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O ser humano no discurso teológico								
Disciplina: Teologia e Ciência Sociais e Humanas Aplicadas
Curso: Tecnologia e Gestão Hospitalar - modalidade EAD
Professora: Ma. Joana D’arc 
Introdução
Fé e razão têm trilhado a mesma estrada ao longo da experiência humana, em uma relação que oscila entre períodos de tensão e de complementaridade.
O contexto histórico é o que delimita os contornos da relação entre ambas.
O encontro com o diferente é provocante e desafiador.
A universalidade do fenômeno religioso
Malinowski (1984), afirma que “[...] não existem povos, por mais primitivos que sejam, sem religião nem magia” . 
Ao seu encontro, segundo Jorge (1998), “[...] nunca existiu sociedade sem religião”. Seja nas sociedades primitivas, seja na contemporaneidade, as manifestações religiosas são permanentes. 
“No decorrer dos séculos, desde as épocas líticas até a presente era da informática, o homem pôde conhecer e vivenciar, há um que, por sua universalidade e permanência histórica, se sobrepõe: fenômeno religioso” (JORGE, 1998, p. 112).
O fenômeno religioso 
Se mostra, “[...] marca sua presença, de modo universal e constante” (JORGE, 1998, p. 11). 
Para citar apenas alguns 
Há estudos e pesquisas sobre o fenômeno religioso em Frazer, Durkheim, Marrett, Hubert, Mauss, Spencer, Lowie, Malinowski, Radcliffe-Brown, Lévi-Strauss, Firth, Evans-Pritchard, 
É no domínio do sagrado que se encontra o fenômeno religioso.
De um lado, encontram-se os atos e práticas tradicionais, que os nativos consideravam sagrados, associados a crenças em formas sobrenaturais. 
De outro lado, está a ciência rudimentar, ou o profano.
O que é religião?
Os antropólogos, em geral, concordam que a religião é formada por um sistema de crenças e práticas e que todas as sociedades possuem a sua ‘visão do universo’” (MARCONI; PRESOTTO, 2001, p. 151).
Os elementos da religião 
São dois os elementos constitutivos da religião: crença e ritual.
 somente a crença não basta para formar uma religião, deve estar associada à prática. 
O entendimento de crença, ou fé, consiste em um sentimento de respeito, submissão, reverência, confiança e até de medo em relação ao sobrenatural, ao desconhecido.
Sobre o ritual, ou a prática, trata-se da manifestação dos sentimentos por um ou vários indivíduos, em qualquer meio, através da ação de caráter religioso ou mágico.
O SISTEMA DE CRENÇA
CRENÇA: TUDO AQUILO QUE VOCÊ ACREDITA.
É toda programação mental adquirida como aprendizado durante toda a vida e é o que determina nosso comportamento, atitudes, resultados, conquistas e claro a nossa qualidade de vida.
É pela crença que determinamos quem somos e como nos comportamos diante as experiências vividas, com quem nos relacionamos e principalmente como percebemos e atuamos no mundo.
O Sagrado
 que move as manifestações religiosas é o sobrenatural.
Ele é o princípio ativo que mobiliza os seres humanos como reação a tudo aquilo que escapa aos sentidos do homem, que foge à compreensão humana, a observação e ao entendimento.
Eles podem ser imaginados pelo ser humano como seres, entidades, forças e alma dos mortos na forma de anjos, santos, demônios, fadas, espíritos, almas, mana ou espectros. Os seres residem em lugares diferentes; as forças, no universo, e as almas dos mortos ou espectros continuam membros da sociedade.
Sugestão para leitura
Os Ritos Mágicos e a Arte
Em todas as expressões religiosas, encontramos os cultos com variações estruturais, organizacionais e de realização em todas as épocas e os lugares. 
Os objetos sagrados que compõem o culto são adorados, venerados ou utilizados nos rituais
Exemplos: imagens, máscaras , terços, velas, os atabaques e colares...
Em algumas religiões africanas as máscaras simbolizam autoridade, prestígio ou tem efeitos medicinais.
Como a Diablada no Peru - é uma dança tradicional, caracteriza-se pela máscara de demônio usada pelos dançarinos.
