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1 
Os 5 Passos Essenciais para a Construção 
de uma Carteira de Investimentos. 
 
Se você acabou caindo de paraquedas neste e-book e o tem em mãos agora, pode 
nem ter percebido, mas seguramente já deu um primeiro passo no caminho 
certo. A vontade de deixar a zona de conforto, sair da inercia de manter seu 
dinheiro estagnado – ou melhor, perdendo para a inflação - e buscar 
conhecimento técnico para iniciar seus investimentos já são, por si só, um amplo 
primeiro passo. 
Há, no entanto, muito trabalho a ser realizado. Ao se ponderar sobre a construção 
de um portfólio de investimentos, o investidor depara-se com uma série de 
fatores a serem considerados para que seja certeiro e inteligente em suas 
escolhas, e que estas, por sua vez, o levem a maior probabilidade de uma carteira 
vencedora no longo prazo. 
Se você tem vontade de investir, proteger seu patrimônio e/ou buscar por ganhos 
mais expressivos, porém não compreende como ou de que forma o fazer, este 
artigo pode ajudá-lo. Vejamos a seguir o passo a passo fundamental na 
construção de uma carteira de investimentos condizente com o perfil e objetivos 
do investidor, que permitirá aproximá-lo da conquista pela liberdade e 
independência financeira. 
 
Passo 1 – Entendendo seu Perfil de Investidor 
 
Antes de dar início aos investimentos, é de extrema importância ter claramente 
definido seu Perfil de Investidor. Obrigatório no processo de abertura de conta 
em bancos ou corretoras, este teste diz respeito ao nível de risco que 
determinado investidor aceita ou pode possuir de exposição em sua carteira de 
investimentos. 
Apesar de ser aplicado de maneira singular por cada instituição financeira, há 
pontos em comum que serão compreendidos neste teste. Objetivos do 
investimento, necessidade de liquidez, tolerância a riscos, nível de conhecimento 
acerca do mercado e familiaridade com os produtos são informações essenciais 
para que se chegue à conclusão acerca do Perfil do Investidor. 
 
 2 
A ANBIMA reconhece três grandes tipos de Perfil, com os quais as Instituições 
Financeiras trabalham: Conservador, Moderado ou Arrojado. Estes, por sua vez, 
deverão possuir diferente alocação e exposição a determinadas classes de ativos 
em seus portfólios. 
Na tabela a seguir, pode-se entender melhor os possíveis tipos de Perfil de 
Investidor e as estratégias utilizadas por cada um deles. 
 
Perfil de Investidor Estratégia Utilizada 
 
Perfil Conservador 
Preza pela segurança em primeiro lugar, 
prefere investir em produtos com baixo ou 
nenhum risco, ainda que isso signifique 
menor ganho potencial. 
 
Perfil Moderado 
Aceita correr alguns riscos em busca de 
retornos mais atrativos. Procura proteger 
parte do PL em investimentos de menor 
risco, e designar outra parte para classes de 
ativos de maior risco. 
Perfil Agressivo 
(ou Arrojado) 
Está disposto a correr riscos maiores em 
busca de retornos mais expressivos, ainda 
que isso signifique a perda de parte do seu 
patrimônio atual 
Figura 1 - Tipos de Perfil do Investidor 
 
É importante ressaltar que embora o questionário automático apurado pela 
Intuições Financeiras seja de fato preciso, é sempre interessante conversar com 
um assessor de investimentos sobre seu Perfil. É possível que haja fatores 
pontuais sobre objetivos ou momento de vida não perspectiveis ao teste, mas 
que o especialista, através das perguntas certas, poderá identificar e auxiliá-lo na 
elaboração do portfólio adequado. 
Definido o Perfil de Investidor, pode-se dar sequência para a próxima etapa na 
construção da carteira de investimentos. 
 
