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ÁREAS DE ATUAÇÃO DA 2015-1 7° SEMESTRE PAC-PET

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Existe uma vontade clara e consciente do legislador de dar ao contribuinte determinados benefícios fiscais. Os incentivos fiscais são exemplos típicos de elisão induzida por lei, uma vez que o próprio texto legal dá aos seus destinatários determinados benefícios. É o caso, por exemplo, dos Incentivos à Inovação Tecnológica (Lei 11.196/2005).
Já a segunda espécie, contempla hipóteses em que o contribuinte opta por configurar seus negócios de tal forma que se harmonizem com um menor ônus tributário, utilizando-se de elementos que a lei não proíbe ou que possibilitem evitar o fato gerador de determinado tributo com elementos da própria lei. 
É o caso, por exemplo, de uma empresa de serviços que decide mudar sua sede para determinado município, visando pagar o ISS com uma alíquota mais baixa. A lei não proíbe que os estabelecimentos escolham o lugar onde exercerão atividades, pois os contribuintes possuem liberdade de optar por aqueles mais convenientes a si, mesmo se a definição do local for exclusivamente com objetivos de planejamento fiscal.
A despeito de algumas críticas, parte minoritária da doutrina entende que a elisão fiscal é um meio legítimo que possuem os contribuintes para recolher suas obrigações tributárias de maneira mais branda, estruturadas no chamado planejamento tributário, objetivando reduzir sua carga tributária e evitar possíveis autuações, já que o planejamento tributário é a forma que os agentes econômicos têm de verem respeitada a sua capacidade contributiva, princípio geral de direito tributário previsto no artigo 145, inciso III, § 1º da Constituição Federal. 
De acordo com a lição de Ricardo Mariz de Oliveira três requisitos fundamentais que caracterizam a elisão fiscal
A economia fiscal decorreu de ato ou omissão anterior à ocorrência do fato gerador?
A economia fiscal decorreu de ato ou omissão praticados sem infração à lei?
A economia fiscal decorreu de ato ou omissão efetivamente ocorridos, tal como refletidos na respectiva documentação e escrituração, e sem terem sidos adulterados nestas?
EVASÃO FISCAL
A evasão fiscal provém de artifícios dolosos nos quais o contribuinte, em afronta à legislação, reduz sua carga tributária, o que pode ser entendido como sonegação.
A evasão fiscal está prevista e capitulada na Lei nº 8.137/90 (Lei dos crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo). Essa define que constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo mediante algumas condutas discriminadas em seu texto, a saber:
Omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias; fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;
Falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo a operação tributável;
Elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato;
Utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública;
Fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, do pagamento de tributo.
Sendo assim, é possível afirmar que a elisão é não entrar na relação fiscal, enquanto que a evasão é sair ilegitimamente dela.
REGIMES TRIBUTÁRIOS FEDERAIS
Atualmente existem quatro regimes tributários previstos por lei: lucro arbitrado, lucro real, lucro presumido e simples nacional. São eles que irão determinar o modo de apuração dos tributos devidos por uma determinada empresa, a mesma deve analisar qual a melhor alternativa para que os custos com tributos sejam os menores possíveis.
Por isso se faz necessário a realização de um estudo sobre o histórico da empresa, verificando a ocorrência de todos os fatos geradores dos tributos e realizando um comparativo de sistemas de tributação.
É com o objetivo de analisar as duas propostas que faremos aqui um comparativo entre o Lucro Real e o Lucro Presumido.
LUCRO REAL
Oliveira et al (2003, p. 240) descreve:
“É o lucro líquido do período apurado na escrituração comercial denominado lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações autorizadas pela legislação do Imposto de Renda. Os ajustes do lucro líquido do período de apuração e a demonstração da apuração do lucro real devendo ser transcritos no Livros de Apuração do Lucro Real (LALUR)”. 
“Consoante o art. 247 do RIR/99, lucro real é o resultado do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações autorizadas pela legislação tributária” (CHAVES e MUNIZ, 2010, p. 336).
Empresas obrigadas a optar pelo lucro real
O artigo 14 da Lei 9718/98. Dispõe sobre as hipóteses em que as pessoas Jurídicas estão obrigadas à apuração do lucro real: 
Art. 14. Estão obrigadas à apuração do lucro real as pessoas jurídicas:
I - cuja receita total, no ano-calendário anterior seja superior ao limite de R$48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais), ou proporcional ao número de meses do período, quando inferior a 12 (doze) meses;
II - cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;
III - que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;
IV - que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto;
V - que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa, na forma do art. 2º da Lei nº 9.430, de 1996;
VI - que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring).
VII - que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do agronegócio.)
Empresas pouco lucrativa (ou com prejuízo) e cujo índice de lucratividade for menor que os percentuais de presunção aplicados na apuração com base no lucro presumido, tornasse mais vantajoso a apuração com base no lucro real, observado que as empresas que auferirem prejuízo fiscal e base de calculo negativa da CSLL não estará sujeita ao pagamento do Imposto de Renda e Contribuição social.
Base de cálculo
“O lucro real é apurado a partir do resultado contábil do período-base, que pode ser positivo (lucro) ou negativo (prejuízo). Logo, pressupõe escrituração contábil regular e mensal” (Fabretti, 2009, p. 213).
O Artigo 248 do regulamento do imposto de renda conceitua o lucro líquido. “O lucro Liquido do período de apuração é a soma algébrica do lucro operacional, dos resultados não operacionais, e das participações, e deverá ser determinado com observância dos preceitos da lei comercial.”
Lucro real trimestral
Caso o contribuinte opte pela apuração do Lucro Real Trimestral o mesmo deverá ao final de cada trimestre (31/mar., 30/jun., 30/set. e 31/dez.) levantar balanço acumulado no período trimestral e realizar a apuração levando em consideração o resultado líquido daquele período, a apuração deverá ser feita com base nas demonstrações contábeis e conforme orientação da legislação pertinente. O resultado se ainda ajustado podendo ocorrer adições, deduções e exclusões, cita Fabretti, 2009.
De acordo com o Decreto 3.000/1999, no Lucro Real Trimestral os

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