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PlanejandoPropostasInspiradoras
1ª edição
Para a Educação Infantil
@vivencias_da_infancia
Propostas
insp i radoras
Por prof . Deis i
"A infância é um chão que
pisamos a vida inteira."
Lya Luft 
@vivencias_da_infancia
© 2023-2027 Deisi Bissoloti e-Book Co.,
Inc. Todos os direitos reservados.
AVISO: Todas as imagens e conteúdo deste e-book estão legalmente protegidas e não
podem ser utilizadas, reproduzidas, modificadas ou distribuídas sem o consentimento
por escrito da Deisi Bissoloti e-Book.
Contato Professora Deisi para formações:
deisifernandes463@gmail.com
WhatsApp: (51) 99993-4084
conteúdo:
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Quem sou eu?
Quer ido(a ) l e i tor (a ) !
Um mundo de poss ib i l i dades
A sa l a re fe rênc ia da turma 
Metodolog ia de t raba lho
Espaços na ed . in fant i l
E spaços que encantam
A r iqueza das mater i a l i dades
Um laboratór io de exper i ênc ia s
Chuva co lor ida
Conhecendo a s i e ao outro
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20
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22
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Marcas Grá f i cas
Desenhando com car r inho
Ma i s desenhos
Mass inha de mode la r case i ra
Gar ra fas sensor ia i s
Arg i l a 
Banho no bebê
Pape l h ig i ên ico
Br incando com tec idos
Cadê o lobo?
Cores , luzes e t ransparênc ia s
@vivencias_da_infancia
conteúdo:
28
29
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31
32
33
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35
Água color ida
P intura com ge lo
Br incando de faz de conta
Objetos de l a rgo a lcance
Ma i s poss ib i l i dades
Pát io com objetos não est ruturados
Outra comb inação de mater i a i s
Desdobramentos
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37
38
39
40
41
42
Br incar
Bande jas de exper imentação 1
Bande jas de exper imentação 2
P iquen ique l i t e rá r io
Ca i xas e luzes
Cot id i ano
Mensagem f ina l
@vivencias_da_infancia
Casada e mãe
 de dois meninos
Tenho 2 gatas
e 2 cachorros
 22 anos de 
experiência na
educação infantil
Acredito no
potencial das
crianças
Defendo uma
 docência autoral
Quem sou eu?
Agosto/ 2023
 Sou professora , apa ixonada pe las infânc ias desde sempre , esco lh i a Educação
Infant i l para estudar e me espec ia l i za r cada vez ma i s . 
 No in í c io de tudo f i z o curso de magistér io , em segu ida me forme i em
Pedagogia , depoi s rea l i ze i os cursos de espec ia l i zação em educação in fant i l ,
anos in i c i a i s e educação espec ia l e inc lus i va .
 Há 22 anos atuo em esco las de educação infant i l , nos ú l t imos anos in i c i e i
pesquisas re l ac ionadas ao desenvolv imento de bebês e à documentação
pedagógica como forma de qua l i f i ca r a prát i ca docente e tornar v i s í ve i s a s
aprend i zagens dos bebês .
 Atua lmente estou cursando a Espec ia l i zação em Educação: Prát i cas Educat i va s
para o aprender , oferec ido pe lo Inst i tuto Federa l Su l- r io-grandense .
Professora
Pedagoga
Gaúcha Estudante
Pesquisadora
Idealizadora do Instagram
@vivencias_da_infancia
@vivencias_da_infancia
Quer ido(a) l e i tor (a ) !
"Ens inar não é transfer i r conhec imento, mas cr ia r
as poss ib i l idades para a sua própr ia produção ou a
sua construção."
Paulo Fre i re
 Estou muito feliz em estar dividindo com você um pouco do meu trabalho e
mostrando algumas propostas que foram sucesso com a minha turma.
 Sou uma professora que acredita em uma escola respeitosa e acolhedora,
cheia de afeto e espaços potentes. Que defende o protagonismo infantil, a
importância da escuta e do olhar atento do professor que acolhe às
necessidades e desafia bebês e crianças. 
 Procuro elaborar propostas construindo espaços que sejam um convite para
brincar, descobrir e experimentar, partindo sempre dos interesses das crianças,
que são pensadas e refletidas diante das observações e registros realizados a
partir das vivências no cotidiano da escola. 
 Neste sentido, o meu objetivo com esse material é inspirar professores e
professoras a realizarem práticas significativas para suas crianças. Não incentivo
a cópia, mas sim, que reflitam sobre a realidade de sua turma, criando suas
propostas e sendo autores de sua prática docente.
