Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

a) ambiguidade do trabalho doméstico
exercido pela ama de leite,
desenvolvendo uma relação de
proximidade e subordinação em relação
aos senhores.
b) integração dos escravos aos valores das
classes médias, cultivando a família como
pilar da sociedade imperial.
c) melhoria das condições de vida dos
escravos observada pela roupa luxuosa,
associando o trabalho doméstico a
privilégios para os cativos.
d) esfera da vida privada, centralizando a
figura feminina para afirmar o trabalho
da mulher na educação letrada dos
infantes.
e) distinção étnica entre senhores e
escravos, demarcando a convivência
entre estratos sociais como meio para
superar a mestiçagem.
2) (ENEM DIGITAL 2020) As pessoas do Rio de
Janeiro se fazem transportar em cadeirinhas
bem douradas sustentadas por negros. Esta
cadeira é seguida por um ou dois negros
domésticos, trajados de librés mas com os pés
nus. Se é uma mulher que se transporta, ela tem
frequentemente quatro ou cinco negras
indumentadas com asseio; elas vão enfeitadas
com muitos colares e brincos de ouro. Outras são
levadas em uma rede. Os que querem andar a pé
são acompanhados por um negro, que leva uma
sombrinha ou guarda-chuva, como se queira
chamar.
LARA, S. H. Fragmentos setecentistas. São Paulo: Cia. das Letras, 2007
(adaptado).
Essas práticas, relatadas pelo capelão de um
navio que ancorou na cidade do Rio de Janeiro
em dezembro de 1748, simbolizavam o seguinte
aspecto da sociedade colonial:
a) A devoção de criados aos proprietários,
como expressão da harmonia do elo
patriarcal.
b) A utilização de escravos bem-vestidos em
atividades degradantes, como marca da
hierarquia social.
c) A mobilização de séquitos nos passeios,
como evidência do medo da violência nos
centros urbanos.
d) A inserção de cativos na prestação de
serviços pessoais, como fase de transição
para o trabalho livre.
e) A concessão de vestes opulentas aos
agregados, como forma de amparo
concedido pela elite senhorial.
3) (ENEM 2018) Outra importante manifestação
das crenças e tradições africanas na Colônia
eram os objetos conhecidos como “bolsas de
mandinga”. A insegurança tanto física como
espiritual gerava uma necessidade generalizada
de proteção: das catástrofes da natureza, das
doenças, da má sorte, da violência dos núcleos
urbanos, dos roubos, das brigas, dos malefícios
de feiticeiros etc. Também para trazer sorte,
dinheiro e até atrair mulheres, o costume era
corrente nas primeiras décadas do século XVIII,
envolvendo não apenas escravos, mas também
homens brancos.
CALAINHO, D. B. Feitiços e feiticeiros. In: FIGUEIREDO, L. História do
Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado).
A prática histórico-cultural de matriz africana
descrita no texto representava um(a)
a) expressão do valor das festividades da
população pobre.
b) ferramenta para submeter os cativos ao
trabalho forçado.
c) estratégia de subversão do poder da
monarquia portuguesa.
d) elemento de conversão dos escravos ao
catolicismo romano.
e) instrumento para minimizar o sentimento
de desamparo social.
4) (ENEM PPL 2022) “Pretuguês” é o termo
cunhado por Lélia Gonzalez para se referir à
tradição africana presente na língua portuguesa
falada no Brasil; a característica tonal e rítmica
do português seria uma herança das línguas dos
povos africanos que vieram escravizados para o
país. A autora destaca que a presença do “r” no
lugar do “l” (quando se diz “framengo”, por
exemplo) pode remeter à ausência da letra “l” em
certos idiomas africanos do tronco linguístico
bantu.
BARTHOLOMEU, J. S. apud GONZALEZ, L. In: Enciclopédia de
antropologia. São Paulo: USP. Disponível em: https://ea.fch.usp.br.
Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado)
No Brasil, a tradição mencionada no texto foi
responsável pela
a) preservação do tráfico humano.
b) ampliação do sistema migratório
c) diversidade do patrimônio cultural.
d) variedade do conhecimento autóctone.
e) multiplicidade do comércio estrangeiro.
64
5) (ENEM 2018)
TEXTO I
E pois que em outra cousa nesta parte me não
posso vingar do demônio, admoesto da parte da
cruz de Cristo Jesus a todos que este lugar lerem,
que deem a esta terra o nome que com tanta
solenidade lhe foi posto, sob pena de a mesma
cruz que nos há de ser mostrada no dia final, os
acusar de mais devotos do pau-brasil que dela.
BARROS, J. In: SOUZA, L. M. Inferno atlântico: demonologia e
colonização: séculos XVI-XVIII. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.
TEXTO II
E deste modo se hão os povoadores, os quais,
por mais arraigados que na terra estejam e mais
ricos que sejam, tudo pretendem levar a
Portugal, e, se as fazendas e bens que possuem
souberam falar, também lhes houveram de
ensinar a dizer como os papagaios, aos quais a
primeira coisa que ensinam é: papagaio real
para Portugal, porque tudo querem para lá.
SALVADOR. F. V In: SOUZA, L. M. (Org.). História da vida privada no
Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Cia.
das Letras, 1997.
As críticas desses cronistas ao processo de
colonização portuguesa na América estavam
relacionadas à
a) utilização do trabalho escravo.
b) implantação de polos urbanos.
c) devastação de áreas naturais.
d) ocupação de terras indígenas.
e) expropriação de riquezas locais.
6) (ENEM PPL 2010) Chegança
Sou Pataxó,
Sou Xavante e Cariri,
Ianomâmi, sou Tupi
Guarani, sou Carajá.
Sou Pancaruru,
Carijó, Tupinajé,
Sou Potiguar, sou Caeté,
Ful-ni-ô, Tupinambá
Eu atraquei num porto muito seguro,
Céu azul, paz e ar puro...
Botei as pernas pro ar.
Logo sonhei que estava no paraíso,
Onde nem era preciso dormir para sonhar.
Mas de repente me acordei com a surpresa:
Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar.
Da grande-nau
Um branco de barba escura,
Vestindo uma armadura me apontou pra me
pegar.
E assustado dei um pulo da rede,
Pressenti a fome, a sede,
Eu pensei: “vão me acabar”.
Levantei-me de Borduna já na mão.
Aí, senti no coração,
O Brasil vai começar.
NÓBREGA, A.; FREIRE, W. CD Pernambuco falando para o mundo, 1998.
A letra da canção apresenta um tema recorrente
na história da colonização brasileira, as relações
de poder entre portugueses e povos nativos, e
representa uma crítica à ideia presente no
chamado mito
a) da democracia racial, originado das
relações cordiais estabelecidas entre
portugueses e nativos no período anterior
ao início da colonização brasileira.
b) da cordialidade brasileira, advinda da
forma como os povos nativos se
associaram economicamente aos
portugueses, participando dos negócios
coloniais açucareiros.
c) do brasileiro receptivo, oriundo da
facilidade com que os nativos brasileiros
aceitaram as regras impostas pelo
colonizador, o que garantiu o sucesso da
colonização.
d) da natural miscigenação, resultante da
forma como a metrópole incentivou a
união entre colonos, ex-escravas e
nativas para acelerar o povoamento da
colônia.
e) do encontro, que identifica a colonização
portuguesa como pacífica em função das
relações de troca estabelecidas nos
primeiros contatos entre portugueses e
nativos.
7) (ENEM PPL 2022) A abertura dos portos
brasileiros em 1808 inaugurou a possibilidade,
para viajantes europeus de diversas
nacionalidades, de percorrer áreas até então
dificilmente acessíveis à sua curiosidade. Os
relatos de inúmeras expedições, a maioria de
caráter científico, foram publicados na Europa,
para leitores ávidos de notícias sobre um Brasil
até então desconhecido, terra cujos segredos
haviam sido velados por uma Coroa portuguesa
ciumenta e possessiva.
DUARTE, R. H. Olhares estrangeiros: viajantes no vale do Rio Mucuri.
Revista Brasileira de História, n. 44, 2002 (adaptado).
65
Os relatos de viagens ao Brasil, publicados na
Europa, contribuíram para a construção da
identidade europeia na medida em que
a) destacaram a exuberância da natureza
tropical, elaborando uma visão heroica
da conquista.
b) defenderam a legitimidade da escravidão
africana, aprovando-a como fator de
humanização.
c) enfatizaram o exotismo da sociedade
colonial, contrapondo-a à ideia iluminista
de civilização
d) analisaram a miscigenaçãodos grupos
raciais, atribuindo um caráter positivo a
esse processo.
e) descreveram a diversidade das etnias
indígenas, contribuindo para a
preservação de suas culturas.
8) (ENEM 2015) Iniciou-se em 1903 a introdução
de obras de arte com representações de
bandeirantes no acervo do Museu Paulista,
mediante a aquisição de uma tela que
homenageava o sertanista que comandara a
destruição do Quilombo de Palmares. Essa
aquisição, viabilizada por verba estadual, foi
simultânea à emergência de uma interpretação
histórica que apontava o fenômeno do
sertanismo paulista como o elo decisivo entre a
trajetória territorial do Brasil e de São Paulo,
concepção essa que se consolidaria entre os
historiadores ligados ao Instituto Histórico e
Geográfico de São Paulo ao longo das três
primeiras décadas do século XX.
MARINS, P. C. G. Nas matas com pose de reis: a representação de
bandeirantes e a tradição da retratística monárquica europeia. Revista
do LEB, n. 44, fev. 2007.
A prática governamental descrita no texto, com a
escolha dos temas das obras, tinha como
propósito a construção de uma memória que
a) afirmava a centralidade de um estado na
política do país.
b) resgatava a importância da resistência
escrava na história brasileira.
c) evidenciava a importância da produção
artística no contexto regional.
d) valorizava a saga histórica do povo na
afirmação de uma memória social.
e) destacava a presença do indígena no
desbravamento do território colonial.
9) (ENEM 2018) A rebelião luso-brasileira em
Pernambuco começou a ser urdida em 1644 e
explodiu em 13 de junho de 1645, dia de Santo
Antônio. Uma das primeiras medidas de João
Fernandes foi decretar nulas as dívidas que os
rebeldes tinham com os holandeses. Houve
grande adesão da “nobreza da terra”,
entusiasmada com esta proclamação heroica.
VAINFAS, R. Guerra declarada e paz fingida na restauração portuguesa.
Tempo, n. 27, 2009.
O desencadeamento dessa revolta na América
portuguesa seiscentista foi o resultado do(a)
a) fraqueza bélica dos protestantes batavos.
b) comércio transatlântico da África
ocidental.
c) auxílio financeiro dos negociantes
flamengos.
d) diplomacia internacional dos Estados
ibéricos.
e) interesse econômico dos senhores de
engenho.
10) (ENEM PPL 2011) O Brasil oferece grandes
lucros aos portugueses. Em relação ao nosso
país, verificar-se-á que esses lucros e vantagens
são maiores para nós. Os açúcares do Brasil,
enviados diretamente ao nosso país, custarão
bem menos do que custam agora, pois que serão
libertados dos impostos que sobre eles se
cobram em Portugal, e, dessa forma,
destruiremos seu comércio de açúcar. Os artigos
europeus, tais como tecidos, pano etc., poderão,
pela mesma razão, ser fornecidos por nós ao
Brasil muito mais baratos; o mesmo se dá com a
madeira e o fumo.
WALBEECK, J. Documentos Holandeses. Disponível em:
http://www.mc.unicamp.br.
O texto foi escrito por um conselheiro político
holandês no contexto das chamadas Invasões
Holandesas (1624-1654), no Nordeste da América
Portuguesa, que resultaram na ocupação militar
da capitania de Pernambuco. O conflito se inicia
em um período em que Portugal e suas colônias,
entre elas o Brasil, se encontravam sob domínio
da Espanha (1580-1640).
A partir do texto, qual o objetivo dos holandeses
com essa medida?
66

Mais conteúdos dessa disciplina