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Monize Jandotti – PEDIATRIA 
 Página | 1 
 
SUMÁRIO 
NEONATOLOGIA ............................................................................................................................................................................3 
Classificação do recém-nascido ..................................................................................................................................................3 
Exame fisico neonatal .................................................................................................................................................................3 
BOLETIM DE APGAR .......................................................................................................................................................................5 
REANIMAÇÃO NEONATAL .............................................................................................................................................................6 
HIPOGLICEMIA NEONATAL ............................................................................................................................................................8 
ICTERÍCIA NEONATAL .....................................................................................................................................................................9 
Icterícia fisiológica ......................................................................................................................................................................9 
Icterícia patológica .....................................................................................................................................................................9 
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS DO RECÉM-NASCIDO .........................................................................................................................13 
Síndrome do desconforto respiratório (doença da membrana hialina) .....................................................................................13 
Pneumonia / sepse neonatal ....................................................................................................................................................13 
Taquipneia transitoria do Recém-nascido .................................................................................................................................14 
INFECÇÕES CONGÊNITAS .............................................................................................................................................................15 
Sifilis congênita.........................................................................................................................................................................15 
Rúbeola congênita ....................................................................................................................................................................16 
Toxoplasmose congênita ..........................................................................................................................................................16 
Citomegalovírus congênito ..................................................................................................................................................17 
Varicela congênita (catapora) ...................................................................................................................................................17 
Herpes simples virus .................................................................................................................................................................18 
EXPOSIÇÃO PERINATAL AO HIV ...................................................................................................................................................18 
TRIAGEM NEONATAL ...................................................................................................................................................................19 
Teste do pezinho ......................................................................................................................................................................19 
Teste do coraçãozinho ..............................................................................................................................................................19 
Teste da orelhinha ....................................................................................................................................................................19 
Teste do olhinho .......................................................................................................................................................................19 
Teste da linguinha ....................................................................................................................................................................19 
DOENÇAS DO TRATO GASTROINTESTINAL ...................................................................................................................................20 
Enterocolite necrosante ...........................................................................................................................................................20 
Defeitos congênitos ..................................................................................................................................................................20 
DOENÇAS NEUROLOGICAS ...........................................................................................................................................................21 
Asfixia perinatal ........................................................................................................................................................................21 
ALEITAMENTO MATERNO ............................................................................................................................................................22 
CRESCIMENTO .............................................................................................................................................................................24 
Crescimento anormal ...............................................................................................................................................................28 
SÍNDROMES GENÉTICAS ..............................................................................................................................................................30 
ERROS INATOS DO METABOLISMO..............................................................................................................................................34 
INFECÇÕES RESPIRATORIAS AGUDAS ..........................................................................................................................................35 
Resfriado comum / nasofaringite viral ......................................................................................................................................35 
Otite media aguda ....................................................................................................................................................................36 
Sinusite bacteriana aguda .........................................................................................................................................................36 
Faringoamigdalites virais e bacterianas ....................................................................................................................................37 
Epiglotite ..................................................................................................................................................................................38 
Crupe viral ................................................................................................................................................................................38de Cushing 
• Esqueléticas 
• Desvio da normalidade: baixa estatura familiar, baixa estatura idiopática, pequeno para idade gestacional 
 
DESVIOS DA NORMALIDADE 
• BAIXA ESTATURA FAMILIAR: o padrão de estatura familiar encontra-se abaixo da média da população geral, a idade 
óssea é compatível com a idade cronológica, a velocidade de crescimento é normal. Nesses casos, o prognóstico de 
estatura final segue o padrão familiar. 
• ATRASO CONSTITUCIONAL DO CRESCIMENTO E DA PUBERDADE (ACCP): nessa condição, o padrão de estatura familiar 
é normal, a idade óssea é atrasada e a velocidade de crescimento é normal. Essas crianças iniciam a puberdade mais 
tardiamente que outras crianças e têm sua idade óssea atrasada. Além disso, encontra-se história familiar de atraso 
puberal. Nesse caso, o prognóstico final é de estatura adequada. 
 
BAIXA ESTATURA PATOLÓGICA 
• Causas genéticas e cromossômicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Causas endocrinológicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÍNDROME DE TURNER 
Essa é uma síndrome cromossômica que afeta apenas meninas, sendo uma das principais causas de baixa 
estatura e falência ovariana em meninas. 
O diagnóstico baseia-se em dados clínicos, sendo confirmado pelo cariótipo. 
Tratamento: hormônio do crescimento (GH) e terapia com estradiol. 
SÍNDROME DE DOWN ou trissomia do cromossomo 21 
Características: baixa estatura, nariz pequeno com base achatada, prega epicântica, boca pequena, abdômen 
saliente, mãos e pés pequenos e curtos, prega palmar única, genitália pouco desenvolvida. 
 
SÍNDROME DE NOONAN 
É uma desordem autossômica dominante associada à baixa estatura e cardiopatia congênita (estenose 
pulmonar). 
 
SÍNDROME DE SECKEL 
É uma condição autossômica recessiva e caracteriza-se por retardo de crescimento, microcefalia, déficit 
cognitivo, olhos grandes, nariz em bico, face estreita e retrognatismo semelhante a uma cabeça de “pássaro” 
SÍNDROME PRADER-WILLI 
É considerada a causa sindrômica mais comum de obesidade. Esses bebês nascem pequenos, hipotônicos e com 
dificuldade de alimentação, apresentam atraso intelectual severo e, durante a infância, apresentam hiperfagia, 
obesidade, hipogonadismo e mãos e pés pequenos. 
HIPOTIREOIDISMO 
Consiste na principal causa de baixa estatura de causa endocrinológica, sendo a baixa estatura uma de suas 
principais manifestações clínicas na criança. 
DEFICIÊNCIA DE HORMÔNIO DE CRESCIMENTO (GH) 
Queda na velocidade de crescimento, sobretudo após os 2 anos de idade, aumento de peso, uma vez que o GH 
é lipolítico, e atraso na idade óssea. 
Diagnóstico: testes de estimulação de GH + RM. 
Tratamento: repor GH 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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Abordagem 
1. Anamnese: desenvolvimento neuropsicomotor, avaliar dieta, doenças, dados familiares, medicamentos... 
2. Exame físico: medidas antropométricas, estagio puberal 
3. Calculo da velocidade de crescimento 
4. Calculo do alvo genético 
5. Idade óssea 
6. Exames laboratoriais: hemograma, análise de sedimento urinário, urocultura e idade óssea, cálcio, fósforo, função 
renal, cariótipo, função tireoidiana... 
7. Avaliação endocrinológica 
ALTA ESTATURA - estatura acima de 2 desvios-padrão ou escore Z +2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÍNDROME DE MARFAN 
É uma condição autossômica dominante, determinada por mutações no cromossomo 15, em que ocorre a 
decodificação da proteína fibrilina. 
Manifestações musculoesqueléticas: dedos, braços e pernas longas, anomalias cardíacas, hipermobilidade 
articular, deformidades torácicas. 
 
SÍNDROME DE KLINEFELTER 
Síndrome cromossômica que afeta o sexo masculino. 
Os pacientes têm mais do que um cromossomo X (47XXY), podendo ocorrer casos com 3 ou 4 cromossomos X. 
Esses pacientes apresentam alta estatura e envergadura maior que a estatura, ginecomastia, testículos e pênis 
pequenos, atraso puberal e infertilidade. Além disso, alterações neurológicas são evidenciadas, como atraso 
intelectual e motor. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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SÍNDROMES GENÉTICAS 
SÍNDROME DE DOWN 
• É a anormalidade cromossômica mais frequentemente encontrada em nascidos vivos; 
• Em cerca de 95% dos casos, ocorre trissomia do cromossomo 21; 
• A translocação robertsoniana é responsável por 3% a 4% dos casos. 
QUADRO CLINICO 
• Face plana 
• Orelhas dobradas e de baixa implantação 
• Dobras epicânticas 
• Pescoço curto 
• Excesso de pele na nuca 
• Anomalias dentarias 
• Braquicefalia (cabeça achatada) 
• Mãos curtas e largas 
• Prega palmar transversal única 
 
ESSES PACIENTES PODEM APRESENTAR 
• Cardiopatias congênitas: defeito de septo 
atrioventricular total (principal), comunicação 
interventricular, comunicação interatrial. 
• Sistema gastrointestinal: estenose ou atresia 
duodenal 
• Problemas auditivos e oculares 
• Problemas endocrinológicos: hipotireoidismo primário 
(mais comum), diabetes mellitus. 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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DIAGNÓSTICO 
Pré-natal: 
• O cariótipo é considerado o teste padrão-ouro para o diagnóstico 
• Perfil biofísico (USG entre 11-14 semanas de idade gestacional) 
✓ Translucência nucal ≥ 2,5mm 
✓ Ducto venoso: onda A ausente ou negativa 
✓ Osso nasal: ausente ou pequeno 
• Perfil bioquímico 
✓ ↓APAE (AFP, PAPP-A, estriol) 
✓ ↑βhcg, inibina A 
ABORDAGEM 
• Avaliação de peso e estatura; 
• Triagem auditiva neonatal e reavaliação periódica após; 
• Ecocardiograma; 
• Avaliação oftalmológica periódica; 
• Exames: função tiroidiana, hemograma e testes sorológicos para doença celíaca; 
• Radiografia lateral de coluna cervical e ressonância magnética de coluna cervical (em casos selecionados). 
RISCO DE RECORRÊNCIA EM GESTAÇÕES FUTURAS 
• Trissomia do 21: 1 A 2 % 
• Translocação robertsoniana balanceada herdada da mãe, o risco empírico é de 10 a 15% 
• Translocação herdada do pai, o risco é de 2%. 
SÍNDROME DE TURNER 
• Ocorre apenas no sexo feminino devido à perda de 1 
cromossomo X ou parte dele. 
• O cariótipo mais comum é o 45X 
• As principais características encontradas são a baixa 
estatura e o atraso puberal. 
QUADRO CLINICO 
• Pescoço alado 
• Baixa implantação de orelhas e de cabelo 
• Baixa estatura 
• Quarto metacarpo curto 
• Linfedema de mãos e pés ao nascimento; 
• Displasia ungueal; 
• Hipertelorismo mamário (aumento da distância entre as mamas) 
• Apresentam insuficiência ovariana, devido à disgenesia ovariana, 
que leva ao atraso puberal ou hipogonadismo (hipogonadismo 
hipergonadotrófico.) 
• Deformidade de Madelung no antebraço 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
• Cariótipo 
ABORDAGEM 
• Ecocardiograma ao nascimento; 
• Acompanhamento do ganho de peso e estatura; 
• Avaliação da audição; 
• Ultrassonografia de sistema urinário; 
• Controle periódico para detecção de síndrome metabólica e DGHNA. 
A partir do momento que se detecta uma desaceleração da velocidade de crescimento, o tratamento com reposição de 
hormônio de crescimento é indicado. 
Além disso, devido à baixa produção de esteroides sexuais, essas meninas necessitam de reposição de estradiol e progesterona 
a partir dos 11 a 12 anos de idade 
ESSES PACIENTES PODEM APRESENTAR 
• Doenças cardiovasculares: anormalidade da válvula 
aórtica, defeitos no septo atrial e ventricular. 
• Renais: hidronefrose, hipoplasia. 
• Auditivas: déficit auditivo por infecções de repetição. 
 
Iniciar a busca por malformações e 
comorbidades associadas 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
 Página | 32 
 
SÍNDROME ALCOÓLICA FETAL - SAF 
Ela consiste na exposição do feto ao álcool no período pré-natal e caracteriza-se por uma série de manifestações físicas, 
comportamentais e de desenvolvimento que afetam essas crianças. 
O álcool é um agente teratogênico e, quanto maior o grau de exposição, mais intensas serão as manifestações na criança. 
QUADRO CLINICO 
Dismorfismos faciais 
• Fendas palpebrais curtas• Face pequena e achatada 
• Ptose palpebral 
• Estrabismo 
• Lábio superior fino 
• Microcefalia 
• Distiquíase (crescimento anormal dos cílios) 
Atraso no desenvolvimento neuromotor 
• Déficit cognitivo 
Deficiência no crescimento / restrição de crescimento intrauterino. 
DIAGNÓSTICO 
• Pelo menos dois dismorfismos faciais; 
• Retardo de crescimento; 
• Envolvimento do sistema nervoso central. 
ABORDAGEM 
• Multidisciplinar: acompanhamento cardiológico, nefrológico, neurológico, etc. 
 
SÍNDROME DE KLINEFELTER 
• Ocorre apenas em homens e é resultado de cromossomos X extranumerários. 
• A SK é uma das principais causas de hipogonadismo primário, isto é, falta de produção de esteroides sexuais pelos 
testículos, que leva ao atraso puberal e infertilidade. 
QUADRO CLINICO 
• Alta estatura 
• Ginecomastia 
• Escassez de pelos 
• Testículos pequenos 
ALTERAÇÕES LABORATORIAIS 
• Testosterona livre e total baixas; 
• LH e FSH elevados. 
DIAGNÓSTICO 
• Cariótipo: detecta mais do que 1 cromossomo X em pacientes do sexo masculino. 
ABORDAGEM 
• Reposição de testosterona na puberdade 
• Ginecomastia: se exuberante e causa problemas psicológicos, a cirurgia pode estar indicada. 
• Acompanhamento neurológico e psicológico. 
 
SÍNDROME DE EDWARDS 
• Trissomia do cromossomo 18 
• Predomina no sexo feminino na proporção 
de 3:1 
QUADRO CLINICO 
• Crânio alongado 
• Deformidade auricular 
• Excesso de pele na nuca 
• Fendas palpebrais curtas 
• Micrognatia (mandíbula menor que o 
normal) 
• Sobreposição dos dedos 
• Pés deformados 
 
 
 
Hipogonadismo hipergonadotrófico 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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SÍNDROME DE PATAU 
• Trissomia do cromossomo 13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRÍADE DA SÍNDROME 
DE PATAU 
 Micro ou anoftalmia; 
 Fenda labiopalatina; 
 Polidactilia pós-axial. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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ERROS INATOS DO METABOLISMO 
GALACTOSEMIA 
• Doença de herança autossômica recessiva 
• Resulta da deficiência da enzima galactose-1-fosfatouridiltransferase, também conhecida como GALT. 
• A pesquisa desse erro inato do metabolismo não faz parte da triagem neonatal do sus, contudo, pode ser realizada em 
serviços de saúde privados. 
FISIOPATOLOGIA 
• A galactose é um dissacarídeo do leite humano e de vaca, e após o início do aleitamento, o organismo não produz 
enzimas metabólicas responsáveis por apoiar a digestão da galactose, sendo assim, ocorre a elevação dessa 
substância, trazendo vários sintomas e complicações. 
QUADRO CLINICO 
Ao nascimento 
• Icterícia 
• Vomitos 
• Hepatomegalia 
• Baixo ganho ponderal 
• Diarreia 
• Sepse (maior predisposição a sepse pela E. coli) 
Manifestações tardias 
• Atraso de desenvolvimento neuropsicomotor, convulsões; 
• Catarata; 
• Restrição de crescimento; 
• Falência ovariana precoce. 
DIAGNÓSTICO 
• Avaliação da atividade da GALT. 
TRATAMENTO 
• Suspensão do aleitamento materno e da fórmula infantil à base de leite de vaca e introdução da FÓRMULA DE SOJA. 
 
FENILCETONÚRIA 
• Doença que é diagnosticada pelo teste de triagem neonatal 
• Doença autossômica recessiva decorrente de mutações no cromossomo 12, ocasionada pela deficiência de fenilalanina 
hidroxilase, que catalisa a conversão da fenilalanina em tirosina. Essa condição leva ao acúmulo de fenilalanina no 
sangue 
QUADRO CLINICO 
• Deficiência intelectual severa 
• Convulsões 
• Distúrbio do comportamento 
• Microcefalia 
• Alterações dermatológicas 
DIAGNÓSTICO 
• Dosagem sérica da fenilalanina e depois pelo teste molecular. (aumento da fenilalaninemia e diminuição da 
tirosinemia). 
TRATAMENTO 
• Restrição dietética da fenilalanina por meio do uso de fórmulas especiais. 
• O aleitamento materno não é contraindicado, desde que seja possível um controle metabólico rigoroso com avaliação 
da fenilalaninemia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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INFECÇÕES RESPIRATORIAS AGUDAS 
Vias aéreas superiores 
• Rinofaringites virais 
• Otite media aguda 
• Sinusite 
• Faringoamigdalite virais e bacterianas 
• Obstrução inflamatória aguda das vias aéreas superiores 
Vias aéreas inferiores 
• Pneumonias 
• Bronquite 
• Bronquiolite 
• Coqueluche 
Quadros alérgicos 
• Rinite alérgica 
 
RESFRIADO COMUM / NASOFARINGITE VIRAL 
É a desordem infecciosa mais comum da infância, de natureza benigna e autolimitada. 
A definição anatômica de resfriado comum é de uma nasofaringite (ou rinofaringite) de etiologia viral que leva à inflamação da 
mucosa do nariz, faringe e seios paranasais. 
O resfriado comum predispõe a criança a complicações bacterianas, como a otite média aguda e a sinusite bacteriana. 
 
 
 
 
 
 
PRINCIPAIS VÍRUS ASSOCIADOS AO RESFRIADO COMUM 
• Rinovírus: mais comum 
• Coronavírus 
• Vírus sincicial respiratório 
• Influenza 
• Adenovírus 
• Metapneumovírus 
• Parainfluenza tipos 1 a 4 
• Enterovírus 
TRANSMISSÃO 
• Gotículas (secreções contaminadas), geralmente as crianças adquirem a infecção em creches e escolas. 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO 
• 1-3 dias 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS 
• Obstrução nasal 
• Rinorreia (coriza): abundante, sendo clara nos primeiros dias, e se torna purulenta nos últimos dias. 
• Roncos (muda de localização) 
• Espirros 
• Garganta arranhando 
• Tosse noturna: devido gotejamento pós-nasal. 
• Febre 
COMPLICAÇÃO 
• Otite media aguda: principal complicação bacteriana do resfriado comum 
DIAGNÓSTICO 
• Clínico 
TRATAMENTO 
• Antitérmicos: 
✓ Paracetamol 200mg/ml na dose de 1 gota/kg/dose 6/6h 
✓ Dipirona 500mg/ml na dose de 1 gota/2kg/dose 6/6h 
✓ Ibuprofeno 50mg/ml 2 gotas/kg/dose 8/8h. 
• Lavagem nasal: soluções salinas isotônicas nas narinas 
• Hidratação 
• Retorno dentro de 48 horas para reavaliação. 
As vias aéreas superiores compreendem: 
• Fossas nasais; 
• Faringe (nasofaringe, orofaringe e 
hipofaringe); 
• Seios paranasais; 
• Laringe; 
• Traqueia. 
As vias aéreas inferiores se referem a: 
• Brônquios e bronquíolos; 
• Parênquima pulmonar. 
DIFERENÇA ENTRE RESFRIADO E GRIPE 
A gripe é uma doença sistêmica epidêmica causada pelo vírus influenza, caracterizada clinicamente por febre alta, mialgias 
e prostração. No resfriado, os sinais e sintomas são mais restritos às vias aéreas superiores. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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OTITE MEDIA AGUDA 
A otite média aguda é uma infecção bacteriana ou viral do ouvido médio 
• A maior prevalência da OMA ocorre durante os dois primeiros anos de vida. 
FATORES DE RISCO 
• Idade: crianças menores de dois anos apresentam maior risco devido a imaturidade imunológica e a própria anatomia 
da tuba auditiva, que é mais curta e horizontal nessa faixa etária, prejudicando seus mecanismos antirrefluxo e de 
drenagem da orelha media. 
• Sexo: masculino 
• Perfil socioeconômico: pobreza 
• Aleitamento artificial 
• Exposição a outras crianças 
• Anomalias congênitas 
ETIOLOGIA 
• Agentes etiológicos mais frequentes: Streptococcus Pneumoniae, Haemophilus Influenzae e Morexella Catarrhalis 
• Em lactentes jovens e neonatos, outras bactérias podem causar OMA: Streptococcus do grupo A, Staphylococcus 
Aureus e Gram-negativos. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
• Otalgia 
• Irritabilidade / levar a mão no ouvido / Choro intenso 
• Otorreia (secreção purulenta no conduto auditivo externo) 
DIAGNÓSTICO 
• Otoscopia: 
✓ Normal: membrana timpânica transparente, brilhante, côncava e móvel. 
✓ OMA: membrana timpânica opaca, hiperemiada e abaulada. 
TRATAMENTO 
• Analgesia: dipirona, paracetamol, ibuprofeno. 
• Avaliar antibioticoterapia: 
1º escolha: amoxicilina 50mg/kg/dia 5 a 10 dias. 
Uso recente de amoxicilina, falha terapêutica, otite + conjuntivite: 1º escolha: Amoxicilina+clavulanato 
Uso obrigatório de antibiótico: 
•em 10 dias 
• Quadro grave: febre alta >39 graus, e coriza purulenta por > 3 dias consecutivos. 
• Quadro que piora: bifásico. 
DIAGNÓSTICO 
Radiografia de seios da face: espessamento mucoso > 4mm, opacificação do seio. (Não é necessário, com a clínica 
diagnosticamos) 
TRATAMENTO 
• 1º escolha: amoxicilina 45-50mg/kg/dia manter por mais 7 dias após a melhora clínica. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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FARINGOAMIGDALITES VIRAIS E BACTERIANAS 
A faringite aguda com envolvimento das amígdalas palatinas é uma doença inflamatória da orofaringe, caracterizada por 
eritema e pela presença ou não de exsudato amigdaliano, ulcerações e vesículas. 
ETIOLOGIA 
Em relação à etiologia, podemos afirmar que os agentes virais (75%) e, menos comumente, os bacterianos. 
Virais 
• Adenovírus 
• Coronavírus 
• Enterovírus 
• Rinovírus 
• Vírus sincicial respiratório 
Bactérias 
• Estreptococo-beta-hemolítico do grupo A de Lancefield (Streptococcus pyogenes) 
AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR DAS FARINGITES 
• Cultura em ágar de orofaringe (elevada especificidade e sensibilidade na identificação do S. Pyogenes) 
• Testes de detecção rápida de antígenos estreptocócicos, com Swab 
• As sorologias virais não costumam ser solicitadas, a não ser em casos suspeitos de mononucleose infecciosa. 
 
FARINGITE ESTREPTOCÓCICA 
• Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (S. Pyogenes) 
• Ocorre principalmente na faixa etária compreendida entre 5-15 anos. 
QUADRO CLINICO 
• Se inicia com queixas pouco específicas, como cefaleia, dor abdominal e mal-estar, e a criança pode apresentar 
náuseas, vômitos e febre de até 40°C. 
• O exsudato recobrindo as amígdalas pode ser evidente. O edema de úvula pode também ocorrer. A linfadenopatia 
cervical anterior ou submandibular (única) é precoce e os linfonodos aumentados são dolorosos. 
• O achado clínico de maior consistência para o diagnóstico é a presença de hiperemia das amígdalas e pilares 
amigdalianos, acompanhada ou não de exsudato, associada a petéquias em palato mole. 
TRATAMENTO 
Se iniciada dentro dos primeiros nove dias após início da faringite, o uso de antibióticos é capaz de prevenir o surgimento de 
febre reumática. Infelizmente, este efeito protetor não é observado na glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica. 
• Antibiótico: penicilina benzatina dose única, intramuscular, de 600.000 UI em crianças menores a 20kg, e 1.200.000 UI 
em crianças > 20kg. 
• Alternativas orais: amoxicilina 50mg/kg/dia por 10 dias, ou macrolídeos (eritromicina ou azitromicina). 
COMPLICAÇÃO 
• Formação de abscessos: retrofaríngeo, periamigdaliano. 
• Glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica 
• Febre reumática 
 
FARINIGITES VIRAIS 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS 
• Associada ao resfriado comum: secreção nasal, tosse, anorexia e adenopatia cervical 
• Adenovírus: mialgia, cefaleia e conjuntivite - febre faringoconjuntival 
• Coxsackie A / HERPANGINA: febre alta, pequenas ulceras e vesículas no palato mole e pilares de amigdala. 
O Coxsackie A-16 pode causar a síndrome mão-pé-boca. Nesta doença, além da faringotonsilite ulcerosa, existem 
lesões papulovesiculosas em mãos e pés. 
• Herpes simplex: múltiplas vesículas no palato, adenopatia cervical dolorosa com ou sem gengivoestomatite. 
• Epstein-Barr / MONONUCLEOSE: amigdalite exsudativa, febre, linfadenopatia cervical e esplenomegalia. 
Quando o diagnóstico não é realizado corretamente, a prescrição de amoxicilina para uma suposta amigdalite 
bacteriana dá origem a um exantema típico em até 90% dos casos. 
TRATAMENTO 
• A maioria das faringites agudas é provocada por vírus e não necessita de terapia específica, à exceção da faringite por 
herpes-simplex em pacientes imunossuprimidos, para os quais o aciclovir parenteral deve ser prescrito. 
 
