Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Comunicação Oral e Escrita 
 SENAI-SP, 2004 
 
 
Trabalho elaborado pela Escola SENAI Roberto Simonsen 
do Departamento Regional de São Paulo. 
 
 
 
Coordenação Geral Dionisio Pretel 
 
Coordenação Laur Scalzaretto 
Valdir Peruzzi 
 
Elaboração Teresinha Tesser Niubó 
 
Editoração Adriana Ribeiro Nebuloni 
Écio Gomes Lemos da Silva 
Sílvio Audi 
 
 
 
 
 
 
Escola SENAI Roberto Simonsen 
Rua Monsenhor Andrade, 298 – Brás 
CEP 03008-000 - São Paulo, SP 
Tel. 11 3322-5000 Fax. 11 3322-5029 
E-mail: senaibras@sp.senai.br 
Home page: http://www.sp.senai.br 
 
 
 
Sumário 
página 
 
Paragrafação 3 
Descrição 9 
Interpretação de texto 13 
Dissertação 19 
Relatório 29 
Estrutura-padrão 51 
Memorando 55 
Bibliografia 65 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3
Paragrafação 
 
 
 
Parágrafo padrão 
 
Frase, Oração, Período. 
Cuidado! 
 
A Mecânica está muito presente no nosso dia-a-dia. 
 
A comunicação é um valor social básico fundamental. 
 
Bom dia! 
 
Este é o local onde construiremos o prédio que o engenheiro projetou para atender os 
clientes mais exigentes. 
 
Estratégia de venda 
 A colocação dos artigos nas prateleiras dos supermercados é 
matematicamente calculada. Os que têm saída certa ficam embaixo. Os de venda 
difícil são colocados à altura dos olhos e principalmente das mãos. Além disso, há 
também as embalagens feitas de forma a atrair o consumidor. Dessa forma, estamos 
cercados pelas estratégias de vendas. 
 
Um parágrafo modelo deve conter: 
1. Título; 
2. Distância da margem ao iniciá-lo; 
3. Disposição visual (limpeza, capricho e margem direita); 
4. Idéia principal. É a partir dela que o parágrafo se desenvolve; 
5. Idéias secundárias– Elas explicam a idéia principal. Quando esta estiver 
devidamente explicada, encerre o parágrafo. 
6. Conclusão – É o encerramento do parágrafo. 
 
Observação 
Entre as idéias secundárias use palavras relacionais como: além disso, primeiramente, 
é evidente que, como se isso não bastasse, é importante frisar que, por último, etc. 
Para fazer oposição use: mas, porém, por outro lado, em contrapartida, etc. Para iniciar 
 4 
a conclusão: portanto, por isso, finalmente, dessa forma, sendo assim, conclui-se então 
que, etc. 
 
 
Exercícios 
 
Nos parágrafos abaixo, sublinhe a idéia principal com caneta e as idéias secundárias 
com lápis. 
 
1. A madeira esteve sempre presente na construção civil. Inicialmente era 
usada para a construção de abrigos. Foi também o material utilizado na construção 
das primeiras pontes. Além disso, elas servem de base para a execução da 
alvenaria. Enfim, a madeira desempenha um importantíssimo papel na construção 
civil. 
 
2. O construtor é peça chave. Fiscaliza o andamento dos trabalhos em seu 
conjunto. Fornece e conserva equipamento mecânico e ferramental necessário. Por 
fim, presta toda a assistência técnica e administrativa necessária ao andamento 
conveniente da obra. 
 
Dados os tópicos frasais abaixo, escolha dois e elabore um parágrafo para cada um e 
dê um título. 
• A segurança no trabalho deve estar sempre presente. 
• Aquele dia foi inesquecível. 
• A economia de água deve fazer parte de nossos hábitos. 
• As enchentes provocam muitos transtornos à população. 
 
Escolha um dos títulos abaixo e elabore um parágrafo. 
• Profissão 
• Estudo – Garantia de futuro 
• Vida agitada 
• Leitura – Caminho da sabedoria. 
 
 
 
 
 
 
 5
Seqüência lógica de idéias 
 
Reescreva o parágrafo abaixo, colocando-o numa seqüência lógica de idéias. Dê um 
título também. 
 
Saíram do que sobrou do carro. Os doidos não sofreram nada. Um carro de 
polícia ia para o hospício levando dois doidos. O motorista e o ajudante foram atirados 
longe, quase mortos. O outro foi chamar a ambulância. Um foi socorrer as vítimas. 
Corria numa tal velocidade que capotou e bateu contra um poste. 
 
Elabore um parágrafo para cada grupo de ações abaixo, fazendo as flexões verbais 
necessárias. Dê um título. 
• correr, tropeçar, cair, chorar, consolar. 
• sentar-se, pensar, escrever, entregar. 
• olhar, sorrir, aproximar-se, conversar, despedir. 
 
 
Concisão 
 
Todo texto deve ser conciso. Para isso é preciso ficar atento e não repetir palavras ou 
idéias desnecessariamente. 
 
Exemplos de parágrafo sem concisão: 
 
 “Minha primeira paixão aconteceu numa festa. Numa festa de aniversário 
muito divertida. Tinha muita gente, bastantes colegas muito legais. Reencontrei um 
amigo antigo que fazia muito tempo que não o encontrava. Ficamos conversando 
muito e até demos bastantes risadas juntos. Nos divertimos muito...” 
 
 “Há muitos perigos nas cidades grandes. O assalto é um perigo constante que 
ocorre em uma cidade grande. Em decorrência acontece outro problema: os 
assassinatos, onde no momento do roubo acontece uma reação e alguém acaba 
sendo morto...” 
 
 
 
 
 6 
 “Minha mãe é incrível. Eu acho minha mãe incrível porque cozinha bem, 
porque ela sabe cozinhar com dedicação pois ela sabe que a comida não é só para 
ela. Ela também me trata com muito respeito...” 
 
Coerência 
 
Um texto é coerente quando liga harmonicamente as idéias entre si; o conteúdo 
dispõe-se numa seqüência lógica. 
 
Exemplos de parágrafo sem coerência: 
 “Num dia chuvoso de pouco movimento, Benedito estava viajando rumo ao 
litoral. Descendo a serra percebeu que o freio não estava mais funcionando. Reduziu a 
marcha e continuou sem muita preocupação pois a estrada estava livre. Percorreu 
mais dois quilômetros e, de repente, brecou porque deparou-se com um 
congestionamento.” 
 
 “Era meia-noite, Marcos preparou o despertador para acordar às seis da 
manhã e encarar mais um dia de trabalho. Ouvindo o rádio, deu conta de que fizera 
sozinho a mega sena. Fora de si acordou toda a família e bebeu a noite inteira. Lá 
pelas cinco, caiu na cama. Quando o despertador tocou, Marcos pôs-se imediatamente 
de pé e ia preparar-se par ir ao trabalho. Mas o filho, rindo disso: ‘Pai, você não precisa 
trabalhar nunca mais na vida’.” 
 
 
Exercício 
 
Elabore um parágrafo, aplicando todos os conhecimentos de pargrafação. 
Um grande susto 
A importância do trabalho 
Família 
Tema livre 
 
Tipos de parágrafos 
Existem três formas de se redigir: contar uma história, descrever algo ou externar a 
opinião sobre um determinado assunto. Portanto, no primeiro caso, temos a narração, 
no segundo a descrição e no último, a dissertação. 
 
 
 
 
 7
Narração 
Ao narrar um fato objetivo e completo, é necessário que ele contenha: O que 
aconteceu? Onde? Quando? Por quê? Personagens, causa e conseqüência (fim da 
história). 
 
Descrição 
Pode-se, nesta modalidade de redação, descrever uma pessoa, um animal, um objeto, 
um ambiente ou paisagem. Nestes casos, são necessários que alguns elementos 
estejam presentes de acordo com o que será descrito. Por exemplo: Se for uma 
pessoa, características físicas e psicológicas deverão estar presentes. Se for um 
ambiente, estrutura física e objetos que ele contém, etc. 
 
Dissertação 
É um pouco mais complexa. Primeiro é necessário traçar um plano, uma idéia central, 
argumentos que justifiquem essa idéia e conclusão. Os argumentos devem ser 
suficientes e convincentes para que a idéia central possa ser defendida. 
 
Parágrafo narrativo 
 “... O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus 
cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o 
arrebanhou com o braço como a um animalzinho...” (Fernando Sabino). 
 
Parágrafo descritivo: 
 “Os cacaueiros em frente se balançavam ao sabor da brisa. Quem os visse 
assim, frondosos e verdes, pensaria que a falta de chuva daquele princípiode ano em 
nada poderia alterar o curso de sua produção. As árvores lindas e pujantes estavam 
abertas em flores, pareciam não sentir o sol, não tinham nem uma folha queimada. Só 
o capim no chão estava esturricado, com grandes claros de terra onde as galinhas 
ciscavam...” (Jorge Amado, “São Jorge dos Ilhéus”). 
 
Parágrafo dissertativo: 
 “... Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando 
inutilmente. São estes intervalos entre um trabalho cansativo e outro trabalho 
cansativo, estes momentos em que a gente pode conversar com um amigo, brincar 
com os filhos, ler um bom livro... O erro é pensar que o conforto permanente, bem-
estar que nunca acaba e o gozo de todas as horas são a verdadeira felicidade...” (Érico 
Veríssimo. Olhai os Lírios do Campo). 
 8 
 
 9
Descrição 
 
 
De objeto 
 
Para se descrever um objeto é necessário seguir alguns passos. É importante ter em 
mente que será descrito apenas o objeto que está a sua frente. Uma estrutura também 
deve ser obedecida. 
 
