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1 
 
APOSTILA 4 DE EXERCÍCIOS DP RJ 
PRESCRIÇÃO 
 
 
DPE/RJ – Defensor Público - 2021 
Sobre a prescrição, de acordo com a legislação vigente e o entendimento das Cortes 
Superiores, é correto afirmar que: 
(A) a reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão executória; 
(B) a data do julgamento dos embargos de declaração acolhidos, ainda que altere a 
situação jurídica do acusado, não pode ser considerada marco interruptivo da prescrição; 
(C) para efeito de reconhecimento da prescrição, pode ser contado o termo inicial em data 
anterior à da denúncia ou queixa, se observada a pena máxima do crime em abstrato; 
(D) na aplicação da medida socioeducativa sem termo final, deve ser considerado, para o 
cálculo do prazo prescricional da pretensão socioeducativa, o limite máximo de dois anos 
previsto para a duração da medida de internação; 
(E) a suspensão do processo e do curso do prazo prescricional para o acusado, citado por 
edital, que não comparecer em juízo e não constituir advogado, não possui limitação 
temporal, de modo que o processo e o prazo prescricional ficam suspensos até que 
compareça em juízo ou constitua advogado. 
 
 
DPE/RJ – Defensor Público - 2021 
Sobre as alterações trazidas pela Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime), é correto afirmar 
que: 
(A) seguindo o anseio legislativo de maior recrudescimento penal, o limite de 
cumprimento das penas privativas de liberdade poderá alcançar o patamar de quarenta 
anos, independentemente do momento da prática do delito; 
(B) ainda que surtam efeitos na execução da pena e, portanto, no sistema carcerário, o 
crime de roubo circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (Art. 157, §2º-A, I, do 
Código Penal) passou a ser considerado hediondo; 
(C) o juiz não poderá receber a denúncia apenas com fundamento nas informações das 
declarações do réu que realizou a colaboração premiada, mas poderá decretar medidas 
cautelares reais; 
(D) a exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá após dez anos do 
término do cumprimento da pena dos crimes graves contra a pessoa; 
 (E) o cumprimento e/ou rescisão do acordo de não persecução penal é/são causa(s) 
interruptiva(s) da prescrição. 
 
 
XXI Concurso Defensor Público DPE RJ (adaptada) 
ANTÔNIO foi processado e condenado perante o Juízo da 15ª Vara Criminal da Capital, 
à pena de 07 anos de reclusão, em regime fechado, na forma seguinte: 
a) 02 anos por delito de falsidade documental; 
b) 03 anos por delito de estelionato, sendo dois anos de pena base e 01 ano pela 
continuação delitiva; 
 
 
2 
 
c) 02 anos por delito de furto. 
Os fatos foram praticados em janeiro de 2014. A sentença foi publicada em janeiro de 
2015, vindo a transitar em julgado em janeiro de 2018. O réu, então, foi preso em maio 
do ano em curso, quando estava sendo medicado em Hospital Público, porque sofrera um 
acidente e perdera a perna direita, oportunidade em que foi reconhecido pelo Policial de 
Plantão. 
À luz da situação fática narrada, assinale a alternativa correta: 
a) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição da 
pretensão executória. 
b) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição da 
pretensão executória em relação aos crimes de falsidade documental e furto, 
prosseguindo-se a execução penal apenas em relação ao crime de estelionato, com a 
adequação do regime inicial para o aberto. 
c) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição da 
pretensão punitiva intercorrente. 
d) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição da 
pretensão punitiva intercorrente em relação aos crimes de falsidade documental e furto, 
prosseguindo-se a execução penal apenas em relação ao crime de estelionato, com a 
adequação do regime inicial para o aberto. 
e) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pelo indulto. 
 
 
XXIV Concurso Defensor Público DPE RJ (adaptada) 
GUTO foi denunciado pelo crime do art. 155, caput, do Código Penal. Recebida a 
denúncia em 27 de março de 2015, o Juiz designou audiência especial, na qual o 
denunciado aceitou a proposta de suspensão condicional do processo em 27 de março de 
2017. Contudo, em razão do descumprimento injustificado das condições impostas, a 
suspensão condicional do processo veio a ser revogada em 27 de março de 2018, com 
designação de AIJ para 27 de março de 2019. Realizada a audiência, com inquirição das 
testemunhas e interrogatório do acusado, ainda em audiência o Juiz prolatou sentença, 
condenando o réu à pena de 01 ano de reclusão, em regime aberto, substituindo a pena 
por restritiva de direitos, tendo as partes aquiescido com a decisão e renunciado ao prazo 
recursal. Ocorre que, em 04 de julho de 2023, GUTO, presente a uma Delegacia de 
Polícia, por conta de desentendimentos de vizinhos, acaba sendo preso, em razão de 
mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Penais, por força de decisão de 
conversão de pena restritiva de direitos em privativa de liberdade, proferida em 27 de 
março de 2022. 
Assinale a alternativa correta: 
a) Consumou-se a prescrição da pretensão punitiva retroativa entre a data do recebimento 
da denúncia e a publicação da sentença condenatória em audiência. 
b) Consumou-se a prescrição da pretensão punitiva abstrata entre a data do recebimento 
da denúncia e a publicação da sentença condenatória em audiência. 
c) Não se consumou a prescrição da pretensão punitiva em razão do período de suspensão 
condicional do processo. Contudo, operou-se a prescrição da pretensão executória. 
d) Não se consumou a prescrição da pretensão punitiva em razão do período de suspensão 
condicional do processo, nem tampouco a prescrição da pretensão executória por força 
 
 
3 
 
do efeito interruptivo da decisão de conversão da pena restritiva de direitos em privativa 
de liberdade. 
e) Não se consumou a prescrição da pretensão punitiva em razão do período de suspensão 
condicional do processo, nem tampouco a prescrição da pretensão executória porque, em 
relação à pena privativa de liberdade, o termo inicial corresponde à data da decisão 
judicial de conversão. 
 
 
Residência jurídica - DPRJ - 2018 (adaptada) 
Júpiter, com 20 anos de idade, em 30 de novembro de 2017, consciente de seus atos, 
querendo ir para a balada com amigos, dirige-se a um supermercado e subtrai algumas 
garrafas de vodka e uísque importados. Chegando a sua casa, Luna, sua mãe, o obriga a 
retornar ao supermercado e devolver toda a mercadoria subtraída. Em 01 de dezembro de 
2022 recebe em sua casa uma citação para responder nos autos da ação penal, uma vez 
que o Ministério Público ofertou denúncia contra o mesmo pela prática do crime de furto 
simples, sendo recebida a denúncia em 20 de outubro de 2022. Diante da situação 
apresentada, pode se afirmar que: 
a) Em alegações finais o Defensor Público requerer o reconhecimento do arrependimento 
eficaz, na medida em que Júpiter devolveu integralmente os bens subtraídos. 
b) Em defesa preliminar deverá o Defensor Público requerer a designação de audiência 
especial para oferecimento de proposta de suspensão condicional do processo, na forma 
do art. 89 da Lei 9.099/95, porquanto abolida a prescrição da pretensão punitiva entre a 
data do fato e o recebimento da denúncia; 
c) Em defesa preliminar deverá o Defensor Público requerer a extinção de punibilidade 
pela prescrição da pretensão punitiva em abstrato; 
d) Em alegações finais o Defensor Público requerer o reconhecimento da desistência 
voluntária, na medida em que Júpiter devolveu integralmente os bens subtraídos; 
e) Em defesa preliminar deverá o Defensor Público requerer a extinção de punibilidade 
pela prescrição da pretensão punitiva retroativa. 
 
 
DPE PB – Defensor Público - FCC – 2022 
A prescrição NÃO corre 
(A) enquanto não cumprido ou não rescindido oao prazo 
prescricional de 4 anos, o qual deve ser diminuído pela metade em razão de ser o 
condenado menor de 21 anos à data do fato (art. 115 do CP). 
 Portanto, o prazo prescricional é de 2 anos. 
 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
Sobre a prescrição, é correto afirmar que: 
a) Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão 
suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, sendo o período de suspensão 
regulado pelo máximo da pena cominada, findo o qual voltam a correr a prescrição e a 
marcha processual. 
b) Constituem marcos interruptivos da prescrição os embargos de declaração e os recursos 
aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis. 
c) Enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal, a 
prescrição não corre. 
d) As penas restritivas de direitos prescrevem no prazo de dois anos. 
e) A reincidência está prevista como causa interruptiva da prescrição, não influenciando 
no prazo prescricional. 
 
 
Gabarito: C 
a) Errado. Art. 366 do CPP: Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem 
constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, 
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se 
for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. Súmula 415 do 
STJ: O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena 
cominada. Tese de RG do STF no RE 600851/DF (Inf. 1001/20): em caso de inatividade 
 
 
27 
 
processual decorrente de citação por edital, ressalvados os crimes previstos na CF como 
imprescritíveis, é constitucional limitar o período de suspensão do prazo prescricional ao 
tempo de prescrição da pena máxima em abstrato cominada ao crime, a despeito de o 
processo permanecer suspenso. Assim, o STJ, no Inf. 693/21, decidiu que, citado o réu 
por edital, nos termos do art. 366 do CPP, o processo deve permanecer suspenso enquanto 
perdurar a não localização do réu ou até que sobrevenha o transcurso do prazo 
prescricional. 
b) Errado. De acordo com o art. 116, III, do CP, com redação conferida pela Lei 
Anticrime, não corre a prescrição na pendência de embargos de declaração ou de recursos 
aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis, Trata-se, portanto, de causas 
suspensivas/ impeditivas da prescrição, e não de causas interruptivas. 
c) Correto. Art. 116, IV, do CP, com redação conferida pela Lei Anticrime. 
d) Errado. Art. 109, parágrafo único, do CP, aplicam-se às penas restritivas de direito os 
mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade. 
e) Errado. A reincidência está prevista como causa interruptiva da prescrição executória 
no art. 117, VI, do CP. Além disso, a reincidência acarreta o aumento em ⅓ do prazo da 
prescrição, desde que se trate de prescrição executória (art. 110, caput. Atenção: Súmula 
220 do STJ: A reincidência não influi no prazo da prescrição punitiva). 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Adolfo, imputando-lhe a prática do 
delito descrito no art. 129, caput, do Código Penal, ao qual é cominada pena de 3 meses 
a 1 ano de detenção. Uma vez frustradas as tentativas de localização do acusado para a 
sua citação pessoal, foi determinada a citação por edital, a qual não foi atendida. O juiz, 
assim, decretou a suspensão do processo e do prazo prescricional. Com base nos fatos 
narrados, indique a alternativa correta: 
a) O curso do processo e o prazo prescricional poderão permanecer suspensos por no 
máximo quatro anos. Após o decurso desse lapso temporal, o prazo prescricional volta a 
correr de onde parou, e o processo seguirá à revelia do acusado. 
b) O curso do processo e o prazo prescricional poderão permanecer suspensos por no 
máximo quatro anos. Após o decurso desse lapso temporal, o prazo prescricional volta a 
correr de onde parou, mas o processo não poderá retomar o seu curso até que o réu 
compareça em juízo ou constitua advogado. 
c) O curso do processo e o prazo prescricional poderão permanecer suspensos por no 
máximo três anos. Após o decurso desse lapso temporal, o prazo prescricional volta a 
correr de onde parou, e o processo seguirá à revelia do acusado. 
d) O curso do processo e o prazo prescricional poderão permanecer suspensos por no 
máximo três anos. Após o decurso desse lapso temporal, o prazo prescricional volta a 
correr de onde parou, mas o processo não poderá retomar o seu curso até que o réu 
compareça em juízo ou constitua advogado. 
e) O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado por edital, deixar de 
comparecer sem motivo justificado. 
 
 
Gabarito: B 
 
 
28 
 
 Art. 366 CPP: Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir 
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o 
juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, 
decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. 
Súmula 415 do STJ: O período de suspensão do prazo prescricional é regulado 
pelo máximo da pena cominada. 
Tese de RG do STF no RE 600851/DF (Inf. 1001/20): em caso de inatividade processual 
decorrente de citação por edital, ressalvados os crimes previstos na CF como 
imprescritíveis, é constitucional limitar o período de suspensão do prazo 
prescricional ao tempo de prescrição da pena máxima em abstrato cominada ao 
crime, a despeito de o processo permanecer suspenso. Assim, o STJ se alinhou à 
jurisprudência do STF e, no Inf. 693/21, estabeleceu que: citado o réu por edital, nos 
termos do art. 366 do CPP, o processo deve permanecer suspenso enquanto perdurar 
 
 
Questão inédita 
Indique a assertiva correta a respeito da prescrição: 
a) É cabível a redução do prazo prescricional pela metade se, entre a sentença 
condenatória e o julgamento dos embargos de declaração, o réu atinge a idade superior a 
70 anos. 
b) A injúria racial é crime imprescritível, mas afiançável. 
c) A homologação do acordo de não persecução penal é causa interruptiva da prescrição. 
d) Constitui causa suspensiva da prescrição a pendência de embargos de declaração ou de 
recursos aos Tribunais Superiores, quando desprovidos no mérito. 
e) A prescrição, antes de passar em julgado a sentença final, não corre enquanto não 
cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal, inclusive nos casos em 
que o acordo foi celebrado com base na Resolução nº 181 do CNMP, antes da vigência 
da Lei 13.964/19. 
 
Alternativa correta: B 
a) Correto. 6ª Turma do STJ, Inf. 773/23: É cabível a redução do prazo prescricional pela 
metade (art. 115 do CP) se, entre a sentença condenatória e o julgamento dos embargos 
de declaração, o réu atinge a idade superior a 70 anos, tendo em vista que a decisão que 
julga os embargos integra a própria sentença condenatória. 
b) Errado. STF (Pleno, Inf. 1036/21) e STJ (6ª Turma, AgRg no AREsp 734.236, DJ 
08/03/2018): o crime de injúria racial configura um dos tipos penais de racismo e, 
portanto, é imprescritível, porque traz em seu bojo o emprego de elementos associados 
aos que se definem como raça, cor, etnia, religião ou origem para se ofender ou insultar 
alguém. Assim, antes mesmo da Lei 14.532/23, STF e STJ já reconheciam que o crime 
de injúria racial, mesmo quando ainda inserido no art. 140, § 3º, do CP, deveria ser 
considerado como um dos tipos penais de racismo. Assim, a Lei 14.532/23 REFORÇOU 
o entendimento de que o art. 5º, XLII, da CF, se aplica a todos os crimes de racismo, 
inclusive o de injúria racial (que hoje está previsto no art. 2º-A da Lei 7.716/89): “a 
prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de 
reclusão, nos termos da lei”. 
 
 
29 
 
c) Errado. O art. 116, IV, prevê que a prescrição não corre enquantonão cumprido ou não 
rescindido o acordo de não persecução penal. Logo, trata-se de causa suspensiva/ 
impeditiva da prescrição. 
d) Errado. Constitui causa suspensiva da prescrição da pendência de embargos de 
declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis (art. 116, III, 
do CP), ou seja, quando não forem conhecidos por não preencherem os requisitos de 
admissibilidade. Por sua vez, nos casos de admissão, ainda que desprovidos no mérito, 
não haverá suspensão do prazo prescricional. 
e) Errado. A Lei Anticrime inseriu como causa suspensiva da prescrição da pretensão 
punitiva, no art. 116, IV, que o prazo prescricional não corre enquanto não cumprido ou 
não rescindido o acordo de não persecução penal. Alexandre Paranhos ressalva que a 
nova causa impeditiva somente incidirá sobre os acordos firmados após vigência e 
eficácia da Lei 13.964/19. Por sua vez, em relação aos acordos de não persecução penal 
lastreados na Resolução nº 181 do CNMP, houve novatio legis in pejus, não podendo a 
causa impeditiva se aplicar retroativamente, em homenagem ao princípio constitucional 
da irretroatividade da lei penal mais gravosa (art. 5º, XL, da CF). 
 
 
 
DPE/DF – Defensor Público - CESPE – 2019 (adaptada) 
Nos casos de concurso formal ou de continuidade delitiva, a extinção da punibilidade pela 
prescrição regula-se pela pena imposta a cada um dos crimes isoladamente, afastando o 
acréscimo decorrente dos respectivos aumentos de pena. 
Certo ou errado? 
 
Gabarito: Certo. 
Art. 119 do CP: No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre 
a pena de cada um, isoladamente. 
Súmula 497 do STF: Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela 
pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. 
 
 
Residência jurídica - DP/RJ - 2018 
Com relação ao instituto da prescrição, assinale a alternativa correta: 
a) São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do 
crime, menor de 21 anos ou, na data da sentença, maior de 70 anos 
b) No caso de concurso de crimes, as penas são somadas para efeitos de prescrição; 
c) O prazo da prescrição é interrompido com o oferecimento da denúncia ou queixa; 
d) O menor prazo prescricional previsto no código penal é de 4 anos. 
 
 
Gabarito: A 
a) Correta. Art. 115 do CP. 
b) Errada. Art. 119 do CP: No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade 
incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. 
 
 
30 
 
c) Errada. Nos termos do art. 117, I, do CP, o prazo da prescrição é interrompido com o 
recebimento da denúncia ou queixa. 
d) Errado. O menor prazo prescricional previsto no código penal é de 3 anos para a pena 
privativa de liberdade (art. 109, VI, do CP), e de 2 anos para a pena de multa quando for 
a única cominada ou aplicada (art. 114, I, do CP). 
 
 
TJ/SP - Magistratura - 2017 
A chamada prescrição retroativa: 
a) é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
b) não pode ter por termo inicial data anterior à publicação da sentença condenatória 
recorrível. 
c) acarreta o acréscimo de um terço no lapso prescricional em se tratando de acusado 
reincidente. 
d) não marca os antecedentes do acusado, nem gera futura reincidência. 
 
 
Gabarito: D 
a) Errada. A prescrição retroativa é regulada pela pena APLICADA (e não pela pela 
máxima cominada) na sentença penal condenatória com trânsito em julgado para a 
acusação ou depois de improvido seu recurso (art. 110, § 1º, do CP). 
b) Errada. A prescrição retroativa não pode ter por termo inicial data anterior à da 
denúncia ou queixa (art. 110, § 1º, com redação conferida pela Lei 12.234/10). 
c) Errada. Súmula 220 do STJ: A reincidência não influi no prazo da prescrição da 
pretensão punitiva. 
d) Correta. A prescrição da pretensão punitiva afasta todos os efeitos, principais e 
secundários, da condenação. 
 
 
DP/MA - Defensor Público - 2018 
Sobre a prescrição é correto afirmar que 
A) a sentença penal que absolve o réu é causa de interrupção da prescrição. 
B) ainda que seja causa que interrompe a prescrição, o início do cumprimento da pena 
não faz com que o prazo volte a correr da data dessa interrupção. 
C) com a concessão do livramento condicional volta a correr o prazo para a prescrição da 
pretensão executória. 
D) o acórdão meramente confirmatório da decisão de pronúncia não interrompe a 
prescrição da pretensão punitiva. 
E) entre a data do fato e o recebimento da denúncia a prescrição pode ocorrer de forma 
retroativa com base na pena aplicada na sentença. 
 
 
Gabarito: B 
a) Errada. Nos termos do art. 117, IV, do CP, é causa interruptiva da prescrição a 
publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis, o que não abrange a 
sentença absolutória. 
 
 
31 
 
b) Correta. Art. 117, § 2º, do CP: interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V 
deste artigo, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. 
c) Errada. Nos termos do art. 112, I, do CP, o prazo da prescrição executória começa a 
correr a partir da revogação do livramento condicional. 
d) Errada. Nos termos do art. 117, III, do CP, a prescrição se interrompe pela decisão 
confirmatória da pronúncia. 
e) Errada. A partir da Lei 12.234/10, que alterou o art. 110, § 1º, do CP, entre a data do 
fato e o recebimento da denúncia só pode ocorrer a prescrição da pretensão punitiva em 
abstrato. 
 