 
 
 3 
Passo 2 – Definindo Objetivos e Necessidade de Liquidez 
 
“Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve”. Ao ouvir esta frase 
pela primeira vez, assistindo ao diálogo entre Alice e o Gato de Cheshire em ‘Alice 
no País das Maravilhas’, jamais poderia imaginar o tamanho do seu significado e 
a importância de se ter objetivos claros e definidos. 
Objetivo é o propósito de se construir ou realizar algo, é onde você quer chegar. 
É ele que indica a direção em relação ao que queremos e devemos fazer, e 
funciona como um guia para que o sonho seja por fim realizado. No mundo dos 
investimentos, não é nada diferente. 
Todos têm objetivos quando se trata do destino de seus recursos, seja no curto, 
médio ou longo prazo. Alguns procuram juntar dinheiro para comprar um carro, 
outros o primeiro apartamento, o casamento dos seus sonhos, uma viagem com 
os amigos ou cursar uma pós-graduação (objetivos de curto-médio prazo). 
É possível ainda ter como objetivo acumular recursos para a tão sonhada 
conquista da liberdade e independência financeira, garantindo a sua 
aposentadoria ou o bem-estar de sua família (longo prazo). Independente de qual 
sejam seus objetivos, uma coisa é certa: tê-los bem definidos será a etapa inicial 
para que seja possível traçar metas e se planejar para posteriormente alcançá-
los. 
Outro conceito para o qual devemos nos atentar é a necessidade de liquidez. A 
liquidez está relacionada a facilidade ou rapidez de se retirar o dinheiro de uma 
aplicação, se assim for necessário. Em outras palavras, em quanto tempo você 
conseguiria tê-lo novamente em mãos. 
Enquanto um investimento de alta liquidez é aquele em que se pode resgatar a 
qualquer momento sem grandes penalidades, a baixa liquidez é representada por 
investimentos em que não há possibilidade (ou há maior dificuldade) de sacar o 
dinheiro antes do prazo preestabelecido no momento da aplicação. 
 
 
 
 4 
 
Figura 2 - Investimentos de Alta e Baixa Liquidez 
 
Você, neste momento, pode se perguntar “Ué, já que a escolha é minha, será que 
não faz mais sentido simplesmente deixar tudo em liquidez?” Calma, esta pode 
não ser a melhor estratégia. Isso acontece porque, geralmente, quanto mais 
tempo abrimos mão do dinheiro e o deixamos por exemplo “emprestado” à uma 
instituição, maior tende a ser a rentabilidade oferecida por ele. 
Assim sendo, é interessante entender qual a parcela de seu patrimônio que deve 
ser destinada à liquidez, para que se faça um planejamento condicionado às suas 
necessidades, e ainda, monte-se uma reserva considerável para possíveis 
eventualidades (Reserva de Emergência) ou para aproveitar oportunidades 
momentâneas (Reserva de Oportunidades). O restante deve ser utilizado, na 
medida do possível, para investimentos de menor liquidez, porém, que ofereçam 
maior rentabilidade potencial. 
Neste momento, finaliza-se as considerações a respeito do próprio investidor na 
construção do seu portfólio ideal, entendendo que o mesmo já conhece seu perfil 
de risco, seus objetivos de curto, médio e longo prazo, assim como a necessidade 
de liquidez com a qual sua carteira deve contar. Introduz-se então tópicos 
relacionados não apenas ao investidor, mas também ao cenário e panorama 
macroeconômico 
 
 
 
 
 5 
Passo 3 – Entendendo o Cenário Macroeconômico 
É possível que você já tenha lido notícias com o título como Copom eleva Selic a 
11,75% ao ano, no nono aumento consecutivo da taxa básica de juros ou Inflação 
fecha o ano em 10,06% com o IPCA, pior alta desde 2015 e refletido qual seria a 
relevância disso para sua vida, na prática. Pois bem! Estes indicadores não apenas 
afetam os preços dos produtos e negócios a sua volta, mas também tem impacto 
direto no retorno dos seus investimentos. 
O cenário macroeconômico é amplo e representa o comportamento da economia 
de um país. Desta maneira, seus principais indicadores são imprescindíveis para 
qualquer investidor, que deve acompanhar e analisá-los, ao mesmo tempo que 
compreende o momento do ciclo econômico pelo qual estamos passando, para 
assim tomar a melhor decisão em relação aos seus investimentos. 
É evidente que não é necessário ser um mestre em economia para poder investir. 
No entanto, há conceitos fundamentais que todo investidor deve conhecer,independente de seu perfil ou objetivos. São eles: 
 
 
Índice 
 
Definição 
 
Taxa Selic 
É a taxa básica de juros da nossa economia. A 
partir dela, derivam-se todas outras taxas da 
economia brasileira, como as taxas para 
investimentos, financiamentos e para 
empréstimos. 
 