Espero que possa te ajudar!
Com carinho, profe Deisi!
 
@vivencias_da_infancia
 Nas vivências no cotidiano da minha turma tenho como foco a diversidade de explorações
sensoriais, atentas à um desenvolvimento global e de contato direto com uma variedade de materiais,
criando uma conexão entre os bebês, as crianças, a natureza, os objetos de largo alcance e o espaço ao
seu redor. 
 Através dos contextos investigativos, possibilito uma pluralidade de experiências com materiais
ricos em um brincar livre, estimulando a curiosidade, a criação, a autonomia e os movimentos.
 A curiosidade é uma característica da infância, por isso é fundamental dar lugar ao desejo e à
criação. Assim, diversifico as opções de materiais para que os bebês e crianças se relacionem entre si,
com os objetos e a partir deles.
 Essa curiosidade provocada pela novidade e pelo desconhecido é a principal fonte de aprendizado,
porém ela precisa ser aguçada e alimentada. Quando o professor é presente e atento aos seus bebês e
crianças, nas minúcias do cotidiano, aprofunda o seu olhar para as sutilezas, para os detalhes do seu
desenvolvimento e observa que eles têm uma percepção única e singular de ver o mundo. É a partir deste
modo particular de exploração investigativa que começam a compreender o que acontece a sua volta.
 
Um mundo de poss ib i l idades
@vivencias_da_infancia
A sa la referênc ia da turma
 Pensar na composição dos espaços da sala
referência da turma é acolher, dar voz aos olhares
e movimentos de cada bebê ou criança e assim
compreender os interesses do grupo. 
 Nos detalhes do cotidiano surgem os enredos
e a partir disso ampliam-se os repertórios de
interesses. Acreditando nisso, procuro recebê-los
com um espaço brincante e com diferentes
materiais que possibilitem as interações e as
brincadeiras. 
 Convidar o bebê ou a criança para brincar,
disponibilizar materiais diversos, estar ao lado
acompanhando e questionando sobre o enredo,
faz parte do papel do professor que incentiva o
seu grupo de crianças no processo de autonomia,
imaginação, relação com o meio e com o outro. 
"As crianças não
brincam de brincar.
Elas brincam de
verdade".
Mário Quintana
@vivencias_da_infancia
 Os materiais - cada atuação planejada vai necessitar de um determinado tipo de material e
eles são os mais variados possíveis.
 O espaço – é considerado um facilitador do trabalho do professor e ele revela a
concepção que temos de infância. Pode ser o pátio, a pracinha, o saguão ou a sala
referência. 
 O tempo – Articular o tempo e o espaço é fundamental para que os bebês e crianças
possam explorar os materiais livremente, com autonomia e de acordo com o ritmo de cada
um, respeitando a sua individualidade.
 Os grupos de bebês/ crianças – o professor ao planejar uma proposta pensa no número
de bebês/ crianças que irá participar a cada momento. Pode ser em grupo, em dupla,
individual, etc.
 Os estudos de autores e pesquisadores mostram sobre a importância da oferta de materiais
diversificados para bebês e crianças e em contextos organizados para eles e com eles. Nosso
compromisso é assumir uma atitude curiosa diante do processo de aprendizagem. Dialogar,
escutar, observar, interpretar as ações que se constroem no cotidiano. É preciso tornar a escola
um lugar de possibilidades éticas, estéticas e políticas. Um espaço para pesquisa e para a
criatividade. Os materiais, tempos e espaços não podem deixar de estar em nossas reflexões como
docente.
 Neste sentido, a metodologia consiste em pensar o planejamento das práticas pedagógicas
da Educação Infantil ligado à organização dos espaços, dos tempos e dos materiais,
oportunizando aos grupos de bebês interações e brincadeiras, suscitando repertórios diversos
para experienciar o cotidiano das escolas infantis e encantar-se através dos:
Metodologia
de traba lho
Brincar é a
atividadeprincipal
da infância e está
presente em todos os
momentos do dia na escola!
@vivencias_da_infancia
Espaço que organiza, que
promove escolhas e
experiências de aprendizagem
social, afetiva e cognitiva. 
@vivencias_da_infancia
Espaços que encantam
 O espaço bem organizado promove a atividade autônoma de bebês e crianças, já que
não precisam esperar as orientações dos adultos para iniciar uma proposta, podendo
escolher com autonomia o que fazer.
