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EAC 302 
1. Diferencie as Teorias Administrativas de Enfermagem e relacione com as 
atividades do enfermeiro gestor. 
Teorias Administrativas 
 É um conjunto de conhecimentos organizados que visa formatar o que se verifica 
como realidade. 
Teoria Científica: tem como principal teórico Taylor. Visava o aumento da produção e, 
para isso, preconizava a divisão do trabalho, a especialização do operário e a padronização 
das atividades. Ou seja, o operário passou a saber menos do todo para saber mais sobre a 
sua parte no trabalho. Além disso, valorizava-se o aumento salarial e um prêmio 
compatível com a produção, surgindo o conceito do “homem econômico”, onde o homem 
é motivado pela remuneração material, logo, quanto maior a remuneração, maior a 
produção. Outra característica é a supervisão funcional, ou seja, não só o funcionário é 
especializado, mas, também, o supervisor, ou seja, há uma autoridade funcional. A maior 
crítica à essa teoria é o seu aspecto mecanicista, ou seja, vê o seu funcionário como uma 
máquina, ignorando seus sentimentos, as relações interpessoais e os conflitos. Na 
enfermagem, possui reflexo na divisão do trabalho e na padronização das tarefas por meio 
da elaboração dos manuais de técnicas e de procedimentos e das escalas diárias de divisão 
de atividades. 
Teoria Clássica: tem como principal teórico Fayol. Visava a eficiência da organização 
pela adoção de uma estrutura adequada. Essa teoria foi influenciada pelo militarismo e 
pelas estruturas eclesiásticas, logo, Fayol concebeu a organização como uma estrutura 
rigidamente hierarquizada, estática e limitada. Fayol estabeleceu, também, alguns 
princípios como: divisão do trabalho, autoridade e responsabilidade, disciplina, unidade 
de comando, unidade de direção (plano para cada grupo de atividades que tenham o 
mesmo objetivo), subordinação do interesse particular ao geral, remuneração do pessoal, 
centralização, hierarquia, equidade e ordem. A divisão do trabalho era feita de maneira 
vertical e horizontal. Na vertical, houve o estabelecimento da autoridade linear, ou seja, 
há apenas um superior absoluto e todos os subordinados devem responder a ele. Já a 
divisão horizontal estabelece o agrupamento de atividades, ou seja, a 
departamentalização. Fayol também estabeleceu as funções administrativas, sendo: 
prever, organizar, coordenar, comandar e controlar. A grande crítica à essa teoria é de há 
preocupação apenas com a estrutura formal da organização, não admitindo a existência 
da estrutura informal, ou seja, as pessoas e suas relações interpessoais não são 
consideradas. O reflexo dessa teoria na enfermagem é que as pessoas e as relações não 
são consideradas, e as propostas de trabalho resultam em atividades rotineiras com 
avaliações exclusivamente quantitativas (quantidade > qualidade). 
Teoria das Relações Humanas: visa enfatizar a variável pessoas no lugar da estrutura, 
preocupando-se com os aspectos psicológico e sociológico do homem. Foi determinada 
pelas necessidades de humanização e democratização na administração de pessoal e pelo 
desenvolvimento das ciências humanas. Um marco no desenvolvimento dessa teoria foi 
uma experiência que concluiu que o nível de produção não era determinado pela condição 
física do trabalhador, mas pela integração do indivíduo no grupo social. Os pressupostos 
da Teoria Clássica foram refutados pela Teoria das Relações Humanas, que considerou 
as recompensas sociais como fatores determinantes do desempenho dos indivíduos. 
Passou-se a evidenciar a organização informal (pessoas e suas relações), e a importância 
da cooperação entre os trabalhadores, pois o trabalho é uma atividade grupal. O “homem 
econômico” passou a ser “homem social”. Por fim, temas relativos à motivação humana, 
à liderança, à comunicação e à dinâmica de grupo foram evidenciados nessa teoria. Como 
crítica, consideram essa teoria muito paternalista, ou seja, por conta da busca pela 
harmonia, abafavam os conflitos e ignoravam os confrontos entre empregado e 
administração. Na enfermagem, a teoria reflete a liderança e a boa comunicação do 
enfermeiro com a equipe. 