 
 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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EPIGLOTITE 
É uma infecção bacteriana da epiglote e dos tecidos adjacentes, rapidamente progressiva, que pode ocasionar obstrução 
respiratória súbita e morte. 
ETIOLOGIA 
• Haemophilus influenzae do tipo B 
QUADRO CLINICO 
• Início agudo e evolução rápida 
• Febre alta e toxemia 
• Dor de garganta, disfagia e sialorreia 
• Dificuldade respiratória e estridor 
• Posição tripe 
DIAGNÓSTICO 
• Visualização da epiglote = vermelho cereja 
• Radiografia cervical: sinal do polegar. 
Fazer RX apenas se dúvida diagnóstica. 
TRATAMENTO 
• Estabelecer via aérea artificial 
• Antibioticoterapia parenteral (7-10 dias) 
• São ineficazes: adrenalina e corticoides 
 
 
CRUPE VIRAL 
Doença inflamatória dos tratos respiratórios superior e inferior 
• Maior incidência entre 3 meses e 5 anos 
ETIOLOGIA 
• Vírus parainfluenza tipo 1, 2 e 3 
• Vírus sincicial respiratório 
• Adenovírus 
• Vírus da influenza A e B 
QUADRO CLINICO 
• Sintomas de resfriado comum 
• Tosse ladrante ou metálica 
• Rouquidão 
• Estridor inspiratório 
AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR (se necessária) 
• Radiografia de pescoço: sinal da torre ou ponta de lápis 
TRATAMENTO 
• Quadro grave (estridor em repouso): nebulização com adrenalina, corticosteroides (dexametasona VO/IM), 
observação na emergência. 
DIAGNOSTICO DIFERENCIAL 
• Traqueíte bacteriana: piora do quadro inicial, o principal agente é o Staphylococcus aureus, não responde a 
nebulização com adrenalina, utilizar antibioticoterapia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PNEUMONIAS NA INFÂNCIA 
A pneumonia corresponde a uma inflamação que acomete o trato respiratório inferior, mais especificamente o alvéolo, em 
resposta à invasão de um agente agressor, podendo ser infeccioso ou não. 
CLASSIFICAÇÃO 
Segundo local de aquisição 
• Adquirida na comunidade 
• Pneumonia hospitalar ou nosocomial: quando a pneumonia se desenvolve 48hrs após internação hospitalar. 
Tipo de agente causador 
• Vírus 
• Bactéria (pneumonia típica, atípica, afebril do lactente) 
• Agentes químicos 
FATORES DE RISCO 
• Baixo peso ao nascer 5 ANOS 
• Estreptococo B; 
• Bactérias Gram-
negativas; 
• Staphylococcus 
aureus; 
• Listeria 
monocytogenes; 
• Vírus 
• Pneumococo 
(pneumonia típica); 
• Chlamydia 
trachomatis; 
• Ureaplasma 
urealyticum 
Vírus: 
• Vírus sincicial 
respiratório 
• Virus influenza A e 
B 
• Parainfluenza 
• Adenovírus 
Bactérias 
• Pneumococo 
• Staphylococcus 
Aureus 
• Moraxella 
Catarrhalis 
• Streptococcus 
pyogenes 
• Pneumococo 
• Mycoplasma 
pneumoniae 
• Chlamydophila 
pneumoniae 
Nas pneumonias de início 
precoce, os germes mais 
comuns são agentes que estão 
no canal de parto e/ou no 
intestino das gestantes e a 
contaminação acontece, em 
geral, no momento do parto. 
Destaco que a Chlamydia 
trachomatis é o principal 
agente etiológico da 
pneumonia afebril do 
lactente 
Principal agente: vírus 
 
O agente mais encontrado 
nas pneumonias virais em 
crianças é o vírus sincicial 
respiratório. 
 
Entre os agentes 
bacterianos, o pneumococo 
é o mais comum e o 
Staphylococcusaureus é o 
segundo. 
Pneumonia típica: 
• Pneumococo; 
Pneumonia atípica ou 
intersticial: 
• Mycoplasma 
pneumoniae 
• Chlamydophila 
pneumoniae 
 
 
 
 
Em todas as idades, exceto nos neonatos, o principal agente etiológico das pneumonias bacterianas é 
Streptococcus pneumoniae (pneumococo). 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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PNEUMONIAS BACTERIANAS 
PNEUMONIA TÍPICA 
A pneumonia típica classicamente é resultado de uma infecção pelo pneumococo e, menos comumente, pelo Staphylococcus 
aureus (estafilococo), e ocorre após alguns dias de sinais e sintomas de infecção de vias aéreas superiores (IVAS). 
 
ETIOLOGIA E QUADRO CLINICO 
• Pneumococo, que é um Gram + (+ comum) 
✓ Início abrupto 
✓ Febre por mais de 72 horas 
✓ Toxemia 
✓ Dor torácica 
✓ Desconforto respiratório moderado a grave. 
✓ Ausculta pulmonar: estertores finos, diminuição do murmúrio vesicular, broncofonia aumentada. 
 
• Estafilococo, é um gram + (segundo mais comum) 
✓ Sintomas mais exuberantes 
✓ Suspeitamos de pneumonia estafilocócica quando a criança apresenta um quadro prévio de infecção de pele ou 
osteoarticular, como: impetigo estafilocócica, infecção secundaria em lesões de varicela (celulite), infecções 
ósseas ou articulares. 
✓ Essas condições podem levar a uma disseminação hematogênica do estafilococo, desencadeando o quadro 
pulmonar. 
 
• Haemophilus Influenzae, cocobacilos Gram-negativos 
✓ Responsáveis por infecções graves, como meningites, bacteremia, epiglotite, artrite e pneumonias. 
✓ Devido a vacinação contra esse agente, o número de casos apresentou queda significativa. 
✓ O paciente tem que permanecer em isolamento respiratório e de contato até 24 horas depois do início do 
tratamento antibiótico. 
 
• Moraxella Catarrhalis, diplococo gram-negativo 
✓ Causa quadros clínicos de pneumonia indistinguíveis do pneumococo 
✓ É um agente muito frequente em infecções de vias aéreas superiores nas crianças, principalmente otite media 
aguda e sinusite aguda. 
✓ A Moraxella é, atualmente, sempre produtora de betalactamases, o que implica na escolha antibiótica quando o 
agente mais provável for esse 
AVALIAÇÃO CLÍNICA 
Evolução de uma pneumonia típica: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quais os sinais que encontramos no exame físico de uma criança com pneumonia lobar? 
• Frequência respiratória 
 
 
 
 
 
Inicialmente, ocorre 
quadro de infecção das 
vias aéreas superiores. 
Com tosse seca, coriza 
hialina e febre baixa. 
Após 72 horas: 
Tosse produtiva, coriza 
amarelada e febre alta. 
O restante dos sinais e sintomas dependem da idade, estado nutricional, 
presença de doença de base e agente etiológico. 
Os mais encontrados são: taquipneia, tiragens ou retrações subcostais, 
estertores finos, hipoxemia, dor no tórax... 
A taquipneia como critério diagnóstico para pneumonia obedece aos 
seguintes parâmetros, segundo a OMS e a SBP: 
⟹ Até os 2 meses: FR ≥ 60ipm; 
⟹ De 2-11 meses: FR ≥ 50ipm; 
⟹ 12 meses até 5 anos: FR ≥ 40ipm. 
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• Desconforto respiratório 
 
 
 
 
• Ausculta pulmonar 
 
 
 
 
 
• Dor abdominal 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
• Clinico 
• Em caso de dúvida diagnóstica: radiografia de tórax PA (posteroanterior) e perfil, se necessário, em decúbito lateral, na 
suspeita de derrame pleural, USG de tórax, Tomografia computadorizada. 
RADIOGRAFIA DE TÓRAX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
Esse exame é indicado para avaliar as complicações de uma pneumonia típica. Ele é capaz de detectar derrame pleural, necrose 
pulmonar, abscessos e pneumatoceles. O broncograma aéreo também pode ser visualizado no exame tomográfico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Tiragem subcostal (que classifica a doença como pneumonia 
grave); 
• Tiragem intercostal; 
• Retração de fúrcula; 
• Batimento de asas de nariz. 
 
• Estertores finos (crepitantes) 
• Roncos e estertores grossos(subcrepitantes) 
• Murmúrio vesicular diminuído 
• Submacicez a percussão (devido consolidação) 
 
A presença de sibilos ao 
exame físico é RARA nas 
pneumonias bacterianas 
típicas. 
Quando há sibilância, 
devemos pensar nas 
pneumonias atípicas e nas 
virais, como a 
bronquiolite. 
Isso ocorre principalmente em crianças com pneumonia de base, pois a 
pneumonia “encosta” na pleura diafragmática, causando um processo 
inflamatório por contiguidade no diafragma, que é o responsável por 
essa dor. 
Pneumonia de ápice direito. 
Área de hipotransparência homogênea no ápice do 
pulmão direito, respeitando o limite do lobo. 
Nas pneumonias típicas, o padrão mais encontrado é o de opacidade homogênea ou de condensação em um ou mais 
lobos pulmonares, que também pode ser descrito como consolidação ou hipotransparência. 
Um outro achado que pode ser visualizado na pneumonia típica é o broncograma aéreo. 
Broncograma aéreo 
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ULTRASSONOGRAFIA DE TÓRAX 
Em crianças com suspeita de pneumonia complicada com derrame pleural, a ultrassonografia de tórax pode quantificar o 
volume de líquido, orientar o melhor local para a realização de toracocentese e detectar a presença de derrames septados e 
espessamento pleural. 
 
EXAMES LABORATORIAIS 
• Hemograma: leucocitose com desvio a esquerda e elevação do PCR segurem pneumonia bacteriana 
• Hemocultura: sua coleta é recomendada em caso de internação, na tentativa de isolamento do agente causal. 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
PNEUMONIA ATÍPICA Escolares e adolescentes. Quadro arrastado. Febre baixa. Outros sintomas associados: 
odinofagia, cefaleia. 
PNEUMONIA VIRAL Paciente em bom estado geral, boa aceitação da dieta, febre até 3 dias. 
COQUELUCHE Episódios de tosse com cianose e guincho. HMG com leucocitose e linfocitose. 
BRONQUIOLITE Quadro inicial de IVAS, com piora respiratória esperada no 4º a 6º dia de doença. 
Ao exame físico: presença de sibilos. 
Radiografia de tórax normal ou com hiperinsuflação. 
 
ASMA Crises recorrentes de sibilância. Melhora com uso de beta-2 agonista de curta duração 
TUBERCULOSE História de tossidor crônico na família em contato com a criança. 
Criança com baixo peso ou perda de peso recentemente, muitas vezes desnutrida. 
Febre intermitente 
 
TRATAMENTO DA PNEUMONIA TÍPICA 
Tratamento ambulatorial ou internação? 
A maioria poderá ser tratada ambulatorialmente, mas devemos estar atentos às situações em que devemos indicar a 
internação: 
• Idade de 72 horas da instituição do tratamento? 
Podemos estar diante de pneumococos resistentes. Nessa situação, devemos elevar a dose de amoxicilina para 80-
90mg/kg/dia. 
 
Persistência do quadro mesmo com dose elevada de amoxicilina? Devemos pensar em outros agentes e ampliar o 
espectro dos antibióticos, usando Amoxicilina-clavulanato o cefalosporinas de 2º geração (cefuroxima) 
 
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INTERNAÇÃO 
• Ampicilina 50mg/kg/dose, de 6/6 horas; 
• Penicilina cristalina 150.000 a 200.000UI/kg/dia, de 6/6horas ou de 4/4h. 
Para 5 anos, com piora clinica, deve-se associar claritromicina 15mg/kg/dia 12/12 hrs VO (Essa conduta justifica-se 
pela frequência de germes atípicos nessa faixa etária). 
 
Mãe jovem 
+ 
Criança que nasceu 
de parto normal 
A criança teve 
episódio de 
conjuntivo prévio 
No exame físico está com IVAS arrastada e sem 
febre. 
Bom estado geral, taquipneia leve, e estertores 
finos à ausculta pulmonar. 
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PNEUMONIA ATÍPICA 
É a pneumonia causada por um agente ‘’atípico’’, ou seja, bactérias que não têm a presença de parede celular em sua 
composição. 
Diferente da pneumonia típica, seu quadro é mais arrastado e insidioso. 
 
CARACTERISTICAS 
• Idade > 5 anos 
• Agente principal: Mycoplasma pneumoniae (não se cora pelo método de gram e não é detectável pela bacterioscopia 
do escarro) 
O segundo agente é a Chlamydia pneumoniae (parasita celular obrigatório; sendo assim, necessita de nossas células 
para completar o ciclo celular) 
• A história é comum o relato de uso de antibióticos comuns sem melhora e de casos semelhantes na família. 
ASPECTOS CLÍNICOS / QUADRO CLINICO 
• Inicia-se com IVAS, de evolução insidiosa, geralmente com febre baixa intermitente, com o paciente em bom estado 
geral. 
• Sintomas: tosse seca e coriza, cefaleia, dor de garganta, mal-estar, mialgia... 
• Ao exame físico: bom estado geral, estertores finos, que podem estar mascarados por sibilos. 
 
TRATAMENTO 
• Macrolídeos: claritromicina na dose de 15mg/kg/dia, de 12 em 12h por 10 dias ou da azitromicina na dose de 
10mg/kg/dia, 1 vez ao dia, por 5 dias. 
A pneumonia atípica é geralmente tratada em nível ambulatorial, e em casos de desconforto respiratório e ou hipoxemia, pode 
ser necessária internação para suporte respiratório. A forma de administração dos macrolídeos, mesmo em pacientes 
internados, deve ser feita por via oral, desde que o paciente apresente condições. 
 
 
 
 
PNEUMONIA VIRAL 
Na pneumonia viral, o paciente está em bom estado geral, com febre há menos de 72 horas e apresenta melhora 
espontaneamente. O paciente geralmente tem tosse, coriza e febre baixa. Pode-se encontrar, ainda, a presença de sibilos à 
ausculta pulmonar. 
O vírus sincicial respiratório é o agente de maior prevalência. Existem, também, outros responsáveis pela pneumonia viral, 
como: influenza, parainfluenza, adenovírus, rinovírus. 
A radiografia de tórax pode mostrar sinais de hiperinsuflação e infiltrado intersticial 
Como sabemos, as pneumonias virais são, geralmente, autolimitadas. Seu tratamento é de suporte, sendo indicada a 
fluidificação das secreções, aumento da oferta hídrica e controle da febre. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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COQUELUCHE 
Também conhecida como “tosse comprida”, “tosse convulsa” ou, ainda, “tosse de guariba”. 
• A coqueluche é uma doença infecciosa aguda imunoprevenível de alta transmissibilidade 
• Prevenção: a vacina DTpa (difteria, tétano e pertussis acelular ou vacina tríplice 
bacteriana acelular) 
AGENTE ETIOLÓGICO 
• Bordetella Pertussis: bacilo Gram-negativo, aeróbia, capsulada e com fímbrias, que causa a doença por meio de 
adesinas e toxinas, os quais lesam localmente a árvore respiratória. 
• principal toxina envolvida na doença é a pertussis, que também causa uma depressão no sistema imune do paciente, 
favorecendo uma superinfecção viral ou bacteriana. 
COMO OCORRE A TRANSMISSÃO E A PATOGÊNESE DA COQUELUCHE? 
• Transmitido por meio de aerossóis 
• O período de incubação é de 5 a 10 dias 
• Período de transmissibilidade: 5º dia após exposição até três semanas após início das crises paroxísticas 
• Pacientes em tratamento: transmitem por até 5 dias a partir do início do antibiótico. 
FATORES DE RISCO 
• Lactentes menores de seis meses, sobretudo abaixo dos três meses; 
• Presença de pertussis maligna (hiperleucocitose); 
• Hipertensão pulmonar; 
• Prematuridade; 
• Doenças crônicas: cardíacas, pulmonares ou neurológicas. 
QUADRO CLINICO 
FASE CATARRAL FASE PAROXÍSTICA FASE DE CONVALESCÊNCIA 
Dura de 1-2 semanas 
 
Fase de maior transmissão 
 
Apresenta sintomas leves: febre baixa, 
tosse seca, coriza e mal-estar. 
Dura de 2-6 semanas 
 
Iniciam-se os paroxismos de tosse seca 
com duração de menos de 45 
segundos, 
nos quais o paciente apresenta uma 
súbita crise de vários episódios 
seguidos de uma tosse curta, seguida 
de uma dificuldade de inspirar. 
 
Então, o paciente costuma forçar a 
inspiração de forma súbita e 
prolongada, o que causa um barulho 
característico: o guincho. 
 
O guincho é, portanto, inspiratório, e 
ocorre pela passagem forçada e 
prolongada do ar pela glote estreitada. 
 
Pode ocorrer: cianose, engasgos, 
vomitos, apneia. 
Dura mais de 2-6 semanas 
 
Quando somem os paroxismos (e, 
portanto, os guinchos) e volta a tosse 
normal, que pode durar até 3 meses. 
 
DIAGNÓSTICO 
Critérios clínicos + exames complementares 
Laboratório 
• Hemograma: leucocitose com linfocitose - Leucocitose (acima de 20.000) na fase paroxística e, apesar de ser uma 
doença bacteriana, há linfocitose (comumente acima de 50%) 
É importante que você saiba que o fato de não termos leucocitose e/ou linfocitose no HMG não exclui o diagnóstico da 
coqueluche. 
• Cultura em material coletado da nasofaringe é o “padrão ouro” do diagnóstico e deve ser feita em coletas realizadas 
na fase aguda, antes do início do tratamento antibiótico ou, no máximo, em até 3 dias de seu início 
• A reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR) 
Notificação 
compulsória imediata 
na suspeita do caso. 
As “palavras” da coqueluche são: 
Acessos/Paroxismos/Crises (de tosse) 
Episódios (de dessaturação ou cianose) 
Guincho! 
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• Testes sorológicos: não são adequados, eles podem estar 
positivos devido vacinação. Além disso, a sorologia 
geralmente sofre positivação somente após 2 semanas do 
início do quadro. 
Radiografia de tórax 
• A radiografia de tórax pode encontrar-se normal ou apresentar 
infiltrados peri-hilares, característica chamada de “coração 
borrado ou franjado” (ou ainda “felpudo”), porque as bordas 
cardíacas não são nítidas, devido aosinfiltrados pulmonares. 
 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
• O principal diagnóstico diferencial é a BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 
 BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA COQUELUCHE 
AGENTE ETIOLÓGICO Vírus sincicial respiratório (VSR) - 
principal 
Bordetella pertussis (bactéria) 
FAIXA ETÁRIA PRINCIPAL 70 ipm 
• Atelectasia na radiografia de tórax 
A obstrução parcial dos brônquios causa aprisionamento de ar nas vias aéreas distais, gerando a hiperinsuflação. Quando 
a obstrução brônquica é completa, pode ocorrer absorção do ar dos alvéolos, ocasionando áreas de atelectasia. 
Valores normais de frequência respiratória: 
até 2 anos portadoras de cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada ou de 
doença pulmonar crônica. 
 
 
RINITE ALÉRGICA 
Inflamação e/ou disfunção da mucosa nasal, levando ao surgimento de sintomas como obstrução nasal, rinorreia, espirros, 
prurido nasal e hiposmia (diminuição do olfato). 
 
A rinite alérgica é a forma mais comum, desencadeada pela inalação de alérgenos em um indivíduo previamente sensibilizado. 
 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS 
• As manifestações podem aparecer após exposição a alérgenos, os principais alérgenos são: ácaros de poeira, baratas, 
fungos, entre outros. 
• Sintomas típicos: prurido nasal, congestão, rinorreia aquosa, espirros, conjuntivite. 
 
 
 
 
EXAMES 
• Testes Cutâneos de Hipersensibilidade Imediata (TCHI) pela técnica de puntura e a avaliação dos níveis séricos de IgE 
específica para os alérgenos. 
TRATAMENTO 
• Consiste na eliminação ou redução dos alérgenos desencadeadores das crises de rinite. 
• Lavagem nasal com solução salina 
• Anti-histamínicos: cetotifeno, clemastina, ciproeptadina, dexclorfeniramina, hidroxizina e prometazina. 
• Corticoides: o furoato de mometasona e o furoato de fluticasona (ambos liberados para maiores de dois anos); a 
budesonida e o propionato de fluticasona (liberados para maiores de quatro anos); e a ciclesonida e o dipropionato de 
beclometasona (liberados acima de seis anos). 
• Os antagonistas de receptores de leucotrienos: montelucaste de sódio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É comum verificarmos a saudação alérgica, um hábito dos alérgicos caracterizado pela passagem da palma 
da mão sobre o nariz levantando a sua ponta. 
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FEBRE REUMÁTICA 
A febre reumática é uma sequela não supurativa de infecção de orofaringe pelo Streptococcus Pyogenes (EBGA -estreptococo beta-
hemolítico do grupo A) em indivíduos geneticamente predispostos. 
• Existe um período de latência de 2-4 semanas após o quadro infeccioso. 
• Principal sequela é a cardiopatia reumática crônica. 
• Acomete crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos de vida. 
• 15-20% são causadas pelo estreptococo 
• 1/3 assintomática 
 
FISIOPATOLOGIA 
• Susceptibilidade genética individual e infecção de orofaringe pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A. 
• Infecção pelo EBGA ativação do sistema imunológico apresentação da bactéria para os linfócitos: 
QUADRO CLÍNICO 
• História de amigdalite (nem sempre presente) 
CRITÉRIOS JONES - MAIORES 
✓ ARTRITE: 
Ocorre em 50-75 % dos casos 
Migratória de grandes articulações 
Limitante, não deixa sequelas 
Duração de 4 semanas 
Boa resposta a AINE. 
✓ CARDITE 
Segunda manifestação mais comum. 
Ocorre 3 semanas após a infecção estreptocócica. 
Complicação mais temida – gera sequelas valvares. 
Sopro mais comum na fase aguda: insuficiência mitral. 
Sopro de Carey Coombs: secundário à valvulite (simula estenose mitral). 
✓ COREIA DE SYDENHAM 
Desordem neurológica caracterizada por movimentos arrítmicos, abruptos e involuntários associados à fraqueza muscular 
e à labilidade emocional. 
O tempo de latência entre a infecção estreptocócica e a coreia é mais prolongado que o da artrite, variando de 1 a 8 meses. 
Mais comum em escolares e adolescentes do sexo feminino. 
Os movimentos coreicos da FR podem ser exacerbados pelo estresse, cansaço e esforço físico. Curiosamente, esses 
movimentos cessam durante o sono. 
Hemicoreia em alguns casos. 
✓ ERITEMA MARGINADO 
Coloração rosa ou vermelho claro 
Não pruriginoso 
Centro da lesão mais claro que a borda 
Mais frequente em tronco e membros, poupa 
a face. 
 
 
 
 
 
✓ NÓDULOS SUBCUTÂNEOS 
Firmes, não dolorosos, simétricos, não 
pruriginosos, tamanho que varia até 2cm. 
Principalmente em pacientes com cardite 
severa. Duração de 1 semana até 1 mês. 
CRITÉRIOS DE JONES – MENORES 
✓ FEBRE > 38 graus 
✓ MONOARTRALGIA: dor em grandes 
articulações sem limitação de movimento 
✓ PROVAS DE FASE AGUDA: VHS ≥30mm e 
PCR ≥3mg/dl 
✓ INTERVALO PR PROLONGADO para a 
idade (a menos que a cardite seja um critério maior) 
 
 
 
Ativação dos linfócitos B 
 
Produção de imunoglobulinas 
Mimetismo Reação cruzada 
 molecular 
Artrite 
Coreia 
Cardite 
Ativação dos linfócitos CD4+ 
Adesão ao epitélio valvar 
Valvulite 
Mnemônico - ACENOS 
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DIAGNÓSTICO 
 
 
 
Para que se confirme o diagnóstico da FR, é necessário que se tenha alguma evidência de infecção estreptocócica recente. 
 