CDI 
O CDI é a taxa pela qual as instituições 
financeiras emprestam dinheiro entre si, no 
curtíssimo prazo. Costuma acompanhar bem de 
perto a taxa Selic. 
 
IPCA 
É o índice oficial de Inflação no Brasil. Calculado 
pelo IBGE, ele mede a variação de preços total 
da economia do país, com foco nos produtos 
mais consumidos. 
Figura 3 - Principais Indicadores Macroeconômicos 
 
 
 6 
Os indicadores vistos acima têm relação direta com o rendimento de aplicações 
de diversas classes de ativos, porém principalmente com a Renda Fixa. Os títulos 
de renda fixa são aqueles nos quais já conhecemos a taxa ou modelo de 
renumeração no momento da aplicação, diferente da Renda Variável, que 
promove rendimento condicional a um evento, tendo como o próprio nome já 
diz, retorno também variável e incerto. 
A classe de investimentos conhecida como renda fixa Pós Fixada se beneficia de 
uma Selic elevada. Quanto maior a taxa de juros (e, consequentemente, maior o 
CDI), maior o retorno de um título público pós fixados (conhecido como Tesouro 
Selic ou LFT), e maior o rendimento de um CDB ou LCA de taxa X% do CDI, por 
exemplo. 
É importante também introduzir o conceito de taxa nominal e real. A taxa real de 
um investimento sempre será a nominal corrigida pela inflação, uma vez que o 
dinheiro perde valor no tempo, fato que também promove ajuste no rendimento 
de nossas aplicações em determinado período. Portanto, um título de alta taxa 
nominal pode ter boa parte de seu retorno corroído pela inflação, caso esta 
também se mantenha elevada. 
Há uma estratégia que garante uma taxa real desde o momento inicial da 
aplicação, representada pelos ativos atrelados a Inflação. Um investimento no 
Tesouro IPCA, CDB, LCI/LCA de um ano com taxa ‘IPCA + Prefixado’ indica que 
você receberá de juros da aplicação o valor acumulado do IPCA ao final de um 
ano acrescido da taxa prefixada. Estes títulos, portanto, representam uma 
maneira eficaz de se proteger contra a inflação. 
Outra possível estratégia em renda fixa são os títulos Prefixados, aqueles que não 
são atrelados a nenhum indexador (Selic, CDI, IPCA). Estes oferecem uma taxa 
fixa no momento da aplicação e se comprometem a entregá-la ao final do 
período, como por exemplo, taxa de 12% ao ano. Independentemente do que 
ocorra com taxa de juros ou inflação no país durante este período de um ano, o 
retorno do título será de 12% sobre o valor aplicado. 
O impacto taxa de juros não se restringe apenas a Renda Fixa, podendo também 
trazer influência sobre a Renda Variável, como as ações e fundos imobiliários. 
Uma taxa de juros elevada aumenta o retorno dos investimentos de renda fixa, 
podendo fazer com que investidores migrem de ativos de maior para menor risco. 
A taxa de juros baixa, em contrapartida, pode deixar o potencial ganho da renda 
variável mais atrativo, além de promover os investimentos pelas empresas e 
aumento da produtividade, o que beneficia também os preços dos papeis. 
Por último, os juros também afetam o valor do Dólar no país. A alta taxa de juros 
oferecida nos títulos brasileiros atrai investidores estrangeiros gerando fluxo de 
 
 7 
capital para o Brasil, de maneira que, com maior oferta de dólar no país, a moeda 
se desvaloriza em relação ao real. Da mesma forma, juros baixos podem afastar 
esses investidores, gerar fuga de capital, comprometer nossas reservas em dólar 
e assim causar a valorização do dólar em relação ao real. 
Tendo em vista a definição e importância dos principais indicadores 
macroeconômicos relacionados a taxa de juros e inflação, e como estes afetam 
os investimentos em suas diversas classes de ativos, entenderemos a seguir como 
montar uma carteira usando uma estratégia simples, porém invencível, a 
chamada diversificação. 
 
