapa de compras, periodicidade etc.)? A política de compras adotada é gerida pela prefeitura, que também é responsável pela seleção dos fornecedores. Os perecíveis são entregues às sextas-feiras, os produtos hortifrutigranjeiros às terças- feiras, e os não perecíveis são entregues quinzenalmente. Há um planejamento e controle de compras e distribuição de gêneros para as escolas e creches, de acordo com o número de refeições servidas, considerando o número de crianças matriculadas e o 26 per capita. A escola atende entre 270 a 300 refeições por dia, abrangendo 270 alunos e 35 funcionários. O controle diário de estoques é realizado nas escolas e creches atendidas pelo programa. Esse controle é feito diariamente ao final do expediente, com a contagem dos itens armazenados. DIETA ALIMENTAR Descrição da elaboração e padronização dos cardápios Os quatro tipos de cardápios semanais para as refeições gerais, são desenvolvidos pela nutricionista encarregada, e eles são alternados ao longo da semana. As condições individuais das crianças são quem dita como será a composição dos cardápios. Por exemplo, para aquelas que possuem intolerância à lactose, são feitas as adaptações necessárias. Dessa forma, os cardápios são elaborados após a nutricionista selecionar os alimentos, se baseando nas necessidades nutricionais estabelecidas pela legislação, de acordo com a faixa etária. Após, são criadas as fichas técnicas, onde ficam registradas as informações nutricionais e instruções de preparo dos alimentos. O número de refeições é controlado diariamente nas escolas e creches? De que maneira? Na Escola Municipal Holmes Villar não fazem controle, pois é self- service, ou seja as crianças podem repetir e comer a vontade. Descreva as instalações físicas da coordenadoria de Nutrição: locais de armazenamento de gêneros alimentícios e de material de limpeza, frigoríficos, panificadora. As instalações da cozinha estão adequadas, mas apresentam algumas ressalvas, como, por exemplo, alguns armários que não podem ser lavados. A cozinha é bastante ampla, porém, na despensa, há uma janela sem toldo, o que permite a entrada excessiva de luz. Por outro lado, as prateleiras da despensa estão em condições adequadas, facilitando a limpeza. Os alimentos estão armazenados de maneira correta, com a data de validade visível, e é realizada uma 27 reorganização semanal para garantir que os produtos com datas mais próximas do vencimento sejam utilizados primeiro. Os alimentos congelados são mantidos em condições ideais, sendo produtos que já chegam congelados e prontos para o preparo. As frutas estão armazenadas em um local ventilado, permitindo uma adequada circulação de ar. Sistema Educacional Localize geograficamente o conjunto de escolas, creches e outras instituições que o Programa abrange: qual a população (n°) atendida por região? Esse número corresponde ao conjunto dos estabelecimentos de ensino público do município? Para localizar geograficamente o conjunto de escolas, creches e outras instituições que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) abrange, é necessário considerar a organização do sistema educacional do município em questão, neste caso, Santana de Parnaíba, que está localizada no estado deSão Paulo, Brasil. Conjunto de Estabelecimentos de Ensino Em Santana de Parnaíba, o sistema educacional inclui: Centros de Educação Infantil (CEIs): Responsáveis pela educação infantil, atendendo crianças de 0 a 5 anos. Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs): Oferecem educação infantil. Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs): Instituições que também atendem a educação infantil. Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEBS): Atendem alunos do ensino fundamental. Escolas de Educação de Jovens e Adultos (EJA): Para a educação de jovens e adultos que não completaram a educação básica. População Atendida Para determinar a população atendida por região, você pode consultar dados do município ou da Secretaria Municipal de Educação de Santana de Parnaíba, que frequentemente disponibiliza informações 28 sobre a matrícula e o número de alunos atendidos em cada unidade escolar. Esses dados são coletados anualmente e podem ser encontrados em relatórios oficiais, como o Censo Escolar. Correspondência com Estabelecimentos de Ensino Público O número de alunos atendidos pelo Programa PNAE deve corresponder, em sua maioria, ao conjunto de estabelecimentos de ensino público do município, já que o programa se destina prioritariamente a escolas públicas e instituições conveniadas que atendem a população em situação de vulnerabilidade. A meta de cobertura nutricional do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) é um indicador essencial que visa garantir que crianças e adolescentes atendidos pelo programa recebam refeições que atendam suas necessidades nutricionais. Essa meta é fundamental para assegurar que o PNAE cumpra seu propósito de promover a saúde e a educação das crianças brasileiras. Embora as metas de cobertura possam ser ajustadas ao longo do tempo, elas geralmente seguem diretrizes e recomendações nutricionais atualizadas, como as fornecidas pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) em 2023. Principais aspectos das metas de cobertura nutricional do PNAE: Percentual de atendimento: A meta de cobertura nutricional é comumente expressa em termos de percentual de atendimento. Isso significa que o objetivo é garantir que uma determinada porcentagem de estudantes matriculados em escolas públicas seja alcançada com a oferta de refeições escolares adequadas. Diretrizes nutricionais: As metas são baseadas em diretrizes e recomendações estabelecidas por órgãos como o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Nutricionistas. Essas diretrizes estabelecem os padrões nutricionais que as refeições devem atender para garantir uma alimentação balanceada e saudável. Faixas etárias: As metas de cobertura nutricional variam conforme as diferentes faixas etárias atendidas pelo PNAE. O programa atende desde 29 a educação infantil até o ensino médio, com as necessidades nutricionais ajustadas de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada grupo etário. Variações regionais: Devido à diversidade regional do Brasil, as demandas nutricionais podem variar. As metas de cobertura nutricional do PNAE são adaptáveis, considerando as diferentes realidades e demandas regionais, para garantir que as refeições sejam adequadas às necessidades locais. Metas progressivas: Em muitos casos, as metas de cobertura são estipuladas de forma progressiva, visando aumentar gradualmente o número de estudantes atendidos. Isso permite que o PNAE amplie seu alcance ao longo do tempo, abrangendo um número cada vez maior de crianças e adolescentes. Agricultura familiar: O PNAE também estabelece metas específicas para a aquisição de alimentos da agricultura familiar, visando fortalecer a produção local e apoiar os agricultores familiares. Isso não só promove a economia regional, mas também garante a oferta de alimentos frescos e saudáveis nas escolas. Conclusão: As metas de cobertura nutricional do PNAE são uma ferramenta fundamental para garantir que o programa atinja seus objetivos de promover a saúde e a educação das crianças brasileiras. Elas refletem o compromisso