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AULA 1 - COMUNICAÇÃO • Comunicação • Linguagem Verbal de Linguagem Não Verbal • Níveis de Linguagem • Variedades Linguísticas • Elementos da Comunicação CONTEXTUALIZANDO A APRENDIZAGEM Olá, Querido(a) Aluno(a)! Nesta primeira Aula da Disciplina Leitura e Produção de Textos, você terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a Linguagem Verbal e a Linguagem Não Verbal, além de estudar sobre a Língua e suas variedades. Também será o momento de você compreender melhor os elementos que compõem um ato comunicativo e como a Comunicação ocorre. Os Níveis da Linguagem serão discutidos aqui com o objetivo de ajudá-lo(a) em seus diversos momentos de uso da Língua. Para começar, leia e pense sobre a seguinte frase: “Quem não se comunica, se trumbica!” Essa frase é atribuída a um antigo comunicador da TV brasileira, o Chacrinha. Apesar de seus possíveis 40 anos, essa frase ainda vale para exemplificar como a Comunicação é importante para todas as pessoas. E, mais; a frase, também, expõe que a falta de comunicação pode levar qualquer um a se “trumbicar”, ou seja, a sair-se mal, a ser malsucedido em algo; desde uma simples conversa entre amigos até a exposição profissional sobre os objetivos de um produto, por exemplo. Ninguém deseja “passar vergonha”, ou “fazer feio” em alguma coisa, não é mesmo? Principalmente, quando se trata de manter uma comunicação com alguém! Portanto, a sua oportunidade, a partir de agora, é a de conhecer um pouco mais sobre o que é e como melhorar a sua capacidade de comunicar-se em diversos níveis. Mapa mental panorâmico Para contextualizar e ajudá-lo(a) a obter uma visão panorâmica dos conteúdos que você estudará na Aula 1, bem como entender a inter-relação entre eles, é importante que se atente para o Mapa Mental, apresentado a seguir: COMUNICAÇÃO 1 LINGUAGEM VERBAL E LINGUAGEM NÃO VERBAL 2 NÍVEIS DE LINGUAGEM 3 A COMUNICAÇÃO E A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICA 3.1 LETRAMENTO DIGITAL 3.2 FLUÊNCIA TECNOLÓGICA 4 UNIDADE E VARIEDADE LINGUÍSTICA 5 ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO COMUNICAÇÃO 1 LINGUAGEM VERBAL E LINGUAGEM NÃO VERBAL Figura 1 - Comunicação FONTE: Tirinha Ajuda Acesso em 09/07/17 Você pode notar que, ao buscar se comunicar com seus amigos, Garfield acabou produzindo um efeito de sentido que não era por ele desejado. A interpretação que seu dono Jon e o cãozinho Odie dão à sua postura ereta, olhando para cima, em nada se aproxima da verdadeira razão de seu comportamento: a dor nas costas. No terceiro quadrinho, encontramos Garfield destacando essa situação ao afirmar acontecer naquele instante uma “falha de comunicação”. E, é a partir dessa falha que o humor é garantido na tirinha. Sem a intenção de fazer com que as outras pessoas olhassem para cima, ao tentar simplesmente uma melhor postura em função do seu torcicolo, o Gato acaba transmitindo uma mensagem não desejada aos companheiros. Essa tirinha vai nos ajudar a entender muito do que será abordado nesta Aula sobre Comunicação. O primeiro ponto importante é notar como o cartunista produziu a tirinha: há nela, palavras e imagens, ou seja, diferentes linguagens. Diferentemente dos outros animais, nós, seres humanos, possuímos a capacidade de utilizar a linguagem tanto para o estabelecimento de interlocuções quanto para a reflexão sobre nós e sobre o mundo que nos cerca. A Linguagem, portanto, pode ser considerada como a capacidade que o ser humano possui de se comunicar; utilizando, para tanto, sinais e palavras (escritas ou não). Já quando utilizamos um determinado código para essa comunicação, estamos fazendo uso de uma Língua. A Língua é a realização material da Linguagem, ou seja, ela é um conjunto de elementos ordenados que, compartilhados por um grupo social, é utilizado para a comunicação. O gramático Evanildo Bechara entende Linguagem como “qualquer sistema de signos simbólicos empregados na intercomunicação social para expressar e comunicar ideias e sentimentos, isto é, conteúdos da consciência” (BECHARA, 2009, pág. 28). Conforme o autor, a Linguagem realiza-se pela Língua, ou seja, por meio de um sistema (conjunto de unidades organizadas) de símbolos – traços – linguísticos. http://4.bp.blogspot.com/-aJH-cA1tCMs/VeJupn9rMeI/AAAAAAAA8Ew/eu5kV6qBTgw/s1600/ga840228.jpg Dependendo de como e de quais elementos são utilizados em um ato comunicativo, você poderá encontrar o uso de palavras (escritas ou não) e/ou de imagens para a efetivação dessa comunicação. Eis a diferença entre Linguagem Verbal e Linguagem Não Verbal. A Linguagem Verbal é aquela que possui a palavra como base. Você vai utilizar essa linguem durante