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Pediatria – resumo final 
David Parente 
Classificação no período neonatal 
• IG: 
- Termo: ≥37 a 4000 (macrossômico); 
• Relação peso/IG: PIG (p90); 
• Capurro somático: [soma + 204]/7  formação do mamilo, glândula 
mamária, forma da orelha, textura da pele e pregas plantares; 
• Capurro neurológico: [soma + 200]/7  tira formação do mamilo e 
adiciona sinal do cachecol (xale) e posição da cabeça; 
• Apgar: vitalidade no 1º e 5º minuto de vida; 4 semanas faz-se o teste do suor (2 alterados 
confirma); 
- Hiperplasia adrenal: autossômico recessivo, deficiência de 21-hidroxilase, confirma 
com dosagem de 17-OH-progesterona; 
Icterícia neonatal 
• Hiperbilirrubinemia: BI ≥2 e BD>1; 
• Principal causa: doença hemolítica; 
• Fisiológica: após 24h, pico entre 3 e 5 dias, declina no 7º dia no termo (no 
PT é tardio), aumento só de BI, sem sinais de outra doença; 
• Fatores de risco: incompatibilidade, PT, clampeamento oportuno, 
aleitamento dificultoso, perda >7% nas primeiras 24h, cefalohematoma, 
equimose, mãe DM etc; 
• Exames do RN: BT, tipagem ABO, coombs direto, antígenos irregulares, D e D 
fraco; 
• Doenças associadas: deficiência de G6PD, hipotireoidismo congênito, sd. da 
icterícia do leite materno (ganho de peso + icterícia); 
• Icterícia colestática: acolia fecal e urina escura  sempre patológico 
(hepatites e atresia das vias biliares  cx de Kasai); 
• Indicações de foto: BT >0,2/h, zona de risco intermediário alto e risco alto; 
• Indicações de ETF: BT > 0,5 – 1/h, >20 etc; 
• Kernicterus: inicial (hipotonia, dif de sucção e letargia), intermediária 
(hipertonia, febre, convulsão) e terminal (hipertermia, coma, apneia etc); 
Nomograma de Bhutani 
Sífilis 
• Precoce (2): fronte olímpica, tíbia em sabre, ceratite insteristicial, alteração 
dentária, surdez (dente de Hutchinson e molares em amora); 
• Exames do RN: VDRL, avaliação do LRC, radiografia de ossos longos e 
hemograma; 
• Gestante adequadamente tratada: TTO documentado até 30 dias antes do 
parto, documentada queda de VDRL e sem sinais ou sintomas da doença; 
• TTO de RN com mãe adequadamente tratada: 
- Título menor que o da mãe: acompanhamento; 
- T>2 que o da mãe: penicilina cristalina (PC) por 10 dias; 
• TTO de RN com mãe sem tratamento adequado: 
- Exames alterados + LCR normal: PC IV ou PP IM por 10 dias; 
- Exames alterados + LCR alterado: PC IV por 10 dias; 
- Sem alteração de exames: penicilina benzatina IM DU; 
• Dose da penicilina: 50.000 UI/kg; 
HIV 
• RN baixo risco: mãe usou TARV na gestação + CV indetectável a partir da 28º 
semana + sem falha de adesão; 
• Baixo risco: trata por 4 semanas com zidovudina; 
• Alto risco: trata por 4 semanas com: 
- ≥ 37: zidovidina + lamivudina + raltegravir; 
- 34 a 37: zidovudina + lamivudina + nevirapina; 
- 18 
semans (PSA até fim da gestação); 
• RN de mãe infectada: 
- Assintomático com exames normal: seguimento; 
- Assintomático com exames alterados: PSA por 1 ano; 
- Sintomático: PSA por 1 ano; 
• Exames do RN: AP da placenta, IgM por captura, fundoscopia, hemograma etc; 
• Esquema PSA: pirimetamina + sulfadiazina + ácido folínico; 
• Comprometimento oftalmológico ou neurológico: prednisona por 4 semanas; 
• Geral: PSA por 4 semanas; 
CMV e hepatite B 
• CMV: 
- Clínica: RCIU, hepatoesplenomegalia, hepatite, icterícia, 
púrpura, calcificações periventriculares, perda auditiva 
progressiva, microcefalia etc; 
- IgG+: mesmo positivado na mãe pode haver infecção 
congênita; 
- Patognomônico: PCR+ na urina nas primeiras 3 semanas; 
- Indicação de TTO: RN sintomático (RN assintomático com 
