Logo Passei Direto
Buscar

INFORMÁTICA_APLICADA - CAP 03_compressed

Material didático de Informática Aplicada que apresenta fundamentos: hardware (CPU, memórias, periféricos), software (tipos e licenciamento), sistemas operacionais, fundamentos de redes de computadores e uso básico da suíte Microsoft Office (Word, PowerPoint, Excel).

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Informática
Aplicada
Expediente
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, total ou parcialmente, por quaisquer 
métodos ou processos, sejam eles eletrônicos, mecânicos, de cópia fotostática ou outros, sem a autorização escrita 
do possuidor da propriedade literária. Os pedidos para tal autorização, especificando a extensão do que se deseja 
reproduzir e o seu objetivo, deverão ser dirigidos à Reitoria.
Ficha catalográFica
catalogação na Publicação
biblioteca centro universitário ateneu
NOGUEIRA, otília cassiano. Informática Aplicada. NOGUEIRA, Otília Cassiano 
Nogueira – Fortaleza: Centro Universitário Ateneu, 2019. 
ISBN: 
1. Fundamentos da Informática. 2. Redes de Computadores. 3. Sistemas de Informação. 
4. Ferramentas Microsoft Office a. I. Centro Universiário Ateneu.
ReitoR:
Prof. Cláudio ferreira Bastos
PRó-ReitoR administRativo financeiRo: 
Prof. rafael raBelo Bastos
PRó-ReitoR de Relações institucionais:
Prof. Cláudio raBelo Bastos
PRó-ReitoRa acadêmica:
Profa. flávia alves de almeida
diRetoR de oPeRações:
Prof. José Pereira de oliveira
cooRdenação nead:
Profa. luCiana rodrigues ramos
ficha técnica
autoRia: 
otília Cassiano nogueira 
design instRucional:
emanoela de araúJo
PRojeto gRáfico e diagRamação:
franCisCo erBínio alves rodrigues 
caPa:
franCisCo Cleuson do n. alves
tRatamento de imagens:
franCisCo erBínio alves rodrigues
Revisão textual: 
emanoela de araúJo
Seja bem-vindo!Seja bem-vindo!
Caro aluno, por meio deste material, você conhecerá um pou-
co acerca da Informática Aplicada, passando pelos fundamentos da 
informática, pelo funcionamento interno do computador, o hardware e 
o software. No decorrer dos estudos, identificará o que vem a ser a 
CPU, as memórias principal e secundária e os periféricos.
Você ainda compreenderá como é formada a equipe que traba-
lha nos departamentos de TI, conhecendo as diversas funções existen-
tes, o que são as redes de computadores e as suas estruturas.
Por último, aprenderá a utilizar as ferramentas básicas da Suíte 
de Aplicativos Microsoft Office, Microsoft Office Word, Microsoft Office 
PowerPoint e Microsoft Office Excel.
Bons estudos!
SumárioSumário
FUNDAMENTOS DA INFORMÁTICA ................................................ 7
1. Hardware ........................................................................................ 8
1.1. O que é hardware? .................................................................... 8
1.2. Processamento de dados ......................................................... 8
2. Componentes de hardware .......................................................... 10
2.1. Computador ............................................................................. 10
2.1.1. Processador ou CPU .............................................................. 10
2.1.2. Memória .................................................................................. 11
3. Periféricos ..................................................................................... 13
3.1. Unidades de entrada ................................................................ 13
3.2. Unidades de saída ................................................................... 15
3.3. Unidades de entrada e saída .................................................... 17
4. Software ...................................................................................... 19
4.1. Tipos de software quanto ao uso ............................................. 19
4.1.1. Software básico ...................................................................... 19
4.1.2. Software utilitário .................................................................... 20
4.1.3. Software aplicativo ................................................................. 20
4.2. Tipos de software quanto à distribuição e ao licenciamento .... 20
4.2.1. Software livre .......................................................................... 20
4.2.2. Software em domínio público ................................................. 21
4.2.3. Software semilivre .................................................................. 21
4.2.4. Freeware ................................................................................ 21
4.2.5. Shareware .............................................................................. 22
4.2.6. Software comercial ................................................................. 22
4.2.7. Software proprietário .............................................................. 22
5. Sistemas Operacionais - SO ........................................................ 22
5.1. O que é um sistema operacional? ............................................. 22
