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Ciclo Básico 
Processo Penal 
RESUMO ATUALIZADO – 2023 
 
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Módulo Básico – Processo Penal 
www.qapbizurado.com.br 
 
 
 
 
 
Direito Processual Penal é o processo realizado pela ação penal, onde o Estado visa punir o 
agente infrator e este exerce seu poder de defesa, a fim de garantir sua liberdade. 
O Processo Penal ou Persecução Penal tem como etapas: 
 
 
 
E quando ocorre omissão (não existir lei que caracterize a atitude como crime) por parte da Lei, 
a quem recorrer? 
Nesse caso o Juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios 
gerais de direito. 
 
➢ Analogia: Será usado um outro preceito legal que trate de matéria semelhante, ou seja, 
será utilizado outro meio (ex: julgamentos, regulamentos, direitos), para chegar a 
solução. 
➢ Costumes: É o uso de ações comuns adotadas durante o trâmite das ações penais. 
➢ Princípios Gerais do Direito: São conceitos morais e sociais universalmente aceitos, 
utilizados para orientação e compreensão do sistema jurídico, embora não estejam 
escritos. 
 
Fontes do Direito Processual Penal 
 
Trata da origem das normas processuais, sendo dividida em fontes materiais e fontes 
formais. 
 
➢ Fontes Materiais: Também conhecidas como fontes de criação ou de produção, é a 
criação da norma, de competência da União, sendo necessária a aprovação do projeto 
pela Câmara dos Deputados, Senado Federal e sancionado pelo Presidente, podendo 
ser complementada, desde de que não contrarie Lei federal, pelos Estados e Distrito 
Federal. 
➢ Fontes Formais: É o meio pelo qual o direito se expressa, sendo divididas em fontes formais 
imediatas e mediatas. 
CONCEITOS, FONTES (IMEDIATAS E MEDIATAS) 
 ACUSAÇÃO AÇÃO PENAL SOLUÇÃO 
PROCESSO PENAL 
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RESUMO ATUALIZADO – 2023 
 
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Módulo Básico – Processo Penal 
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o Fontes Formais Imediatas: São leis em sentido amplo, abrangendo a CF, a legislação 
Infraconstitucional, os tratados, as convenções e Súmulas. 
o Fontes Formais Mediatas: São analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. 
 
 
Princípio da Presunção de Inocência 
 
“Ninguém pode ser considerado culpado senão após o trânsito em julgado de sentença 
condenatória”. 
Sendo assim, mesmo que o indivíduo tenha cometido um crime hediondo, ele será considerado 
inocente até o término da ação condenatória. 
Cabendo à acusação provar que o réu é culpado, e a sua defesa tem como responsabilidade a 
prova de excludentes de ilicitude e de culpabilidade. 
 
 
Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório 
 
Contraditório é o ato de confrontar e cientificar uma parte dos atos praticados pela outra parte, 
ou seja, ouvir os fatos de ambas as partes e confrontar o que foi dito. 
Ampla Defesa possui dois aspectos a Defesa Técnica e Autodefesa, após a ciência da 
denuncia e após o contraditório, o indiciado tem o direito de se defender das acusações podendo 
ser através da Defesa Técnica (Advogado) ou Autodefesa (ele próprio), sendo que se violada pode 
acarretar nulidade absoluta ou relativa, de acordo com o prejuízo que a defesa tiver. 
 
 
Princípio da Verdade Real 
 
É a busca da verdade dos fatos, mesmo que o réu seja revel (indivíduo que sabendo do fato, 
não se manifesta para se defender), será necessário que a acusação prove de forma o fato, 
inquestionável para que haja condenação. 
As limitações impostas a esse princípio são o uso de provas ilícitas e revisão pro societate (se a 
absolvição transitar em julgado surgirem provas fortíssimas contra o réu, a decisão, ainda assim, 
não poderá ser revista). 
 
 
 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS (Presunção de inocência, ampla defesa e contraditório, busca da verdade real, 
publicidade, proibição de provas ilícitas, economia processual, duplo grau de jurisdição) DE 
DIREITO PROCESSUAL PENAL. 
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Princípio da Publicidade 
 
A regra é a publicidade e só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a 
defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem, EXCETO nos casos de crime contra a 
dignidade sexual que a regra será o sigilo. 
 
 
Princípios da Proibição de Provas ilícitas 
 
São todas as provas obtidas através de meios que violem as normas constitucionais ou legais, 
podendo ser dividas em prova ilícita em sentido estrito e prova ilegítima. 
 
➢ Prova Ilícita em Sentido Estrito é a prova obtida através da violação da norma/ lei de 
direito material. Ex: Violação de intimidade do aparelho telefônico sem autorização. 
➢ Prova Ilegítima é a prova obtida ou introduzida na ação por meio de violação 
processual, ou seja, é a prova que viola uma parte do processo e não necessariamente 
a lei ou norma. 
 
Princípios da Economia Processual 
 
É a busca pelo menor esforço no processo para que se chegue a conclusão, buscando a 
economia processual e celeridade, buscando eliminar ou reduzir os atos desnecessários e inúteis, 
durante a tramitação do processo. 
 
Princípios do Duplo Grau de Jurisdição 
 
Este princípio permite que as partes tenham uma nova apreciação, total ou parcial, da causa, 
por órgão superior do Poder Judiciário, realizada por meio de recurso, sendo necessário o 
preenchimento dos requisitos: tempestividade, legitimidade, interesse. 
 
É realizado pela Polícia Judiciária (Polícia Civil e Polícia Federal), seu presidente é o 
Delegado de Polícia, cuja finalidade é de colher informações sobre a infração penal praticada e 
sua autoria, para que a ação penal possa ter prosseguimento. 
O titular da ação é o Ministério Público ou o Ofendido, sendo ele o titular da ação, decidirá 
em oferecer a denúncia ou queixa-crime, uma vez oferecida o Juiz analisará se há indícios 
suficientes de autoria e materialidade para recebe-las. 
 
Destinatário Imediato Titular da Ação 
Destinatário Mediato Juiz 
 
INQUÉRITO POLICIAL (Conceito, características e finalidades; autoridade competente e 
circunscrição policial) 
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Pega esse Bizu 
 
 
Lembre-se de DITAdura!!!! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características do Inquérito Policial 
 
As características do inquérito policial são: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Destinatário 
Imediato 
Titular da 
Ação 
Oficialidade 
Inquisitoriedade 
Escrito 
Dispensabilidade 
Ausência de rito próprio 
Sigiloso 
Indisponibilidade 
Oficiosidade (iniciativa ex-ofício) 
 
 
 
 
 
Este é Edasio, ele lhe ajudará a lembrar das 
características do inquérito policial. 
E ele está lhe dizendo Oi! Retribua o 
cumprimento dizendo: 
 OI EDASIO 
 
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➢ Escrito: O inquérito será escrito, mão ou digitadas, sendo rubricadas todas as folhas e 
as últimas assinadas. 
 
➢ Dispensável: Não é obrigatório para a instauração penal, podendo ser substituído caso 
o acusador possua outras provas confiáveis para realizar a instauração penal. 
 