Teoria Burocrática: tem como principal teórico Weber. Visava organizar 
detalhadamente a empresa e controlar rigidamente suas atividades. Possui impessoalidade 
nas relações humanas. Mantém um caráter racional e uma sistemática divisão de trabalho. 
Possui foco na determinação de rotinas e procedimentos à risca das regras e normas. A 
determinação de procedimentos e rotinas é evidente, e os participantes são considerados 
profissionais pela especialização técnica. Weber traz 3 tipos de autoridade: tradicional, 
burocrática e carismática. As críticas são relacionadas ao exagero apego às regras e 
normas, ou seja, maior valorização à isso do que às pessoas e seus relacionamentos. Na 
enfermagem, há a valorização das normas e regras, quando a assistência segue o modelo 
da instituição, além da exigência de profissionais técnicos especializados. 
2. Diferencie a gestão do Cuidado e a gestão da Unidade. 
Gestão do Cuidado 
 O cuidado é um somatório de decisões quanto ao uso de tecnologias (leve – 
produção de vínculo; leves duras – saberes bem estruturados, taylorismo e o fayolismo; e 
duras – uso de equipamentos tecnológicos, máquinas e estruturas organizacionais), de 
articulação de profissionais e ambientes em um determinado tempo e espaço, que tenta 
ser o mais adequado possível às necessidades de cada paciente. 
 A gestão do cuidado é um sistema de cuidado que considera diversos aspectos, 
como: autonomia, individualidade, relações e atitudes profissionais. A gestão do cuidado 
tem foco tanto em uma unidade como na trajetória do usuário/paciente. São questões que 
demandam planejamento de recursos (físicos, materiais, de organização da força de 
trabalho), adoção de dispositivos, ferramentas e regulamentos, avaliação da qualidade das 
ações empreendidas e, por fim, correção das insuficiências, com formulação de novos 
planos e propostas. 
 A gestão do cuidado é realizada em 6 dimensões: individual, familiar, profissional, 
organizacional, sistêmica e societária. 
Individual – é a mais nuclear de todas as dimensões, engloba o cuidar de si, a autonomia 
e o processo de escolha do indivíduo. 
Familiar – assume importância diferente em momentos diferentes da vida. Tem como 
atores pessoas da família, amigos e vizinhos. 
Profissional – relação entre profissionais e usuários, exigindo competências técnicas dos 
profissionais, postura ética, e a capacidade de construir vínculos com os pacientes. 
Organizacional – relacionada aos serviços de saúde no que se refere à gerência. 
Sistêmica – visa construir conexões entre os serviços de saúde, para que se criem redes 
de cuidado mais amplas e abrangentes. 
Societária – abrange os diversos atores que influenciam e são influenciados. 
 A gestão do cuidado possui alguns instrumentos, como: 
Acolhimento nas unidades de saúde – processo de promoção à saúde que implica a 
responsabilização da equipe pelo usuário, desde a chegada até a saída, fazendo uma escuta 
qualificada e garantindo uma atenção integral. É um momento de construção de vínculos. 
Classificação e estratificação de risco – o Ministério da Saúde preconizou o Modelo de 
Manchester, que identifica os pacientes por cores, de acordo com os seus sintomas. 
Visita domiciliar – envolve ações de promoção a saúde, prevenção, tratamento de doenças 
e reabilitação desenvolvidas em domicílio. Essa forma de cuidar quebra com o 
tradicionalismo das unidades de saúde e auxilia na criação de um vínculo entre equipes e 
usuários/famílias. 
Projeto terapêutico singular (PTI) – conjunto de propostas de condutas terapêuticas 
articuladas para um sujeito individual ou coletivo. A ideia central é a consideração das 
singularidades de cada paciente. Possui 4 momentos: diagnósticos p/ riscos e 
vulnerabilidades, definição de metas, divisão das responsabilidadesna equipe e 
reavaliação das metas do PTS. 
Gestão da Unidade 
 É a gestão das atividades que envolvem a área da saúde, de contato direto com o 
paciente, com a finalidade de assegurar padrões clínicos ótimos, de aumentar a eficiência, 
de diminuir os riscos para usuários e profissionais, de prestar serviços efetivos e de 
melhorar a qualidade da atenção à saúde. 