 É importante destacar que esse trabalho é autoral, ou seja, todas as propostas aqui
mostradas fazem parte do meu trabalho de pesquisa científica, portanto contém direitos
autorais.
@vivencias_da_infancia
Espaços que encantam
 As propostas desenvolvidas na turma são pensadas e planejadas por mim que
observo os bebês e identifico seus interesses. Assim, esses espaços são elaborados
com intencionalidade e revelam uma concepção de bebês autônomos, potentes e
capazes de realizarem suas próprias descobertas. 
@vivencias_da_infancia
A r iqueza das mater ia l idades
 Os bebês são cur iosos por natureza e es sa cur ios idade é provocada
pe la nov idade e pe lo desconhec ido. Nada escapa dos o lhares , do tato,
da aud ição desses pequenos, poi s suas exper i ênc ia s passam pe lo corpo,
e l e s aprendem com todos os sent idos .
 Em sua essênc ia exp loratór ia , os bebês br incam e inte ragem entre
e l e s e com os mater i a i s ins t igando a pesquisa , a descoberta e a
invest igação .
@vivencias_da_infancia
Um laboratór io de
exper iênc ias
 Vemos a escola como um laboratório de experiências, no qual a exploração
dos espaços e materiais acontece em todos os momentos. Nossos bebês/ crianças 
ficam empolgados e curiosos a cada vivência que é proporcionada a eles, a
expectativa pelo novo os move a fazerem suas descobertas e pesquisas. Eles
aprendem e se desenvolvem de forma livre e espontânea porque o espaço com
intencionalidade favorece a isso.
 Pensar os espaços, elaborar proposições não significa que tenhamos que
refletir apenas sobre os materiais utilizados. Precisamos também organizar como o
"cenário" e as intenções serão oferecidas. Ao planejarmos precisamos considerar a
importância e a necessidade de elaborarmos ações pedagógicas que convidam e
acolhem bebês e crianças. 
@vivencias_da_infancia
Chuva color ida
"A criança enxerga
algo ordinário
com olhos
extraordinários."
(Loris Malaguzzi)
 Nesta proposta coloque i no
pát io folhas A3 penduradas e
borr i fadores com água e an i l ina
comest í ve l de vár ias cores . A turma
toda part ic ipou no mesmo momento,
pois hav ia mater ia l para todos os
bebês .
"O espaço na educação infantil é um
recurso, um instrumento, um parceiro do
professor na prática educativa".
Maria da Graça Horn
@vivencias_da_infancia
 Conhecendo a s i e ao outro
 Organ ize i essa sessão com
espe lhos, tec idos e fotos
p last i f i cadas dos bebês . Ass im,
conforme e les fossem
chegando, poder iam fazer suas
escolhas . E les estão
demonstrando interesses por
tec idos, pr inc ipa lmente em
cobr i r as bonecas, dançar e se
esconder com e les . 
 As l inguagens acontecem num mesmo processo, enquanto os bebês expressam o que
percebem do mundo ao redor, enquanto br incam e exp loram os espaços e os mater ia i s .
I s so me desaf ia a organ izar um ambiente que poss ib i l i te a e les v i venc iar d i ferentes
exper iênc ias .
 No processo da construção da ident idade o bebê passa a se reconhecer como um
"Eu" que é d i ferente do outro e percebe o seu corpo com cur ios idade. É nessa d imensão
que se re lac iona à autoest ima e passa a reconhecer a s i e ao outro, por me io das
interações. É fundamenta l que o professor va lor ize cada um como seres d i ferentes dos
outros, com caracter í s t icas própr ias e interesses s ingulares .
@vivencias_da_infancia
Marcas gráf icas
 Aqui um espaço preparado com papé i s e canetas color idas para desenhar e de ixar as suas
marcas gráf icas . Todos os bebês part ic iparam ao mesmo tempo, c i rcu lando por dois t ipos de
papé i s .
 No in íc io, os bebês rab i scam pe lo prazer do mov imento corpora l , é o traçado de ixado
pe lo corpo que marca no pape l e , por vezes até no própr io corpo, pois e les rab i scam nas
pernas, nos pés, no rosto, etc . 
Desenhar é levar
uma l inha
para passear ."
PAUL KLEE
Neste momento de
pesquisa em que o desenho
é também br incade i ra , "o
corpo é a ponta do láp i s"
(DERDIK, 2015, p. 68). É
fundamenta l ofertar
mater ia i s de d i versos t ipos
(r i scadores e suportes ) para
que os bebês de ixem suas
marcas .