a escrita e/ou durante a fala. A Linguagem Não Verbal é aquela que não utiliza palavras (escritas ou faladas). Ela é composta por imagens, símbolos, desenhos, dança, gestos, pintura, etc. Observe os exemplos: Figura 2 - Linguagem Não Verbal FONTE: Imagem placa Acesso em 09/07/17 A imagem acima é um exemplo de uso da Linguagem Não Verbal. Ao utilizar desenhos que nos lembram um homem e uma mulher, o autor da imagem objetivou identificar, assim, banheiros masculino e feminino. Entretanto, se a opção fosse por uma placa com os dizeres “Banheiros Masculino e Feminino”, a linguagem utilizada, nesse caso, seria a Linguagem Verbal. Ainda, resta uma situação para refletirmos: E, se você encontrasse a placa a seguir, qual teria sido o tipo de Linguagem utilizada? Figura 3 - Linguagem Mista FONTE: NEAD UNIARAXÁ Ao perceber que, na placa indicada, você encontra tanto a utilização de imagens quanto a de palavras, você pode compreender que se trata da utilização do que é chamado de Linguagem Mista. Por definição, a Linguagem Mista é aquela em que aparecem tanto palavras quanto imagens. Ela, também, é chamada de híbrida, pois envolve as duas modalidades acima descritas. A utilização dessa Linguagem é bem comum. A tirinha do Garfield, que apareceu no início desse tópico em estudo, é um exemplo de uso dessa Linguagem. Nela, você acompanhou a historinha, observando os desenhos e as falas escritas de cada uma das personagens. Agora, é o momento de pensarmos nas escolhas que são feitas, quando se vai buscar a comunicação com alguém. Ou seja, quando vamos falar ou escrever, por exemplo, o falante de uma Língua realiza escolhas linguísticas que acabam revelando o nível de conhecimento que ele possui da Língua e dos seus mecanismos de utilização. Vamos ampliar essa explicação? 2 NÍVEIS DE LINGUAGEM Todo e qualquer tipo de comunicação entre pessoas apresenta diversos Níveis de Linguagem. Diferentes situações comunicativas requerem distintos níveis de uso da Língua. Um jornalista, no exercício de sua profissão, deve apresentar um nível de conhecimento e uma utilização da Língua distante do que é encontrado na fala descontraída de dois colegas de escola, no horário do recreio, não é mesmo? A forma como você utiliza a Língua que é compartilhada em sua comunidade linguística é bastante individual, cabendo a você controlar as escolhas dos signos linguísticos (palavras) envolvidos em cada ato comunicativo. Ou seja, dependendo da sua intenção comunicativa, do seu interlocutor e do seu conhecimento da Língua, você fará escolhas que vão lhe parecer as mais adequadas para a transmissão de uma mensagem. http://static2.minhalojanouol.com.br/sinalcamp/produto/multifotos/20161028184831_7086992914_DM.jpg A partir dessas escolhas, é possível destacar os seguintes Níveis Linguísticos: Linguagem Culta (ou Formal) Aquela que segue o padrão indicado pela Gramática Normativa, tradicional. Esse nível de Linguagem é empregado por pessoas possuidoras de um nível de escolarização mais consistente. É ele que serve de padrão para o ensino e a redação de documentos e textos oficiais. Vale lembrar que esse é o nível de utilização da Língua que você deve utilizar durante as produções de textos e para as respostas das atividades, sempre propostas nesse Curso em estudo. Linguagem Coloquial (ou Informal) Nem sempre atendendo às regras da Gramáticatradicional, esse nível de Linguagem é usado diariamente pelos falantes da nossa Língua. Há, nesse uso, certa descontração, mas não ocorre o rompimento total com o padrão da Língua. Ele é comum em ambiente familiar, pois sua característica principal é a espontaneidade. O uso de gírias e palavras que não encontramos em dicionários é comum e até aceitável. Só não se pode esquecer de que esse nível não é inculto, pois há regras e normas gramaticais que não serão quebradas para que a comunicação possa ocorrer. Linguagem Popular (ou Linguajar) Esse nível de Linguagem aparece em diálogos entre pessoas com baixa ou nenhuma escolarização. Não existe nenhuma preocupação com a correção e com a obediência gramatical. É comum o uso de expressões vulgares e grosseiras, de palavrões e de gírias. Linguagem Especial (ou Técnica) É aquela marcada por um conhecimento especial, técnico ou de interesse comum entre os membros de determinado grupo social. Aqui, encontra-se a fala de certos profissionais no exercício de suas profissões, como por exemplo, um médico, um advogado ou um programador. Linguagem Literária (ou Artística) É a utilização do código linguístico (a Língua) com fins expressivos. O objetivo principal é provocar o prazer estético nas pessoas. Se, em função do caráter individual de utilização da Língua, foi possível entender os diversos Níveis Linguísticos citados acima, também devemos reconhecer que vários são os fatores que podem provocar variações linguísticas. 