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Medicina veterinária Bacteriologia e micologia veterinária Dermatófitos e Sporothrix Dermatfitose São infecções de pele causados por uma grande variedade de fungos filamentosos que tem em comum a capacidade de degradar a queratina (queratinolíticos) - Dermatófitos Agentes etiológicos Fungos filamentosos - mais de 40 espécies Morfologia: Microsporum sp. ✓ Macroconídios fusiformes, grandes, multisseptados de paredes rugosas. Espécies: M. canis Morfologia: Trichophyton sp. ✓ Macroconídios quando existentes são delicados, clavados, multisseptados de paredes finas e lisas; Espécies: T. mentagrophytes, T. verrocosum e T. equinum Morfologia: Epidermophyton sp. ✓ Macroconídios clavados, robustos bi ou trisseptados com paredes lisas e espessas; Especie: E. flocosum Transmissibilidade e reservatórios Patogenia - Quantidade de esporos - Integridade da pele - Condições de umidade e temperatura - Adesão e permanência dos artroconídios no extrato córneo -> Invasão das hifas = Reação inflamatória/hipersensibilidade Formas clínicas Gatos: adultos são frequentemente assintomáticos podendo se manter como reservatórios; • Resposta imunológica IgG bem estabelecida; • Troca sazonal de pelos e hábitos de higiene dos gatos; • Cães e gatos – formação de reações granulomatosas, infecções secundárias Página 1 Medicina veterinária Bacteriologia e micologia veterinária Dermatófitos e Sporothrix Sporothrix Agente etiológico da Esporotricose: Sporothrix schenkii Complexo sporothrix Sporothrix schenkii (stricto senso) Sporothrix brasiliensis Sporothrix globosa Sporothrix mexicana Sporothrix pallida Sporothrix luriel - São fungos dimórficos (assumem duas formas) - A infecção é dependente de inoculação Transmissão ✓ Não penetra a pele intacta; ✓ Lesão traumática que insere o fungo em camadas mais profundas da pele; ✓ Via inalatória: Humanos imunocomprometidos, gatos com sintomas respiratórios; Epidemiologia - Doença rural/ associada ao trabalho - Epidemia urbana Rio de Janeiro O papel dos gatos • Comportamento: - Contato com solo (hábito de enterrar dejetos); - Hábito de ir à rua; - Contato com vegetais secos ou em decomposição (afiando unhas); - Mordedura e arranhadura em suscetível; - Felinos: auto-inoculação. Diagnóstico Diagnóstico Clínico e Epidemiológico – Difícil confirmar o agente pelo aspecto das lesões. Citopatologia: ✓Rápido, prático e não invasivo – Swab, aspirado, imprint; ✓Baixa sensibilidade em cães!!! • Histopatologia: análise microscópica dos tecidos • Cultivo: ✓Padrão-ouro – método definitivo! ✓Swab, curetagem, biópsia; Página 2 Medicina veterinária Bacteriologia e micologia veterinária Dermatófitos e Sporothrix Variadas formas clinicas - gatos Apresentações clínicas - cães Sem relatos de transmissão zoonótica Controle ✓ Apesar de configurar importante questão de saúde pública, não conta com um programa nacional de controle! ✓ Campanha de educação sobre posse responsável – restrição de “passeios”; ✓ Castração de animais; ✓ Eliminação de reservatórios); ✓ Incineração de cadáveres. Recomendações para clínica - Manejo do local, do material e dos instrumentos: - Mesa de atendimento: hipoclorito de sódio 1% + álcool 70%; - Piso e paredes: hipoclorito 1%; - Descarte de materiais perfuro cortantes; - Descarte de luvas, máscaras, toucas, aventais e outros: saco branco, com identificação de risco biológico; - Instrumentos cirúrgicos: lavagem e esterilização; - Animais submetidos à eutanásia ou necropsia: sacos brancos, com identificação de risco biológico até incineração; Página 3