@vivencias_da_infancia
Desenhando com carr inho
 Coloque i na mesa um pape l pardo colado com f i ta ades i va para de ixar bem
f ixado. Opte i por oferecer esses massageadores em made i ra no lugar de carr inhos
por terem a cor neutra e também porque os bebês já conhecem esse mater ia l ao
qua l já br incam como se fossem carros mesmo. Cole i canetões com f i ta crepe
ne les .
 A br incade i ra cons i ste em mov imentar o carr inho e perceber os reg i st ros que o
movimento produz. Os bebês logo começaram os mov imentos e f icaram intr igados
com as marcas, observavam a caneta e o pape l para ver de onde sa iam os traços.
Conforme iam produz indo os rab i scos, iam a l ternando os mov imentos, às vezes ma i s
ráp ido, outras vezes ma i s devagar . A d i reção também era modif icada conforme iam
exper imentando os mater ia i s . 
 O graf i smo na pr ime i r í s s ima infânc ia deve ser va lor izado e ofertado pe los adu ltos
para que os bebês possam reconhecer as marcas, gestos, forças e compart i lhar
descobertas poss í ve i s com um espaço adequado e mov imento l i v re .
[.. .] "a linha como espelho do
 gesto no espaço do papel"
Derdyk
@vivencias_da_infancia
Mais desenhos
 Essa sessão foi preparada com pranchetas , canet inhas, canetas , g iz e folhas .
 Desenhar também é um conv i te para o mov imento. Ráp ido, devagar, mov imentos
g i rando o corpo sobre o pape l e com tentat i vas de r i scar e de ixar marcas . A proposta,
foi a lém, foi ao encontro do tempo da infânc ia e o lugar da Arte, que traz condições
para que esses encontros aconteçam.
 Foi uma proposta que proporc ionou encontros e trouxe o dese jo ev idente, de
br incar enquanto de ixa pe lo pape l pequenos rab i scos.
Com pranchetas e canetas
 Os pr ime i ros rab i scos que o bebê se arr i sca a
colocar no pape l são o começo da sua expressão
de forma não ora l . São as garatujas , que começam
como traços cont ínuos no pape l , cr iados a part i r
do prazer de se mov imentar e enxergar o resu l tado
e aos poucos vão ganhando maior controle e
s ign i f i cados.
 As garatujas são os pr ime i ros graf i smos e
expressões cr iat i vas do bebê. E las costumam
ocorrer entre o pr ime i ro e o quarto ano de idade
e começam no momento em que a cr iança
consegue rab i scar com um láp i s , g iz ou caneta
com f i rmeza.
 Oferecer essas poss ib i l idades aos bebês é
fundamenta l para o desenvolv imento infant i l .
"Temos a chance de desenhar de
muitos modos diferentes". 
Edith Derdyk 
 Quanto mais poss ib i l idades de desenhar ofertamos aos bebês, com var iados
t ipos de mater ia i s e suportes , ma i s repertór ios se ampl iam para a cr iat i v idade e
todos percebem que ex i stem vár ias formas de desenhar .
@vivencias_da_infancia
Mass inha de mode lar case i ra
 Esta é uma proposta com mass inha de mode lar
case i ra fe i ta com far inha e an i l ina color ida.
Também acrescente i outros mater ia i s como
pane l inhas, colheres e forminhas . Aprove i te i que
o d ia estava bom e prepare i o espaço no pát io.
Todos os bebês part ic iparam ao mesmo tempo.
 Nenhuma cr iança br inca só para passar o tempo. Quando e la br inca, faz i s so levada
por um dese jo de compreender e constru i r uma ide ia de mundo. Destaforma, as
professoras br incam junto com os bebês para incent i vá- los a exper imentar e cr ia r . 
INGREDIENTES
2 x ícaras de far inha de tr igo
1 x ícara de sa l
1 x ícara de água colocada aos poucos
2 colheres de sopa de óleo
1 colheres de sopa de v inagre
Corantes a l iment íc ios de cores var iadas
MÃO NA MASSA
Pr ime i ro misture os ingred ientes secos: far inha
de tr igo e sa l . Ad ic ione o óleo e o v inagre e
vá colocando a água com o corante a l iment íc io
aos poucos até chegar à cons i stênc ia de
mass inha de mode lar . 
@vivencias_da_infancia
Garrafas sensor ia i s
"A curiosidade é a primeira
condição para a construção do
conhecimento"
Paulo Fochi
 A observação é um processo de descoberta do bebê que
ocorre através da exploração no ambiente, interação com
outras pessoas e experimentação de diversas situações pelas
quais se adquirem conhecimentos.