 
DP/SC - Defensor Público - 2017 
Sobre a prescrição, é correto afirmar: 
A) O prazo prescricional das contravenções penais é diminuído da metade. 
B) O prazo da prescrição da pretensão punitiva aumenta de um terço em caso de réu 
reincidente. 
C) O menor prazo prescricional do direito brasileiro é de três anos. 
D) A pronúncia e o acórdão confirmatório da pronúncia interrompem a prescrição. 
E) No estupro de vulnerável o termo inicial da prescrição da executória punitiva começa 
a correr da data em que a vítima completar dezoito anos. 
 
 
Gabarito: D 
a) Errada. Não há tal previsão legal. 
b) Errada. Súmula 220 do STJ: A reincidência não influi no prazo da prescrição da 
pretensão punitiva. 
c) Errada. O prazo prescricional é de 2 anos para a pena de multa quando for a única 
cominada ou aplicada (art. 114, I, do CP), e é de 2 anos para o crime de posse de droga 
para consumo próprio (art. 30 da Lei 11.343/06). 
d) Correta. Art. 117, II e III, do CP. 
e) Errada. De acordo com o art. 111, V, do CP, nos crimes contra a dignidade sexual de 
crianças e adolescentes, previstos neste Código ou em legislação especial (inclusive o 
crime de estupro de vulnerável), o prazo da prescrição punitiva começa a contar da data 
em que a vítima completar 18 anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação 
penal. Assim, tal dispositivo legal não se refere à prescrição executória. 
 
 
 
DPE/DF – Defensor Público - 2019 
Assinale a alternativa correta acerca da prescrição: 
a) No caso de concurso material de crimes, a extinção da punibilidade pela prescrição 
regula-se pela soma das penas. 
b) Considerando a adoção da teoria da ficção jurídica em relação ao crime continuado, a 
extinção da punibilidade pela prescrição regula-se pelo total da pena imposta, 
considerando-se a exasperação aplicada em virtude da continuidade delitiva; 
 
 
32 
 
c) No caso de concurso formal impróprio de crimes, a extinção da punibilidade pela 
prescrição regula-se pela soma das penas. 
d) No caso de concurso formal próprio de crimes, a extinção da punibilidade pela 
prescrição regula-se pela soma das penas. 
e) Nos casos de concurso formal ou de continuidade delitiva, a extinção da punibilidade 
pela prescrição regula-se pela pena imposta a cada um dos crimes isoladamente, afastando 
o acréscimo decorrente dos respectivos aumentos de pena. 
 
 
Gabarito: E 
A) errada. Por força do art. 119 do Código Penal, no caso de concursomaterial de crimes, 
a extinção da punibilidade pela prescrição regula-se pela pena imposta a cada um dos 
crimes isoladamente. 
B) errada. Por força do art. 119 do Código Penal, e conforme corroborado na Súmula 497 
do STF, no caso de crime continuado, a extinção da punibilidade pela prescrição regula-
se pela pena imposta a cada um dos crimes isoladamente, afastando o acréscimo 
decorrente da majoração da pena. 
C) errada. Por força do art. 119 do Código Penal, no caso de concurso formal impróprio, 
a extinção da punibilidade pela prescrição regula-se pela pena imposta a cada um dos 
crimes isoladamente. 
D) errada. O concurso formal próprio utilizada o método da exasperação em detrimento 
da soma das penas. E, por força do art. 119 do Código Penal, a extinção da punibilidade 
pela prescrição, nesse caso, regula-se pela pena imposta a cada um dos crimes 
isoladamente, afastando o acréscimo decorrente da exasperação da pena. 
E) correta. 
 
 
DPE/RR – Defensor Público - FCC – 2021 
A prescrição 
(A) é incabível em caso de medida de segurança em razão da periculosidade do agente. 
(B) em caso de crime continuado regula-se pela pena imposta na sentença, não se 
computando o acréscimo decorrente da continuação. 
(C) da pretensão punitiva corre sempre que pendentes embargos de declaração ou 
recursos aos Tribunais Superiores. 
(D) em caso de revogação do livramento condicional é regulada por todo o tempo da pena. 
(E) da pretensão executória não recebe influência da reincidência em sua contagem de 
prazo. 
 
 
Gabarito: B 
A) errada. A prescrição se aplica às medidas de segurança. 
B) correta. Por força do art. 119 do Código Penal, e conforme corroborado na Súmula 
497 do STF, no caso de crime continuado, a extinção da punibilidade pela prescrição 
regula-se pela pena imposta a cada um dos crimes isoladamente, afastando o acréscimo 
decorrente da majoração da pena. 
 
 
33 
 
C) errada. A prescrição não corre na pendência de embargos de declaração ou de recursos 
aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis, conforme art. 116, III, do CP, inserido 
pela Lei 13.964/19. 
D) errada. Art. 113 do CP: No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o 
livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. 
E) errada. Art. 110, caput, do CP: A prescrição depois de transitar em julgado a sentença 
condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo 
anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente (prescrição da 
pretensão executória). Atenção: Súmula 220 do STJ: A reincidência não influi no prazo 
da prescrição punitiva. 
 
 
DPE/SC – Defensor Público - FCC – 2021 
São efeitos da reincidência a [I] da prescrição e o aumento do prazo da prescrição da 
pretensão [II]. Completam, correta e respectivamente, as lacunas I e II: 
(A) suspensão − punitiva 
(B) interrupção − punitiva e executória 
(C) suspensão − punitiva e executória 
(D) interrupção − executória 
(E) interrupção – punitiva 
 
Gabarito: D 
Art. 117, VI, do CP: O curso da prescrição interrompe-se pela reincidência (causa 
interruptiva). 
Art. 110, caput, do CP: A prescrição depois de transitar em julgado a sentença 
condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo 
anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente (prescrição da 
pretensão executória). Atenção: Súmula 220 do STJ: A reincidência não influi no prazo 
da prescrição punitiva. 
 
 
DPE/GO – Defensor Público - 2021 
Constitui causa interruptiva da prescrição 
(A) decisão de impronúncia. 
(B) cumprimento de pena no exterior. 
(C) decretação da prisão temporária. 
(D) continuação do cumprimento da pena. 
(E) interposição de embargos de declaração quando inadmissíveis 
 
 
Gabarito: D. 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
 
 
34 
 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
Atenção: a interposição de embargos de declaração quando inadmissíveis é causas 
suspensiva/ impeditiva da prescrição (art. 116, III), e não interruptiva! 
 
 
DPE PB – Defensor Público - FCC – 2022 
Maria, com 23 anos à época do acontecimento, foi denunciada pelo delito de receptação 
dolosa (art. 180, caput, CP) de um celular, por fatos datados de 05/06/1999. O 
recebimento da denúncia se deu em 22/06/2005. Ato contínuo, após a instrução realizada, 
o magistrado de primeira instância condenou a ré à pena de 03 anos de reclusão, em 
regime inicial fechado, mas por fatos tipificados como furto mediante fraude (art. 155, 
§4o, II, CP). Irresignada, a defesa apelou, sendo que, em 21/10/2010, o Tribunal de Justiça 
do Estado da Paraíba anulou a sentença proferida, diante da ausência de aditamento da 
denúncia originalmente oferecida. Assim, realizado agora o aditamento, desta feita 
imputando a Maria o crime de furto mediante fraude, foi a peça acusatória recebida em 
12/05/2011. Todavia, desta feita, o julgador de primeira instância absolveu a ré dos fatos, 
diante da ausência de provas conclusivas. O Ministério Público do Estado da Paraíba 
apelou ao Tribunal de Justiça, que deu provimento ao reclamo, condenando a ré à pena 
de 02 anos e 06 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, publicado o acórdão em 
02/08/2013, com trânsito em julgado para acusação e defesa em 02/09/2013. Maria, 
anteriormente representada por advogado particular, procura desesperada a Defensoria 
Pública. No caso dos autos, a defesa deve, perante o Superior Tribunal de Justiça, 
(A) interpor revisão criminal, no prazo de seis meses a contar do trânsito em julgado, 
buscando restaurar a absolvição imposta em primeira instância. 
(B) impetrar habeas corpus requerendo o reconhecimento da prescrição retroativa da 
pretensão punitiva entre a data do recebimento da denúncia pelo delito de receptação e a 
publicação do acórdão condenatório. 
(C) impetrar habeas corpus, buscando a nulidade do acórdão condenatório proferido pelo 
Tribunal de Justiça, diante de reformatio in pejus em relação ao primeiro acórdão que 
anulou a sentença de primeira instância. 
(D) impetrar habeas corpus requerendo o reconhecimento da prescrição retroativa da 
pretensão punitiva entre a data dos fatos e o recebimento do aditamento da denúncia. 
(E) interpor recurso especial, haja vista que o instituto da coisa julgada não é aplicável ao 
réu no Processo Penal, gerando como efeito automático a não sanção processual pelo 
descumprimento de prazos. 
 
 
Gabarito: D 
Considerando que o aditamento importou em significativa modificação fática, a data do 
seu recebimento deverá ser considerado como marco interruptivo, consumando-se a 
prescrição retroativa da pretensão punitiva entre a data dos fatos e o recebimento do 
aditamento da denúncia, já que os fatos foram praticados antes da Lei 12.234/10 
(irretroatividade da alteração legislativa que vedou a prescrição retroativa com termo 
inicial anterior à denúncia ou à queixa) e considerando que decorreu in albis o prazo 
prescricional de 8 anos. 
 
 
35 
 
 
 
Questão inédita: 
Indique a alternativa correta acerca da prescrição penal, em conformidade com o 
entendimento dos tribunais superiores e com a atual redação das regras do Código Penal: 
a) Nos crimes que envolvam violência contra a criança e o adolescente, previstos no 
Código Penal ou em legislação especial, a prescrição, antes de transitar em julgado a 
sentença final, começa a correr da data em que a vítima completar 18 anos, salvo se a esse 
tempo já houver sido proposta a ação penal. 
b) O acórdão condenatório de que trata o inciso IV do art. 117 do Código Penal interrompe 
a prescrição, inclusive quando confirmatóriode sentença condenatória, a menos que 
aumente a pena anteriormente imposta. 
c) No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a 
prescrição da pretensão executória é regulada pela pena imposta na condenação, 
acrescido o prazo prescricional de ⅓ em caso de reincidência. 
d) Foi fixada tese de repercussão geral no sentido de que o prazo para a prescrição 
executória somente começa a correr do dia em que a sentença condenatória transita em 
julgado para ambas as partes, entendimento este aplicável de forma vinculante a todos os 
casos em que a questão ainda não tenha sido decidida ou analisada. 
e) O não oferecimento tempestivo do acordo de não persecução penal desacompanhado 
de motivação idônea constitui nulidade absoluta, fazendo desaparecer o marco 
interruptivo do ato de recebimento da denúncia, a menos que o acordo tardiamente 
oferecido não tenha chegado a bom termo. 
 
 
Gabarito: A 
a) Correta. Trata-se de previsão do art. 111, V, do CP, com redação conferida pela Lei nº 
14.344/22: A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: 
V - nos crimes contra a dignidade sexual ou que envolvam violência contra a criança e o 
adolescente, previstos neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima 
completar 18 anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. 
b) Errada. Plenário do STF, HC 176.473/RO, j. 27/4/2020: "Nos termos do inciso IV do 
artigo 117 do Código Penal, o acórdão condenatório sempre interrompe a prescrição, 
inclusive quando confirmatório da sentença de 1º grau, seja mantendo, reduzindo ou 
aumentando a pena anteriormente imposta". No mesmo sentido, 3ª Seção do STJ, recurso 
repetitivo, Tema 1100, Inf. 744/22: “O acórdão condenatório de que trata o inciso IV do 
art. 117 do Código Penal interrompe a prescrição, inclusive quando confirmatório de 
sentença condenatória, seja mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente 
imposta”. 
c) Errada. No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, 
a prescrição da pretensão executória é regulada pelo tempo que resta de pena (art. 113 do 
CP), acrescido o prazo prescricional de ⅓ em caso de reincidência. 
d) Errada. O Pleno do STF, em julgamento finalizado em 30.06.23, no ARE 848.107/DF, 
fixou a seguinte TESE DE REPERCUSSÃO GERAL (Tema 788): O prazo para a 
prescrição da execução da pena concretamente aplicada somente começa a correr 
do dia em que a sentença condenatória transita em julgado para ambas as partes, 
 
 
36 
 
momento em que nasce para o Estado a pretensão executória da pena, conforme 
interpretação dada pelo Supremo ao princípio da presunção de inocência (art. 5º, 
inciso LVII, da Constituição Federal) nas ADC 43, 44 e 54. Contudo, em modulação 
de efeitos, o STF ressalvou que: 1) a tese de RG NÃO se aplica aos casos em que já 
declarada a prescrição da pretensão executória (independentemente do juízo, da data 
da prolação da decisão e da suspensão dos prazos pelo reconhecimento do tema de 
repercussão geral), ainda que em desacordo com o entendimento fixado na repercussão 
geral; 2) já para os casos em que a questão ainda não tenha sido decidida ou analisada, a 
tese de RG NÃO se aplica aos casos em que o trânsito em julgado para a acusação 
tenha se dado até 11.11.2020 (inclusive), data do julgamento das ADC’s 43, 44 e 54 (por 
ser o marco que condicionou o trânsito em julgado para ambas as partes para o Estado 
exercer a pretensão executória da pena), quando será aplicada a literalidade do art. 112, 
I, do CP. Isto é, para os casos em que a questão ainda não tenha sido decidida ou 
analisada, a interpretação definida no tema 788 SOMENTE se aplica aos casos com 
trânsito em julgado para a acusação ocorrido após 11.11.2020 (a partir de 
12.11.2020, inclusive). 
e) Errada. 6ª Turma do STJ, Inf. 769/23: Por constituir um poder-dever do Ministério 
Público, o não oferecimento tempestivo do acordo de não persecução penal 
desacompanhado de motivação idônea constitui nulidade absoluta. 
INFORMAÇÕES DO INTEIRO TEOR 
Inicialmente, frisa-se que o STJ já decidiu que 
configuradas as demais condições objetivas, a propositura do 
acordo não pode ser condicionada à confissão extrajudicial, 
na fase inquisitorial. Precedente: HC 657.165/RJ, Relator 
Ministro Rogério Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 18/8/2022. 
O acordo de não persecução penal foi instituído com o 
propósito de resguardar tanto o agente do delito, quanto o 
aparelho estatal, das desvantagens inerentes à instauração do 
processo-crime em casos desnecessários à devida reprovação e 
prevenção do delito. Para isso, o Legislador editou o art. 28-A, 
caput, do Código de Processo Penal, norma despenalizadora que 
atribui ao Ministério Público o poder-dever de oferecer, 
segundo sua discricionariedade regrada, condições para o 
então investigado (e não acusado) não ser denunciado, caso 
atendidos os requisitos legais. 
Ou seja, o benefício a ser eventualmente ofertado ao agente 
em hipótese na qual há, em tese, justa causa para o oferecimento 
de denúncia, aplica-se ainda na fase pré-processual e, 
evidentemente, consubstancia hipótese legal de mitigação do 
princípio da obrigatoriedade da ação penal. 
No caso, também como razões de decidir extraídas do voto-
vista do Ministro Sebastião Reis Junior, evidencia-se que todas as 
condições objetivas, salvo a confissão, exigidas para a 
propositura do ANPP, estavam presentes; que o Ministério 
Público local reconheceu que o ANPP não foi apresentado no 
momento oportuno em razão da ausência da confissão; que a 
 
 
37 
 
confissão, no inquérito, não é condicionante para o ANPP; e que 
o acordo veio a ser apresentado, após o recebimento da denúncia, 
mesmo tendo o réu, por meio de sua defesa, afirmado que só 
confessaria se e quando formalizado o ANPP. 
O evidente prejuízo alegado centra-se no ato de 
recebimento da inicial acusatória, porquanto o fato criminoso 
atribuído ao réu teria ocorrido em 31/08/2009, ao passo que a 
denúncia foi recebida pelo Juízo em 26/07/2021, ou seja, 35 
(trinta e cinco) dias antes do escoamento do prazo 
prescricional pela pena em abstrato. 
Assim, presentes as condições para a oferta do ANPP, 
ele teria de ter sido ofertado antes do oferecimento da 
denúncia, até porque o Ministério Público reconheceu, 
quando o ofertou tardiamente, que, se aceita a proposta, 
deixaria de denunciar o acusado. Silente o Ministério Público 
antes do oferecimento da denúncia quanto às razões pelas quais 
não ofertou o ANPP. Reconheceu-se, apenas, ao longo do feito, 
que o acordo poderia ter sido oferecido antes do oferecimento da 
denúncia, apesar de ausente a confissão. Há, portanto, uma 
nulidade que prejudica todo o processo a partir deste 
momento. 
A consequência jurídica do descumprimento ou da não 
homologação do acordo é exatamente a complementação das 
investigações ou o oferecimento da denúncia, nos termos dos §§ 
8.º e 10 do art. 28-A do Código de Processo Penal, e não o 
prosseguimento da instrução. Não há previsão legal de que a 
oferta do ANPP seja formalizada após a instauração da fase 
processual. Nesse contexto, para a correta aplicação da regra, há 
de se considerar o momento processual adequado para sua 
incidência, sob pena de se desvirtuar o instituto despenalizador. 
Portanto, o fato de o acordo tardiamente oferecido não 
ter chegado a bom termo não supera a nulidade acima 
apontada, até porque não há como se dizer se o acordo poderia 
ter outros termos ou se o réu poderia ter eventualmente aceito a 
proposta ofertada naquele momento. 
 
 
DPE/BA – Defensor Público - 2021 
Sobre a prescrição, é correto afirmar: 
(A) O prazo prescricional do Código Penal é reduzido em um sexto caso seja reconhecida 
uma atenuante na aplicação da pena. 
(B) Nos crimes ambientais, a prescrição corre pela metade quando é reconhecida a baixa 
escolaridadedo acusado. 
(C) Os recursos aos Tribunais Superiores somente suspendem o prazo prescricional 
quando inadmissíveis. 
 
 
38 
 
(D) Após a chamada Lei Anticrime, o prazo prescricional em caso de crime hediondos ou 
equiparado não se submete a redução em razão da idade. 
(E) Em caso de tentativa, o termo inicial da prescrição da pretensão punitiva é o do início 
da atividade criminosa. 
 
 
Gabarito: C. 
A Lei Anticrime inseriu como causa suspensiva/ impeditiva, no art. 116 do CP, que a 
prescrição não corre na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos 
Tribunais Superiores, quando inadmissíveis. 
 
 
DP/SP - Defensor Público - 2006 (adaptada) 
À Rosilda, reincidente e presa em flagrante, pela prática de três crimes em concurso 
material, foram impostas as seguintes penas: três anos; dois anos; seis meses. Essas penas, 
somadas, em razão do concurso material, totalizaram cinco anos e seis meses de reclusão. 
Ela tinha 20 anos na data dos fatos e 24 anos na data da sentença condenatória. O 
recebimento da denúncia se deu no dia 20.05.2018, e a sentença condenatória proferida e 
publicada no dia 20.05.2022 transitou em julgado para as partes sem recurso. 
Pode-se afirmar: 
A) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, pois a reincidência é causa interruptiva 
e a prisão é causa suspensiva do curso do lapso prescricional. 
B) Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva de todas as penas, entre a data do 
recebimento da denúncia e a data da sentença, porque a sentenciada era menor de 21 anos 
à época dos fatos e, no caso de concurso de crimes, a prescrição incide sobre a pena de 
cada um, isoladamente, e não sobre as penas somadas. 
C) Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, entre a data do recebimento da denúncia 
e a data da sentença, apenas em relação às penas de dois anos e a de seis meses de 
reclusão, pois, embora no caso de concurso de crimes a prescrição incida sobre a pena de 
cada um isoladamente, a sentenciada era maior de 21 anos à época da sentença. 
D) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, pois, embora a sentenciada fosse 
menor de 21 anos à época dos fatos, o prazo prescricional deve ser aumentado em 1/3 por 
conta da reincidência. 
E) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, pois, embora a sentenciada fosse 
menor de 21 anos à época dos fatos, a pena total é de cinco anos e seis meses de reclusão 
e não decorreu lapso superior a seis anos entre a data do recebimento da denúncia e a da 
sentença. 
 