exame alterado não precisa tratar); 
- TTO: ganciclovir IV por 6 semanas ou valganciclovir VO por 6 
meses; 
• Hepatite B: 
- Contraindicação de amamentação: até receber IGHAHB; 
- Momento do parto: vacina contra hepatite B + IGHAHB; 
Rubéola 
• Risco de transmissão: alto no início e no fim da 
gestação; 
• Clínica: alteração cardíaca (PCA – sopro contínuo no 2º 
EIC esquerdo – e estenose de ramo da artéria 
pulmonar), catarata, corioretinite e surdez; excreção 
do vírus por mais de um ano; 
• Manifestações tardias: DM1; 
• Avaliação: IgM até 5º mês (100% dos casos) e IgG; 
• Profilaxia: mulheres com sorologia negativa devem ser 
vacinadas até 30 dias antes de engravidar; 
• TTO: acompanhamento multidisciplinar; 
Histoplasmose 
• Agente: Histoplasma capsulatum  cavernas, galinheiros, 
viveiros de aves etc; 
• Apresentações: 
- Aguda: mono-like, não precisa tratar; 
- Crônica: semelhante à TB pulmonar, geralmente em 
paciente com pneumopatia prévia; Rx de tórax com ADM 
hilar, múltiplos micronódulos e infiltrados; 
- Disseminada: quadro pulmonar grave + adenopatia, 
hepatoesplenomegalia, febre alta e rebaixamento do NC; 
• Diagnóstico: exame direto, cultura, biópsia ou sorologia; 
• TTO: itraconazol oral 6 a 12 meses (indefinidamente em 
SIDA); em casos graves anfotericina B; 
Leishmaniose 
• Agentes: cutâneos (Leishmanias) e visceral (L. chagasi); 
• Tipos: tegumentar (cutânea ou mucosa) e visceral; 
• Transmissão: vetor flebotomídeos; 
• Fase infectante: promastigota metacíclico com incubação de 10 
dias a 2 anos; 
• Clínica: febre, mal-estar, anorexia, perda ponderal e 
hepatoesplenomegalia; 
• Alterações laboratoriais: pancitopenia, neutropenia com 
eosinopenia, hipergamaglobulinemia, VSH e PCR elevados; 
• Diagnóstico: imunológico (ELISA e intradermorreação de 
Montenegro) e parasitológico (visualização do parasita  medula 
óssea, linfonodo ou baço); 
• Terapia: antimoniais pentavalentes e anfotericina B; 
SDRRNe pneumonia congênita 
• SDRRN: 
- Causa: deficiência de surfactante (pré-termo); 
- Clínica: taquipneia que inicia nas primeiras 24h e tende a cessar até 3º dia, 
mais comum em pré-termo; 
- Radiografia: padrão em vidro moído; 
- Manejo: suporte, oxigênio (VM se SatO230 – 40%), prevenção com corticoide antenatal; 
- Risco de sequela: displasia broncopulmonar; 
• Pneumonia congênita: 
- Principal diferencial com a SDRRN; 
- Fatores de risco: colonização por SGB, aminiorrexe prolongada, ITU 
materna; 
- Clínica: não necessariamente em PT, desconforto respiratório + 
comprometimento sistêmico; 
- TTO: ampicilina + gentamicina; 
TTRN, SAM e hipertensão pulmonar 
persistente neonatal 
• TTRN: 
- Causa: retardo na reabsorção de líquido pulmonar; o manejo é suporte e 
CPAP; 
- Fator de risco: cesariana, sedação, betamimético etc; 
- Clínica: início logo após nascimento, evolução benigna e autolimitada em 
até 72h; 
- Radiografia: irradiações hilares lineares e cisurite; 
• SAM: 
- Causa: aspiração de mecônio (processo inflamatório e obstrutivo); 
- Clínica: pós-termo, história de mecônio, hiperinsuflação do tórax, tiragem, 
cianose etc; 
- Radiografia: alterna entre hipotransparência e hiperinsuflação; 
- TTO: UTI, suporte ventilatório, ATB e surfactante; 
• HPPN: 
- Causa: ocorre em 1/3 das SAM; 
- Clínica: labialidade na oxigenação, teste do coraçãozinho alterado e 
necessidade do uso de óxido nítrico; 
Radiografia dos distúrbios respiratórios 
SDRRN ou 
pneumonia congênita 
TTRN SAM 
Boletim de Silverman-Andersen 
Sepse neonatal 
• Precoce: até 48h de vida, provável origem materna; 
• Fator de risco: 34 semanas 
• Atendimento inicial: a termo? Respirando ou chorando? Tônus em flexão? 