 Confecc ione i essas
garrafas sensor ia i s com
arroz e água color ida
com corante a l iment íc io,
bol inhas em ge l . Mas você
pode colocar g l i t ter ,
l ante joulas , pedr inhas,
etc .
Coloque i pape l l aminado
no chão, ass im os bebês 
 br incaram com os
ref lexos.
@vivencias_da_infancia
Arg i l a
"Nós não existimos
fora da natureza..."
Lea Tiriba
 A mode lagem com arg i l a chama a atenção de bebês e cr ianças por sua forma e
textura. Dessa mane i ra , permite que e les tenham um maior contato com os sent idos,
pr inc ipa lmente o tato e a v i são. Também desenvolvem a percepção e a
ps icomotr ic idade, fatores importantes no desenvolv imento infant i l . 
Ao traba lhar
com a arg i l a ,
bebês e cr ianças
podem bater ,
enrolar , furar ,
apertar , amassar
e tantas outras
poss ib i l idade de
cr ia r .
@vivencias_da_infancia
Banho no bebê
"Brincar é a forma de as crianças
fazerem poesia e nos contarem quem
são, o que sentem, o que vivem, seus
medos, seus potenciais, suas
preferências e suas limitações".
Renata Meirelles
 Br incar de faz de conta é muito importante para a infânc ia .
A part i r das br incade i ras as cr ianças aprendem a resolver
prob lemas, cu idar , cooperar e expressar suas ide ias , prát icas
essenc ia i s para o desenvolv imento da cr iança no entend imento
do mundo.
@vivencias_da_infancia
Pape l h ig iên ico? 
Rasgar
Desenrolar
At i rar
Puxar
Comer
 Os bebês e cr ianças têm um verdade i ro fasc ín io por desenrolar os rolos de
pape l h ig iên ico, sabendo d i sso, e labore i esta sessão para que e les pudessem
br incar e interag i r através do mov imento l i v re e da ação exp loratór ia com os
mater ia i s .
 Ass im, propus esse espaço com os br inquedos de made i ra e papé i s h ig iên ico.
 Ve ja quantas coisas e les aprenderam:
 Na exp loração foram experenc iando sensações, at i tudes (a lguns l imparam seus
própr ios nar i zes ) , a lém de noções de força, mov imento, motr ic idade f ina, entre
outros.
Será que pode?
@vivencias_da_infancia
Br incando com tec idos e
prendedores
 Organ ize i vara i s com tec idos e prendedores na sa la referênc ia para
os bebês br incarem l i v remente, exp lorando os mater ia i s .
Sabendo que a turma é bastante interessada em br incar com tec idos,
pense i nesta proposta que ser ia ma i s fác i l para organ izar . Foi
surpreendente a mane i ra com que a turma se envolveu. O grande
desaf io para e les , fo i abr i r e fechar os prendedores .
 Entre tec idos, texturas , cores
e transparênc ias , e les se
det i veram mais nos prendedores .
O desaf io de abr i r e fechar , t i rar
e colocar no vara l , colocar no
dedo, colocar dentro da bac ia e
depois v i rar tudo no chão,
passar os prendedores por
dentro dos c i l indros vazados
(s im, e les pegaram as banhe i ras e
os c i l indros e colocaram na
br incade i ra ) .
@vivencias_da_infancia
 Organ ize i esse espaço para que os
bebês pudessem exp lorar os b locos de
made i ra , os e lementos da natureza e os
personagens da h i stór ia "Os três
porquinhos", é c la ro que o prefer ido
de les é o lobo.
Cadê o lobo?
"Os objetivos das pedagogias participativas são o
envolvimento na experiência e a construção de
aprendizagens na experiência contínua e interativa".
(Oliveira-Formosinho)
@vivencias_da_infancia
Cores, luzes e t ransparênc ias
 Rea l i ze i essa proposta color ida com os seguintes mater ia i s : pape l ce lofane, g lobo
de luzes , cordão, prendedores e cesta com pacotes de presentes (dentro hav iam
mater ia i s não estruturados que os bebês já estão acostumados a usar ) . A intenção era
que os bebês fossem abr indo à med ida que iam interag indo no espaço.