Passo 4 – Definindo a Macro Estratégia (Classes de Ativos) 
 
A diversificação de carteira possibilita ao investidor distribuir seus recursos entre 
diversas estratégias e produtos distintos, diminuindo o risco da carteira como um 
todo, já que este não se encontra em uma situação de “tudo ou nada”, o que 
ocorreria caso estivesse totalmente exposto a uma única estratégia, por exemplo. 
É possível dizer que a diversificação colabora de maneira significativa para 
redução dos riscos enquanto aumenta a probabilidade de retornos sustentáveis. 
Como visto, é possível diversificar mesmo dentro da renda fixa. Investidores estão 
cada vez mais migrando da caderneta de poupança para investimentos que 
apresentam o mesmo nível de segurança, porém de melhor rentabilidade, e ainda 
com a possibilidade de diversificar entre títulos pós fixados, prefixados e 
atrelados à inflação. 
Ainda que cada caso seja um caso, costuma-se usar para investimentos de curto 
prazo (como a reserva de emergência) a renda fixa pós fixada com liquidez diária, 
enquanto para objetivos de médio prazo, como comprar um carro ou planejar 
uma viagem, uso da renda fixa pre ou pós fixada, enquanto para investimentos 
de longo prazo a exemplo de construir a aposentadoria, títulos indexados à 
inflação. 
Além da renda fixa e suas subclassificações, há também outras classes e 
estratégias, como o Multimercado, representado através de Fundos de 
Investimento Multimercado (FIM). Os últimos podem ter diversas estratégias 
dependendo do regulamento do fundo, cabendo ao gestor, um profissional e 
especialista na seleção de investimentos, definir qual será a alocação ideal, 
escolhendo investimentos tanto em renda fixa quanto renda variável conforme 
conveniente naquele momento. 
 
 8 
Diferente da renda fixa, a Renda Variável é representada pelos investimentos de 
maior risco, porém também com maior ganho potencial. Os ativos podem ser 
Ações, Fundos Imobiliários, ETFs e Fundos de Renda Variável, por exemplo. Há 
também os Investimentos Internacionais, uma forma de diversificar ainda mais e 
se proteger contra o risco brasil, também representados pelos Fundos 
Internacionais (com hedge cambial ou não), BDRs, ETFs. 
Finalmente, os chamados Investimentos Alternativos são aqueles que não se 
enquadram nas categorias tradicionais e são interessantes para investidores com 
aptidão ao risco. A título de exemplo, temos as criptomoedas, investimentos 
relacionados ao carbono, metaverso, alumínio, cannabis, ESG, entre muitos 
outros. 
 
Classe de Ativo Estratégia 
Renda Fixa Pós Fixada Selic ou CDI 
Renda Fixa Prefixada Taxa Prefixada 
Renda Fixa Atrelada à inflação IPCA + 
Multimercado Fundos Multimercado 
Renda Variável Ações, FIIs, ETFs 
Internacional (Hedge Cambial) Investimentos Internacionais 
Internacional (sem Hedge 
Cambial) 
Investimentos Internacionais + 
Dólar 
Alternativos Criptomoedas, Metaverso, ESG 
etc. 
Figura 4 - Resumo das Classes de Ativos e Estratégias Correspondentes 
 
Realizadas as devidas considerações, entenderemos a seguir algumas 
possibilidades de macro alocação para cada tipo de perfil de investidor, com base 
no atual cenário macroeconômico. Vale ressaltar que isto não é uma 
recomendação ou sugestão de investimento, e sim uma das várias perspectivas 
 
 9 
ou possíveis alternativas, que podem se alterar ou sofrer ajustes conforme 
variações de cenário ou mudanças no momento de vida de determinado 
investidor. 
 
