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WEB DESIGN
AULA 6
Prof. Matias Peruyera
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CONVERSA INICIAL
Para esta aula, vamos aprofundar algumas áreas já vistas. Vamos
apresentar algumas tags HTML básicas e importantíssimas, complementar as
possibilidades de trabalhar com os estilos de fundos e ver algumas questões
específicas de desenvolvimento para dispositivos móveis e as ferramentas que
podem ser usadas. Tudo isso dividido em cinco temas:
• mais alguns elementos HTML;
• imagens de fundo;
• mais algumas possibilidades do CSS;
• design responsivo e media queries; e
• ferramentas e métodos.
CONTEXTUALIZANDO
O trabalho com HTML e CSS – por não mencionar as outras tecnologias
envolvidas em um site –, ao mesmo tempo que é um pouco desafiador, permite
várias soluções e até “gambiarras” fáceis de encontrar em uma busca na web. É
importante que você entenda o funcionamento básico dessas linguagens, mas
também que há toda uma série de possibilidades já explorada pela comunidade
online. A solução que você precisa está a poucas buscas de distância. Por isso,
não desista! Já teve alguém que precisou resolver o mesmo problema e que se
dispôs a publicar a solução.
TEMA 1 – MAIS ALGUNS ELEMENTOS HTML
Há muitos elementos HTML. Aqui vamos falar de três elementos
importantes, que servem para pôr imagens em uma página, para fazer links e
para desenhar tabelas.
Recomendamos que você conheça os outros elementos HTML, para o
caso de ser necessário para algum projeto específico. Há elementos específicos
para elaborar glossários, por exemplo. Pesquise qual é. Mas antes, veja estes.
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1.1 Imagens
Quando a imagem é parte do conteúdo, ela é inserida no HTML com uma
a tag img. Esta tag não precisa ser fechada, mas precisa de atributos. Um deles
é o endereço da imagem. No exemplo, o arquivo, para ser encontrado, precisa
estar na mesma pasta que o HTML.
O outro atributo é o alt, espaço para inserir uma descrição da imagem,
que aparecerá caso a imagem não possa ser carregada ou caso a pessoa tenha
desligado a exibição de imagens por algum motivo, ou será lida para pessoas
com deficiência visual que estejam usando um leitor de telas. Por isso, é
importante lembrar de inserir essa informação.
As imagens também podem aparecer dentro de um elemento figure, que
contém a imagem e mais uma legenda (figcaption):
Bolo de cenoura.
1.2 Hiperlinks
Links são a essência da web. A tag para criar um hiperlink em HTML é
. Porém, assim como a tag , ela precisa de alguma indicação do
destino desse hiperlink. Essa indicação fica no argumento href. A tag precisa
de fechamento, então, o que fica entre as tags de abertura e fechamento é a
palavra que ficará disponível para clicar.
Clique aqui!!!!
Demos como exemplo, mas nunca use “clique aqui” para links. Uma regra
de usabilidade básica é que o texto do link explique o destino desse link. Vejamos
um exemplo melhor, dentro de uma tag de parágrafo.
Para saber mais sobre capivaras, acesse o artigo sobre capivaras da
Wikipédia.
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Um hiperlink também pode direcionar para uma parte específica da
mesma página em que o link está, ou para uma parte específica de outra página.
Podemos continuar usando a Wikipédia como exemplo. Cada subtítulo tem um
id – lembra deles? – próprio. Por exemplo, o título “Etimologia e nomes
populares” está dentro de um elemento com
id="Etimologia_e_nomes_populares”.
Sendo assim, o código
Você sabia os outros nomes da capivara? V
eja na Wikipédia.
Leva você diretamente para essa seção. Um link nessa mesma página pode ser
simplesmente .
1.3 Tabelas
As tabelas são uma excelente maneira de apresentar informação. O
HTML tem tags específicas para formatar tabelas. O elemento table contém
elementos tr – table row, as linhas. Estes, por sua vez, contêm elementos th –
table header – ou td – table data. Cole o código dentro do body de um arquivo
HTML e compare com a figura 1.
Animal
Ordem
Peso máximo
Capivara
Roedor
90 kg
Porquinho-da-Índia
Roedor
1,5 kg
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Figura 1 – Tabela em HTML
Animal Ordem Peso máximo
Capivara Roedor 90 kg
Porquinho-da-Índia Roedor 1,5 kg
Fonte: Matias Peruyera.
Claro que está simples demais, e inclusive difícil de entender. Mas, com
CSS, é possível alterar fundos, colocar bordas, cuidar do alinhamento do texto
etc. É muito melhor e mais acessível do que simplesmente usar uma captura de
tela de uma tabela feita em outro programa.