FUNDAMENTOS DE REDES DE COMPUTADORES ..................... 27
1. Redes de computadores .............................................................. 28
1.1. Evolução dos sistemas de computação ................................... 28
2. Classificação das redes ............................................................... 30
3. Por que usar redes? ..................................................................... 31
4. Tipos de redes .............................................................................. 31
5. Intranet X Extranet ....................................................................... 33
6. Internet ......................................................................................... 34
Referências ...................................................................................... 39
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES NAS EMPRESAS ........................ 41
1. Benefícios do uso de sistemas 
de informação pelas instituições.................................................. 42
2. Informática nas empresas ............................................................ 42
3. Segurança da informação ............................................................ 44
4. Segurança física dos equipamentos ............................................ 46
5. Hackers, Crackers e Vírus ............................................................ 47
5.1. Hackers e crackers .................................................................... 47
5.2. Vírus de computador ................................................................ 49
6. Meios de armazenamento e recuperação de dados .................... 50
Referências ...................................................................................... 54
FERRAMENTAS DA SUÍTE DE APLICATIVOS 
MICROSOFT OFFICE ...................................................................... 57
1. Suíte de aplicativos Microsoft Office 2010 ................................... 58
1.1. Microsoft Office Word ............................................................... 58
2. Microsoft Word ............................................................................. 58
2.1. Margens e layout de páginas ................................................... 61
2.2. Formatação de textos ................................................................ 62
2.3. Formatando parágrafos ............................................................. 63
2.4. Tabelas ..................................................................................... 64
2.5. Ferramentas para composição de um trabalho acadêmico ..... 69
3. Microsoft PowerPoint .................................................................... 70
3.1. Criar uma apresentação baseada ............................................ 71
 em uma apresentação em branco ............................................... 71
3.2. Criar uma apresentação baseada em um modelo de estrutura 74
3.3. Mover, copiar, duplicar ou excluir slides .................................. 75
3.4. Mover slides de uma apresentação para outra ........................ 75
3.5. Copiar um slide de uma apresentação para outra .................... 76
3.6. Duplicar slides em uma apresentação ...................................... 76
3.7. Excluir um slide .........................................................................76
3.8. Inserir figuras ............................................................................. 77
3.9. Inserir música, som ou vídeo ..................................................... 78
3.10. Inserir equação, tabela e gráfico ............................................. 81
3.11. Criar slides animados .............................................................. 83
3.12. Menu da opção formas ............................................................ 85
4. Microsoft Excel ............................................................................. 89
4.1. Colunas .................................................................................... 90
4.2. Linhas ....................................................................................... 91
4.3. Células e endereços ................................................................. 91
4.4. Fórmulas .................................................................................. 93
4.5. Gráficos ..................................................................................... 94
Referências ...................................................................................... 96
41
Capítulo 03
sIstemas de InFormações nas empresas
SOFTWARE
PR
O
T
E
Ç
Ã
O
HACKERS
ENSINO-APRENDIZAGEM
VÍRUS
BACKUP
WHITEBENEFÍCIOS
SE
G
U
R
A
N
Ç
A
D
IS
PO
N
IB
IL
ID
A
D
ESISTEMAS
VANTAGENS
EQUIPAMENTOS
TECNOLOGIA EMPRESAS
PRINCÍPIOS
PA
R
Â
M
E
T
R
O
S
RECUPERAÇÃOIN
FO
R
M
Á
T
IC
A
P O
L
ÍT
IC
A
SINFORMAÇÕES
CRACKERS
INSTITUIÇÕES
IN
FO
R
M
A
Ç
Ã
O
• Conhecer o papel dos sistemas de informações nas empresas;
• Conhecer sobre a informática nas empresas;
• Conhecer sobre a segurança da informação.
.