Existem várias formas para confirmar um contato recente com o estreptococo beta-hemolítico do grupo A: 
• Cultura positiva de orofaringe para o EBGA- Padrão ouro. 
• Teste antigênico rápido positivo para o estreptococo. 
• Títulos elevados ou em ascensão de anticorpos: (ASLO, anti DNAse B). 
 
TRATAMENTO 
Objetivos do tratamento: 
• Erradicação do estreptococo 
• Alivio dos sintomas 
• Profilaxia para infecção estreptocócica com a finalidade de impedir a sequela cardíaca 
 
Tratamento da coreia de Sydenham 
Os medicamentos mais utilizados são: 
• 1º opção- Haloperidol: Iniciar com 1mg/dia 12/12 hs. 
Aumento de 0,5 mg/dia a cada 3 dias (máximo: 5mg/dia) 
• 2º opção- Ácido valproico: 10mg/Kg/dia 
Aumento de 10mg/Kg/dia a cada semana 
(máximo: 30mg/Kg/dia) 
• 3º opção - Carbamazepina 
PREVENÇÃO 
• Prevenção primaria: Tratamento antibiótico (penicilina 
benzatina) apropriado até o nono dia de faringoamigdalite 
causadas pelo EBGA constitui a profilaxia primária para FR. 
• Prevenção secundaria: penicilina benzatina intramuscular 
a cada 21 dias nas seguintes doses: Crianças com peso até 
20Kg: 600.000 UI, Crianças com peso maior do que 20Kg: 
1.200.000UI. 
• Em casos de alergia a penicilina, podemos utilizar: 
sulfadiazina, eritromicina e azitromicina. 
 
CRITÉRIOS DE JONES 
CRITÉRIOS MAIORES CRITÉRIOS MENORES 
Poliartrite migratória 
Poliartralgia ou Monoartrite 
Alteração de VHS (≥30mm na primeira hora) 
E PCR ≥ 3mg/dl 
Cardite Aumento do PR no ECG corrigido para a idade 
Coreia Febre ≥ 38 graus 
Eritema marginado Artralgia 
Nódulos subcutâneos 
ERRADICAÇÃO DO ESTREPTOCOCO 
 
• 1ª OPÇÃO: penicilina benzatina 
(considera-se amoxicilina ou 
penicilina V oral) 
• 2ª OPÇÃO: sintomas leves de 
alergia à penicilina: cefalexina 
• 3ª OPÇÃO: reação anafilática à 
penicilina: macrolídeos 
(eritromicina, azitromicina, 
claritromicina) 
• 4ª OPÇÃO: clindamicina 
ALIVIO DOS SINTOMAS 
 
Artrite: 
• AINE 
• Ácido acetilsalicílico 80 a 100 
mg/Kg/dia com dose máxima de 
3 g/dia dividida em 4 tomadas. 
• Naproxeno: 10 a 20 mg/Kg/dia 
dividida em 2 tomadas diárias. 
 
Uso recomendado por até 2 semanas, 
quando sua dose deve ser reduzida pela 
metade, completando no máximo 4 
semanas de tratamento. 
CARDITE/ IMPEDIR SEQUELA 
CARDÍACA 
• Antibioticoterapia 
Caso grave: 
• Prednisona 1-2mg/kg/dia (max 
80mg/d) 
 
• 2 CRITÉRIOS MAIORES associados à evidência de estreptocócica prévia 
• 1 CRITÉRIO MAIOR E 2 MENORES associados à evidência de estreptocócica prévia 
Duração da profilaxia depende de: 
• Presença e gravidade da cardite; 
• Idade do paciente; 
• Tempo em relação ao último surto. 
Dessa forma, pacientes com diagnóstico de FR que 
não apresentaram cardite recebem a profilaxia até 
21 anos de idade ou 5 anos após o último surto, o 
que cobrir o maior período. 
Pacientes que apresentaram cardite leve e não 
apresentam lesão residual, recebem profilaxia até 
25 anos de idade ou 10 anos após o último episódio 
de FR, sendo escolhido o período maior. 
 Pacientes com lesão valvar residual moderada a 
grave devem receber a profilaxia secundária até 40 
anos de idade e, em alguns casos, durante toda a 
vida (pacientes submetidos à troca valvar). 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
 Página | 52 
 
DOENÇAS EXANTEMÁTICAS NA INFÂNCIA 
SARAMPO 
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, potencialmente grave e imunoprevenível que causa vasculite 
generalizada. 
AGENTE ETIOLÓGICO• RNA vírus pertencente ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae 
MODO DE TRANSMISSÃO 
• Secreções nasofaríngeas, aerossóis. 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO 
• Acontece entre 7 e 21 dias, segundo o Ministério da Saúde, ou entre 8 e 12 dias, de acordo com a Sociedade Brasileira 
de Pediatria, desde a data da exposição até́ o aparecimento do exantema. 
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE 
• Inicia 6 dias antes do exantema e dura até 4 dias após seu aparecimento. 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS 
A doença começa com pródromos que duram de 3 a 4 dias, sendo eles: 
• Febre alta 
• Coriza hialina 
• Conjuntivite não purulenta, com lacrimejamento e fotofobia 
• Prostração intensa 
• Tosse seca e constante 
• Adenomegalia cervical 
• Manchas de Koplik: patognomônico do sarampo, são pontos 
amarelos/esbranquiçados na mucosa oral, na altura do terceiro 
molar, que surgem um a dois dias antes do exantema). 
Após esse período, ocorre a fase exantemática: 
• Exantema maculopapular generalizado, que se inicia retroauricular, com progressão cefalocaudal 
• Importante queda do estado geral 
• Piora dos sintomas iniciais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fase de convalescência 
• Descamação furfurácea. 
 
DIAGNÓSTICO 
• História clínica + exame físico. 
• Exames laboratoriais são secundários: detecção de anticorpos IgM e IgG através da sorologia (ELISA), que devemos 
coletar n surgimento do exantema e após 2-3 semanas, para verificar o aumento dos títulos, e a detecção viral em 
secreções como urina e orofaringe. 
COMPLICAÇÕES 
FEBRE POR MAIS DE 3 DIAS, APÓS O APARECIMENTO DO EXANTEMA, É UM SINAL DE ALERTA! 
• A principal complicação e maior causa de óbito é a pneumonia, que pode ser causada pelo próprio vírus (pneumonia de 
células gigantes), ou por infecção bacteriana oportunista. 
• A principal complicação bacteriana é a otite média aguda. 
• Panencefalite esclerosante subaguda (PEES): surge anos após a doença primária. Os primeiros sintomas podem ser: 
retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, queda no desempenho escolar, mudança de comportamento e 
alucinações, seguido por espasmos musculares e crise convulsiva. 
• Outras complicações: ceratoconjuntivite, cegueira, miocardite, adenite mesentérica, diarreia, sinusite, púrpura 
trombocitopênica. 
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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SINAL DE FORCHHEIMER: lesões petéquias no palato mole. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINAL DE THEODOR: linfonodomegalia cervical, 
principalmente retroauricular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não são patognomônicos. 
TRATAMENTO 
• Não há tratamento específico. 
• Recomenda-se utilizar a vitamina A, por via oral, em duas doses, para redução da duração, complicações e da 
morbimortalidade, principalmente a cegueira. 
 
DOSAGEM DE VITAMINA A 
MENORES DE 6 MESES 50.000UI/DOSE 
 6 A 11 MESES E 29 DIAS 100.000UI/DOSE 
MAIORES DE 12 MESES 200.000UI/DOSE 
 
MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE 
• Isolamento domiciliar até 4 dias após o início do exantema 
• Vacina: 1º dose aos 12 meses (tríplice viral), 2º dose aos 15 meses (tetra viral). O esquema completo é de duas doses 
para pacientes dos 12 meses até os 29 anos e de dose única dos 30 aos 59 anos. 
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO 
É feita com vacina ou imunoglobulina e deve ser realizada em todos os pacientes suscetíveis à doença, ou seja, não imunizados. 
• Vacina (tríplice viral): maiores de 6 meses, imunocompetentes = em até 3 dias após exposição. 
• Imunoglobulina: menores de 6 meses, imunodeprimidos, gestantes= até 6 dias após exposição. 
 
RUBÉOLA 
A rubéola é uma doença infecciosa viral 
AGENTE ETIOLÓGICO 
• Rubivirus, família Togaviridae 
MODO DE TRANSMISSÃO 
• Gotículas 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO 
• Entre 14-21 dias 
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE 
• 5 dias antes até 6 dias depois do Rash. 
QUADRO CLÍNICO 
Fase prodrômica: 
• Febre baixa 
• Anorexia 
• Mialgias 
• Dor de garganta 
• Hiperemia conjuntival 
• Adenomegalias: retroauricular, occipital e cervical 
Fase exantemática: 
• Exantema maculopapular róseo 
• Inicia-se na face, com progressão cefalocaudal 
• Dura de 3-4 dias. 
DIAGNÓSTICO 
• Clínico 
COMPLICAÇÕES 
• A principal complicação da rubéola é a artralgia. 
• Nas gestantes, pode causar a síndrome da 
rubéola congênita: surdez, catarata e 
cardiopatia. 
PREVENÇÃO 
• Vacinação: 1º dose aos 12 meses (tríplice viral), 
2º dose aos 15 meses (tetra viral). 
• Por ser uma vacina viva atenuada, é 
contraindicada para gestantes e 
imunodeprimidos. 
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO 
• Vacina, exceto em casos contraindicados. 
TRATAMENTO 
• Sintomático 
 
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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EXANTEMA SÚBITO 
Também conhecido como roséola infantil ou sexta doença, o exantema súbito é uma doença infecciosa viral, característica em 
crianças entre 6 meses e 6 anos, que predomina em menores de 2 anos. 
AGENTE ETIOLÓGICO 
• Herpesvírus humano 6 -7 
MODO DE TRANSMISSÃO 
• Gotículas (saliva de portadores crônicos assintomáticos) 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO 
• Entre 5 a 15 dias 
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE 
• Durante o período febril 
QUADRO CLÍNICO 
• Início súbito 
• Febre alta e continua, que dura entre 3-4 dias 
• Linfonodomegalia cervical suboccipital 
• Hiperemia de orofaringe, palpebral e membrana timpânica. 
Fase exantemática 
• EXANTEMA QUE SURGE APÓS O CESSAR DA FEBRE (ISSO DEFINE A DOENÇA). 
• Exantema maculopapular róseo, que se inicia no tronco e dissemina para os membros, de curta duração (horas a dias), 
some sem deixar marcas. 
DIAGNÓSTICO 
• Clinico, nenhum exame é necessário. 
COMPLICAÇÕES 
• Convulsão febril (devido febre alta) 
• Raras: encefalite, cerebelite, hepatite e miocardite. 
TRATAMENTO 
• Sintomático 
• Não há vacina, nem profilaxia pós-exposição. 
 
ERITEMA INFECCIOSO 
O eritema infeccioso é uma doença exantemática viral altamente contagiosa, também chamada de parvovirose ou quinta 
doença. 
O principal alvo do parvovírus B19 é a linha eritroide. 
A infecção lesa a célula, causando depleção dos precursores eritroides e diminuição transitória da eritropoiese. 
AGENTE ETIOLÓGICO 
• Parvovírus B19; Erythrovirus 
MODO DE TRANSMISSÃO 
• Gotículas. Na fase exantemática não há transmissão. 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO 
• Entre 4-14 dias 
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE 
• Desconhecido, pois cessa após o aparecimento do exantema. 
QUADRO CLINICO 
• Não há pródromos, sendo a primeira manifestação o exantema. 
• Exantema maculopapular avermelhado que se inicia na face (face esbofeteada/ 
asa de borboleta), 1-4 dias após seu surgimento, evolui para membros, 
inicialmente em face extensora, depois flexora e tronco. 
• Mesmo depois da cura, o exantema pode reaparecer após: estresse, atividade 
física, exposição ao sol ou ao frio. 
Outras manifestações do parvovírus B19: 
• Crise aplásica transitória: Ocorre em pacientes com anemia hemolítica crônica 
(podem precisar de transfusão sanguínea) 
• Acentuação da anemia + reticulocitopenia 
• Em grávidas, pode causar aborto, óbito fetal, anemia fetal ou hidropisia. 
• Síndrome das luvas e meias: É caracterizada por lesões purpúricas, simétricas, 
eritematosas e indolores nas mãos e nos pés principalmente. 
DIAGNÓSTICO 
• Clinico 
TRATAMENTO 
• Sintomaticos. Não há vacina disponível nem profilaxia pós-exposição 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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VARICELA 
Popularmente conhecida como catapora, é uma doença infecciosa viral que pode complicar com infecção bacteriana 
secundária. 
AGENTE ETIOLÓGICO 
• Vírus varicela-zóster 
MODO DE TRANSMISSÃO 
• Aerossol 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO 
• Entre 10-21 dias 
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE 
• 10º dia após o contato até a formação de crostas. 
QUADRO CLINICO 
Fase prodrômica 
• Febre baixa 
• Mal-estar 
Fase exantemática 
• A erupção inicia-se com máculas, que se tornam pápulas, vesículas, pústulas e, por fim, crostas. 
• Exantema vesicular com polimorfismo regional (ou seja, há lesões em todosos estágios presentes 
concomitantemente) 
• Inicia em face, com progressão cefalocaudal, há envolvimento de couro cabeludo e mucosas. 
COMPLICAÇÕES 
• Cutâneas: A principal complicação é a infecção cutânea bacteriana secundária, principalmente após escoriações pela 
coçadura, exemplo: impetigo. 
• Neurológicas: encefalite, ataxia cerebelar aguda (alteração da fala, nistagmo, alteração da marcha). 
• Gestação: síndrome da varicela congênita. 
• Herpes-zóster: é uma reativação do vírus da varicela, que fica latente após a infecção inicial, nos gânglios. 
• Síndrome de Reye: Essa síndrome tem causa desconhecida, mas está associada a infecções por influenza e varicela em 
crianças que utilizam ácido acetilsalicílico (AAS) de modo contínuo. 
TRATAMENTO 
ACICLOVIR ORAL ACICLOVIR ENDOVENOSO 
• > 12 anos 
• 2º caso no domicilio 
• Doença pulmonar/ cutânea crônica 
• Corticoterapia (em dose não imunossupressora) 
• Uso crônico de salicilato 
• Varicela progressiva e imunodeprimidos 
• Recém-nascidos 
PREVENÇÃO 
• Vacina tetra viral: 1º dose aos 15 meses,2º dose aos 4 anos (varicela isolada). 
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO 
Vacinação 
• Até 5 dias após a exposição (ideal até 3 dias após) 
• > 9 meses sem contraindicações 
• MS fornece para bloqueio hospitalar, creche, escola. 
Imunoglobulina 
• Até 4 dias após a exposição 
• Imunodeprimidos 
• Gestantes 
• RNs de mães que desenvolveram a doença 5 dias antes ou 2 dias após o parto. 
• Prematuros > 28 semanas, cuja mãe nunca teve varicela. 
• Prematuros 5 DIAS, associada a quatro dos cinco critérios: 
1. Conjuntivite bilateral não exsudativa 
2. Alterações nas extremidades 
3. Exantema polimorfo 
4. Linfadenopatia cervical 
5. Inflamação das mucosas 
COMPLICAÇÕES 
• Fase aguda: miocardite em 50% dos casos 
• Fase subaguda: aneurismas de coronárias 
TRATAMENTO 
O objetivo do tratamento é diminuir o processo inflamatório e diminuir o risco de aneurismas de coronária. 
• Imunoglobulina intravenosa (2 g/kg de peso em dose única, em infusão contínua por 12 horas), para melhores 
resultados, deve ser iniciada ainda durante a fase febril da doença (primeiros dez dias). 
• O ácido acetilsalicílico (AAS) também é indicado na dose de 80 a 100 mg/kg/dia, VO de 6/6hrs. Essa dose alta tem 
efeito anti-inflamatório e é mantida até melhora da febre. 
Depois de 48 horas sem febre, a dose do AAS pode ser diminuída para 3 a 5mg/Kg/dia para que seobtenha um efeito 
antiplaquetário por até 8 semanas em crianças sem aneurismas. 
• Crianças que persistam com aneurismas durante o tratamento devem continuar recebendo o ácido acetilsalicílico e 
podem necessitar de anticoagulantes, dependendo da gravidade da dilatação observada nas coronárias. 
• Em crianças resistentes ao tratamento com imunoglobulina, o tratamento com glicocorticoides é indicado. 
 
MNEMÔNICO: FEBRIL 
F - FEBRE 
E - EXANTEMA 
B - BULBAR (CONJUNTIVITE) 
R - RASH 
I - INCHAÇO DE MÃOS E PÉS 
L - LINFONODOMEGALIA 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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MONONUCLEOSE INFECCIOSA 
É uma infecção, também chamada de doença do beijo. 
ETIOLOGIA 
• Vírus Epstein Barr 
TRANSMISSÃO 
• Saliva e secreção genital. 
INCUBAÇÃO 
• 30-50 dias 
QUADRO CLINICO 
• Faringite 
• Fadiga 
• Febre aguda ou prolongada 
• Linfadenopatia generalizada 
• Esplenomegalia 
• Sinal de Hoagland: edema de pálpebras ou periorbitário. 
• Exantema: após uso de amoxicilina/ ampicilina (devido diagnóstico errado) 
A tríade clássica da mononucleose (fadiga + faringite + linfadenopatia) é mais 
comumente identificada entre os 
adolescentes e adultos jovens durante a primoinfecção pelo EBV, ocorrendo em 50% 
dos casos. 
DIAGNÓSTICO 
• Clínica + laboratório: linfocitose atípica, anticorpos específicos + métodos 
sorológicos. 
COMPLICAÇÕES 
• Ruptura esplênica 
TRATAMENTO 
• Sintomáticos: paracetamol ou dipirona. 
• Repouso 
• Glicocorticoides (prednisona 1mg/kg/dia VO por 7 dias): nos casos de 
obstrução de vias aéreas por hipertrofia das amigdalas, anemia hemolítica, 
convulsões e meningite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS 
• Citomegalovírus (CMV) também pode produzir síndrome semelhante de mononucleose, 
com linfocitose atípica, hepatoesplenomegalia e hepatite, mas geralmente sem faringite 
grave. 
• Toxoplasmose pode causar uma síndrome semelhante à mononucleose infecciosa com 
febre e linfadenopatia, mas geralmente sem faringite. 
 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/herpes-v%C3%ADrus/infec%C3%A7%C3%A3o-por-citomegalov%C3%ADrus-cmv
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/protozo%C3%A1rios-extraintestinais/toxoplasmose
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
 Página | 60 
 
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM PEDIATRIA 
A ITU consiste na proliferação de um único agente patogênico em qualquer porção do trato urinário e que é isolado pela 
urocultura colhida por um método confiável. 
PREVALÊNCIA 
• A ITU na criança é 20 vezes mais 
frequente no sexo feminino. Isso ocorre 
porque as meninas têm a uretra mais 
encurtada e o meato uretral feminino é 
mais próximo do orifício anal. 
• Contudo, em neonatos e lactentes até 1 
ano de idade, a ITU predomina no sexo 
masculino. 
FATORES DE RISCO 
• Sexo feminino: em decorrência da 
anatomia 
• Etnia: crianças brancas são mais 
susceptíveis 
• Patologias obstrutivas do trato urinário 
• Refluxo vesicoureteral: facilita a ascensão de bactérias, sendo a malformação mais comum em pacientes com ITU 
• Atividade sexual 
• Cateterismo vesical 
• Constipação intestinal: o acumulo de fezes pode comprimir a bexiga, determinando retenção urinária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FISIOPATOLOGIA 
• Principal forma de invasão da bactéria: via ascendente 
• Principal bactéria: Escherichia Coli 
• Em quadros obstrutivos o principal agente é: Proteus Sp. 
• Em pacientes imunossuprimidos e em uso de antibioticoterapia de amplo espectro, o agente mais frequente é a 
Candida Albicans. 
• Outras enterobactérias envolvidas: Klebsiella Sp, Enterobacter Sp, Citrobacter Sp. 
PECULIARIDADES 
• A infecção pelo adenovírus causa a cistite hemorrágica, sendo os sorotipos mais comuns o 11 e 21. Se manifesta com 
disúria, polaciúria e hematúria. Muitas vezes, observa-se coágulos de sangue na urina. Por se tratar de uma infecção 
viral, o resultado da urocultura é negativo para bactérias. 
• Cistite em adolescentes e mulheres jovens: nesses casos, cresce a prevalência de ITU causadas pelo Staphylococcus 
saprophyticus. 
CLASSIFICAÇÃO 
• ITU BAIXA: infecção vesical = cistite 
• ITU ALTA: infecção do parênquima renal = pielonefrite 
• BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA 
REFLUXO VESICOURETERAL (RVU) 
• Caracteriza-se pelo fluxo retrógrado de urina da bexiga em direção ao ureter. 
• É decorrente da insuficiência anatômica da junção ureterovesical ou do aumento da pressão vesical. 
• É um distúrbio autossômico dominante 
• O RVU permite que bactérias ascendam às vias urinárias, ocasionando a pielonefrite 
CLASSIFICAÇÃO 
Grau I: refluxo atinge apenas o ureter; 
Grau II: atinge o ureter e a pelve, mas não provoca dilatação; 
Grau III: ocasiona dilatação leve; 
Grau IV: ocasiona dilatação moderada, além de fórnices arredondados; 
Grau V: a dilatação é grave, com ureter tortuoso e papilas obliteradas. 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 
 
 
 
 
 
✓ Devemos suspeitar de ITU em todos os lactentes com febre há mais de 24 horas sem outros sinais localizatórios. 
✓ O ganho de peso insatisfatório pode ser a única manifestação da ITU em lactentes. 
✓ A febre pode ser considerada um marcador de envolvimento renal, principalmente quando atinge níveis superiores a 
39°C. 
DIAGNÓSTICO 
• Urina tipo 1 / EAS 
Método de coleta: 
• Crianças com controle do esfíncter vesical: a coleta de urina pode ser realizada através do jato médio, com assepsia 
adequada. 
• Crianças sem controle esfincteriano urinário: cateterismo vesical (punção suprapúbica) ou pelo método clean-catch 
(estimulação no hipogástrio ou região sacral). 
Análise de urina tipo 1: 
• Leucócitos ≥ 5/campo ou ≥ 10.000/ml 
• Esterase leucocitária, indica inflamação no trato urinário 
• Nitrito positivo, as bactérias Gram-negativas são capazes de converter o nitrato urinário em nitrito; 
• pH: normalmente, o pH da urina é ácido, contudo, nas infecções urinárias causadas por Proteus sp, o pH urinário 
geralmente é alcalino. 
• Hematúria: pode estar presente na cistite, sobretudo na cistite hemorrágica. 
Urinocultura: 
• Jato médio: ≥ 100.000 UFC/ML 
• Saco coletor: maior valor preditivo negativo. 
• Cateterismo vesical: >1.000 UFC/ML 
• Punção suprapúbica: qualquer valor de crescimento bacteriano ou ≥ 50.000 UFC/ML. 
TRATAMENTO 
Tratamento oral: 
• Amoxicilina-clavulanato 
• Sulfametoxazol-trimetoprima 
• Cefalexina 
• Nitrofurantoina 
Tratamento parenteral: 
• Ceftriaxona 
• Cefotaxima 
• Ceftazidima 
• Gentamicina 
• Tobramicina 
• Amicacina 
• Piperacilina 
As indicações para o tratamento parenteral da ITU são: 
• Idade menor do que três meses; 
• Quadro de sepse; 
• Vômitos e intolerância ao tratamento oral; 
• Desidratação; 
• Quadro clínico sugestivo de pielonefrite; 
• Falha no tratamento ambulatorial; 
• Bactéria que seja sensível apenas a antimicrobianos utilizados por via parenteral 
 
 
 
 
CISTITE 
• Disúria 
• Urgência miccional 
• Polaciúria 
• Alterações no aspecto da 
urina (cor e cheiro) 
 
PIELONEFRITE 
• Febre 
• Calafrios 
• Dor lombar, em flancos ou 
abdominal 
• RN: inespecífico, irritabilidade e 
recusa alimentar. 
 
BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA 
• Crianças sem sintomas de 
infecção urinária com 
crescimento significativo de 
bactérias (>100.000UFC/ml de 
um único agente) na 
urocultura. 
O tempo preconizado para o tratamento 
da pielonefrite é de 7-14 dias. 
 