 No Brasil, a gestão da unidade tem seu foco na utilização de ferramentas, ou seja, 
em tecnologias de gestão da clínica. Essas tecnologias são: 
Gestão de caso – identificação de casos (pacientes), com potencial de elevada demanda 
por serviços, com o objetivo de adequar os recursos disponíveis às necessidades dos 
pacientes e obter uma relação mais favorável entre o custo e a efetividade. 
Gestão de patologia – uso de intervenções clínicas, educacionais e gerenciais relativas a 
uma determinada condição de doença, visando a adoção de práticas firmadas em 
evidências científicas, menor variabilidade de condutas e maior racionalidade no uso de 
recursos. 
Diretrizes clínicas – recomendações sistematicamente desenvolvidas para orientar os 
profissionais e os pacientes acerca de cuidados de saúde apropriados (benefícios > 
consequências negativas) em circunstâncias clínicas específicas. Visa reduzir as condutas 
e decisões com pouco ou nenhum embasamento cientifico. 
Monitoramento de desempenho – ajuda a dar sustentabilidade à gestão da unidade como 
ferramenta de avaliação da efetividade da assistência. Permite verificar inadequações nas 
práticas e a obtenção de melhores resultados. 
PCDA – metodologia utilizada para identificar problemas, monitorar resultados dos 
processos de cuidar, planejar ações preventivas, prevenir erros e eventos adversos. 
P  Planejamento. Consiste em estabelecer metas sobre os itens de controle e estabelecer 
a maneira para se atingir as metas propostas. 
D  Execução. Executar as tarefas exatamente como previstas no plano de ação e coletar 
dados para a verificação do processo. 
C  Verificação. A partir dos dados coletados na execução, comparam-se os resultados 
alcançados com as metas planejadas. 
A  Atuação corretiva. Detecta-se o erro e faz as devidas correções. Nessa etapa, podem 
ser utilizados métodos como o 5W2H. 
3. Descreva o papel e as funções do enfermeiro gestor. 
 Possui as funções de organizar, liderar, planejar, gerenciar, operacionalizar, 
coordenar a equipe, controlar o tempo de ação, dirigir e delegar atividades. 
 Para tal, um enfermeiro gestor precisa ter algumas características inerentes a sua 
prática, como: perfil de liderança, boa comunicação, capacidade de lidar com conflitos, 
conhecimento técnico e científico, ética. Uma equipe sempre será o reflexo da imagem 
de um líder, por isso, há a necessidade de ser um bom líder! 
4. Diferencie as dimensões do enfermeiro gestor (assistir, educar, gerir, pesquisar e 
participar politicamente). 
 Para diferenciar as dimensões, é necessário entender os componentes do processo 
de trabalho: objeto (aquilo que se trabalha), agentes (quem produz o serviço), 
instrumentos (dita como o trabalho é feito), finalidade (razão do trabalho), métodos de 
trabalho (produz o bem ou serviço), produtos (causam um efeito no mundo). 
Assistir 
Objeto: cuidado de indivíduos. 
Agentes: profissionais da saúde. 
Instrumentos: conhecimento. 
Finalidade: manter a saúde. 
Métodos de trabalho: SAE. 
Produtos: pessoa saudável. 
Administrar 
Objeto: agentes do cuidado. 
Agentes: enfermeiro. 
Instrumentos: teorias da administração de enfermagem. 
Finalidade: coordenar o trabalho. 
Métodos de trabalho: PODC. 
Produtos: eficiência do trabalho. 
Ensinar 
Objeto: profissional querendo aprender. 
Agentes: aluno e professor. 
Instrumentos: teorias de enfermagem. 
Finalidade: aperfeiçoar o profissional. 
Métodos de trabalho: metodologia ativa. 
Produtos: enfermeiro competente. 
Pesquisar 
Objeto: conhecimento em enfermagem. 
Agentes: enfermeiro. 
Instrumentos: pensamento crítico. 
Finalidade: aprimorar a enfermagem. 