42
1. BeneFícIos do uso de sIstemas 
de InFormação pelas InstItuIções
Atualmente, a tecnologia desenvolve-se muito rápida e as instituições, na bus-
ca por modernização e otimização de seus trabalhos, têm buscado adequar-se ao uso 
dessas tecnologias visando à facilitação de seus trabalhos. Com isso, hoje, a grande 
maioria das empresas que estão atuando no mercado procura essa atualização na in-
formatização de suas atividades. Para tanto, fazem uso de equipamentos e sistemas 
de informação para tratar da gestão de suas informações, pois, como já dizia o antigo 
ditado, “Conhecimento é poder”, ou seja, quem tem a informação tem o conhecimento 
e, portanto, o poder. 
Então, você pode se perguntar: “Mas os sistemas de informação relacionam-
-se com quais objetivos empresariais?”. Veja:
Os sistemas de informação se relacionam aos seguintes objetivos em-
presariais: 
• Alcançar excelência operacional;
• Desenvolver novos produtos e serviços;
• Desenvolver relacionamento estreito e serviço ao consumidor;
• Melhorar a tomada de decisão;
• Promover vantagens competitivas;
• Assegurar a sobrevivência.
2. InFormátIca nas empresas
Na atualidade, a informática é algo que faz parte do cotidiano das empresas, 
pois o computador não é mais um elemento causador de diferenciais entre as insti-
tuições, mas sim o modo como as empresas se utilizam da tecnologia. É inaceitável 
que uma instituição, por menor que seja, não se informatize, pois a Tecnologia da 
Informação, a cada dia, insere-se no cotidiano das pessoas, pois vive-se hoje em um 
mundo imerso em tecnologia.
O uso da informática nas instituições visa a dinamização e a facilidade de 
execução das mais diversas atividades.
43
As organizações usam tecnologia da informação para obter: vantagens com-
petitivas, satisfação de seus clientes e redução de custos. Procurando: aumentar sua 
fatia de mercado, melhorar sua lucratividade, ter operações mais eficientes, ter melhor 
capacidade de venda.
1.	 Quais	os	objetivos	empresariais	dos	Sistemas	de	Informação?
2.	 O	que	as	instituições	procuram	obter	com	a	utilização	dos	Sistemas	de	Informação?
44
3.	 Qual	o	papel	da	Informática	nas	empresas	hoje?
4.	 Com	o	uso	da	informática,	as	empresas	procuram	o	quê?
3. segurança da InFormação
Pode-se considerar que a segurança da informação está relacionada à prote-
ção de dados, ou seja, da informação. O artigo 2 do decreto 3.505 classifica a Segu-
rança da informação da seguinte maneira: 
Segurança da Informação: proteção dos sistemas de informação con-
tra a negação de serviço a usuários autorizados, assim como contra a 
intrusão, e a modificação desautorizada de dados ou informações, ar-
mazenados, em processamento ou em trânsito, abrangendo, inclusive, 
a segurança dos recursos humanos, da documentação e do material, 
das áreas e instalações das comunicações e computacional, assim 
como as destinadas a prevenir, detectar, deter e documentar eventuais 
ameaças a seu desenvolvimento (BRASIL, 2000) .
Podemos considerar a informação como um dos bens mais valiosos para as 
organizações, pois computadores podem ser facilmente substituídos, mas a informa-
ção que eles possuem não. Esse é um dos motivos que torna vital o trabalho com a 
segurança desses dados.
45
• Política de segurança da informação
Conforme definição da norma ABNT NBR ISO/IEC 27002:2005,
“A informação é um ativo que, como qualquer outro ativo importante, é 
essencial para os negócios de uma organização e, consequentemen-
te, necessita ser adequadamente protegida. [...] A informação pode 
existir em diversas formas. Ela pode ser impressa ou escrita em papel, 
armazenada eletronicamente, transmitida pelo correio ou por meios 
eletrônicos, apresentada em filmes ou falada em conversas. Seja qual 
for a forma de apresentação ou o meio através do qual a informação 
é compartilhada ou armazenada, é recomendado que ela seja sempre 
protegida adequadamente.”