 
Gabarito: B 
 De acordo com o art. 119 do CP, no caso de concurso de crimes, a prescrição 
incide sobre a pena de cada um, isoladamente, e não sobre as penas somadas. Assim, a 
alternativa E está errada. 
 Ademais, considerando que Rosilda era menor de 21 anos à data dos fatos, incide 
a causa modificativa do art. 115 do CP. Assim, a alternativa C está errada. 
 
 
39 
 
 A reincidência não repercute no cálculo do prazo da prescrição da pretensão 
punitiva, mas apenas da prescrição executória (art. 110, caput, do CP, e Súmula 220 do 
STJ). Assim, a alternativa D está errada. 
 Por conseguinte, o prazo prescricional é de 4 anos em relação ao fato 1, de 2 anos 
em relação ao fato 2, e de 1 ano e 6 meses em relação ao fato 3. Ocorreu, assim, a 
prescrição da pretensão punitiva de todas as penas, na modalidade retroativa, entre a data 
do recebimento da denúncia e a data da publicação da sentença condenatória. Isto é, a 
alternativa B está correta. 
 Note-se que a alternativa A está errada porque a reincidência é causa interruptiva 
e a prisão é causa suspensiva do curso do prazo da prescrição executória, e não da 
punitiva. 
 
 
DP/SP - Defensor Público - 2019 (adaptada) 
Guilherme, à época com 19 anos de idade, foi denunciado como incurso no delito de 
receptação simples (pena de 1 a 4 anos de reclusão) porque, no dia 30 de setembro de 
2013, teria adquirido e estaria conduzindo um veículo, sabendo se tratar de produto de 
crime. Recebida a denúncia em 15 de novembro de 2013, foi determinada a citação do 
réu. Não tendo o réu sido localizado e nem constituído advogado, o Juiz proferiu decisão, 
em 15 de março de 2014, determinando a suspensão do processo e do prazo prescricional. 
Em 10 de julho de 2020, Guilherme foi preso novamente e foi citado por este feito, tendo 
sido revogada a suspensão do processo. Realizada audiência, foi proferida sentença, 
publicada em 14 de abril de 2022, condenando Guilherme nos termos da denúncia à pena 
mínima cominada ao delito. A sentença transitou em julgado para a acusação, tendo o réu 
interposto recurso. De acordo com o posicionamento sumulado do Superior Tribunal de 
Justiça, a prescrição da pretensão punitiva retroativa ocorreu em: 
(A) 15 de novembro de 2021. 
(B) 15 de novembro de 2019. 
(C) 15 de março de 2020. 
(D) 15 de novembro de 2017. 
(E) 10 de março de 2022. 
 
 
Gabarito: B 
 Como o examinador está questionando acerca da PPPR, devemos considerar o 
lapso temporal compreendido entre a data do recebimento da denúncia e a da publicação 
da sentença condenatória, sendo certo que o prazo prescricional será extraído a partir da 
pena concretamente aplicada. 
 Assim, uma vez aplicada a pena mínima de 1 ano de reclusão, o prazo 
prescricional é de 4 anos, o qual deve ser reduzido à metade por força do art. 115 do CP, 
resultando no prazo prescricional de 2 anos. 
Ocorre que se aplica a causa suspensiva do prazo prescricional prevista no art. 366 
do CPP, segundo o qual se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir 
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional. E, de acordo 
com a Súmula 415 do STJ, o período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo 
máximo da pena cominada. Assim, considerando que a pena máxima cominada ao delito 
 
 
40 
 
é de 4 anos, bem como que o réu era menor de 21 anos à data do fato, o período máximo 
de suspensão DO PRAZO PRESCRICIONAL é de 4 anos (metade de oito). 
Frise-se que, de acordo com decisão do STF em sede de repercussão geral, no RE 
600.851/DF, "em caso de inatividade processual decorrente de citação por edital, 
ressalvados os crimes previstos na Constituição Federal como imprescritíveis, é 
constitucional limitar o período de suspensão do prazo prescricional ao tempo de 
prescrição da pena máxima em abstrato cominada ao crime, a despeito de o processo 
permanecer suspenso". Assim, esgotado o prazo máximo de suspensão do prazo 
prescricional (4 anos), apesar de o processo ter permanecido suspenso, o prazo 
prescricional volta a correr de onde parou. 
Em síntese, considerando que o prazo da PPPR é de 2 anos e que o período 
máximo de suspensão do prazo prescricional é de 4 anos, e considerando ainda que a data 
do recebimento da denúncia foi em 15 de novembro de 2013, conclui-se que a prescrição 
da pretensão punitiva retroativa ocorreu em 15 de novembro de 2019. 
 
 
DP/AM - Defensor Público - 2012 
Segundo entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, o período de suspensão 
do prazo prescricional é 
A) regulado pelo máximo da pena cominada. 
B) sempre o máximo previsto de vinte anos. 
C) regulado pela pena aplicada. 
D) regulado pelo mínimo da pena cominada. 
E) sempre o mínimo previsto de três anos. 
 
 
Gabarito: A 
 Súmula 415 do STJ: o período de suspensão do prazo prescricional é regulado 
pelo máximo da pena cominada. 
 
 
Questão inédita 
O Ministério Público ofereceu denúncia em face de João pela prática do art. 147 do CP 
(pena de detenção, de um a seis meses, ou multa) no contexto de violência doméstica 
contra a mulher porque, no dia 20/06/2019, assim que completara 18 anos de idade, teria 
ameaçado de morte sua ex-namorada Joana. A denúncia foi recebida em 20/12/2020 e, 
em 20/12/2021, foi publicada sentença em que o réu foi condenado à pena de dois meses 
de detenção em regime inicial aberto, com a concessão da suspensão condicionalda pena. 
O Ministério Público tomou ciência da sentença em 20/01/2021 e houve recurso exclusivo 
da defesa, mantendo-se a condenação em Sessão de Julgamento realizada em 20/01/2023, 
com trânsito em julgado para ambas as partes em 20/02/2023. João foi intimado para 
comparecimento à audiência admonitório para dar início ao cumprimento das condições 
do período de prova. Qual o requerimento que a Defesa pode formular em favor de João? 
a) Extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva em abstrato. 
b) Extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva retroativa. 
c) Extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva intercorrente. 
 
 
41 
 
d) Extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória. 
e) Extinção da punibilidade pela prescrição pela pena em perspectiva. 
 
 
Gabarito: A 
 Trata-se de pena privativa de liberdade, sujeita à suspensão condicional da sua 
execução porquanto aplicado o instituto previsto no art. 77 do CP. Assim, são aplicáveis 
as regras da prescrição da pena privativa de liberdade. 
 Entre a data do fato e o recebimento da denúncia, somente é cabível PPPA. Assim, 
o prazo prescricional deve ser extraído não da pena em concreto, mas sim da pena máxima 
em abstrato. E, se considerarmos o limite máximo de pena cominada ao delito, o prazo 
prescricional é de 3 anos, o qual é reduzido pela metade por se tratar de menor de 21 anos 
à data do fato (art. 115 do CP). Portanto, o prazo prescricional pela pena máxima 
cominada é de 1 ano e 6 meses, o qual já se consumou naquele interregno. Assim, ocorreu 
a PPPA entre a data do fato e o recebimento da denúncia. 
 Isto é, a alternativa A está correta. 
 A alternativa B está errada. 
 O prazo da PPPR é extraído a partir da pena aplicada, de modo que também resulta 
em 1 ano e 6 meses. Tal prazo, contudo, não se consumou entre a data do recebimento da 
denúncia e a publicação da sentença penal condenatória. 
 A alternativa C está errada. 
O prazo da PPPI é extraído a partir da pena aplicada, de modo que também resulta 
em 1 ano e 6 meses. Tal prazo, contudo, não se consumou entre a data da publicação da 
sentença penal condenatória e a data da sessão de julgamento em que publicado o acórdão 
confirmatório da condenação. * 3ª Seção do STJ, recurso repetitivo, Tema 1100, Inf. 
744/22: “O acórdão condenatório de que trata o inciso IV do art. 117 do Código Penal 
interrompe a prescrição, inclusive quando confirmatório de sentença condenatória, seja 
mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente imposta”. 
 A alternativa D está errada. 
 Quanto ao termo inicial da PPE, o Pleno do STF, em julgamento finalizado em 
30.06.23, no ARE 848.107/DF, fixou a seguinte TESE DE REPERCUSSÃO GERAL 
(Tema 788): O prazo para a prescrição da execução da pena concretamente aplicada 
somente começa a correr do dia em que a sentença condenatória transita em julgado 
para ambas as partes, momento em que nasce para o Estado a pretensão executória 
da pena, conforme interpretação dada pelo Supremo ao princípio da presunção de 
inocência (art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal) nas ADC 43, 44 e 54. 
Contudo, em modulação de efeitos, o STF ressalvou que: 1) a tese de RG NÃO se aplica 
aos casos em que já declarada a prescrição da pretensão executória 
(independentemente do juízo, da data da prolação da decisão e da suspensão dos prazos 
pelo reconhecimento do tema de repercussão geral), ainda que em desacordo com o 
entendimento fixado na repercussão geral; 2) já para os casos em que a questão ainda não 
tenha sido decidida ou analisada, a tese de RG NÃO se aplica aos casos em que o trânsito 
em julgado para a acusação tenha se dado até 11.11.2020 (inclusive), data do 
julgamento das ADC’s 43, 44 e 54 (por ser o marco que condicionou o trânsito em julgado 
para ambas as partes para o Estado exercer a pretensão executória da pena), quando será 
aplicada a literalidade do art. 112, I, do CP. Isto é, para os casos em que a questão ainda 
 
 
42 
 
não tenha sido decidida ou analisada, a interpretação definida no tema 788 
SOMENTE se aplica aos casos com trânsito em julgado para a acusação ocorrido 
após 11.11.2020 (a partir de 12.11.2020, inclusive). 
 No presente caso, aplica-se a interpretação definida no tema 788 pelo STF porque 
o trânsito em julgado para a acusação ocorreu em 20/01/2021, iniciando-se o prazo 
prescricional da PPE na data do trânsito em julgado para ambas as partes, ou seja, em 
20/02/2023. Ou seja, não se consumou a prescrição executória no caso. 
 A alternativa E está errada, não havendo sequer que se cogitar em prescrição pela 
pena em perspectiva quando já há condenação com trânsito em julgado. 
 
 
Questão inédita 
Em 05/01/2017, foi publicada sentença penal que condenou o réu Anderson à pena de 2 
anos de reclusão pela prática do crime de furto qualificado. Ministério Público e 
Defensoria Pública interpuseram recurso de apelação, tendo o Tribunal de Justiça mantido 
a condenação em sessão de julgamento ocorrida no dia 05/01/2018. A Procuradoria de 
Justiça tomou ciência do acórdão em 05/03/2018, ao passo que a Defesa interpôs 
tempestivamente recurso especial, ao qual foi negado seguimento pelo tribunal de origem. 
Contra tal decisão, foi interposto tempestivamente agravo, que foi desprovido pelo STJ 
em sessão de julgamento ocorrida no dia 05/01/2021. Assim, foi certificada a ocorrência 
do trânsito em julgado em 05/03/2021. Então, foi expedido mandado de prisão, o qual 
veio a ser cumprido hoje. 
Assinale a alternativa correta à luz do entendimento dos tribunais superiores sobre 
prescrição penal: 
a) Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva intercorrente entre a data da publicação da 
sentença e o trânsito em julgado da condenação, sendo certo que ela prevalece sobre a 
prescrição da pretensão executória por ser mais benéfica. 
b) Ocorreu a prescrição da pretensão executória, que prevalece sobre a prescrição da 
pretensão punitiva intercorrente entre a data da publicação da sentença e o trânsito em 
julgado da condenação. 
c) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva intercorrente, mas sim a prescrição da 
pretensão executória, haja vista que o termo inicial desta corresponde à data do trânsito 
em julgado para a acusação. 
d) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva intercorrente, nem tampouco a 
prescrição da pretensão executória, haja vista que o termo inicial desta corresponde à data 
do trânsito em julgado para ambas as partes. 
e) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva intercorrente, nem tampouco a 
prescrição da pretensão executória, haja vista que o termo inicial desta corresponde à data 
da publicação do acórdão condenatório recorrível. 
 
 
Gabarito: C 
 Considerando que a pena aplicada foi de 2 anos de reclusão, o prazo prescricional 
é de 4 anos. 
 
 
43 
 
 Entre a data da publicação da sentença penal condenatória e a sessão de 
julgamento em que publicado o acórdão confirmatório da condenação, não se consumou 
a PPPI. 
 Apesar de interposto REsp, o tribunal de justiça negou seguimento ao recurso, em 
decisão mantida pelo STJ. Assim, de acordo com a jurisprudência dos tribunais 
superiores, a decisão que nega seguimento ao recurso especial ou extraordinário possui 
natureza declaratória e possui efeito ex tunc, de forma que o trânsito em julgado se opera 
quando do término do prazo para a interposição do REsp inadmitido. Ou seja, o trânsito 
em julgado não ocorreu na data em que certificado pelo cartório, mas retroage à data do 
término do prazo recursal. Portanto, não se operou a PPPI a partir da data da sessão de 
julgamento em que publicado o acórdão confirmatório da condenação. 
 Por sua vez, verifica-se a ocorrência da PPE. Com efeito, quanto ao prazo da PPE, 
não há informação sobre reincidência do réu, mantendo-se o mesmo prazo prescricional 
de 4 anos. Quanto ao termo inicial da PPE, o Plenodo STF, em julgamento finalizado em 
30.06.23, no ARE 848.107/DF, fixou a seguinte TESE DE REPERCUSSÃO GERAL 
(Tema 788): O prazo para a prescrição da execução da pena concretamente aplicada 
somente começa a correr do dia em que a sentença condenatória transita em julgado 
para ambas as partes, momento em que nasce para o Estado a pretensão executória 
da pena, conforme interpretação dada pelo Supremo ao princípio da presunção de 
inocência (art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal) nas ADC 43, 44 e 54. 
Contudo, em modulação de efeitos, o STF ressalvou que: 1) a tese de RG NÃO se aplica 
aos casos em que já declarada a prescrição da pretensão executória 
(independentemente do juízo, da data da prolação da decisão e da suspensão dos prazos 
pelo reconhecimento do tema de repercussão geral), ainda que em desacordo com o 
entendimento fixado na repercussão geral; 2) já para os casos em que a questão ainda não 
tenha sido decidida ou analisada, a tese de RG NÃO se aplica aos casos em que o trânsito 
em julgado para a acusação tenha se dado até 11.11.2020 (inclusive), data do 
julgamento das ADC’s 43, 44 e 54 (por ser o marco que condicionou o trânsito em julgado 
para ambas as partes para o Estado exercer a pretensão executória da pena), quando será 
aplicada a literalidade do art. 112, I, do CP. Isto é, para os casos em que a questão ainda 
não tenha sido decidida ou analisada, a interpretação definida no tema 788 
SOMENTE se aplica aos casos com trânsito em julgado para a acusação ocorrido 
após 11.11.2020 (a partir de 12.11.2020, inclusive). 
No caso, como o trânsito em julgado ocorreu em 05/03/2018 (ou seja, antes de 
12.11.2020), a hipótese é de aplicação da modulação dos efeitos, não se aplicando a tese 
de RG fixada no tema 788 e correspondendo o termo inicial da PPE ao trânsito em julgado 
para a acusação. Assim, não tendo ocorrido qualquer marco interruptivo até a data do 
cumprimento do mandado de prisão, ocorreu a prescrição da pretensão executória, 
devendo ser declarada a extinção da punibilidade. 
 
Residência jurídica - DPRJ - 2021 (adaptada) 
No dia em que completou 18 anos, Bartolomeu furtou, juntamente com dois amigos que 
contavam dezessete anos de idade, uma barra de chocolates em uma loja de conveniência. 
Bartolomeu foi denunciado pela prática dos crimes de furto qualificado pelo concurso de 
pessoas e corrupção de menores, após recusar acordo de não persecução penal. A 
denúncia foi recebida em 20 de janeiro de 2020. No dia 1º de novembro de 2020, houve 
 
 
44 
 
a realização da audiência de instrução e julgamento, quando foi proferida sentença que 
condenou Bartolomeu por ambos os crimes, impondo-lhe pena de 3 (três) anos de 
reclusão, sendo 2 (dois) anos pelo crime de furto qualificado e 1 (um) ano pelo crime de 
corrupção de menores, além de substituir a pena privativa de liberdade por duas restritivas 
de direito, a saber: prestação pecuniária e prestação de serviços à comunidade ou à 
entidade pública. O Ministério Público renunciou ao prazo recursal na própria audiência 
e apenas a defesa técnica interpôs recurso de apelação. Quando intimada a apresentar 
razões recursais a defesa desistiu do recurso interposto, desistência que restou 
homologada, razão pela qual a sentença transitou em julgado no dia 15 de março de 2022. 
Após algumas tentativas de intimação de Bartolomeu para iniciar o cumprimento das 
penas restritivas de direito, descobriu-se que ele havia sido preso em flagrante no dia 04 
de julho de 2023, já tendo sido oferecida nova denúncia. O Ministério Público requereu 
a conversão das penas restritivas de direito em privativa de liberdade, argumentando que 
a nova prisão tornou impossível o cumprimento das penas substitutivas. A Defensoria 
Pública foi intimada para se manifestar sobre a conversão. Dentre os pedidos elencados, 
qual é juridicamente viável e melhor atende ao interesse de Bartolomeu? 
A) A declaração da extinção da pena pela incidência do princípio da insignificância, que 
torna os fatos materialmente atípicos. 
B) A realização de nova fixação das penas à luz do sistema da exasperação das penas. 
C) A suspensão da execução das penas restritivas de direitos até que o resultado do novo 
processo permita verificar a possibilidade do cumprimento das penas substitutivas. 
D) A declaração de extinção da punibilidade pela prescrição. 
E) A homologação do acordo de não persecução penal anteriormente oferecido, ante a 
aceitação superveniente de Bartolomeu. 
 
 
Gabarito: D 
 Primeiramente, vale destacar que a questão é de autoria do examinador Denis 
Praça. 
 De acordo com o art. 119 do CP, no caso de concurso de crimes, a extinção da 
punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. Assim, consideraremos a 
pena de 2 anos imposta pelo crime de furto, e a pena de 1 ano imposta pelo crime de 
corrupção de menores, isoladamente, para fins de aferir a prescrição da pretensão punitiva 
em concreto. A substituição da PPL por PRD é irrelevante, já que o art. 109, p. único, 
prevê que “aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as 
privativas de liberdade”. Como Bartolomeu era menor de 21 anos à data do fato, aplica-
se a causa modificativa do art. 115 do CP, de modo que o prazo prescricional será de 2 
anos para o furto e de 2 anos para a corrupção de menores. 
 O prazo prescricional não se consumou entre a data do recebimento da denúncia 
e a data da publicação da sentença condenatória. Assim, não ocorreu a PPPR. 
 Passemos à análise da PPE. No caso, o trânsito em julgado para a acusação 
ocorreu em 1º de novembro de 2020, ou seja, antes de 12.11.2020, amoldando-se a 
hipótese à modulação de efeitos realizada pelo STF por ocasião do julgamento do tema 
788 e correspondendo termo inicial da PPE à data do trânsito em julgado para a acusação. 
Portanto, considerando que não sobreveio nenhuma marco interruptivo ou suspensivo da 
prescrição até a data da prisão, operou-se a prescrição da pretensão executória. 
 
