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• Tanto as aulas quanto o material de apoio produzido 
pelo docente e IPOG, como slides e apostilas, não 
podem ser divulgados ou reproduzidos sem prévia 
autorização.
• O(a) estudante ou qualquer outra pessoa que ignorar 
esta regra estará sujeito à indenização que pode ser 
exigida pelo (a) professora (a) e pelo IPOG em ação 
judicial própria.
Toxicologia de Metais
2025
Mário Parreiras de Faria
ASPECTOS HISTÓRICOS
Usos 
▪ 4000 A.C.: utilizado por egípcios e hebreus
▪ 2000 A.C.: fenícios extraiam o metal na Espanha
▪ Roma Antiga: instrumentos musicais, utensílios de cozinha e 
cerâmica
Intoxicações
▪ 370 A.C. – Hipócrates: Cólica satúrnica
▪ Plínio, o Velho - Sec. I: descreve algumas medidas preventivas 
como uso de máscaras feitas de bexiga de animais
▪ Ramazzini, 1700 - Doença dos Oleiros (ceramistas)
EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS
• Mineração e refino de Pb
• Fabricação de compostos de Pb
• Fusão do Pb e de suas ligas metálicas
• Fundição e laminação do bronze
• Fabricação, reforma e desmanche de baterias
• Operações de solda, corte e rebarbação
• Fabricação de PVC
• Aditivos na gasolina: chumbo tri e tetraetila (em desuso, em função de 
adição de álcool anidro na gasolina)
• Esmaltação(vitrificação) em indústrias cerâmicas
• Indústria automobilística: soldagem (radiadores)
• Fabricação de pérolas artificiais 
• Explosivos: azida de chumbo
Atividade de soldagem de circuito eletrônico
Introdução e absorção
 Inalação e Ingestão
 Via cutânea: compostos lipossolúveis
 39 a 47% do Pb inalado é retido nos pulmões
 Absorção: 10% do chumbo ingerido é absorvido;
 Fatores interferentes: características físico-químicas 
dos compostos
 Níveis de Ca, Fe, P e Vitamina D na dieta
Distribuição e Eliminação 
DISTRIBUIÇÃO 
 90% é ligado às hemácias
 Compartimento de permuta: sangue e tecidos 
moles: fígado e rins
 Compartimento de armazenamento: ossos (90% 
sob a forma de trifosfato). 
 O teor de Pb no organismo aumenta com a idade
ELIMINAÇÃO : FEZES E URINA
Intestino
Rins
Pele
InalaçãoABSORÇÃO Ingestão
Tecidos moles
Ossos
METABOLISMO NO HOMEM 
SANGUE
Pulmões
Ap. gastro-
intestinal
Fígado
Sítios de Ação
EFEITOS 
• Hematológicos
• Neurológicos
• Osteomusculares
• Renais
• Gastrointestinais
• Cardiovasculares
• Gênito-urinários
• Endócrinos
Efeitos hematológicos 
ANEMIA
• Hemolítica (redução da vida média das hemácias)
• Geralmente normocrômica
• Ou levemente hipocrômica e microcítica com aniso e poiquilocitose 
evidentes dos glóbulos vermelhos. 
• Hb >10-12g: 
- Ação na síntese do Heme
- Aumento da velocidade de destruição e regeneração das 
hemácias 
Efeitos no Sistema Nervoso Central
Encefalopatia (exposições crônicas): 
- Irritabilidade, cefaleia, tremor muscular, alucinação, 
perda da memória e da capacidade de concentração, 
delírio, mania, convulsões, paralisia e coma
• Compostos orgânicos: distúrbios psiquiátricos, 
alucinações, delírio, cefaleia e alterações do humor
Efeitos no Sistema Nervoso Periférico
Polineuropatia periférica 
• Fraqueza muscular
• Anestesia
• Parestesias
Efeitos no Sistema Renal
Dano irreversível no túbulo proximal e
progressiva insuficiência renal, com
redução da função glomerular (danos
vasculares e fibrose)
Efeitos no Sistema Gastrointestinal
• Aumento da SGOT sem evidências de 
lesão hepática 
• Constipação intestinal
• Cólica satúrnica
• Linha gengival de Burton
Outros Efeitos 
• No sistema reprodutor: infertilidade masculina
• Em órgãos endócrinos: abortos espontâneos e partos 
prematuros
• Impotência sexual
• No sistema cardiovascular: Hipertensão arterial e 
alterações no eletrocardiograma
• Diminuição da audição.