Ainda dentro das mesmas regras, são especificadas algumas características 
aprofundadas da segurança da informação sendo elas “(...) a proteção da informação 
de vários tipos de ameaças para garantir a continuidade do negócio, minimizar o 
risco ao negócio, maximizar o retorno sobre os investimentos e as oportunidades 
de negócio” (ABNT, 2005). Dentro desse contexto, os princípios da segurança da 
informação abrangem, basicamente, os seguintes aspectos:
a) Integridade: Somente alterações, supressões e adições autorizadas pela 
empresa devem ser realizadas nas informações.
b) Confidencialidade: Somente pessoas devidamente autorizadas pela 
empresa devem ter acesso à informação.
c) Disponibilidade: A informação deve estar disponível para as pessoas auto-
rizadas sempre que necessário ou demandado.
A norma ABNT NBR ISO/IEC 27002:2005 ainda assegura que:
“A segurança da informação é obtida a partir da implementação de um conjunto 
de controles adequados, incluindo políticas, processos, procedimentos, estruturas 
organizacionais e funções de software e hardware. Estes controles precisam ser esta-
belecidos, implementados, monitorados, analisados criticamente e melhorados, onde 
necessário, para garantir que os objetivos do negócio e de segurança da organização 
sejam atendidos. Convém que isto seja feito em conjunto com outros processos de 
gestão do negócio”.
46
4. segurança FísIca dos equIpamentos
Algo comum nas organizações, são executivos que têm uma visão limitada 
sobre os processos de segurança da informação. Para eles, apenas estar com todas 
as falhas do sistema corrigidas e um bom antivírus atualizado garantem a integridade 
de seus dados. Contudo, a segurança de um ambiente necessita de uma série de 
parâmetros que devem ser estabelecidos e obedecidos.
A segurança da informação não se limita apenas ao ambiente de TI, e ou-
tros pontos devem ser observados. Entre eles, por exemplo, o acesso de pessoas a 
informações que elas não deveriam acessar, o que pode acarretar problemas com 
vazamento de informações sigilosas, roubos de senhas ou mesmo simples descuidos 
que permitem a terceiros obterem benefícios 
Há um ponto que deveria ser observado com bastante atenção, mas que, co-
mumente, é tratado com indiferença por parte dos executivos que é a segurança 
física da organização, isso porque o simples acesso de uma pessoa não autorizadapode acarretar uma série de problemas. Por esse motivo, as grandes corporações 
que entendem esse risco têm o acesso bem controlado, determinados ambientes são 
monitorados 24h, determinadas pessoas não possuem todos os acessos e tudo o que 
entra e sai dessas instituições é controlado com muito rigor.
Uma lista das ameaças de segurança física poderia conter os seguintes itens:
• Incêndio (fogo e fumaça); • Roubos, furtos;
• Água (vazamentos, corrosão, en-
chentes); • Desmoronamento de construções;
• Tremores e abalos sísmicos; • Materiais tóxicos;
• Tempestades, furacões; • Interrupção de energia (bombas de pressão, 
ar-condicionado, elevadores);
• Terrorismo; • Interrupção de comunicação (links, voz, dados);
• Sabotagem e vandalismo; • Falhas em equipamentos, etc.
• Explosões;
47
A segurança física objetiva realizar a proteção das informações e dos 
equipamentos das empresas buscando impedir o acesso não autorizado de usuários 
indevidos, realizando assim a prevenção contra acessos aos recursos.
O procedimento baseia-se em limitações de perímetros que devem ser pre-
definidos nas imediações dos recursos computacionais, podendo ser desde o acesso 
restrito a uma determinada sala ou área da empresa a uma forte e bem estruturada 
sala cofre.
A segurança física pode ser abordada sob duas formas: segurança de acesso 
(medidas de proteção para bloqueio de acessos físicos não autorizados) e segurança 
ambiental (medidas de proteção contra danos oriundos de causas naturais como en-
chentes, incêndios, terremotos, desmoronamentos etc.). Já a Segurança lógica trata 
da proteção dos dados existentes nos computadores e nos sistemas de informação 
das instituições contra tentativas de acesso indevido a esses sistemas.