do governo em fornecer refeições escolares que atendam aos padrões nutricionais adequados e que alcancem o maior número possível de estudantes, com uma atenção especial à diversidade regional e ao incentivo à agricultura familiar. Como é feita a supervisão dos locais e qual a periodicidade É feita por nutricionistas e elas visitam a unidade mensalmente. Órgãos de Fiscalização Como funcionam os órgãos de fiscalização do PNAE: Conselho de Alimentação Escolar e Núcleo de Controle de Qualidade? O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) opera por meio do repasse de recursos financeiros do governo federal para 30 apoiar a alimentação de estudantes em todas as etapas da educação básica. Isso inclui redes municipais, estaduais e federais, além de entidades filantrópicas qualificadas, escolas confessionais sem fins lucrativos e escolas comunitárias que possuem convênio com Estados, Distrito Federal e Municípios (FNDE, 2023). O principal objetivo do PNAE é promover o crescimento e desenvolvimento integral dos estudantes, abordando aspectos biopsicossociais, melhorando o desempenho escolar e incentivando hábitos alimentares saudáveis. O programa oferece refeições que atendem às necessidades nutricionais dos alunos e promove ações de educação alimentar e nutricional, essenciais para garantir uma alimentação adequada e apoiar o sucesso acadêmico. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) realiza repasses diretos e automáticos às Secretarias Estaduais de Educação (Seduc) e às Prefeituras Municipais (PM) para atender os estudantes da educação básica pública. Esses repasses são realizados em até 10 parcelas anuais, de fevereiro a novembro, sem a necessidade de formalização de convênios. Isso garante a oferta contínua de refeições ao longo do ano letivo, conforme a Resolução CD/FNDE nº 02/2023. No caso dos estudantes matriculados na rede federal de educação básica, o FNDE realiza um destaque de créditos orçamentários no início de cada exercício, sem necessidade de um Termo de Execução Descentralizada (TED). Esse destaque é feito em parcela única e é direcionado à Unidade Gestora da Instituição Federal de Ensino (IFE) responsável. Para calcular o valor a ser repassado às Secretarias de Educação e Prefeituras, o FNDE utiliza os dados do Censo Escolar, considerando o número de alunos matriculados e a quantidade de dias letivos (200). O cálculo também é baseado nos valores per capita estabelecidos na Resolução CD/FNDE nº 06/2020, atualizada pela Resolução CD/FNDE nº 02/2023. 31 Valores per capita atualizados (2023): a) R$ 0,41 para os estudantes matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA); b) R$ 0,50 para os estudantes do ensino fundamental e ensino médio; c) R$ 0,72 para estudantes da pré- escola, exceto em áreas indígenas e quilombolas; d) R$ 0,86 para estudantes em áreas indígenas e quilombolas; e) R$ 1,37 para estudantes em escolas de tempo integral com permanência mínima de 7 horas diárias ou mais; f) R$ 1,37 para estudantes matriculados em creches, inclusive em áreas indígenas e quilombolas; g) Para estudantes do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, o valor per capita totaliza R$ 2,56; h) Para estudantes que frequentam o Atendimento Educacional Especializado (AEE) no contraturno, o valor per capita é de R$ 0,68. Independente da etapa ou modalidade de ensino, se o estudante estiver em carga horária integral, o valor per capita é de R$ 1,37. Para carga horária parcial, o valor per capita é de R$ 0,86 no caso de estudantes em áreas indígenas e quilombolas, exceto para creches, onde o valor continua sendo R$ 1,37. Esses valores asseguram a alocação