- A termo, 2 sim: clampeamento tardio + cuidados de rotina; 
- PT tardio ou pós-termo, 2 sim: clampeamemto tardio + mesa de reanimação; 
- 2 não: clampeamento imediato; 
• Mesa de reanimação (APAS): aquecer, posicionar, aspirar (boca>nariz) e secar; 
• Avaliação: FC e FR; 
- FR espontânea e FC>100: cuidados de rotina; 
- FR ineficaz e/ou FC10min (85 – 95); 
• VPP: 40 – 60 RPM, inicia com ar ambiente e aumenta 20% a cada reavaliação; 
• IOT: ventilação ineficaz, massagem cardíaca ou adrenalina e hérnia diafragmática; 
• Massagem cardíaca: indicado em FC 60s > avalia técnica > 60s > adrenalina; 
• Adrenalina: indicada em RCP boa técnica em FC 1 ciclo de VPP > aspiração de mecônio na hipofaringe e na 
traqueia sob visualização direta; 
Reanimação 10ml/kg/dia, criança maior >200g/dia e disenteria 
(sangue); 
• Topografia: alta (volumosa) e baixa (escassa); 
• Duração: aguda (14 semanas) e crônica (>30 
dias); 
• Mecanismo: osmótico (gap fecal alto, volume menor, explosiva, jejum 
melhora), secretora (gab fecal baixo, grande volume) e invasora/ 
inflamatória (disenteria, muco e leucócitos); 
• Virais: rotavírus (principal causa de diarreia grave em lactente), norovírus 
(contaminação alimentar), astrovírus (ambientes fechados) e adenovírus; 
• Bacterianas: geralmente disenteria com comprometimento sistêmico; 
enterotóxica EC (1º diarreia dos viajantes), enteropatogênica EC 
(amamentação protege), enteroagressiva EC (2º diarreia dos viajantes), 
enterohemorrágica EC (carne mal cozida e SHU), salmonella (ovo, frango, 
leite, risco de bacteremia), shigella (sintomas do SNC e SIADH), 
campylobacter (síndrome de Guillain-Barré) , yersenia (adenite mesentérica, 
apendicite like) e vibrio cholerae (peixe e frutos do mar, fezes em água de 
arroz); 
• Protozoários: giardia (1 – 5 anos), entamoeba (>idade) e cryptosporidium; 
Etapas A (sem desidratação) B (com desidratação) C (com desidratação 
grave) 
Observe Estado 
geral 
Ativo e alerta Irritado e intranquilo Comatoso e 
hipotônico* 
Olhos Sem alteração Fundos Fundos 
Sede Sem sede Sedento Não é capaz de 
beber* 
Lágrimas Presentes Ausentes Ausentes 
Boca Úmida Seca Muito seca 
Explore Sinal da 
prega 
abdominal 
Desaparece 
imediatamente 
Desaparece em 2s 
Pulso Cheio Cheio Fraco ou ausente* 
Perda de 
peso 
Sem perda 10% 
Decida Sem sinal de 
desidratação 
≥ 2  desidratação ≥ 2 (com pelo menos 
1 *)  grave 
Trate Plano A Plano B Plano C 
Desidratação 
• Plano A: domiciliar; 
- Conduta: aumento da ingesta de água e outros líquidos, 
manutenção da alimentação, retorno do paciente em até 48h e 
orientação; 
- Zinco: durante 14 dias uma vez ao dia; 6 
meses (20mg/dia); 
• Plano B: unidade de saúde até reidratação; 
- Conduta: ingestão de SRO até desaparecimento dos sinais de 
desidratação, reavaliação e orientação; 