TEMA 2 – IMAGENS DE FUNDO
Enquanto no HTML é possível inserir imagens que serão parte do
conteúdo da página, no CSS é possível determinar as imagens de fundo de
vários elementos. Vamos voltar ao HTML que estavámos usando para estudar
os fundos, e deixar uma imagem na mesma pasta do HTML. No CSS, use o
seguinte código e compare com a Figura 2.
.testesfundo {
background-image: url(cara.png);
}
Figura 2 – Imagem de fundo
Fonte: Matias Peruyera.
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Como você deve imaginar, é possível determinar várias propriedades para
o background. Acrescente uma cor, para facilitar a visualização dos resultados.
Como a imagem que usamos aqui tem fundo transparente, vai funcionar.
Além disso, é possível alterar também como a imagem se repete. Por
padrão, ela se repete na horizontal e na vertical, mas é possível determinar que
ela se repita apenas em um sentido ou que não se repita. Mude o estilo e
compare com a Figura 3.
.testesfundo {
background-color: lightblue;
background-image: url('cara.png');
background-repeat: repeat-y;
background-position: right;
}
Figura 3 – Exemplo de repetição vertical
Fonte: Matias Peruyera.
Antes do surgimento dos gradientes em CSS, era usada uma imagem com
um gradiente de um pixel de largura ou altura, configurada para repetir horizontal
ou verticalmente.
Dependendo dos resultados desejados, é necessário trabalhar com as
imagens para que elas encaixem perfeitamente umas nas outras. Na Figura 4,
por exemplo, temos uma imagem que, se repetida, gerará um fundo que você já
viu antes.
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Figura 4 – Figura para se repetir em um fundo
Fonte: Matias Peruyera.
Ela foi cuidadosamente editada – no Photoshop, no caso – para que não
tenha sequer um pixel que impeça a repetição. Para esse caso, é mais
interessante usar a solução em código, mas é interessante para observar como
deve ser feito. Como exercício, tente reproduzir essa imagem e escrever o
código para conseguir um fundo idêntico àquele que você já viu. Dica: a imagem
deve ficar com 80 pixels de lado.
Também é possível usar várias imagens para o fundo de um único
elemento. O código começa a ficar complicado, mas pode ser adequado para
alcançar certos resultados que não conseguiríamos com cores ou gradientes.
Com imagens bem planejadas, é possível criar até ilustrações.
TEMA 3 – MAIS ALGUMAS POSSIBILIDADES DO CSS
Vamos ver mais alguns elementos que podem ser alterados apenas com
CSS, que podem enriquecer um layout e torná-lo mais usável.
3.1 Bordas
As propriedades border permitem aplicar bordas a elementos HTML.
Vamos retomar o HTML de nossa receita e aplicar bordas ao header. Vamos,
novamente, trabalhar separadamente dos seletores que já definimos, mas
lembre-se de que eles podem ser agrupados depois. No arquivoCSS,
acrescente o seguinte código e compare com a Figura 5.
header {
border: 4 px solid red;
}
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Figura 5 – Borda aplicada ao header
Fonte: Matias Peruyera.
Nesse caso, estamos determinando a espessura da borda (4px), que é
uma linha contínua (solid) e é vermelha (red). É possível aplicar opções a cada
um dos quatro lados separadamente. Vamos aplicar algo no estilo que estamos
procurando. Veja o código e o resultado da Figura 6.
header {
border-bottom: 4px dotted black;
}
Figura 6 – Borda inferior pontilhada
Fonte: Matias Peruyera.
Um efeito muito desejado que finalmente foi implementado no CSS3 são
os cantos arredondados (Figura 7), que podem ser definidos como parte do
BOLO DE CENOURA
Que tal um bolo de cenoura bem gostoso? O segredo é
bater tudo no liquidificador, menos a farinha. Receita ideal
para um café da tarde com jeito caseiro.
BOLO DE CENOURA
Que tal um bolo de cenoura bem gostoso? O segredo é
bater tudo no liquidificador, menos a farinha. Receita ideal
para um café da tarde com jeito caseiro.
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border – nesse caso, especificamos todas as propriedades do border e
acrescentamos os valores da propriedade border-radius, o raio da parte circular
da borda. Também experimente deixar apenas o valor do border-radius.
header {
border: 10px double black;
border-radius: 30px;
}
Figura 7 – Borda dupla com cantos arredondados
Fonte: Matias Peruyera.
No livro de Paz (2021, p. 99-100), você pode ver propriedades específicas
do border. No mesmo quadro, você verá que as propriedades margin e padding
podem ter especificações similares, e que cada lado pode ter seu próprio valor.