Com o resultado definitivo da urocultura, a antibioticoterapia pode ser ajustada. 
Crianças que estejam recebendo antibiótico por via endovenosa e que apresentem melhora clínica após 48 a 72 
horas do início do tratamento podem ter seu tratamento alterado para a via oral até o término deste. 
Para a cistite, o tratamento 
pode durar apenas 3-5 dias. 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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SEGUIMENTO 
Avaliação anatômica do trato urinário 
• Ultrassonografia: paraPneumonias na infância ............................................................................................................................................................39 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
 Página | 2 
 
Coqueluche ..............................................................................................................................................................................45 
Bronquiolite viral aguda ...........................................................................................................................................................47 
Rinite alérgica ...........................................................................................................................................................................49 
FEBRE REUMÁTICA ......................................................................................................................................................................50 
DOENÇAS EXANTEMÁTICAS NA INFÂNCIA...................................................................................................................................52 
Sarampo ...................................................................................................................................................................................52 
Rubéola ....................................................................................................................................................................................53 
Exantema súbito .......................................................................................................................................................................54 
Eritema infeccioso ....................................................................................................................................................................54 
Varicela ....................................................................................................................................................................................55 
ENTEROVIROSES ..........................................................................................................................................................................56 
Doença mão-pé-boca ...............................................................................................................................................................56 
Herpangina ...............................................................................................................................................................................56 
INFECÇÕES CAUSADAS PELO ESTREPTOCOCO DO GRUPO A........................................................................................................57 
Escarlatina ................................................................................................................................................................................57 
Impetigo ...................................................................................................................................................................................57 
DOENÇA DE KAWASAKI ...............................................................................................................................................................58 
MONONUCLEOSE INFECCIOSA .....................................................................................................................................................59 
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM PEDIATRIA .........................................................................................................................60 
Cistite .......................................................................................................................................................................................61 
Pielonefrite ...............................................................................................................................................................................61 
Bacteriúria assintomática .........................................................................................................................................................61 
FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATÓRIOS ...........................................................................................................................................63 
DIARREIA AGUDA ........................................................................................................................................................................64 
DIARREIA CRÔNICA ......................................................................................................................................................................71 
FIBROSE CÍSTICA ..........................................................................................................................................................................72 
TUMORES ABDOMINAIS ..............................................................................................................................................................76 
Neuroblastoma .........................................................................................................................................................................76 
Tumor de wilms / nefroblastoma..............................................................................................................................................76 
DESNUTRIÇÃO NA INFÂNCIA .......................................................................................................................................................77 
IMUNIZAÇÕES ..............................................................................................................................................................................80 
CONSTIPAÇÃO NA INFÂNCIA .......................................................................................................................................................87 
CONVULSÃO FEBRIL .....................................................................................................................................................................90 
DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO NA INFÂNCIA ...........................................................................................................92 
CARDIOPATIAS CONGÊNITAS .......................................................................................................................................................94 
Transição da circulação.............................................................................................................................................................94 
Insuficiência cardíaca pediátrica ...............................................................................................................................................94 
Crises de hipóxia ...................................................................................................................................................................95 
Sopro na infância ......................................................................................................................................................................95 
Cardiopatias congênitas ...........................................................................................................................................................96 
 
 
 
file:///C:/Users/julio/OneDrive/Escritorio/CADERNO%20PEDIATRIA%20-MONIZE%20JANDOTTI%20-%202023.docx%23_Toc129689978
file:///C:/Users/julio/OneDrive/Escritorio/CADERNO%20PEDIATRIA%20-MONIZE%20JANDOTTI%20-%202023.docx%23_Toc129689979
file:///C:/Users/julio/OneDrive/Escritorio/CADERNO%20PEDIATRIA%20-MONIZE%20JANDOTTI%20-%202023.docx%23_Toc129689980
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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NEONATOLOGIA 
CLASSIFICAÇÃO DO RECÉM-NASCIDOtodos com ITU febril 
• Uretrocistografia miccional: USG alterada ou recidiva 
• Cintilografia com DMSA: identifica pielonefrite e cicatriz do parênquima 
PROFILAXIA 
• 2 meses: Nitrofurantoina, sulfametoxazol-trimetoprima. 
Quando fazer profilaxia: 
• Pacientes com patologias obstrutivas até a correção cirúrgica; 
• Durante a investigação morfofuncional em lactentes; 
• Refluxo vesicoureteral maior ou igual a III (RVU); 
• Pielonefrites recorrentes; 
• Bexiga neurogênica com RVU; 
• Urolitíase 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATÓRIOS 
A febre sem sinais localizatórios é aquela que dura menos de sete dias, sem causa estabelecida após exame físico e anamnese 
detalhadas. 
DEFINIÇÃO 
• Temperatura axilar acima de 37,8 graus. 
 
 
 
 
 
 
 
LOCAL DE MEDIÇÃO 
• O padrão-ouro para aferição da temperatura corporal é a medida retal. Uma temperatura retal maior ou igual a 38°C é 
considerada como febre 
• No Brasil, a medição mais utilizada é a axilar, sendo considerado como febre um valor maior ou igual a 37,8°C. 
CAUSAS 
• Doença infecciosa autolimitada 
• Fase prodrômica de uma doença benigna 
• Infecção bacteriana grave: 
✓ Infecção do trato urinário oculta: MAIS COMUM 
✓ Bacteremia oculta: os agentes bacterianos mais encontrados agora são: Escherichia coli, Salmonella e 
Staphylococcus. 
✓ Pneumonia oculta 
✓ Meningite 
✓ Osteomielite 
✓ Artrite séptica 
✓ Celulite 
ABORDAGEM DIAGNÓSTICA 
1. O paciente é portador de doença de base que pode levar ao imunocomprometimento? Tais como: doença falciforme, 
síndrome nefrótica, neoplasias, AIDS 
2. O paciente entrou em contato com outras pessoas doentes? Exemplo: doença meningocócica 
3. O paciente faz uso de alguma medicação imunossupressora? 
4. Há algum fator de risco no histórico pré-natal e de nascimento? 
5. Estado geral do paciente. Há a presença de toxemia? letargia, má perfusão periférica (> 3 segundos), hipo ou 
hiperventilação ou cianose. 
CONDUTA 
Comprometimento do estado geral: 
• Internação + exames + antibioticoterapia empírica 
Bom estado geral: 
39º C: 
EAS alterado: tratar ITU 
EAS normal: hemograma, se leucócitos 
 20mil realizar RX de tórax. 
 
RX de tórax normal: bacteremia oculta, 
tratar com ceftriaxone IM + reavaliação 
diária. 
RX de tórax alterado: Pneumonia 
oculta. 
NÃO CONFUNDA 
FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATÓRIOS (FSSL) COM FEBRE DE ORIGEM INDETERMINADA (FOI). 
FOI é definida como uma temperatura retal maior ou igual a 38°C, em um período maior ou igual a 14 dias, quando, após história 
clínica, exame físico e exames laboratoriais, a causa não é encontrada. 
As doenças infecciosas são as causas mais comuns de FOI em crianças. 
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DIARREIA AGUDA 
Diarreia é a eliminação de fezes malformadas ou líquidas (ou seja, de consistência diminuída) com frequência aumentada, 
3 ou mais evacuações em 24 horas. 
CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO TEMPO 
• Aguda: Até 14 dias de evolução 
• Persistente: 14-30 dias 
• Crônica: > 30 dias de evolução (alguns livros: 14 dias de evolução) 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MECANISMO 
• Diarreia secretora 
• Diarreia osmótica 
• Diarreia esteatorreica (ou disabsortiva) 
• Diarreia inflamatória (invasiva ou exsudativa) 
• Diarreia associada a distúrbios da motilidade (motora) 
• Diarreia factícia 
• Diarreia iatrogênica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando a DIARREIA é 
acompanhada de SANGUE E 
MUCO, recebe o nome de 
DISENTERIA ou DIARREIA 
INVASIVA 
DIARREIA SECRETORA 
Ocorre devido secreção excessiva de fluidos (eletrólitos e água) pela mucosa intestinal, secundários a distúrbios do 
transporte hidroeletrolítico. 
CLINICA: Fezes aquosas, volumosas | Ausência de dor | Persiste com o jejum | Desidratação grave e precoce | 
Osmolaridade fecal preservada | Gap osmolar 125 mEq/L. 
 
EXEMPLOS: alguns vírus (rotavírus e norovírus) e bactérias (E. coli enteropatogênica) | Laxativos osmóticos (sais de 
magnésio) | Deficiência de lactase. 
 
DIARREIA ESTEATORREICA 
Ocorre pela má-absorção de lipídios (gorduras). 
CLÍNICA: Fezes com odor fétido, gordurosas | Perda de peso | Défice de nutrientes. 
EXEMPLOS: Insuficiência pancreática exócrina, pancreatite crônica, fibrose cística, somatostatinoma, doença celíaca, 
Espru tropical, doença de Whipple. 
 
DIARREIA INFLAMATÓRIA 
Nesses casos, citocinas e mediadores inflamatórios promovem hipersecreção e hipermotilidade intestinal, além de 
poder haver défice na absorção de lipídios, água e eletrólitos a depender da porção intestinal afetada. 
 
CLÍNICA: Diarreia com sangue e muco | Febre | Aumento de leucócitos e calprotectina fecal. 
 
EXEMPLOS: Doença inflamatória intestinal, enteropatia pós-irradiação, doença enxerto versus hospedeiro, 
gastroenterite eosinofílica, algumas bactérias (Shigella, Salmonella, E. coli enteroinvasiva, Campylobacter, E. coli 
êntero-hemorrágica). 
 
Dica importante: Na presença de crise convulsiva, pensar em Shigella spp 
 
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DIARREIA AGUDA 
• Duramatinja o cólon por superar a capacidade 
absortiva do íleo, levando à diarreia. 
COLITE PSEUDOMEMBRANOSA 
• Colite pseudomembranosa é uma doença diarreica. 
• Associada à infecção pelo Clostridium difficile, bactéria anaeróbia gram-positiva formadora de esporos, 
produtora de toxina. 
• O C. difficile produz duas exotoxinas, toxina A e B, que se ligam a receptores nas células epiteliais 
intestinais, causando inflamação e diarreia. 
• Importante causa de diarreia associada ao uso de antibióticos. 
• Diagnostico: exame de fezes ou da colonoscopia/retossigmoidoscopia. Pode-se pesquisar o bacilo ou as 
toxinas A e B em fezes diarreicas. 
• Tratamento: retirada do antibiótico e utiliza-se metronidazol via oral, 500mg, de 8h/8h,por 10 a 14 dias. 
• Formas graves complicadas são tratadas com vancomicina, 125mg, de 6h/6h, VO, por 10 a 14 dias 
associada ao metronidazol, 500mg, EV, de 8h/8h, por 10 a 14 dias, e iremos considerar abordagem 
cirúrgica nos seguintes casos: 
✓ Choque, sepse 
✓ Perfuração intestinal 
✓ Íleo paralitico 
✓ Evolução fulminante 
✓ Megacólon toxico 
✓ Enterite necrotizante 
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DIARREIA AGUDA INFECCIOSA 
• A maioria é transmitida pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água e alimentos contaminados 
 
 
 
 
 
 
 
E EM RELAÇÃO AOS PATÓGENOS?! 
• Os vírus merecem destaque por serem os principais causadores, entretanto, quando consideramos as diarreias mais 
graves, as bactérias passam a ser responsáveis pela maioria dos casos. 
 
PRINCIPAIS BACTÉRIAS 
Escherichia Coli – bactéria gram negativa, transmitida por meio de alimentos e ÁGUA contaminados. 
Sorotipos: 
1. E. coli enterotoxigênica: causa diarreia aquosa, patógeno comumente responsável pela “diarreia dos viajantes”. 
2. E. coli enteropatogênica: causa diarreia aquosa e afeta principalmente crianças de até 2 anos. 
3. E. coli enteroinvasiva: causa disenteria e febre. 
4. E. coli êntero-hemorrágica: causa disenteria, colite hemorrágica severa e síndrome hemolítico-urêmica (pela toxina 
Shiga). 
 
 
 
 
 
Vibrio cholerae, bacilo gram-negativo, causador da cólera, transmitido por água contaminada. 
• Diarreia aquosa profusa, aspecto “água de arroz” 
• Vômitos são frequentes 
• Alto risco de desidratação ameaçadora à vida 
Campylobacter, gram negativo em espiral, transmissão por meio de alimentos e água contaminados 
• Febre, dor abdominal em cólica 
• Diarreia que dura 2-3 dias, de aspecto aquoso a sanguinolento 
• Pode causar pseudoapendicite, assim como Yersínia 
• Pode desencadear a síndrome de Guillain-Barré. 
Salmonella, bastonete gram-negativo, transmitido por alimentos contaminados. 
• Salmonella Typho: causadora da febre tifoide. 
• Diarreia aquosa seguida por diarreia sanguinolenta 
• Náuseas e vomitos 
• Eventos sistêmicos graves 
 
Shigella, bastonete gram-negativo, transmissão por via fecal-oral e por alimentos e água contaminados. 
• Diarreia aquosa, seguida por colite com diarreia mucossanguinolenta 
• Hipoglicemia ocorre com maior frequência 
 
Staphylococcus, coco gram-positivo, transmissão por alimentos contaminados. 
• Diarreia e vomitos 2-8 horas após ingestão de alimento contaminado 
• Diarreia aquosa 
• Melhora espontânea em 48 horas. 
 
 
 
 
GRUPO DE ALTO RISCO PARA DIARREIA INFECCIOSA 
 VIAJANTES: causada principalmente pela Escherichia coli enterotoxigênica, que costuma cursar com diarreia 
após 12 a 72 horas do consumo de água/alimento contaminado. 
 CRECHES: Destacamos a infecção por Shigella, Cryptosporidium, Giardia, entre outros agentes. 
 INDIVÍDUOS INSTITUCIONALIZADOS / casa de repouso, asilos, abrigos: Destaca-se o Clostridium difficile 
 HÁBITOS ALIMENTARES ESPECÍFICOS: Consumidores de frutos do mar, principalmente crus, que frequentam 
restaurantes, festas... 
 IMUNODEFICIENTES: infecções oportunistas por Mycobacterium, citomegalovírus, herpes simples, 
Cryptosporidium, Isospora belli... 
 
SÍNDROME HEMOLÍTICO-URÊMICA (SHU) 
• Doença caracterizada por: anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e lesão renal aguda. 
• Entre as etiologias infecciosas, destaca-se a Escherichia coli O157:H7. Por isso, a SHU pode ocorrer após episódios 
de disenteria. 
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Causadores de diarreia com MUCO E SANGUE (DISENTERIA) 
• Campylobacter 
• E. coli enteroinvasiva e êntero-hemorrágica 
• Shigella 
• Salmonella 
• Yersinia enterocolítica 
• Entamoeba histolytica. 
PRINCIPAIS PROTOZOÁRIOS 
Cryptosporidium, transmitido por água e alimentos contaminados 
• Mecanismo fisiopatogênico: Diarreia secretora ou atrofia de vilosidades e/ou inflamação lâmina própria. 
• Clínica: Diarreia aquosa que pode ser prolongada 
 
Giardia lamblia, protozoário flagelado, transmissão por ingestão de cistos na água ou alimentos contaminados. 
• Clinica: diarreia aquosa, com fezes claras e gordurosas, pode evoluir para fezes crônicas, perda ponderal. 
 
Entamoeba histolytica, transmissão por ingestão de cistos maduros na agua ou alimentos contaminados. 
• Mecanismo fisiopatogênico: Produz enzimas proteolíticas que ulceram e perfuram a mucosa. 
• Clínica: disenteria, apendicite, megacólon tóxico, peritonite e abscesso hepático. 
PRINCIPAIS VÍRUS 
Rotavírus 
• Faixa etária de 6 a 24 meses 
• É mais comum em meses frios, mas pode ocorrer o ano todo. 
• Clinica: diarreia aquosa, associada a vômitos e febre. 
Norovírus e Calicivírus 
• Relacionados à água ou alimentos contaminados. 
Adenovírus: 
• Podem causar quadro respiratório associado a intestinal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO DA DIARREIA AGUDA 
ANAMNESE - SOBRE O QUE DEVEMOS INTERROGAR O DOENTE? 
 Idade 
 Duração da doença diarreica atual :permitirá classificar a diarreia em aguda, persistente ou crônica. 
 Característica das fezes: Aquosa? Presença de muco e sangue? Presença de gordura? 
 Frequência e volume das evacuações 
 Outros sintomas: Febre? Dor abdominal? Náuseas e vômitos? Tenesmo? Cãibras? 
 Uso de medicamentos recentes? Antibióticos? Laxativos? 
 Uso de bebidas alcóolicas? 
 Relação com consumo de leite e derivados? 
 Local onde reside: Más condições de higiene? 
 História de viagem 
 Idas a restaurantes/festas/banquetes 
 Outros familiares ou pessoas do convívio com sintomas semelhantes? 
 Comorbidades: Imunossupressão? Doenças crônicas? 
 
EXAME FÍSICO - SINAIS DE DESIDRATAÇÃO 
• Estado geral: irritabilidade, letargia, hipoatividade, torpor e coma 
• Olhos: fundos 
• Mucosa: seca, ausência de lagrimas e saliva 
• Sede: intensa 
• Pulso radial: fino ou até mesmo impalpável 
• Turgor cutâneo: ao realizarmos a prega cutânea, a pele demora para retornar a posição inicial 
• Taquicardia, hipotensão arterial, perda de peso... 
 
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QUANDO INVESTIGAR UMA DIARREIA AGUDA? 
• Diarreia profusa com desidratação 
• Fezes sanguinolentas 
• Temperatura ≥ 38,5 graus 
• Duração > 48 horas sem melhora 
• Antibioticoterapia recente 
• Dor abdominal grave em > 50 anos 
• Novos surtos na comunidade 
• Idosos a partir dos 70 anos 
• Imunossuprimidos 
 
 
 
Laboratório: 
• Hemograma: leucocitose pode sugerir etiologia bacteriana, anemia devido perda sanguínea fecal importante. 
• Eletrólitos: distúrbios hidroeletrolíticos devido perda de potássio, sódio, bicarbonato. 
• Função renal: desidratação pode gerar insuficiência renal do tipo pré-renal. 
Avaliação das fezes: 
• Pesquisa de elementos anormais nas fezes (EAF): avalia cor e aspecto das fezes, pH fecal, presença de substâncias 
redutoras (açúcares), pesquisa de leucócitos, hemácias e de glóbulos de gordura 
• Lactoferrina e leucócitos fecais: exame útil na avaliação de diarreias sanguinolentas, apresenta-se como positivo na 
presença de diarreias inflamatórias (infecciosas ou não) 
• Cultura de fezes (vírus e bactérias) 
• Exame parasitológico das fezes 
 
E QUANDO A DIARREIA PERSISTE?! 
A principal causa de diarreia persistenteé a Intolerância transitória à lactose. 
• A doença inicia com um quadro de diarreia infecciosa aguda que, após uma melhora inicial, passa a apresentar 
novamente fezes amolecidas, de caráter explosivo, que podem levar à dermatite perianal. 
 
TRATAMENTO 
I. Primeiro conduzimos a desidratação, para depois pensarmos se há necessidade de medicamentos. 
REPOSIÇÃO HIDROELETROLÍTICA - A principal causa de morbimortalidade nas diarreias agudas é a desidratação. 
CLASSIFICAÇÃO DO PACIENTE 
SEM DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO 
Se tiver 2 ou mais dos abaixo 
DESIDRATAÇÃO GRAVE 
Se tiver pelo 2 ou mais dos abaixo ou 
pelo menos 1 dos com * 
Estado Geral: Bem, alerta Estado geral: Irritado, intranquilo Estado geral: Comatoso, letárgico, 
hipotônico * 
Olhos: Normais Olhos: Fundos Olhos: Muito fundos e secos 
Lágrimas: presentes Lagrimas ausentes Lagrimas: ausentes 
Sede: Bebe normal, sem sede Sedento, bebe rápido e avidamente Bebe mal ou não é capaz de beber * 
Sinal da prega: desaparece 
rapidamente 
Sinal da prega: desaparece lentamente Sinal da prega: Desaparece em mais de 
2 segundos 
Pulso: Cheio Pulso: rápido e fraco Pulso: Muito fraco ou ausente * 
TRATAMENTO: USE O PLANO A TRATAMENTO: USE O PLANO B TRATAMENTO: PLANO C 
 
Plano A - Ah, beba em casa! 
• Pacientes que não estão desidratados 
• Devem receber o tratamento com Terapia de reidratação oral (TRO) em ambiente domiciliar 
• Objetivo: prevenir a desidratação. 
• Consiste em manter a alimentação habitual da criança e oferecer o soro de reidratação oral (SRO) após cada 
evacuação diarreica. 
 Menores de 1 ano devem receber de 50-100 ml de líquidos após cada evacuação 
 Crianças de 1 a 10 anos devem receber 100-200 ml 
 Maiores de 10 anos, a quantidade que aceitarem 
QUAIS EXAMES VOCÊ SOLICITARIA? 
 
 
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PLANO B - Beba agora! 
• Pacientes já com diagnóstico de desidratação 
• Consiste em administrar solução de reidratação oral (SRO) na unidade de atendimento. 
• Orienta-se que o paciente tome no mínimo de 50 a 100 ml/kg de SRO em um período de 4 a 6 horas 
• Alimentação suspensa durante a terapia de reidratação oral, EXCETO o aleitamento materno! 
• A presença de vômitos ocasionais não contraindica o plano B, e vômitos persistentes indicam a gastróclise 
(hidratação por sonda nasogástrica) 
• Após 4-6 horas, se a criança estiver hidratada: liberar para a casa com plano A de hidratação; se a desidratação 
persistir: está indicada a gastróclise. 
• E se evoluir para desidratação grave: passar para o plano C. 
 
PLANO C - Corre que está grave! 
• Pacientes com sinais de DESIDRATAÇÃO GRAVE 
• Deverá ser executado em AMBIENTE DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR. 
• O tratamento é baseado em EXPANSÃO VOLÊMICA endovenosa com soro fisiológico 0,9%: 
✓ 10ml/kg para neonatos e cardiopatas. 
✓ 20ml/kg para menores de 5 anos. 
✓ 30ml/kg para maiores de 5 anos. 
• Essa fase deve durar 30 minutos. Em caso de persistência do quadro, deve ser repetida até a melhora clínica 
 
 
 
FASE DE MANUTENÇÃO HÍDRICA DA CRIANÇA COM DESIDRATAÇÃO GRAVE 
A necessidade hídrica diária da criança pode ser calculada de duas maneiras: 
1º pelo défice volêmico: DÉFICE VOLÊMICO = PESO ATUAL – PESO DE ENTRADA EM ML 
2º pela regra de Holliday-Segar: Essa regra deve ser aplicada nos casos em que não temos os pesos atual e de entrada da 
criança para calcular o défice volêmico. 
Até 10 kg 100 x peso 
De 10 a 20 kg 1000 + 50 x peso que excede 10 quilos 
Maior de 20 kg 1500 + 20 x peso que excede 20 quilos 
Exemplos: 
1. Qual a necessidade calórica para uma criança de 8 quilos? 
100 x 8 = 800kcal em 24 horas. 
2. Qual a necessidade hídrica diária para uma criança de 15 quilos? 
1.000 + 50 x 5 = 1.250ml de volume em 24 horas. 
3. Qual a necessidade calórica e hídrica diária para uma criança de 22 quilos? 
1.500 + 20 x 2 = 1.540kcal ou 1.540ml de volume em 24 horas. 
FASE DE REPOSIÇÃO 
• Essa fase é feita durante o internamento do paciente, apenas caso ele continue apresentando perdas por diarreias ou 
vômitos. 
SORO GLICOSADO 5% + SORO FISIOLÓGICO 0,9% NA PROPORÇAO 1:1 
 50 ml/kg/dia em 24 horas. 
 
 
 
 
Recomendação da OMS quanto à composição da SRO: 
• Osmolaridade total 245 mOsm/L 
• Concentrações equimolares de glicose e sódio 
• Concentração de glicose 75mEq/L 
• Concentração de sódio 75mEq/L 
• Concentração de potássio 20 mEq/L 
• Concentração de cloro 65 mEq/L 
O soro fisiológico é uma solução chamada de isotônica, pois a osmolaridade por litro está em valores 
próximos aos do plasma, sendo 291mOsm/L a osmolaridade do plasma e 308mOsm/L a da solução salina 
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II. Em que pacientes devemos iniciar terapia EMPÍRICA com antibióticos? 
 