➢ Inquisitório: Durante a realização do inquérito não será exigida a defesa (contraditório e 
ampla defesa), já que não existe acusação. 
 
➢ Ausência de rito próprio: Não existe uma sequência específica, podendo o Delegado 
decidir o que deverá ser investigado primeiro. 
 
➢ Oficioso: Tomando conhecimento do crime, o Delegado é obrigado a instaurar o 
inquérito. 
 
➢ Sigiloso: O Delegado deverá se certificar o sigilo necessário para realizar as 
investigações necessárias, exceto aos advogados que deverão ter livre acesso aos 
autos. 
 
➢ Indisponível: Iniciado o inquérito não poderá serparalisado ou arquivado por vontade da 
autoridade policial (Delegado), devendo continuar até o fim, emitindo Relatório de todas 
as descobertas sobre o fato e em seguida envia-las ao Juiz, onde o representante do 
Ministério Público emitirá a sua decisão em oferecer ou não a denúncia. 
 
➢ Oficialidade: Os órgãos encarregados da persecução criminal devem ser oficiais, sendo 
a investigação preliminar feita pela Policia Civil ou Federal e a denúncia deverá ser feita 
pelo Ministério Público. 
 
 
 
Autoridade Competente e Circunscrição Policial 
 
O local onde deve ser instaurado e de tramitação do inquérito é o mesmo onde deve ser 
instaurada a ação penal, devendo as autoridades policiais limitar-se as suas circunscrições, sendo 
essas definidas, como as áreas as quais desempenham suas atividades. 
 
 
Formas de Instauração do Inquérito Policial 
 
São cinco formas pelas quais um inquérito pode ser iniciado: 
 
➢ De Ofício; 
➢ Por Requisição do Juiz; 
➢ Por Requisição do Ministério Público; 
➢ Em Razão do Requerimento do Ofendido; 
➢ Pelo Auto de Prisão em Flagrante. 
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Pega esse Bizu 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
➢ Instauração de Ofício 
 
O inquérito é iniciado por iniciativa própria do Delegado, não havendo um pedido expresso 
de qualquer pessoa. Isso ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento de um crime, 
ficando obrigado a instaurar o inquérito. 
A notitia criminis (notícia do crime) pode chegar de várias maneiras ao Delegado, essas 
diferentes maneiras são classificadas em: 
 
a) Cognição Imediata: Quando o Delegado fica sabendo do crime em razão dos seus 
trabalhos regulares. 
b) Cognição Mediata: Quando toma conhecimento por intermédio de terceiros. 
c) Cognição Coercitiva: Quando vem através da prisão em flagrante. 
 
O inquérito não poderá ser instaurado: 
 
• De imediato quando receber notícia anônima; 
• Sem elemento de prova. 
 
 
➢ Requisição Judicial ou do Ministério Público 
 
Quando for por ordem do Juiz ou Promotor de Justiça, o Delegado é obrigado a dar início às 
investigações. 
 
 
Oficialmente o Ministério Público do Rio de Janeiro Ofendeu A PF 
 
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➢ Requerimento do Ofendido 
 
Qualquer do povo que tenha conhecimento de um fato criminoso, poderá levar ao 
conhecimento da autoridade o delito, a autoridade dará início através de portaria. 
O requerimento conterá, sempre que possível: 
 
a) Narração do fato; 
b) Individualização do investigado ou seus sinais característicos e as razões de 
convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos da 
impossibilidade de fazê-lo; 
c) Nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência. 
O requerimento para instauração do inquérito pode ser feito em crimes de ação pública ou 
privada. 
 
➢ Auto de prisão em flagrante 
 
É realizado quando alguém é preso em flagrante sendo constado no documento as 
circunstâncias do delito e da prisão, após isso o inquérito é instaurado. 
 
 
➢ Representação do Ofendido nos Crimes de Ação Pública 
Condicionada à Representação 
 
Nesse caso é necessária a representação do ofendido para que possa ser instaurado o 
inquérito, quando for infração de menor potencial ofensivo, será feito, apenas, o termo 
circunstanciado, neste caso é desnecessária a representação, pois será feita posteriormente. 
 
 
Durante o inquérito, a autoridade policial deve enviar todos os esforços no sentido de solucionar 
o crime ocorrido, descobrindo o autor e em que circunstâncias o fato ocorreu. 
As atitudes que a autoridade deve adotar, logo após ter conhecimento da prática da infração 
penal é: 
 
I. Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das 
coisas, até a chegada dos peritos. 
II. Apreender os objetos relacionados com o fato, após liberados pelos peritos criminais, 
pois serão juntados ao inquérito, caso os objetos tenham sido utilizados na prática do crime, 
serão encaminhados à pericia para que seja constatada a sua natureza e eficácia. 
III. Colher as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias. 
IV. Ouvir o ofendido. 
INQUÉRITO POLICIAL (diligências – presença no local, objetos relacionados aos fatos, 
colheita de provas, oitiva da vítima) 
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I. Ouvir o indiciado, devendo o respectivo termo ser assinado por 2 testemunhas que tenham 
presenciado a leitura do termo ao indiciado. O indiciado poderá permanecer em silêncio 
durante todo o interrogatório. 
II. Proceder o reconhecimento de pessoas, coisas e acareações, caso haja conflito no que foi 
dito nos depoimentos. 
 
 
 
Do Indiciamento 
 
É o ato policial, realizado através do interrogatório, por meio do qual o suspeito é considerado 
autor da infração investigada. 
 
Requisitos: São necessários fortes indícios e coerentes da autoria, não podendo ser apenas 
suspeitas. 
 
Consequências do indiciamento para o sujeito: 
 
a) Sairá da condição de suspeito para indiciado; 
b) Será interrogado; 
c) Terá sua vida pregressa levantada; 
d) Será identificado criminalmente. 
 
I. Determinar se for o caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras 
perícias; 
 
Corpo de Delito: Conjunto de vestígios materiais deixados no local do crime, podendo ser 
realizado em cadáveres, em seres vivos ou objetos. 
 
Art 167 “Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os 
vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta”. 
 
Outras perícias possíveis de realização para elucidação do delito: 
 
• Análise de composição química de um objeto; 
• Exame para constatar a existência de sangue em determinado instrumento; 
• Exame residuográfico; 
• Exame grafotécnico; 
INQUÉRITO POLICIAL (testemunhas e indiciamento, recolhimento de pessoas, coisas ou 
acareação) 
INQUÉRITO POLICIAL (exame de corpo de delito, reconstituição do crime, arquivamento, 
prazos, conclusão) 
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• Teste balístico. 
 
➢ Reprodução Simulada do Delito 
 
Poderá ser feita para verificar a possibilidade de a infração penal ter sido praticada de certo 
modo/ maneira, não será realizada caso o crime atente contra a moralidade, a ordem 
pública ou contra os costumes. 
 
• Exame Direto é o realizado sobre a pessoa ou coisa objeto da ação delituosa. 
• Exame Indireto é o realizado sobre dados paralelos, como ficha médica do paciente ou 
depoimentos de testemunha. 
• Exame Complementar é o feito para completar ou substituir outro exame. 
 
II. Ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar 
aos autos sua folha de antecedentes, exceto se o indiciado apresentar documentação válida 
que o identifique. 
 