Estrutura da descrição de objeto 
Introdução 
Um parágrafo. Observações de caráter geral do objeto, ou seja, material, formato, 
dimensões, peso, textura, cor e brilho. 
 
Desenvolvimento 
Usar o número de parágrafos necessários. Apontam-se os detalhes do objeto, as 
partes que o compõe e de que forma elas se juntam para formar o todo. 
 
Conclusão 
Um parágrafo. Apontar para que serve o objeto e quem o usa. 
 
 
Exemplo de descrição de objeto 
 
Caneta esferográfica 
Fabricada atualmente em larga escala, a caneta esferográfica é um objeto simples, 
mede 15cm de comprimento por 0,5cm de diâmetro. Constituída de materiais leves, 
seu peso é muito pequeno. É translúcida, assim pode-se ver a cor da tinta: azul. 
 
Em sua constituição verifica-se a presença de um tubo cilíndrico, fino e comprido, de 
plástico, dentro do qual é colocada a tinta azul. Esse tubo possui em uma das suas 
extremidades uma ponta de acrílico em forma de cone em cuja ponta há uma esfera 
minúscula através da qual a tinta sai, passando para o papel. 
 
Além das partes citadas acima, há também um tubo cilíndrico, maior, de acrílico que 
envolve o tubo de plástico. Convém ressaltar duas tampas: uma interna e outra maior e 
externa com formato de cone alongado e dela sai uma pequena haste. 
 10 
Essas tampas se ligam às extremidades do tubo de acrílico e possuem a mesma cor 
da tinta desta caneta: azul. 
 
A caneta esferográfica encontra-se hoje em todos os lugares, entre os quais: escolas, 
escritórios, lojas, etc. Estará presente sempre que alguém quiser escrever algo sem 
sujar suas mãos de tinta. 
 
 
Descrição de processo 
 
A descrição de processo é um tipo de descrição técnica onde se aponta o processo de 
funcionamento ou fabricação de um equipamento. 
 
Estrutura da descrição de processo 
Introdução 
Consta de um parágrafo. Escreve-se o que é o processo ou o equipamento. É uma 
breve descrição. 
 
Desenvolvimento 
Usar o número de parágrafos necessários. Apontar as fases do processo em 
seqüência lógica. 
 
Observação 
Entre as fases do processo, use palavras relacionais como; primeiramente; em 
seguida; feito isso; logo após; posteriormente; por último; finalmente; etc. 
 
Conclusão 
Consta de um parágrafo. Aponta-se para que serve o processo ou o equipamento e/ou 
onde se aplica. 
 
Exemplo de descrição de processo 
 
Fresagem de ranhuras retas 
 Esta operação consiste na abertura de uma ranhura em forma de “T” feita na 
fresadora por meio da remoção de cavacos, utilizando-se uma ferramenta presa no 
cabeçote vertical da máquina. 
 11
 Para executar esta operação, primeiramente, faça a montagem e o alinhamento 
do material. Em seguida, selecione e monte a fresa para fresar a ranhura retangular 
inicial. Feito isso, selecione e regule a RPM e o avanço. 
 A partir daí, inicie a operação propriamente dita, obedecendo aos seguintes 
passos: Frese a ranhura retangular, determinando a largura definitiva. Logo após, 
troque a fresa para a fresagem da ranhura em “T”. Em seguida, desbaste a ranhura 
perpendicular à anterior. 
 O último passo consiste em terminar a ranhura em “T”. Para isso centre a fresa 
e coloque-a na altura definitiva. Observe os seguintes cuidados: dê o mínimo de 
avanço e, durante o desbaste, refrigere abundantemente a peça e retire os cavacos da 
ranhura. 
 A fresagem de ranhuras retas é aplicada nas mesas, acessórios e dispositivos 
de máquinas-ferramentas. Permite o alojamento de parafusos e peças que devem 
deslocar-se guiadas. 
 
 
Descrição de Ambiente 
 
Estrutura da descrição de ambiente 
 
Introdução 
Consta de um parágrafo. Localização do ambiente, medidas e suas características 
gerais. 
 
Desenvolvimento 
Usar, no mínimo, dois parágrafos: 
- detalhes da estrutura global do local ( paredes, janelas, portas, chão, teto, 
luminosidade, odor, ruído, ventilação. 
- Detalhes técnicos dos objetos/equipamentos existentes no local. 
 
Conclusão 
Consta de um parágrafo. Observação sobre o aspecto geral do local 
 
OBS: A descrição é estática; portanto, o uso de verbos deve ser reduzido (oculto nas 
frases). 
Use palavras relacionais como: 
. No local propriamente dito - conclusão: 
. Pode-se observar ainda . Assim montado... 
 12 
. Convém ainda ressaltar . Dessa forma... 
. Verifica-se a presença de 
Exemplo de Descrição de Ambiente 
 
Oficina de Tornearia 
 A Oficina de Tornearia do Ensino Profissional Básico mede 180m2, dos quais 
150 são utilizados para o desenvolvimento das aulas de Prática de Operações. Nos 
30m2 restantes, há uma sala de aula para 16 alunos usada como preparação da tarefa 
de oficina. Este local está situado no terceiro andar do prédio, do lado direito. 
 Esta oficina é de alvenaria: as paredes brancas possuem um barrado de cor 
creme com 1,5m de altura. As portas são envernizadas e as janelas de esquadria 
metálicas e vidro. O chão de piso de madeira e o teto forrado com placas de fibra de 
vidro, material antichamas e antitérmicos. Possui quinze luminárias com duas 
lâmpadas HO em cada uma o que permite obter-se nível de iluminação de acordo com 
as normas da ABNT. 
 Pode-se observar ainda, que as condições de arejamento deste local 
possibilitam conforto térmico aos instrutores e aprendizes. Não há presença de odores 
provenientes de agentes químicos. O ruído existente não caracteriza uma situação de 
poluição sonora. 
 No local propriamente dito, há dezesseis tornos mecânicos, uma afiadora de 
ferramentas, uma furadeira de bancada, uma bancada de manutenção e três armários 
de madeira pintados na cor creme. Um dos armários é utilizado para a guarda do 
material didático do instrutor, no outro guardados os materiais dos alunos e no terceiro, 
as ferramentas de uso comum. 
 As máquinas estão alinhadas em ângulo de 35 graus e o modo como estão 
dispostas leva em consideração os aspectos relativos à segurança e à entrada de luz 
natural que deve ser sempre à direita do operador. Assim, pode-se observar faixas 
amarelas que delimitam o espaço tanto para o operador de cada máquina quanto para 
a área de circulação. Convém ainda ressaltar que as partes das máquinas estão 
pintadas de verde, creme, preto e azul. 
 Assim montada, o Oficina de Tornearia atende adequadamente aos objetivos a 
que se propõe: o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. 
 
 13
Interpretação de texto 
 
 
 
Roteiro 
 
 
Análise textual 
 
Preparação para a compreensão do texto: 
• Visão global do texto – primeira leitura – sublinhar palavras desconhecidas 
• Levantamento dos termos fundamentais – significação das palavras 
• Identificação de idéias principais de cada parágrafo 
• Identificar o que foi escrito em cada parágrafo (inter-relação textual) 
• Identificar introdução, desenvolvimentoe conclusão 
 
Análise temática 
 
Compreensão da mensagem global 
• Depreender o tema – palavra que resume o texto 
• Depreender a mensagem – lição que o texto traz 
• Depreender o assunto – conteúdo usado para transmitir a mensagem 
• Resumo do texto – usar itens 1.3 – 1.4 e 1.5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 14 
A disciplina do amor 
 
Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro 
que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na 
esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu 
encontro e na maior alegria, acompanhando-o com seu passinho saltitante de volta a 
casa. 
A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe 
festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. 
para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu 
dono apontava lá longe. 
 Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o 
cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar 
ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse 
indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e 
levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, 
disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de 
espera. 
 O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não 
morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia 
chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. 
Todos os dias. 
 Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se 
esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os 
familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o 
cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua 
esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma 
tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção. 
Telles, Lygia Fagundes. A disciplina do Amor. 
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980. p. 99-100. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 15
Brinquedos incendiados 
 
Uma noite houve um incêndio num bazar. E no fogo total desapareceram consumidos 
os seus brinquedos. Nós, crianças conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de 
tanto mirá-los nos mostruários – uns, pendentes de longos barbantes; outros, apenas 
entrevistos em suas caixa. Ah! Maravilhosas bonecas, louras, de chapéus de seda! 
pianos cujos sons cheiravam a metal e verniz! carneirinhos lanudos, de guizo ao 
pescoço! piões zumbidores! – e uns bondes com algumas letras escritas ao contrário, 
coisa que muito nos seduzia – filhotes que éramos, então, de Mr. Jordain, fazendo a 
nossa poesia concreta antes do tempo. 
 
Às vezes, num aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente algum 
bonequinho de celulóide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem 
possibilidades de navegação... – pois aquelas admiráveis bonecas de seda e filó, 
aqueles batalhões completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com 
portas e janelas. Isso não chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os 
brinquedos sem esperança nem inveja, sabendo que jamais chegariam à nossas 
mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se para isso, apenas, tivessem sido 
feitos. 
 