• Exposição significativa a poeiras/fumos de Pb
• Exposição atual ao chumbo
– Indicador biológico de exposição: PbS
– Indicador biológico de efeito (ALA-U, ZPP)
• Exposição remota: PbS e ALA-U tendem ao normal
– PbS pós EDTA acima de 1mg/24 horas
• Quadro clínico característico presente ou não
• Casos em colegas de trabalho: evidência epidemiológica. 
Critérios de diagnóstico
Buschinelli 1994
Limites de Tolerância Ambiental
• Chumbo Inorgânico: Poeiras e fumos
– Anexo 11 da NR-15: 0,1 mg/m3 -
– ACGIH (2024) - 0,05 mg/m3 Chumbo e 
compostos inorgânicos de Chumbo 
– Chumbo tetraetila como Pb: 0,1 mg/m3 ACGIH (2024)
– Chumbo tetrametila como Pb: 0,15 mg/m3 ACGIH 
(2024)
CHUMBO INORGÂNICO IBE/SC (sinal clínico) 
Chumbo
no sangue
60 g/100 ml 
(M) (EPNE)
Ácido delta-aminolevulínico na 
urina - ALA-U
10mg/g de creatinina 
(EPNE)
(M) Mulheres em idade fértil, com valores de Chumbo no sangue (Pb-S) a partir 
de 30 µg/100ml, devem ser afastadas da exposição ao agente. 
EPEN: encontrado em populações não ocupacionalmente expostas
Chumbo Organo-
metálico
(chumbo 
tetraetila)
IBE/EE (Indicador de exposição 
excessiva)
Chumbo na urina Até 50 g/L
Como tratar?
• Afastamento do trabalho
• Pode ser necessário o uso de hipotensores, 
antiarrítmicos e analgésicos
• Tratamento especifico: quelantes sendo os mais 
usados o sal cálcio dissódio do ácido 
etilenodiaminotetracético (CaNa2 EDTA), o 
dimercaprol (BAL) e a D-penicilamina.
Caracterização
• O cádmio é um metal branco azulado, muito resistente à 
corrosão
• Possui grandes semelhanças físicas e químicas com o zinco, com o 
qual aparece ligado na natureza
• É obtido como um subproduto da extração comercial de zinco
• É um poluente atmosférico amplamente disperso e componente 
da chuva ácida
• Em forma de pó é inflamável.