Sendo os documentos válidos para comprovar sua identidade: 
 
• Carteira de Identidade; 
• Carteira de Trabalho; 
• Carteira Profissional; 
• Passaporte; 
• Carteira de identificação funcional; 
• Outro documento público que permita a identificação do indiciado. 
 
III. Averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua 
condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e 
quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e 
caráter. 
IV. Colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma 
deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidades dos filhos, indicado 
pelapessoa presa. 
 
 
Reconstituição do Crime 
 
Tem a finalidade de verificar a possibilidade de a infração ter sido praticada de determinada 
forma, não sendo o indiciado obrigado a tomar parte. 
O ato deverá ser documentado por fotografias. 
 
 
 
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Arquivamento do Inquérito Policial 
Não poderá ser realizado pela autoridade policial (Delegado), somente o Juiz, mediante 
providências do Ministério Público, poderá determinar o arquivamento. 
 
Art 28. § 1° Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do 
inquérito policial, poderá, no prazo de 30 dias do recebimento da comunicação, submeter a 
matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva 
lei orgânica”. 
 
Prazo 
Uma vez iniciado o inquérito a autoridade tem prazos para concluí-lo, sendo eles: 
➢ Indiciado Solto 30 dias, poderá ser prorrogado, quantas vezes for necessário, 
quando o fato for de difícil elucidação. 
➢ Indiciado Preso 10 dias, improrrogável. 
➢ Conclusão do Inquérito 30 dias 
 
 
Ação Penal 
 
Procedimento judicial iniciado pelo titular da ação quando há indícios de autoria e de 
materialidade a fim de que o juiz declare procedente a pretensão punitiva estatal e condene o autor 
da infração penal. 
 
• Classificação - O Estado, detentor do direito e do poder de punir (jus puniendi), confere a 
iniciativa do desencadeamento da ação penal a um órgão público (Ministério Público) ou à 
própria vítima, dependendo da modalidade de crime praticado. 
 
 
Espécies 
 
• A Ação Penal Pública- Ação Penal Pública é aquela em que a iniciativa de seu 
desencadeamento é exclusiva do Ministério Público (órgão público). 
 
 
 
 
 
Ação Penal (conceito, classificação, procedimento, competência, consequências) 
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Princípios Da Ação Penal Publica 
 
• Princípio da Inércia da Jurisdição: ao juiz não é dado iniciar um processo penal de ofício. 
Ele precisa ser provocado. 
 
• Princípio da Obrigatoriedade: presentes as condições da ação, o MP esta obrigado a 
oferecer a denúncia. 
 
• Princípio da indisponibilidade: o Promotor não pode dispor da ação penal (representa a 
sociedade) 
 
• Princípio da divisibilidade: o MP pode denunciar alguns co-réu e pode investigar os 
demais. 
 
• Princípio da Intransferência: a ação penal tem que ser proposta somente contra o suposto 
autor do fato 
 
A ação penal pública apresenta as seguintes modalidades: 
 
• Incondicionada — o exercício da ação independe de qualquer condição especial. É a regra 
no processo penal, uma vez que, no silêncio da lei, a ação será públicaincondicionada. 
 
• Condicionada — a propositura da ação penal depende da Representação da vítima ou a 
Requisição do Ministro da Justiça, contudo, a titularidade é ainda do Ministério Público que 
só pode oferecer a Denúncia se houver Representação da vítima ou a Requisição do 
Ministro da Justiça, que constituem, assim, condições de procedibilidade. 
 
 
 
Ação Penal Pública Condicionada À Requisição Do Ministro 
Da Justiça 
 
• crime praticado no exterior, por estrangeiro contra brasileiro 
 
• crime contra a honra do Presidente da República ou Chefe de Governos Estrangeiros e; 
 
• nos crimes contra a honra de altas Autoridades Federais, praticados por meio da 
imprensa 
 
 
Princípios Da Ação Penal Privada 
 
➢ AÇÃO PENAL PRIVADA- É aquela em que a iniciativa da propositura da ação é 
conferida à vítima. A peça inicial se chama Queixa-crime. 
 
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• Princípio da Inércia da Jurisdição: o juiz não inicia a ação de ofício. Precisa ser 
provocado 
 
• Princípio da conveniência ou oportunidade: É facultada a vítima, mediante os critérios 
da oportunidade e conveniência, optar pelo oferecimento da queixa crime 
 
• Princípio da disponibilidade: uma vez exercida a ação penal, o querelante poderá 
desistir dela, seja por meio do perdão ou perempção 
 
• Princípio da Indivisibilidade: O processo de um acusado obriga ao processo de todos 
 
• Princípio da Intranscendência: a ação penal deve ser proposta contra quem se imputa a 
prática da ação penal 
 
 
➢ As AÇÕES PRIVADAS subdividem-se em: 
 
• Exclusiva 
• Personalíssima 
• Subsidiária da Pública 
 
Acordo De Não Persecução Penal 
Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e 
circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena 
mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução 
penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime 
 
I - Reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, exceto na impossibilidade de 
fazê-lo; 
II - Renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Ministério 
Público como instrumentos, produto ou proveito do crime; 
III - prestar serviço à comunidade ou a entidades públicas por período 
correspondente à pena mínima cominada ao delito diminuída de um a dois 
terços, em local a ser indicado pelo juízo da execução 
IV - Pagar prestação pecuniária 
V - Cumprir, por prazo determinado, outra condição indicada pelo Ministério 
Público, desde que proporcional e compatível com a infração penal imputada 
Não se aplica nas seguintes hipóteses: 
 
I - Se for cabível transação penal de competência dos Juizados Especiais 
Criminais, nos termos da lei; 
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II - Se o investigado for reincidente ou se houver elementos probatórios que 
indiquem conduta criminal habitual, reiterada ou profissional, exceto se 
insignificantes as infrações penais pretéritas; 
III - ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao 
cometimento da infração, em acordo de não persecução penal, transação 
penal ou suspensão condicional do processo; e 
IV - Nos crimes praticados no âmbito de violência doméstica ou familiar, ou 
praticados contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, em 
favor do agressor. 
 
 
Jurisdição 
 
Jurisdição é o poder de julgar (que é inerente a todos os juízes). É a possibilidade de aplicar a 
lei abstrata aos casos concretos que lhe forem apresentados, o poder de solucionar lides. 
 