 
45 
 
 
 
 
TJ/RS - Magistratura - 2018 (adaptada) 
João foi condenado por furto simples (CP, art. 155, caput) em sentença já transitada em 
julgado para a acusação. Na primeira fase de dosimetria, a pena foi fixada no mínimo 
legal, a saber, 1 ano de reclusão. Reconhecida a circunstância agravante da reincidência, 
a pena foi majorada em 1/2 (metade). Por fim, em razão da continuidade delitiva, a pena 
se acomodou no patamar de 2 anos e 6 meses de reclusão. A prescrição da pretensão 
executória dar-se-á em 
a) 3 anos. 
b) 4 anos. 
c) 5 anos e 4 meses. 
d) 8 anos. 
e) 12 anos. 
 
 
Gabarito: C 
 No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incide sobre a pena de 
cada um, isoladamente (art. 119 do CP), devendo-se considerar, para fins de cômputo do 
prazo prescricional, cada crime pelo qual foi condenado o agente, desprezando-se o 
aumento de pena decorrente da continuidade delitiva (Súmula 497 do STF). Assim, com 
base na pena imposta na condenação (1 ano e 6 meses, já que desprezada a majoração 
decorrente do crime continuado), o prazo prescricional em relação a cada delito de furto 
que compõe a continuidade delitiva é de 4 anos. 
 O prazo da PPE, contudo, deve ser aumentado em ⅓ por força do art. 110, caput, 
do CP, resultando em 5 anos e 4 meses. Vale lembrar que o aumento do prazo 
prescricional por força da reincidência do condenado se aplica apenas à PPE, e não à PPP 
(Súmula 220 do STJ). 
 
 
DP/PR - Defensor Público - 2017 (adaptada) 
Ana Luci, em virtude da prática de lesão corporal leve (cuja pena abstratamente cominada 
é de detenção de três meses a um ano) ocorrida em 02/10/2015, foi absolvida 
impropriamente. Em 09/10/2018, foi-lhe aplicada medida de segurança consistente em 
tratamento ambulatorial, pelo prazo mínimo de três anos. O trânsito em julgado da 
sentença para o Ministério Público ocorreu em 29/10/2019. Até o presente momento, AnaLuci não foi localizada para iniciar o tratamento ambulatorial e o Juízo da execução, até 
o presente momento, decidiu apenas pela realização de diligências para sua localização. 
Também não há notícias de que Ana Luci tenha se envolvido em nova infração penal. 
Considerando o caso concreto, bem como o posicionamento dos tribunais superiores 
sobre a prescrição das medidas de segurança, a prescrição da pretensão executória 
(A) foi alcançada em 29/10/2022. 
(B) foi alcançada em 29/10/2023. 
(C) foi alcançada em 02/10/2018. 
(D) será alcançada em 09/10/2027. 
 
 
46 
 
(E) será alcançada em 29/10/2027. 
 
Gabarito: B 
 A prescrição da medida de segurança, no caso de sentença absolutória imprópria 
(inimputável – art. 26, caput, do CP), é regulada pela pena máxima abstratamente prevista 
para o delito. O prazo mínimo estabelecido para o tratamento ambulatorial não repercute 
na prescrição. Assim, considerando que a pena máxima cominada ao delito é de 1 ano, o 
prazo prescricional é de 4 anos. No caso, o trânsito em julgado para a acusação ocorreu 
em 29/10/2019, ou seja, antes de 12.11.2020, amoldando-se a hipótese à modulação de 
efeitos realizada pelo STF por ocasião do julgamento do tema 788 e correspondendo 
termo inicial da PPE é a data do trânsito em julgado para a acusação. Portanto, a PPE foi 
alcançada em 29/10/2021. 
Como observação, atentar que a prescrição da medida de segurança, no caso de 
semi-imputável que necessita de especial tratamento curativo (art. 26, p. único, e art. 98 
do CP), é regulada pela pena concretamente aplicada na sentença, o que não é a hipótese 
da questão. 
 
 
TJ/SP - Magistratura - 2018 
Quanto à prescrição, é correto afirmar que 
a) a decisão de pronúncia é causa interruptiva da prescrição, salvo se o Tribunal do Júri 
venha a desclassificar o crime. 
b) em se tratando de continuação delitiva comum ou concurso formal perfeito de crimes, 
a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, computando-se o acréscimo 
decorrente do sistema da exasperação penal. 
c) em se tratando de “posse de droga para consumo pessoal”, previsto no artigo 28, da 
Lei n° 11.343/2006, os lapsos prescricionais tanto da pretensão punitiva quanto da 
executória são de 2 (dois) anos, reduzidos da metade se o agente, ao tempo do crime, era 
menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
d) depois de transitada em julgado a sentença condenatória para a acusação ou improvido 
seu recurso, a prescrição retroativa ou superveniente regula-se pela pena aplicada e 
verifica-se nos prazos fixados em lei, os quais são aumentados de 1/3 (um terço), em caso 
de reincidência. 
 
 
Gabarito: C 
a) Errada. Nos termos da Súmula 191 do STJ, a pronúncia é causa interruptiva da 
prescrição, ainda que o tribunal do júri venha a desclassificar o crime. 
b) Errada. Nos termos do art. 119 do CP, no caso de concurso de crimes, a extinção da 
punibilidade, inclusive a prescrição, incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. E, 
de acordo com a Súmula 497 do STF, quando se tratar de crime continuado, a prescrição 
regula-se pela pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da 
continuação. O mesmo raciocínio se aplica à hipótese do concurso formal próprio (art. 
70, 1ª parte, do CP), uma vez que também emprega o método da exasperação, tal como 
ocorre com o crime continuado (art. 71 do CP). 
c) Correta. É o que dispõe o art. 30 da Lei 11.343/06, c/c art. 115 do CP. 
 
 
47 
 
d) Errada. Nos termos da Súmula 220 do STJ, a reincidência não influi no prazo da 
prescrição da pretensão punitiva, da qual a prescrição retroativa e a superveniente são 
espécies. 
 
 
DP/MA - Defensor Público - 2009 
No caso de concessão da suspensão condicional da pena, para fins de cômputo na 
prescrição da pretensão executória, a ausência do réu na audiência de advertência 
significa que: 
A) não houve interrupção pelo início do cumprimento da pena, correndo o prazo 
prescricional desde o trânsito em julgado da sentença condenatória para o Ministério 
Público. 
B) houve interrupção do lapso prescricional com a intimação pessoal do sentenciado para 
a audiência de advertência. 
C) o lapso prescricional foi interrompido com a decisão judicial de cassação do sursis. 
D) não houve interrupção pelo início do cumprimento da pena, correndo o prazo 
prescricional desde a decisão judicial que cassou o sursis. 
E) houve interrupção pelo início do cumprimento da pena, correndo o prazo prescricional 
do trânsito em julgado da sentença condenatória para o Ministério Público. 
 
 
Gabarito: A 
 A ausência do réu à audiência de advertência, no caso de concessão da suspensão 
condicional da pena, não consubstancia marco interruptivo do prazo prescricional por 
ausência de previsão legal, conforme se verifica no art. 117 do CP. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
O Ministério Público ofereceu ação socioeducativa em face de Guilherme, com 17 anos 
de idade, por crime de tráfico de drogas. A pretensão socioeducativa foi julgada 
procedente, aplicando-se a Guilherme medida de internação, alegando-se reiteração no 
cometimento de outras infrações graves. Assinale a alternativa correta acerca da 
prescrição da medida socioeducativa, que esteja em conformidade com a jurisprudência 
dos tribunais superiores: 
a) Por ausência de previsão legal, a prescrição penal não é aplicável às medidas 
socioeducativas; 
b) A medida socioeducativa prescreve pelo menor prazo previsto no Código Penal, 
reduzido pela metade por se tratar de menor de 21 anos à data do fato. Assim, o prazo 
prescricional é de 1 ano e 6 meses. 
c) A medida socioeducativa prescreve pelo menor prazo previsto no ordenamento 
jurídico, reduzido pela metade por se tratar de menor de 21 anos à data do fato. Assim, o 
prazo prescricional é de 1 ano. 
d) Uma vez aplicada medida socioeducativa sem termo final, deve ser considerado o 
período máximo de 3 anos de duração da medida de internação para o cálculo do prazo 
prescricional da pretensão socioeducativa, reduzido pela metade por se tratar de menor 
de 21 anos à data do fato. Assim, o prazo prescricional é de 4 anos. 
 
 
48 
 
e) Uma vez aplicada medida socioeducativa sem termo final, deve ser considerado, para 
o cálculo do prazo prescricional da pretensão socioeducativa, o limite máximo de pena 
privativa de liberdade cominada ao crime correspondente ao ato infracional praticado, 
reduzido pela metade por se tratar de menor de 21 anos à data do fato. Assim, o prazo 
prescricional é de 6 anos. 
 
 
Gabarito: D 
 Nos termos da Súmula 338 do STJ, a prescrição penal é aplicável nas medidas 
socioeducativas. Diante disso, a jurisprudência do STJ firmou o entendimento de que, 
uma vez aplicada medida socioeducativa sem termo final, deve ser considerado o período 
máximo de 3 anos de duração da medida de internação, para o cálculo do prazo 
prescricional da pretensão socioeducativa. Somente na hipótese em que for reconhecida 
a prática de ato infracional análogo a crime que possua pena máxima em abstrato inferior 
a 3 anos, o julgador, para evitar a criação de situação mais gravosa ao adolescente, deve 
adotar o prazo prescricional aplicável ao imputável em idêntica situação. 
Atenção: nos casos em que aplicada medida socioeducativa de prestação de 
serviços à comunidade, por exemplo, como ela se dá por período não excedente a seis 
meses (art. 117 do ECA - MSE com termo final), o prazo prescricional é de 1 ano e meio. 
 
 
DPE SP – Defensor Público - 2023 
Fernando, adolescente de 17 anos, foi representado pela prática de ato infracional 
equiparado a roubo em concurso de pessoas (artigo 157, § 2o , II do Código Penal) e 
respondeu ao processo socioeducativo em liberdade. Após realização das audiências, a 
ele foi aplicada medida socioeducativa de semiliberdade pelo prazo de 6 (seis) meses e 
foiimediatamente intimado da decisão. A sentença transitou em julgado para o Ministério 
Público e para a Defesa. Porém, o jovem não compareceu para dar início ao cumprimento 
da medida socioeducativa. Passados dois anos do trânsito em julgado, Fernando foi 
abordado pela polícia e apreendido. Com base no entendimento dominante dos Tribunais 
Superiores, o juiz deverá 
(A) extinguir a execução da medida socioeducativa pela falta de interesse de agir do 
Estado, considerando a maioridade de Fernando, nos termos do art. 46 da Lei no 
12.594/2012. 
(B) extinguir a execução da medida socioeducativa pelo reconhecimento da prescrição, 
nos termos do art. 35 da Lei no 12.594/2012. 
(C) determinar a recondução do jovem para o início do cumprimento da medida em 
semiliberdade após elaboração do PIA, nos termos do art. 52 da Lei no 12.594/2012. 
(D) suspender a execução da medida socieducativa para reavaliação da necessidade de 
sua manutenção com base no princípio da imediatidade das medidas socioeducativas, 
conforme art. 35 da Lei no 12.594/2012. 
(E) aplicar internação sanção, tendo em vista o descumprimento injustificado da medida 
imposta, conforme estabelecido no art. 36 da Lei no 12.594/2012. 
 
 
Gabarito: B 
 
 
49 
 
A hipótese é de aplicação de medida socioeducativa com termo final, vez que a 
medida de semiliberdade foi imposta pelo prazo de 6 meses. Assim, o prazo prescricional 
é de 1 ano e meio, considerada a causa modificativa do art. 115 do CP, o qual decorreu 
in albis porque o adolescente nunca iniciou o cumprimento da medida imposta. Assim, a 
hipótese é de extinção da punibilidade pela prescrição executória. 
 
 
DPE/RJ – Defensor Público - 2021 – fase discursiva 
Quando tinha 13 anos, Caio praticou ato infracional análogo ao crime de furto. 
Regularmente processado, foi-lhe aplicada medida de prestação de serviço à comunidade 
(PSC), cujo cumprimento nunca se iniciou. Ao completar 16 anos, Caio foi processado 
por uso de entorpecente, tendo, ao final do procedimento, sido aplicada medida de 
liberdade assistida (LA). A Vara da Infância e Juventude promoveu a unificação das 
medidas socioeducativas em meio aberto e encaminhou Caio ao Centro de Referência 
Especializado e Assistência Social (CREAS) para cumprimento da LA e da PSC (decisão 
1). Um mês depois chegou a notícia, por meio de ofício subscrito pela direção do 
equipamento, de que o adolescente não havia iniciado o cumprimento das medidas. Foi 
então designada audiência especial, ocasião em que Caio confirmou não ter ido ao 
CREAS porque não estava com vontade. Em vista do descumprimento das medidas em 
meio aberto, foi aplicada ao adolescente a medida de internação-sanção pelo prazo de 03 
meses nos termos do art. 122, III, da Lei 8.069/90 (decisão 2). Após o cumprimento desta 
medida, Caio, ainda com 16 anos, praticou ato infracional análogo ao crime de roubo 
simples, tendo-lhe sido aplicada medida de internação em razão desse novo ato (decisão 
3). Passados um ano e seis meses do cumprimento desta medida, já na terceira 
reavaliação, a equipe técnica sugeriu para Caio a substituição da internação para a 
liberdade assistida. Não obstante, a internação foi mantida ao fundamento de que o tempo 
do cumprimento da medida deveria ser maior, à luz do princípio da proporcionalidade em 
relação à gravidade do ato infracional (decisão 4). Revoltado com a situação, Caio ateou 
fogo em um colchão. Foi processado por ato infracional análogo ao crime de incêndio. 
Novos relatórios foram anexados e, apesar desse evento, a medida de internação foi 
substituída pela liberdade assistida, considerando o atingimento das metas do Plano 
Individual de Atendimento (PIA) e a reparação dos danos causados pelo fogo. Enquanto 
cumpria regularmente a LA, Caio foi julgado pelo ato infracional análogo ao crime de 
incêndio, sendo aplicada a medida de internação. Recebida a nova guia, as medidas de 
Caio foram unificadas na internação, com a expedição de mandado de busca e apreensão 
(MBA) para início de seu cumprimento (decisão 5). Ao ser informado por vizinhos de 
que policiais civis estiveram em sua residência, Caio procura a Defensoria Pública, que 
nunca havia atuado anteriormente na sua defesa. Na qualidade de Defensor(a) Público(a), 
analise as cinco decisões acima enumeradas, de forma justificada e objetiva. 
 
Gabarito oficial 
Decisão 1: incorreta 
• Prestação de Serviço à Comunidade (PSC): 
- Prescrição; 
- Não cabimento a menor de 14 anos- vedação de qualquer trabalho ao menor de 16 anos, 
salvo na condição de aprendiz a partir de 14 anos; 
 
 
50 
 
- Perda do caráter pedagógico ante o decurso do tempo desde à data do ato infracional. 
Violação aos princípios da intervenção precoce, necessidade e atualidade, cf. Art. 100, 
caput e §único, incisos VI e VIII do ECA. 
• Liberdade Assistida (LA): 
- Não cabimento, ante o princípio previsto no art. 35, I, do SINASE (Lei 12.594/12). 
Prazo mínimo de duração da LA é de 6 meses, ao passo que as medidas aplicadas ao 
adulto não ultrapassariam o prazo máximo de 5 meses (§3º do art. 28 da Lei 11.343/06). 
 
Decisão 2: incorreta 
Não houve descumprimento reiterado (art. 122, III, do ECA), nem tampouco o ofício 
subscrito pela direção substitui o parecer técnico a que faz menção o art. 43, § 4º, I da Lei 
12.594/12. 
 
Decisão 3: correta Preenchimento dos requisitos legais (art. 122 da Lei 8.069/90). 
 
Decisão 4: incorreta Violação do princípio da brevidade da medida de internação (art. 121 
do ECA c/c art. 35, V, da Lei 12.594/12 c/c art. 227, §3º, inciso V da CRFB/88) e da regra 
do art. 42, parágrafo 2º. da Lei 12.594/12. 
 
Decisão 5: incorreta Violação da regra do artigo 45, par. 2º da Lei 12.594. 
 
 
Comentários da prof. Bruna Dutra sobre a prescrição das medidas socioeducativas 
no caso: 
Súmula 338 do STJ: a prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas. 
STJ: uma vez aplicada medida socioeducativa sem termo final, deve ser 
considerado o período máximo de 3 anos de duração da medida de internação, para o 
cálculo do prazo prescricional da pretensão socioeducativa, considerada ainda a causa 
modificativa do art. 115 do CP. Assim, o prazo prescricional é de 4 anos. Por sua vez, no 
caso de medida socioeducativa com prazo certo, aplica-se a regra geral do art. 109 do CP. 
Obs.: na hipótese em que for reconhecida a prática de ato infracional análogo a 
crime que possua pena máxima em abstrato inferior a 3 anos, o julgador, para evitar a 
criação de situação mais gravosa ao adolescente, deve adotar o prazo prescricional 
aplicável ao imputável em idêntica situação. 
No caso, contudo, foi aplicada MSE de PSC, a qual, de acordo com o art. 117 do 
ECA, se dá por período não excedente a seis meses (ou seja, medida socioeducativa com 
termo final). Logo, o prazo prescricional é de 1 ano e meio, considerada a causa 
modificativa do art. 115 do CP, o qual decorreu in albis porque o adolescente nunca 
iniciou o cumprimento da medida imposta quando tinha 13 anos de idade. Assim, deve-
se pleitear a extinção da punibilidade pela prescrição executória. 
 
 
Questão inédita 
João, 18 anos de idade, foi denunciado pelo crime de lesões corporais contra Iago, 
praticado em 01/02/2019, previsto no art. 129, caput, do CP, com pena cominada de 3 
meses a um ano de detenção. A denúncia foi recebida em 01/08/2020, sendo certo que 
 
 
51 
 
recusados os institutos despenalizadores cabíveis. O Juízo julgou procedente a pretensão 
punitiva estatal, condenando o acusado à pena de 04 meses de detenção, substituída por 
prestação de serviços à comunidade. A sentença foi publicada em 01/08/2021 e o 
Ministério Público tomou ciência em 01/09/2021. A defesa interpôs recurso de apelação, 
o qual foi improvido pelo TJRJ, ocorrendo o trânsito em julgado da decisão em 
01/12/2021. Diante do descumprimento injustificado da pena restritiva de direitos 
imposta, sem que oapenado tenha sequer comparecido à instituição designada na 
audiência admonitória que ocorreu em 01/09/2022, o Juízo converteu a PRD em PPL em 
decisão proferida em 01/02/2023, determinando a expedição de mandado de prisão, que 
foi cumprido hoje. Que medida pode ser adotada em favor do assistido? 
a) Requerimento de nulidade da decisão de conversão da PRD em PPL, uma vez que o 
descumprimento injustificado da pena restritiva de direitos não é causa legal para a 
conversão. 
b) Requerimento de prescrição da pretensão punitiva retroativa. 
c) Requerimento de prescrição da pretensão executória, sendo o termo inicial a data do 
trânsito em julgado para a acusação. 
d) Requerimento de prescrição da pretensão executória, sendo o termo inicial a data do 
trânsito em julgado para ambas as partes. 
e) Nenhuma das anteriores. 
 