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava 
longo tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus 
cifrões e zeros, sem muita noção do valor – porque nós crianças, como namorados 
antigos, éramos só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e 
deixar cravados nela, como setas, os nossos olhos. 
 
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa 
fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo rubro, voavam chispas e labaredas 
pelo bairro todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com 
portas e janelas, fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre jorros d’água. A 
elas não interessavam nada: peças de pano, cetins, cretones, cobertores, que os 
adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos e bonecas, os trens e palhaços, 
fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos que jamais teriam possuído, 
sonho apenas de infância, do amor platônico. 
 
 
 
 
 16 
O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um fumoso galpão de cinzas. 
 
Felizmente, ninguém tinha morrido – diziam em redor. Como não tinha morrido 
ninguém? pensavam as crianças. Tinha morrido um mundo e, dentro dele, os olhos 
amorosos das crianças, ali deixados. 
 
E começávamos a pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros 
brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos 
que somo, talvez de anjos distantes. 
Cecília Meireles, Escolha o seu sonho. 
 
 
 
 17
Onipotência juvenil: A idade dos deuses 
 
A onipotência juvenil começa por volta dos 16 anos (meninos) e 14 anos (meninas) e 
dura até que o adolescente se torne adulto. Essa é a mais exuberante eclosão da 
energia juvenil, que surge como uma nova força de dentro para fora, muito intensa e 
tumultuada. A nova etapa envolve o seu equilíbrio interno e todo o seu ambiente 
familiar. 
 
Nos rapazes, a onipotência juvenil aparece como uma “mania de Deus”. O jovem 
dessa fase é ousado, arrogante, impetuoso e impulsivo. De toda a vida, essa é a etapa 
em que mais prevalece a certeza de que o potencial do ser humano não tem limites. O 
jovem já pode, por exemplo, começar a trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro. 
 
Os problemas começam quando ele conclui que pode tudo, que nada de ruim vai lhe 
acontecer. Se bebem, acham que jamais ficarão bêbados. Se dirigem sem carteira de 
motorista, têm certeza de que não serão apanhados. Se tomam drogas, não ficarão 
viciados. No sexo, o fantasma da Aids ou da gravidez indesejada não existe. A energia 
vital nesse período é uma explosão que eles não conseguem controlar, e o sistema 
desse descontrole é a negação dos riscos. 
 
O onipotente juvenil é irritável e agressivo e tem baixíssima tolerância a frustração. 
Nega o passado e o futuro para viver exclusivamente o presente na sua maior 
intensidade. Assim é capaz de abandonar, no último semestre, um curso de inglês que 
custou anos e anos de sua vida e desprezar o diploma só porque não tem utilidade no 
momento. 
 
A saúde tampouco o preocupa nessa fase porque seu vigor físico está no auge. O 
adolescente pode passar duas noites acordado e depois dormir 24 horas sem 
problema, pois sente que sua energia é inesgotável e pode ser reposta a qualquer 
momento. Mas essa sensação de invulnerabilidade pode ter conseqüências 
desastrosas. Ignoram relatos de jovens que morreram de overdose ou porque dirigiam 
bêbados. O onipotente pensa que jamais será vítima de algo semelhante. 
 
Esses candidatos a deuses procuram viver com outros onipotentes, formando um 
verdadeiro Olimpo de seres superiores e invencíveis, onde não cabem deuses de outra 
turma. 
Texto adaptado extraído do livro “Adolescência – O despertar do sexo” 
Içami Tiba. S. Paulo Ed. Gente 1994 p. 89, 91, 92 
 18 
O futuro da comunicação 
 
O homem, com seus fantásticos engenhos de comunicação e, em especial com os 
satélites, chegou à dimensão do universo. Essa conquista, que dissolve as distâncias e 
volatiliza o tempo, não o alivia de suas responsabilidades. Ao contrário, agiganta-as. 
 
Os meios de comunicação, em si mesmos, não são nem bons, nem maus. São úteis, 
do mesmo modo que o são a roda, o avião ou a energia nuclear. Mas a roda faz andar 
a ambulância e o canhão, o avião servepara avizinhar cidades ou para atirar bombas 
sobre elas, a energia nuclear contém o poder quase mágico de redimir a humanidades 
e, ao mesmo tempo, o de destruí-la. Os meios de comunicação, por seu turno, serão 
aquilo que os homens fizeram deles. Essa é a grande, a imensa, a grave 
responsabilidade: saber utilizar as potencialidades dos novos engenhos para o bem. 
 
A responsabilidade é de cada homem e de todos. Façamos votos para que o caminho 
certo se entremostre em cada novo passo que seja dado. 
Antonio Costella 
 
 19
Dissertação 
 
 
 
Diferença entre tema e título 
 
Como já tivemos oportunidade de explicar, fazer uma dissertação consiste em defender 
uma idéia. Para organizá-la, convém seguir certas instruções que iremos fornecer-lhe 
agora. 
 
A primeira coisa, antes de começar, é reconhecer a diferença que existe entre um tema 
e um título. O tema é o assunto sobre o qual você irá escrever, ou seja, a idéia que 
será defendida ao longo de sua composição. Por outro lado, o título é a expressão 
geralmente curta, colocada no início do trabalho; ele é, na verdade, apenas uma vaga 
referência ao assunto que você abordará. Observe a diferença entre eles nos 
exemplos abaixo: 
 
 Título: As usinas nucleares no Brasil 
Tema: A implantação das usinas nucleares no Brasil trará grande 
progresso a esta nação. 
 
 Título: A cidade e seus problemas 
Tema: A cidade de São Paulo enfrenta atualmente grandes 
problemas. 
 
 Título: As novas fontes energéticas 
Tema: Devemos, a todo custo, buscar novas fontes energéticas 
que impulsionem nosso desenvolvimento. 
 
 Título: As contradições na era da comunicação 
Tema: Vivendo a era da comunicação, o homem contemporâneo 
está cada vez mais só. 
É evidente que para cada um destes títulos poderiam caber inúmeros outros temas 
diferentes dos que foram apresentados. Da mesma forma, para cada um dos temas 
também poderiam ser criados outros títulos. Por exemplo: para o título As usinas 
nucleares no Brasil poderíamos, caso preferíssemos, estabelecer um outro tema 
bastante divergente do anterior, como: “As usinas nucleares que estão sendo 
implantadas no Brasil constituem-se em uma grande ameaça para a população”. 
 20 
 
Dos exemplos apresentados anteriormente, constatamos que existem as seguintes 
diferenças entre esses itens: 
 
Título Tema 
1. É uma referência vaga a um 
assunto. 
2. É uma expressão mais curta 
que o tema. 
3. Na maioria das vezes, não 
contém um verbo. 
1. É uma afirmação sobre determinado 
assunto, onde se percebe uma tomada de 
posição. 
2. É uma oração que apresenta um começo, 
meio e final. 
3. Por ser uma oração, deve apresentar ao 
menos um verbo. 
 
 
Esquema 01 
 
Título 
1o parágrafo Tema + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3 Introdução 
2o parágrafo Desenvolvimento do argumento 1 
3o parágrafo Desenvolvimento do argumento 2 Desenvolvimento 
4o parágrafo Desenvolvimento do argumento 3 
5o parágrafo Expressão inicial + reafirmação do Tema + 
observação final 
Conclusão 
 
O esquema acima pode ser utilizado para redigir qualquer dissertação. Ele lhe será útil 
para que você possa estruturar satisfatoriamente os argumentos; garantirá ainda 
organização e coerência à sua composição. Observando essas orientações, você 
usará o número de parágrafos adequados, certificando-se de que cada um deles 
corresponda a uma nova idéia e de que, sobretudo, os diferentes parágrafos 
evidenciem as partes componentes de sua dissertação. 
 
Não se esqueça do seguinte: este é apenas um dos modelos de dissertação que 
iremos apresentar. É, no entanto, o mais geral e pode ser usado para desenvolver 
qualquer tema dissertativo. 
 
 
 21
Tempos de hoje 
 
O mundo moderno caminha atualmente para a sua própria destruição. Tem havido 
inúmeros conflitos internacionais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério 
desequilíbrio ecológico e, além disso, permanece o perigo de uma catástrofe nuclear. 
 
Não podemos esquecer que, nessas últimas décadas, temos assistido, com certa 
preocupação, aos inúmeros conflitos internacionais que se sucedem. É inegável que 
muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coréia, as 
quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na 
América Central que, envolvendo as grandes potências internacionais, poderiam 
conduzir-nos a um confronto de proporções incalculáveis. 
 
Pode-se afirmar que outra ameaça constante é o desequilíbrio ecológico, provocado 
pela ambição desmedida de alguns que promovem desmatamentos desordenados e 
poluem as águas dos rios. É inegável que tais atitudes contribuem para que o meio 
ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em um local 
inabitável. 
 
Além disso, enfrentamos sério perigo relativo à utilização da energia atômica. Quer 
pelos acidentes que já ocorreram e podem acontecer novamente nas usinas nucleares, 
quer por um eventual confronto em uma guerra mundial, dificilmente poderíamos 
sobreviver diante do poder avassalador desses sofisticados armamentos. 
 
Por todas essas idéias apresentadas, concluímos que somos levados a acreditar na 
possibilidade de estarmos a caminho do nosso próprio extermínio. É desejo de todos 
nós que algo possa ser feito para conter essas diversas forças destrutivas para 
podermos sobreviver às adversidades e construir um mundo que, por ser pacífico, será 
mais facilmente habitado pelas futuras gerações. 
 