Usos e Exposições ocupacionais (1)
• Extração, tratamento, preparação e fundição de ligas metálicas
• Fabricação de pigmentos 
• Sulfeto de cádmio – CdS (amarelo)
• Selenito de cádmio – CdSe (vermelho)
• Estearato de cádmio: estabilizante em plásticos de PVC
• Baterias de níquel-cádmio
• Lâmpadas de vapor de cádmio
• Fabricação de eletrodos
• Sulfeto de cádmio: fabricação de células fotoelétricas 
• Galvanoplastia de outros metais, principalmente aço e ferro
Usos e exposições ocupacionais (2)
• Tratamento anti-corrosivo de peças, como motores de carro e 
parafusos, roscas e fechaduras de aviões
• Cloreto de cádmio : fungicida e inseticida
• Corante na indústria de fogos de artifício
• Processos de coloração e impressão na indústria têxtil
• Indústria fotográfica para produção de filmes
Usos e exposições ocupacionais (3)
• Fabricação de espelhos especiais e revestimento de tubos 
eletrônicos a vácuo
• Óxido de cádmio (CdO): agente galvanizador e componente de ligas 
de prata e fósforo 
• Empregado em semicondutores e na vitrificação da cerâmica 
• Fluoreto de cádmio (CdF2): várias aplicações na indústria ótica e de 
eletrônica, na fabricação de vidro e substâncias fosforescentes
• Fungstato de cádmio (CdWO4): empregado em tintas fluorescentes
Introdução e absorção 
 5% por via gastrointestinal: influenciada por fatores 
nutricionais
 Cálcio e proteínas da dieta diminuem muito 
a absorção gastrointestinal
Distribuição, Deposição e Eliminação 
DISTRIBUIÇÃO 
 50 a 70%: depositado nos fígado e rins
 O Cádmio é altamente cumulativo
 Nas exposições crônicas 90% do cádmio circulante 
está ligado à hemoglobina
 A meia-vida biológica de 19 a 40 anos
ELIMINAÇÃO: pequena excreção urinária
 O Cádmio presente nas fezes representa o metal 
contido nos alimentos que não foi absorvido
EFEITOS TÓXICOS
Irritação das vias aéreas superiores 
•Tosse persistente, dispneia e dores torácicas
• Podem ocorrer danos pulmonares sob a forma de 
enfisema e fibrose peribronquial e perivascular
Descalcificação óssea com pseudo-fraturas
• Aumento do cálcio urinário
Efeitos no Sistema Renal
•Litíase renal
•Proteinúria de baixo peso molecular: 
beta-2-microglobulina
Limites de Tolerância Ambiental
• Não há limite de tolerância ambiental para
o Cádmio na legislação brasileira
• ACGIH (2024): 
• Cádmio metálico: 0,01 mg/m3
• Compostos como Cádmio: 0,002 mg/m³Cádmio e seus 
compostos inorgânicos
IBE/SC (Sinal clínico)
Cádmio na Urina 5 g/g de creatinina
Indicador Biológico de Exposição Ocupacional 
ao Cádmio ( Quadro 2 da NR-7)
Caracterização
➢ O Manganês é um metal leve, vermelho acinzentado ou prateado e é 
um dos elementos mais abundantes da crosta terrestre. 
➢ Encontrado em solos, sedimentos, rochas, água e materiais biológicos
➢ Mais de cem minerais contêm manganês, sendo os mais importantes os 
óxidos, os carbonatos e os silicatos
➢ Fonte comercial mais importante: dióxido de manganês (MnO2), que é 
encontrado em depósitos sedimentares naturais na forma de pirolusita (40 a 
80% de MnO), braunita e manganita.
➢ Pode apresentar-se em 8 estados de oxidação, sendo mais importantes os 
+2, +3 e +7.
➢ O Brasil possui uma das maiores reservas mundiais de manganês.
Usos e exposições ocupacionais
✓ Extração, tratamento e trituração da pirolusita, assim como fabricação de 
ligas e compostos do manganês
✓ A maior parte do manganês produzido é utilizada na indústria do ferro e do 
aço como reagente, para reduzir o conteúdo de oxigênio e enxofre do aço 
fundido e para compor ligas especiais, como o ferro-manganês e o silício-
manganês
✓ O dióxido de manganês (MnO2) é um agente oxidante utilizado como 
despolarizante em baterias de células secas e acumuladores. 
Usos e exposições ocupacionais
✓ Utilizado em fogos de artifício, fósforos, como reagente na indústria 
química e como corante na indústria têxtil
✓ Sulfato de manganês (MnSO4): produção de fertilizantes, aditivos para 
alimentos, em medicamentos e na fabricação de tintas, vernizes, vidros 
especiais e cerâmica.
✓ Curtimento do couro
✓ Recobrimento de eletrodos de soldas.
Absorção do Manganês
➢ Via respiratória: aerodispersóides (poeiras e fumos) com 
diâmetro menor de 1 micra atingem as porções mais 
inferiores do trato respiratório e podem ser absorvidas, 
levando a efeitos sistêmicos
➢ Absorção gastrintestinal: maior em indivíduos anêmicos, 
guardando relação com o teor de ferro na dieta 
=> Dieta pobre em ferro aumenta a absorção de 
manganês 
Distribuição e Excreção 
• Armazenamento: fígado, pâncreas, rins.