 Para est imular um ambiente ca lmo e tranqui lo para as descobertas , coloque i de
fundo mús icas ca lmas, i s so fez todas d i ferença para at ing i r o objet i vo de cr ia r uma
atmosfera de ca lmar ia que estávamos prec i sando. Ass im, atra ídos pe las luzes , os bebês
aprenderam e br incaram com esses e lementos e seus contrastes . O jogo de luzes e as
transparênc ias do pape l ce lofane ampl iam o sent ido da v i são e encantam. Sugerem cores,
mov imentos e insp i rações. 
 Br incar com luzes é fasc inante, acompanhar o mov imento, observar as cores, a
d i ferença entre escuro e c laro, man i festar as sensações e os mov imentos. São ações que
cr iaram formas de conhec imento, pesquisa e v ida .
 Aqui ficaram os pacotes
de presentes para os
bebês abrirem e
explorarem o que havia
dentro.
@vivencias_da_infancia
Água color ida
"Aprendi com os passarinhos a
liberdade. Eles dominam o mais
leve sem precisar ter motor nas
costas. E são livres para pousar
em qualquer tempo nos lírios ou
nas pedras - sem se
machucarem. E aprendi com ele
ser disponível para sonhar".
(Manoel de Barros)
 Aqui os materiais usados foram:
bacias, peneiras, bandeja, água com
corante alimentício e flores.
@vivencias_da_infancia
Pintura com ge lo color ido
 Para essa proposta usei tintas,
copinhos de café e palitos de picolé.
 Coloquei tinta e água no copinho,
depois o palito de picolé. Em seguida
levei ao congelador.
 Mexer com t intas oferece à bebês e cr ianças a
poss ib i l idade de exp lorar d i ferentes mater ia i s e se
aprox imar de uma importante expressão art í s t ica .
A lém de est imular os sent idos, aux i l i a no
desenvolv imento da coordenação motora, incent i va
a percepção das cores e desenvolve a cr iat i v idade.
@vivencias_da_infancia
Br incando de faz de conta
"A forma mais poderosa de
mudar o mundo é viver em
frente às nossas crianças da
forma como gostaríamos que o
mundo fosse."
GRAHAM R. WHITE
 Organ ize i na mesa da sa la
referênc ia os seguintes
mater ia i s : pane l inhas, potes,
colheres e massa crua
color ida com an i l ina .
Com massas coloridas e panelinhas
 O faz de conta é a mane i ra
como a cr iança começa a interag i r
com o mundo à sua volta e t raz
para e la o amadurec imento soc ia l ,
emociona l , f í s i co e inte lectua l . 
 Quando as cr ianças br incam,
e las representam papé i s , cr iam
interações e enredos como, por
exemplo, ao br incar de cas inha.
@vivencias_da_infancia
Objetos de la rgo a lcance
 Os mater ia i s de la rgo a lcance são
extremamente importantes para enr iquecer as
br incade i ras e as aprend izagens de bebês e
cr ianças . 
 As sucatas inst igam a cur ios idade de les e
conv idam para uma ação exp loratór ia . E les
observam as caracter í s t icas dos mater ia i s e
testam as poss ib i l idades de exp lorar ,
manusear , cr ia r e br incar .
@vivencias_da_infancia
Mais poss ib i l idades . . .
 É importante dar cont inu idade às
pesquisas e descobertas dos bebês a
part i r do que e las nos trazem, por
i sso as sessões com mater ia i s
d i vers i f i cados se repetem, a lguns
mater ia i s são os mesmos, outros são
nov idades, mas sempre compondo
espaços provocadores .
Aprender por me io da exp loração e exper iênc ia acaba tornando-seum pr inc íp io
important í s s imo para a proposta com as cr ianças pequenas . Apostar em
propostas invest igat i vas a part i r de d i ferentes mater ia l idades, de objetos não
estruturados, bem como da descoberta de como ocorre a combinação de
d i ferentes mater ia i s , em quant idade e qua l idade suf ic iente, oferece às cr ianças a
oportun idade de cr ia r s ign i f i cados pessoa i s e colet i vos.
 É ass im, através dessas propos ições que
os bebês são conv idados a part ic ipar
potenc ia l i zando a sua ação autônoma e a
sua l iberdade em invest igar .
Foch i (2018, p. 88) destaca:
@vivencias_da_infancia
Com materiais de largo alcance
Pát io com objetos não
estruturados
 "Não devemos esquecer a importância do papel do adulto no oferecimento
do ambiente, de materiais e equipamentos estimulantes para as crianças."