Texto adaptado de: GRANATIC, Branca – Técnicas Básicas de Redação. 
São Paulo, Scipione, 1988. 
 
Exercícios: 
 
1. Faça agora um exercício para que você possa perceber se compreendeu bem o 
modelo da dissertação. Agora você verá uma outra composição que foi escrita com 
base nesse esquema. Leia cuidadosamente e aponte o que for solicitado: 
 22 
 
a) marque, nos cinco parágrafos, quais são os da introdução, desenvolvimento e 
conclusão; 
b) leia o primeiro parágrafo e sublinhe o tema; separe com parênteses os 
argumentos 1, 2 e 3; 
c) assinale em que parágrafo está o desenvolvimento do argumento 1; 
d) aponte o parágrafo em que está desenvolvido o argumento 2; 
e) localize o parágrafo no qual se encontra o desenvolvimento do argumento 3; 
f) no último parágrafo, sublinhe com um traço a expressão inicial; com dois traços, 
o trecho onde se encontra a reafirmação do tema; e, por fim, coloque entre 
parênteses a observação final. 
 
 
A qualidade de vida na cidade e no campo 
 
É de conhecimento geral que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns 
aspectos, superior a da zona urbana, porque no campo inexiste a agitação das 
grandes metrópoles, há maiores possibilidades de se obter alimentos adequados para 
consumo e, além do mais, as pessoas dispõem de maior tempo para estabelecer 
relações humanas mais profundas e duradouras. 
 
Ninguém desconhece que o ritmo de trabalho de uma metrópole é intenso. O espírito 
de concorrência, a busca para obter uma melhor colocação profissional, enfim, a 
conquista de novos espaços lança o habitante urbano em meio a um turbilhão de 
constantes solicitações. Esse ritmo excessivamente intenso torna a vida bastante 
agitada, ao contrário do que se poderia dizer sobre os moradores da zona rural. 
 
Nas áreas campestres há maior quantidade de alimentos saudáveis. Em contrapartida, 
o homem da cidade costuma receber gêneros alimentícios colhidos antes do tempo de 
maturação, para garantir maior durabilidade durante o período de transporte e 
comercialização. 
 
Ainda convém lembrar a maneira como as pessoas se relacionam nas zonas rurais. 
Ela difere da convivência habitual estabelecida pelos habitantes metropolitanos. Os 
moradores das grandes cidades, pelos fatores já expostos, de pouco tempo dispõem 
para alimentar relações humanas mais profundas. 
 
 23
Por isso tudo,entendemos que a zona rural propicia a seus habitantes maiores 
possibilidades de viver com tranqüilidade. Só nos resta esperar que as dificuldades que 
afligem os habitantes metropolitanos não venham a se agravar com o passar do 
tempo. 
 
2. Vamos fazer um exercício de composição. Você irá construir, parágrafo por 
parágrafo, uma dissertação completa. Nesta primeira redação, nós lhe 
forneceremos não só o tema, como também os três argumentos. Depois, em uma 
próxima composição, daremos apenas o tema e você irá compor seus argumentos. 
 
O tema e os argumentos são os seguintes: 
 
Tema: 
“Os habitantes da cidade de São Paulo passam diariamente por algumas 
dificuldades.” 
1. O trânsito está cada vez mais congestionado. 
2. Assaltos ocorrem a todo instante. 
3. Os índices de poluição estão chegando a níveis altíssimos. 
 
 
Temas polêmicos 
 
Tema polêmico é aquele que costuma dividir as opiniões de tal modo que dificilmente 
conseguimos chegar a um posicionamento capaz de satisfazer a grande maioria das 
pessoas. 
 
Veja alguns exemplos de temas polêmicos. 
 
 Tema 1: “Cogita-se, com muita freqüência, sobre a implantação da 
pena de morte no Brasil.” 
 
 Tema 2: “Muito se tem discutido, recentemente, acerca da 
legalização do aborto.” 
 
 Tema 3: “Deveríamos permitir que jovens maiores de dezesseis 
anos pudessem conseguir a carteira de habilitação, 
mediante a permissão dos pais.” 
 
 24 
 Tema 4: “O controle da natalidade é de fundamental importância 
nos países subdesenvolvidos.” 
 
 Tema 5: “Muito se debate sobre a modernização da agricultura 
pelo aumento dos processos de mecanização.” 
 
 Tema 6: “Há opiniões divergentes quando as autoridades discutem 
a eliminação das favelas existentes em vários pontos das 
grandes metrópoles” 
 
 
Argumentos favoráveis e contrários 
 
Ao lermos qualquer um dos temas propostos acima, percebemos imediatamente que 
as opiniões se dividem no exame dessas proposições. 
 
No que se refere ao tema 1, muitos encontrariam argumentos favoráveis à implantação 
da pena de morte no Brasil, da mesma forma que inúmeros outros poderiam 
posicionar-se contrariamente à mesma idéia. A princípio, não é importante que você 
concorde ou não com a implantação da pena de morte. Deve, de modo imparcial, 
tentar observar quais os argumentos favoráveis a essa medida, apresentados por 
aqueles que compartilham dessa idéia. Você também poderá verificar as idéias das 
pessoas contrárias a ela. Dessa maneira, teria uma visão global do problema, 
analisando os aspectos favoráveis e os aspectos contrários da questão. 
 
Veja agora o esquema de dissertação no 2, que será em seguida utilizado para, 
através dele, elaborarmos uma dissertação sobre o tema 1. 
 
 
 25
Esquema de dissertação no 2 
 
Título 
1o parágrafo Apresentação do Tema Introdução 
2o parágrafo Análise dos aspectos favoráveis 
3o parágrafo Análise dos aspectos contrários 
Desenvolvimento 
4o parágrafo Expressão inicial + posicionamento pessoal 
em relação ao tema + observação final 
Conclusão 
 
 
A pena de morte 
 
Cogita-se, com muita freqüência, sobre a implantação da pena de morte no Brasil. 
Muitos aspectos devem ser analisados na abordagem dessa questão. 
 
Os defensores da pena de morte argumentam que ela intimidaria os assassinos 
perigosos, impedindo-os de cometer crimes monstruosos, dos quais freqüentemente 
temos notícia. Além do mais aliviaria, em certa medida, a superlotação dos presídios. 
Isso sem contar que certos criminosos, considerados irrecuperáveis, deveriam pagar 
com a morte por seus crimes bárbaros. 
 
Outros, porém, não conseguem admitir a idéia de um ser humano tirar a vida de um 
semelhante, por mais terrível que tenha sido o delito cometido. Há registros históricos 
de pessoas executadas injustamente, pois as provas de sua inocência evidenciaram-se 
após o cumprimento da sentença. Por outro lado, a vigência da pena de morte não é 
capaz de, por si, desencorajar a prática de crimes: estes não deixaram de ocorrer nos 
países em que ela é ou foi implantada. 
 
Por todos esses aspectos, percebemos o quanto é difícil nos posicionarmos 
categoricamente contra ou a favor da implantação da pena de morte no Brasil. 
Enquanto esse problema é motivo de debates, só nos resta esperar que a lei consiga 
atingir os infratores com justiça e eficiência, independentemente de sua situação sócio-
econômica. Isso se faz necessário para defender os direitos de cada cidadão brasileiro 
das mais diversas formas de agressão das quais é hoje vítima constante. 
 
 26 
Palavras relacionais comumente usadas em dissertações 
 
Desenvolvimento 
 
Para analisar o problema: 
• É preciso lembrar que... 
• Observa-se também que... 
• Analisemos o fato de... 
• Pode-se afirmar que... 
 
Para exprimir o que é certo 
• É evidente que... 
• É inegável que... 
• É certo que... 
• É um fato que... 
 
Para insistir no problema 
• Não podemos esquecer que... 
• Lembramos também que... 
• Além do mais... 
 
Para fazer oposição 
• Por outro lado... 
• Em contrapartida... 
• Entretanto... 
• Porém... 
• Contudo... 
 
Essas palavras poderão ser usadas no início de cada parágrafo e no início das Idéias 
Secundárias. 
 
 27
Para fazer a conclusão 
• Em virtude do que foi mencionado, conclui-se que... 
• Por todas estas idéias apresentadas, conclui-se que... 
• Tendo em vista os aspectos observados, conclui-se que... 
• Em vista dos argumentos apresentados. Conclui-se que... 
• Pode-se concluir que... 
• Dessa forma... 
• Portanto... 
• Por isso... 
• Em síntese... 
• Nesse sentido... 
 
 28 
 
 
 
 
 29
Relatório 
 
 
 
Relatório é a exposição feita a partir de um fato, acontecimento ou fenômeno, devendo 
o autor apresentar soluções para um “problema”. 
 
Existem três tipos de relatório: 
1. Relatório de estudo ou de pesquisa 
a. Relatório técnico 
b. Relatório de experiência 
c. Relatório de estágio 
 
2. Relatório de ocorrências 
a. Relatório de manutenção 
b. Relatório de acidentes 
 
3. Relatório de atividade 
a. Relatório de visitas 
b. Relatório de viagem 
c. Relatório de trabalho 
d. Relatório de produção 
 
O relatório deve ter as seguintes partes: 
1. Capa 
Título do trabalho, nome do autor e data. 
2. Sumário 
Contendo títulos e subtítulos das partes com o número da página. 
3. Introdução 
Deve conter: 
a. Objetivo – Sobre o que se escreverá no relatório. 
b. Finalidade – Para que será feito o relatório. 
 30 
4. Desenvolvimento 
Compõe-se de três partes: 
a. Método – Descrever como aconteceu o evento (o acidente, a experiência, a 
visita, etc.). É uma descrição de processo em ordem lógica e cronológica. 
Exemplo de início. “O método adotado consistiu em...” 
b. Resultado – O que se apurou, os resultados imediatos (do acidente, da 
experiência, da visita, etc.) Exemplo de início: “Apurou-se que...” 
c. Discussão – Analisar o porquê do resultado – argumentar. Exemplo de início: 
“Analisando o que foi observado, pode-se afirmar que...” ou “Analisando-se o 
resultado, pode-se chegar a...” 
5. Conclusão 
Deve responder a finalidade. Exemplo de início: “Conclui-se, após a análise que...“ 
ou “Por todos os motivos citados, conclui-se que...” ou “Conclui-se assim que...” 
6. Agradecimentos (Opcional) 
 Quando houver colaboração de pessoas, patrocínio ou subvenção. 
7. Bibliografia 
Se houver pesquisa em livros, revistas, enciclopédias, etc. é necessário mencionar. 
8. Apêndices ou anexos 
Podem ser usados como forma de se apresentar gráficos, mapas, desenhos, etc. 
Devem aparecer no final do relatório, em folha separada e, se necessário, com 
paginação própria. 
 
Observações: 
Deve-se: 
1. No final, depois da bibliografia,colocar o/s nome/s e assinatura/s do/s autor/es bem 
como a data do término. 
2. Ser impessoal nas informações, isto é, usar verbo na terceira pessoa seguido do “se”. 
3. Ser objetivo. 
4. Usar vocabulário técnico e linguagem padrão. 
5. Fornecer informações exatas. 
6. Usar palavras relacionais com clareza. 
7. Ilustrar, quando necessário, com gráficos, mapas, desenhos e tabela. 
 
A seguir, serão apresentados alguns exemplos de relatórios: relatório de acidente, 
relatório de experiência, relatório de visita e relatório de estágio. 
 
 
 
 
 31
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE 
ACIDENTE 
 
ACIDENTE NA OFICINA DE TORNEARIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carlos dos Santos Cravecello 
 
17/10/2003 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 32 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 02 
 
Desenvolvimento 02 
• Método 02 
• Resultado 02 
• Discussão 03 
 
Conclusão 03 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 33
 
 
 
 
Introdução 
 
O objetivo deste trabalho é relatar um acidente ocorrido na Oficina de Tornearia 
da Escola SENAI “Santos Dumont” e a sua finalidade é detectar possíveis 
falhas nas normas de prevenção de acidentes 
 
 
Desenvolvimento 
 
Método 
O acidente ocorreu em 16/10/2003, às 14 horas e 10 minutos com um aprendiz 
do Curso de Ensino Profissional Básico, ocupação Mecânico de Usinagem, 
durante trabalho realizado em um Torno Nardine C.N.R. 
 
Ao iniciar a operação de facear superfície, o material – aço ABNT 1010/1020 – 
foi preso na placa de três castanhas. A seguir, afixou-se o suporte e a 
ferramenta de vídea no castelo (suporte para ferramentas). Feito isso, 
apertaram-se os parafusos do castelo na ferramenta, utilizando-se uma chave 
própria. No entanto, esta chave deslocou-se, fazendo com que uma das mãos 
do aluno fosse de encontro à vídea, ocasionando ferimento na mão esquerda. 
 
 
Resultado 
 
Apurou-se que o aprendiz feriu-se gravemente com um corte profundo na mão 
esquerda entre os dedos polegar e indicador. Necessitou ser encaminhado a 
um Pronto Socorro onde foi imediatamente atendido para que se pudesse fazer 
a sutura no corte. 
 
 
 
 
 
 
02 
 
 34 
 
 
 
Discussão 
 
Analisando-se o resultado, pôde-se chegar a três possíveis causas para o 
Acidente: o aprendiz machucou-se por pura desatenção; por um desgaste na 
cabeça do parafuso ou por falta de melhor divulgação da normas de segurança. 
 
 
Conclusão 
 
Conclui-se, após a análise do ocorrido, que o acidente deu-se devido ao 
desgaste na cabeça do parafuso que se encontrava no castelo (suporte para 
ferramentas). O responsável pela segurança deveria ter detectado esse fato e, 
imediatamente, ter procedido a substituição do referido parafuso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carlos dos Santos Cravecello 
 
São Paulo, 26 de outubro de 2003. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
03 
 
 
 35
 
 
 
 
Sumário 
 
 
 
 
Introdução ..........................................................................................01 
 
Desenvolvimento................................................................................01 
 
A - Materiais utilizados .......................................................................01 
B - Equipamentos...............................................................................01 
C - Método de execução ....................................................................01 
D - Resultado .....................................................................................02 
E - Discussão .....................................................................................02 
 
Conclusão ..........................................................................................03 
 
Agradecimentos .................................................................................03 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 36 
 
 
 
 
Em seguida despejou-se, 1l de cola de madeira branca e 5l de água dentro 
do balde. Misturou-se o conteúdo até o líquido tornar-se homogêneo. 
 
Feito isso, iniciou-se o preparo da argamassa, com a adição pouco a 
pouco, do conteúdo líquido do balde ao conteúdo sólido da masseira, que 
estava sendo mexido, de forma constante, com a colher de pedreiro. Observou-
se que a adição do conteúdo líquido ao conteúdo sólido acontece até que este 
adquira a consistência pastosa desejada (ponto). 
 
A aplicação da argamassa pelo método do chapisco rolado: 
A aplicação da argamassa, pelo método do chapisco rolado, em alvenaria 
de vedação, com bloco cerâmico, iniciou-se com a imersão do rolo de pintura 
na masseira, misturando-se de forma uniforme e total à argamassa. Retirou-se 
o rolo de pintura da masseira e passou-se a rolá-lo na alvenaria de vedação de 
bloco cerâmico, até criar uma camada de recebimento, com 1mm médio de 
espessura. Repetiu-se o processo tantas vezes quantas foram necessárias até 
recobrir toda área que havia sido estipulada. 
 
É recomendável que aguarde-se, por um período de 48 horas, após ao 
término da aplicação do método, para o início da aplicação do emboço. 
 
D - Resultados: 
 
Verificou-se que, o método rolado de aplicação do chapisco, correspondeu 
ao esperado, aderindo de forma consistente à alvenaria, cumprindo de forma 
eficaz sua função como elo de ligação entre a alvenaria e o emboço. 
 
E - Discussão: 
 
Analisando-se os resultados obtidos, observou-se que a nova técnica 
comparada aos métodos convencionais de aplicação de chapisco é; 
- Mais limpa, pois elimina os excessos de massa arremessadas, que 
sempre caem ao solo, sendo reaproveitados muitas vezes de forma 
contaminada, 
 
02 
 
 37
 
- Elimina o desperdício pois o material, quando arremessado em excesso, 
contamina-se em contato com o solo. 
- Tem um ganho considerável de produtividade, pois o funcionário 
consegue cobrir uma área muito maior em um mesmo espaço de tempo, 
- É mais fácil e confortável de se trabalhar, o funcionário não precisa 
abaixar e levantar, coloca-se um cabo ao rolo de pintura, facilitando-se o 
acesso à masseira. Elimina-se ainda o deslocamento de andaimes e outros 
serviços secundários, necessários com a aplicação convencional de chapisco, 
com colher de pedreiro 
 
 
CONCLUSÃO 
 
A partir do exposto, conclui-se que a utilização da nova técnica de aplicação 
de argamassa, pelo método do chapisco rolado, é eficaz. Cumpre plenamente 
sua função, que é ser um elo de ligação, entre a alvenaria e o emboço. Além 
disso, apurou-se a praticidade em sua aplicação, eliminou-se o desperdício de 
material que normalmente ocorre em métodos convencionais, sem nos 
esquecermos do ganho de produtividade e limpeza na aplicação da nova 
técnica. 
 
 
AGRADECIMENTO 
 
Agradecemos à Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, em especial ao 
seu professor, Sr. Goulart, que nos orientou, viabilizando assim a execução do 
teste aqui relatado. 
 
 
 
Francisco de Assis Conceição 
Sílvio Fernandes Duarte 
28/05/2003 
 
 
 
03 
 38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE VISITA 
 
Visita à Concessionária de Veículos SINAL – Fiat S/A 
Unidade Mooca – SP 
 
 
 
 
 
 
José Carlos do Nascimento 
 
25/11/2003 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 39
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
DESENVOLVIMENTO 
- Método 
- Descrição dos setores 
- Resultado 
- Discussão 
 
 
CONCLUSÃO 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 40 
 
INTRODUÇÃO 
 
Este trabalho tem como objetivo relatar a visita realizada à SINAL – 
Concessionária de Veículos Fiat S/A 
 
A finalidade do mesmo é registrar informações sobre a qualidade do 
produto a respeito dos setores de Informática e de Revisão 
 
DESENVOLVIMENTOMétodo 
A visita ocorreu no dia 21/11/2003, das 10h e 30min às l5h. O Sr. Geraldo 
Emílio de Sousa, gerente de vendas, foi o responsável pela recepção e 
acompanhamento do visitante. 
Primeiramente, fez-se uma visita geral pelas dependências da 
concessionária. Em seguida, o setor de Informática. 
Neste setor, são efetuados programas para computador. Visam a melhorar 
o ambiente dos computadores existentes em todos os setores numa sala com 
ar condicionado. 
Ao ser detectado um computador com defeito, anota-se, em formulário 
próprio, o número de série do equipamento, todas as suas características, 
funções e defeitos, detalhadamente. Esses dados são arquivados em 
computador com segurança, mostrando assim organização. 
Efetuada a operação, preenche-se uma outra folha semelhante a um 
relatório onde constam todos os reparos feitos no computador. Feito isso, 
arquiva-se a folha. Portanto, o equipamento terá seus programas revalidados, 
constatando-se, assim, que nenhum detalhe foi perdido. 
 