Princípios da Jurisdição 
 
o juiz natural - ninguém pode ser processado ou julgado senão pelo juiz 
o investidura - só pode ser exercida por quem foi aprovado em concurso público da 
magistratura 
o indeclinabilidade - juiz não pode deixar de dar a prestação jurisdicional 
o indelegabilidade - Nenhum juiz pode delegar sua jurisdição a outro 
o improrrogabilidade - O juiz não pode invadir a área de atuação de outro 
o inevitabilidade - As partes não podem recusar o juiz, salvo nos casos de suspeição 
o inércia - O juiz não pode dar início à ação penal 
 
Competência 
Art. 69. Determinará a competência jurisdicional: 
I - o lugar da infração; FORO (ratione loci) 
II - o domicílio ou residência do réu; FORO (ratione loci) 
 
Da Jurisdição (conceito/princípios) e da competência (lugar da infração, domicílio do réu, 
natureza da infração, STF, STJ, STM, Justiça militar, Eleitoral, Federal, Estadual, Especiais 
Criminais) 
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III - a natureza da infração; JUÍZO (ratione materiae) 
IV - a distribuição; JUÍZO 
V - a conexão ou continência; CAUSA DE DESLOCAMENTO 
VI - a prevenção; CAUSA DE DESLOCAMENTO 
VII - a prerrogativa de função. PESSOA (ratione personae/funcionae)• Supremo Tribunal Federal - compete, precipuamente, a guarda da Constituição Federal 
• SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - corte responsável por uniformizar a interpretação 
da lei federal 
• SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR - tem por competência julgar as apelações e os 
recursos das decisões dos juízes de primeiro grau da Justiça Militar da União. 
o Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros 
maiores de trinta e cinco anos, sendo: 
I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez 
anos de efetiva atividadeprofissional; 
II - dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da 
JustiçaMilitar. 
 
• JUSTIÇA MILITAR - julgar os crimes militares 
o Próprios, que são aqueles descritos no Código Penal Militar que não encontram paralelo 
na legislação comum 
o Impróprios, que são os que estão descritos no Código Penal Militar, mas encontram 
descrição típica semelhante na legislação comum 
 
Os crimes dolosos contra a vida e cometidos por militares das Forças Armadas contra civil 
serão da competência da Justiça Militar da União, se praticados no contexto: 
 
I — do cumprimento de atribuições que lhes forem estabelecidas pelo 
Presidente da República ou pelo Ministro de Estado da Defesa; 
II — de ação que envolva a segurança de instituição militar ou de missão 
militar, mesmo que não beligerante 
III — de atividade de natureza militar, de operação de paz, de garantia da 
lei e da ordem ou de atribuição subsidiária 
 
• JUSTIÇA ELEITORAL - julga os crimes eleitorais e seus conexos 
 
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• JUSTIÇA FEDERAL E ESTADUAL - processar e julgar qualquer causa que não esteja 
sujeita à Justiça Federal comum, do Trabalho, Eleitoral e Militar 
 
• JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS 
 
o A Lei nº 9099/95 determina que compete aos Juizados Especiais Criminais o 
julgamento dos crimes de menor potencial ofensivo, são as contravenções penais e os 
crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não 
com multa 
 
Sujeitos Processuais 
• Sujeitos principais (ou essenciais): são aqueles sem os quais o processo não se 
desenvolve. 
 
• Sujeitos secundários (acessórios ou colaterais): são aqueles que não são 
imprescindíveis para que haja validade da relação processual, mas que podem intervir no 
processo com o fito de deduzir uma pretensão determinada. 
 
❖ Juiz 
São pressupostos para o exercício da função jurisdicional: 
 
a) investidura— procedimento previsto em lei que dá ensejo à nomeação para o exercício das 
funções próprias dos integrantes do Poder Judiciário; 
 
b) capacidade técnica, física e mental— atributo que decorre da investidura e do qual se 
presume, em caráter absoluto, serem dotados os juízes, até que ocorra a desinvestidura; 
 
c) imparcialidade— qualidade do sujeito estranho à causa e desvinculado dos interesses dos 
litigantes, que propicia condições de não tomar partido sobre as questões que lhe são 
submetidas. 
 
❖ Ministério Público 
A essência da atividade do Ministério Público no processo criminal, a quem cabe: 
 
1.promover, privativamente, a ação penal pública; 
 
2.fiscalizar a execução da lei. 
 
 
Dos sujeitos da relação processual (Juiz, Ministério Público, acusado, defensor, assistente 
da acusação, auxiliares da Justiça) 
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❖ Acusado 
Acusado (ou réu) é a pessoa em face de quem se deduz a pretensão punitiva, ou seja, é o 
sujeito passivo da relação processual. 
Têm capacidade para estar em juízo os entes suscetíveis de imputação criminal: 
 
a) as pessoas físicas maiores de 18anos; 
b) as pessoas jurídicas, relativamente aos crimes ambientais 
Não têm, em contrapartida, personalidade judiciária: 
 
a) os entes inanimados, os animais e os mortos; 
b) os menores de 18anos; 
c) as pessoas que gozam de imunidade parlamentar ou de imunidade diplomática. 
 
Diferentemente do que ocorre em relação aos menores de 18 anos, que se sujeitam às normas 
de legislação especial e, portanto, são insuscetíveis de imputação criminal (inimputáveis), os 
portadores de anomalia psíquica têm capacidade processual passiva, já que tanto as penas como 
as medidas de segurança são aplicadas em decorrência de processo criminal 
 
❖ Defensor 
 
Defensor é o sujeito processual com qualificação técnico-jurídica, com o auxílio de quem o 
acusado exerce sua defesa, entendida essa como a atividade de resistência ao exercício da 
pretensão punitiva. 
 
❖ Assistente De Acusação 
 
A existência de um autor e de um réu é sempre necessária para a existência válida do 
processo, razão pela qual esses sujeitos recebem a designação de partes necessárias. 
 
❖ Auxiliares da Justiça 
 
Os auxiliares da justiça não são, propriamente, sujeitos processuais, já que não participam da 
relação processual, mas apenas auxiliam o juiz, esse, sim, sujeito da relação jurídica processual. 
Esses órgãos auxiliares podem ser: 
 
a) permanentes— os órgãos que atuam em todos os processos em trâmite pelo juízo, como o 
escrivão e o oficial de justiça; 
b) eventuais— que intervêm somente em alguns processos, nos quais realizarão tarefas 
especiais, como os intérpretes e os peritos. 
 
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Exceção 
É o mecanismo processual por meio do qual o acusado exerce a defesa indireta, provocando a 
apreciação de matéria que pode levar à extinção da ação ou ao retardamento de seu exercício. 
 
Art. 95. Poderão ser opostas as exceções de: 
I - suspeição; 
II - incompetência de juízo; 
III - litispendência; 
IV - ilegitimidade de parte; 
V - coisa julgada. 
 
❖ Exceção De Suspeição 
A exceção de suspeição tem caráter dilatório e destina-se a afastar juiz que a parte reputa 
parcial, ou seja, aquele que não tem neutralidade para apreciar a causa. 
❖ Exceção De Litispendência 
 
Uma exceção de natureza peremptória, oponível quando houver ações penais idênticas em 
curso. 
 
❖ Exceção de Ilegitimidade 
 
É a situação prevista em lei que permite a um determinado sujeito propor a demanda judicial e a 
um determinado sujeito ocupar o polo passivo dessa mesma demanda 
 
❖ Exceção de Coisa Julgada 
 
Ninguém pode ser punido mais de uma vez pelo mesmo crime 
 
❖ Restituição De Coisas Apreendidas 
 
Para garantir maior fidelidade na reconstituição do fato criminoso, a lei prevê o dever de a 
autoridade policial, logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, ―apreender os 
objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais‖ 
Procedimento para restituição do bem apreendido: 
 
Deve ser feita pelo interessado que demonstrar ser dono do bem por meio de requerimento 
dirigido a autoridade competente. 
 