 
Figura 5 - Macro Alocação - Perfil Conservador 
 
 
 
Figura 6 - Macro Alocação - Perfil Moderado 
 
40%
15%
30%
15%
Macroestratégia - Perfil Conservador
Renda Fixa Pós Fixada
Renda Fixa PreFixada
Renda Fixa Inflação
Multimercado
30%
15%
25%
10%
10%
10%
Macroestratégia - Perfil Moderado
Renda Fixa Pós Fixada
Renda Fixa PreFixada
Renda Fixa Inflação
MultimercadoRenda Variável
Internacional
 
 10 
 
Figura 7 - Macro Alocação - Perfil Arrojado 
 
Passo 5 – Definindo a Micro Estratégia (Produtos de Investimento) 
 
Definida alocação macro estratégica, o investidor encontra-se na última etapa do 
processo, a alocação micro estratégica ou escolha dos produtos de investimento. 
Em síntese, houve a definição do percentual de destino para cada classe, como 
30% em Pós Fixado, 15% em Multimercado etc., restando assim escolher quais os 
ativos específicos que representarão cada classe. 
Com esta finalidade, é necessário conhecer um pouco sobre os variedade de 
Produtos de Investimento. Na Renda Fixa, há possibilidade de ser credor do 
governo e investir no Títulos do Tesouro Direto, emprestar dinheiro para os 
bancos e aplicar em CDBs, LCAs/LCIs, ou ainda investir em crédito privado através 
de Debêntures, CRAs/CRIs. 
É importante lembrar que LCA/LCI, CRA/CRI e Debêntures de Infraestrutura 
(incentivadas) são títulos que contam com a isenção do Imposto de Renda, 
enquanto para os outros há alíquota de IR de acordo com a tabela regressiva. 
Além disso, os títulos de crédito bancário – como CDBs e LCA(I)s – contam com 
garantias do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até R$ 250.000,00 
por CPF e Instituição, protegendo o investido contra o risco de crédito da 
instituição. 
Quanto aos Fundos de Investimento, há uma gama de estratégias diferentes e 
fundos de distintos níveis de risco (alguns mais voláteis e outros menos). As 
estratégias mais conhecidas são Macro, Trading, Long and Short, Quantitativo, 
25%
10%
25%
10%
15%
10%
5%
Macroestratégia - Perfil Arrojado
Renda Fixa Pós Fixada
Renda Fixa PreFixada
Renda Fixa Inflação
Multimercado
Renda Variável
Internacional
Alternativos
 
 11 
Juros e Moedas, Capital protegido, Livre, Investimentos no Exterior. É 
recomendável o auxílio de um assessor de investimentos, que poderá ajudá-lo a 
fazer uma análise e avaliação dos fundos, selecionando os ideais para a 
composição de sua carteira. 
Em relação a Renda Variável, o investidor pode optar por também investir através 
de um fundo, ou então aplicar diretamente nos ativos negociados em bolsa. 
O Ibovespa é o principal índice de desempenho das ações negociadas na B3 e 
reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. É possível 
montar uma carteira diversificada de ações ou fundos imobiliários, customizada 
para estratégia e objetivos de cada investidor. 
Ao construir uma carteira de investimentos robusta, além de diversificar por 
estratégia e por produto, é de relevante significância diversificar também pela 
liquidez. Produtos de diferentes prazos de vencimentos garantem liquidez 
recorrente para a conta, trazendo maior segurança para o investidor, que no 
momento da liquidação de cada título poderá decidir entre reaplicar o valor 
correspondente ou resgatá-lo. 
Após todas estas considerações, propõe-se um exercício para visualização prática 
da elaboração de uma carteira de investimentos diversificada, com objetivos 
específicos e diferentes possibilidades de perfil do investidor. 
 
A construção de uma Carteira de Investimentos na Prática 
 
Neste exercício, usaremos o exemplo de Pedro, um jovem de 27 anos que 
trabalha como analista sênior dentro de uma multinacional e está construindo 
seu portfólio de investimentos com o valor disponível de R$ 100.000,00. Pedro 
não tem dependentes e recebe um salário de R$ 7mil/mês sendo que seu custo 
de vida mensal é de R$ 3mil/mês e tem poder de poupança de R$ 4mil/mês 
Pedro tem um objetivo de curto prazo, fará uma viagem internacional daqui a 3 
anos, para a qual necessitará R$10.000,00. Além disso, deseja se aposentar com 
65 anos com renda mensal vitalícia de R$ 5mil/mês, através de um plano de 
previdência complementar. 
O primeiro passo será calcular a reserva de emergência que Pedro deve possuir. 
Com um custo de vida de R$ 3mil/mês, devemos manter uma reserva de pelo 
menos 6x seus gastos mensais, no caso, R$ 18mil. Para deixar uma folga um 
pouco maior, façamos de R$ 20mil. Esse valor deverá ficar investido em renda 
fixa pós fixada e liquidez diária. 
 