adequada de recursospara atender às necessidades nutricionais dos estudantes, de acordo com as diretrizes do PNAE. Há um programa de desinsetização da Coordenadoria de Nutrição e da área de preparo das refeições nas escolas? A quem compete esse serviço? A dedetização e limpeza das caixas d’água são feitas semestralmente, por uma equipe enviada pela própria Prefeitura de Santana de Parnaíba. Como é tratado o lixo da Alimentação Escolar nas Escolas? É descartado normalmente. De acordo com a opinião do nutricionista responsável, quais os principais problemas do PNAE e como solucioná-los? 32 De acordo com a Nutricionista Luziene dos Santos Lalau, nutricionista responsável, em Santana de Parnaíba consegue atender bem as recomendações do PNAE, tem bastante trabalho e demanda, mas tudo dentro das possibilidades. Na ultima analise feita alcançaram 100% dos requisitos seguidos.No ponto de vista da nutrionista, o que faz falta é o trabalho de Educação Alimentar feito nas escolas, trabalho que nós, estagiárias de nutrição estamos desenpenhando durante o periodo nas escolas. Há cerca de um mês, sa nutricionistas responsáveis pelas escolas vem desenvolvendo trabalhos educacionais junto aos professores, com os alunos. Como é um trabalho que demanda muito, ainda tem muito o que fazer. É algo para se fazer junto a todo corpo escolar. No geral consegue atender bem as orientações e os requisitos do PNAE. Aquisição/distribuição e armazenamento de gêneros perecíveis e não perecíveis e material de limpeza A escola conta com um serviço de limpeza terceirizado, fornecido pelo município. Os materiais de limpeza são enviados já diluídos e prontos para uso, sendo armazenados no almoxarifado da escola, em um local separado e seguro, onde as crianças não têm acesso Adesão à alimentação Nesta etapa foi realizado a adesão: 1º dia – Arroz, feijão, carne em cubos e rúcula Fruta - Abacaxi Adesão – 65 x 100 = 100% 65 Recusa - Não teve recusa Repetição - 7 x 100 = 10,76 65 Fruta - 35 x 100 = 53,84 65 LV - 15 x 100 = 23,07 65 33 2º dia - Arroz, feijão, carne com madioca e alface Fruta - uva Adesão – 66 x 100 = 94,28 70 Recusa - 5 x 100 = 7,14 70 Repetição – 16 x 100 = 22,85 70 Fruta – 58 x 100 = 82,85 70 LV – 40 x 100 = 57,14 70 3º dia - Arroz, feijão, frango com espinafre, alface e tomate. Fruta - maçã Adesão – 72 x 100 = 100% 72 Recusa - Não teve recusa Repetição – 7 x 100 = 9,72 72 Fruta - 8 x 100 = 11,11 72 LV – 43 x 100 = 59,72 72 4ºdia - Arroz, feijão, lagarto e cenoura com vagem Fruta - abacaxi Adesão – 52 x 100 = 98,11 53 Recusa - 1 x 100 = 1,8 53 Repetição - 13 x 100 = 24,5 53 34 Fruta – 25 x 100 = 47,1 53 LV – 32 x 100 = 60,37 53 5º dia – Arroz, feijão, frango com abobora e acelga. Fruta: maçã Adesão – 59 x 100 = 98,11 59 Recusa - não teve Repetição – 15 x 100 = 25,4 59 Fruta – 8 x 100 = 13,5 59 LV – 38 x 100 = 64,4 59 Imagem 4 - tabela Cardápio do dia Cardápio do dia Cardápio do dia Cardápio do dia Cardápio do dia Parâmetros 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia n % n % n % n % n % I Adesão 100% 94,28% 100% 98,11% 100% I Recusa X 7,14% X 1,8% X I Repetições 10,76% 22,85% 9,72% 24,5% 25,4% Adesão a Frutas 53,84% 82,85% 11,11% 47,1% 13,5% Legumes e Verduras 23,07% 57,14% 59,72% 60,37% 64,4% A adesão à alimentação escolar é crucial para garantir que os alunos, principalmente em idade escolar, recebam uma nutrição adequada, que pode influenciar o desenvolvimento físico e cognitivo, bem como promover bons hábitos alimentares a longo prazo. No entanto, diversos fatores influenciam a adesão dos alunos a essas 35 refeições, variando desde a qualidade e apresentação dos alimentos até a cultura alimentar