(Rinaldi, As cem linguagens, vol 1. 1999, pag. 117)
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Outra combinação de
mater ia i s
 Nesta proposta use i objetos de la rgo a lcance, mas
desta vez coloque i outros mater ia i s : l atas , tampinhas,
ca ixas de ovos, carreté i s , c i l indros vazados e rolos
color idos com texturas . In ic ia lmente eu hav ia
p lane jado colocar pene i ras e copos de acr í l i co
transparentes , mas resolv i testar com os bebês outras
poss ib i l idades, acrescentando objetos que a inda não
hav íamos usado neste ano.
 
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 O espaço organ izado com intenc iona l idade pe lo professor que observa seus bebês
ou cr ianças promove a autonomia de les , pois podem escolher os d i ferentes modos de
br incar . Neste sent ido, Foch i (2018, p. 86), "compreende a cr iança como suje i to
at i vo e competente para constru i r , em parcer ia com os adu ltos, suas jornadas de
aprend izagem".
Desdobramentos Aqui os mater ia i s escolh idos para a
proposta foram: garrafas de le i te ,
emba lagens com tampas, tampas de
garrafas , pa l i tos de p icolés e reta lhos de
tec idos. Acrescente i as garrafas color idas
e as argolas de d i ferentes tamanhos. A
proposta foi rea l i zada na sa la referênc ia
e a turma foi d i v id ida em 2 grupos de 6
bebês . 
 O grupo de bebês que não estava na
proposta, f i cou br incando no saguão
com as aux i l i a res , l á estão d i sponíve i s
ba lanços, cama e lást icas , p i sc ina de
bol inhas, escorregador e g i ra- g i ra .
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Com materiais
Br incar
 Br incar é uma das me lhores mane i ras de proporc ionar um desenvolv imento
completo dos bebês e cr ianças . A br incade i ra é a l inguagem que e las usam para se
mani festarem, interag i r com os outros e descobr i r o mundo ao seu redor.
"A criança pequena é o primeiro
grande pesquisador. As crianças
nascem pesquisando e, portanto,
buscam o sentido da vida, o
sentido do eu em relação aos
outros e ao mundo".
Carla Rinaldi
 O processo cr iat i vo dos bebês não acontece de modo
isolado, mas por me io da cu ltura e das v i vênc ias . Ao ter acesso
a d iversos t ipos de mater ia i s , e les constroem as suas teor ias e
h ipóteses . Através dessas construções, impr imem o seu lugar no
mundo por me io do br incar com mater ia i s de la rgo a lcance.
Com o que não é brinquedo
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Bandejas de exper imentação
 É através das Bandejas de Exper imentação que os bebês têm a oportun idade de aprender
e se desenvolver por e les mesmos. E les têm oportun idade de rea l i zar h ipóteses matemát icas
e f í s i cas por me io da sua cur ios idade, e laborando estratég ias e respostas aos prob lemas
que vão surg indo durante o br incar e que poss ib i l i tam se desenvolver com a mín ima
intervenção dos adu ltos.
 Essa é uma proposta organ izada com uma bandeja de exper imentação, o mater ia l que
era o ponto chave para as descobertas dos bebês eram as bol inhas color idas em ge l , eu
quer ia observar qua i s as formas de exper imentações e les i r i am rea l i zar . Obv iamente, use i
outros mater ia i s para compor o espaço desta sessão, como pene i ras , conchas, copos
transparentes , bac ias e conduítes .
 A Bandeja de Exper imentação é uma moda l idade do Br incar Heur í st ico, onde o bebê
ou a cr iança é conv idada, através do espaço e das mater ia l idades, a descobr i r por e la
mesma. Essa proposta foi rea l i zada em duplas , para que os bebês t i vessem tempo
suf ic iente para as suas exp lorações, por i s so também rea l i ze i na terça-fe i ra , onde
outros bebês part ic iparam também em duplas .
Com bolinhas em gel
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Bandejas de exper imentação
 Use i os seguintes mater ia i s : tapete, bande jas , are ia color ida, colheres de pau, colheres comuns,
fun i s , pene i ras e personagens da h i stór ia "Os três porquinhos". Na hora de montar o espaço, sempre
acabo fazendo a lguma modif icação de mater ia l porque ao compor, percebo a necess idade de
combinações.
 D iv id i a turma em dois grupos para a rea l i zação da proposta, ass im e les podem exp lorar com mais
espaço e com maior quant idade de mater ia i s por bebês . A lém d i sso, cons igo observar de forma ma is
adequada e ind iv idua l i zada sobre cada um em suas ações exp loratór ias , potenc ia l i zando os meus
reg i st ros.