Prazo de 90 dias para requerer a restituição após o trânsito em julgado do processo. 
QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES (exceção de suspeição, restituição de coisas, 
medidas assecuratórias – sequestro, hipoteca e arresto; incidente de falsidade, incidente de 
insanidade mental) 
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Caso ninguém se habilite, o juiz decreta a perda do bem em favor da União. 
 
 
❖ Medidas Assecuratórias 
 
Além de constituir lesão aos interesses da coletividade, a infração penal, muitas vezes, 
ocasiona danos, de natureza material ou moral, ao ofendido, que passa a ter a expectativa de ser 
indenizado. 
 
Visando assegurar a efetiva reparação do prejuízo causado ao ofendido, o Código de Processo 
Penal prevê três modalidades de medidas cautelares reais, cuja adoção prescinde doprévio 
ajuizamento de ação civil: 
 
a) sequestro; 
b) hipotecalegal; 
c) arresto. 
 
❖ Sequestro 
 
É a medida assecuratória consistente em reter os bens imóveis e móveis do indiciado ou 
acusado quando adquiridos com o proveito da infração penal, para que deles não se desfaça, a 
fim de se viabilizar a indenização da vítima ou impossibilitar ao agente que tenha lucro com a 
atividade criminosa 
 
❖ Requisitos para o Sequestro 
 
Para a decretação do sequestro é necessária e suficiente a existência de indícios veementes 
da proveniência ilícita dos bens 
 
❖ Hipoteca Legal 
A segunda modalidade de medida assecuratória cuja adoção é disciplinada pelo Código de 
Processo Penal é a hipoteca, que é conferida pela leiao ofendido, ou aos seus herdeiros, 
sobre os imóveis do delinquente, para satisfação do dano causado pelo delito e pagamento 
das despesas judiciais 
 
Hipoteca legal é o direito real de garantia que tem por objeto bens imóveis pertencentes ao 
devedor que, embora continuem em seu poder, asseguram, prioritariamente, a satisfação do 
crédito. 
 
De forma diversa do sequestro, a hipoteca recai sobre bens que compõem o patrimônio 
lícito do autor da infração, ou seja, não tem por objeto os proventos da infração. 
Requisitos para a Especialização da Hipoteca: 
 
a) certeza da existência da infração; 
b) indícios suficientes de autoria. 
 
 
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❖ Arresto 
O arresto também é modalidade de medida assecuratória que tem por objeto o patrimônio 
lícito do agente, não se destinando, portanto, à constrição de bens adquiridos com o produto da 
infração. 
 
São duas as espécies de arresto: 
 
➢ arresto de imóveis preparatório da hipoteca legal 
➢ arresto de bens móveis 
 
➢ Incidente De Falsidade 
 
Sempre que houver necessidade, para a aferição da idoneidade de um documento, instaurar-
se-á o incidente de falsidade 
 
➢ Incidente De Insanidade Mental Do Acusado 
A decisão por meio da qual o juiz decide se instaura ou não o incidente é irrecorrível, mas pode 
ensejar a impetração de habeas corpus se o indeferimento revelar-se manifestamente ilegal. 
 
O incidente pode ser instaurado: 
 
a) pelo juiz, de ofício 
b) a requerimento do Ministério Público 
c) a requerimento do defensor, de ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do 
acusado 
d) na fase do inquérito, por representação da autoridade policial 
 
Da Instrução Criminal - Da Prova 
 
Art. 155 do CPP - “O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da 
prova produzida em contraditório judicial, não podendo judicial, não 
podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos 
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, 
não repetíveis e antecipadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Da instrução criminal (da prova: exame de corpo delito, videoconferência, interrogatório, 
oitiva do ofendido, testemunhas) 
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Exame De Corpo De Delito 
 
➢ Corpo de delito é o conjunto de elementos sensíveis deixados pelo crime, isto é, ―aquilo 
que torna o crime ou a contravenção palpável, sensível, tangível, perceptível aos sentidos. 
 
Ex.: o cadáver é corpo de delito do crime de homicídio. 
 
➢ Exame de corpo de delito, por sua vez, é a espécie de perícia destinada a reunir vestígios 
materiais deixados pelo fato criminoso, ou seja, é a perícia realizada no corpo de delito. 
 
Ex.: a necropsia é exame de corpo de delito do crime de homicídio 
 
❖ Modalidades de Exame de Corpo de Delito 
 
• Direto — é o que se realiza por meio da análise, pelos peritos, do próprio corpo de delito, 
sem qualquer intermediação. 
 
• Indireto — é o realizado sobre dados ou vestígios paralelos (ficha clínica de atendimento 
hospitalar, imagens de câmera de vigilância, fotografias etc.) 
 
❖ Obrigatoriedade do Exame de Corpo de Delito 
 
CPP Art. 158. “Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame 
de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do 
acusado.”. 
 
Infrações que não deixam vestígios — para demonstração de sua existência material não é 
imprescindível o exame de corpo de delito. Ex.: injúria verbal, furto simples. 
 
Videoconferência 
 
• necessidade de prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que 
o preso integre organização criminosa ou de que, por outra razão, possa fugir durante o 
deslocamento; 
 
• quando haja relevante dificuldade para o comparecimento do réu em juízo, por enfermidade 
ou outra circunstância pessoal; 
 
• necessidade de impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da vítima, desde que 
não seja possível colher o depoimento destas por videoconferência, nos termos do art. 217 
deste Código; 
 
• necessidade de resposta à gravíssima questão de ordem pública. Da decisão que 
determinar o interrogatório por videoconferência, as partes deverão ser intimadas com 10 
dias de antecedência 
 
 
 
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Interrogatório 
 
É o ato processual em que o acusado é ouvido pelo juiz acerca da imputação que lhe é 
feita. 
 
É por meio do interrogatório que o acusado exerce o direito de audiência, ou seja, o direito de 
permanecer em silêncio ou de influir diretamente no convencimento do juiz, manifestando-se sobre 
a imputação e indicando provas. 
 
❖ Características do Interrogatório 
 
• Ato personalíssimo 
 
• Ato oral 
 
• Ato não sujeito a preclusão 
 
• Ato público 
 
• Ato bifásico 
 
❖ Direito ao Silêncio 
 
Art. 5º, LXIII, da CF “O preso será informado de seus direitos, entre os quais 
o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de 
advogado.” 
 
Art. 186, CPP “Depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro 
teor da acusação, o acusado será informado pelo juiz, antes de iniciar o 
interrogatório, do seu direitode permanecer calado e de não responder a 
perguntas que lhe forem formuladas. 
 
“Parágrafo único. O silêncio, que não importará em confissão, não poderá 
ser interpretado em prejuízo da defesa.” 
 
❖ Participação do Defensor 
 
Caso o advogado constituído pelo acusado não esteja presente no momento do interrogatório 
poderá o juiz nomear defensor para o ato, sem que isso importe em nulidade 
 
❖ Oitiva Do Ofendido 
 
Só em hipótese de absoluta impossibilidade pode-se prescindir da oitiva do ofendido, ―como 
no caso de falecimento, incapacidade absoluta, desaparecimento e outras insuperáveis. 
 