Métodos de trabalho: métodos quanti e quali. 
Produtos: novos conhecimentos. 
Participar Politicamente 
Objeto: representante da enfermagem. 
Agentes: enfermeiros e políticos. 
Instrumentos: conhecimento político. 
Finalidade: melhorar condições de trabalho. 
Métodos de trabalho: negociação. 
Produtos: poder e conhecimento. 
5. Quais as ações do enfermeiro relacionado a gestão de pessoas? E quais os 
principais marcos legais? 
 As ações do enfermeiro na gestão de pessoas estão relacionadas com o processo 
de dimensionamento de pessoal, seleção de pessoal e da formulação de escalas. 
Dimensionamento de Pessoal 
 É feito de acordo com os tipos de cuidado, o cálculo da força média de trabalho 
para cada cuidado e do cálculo do pessoal de enfermagem necessário para cada unidade. 
Seleção de Pessoal 
 Tem a finalidade de analisar e decidir sobre qual o indivíduo que melhor se adapta 
ao tipo de trabalho a ser desempenhado, objetivando uma maior eficiência individual e 
grupal. 
Formulação de Escalas 
Objetiva dividir as atividades de enfermagem, de maneira equitativa, a fim de 
evitar sobrecargas para algum funcionário. Existem 3 tipos de escalas: mensal, diária e de 
férias. 
 Para tais ações, deve ser considerada a Resolução COFEN 543/2017, um marco 
legal, que regulamenta a prática de dimensionamento de pessoal. 
6. Enumere as atribuições relacionadas ao papel do enfermeiro gestor, relacionando 
aos processos de trabalho internos e externos da Unidade. 
 O papel do enfermeiro gestor é influenciado pelo processo administrativo, que, foi 
inicialmente formulado por Fayol, ganhando novas formas advindas da Teoria 
Neoclássica, sendo composto, atualmente, pelas seguintes funções administrativas: 
planejamento, organização, direção e controle. 
Planejamento 
 O planejamento determina antecipadamente o que se deve fazer e quais os 
objetivos que devem ser atingidos, ou seja, é um modelo para uma ação futura, tratando-
se de estratégias para enfrentar incertezas e mudanças futuras. Possui 6 fases: 
 Fase 1 – conhecimento do sistema como um todo 
O pré-requisito para formular os objetivos é conhecer o sistema como um todo. 
Possui base na Teoria de Sistemas, e, basicamente, tem a ideia geral de que conhecendo 
o sistema, facilita o ponto de partida para realizar um planejamento. 
 Fase 2 – determinação de objetivos 
Os objetivos são resultados futuros que se pretendem atingir. Em qualquer 
organização há uma hierarquia vertical de objetivos, ou seja, no ponto superior estariam 
os objetivos da instituição, depois os objetivos de cada departamento, e assim por diante. 
 Fase 3 – estabelecimento de prioridades 
Uma vez estabelecidos os objetivos, é necessário estabelecer as prioridades para 
que eles possam ser alcançados. 
 Fase 4 – seleção dos recursos disponíveis 
É feito um levantamento dos recursos necessários para implementar as ações, 
devendo ter bem claro os recursos disponíveis (englobando os recursos humanos, 
materiais e físicos). Assim, são feitas estratégias para otimizar esses recursos ao máximo. 
 Fase 5 – estabelecimento do plano operacional 
O planejamento pode ser visualizado sob várias dimensões, podendo ser 
classificado em planejamento estratégico, tático ou operacional. 
- Planejamento estratégico: constitui-se de planos de longo alcance, estabelecidos ao nível 
mais global, que visam à implantação de estratégias que serão executadas e detalhadas ao 
nível tático. Por serem de maior abrangência, não são detalhados. E por serem de longo 
alcance, deve ser flexível para adaptar-se as possíveis mudanças. 
- Planejamento tático: constitui-se de planos de média abrangência e de médio alcance. 
São mais detalhados. Traduzem programas que serão realizados para alcançar alguma 
finalidade. Respondem à questão “como deve ser feito”. 
- Planejamento operacional: planos de curto alcance, são ações atuais dainstituição. 