- Ondasetrona: se vômito; 
- Internação: se não melhorar em 6h; 
- Alimentação: somente aleitamento se tolerado; 
- Gastróclise: pouca tolerância a hidratação oral; 
• Plano C: hospitalar; 
- Conduta: reidratação IV (fase rápida + fase de manutenção), 
reavaliação e administração de SRO quando possível; 
TREV 
• SF ou RG no plano C: 
- 1 ano: 30ml/kg em 30min + 70ml/kg em 2,5h; 
- RN e 10 anos e/ou >30kg: ciprofloxacino (500mg 12/12h por 3 dias); 
• Antiparasitário: amebíase (metro 50mg/kg/dia 3x/10 dias), shigella 
e giardíase (metro 15mg/kg/dia 3x/5dias); 
• Zinco: menores de 5 anos; 
Pneumonia comunitária não complicada 
• Agentes: 3 dias (S. aureus), 1 mês a 5 anos 
(vírus) e >4 anos (S. pneumoniae); 
• Radiologia: frequentemente dissociação; sinal da vela é fisiológico; 
• Germes típicos: hiperaguda, iniciado com IVAS, taquipneia sem estridor; 
• S. aureus: furúnculo, necrose hemorrágica; 
• Pneumonia afebril do lactente: Chlamydia trachomatis, conjuntivite, 
taquipneia, eosinofilia; trata com azitromicina; 
• Germes atípicos: mycoplasma (crioaglutininas), >5 anos, outras crianças 
doentes, quadro geralmente mais leve, otalgia, miocardite, eritema nodoso 
etc; 
• Não complicada: criança não hospitalizada no último mês; 
- Agentes: VSR (típica (ampicilina) e atípica (azitromicina); 
Pneumonia comunitária complicada 
• Conceito: evolução grave apesar do uso de ATB; 
• Derrame parapneumônico: exsudativo > fibrinopurulento (empiema 
pleural) > organização (paquipleuris); 
- Avaliação do líquido pleural: pH30, neutrofilia, glicose 
1000; 
• Pneumonia necrozante: pneumococo > S. aureus > S. pyogenes; evolui 
com pneumatocele; 
• Abscesso pulmonar: tosse que evolui com vômica; 
• ATB: 
- S. aureus sensível à meticilina: oxacilina; 
- Abscesso pulmonar: cefotaxima + clindamicina (ou metronidazol); 
- Aspirativa: amoxicilina + clavulanato; 
- Derrame pleural ou empiema: penicilina cristalina; 
• Manejo cirúrgico: drenagem (volume>1cm na USG); 
• Avaliação do volume do derrame: USG de tórax; 
Derrame pleural Pneumatocele 
Abscesso pulmonar 
Meningite bacteriana aguda 
• Agentes: neonatal (SGB, E. coli e listeria), 1 mês a 12 anos (Neisseria) e após 20 
anos (S. pneumoniae); 
• Fatores de risco: otite média, mastoidite, pneumonia, sinusite, esplenectomia, TCE; 
• Pós-punção ou neurocx: S. aureus; 
• Clássico: febre + cefaleia + rigidez nucal; 
• Meningococcemia: exantema, petéquias, púrpuras e equimoses; 
• Irritação meníngea: sinal de Kernig e sinal de Brudzinski; 
• Neonato: incomum sinal meníngeo, grito meníngeo e abaulamento de fontanelas; 
• Suspeição: coleta de hemocultura + ATB empírico + punção; 
• Exame de imagem pré-punção: imunocomprometidos, TCE recente, papiledema, 
alteração do NC e déficit neurológico focal; 