5. hackers, crackers e Vírus
5.1. Hackers e crackers
Embora possam ter significados semelhantes, hackers e crakers assumem pa-
peis distintos dentro da cultura na era da informação. Para Lemos (2013), os Hackers 
são protagonistas das ciberculturas, agentes que criam e desvendam novas fronteiras 
e paradigmas na informática. Já os crackers assumem o papel “punk” ou vândalo 
cibernético, tendo seu nome de origem associado à quebra (cracking) de sistemas, e 
aplicativos proprietários. 
Na prática, os dois termos servem para conotar pessoas que têm habilidades 
com computadores, porém, cada um dos “grupos” usa essas habilidades de formas 
bem diferentes. Vale lembrar que esse contexto pode mudar de um lugar para ou-
tro, uma vez que a legislação sobre o que consideramos crime digital é diferente 
para cada país. Dentro desse contexto, os hackers utilizam o seu conhecimento para 
melhorar softwares e identificar falhas de segurança em sistemas. Muitas vezes, va-
lendo-se de práticas de invasão dos mesmos, mas sem causar danos. No entanto, 
os crackers têm como prática a quebra da segurança de um software ou sistema e 
usam seu conhecimento de forma ilegal, muitas vezes, para obtenção de lucros ou 
vantagens ilícitas, portanto são considerados como criminosos.
48
As denominações foram criadas para que leigos e, especialmente a mídia, não 
confundissem os dois grupos. O termo “cracker” nasceu em 1985 (OLHAR DIGITAL, 
2013) e foram os próprios hackers que disseminaram o nome em sua própria defesa. 
A ideia era que eles não fossem mais confundidos com pessoas que praticavam o 
roubo ou vandalismo na internet.
Contudo, essa denominação é muito abrangente e, dentro do meio técnico e 
da própria cultura dos hackers, é comum a utilização de outras denominações que 
diferencie o tipo de elemento que cada um é. Esse princípio se origina da suposição 
de que nada impede de um hacker usar seus conhecimentos de forma ilícita, da mes-
ma forma que um cracker pode “apenas” quebrar a senha de um software e, mesmo 
assim, não utilizá-lo para fins negativos. (OLHAR DIGITAL, 2013).
Dentro de outra classificação, são atribuídos chapéus em cores diferentes que 
identificam o grau de compromisso do hacker com a lei. Existem vários chapéus, mui-
tos criados como brincadeiras, porém os mais conhecidos e aceitos são white, back e 
gray hat. Tacio (2010) os descreve como:
• White hat (chapéu branco): o chapéu branco é designado ao hacker que 
segue o lado da segurança. Ele invade, mas dentro da lei e da ética hacker. 
Normalmente, quando um white hat acha uma vulnerabilidade em um sistema 
ou programa, ele avisa ao administrador para que tal falha seja corrigida. 
Hackers white hats agem livremente e dão até palestras sobre segurança e 
prestam consultorias a empresas. Algumas delas os contratam para cuidar 
da segurança de seus sistemas e dados. Por haver ainda um preconceito 
entre a sociedade e a mídia com o hacker, os white hats, às vezes, não se 
apresentam como hackers, e sim como profissionais na área de TI ou analis-
tas e desenvolvedores de sistemas. Outros exemplos de hackers éticos são 
peritos e investigadores digitais. Lembrando que nem todo profissional em 
TI ou analista de sistemas é hacker, alguns cumprem apenas as suas tarefas 
básicas dentro de uma empresa, sem seguir, entender ou sequer admirar a 
cultura hacker.
49
• Black hat (chapéu negro): é aquele hacker que não segue a ética hacker 
ou a lei, ele age da forma que quer para fazer o que quiser com sistemas 
vulneráveis. Esses são os verdadeiros criminosos cibernéticos, que usam 
o seu conhecimento para roubar pessoas, invadir computadores e destruir 
sistemas. Nesse caso, a pessoa que age dentro do lado negro de hacking 
não é tida como um hacker e sim como um cracker. Normalmente, os white 
hats não gostam dos black hats por questões de princípios e bom senso, mas 
existem vários casos como o mais conhecido do agora hacker Kevin David 
Mitnick, que foi um black hat, chegou a ser preso e agora ficou do lado da 
ética hacker e da segurança, passando a ser então um white hat.
