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ELISA – Ensaio imunossorvente ligado a enzima – Enzima-linked immunosorbent assay É uma técnica imunológica empregada para identificar a presença de proteínas, anticorpos, hormônios e outras moléculas em uma determinada amostra por meio de reações enzimáticas, e fundamenta-se na interação altamente específica e sensível entre antígeno e anticorpo. O antígeno ou o anticorpo é acoplado de forma covalente a uma enzima, e então quantificado por meio da determinação em espectrofotômetro da taxa de conversão de um substrato claro em um produto colorido pela ação enzimática. Esse ensaio é chamado ensaio imunossorvente ligado à enzima (ELISA; do inglês, enzyme-linked immunosorbent assay). A análise é normalmente conduzida em uma placa de microtitulação com revestimento de antígenos específicos que se conectam aos anticorpos. O ELISA pode ser categorizado em quatro formatos principais: 1. ELISA direto: forma mais prática e tem como objetivo verificar a presença ou até mesmo a dosagem de anticorpo, permitindo reconhecer se o indivíduo ou animal foi exposto a um determinado patógeno. As etapas são as seguintes: a. Componentes antigênicos oriundos do soro são imobilizados em placas com postos de microtitulação. b. É adicionado o anticorpo, ligado à uma enzima (pode ser a peroxidase ou a fosfatase alcalina) em cada poço para reagir. A enzima vai promover a reação e mudança de cor ao contato com o substrato. c. Durante a etapa seguinte, ocorre o reconhecimento do antígeno pelo anticorpo e, após procedimentos intermediários, como incubação e lavagem, os componentes não fixados são removidos. d. Em seguida, a reação positiva é visualizada ao adicionar um substrato específico da enzima usada, causando uma mudança de cor na solução devido à catálise enzimática. A intensidade da cor é estimada colorimetricamente e é proporcional à concentração do anticorpo pesquisado, ou seja, quanto maior a quantidade de anticorpo pesquisado, maior a coloração oriunda da reação entre substrato e enzima ligada ao anticorpo. 2. ELISA indireto a. Componentes antigênicos oriundos do soro são imobilizados em placas com postos de microtitulação b. É adicionado anticorpos ou soro do paciente (que pode conter o anticorpo de interesse caso o soro contenha anticorpos direcionados para aquela doença a ser pesquisado) c. É acrescentado um segundo anticorpo, denominado anticorpo secundário (conjugado a uma enzima), o qual é específico para o anticorpo primário e que está conjugado ou ligado a uma determinada enzima d. Após procedimentos intermediários, como incubação e lavagem, os componentes não fixados são removidos. e. Após a realização das lavagens, é adicionado o substrato, e a enzima gera o sinal de detecção resultante da reação química: Enzima, Peróxido de Hidrogênio e Substrato. 3. ELISA sanduíche: largamente utilizada para detectar antígenos específicos em baixas concentrações. O ensaio sanduíche emprega dois anticorpos diferentes que reagem com epítopos distintos do antígeno, cuja concentração precisa ser determinada. a. Uma quantidade fixa de um anticorpo é ligada a uma série de suportes sólidos em replicata, como os poços de placas de plástico para microtitulação. b. As soluções de teste contendo antígeno em uma concentração desconhecida, ou uma série de soluções-padrão com concentrações conhecidas de antígeno, são adicionadas aos poços para que ocorra a ligação. c. O antígeno não ligado é removido por lavagem, e o anticorpo secundário, que está ligado a uma enzima, radiomarcado ou marcado fotoquimicamente, é adicionado para se ligar. d. Após a realização das lavagens, é adicionado o substrato, e a enzima produz o sinal de detecção. e. O antígeno serve de ponte, de modo que, quanto mais antígeno houver no teste ou nas soluções-padrão, mais ligação ocorrerá do anticorpo secundário ligado à enzima ou radiomarcado. Os resultados obtidos com as soluções-padrão são usados para construir uma curva de ligação para o anticorpo secundário em função da concentração de antígeno, a partir da qual as quantidades de antígeno nas soluções de teste poderão ser estimadas. A abordagem do ELISA sanduíche foi adaptada para muitos testes rápidos e testes domésticos, em que a geração enzimática de um produto colorido é prontamente determinada por espectrofotômetros portáteis. Na maioria dos testes domésticos, como os testes de gravidez, a tecnologia de fluxo lateral é empregada. A amostra, como uma gota de urina, é adicionada em uma extremidade de uma matriz e se difunde linearmente, encontrando primeiro o anticorpo pré-ligado específico para o analito e marcado com uma esfera (bead) ou um agente químico coloridos. Em seguida, os complexos formados pelo anticorpo marcado e o analito ligado se difundem ainda mais até serem imobilizados por um segundo anticorpo específico contra o analito, formando uma linha colorida que indica um teste positivo. Uma variação dessa tecnologia é um teste competitivo em que o analito na amostra compete com o analito pré-adicionado, e a ausência de uma linha colorida indica um resultado positivo. 4. ELISA competitiva ou ELISA de bloqueio a. O antígeno é previamente incubado com um anticorpo específico marcado com uma enzima. b. Em seguida, a mistura antígeno-anticorpo é adicionada à placa revestida com um anticorpo capturador. c. O antígeno marcado competirá com o antígeno da amostra pela ligação ao anticorpo capturador na superfície da placa. d. Quanto maior a quantidade de antígeno na amostra, menor será a quantidade de antígeno marcado que se ligará ao anticorpo capturador. e. Após a lavagem para remover o excesso de reagentes, a atividade enzimática é medida, sendo inversamente proporcional à quantidade de antígeno presente na amostra.