Basicamente, respondem “quem vai fazer o que, quando e onde”, uma sequência 
cronológica de tarefas específicas. 
 Fase 6 – desenvolvimento 
Engloba o desenvolvimento do programa, sua aprovação e sua execução. É a hora 
de colocar tudo em prática. Nessa fase, a coordenação é imprescindível para minimizar 
possíveis atritos. 
Há também a avaliação das ações, para medir os resultados em relação aos 
objetivos que foram estabelecidos, e corrigir possíveis falhas. 
Organização 
 Consiste em determinar atividades específicas necessárias para alcançar os 
objetivos planejados, agrupar essas atividades em uma estrutura lógica e designá-las para 
pessoas específicas. A organização pode ser estruturada em 3 níveis: 
 Nível 1 – organização no nível global 
É a organização que abrange a empresa como uma totalidade. É o desenho 
organizacional, que pode assumir 3 tipos: a organização linear, a funcional e a do tipo 
linha-staff. 
- Linear: é mais comum em empresas pequenas, e estabelece a hierarquia da autoridade. 
A principal característica é a autoridade única e absoluta do superior sobre seus 
subordinados, cada subordinado recebe ordens e deve obedecer exclusivamente ao seu 
superior. Possui influência militar. A rapidez no trabalho é mais importante que a 
qualidade. 
- Funcional: aplica o princípio da especialização das funções. Diferente da linear, não há 
apenas um superior e não há hierarquização. Cada subordinado reporta-se a vários 
superiores, porém somente nos assuntos da especialização de cada um. Nenhum superior 
tem autoridade total sobre um subordinado. 
- Linha-staff: é a combinação da organização linear e funcional, pegando apenas as 
vantagens dos dois. Possui características dos dois. Há predominância da organização 
linear. 
 Nível 2 – organização no nível departamental 
É a organização que abrange cada departamento/setor da empresa. É o chamado 
desenho departamental ou simplesmente departamentalização, que é um meio para se 
obter homogeneidade de tarefas em cada órgão. O desenho departamental decorre 
da diferenciação de atividades dentro da empresa. À medida que ocorre 
a especialização com o trabalho e o aparecimento de funções especializadas, a empresa 
passa a necessitar de coordenação dessas diferentes atividades, agrupando-as em 
unidades maiores. Quando a empresa cresce, as suas atividades não podem ser 
supervisionadas diretamente pelo proprietário ou pelo diretor. Essa tarefa de supervisão 
pode ser facilitada atribuindo-se a diferentes departamentos a responsabilidade pelas 
diferentes fases ou aspectos dessa atividade. 
 Nível 3 – organização no nível das tarefas e operações 
É a organização que focaliza cada tarefa, atividade ou operação especificamente. 
É o chamado desenho dos cargos ou tarefas. É feita por meio da descrição e análise dos 
cargos. 
 A organização, também, pode ser dividida pelos níveis hierárquicos: 
- Nível institucional ou estratégico: corresponde a direção da empresa, ou seja, o nível 
mais alto de sua estrutura, e é responsável por determinar objetivos e estratégias 
organizacionais, trabalhando com o todo da organização, coordenando a integração das 
áreas, e com assuntos de longo prazo, além destes aspectos, é este nível que se relaciona 
com o ambiente externo da organização. 
- Nível gerencial ou tático: se refere à administração interna, respondendo pela alocação 
de recursos internamente na organização. O nível gerencial ou tático está entre o nível 
institucional e o nível técnico, devido a isso, é denominado de linha intermediária. Seu 
papel é traduzir as estratégias, e desdobrá-las em planos e programas, que serão 
executados pelo pessoal técnico. Este nível se preocupa em detalhar os problemas, desde 
a captação até a alocação de recursos dentro das unidades organizacionais. 
- Nível técnico: possui certo nível de divisão do trabalho, e é controlado por uma 
organização gerencial, em que esta, por sua vez, é controlada pelo sistema institucional e 
pela comunidade. Corresponde aos executores das funções individuais apresentadas, ou 
seja, seu trabalho é relacionado a fabricação dos produtos e à prestação de serviços. Este 
nível segue programas e rotinas desenvolvidas pelo nível gerencial, sendo voltado para o 
curto prazo, é onde ocorre a maior padronização das atividades. É o nível mais baixo da 
hierarquia. 