 
 
 
 
 
III. Qual antibiótico deverá ser utilizado? 
• Azitromicina: 1g dose única ou 500mg 1x/dia por 3 dias. 
• Ciprofloxacino: 500mg 2x/dia por 3-5 dias. (1º escolha de acordo com o MS) 
• Levofloxacino: 500mg 1-2x/dia por 3-5 dias. 
Em certas situações, pode-se suspeitar de um agente específico e, nesse caso, a antibioticoterapia deve contemplar o 
tratamento para aquele agente em questão: 
• Giardíase = metronidazol. 
• Colite pseudomembranosa = metronidazol ou vancomicina orais 
• Cólera= doxiciclina ou amoxicilina 
IV. Dieta: deverá ser mantida, alimentos gordurosos devem ser evitados, o leite não deve ser suspenso nas crianças. 
V. Antidiarreicos: cautela !!! estão contraindicados na diarreia inflamatória/disenteria, pois podem precipitar quadros de 
megacólon toxico, perfuração intestinal e síndrome hemolítica urêmica. 
VI. Antieméticos: não são recomendados 
VII. Zinco: Seu uso pode reduzir a duração do quadro diarreico, assim como prevenir a ocorrência de novos episódios por 
até 3 meses, e é indicado na diarreia infecciosa. 
Dose: 10mg/dia para de 6 meses, e deve ser mantido por 10 a 14 dias 
 
PREVENÇÃO 
• A higiene e o saneamento básico são os principais fatores de prevenção das diarreias 
• O único agente que possui vacina é o rotavírus, indicada aos 2 e 4 meses. 
• O aleitamento materno é fator de proteção por meio da secreção de anticorpos IgA, leucócitos, lisozimas e lactoferrina 
e do fator bífido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INDICAÇÃO DE ANTIBIOTICOTERAPIA EMPÍRICA NA DIARREIA AGUDA 
 Doença grave: febre, mais de 6 evacuações/dia, desidratação grave com necessidade de hospitalização. 
 Achados sugestivos de infecção bacteriana: sangue e muco nas fezes. 
 Fatores que aumentam o risco de complicação: > 70 anos e comorbidades, lactentes jovens (3-4 meses) ou 
imunocomprometidos. 
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DIARREIA CRÔNICA 
ETIOLOGIA 
• Distúrbios funcionais: síndrome do intestino irritável 
• Doenças inflamatórias intestinais: retocolite ulcerativa e doença de Crohn 
• Colite microscópica 
• Distúrbios disabsortivos: intolerância à lactose, doença celíaca, síndrome do supercrescimento bacteriano 
• Desordens infecciosas 
DIAGNÓSTICO 
ANAMNESE 
• Idade, duração, características, frequência, sintomas associados, uso de medicamentos... (igual na diarreia aguda) 
• Direcionar a topografia: diarreia alta ou baixa 
Diarreia ALTA (originária do intestino delgado) Diarreia BAIXA (originária do intestino grosso) 
Volume evacuado grande Volume evacuado pequeno 
Cessa com o jejum Diminui, mas não cessa com o jejum 
Restos alimentares digeríveis nas fezes/ esteatorreia Muco e sangue PODEM estar presentes 
Distensão abdominal Tenesmo 
 
EXAME FÍSICO 
• Ectoscopia → palidez? Rubor? Desidratação? Aspecto emagrecido? Alterações cutâneas e ungueais (úlceras orais? 
Eritema nodoso? Úlceras cutâneas? Pápulas e vesículas nas superfícies extensoras?). 
• Ausculta cardiopulmonar → sibilos? Sopros cardíacos? 
• Abdome → massa abdominal? Hipersensibilidade abdominal? 
• Região Perianal → fissuras? Fístulas? Esfíncter analpreservado? 
• Membros → edemas? 
 
QUANDO DESCONFIAREMOS DE DOENÇA ORGÂNICA? 
• Na presença de sangue nas fezes, perda ponderal, hipotrofia muscular, febre, adenomegalias, massa abdominal 
palpável, sinais e sintomas carenciais, anemia, alterações cutâneas específicas (dermatite herpetiforme, eritema 
nodoso, pioderma gangrenoso). 
EXAMES LABORATORIAIS 
• Hemograma 
Eosinofilia: pensar em parasitose 
Anemia: pensar em doença celíaca, doença inflamatória 
• TSH e T4 livre 
Avaliar hipertireoidismo 
• Anti-transglutaminase IgA 
Triagem para doença célica 
• Eletrólitos 
• Sangue oculto nas fezes 
Pensar em: doença inflamatória intestinal, infecção crônica ou neoplasias. 
• Pesquisa do antígeno para Giardia lamblia nas fezes 
• Pesquisa de calprotectina e lactoferrina fecal 
Presença de leucócitos nas fezes, característica das diarreias inflamatórias. 
• Proteína C reativa (PCR) 
suspeita de diarreia inflamatória 
• Parasitológico de fezes 
• Pesquisa fecal de toxinas A e B para Clostridium difficile 
EXAMES DE IMAGEM 
• Tomografia computadorizada ou ressonância magnética são indicadas para avaliação da doença pancreática. 
• Exames Endoscópicos: Na suspeita de doença celíaca, o diagnóstico é feito com endoscopia digestiva alta associada à 
biópsia duodenal. 
TRATAMENTO 
• O tratamento irá variar conforme o diagnóstico do doente 
 
 
 
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FIBROSE CÍSTICA 
Doença genética de caráter autossômico recessivo, crônica, progressiva, de caráter sistêmico e potencialmente letal, 
consequente a um defeito na proteína CFTR (cystic fibrosis transmembrane regulator), que regula o transporte do cloro nas 
células epiteliais. 
• Acomete pulmão, sistema digestivo, glândulas sudoríparas e trato reprodutivo. 
• A doença pulmonar é a principal causa de morbimortalidade nos pacientes portadores de fibrose cística 
FISIOPATOLOGIA 
• Mutação da proteína CFTR, que é uma proteína reguladora do transporte de cloro. 
• A mutação no gene, tornam os canais de cloro não funcionantes 
• Há secreção diminuída de sódio e água, que acarreta desidratação das mucosas e aumento da viscosidade das 
secreções. 
• Esses eventos levam a tubulopatia obstrutiva nos: pulmões, pâncreas, intestinos, fígado e testículos. 
• As infecções pulmonares de repetição causam dano tissular irreversível, levando ao comprometimento crônico da 
função pulmonar. Inicialmente, a bactéria envolvida nas infecções é o Staphylococcus aureus. Colonização por 
Pseudomonas aeruginosa: indicador prognóstico na FC. 
QUADRO CLINICO 
PULMONAR 
• O sistema respiratório é o mais afetado e essa manifestação ocorre em 95% dos casos. 
• A lesão pulmonar começa com obstrução difusa das pequenas vias aéreas, com o passar do tempo acontece 
bronquiolite de repetição, infecção do trato respiratório, pneumonias recorrentes, bronquiectasias, fibrose, falência 
pulmonar e morte. 
• A sinusopatia crônica também é uma manifestação frequente, com presença de pólipos nasais associados. 
• A tosse crônica e um dos primeiros sintomas respiratórios. 
• Tolerância a exercício cada vez menor 
• Tórax em barril e baqueteamento digital 
AVALIAÇÃO DO COMPROMETIMENTO PULMONAR 
• Radiografia de tórax: Inicialmente, anual. 
• Tomografia de tórax: melhor acurácia no diagnóstico e no seguimento de lesões pulmonares. A tomografia deve ser 
indicada a cada 2 a 4 anos de forma individualizada. 
• Espirometria: a partir dos 5 anos, o VEF¹ avalia a função pulmonar e o prognóstico, além de auxiliar na detecção das 
exacerbações pulmonares. Deve ser realizada duas vezes por ano ou a cada visita clínica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fibrose cística - opacidades difusas em ambos os 
hemitórax, com predomínio em bases. 
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TRATO GASTROINTESTINAL 
• A manifestação gastrointestinal ocorre em 85% dos casos 
• a mais comum é a insuficiência exócrina do pâncreas. Ela ocorre devido à obstrução dos ductos pancreáticos por 
material mucoso viscoso, que acarreta pancreatite exócrina, podendo instalar-se desde o nascimento. 
• O sintoma mais comum de insuficiência pancreática é a ocorrência de fezes esteatorreicas, volumosas e de odor fétido 
(fezes que flutuam ou grudam no vaso sanitário). 
 
 
 
 
• 20% dos RNs que apresentam fibrose cística, evoluem com obstrução intestinal ao nascimento por íleo meconial 
espesso. 
 
 
 
 
 
• Ainda no trato gastrointestinal podemos observar: doença hepatobiliar, colelitíase, prolapso retal, constipação 
intestinal, doença do refluxo gastresofágico, intussuscepção intestinal, etc. 
COMO PODEMOS AVALIAR O COMPROMETIMENTO GASTROINTESTINAL NESSES PACIENTES? 
• Elastase fecal: A partir de 2 semanas de vida. (Essa enzima proteolítica é produzida unicamente pelo pâncreas e, 
quando está presente nas fezes, indica que a função exócrina pancreática está normal.) 
 
SISTEMA REPRODUTOR 
• Aproximadamente 95% dos homens são inférteis devido à deficiência no transporte dos espermatozoides. 
• A infertilidade feminina ocorre em 60% dos casos. 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
Triagem neonatal 
• Teste do pezinho – dosagem de tripsina imunorreativa (TIR), o teste deve ser realizado até o 5º dia de vida, se 
positivo, repetir com 30 dias de vida, e caso permaneça alterado, devemos solicitar o teste do suor. 
TESTE DO SUOR 
O teste do cloro no suor consiste na dosagem de cloreto no suor pelo método da iontoforese, por meio da estimulação 
com pilocarpina, durante 30 minutos. 
Teste positivo: concentração de cloreto for maior ou igual a 60 mmOl/L em dois testes, realizados em momentos 
diferentes. 
Valores entre 59 e 29 mmOl/L (ou mEq/L) sugerem fibrose cística, e nessa situação o exame deve ser repetido. 
Para valores menores ou iguais a 29 mmOl/L, descarta-se fibrose cística. 
Teste genético 
• Pesquisa de mutações patogênicas para a fibrose cística e analisa o gene CFTR. 
 
Lactentes portadores de pancreatite não tratados precocemente podem evoluir com edema, 
hipoproteinemia, perda de eletrólitos e anemia, devido à má absorção de macro e micronutrientes. É a 
forma edematosa (hipoproteinêmica) 
ÍLEO MECONIAL 
• Ausência de eliminação de fezes nas primeiras 48 horas de vida 
• Distensão abdominal 
• Vômitos biliosos 
A radiografia abdominal mostra distensão e nível líquido nas alças intestinais. 
O tratamento é cirúrgico na maior parte dos casos. 
PENSAR EM FIBROSE CÍSTICA QUANDO A CRIANÇA APRESENTA: 
• BAIXO GANHO PONDEROESTATURAL, diarreia com FEZES ESTEATORREICAS, PNEUMONIAS DE REPETIÇÃO 
e internações frequentes. 
ALÉM DISSO, SEMPRE QUE CONSTAR NA HISTÓRIA CLÍNICA DO PACIENTE: 
• Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica 
• Colonização Pulmonar Persistente, principalmente por Pseudomonas 
• ÍLEO MECONIAL 
• INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA COM PREJUÍZO DO DESENVOLVIMENTO 
• História Familiar da Doença 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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Teste de função da CFTR 
• Os testes de função da CFTR podem ser utilizados quando o teste do suor e os testes genéticos foram inconclusivos. 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
• Asma 
• Tuberculose 
• Deficiência de alfa-1-antitripsina 
• Discinesia ciliar primaria 
• Imunodeficiências primarias 
• Doença celíaca 
• Doença de Crohn 
TRATAMENTO 
Antibióticos 
• Indicados nas exacerbações pulmonares 
• O tratamento das exacerbações visa cobrir as bactérias mais frequentes, que são o Staphylococcus aureus e a 
Pseudomonas aeruginosa 
• Deve conter um aminoglicosídeo e um beta-lactâmico para o tratamento da Pseudomonas, e, em casos de infecções 
pelo estafilococo, um antibiótico como oxacilina ou vancomicina pode ser indicado, dependendo do perfil de 
resistência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• A cultura de secreções deve orientar o tratamento. 
 
 
 
 
Tobramicina inalatória (antibiótico aminoglicosídeo) 
• Indicada para > 6 anos, em 2 situações: 
1- Colonização inicial do paciente pela Pseudomonasaeruginosa 
2- Colonização crônica por essa bactéria 
Ciclos de 28 dias, e considera-se erradicação quando há a ausência da bactéria em culturas de secreção, durante 1 ano. 
 
Dnase inalada (alfadornase) 
• A desoxirribonuclease recombinante humana é uma enzima que reduz a viscosidade da secreção brônquica. 
• Ela é recomendada para todos os pacientes com doença pulmonar a partir de 6 anos de idade. 
Moduladores de CFTR 
• Atuam melhorando a produção, o processamento intracelular e a função da proteína defeituosa CFTR. 
Inalação com salina hipertônica 
• Hidratar a superfície da via aérea, alterando a propriedade do muco. 
Cultura de escarro: em toda visita clinica ou 1 vez a cada 3 meses. 
Pode-se realizar: Swab para coleta de secreção faríngea, aspiração 
de nasofaringe, lavado broncoalveolar ou secreção após inalação 
com solução salina. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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Fisioterapia respiratória 
• Deve ser iniciada em todos os pacientes portadores de fibrose cística, logo após o diagnóstico 
 
Exercícios físicos 
 
Vacinação 
• Devem receber todas as vacinas do calendário vacinal 
• E algumas em especial: vacina contra influenza, anualmente, para pacientes maiores de 6 meses de idade, e vacina 
antipneumocócica 23. 
 
Broncodilatadores e glicocorticoides sistêmicos 
• Pode ser feito em pacientes cuja exacerbação tem característica de um episódio agudo de asma. 
 
Glicocorticoide inalado 
• É indicado apenas para os pacientes que apresentam sinais e sintomas de asma 
 
Oxigenoterapia 
• Deve ser indicada quando a oximetria estáe comprimento 
• Circunferência do braço 
• Comportamento 
• Edema 
• Distensão abdominal 
• Sede 
• Temperatura 
• Pele: palidez, icterícia 
• Olhos 
• Frequência respiratória e tipos de respiração 
• Aspecto das fezes 
TRATAMENTO 
Internação ou tratamento ambulatorial? 
• Devemos aplicar o teste do apetite, que consiste em oferecer, à criança, 30g do alimento terapêutico pronto para uso 
(RUTF) em um ambiente calmo. Caso a criança aceite a dieta sem apresentar vômitos ou intolerância, ela passou bem 
pelo teste do apetite. 
• Esses preparados consistem em uma pasta de amendoim rica em micro e macronutrientes. 
 
Desnutrição aguda grave sem sinais de complicações: tratamento ambulatorial 
 
 
 
TRATAMENTO AMBULATORIAL: 
• Fortalecimento de alimentos terapêuticos prontos para usar 
• Ciclo curto de antibiótico: amoxicilina ou cefalosporina de primeira geração por sete dias. 
• Acompanhamento regular: atendimento ambulatorial a cada duas semanas 
 
Desnutrição aguda grave com complicações: tratamento hospitalar 
 
 
 
TRATAMENTO HOSPITALAR: “Dez Passos para o Manejo da Criança com Desnutrição Grave em Nível Hospitalar”, que é 
preconizado pela OMS. 
1. Tratar e prevenir a hipoglicemia 
2. Tratar e prevenir hipotermia 
3. Tratar e prevenir a desidratação 
4. Corrigir os distúrbios hidroeletrolíticos 
5. Tratar infecções: Ampicilina e aminoglicosídeo OU Cefalosporina de 3ª geração 
6. Corrigir deficiências de micronutrientes: reposição de zinco, cobre, ácido fólico, vitamina A, ferro, tiamina. 
7. Iniciar alimentação com cuidado 
8. Recuperação do peso perdido e reparação dos tecidos (crescimento rápido) 
9. Estimular o desenvolvimento emocional e sensorial, oferecer afetividade, estimulação, recreação e cuidado 
10. Acompanhamento ambulatorial e alta. 
 
 
 
 
SÍNDROME DA REALIMENTAÇÃO SÍNDROME DA RECUPERAÇÃO NUTRICIONAL 
Inicia-se 24 a 48 horas após oferta de calorias. Inicia do 20º ao 40º dia de tratamento. 
Causa: oferta rápida de calorias Causa: desconhecida 
• Alterações hidroeletrolíticas graves 
(A hipofosfatemia observada nessa situação é 
marcante, além de outros distúrbios eletrolíticos) 
• Falência cardíaca; 
• Pode levar a óbito. 
• Hepatomegalia; 
• Distensão abdominal; 
• Face de lua cheia 
• Ascite; 
• Alterações de pele e fâneros; 
• Telangiectasias na face. 
Edema +/++ ou Circunferência do braço 30 anos. 
Febre amarela: 1 dose, se não tiver vacinação previa 
 
ADOLESCENTE 
HPV: 9-14 anos, Duas doses com 6 meses de intervalo 
MENINGOCÓCICA-ACWY: 11-12 anos, única dose 
 
IDOSO > 60 ANOS 
Hepatite B: 3 doses, se não tiver o esquema completo anteriormente. 
Influenza: Dose única anual 
dT: 3 doses, se não tiver o esquema completo anteriormente 
 + reforço a cada 10 anos 
 
GESTANTES 
Hepatite B: 3 doses, se não tiver o esquema completo anteriormente 
dT: 2 doses se não tiver o esquema completo anteriormente, completar 
o esquema de três doses com uma dose de dTpa 
dTpa: 1 dose a partir da 20º semana de gestação ate 45 dias do pós-
parto. 
Influenza: dose única anual 
 
BCG 
• Vacina viva atenuada 
• Dose única ao nascer (ou até 1cm 
• Abscesso subcutâneo frio 
• Linfadenopatia regional supurada 
Contraindicações 
• Imunodepressão 
• Doença cutânea extensa 
• Pesomães HIV positivo: receber vacina 
• Filhos de mães com tuberculose bacilífera ativa no momento do parto não devem ser vacinados ao nascer, iniciar 
isoniazida por 3 meses, após, realizar PPD, se não reativo: vacinar. Se reativo: não vacinar e manter a isoniazida por 
mais 3 meses. 
• Contactantes de hanseníase: Maiores de um ano que tenham contatos intradomiciliares com portadores de hanseníase 
devem ser vacinados com uma dose a mais de BCG. 
 
HEPATITE B 
• Vacina inativada 
• Administração intramuscular 
• Primeira dose nas primeiras 12 horas de vida, e outras três doses aos 2,4 e 6 meses. 
• > 7 anos não vacinados: 3 doses: 0-1-6 meses. 
Eventos adversos 
• Purpura trombocitopênica 
Situação especial 
• RN de mãe HBSAG+: vacina + Imunoglobulina. 
Sorologia pós-vacinal 
• Para grupos específicos (Profissionais de saúde) 
• 30-60 dias após a 3º dose 
Sem resposta adequada: repete esquema uma vez 
São considerados imunizados aqueles com anticorpos anti-HBs >10 UI/ml. 
 
FAMÍLIA DTP 
• As vacinas contra difteria, tétano e coqueluche (pertussis) andam juntas, em vacinas combinadas inativadas 
• Administração intramuscular 
• As vacinas que contêm esses componentes são: DTP, DTPa, DT, dT e dTpa. 
ATÉ 7 ANOS MAIORES DE 7 ANOS 
DTP -TRÍPLICE BACTERIANA INFANTIL DE CÉLULAS 
INTEIRAS 
PENTAVALENTE 
 Composta por: Difteria, tétano, coqueluche, Hepatite B, 
Haemophilus influenzae tipo B 
 Idade máxima de aplicação: 7 anos. 
 Indicada no esquema de três doses, aos 2, 4 e 6 meses. 
 Reforços: 15 meses, 4 a 6 anos. 
dT - DUPLA BACTERIANA ADULTA 
 Reforço a cada 10 anos após a última dose de DTP ou 
DTPa 
 
DTPa - TRÍPLICE BACTERIANA INFANTIL ACELULAR 
 Difteria, tétano e coqueluche 
 5 doses: 2,4,6, 15 meses e 4 a 6 anos. 
 Idade máxima de aplicação: 7 anos 
 
dTpa- TRÍPLICE BACTERIANA ADULTA ACELULAR 
 Indicada para gestantes da 20ª semana de gravidez até 
os 45 dias após o parto em dose única, e para 
profissionais de saúde que atuam em salas de parto a 
cada 10 anos. 
DT - DUPLA BACTERIANA INFANTIL 
 Difteria e tétano 
 Indicada para pacientes que não podem receber a DTP 
ou a DTPa por terem apresentado encefalopatia em até 
7 dias após essas vacinas. 
 
 
Tratamento: isoniazida 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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Reações adversas 
• Febre alta ou choro persistente/incontrolável: utilizar analgésicos ou antipirético com antecedência 
• Episódio hipotônico-hiporresponsivo: contraindica a vacinação com DTP e indica a DTPa em doses subsequentes. 
• Convulsões tônico-clônicas generalizadas: Contraindica a vacinação com DTP e indicam a DTPa em doses subsequentes 
• Encefalopatia pós-vacinal: Contraindica a aplicação do componente pertussis, então indica-se o uso de DT. 
 
POLIOMIELITE 
Vacina inativada contra poliomielite 
(VIP ou Salk) 
Vacina oral viva atenuada contra poliomielite 
(VOP ou Sabin) 
• Composta por poliovírus 1, 2 e 3 mortos. 
• Administração intramuscular. 
• Indicada ate 5 anos de idade. 
• Tem como vantagem ser inativada e não causar reações 
adversas graves. 
Aos 2,4,6 meses 
 
• Composta por poliovírus 1 e 3. 
• Administração oral. 
• Vírus vivo atenuado 
• Tem como vantagem ser de menor custo e fácil 
aplicação. 
• É excretada pelas fezes, então tem a capacidade de 
causar imunidade de rebanho aos não vacinados, ao 
competir com o vírus selvagem no intestino. 
• Como desvantagem, pode causar poliomielite associada 
à vacina 
Aos 15 meses e 4 anos 
 
Contraindicações 
• Imunodeficientes 
• Contactantes de imunodeficientes 
• Hospitalizados 
 
 
ROTAVÍRUS 
• Vírus vivos atenuados 
• Proteção para formas graves de diarreia. 
• Vacina monovalente G1(P8) 
• A administração é por via oral e a absorção inicia já na mucosa oral, 
portanto não revacinamos se a criança não engolir a vacina. 
• Estão indicadas duas doses das vacinas: aos 2 e 4 meses. 
Se não vacinou na 1º dose, não fazer a segunda. 
• Intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses. 
Contraindicações 
• Invaginação intestinal previa 
• Malformação congênita não corrigida 
 
PNEUMOCÓCICA 10-VALENTE 
• Vacina inativada 
• Composta por 10 sorotipos do pneumococo (1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F) 
• Administrada intramuscular 
• Proteção para doença pneumocócica invasiva e otite media aguda 
• Indicada aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses. 
Outras vacinas: 
• Pneumocócica 13-valente: Presente no sistema privado de imunizações; indicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, com 
reforço aos 12 meses. 
• Pneumocócica 23-valente: Indicada no programa nacional de imunizações para maiores de 60 anos, que sejam 
acamados ou moradores de instituições fechadas, em dose única. 
 
MENINGOCÓCICA 
• Vacinas inativadas 
• Compostas por sorotipos do meningococo 
• Administradas por via intramuscular 
• Atualmente, temos três vacinas disponíveis: meningocócica C, meningocócica ACWY e meningocócica B. 
Primeira dose 
 Idade mínima: 1 mês e 15 dias 
Idade máxima: 3 meses e 15 dias 
Segunda dose 
Idade mínima: 3 meses e 15 dias. 
Idade máxima: 7 meses e 29 dias. 
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MENINGOCÓCICA C: Indicada aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses. 
MENINGOCÓCICA ACWY: para adolescentes de 11 a 12 anos em dose única 
MENINGOCÓCICA B: Vacina disponível apenas no sistema privado de imunizações e indicada pelas Sociedades aos 3, 5 e 12 
meses. 
 