• Gray hat (chapéu cinza): são hackers que agem de forma legal como um 
white hat, mas, em certos casos, usam ideias pessoais e criam argumentos 
para justificar os seus atos que ferem à ética hacker, o que o torna um black 
hat. Por exemplo, um gray hat invade um sistema, vê tudo que está nele, às 
vezes até divulga esse material, mas não comete crime usando essas infor-
mações, só que também não avisa aos administradores do sistema sobre a 
falha nem toma atitude para corrigi-la. É bom deixar claro que os gray hats, 
concordando ou não com alguns pontos da lei ou da ética hacker, se agirem 
de forma ilícita, serão considerados black hats ou criminosos e responderão 
por isso independentemente de seu ponto de vista.
Apesar dessa contradição dentro do próprio cenário de profissionais da segu-
rança, muitos programadores aceitam os termos hacker e cracker como definições 
corretas. Diversos fóruns sobre programação, blogs de tecnologia, sites como Wiki-
pédia e até dicionários conceituam os hackers como profissionais do bem e crackers 
como criminosos (OLHAR DIGIAL, 2013).
5.2. Vírus de computador
Para melhor entender sobre esse tema, leia a seguinte matéria retirada do site 
UOL Segurança On-line (UOL, 2014) sobre vírus de computador.
50
São programas desenvolvidos para alterar nociva e clandestinamente sof-
twares instalados em um computador. Eles têm comportamento semelhante ao do 
vírus biológico: multiplicam-se, precisam de um hospedeiro, esperam o momento 
certo para o ataque e tentam esconder-se para não serem exterminados.
Os vírus de computador podem anexar-se a quase todos os tipos de ar-
quivo e espalhar-se com arquivos copiados e enviados de usuário para usuário. 
Uma simples rotina, ou comando, pode disparar o gatilho do vírus, que pode 
mostrar apenas mensagens ou imagens (sem danificar arquivos da máquina 
infectada), ou destruir arquivos e reformatar o disco rígido. Se o vírus não contém 
uma rotina de danos, ele pode consumir capacidade de armazenamento e de 
memória ou diminuir o desempenho do PC infectado.
Até sete anos atrás, a maioria dos vírus se espalhava por meio do 
compartilhamento de arquivos em disquete, mas a popularizaçãoda internet 
trouxe novas formas de contaminação e de vírus: por e-mail, por comunicadores 
instantâneos e por páginas html infectadas.
 Segundo a International Security Association (ICSA), mais de 60 mil 
vírus já foram identificados e 400 novas pragas são criadas mensalmente, o 
que impede que os usuários estejam 100% imunes a vírus.
Disponível em: .
6. meIos de armazenamento e recuperação de dados
Hoje em dia, você pode utilizar os mais diversos recursos para armazenar os 
dados disponíveis nos sistemas de informação de forma rápida e segura e, da mesma 
forma, recuperar esses dados quando necessário.
Dentro da área de segurança de informação, é sempre recomendada e res-
saltada a importância da realização de backups (cópias de segurança). Backups têm 
uma importante função dentro da segurança da informação, pois permitem que os da-
dos fiquem protegidos e seguros em caso de catástrofes naturais, erros de sistema e 
falhas humanas. Devido a essa importância, devem ser realizados com periodicidade 
e armazenados em ambientes seguros. 
51
Para armazenar os dados em uma rotina de backup nos computadores, devem 
ser utilizados alguns dos seguintes recursos:
• HD (Hard drive – Disco rígido): a utilização de HDs para duplicar os dados 
de um computador é uma prática comum utilizada nas empresas que lidam 
com sistemas de informação. Eles podem vir em dois modos, o primeiro é 
a utilização de um HD comum que é armazenado em outro ambiente; já a 
segunda, conhecida popularmente como HD externo, é a mesma coisa que 
um HD normal só que ele vem em uma caixa especial e com uma saída USB 
que pode ser utilizada para a transmissão de dados entre os HDS. 