Direção 
 Após o planejamento e a organização, chega, enfim, o momento de colocar os 
objetivos em prática. Assim, a etapa de direção possui o papel de acionar e dinamizar a 
empresa. Está relacionada diretamente com a ação e com a atuação sobre os recursos 
humanos da empresa. Sem recursos humanos, sem pessoal, uma empresa não consegue 
seguir adiante, logo, as pessoas precisam ser aplicadas em seus cargos e funções, 
treinadas, guiadas e motivadas para alcançarem os resultados que delas se esperam. Além 
disso, nessa etapa é muito importante uma boa orientação por meio de uma adequada 
comunicação e habilidade de liderança e de motivação, inerentes ao trabalho do 
enfermeiro. 
 Possui 7 etapas: identificação do problema, coleta de dados, análise dos dados, 
descrição de soluções alternativas, escolha ou decisão, implementação e avaliação. 
 Há alguns métodos para realizar, como brainstorming e análise do campo de 
forças. 
Controle 
 Possui a finalidade de assegurar que os resultados das outras funções 
administrativas se ajustem aos objetivos previamente estabelecidos. Ou seja, funciona 
como um controle para verificar se os objetivos e os resultados esperados estão sendo 
alcançados. 
 É composto de 4 fases: 
 Fase 1 – estabelecimento de padrões ou critérios 
São balizamentos que proporcionam meios para se estabelecer o que se deverá 
fazer e qual o desempenho ou resultado a ser aceito como normal ou desejável. 
 Fase 2 – observação do desempenho 
Autoexplicativo. 
 Fase 3 – comparação do desempenho com o padrão estabelecido 
Observar se o desempenho está se adequando aos padrões e aos critérios 
estabelecidos previamente, a fim de detectar eventuais erros. É feito por meio de gráficos, 
índices, porcentagens. 
 Fase 4 – ação corretiva 
Corrigir os erros para fazer com que aquilo que é feito esteja de acordo com o que 
se pretendia fazer. 
Relacionando aos processos de trabalho, internamente o enfermeiro utiliza o 
PODC para realizar trabalhos como a padronização de manuais, normas, rotinas, ou seja, 
ações que acontecem dentro da unidade. Já externamente, o trabalho do enfermeiro está 
mais ligado ao PGRSS, a organização da agenda do ambulatório, responder parecer, 
realizar a escala dos residentes, ao CCIH, ou seja, o que está acontecendo fora da unidade. 
7. Organize as ações de organização de uma Unidade de Saúde conforme os 
princípios da qualidade. 
 Donabedian acrescenta que a qualidade da assistência não se constitui num 
atributo abstrato, e, sim, que é construída pela avaliação da assistência através de três 
dimensões: estrutura, processo e resultado. 
Estrutura 
Implica as características relativamente estáveis das instituições. São os recursos 
físicos, humanos, materiais e financeiros necessários para a assistência médica, os quais 
correspondem às suas características mais estáveis. Para o autor, é difícil quantificar a 
influência ou contribuição exata desse componente na qualidade final da assistência 
prestada, mas é possível falar em termos de tendências, ou seja, uma estrutura mais 
adequada aumenta a probabilidade de a assistência prestada ser de melhor qualidade. 
Processo 
Abrange todas as atividades envolvendo profissionais de saúde e pacientes, com 
base em padrões pré-estabelecidos. A partir destas relações é que se obtêm os resultados 
da assistência e a valoração da qualidade. A análise pode ser sob o ponto de vista técnico-
assistencial e/ ou administrativo. Entre outros fatores, no processo aparecem os aspectos 
éticos e da relação médico/profissional/equipe de saúde-paciente. Em suma, tudo o que 
diz respeito ao tratamento diretamente e no momento em que ele está ocorrendo pode ser 
considerado como processo. 
Resultado 
É a obtenção das características desejáveis dos produtos ou serviços, retratando os 
efeitos da assistência na saúde do cliente da população. Dessa forma, é o produto final da 
assistência prestada, considerando saúde, satisfação de padrões e de expectativas. 