Diablada no Peru 
A entidade letani (“casa grande”), realizado pelos Javaé (TO). Nos anos 1990, este ritual, que marca a entrada dos jovens para o mundo da casa dos homens. Foto: Patrícia de Mendonça Rodrigues, s/d.
Índio Ticuna durante ritual, Belém do Solimões, Terra Indígena Évare I, Amazonas. 
Foto: Frei Arsênio Sampalmieri, 1979
Apesar de desterrados na cidade de São Paulo, os Pankararu, que migraram do estado de Pernambuco, continuam realizando suas cerimônias, cantos e danças.
Os punus são povos bantu que se localizam no Gabão, na África Central. 
As máscaras deles se baseiam no rosto feminino, espelhadas no ideal de beleza da comunidade.
Possuem olhos levemente puxados e um queixo fino. São usadas em celebrações e funerais.
Os indivíduos da tribo Woyo se localizavam na República do Congo.
Eram utilizadas em rituais de dança chamados de ndunga, que almejavam manter a ordem social, além de serem adornadas com objetos sagrados.
As suas cores eram repintadas quando estavam desbotando, simbolizando renovação do poder
Três formas principais de ritual: as orações, as oferendas e as manifestações.
Há rituais com cânticos e danças nos rituais para chover, para plantio, colheita, contra epidemias, etc. Nos rituais, também há, pantomimas, rogações e atos de magia.
Outro tipo de rito comum entre muitas manifestações do fenômeno religioso são os ritos de passagem (ou transição). Esses ritos aparecem quando ocorrem importantes modificações no status social como por ocasião do nascimento, da puberdade, do matrimônio e da morte .
(MARCONI; PRESOTTO, 2001, p. 153)
Santuário: locais de realização das celebrações cúlticas, ritualísticas.
Para refletir: 
Podem estar vazios, abrigar objetos de culto ou se constituir na morada fixa ou temporária de deuses e espíritos. 
Como os Templos, casas, cidades, sepulturas, estábulos, árvores, objetos, pedras, animais e até cacos de cerâmica podem ser considerados santuários. 
Além do santuário, existem locais e acidentes geográficos que constituem a morada definitiva ou temporária de espíritos ou deuses.
São os lugares sagrados, como montes, picos de montanhas, rochas, bosques, árvores, rios, lagos podem ser considerados sagrados.
Machu Picchu, símbolo do Império Inca
Conclusão 
O reconhecimento da universalidade do fenômeno religioso no tempo e no espaço denota o quão importante são as formas de olhar para a diversidades das múltiplas manifestações religiosas. Todas elas têm mais em comum entre si do que se supunha. Portanto, distanciar-se de concepções com pretensões à hierarquização dos fenômenos religiosos contribui para a superação da intolerância religiosa e para o desenvolvimento de uma cultura de diálogo inter-religioso, principalmente em uma sociedade com a presença do pluralismo de religiões.
Animismo
Quando fundamenta que o começo da vida religiosa tem uma estrutura fundada no animismo, Malinowski (1984, p. 20) cita que foi Edward Tylor quem estabeleceu as bases do estudo antropológico da religião. 
Nessa crença, os homens primitivos tiveram de se deter em temas importantes, como a separação entre corpo e alma e a imortalidade da alma e seu poder sobre os seres vivos após a morte.
Associavam a existência da alma aos seres e objetos animados.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Artigo 18° Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos. 
O sol veio à terra para todos iluminar / não tem bonito nem feio / ele ilumina todos iguais.
Santo Daime
Ética: moralidade pela reflexão
Os primeiros sistemas morais das sociedades humanas foram estabelecidos essencialmente pelo pensamento e sentimento religioso.
 O ser humano, ao se perguntar sobre “o que devemos fazer, e como agir?”, frente a situações de decisão que ultrapassavam os recursos de seus hábitos, costumes e padrões familiares de comportamento, semprerecorreu à concepção de um ser ou seres divinos, a quem deviam a vontade da ação justa e certa.
Franz König (1998, p. 204).
REFERENCIAS DAS IMAGENS
https://www.dicionariodesimbolos.com.br/mascaras-africanas/.
MARCONI, M. de A.; PRESOTTO, Z. M. N. Antropologia: uma introdução. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2001.
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