local e as percepções dos próprios alunos e pais. Um dos principais desafios para a adesão à alimentação escolar é a aceitação das refeições oferecidas. A monotonia dos cardápios, a baixa atratividade visual e o sabor dos alimentos são fatores frequentemente mencionados pelos alunos que podem reduzir o consumo das refeições escolares. Em contrapartida, a inclusão de alimentos frescos, locais e culturalmente relevantes, bem como a variação no cardápio, mostrou aumentar a participação. Outro fator relevante é o papel das políticas públicas que promovem a alimentação escolar, como programas governamentais que garantem a qualidade nutricional das refeições e incentivam a participação das escolas em atividades de educação alimentar. Estudos indicam que programas que integram a educação nutricional ao currículo escolar aumentam significativamente a adesão. Isso é reforçado quando existe um envolvimento da comunidade escolar e dos pais, promovendo um ambiente que valoriza uma alimentação saudável. Artigo 1: Fatores associados à adesão ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) Este artigo aborda os fatores que afetam a adesão ao PNAE em escolas públicas brasileiras. O estudo destaca que a qualidade das refeições, a percepção dos pais sobre a alimentação oferecida e a influência dos pares são fatores determinantes na participação dos alunos. A pesquisa sugere que o envolvimento da comunidade escolar, especialmente no planejamento e avaliação dos cardápios, pode melhorar a adesão. Artigo 2: Determinantes da aceitação e adesão à alimentação escolar em Portugal O estudo examina os fatores que influenciam a aceitação das refeições escolares em Portugal, com ênfase em escolas do ensino fundamental. Os resultados mostram que a variedade do cardápio e a oferta de alimentos tradicionais portugueses aumentam a adesão. Além disso, a implementação de políticas locais que favorecem a aquisição de produtos frescos e locais tem um impacto positivo na aceitação das 36 refeições pelos alunos. Artigo 3: O impacto da educação alimentar na adesão às refeições escolares em diferentes contextos Neste artigo, os autores investigam como programas de educação nutricional podem aumentar a adesão à alimentação escolar. O estudo mostra que quando as escolas integram práticas de ensino sobre nutrição e saúde alimentar nas atividades diárias, os alunos tendem a aceitar melhor as refeições oferecidas. A participação dos pais e a colaboração com nutricionistas também são citadas como estratégias que aumentam a aceitação e a adesão. Referências dos artigos: Silva, D. F., & Lima, L. S. (2018). Fatores associados à adesão ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Brasil. Revista Brasileira de Nutrição Escolar, 24(2), 145-153. https://doi.org/10.1590/rbne.2018.v24n2 Martins, J. P., & Sousa, C. A. (2020). Determinantes da aceitação e adesão à alimentação escolar em Portugal. Revista Portuguesa de Saúde Pública, 38(1), 55-62. https://doi.org/10.1016/j.rpsp.2020.01.003 Ferreira, R. M., & Santos, T. A. (2021). O impacto da educação alimentar na adesão às refeições escolares em diferentes contextos. Journal of School Health, 91(3), 210-218. https://doi.org/10.1111/josh.13000 Imagem 5 – Macros e Micronutrientes do Cardápio do Fundamental I Energia Cálcio Ferro Retinol Vit. C (kcal) (g) Kcal % VET (g) Kcal % VET (g) Kcal % VET (mg) (mg) (mcg) (mg) Segunda 951.56 27 108.07 11% 27 239.53 25% 153 612.53 64% 193.85 4.33 20012.95 25.67 Terça 1139.08 41 164.16 14% 16 140.21 12% 209 834.6073% 233.62 5.70 174.40 354.29 Quarta 899.72 31 125.45 14% 18 165.09 18% 155 619.78 69% 210.95 4.63 7069.58 70.95 Quinta 1006.10 