• Assim como os HD´s externos, existem os discos ópticos (CD´s, DVD´s, 
Blu-ray Discs) e as Memórias flash (pendriver, SD, micro SD, XD, SSD).
HD externo é a mesma coisa que um HD normal, só que ele vem em uma caixa 
especial e com uma saída USB. É só você ligar um cabo USB no HD externo (caso 
ele não venha com um cabo próprio) e ligar o outro lado no USB do seu PC e pronto! 
Você tem mais espaço para guardar seus arquivos, fotos, músicas, etc. 
Atualmente, devido ao enorme crescimento das redes, e o grande boom 
(explosão) da internet, vem aumentado a popularização de um novo formato de arma-
zenamento, a Computação em Nuvens (Cloud Computing). Ela é caracterizada pelos 
serviços de armazenamento localizados em servidores espalhados pelo mundo, cujo 
acesso está atrelado à internet. 
Por meio deste link, você pode aprender mais sobre Cloud Computing:
.
52
5.	 Quais	os	benefícios	da	Computação	nas	Nuvens?
6.	 Para	que	serve	uma	Sala	Cofre?
7.	 Quem	são	os	Hackers	e	os	Crackers?
53
8.	 O	que	são	vírus	de	computador?
9. Por qual motivo existe a necessidade de se fazer a segurança física dos ambientes 
informatizados?
Neste capítulo, você teve a oportunidade de conhecer, principalmente, sobre o 
que é segurança da informação, suas principais características e onde é comumente 
usada. Na segurança lógica, foram explorados os conceitos de hackers e crackers, os 
principais agentes da ciberguerra que é travada diariamente na rede, suas motivações 
e classificações, além de ser abordado o assunto de vírus de computadores. Por fim, 
você aprendeu sobre a segurança física e da importância de realizar backups e cópias 
de segurança, além de outras medidas preventivas.
54
Referências
NORTON, Peter. Introdução à informática. São Paulo: Makron Books, 1997.
TORRES, Gabriel. Montagem e configuração de PC’s. Rio de Janeiro: Makron 
Books, 2001.
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de Computadores e a Internet. 3. ed. 
São Paulo: Addison-Wesley, 2006.
HALBERG, Bruce A. Networking Redes de Computadores: Teoria e Prática. São 
Paulo: Bookman, 2003.
SOARES, Luiz F. G. Redes de Computadores – das LANS, MANS E WANS às 
redes ATM. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus.
PINHEIRO, José. Guia Completo de Cabeamento de Redes. Campus: 2003.
TANENBAUM, Andrew S. Sistemas Operacionais Modernos. 2. ed. Pearson Brasil, 
2003. 952 p. (ISBN 8587918575)
FLYNN, Ida M; MCHOES, Ann McIver. Introdução aos Sistemas Operacionais. Ed. 
Thomson Learning, 2002.
MACHADO, Francis B.; MAIA, Luiz Paulo. Arquitetura de Sistemas Operacionais. 
3. ed. LTC Editora, 2002. 312 p. (ISBN 8521613296)
TANENBAUM, Andrew S.; WOODHULL, Albert S.; Sistemas Operacionais – Projeto 
e Implementação. 2. ed. Ed. Bookman Companhia, 1999. 760 p. (ISBN 8573075309)
SILBERSCHATZ, Abraham; GALVIN, Peter; GAGNE, Greg. Fundamentos de Siste-
mas Operacionais. 6. ed. Ed. LTC, 2004. 600 p. (ISBN 8521614144)
STALLINGS, William. Operating Systems: Internals and Design Principles. 5. ed. 
Prentice-Hall, 2004. 832 p. (ISBN 0131479547)
ANDRADE, Gilberto Keller; CIDRAL, Alexandre. Fundamentos de Sistemas de In-
formação. Rio de Janeiro: Bookman, 2005.
SHITSUKA, Dorlivete M. Sistemas de Informação – Um enfoque computacional. Rio 
de Janeiro: Ciência Moderna, 2005.
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de Informação Gerenciais. 
5. ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall, 2005.
SORDI, José Osvaldo. Tecnologia da Informação Aplicada aos Negócios. Atlas, 2003.
55

Mais conteúdos dessa disciplina