• A meia-vida plasmática é de no máximo 5 
minutos e a meia vida biológica de 37 dias, 
sendo nos ossos e cérebro os locais de 
remoção mais lenta.
• Excretado principalmente pela bile.
Ação tóxica do Manganês
Os estudos toxicodinâmicos são inconclusos 
quanto aos mecanismos da ação tóxica do 
manganês.
Atravessa a barreira hemato-encefálica 
distribuindo-se com predominância no 
gânglio basal o que poderia justificar a 
semelhança do quadro clínico de intoxicação 
por manganês com o Parkinsonismo.
Sinais e sintomas de intoxicação
➢ Fase pré-clínica: anorexia, cefaleia, insônia e fraqueza geral
➢ Fase clínica inicial: inicio de manifestações extrapiramidais, tendo como 
sinais precoces os distúrbios da fala. Menor habilidade para realizar 
movimentos finos, hiperreflexia de tendões dos membros inferiores e 
aumento do tônus dos músculos faciais
➢ Fase clínica estabelecida: alterações psicomotoras e neurológicas, 
hipertonia muscular da face (“riso sardônico”) e dos membros inferiores. 
Astenia, dores musculares, parestesias, alterações da fala e da libido, 
micrografia e escrita irregular 
Limite de tolerância para o Manganês 
Anexo 12 da NR-15 
Poeiras 
Operações de extração, tratamento, moagem do minério ou a outras 
operações com exposição a poeiras de manganês e seus compostos
5,0 mg/m3 , para jornada de até 8 horas/dia.
Fumos de manganês ou seus compostos: metalurgia de minerais de manganês, 
fabricação de compostos de manganês, baterias e pilhas secas, fabricação de 
vidros especiais e cerâmicas, fabricação de eletrodos de solda, de produtos 
químicos, fertilizantes
1,0 mg/m3 no ar, para jornada até 8/dia
ACGIH (2024): Manganês elementar: 0,02 mg/m³
Compostos inorgânicos, como Mn: 0,1 mg/m³
Caracterização 
• O cromo é um metal duro de cor cinzenta.
• Não é encontrado livre na natureza e sua única fonte mineral de 
importância é a cromita, ou cromato de ferro (FeOCr2O3), que é 
amplamente distribuído na superfície terrestre. 
• Apenas os minérios que contêm 40% ou mais de óxido de cromo 
(Cr2O3) são utilizados comercialmente.
• O cromo pode formar inúmeros compostos em seus vários estados de 
oxidação. Os estados de oxidação II (cromoso), III (crômico) e VI 
(cromato) são os mais importantes, sendo que as aplicações 
comerciais envolvem principalmente os cromatos, devido às suas 
propriedades oxidativas e ácidas.
Usos e Exposição
➢ Produção e a manipulação dos compostos de cromo (ácido crômico, 
cromatos e bicromatos) e das ligas de ferrocromo
➢ Principal uso: galvanoplastia de peças de automóveis, aparelhos 
elétricos e outros produtos => Névoas de ácido crômico
➢ Composição de ligas com ferro e níquel, formando o aço inoxidável, 
ou com titânio, nióbio, cobalto, cobre e outros metais.
➢ O dicromato de sódio (Na2Cr2O7) é a base para a preparação dos 
compostos de cromo.
➢ O ácido crômico e alguns sais de cromo (cromatos) podem contaminar 
cimento durante sua produção, sendo causa de dermatoses 
ocupacionais.
Usos e Exposição
➢ O óxido crômico (Cr2O3) é utilizado na indústria 
metalúrgica, como componente de tijolos refratários e na 
composição de pigmentos, principalmente da cor verde.
➢ O sulfato de cromo [Cr2(SO4)3] é empregado no curtimento 
de peles e couro, na indústria têxtil e como base de 
pigmentos empregados na indústria de tintas, vernizes e 
cerâmica.