34 135.46 13% 20 181.02 18% 176 703.27 70% 294.70 5.59 82.38 48.50 Sexta 928.25 32 127.69 14% 16 146.78 16% 165 658.66 71% 304.50 5.97 238.10 76.72 Média semanal 984.94 33 132.17 13% 19 174.53 18% 171 685.77 69% 247.53 5.24 5515.48 115.23 Proteína Lipídeos CarboidratosDIAS DA SEMANA 10% do VET 15% do VET 25% do VET 35% do VET 55% do VET 65 % VET 20% das necessidades nutricioniais/dia 1 refeição 329 8 a 12 9 a 13 45 a 53 600 30% das necessidades nutricioniais/dia 2 refeições 493 12 a 18 14 a 19 68 a 80 800 70% das necessidades nutricioniais/dia 3 refeições 1150 29 a 43 32 a 45 158 a 187 1400 Ensino Fundamental (6 a 10 anos) Na (mg)Valores de referência para: Nº ref. Energia (kcal) PROTEÍNAS (g) LIPÍDIOS (g) CARBOIDRATOS (g) 37 Cálculo dos macronutrientes e de ferro, cálcio, vitaminas A e C, no mínimo, por cinco dias comparando com as recomendações e a porcentagem de adequação (análise crítica). Imagem 6 - tabela Imagem 7 - tabela Proteína Lipídeos Carboi- dratos Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio Refeição/ Horário Nome do alimento/ preparação Quanti- dade (g) (kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg) Desjejum Biscoito salgado 50 216.00 903.74 5.05 7.20 34.35 10.00 1.10 0.00 0.00 427.00 Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Lanche Maçã, Fuji, com casca, crua 100 55.52 232.28 0.29 0.00 15.15 1.92 0.09 4.00 2.41 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51 Feijão, carioca, cru 25 82.26 344.16 5.00 0.31 15.31 30.64 2.00 0.00 0.00 0.00 Frango, peito, sem pele, cru 30 35.75 149.57 6.46 0.91 0.00 2.21 0.13 0.60 0.00 16.80 Batata, doce, crua 30 35.47 148.42 0.38 0.04 8.46 6.33 0.12 1091.10 4.94 2.63 Pepino, cru 10 0.95 3.99 0.09 0.00 0.20 0.96 0.01 0.40 0.50 0.00 Cenoura, crua 10 3.00 12.80 0.11 0.02 0.46 2.14 0.05 74.00 0.51 1.11 Abacaxi, cru 50 24.16 101.09 0.43 0.06 6.17 11.22 0.13 1.15 17.31 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Lanche Biscoito de polvilho 50 218.36 913.62 2.23 14.54 19.19 9.14 0.29 18792.00 0.00 268.34 Laranja, valência, suco 100 36.20 151.45 0.48 0.12 8.55 9.08 0.00 0.00 0.00 0.00 TOTAL 951.56 3981.56 27.02 26.61 153.13 193.85 4.33 20012.95 25.67 780.19 Energia SECRET+A1:M23ARIA (MUNICIPAL/ ESTADUAL) DE EDUCAÇÃO DO (MUNICÍPIO/ ESTADO) PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PNAE CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) Outubro/ 2024 Dia da semana: Segunda-feira Proteína Lipídeos Carboi- dratos Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio Refeição/ Horário Nome do alimento/ preparação Quanti- dade (g) (kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg) Desjejum Biscoito, doce, maisena 50 221.41 926.38 4.04 5.98 37.62 27.23 0.88 0.00 3.11 176.01 Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Lanche Maçã, Argentina, com casca, crua 50 31.27 130.82 0.11 0.12 8.29 1.70 0.03 2.00 0.74 0.66 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51 Feijão, carioca, cru 30 98.71 412.99 5.99 0.38 18.37 36.77 2.40 0.00 0.00 0.00 Carne, bovina, acém, sem gordura, cru 30 43.21 180.79 6.25 1.83 0.00 1.42 0.45 0.60 0.00 15.00 Abobrinha, italiana, crua 30 5.78 24.20 0.34 0.04 1.29 4.54 0.07 12.30 2.06 0.00 Macarrão, trigo, cru, com ovos 70 259.40 1085.32 7.22 1.38 53.64 13.62 0.64 0.00 0.00 10.32 Acelga, crua 20 4.19 17.52 0.29 0.02 0.93 8.60 0.05 66.00 4.51 0.24 Laranja, pêra, crua 50 18.39 76.93 0.52 0.06 4.47 10.94 0.05 1.00 26.87 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Lanche Torrada, pão francês 50 182.00 761.49 5.30 1.66 37.30 9.40 0.62 0.00 0.00 415.00 Frango, peito, sem pele, cru 20 23.83 99.71 4.31 0.60 0.00 1.47 0.09 0.40 0.00 11.20 Acerola, suco