Geralmente, esses três valores precisam ser trabalhados em conjunto.
3.2 Sombras
Aplicar sombras pode ser visto como algo excessivo, mas em alguns
casos elas colaboram na usabilidade, para percebermos que um elemento está
por cima de outro. Vamos continuar explicando isso com nossa receita, apesar
de que não pareceria ser necessário. Comece com o valor box-shadow: 5px
20px; e veja o que esses dois números definem. Depois, acrescente um terceiro
valor, e depois uma cor. Como ficou? Na Figura 8, usamos box-shadow: 5px 5px
5px #aaa; para um resultado mais sutil.
BOLO DE CENOURA
Que tal um bolo de cenoura bem gostoso? O segredo
é bater tudo no liquidificador, menos a farinha.
Receita ideal para um café da tarde com jeito caseiro.
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Figura 8 – Aplicação de sombra
Fonte: Matias Peruyera.
Uma dica é usar sombras com cores com um pouco de transparência,
para que fiquem mais naturais quando sobrepostos a elementos coloridos.
3.3 Listas
Voltando aos ajustes tipográficos, vamos refinar os marcadores das
nossas listas. Inclusive, se você usar as técnicas de resetar o CSS, precisará
indicar novamente como devem ser os marcadores. Acrescente o seguinte
código ao seu arquivo CSS:
ul {
list-style-type: square;
}
ol {
list-style-type: upper-roman;
}
As listas ul terão quadrados em vez de círculos e as listas numeradas ol
terão números, armênios – para vocês perceberem como é importante pensar
em vários idiomas e culturas (Figura 9).
BOLO DE CENOURA
Que tal um bolo de cenoura bem gostoso? O segredo é
bater tudo no liquidificador, menos a farinha. Receita ideal
para um café da tarde com jeito caseiro.
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Figura 9 – Estilos de listas
Ingredientes
Massa
• ½ xícara (chá) de óleo
• 3 cenouras média raladas
• 4 ovos
• 2 xícara (chá) de açúcar
• 2 e ½ xícaras (chá) de farinha
de trigo
• 1 colher (sopa) de fermento
em pó
Modo de preparo
Massa
a. No liquidificador, bata a
cenoura, os ovos e o óleo no
até ficar homogêneo.
b. Acrescente o açúcar e bata
por 5 minutos.
c. Despeje a mistura em uma
tigela e acrescente a farinha.
Misture à mão ou com
batedeira.
Fonte: Matias Peruyera.
O CSS ainda permite acrescentar pequenas imagens a cada item da lista.
Porém, tudo pode ficar mais interessante apelando a outro tipo de técnica.
Vamos ver como trocar a cor dos bullets da lista de ingredientes. Na verdade, o
que vamos fazer é retirar os bullets (com o list-style:none) e depois colocá-
los novamente, no estilo desejado. Comece com o seguinte código:
ul {
list-style: none;
}
li::before {
content: "\00261E"; color: red;
}
Como ficou? Essa mãozinha dá um ar antigo, gostou? Ela é determinada
ali no content, com o código \00261E. O ::before é um pseudoelemento, que
serve para fazer seleções mais avançadas no CSS, e, nesse caso, está sendo
usado para inserir conteúdo não no HTML, mas pelo CSS.
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Reduza a largura da janela do seu navegador. Reparou que as mãozinhas
“invadem” o bloco de texto? Para evitar isso, substitua o código por este:
li::before {
content: "\00261E"; color: red;
display: inline-block; width: 1.5em;
margin-left: -1.5em;
}
Isso cria uma margem negativa para a primeira linha, e deixa tudo
alinhado, como mostra a Figura 10.
Figura 10 – Lista estilizada
½ xícara (chá) de óleo
3 cenouras média raladas
4 ovos
2 xícara (chá) de açúcar
2 e ½ xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
Fonte: Matias Peruyera.
Mostramos esse exemplo das listas principalmente para mostrar o poder
dos pseudoelementos e mostrar que, às vezes, é necessário aplicar outra lógica.
E, também, para mostrar que podemos alcançar resultados interessantes sem
precisar fazer alterações desnecessárias no HTML. Não é correto – e muito
menos acessível – transformar uma lista em um monte de parágrafos com a
mãozinha “escrita” no HTML.
Saiba mais
Veja mais truques para formatar listas no artigo escrito por Chris Coyier
(2020):
Disponível em: .
Acesso em: 13 set. 2021.