➢ O cromato de chumbo (PbCrO4) é empregado como 
pigmentos de tonalidades que variam do amarelo ao 
vermelho e verde, utilizados em tintas, produtos plásticos 
e borracha.
Usos e Exposição
• Os cromatos de cálcio (CaCrO4) e de zinco 
(ZnCrO4) são agentes inibidores de corrosão, 
empregados na despolarização de baterias de 
células secas.
• O trióxido de cromo (CrO3) é um forte oxidante 
utilizado em vitrificação de cerâmica, na 
coloração de vidros, limpeza e polimento de 
metais e móveis e na indústria têxtil e corrosivo 
para plásticos.
Usos e Exposição
➢ O dicromato de potássio (K2Cr2O7) é um agente oxidante 
utilizado em química analítica, na desoxidação ou 
decapagem de latão ou bronze
➢ Indústria de fogos de artifício
➢ Em explosivos, fósforos, colas e adesivos cromados
➢ Despolarizante em baterias de células secas
Absorção e distribuição
➢ Vias de penetração: oral, dérmica ou pulmonar
➢ A absorção depende do estado de oxidação:
✓ O cromo hexavalente (Cromo VI) tem uma 
absorção gastrointestinal de 2 a 6% 
✓ O cromo trivalente (Cromo III) tem uma 
absorção menor que 1%.
O cromo tem uma alta ligação com as proteínas 
plasmáticas (86 a 90%) e é armazenado nos 
pulmões, pele, músculos e tecido adiposo 
Ação tóxica
➢ 0 cromo III tem baixa toxidade.
➢ 0 cromo VI é o de maior toxidade.
➢ A absorção por via oral produz vômitos e diarreia 
persistente. com hemorragia intestinal grave devido 
a ulcerações por ação cáustica do metal
➢ Casos letais: 
➢ 1,5g de dicromato de potássio
➢ Para ácido crômico: de 3,0g
➢ Na pele: dermatites de contato, eczema alérgico, 
ulcerações típicas de pele (úlceras profundas, dolorosas e 
de difícil cicatrização).
➢ Conjuntivites e ceratites superficiais.
Ação tóxica
➢ Perfuração do septo nasal, precedida de 
alterações no olfato e sangramento e ulcerações.
➢ No nível respiratório: rinite, laringite, 
pneumoconiose provocada pela poeira de cromita 
e asma (poeiras de cromato ou névoas de ácido)
➢ Anemia em exposições prolongadas e 
comprometimento renal e hepático.
➢ Carcinogênese: poeiras de cromita e cromatos 
insolúveis são consideradas cancerígenas: 
carcinoma broncogênico 
Limite de Tolerância 
• Não há LT para Cromo na Legislação Brasileira
• Ácido crômico(névoas): 0,04 mg/m³ (anexo 11 da NR-
15)
• ACGIH (2024)
– Cromo Metálico: 0,5 mg/m3 
– Compostos de Cr III, solúveis em água: 0,003 mg/m3
– Compostos de Cr VI, solúveis em água: 0,0002 mg/m³
Indicadorde Exposição Ocupacional (IBE)
Cromo VI e seus compostos (Quadro 1 da NR-7)
Material biológico: urina
➢ 25g/g de creatinina (FJFS: Final do último dia de 
jornada da semana)
➢ 10 µg/g de creatinina(AJ-FJ: AJ-FJ - Diferença pré 
e pós-jornada (Aumento durante a jornada) 
➢ Indicador de Exposição Excessiva: A ultrapassagem do IBE 
indica exposição ambiental excessiva não possuindo 
isoladamente significado clinico ou toxicológico próprio ou 
seja não indica doença nem está associado a um efeito ou 
disfunção de qualquer sistema biológico.
Caracterização
➢ O arsênio é uma substância de aparência metálica, 
quebradiça, de cor cinzenta e brilhante, com odor de alho
➢ Considerado um semi-metal ou metalóide
➢ Existem três grupos principais de compostos arsenicais: 
• compostos inorgânicos de arsênio
• compostos orgânicos de arsênio
• gás arsina e arsinas substitutas.