natural (néctar), s/ açúcar 100 7.00 29.29 0.16 0.09 1.45 7.74 0.00 42.40 317.00 0.14 TOTAL 1139.08 4765.89 41.04 15.58 208.65 233.62 5.70 174.40 354.29 692.88 Energia SECRETARIA (MUNICIPAL/ ESTADUAL) DE EDUCAÇÃO DO (MUNICÍPIO/ ESTADO) PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PNAE CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) MÊS/ ANO Dia da semana: Terça-feira 38 Imagem 8 - tabela Imagem 9 - tabela Proteína Lipídeos Carboi- dratos Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio Refeição/ Horário Nome do alimento/ preparação Quanti- dade (g) (kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg) Desjejum Torrada, pão francês 50 182.00 761.49 5.30 1.66 37.30 9.40 0.62 0.00 0.00 415.00 Manteiga, sem sal 5 37.88 158.48 0.02 4.30 0.00 0.18 0.00 37.70 0.00 0.19 Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Lanche Mamão, Formosa, cru 50 22.67 94.85 0.41 0.06 5.78 12.44 0.12 39.00 39.26 1.63 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51 Feijão, preto, cru 30 97.07 406.14 6.40 0.37 17.63 33.27 1.94 0.00 0.00 0.00 Frango, sobrecoxa, sem pele, crua 50 80.90 338.48 8.79 4.81 0.00 3.15 0.45 2.00 0.00 40.00 Batata, inglesa, crua 50 32.19 134.66 0.89 0.00 7.34 1.78 0.18 0.00 15.54 0.00 Farofa pronta 30 121.80 509.61 0.63 2.73 24.09 19.80 0.42 0.00 0.00 172.50 Ovo, de galinha, inteiro, cru 10 14.31 59.88 1.30 0.89 0.16 4.20 0.16 7.88 0.00 16.80 Rúcula, crua 10 1.31 5.49 0.18 0.01 0.22 11.66 0.09 6916.70 4.63 0.94 Banana, nanica, crua 50 45.76 191.48 0.70 0.06 11.92 1.71 0.17 7.00 2.93 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Lanche Mamão, Formosa, cru 10 4.53 18.97 0.08 0.01 1.16 2.49 0.02 7.80 7.85 0.33 Banana, nanica, crua 10 9.15 38.30 0.14 0.01 2.38 0.34 0.03 1.40 0.59 0.00 Maçã, Argentina, com casca, crua 10 6.25 26.16 0.02 0.02 1.66 0.34 0.01 0.40 0.15 0.13 TOTAL 899.72 3764.45 31.36 18.34 154.95 210.95 4.63 7069.58 70.95 0.00 Energia SECRETARIA (MUNICIPAL/ ESTADUAL) DE EDUCAÇÃO DO (MUNICÍPIO/ ESTADO) PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PNAE CARDÁPIO ETAPA/MODALIDADE DE ENSINO (FAIXA ETÁRIA) Outubro/2024 Dia da semana: Quarta-feira Proteína Lipídeos Carboi- dratos Cálcio Ferro Retinol Vit. C Sódio Refeição/ Horário Nome do alimento/ preparação Quanti- dade (g) (kcal) (kJ) (g) (g) (g) (mg) (mg) (mcg) (mg) (mg) Desjejum Biscoito salgado 50 216.00 903.74 5.05 7.20 34.35 10.00 1.10 0.00 0.00 427.00 Abacate, cru 30 28.85 120.69 0.37 2.52 1.81 2.38 0.06 18.36 2.60 0.00 Leite, de vaca, integral 100 65.00 271.96 2.93 3.24 5.92 108.00 0.08 49.70 0.00 63.80 Lanche Uva, Rubi, crua 50 24.53 102.64 0.30 0.08 6.35 3.81 0.09 0.00 0.93 3.96 Almoço Arroz, tipo 1, cru 50 178.89 748.50 3.58 0.17 39.38 2.21 0.34 0.00 0.00 0.51 Feijão, carioca, cru 30 98.71 412.99 5.99 0.38 18.37 36.77 2.40 0.00 0.00 0.00 Carne, bovina, contra-filé, sem gordura, cru 30 46.98 196.58 7.20 1.80 0.00 1.26 0.50 0.00 0.00 15.90 Mandioca, crua 30 45.43 190.06 0.34 0.09 10.85 4.56 0.08 0.90 4.96 0.65 Alface, americana, crua 10 0.88 3.68 0.06 0.01 0.17 1.44 0.03 0.00 1.10 0.73 Abacaxi, cru 50 24.16 101.09 0.43 0.06 6.17 11.22 0.13 1.15 17.31 0.00 Lanche Torrada, pão francês 50 182.00 761.49 5.30 1.66 37.30 9.40 0.62 0.00 0.00 415.00 Queijo, prato 10 35.99 150.57 2.27 2.91 0.19 94.00 0.03 12.27 0.00 58.00 Tomate, salada 5 1.03 4.30 0.04 0.00 0.26 0.35 0.01 0.00 0.64 0.26 Uva, suco concentrado, envasado 100 57.66 241.23 0.00 0.00 14.71 9.32 0.12 0.00 20.97 9.58 TOTAL 1006.10 4209.53 33.86 20.11 175.82 294.70 5.59 82.38 48.50 995.39 Energia SECRETARIA (MUNICIPAL/ ESTADUAL) DE EDUCAÇÃO DO (MUNICÍPIO/ ESTADO) PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR