TEXTO I Em 1992, por ocasião dos 500 anos da viagem de Colombo, houve intenso debate sobre a terminologia da chegada dos europeus ao continente. Falar em \"descobrimento\" é insuportável etnocentrismo europeu, pois aproximadamente 50 milhões de indígenas já habitavam a América. Em contraste, a celebração dos 500 anos no Brasil com o termo \"descoberta\" ignora essa pluralidade e minimiza o genocídio. Os relatos de violência, doenças e escravização dos nativos pelos colonizadores deveriam servir para uma reflexão crítica sobre a nossa história, ao invés de um simples retorno ao passado glorioso de descobrimentos e conquistas. CARVALHO, J. M. Celebrações oficiais dos \"500 anos\" ocultam genocídio sobre o qual foi erigido o país. O encobrimento do Brasil, 1999. Disponível em: www.www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 5 maio. 2026. TEXTO II Em suas cartas, Colombo descreve os indígenas como \"pessoas extremamente bondosas e dóceis\" e os apresenta aos reis católicos como seres de grande potencial para serem convertidos e escravizados, reiterando a visão europeia de que os nativos eram, ao mesmo tempo, dignos de encorajamento e sujeitos à dominação. Para ele, a natureza dos nativos, suas práticas culturais, especialmente o canibalismo ritual, eram vistas como estranhas e até repugnantes, refletindo a ambiguidade da sua percepção, que os via simultaneamente como inocentes e como \"cães imundos\". LAROCCA, A.; FERNANDES, P.H. Todorov (1983) e Restall (2006). Epígrafe, São Paulo, Edição Zero, p. 120-136, 2013. Disponível em: www.revistas.usp.br. Acesso em: 5 maio. 2026. A visão de Colombo sobre os indígenas contrasta com a crítica histórica contemporânea ao revisar o(a) a) ocultamento da diversidade indígena. cancel b) apagamento da violência colonial. cancel c) silenciamento dos massacres nativos. cancel d) homogeneidade do discurso europeu. cancel e) caráter monolítico da percepção colonizadora.