 
Gabarito: D 
 Entre a data do fato e o recebimento da denúncia, devemos analisar se ocorreu a 
PPPA, já que foi abolida a PPPR nesse interregno. Assim, considerando a pena máxima 
de 1 ano de detenção cominada ao art. 129, caput, do CP, o prazo prescricional da PPPA 
é de 4 anos, reduzido à metade por força do art. 115 do CP, o qual não se verificou. 
 Por sua vez, com base na pena aplicada de 4 meses de detenção, em condenação 
já transitada em julgado para a acusação, o prazo da prescrição em concreto é de 3 anos, 
reduzido à metade por força do art. 115 do CP, o que resulta em 1 ano e 6 meses. Tal 
prazo, contudo, não transcorreu entre a data do recebimento da denúncia e a publicação 
da sentença condenatória, não se operando a PPPR. Ademais, tal prazo tampouco 
transcorreu entre a data da publicação da sentença condenatória e da publicação do 
acórdão confirmatório, não se operando a PPPI. 
 Por fim, quanto ao prazo da PPE, não há informação sobre reincidência do réu, 
mantendo-se o mesmo prazo prescricional de 1 ano e 6 meses. No caso, o trânsito em 
julgado para a acusação ocorreu em 01/09/2021, ou seja, após 12.11.2020, aplicando-se 
o entendimento fixado pelo STF por ocasião do julgamento do tema 788 e 
correspondendo termo inicial da PPE à data do trânsito em julgado para ambas as partes 
(01/01/2022). Assim, não tendo ocorrido qualquer marco interruptivo legal da prescrição 
desde o trânsito em julgado até a data do cumprimento do mandado de prisão (sendo certo 
que a audiência admonitória e a decisão de conversão da PPL em PRD não são marcos 
interruptivos), se operou a prescrição da pretensão executória. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
 
 
52 
 
André foi condenado pelo crime de furto qualificado à pena de 2 anos e 2 meses de 
reclusão, em regime inicial semiaberto, por ser reincidente. O Ministério Público tomou 
ciência da sentença em 01/06/2017. O recurso de apelação da Defesa foi desprovido e o 
trânsito em julgado ocorreu em 01/09/2017, quando foi expedido mandado de prisão, que 
foi cumprido no mesmo dia. Ocorre que o réu fugiu do sistema prisional em 01/12/2018, 
sendo recapturado hoje. Assinale a alternativa correta a respeito da ocorrência da 
prescrição da pretensão executória: 
a) O prazo prescricional é de 3 anos e o termo inicial corresponde à data da fuga. 
b) O prazo prescricional é de 3 anos e o termo inicial corresponde à data do trânsito em 
julgado para a acusação. 
c) O prazo prescricional é de 4 anos e o termo inicial corresponde à data da fuga. 
d) O prazo prescricional é de 4 anos e o termo inicial corresponde à data do trânsito em 
julgado para a acusação. 
e) O prazo prescricional é de 8 anos e o termo inicial corresponde à data da fuga. Assim, 
não se operou a prescrição. 
 
 
Gabarito: C 
 No caso de fuga do condenado, o prazo da PPE começa a correr a partir da evasão 
(art. 112, II) e é regulado pelo tempo que resta de pena (art. 113), que, no caso, é inferior 
a um ano. Assim, o prazo prescricional é de 3 anos, aumentado de 1/3 em virtude da 
reincidência (art. 110, caput), resultando em um prazo de 4 anos. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
Joana, primária, está cumprindo pena de 6 anos de reclusão, imposta em razão de 
condenação pelo crime de homicídio simples, previsto no art. 121, caput, do CP. Ao 
cumprir dois anos de sua pena, foi deferido o livramento condicional em 01/01/2017. 
Todavia, sobreveio o trânsito em julgado de uma condenação pelo crime de tráfico de 
drogas, previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/06, com imposição de pena de 5 anos de 
reclusão, por fato praticado antes do início do período de prova do livramento 
condicional. Assim, o juízo da execução penal, em 01/05/2019, providenciou a soma das 
penas, revogou o livramento condicional e determinou a expedição de mandado de prisão, 
o qual ainda não foi cumprido. Diante dos fatos narrados, assinale a alternativa correta: 
a) Condenação transitada em julgado por fato praticado antes do início do período de 
prova não autoriza a sua revogação. Assim, apesar de não consumada a prescrição, deve 
ser alegada a nulidade absoluta da decisão de revogação do livramento condicional. 
b) Condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, por fato praticado 
antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento condicional a 
depender da soma das penas. Ademais, considerando a soma das penas, o prazo 
prescricional é de 16 anos, a contar a partir da revogação do livramento condicional. 
c) Condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, por fato praticado 
antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento condicional a 
depender da soma das penas. Assim, o prazo da prescrição da pretensão executória em 
relação ao crime de homicídio é regulado pelo total da pena imposta, a saber, 12 anos, a 
contar a partir da revogação do livramento condicional. 
 
 
53 
 
d) Condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, por fato praticado 
antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento condicional a 
depender da soma das penas. Assim, o prazo da prescrição da pretensão executória em 
relação ao crime de homicídio é regulado pelo tempo que resta de pena, a saber, 8 anos, 
a contar a partir da revogação do livramento condicional. 
e) Condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, por fato praticado 
antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento condicional a 
depender da soma das penas. Assim, o prazo da prescrição da pretensão executória em 
relação ao crime de homicídio é regulado pelo tempo que resta de pena, a saber, 4 anos, 
a contar a partir da revogação do livramento condicional. 
 
 
Gabarito: E 
 Inicialmente, a condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, 
por fato praticado antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento 
condicional a depender da soma das penas. Nesse sentido, o art. 86, II, do CP, prevê que 
se revoga o livramento, se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, 
em sentença irrecorrível, por crime anterior, observado o disposto no art. 84, o qual, por 
seu turno, prevê que as penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se 
para efeito do livramento. Assim, na questão apresentada, uma vez efetuado o cálculo 
diferenciado, o tempo de pena já cumprido não é suficiente para manter o livramento 
condicional, sendo devida a sua revogação. 
 Por sua vez, uma vez revogado o livramento condicional e efetuada a soma das 
penas, é certo que a prescrição deve ser analisada individualmente em relação a cada 
crime (art. 119 do CP). 
Assim, em relação ao crime de homicídio, incide o art. 113 do CP, segundo o qual, 
no caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição 
é regulada pelo tempo que resta da pena. Ocorre que, no caso de revogação do livramento 
condicional, para se identificar o tempo que resta deacordo de não persecução penal. 
(B) com a decisão confirmatória da pronúncia até o julgamento em plenário do Tribunal 
do Júri. 
(C) entre o recebimento da denúncia e a sentença condenatória. 
(D) enquanto o agente é processado penalmente no exterior. 
(E) durante o cumprimento do acordo de transação penal. 
 
 
DPE CE – Defensor Público - FCC – 2022 
A prescrição NÃO corre enquanto 
(A) está foragido o condenado. 
(B) durar a suspensão condicional do processo. 
(C) o agente responde a processo criminal no exterior. 
 
 
4 
 
(D) não cumprida a transação penal. 
(E) pendentes embargos de declaração e embargos infringentes e de nulidade 
 
 
DPE CE – Defensor Público - FCC – 2022 (adaptada) 
João Ricardo, nascido em 10/01/2003, foi condenado a uma pena total de 02 anos e 04 
meses de reclusão pela prática de crimes de furto qualificado, nos termos do art. 155, § 
4º, inc. III, c/c art. 71, caput, do Código Penal, em razão de ter subtraído três veículos no 
mês de fevereiro de 2022. Na primeira fase da dosimetria da pena, o magistrado 
considerou a primariedade e os bons antecedentes do réu e fixou a pena-base no mínimo 
legal em dois anos. Em seguida, na última fase, reconheceu a continuidade delitiva e 
exasperou a pena em 1/6. Não houve recurso das partes e a sentença penal condenatória 
transitou em julgado em 12 de dezembro de 2022. Considerando a situação do réu João 
Ricardo, o prazo da prescrição da pretensão executória é de 
(A) 08 anos. 
(B) 03 anos. 
(C) 12 anos. 
(D) 02 anos. 
(E) 04 anos. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
Sobre a prescrição, é correto afirmar que: 
a) Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão 
suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, sendo o período de suspensão 
regulado pelo máximo da pena cominada, findo o qual voltam a correr a prescrição e a 
marcha processual. 
b) Constituem marcos interruptivos da prescrição os embargos de declaração e os recursos 
aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis. 
c) Enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal, a 
prescrição não corre. 
d) As penas restritivas de direitos prescrevem no prazo de dois anos. 
e) A reincidência está prevista como causa interruptiva da prescrição, não influenciando 
no prazo prescricional. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Adolfo, imputando-lhe a prática do 
delito descrito no art. 129, caput, do Código Penal, ao qual é cominada pena de 3 meses 
a 1 ano de detenção. Uma vez frustradas as tentativas de localização do acusado para a 
sua citação pessoal, foi determinada a citação por edital, a qual não foi atendida. O juiz, 
assim, decretou a suspensão do processo e do prazo prescricional. Com base nos fatos 
narrados, indique a alternativa correta: 
a) O curso do processo e o prazo prescricional poderão permanecer suspensos por no 
máximo quatro anos. Após o decurso desse lapso temporal, o prazo prescricional volta a 
correr de onde parou, e o processo seguirá à revelia do acusado. 
 
 
5 
 
b) O curso do processo e o prazo prescricional poderão permanecer suspensos por no 
máximo quatro anos. Após o decurso desse lapso temporal, o prazo prescricional volta a 
correr de onde parou, mas o processo não poderá retomar o seu curso até que o réu 
compareça em juízo ou constitua advogado. 
c) O curso do processo e o prazo prescricional poderão permanecer suspensos por no 
máximo três anos. Após o decurso desse lapso temporal, o prazo prescricional volta a 
correr de onde parou, e o processo seguirá à revelia do acusado. 
d) O curso do processo e o prazo prescricional poderão permanecer suspensos por no 
máximo três anos. Após o decurso desse lapso temporal, o prazo prescricional volta a 
correr de onde parou, mas o processo não poderá retomar o seu curso até que o réu 
compareça em juízo ou constitua advogado. 
e) O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado por edital, deixar de 
comparecer sem motivo justificado. 
 
 
Questão inédita 
Indique a assertiva correta a respeito da prescrição: 
a) É cabível a redução do prazo prescricional pela metade se, entre a sentença 
condenatória e o julgamento dos embargos de declaração, o réu atinge a idade superior a 
70 anos. 
b) A injúria racial é crime imprescritível, mas afiançável. 
c) A homologação do acordo de não persecução penal é causa interruptiva da prescrição. 
d) Constitui causa suspensiva da prescrição a pendência de embargos de declaração ou de 
recursos aos Tribunais Superiores, quando desprovidos no mérito. 
e) A prescrição, antes de passar em julgado a sentença final, não corre enquanto não 
cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal, inclusive nos casos em 
que o acordo foi celebrado com base na Resolução nº 181 do CNMP, antes da vigência 
da Lei 13.964/19. 
 
 
 
DPE/DF – Defensor Público - CESPE – 2019 (adaptada) 
Nos casos de concurso formal ou de continuidade delitiva, a extinção da punibilidade pela 
prescrição regula-se pela pena imposta a cada um dos crimes isoladamente, afastando o 
acréscimo decorrente dos respectivos aumentos de pena. 
Certo ou errado? 
 
 
Residência jurídica - DP/RJ - 2018 
Com relação ao instituto da prescrição, assinale a alternativa correta: 
a) São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do 
crime, menor de 21 anos ou, na data da sentença, maior de 70 anos 
b) No caso de concurso de crimes, as penas são somadas para efeitos de prescrição; 
c) O prazo da prescrição é interrompido com o oferecimento da denúncia ou queixa; 
d) O menor prazo prescricional previsto no código penal é de 4 anos. 
 
 
 
6 
 
 
TJ/SP - Magistratura - 2017 
A chamada prescrição retroativa: 
a) é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
b) não pode ter por termo inicial data anterior à publicação da sentença condenatória 
recorrível. 
c) acarreta o acréscimo de um terço no lapso prescricional em se tratando de acusado 
reincidente. 
d) não marca os antecedentes do acusado, nem gera futura reincidência. 
 
 
DP/MA - Defensor Público - 2018 
Sobre a prescrição é correto afirmar que 
A) a sentença penal que absolve o réu é causa de interrupção da prescrição. 
B) ainda que seja causa que interrompe a prescrição, o início do cumprimento da pena 
não faz com que o prazo volte a correr da data dessa interrupção. 
C) com a concessão do livramento condicional volta a correr o prazo para a prescrição da 
pretensão executória. 
D) o acórdão meramente confirmatório da decisão de pronúncia não interrompe a 
prescrição da pretensão punitiva. 
E) entre a data do fato e o recebimento da denúncia a prescrição pode ocorrer de forma 
retroativa com base na pena aplicada na sentença. 
 
 
DP/SC - Defensor Público - 2017 
Sobre a prescrição, é correto afirmar: 
A) O prazo prescricional das contravenções penais é diminuído da metade. 
B) O prazo da prescrição da pretensão punitiva aumenta de um terço em caso de réu 
reincidente. 
C) O menor prazo prescricional do direito brasileiro é de três anos. 
D) A pronúncia e o acórdão confirmatório da pronúncia interrompem a prescrição. 
E) No estupro de vulnerável o termo inicial da prescrição da executória punitiva começa 
a correr da data em que a vítima completar dezoito anos. 
 
 
DPE/DF – Defensor Público - 2019 
Assinale a alternativa correta acerca da prescrição: 
a) No caso de concurso material de crimes, a extinção da punibilidade pela prescrição 
regula-se pela soma das penas. 
b) Considerando a adoção da teoria da ficção jurídica em relação ao crime continuado, a 
extinção da punibilidade pela prescrição regula-se pelo total da pena imposta, 
considerando-se a exasperação aplicada em virtude da continuidade delitiva; 
c)pena, devemos analisar se o lapso 
temporal em que o apenado esteve no período de prova deve ou não ser computado como 
tempo de pena cumprida. 
Sobre o tema, o art. 88 do CP e os arts. 141 e 142 da LEP disciplinam os efeitos 
da revogação do livramento condicional. Portanto, o tempo em que esteve solto o 
condenado, sujeito às condições do período de prova, apenas será computado como 
tempo de pena efetivamente cumprida se a revogação do livramento condicional 
resultar de fato praticado anteriormente à concessão do livramento. 
Na questão apresentada, o crime de tráfico de drogas foi praticado ANTES do 
período de prova do livramento condicional concedido em relação ao crime de homicídio. 
Assim, apesar da revogação do livramento condicional por força do art. 84, II, do CP, o 
tempo em que o apenado esteve no período de prova será computado como tempo de pena 
cumprida. Assim, em relação ao crime de homicídio, o tempo que resta de pena a cumprir 
é inferior a 2 anos, razão pela qual o prazo prescricional é de 4 anos. E, de acordo com o 
art. 112, I, do CP, o termo inicial da PPE corresponde à revogação do livramento 
condicional. 
 
 
 
 
54 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
Diante do descumprimento injustificado das condições impostas, o juiz da execução 
penal, em 01/05/2021, revogou o livramento condicional que havia sido concedido a João 
em 01/05/2020, expedindo mandado de prisão. Esclareça-se que a execução penal versa 
sobre uma condenação por crime comum a uma pena de 4 anos de reclusão, com início 
de cumprimento em 01/01/2019. Isto posto, assinale a alternativa correta a respeito da 
prescrição executória: 
a) A prescrição é regulada pelo total da pena imposta na condenação, de modo que o prazo 
prescricional é de 8 anos, a contar da data da revogação do livramento condicional. 
b) A prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena a cumprir, sendo certo que não 
se computa na pena o tempo em que esteve solto o liberado durante o período de prova. 
Assim, o prazo prescricional é de 8 anos, a contar da data da revogação do livramento 
condicional. 
c) A prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena a cumprir, sendo certo que não 
se computa na pena o tempo em que esteve solto o liberado durante o período de prova. 
Assim, o prazo prescricional é de 8 anos, a contar do trânsito em julgado para a acusação. 
d) A prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena a cumprir, sendo certo que se 
computa na pena o tempo em que esteve solto o liberado durante o período de prova. 
Assim, o prazo prescricional é de 4 anos, a contar da data da revogação do livramento 
condicional. 
e) A prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena a cumprir, sendo certo que se 
computa na pena o tempo em que esteve solto o liberado durante o período de prova. 
Assim, o prazo prescricional é de 4 anos, a contar do trânsito em julgado para a acusação. 
 
 
Gabarito: B 
 Inicialmente, o descumprimento injustificado das condições impostas configura 
causa facultativa de revogação do livramento condicional, conforme art. 87 do CP. 
 Por sua vez, uma vez revogado o livramento condicional, incide o art. 113 do CP, 
segundo o qual, no caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento 
condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. Ocorre que, no caso 
de revogação do livramento condicional, para se identificar o tempo que resta de pena, 
devemos analisar se o lapso temporal em que o apenado esteve no período de prova deve 
ou não ser computado como tempo de pena cumprida. 
Sobre o tema, o art. 88 do CP e os arts. 141 e 142 da LEP disciplinam os efeitos 
da revogação do livramento condicional. Portanto, o tempo em que esteve solto o 
condenado, sujeito às condições do período de prova, apenas será computado como 
tempo de pena efetivamente cumprida se a revogação do livramento condicional 
resultar de fato praticado anteriormente à concessão do livramento. 
Na questão apresentada, considerando que o motivo da revogação do livramento 
condicional se refere ao descumprimento das condições que deveriam ser observadas 
durante o período de prova, o tempo em que o apenado esteve no período de prova NÃO 
será computado como tempo de pena cumprida. Assim, conclui-se que o apenado cumpriu 
1 ano e 4 meses da pena imposta, restando ainda a cumprir um total de 2 anos e 8 meses. 
Portanto, o prazo prescricional é de 8 anos e, de acordo com o art. 112, I, do CP, o termo 
inicial da PPE corresponde à revogação do livramento condicional. 
 
 
55 
 
 
 
TJ/MS - Juiz Substituto - 2020 
No tocante à prescrição, correto afirmar que 
a) cometido o homicídio qualificado para ocultar outro crime, a prescrição deste impede 
a qualificação daquele. 
b) os crimes mais leves prescrevem com os mais graves, se cometidos em concurso de 
delitos. 
c) é regulada pelo total da pena nos casos de evasão do condenado ou de revogação do 
livramento condicional. 
d) não se aplicam às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as 
privativas de liberdade. 
e) a sua ocorrência em relação ao crime de furto não alcança a receptação que o tinha 
como pressuposto. 
 
Gabarito: E 
b) Errada. Conforme o art. 119 do CP, no caso de concurso de crimes, a extinção da 
punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. 
c) Errada. De acordo com o art. 113 do CP, no caso de evadir-se o condenado ou de 
revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da 
pena. 
d) Errada. De acordo com o art. 109, p. único, do CP, aplicam-se às penas restritivas de 
direito os mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade. 
a) Errada. 
e) Correta. 
De acordo com o art. 108 do CP, a extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, 
elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos 
crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a 
agravação da pena resultante da conexão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
DPE CE – Defensor Público – 2023 – fase discursiva 
 
 
 
56 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Espelho oficial de correção: 
 
 
 
57 
 
 
 
Comentários da prof. Bruna sobre o tópico da prescrição: 
 
- Primeiramente, à data da prática dos crimes de ameaça e lesão corporal, Bruno era menor 
de 21 anos, incidindo a causa modificativa do art. 115 do CP. 
- Lembrar do art. 119 do CP: no caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade 
incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. 
- Entre a data da prática do fato e a data do recebimento da denúncia não ocorreu a PPPA 
(lembrar que a PPPR foi abolida nesse intervalo pela Lei 12.234/10, que alterou o art. 
110, § 1º, do CP). 
- Por sua vez, no que tange à prescrição da pretensão punitiva pela pena em concreto, 
destaca-se que foi imposta pena de 1 mês e 21 dias pelo crime de ameaça, e de 3 meses 
pelo crime de lesão corporal. Assim, o prazo prescricional, em relação a cada crime, é de 
1 ano e meio. 
 