 
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A falta de oitiva do ofendido constitui nulidade relativa, cujo reconhecimento pressupõe 
oportuna arguição e demonstração de prejuízo. Se, devidamente intimado, deixar o ofendido de 
comparecer sem motivo justo, poderá ser determinada sua condução coercitiva 
 
❖ Das Testemunhas 
 
Testemunha é a pessoa física distinta dos sujeitos processuais chamada a juízo para prestar 
informações sobre fatos relacionados à infração, mediante assunção de compromisso de dizer a 
verdade. 
 
• Testemunho de Policiais 
 
Os servidores policiais não estão impedidos de testemunhar e o valor de suas declarações é 
pleno, desde que prestados de forme firme, coerente com as demais provas e sem contradições 
 
• Dever de Testemunhar 
Dever de comparecimento e dever de prestar compromisso. 
 
• Pessoas que podem escusar-se do dever de testemunhar 
 
o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge e o irmão do acusado, salvo 
quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas 
circunstâncias 
 
O depoimento dessaspessoas é, portanto, facultativo e, acaso optem por testemunhar, delas 
não será tomado o compromisso (art. 208 do CPP), o que permite concluir que serão ouvidas na 
qualidade de informantes 
 
• Testemunhas não sujeitas ao compromisso de dizer a verdade 
Denomina-se informante a testemunha que é dispensada do compromisso de dizer a 
verdade. 
 
a) o parente do réu que, apesar de não obrigado a depor, opte por fazê-lo (ascendente ou 
descendente, o afim em linha reta, o cônjuge e o irmão do acusado); 
 
b) os deficientes mentais; 
 
c) os menores de 14anos 
 
• Pessoas proibidas de testemunhar 
 
Estão proibidas de depor as pessoas que, em razão de sua função, ministério, ofício ou 
profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar 
seu depoimento. 
 
• Classificação doutrinária das testemunhas 
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As testemunhas classificam-se em: 
 
a) Testemunhas diretas — quando não há intermediação entre o fato e o testemunho, ou seja, 
aquelas que presenciaram os fatos. 
 
b) Testemunhas indiretas — aquelas que souberam dos fatos por intermédio de outrem sem, 
no entanto, os terem presenciado. 
 
d) Testemunhas próprias — as que prestam depoimento sobre o fato apurado no processo. 
 
c) Testemunhas impróprias—as que prestam depoimento sobre um processo, como, por 
exemplo, as pessoas que presenciaram o interrogatório policial do acusado e são chamadas 
a juízo para atestar a regularidade do ato. 
 
e) Testemunhas numerárias — são as que, arroladas pelas partes de acordo com o limite 
procedimental, prestam compromisso. 
 
d) Testemunhas extranumerárias ou judiciais — assim denominadas porque ouvidas por 
iniciativa do juiz 
 
f) Testemunhas referidas — são aquelas que, embora não arroladas pelas partes, são 
ouvidas por determinação judicial em razão de a elas outras testemunhas terem feito 
referência 
 
e) Testemunhas fedatárias — são aquelas que presenciam a leitura do auto de prisão em 
flagrante, na presença do acusado, e nele lança sua assinatura, quando o autuado recusa-
se a assiná-lo, não sabe ou não pode fazê-lo 
 
i) Informantes ou declarantes — são as testemunhas que não realizam a promessa de dizer 
a verdade. 
 
Da Instrução Criminal - Do Reconhecimento de Pessoas e 
Coisas 
 
A diligência de reconhecimento tem como finalidade verificar se o reconhecedor tem 
condições de afirmar que a pessoa ou coisa a ser reconhecida já foi vista por ele em ocasião 
pretérita. 
 
Procedimento no reconhecimento de pessoas (art. 226 do CPP) 
 
A pessoa cujo reconhecimento se pretender será colocada ao lado de outras que com ela 
tenham qualquer semelhança, convidando-se o reconhecedor a apontá-la. 
 
Da instrução criminal (reconhecimento de pessoas e coisas, acareação, prova documental, 
indícios, da busca e apreensão) 
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Reconhecimento de Coisas 
 
Pode interessar ao processo o reconhecimento de: 
 
a) coisas sobre as quais recaiu, diretamente, a ação do criminoso; 
 
b) coisas com as quais foi levada a efeito a infração penal — instrumentos do crime; 
 
c) coisas que, de modo acidental, foram modificadas, alteradas, deslocadas por ação do 
delinquente ou, indiretamente, em consequência dessa ação; 
 
d) coisas que se constituíram teatro da ocorrência punível 
 
Acareação 
 
Consiste o ato em colocar frente a frente duas ou mais pessoas que apresentaram versões 
essencialmente conflitantes sobre questão importante para a solução da lide, para que sejam 
confrontadas sobre essas divergências. 
A providência tem por finalidade provocar a retratação em relação ao ponto do depoimento 
que se mostra em antagonismo com o outro relato. 
Pressupostos da Acareação 
 
A realização da acareação pressupõe: 
 
a) que as pessoas que serão submetidas à acareação já tenham sido ouvidas em 
oportunidade anterior; 
 
b) que haja divergência entre as declarações dessas pessoas, referente a ponto relevante 
para o resultado final do processo. 
 
Sujeitos 
 
Admite-se a acareação (art. 229 do CPP): 
 
a) entre acusados; 
b) entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida; 
c) entre testemunhas; 
d) entre as pessoas ofendidas. 
 
➢ Não se admite a acareação entre peritos 
➢ Também não se admite acareação entre perito e assistente técnico. 
 
Prova Documental 
 
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Documento é todo objeto ou coisa do qual se pode extrair a existência de um fato. 
 
a) documentos em sentido amplo — são todos os objetos, não só os escritos, aptos a 
corporificar uma manifestação humana (fotografia, videofonograma, fonograma, pintura, 
etc.). 
 
b) documentos em sentido estrito — são apenas os escritos, ou seja, a prova literal. 
 
Indícios 
➢ Indícios são as circunstâncias conhecidas e provadas, que, tendo relação com o fato, 
 
➢ Entende-se por contra-indícios as circunstâncias indiretas que, uma vez provadas, 
invalidam os indícios 
 
 
Da Busca e Apreensão 
É a providência de natureza cautelar destinada a encontrar e conservar pessoas ou bens 
que interessem ao processo criminal. 
 
➢ Busca é o nome que se dá ao conjunto de ações dos agentes estatais para a procura e 
descoberta daquilo que interessa ao processo. 
 
➢ Apreensão é o ato consistente em retirar pessoa ou coisa do local em que esteja para fins 
de sua conservação. 
A busca e apreensão tem natureza variada, já que pode constituir: 
 
a) meio de prova — quando a localização de coisa ou pessoa em determinado lugar ou em 
poder de alguém faz prova do fato criminoso ou de circunstâncias. 
 
b) meio de obtenção de prova — na hipótese em que a diligência, por si, não permite formar 
convicção acerca do fato probando, mas propicia o encontro de elemento útil à 
demonstração da infração; 
 
c) meio de assegurar direitos — acaso o objeto da diligência relacione-se ao interesse 
reparatório do ofendido, como a busca por bens passíveis de arresto. 
 