FEBRE AMARELA 
• Vacina viva atenuada 
• Composta por vírus da febre amarela enfraquecidos 
• Aplicada subcutânea 
• Uma dose aos 9 meses, e uma dose de reforço aos 4 anos de idade 
• Pessoas de 5 a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovante de vacinação, devem receber dose única 
• Pessoas que receberam apenas uma dose da vacina antes de completarem 5 anos de idade devem receber uma dose 
de reforço. 
Eventos adversos 
• Doenças neurológicas 
• Doença viscerotrópica 
Contraindicações 
• Gravidas 
•5 anos, 
não há necessidade de vacina ou imunoglobulina. 
• Ferimentos superficiais, limpos, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados são chamados de “ferimentos com 
risco mínimo de tétano” e devem ser lavados, desinfectados e desbridados. Não utilizamos imunoglobulina nesses 
casos. Aplicamos vacina se: 
✓ Esquema vacinal desconhecido (3 doses). 
✓ Esquema vacinal incompleto (completar o esquema). 
✓ Última dose da vacina há mais de 10 anos (1 dose de reforço). 
• Ferimento profundo, superficial sujo, com corpos estranhos, mordeduras fraturas expostas são chamados de 
“ferimentos com alto risco de tétano” e irão utilizar vacina (exceto se última dose há menos de 5 anos, conforme 
falamos em cima) e imunoglobulina se: 
✓ Esquema vacinal desconhecido. 
✓ Esquema vacinal incompleto. 
✓ Última dose da vacina há mais de 5 anos em situações especiais: imunodeprimidos, desnutrido grave, idoso. 
✓ Última dose há mais de 10 anos e o médico julgar que o ferimento não será cuidado apropriadamente. 
 
PROFILAXIA ANTIRRÁBICA 
Avaliar 
• Tipo de acidente 
• Qual o animal 
• Em casos de cães e gatos: situação de saúde do animal e possibilidade de acompanhamento. 
Animais sem suspeita de 
estarem doentes. 
Animais com suspeita de 
estarem doentes. 
Animais doentes, mortos, 
desaparecidos ou de 
interesse de produção. 
Animais silvestres. 
Acidente leve: lavar e 
observar por 10 dias. 
 
Acidente grave: fazer duas 
doses da vacina e observar 
por 10 dias. 
 
 
Acidente leve: fazer duas 
doses da vacina e observar 
por 10 dias. 
 
Acidente grave: soro 
antirrábico e quatro doses da 
vacina, observar por 10 dias. 
 
Acidente leve: fazer quatro 
doses da vacina 
 
Acidente grave: fazer soro 
antirrábico e quatro doses de 
vacina. 
Fazer soro antirrábico e 
quatro doses de vacina. 
Retornar à unidade de atendimento se o animal morrer, desaparecer ou adoecer. 
Há duas vacinas disponíveis: 
 HPV tetravalente, que protege contra os tipos 6,11,16 e 18 (está disponível no programa nacional de imunizações) 
 HPV bivalente, que protege contra os tipos 16 e 18. 
Previnem a infecção contra o vírus que é causador de cânceres de colo de útero, vulva, vagina, ânus e condilomas. 
“Tomei a vacina da gripe e fiquei gripado!” 
Não tem como, pois ela não contém o vírus! 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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PROFILAXIA DA RAIVA PÓS-EXPOSIÇÃO 
• Vacina IM, 4 doses (0-3-7-14 dias) 
• Soro ou imunoglobulina: no dia 0, ou até o 7º dia do início da vacina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FERIMENTOS QUE OCORREM EM REGIÕES PRÓXIMAS AO SISTEMA NERVOSO CENTRAL (FACE) OU EM LOCAIS MUITO 
INERVADOS (MÃOS E PÉS) SÃO GRAVES, PORQUE FACILITAM A EXPOSIÇÃO DO SISTEMA NERVOSO AO VÍRUS. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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CONSTIPAÇÃO NA INFÂNCIA 
A CONSTIPAÇÃO ESTÁ COMPOSTA POR: 
• Fezes endurecidas 
• Dor e dificuldade para evacuar 
• Comportamento retentivo 
• Escape fecal 
• Menos que 3 evacuações por semana 
CLASSIFICAÇÃO 
• Aguda: medicamentos e pós-operatórios 
• Crônica: constipação funcional ou doenças neuromusculares 
 
 
 
 
CAUSAS 
Malformações congênitas 
• Anus imperfurado 
• Gastroquise 
Medicamentos 
• Opioides 
• Fenobarbital 
• Antiácidos 
Distúrbios musculares ou nervosos do sistema digestório 
• Doença de Hirschsprung (megacólon congênito) 
Doenças do sistema digestório: 
• Doença celíaca 
• Fibrose cística 
• Alergia à proteína do leite de vaca 
Doenças psiquiátricas/psicossociais: 
• Transtorno Do Espectro Autista 
• Recusa a ir em banheiros públicos 
Sem causa aparente: 
• Funcional 
 
DIAGNÓSTICO 
• Anamnese: padrão das fezes, hábitos alimentares, se entopem o vaso sanitário, aspectos sociais e psicológicos. 
• Exame físico: palpação abdominal, região perianal e área sacral e fazer o toque retal 
COMO DIFERENCIAR HIRSCHSPRUNG E CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL 
CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL DOENÇA DE HIRSCHSPRUNG 
• Distensão abdominal 
• Fecaloma palpável 
• Fezes retidas na ampola retal 
• Presença de fezes em fita 
• Palpação de massa abdominal 
• Ausência de fezes na ampola retal 
• Evacuação explosiva após o toque 
 
SINAIS DE ALERTA NA CONSTIPAÇÃO INTESTINAL 
 
 
 
 
Exames complementares 
• Dosagem de eletrólitos 
• Hormônios tireoidianos 
• Avaliação de tolerância à glicose 
 
CONCEITOS IMPORTANTES 
ENCOPRESE: Evacuação completa inapropriada. 
SOILING/ESCAPE FECAL: Eliminação de fezes líquidas, secundária ao fecaloma 
INCONTINÊNCIA FECAL: Falta de controle do esfíncter, tem causa orgânica 
O comportamento retentivo é 
caracterizado por contrações da 
musculatura glútea para cessar a 
vontade de evacuar, a criança pode 
adotar uma posição específica 
(agachar, deitar-se em posição fetal) 
A constipação funcional, é a principal causa em crianças, 
correspondendo a 90-95% dos diagnósticos 
• Exame físico com fecaloma, mas sem fezes na ampola retal 
• Sangue nas fezes na ausência de fissuras anais 
• Distensão abdominal 
• Déficit pôndero-estatural 
• Constipação neonatal 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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Exames de imagem 
• Radiografia abdominal simples: pode mostrar se há distensão de alças, presença de fezes, além da distribuição de 
gases. 
• A radiografia contrastada deve ser solicitada na suspeita da DOENÇA DE HIRSCHSPRUNG, nesse caso, observa-se uma 
área de dilatação que corresponde ao acúmulo de fezes na região normal, outra parte estreitada sem fezes, 
correspondendo à área agangliônica, e um cone de transição. 
 
 
• DÚVIDA DIAGNÓSTICA: manometria anorretal. 
Seu uso é pouco frequente na pediatria, pode ser útil para diferenciar doença de Hirschsprung de constipação 
funcional, em evoluções atípicas. 
 
 
 
• Ressonância magnética pode ser útil no caso de malformações da coluna espinhal ou da região sacral. 
• A biópsia retal é o padrão-ouro para diagnóstico da doença de Hirschsprung, ela demonstrará a ausência dos plexos 
colônicos. 
TRATAMENTO 
• A conduta no tratamento deve ser multidisciplinar 
• Causas orgânicas: correção de distúrbios hidroeletrolíticos, controle de glicemia e reposição de hormônios da tireoide. 
• A doença de Hirschsprung necessita de tratamento cirúrgico, com a ressecção do intestino afetado. 
• Constipação funcional é baseada em mudança alimentar, treinamento de toalete e medicamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
SEGMENTO NORMAL – DILATADO 
SEGMENTO ALTERADO – ESTREITO 
CONE DE TRANSIÇÃO 
Consiste em inserir uma sonda com balões infláveis no reto e no esfíncter interno para medir a pressão. Em pacientes 
sem patologia, a presença das fezes relaxa o esfíncter anal interno para realizar a evacuação, no megacólon congênito, 
pela ausência dos gânglios nervosos, isso não ocorre e a pressão permanece alta. 
Consumo de vegetais e fibras 
Aumento da ingesta hídrica 
Diminuir o consumo de leite 
 
O treinamento de toalete é feito colocando a criança no vaso sanitário 
após as refeições, mesmo que ela não tenha vontade de evacuar, a fim 
de que ela crie o hábito de ir ao banheiro 
Medicamentos 
• No primeiro momento: quebrar o fecaloma com solução fosfatada ou sorbitol, por via retal, ou 
POLIETILENOGLICOL por via oral. 
• O segundo passo consiste em utilizar medicamentos para manutenção (deixar as fezes moles, para a criança 
perder o medo de evacuar), devem ser utilizados por pelo menos 3 meses e retirados aos poucos. O principal 
é o polietilenoglicol (PEG), na dose de 0,2 a 0,8 kg/dia. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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 CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL DOENÇA DE HIRSCHSPRUNG 
MECANISMO Funcional Aganglionose congênita 
IDADE Geralmente após controle esfincteriano Neonatal Lactentes jovens 
EXAME FÍSICO Fecaloma 
Fezes presentes na ampola retal 
Fezes em cíbalos 
Fecaloma 
Fezes ausentes na ampola retal 
Fezes em fita 
Fezes explosivas após o toque 
DIAGNÓSTICO Critérios de ROMA IV Radiografia contrastada 
Anatomopatológico 
TRATAMENTO Medicamentos Treinamentode toalete 
Mudança alimentar 
Cirúrgico 
 
CRITÉRIOS DE ROMA IV – CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL 
 
 
 
 
 
 
CRIANÇAS 4 ANOS 
≥ 2 dos critérios abaixo pelo menos 1x por semana: 
• ≤ 2 evacuações por semana 
• Pelo menos um episódio de incontinência fecal por 
semana 
• Comportamento de retenção 
• Evacuações duras ou dolorosas 
• Fezes volumosas que podem obstruir o vaso 
sanitário 
• Massa fecal no reto 
• Sintomas não explicados por outra condição médica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONVULSÃO FEBRIL 
É definida como um evento convulsivo que ocorre na infância associado à febre sem evidência de infecção intracraniana ou 
causa definida e não é considerada uma forma de epilepsia. 
CRITÉRIOS PARA CONVULSÃO FEBRIL 
• Convulsão associada a uma temperatura elevada (>38°C) 
• Criança com idade entre seis meses e cinco anos de idade 
• Ausência de infecção ou inflamação do sistema nervoso central 
• Ausência de anormalidade metabólica sistêmica aguda que cause crise convulsiva 
• Sem histórico de convulsões afebris prévias 
FISIOPATOLOGIA 
• É multifatorial podendo estar associada a fatores genéticos e ambientais. Encontra-se história familiar positiva em 25% 
a 40% dos casos. 
• Além disso, as crianças são mais suscetíveis a infecções e propensas a apresentar febre alta. 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO 
CRISE FEBRIL SIMPLES (70% A 75% DOS CASOS) CRISE FEBRIL COMPLEXA (20% A 25%) 
• Crise tônico-clônica generalizada 
• Com duração inferior a 15 minutos 
• Que não apresenta recorrência em 24 horas 
• E que não manifesta sintomatologia pós-ictal (a 
recuperação neurológica é completa) 
Apresenta uma ou mais das seguintes características: 
• Crises focais 
• Presença de alterações neurológicas pós-ictais, 
como a paralisia de Todd 
• Duração maior que 15 minutos e/ou recorrência 
dentro de 24 horas. 
 
 
 
 
 
QUADRO CLINICO 
• Manifesta-se nas primeiras 24 horas da febre 
• A idade mais acometida é dos 12 aos 18 meses. 
• Predomina a crise convulsiva tônico-clônica generalizada. 
DIAGNÓSTICO 
• Dados clínicos, mas é fundamental que se descarte a possibilidade de uma 
infecção do sistema nervoso central. 
• 1 ano: a coleta de líquor será indicada apenas se existir suspeita de infecção de 
sistema nervoso central 
FATORES DE RISCO 
• Febre 
• Infecções 
• Imunização 
• Susceptibilidade genética 
ABORDAGEM DA CRISE FEBRIL 
• Monitorização em sala de emergência 
• Avaliação de vias aéreas e respiração: aspiração das vias aéreas e oferta de oxigênio 
• Acesso venoso 
• Antitérmicos para controle da febre 
• Medicação de primeira linha: benzodiazepínicos, diazepam 0,1-0,3mg/kg ou midazolam 0,05-0,1mg/kg. (se não houver 
resposta, pode repetir dose após 5 min) 
• A fenitoína 15 a 20 mg/kg pode ser indicada em crises repetidas e prolongadas que não apresentam resposta a 
administração dos benzodiazepínicos. Ou fenobarbital de 15 a 20 mg/kg, ambos por via endovenosa. 
✓ Herpesvírus 6: vírus responsável pela roséola ou exantema súbito. 
✓ Shigella dysenteriae: bactéria que causa um quadro de diarreia com fezes 
sanguinolentas e com muco, além de febre e tenesmo. Aventa-se a 
possibilidade de produção de uma toxina neurotóxica pela bactéria que 
desencadeia a convulsão nesses casos. 
Paralisia de Todd: consiste numa paralisia temporária, após uma crise febril 
complexa, ela pode acometer membros ou face. Sua duração varia de 30 
min até algumas horas. trata-se de um evento transitório e autolimitado. 
Mal epiléptico 
Caracteriza-se por um ou 
mais episódios que duram 
mais de 30 minutos, sem 
retorno da consciência 
entre os episódios. 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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• Caso a criança apresente recuperação neurológica completa após uma observação clínica de cerca de seis horas, não há 
indicação de internação. 
ABORDAGEM LABORATORIAL 
• Exames gerais: hemograma, radiografia de tórax, eletrólitos, glicemia. 
• Punção liquórica: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Eletroencefalograma: Ele pode ser considerado em crises complexas, em pacientes com alterações neurológicas ou 
após recorrências da crise não relacionadas à febre 
• Exames de imagem de sistema nervoso central: Eles são reservados para casos em que há suspeita de hipertensão 
intracraniana, alterações neurológicas focais e suspeita de alterações anatômicas intracranianas. 
PROFILAXIA 
Tratamento intermitente 
• Benzodiazepínico, por via oral ou retal, apenas durante o período febril. Pode ser utilizado: diazepam, clonazepam ou 
midazolam. 
• É um tratamento que não elimina o risco de recorrência, porém reduz o número de crises 
• Leva a maior risco de sonolência e letargia, devendo seu uso ser reservado para casos especiais. 
Tratamento continuo 
• Fenobarbital 3 a 5 mg/kg/dia, ou ácido valproico 15 a 60 mg/kg/dia 
• Esse tratamento contínuo é indicado por 12 meses, podendo ser estendido até os cinco anos de idade. 
• Ele pode ser considerado de forma individualizada nos seguintes casos: 
✓ história de dois ou mais episódios em 24 horas; 
✓ história de duas ou mais crises pregressas; 
✓ crise prolongada (maior do que 15 minutos). 
RISCO DE EPILEPSIA 
• O tipo de crise define o risco de epilepsia futura. 
• Em pacientes com crise complexa, o risco de epilepsia futura é de 6% a 7% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As indicações para punção liquórica em crianças com convulsão febril são: 
✓ Presença de sintomatologia compatível com infecção de sistema nervoso central; 
✓ Lactentes abaixo de 1 ano (fortemente recomendada); 
✓ Recuperação lenta ou alteração neurológica pós-ictal; 
✓ Uso de antibiótico recente. 
É importante que você saiba que o uso de antibióticos pode 
mascarar infecções de sistema nervoso central e, por esse motivo, 
existe a indicação de punção liquórica nesses casos. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO N A INFÂNCIA 
O refluxo gastroesofágico caracteriza-se pelo retorno involuntário do conteúdo gástrico para o esôfago, podendo atingir a 
faringe, boca, bem como vias aéreas superiores. 
• O termo regurgitação é utilizado quando o conteúdo gástrico pode ser visualizado. 
• Esse fenômeno faz parte do desenvolvimento normal do lactente, e nem sempre significa uma patologia. 
PREVALÊNCIA 
• 0-12 meses 
• Pico de incidência é entre 2 e 4 meses 
• Em 90% dos casos, pacientes com RGE apresentam melhora espontânea no decorrer do segundo semestre de vida. 
FISIOPATOLOGIA 
• O RGE é consequência da imaturidade funcional do aparelho digestivo no primeiro ano de vida, início próximo a 8º 
semana de vida 
• Existem fatores anatômicos e funcionais que prejudicam a competência dos mecanismos antirrefluxo, favorecendo o 
relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior e predispondo aos episódios de refluxo. 
• Um dos fatores que você precisa conhecer é o fumo passivo, que é capaz de relaxar o esfíncter esofágico inferior, 
facilitando os episódios de refluxo. Outros fatores: a postura deitada, fatores genéticos, o aumento da pressão intra-
abdominal, aumento da pressão intragástrica desencadeado pela hiperalimentação. 
QUADRO CLINICO 
REFLUXO GASTROESOFÁGICO FISIOLÓGICO - RGE DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO- DRGE 
• Presente no período pós-prandial 
• Com duração menor do que 3 minutos 
• Ocorrendo várias vezes ao dia em lactentes 
saudáveis 
• Causa pouco ou nenhum incômodo ao lactente. 
• Ocorre quando o RGE causa manifestaçõesclínicas 
cuja gravidade é variável, podendo estar associada a 
complicações com dano tissular e inflamação, 
como a esofagite e/ou comprometimento do 
ganho de peso. 
• Irritabilidade 
• Dificuldade as mamadas 
• A síndrome de Sandifer consiste em uma postura 
em extensão do pescoço e da cabeça que o lactente 
assume durante a mamada, devido aos refluxos 
ácidos observados em pacientes na DRGE. 
• Sintomas respiratórios relacionados: manifestações 
de sibilância, estridor laríngeo, soluços e crises de 
apneia 
 
SINAIS DE ALARME 
• Regurgitações 
• Hematêmese 
• Perda de peso 
• Irritabilidade 
• Dificuldade de amamentação 
• Alteração da postura cervical 
• Sintomas extraintestinais 
MÉTODOS DIAGNÓSTICOS 
• Radiografia contrastada de esôfago, estômago e duodeno 
• Cintilografia gastroesofágica 
• Ultrassonografia esofagogástrica 
• pHmetria esofágica 
• Endoscopia digestiva alta (EDA) 
• Manometria esofágica 
 
ABORDAGEM DO REFLUXO GASTRESOFÁGICO FISIOLÓGICO 
• Posição vertical 20-30 minutos após mamada; 
• Dormir em posição supina com elevação de 30 a 40°; 
• Corrigir erros na técnica de amamentação: reduzir sucção não nutritiva, encurtar tempo das mamadas; 
• Fracionamento da dieta; 
• Evitar exposição passiva ao fumo; 
• Modificações dietéticas respeitando necessidades calóricas. 
 
 
RGE fisiológico: não há indicação para 
realização de exames complementares. 
 
DRGE: investigação complementar pode 
ser solicitada quando houver suspeita de 
complicações, porém não há exame 
considerado como padrão-ouro 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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ABORDAGEM DO LACTENTE COM SINAIS DE ALERTA 
• Assim como no RGE, as medidas comportamentais devem ser utilizadas 
• Medicamento: a droga de escolha para o tratamento de supressão ácida são os inibidores de bomba de prótons (IBP), 
como o omeprazol, por 4 a 8 semanas. 
• O tratamento cirúrgico considerado padrão-ouro para o tratamento da DRGE após a falha das medidas farmacológicas 
é a fundoplicatura a Nissen. 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
• Estenose hipertrófica do piloro (EHP): No período neonatal, manifesta-se com vômitos pós-alimentares a partir da 
terceira semana de vida e, devido à perda de ácido clorídrico ocasionada pelos vômitos, ocorre alcalose hipoclorêmica 
• Alergia à proteína do leite de vaca: caracterizam-se por vômitos, baixo ganho ponderal, irritabilidade, podendo 
associar-se a sintomas respiratórios. Nos casos em que não é possível a diferenciação entre as duas condições, é 
indicado um teste terapêutico 
• Sepse neonatal: Pode manifestar-se no período neonatal com baixo ganho ponderal, distensão abdominal e vômitos; 
contudo, o que difere a sepse da DRGE é que na sepse ocorre hipotermia ou hipertermia, queda do estado geral, crises 
de apneia e perfusão periférica lentificada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esse procedimento é indicado nas seguintes situações: 
• Complicações da DRGE ameaçadoras à vida (falência cardiorrespiratória), após falha do tratamento 
clínico; 
• Sintomas refratários ao tratamento otimizado, após exclusão de outras doenças; 
• Condições crônicas (déficit neurológico, fibrose cística) com alto risco de complicações devido à 
DRGE; 
• Necessidade de uso crônico de farmacoterapia para controlar os sinais e sintomas da DRGE 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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CARDIOPATIAS CONGÊNITAS 
TRANSIÇÃO DA CIRCULAÇÃO 
CIRCULAÇÃO FETAL 
Durante a gestação, a placenta tem uma baixa resistência vascular e, devido a isso, a pressão arterial sistêmica no feto é baixa. 
Os pulmões fetais são repletos de líquido, por isso há uma alta resistência vascular pulmonar e menos de 10% do débito 
cardíaco do feto passa por ele. 
Isso causa passagem do sangue do coração direito para o esquerdo, através dos chamados shunts. São eles: 
• O ducto arterial, que é uma ligação entre o tronco pulmonar e a aorta. 
• O forame oval, que é uma válvula entre os átrios direito e esquerdo. 
Portanto, quase todo fluxo sanguíneo passa pela aorta, vai para o corpo e, ao atingir a aorta descendente, une-se ao retorno 
venoso dos órgãos, chega às artérias umbilicais, alcançando a placenta, onde libera o CO2 e resíduos. 
 
CIRCULAÇÃO NEONATAL 
E o que ocorre após o parto? 
Logo após o nascimento, dois eventos importantes ocorrem: 
1) O líquido dentro dos pulmões é reabsorvido e há uma queda na resistência vascular pulmonar. 
2) O clampeamento do cordão umbilical eleva a pressão sistêmica do recém-nascido. 
Nesses dois eventos, associados ao aumento da concentração de oxigênio e redução nos níveis de prostaglandinas (as quais 
eram produzidas na placenta), o ducto arterial perde sua função e inicia seu fechamento. 
Ocorre também um aumento de pressão no átrio esquerdo, proporcionando o fechamento do forame oval ao pressionar a 
válvula contra o septo. Portanto, terminada a transição da vida fetal para a pós-natal, o neonato estará respirando, os shunts 
fisiológicos em fechamento e a circulação definitiva instaurada. 
 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA PEDIÁTRICA 
Ela é desencadeada quando a demanda hemodinâmica excede a capacidade do coração de gerar fluxos e pressões adequadas. 
QUADRO CLINICO 
• Taquidispneia, principalmente aos esforços, como choro e mamada. 
• Taquicardia. 
• Mamada incompleta. Portanto, pode apresentar déficit pôndero-estatural e sonos curtos. 
• Irritabilidade. 
• Sudorese aos esforços. 
• Choque, má perfusão 
 
 
 
 
TIPOS DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NA PEDIATRIA 
• Insuficiência cardíaca de baixo débito: o coração não consegue manter o débito. Acontece primariamente na disfunção 
sistólica ventricular (direita ou esquerda). 
Exemplos: miocardite, arritmias, doença de Kawasaki) 
• Insuficiência cardíaca de alto débito: o coração está preservado em sua função, porém a periferia apresenta 
necessidade de oxigênio maior do que o que está chegando. 
Exemplo: anemia, hipertireoidismo 
• Insuficiência cardíaca por diminuição do fluxo que parte do ventrículo esquerdo. 
Exemplos: estenose aórtica, coarctação de aorta 
• Insuficiência cardíaca pela diminuição do fluxo sistêmico, em geral com hiperfluxo pulmonar. 
Exemplos: comunicação interventricular, defeito de septo atrioventricular total 
• Insuficiência cardíaca por obstrução do fluxo do ventrículo direito. 
Exemplos: estenose pulmonar, atresia pulmonar, hipertensão pulmonar persistente grave. 
 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA 
A descompensação ocorre quando falha a bomba cardíaca ou quando cresce a demanda tecidual. 
Os pacientes descompensados podem ser assim classificados: 
Com relação à volemia: 
• Pacientes com sinais e sintomas de hipervolemia são classificados como congestos (úmidos). 
• Na ausência desses sintomas, definimos como secos. 
Em casos de obstrução de fluxo esquerdo, pouco sangue chega à periferia e o coração esforça-se mais para enviar sangue 
aos tecidos, então podemos observar quadro clínico de choque, má perfusão, taquicardia. 
 Em casos de obstrução de fluxo direito, o sangue não chega aos pulmões em quantidade suficiente, gerando hipóxia, 
então podemos observar cianose, taquipneia, intolerância aos esforços e sudorese. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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Quanto à perfusão: 
• Pacientes com baixo débito e má perfusão periférica são chamados de frios. 
• Já, aqueles com perfusão preservada, denominamos quentes. 
 