 
58 
 
- Entre a data do recebimento da denúncia, em 04.07.2018, e a data da publicação da 
sentença condenatória, em 21.11.2019, não transcorreu o prazo prescricional. Assim, não 
ocorreu a PPPR. 
- Por sua vez, em relação à PPE, consta que o trânsito em julgado para ambas as partes 
ocorreu em 10.01.2020, sendo este o termo inicial. O cumprimento do mandado de prisão, 
que é causa interruptiva da prescrição (art. 117, V, do CP), ocorreu em 28.09.2021, sendo 
irrelevante a data da comunicação ao juízo e a data da expedição das guias para fins do 
computo da prescrição. Logo, não tendo havido nenhuma causa interruptiva ou 
suspensiva naquele interregno, consumou-se a PPE em relação aos crimes de ameaça e 
lesão corporal. 
 
 
DPE/RJ – Defensor Público - 2021 – fase discursiva 
Raimundo, nascido em 11/08/1985, encontra-se cumprindopena total de 39 anos de 
reclusão, por condenações em 3 processos distintos: 
1) Processo A: condenado à pena de 04 anos de reclusão, por infração ao artigo 157, 
caput, do CP, em regime aberto, por fato ocorrido em 15/03/2008, com trânsito em 
julgado em 15/12/2009. 
2) Processo B: condenado às penas de 05 anos de reclusão, por infração ao artigo 33, da 
lei 11.343/2006 e 02 anos de reclusão, por infração ao artigo 333, do CP, n/f art. 69, do 
CP, em regime fechado, totalizando uma pena de 07 anos, por fatos ocorridos em 
15/07/2008, com trânsito em julgado em 25/11/2009. 
3) Processo C: condenado à pena de 28 anos, por infração ao artigo 158, § 3º, do CP 
(extorsão qualificada pela restrição de liberdade com resultado morte), em regime 
fechado, por fato ocorrido em 15/12/2019, com trânsito em julgado em 10/06/2021. 
Raimundo foi preso em flagrante pelo Processo A, em 15/03/2008, e solto no mesmo dia 
após liberdade provisória. Em 15/07/2008, foi preso em flagrante pelo Processo B. 
Iniciada a execução da pena privativa de liberdade referente ao Processo B, veio aos autos 
a condenação referente ao Processo A, tendo o Juiz da Vara de execuções penais unificado 
as penas em 11 anos de reclusão, no regime fechado. Em 15/08/2011, foi concedida a 
progressão de regime para o semiaberto com a autorização para saída temporária de visita 
periódica ao lar. Em 20/10/2011, Raimundo foi considerado evadido, pois não retornou à 
Unidade prisional após a saída temporária, não apresentando qualquer justificativa, 
mesmo após tentativas de intimação, sendo expedido mandado de prisão. Em 15/12/2019, 
Raimundo foi preso em flagrante pelo fato referente ao processo C, bem como foi 
cumprido o mandado de prisão que havia sido expedido pela Vara de Execuções Penais 
pelos processos A e B. Com a chegada à Vara de Execuções da condenação referente ao 
processo C (28 anos), o Juiz unificou as penas totais em 39 anos de reclusão, 
estabelecendo o regime fechado, determinando que o cálculo para fins de livramento 
condicional e progressão de regime computasse, respectivamente, o cumprimento integral 
das penas de 05 anos e 28 anos, bem como 60% (3/5), considerando a reincidência 
específica do apenado. Os autos foram remetidos à Defensoria Pública. Aponte o(s) 
pleito(s) cabível(is), em favor de Raimundo, inclusive os subsidiários, e seus fundamentos 
jurídicos. Resposta justificada. Não redigir peça. 
 
 
 
 
59 
 
Gabarito oficial 
• Processos A e B: requerimento de EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE (artigo 107, IV, 
CP) em razão da ocorrência da prescrição da pretensão executória, considerando que o 
artigo 113, do CP deve ser interpretado em conformidade com o artigo 119, do CP e do 
artigo 76, do CP – a prescrição deve ser regulada pelo que sobejar do tempo após a evasão, 
em cada uma das condenações, isoladamente, levando-se em consideração que as mais 
graves se executam primeiro, independentemente da unificação das penas. In casu, a 
condenação mais grave era a de 05 anos, tendo o apenado cumprido 03 anos, 03 meses e 
05 dias (15/07/2008 a 20/10/2011), restando a cumprir pena menor que 02 anos, cujo 
prazo prescricional é de 04 anos. As duas outras condenações ainda não haviam iniciado 
o cumprimento, sendo que a condenação de 02 anos possui prazo prescricional de 04 anos 
e a condenação de 04 anos prazo de 08 anos. Assim, entre a data da evasão em 20/10/2011 
e a data da prisão em 15/12/2019 passaram-se mais de 08 anos, verificando-se a prescrição 
em cada uma das condenações. 
• Processo C: delito cometido em 15/12/2019, antes das alterações da Lei 13.964/2019, 
que inseriu o artigo 158, § 3º, do CP no rol dos delitos hediondos – irretroatividade de lei 
penal mais gravosa. Cálculo deve considerar as frações de delitos não hediondos, devendo 
ser aplicada para fins de livramento condicional a fração de ½ (reincidente) e para fins de 
progressão de regime 1/6. 
• Tese subsidiária caso não se reconheça a prescrição - cálculo da condenação por tráfico 
de drogas (05 anos): à época do delito o apenado era primário, não sendo cabível a 
retroatividade dos efeitos da reincidência. Ainda que não se aceite tal argumento, a fração 
para fins de livramento condicional deverá ser a de 2/3 considerando a não reincidência 
específica em delito de natureza hedionda, bem como para fins de progressão de regime 
ser utilizada a fração de 2/5 (40%), com a aplicação da novatio legis in mellius, conforme 
tema repetitivo 1084, do STJ, sendo reconhecida a retroatividade do patamar estabelecido 
no art. 112, V, da LEP (incluído pela Lei n. 13.964/2019), àqueles apenados que, embora 
tenham cometido crime hediondo ou equiparado sem resultado morte, não sejam 
reincidentes em delito de natureza semelhante.No caso de concurso formal impróprio de crimes, a extinção da punibilidade pela 
prescrição regula-se pela soma das penas. 
d) No caso de concurso formal próprio de crimes, a extinção da punibilidade pela 
prescrição regula-se pela soma das penas. 
 
 
7 
 
e) Nos casos de concurso formal ou de continuidade delitiva, a extinção da punibilidade 
pela prescrição regula-se pela pena imposta a cada um dos crimes isoladamente, afastando 
o acréscimo decorrente dos respectivos aumentos de pena. 
 
 
DPE/RR – Defensor Público - FCC – 2021 
A prescrição 
(A) é incabível em caso de medida de segurança em razão da periculosidade do agente. 
(B) em caso de crime continuado regula-se pela pena imposta na sentença, não se 
computando o acréscimo decorrente da continuação. 
(C) da pretensão punitiva corre sempre que pendentes embargos de declaração ou 
recursos aos Tribunais Superiores. 
(D) em caso de revogação do livramento condicional é regulada por todo o tempo da pena. 
(E) da pretensão executória não recebe influência da reincidência em sua contagem de 
prazo. 
 
 
DPE/SC – Defensor Público - FCC – 2021 
São efeitos da reincidência a [I] da prescrição e o aumento do prazo da prescrição da 
pretensão [II]. Completam, correta e respectivamente, as lacunas I e II: 
(A) suspensão − punitiva 
(B) interrupção − punitiva e executória 
(C) suspensão − punitiva e executória 
(D) interrupção − executória 
(E) interrupção – punitiva 
 
 
DPE/GO – Defensor Público - 2021 
Constitui causa interruptiva da prescrição 
(A) decisão de impronúncia. 
(B) cumprimento de pena no exterior. 
(C) decretação da prisão temporária. 
(D) continuação do cumprimento da pena. 
(E) interposição de embargos de declaração quando inadmissíveis 
 
 
DPE PB – Defensor Público - FCC – 2022 
Maria, com 23 anos à época do acontecimento, foi denunciada pelo delito de receptação 
dolosa (art. 180, caput, CP) de um celular, por fatos datados de 05/06/1999. O 
recebimento da denúncia se deu em 22/06/2005. Ato contínuo, após a instrução realizada, 
o magistrado de primeira instância condenou a ré à pena de 03 anos de reclusão, em 
regime inicial fechado, mas por fatos tipificados como furto mediante fraude (art. 155, 
§4o, II, CP). Irresignada, a defesa apelou, sendo que, em 21/10/2010, o Tribunal de Justiça 
do Estado da Paraíba anulou a sentença proferida, diante da ausência de aditamento da 
denúncia originalmente oferecida. Assim, realizado agora o aditamento, desta feita 
imputando a Maria o crime de furto mediante fraude, foi a peça acusatória recebida em 
 
 
8 
 
12/05/2011. Todavia, desta feita, o julgador de primeira instância absolveu a ré dos fatos, 
diante da ausência de provas conclusivas. O Ministério Público do Estado da Paraíba 
apelou ao Tribunal de Justiça, que deu provimento ao reclamo, condenando a ré à pena 
de 02 anos e 06 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, publicado o acórdão em 
02/08/2013, com trânsito em julgado para acusação e defesa em 02/09/2013. Maria, 
anteriormente representada por advogado particular, procura desesperada a Defensoria 
Pública. No caso dos autos, a defesa deve, perante o Superior Tribunal de Justiça, 
(A) interpor revisão criminal, no prazo de seis meses a contar do trânsito em julgado, 
buscando restaurar a absolvição imposta em primeira instância. 
(B) impetrar habeas corpus requerendo o reconhecimento da prescrição retroativa da 
pretensão punitiva entre a data do recebimento da denúncia pelo delito de receptação e a 
publicação do acórdão condenatório. 
(C) impetrar habeas corpus, buscando a nulidade do acórdão condenatório proferido pelo 
Tribunal de Justiça, diante de reformatio in pejus em relação ao primeiro acórdão que 
anulou a sentença de primeira instância. 
(D) impetrar habeas corpus requerendo o reconhecimento da prescrição retroativa da 
pretensão punitiva entre a data dos fatos e o recebimento do aditamento da denúncia. 
(E) interpor recurso especial, haja vista que o instituto da coisa julgada não é aplicável ao 
réu no Processo Penal, gerando como efeito automático a não sanção processual pelo 
descumprimento de prazos. 
 
 
Questão inédita: 
Indique a alternativa correta acerca da prescrição penal, em conformidade com o 
entendimento dos tribunais superiores e com a atual redação das regras do Código Penal: 
a) Nos crimes que envolvam violência contra a criança e o adolescente, previstos no 
Código Penal ou em legislação especial, a prescrição, antes de transitar em julgado a 
sentença final, começa a correr da data em que a vítima completar 18 anos, salvo se a esse 
tempo já houver sido proposta a ação penal. 
b) O acórdão condenatório de que trata o inciso IV do art. 117 do Código Penal interrompe 
a prescrição, inclusive quando confirmatório de sentença condenatória, a menos que 
aumente a pena anteriormente imposta. 
c) No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a 
prescrição da pretensão executória é regulada pela pena imposta na condenação, 
acrescido o prazo prescricional de ⅓ em caso de reincidência. 
d) Foi fixada tese de repercussão geral no sentido de que o prazo para a prescrição 
executória somente começa a correr do dia em que a sentença condenatória transita em 
julgado para ambas as partes, entendimento este aplicável de forma vinculante a todos os 
casos em que a questão ainda não tenha sido decidida ou analisada. 
e) O não oferecimento tempestivo do acordo de não persecução penal desacompanhado 
de motivação idônea constitui nulidade absoluta, fazendo desaparecer o marco 
interruptivo do ato de recebimento da denúncia, a menos que o acordo tardiamente 
oferecido não tenha chegado a bom termo. 
 
 
 
 
 
9 
 
DPE/BA – Defensor Público - 2021 
Sobre a prescrição, é correto afirmar: 
(A) O prazo prescricional do Código Penal é reduzido em um sexto caso seja reconhecida 
uma atenuante na aplicação da pena. 
(B) Nos crimes ambientais, a prescrição corre pela metade quando é reconhecida a baixa 
escolaridade do acusado. 
(C) Os recursos aos Tribunais Superiores somente suspendem o prazo prescricional 
quando inadmissíveis. 
(D) Após a chamada Lei Anticrime, o prazo prescricional em caso de crime hediondos ou 
equiparado não se submete a redução em razão da idade. 
(E) Em caso de tentativa, o termo inicial da prescrição da pretensão punitiva é o do início 
da atividade criminosa. 
 
 
DP/SP - Defensor Público - 2006 (adaptada) 
À Rosilda, reincidente e presa em flagrante, pela prática de três crimes em concurso 
material, foram impostas as seguintes penas: três anos; dois anos; seis meses. Essas penas, 
somadas, em razão do concurso material, totalizaram cinco anos e seis meses de reclusão. 
Ela tinha 20 anos na data dos fatos e 24 anos na data da sentença condenatória. O 
recebimento da denúncia se deu no dia 20.05.2018, e a sentença condenatória proferida e 
publicada no dia 20.05.2022 transitou em julgado para as partes sem recurso. 
Pode-se afirmar: 
A) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, pois a reincidência é causa interruptiva 
e a prisão é causa suspensiva do curso do lapso prescricional. 
B) Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva de todas as penas, entre a data do 
recebimento da denúncia e a data da sentença, porque a sentenciada era menor de 21 anos 
à época dos fatos e, no caso de concurso de crimes, a prescrição incide sobre a pena de 
cada um, isoladamente, e não sobre as penas somadas. 
C) Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, entre a data do recebimento da denúncia 
e a data da sentença, apenas em relação às penas de dois anos e a de seis meses de 
reclusão, pois, embora no caso de concurso de crimes a prescrição incida sobre a pena de 
cada um isoladamente, a sentenciada era maior de 21 anos à época da sentença. 
D) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, pois, embora a sentenciada fosse 
menor de 21 anos à épocados fatos, o prazo prescricional deve ser aumentado em 1/3 por 
conta da reincidência. 
E) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, pois, embora a sentenciada fosse 
menor de 21 anos à época dos fatos, a pena total é de cinco anos e seis meses de reclusão 
e não decorreu lapso superior a seis anos entre a data do recebimento da denúncia e a da 
sentença. 
 
 
DP/SP - Defensor Público - 2019 (adaptada) 
Guilherme, à época com 19 anos de idade, foi denunciado como incurso no delito de 
receptação simples (pena de 1 a 4 anos de reclusão) porque, no dia 30 de setembro de 
2013, teria adquirido e estaria conduzindo um veículo, sabendo se tratar de produto de 
crime. Recebida a denúncia em 15 de novembro de 2013, foi determinada a citação do 
 
 
10 
 
réu. Não tendo o réu sido localizado e nem constituído advogado, o Juiz proferiu decisão, 
em 15 de março de 2014, determinando a suspensão do processo e do prazo prescricional. 
Em 10 de julho de 2020, Guilherme foi preso novamente e foi citado por este feito, tendo 
sido revogada a suspensão do processo. Realizada audiência, foi proferida sentença, 
publicada em 14 de abril de 2022, condenando Guilherme nos termos da denúncia à pena 
mínima cominada ao delito. A sentença transitou em julgado para a acusação, tendo o réu 
interposto recurso. De acordo com o posicionamento sumulado do Superior Tribunal de 
Justiça, a prescrição da pretensão punitiva retroativa ocorreu em: 
(A) 15 de novembro de 2021. 
(B) 15 de novembro de 2019. 
(C) 15 de março de 2020. 
(D) 15 de novembro de 2017. 
(E) 10 de março de 2022. 
 
 
DP/AM - Defensor Público - 2012 
Segundo entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, o período de suspensão 
do prazo prescricional é 
A) regulado pelo máximo da pena cominada. 
B) sempre o máximo previsto de vinte anos. 
C) regulado pela pena aplicada. 
D) regulado pelo mínimo da pena cominada. 
E) sempre o mínimo previsto de três anos. 
 
 
Questão inédita 
O Ministério Público ofereceu denúncia em face de João pela prática do art. 147 do CP 
(pena de detenção, de um a seis meses, ou multa) no contexto de violência doméstica 
contra a mulher porque, no dia 20/06/2019, assim que completara 18 anos de idade, teria 
ameaçado de morte sua ex-namorada Joana. A denúncia foi recebida em 20/12/2020 e, 
em 20/12/2021, foi publicada sentença em que o réu foi condenado à pena de dois meses 
de detenção em regime inicial aberto, com a concessão da suspensão condicional da pena. 
O Ministério Público tomou ciência da sentença em 20/01/2021 e houve recurso exclusivo 
da defesa, mantendo-se a condenação em Sessão de Julgamento realizada em 20/01/2023, 
com trânsito em julgado para ambas as partes em 20/02/2023. João foi intimado para 
comparecimento à audiência admonitório para dar início ao cumprimento das condições 
do período de prova. Qual o requerimento que a Defesa pode formular em favor de João? 
a) Extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva em abstrato. 
b) Extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva retroativa. 
c) Extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva intercorrente. 
d) Extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória. 
e) Extinção da punibilidade pela prescrição pela pena em perspectiva. 
 
 
Questão inédita 
 
 
11 
 
Em 05/01/2017, foi publicada sentença penal que condenou o réu Anderson à pena de 2 
anos de reclusão pela prática do crime de furto qualificado. Ministério Público e 
Defensoria Pública interpuseram recurso de apelação, tendo o Tribunal de Justiça mantido 
a condenação em sessão de julgamento ocorrida no dia 05/01/2018. A Procuradoria de 
Justiça tomou ciência do acórdão em 05/03/2018, ao passo que a Defesa interpôs 
tempestivamente recurso especial, ao qual foi negado seguimento pelo tribunal de origem. 
Contra tal decisão, foi interposto tempestivamente agravo, que foi desprovido pelo STJ 
em sessão de julgamento ocorrida no dia 05/01/2021. Assim, foi certificada a ocorrência 
do trânsito em julgado em 05/03/2021. Então, foi expedido mandado de prisão, o qual 
veio a ser cumprido hoje. 
Assinale a alternativa correta à luz do entendimento dos tribunais superiores sobre 
prescrição penal: 
a) Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva intercorrente entre a data da publicação da 
sentença e o trânsito em julgado da condenação, sendo certo que ela prevalece sobre a 
prescrição da pretensão executória por ser mais benéfica. 
b) Ocorreu a prescrição da pretensão executória, que prevalece sobre a prescrição da 
pretensão punitiva intercorrente entre a data da publicação da sentença e o trânsito em 
julgado da condenação. 
c) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva intercorrente, mas sim a prescrição da 
pretensão executória, haja vista que o termo inicial desta corresponde à data do trânsito 
em julgado para a acusação. 
d) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva intercorrente, nem tampouco a 
prescrição da pretensão executória, haja vista que o termo inicial desta corresponde à data 
do trânsito em julgado para ambas as partes. 
e) Não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva intercorrente, nem tampouco a 
prescrição da pretensão executória, haja vista que o termo inicial desta corresponde à data 
da publicação do acórdão condenatório recorrível. 
 
 
Residência jurídica - DPRJ - 2021 (adaptada) 
No dia em que completou 18 anos, Bartolomeu furtou, juntamente com dois amigos que 
contavam dezessete anos de idade, uma barra de chocolates em uma loja de conveniência. 
Bartolomeu foi denunciado pela prática dos crimes de furto qualificado pelo concurso de 
pessoas e corrupção de menores, após recusar acordo de não persecução penal. A 
denúncia foi recebida em 20 de janeiro de 2020. No dia 1º de novembro de 2020, houve 
a realização da audiência de instrução e julgamento, quando foi proferida sentença que 
condenou Bartolomeu por ambos os crimes, impondo-lhe pena de 3 (três) anos de 
reclusão, sendo 2 (dois) anos pelo crime de furto qualificado e 1 (um) ano pelo crime de 
corrupção de menores, além de substituir a pena privativa de liberdade por duas restritivas 
de direito, a saber: prestação pecuniária e prestação de serviços à comunidade ou à 
entidade pública. O Ministério Público renunciou ao prazo recursal na própria audiência 
e apenas a defesa técnica interpôs recurso de apelação. Quando intimada a apresentar 
razões recursais a defesa desistiu do recurso interposto, desistência que restou 
homologada, razão pela qual a sentença transitou em julgado no dia 15 de março de 2022. 
Após algumas tentativas de intimação de Bartolomeu para iniciar o cumprimento das 
penas restritivas de direito, descobriu-se que ele havia sido preso em flagrante no dia 04 
 
 
12 
 
de julho de 2023, já tendo sido oferecida nova denúncia. O Ministério Público requereu 
a conversão das penas restritivas de direito em privativa de liberdade, argumentando que 
a nova prisão tornou impossível o cumprimento das penas substitutivas. A Defensoria 
Pública foi intimada para se manifestar sobre a conversão. Dentre os pedidos elencados, 
qual é juridicamente viável e melhor atende ao interesse de Bartolomeu? 
A) A declaração da extinção da pena pela incidência do princípio da insignificância, que 
torna os fatos materialmente atípicos. 
B) A realização de nova fixação das penas à luz do sistema da exasperação das penas. 
C) A suspensão da execução das penas restritivas de direitos até que o resultado do novo 
processo permita verificar a possibilidade do cumprimento das penas substitutivas. 
D) A declaração de extinção da punibilidade pela prescrição. 
E) A homologação do acordo de não persecução penal anteriormente oferecido, ante a 
aceitação superveniente de Bartolomeu. 
 