Com areia colorida
 Essa proposta poss ib i l i ta que os bebês e laborem suas h ipóteses à med ida em que vão exper imentando
os mater ia i s e , através da sua cur ios idade vão tentando e laborar respostas aos prob lemas que surgem.
Para respondê- las vão rea l i zando ações que se repetem e vão ver i f i cando como ocorrem os processos.
".. . As ações repetidas que
as crianças experimentam
por si só durante as sessões
das Bandejas possuem sua
importância, uma vez que,
ao repetirem, comprovam
suas hipóteses de certeza e
essa lhes traz segurança,
algo também necessário,
por vezes, na brincadeira."
(FOCHI, 2018, p. 109)
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Piquen ique l i terár io
 Organ ize i essa sessão na sa la
referênc ia com l i v ros, tec idos,
cesta de p iquen ique, colchonetes e
a lmofadas . F icou encantador e
atrat i vo para todos, um verdade i ro
conv i te para v ia jar no mundo
encantado das h i stór ias .
 A le i tura também a juda a desenvolver vár ias
hab i l idades nos bebês como: a concentração, a
observação, a fa la , o vocabu lár io, a cr iação, a
imag inação, o pensamento lógico e a inte l igênc ia
emociona l
"Imaginação requer espaço, folga, lugares de
contemplação, devane io, sol idão, conv ív io,
lugares desaf iadores . Todas as coisas que t i ram
esse d i re i to das cr ianças são excessos. É com a
imag inação que os pequenos atr ibuem sent ido
às coisas que aprendem, sentem e observam".
Inst i tuto A lana
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Ca ixas e luzes
 Rea l i ze i essa v i vênc ia com ca ixas , br inquedos e lanternas, para dar
cont inu idade às propostas com luzes .
 Os bebês se encantam com as luzes e prestam muita atenção às sombras e
seus mov imentos. Nesta proposta e les t i veram a oportun idade de aprender e
br incar com esses e lementos e seus contrastes .
 Por me io das br incade i ras as cr ianças constroem e reconstroem noções que
as a judam na compreensão do mundo, favorecendo com i sso o levantamento e o
confronto de h ipóteses e a aprox imação com os conhec imentos soc ia lmente
constru ídos por me io da interação com os outros e com os objetos.
 Luzes e sombras têm rea lmente sua poes ia . Osc i l antes ,
ma i s ou menos intensas , e las br incam, sugerem formas,
mov imentos e até mesmo sensações. Há muito, esse
contraste tem s ido ut i l i zado para encantar , sent i r e fazer
sonhar, como acontece no Teatro de Sombras . Não à toa,
portanto, que cr ianças são atra ídas pe lo jogo das luzes e
das sombras . Quem traba lha com bebês e cr ianças bem
pequenas sabe como uma fonte de luz pode chamar- lhes a
atenção, e como o s imples "acende e apaga" se transforma
numa d ivertida br incade i ra .
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Cot id iano
Um cot id iano leve e
tranqui lo. . . S im, é poss í ve l !
Pensar e p lane jar os momentos de 
refe ições, descanso, h ig iene. . .
Também é importante.
É no d ia a d ia que vamos 
vendo a me lhor forma
de tornar as nossas v i vênc ias
s ign i f i cat i vas , var iando os
espaços e br incando muito.
Nosso cot id iano br incante
também tem espaço para
encontros com as cr ianças das
outras turmas, 
para a conversa/escuta, 
a lém de pausar e re laxar .
"Me movo como educador, porque, primeiro, me
movo como gente."
Paulo Freire
Por uma ideia de criança rica, na encruzilhada do possível, que
está presente e que transforma o presente em futuro. 
Por uma ideia de criança ativa, guiada, na experiência, 
por uma extraordinária espécie de curiosidade que se veste de
desejo e de prazer. 
 
Por uma ideia de criança forte, 
que rejeita que sua identidade 
seja confundida com a do adulto, 
mas que a oferece a ele nas brincadeiras de cooperação. 
 
Por uma ideia de criança sociável, 
capaz de se encontrar e 
se confrontar com outras crianças 
para construir novos pontos de vista e conhecimentos 
Por uma ideia de criança competente, 
artesã da própria experiência 
e do próprio saber perto e com o adulto. 
 
Por uma ideia de criança curiosa, 
que aprende a conhecer 
e a entender não porque renuncie, 
mas porque nunca deixa 
de se abrir ao senso do espanto e da maravilha. 
Aldo Fortunati (2009) 
Com carinho,
Professoras Deisi Bissoloti

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