CRISES DE HIPÓXIA 
É um quadro clínico decorrente do agravo de determinadas 
cardiopatias congênitas cianogênicas. 
Pode ocorrer em duas situações: 
1) Constrição da via de saída do ventrículo direito 
Ocorre especificamente na tetralogia de Fallot. 
Na tetralogia de Fallot, temos uma estenose pulmonar em graus variados, porém, algumas situações podem fazer 
uma constrição mais severa do infundíbulo pulmonar e piorar a condição prévia. São elas: choro, febre, anemia, 
esforço físico e situações de depleção de volume ou desidratação (como em diarreias). 
A criançaAo nascimento o recém-nascido pode ser classificado quanto: 
• Idade gestacional 
• Peso nascimento 
• Adequação do peso de nascimento para a idade gestacional 
 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A IDADE GESTACIONAL 
Recém-nascido a termo 37 - 41 semanas e 6 dias 
Recém-nascido Pós-termo ≥ 42 semanas 
Recém-nascido pré-termo tardio 34 -36 semanas e 6 dias 
Recém-nascido pré-termo extremo ≤ 28 semanas 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO PESO DE NASCIMENTO 
Peso normal 2500-3999g 
Baixo peso ao nascer 1500-2500g 
Muito baixo peso ao nascer 1000-1500g 
Extremo baixo peso ao nascer 100 
TÔNUS Flacidez Alguma flexão Movimentos ativos 
IRRITABILIDADE Ausente Alguma reação (caretas) Espirros, choros 
COR Cianose / palidez Cianose de extremidades Róseo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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REANIMAÇÃO NEONATAL 
Devemos responder 3 perguntas: 
 
1. O recém-nascido tem ≥34 semanas? 
2. Está respirando ou chorando? 
3. Tem tônus muscular em flexão? 
 
 
 
 
 
 
 
CLAMPEAMENTO DO CORDÃO UMBILICAL 
Devemos levar em conta 3 fatores: 
1. Idade gestacional 
2. Condições de nascimento 
3. Integridade da placenta 
 
 
 
 
 
1. Prematuro 
2. Não chora ou não respira 
3. Não tem tônus em flexão 
 
 
APÓS PASSOS INICIAIS: 
• FC > 100 bpm 
• Respiração regular 
 
• FC 100bpm, respiração regular: voltar para VPP, que pode ser suspensa se manter FC > 100bpm e 
respiração regular. 
VENTILAÇÃO COM PRESSÃO POSITIVA (30seg) 
PRECORDIO 
Auscultar 6 seg. 
Resultado x 10 
MONITOR CARDIACO 
MESA DE REANIMAÇÃO 
PASSOS INICIAIS: 
1º Fonte de calor radiante 
2º Cabeça em leve extensão 
3º Aspirar boca e nariz 
4º Secar corpo e cabeça 
5º Remover corpos úmidos 
6º Se possível, colocar touca 
 
 
AVALIAR: 
• FC 
• RESP 
 
Contato materno 
Aleitamento na 1º hra de vida 
Checar técnica 
Incremento 
de 20% fio2 
• FC > 100 BPM 
• Respiração normal 
• Desconforto respiratório 
 
CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) 
• O2 de acordo com SATO2 desejada 
• Sala de parto 
 
• Contato pele-pele 
• Prover calor (compressas quentes) 
• Vias aéreas pérvias 
• Avaliação da vitalidade (FC, TONUS MUSC, 
RESP) 
Deve ser amamentado na 1º hora de vida 
BOA VITALIDADE 
OBRIGATÓRIO 
2 PROFISSIONAIS 
1 PEDIATRA 
HIPOTERMIA 
SALA DE PARTO DEVE 
ESTAR ENTRE 23 -26 C° 
TODO MATERIAL 
DEVE ESTAR PRONTO 
E CHECADO 
 
NORMOTERMIA 
• SECAGEM DO CORPO E CABEÇA 
• CONTATO PELE-PELE 
• 36,5 A 37,5 C° 
 
PREMATUROS 60bpm, encerrar massagem cardíaca e manter VPP até que FC > 100bpm com respiração regular. 
 
• 60 seg de massagem cardíaca sincronizada com a respiração. 
Reavaliar 60 seg depois: FCapresenta: agitação, choro, evolui para respirações profundas e rápidas, com piora súbita da cianose. Após 
esse período, ocorre sonolência, apatia, podendo ocorrer parada respiratória. 
Tratamento: 
• Betabloqueador (relaxamento do infundíbulo) 
• Oxigênio 
• Posição genupeitoral 
• Expansão com cristaloide (aumentar a pré-carga e facilitar o fluxo pulmonar) 
• Sedativo: Morfina (relaxar o infundíbulo pulmonar) 
2) Fechamento e/ou diminuição do canal arterial em cardiopatias com fluxo pulmonar dependente dele. 
Ocorrem na atresia pulmonar (como na atresia pulmonar não há passagem de sangue do VD ao tronco pulmonar, o 
paciente depende desse fluxo para sobreviver.) 
Tratamento 
• Prostaglandina vasodilatadora E1, que mantém a permeabilidade 
do canal arterial, evitando seu fechamento até abordagem 
cirúrgica. 
 
SOPRO NA INFÂNCIA 
Os sopros são sons do sangue fluindo pelo coração. 
Podem ser fisiológicos ou patológicos e podem ser a primeira manifestação de uma cardiopatia congênita. 
DE ACORDO COM O CICLO CARDÍACO 
• Sopro sistólico (pode ocorrer na comunicação interventricular) 
• Sopro diastólico: SEMPRE PATOLÓGICO (estenose de valvas atrioventriculares, insuficiência de valva aórtica ou 
pulmonar) 
• Sopro continuo (persistência do canal arterial) 
SOPRO FUNCIONAL / INOCENTE 
• Eles podem ocorrer na ausência de cardiopatias 
• Achado incidental 
• O mais comum deles é o sopro de Still. 
• A conduta nos sopros inocentes é apenas orientação aos responsáveis. 
SOPRO VIBRATÓRIO DE STILL SOPRO DE EJEÇÃO PULMONAR SOPRO DE RAMOS PULMONARES 
É o mais comum dos sopros inocentes, 
sendo encontrado frequentemente em 
crianças em idade escolar. 
Principalmente, é detectado em borda 
esternal esquerda média ou baixa, 
sistólico, vibratório musical, de baixa 
intensidade. 
Sopro sistólico suave, de baixa 
intensidade, no foco pulmonar, que 
diminui de intensidade com a mudança 
de decúbito, comum também em idade 
escolar 
 
É um sopro comum de neonatos. A 
estenose fisiológica é um estreitamento 
que acontece logo após o nascimento, 
quando os ramos pulmonares estão se 
adaptando ao aumento da volemia que 
vai para o pulmão. Pode ser auscultado 
em foco pulmonar, mas sem nenhuma 
repercussão clínica 
 
O principal perfil nas cardiopatias congênitas é o C, ou seja, congesto e mal perfundido. 
A congestão deve ser tratada com diuréticos, principalmente a furosemida. Se predominarem sinais de baixo débito, deve-
se associar inotrópicos, como a milrinona. 
 
É a causa principal da mortalidade 
dos pacientes com cardiopatias 
congênitas cianogênicas 
Que medicação mantém o canal 
arterial pérvio? Prostaglandina 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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CARDIOPATIAS CONGÊNITAS 
• A cardiopatia congênita mais prevalente é a comunicação interventricular! 
• Seguida pela comunicação interatrial e depois pela persistência do canal arterial. 
FATORES DE RISCO 
• História familiar de cardiopatias 
• Uso de drogas de ação teratogênica pela mãe (álcool, fenitoína, lítio) 
• Malformações associadas a Onfalocele 
• Infecções congênitas 
• Diabetes mellitus materno 
• Lúpus eritematoso sistêmico 
• Síndromes genéticas 
TESTES PARA AUXILIAR DIAGNOSTICAR CARDIOPATIAS CONGÊNITAS CRITICAS 
• Teste do coraçãozinho (triagem neonatal) 
• Teste da hiperóxia: É usado para a diferenciação entre as causas cardíacas e as respiratórias de cianose. 
 
 
 
 
 
 
PRINCIPAIS CARDIOPATIAS CONGÊNITAS 
 CARDIOPATIAS CONGÊNITAS 
COMUMENTE ACIANOGÊNICAS 
CARDIOPATIAS CONGÊNITAS 
COMUMENTE CIANOGÊNICAS 
COM HIPERFLUXO PULMONAR • Comunicação interatrial (CIA) 
• Comunicação interventricular (CIV) 
• Defeito do septo atrioventricular total 
• Persistência do canal arterial 
• Transposição de grandes artérias 
• Drenagem anômala total das veias 
pulmonares 
• Hipoplasia do coração esquerdo 
SEM HIPERFLUXO PULMONAR • Estenose pulmonar 
• Estenose aórtica 
• Coarctação da aorta 
• Tetralogia de Fallot 
• Atresia pulmonar (com septo 
interventricular íntegro ou com CIV) 
CARDIOPATIAS ACIANOGÊNICAS 
COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR (CIV) 
• É uma descontinuidade do septo que divide os ventrículos direito e ventrículo esquerdo 
• É a cardiopatia congênita mais prevalente 
• Ocorre hiperfluxo pulmonar devido shunt E-D 
• Clinica: sinais de Insuficiência cardíaca aos 2-3 meses de idade. 
• Ausculta: Holossistólico Hiperfonese de B2 
• Apresenta pneumonias de repetição: devido hiperfluxo pulmonar. 
• Diagnóstico: ecocardiograma, eletrocardiograma (sobrecarga ventricular esquerda), Rx de tórax (aumento da trama 
vascular pulmonar e área cardíaca) 
• Tratamento: na CIV pequena e assintomática normalmente se fecham sozinhas e não precisam de tratamento. 
O tratamento clinico consistem em tratar a IC. 
A correção cirúrgica deve sempre ser feita antes da evolução para hipertensão pulmonar, geralmente em torno dos 3 
meses. 
 
COMUNICAÇÃO INTERATRIAL (CIA) 
• A comunicação interatrial é caracterizada por um defeito no septo que separa os átrios 
• A pressão esquerda é maior que a direita, isso permite um shunt da esquerda para a direita, resultando em 
sobrecarga de volume das cavidades direitas e aumento do fluxo pulmonar 
• Pode ser dividida anatomicamente, a depender do local do defeito, em quatro tipos: 
• Tipo fossa oval ou ostium secundum (OS): é a forma mais comum de CIA, representando cerca de 70% dos casos. 
• Tipo ostium primum: é o segundo tipo mais frequente, correspondendo a cerca de 20% dos casos. 
• Tipo seio venoso: ocorre em cerca de 10% dos casos de CIA. 
• Tipo seio coronário: é o mais raro. 
• Ausculta cardíaca: desdobramento fixo de segunda bulha cardíaca (patognomônica) 
Oferecemos oxigênio a 100% para o neonato e verificamos a po2. 
• Patologias de causa pulmonar apresentam boa resposta ao teste e uma pO2 maior de 250mmHg 
exclui a possibilidade de cardiopatia congênita. 
• Já, pO2 menor de 100 mmHg sugere uma cardiopatia congênita. 
 
 pO2 > 250mmHg = Pneumopatia 
 
pO2• Tratamento: Em casos de atresia pulmonar ou estenose grave, há necessidade de manutenção do canal arterial nos 
primeiros dias de vida, através da infusão de prostaglandinas. 
As crises de hipoxemia devem ser tratadas com: betabloqueador, oxigênio, posição genupeitoral, expansão e sedativo 
(morfina). 
O tratamento cirúrgico definitivo é indicado após o sexto mês de vida. 
 
 
 
• Hipertrofia do ventrículo direito 
• Estenose pulmonar 
• Dextroposição da aorta em relação ao septo 
interventricular (aorta cavalgando os ventrículos) 
• Comunicação Interventricular. 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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TRANSPOSIÇÃO DE GRANDES ARTÉRIAS 
• É uma cardiopatia que apresenta uma circulação em paralelo, ou seja, a aorta tem origem no ventrículo direito e o 
tronco pulmonar, à esquerda. Como você pode imaginar, se não houver alguma comunicação entre os lados direito e 
esquerdo, como um canal arterial pérvio ou uma CIV, é incompatível com a vida. 
• Clinica: cianose, que se inicia após os primeiros dias de vida devido ao fechamento do canal arterial. A criança pode 
parecer normal inicialmente e evoluir rapidamente com cianose, insuficiência cardíaca e choque. 
• Diagnóstico: radiografia de tórax (coração tem formato ovalado/ formato de ovo deitado) 
 
 
 
 
 
 
 
• Tratamento: infusão de prostaglandinas para manter o canal arterial aberto. 
A cirurgia de Jatene (inversão das artérias para seus respectivos ventrículos) é o tratamento cirúrgico definitivo e deve 
ser feita precocemente.• Fazer ventilação por 30 seg 
• Reavaliar FC e respiração. 
 
 
 
INTBAÇÃO OROTRAQUEAL: 
 
 
 
 
MASSAGEM CARDÍACA EXTERNA: 
• Apenas após a Intubação orotraqueal 
• Usar técnica dos dois polegares. 
• Reavaliar após 60 seg. 
Como fazer massagem cardíaca: 
• Terço inferior do esterno 
• Técnica dos 2 polegares 
• Comprime 1/3 diâmetro 
• Re-expansão completa 
• Sincronizada com a respiração. Relação 3:1 (1,2,3 ventila) 
DROGAS 
Veia umbilical (introduzir cateter) é a principal via de administração de medicações 
• Adrenalina/epinefrina: endotraqueal 0,1mg/kg, ou, intravenoso 0,02mg/kg. 
• Soro fisiológico 0,9% 10ml/kg EV: suspeita de hipovolemia 
 
S ITUAÇÕES ESPECIAIS 
 
RECEM-NASCIDO COM LIQUIDO MECONIAL 
• Manter a mesma sequência 
• Não fazer aspiração das vias aéreas ao desprendimento do polo cefálico (não fazer aspiração após o bebe nascer mesmo se houver 
liquido meconial) 
• Não depende do aspecto do mecônio, depende da vitalidade do RN. 
 
RN BOA VITALIDADE: 
• Gestação a termo (37-41 sem) 
• Respirando ou chorando 
• Tônus em flexão 
 
 
Manter com a mãe, contato pele a pele, avaliação continua. 
ÚNICA SITUAÇÃO QUE A INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL É ANTES DA VPP + SONDA OROGÁSTRICA: HERNIA DIAFRAGMÁTICA 
COBRIR DO NARIZ AO QUEIXO 
40-60 MPM 
(APERTA, SOLTA, SOLTA) 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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RN LIQUIDO MECONIAL: 
• Pré ou Pós-termo 
• Respiração irregular ou apneia 
• Tônus flácido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIPOGLICEMIA NEONATAL 
Diminuição dos níveis de glicose 45mg/dl 
 
 
MESA DE REANIMAÇÃO 
PASSOS INICIAIS (ASPIRAÇÃO VAS) 
REAVALIAR FC E RESP. 
 
FC 7 % 
• Asiáticos 
• Irmão com icterícia neonatal tratado com fototerapia 
• Mãe diabética 
• Tempo de Clampeamento umbilical superior a 60 seg 
ICTERÍCIA FISIOLÓGICA ICTERÍCIA PATOLÓGICA 
• Apenas por bilirrubina indireta 
• Sempre após as 24hrs 
• Surge entre o 2º e 3º dia de vida 
• Declina até 7º dia de vida 
• Níveis de bilirrubina até 12mg/dl 
• Aumento da bilirrubina às custas da fração direta 
• Icterícia precoce, antes de 24 horas de vida. 
• Manifestações de doença associada, como 
hipotonia, letargia, instabilidade clínica ou térmica 
• Icterícia persistente após 8 dias em termos ou 14 
dias em pré-termos. 
As principais causas de hiperbilirrubinemia fisiológica são: 
• Aumento da degradação das hemácias e tempo 
menor de meia-vida 
• Aumento da circulação entero-hepática 
• Maior número de hemácias, hemoglobina e 
hematócrito 
As principais causas de hiperbilirrubinemia patológica são: 
• Incompatibilidade ABO e RH, anemia hemolítica 
(doença falciforme 
• Distúrbios da conjugação hepática da bilirrubina: 
síndrome de Gilbert e de Crigler-Najjar. 
• Prematuridade 
• Hipotireoidismo congênito 
 
Exames de sangue que devem ser coletados em todos os bebes ictéricos: 
• Dosagem de bilirrubina total e frações 
• Tipagem sanguínea da mãe e do RN 
• Prova de Coombs direta para neonato e indireta para mãe com fator de risco. 
 
 
 
ICTERICIA PRECOCE 7% 
• Desidratação(hipernatremia) 
Acontece porque 
• Aumenta circulação entero-hepática 
• Sobrecarga de bilirrubina para o hepatócito 
 
Tratamento: corrigir técnica de aleitamento materno 
ICTERÍCIA PELO LEITE MATERNO 
• 1º sem de vida 
• Aumento de icterícia indireta 
• Persiste 2-3 semanas (10-30mg/dl) 
• Com ganho ponderal 
Acontece porque: 
• Reduz atividade de UGT1A1, responsável pela conjugação 
hepática. 
 
Tratamento: Suspensão temporária do aleitamento materno por 24-
48hrs 
HEPATOESPLENOMEGALIA 
 
INCOMPATIBILIDADE RH 
Na 1º exposição IgM, não ultrapassa a placenta, já na 2º exposição IgG ultrapassa a barreira placentária. 
Coombs indireto - 
Sangue RH + 
IMUNOGLOBULINA ANTI-D 
SITUAÇÕES DE CONTATO: 
Sangramento 
Parto 
Aborto/ectópico 
Procedimento 
Gestação 28-34 sem (quando mãe é RH – e pai RH+) 
Anti A / Anti B IgG ESFERÓCITOS 
 
INCOMPATIBILIDADE ABO 
 
 
• 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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COLESTASE NEONATAL 
Icterícia persistente por mais de 2 semanas, com elevação de bilirrubina direta. 
A definição laboratorial é: 
•Bilirrubina direta maior que 1mg/dL, quando a bilirrubina total for menor que 5mg/dL. 
• Bilirrubina direta superior a 20% da bilirrubina total, quando a bilirrubina total for maior do que 5mg/Dl 
As causas mais comuns de colestase neonatal são: 
• Toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola, sífilis e sepse neonatal. 
• Atresia de vias biliares. 
As causas podem ser divididas em intra-hepáticas e extra-hepáticas: 
Intra-hepáticas: 
• Infecções congênitas 
• Doenças metabólicas como galactosemia 
• Hepatite idiopática 
Extra-hepáticas: 
• Atresia de vias biliares extra-hepáticas 
• Cisto de colédoco 
• Coledocolitíase 
Exame físico: 
• Hepatomegalia 
• Esplenomegalia 
• Acolia 
• Colúria 
• Icterícia 
Exames complementares: 
• Laboratório: TGO, TGP, FA, albumina, coagulograma 
• USG 
• Biópsia 
• Colangiografia 
 
 
Abordagem e tratamento da hiperbilirrubinemia indireta: 
 
1º: Através das zonas de risco 
Com ele podemos definir que: 
• RN na Zona de Alto Risco (percentil maior que 95): Iniciar fototerapia. 
• RN na zona de risco intermediário alto (percentil entre 75 e 95): Considerar fototerapia de acordo com a idade gestacional e repetir a 
dosagem de bilirrubina em 12 a 24 horas. 
• RN na zona de risco intermediário baixo e baixo risco (percentil menor que 75): Alta hospitalar e reavaliação em 72 horas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATRESIA DE VIAS BILIARES 
É definida como ausência ou obstrução dos ductos biliares extra-
hepáticos, e é a principal causa de transplante hepático em 
crianças. 
As principais manifestações são: 
• Icterícia, acolia fecal, colúria e hepatomegalia. 
 
O ultrassom é o exame de imagem de escolha, a não visualização 
da vesícula biliar (vesícula atrófica ou ausente) é altamente 
sugestiva da doença. 
A biópsia hepática percutânea é o exame padrão-ouro. 
 
O tratamento paliativo é cirúrgico, através da portoenterostomia 
de Kasai, de preferência nos primeiros 2 meses de vida, e o 
definitivo é o transplante hepático. 
 
Crianças não tratadas podem complicar com fibrose, cirrose 
hepática, hipertensão portal e vão a óbito em 100% dos casos. 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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2º Através do risco neonatal 
• Nele, a fototerapia deve ser iniciada sempre que ultrapassarmos a linha relacionada a cada neonato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FOTOTERAPIA 
• É o tratamento mais comum 
• A melhor forma de realizar fototerapia é com lâmpadas azuis especiais. 
• Quando a bilirrubina absorve a luz, ela é isomerizada e transformada em produtos que 
são excretados pela bile e pela urina. 
• O RN deve ser exposto despido, com proteção ocular, e permanecer sob a fonte 
luminosa o maior tempo possível, sendo retirado apenas para amamentação. Em 
casos extremos, a alimentação deve ser feita via sonda, sem retirar o bebê da fonte de 
luz. 
• As bilirrubinas devem ser checadas entre 6 e 24 horas após o início. 
Complicações da fototerapia: 
• Hipo ou hipernatremia/ desidratação 
• Síndrome do bebe bronzeado: ação sobre bilirrubina direta, pele castanho-acinzentado, urina escura (tudo transitório) 
 
EXSANGUINEOTRANSFUSÃO 
• Método que deve ser adotado apenas em situações extremas 
• Principal indicação: incompatibilidade RH 
• Feita na UTI 
• Remove o sangue hemolisado do RN, que vai ser substituído por hemácias de doador não sensibilizado 
Complicações: 
• Desequilíbrios metabólicos e ácido-básicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DOENÇAS RESPIRATÓRIAS DO RECÉM-NASCIDO 
Ao exame físico vamos observar: 
• Taquipneia 
• Batimentos de asas nasais 
• Gemido 
• Retrações 
• Apneia e cianose 
 
SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO (DOENÇA DA MEMBRANA HIALINA) 
Caracterizado pela deficiência do surfactante (o surfactante tem como função, impedir que o alvéolo se colabe ao final da expiração). 
DEFICIÊNCIA DE SURFACTANTE CAUSA: 
• Aumento da tensão superficial 
• Formação de atelectasias 
• Redução de complacência e capacidade residual funcional 
• Redução da relação ventilação/perfusão. 
FATORES DE RISCO 
• Prematuridade 
• Sexo masculino 
• Mãe diabética 
• Asfixia 
QUADRO CLINICO 
• Taquipneia e sinais de desconforto respiratório 
• Surgem após o nascimento 
DIAGNOSTICO 
• RX: INFILTRADO RETICULOGRANULAR (VIDRO MUIDO), broncograma aéreo. 
• Laboratório: hipoxemia, acidose respiratória. 
TRATAMENTO 
• Cuidados gerais: térmico, nutricional. 
• Suporte respiratório: CPAP NASAL, caso o CPAP não seja suficiente, devemos oferecer a 
ventilação mecânica. 
• Reposição de Surfactante: técnica INSURE (intubar e repor o surfactante e depois extubar e colocar no CPAP) 
PREVENÇÃO 
• Prevenção da maturidade 
• Corticoide antenatal (Betametasona: 2 doses 12mg IM/ cada 12 hrs; Dexametasona. 
Efeito após 24hrs, duração de 7 dias. 
 