 Setor de Revisão 
Neste setor, efetua-se a revisão de carros. Após o conserto de um carro, o 
mesmo passa por um rigoroso processo de revisão. Este local é limpo, bem 
arejado e com boa iluminação. 
Quando detectado algum tipo de defeito, retorna-se o veículo para o setor 
anterior. Lá ele é novamente consertado e só passado adiante quando o defeito 
for totalmente sanado. 
 
 
 41
Cabe registrar ainda que todos os veículos que entram e saem são 
automaticamente registrados em computador. Isso ocorre porque é necessário 
saber a hora em que ele chega a fim de ser cumprida a data e o horário de 
entrega. 
Após a visita detalhada nestes dois setores, encerrou-se a mesma. 
 
Resultado 
Observou-se que ambos os setores apresentam as mesmas características 
e estão com um ótimo nível de qualidade. Além disso, dá-se muita importância 
ao cliente. Revisa-se e conserta-se o veículo com boa organização, experiência 
e pontualidade. 
 
Discussão 
Analisando-se os setores de informática e revisão, pôde-se afirmar que a 
preocupação com a qualidade é constante, uma vez que a empresa possui 
ISSO 9000, 9002 e 9009. Como se isso não bastasse, grandes projetos são 
desenvolvidos a fim de atender cada vez melhor o cliente. Não se corre o risco 
de um veículo sair da loja e retornar em seguida com problemas. 
 
CONCLUSÃO 
Em vista do que foi observado, conclui-se que a visita realizada mostrou 
que a Concessionária SINAL possui vários procedimentos, visando à qualidade 
do serviço e conseqüentemente, obtém altos índices de satisfação de clientes, 
principalmente nestes dois setores: Informática e Revisão. 
 
AGRADECIMENTOS 
Agradecemos à Concessionária SINAL pela oportunidade de agregar 
conhecimentos e um agradecimento especial ao Sr.Geraldo Emílio de Sousa 
que nos acompanhou todo o tempo da visita e, pacientemente, nos deu as 
explicações solicitadas. 
 
 
José Carlos do Nascimento 
 
 
 
 
 
 42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
03 
 43
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO 
 
 
 
 
Empresa SEMCO Processos – Divisão de 
Equipamentos Industriais Ltda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Calos Alberto de Araújo 
02/09/2003 
 
 
 
 
 
 44 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO .............................................................................02 
 
2. DESENVOLVIMENTO .................................................................02 
2.1 - Método .............................................................................02 
2.2 - Resultado .........................................................................04 
2.3 - Discussão.........................................................................05 
 
3. CONCLUSÃO ..............................................................................06 
 
4. AGRADECIMENTOS...................................................................06 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 45
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O objetivo deste trabalho é descrever o estágio realizado na empresa 
SEMCO Processos – Divisão de Equipamentos Industriais Ltda. 
 
A finalidade do relatório é avaliar o período do estágio. 
 
 
OBS: Antes de iniciar o desenvolvimento, pode-se incluir um pequeno 
histórico da empresa (quando foi fundada, como foi iniciada, o que 
fabricava, o que fabrica, principais clientes, organograma, etc.). 
 
 
2. DESENVOLVIMENTO 
 
2.1 Método 
O estágio foi realizado no período de 23/02/2003 a 25/06/2003, na Empresa 
SEMCO Processos – Equipamentos Industrias Ltda., situada na Rua Dom 
Aguirre, 438 – Parque Industrial Taquaral em Santo Amaro – São Paulo. O 
funcionário responsável por este estágio foi o Sr. Nilton José de Morais. 
 
Nesta unidade da SEMCO ocorre a montagem dos equipamentos. Este 
estágio foi feito no setor de recebimento de materiais e controle de 
almoxarifado. 
 
Este trabalho consistiu em receber, conferir, identificar e organizar os 
materiais recebidos (motores, redutores, elementos de fixação, componentes 
pneumáticos e hidráulicos e várias peças fabricadas), separar os materiais 
contidos no estoque para a montagem dos equipamentos e solicitar os 
materiais que estejam acabando e que são de uso indispensável (materiais de 
consumo ou peças de uso contínuo). 
 
 
 
 
 
 
 46 
 
 
Cada equipamento vendido recebe um código denominado CP 
(confirmação de pedido). Com isso, todas as peças e componentes comprados 
para determinado equipamento têm sua identificação definida. 
Ao dar entrada no setor de recebimento, cada peça e componente chega 
acompanhada de uma nota fiscal onde estão contidos o número do pedido de 
compra (emitido pelo departamento de compras e duas vias, uma delas fica 
com o pessoal de compras e a outra com o responsável pelo recebimento). 
Nesse pedido estão especificados para qual CP aquele material está destinado. 
Depois do recebimento e da conferência, identifica-se esse material com 
uma marcação à tinta (em embalagens de madeira) ou etiqueta (em peças), 
determinando para qual CP ele será enviado. 
Na fábrica existe um setor destinado para armazenar motores, redutores e 
outros, com 24 caixas para o armazenamento dos materiais. Após a montagem 
e liberação do equipamento, as caixas são limpas e destinadas para a 
armazenagem de outros equipamentos. Elas são identificadas com fichas que 
contêm o nome do cliente, número de CP, tipo do equipamento e data prevista 
para a sua entrega. 
Identificam-se as peças que por algum motivo não foram usadas na 
montagem do equipamento e armazenadas no estoque. 
Todo final de ano, a empresa realiza um inventário para analisar e fazer 
uma recontagem de todos os itens contidos no estoque. Todos os dados 
obtidos no inventário são lançados no sistema integrado que a empresa possui. 
Esse sistema integrado faz com que ocorra uma ligação entre o departamento 
contábil com as unidades. No caso da unidade DBMAQ, além de ter essa 
função, realiza um controle de estoque, pedidos de compras, códigos de 
produtos, relatórios e outras informações importantes. 
Quando um equipamento é vendido, a engenharia responsável pelo projeto 
elabora uma estrutura do equipamento (peças e componentes) que é inserida 
no sistema. Em seguida, o departamento de compras retira um relatório de 
estrutura de cada equipamento onde está indicado quais peças deverão ser 
compradas e quais estão no estoque. Feito isso, passa-se esta lista para o 
responsável pelo almoxarifado a fim de que ele possa separá-las, identificá-las 
e colocá-las na caixa determinada para o equipamento. Algumas peças 
também são separadas para o departamento de assistência técnica que, do 
mesmo modo, envia listaPg. 03 
 47
 
 
com as peças a serem separadas, identificadas e embaladas para que o 
cliente possa retirá-las. 
No ato do recebimento ou após, analisam-se e inspecionam-se as peças 
que não tenham sido inspecionadas pelo setor de controle de qualidade a fim 
de constatar alguma irregularidade. Em caso positivo, envia-se a peça 
novamente para o fornecedor para que ele tome as devidas providências. 
As notas fiscais junto com os pedidos de compras são lançados no sistema 
integrado da empresa pelo responsável pelo almoxarifado e, depois, 
passadas para o setor de contabilidade que controla todos os dados de custos 
das unidades. 
O despacho dos equipamentos é realizado pelo responsável pelo 
recebimento e almoxarifado. Estes são acondicionados em embalagens de 
madeira as quais são identificadas por uma ficha com o logotipo da empresa 
onde consta o nome do cliente, endereço completo, número de CP e número 
da nota fiscal. Quando os equipamentos são carregados, os responsáveis pela 
retirada assinam a minuta de despacho ou o canhoto da nota fiscal da SEMCO 
e, só depois, os equipamentos são liberados. Esses canhotos/minutas são 
passados para a pessoa responsável pelo contrato com a empresa que efetuou 
a retirada (contratos e serviços). 
Quando cada equipamento é embalado, tiram-se as dimensões de cada 
embalagem e anotam-se as condições em que o equipamento está sendo 
acondicionado e transportado. Logo após, elabora-se um relatório denominado 
“romaneio” onde estão contidos, de modo detalhado, como o equipamento está 
sendo despachado (quanto equipamento contém cada embalagem, quais 
peças e como estavam sendo transportadas, quais partes estão montadas ou 
desmontadas e o peso das embalagens). Tudo isso para obter-se o controle 
interno da empresa a fim de que se saiba como o equipamento foi embarcado e 
evitar problemas futuros entre o cliente e a empresa. Envia-se uma cópia desse 
relatório para o cliente para que ele possa conferir a embalagem no ato do 
recebimento. 
 