8. Enumere os pilares da qualidade. 
 Para Donabedian, qualidade é definida como um conjunto de atributos que inclui 
um nível de excelência profissional, o uso eficiente de recursos, um mínimo de risco e 
um alto grau de satisfação aos usuários, considerando-se essencialmente os valores 
sociais existentes. 
 Há 7 pilares que fundamentam a qualidade de acordo com Donabedian: eficácia, 
efetividade, eficiência, otimização, aceitabilidade, legitimidade e equidade. 
Eficácia 
 É a capacidade de produzir melhorias no setor de saúde. Significa o melhor que 
se pode fazer nas condições mais favoráveis dado o estado do paciente. 
Efetividade 
 É o grau em que o cuidado, cuja qualidade está sendo avaliada, alcança o nível de 
melhoria de saúde, cujos estudos de eficácia tenham estabelecido como alcançáveis. 
Eficiência 
 É a medida do custo com o qual dada uma melhoria na saúde é alcançada. Se duas 
estratégias de cuidado são igualmente eficazes e efetivas, a mais eficiente é a de menor 
custo. 
Otimização 
 É o emprego da relação custo benefício na assistência à saúde. 
Aceitabilidade 
 É a adaptação do cuidado aos desejos, expectativas e valores dos clientes e 
familiares. Depende da efetividade, da eficiência e da otimização, além da acessibilidade 
do cuidado e das características da relação profissional de saúde-cliente. 
Legitimidade 
 É a aceitabilidade do cuidado da forma como é visto pela sociedade em geral. 
Equidade 
 É o princípio pelo qual se determina o que é justo ou razoável na distribuição do 
cuidado e de seus benefícios entre os membros de uma população. 
9. Diferencie o conceito de competência em suas três dimensões, exemplificando com 
ações práticas em cada uma delas. 
 A competência pode ser compreendida como um conjunto de conhecimentos, 
habilidades e atitudes 
Conhecimento 
É o saber da pessoa. São as informações, os dados e conceitos que o indivíduo 
armazenou e que podem ser usados por ele em seu trabalho. Corresponde a uma série de 
informações assimiladas e estruturadas pelo indivíduo. 
Habilidades 
É o saber fazer. A capacidade que a pessoa tem de utilizar os conhecimentos que 
possui na prática. Corresponde à capacidade de aplicar e fazer uso do conhecimento 
adquirido. 
Atitudes 
É o querer fazer. Estão relacionadas ao modo como a pessoa lida com seus 
sentimentos e maneiras de pensar e como estes afetam seu comportamento. Refere-se aos 
aspectos sociais e afetivos relacionados ao trabalho que explicam o comportamento do 
indivíduo. 
10. Conceitue o Plano de Gerenciamento de Resíduos, suas fases, manejos e 
processos de aplicação prática. 
 Em 2006, a Anvisa e o Ministério da Saúde criaram o Plano de Gerenciamento de 
Resíduos (PGRSS), com o objetivo de minimizar a geração e os problemas decorrentes 
do manejo dos resíduos sólidos e líquidos, buscando alternativas que favorecem a 
reciclagem, a redução dos riscos na área de saneamento ambiental e da saúde pública. O 
gerenciamento de resíduos deve basear-se em ações preventivas, preferencialmente às 
ações corretivas, e ter uma abordagem multidisciplinar, considerando que os problemas 
ambientais e suas soluções são determinados não apenas por fatores tecnológicos, mas, 
também, por questões econômicas, físicas, sociais, culturais e políticas. 
 Os resíduos de serviço de saúde podem ser subdividos em 5 grupos diferentes: 
infectante, químico, radioativo, reciclável, resíduos comuns e perfurocortante. 
 O manejo dos resíduos de saúde é o conjunto de ações voltadas ao gerenciamento 
dos resíduos gerados. Deve focar os aspectos intra e extra-estabelecimento, indo desde a 
geração até a disposição final, incluindo 9 etapas: 
Segregação 
 Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo 
com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos 
envolvidos. 