PNEUMONIA / SEPSE NEONATAL 
Processo inflamatório dos pulmões resultante da infecção bacteriana, viral, fúngica. Associado a quadros de sepse e meningites. 
SEPSE PRECOCE 
• Primeiras 48 horas 
• Ocorre antes ou durante o nascimento 
• Principais bactérias: estreptococo do grupo B (agalactiae) e Gram-negativos (escherichia coli) 
Fatores de risco: 
• Corioamnionite 
• Ruptura membrana >18 horas 
• Colonização materna da GBS (estreptococo do grupo B) 
• Parto prematuro sem causa evidente 
SEPSE TARDIA 
• Transmissão horizontal (mãe para a criança após o nascimento), nosocomial, comunitária. 
• Staphylococcus Aureus, gram-negativos (Klebsiella), fungos. 
QUADRO CLINICO 
• Instabilidade térmica (hiper ou hipotermia) 
• Dificuldade respiratória 
• Manifestações gastrointestinais 
AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR 
• Hemograma: leucocitose ou neutropenia, plaquetopenia, relação I/T ≥0,2 (neutrófilos imaturos/neutrófilos totais: significa desvio a 
esquerda) 
• PCR 
• Síndrome do desconforto respiratório (doença da membrana hialina) 
• Taquipneia transitória do recém-nascido 
• Síndrome da aspiração meconial 
• Pneumonia neonatal 
• Hipertensão pulmonar persistente neonatal 
• Displasia broncopulmonar 
Produção de surfactante 
20-24 sem IG 
Atinge o pico: 34 sem IG 
Hipoxia 
Hipercapnia 
Acidose respiratória 
Padrão respiratório normal:30-
60 incursões/min 
Acrocianose: cianose em região 
palmar e plantar, sinal benigno. 
Cianose central: cardiopatia 
congênita, hipertensão 
pulmonar. 
No hospital a causa de infecção 
tardia pode ser por fungos, em 
especial: crianças comdurante a vida intrauterina 
Clinica: 
• Abortamento / malformações congênitas 
• Assintomáticas ao nascimento 
 
SIFILIS CONGÊNITA 
• Agente etiológico: treponema pallidum 
• Transmissão pode ocorrer em qualquer período da gestação (+ comum nos trimestres finais) 
• Doença infecto contagiosa sistêmica, de evolução crônica 
• Transmissão predominante sexual 
• Não ocorre transmissão pelo leite materno 
• Principal via de transmissão da sífilis: via placentária. 
QUADRO CLINICO 
SIFILIS CONGÊNITA PRECOCE SIFILIS CONGÊNITA TARDIA 
Manifestações nos primeiros 2 anos de vida: 
• Lesões cutâneas: Maculopapulares, Pênfigo sifilítico, 
Placas mucosas e condiloma plano 
• Rinite (pode ser sanguinolenta) 
• Lesões ósseas: periostite, osteocondrite, sinal de 
Winberger, pseudoparalisia de Parrot. 
• Alterações hematológicas: anemia e plaquetopenia 
• Neurossífilis 
• Coriorretinite (alteração no fundo de olho: sal e pimenta) 
Manifestações após os 2 anos de vida: 
• Nariz em sela 
• Tíbia em sabre 
• Fronte olímpica 
• Neurológicas: surdez, retardo mental, hidrocefalia 
• Tríade de hutchinson: dentes de hutchinson, ceratite 
intersticial, lesão do VIII par cranial (Surdez) 
 
 
 
 
 
 
Dentes de hutchinson Pênfigo palmo plantar Fronte olímpica Nariz em sela 
 
 
 
 
 
 
 
Tíbia em lâmina de sabre, articulações de clutton Rinite 
 
AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR 
Avaliação sorológica: 
• Teste treponêmicos (TPHA, FTABS, Teste rápido), não são usados nas avaliações do RN. 
• Teste não treponêmicos: VDRL, permite o diagnóstico e seguimento. 
Outras avaliações: 
• Radiografia de ossos longos 
• Avaliação do liquor (VDRL reagente, presença de celularidade >25, proteína > 150) 
• Hemograma, perfil hepático e eletrólitos 
• Avaliação audiológica e oftalmológica 
TRATAMENTO DA SIFILIS 
Avaliar tratamento materno: 
• Tratamento completo para estagio clinico de sifilis com penicilina benzatina, iniciado ate 30 dias antes do parto. 
• Documentação da queda do VDRL 
Mãe não tratada de forma adequada: 
• Notificar 
• Coletar exames 
• Liquor alterado: penicilina cristalina IV por 10 dias. 
SIFILIS: DOENÇA DE 
NOTIFICAÇÃO 
COMPULSÓRIA 
Quando é Maior a gravidade da 
infecção congênita: 1.º trimestre 
Maior risco de infecção / transmissão: 
3.º trimestre. 
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• Liquor normal e outra alteração: penicilina cristalina IV ou penicilina procaína IM por 10 dias. 
• Assintomático e sem alterações nos exames: penicilina benzatina IM em dose única. 
 
Mãe tratada de forma adequada: 
Coletar VDRL do RN e comparar com materno: 
• VDRL maior que materno em 2 diluições: notificar + coletar exames + tratar 10 dias. 
• VDRL não é maior que o materno em 2 diluições: 
Exame físico normal: criança exposta = acompanhamento 
Exame físico alterado: VDRL não reagente :avaliar TORCHS; VDRL reagente: notificar + exames + tratamento (penicilina cristalina ou 
procaína por 10 dias). 
 
RÚBEOLA CONGÊNITA 
• Doença infectocontagiosa, causada por vírus togaviridae. 
• Gravidade é maior quando ocorre no 1.º trimestre (8 a 11 sem), devido risco de 
malformações congênitas. 
QUADRO CLINICO 
• Restrição do crescimento intrauterino 
• Deficiência auditiva 
• Malformações cardíacas: persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar. 
• Malformações oculares: coriorretinite, catarata. 
• Alterações cutâneas: Exantema em blueberry muffin 
DIAGNOSTICO RN 
• SOROLOGIA: IgM- sangue do RN 
• IgG RN > IgG materno 
• PCR em secreções (sangue, orofaringe, urina, liquor) 
RECÉM NASCIDO DEVE SE MANTAR EM PRECAUÇÕES DE CONTATO ATE 1 ANO DE VIDA (ele excreta o 
vírus nas secreções durante esse tempo) 
TRATAMENTO 
• Não existe tratamento específico. 
• Manejo das sequelas: Cardiológico, Oftalmológico, Audiológico, Neurológico. 
PROFILAXIA 
• Vacinação de rotina. 
• Gestantes devem ser afastadas de pessoas com suspeita clínica de rubéola. 
 
TOXOPLASMOSE CONGÊNITA 
• A toxoplasmose é uma doença causada por um parasita, o protozoário Toxoplasma gongii. 
• Transmissão na infecção aguda durante a gestação ou reativação de uma infecção latente na imunodeprimida. 
QUADRO CLINICO 
• TRÍADE DE SABIN: 
Hidrocefalia (acumulação de líquido cefalorraquidiano no interior da cavidade craniana que faz aumentar a pressão intracraniana 
sobre o cérebro) 
Calcificação intracraniana difuso 
Coriorretinite 
DIAGNÓSTICO 
Diagnostico de toxoplasmose na mãe: 
• Sorologia: IgM e IgG 
• Índice de avidez de IgG (avalia o tempo de infecção) 
Diagnostico de toxoplasmose no feto: 
• Analise: líquido amniótico - PCR toxoplasma gondii – amniocentese 
Quando é comprovado: 
• PCR positivo no líquido amniótico 
• RN com IgM positivo colhida entre 2 dias de vida a 6 meses de vida 
• RN com persistência de IgG maior a 12 meses de vida 
• RN tem clínica e IgG positivo na mãe. 
TRATAMENTO 
TRATAMENTO DA TOXOPLASMOSE 
CONGÊNITA 
Pirimetamina + Sulfadiazina + ácido folínico 
durante 1 ano. 
 
Corticoide (prednisona por 4 semanas): 
utilizados em RNs com: 
Retinocoroidite em atividade e 
proteinorraquia > 1g/dl. 
TRATAMENTO FETAL 
Pirimetamina + Sulfadiazina + ácido folínico 
até o final da gestação. 
TRATAMENTO GESTACIONAL 
Espiramicina até o final da gestação. 
Tríade da rubéola congênita 
• CATARATA 
• ALTERAÇÕES CARDÍACAS 
• SURDEZ NEUROSSENSORIAL 
Se o resultado for ≤ 30 % significa que a paciente tem 
infecção recente (maior risco de toxoplasmose congênita) 
 
Se o teste for ≥ 60% significa que a infecção aguda foi há mais 
de 3 a 4 meses, ou seja, antes dela ficar gravida. 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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CITOMEGALOVÍRUS CONGÊNITO 
• Vírus da família herpesviridae 
• O citomegalovírus nunca abandona o organismo da pessoa infectada. Permanece em estado latente e qualquer baixa na imunidade 
do hospedeiro pode reativar a infecção. 
• Adquirido pelo contato de secreções (saliva, tosse, espirros, via sexual, ALEITAMENTO) 
Transmissão vertical: 
• Intrauterina- dando origem a infecção congênita 
• Periparto intraparto- devido secreção vaginal 
• Pós-natal precoce- devido aleitamento materno (principal via de transmissão da infecção) 
Horizontal: através de transfusões sanguíneas, unidade de cuidado intensivo, e na comunidade, devido baixo nível socioeconômico. 
QUADRO CLINICO 
90% dos RNs são assintomáticos 
10% são sintomáticos: 
• RCIU 
• Hepatoesplenomegalia ↑ transaminase 
• Icterícia ↑ bilirrubina direta 
• Petéquias ↓ plaquetas 
• Microcefalia 
• Calcificações periventriculares 
• Surdez 
DIAGNOSTICO DO RN 
• Padrão ouro: isolamento vertical em cultura de fibroblastos humano. 
• PCR em secreção (urina e saliva) 
• Sorologia (baixa sensibilidade) 
TRATAMENTO 
• Ganciclovir IV 
• Valganciclovir VO 
 
 TRATAR POR 6 SEMANAS 
Tratamento para RN assintomático: não existe recomendação antiviral. 
 
VARICELA CONGÊNITA (CATAPORA) 
• Causada pela infeção inicial com o vírus varicela-zoster (herpesviridae) 
• Transmitida por via aérea, propagando-se facilmente através das gotículas produzidas pela tosse e espirros de uma pessoa infetada. 
QUADRO CLINICO 
• Alterações de membros: Atrofia e rash cicatricial, exantema polimórfico 
• Alterações neurológicas: microcefalia, hidrocefalia, calcificações intracranianas. 
 
 
 
 
 
 
DIAGNOSTICO VARICELA CONGÊNITA 
• História materna 1.º ou 2.º trimestre de 
gestação 
• Achados clínicos 
• PCR viral (tecidos) 
DIAGNOSTICO VARICELA NEONATAL 
• História materna > 3 º trimestre 
• Achados clínicos 
• PCR ou imunofluorescência direto nas lesões 
TRATAMENTO VARICELA CONGÊNITA 
• Suporte 
TRATAMENTO VARICELA NEONATAL 
• ACICLOVIR EV p/10 dias 
• Suporte 
Profilaxia: 
• Vacinação varicela 
• Precauções de contato 
Profilaxia pós-exposição: 
• Imunoglobulina anti-varicela-zoster: podeser dada até 96 hrs da exposição. 
 
 
 
Indicado para: 
• Infecção confirmada 
• RN sintomático 
• Manifestações neurológicas (calcificação, LCR alterado, perda auditiva, coriorretinite) 
• GESTANTES 
• RN de mãe com varicela 5 dias antes a 2 dias pós-parto 
• RNPT 28-36 sem se mãe suscetível a varicela 
• RNPT 35 semanas. 
RESULTADO NORMAL: SaTO2 ≥ 95% em ambas as medidas, com diferença ≤ 3% 
Positivo: ≤ 89%, é indicativo de realizar o ecocardiograma e avaliação cardiológica. 
Teste duvidoso: medidas entre 90-94% ou uma diferença entre as medidas ≥ 4%, repetir em uma hora, se alterado, repetir de novo em uma 
hora, se duvidoso, encaminhar para o cardiologista. 
TESTE DA ORELHINHA 
Perda auditiva 
Triagem universal entre 24-48 horas de vida, de preferência até 1º mês de vida. 
Solicitar exame: PEATE ou BERA (Potencial evocado auditivo do tronco encefálico) 
 
 
 
Exame: EOAE (emissões otoacústicas evocadas) em todos os RN sem fatores de risco. 
1º falha: repetir EOAE 
2º Falha: PEATE/BERA - se falhar, repetir em 1 mês. 
 
 
 
TESTE DO OLHINHO 
AVALIAÇÕES 
• Catarata 
• Glaucoma congênito 
• Tumores intraoculares 
• Inflamação intraoculares 
• Hemorragias intravítreas 
TÉCNICA 
• Primeiras 24 horas, sala em penumbra, 
eixo visual alinhado, oftalmoscópio a 40-50 cm, 
reflexo em ambos olhos. 
• Deve ser feita 3 vezes ao ano nos 3 primeiros anos de vida. 
 
TESTE DA LINGUINHA 
• Alteração comum presente desde o nascimento, onde uma porção de tecido deveria ter desaparecido durante o desenvolvimento 
fetal permanece na parte de baixo da língua. (Anquiloglossia) 
 
 
Em todos os RN com fatores de risco 
Fatores de risco 
• HF de surdez congênita 
• Anomalias craniofaciais 
• Sd de Alport Pendred 
• TORCHS 
• Sepse 
• Meningite neonatal 
• Uso de drogas ototóxicas 
• Hiperbilirrubinemia 
• Muito baixo peso ao nascer 
• Doença neurológica neonatal 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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DOENÇAS DO TRATO GASTROINTESTINAL 
ENTEROCOLITE NECROSANTE 
• Principal emergência do trato gastrointestinal no período neonatal 
• Caracteriza-se por diferentes graus de necrose da mucosa intestinal. 
FATORES DE RISCO 
• Prematuridade 
• Peso ao nascer inferior a 1500g (muito baixo peso) 
• RCIU 
• Asfixia 
• Uso de formulas lácteas 
FATORES ASSOCIADOS A PATOGENESE 
• Predisposição genética 
• Imaturidade intestinal 
• Supercrescimento bacteriano 
• Hiper-reatividade da mucosa intestinal 
QUADRO CLINICO 
• Normalmente ocorre nas 2 primeiras semanas de vida 
• Sinais específicos: distensão abdominal, vomitos biliosos, sangramento retal, aumento 
de resíduo gástrico. 
• A progressão da doença pode ser rápida e grave para perfuração intestinal, peritonite, sepse e 
morte. 
DIAGNOSTICO 
• RX: Encontro de pneumatose intestinal (ar na submucosa intestinal), pneumoperitônio é a 
presença de ar na cavidade abdominal (indica perfuração). 
• USG: Pneumoportia (presença de ar no sistema portal) 
• LABORATORIO: achados inespecíficos. 
TRATAMENTO 
• Dieta zero + sonda para descompressão 
• Antibioticoterapia (Amicacina, Vancomicina, Metronidazol) 
• Perfuração: abordagem cirúrgica 
DEFEITOS CONGÊNITOS 
• ATRESIA DE ESÔFAGO 
• ATRESIA DUODENAL 
ATRESIA DE ESÔFAGO: 
Corresponde à formação incompleta do esôfago. 
É um defeito congênito no qual o esôfago se estreita ou tem uma extremidade fechada. A maioria dos recém-nascidos com atresia esofágica 
apresenta também uma conexão anormal entre o esôfago e a traqueia denominada fístula traqueoesofágica. 
A atresia do esôfago é a atresia gastrintestinal mais comum. 
 
QUADRO CLINICO 
• Tosse 
• Engasga e baba depois de tentar engolir o alimento 
• Dificuldade respiratória 
• Incapacidade na progressão de sonda 
DIAGNOSTICO 
• Radiografia: gás no estomago 
 
 
As regiõesmais comuns 
envolvidas são: porções 
distais do íleo e proximal 
do colón. 
ATRESIA COM 
FISTULA 
DISTAL (86%) 
ATRESIA 
ISOLADA DE 
ESÔFAGO (8%) 
ATRESIA COM 
FISTULA DUPLA 
(1%) 
FISTULA 
TRAQUEOESOFAGICA 
(TIPO H- 4%) 
ATRESIA COM 
FISTULA 
PROXIMAL (1%) 
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-defeitos-cong%C3%AAnitos/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-defeitos-cong%C3%AAnitos
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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ATRESIA DUODENAL: 
Associações com síndromes (síndrome de Down) 
QUADRO CLINICO 
• Vomitos biliosos 
DIAGNOSTICO 
• Radiografia: sinal da dupla bolha 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOENÇAS NEUROLOGICAS 
ASFIXIA PERINATAL 
Decorre de uma redução do fluxo de O2 aos tecidos fetais pelo comprometimento do fluxo sanguíneo placentário durante o 
parto. 
QUADRO CLÍNICO 
• Nascimento: dificuldade para iniciar respiração (manobras de reanimação) 
• Evolui com sintomas clínicos + achados sistêmicos: convulsões (principal 
anticonvulsivante para RN FENOBARBITAL) 
DIAGNOSTICO 
• APGAR de 0 a 3 no 5º min de vida 
• Gasometria arterial de cordão umbilical com PH 35 sem asfixia, encefalopatia moderada-grave nas primeiras 6 horas de vida. 
Redução da temperatura corporal central para 33 a 34 graus por 24-72 horas. Após esse período a temperatura 
corporal deve ser progressivamente elevada em 0,5 graus por horas até 36 graus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
duodeno 
Estomago 
Principal complicação da hipoxia 
neonatal: 
Encefalopatia hipóxico-isquêmico 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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ALEITAMENTO MATERNO 
“O leite materno é o alimento fundamental e deve ser o único que a criança necessita até os 6 meses, constituindo importante e 
completa fonte de energia, além de ser isento de contaminação e de apresentar proteção imunológica, ainda imatura no recém-
nascido” 
 
Aleitamento materno exclusiva: somente leite materno ou leite humano ordenhado. 
Aleitamento materno predominante: quando o lactente recebe além do leite materno, água ou bebidas à base de água, como sucos e 
chás. Porém, não recebe outro leite. 
Aleitamento materno complementário: além do leite materno, qualquer alimento solido ou semissólido com a finalidade de 
complementa-lo. 
Aleitamento materno misto ou parcial: quando a criança recebe o leite materno e outros leites. 
 
IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO 
• Evita mortes infantis: protegem contra infecções. 
• Evita diarreia 
• Evita infecções respiratórias e otite. 
• Diminui risco de alergias. 
• Diminui risco de hipertensão, hipercolesterolemia e diabetes 
• Reduz chance de obesidade 
• Qualidade de nutrição 
• Efeito positivo na inteligência 
• Melhor desenvolvimento da cavidade bucal 
• Proteção contra o câncer de mama materno, outras vantagens: protege contra o câncer de ovário, câncer de útero, 
hipercolesterolemia, hipertensão e doença coronariana, artrite reumatoide, osteoporose... 
• Evita nova gravidez: Mães que amamentam e ainda não menstruaram têm menor chance de ovulação, sendo então a 
amamentação um bom método anticoncepcional nos primeiros seis meses de vida do bebê. 
• Menores custos financeiros 
COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL (LEITE HUMANO X LEITE VACA) 
Leite humano: 
• Menos proteínas 
• Menor % de caseína 
• Proteína do soro: alfa-lactoalbumina 
• Menos eletrólitos 
• Mais lactose 
• Mais gordura: colesterol + lc-pufa 
• Ferro em quantidade semelhante (lactoferrina) 
MODIFICAÇÕES DO LEITE 
Colostro 
• 3º -5º dia 
• Mais proteínas, eletrólitos e vitamina A 
Leite de transição 
Leite maduro 
• Mais gordura, mais lactose 
Durante a mamada 
• Leite anterior: solução, proteína do soro e lactose 
• Leite posterior: emulsão, mais gordura 
 
FISIOLOGIA DA LACTAÇÃO 
A produção do leite pode ser organizada em 3 fases: 
LACTOGENESE FASE I: 
• Desenvolvimento da mama (estrogênio e progesterona) 
• Ação da prolactina inibida 
LACTOGENESE FASE II: 
Após o nascimento 
• Fim da inibição, independente do estimulo. 
• Apojadura (descida do leite) 
LACTOGENESE FASE III: 
Durante a lactação 
• Sucção e esvaziamento 
 
 Monize Jandotti – PEDIATRIA 
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ASPECTOS PRATICOS 
Frequência e duração: 
• Livre demanda: não limitar a duração da mamada. 
• Mudar de lado quando esvaziar a mama. 
• Armazenamento do leite: leite ordenhado, na geladeira 12 horas, congelador/freezer 15 dias. 
(descongelar e aquecer em banho maria e ofertar em copinho) 
• Posicionamento: Criança bem apoiada; Cabeça e tronco no mesmo eixo; Corpo próximo ao da mãe; 
Rosto de frente para mama 
• Pega: Boca aberta; Labio inferior evertido; Mais aréola acima da boca; Queixo toca a mama 
 
PROBLEMAS RELACIONADOS COM A AMAMENTAÇÃO: 
• Dor e trauma: tratamento – orientar técnica, começar pela mama menos afetada, ordenha antes da mamada, não aplicar 
pomadas. 
• Ingurgitamento: acumulo de leite + congestão + obstrução linfática: tratamento – manter amamentação, ordenhar excesso, 
compressas frias. 
• Mastite: processo inflamatório com ou sem infecção – Geralmente ocorre na segunda a terceira semana após o parto e cursa 
com nódulos mamários dolorosos, mal estar, calafrios e febre - manter amamentação, avaliar antibioticoterapia (cefalexina, 
amoxicilina + clavulanato), analgésicos e/ou anti-inflamatórios. (principal agente: S. Aureus). 
• Abscesso: manter ordenha, mas suspender o aleitamento. 
• Pouco leite: avaliar técnica e regime alimentar, manter amamentação, avaliação do ganho ponderal. 
• Candidíase mamária materna e oral no bebe: observamos coceira, sensação de queimadura e dor nos mamilos, que 
persiste após o término da mamada. Podemos ter também vermelhidão nos mamilos ou uma fina descamação. Já no bebê, 
é comum haver placas brancas orais, que devem ser distinguidas das placas de leite (sapinho). Podemos iniciar com 
tratamento tópico para ambos: nistatina, clotrimazol, miconazol ou cetaconazol por 14 dias. Se falha: antifúngico oral 
sistêmico: fluconazol. 
CONTRAINDICAÇÕES DA AMAMENTAÇÃO 
Doenças maternas: 
• HIV 
• HTLV 
Doenças da criança: 
• Galactosemia: deficiência de GALT – formula sem lactose. 
• Fenilcetonúria: deficiência de fenilalanina. 
Uso de medicamentos: 
• Amiodarona 
• Lítio 
Situações especiais: 
• Herpes simples: não pode haver contato com a lesão 
• Citomegalovírus: contraindicado se RN 37 semanas e peso ao nascer > 2500g 
Com fator de risco: 3 meses a 2 anos 
Sem fatores de risco: 6 meses a 2 anos 
RNmédia ao nascer: 49-50cm 
 
Crescimento no primeiro ano: cerca de 
25 cm. 
 
No segundo ano, o crescimento varia 
de 10 a 12 cm. 
 
Pré-escolares: crescimento constante 
de 5 a 7 cm/ano, ou seja, a média é de 
6 cm/ano. 
Ao nascimento, o PC mede de 33 a 36 
cm 
 
Aos 2 anos, mede de 47 a 51 cm; 
 
Aos três anos, apresenta tamanho 
semelhante ao do adulto. 
 
CURVAS DA OMS 
• Percentil: O percentil mostra a posição da criança em relação às outras de mesma idade e do mesmo sexo. 
• Escore Z: quantifica a distância em desvios-padrão do valor encontrado em relação à mediana da população. 
ESTATURA / COMPRIMENTO 
 
 
 
Alvo genético 
• A estatura guarda uma nítida relação com o potencial genético, especialmente com a estatura dos pais 
• O cálculo do alvo genético permite uma avaliação mais fidedigna da estatura da criança 
• Esse parâmetro não é uma previsão de estatura final, e sim uma forma de avaliar se a criança está no canal de 
crescimento adequado em relação ao seu padrão genético. 
 
 
PESO 
PERCENTIL ESCORE Z ZERO A 10 ANOS 
INCOMPLETOS 
 percentil 97 > escore Z +2 Peso elevado para a idade 
 
ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA 
PERCENTIL ESCORE Z ZERO A 5 ANOS 
INCOMPLETOS 
5 A 20 ANOS INCOMPLETOS 
 85 e ≤ 97 > +1 e ≤ +2 Risco de sobrepeso Sobrepeso 
> 97 e ≤ 99,9 > +2 e ≤ +3 Sobrepeso Obesidade 
> 99,9 > +3 Obesidade Obesidade grave 
 
 
ESCORE-Z PERCENTIL 
-3 0,1 
-2 3 
-1 15,9 
0 50 
+1 84,1 
+2 79 
+3 99 
VALORES CRÍTICOS DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL 

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