2.2 Resultado 
Apurou-se que, algumas vezes, devido ao fato de haver poucos 
funcionários para muitas funções e prazos de faturamento/entrega dos 
equipamentos vencidos, ocorreram problemas quanto ao erro de projeto e falha 
na montagem dos equipamentos. 
Pág.04 
 
 48 
 
Quanto ao erro de projeto – quando um desenho é mandado para o 
fornecedor fabricar a peça e, por algum motivo, esse desenho tem algum 
detalhe errado e não revisado pela engenharia - a peça será fabricada com 
falha, resultando num retrabalho, uma vez que será fabricada novamente. 
Esses erros ocorrem devido à desigualdade de distribuição do serviço aos 
projetistas, gerando um acúmulo de projetos para alguns, de forma que estes 
enviem, sem perceberem, alguns desenhos para o cliente e fornecedor com 
pequenas falhas. 
Quanto à montagem dos equipamentos – Muitas vezes, devido ao 
faturamento e pressão do cliente, são feitas muitas horas extras (em finais de 
semana e feriados) para se cumprir os prazos. Isso faz com que os 
funcionários, pelo cansaço físico e mental, deixem algum detalhe da montagem 
passar desapercebido, ocasionando, além do retrabalho, a presença de 
montadores nas empresas a fim de solucionarem o problema. 
Apurou-se também que, no decorrer do estágio, foi indispensável o 
conhecimento sobre desenho técnico, uma vez que a empresa executa projetos 
e montagens. Dessa forma, lida-se diretamente com eles (os desenhos), seja 
para conferir um material (analisando suas dimensões) ou para executar a 
montagem de um equipamento. 
O conhecimento sobre os tipos de instrumentos (aferição e medição) foi 
imprescindível já que, para inspecionar alguma peça, é indispensável o uso 
desses instrumentos de medição. 
 
2.3 Discussão 
Analisando-se o resultado, verificou-se que é necessário que a engenharia 
reduza um pouco a pressão sobre os projetistas e faça uma distribuição 
uniforme do trabalho, fazendo com que a sobrecarga de serviço seja 
minimizada de forma que os erros se tornem cada vez mais raros. 
Quanto à montagem, a correria só pode atrapalhar, tornando os erros mais 
freqüentes. Portanto, a pressão sobre os montadores para que o equipamento 
saia o mais rápido possível é antiproducente. Seria mais coerente que os 
montadores tivessem um prazo maior para essa execução a fim de que a 
qualidade fosse preservada. 
De um modo geral, o tempo que se dispunha para a realização do serviço 
não era muito, uma vez que o setor de recebimento era bastante movimentado. 
As peças chegavam a todo instante. Além isso, cuidava-se dos materiais do 
estoque e despachavam-se os equipamentos e peças. 
Pág.05 
 49
Sempre que havia tempo, tentava-se ajudar na montagem e em outros 
setores onde a necessidade era maior. Apesar de alguma dificuldade, o serviço 
era executado. Todas as informações necessárias eram dadas pelo grupo com 
detalhes a fim de que pudesse ser feito um trabalho bem feito. 
 
 
3. CONCLUSÃO 
 
Em vista do que foi apresentado, conclui-se que o estágio foi muito 
interessante e enriquecedor, pois como primeiro emprego, muito se aprendeu 
como, por exemplo: o que é trabalhar dentro de uma empresa; ter a 
responsabilidade de fazer o trabalho bem-feito, ser organizado e trabalhar 
sobre pressão. 
O interessante também na SEMCO é a maneira como a empresa trata seus 
funcionários, respeitando as opiniões de cada um, incentivando-os a serem 
pessoas criativas e independentes. Se ocorrer algum problema todos são 
convocados e a situação é exposta. Os funcionários devem analisá-la e podem 
dar seu parecer, ajudando nas decisões. 
Os funcionários gostaram tanto do trabalho executado pelo estagiário que 
darão oportunidade a ele de trabalhar no setor de controle da qualidade. 
Espera-se que, com os conhecimentos adquiridos, essa nova função seja 
desempenhada com competência. 
 
 
4. AGRADECIMENTOS 
 
Agradecemos a todos que colaboraram para que este estágio se 
concretizasse, especialmente o Sr. Nilton José de Morais pelo apoio diário, pela 
sabedoria gentilmente dividida e pela interação do grupo verificada 
diariamente. 
 
São Paulo, 22 de setembro de 2003. 
Carlos Alberto de Araújo. 
 
 
 
Pág. 06 
 
 50 
 
 51
Estrutura-padrão 
 
 
 
 
 
 
 
Requerimento 
 
 
 
 
 
 
 
É uma solicitação, isto é, um pedido que se faz por escrito a uma 
autoridade. Certamente, você vai usá-lo muitas vezes para pedir documentos 
ou permissões nas escolas ou nas repartições pública. Por isso, é importante 
que aprenda a escrevê-lo. 
 
Para começar, leia com atenção o modelo que segue. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 52 
 
 
 
lmo. Sr. Diretor da Escola de 1º e 2º graus 
“Prof. Evanildo Machado” 
 
 
 
 
 
 
Eduardo Jonas Ferreira, RG 5.579.147, filho de Odenir Ferreira 
e de Margarida Maria Ferreira, residente à Rua Machado Pinhal, 42, 
nesta capital, tendo completado seus estudos de 1º grau, vem 
respeitosamente solicitar sua matrícula na 1ª série do 2º grau, neste 
estabelecimento, apresentando para isso os documentos necessários. 
 
 
 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 São Paulo, 25 de janeiro de 2003 
Eduardo J. Ferreira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 53
Veja um outro modelo de requerimento, no qual se faz um pedido a uma autoridade 
pública: 
 
 
 
 
Ilmo. Sr. Administrador da Regional de Santana 
Prefeitura Municipal de São Paulo 
 
 
 
 
 
 
Roberto de Sá Mesquita, RG 3.399.456, filho de 
Antônio de Sá Mesquita e de Joseli Magalhães Mesquita, 
munícipe residente e domiciliado em São Paulo, a Rua Pontins, 
230, Alto de Santana, vem, mui respeitosamente, solicitar a poda 
de três árvores situadas em frente aos números 226, 230 e 238 da 
supracitada rua.A solicitação se deve ao fato de os galhos das 
referidas árvores terem alcançado a fiação elétrica. 
 
 
 
 
 
Nestes termos, 
pede deferimento. 
São Paulo, 10 de fevereiro de 2003 
Roberto S. Mesquita 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 54 
Agora vamos enumerar os aspectos que devem ser considerados na redação de um 
requerimento. Observe-os nos modelos. 
 
• O requerimento deve ser redigido em papel sulfite A4 ou almaço, folha dupla. 
• É preciso observar, além das margens (à esquerda e à direita) e dos parágrafos, 
um espaço de 7 a 10 linhas entre o vocativo do início e a parte principal do 
requerimento. 
• A expressão “nestes termos, pede deferimento” é sempre usada no fecho e deve 
ser seguida pela data e pela assinatura. 
• Para escrever o fecho (a conclusão) do requerimento, deve-se usar o lado direito 
da folha. 
• O requerimento é sempre escrito em 3ª pessoa. Observe nos modelos: vem 
solicitar, sua matrícula, pede deferimento. Portanto, nunca se deverá usar “venho, 
minha, ou peço”. 
• O requerente, isto é, a pessoa que faz o requerimento, deve colocar ao lado do seu 
nome todos os dados que possam interessar à autoridade a quem é feito o pedido. 
 
 
Exercícios: 
 
1 - Para realizar este exercício, você deve imaginar que terminou o curso e quer 
matricular-se na 1ª série do 2º grau, em outro estabelecimento de ensino. 
 
Escreva um requerimento ao Diretor de sua Escola, pedindo-lhe que providencie a 
expedição dos documentos necessários a essa matrícula. 
 
 
2- Escreva um requerimento ao Diretor, pedindo-lhe permissão para apresentar um 
espetáculo qualquer na Escola. 
 
 
 
 55
Memorando 
 
 
 
 
 O memorando é uma modalidade de comunicação entre unidades 
administrativas de um mesmo órgão. Trata-se de comunicação eminentemente 
interna. Sua característica principal é a agilidade. 
 
 O memorando deve ser claro, conciso e com precisão de linguagem. Não 
deve, também, tratar de mais de um assunto. É usado para comunicar 
transferências de colaboradores, Solicitar licenças, Mudança do período de férias, 
demissões, contratações, respostas a solicitações, etc. 
 
 
 
Exemplo de memorando 
 
 
 
 
 
Memorando número 214/2003 Em 27 de novembro de 2003. 
 
 
 
Ao Sr. Gerente do Departamento Financeiro. 
Assunto: Compra de equipamento 
 
 
 
 Solicito que seja providenciada, com urgência, a compra de 
uma Plaina Limadora ZOCCA – 450 para o setor três. 
 Esta solicitação deve-se ao fato de ter aumentado a demanda 
e para que os prazos de entrega dos serviços sejam cumpridos. 
 
 
 
 
 
Atenciosamente. 
 
 
 
 56
Nome e 
Cargo do signatário 
 
 
 
 
 
ORDEM DE SERVIÇO 
 
 Ordem de serviço é um tipo de comunicação usada internamente nas 
empresas. Parte de um superior para o seu subordinado, ordenando ou 
autorizando a execução de um serviço. Seu objetivo é garantir a clareza da ordem 
e documentar as exigências e prazos. 
 
 
A seguir, veja um modelo de Ordem de Serviço. 
 