• Contraindicação de punção: HIC grave, IReA, discrasia e piodermite; 
• TTO empírico: IV de 7 a 21 dias  penicilina cristalina 4/4h por 7 dias; 
• Outros cuidados: isolamento de gotículas por 24h, dexametasona (reduz sequelas), 
suporte; febre >5 dias  empiema ou abscesso; 
• Prevenção: meningocócica (rifampicina 2 dias e grávidas com ceftriaxona) e Hib 
(rifampicina por 4 dias); 
Meningite viral 
• Epidemio: mais comum e normalmente menos grave; 
• Clínica: semelhante à bacteriana, dor retro-orbitária, 
rash maculopapular, mialgia, dor abdominal, fotofobia 
etc; 
• Agentes: enterovírus (75% - oro-fecal), HSV2 
(primoinfecção), VZV, EBV, HIV; 
• TTO: suporte; aciclovir EV em HSV2 e VZV; 
• Encefalite herpética: meningite + alteração do SNC, 
HSV1, sinal hiperintenso orbitofrontal e 
temporofrontal; trata com aciclovir EV por 14/21 dias; 
TB meningocócica 
• BCG: evita, mas não impede; 
• Clínica: pródromo (inespecífico), meníngea (sinais 
meníngeos, alterações em pares cranianos por 
compressão e hidrocefalia comunicante); 
• Dx: rx de tórax (compatível com TB), TC de crânio 
típica, BAAR no LCR (raro positivar) e cultura de 
LCR (60%); 
• TTO: 2RHZ + 10RH + prednisona por 4 senamas; 
Análise de LCR 
Normal Bacteriana Viral TB 
Pressão de 
abertura 
500 Aumentada, mas 66% 34% - inicialmente pode 
haver predomínio 
66% >66% 
Proteínas 40 >40 20 – 80 >100 
Glicose >40 aórtico, agudo com insuficiência e crônico com 
estenose), coreia de Sydenham (pode iniciar meses depois, comum unilateral e 
hipotonia, autolimitado), eritema marginatum (serpiginosas com centro pálido) e 
nódulos subcutâneos (superfícies extensoras); 
• Critérios de Jones modificados: [2M ou 1M + 2m] + comprovação laboratorial de 
infecção estreptocócica; ou coreia mesmo que isoladamente; 3m em recorrência; 
• TTO (prevenção): penicilina G benzatina 600k IM, DU ou 1.200k IM, DU (>27kg); 
• TTO sintomático: AAS (poliartrite), cardite (prednisona), haloperidol (coreia); 
• Prevenção secundária: penicilina G benzatina a cada 3 a 4 semanas; 
- FR sem cardite: 5 anos ou até 21 anos (mais longo); 
- FR com cardite sem resíduo ou mínimo: 10 anos ou até 25 anos (mais longo); 
- FR com cardite + resíduo: até 40 anos ou vida toda; 
- FR com cx de troca valvar: vida toda; 
Critérios de Jones modificados 
Evidência de infecção 
estreptocócica: 
- Cultura de SBHGA 
(padrão-ouro); 
- Altos títulos de ASO, 
ASLO, antiestreptoquinase; 
 
Endocardite infecciosa 
• Principal predisponente: prolapso da valva mitral; 
• Fatores de risco: prótese, EI prévia, cardiopatias congênitas cianóticas etc; 
• Tetralogia de Fallot: CIV, cavalgamento da aorta em direção à crista do 
septo interventricular, estenose de aorta e HVD; 
• Agentes: agudo em valva nativa (S. aureus), subagudo em nativa (S. 