Oportunidade e Iniciativa 
 
A diligência de busca e apreensão pode ser realizada: 
 
a) em momento anterior à instauração do inquérito policial; 
b) durante o inquérito policial; 
c) no curso do processo; 
d) na fase de execução (por exemplo, prender o sentenciado). 
 
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Busca Domiciliar 
a) em caso de flagrante delito, desastre, ou para prestar socorro: durante o dia ou à noite. 
b) por determinação judicial: apenas durante o dia. 
Cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h (vinte e uma horas) ou 
antes das 5h (cinco horas) 
 
Busca Pessoal 
 
Realiza-se busca pessoal quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo 
arma proibida ou objetos relacionados com infração penal. 
Não pode fundar-se em parâmetros unicamente subjetivos, exigindo elementos concretos 
que indiquem a necessidade da revista, em face do constrangimento que causa. 
 
Da Prisão - Conceito e Espécies 
 
A primeira refere-se ao cumprimento de pena por parte de pessoa definitivamente condenada a 
quem foi imposta pena privativa de liberdade na sentença. 
 
Prisão processual, decretada quando existe a necessidade de segregação cautelar do autor 
do delito durante as investigações ou o tramitar da ação penal por razões que a própria legislação 
processual elenca. Só deve ser decretada ou mantida quando houver efetiva necessidade (grande 
periculosidade do réu, evidência de que irá fugir do país etc.). 
 
No Código de Processo Penal são previstas duas formas de prisão processual: 
 
➢ prisão em flagrante 
➢ prisão preventiva. 
 
A terceira modalidade de prisão cautelar é a prisãotemporária 
 
 
Prisão Em Flagrante 
 
Flagrante próprio ou real: 
 
Considera-se em flagrante delito quem 
 
➢ está cometendo a infração penal. 
➢ acaba de cometer a infração. 
 
 
Da prisão, das medidas cautelares e da liberdade provisória (conceito, espécies) 
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❖ Flagrante impróprio ou quase flagrante 
 
Quem é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, 
em situação que faça presumir ser o autor da infração. 
 
A perseguição pode durar vários dias, desde que os policiais estejam o tempo todo em 
diligências, no encalço dos criminosos 
 
Ao contrário do que se possa imaginar, iniciada a perseguição, não existe prazo de 24 
horas para a efetivação da prisão em flagrante. 
 
❖ Flagrante presumido ou ficto 
 
Quem é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam 
presumir ser ele o autor da infração. 
 
O sujeito não é perseguido, mas localizado, na posse das coisas que a situação fática leve à 
conclusão de que ele é autor do delito. 
 
❖ Flagrante obrigatório 
 
As autoridades policiais e seus agentes que presenciarem a prática de infração penal têm o 
dever de dar voz de prisão em flagrante ao criminoso. 
 
❖ Flagrante facultativo 
 
Qualquer do povo pode prender quem se encontra em flagrante delito 
 
Flagrante Provocado ou Preparado 
 
Agentes provocadores induzem, convencem alguém a praticar um suposto delito, tomando, ao 
mesmo tempo, providências para que se torne impossível sua consumação. 
 
❖ Flagrante Esperado 
 
Flagrante esperado é uma forma de flagrante válido e regular, no qual agentes da autoridade, 
cientes de que um crime poderá ser cometido em determinado local e horário, sem que tenha 
havido qualquer preparação ou induzimento, deixam que o suspeito aja, ficando à espreita para 
prendê-lo em flagrante no momento da execução do delito. 
 
❖ Flagrante Forjado 
 
Trata-se de hipótese de flagrante nulo, que deve ser relaxado, porque foram criadas provas de 
um delito inexistente exatamente para viabilizar a prisão 
 
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a) policiais colocam droga no carro de alguém para prendê-lo por crime de tráfico; 
 
❖ Flagrante Diferido ou Retardado 
 
É a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante, para 
obter maiores dados e informações 
 
Prisão Preventiva 
Art. 311. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a 
prisão preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, do 
querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial. 
 
Trata-se de modalidade de prisão processual decretada exclusivamente pelo juiz de direito 
quando presentes os requisitos expressamente previstos em lei 
 
❖ Oportunidade De Decretação Da Preventiva 
 
a) quando o autor da infração tiver sido preso em flagrante e o juiz, ao receber a cópia do auto 
no prazo de 24 horas da prisão, convertê-la em preventiva; 
 
b) quando o autor da infração não tiver sido preso em flagrante, mas as circunstâncias do caso 
concreto demonstrarem sua necessidade; 
 
Duração da prisão preventiva 
 
Após a decretação da prisão preventiva, o réu não pode ficar preso por tempo indeterminado. 
 
Para o cumprimento dos diversos atos processuais em caso de réu preso, dentre outros, como 
conclusão do inquérito em 10 dias e o oferecimento da denúncia em 05 dias 
 
Prisão Temporária 
 
É uma medida privativa da liberdade de locomoção, decretada por tempo determinado, 
destinada a possibilitar as investigações de crimes considerados graves, durante o inquérito 
policial. 
I — Quando for imprescindível para as investigações durante o inquérito policial, ou seja, 
quando houver indícios de que, sem a prisão, as diligências serão malsucedidas. 
 
II — Quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos 
necessários ao esclarecimento de sua identidade. 
 
III — Quando houver indícios de autoria ou de participação em um dos seguintes crimes: 
homicídio doloso, sequestro ou cárcere privado, roubo, extorsão ou extorsão mediante 
sequestro, estupro, epidemia ou envenenamento de água ou alimento, quadrilha, genocídio, 
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tráfico de entorpecentes, crime contra o sistema financeiro ou crimes previstos na Lei de 
Terrorismo 
A prisão temporária só pode ser decretada durante o inquérito policial, nunca durante o 
tramitar da ação. 
 
A prisão temporária só pode ser decretada pelo juiz, que, entretanto, não pode fazê-lo de 
ofício, dependendo de requerimento do Ministério Público ou representação da autoridade policial. 
 
 
Competência e Etapas - Auto De Prisão Em Flagrante 
 
É o documento elaborado sob a presidência da autoridade policial a quem foi apresentada 
a pessoa presa em flagrante e no qual constam as circunstâncias do delito e da prisão. 
Referido auto deve ser lavrado no prazo de vinte e quatro horas a contar do ato da prisão 
A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão imediatamente comunicados 
ao juiz competente e à família do preso ou a pessoa por ele indicada. Aliás, a não comunicação 
imediata ao juiz, desde que dolosa, constitui modalidade específica do crime de abuso de 
autoridade 
 
Procedimento para a lavratura do auto de prisão 
 
Se a autoridade entender que o fato narrado não constitui ilícito penal ou que a situação não se 
encaixa nas hipóteses de flagrante, deve relaxar a prisão e liberar a pessoa que lhe foi 
apresentada. 
 