 
 
 
ORDEM DE SERVIÇO No. 325/2003 
 
 
De: Engenheiro 
Para: mestre-de-obras 
 
 
 
 
 Solicito que seja iniciado o serviço de assentamento de pisos e azulejos no 
pavimento cinco – Bloco A. O prazo para a realização desse serviço é de sete dias 
a contar desta data. 
 
 
São Paulo, 28 de novembro de 2003. 
 
 
 
___________________________________ 
Engenheiro Sergio Gonçalves 
 
 
 
Ciente: 
 
 
 
 57
_____________________________________ 
Osmar de Oliveira 
 
 
 
 
ORÇAMENTO 
 
 
Orçamento é o cálculo do custo para a realização de um trabalho. Nele devem 
conter sempre que possível: 
 
01. Diagnóstico de falas ou de defeitos: apresentar todos os defeitos 
encontrados. 
 
02. Memorial Descritivo: O que será feito e como será feito o serviço. É 
importante especificar as fases detalhadas do trabalho. 
 
03. Relação de materiais: anotar, claramente, todos os materiais 
necessários ao serviço. 
 
04. Tempo de execução: Especificar as datas de início e término do serviço 
e respeitar esse prazo. 
 
05. Custos: Levar em consideração: 
a. Materiais empregados; 
b. Equipamentos utilizados; 
c. Valor da hora de trabalho; 
d. Tempo de execução; 
e. Número de pessoas envolvidas; 
f. Porcentagem de lucro; 
g. Preço total. 
 
06. Forma de pagamento: Especificar, claramente, se o pagamento será 
parcelado e em quantas vezes com as datas de vencimento ou se será à 
vista. 
 
07. Garantia: Não obrigatória 
 
08. Data e assinatura: do profissional e do cliente. 
 
OBS: O orçamento deverá ser feito, no mínimo, em duas vias (profissional e 
cliente). 
 
 
 
 
 58
EXEMPLO DE UM ORÇAMENTO 
 
Reforma de um motor elétrico de indução trifásico – 5cv 
 
01. Diagnóstico de falhas ou de defeitos 
. Pintura velha e com falhas 
. Rolamentos danificados 
.Bobinado queimado 
 
02. Memorial descritivo 
. Remoção da tinta velha, masseamento, lixamento e repintura com duas demãos de 
tinta; 
.Substituir os dois rolamentos danificados; 
. Rebobinar o motor 
 
03. Relação de materiais 
Pintura 
 
. 1kg de massa para nivelamento da superfície; 
. 2 folhas de lixa para ferro, grão 80; 
. ¼ de galão de esmalte sintético, Coralit, azul céu; 
. ¼ de galão de tiner 
 
Rolamentos e Bobinados 
. 2 rolamentos de esfera número 6205Z; 
. 5 kg de fio magnético esmaltado número 18 AWG, Coral Super; 
. 0,5 kg de papelão isolante, 0,2mm de espessura com filme de poliéster; 
. 6m de cabinho flexível singelo, 2,5mm; 
. 10m de espaguetti tubular envernizado, 0,3mm 
 
04. Tempo de execução 
. Início em 28/11/2003 – Término em 17/12/2003. 
 
05. Custos 
. Materiais - R$ 120,00 
. Mão de obra - R$ 180,00 
. TOTAL: R$ 300,00 
 
06. Forma de pagamento 
O pagamento será efetuado em duas vezes de R$ 150,00 (Cento e Cinqüenta Reais) 
com vencimento em 28/11/2003 e 28/12/2003. 
 
São Paulo, 25 de novembro de 2003. 
 
 
 
_________________________ _____________________________ 
 Profissional – Nome e RG Cliente – nome e RG 
 
 
 
 59
CURRICULUM VITAE 
 
 
 
... é a principal “arma” do candidato. 
 
 
 
Disputar uma vaga no mercado de trabalho é travar uma luta acirrada. As 
grandes empresas recebem diariamente mais de 100 curriculuns, em média. 
Para se sobressair entre tantos, é preciso impressionar. Um curriculum 
sintético e bem apresentado sempre ajuda. 
 
Sugestões para a elaboração de um curriculum 
 
. Colocar nome, endereço, telefone, e-mail, estado civil, idade e nacionalidade 
no alto da folha. 
 
. Formação escolar (anotar somente o último nível concluído) 
 
. Outros cursos de especialização; 
 
. Experiência profissional (colocar as datas de entrada e saída das empresas) 
 
. Não deve conter erros gramaticais, ortográficos ou de digitação. 
 
. Deve ser graficamente atraente. 
 
 
O que não deve conter no curriculum 
 
. Número de documentos 
. Motivos pelos quais deixou os empregos anteriores 
. Raça, religião, filiação, etc 
 
 
 
 
 
 
 
DIOGENES QUERUBIM MEDEIROS 
 
 
 
DADOS PESSOAIS 
 
 60
Rua Nova Orleans, 514 (011) 2345.6789 
 
Santana – Zona Norte (011) 9999.0101 
 
São Paulo – SP – CEP: 02409-002 querubim@bol.com.br 
 
(disponibilidade para mudar de residência) 25 anos (solteiro, sem filhos). 
 
 
 
 
OBJETIV: PSICÓLOGO/ EDUCADOR 
 
 
 
 
. FORMAÇÃO ACADÊMICA 
- Psicologia – CRP 99/99999-9 Universidade Mackenzie 
 
- Técnico em Magistério Colégio Mackenzie 
 
 
. CURSOS E PALESTRAS 
- Organizacional e Sistemas de RH – SENAI-SP (40 horas) 
- Filosofia (membro da Sociedade Paul Tillich do Brasil – UMESP) 
- Psicopedagogia PUC-SP – especialização 
 
 
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL 
 
 
. ESCOLA SENAI “Roberto Simonsen” – nov/01 a jul/02 
Cargo: Orientador EducacionalAcompanhei grupos em sistema de Telecurso, orientando sobre técnicas e 
métodos de aprendizagem e memorização. Elaborei simulados e realizei 
orientação vocacional. Ministrei palestras sobre Qualidade de Vida. 
 
 
 
 
. PREFEITURAS de Campinas e São Caetano do Sul – 2001 a 2003 
Cargo: Selecionador de Pessoal 
Eventualmente, presto serviço a prefeituras, realizando seleção de pessoal, 
elaborando e aplicando entrevistas e dinâmicas de grupo. 
 
 
 
 61
. AMOSP (Consultoria em RH) – abr/99 a dez/00 
Cargo: Psicólogo Treinee 
Seleção de pessoal, diagnóstico organizacional, avaliação de desempenho e 
treinamento de pessoal. 
 
 
 
. GRUPO PÃO DE AÇÚCAR 
Cargo: Orientador Educacional – Projeto “Educapão” 
No setor de Desenvolvimento de RH, coordenei a implantação de grupo de estudo 
autodidático, fazendo uso de técnicas de dinâmicas de grupo, exposições orais e 
outras atividades. Supervisionei e motivei funcionários da empresa no curso de 
ensino fundamental e médio. 
 
 
 
. INFORMAÇÕES ADICIONAIS 
 
- Voluntário na creche AMAS (Zona Norte de SP) – orientação a pais 
 (96 a 97); 
 
- Orientação psicopedagógica a escolas públicas; 
 
- Membro do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Paulistas; 
 
- Esportista de treeking e off-road; 
 
- Músico (MPB) intérprete, compositor e professor 
 
 
 
 
 62
CARTA COMERCIAL 
 
 
 
As cartas comerciais são usadas para vários fins: fazer pedido (carta de 
solicitação) e informar (carta de informação) 
 
 
 
 
Componentes de uma carta comercial: 
 
 
 
- Timbre da empresa; 
- Iniciais do departamento, número da carta e dois algarismos finais do 
ano; 
- Local e data; 
- Destinatário; 
- Referência: resumo da carta; 
- Saudação; 
- Texto da carta; 
- Fechamento; 
- Assinatura; 
- Iniciais do redator e do digitador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 63
Exemplo 
 
 
 
 
 
DC/11-03 
 
 
São Paulo, 28 de novembro de 2003. 
 
 
Ilmo. Sr. 
João Cachoeira 
 
 
Ref. Alteração de telefone e endereço 
 
 
Prezado senhor 
 
 Comunicamos a V. Sa. Que, a partir do dia 15/12/2003, estaremos 
atendendo em nosso novo endereço e telefone: 
 Avenida Jardim Paulista, 1003 – 4o. andar 
 Centro – São Paulo – SP CEP: 08745-056 
 Telefone: (011) 8765.4356 
 Aproveitamos a oportunidade para nos desculparmos por eventuais 
transtornos que possam ocorrer nos dois ou três dias da mudança e colocamo-nos 
à inteira disposição no que se fizer necessário. 
 
 
 Atenciosamente, 
 
 
 
 
CARLOS ROBERTO LIMA SANTIAGO 
 Gerente de Relações Comerciais. 
 
 
 
 
 
AGR/MS 
 
 
 
 64
CARTA DE APRESENTAÇÃO 
 
 
 
 65
Bibliografia 
 
 
 
GRANATIC, Branca. Técnicas Básicas de Redação. 8 ed. São Paulo, Scipione. 
 SENAI-SP-DMD. Verbo: Modo Subjuntivo. São Paulo, 1984. 
SARGENTIM, Hermínio. Redação no Ensino Médio. São Paulo IBEP

Mais conteúdos dessa disciplina