 
 
TJ/RS - Magistratura - 2018 (adaptada) 
João foi condenado por furto simples (CP, art. 155, caput) em sentença já transitada emjulgado para a acusação. Na primeira fase de dosimetria, a pena foi fixada no mínimo 
legal, a saber, 1 ano de reclusão. Reconhecida a circunstância agravante da reincidência, 
a pena foi majorada em 1/2 (metade). Por fim, em razão da continuidade delitiva, a pena 
se acomodou no patamar de 2 anos e 6 meses de reclusão. A prescrição da pretensão 
executória dar-se-á em 
a) 3 anos. 
b) 4 anos. 
c) 5 anos e 4 meses. 
d) 8 anos. 
e) 12 anos. 
 
 
DP/PR - Defensor Público - 2017 (adaptada) 
Ana Luci, em virtude da prática de lesão corporal leve (cuja pena abstratamente cominada 
é de detenção de três meses a um ano) ocorrida em 02/10/2015, foi absolvida 
impropriamente. Em 09/10/2018, foi-lhe aplicada medida de segurança consistente em 
tratamento ambulatorial, pelo prazo mínimo de três anos. O trânsito em julgado da 
sentença para o Ministério Público ocorreu em 29/10/2019. Até o presente momento, Ana 
Luci não foi localizada para iniciar o tratamento ambulatorial e o Juízo da execução, até 
o presente momento, decidiu apenas pela realização de diligências para sua localização. 
Também não há notícias de que Ana Luci tenha se envolvido em nova infração penal. 
Considerando o caso concreto, bem como o posicionamento dos tribunais superiores 
sobre a prescrição das medidas de segurança, a prescrição da pretensão executória 
(A) foi alcançada em 29/10/2022. 
(B) foi alcançada em 29/10/2023. 
(C) foi alcançada em 02/10/2018. 
(D) será alcançada em 09/10/2027. 
(E) será alcançada em 29/10/2027. 
 
 
13 
 
 
 
TJ/SP - Magistratura - 2018 
Quanto à prescrição, é correto afirmar que 
a) a decisão de pronúncia é causa interruptiva da prescrição, salvo se o Tribunal do Júri 
venha a desclassificar o crime. 
b) em se tratando de continuação delitiva comum ou concurso formal perfeito de crimes, 
a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, computando-se o acréscimo 
decorrente do sistema da exasperação penal. 
c) em se tratando de “posse de droga para consumo pessoal”, previsto no artigo 28, da 
Lei n° 11.343/2006, os lapsos prescricionais tanto da pretensão punitiva quanto da 
executória são de 2 (dois) anos, reduzidos da metade se o agente, ao tempo do crime, era 
menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
d) depois de transitada em julgado a sentença condenatória para a acusação ou improvido 
seu recurso, a prescrição retroativa ou superveniente regula-se pela pena aplicada e 
verifica-se nos prazos fixados em lei, os quais são aumentados de 1/3 (um terço), em caso 
de reincidência. 
 
 
DP/MA - Defensor Público - 2009 
No caso de concessão da suspensão condicional da pena, para fins de cômputo na 
prescrição da pretensão executória, a ausência do réu na audiência de advertência 
significa que: 
A) não houve interrupção pelo início do cumprimento da pena, correndo o prazo 
prescricional desde o trânsito em julgado da sentença condenatória para o Ministério 
Público. 
B) houve interrupção do lapso prescricional com a intimação pessoal do sentenciado para 
a audiência de advertência. 
C) o lapso prescricional foi interrompido com a decisão judicial de cassação do sursis. 
D) não houve interrupção pelo início do cumprimento da pena, correndo o prazo 
prescricional desde a decisão judicial que cassou o sursis. 
E) houve interrupção pelo início do cumprimento da pena, correndo o prazo prescricional 
do trânsito em julgado da sentença condenatória para o Ministério Público. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
O Ministério Público ofereceu ação socioeducativa em face de Guilherme, com 17 anos 
de idade, por crime de tráfico de drogas. A pretensão socioeducativa foi julgada 
procedente, aplicando-se a Guilherme medida de internação, alegando-se reiteração no 
cometimento de outras infrações graves. Assinale a alternativa correta acerca da 
prescrição da medida socioeducativa, que esteja em conformidade com a jurisprudência 
dos tribunais superiores: 
a) Por ausência de previsão legal, a prescrição penal não é aplicável às medidas 
socioeducativas; 
 
 
14 
 
b) A medida socioeducativa prescreve pelo menor prazo previsto no Código Penal, 
reduzido pela metade por se tratar de menor de 21 anos à data do fato. Assim, o prazo 
prescricional é de 1 ano e 6 meses. 
c) A medida socioeducativa prescreve pelo menor prazo previsto no ordenamento 
jurídico, reduzido pela metade por se tratar de menor de 21 anos à data do fato. Assim, o 
prazo prescricional é de 1 ano. 
d) Uma vez aplicada medida socioeducativa sem termo final, deve ser considerado o 
período máximo de 3 anos de duração da medida de internação para o cálculo do prazo 
prescricional da pretensão socioeducativa, reduzido pela metade por se tratar de menor 
de 21 anos à data do fato. Assim, o prazo prescricional é de 4 anos. 
e) Uma vez aplicada medida socioeducativa sem termo final, deve ser considerado, para 
o cálculo do prazo prescricional da pretensão socioeducativa, o limite máximo de pena 
privativa de liberdade cominada ao crime correspondente ao ato infracional praticado, 
reduzido pela metade por se tratar de menor de 21 anos à data do fato. Assim, o prazo 
prescricional é de 6 anos. 
 
 
DPE SP – Defensor Público - 2023 
Fernando, adolescente de 17 anos, foi representado pela prática de ato infracional 
equiparado a roubo em concurso de pessoas (artigo 157, § 2o , II do Código Penal) e 
respondeu ao processo socioeducativo em liberdade. Após realização das audiências, a 
ele foi aplicada medida socioeducativa de semiliberdade pelo prazo de 6 (seis) meses e 
foi imediatamente intimado da decisão. A sentença transitou em julgado para o Ministério 
Público e para a Defesa. Porém, o jovem não compareceu para dar início ao cumprimento 
da medida socioeducativa. Passados dois anos do trânsito em julgado, Fernando foi 
abordado pela polícia e apreendido. Com base no entendimento dominante dos Tribunais 
Superiores, o juiz deverá 
(A) extinguir a execução da medida socioeducativa pela falta de interesse de agir do 
Estado, considerando a maioridade de Fernando, nos termos do art. 46 da Lei no 
12.594/2012. 
(B) extinguir a execução da medida socioeducativa pelo reconhecimento da prescrição, 
nos termos do art. 35 da Lei no 12.594/2012. 
(C) determinar a recondução do jovem para o início do cumprimento da medida em 
semiliberdade após elaboração do PIA, nos termos do art. 52 da Lei no 12.594/2012. 
(D) suspender a execução da medida socieducativa para reavaliação da necessidade de 
sua manutenção com base no princípio da imediatidade das medidas socioeducativas, 
conforme art. 35 da Lei no 12.594/2012. 
(E) aplicar internação sanção, tendo em vista o descumprimento injustificado da medida 
imposta, conforme estabelecido no art. 36 da Lei no 12.594/2012. 
 
 
DPE/RJ – Defensor Público - 2021 – fase discursiva 
Quando tinha 13 anos, Caio praticou ato infracional análogo ao crime de furto. 
Regularmente processado, foi-lhe aplicada medida de prestação de serviço à comunidade 
(PSC), cujo cumprimento nunca se iniciou. Ao completar 16 anos, Caio foi processado 
por uso de entorpecente, tendo, ao final do procedimento, sido aplicada medida de 
 
 
15 
 
liberdade assistida (LA). A Vara da Infância e Juventude promoveu a unificação das 
medidas socioeducativas em meio aberto e encaminhou Caio ao Centro de Referência 
Especializado e Assistência Social (CREAS) para cumprimento da LA e da PSC (decisão 
1). Um mês depois chegou a notícia, por meio de ofício subscrito pela direção do 
equipamento, de que o adolescente não havia iniciado o cumprimento das medidas. Foi 
então designada audiência especial, ocasião em que Caio confirmou não ter ido ao 
CREAS porque não estava com vontade. Em vista do descumprimento das medidas em 
meio aberto, foi aplicada ao adolescente a medida de internação-sanção pelo prazo de 03 
meses nos termos doart. 122, III, da Lei 8.069/90 (decisão 2). Após o cumprimento desta 
medida, Caio, ainda com 16 anos, praticou ato infracional análogo ao crime de roubo 
simples, tendo-lhe sido aplicada medida de internação em razão desse novo ato (decisão 
3). Passados um ano e seis meses do cumprimento desta medida, já na terceira 
reavaliação, a equipe técnica sugeriu para Caio a substituição da internação para a 
liberdade assistida. Não obstante, a internação foi mantida ao fundamento de que o tempo 
do cumprimento da medida deveria ser maior, à luz do princípio da proporcionalidade em 
relação à gravidade do ato infracional (decisão 4). Revoltado com a situação, Caio ateou 
fogo em um colchão. Foi processado por ato infracional análogo ao crime de incêndio. 
Novos relatórios foram anexados e, apesar desse evento, a medida de internação foi 
substituída pela liberdade assistida, considerando o atingimento das metas do Plano 
Individual de Atendimento (PIA) e a reparação dos danos causados pelo fogo. Enquanto 
cumpria regularmente a LA, Caio foi julgado pelo ato infracional análogo ao crime de 
incêndio, sendo aplicada a medida de internação. Recebida a nova guia, as medidas de 
Caio foram unificadas na internação, com a expedição de mandado de busca e apreensão 
(MBA) para início de seu cumprimento (decisão 5). Ao ser informado por vizinhos de 
que policiais civis estiveram em sua residência, Caio procura a Defensoria Pública, que 
nunca havia atuado anteriormente na sua defesa. Na qualidade de Defensor(a) Público(a), 
analise as cinco decisões acima enumeradas, de forma justificada e objetiva. 
 
 
Questão inédita 
João, 18 anos de idade, foi denunciado pelo crime de lesões corporais contra Iago, 
praticado em 01/02/2019, previsto no art. 129, caput, do CP, com pena cominada de 3 
meses a um ano de detenção. A denúncia foi recebida em 01/08/2020, sendo certo que 
recusados os institutos despenalizadores cabíveis. O Juízo julgou procedente a pretensão 
punitiva estatal, condenando o acusado à pena de 04 meses de detenção, substituída por 
prestação de serviços à comunidade. A sentença foi publicada em 01/08/2021 e o 
Ministério Público tomou ciência em 01/09/2021. A defesa interpôs recurso de apelação, 
o qual foi improvido pelo TJRJ, ocorrendo o trânsito em julgado da decisão em 
01/12/2021. Diante do descumprimento injustificado da pena restritiva de direitos 
imposta, sem que o apenado tenha sequer comparecido à instituição designada na 
audiência admonitória que ocorreu em 01/09/2022, o Juízo converteu a PRD em PPL em 
decisão proferida em 01/02/2023, determinando a expedição de mandado de prisão, que 
foi cumprido hoje. Que medida pode ser adotada em favor do assistido? 
a) Requerimento de nulidade da decisão de conversão da PRD em PPL, uma vez que o 
descumprimento injustificado da pena restritiva de direitos não é causa legal para a 
conversão. 
 
 
16 
 
b) Requerimento de prescrição da pretensão punitiva retroativa. 
c) Requerimento de prescrição da pretensão executória, sendo o termo inicial a data do 
trânsito em julgado para a acusação. 
d) Requerimento de prescrição da pretensão executória, sendo o termo inicial a data do 
trânsito em julgado para ambas as partes. 
e) Nenhuma das anteriores. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
André foi condenado pelo crime de furto qualificado à pena de 2 anos e 2 meses de 
reclusão, em regime inicial semiaberto, por ser reincidente. O Ministério Público tomou 
ciência da sentença em 01/06/2017. O recurso de apelação da Defesa foi desprovido e o 
trânsito em julgado ocorreu em 01/09/2017, quando foi expedido mandado de prisão, que 
foi cumprido no mesmo dia. Ocorre que o réu fugiu do sistema prisional em 01/12/2018, 
sendo recapturado hoje. Assinale a alternativa correta a respeito da ocorrência da 
prescrição da pretensão executória: 
a) O prazo prescricional é de 3 anos e o termo inicial corresponde à data da fuga. 
b) O prazo prescricional é de 3 anos e o termo inicial corresponde à data do trânsito em 
julgado para a acusação. 
c) O prazo prescricional é de 4 anos e o termo inicial corresponde à data da fuga. 
d) O prazo prescricional é de 4 anos e o termo inicial corresponde à data do trânsito em 
julgado para a acusação. 
e) O prazo prescricional é de 8 anos e o termo inicial corresponde à data da fuga. Assim, 
não se operou a prescrição. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
Joana, primária, está cumprindo pena de 6 anos de reclusão, imposta em razão de 
condenação pelo crime de homicídio simples, previsto no art. 121, caput, do CP. Ao 
cumprir dois anos de sua pena, foi deferido o livramento condicional em 01/01/2017. 
Todavia, sobreveio o trânsito em julgado de uma condenação pelo crime de tráfico de 
drogas, previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/06, com imposição de pena de 5 anos de 
reclusão, por fato praticado antes do início do período de prova do livramento 
condicional. Assim, o juízo da execução penal, em 01/05/2019, providenciou a soma das 
penas, revogou o livramento condicional e determinou a expedição de mandado de prisão, 
o qual ainda não foi cumprido. Diante dos fatos narrados, assinale a alternativa correta: 
a) Condenação transitada em julgado por fato praticado antes do início do período de 
prova não autoriza a sua revogação. Assim, apesar de não consumada a prescrição, deve 
ser alegada a nulidade absoluta da decisão de revogação do livramento condicional. 
b) Condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, por fato praticado 
antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento condicional a 
depender da soma das penas. Ademais, considerando a soma das penas, o prazo 
prescricional é de 16 anos, a contar a partir da revogação do livramento condicional. 
c) Condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, por fato praticado 
antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento condicional a 
depender da soma das penas. Assim, o prazo da prescrição da pretensão executória em 
 
 
17 
 
relação ao crime de homicídio é regulado pelo total da pena imposta, a saber, 12 anos, a 
contar a partir da revogação do livramento condicional. 
d) Condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, por fato praticado 
antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento condicional a 
depender da soma das penas. Assim, o prazo da prescrição da pretensão executória em 
relação ao crime de homicídio é regulado pelo tempo que resta de pena, a saber, 8 anos, 
a contar a partir da revogação do livramento condicional. 
e) Condenação a pena privativa de liberdade transitada em julgado, por fato praticado 
antes do início do período de prova, enseja a revogação do livramento condicional a 
depender da soma das penas. Assim, o prazo da prescrição da pretensão executória em 
relação ao crime de homicídio é regulado pelo tempo que resta de pena, a saber, 4 anos, 
a contar a partir da revogação do livramento condicional. 
 
 
Questão de simulado anterior dos grupos de estudos da prof. Bruna Dutra 
Diante do descumprimento injustificado das condições impostas, o juiz da execução 
penal, em 01/05/2021, revogou o livramento condicional que havia sido concedido a João 
em 01/05/2020, expedindo mandado de prisão. Esclareça-se que a execução penal versa 
sobre uma condenação por crime comum a uma pena de 4 anos de reclusão, com início 
de cumprimento em 01/01/2019. Isto posto, assinale a alternativa correta a respeito da 
prescrição executória: 
a) A prescrição é regulada pelo total da pena imposta na condenação, de modo que o prazo 
prescricional é de 8 anos, a contar da data da revogação do livramento condicional. 
b) A prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena a cumprir, sendo certo que não 
se computa na pena o tempo em que esteve solto o liberado duranteo período de prova. 
Assim, o prazo prescricional é de 8 anos, a contar da data da revogação do livramento 
condicional. 
c) A prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena a cumprir, sendo certo que não 
se computa na pena o tempo em que esteve solto o liberado durante o período de prova. 
Assim, o prazo prescricional é de 8 anos, a contar do trânsito em julgado para a acusação. 
d) A prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena a cumprir, sendo certo que se 
computa na pena o tempo em que esteve solto o liberado durante o período de prova. 
Assim, o prazo prescricional é de 4 anos, a contar da data da revogação do livramento 
condicional. 
e) A prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena a cumprir, sendo certo que se 
computa na pena o tempo em que esteve solto o liberado durante o período de prova. 
Assim, o prazo prescricional é de 4 anos, a contar do trânsito em julgado para a acusação. 
 
 
 
TJ/MS - Juiz Substituto - 2020 
No tocante à prescrição, correto afirmar que 
a) cometido o homicídio qualificado para ocultar outro crime, a prescrição deste impede 
a qualificação daquele. 
b) os crimes mais leves prescrevem com os mais graves, se cometidos em concurso de 
delitos. 
 
 
18 
 
c) é regulada pelo total da pena nos casos de evasão do condenado ou de revogação do 
livramento condicional. 
d) não se aplicam às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as 
privativas de liberdade. 
e) a sua ocorrência em relação ao crime de furto não alcança a receptação que o tinha 
como pressuposto. 
 
 
DPE CE – Defensor Público – 2023 – fase discursiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DPE/RJ – Defensor Público - 2021 – fase discursiva 
Raimundo, nascido em 11/08/1985, encontra-se cumprindo pena total de 39 anos de 
reclusão, por condenações em 3 processos distintos: 
 
 
19 
 
1) Processo A: condenado à pena de 04 anos de reclusão, por infração ao artigo 157, 
caput, do CP, em regime aberto, por fato ocorrido em 15/03/2008, com trânsito em 
julgado em 15/12/2009. 
2) Processo B: condenado às penas de 05 anos de reclusão, por infração ao artigo 33, da 
lei 11.343/2006 e 02 anos de reclusão, por infração ao artigo 333, do CP, n/f art. 69, do 
CP, em regime fechado, totalizando uma pena de 07 anos, por fatos ocorridos em 
15/07/2008, com trânsito em julgado em 25/11/2009. 
3) Processo C: condenado à pena de 28 anos, por infração ao artigo 158, § 3º, do CP 
(extorsão qualificada pela restrição de liberdade com resultado morte), em regime 
fechado, por fato ocorrido em 15/12/2019, com trânsito em julgado em 10/06/2021. 
Raimundo foi preso em flagrante pelo Processo A, em 15/03/2008, e solto no mesmo dia 
após liberdade provisória. Em 15/07/2008, foi preso em flagrante pelo Processo B. 
Iniciada a execução da pena privativa de liberdade referente ao Processo B, veio aos autos 
a condenação referente ao Processo A, tendo o Juiz da Vara de execuções penais unificado 
as penas em 11 anos de reclusão, no regime fechado. Em 15/08/2011, foi concedida a 
progressão de regime para o semiaberto com a autorização para saída temporária de visita 
periódica ao lar. Em 20/10/2011, Raimundo foi considerado evadido, pois não retornou à 
Unidade prisional após a saída temporária, não apresentando qualquer justificativa, 
mesmo após tentativas de intimação, sendo expedido mandado de prisão. Em 15/12/2019, 
Raimundo foi preso em flagrante pelo fato referente ao processo C, bem como foi 
cumprido o mandado de prisão que havia sido expedido pela Vara de Execuções Penais 
pelos processos A e B. Com a chegada à Vara de Execuções da condenação referente ao 
processo C (28 anos), o Juiz unificou as penas totais em 39 anos de reclusão, 
estabelecendo o regime fechado, determinando que o cálculo para fins de livramento 
condicional e progressão de regime computasse, respectivamente, o cumprimento integral 
das penas de 05 anos e 28 anos, bem como 60% (3/5), considerando a reincidência 
específica do apenado. Os autos foram remetidos à Defensoria Pública. Aponte o(s) 
pleito(s) cabível(is), em favor de Raimundo, inclusive os subsidiários, e seus fundamentos 
jurídicos. Resposta justificada. Não redigir peça. 
 