➢ Principais fontes: metais de cobre, chumbo e zinco, ferro, 
cobalto dos quais o arsênio é obtido como uma impureza 
durante a fundição.
➢ O arsênio é amplamente encontrado na natureza e com 
maior abundância em ligas de sulfeto. A arsenopirita 
(FeAsS) é a mais comum delas.
Usos e Exposição
• Ligas com o objetivo de aumentar a dureza e a resistência ao calor 
(produção de projéteis de arma de fogo e células de baterias). 
• Produção de alguns tipos de vidro
• Componente de aparelhos elétricos (pilhas e baterias).
• O tricloroarsênio (AsCl3) é empregado na vitrificação da cerâmica.
• O trióxido de arsênio (As2O3) ou arsênico branco é utilizado no 
curtimento de couro e como preservante de madeira,
• Na indústria têxtil e na produção de vidro como agente descorante e 
refinador.
• O verde Scheele (AsO3HCu) e o verde Paris [(AsO2)2Cu (C2H3O2)2Cu] 
são inseticidas. Este último é empregado na pintura de navios e 
submarinos.
• O arsenato de sódio (NaAsO2) é empregado como herbicida, agente 
inibidor de corrosão e na indústria têxtil como agente de lavagem a 
seco.
Usos e Exposição
• O trissulfeto de arsênio (AsS3) é utilizado em curtumes e na produção 
de fogos de artifício e semicondutores
• O ácido cacodílico [(CH3)2AsO2H] é empregado como herbicida e 
desfolhante.
• O gás arsina (AsH3) é utilizado em síntese orgânica e no 
processamento de componentes eletrônicos. É empregado na 
fabricação de tintas, vernizes e corantes.
Esse gás pode ser gerado inadvertidamente em processos industriais 
quando é formado hidrogênio na presença de arsênio, como em ataques 
com ácido clorídrico ou muriático (HCl) a minérios ou metais com 
impurezas na superfície, com a finalidade de limpeza (decapagem).
• Compostos arsenicais são liberados nos processos de mineração de 
ouro, fundição e refino de cobre e chumbo e em alguns processos de 
soldagem.
Vias de penetração 
• Gastro-intestinal
• Inalação 
Ação tóxica do Arsênio
• O arsênio amarelo é um forte veneno para 
Homem
• Dose letal: 1-2mg/kg de peso
• Toxicidade variável conforme o o estado de 
oxidação do metal
• O arsênio Lewisite é um forte vesicante, 
que pode penetrar na pele e causar lesões 
na área de exposição
Ação tóxica do Arsênio
• Os efeitos tóxicos são atribuídos às suas 
propriedades de ligação com o enxofre, 
formando complexos com coenzimas e 
inibindo a produção de ATP
• O ARSÊNIO É CARCINOGÊNICO para seres 
humanos: tumores de pele, hepáticos e 
pulmões
60
Efeitos da exposição ao arsênio
Hiperqueratose nas 
mãos
Câncer de pele, mãos, braços e 
tórax
Sinais e sintomas de intoxicação 
• Agudos:
• Febre, distúrbios gastrointestinais, irritação do trato 
respiratório, úlcera do septo nasal e dermatite
• Exposição crônica: 
• Pigmentação da pele, neuropatia periférica e lesões 
hepáticas e renais
Limite de Tolerância
• Não há LT para o Arsênio na Legislação Brasileira
• ACGIH (2024): Arsênio e compostos inorgânicos 
como As: 0,01 mg/m3 
• Arsina: 0,16 mg/m³ ou 0,04 ppm (anexo 11 da NR-
15)
– ACGIH (2022): 0,005 ppm
IBE 
Arsênico elementar e seus compostos inorgânicos 
solúveis, exceto arsina e arsenato de gálio 
(Quadro 1 da NR-7) 
IBE: Arsênico inorgânico mais metabólitos 
metilados na urina: 35g/L
Obs. EPNE - Encontrado em populações não expostas ocupacionalmente
Indicador de EE: Exposição excessiva: A ultrapassagem do IBE indica 
exposição ambiental excessiva não possuindo isoladamente significado 
clinico ou toxicológico próprio ou seja não indica doença nem está 
associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.