Acondicionamento 
 Consiste no ato de embalar os resíduos segregados em sacos ou recipientes 
impermeáveis que evitem vazamentos e resistam às ações de punctura e ruptura. A 
capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração 
diária de cada tipo de resíduo e é proibido o esvaziamento ou reaproveitamento dos sacos. 
 Os sacos devem ser colocados em coletores de material lavável, resistente ao 
processo de descontaminação utilizado pelo laboratório, com tampa provida de sistema 
de abertura sem contato manual, e possuir cantos arredondados. 
Identificação 
 Permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes, 
fornecendo informações ao correto manejo. Devem ser identificados os sacos de 
acondicionamento, os recipientes de coleta interna e externa, os recipientes de transporte 
interno e externo e os locais de armazenamento, utilizando-se símbolos, cores e frases, de 
acordo com cada grupo específico, tendo em vista a norma 7.500 da ABNT. 
Transporte Interno 
 Consiste no translado dos resíduos dos pontos de geração até o local destinado ao 
armazenamento temporário. Para tal, deve ser feito um roteiro prévio para não coincidir 
com os horários de distribuição de roupas, alimentos e medicamentos, períodos de visita 
ou maior fluxo de pessoas. 
 Os carros para transporte interno devem ser constituídos de material rígido, 
lavável, impermeável, resistente ao processo de descontaminação determinado pelo 
laboratório, provido de tampa articulada ao próprio corpo de equipamento, cantos e 
bordas arredondados, e identificados com o símbolo correspondente ao risco do resíduo 
contido nele. 
Armazenamento Temporário 
 Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já 
acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro 
do estabelecimento e otimizar o deslocamento entre os pontos geradores e o ponto 
destinado à apresentação para a coleta externa. Não pode ser feito armazenamento 
temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, sendo obrigatória a conservação 
dos sacos em recipientes de acondicionamento. 
 O armazenamento temporário pode ser dispensado nos casos em que a distância 
entre o ponto de geração e o armazenamento externo justifiquem. 
 A área destinada à guarda dos carros de transporte interno de resíduos deve ter 
pisos e paredes lisas, laváveis e resistentes ao processo de descontaminação utilizado, 
possuir ponto de iluminação artificial e área suficiente para armazenar, no mínimo, dois 
carros coletores. 
Tratamento 
 Consiste na descontaminação dos resíduos por meios físicos ou químicos, 
realizado em condições de segurança e eficácia comprovada, no local de geração, a fim 
de modificar as características químicas, físicas ou biológicas dos resíduos e promover a 
redução, eliminação ou a neutralização dos agentes nocivos à saúde humana, animal e ao 
ambiente. 
Armazenamento Externo 
 Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da etapa de coleta 
externa, em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. 
Coleta e Transporte Externos 
 Consistem na remoção dos resíduos do local de armazenamento externo até a 
unidade de tratamento ou disposição final, utilizando-se de técnicas que garantam a 
preservação das condições de acondicionamento e a integridade dos trabalhadores, da 
população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos 
de limpeza urbana. 
Disposição Final 
 Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para recebê-
los, obedecendoa critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento 
ambiental de acordo com o CONAMA. 
11. Cite e explique os quatro componentes da comunicação não violenta de Marshall. 
 A comunicação não violenta é uma habilidade de comunicação que reformula a 
maneira pela qual nos expressamos e ouvimos os outros, tornando nossas respostas mais 
conscientes e promovendo o respeito, a atenção e a empatia. 
 A comunicação não violenta possui 4 componentes: observação, sentimento, 
necessidade e pedido. 
Observação 
 É a primeira etapa. Observamos o que está de fato acontecendo numa situação, 
tentando não realizar julgamentos prévios, mas, simplesmente dizer o que nos agrada ou 
não naquilo que as pessoas estão fazendo. 
Sentimento 
 No segundo componente, identificamos como nos sentimos ao observar aquela 
determinada ação. 
Necessidade 
 No terceiro ponto, reconhecemos quais de nossas necessidades estão ligadas aos 
sentimentos que identificamos, ou seja, o que está de fato causando os nossos 
sentimentos. 
Pedido 
 Por fim, realizamos o pedido. Esse componente enfoca o que estamos querendo 
da outra pessoa para enriquecer nossa vida.