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TEMA 4 – DESIGN RESPONSIVO E MEDIA QUERIES
Cada vez mais a web foi sendo acessada por dispositivos móveis. As
primeiras maneiras de satisfazer esses usuários eram preparando uma versão
separada do site, que apareceria caso fosse detectado que o acesso era por um
celular. Com o CSS3, surgiram as media queries – ou “consultas de mídia”, que
permitem fornecer estilos especialmente projetados para diferentes dispositivos
(Paz, 2021, p. 160). As media queries são uma parte muito importante do design
responsivo, que “responde” aos diferentes tamanhos de tela.
No nosso arquivo CSS, temos os estilos padrão, mas também podemos
ter diferentes media queries para atender diferentes dispositivos. Geralmente,
esses dispositivos são identificados pela largura da tela, mas é possível ter
media queries para outras especificidades dos dispositivos, como se a tela
estivesse vertical ou horizontal (Paz, 2021, p. 161). A estrutura, então, é:
@media only screen and (max-width: 600px) {
}
Dentro dessas chaves, você deve inserir o código CSS que substituirá a
propriedade padrão. Vamos ao CSS de nossa receita. Cole o seguinte código ao
final, salve o CSS, recarregue o navegador e mexa na largura da janela para ver
o que acontece.
@media only screen and (max-width: 600px) {
header {
background:red;
}
}
Assim que a largura da janela estiver em 600 pixels, a cor de fundo do
header, que era #ffd9cc, será substituída pela cor especificada na media query.
Mas isso não é lá muito útil. Outra coisa que acontece quando a janela
está em 600 pixels de largura é que as colunas dos ingredientes e do modo de
preparo ficam estreitas demais, dificultando a leitura.
Nesse caso, vamos repensar o layout. Seria melhor que simplesmente
ficassem uma debaixo da outra. Para isso, vamos desistir do layout usando grid
e trocar para inline. Vamos manter a mudança da cor de fundo, só para
visualizarmos melhor o que acontece.
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@media only screen and(max-width: 600px) {
header {
background:red;
}
article {
display:inline;
}
}
Agora está mais organizado, mas o texto parece um pouco grande. Vamos
diminuí-lo um pouco. Inclua este código dentro do media query:
h1 {
font-size:2em;
}
p {
font-size:1.2em;
}
h2 {
font-size:1.2em;
}
h3 {
font-size:1em;
}
Repare que as propriedades que havíamos declarado antes, como o
text-transform: uppercase do h1 e o itálico do h3, continuam ativas. A única
que foi substituída é a que aparece aqui (no caso, o font-size desses quatro
elementos). Verifique as diferenças entre a versão original e nossas duas
versões do media query na Figura 11.
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Figura 11 – Versões do site
Fonte: Matias Peruyera.
Esse foi um exemplo breve que serve para mostrar a importância de
pensar nos dispositivos móveis, e em como o design responsivo apresenta
benefícios também durante o desenvolvimento.
Sites mais complexos têm outros problemas. Repare que em vários sites
responsivos o menu de navegação, em larguras menores, concentra-se em um
menu de hambúrguer (os três risquinhos horizontais). Isso exige outras técnicas.
BOLO DE CENOURA
Que tal um bolo de cenoura bem
gostoso? O segredo é bater tudo no
liquidificador, menos a farinha.
Receita ideal para um café da tarde
com jeito caseiro.
Ingredientes
Massa
½ xícara (chá)
de óleo
3 cenouras
média raladas
4 ovos
2 xícara (chá)
de açúcar
2 e ½ xícaras
(chá) de farinha
de trigo
1 colher (sopa)
de fermento em
pó
Modo de
preparo
Massa
No liquidificador,
bata a cenoura,
os ovos e o óleo
no até ficar
homogêneo.
Acrescente o
açúcar e bata
por 5 minutos.
Despeje a
mistura em uma
tigela e
acrescente a
farinha. Misture à
mão ou com
batedeira.
BOLO DE
CENOURA
Que tal um bolo de
cenoura bem
gostoso? O segredo
é bater tudo no
liquidificador, menos
a farinha. Receita
ideal para um café da
tarde com jeito
caseiro.
BOLO DE CENOURA
Que tal um bolo de
cenoura bem gostoso? O
segredo é bater tudo no
liquidificador, menos a
farinha. Receita ideal para
um café da tarde com jeito
caseiro.
Ingredientes
Massa
½ xícara (chá) de
óleo
3 cenouras média
raladas
4 ovos
2 xícara (chá) de
açúcar
2 e ½ xícaras (chá)
de farinha de trigo
1 colher (sopa) de
fermento em pó
Ingredientes
Massa
½ xícara (chá) de
óleo
3 cenouras média
raladas
4 ovos
2 xícara (chá) de
açúcar
2 e ½ xícaras (chá)
de farinha de trigo
1 colher (sopa) de
fermento em pó
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TEMA 5 – FERRAMENTAS E MÉTODOS
Desenvolver um site ou outro produto digital pode demandar o trabalho de
várias pessoas. É possível que uma única pessoa cuide de todos os aspectos,
mas isso dificilmente acontecerá em uma empresa maior.