 12 
Na sequência, vamos ao objetivo de curto prazo de Pedro, que necessita de R$ 
10mil para resgatar em 3 anos. Com as taxas atuais de renda fixa prefixada, há 
possibilidade de ganho de 11,65% (líquido) ao ano com vencimento em três anos, 
de maneira que se Pedro investisse hoje R$ 7.000,00, alcançaria os R$ 10.000,00 
no vencimento do título. 
Por fim, vamos analisar o objetivo de longo prazo, o planejamento para 
aposentadoria. Pedro quer garantir um futuro confortável sem depender da 
previdência pública (paga pelo INSS). Para contar com uma renda mensal de R$ 
5mil após seus 65 anos, considerando uma taxa de juros real de 0,50% ao mês, 
Pedro pode começar com R$10mil e investir aproximadamente R$ 380,00/mês 
em seu fundo de previdência, dos seus 27 aos 65 anos de idade para atingir seu 
objetivo. 
Após a construção da reserva de emergência e vistos os objetivos de curto, médio 
e longo prazo, destinaremos o restante do patrimônio para investimentos 
diversificados por estratégia, produto e liquidez, porém sempre tendo em mente 
os limites permitidos pelo perfil de risco. Considerando todos os conceitos 
discorridos, vamos analisar as propostas para a carteira de Pedro nos diferentes 
possíveis perfis (conservador, moderado e arrojado). 
 
 Portfólio de Pedro para o Perfil Conservador 
 
 
 
40%
15%
30%
15%
Macroestratégia - Perfil Conservador
Renda Fixa Pós Fixada
Renda Fixa PreFixada
Renda Fixa Inflação
Multimercado
 
 13 
Figura 8 - Macro Alocação - Perfil Conservador 
 
Caso Pedro tenha Perfil Conservador e como principal objetivo a preservação de 
seu patrimônio, seria apropriada a construção de uma carteira de investimentos 
com foco em Renda Fixa, com possível alocação de 40% Pós Fixada, 30% de Renda 
Fixa atrelada à Inflação e 15% em Pre Fixados. Por último, 15% do patrimônio 
seria destinado para Fundos Multimercado de baixa volatilidade, onde Pedro 
procuraria por ganhos superiores à Renda Fixa. 
O gráfico abaixo indica a micro alocação da carteira de Pedro, ou seja, uma 
possível escolha dos ativos (produtos de investimento) pertencentes a cada uma 
das classes. 
 
 
Figura 9 - Micro Alocação - Perfil Conservador 
 
 
 
 
 
 
10%
10%
10%
10%
10%5%
10%
10%
10%
7%
8%
Pedro - Carteira Conservadora CDB Liquidez diária ou Fundo DI
CDBs/LCIs/LCAs Pós Fixado
Fundo de Renda Fixa CP
CDB/LCI/LCA Prefixado
CDB/LCI/LCA Inflação
Fundo de Debêntures Incentivadas
Fundo de Previdência
Fundo Multimercado
 
 14 
 Portfólio de Pedro para o Perfil Moderado 
 
 
Figura 10 - Macro Alocação - Perfil Moderado 
 
Num cenário em que Pedro apresente Perfil Moderado, ou seja, aceite correr 
determinados riscos em busca de retornos mais expressivos, poderia ser 
conveniente uma alocação de 70% em Renda Fixa, das quais 30% em Pós Fixado, 
25% em Inflação e 15% de ativos Prefixados. Pedro poderia ainda investir 10% em 
Multimercados, 10% em Renda Variável e 10% em Internacional. 
O gráfico abaixo apresenta uma sugestão de micro estratégia para carteira de 
Pedro no Perfil Moderado. 
 