 
 
QUESTÕES COM GABARITO COMENTADO 
 
 
DPE/RJ – Defensor Público - 2021 
Sobre a prescrição, de acordo com a legislação vigente e o entendimento das Cortes 
Superiores, é correto afirmar que: 
(A) a reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão executória; 
(B) a data do julgamento dos embargos de declaração acolhidos, ainda que altere a 
situação jurídica do acusado, não pode ser considerada marco interruptivo da prescrição; 
(C) para efeito de reconhecimento da prescrição, pode ser contado o termo inicial em data 
anterior à da denúncia ou queixa, se observada a pena máxima do crime em abstrato; 
(D) na aplicação da medida socioeducativa sem termo final, deve ser considerado, para o 
cálculo do prazo prescricional da pretensão socioeducativa, o limite máximo de dois anos 
previsto para a duração da medida de internação; 
 
 
20 
 
(E) a suspensão do processo e do curso do prazo prescricional para o acusado, citado por 
edital, que não comparecer em juízo e não constituir advogado, não possui limitação 
temporal, de modo que o processo e o prazo prescricional ficam suspensos até que 
compareça em juízo ou constitua advogado. 
 
 
Gabarito: C 
a) Errado. A reincidência está prevista como causa interruptiva da prescrição executória 
no art. 117, VI, do CP. Além disso, a reincidência acarreta o aumento em ⅓ do prazo da 
prescrição, desde que se trate de prescrição executória (art. 110, caput. Atenção: Súmula 
220 do STJ: A reincidência não influi no prazo da prescrição punitiva). 
b) Errado. STJ, 5ª Turma, AgRg no AREsp 2167515 / PR, DJe 12/05/2023: I - "O acórdão 
que julga os embargos de declaração, dotado de efeito integrativo, deve ser considerado 
o marco interruptivo da prescrição da pretensão punitiva estatal, garantindo-se 
interpretação mais benéfica ao réu" (AgRg no HC n. 729.789/SP, Quinta Turma, Rel. 
Min. Jesuíno Rissato - Desembargador Convocado do TJDFT, relator para acórdão Min. 
João Otávio de Noronha, DJe de 11/10/2022). Desse modo, torna-se "perfeitamente 
admissível o deslocamento da marco interruptivo da sentença condenatória para a data do 
julgamento dos embargos de declaração" (AgRg no AgRg no AREsp n. 2.055.174/RJ, 
relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 17/5/2022, DJe 
de 20/5/2022.) [...] Com efeito, "como a decisão que julga os embargos de declaração 
passa a incorporar sentença ou acórdão esclarecido, explicado ou completado, formando 
com este um conjunto uniforme e incindível, é de concluir que antes do julgamento dos 
embargos de declaração não há uma decisão integral apta a produzir efeitos" (BADARÓ, 
Gustavo Henrique. Manual de recursos penais. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2018, 
p. 338)" (AgRg no HC n. 573.147/GO, Sexta Turma, Rel. Min. Antonio Saldanha 
Palheiro, DJe de 19/8/2022). 
c) Correto. A Lei 12.234/10, que alterou o art. 110, § 1º, do CP, previu que a prescrição 
NÃO pode ter por termo inicial data anterior à denúncia ou queixa. Assim, foi abolida a 
prescrição da pretensão punitiva retroativa entre a data do fato e o recebimento da 
denúncia, mantida, contudo, possibilidade da prescrição da pretensão punitiva em 
abstrato nesse interregno. 
d) Errado. STJ: uma vez aplicada medida socioeducativa sem termo final, deve ser 
considerado o período máximo de 3 anos de duração da medida de internação, para o 
cálculo do prazo prescricional da pretensão socioeducativa, considerada ainda a causa 
modificativa do art. 115 do CP. Assim, o prazo prescricional é de 4 anos. Por sua vez, no 
caso de medida socioeducativa com prazo certo, aplica-se a regra geral do art. 109 do CP. 
e) Errado. Art. 366 do CPP: Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem 
constituiradvogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, 
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se 
for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. Súmula 415 do 
STJ: O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena 
cominada. Tese de RG do STF no RE 600851/DF (Inf. 1001/20): em caso de inatividade 
processual decorrente de citação por edital, ressalvados os crimes previstos na CF como 
imprescritíveis, é constitucional limitar o período de suspensão do prazo prescricional ao 
tempo de prescrição da pena máxima em abstrato cominada ao crime, a despeito de o 
 
 
21 
 
processo permanecer suspenso. Assim, o STJ, no Inf. 693/21, decidiu que, citado o réu 
por edital, nos termos do art. 366 do CPP, o processo deve permanecer suspenso enquanto 
perdurar a não localização do réu ou até que sobrevenha o transcurso do prazo 
prescricional. 
 
 
DPE/RJ – Defensor Público - 2021 
Sobre as alterações trazidas pela Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime), é correto afirmar 
que: 
(A) seguindo o anseio legislativo de maior recrudescimento penal, o limite de 
cumprimento das penas privativas de liberdade poderá alcançar o patamar de quarenta 
anos, independentemente do momento da prática do delito; 
(B) ainda que surtam efeitos na execução da pena e, portanto, no sistema carcerário, o 
crime de roubo circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (Art. 157, §2º-A, I, do 
Código Penal) passou a ser considerado hediondo; 
(C) o juiz não poderá receber a denúncia apenas com fundamento nas informações das 
declarações do réu que realizou a colaboração premiada, mas poderá decretar medidas 
cautelares reais; 
(D) a exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá após dez anos do 
término do cumprimento da pena dos crimes graves contra a pessoa; 
 (E) o cumprimento e/ou rescisão do acordo de não persecução penal é/são causa(s) 
interruptiva(s) da prescrição. 
 
 
Gabarito: B 
a) Errado. Considerando o princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa (art. 5º, 
XL, da CF), o novo limite de cumprimento das penas privativas de liberdade estabelecido 
pela Lei 13.964/2019 só se aplica aos fatos praticados após a sua entrada em vigor. 
b) Correto. Atenção: a lei mais gravosa só se aplicará aos fatos praticados após a sua 
entrada em vigor. 
c) Errado. Art. 4º, § 16, da Lei 12.850/2013, com redação conferida pela Lei nº 
13.964/2019: Nenhuma das seguintes medidas será decretada ou proferida com 
fundamento apenas nas declarações do colaborador: I - medidas cautelares reais ou 
pessoais; II - recebimento de denúncia ou queixa-crime; III - sentença condenatória. 
d) Errado. Art. 7º-A da Lei 12.037/2009, com redação conferida pela Lei nº 13.964/2019:. 
A exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá: I - no caso de absolvição 
do acusado; ou II - no caso de condenação do acusado, mediante requerimento, após 
decorridos 20 anos do cumprimento da pena. 
e) Errado. O cumprimento e/ou rescisão do acordo de não persecução penal é/são causa(s) 
suspensiva(s)/ impeditiva(s) da prescrição (art. 116, IV, do CP). 
 
 
XXI Concurso Defensor Público DPE RJ (adaptada) 
ANTÔNIO foi processado e condenado perante o Juízo da 15ª Vara Criminal da Capital, 
à pena de 07 anos de reclusão, em regime fechado, na forma seguinte: 
a) 02 anos por delito de falsidade documental; 
 
 
22 
 
b) 03 anos por delito de estelionato, sendo dois anos de pena base e 01 ano pela 
continuação delitiva; 
c) 02 anos por delito de furto. 
Os fatos foram praticados em janeiro de 2014. A sentença foi publicada em janeiro de 
2015, vindo a transitar em julgado em janeiro de 2018. O réu, então, foi preso em maio 
do ano em curso, quando estava sendo medicado em Hospital Público, porque sofrera um 
acidente e perdera a perna direita, oportunidade em que foi reconhecido pelo Policial de 
Plantão. 
À luz da situação fática narrada, assinale a alternativa correta: 
a) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição da 
pretensão executória. 
b) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição da 
pretensão executória em relação aos crimes de falsidade documental e furto, 
prosseguindo-se a execução penal apenas em relação ao crime de estelionato, com a 
adequação do regime inicial para o aberto. 
c) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição da 
pretensão punitiva intercorrente. 
d) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição da 
pretensão punitiva intercorrente em relação aos crimes de falsidade documental e furto, 
prosseguindo-se a execução penal apenas em relação ao crime de estelionato, com a 
adequação do regime inicial para o aberto. 
e) Deverá ser formulado requerimento de extinção da punibilidade pelo indulto. 
 
 
Gabarito: A 
 Considerando que, no caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade 
incide sobre a pena de cada um, isoladamente (art. 119 do CP), deve-se considerar, para 
fins de cômputo do prazo prescricional, cada crime pelo qual foi condenado o agente, 
desprezando-se inclusive o aumento de pena decorrente da continuidade delitiva (Súmula 
497 do STF). Assim, com base na pena imposta na condenação transitada em julgado, o 
prazo prescricional em relação a cada delito é de 4 anos. 
Assim, não se verifica pelo enunciado nenhuma hipótese de prescrição da 
pretensão punitiva, vez que não transcorreu o prazo prescricional de 4 anos entre os 
marcos interruptivos do art. 117, I e IV, do CP. 
Contudo, à época do cumprimento do mandado de prisão, desde a data do trânsito 
em julgado, já havia se consumado a PPE em relação a todos os delitos, devendo ser 
declarada a extinção da punibilidade. 
 
 
XXIV Concurso Defensor Público DPE RJ (adaptada) 
GUTO foi denunciado pelo crime do art. 155, caput, do Código Penal. Recebida a 
denúncia em 27 de março de 2015, o Juiz designou audiência especial, na qual o 
denunciado aceitou a proposta de suspensão condicional do processo em 27 de março de 
2017. Contudo, em razão do descumprimento injustificado das condições impostas, a 
suspensão condicional do processo veio a ser revogada em 27 de março de 2018, com 
designação de AIJ para 27 de março de 2019. Realizada a audiência, com inquirição das 
 
 
23 
 
testemunhas e interrogatório do acusado, ainda em audiência o Juiz prolatou sentença, 
condenando o réu à pena de 01 ano de reclusão, em regime aberto, substituindo a pena 
por restritiva de direitos, tendo as partes aquiescido com a decisão e renunciado ao prazo 
recursal. Ocorre que, em 04 de julho de 2023, GUTO, presente a uma Delegacia de 
Polícia, por conta de desentendimentos de vizinhos, acaba sendo preso, em razão de 
mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Penais, por força de decisão de 
conversão de pena restritiva de direitos em privativa de liberdade, proferida em 27 de 
março de 2022. 
Assinale a alternativa correta: 
a) Consumou-se a prescrição da pretensão punitiva retroativa entre a data do recebimento 
da denúncia e a publicação da sentença condenatória em audiência. 
b) Consumou-se a prescrição da pretensão punitiva abstrata entre a data do recebimento 
da denúncia e a publicação da sentença condenatória em audiência. 
c) Não se consumou a prescrição da pretensão punitiva em razão do período de suspensão 
condicional do processo. Contudo, operou-se a prescrição da pretensão executória. 
d) Não se consumou a prescrição da pretensão punitiva em razão do período de suspensão 
condicional do processo, nem tampouco a prescrição da pretensão executória por força 
do efeito interruptivo da decisão de conversão da pena restritiva de direitos em privativa 
de liberdade. 
e) Não se consumou a prescrição da pretensão punitiva em razão do período de suspensão 
condicional do processo,nem tampouco a prescrição da pretensão executória porque, em 
relação à pena privativa de liberdade, o termo inicial corresponde à data da decisão 
judicial de conversão. 
 
 
Gabarito: C 
 Entre a data do recebimento da denúncia e a publicação da sentença condenatória 
em AIJ, devemos analisar se ocorreu a PPPR. Assim, considerando que foi aplicada pena 
de 1 ano de reclusão ao crime, o prazo prescricional é de 4 anos, o qual, contudo, 
permaneceu suspenso durante o período da suspensão condicional do processo (art. 89, § 
6º, da Lei 9.099/95). Portanto, não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva. 
Por sua vez, verifica-se a ocorrência da PPE. Com efeito, quanto ao prazo da PPE, 
não há informação sobre reincidência do réu, mantendo-se o mesmo prazo prescricional 
de 4 anos. Por sua vez, o termo inicial da PPE corresponde ao trânsito em julgado, que 
ocorreu em 27.03.2017, data da realização da AIJ, porquanto naquela oportunidade o MP 
manifestou concordância com a sentença e renunciou ao prazo recursal. Assim, não tendo 
ocorrido qualquer marco interruptivo legal da prescrição até a presente data (sendo certo 
que a decisão de conversão da PPL em PRD não é marco interruptivo), já se operou a 
prescrição da pretensão executória. 
 
 
Residência jurídica - DPRJ - 2018 (adaptada) 
Júpiter, com 20 anos de idade, em 30 de novembro de 2017, consciente de seus atos, 
querendo ir para a balada com amigos, dirige-se a um supermercado e subtrai algumas 
garrafas de vodka e uísque importados. Chegando a sua casa, Luna, sua mãe, o obriga a 
retornar ao supermercado e devolver toda a mercadoria subtraída. Em 01 de dezembro de 
 
 
24 
 
2022 recebe em sua casa uma citação para responder nos autos da ação penal, uma vez 
que o Ministério Público ofertou denúncia contra o mesmo pela prática do crime de furto 
simples, sendo recebida a denúncia em 20 de outubro de 2022. Diante da situação 
apresentada, pode se afirmar que: 
a) Em alegações finais o Defensor Público requerer o reconhecimento do arrependimento 
eficaz, na medida em que Júpiter devolveu integralmente os bens subtraídos. 
b) Em defesa preliminar deverá o Defensor Público requerer a designação de audiência 
especial para oferecimento de proposta de suspensão condicional do processo, na forma 
do art. 89 da Lei 9.099/95, porquanto abolida a prescrição da pretensão punitiva entre a 
data do fato e o recebimento da denúncia; 
c) Em defesa preliminar deverá o Defensor Público requerer a extinção de punibilidade 
pela prescrição da pretensão punitiva em abstrato; 
d) Em alegações finais o Defensor Público requerer o reconhecimento da desistência 
voluntária, na medida em que Júpiter devolveu integralmente os bens subtraídos; 
e) Em defesa preliminar deverá o Defensor Público requerer a extinção de punibilidade 
pela prescrição da pretensão punitiva retroativa. 
 
 
Gabarito: C 
a) e d) Erradas. Não se aplicam os institutos da desistência voluntária ou do 
arrependimento eficaz porque o crime já se consumou (art. 15 do CP). Poderia apenas se 
aplicar o arrependimento posterior (art. 16 do CP). 
* Atenção: em relação ao art. 16 do CP, Paranhos sustenta tese de reinterpretação do 
ordenamento, com a aplicação analógica da legislação contra a ordem tributária, em prol 
dos princípios da isonomia e da proporcionalidade, para se admitir a extinção da 
punibilidade na hipótese de reparação do dano, ou, em caso de quitação parcelada do 
dano, de suspensão da pretensão punitiva. 
b) e d) Erradas. Foi abolida apenas a prescrição da pretensão punitiva retroativa entre a 
data do fato e o recebimento da denúncia (art. 110, § 1º, do CP, com redação da Lei 
12.234/10), mas está preservada a prescrição da pretensão punitiva em abstrato. 
c) Correto. A prescrição da pretensão punitiva em abstrato se regula pelo limite máximo 
de pena cominada. Assim, considerando a pena máxima de 4 anos de reclusão no crime 
de furto, o prazo da prescrição punitiva é de 8 anos, o qual deverá ser reduzido da metade 
porque Júpiter era menor de 21 anos à data do fato. O prazo prescricional da PPPA, 
portanto, é de 4 anos, o qual já se consumou entre a data do fato e o recebimento da 
denúncia. ATENÇÃO: a Lei 12.234/10, que alterou o art. 110, § 1º, do CP, previu que a 
prescrição NÃO pode ter por termo inicial data anterior à denúncia ou queixa. Assim, foi 
abolida a prescrição da pretensão punitiva retroativa entre a data do fato e o 
recebimento da denúncia, só podendo ocorrer, nesse interregno, a prescrição da 
pretensão punitiva em abstratos, como no presente caso. 
 
 
DPE PB – Defensor Público - FCC – 2022 
A prescrição NÃO corre 
(A) enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. 
 
 
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(B) com a decisão confirmatória da pronúncia até o julgamento em plenário do Tribunal 
do Júri. 
(C) entre o recebimento da denúncia e a sentença condenatória. 
(D) enquanto o agente é processado penalmente no exterior. 
(E) durante o cumprimento do acordo de transação penal. 
 
 
Gabarito: A 
Art. 116 do CP: Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento 
da existência do crime; 
II - enquanto o agente cumpre pena no exterior; 
III - na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, 
quando inadmissíveis; e 
IV - enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição 
não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. 
 
 
DPE CE – Defensor Público - FCC – 2022 
A prescrição NÃO corre enquanto 
(A) está foragido o condenado. 
(B) durar a suspensão condicional do processo. 
(C) o agente responde a processo criminal no exterior. 
(D) não cumprida a transação penal. 
(E) pendentes embargos de declaração e embargos infringentes e de nulidade 
 
 
Gabarito: B 
Art. 116 do CP: Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento 
da existência do crime; 
II - enquanto o agente cumpre pena no exterior; 
III - na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, 
quando inadmissíveis; e 
IV - enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição 
não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. 
Art. 89, § 6º, da Lei 9.099/95: Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do 
processo. 
 
 
DPE CE – Defensor Público - FCC – 2022 (adaptada) 
João Ricardo, nascido em 10/01/2003, foi condenado a uma pena total de 02 anos e 04 
meses de reclusão pela prática de crimes de furto qualificado, nos termos do art. 155, § 
4º, inc. III, c/c art. 71, caput, do Código Penal, em razão de ter subtraído três veículos no 
 
 
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mês de fevereiro de 2022. Na primeira fase da dosimetria da pena, o magistrado 
considerou a primariedade e os bons antecedentes do réu e fixou a pena-base no mínimo 
legal em dois anos. Em seguida, na última fase, reconheceu a continuidade delitiva e 
exasperou a pena em 1/6. Não houve recurso das partes e a sentença penal condenatória 
transitou em julgado em 12 de dezembro de 2022. Considerando a situação do réu João 
Ricardo, o prazo da prescrição da pretensão executória é de 
(A) 08 anos. 
(B) 03 anos. 
(C) 12 anos. 
(D) 02 anos. 
(E) 04 anos. 
 
 
Gabarito: D 
 De acordo com o art. 119 do CP, no caso de concurso de crimes, a extinção da 
punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. Assim, deve-se 
desconsiderar a exasperação da pena em razão da continuidade delitiva. 
 Assim, devemos considerar a pena de 2 anos, que corresponde

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