Por outra parte, projetos maiores exigem maiores cuidados a cada etapa
do processo. Refazer um site pessoal de uma única página é fácil se comparado
a refazer um site de e-commerce ou um portal de notícias. Por isso, dividir o
projeto em etapas – pense nos planos definidos por Garrett (2011) que já vimos
– e assignar especialistas para cada uma dessas etapas é uma prática comum.
Cada etapa terá suas ferramentas típicas. A etapa da arquitetura da
informação, por exemplo, muitas vezes faz uso de ferramentas de papelaria,
como papéis e notas adesivas, para facilitar a manipulação e organização do
conteúdo. É comum inclusive fazer protótipos em papel – os chamados de baixa
resolução – para testar ideias antes do desenvolvimento do produto final. Os
wireframes – típicos do plano do esqueleto – podem começar a ser rascunhados
em papel, já que ainda não é momento de trabalhar com fontes e cores (Figura
12).
Figura 12 – Imagem de banco de imagens que pode representar uma designer
preparando um protótipo de baixa fidelidade para um teste – também podem ser
apenas esboços
Crédito. Chaosamran_studio / shutterstock.
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Saiba mais
Veja como um protótipo de baixa fidelidade pode ser algo bem rudimentar.
No primeiro vídeo a seguir, é feito um teste de usabilidade de um site infantil.
Observe como o pesquisador pede à criança que execute determinadas tarefas
e como ela simula a navegação pelo site. No outro, o protótipo também é de
papel, com algumas simulações de interação bem criativas.
Disponível em: e
. Acesso em: 14 set. 2021.
Para quem quiser começar a trabalhar com web design, a dica é se abrir
a novas ferramentas. Programas como Illustrator e Photoshop têm o peso de
várias décadas de existência. Eles obviamente são úteis e podem ser usados,
mas é interessante pensar em novas ferramentas. Um exemplo é o Figma
(Figura 13), software de ilustração vetorial voltado para a prototipação de
produtos digitais. É típico que a interface de um site seja prototipada nele, para
poder usar os recursos que simulam o comportamento de uma tela ou de
diversos dispostivos, e o mesmo arquivo seja tomado como base por quem fizer
o desenvolvimento, já que ele fornece várias facilidades, como códigos CSS do
que foi projetado nele. Além disso, permite que várias pessoas trabalhem nele
em um mesmo projeto (Paz, 2021, p. 219).
Figura 13 – Tela do Figma, no navegador
Fonte: Matias Peruyera, elaborado com base em Figma.com.
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É claro que isso varia de cada pessoa. Tem gente que gosta de começar
a trabalhar o quanto antes com código, e isso pode facilitar certos processos.
Caso esse seja o seu caso, também fique de olho em softwares que possam
facilitar a sua vida, para montar a sua caixa de ferramentas.
TROCANDO IDEIAS
Depois de tudo o que você aprendeu, quais os próximos passos para
continuar o aprendizado? Aprender alguma linguagem de programação? Qual?
Aprender novas técnicas de CSS? Aprender a configurar algum gerenciador de
conteúdo, como o WordPress? Sair correndo, porque web não é para você? O
que seus colegas acham?
NA PRÁTICA
Talvez o seu portfólio possa se beneficiar de alguns dos refinamentos que
mostramos aqui. Certamente, ele precisará de uma versão para dispositivos
móveis. Que tal cuidar disso e testar vários tamanhos de tela? A vantagem desse
portfólio é que ele, em si, é uma peça. Se você estiver procurando trabalhar com
web design, talvez esse site seja o motivo para te contratarem. Por isso,
capriche!
FINALIZANDO
Nesta aula, complementamos as técnicas que aprendemos em ocasiões
anteriores. Você aprendeu algumas tags HTML básicas e importantíssimas,
como o uso de hiperlinks. As bordas e os fundos com imagens complementam
o aprendido antes sobre fundos, e as media queries reforçam a importância de
pensar em um design que funcione em vários dispositivos.
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REFERÊNCIAS
COYIER, C. Custom List Number Styling. CSS-Tricks, 2020. Disponível em:
. Acesso em: 27 ago. 2021.
GARRETT, J. J. The Elements of User Experience. Berkeley: New Riders,
2011.
PAZ, M. Web Design. Curitiba: Intersaberes, 2021.