Mercúrio - Hg
Fonte: Museu Joán Miró, Barcelona 
Caracterização 
➢ O mercúrio metálico é um líquido branco-prateado a temperatura 
ambiente. É encontrado na natureza na forma de sulfeto (HgS), no 
minério de cinábrio.
➢ Dois grupos:
- Mercúrio inorgânico: mercúrio metálico e seu vapor e sais: íon 
mercúrico (Hg++) e seus sais e íon mercuroso (Hg2++) e seus sais
- Mercúrio orgânico: metilmercúrio, acetato de etilmercúrio, cloreto 
de etilmercúrio, fosfato de etilmercúrio, diciandimida de metilmercúrio
e vários outros compostos.
➢ Pode ser produzido em fontes naturais ou artificiais. As fontes naturais 
são o vulcanismo, a desgaseificação da crosta terrestre e a erosão e a 
dissolução de minerais das rochas devido à penetração da água, 
durante períodos muito prolongados.
➢ As fontes artificiais derivam da utilização do mercúrio pelo homem.
Usos e Exposição
• A extração do minério de mercúrio e a fabricação de seus 
compostos 
• No Brasil: atividades em garimpos de ouro, com 
amalgamação do minério, assim como preparação e 
aplicação de amálgamas para restaurações dentárias 
• Convenção de Minamata
– Permitida a utilização na indústria de cloro-soda até 
2025
Convenção de Minamata
• Proíbe a manufatura, importação e 
exportação de produtos com mercúrio 
adicionado listado no Anexo A Parte I, com 
datas para “phase-out” definidas. 
• Estabelece medidas para minimizar o uso de 
amálgamas dentários (Anexo A Parte II). 
Vias de penetração 
• Via respiratória: principal do ponto de vista 
ocupacional
• Via intestinal: sais solúveis
Mecanismo de ação tóxica 
(Toxicodinâmica)
• Os íons Hg+2 tem afinidade pelos grupos 
sulfidrila (-SH) de proteínas, enzimas, 
seroalbumina e hemoglobina, formando 
complexos que causam inibição enzimática
Sinais e sintomas de Intoxicação
• Intoxicação aguda: bronquite, pneumonite, tosse, dores 
torácicas, angústia respiratória, salivação, diarreia.
• Ação sobre o SNC: tremor, insônia, depressão e 
irritabilidade
• Exposição por 4 horas a uma concentração maior que 
30mg/m3 causou lesões no fígado, rins, pulmões e 
cérebros de coelhos
• O mercúrio se acumula nos rins: nefrotóxico
Sinais e sintomas de Intoxicação Crônica 
• Inflamação da boca, salivação, 
amolecimento dos dentes, tremores 
musculares, passo claudicantes, depressão, 
irritabilidade e nervosismo
• Antídotos: Cisteína, D-penicilamina,2-
dimercapto-1-propanol
• Os antídotos formam quelatos com o mercúrio, que 
são excretados na urina, possuindo um efeito 
protetor contras as lesões renais causadas pelo 
mercúrio
Limite de tolerância 
• Todas as formas (exceto orgânicas): 
– 0,04 mg/m3 (Anexo 11 da NR-15)
• ACGIH (2024): Mercúrio elementar e 
formas inorgânicas: 0,025 mg/m³
IBE de Mercúrio metálico 
(Quadro 1 da NR-7)
Material biológico: urina
• Indicador Biológico de Exposição(IBE): 20 g/g de 
creatinina
NE: Não específico (pode ser encontrado por exposição a outras substâncias)
EPNE - Encontrado em populações não expostas ocupacionalmente
A ultrapassagem do IBE indica exposição ambiental 
excessiva (EE) não possuindo isoladamente significado 
clinico ou toxicológico próprio ou seja não indica doença 
nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer 
sistema biológico.

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