 
30%
15%
25%
10%
10%
10%
Macroestratégia - Perfil Moderado
Renda Fixa Pós Fixada
Renda Fixa PreFixada
Renda Fixa Inflação
Multimercado
Renda Variável
Internacional
 
 15 
 
Figura 11 - Micro Alocação - Perfil Moderado 
 
 Portfólio de Pedro para o Perfil Arrojado 
 
 
 
Figura 12 - Macro Alocação - Perfil Arrojado 
 
10%
10%
10%
10%
5%
7%
8%
10%
10%
10%
5%
5%
Pedro - C. Moderada CDB Liquidez diária ou Fundo DI
CDB/LCI/LCA Pós Fixado
Fundo de Renda Fixa CP
CDB/LCI/LCA Prefixado
CDB/LCI/LCA Inflação
Fundo de Debêntures Incentivadas
Fundo de Previdência
Fundo Multimercado
Ações Brasil
Fundo Internacional
25%
10%
25%
10%
15%
10%
5%
Macroestratégia- Perfil Arrojado
Renda Fixa Pós Fixada
Renda Fixa PreFixada
Renda Fixa Inflação
Multimercado
Renda Variável
Internacional
Alternativos
 
 16 
Na hipótese de Pedro possuir Perfil Arrojado e aptidão para correr mais riscos, 
ainda acreditamos na importância da proteção de 60% da carteira em Renda Fixa 
(devido principalmente aos níveis atuais da taxa de juros e volatilidade esperada 
para o ano de 2022), porém, há também 40% do PL destinado a ativos de maior 
risco e potencial de retorno. A carteira de Pedro poderia contar com 10% em 
Multimercados, 15% em Renda Variável, 10% na classe Internacional e 5% em 
Investimentos Alternativos. 
A seguir, uma possível alocação de produtos de Pedro para o Perfil Arrojado: 
 
 
Figura 13 - Micro Alocação - Perfil Arrojado 
 
 
Considerações Finais 
 
Este e-book descreveu o passo a passo para a construção de uma carteira de 
investimentos, passando pelas etapas iniciais de definição do perfil de Investidor, 
objetivos de curto, médio e longo prazo, além da necessidade de liquidez. Na 
sequência, estabeleceu-se sobre a importância do entendimento acerca do 
cenário e principais indicadores macroeconômicos, e quais fatores devem ser 
levados em consideração na definição da macro e micro estratégia. 
10%
7%
7%
5%
5%
8%
8%10%
10%
15%
5%
5%
5%
Pedro - C. Arrojada CDB Liquidez diária ou Fundo DI
CDB/LCI/LCA Pós Fixado
Fundo de Renda Fixa CP
CDB/LCI/LCA Prefixado
CDB/LCI/LCA Inflação
Fundo de Debêntures Incentivadas
Fundo de Previdência
Fundo Multimercado
Ações Brasil
Fundo Internacional
Fundos Alternativos
 
 17 
Por fim, realizou-se um caso prático de construção do portfólio de investimentos, 
usando a diversificação como estratégia de redução de risco não sistêmico, 
procurando atingir objetivos de curto, médio e longo prazo, e promovendo ainda 
a busca por rentabilidade de maneira sustentável dentro dos limites do perfil de 
risco. 
Faz-se necessário destacar ainda que os títulos de renda fixa e taxas utilizadas 
neste estudo são citadas a título de exemplo, uma vez que oscilam diariamente 
de acordo com o cenário e condições do mercado. 
Além disso, a alocação de produtos para cada investidor está sujeita a uma série 
de fatores e singularidades que deverão ser identificadas pelo seu assessor de 
investimentos, profissional autorizado e credenciado à CVM, capaz fazer 
recomendações práticas e construir uma carteira de investimentos diversificada 
e condizente com o perfil do investidor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 18 
 
Disclaimer 
 
Esse material não deve servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de 
tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus 
objetivos pessoais e ao seu perfil de risco ("Suitability"). É importante ressaltar que rentabilidade passada não 
representa nenhuma garantia de desempenho futuro. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um 
investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. O BTG não assume que os investidores vão 
obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. LEIA O FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES, 
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR. RENTABILIDADE PASSADA NÃO 
REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO 
ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. 
Todas as informações, opiniões e valores eventualmente indicados estão sujeitos à alteração sem prévio aviso. 
Ressaltamos também, que as opiniões expressas neste material refletem a opinião do respectivo profissional que 
produziu este relatório e não necessariamente expressam a opinião do BTG Pactual, não devendo ser tratadas como 
tal.

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