• Oitiva do Condutor 
 
• Oitiva das Testemunhas 
 
• Interrogatório do Preso 
 
• Lavratura do Auto 
 
Nota de Culpa 
 
É um documento por meio do qual a autoridade dá ciência ao preso dos motivos de sua 
prisão, do nome do condutor e das testemunhas. A nota deve ser assinada pela autoridade e 
entregue ao preso, mediante recibo, no prazo de vinte e quatro horas a contar da efetivação da 
prisão 
 
Relaxamento da Prisão 
 
Da prisão, das medidas cautelares e da liberdade provisória (Competência, Etapas) 
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As hipóteses de ilegalidade da prisão que levam ao relaxamento são: 
 
• falta de formalidade essencial na lavratura do auto 
 
• inexistência de hipótese de flagrante 
 
• atipicidade do fato narrado pelas pessoas ouvidas no auto deprisão 
 
• excesso de prazo da prisão 
 
 
As Medidas Cautelares Diversas Da Prisão 
 
• Comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para 
informar e justificar suas atividades (art. 319, I); 
 
• Proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias 
relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para 
evitar o risco de novas infrações (art. 319, II) 
 
• Proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias 
relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante (art. 319, III) 
 
• Proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou 
necessária para a investigação ou instrução (art. 319, IV) 
 
• Recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou 
acusado tenha residência e trabalho fixos (art. 319, V) 
 
• Suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou 
financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais 
(art. 319, VI) 
 
• Internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave 
ameaça, quando os peritosconcluírem ser inimputável ou semi-imputável e houver risco de 
reiteração (art. 319, VII) 
 
• Fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, 
evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial 
(art. 319,VIII) 
 
• Monitoração eletrônica (art. 319, IX) 
 
• Proibição de ausentar-se do País (art. 320) 
 
Da prisão, das medidas cautelares e da liberdade provisória (medidas cautelares, liberdade 
provisória); Audiência de custódia. 
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Liberdade Provisória 
 
É a liberdade concedida, em caráter provisório, ao indiciado ou réu, preso em decorrência 
de prisão em flagrante, que, por não necessitar ficar segregado, em homenagem ao princípio da 
presunção de inocência, deve ser liberado, sob determinadas condições 
Revisand 
 
Questão 1: 
Nos crimes de ação penal pública incondicionada, a instauração do inquérito policial: 
a) depende de comunicação verbal do ofendido. 
b) depende de requisição do Ministério Público. 
c) depende de requisição da autoridade judiciária. 
d) depende de requerimento escrito do ofendido. 
e) pode ser feita, de ofício, pela autoridade policial. 
Questão 2: 
A respeito do inquérito policial, é correto afirmar: 
a) O inquérito policial, uma vez instaurado, não poderá ser arquivado pela autoridade policial. 
b) O inquérito policial constitui-se na única forma de investigação criminal. 
c) O inquérito policial pode ser presidido pelo Ministério Público. 
d) O princípio do contraditório deve ser observado no inquérito policial. 
e) O sigilo do inquérito policial, necessário à elucidação do fato, se estende ao Ministério 
Público. 
 
Questão 3: 
Sobre o inquérito policial, é INCORRETO afirmar que: 
a) estando o indiciado solto, o prazo para seu encerramento é de 30 (trinta) dias, podendo ser 
solicitada dilação de prazo. 
b) é presidido por autoridade policial ou por membro do Ministério Público. 
c) se trata de procedimento escrito, inquisitivo e sigiloso. 
d) após instaurado, não pode ser arquivado pela autoridade policial. 
e) não é regido pelos princípios do contraditório e da ampla defesa. 
 
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Questão 4: 
A condenação de um réu sem defensor viola o princípio: 
a) da oficialidade. 
b) da publicidade. 
c) do juiz natural. 
d) da verdade real. 
e) do contraditório. 
Questão 5: 
Assinale a opção correta acerca das disposições constitucionais aplicáveis ao direito processual 
penal. 
a) A garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa aos litigantes, em processo 
judicial, e aos acusados em geral não se aplica ao processo administrativo. 
b) Segundo disposição expressa da Constituição Federal de 1988, o civilmente identificado não 
pode, em nenhuma hipótese, ser submetido a identificação criminal, em respeito ao princípio 
da dignidade da pessoa humana. 
c) Segundo previsão expressa da Constituição Federal de 1988, assegura-se aos presos o 
respeito à integridade física e moral e às presidiárias, condições para que possam 
permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. 
d) Só será admissível a concessão de extradição de estrangeiro por crime político ou de 
opinião se ele tiver sido processado e sentenciado pela autoridade judicial competente. 
e) São inadmissíveis, no processo judicial, as provas obtidas por meios ilícitos, e, exceto nas 
hipóteses da prática de crimes hediondos, ninguém será considerado culpado até o trânsito 
em julgado da sentença penal condenatória. 
Questão 6: 
A lei processual penal: 
a) é retroativa. 
b) não admite interpretação extensiva. 
c) tem aplicação imediata, prejudicada a validade dos atos realizados sob a vigência da lei 
anterior. 
d) admite aplicação analógica. 
e) tem aplicação apenas no Estado em que editada. 
 
 
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Questão 7: 
Em relação às garantias do acusado no processo penal, é correto afirmar que 
a) o civilmente identificado não será submetido à identificação criminal, salvo nas hipóteses 
previstas em lei. 
b) em nenhuma hipótese se admite ação penal privada nos crimes de ação pública. 
c) a prisão de qualquer pessoa, mas não o local onde se encontre presa, será comunicada 
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. 
d) o preso tem direito à identificação dos responsáveis pela sua prisão, mas não por seu 
interrogatório policial. 
e) a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo unicamente com a natureza 
do delito e a idade do apenado. 
Questão 8: 
A Constituição da República prevê os princípios da ampla defesa e do contraditório como 
fundamentais. O Código de Processo Penal, por sua vez, traz previsões para o tratamento do 
acusado e de seu defensor, algumas vezes em consonância com as ideias desses princípios e 
outras não. De acordo com o Código, é correto afirmar que: 
a) a audiência não poderá ser adiada pela ausência do defensor, ainda que justificada; 
b) para constituição do defensor é sempre indispensável o instrumento de mandato; 
c) a intimação do réu não revel para o ato de seu interrogatório é facultativa; 
d) o acusado revel será julgado independente da presença de defensor ou advogado; 
e) a intimação do defensor público nomeado será pessoal. 
Questão 9: 
Constitui hipótese que viola o princípio constitucional da presunção de inocência ou de não 
culpabilidade (ou garantia do estado de inocência – art. 5º, inciso LVII, CRFB): 
a) decretação de prisão processual fundamentada na gravidade em abstrato do crime; 
b) decretação de prisão preventiva antes do trânsito em julgado da sentença; 
c) valoração do fato criminoso em si para decretação ou manutenção da prisão processual; 
d) decretação de prisão cautelar antes do trânsito em julgado da sentença; 
e) transferência e inclusão de preso provisório em estabelecimento penal federal de segurança 
máxima. 
 
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Questão 10: 
A lei processual penal admite 
a) interpretação de costumes e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios 
gerais de direito. 
b) interpretação restritiva, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. 
c) aplicação analógica apenas in bonam partem. 
d) interpretação extensiva sem aplicação da analogia. 
e) aplicação em todo o território brasileiro, sem exceção. 
 
Gabarito: 1-E, 2-A, 3-B, 4-E, 5-C, 6-D ,7-A ,8-E ,9-A ,10- A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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