viridans), drogas IV (tricúspide pelo aureus); 
• Clínica: febre, fenômenos embólicos (petéquias, lesões de Janeway, 
splinter subungueal), fenômenos imunológicos (artralgia, GN, mancha de 
Ruth e nódulo de Osler) etc; 
• Exames: hemograma, urina EAS, Rx de tx, ECG, VSH, ECO; 
• Diagnóstico: histopatológico da valva ou critérios de Duke (2M ou 1M + 
3m ou 5m);  3 pares de hemocultura em sítios diferentes em até 24h; 
• TTO: baseado na hemocultura; subaguda nativa (vancomicina + ceftriaxone) 
e aguda (vancomicina + gentamicina + cefepime); NÃO USO 
ANTICOAGULANTE; 
• Profilaxia: certos procedimentos na cavidade oral, trato respiratório, ME, 
pele e em infecções de pele  amoxicilina 2g VO 30 a 60min antes do 
procedimento; 
Critérios maiores de Duke 2023 
Critérios menores de Duke 2023 
Asma brônquica 
• Clínica sugestiva: tosse persistente, sibilo recorrente, dispneia, limitação de 
atividade, história de atopia de 1º grau, resposta com uso de CI, fim da 
noite e início da manhã; 
• Menores de 6 anos: probabilidade (sensibilização alérgica, sintomas entre 
IVAS, >3 episódios por ano etc); 
- Manejo: CI BD de demanda > CI BD fixo > CI BD em dose dobrada > 
encaminhamento; 
• Entre 6 e 11 anos: VEF1/CVF 12%); 
- Manejo: CI BD + formoterol de demanda > fixo > CI BD + formoterol de 
demanda e fixo > CI MD + formoterol + demanda > encaminhamento; 
• Adolescentes: VEF1/CVF 200 e >12% 
do previsto); 
• Controle (4 semanas): demanda >2x/semana, limitação em atividade, 
sintomas >2x/semana e acordou a noite; 
• Imunizações: influenza, pneumocócica-23 e COVID-19; 
• Dispositivo: inalador pressurizado com espaçador e máscara facial parainvestigação de agente de hiperssensibilidade do tipo I; (>3mm do controle 
negativo); 
TB na infância 
• Geral: paucibacilar  hiporexia + emagrecimento + tosse crônica; criança com 
pneumonia que não melhora com TTO; 
• Dx pelo escore: PEDIR SEMPRE BACILOSCOPIA, Rx de tórax (LNM hilar ou 
paratraqueal), BCG (não compromete PT); ≥40 pontos  trata; 30 – 35  
indicado tratar; 10kg); 
• Quimioprofilaxia em RN exposto: 
- CD: não vacina + isoniazida por 3 meses + PT após 3 meses (dependendo do valor 
faz como na ILTB); 
- RN vacinado: isoniazida por 6 meses + revacinar? (não precisa de PT); 
Escore TB na infância 
Hipoglicemia 
• Adolescente: tríade de Whipple (sintomas + melhora + 72h (3 dias); 
• Amostra crítica: gasometria, lactato, insulina etc; 
• Hipoglicemia sintomática (1k), 
clean catch e saco coletor (negativo  descarta); 
- Com controle: jato médio (50k – 100k); 
• TTO: reavaliar em 48h; 
- ITU febril: cefuroxime (IV ou VO); 
- ITU afebril: nitrofurantoína, cefalexina, SUF-TRI; 
- Hospitalar: 333 (normal em piodermite ou ATB), anti-
DNAse; 
- Queda de complemento: C3 e CH50 somente; 
- TTO: suporte e ATB (erradicar origem); 
• GNRP: GNDA que evolui para rins terminais com crescentes (ataque 
imune à MB); 
• Doença de Goodpasture (anti-MB): não consome complemento, 
pneumonite hemorrágica  plasmaférese + imunossupressor; 
Síndrome nefrótica 
• Definição: proteinúria >50mg/kg/dia em criança ou >3 – 3,5 em 
adolescente; ou P/Cr>2,5 ou >2g/m^2; 
• Clínica: proteinúria + hipoalbuminemia + edema + hiperlipidemia + 
lipidúria (cilíndros graxos); “edema + complicações”; 
• Dx confirmatório: biópsia renal; 
• Doença por lesão mínima: 
- Clínica: 1 a 8 anos, perda da barreira elétrica (proteinúria seletiva  
albumina), fusão dos pododátilos, ciclos de remissão e atividade; 
- Complicação: ascite > peritonite espontânea; 
- Associações: linfoma de Hodgkin e AINE (evitar); 
- TTO: corticoide; 
• Sd nefrótica congênita: inicia de 4 a 12 meses, causa genética; 
• GN mesangiocapilar: nefrótica + nefrítica; risco de trombose da veia 
renal;

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