3 A COMUNICAÇÃO E A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICA A comunicação ganhou novos horizontes com o crescente desenvolvimento tecnológico que temos percebido ao longo dos anos. É muito perceptível a existência de uma esfera virtual de comunicação que tanto pode ampliar a produção e a circulação de textos e documentos quanto pode gerar limitações para quem não acompanha tantas novidades em relação a gêneros textuais inseridos dentro e fora de ambientes de formação educacional e profissional. As máquinas e equipamentos modernos trouxeram consigo necessidades de se produzir e de interpretar textos cujos fins específicos estão ligados às suas exigências particulares. Imagine-se recebendo um equipamento tecnológico moderno. A visita ao manual de instruções e de operação é algo muito comum. No entanto, também é totalmente natural a visita a ambientes virtuais - como o Youtube - que servem de suporte para a disseminação de várias postagens de instruções visuais – oficiais ou não – prometendo uma ajuda simples ou até mesmo algo mais aprofundado sobre o funcionamento desse equipamento. A própria utilização de linguagens verbal, não verbal e mista assume funções diferentes em contextos tecnológicos, pois há uma presença nesses contextos de elementos que vão além da circulação de simples palavras e imagens para a construção de variados textos. O papel dos movimentos, das mudanças de cenas e dos recursos imagéticos utilizados em muitos textos amplia os objetivos de interação comunicacional em diversos níveis. A produção textual hoje é estimulada a promover combinações de cores e letras, a inserção de imagens e a criação de títulos sugestivos e coerentes com a temática e o objetivo comunicacional. E é por isso que pensar uma formação acadêmica – inclusive quando se aborda a comunicação humana – reclama uma abordagem de temas como letramento digital. Você já ouviu falar sobre isso? Vejamos a seguir. 3.1 LETRAMENTO DIGITAL O avanço tecnológico acelerado que vivenciamos no mundo globalizado de hoje está ligado a um despertar da importância que a tecnologia possui em espaços econômicos, sociais e educacionais. Esse avanço tem nos levado a perceber a necessidade de aquisição de novos tipos de conhecimento. Eis o surgimento do letramento digital. “As habilidades e conhecimento do letramento impresso são essenciais, mas não suficientes para favorecer uma vida bem-sucedida e participativa aos jovens da sociedade da informação em rede” (SNYDER, 2008, p. 182). O letramento digital está ligado à capacidade de leitura e escrita em equipamentos como nossos smartphones e computadores, é claro. No entanto, ele também aborda questões como o uso de recursos ligados à própria localização de informações em meios tecnológicos. Além de ler e entender o que vem como resultado de uma pesquisa em qualquer sítio de pesquisa, é importante que se domine como essa ferramenta é apresentada, e como ela pode ser usada para que a própria pesquisa possa ocorrer, por exemplo, com mais precisão e no menor tempo possível. Para ser considerada digitalmente letrada, uma pessoa necessita reconhecer muito da forma como as informações são organizadas e dispostas ao longo da internet. Você já se imaginou totalmente desligado de redes sociais? Desistindo de acessar plataformas como o Youtube, ou os portais de pesquisas como o Google e similares? Pois é, por mais que às vezes isso possa parecer interessante – notadamente quando estamos cansados de trabalhar por longos períodos com tudo isso –, pensar a vida em um mundo sem tecnologia como era antes do advento da internet e da evolução tecnológica que ela nos trouxe é quase impossível, não é mesmo? Diferente do que é normalmente encontrado nos meios de comunicação tradicionais, a linguagem que aparece na rede de computadores engloba mais que palavras. Aparecem códigos – verbais e não verbais – tais como imagens, símbolos e desenhos que carregam funções que se consagraram nas mãos de seus usuários há tempos. Assim, eu, você, ou qualquer pessoa que acesse essa rede precisa reconhecer essas funções o quanto antes para que o seu navegar seja produtivo e sem entraves linguísticos. Uma importante concepção de Letramento Digital decorre de Shetzer e Warschauer (2000) que abordam esse tema em três áreas: comunicação, construção e pesquisa. A comunicação está diretamente ligada às competências e habilidades em saber como entrar em contato com as pessoas e promover a seleção e a propagação de informações em diversos meios e de forma segura. Para Shetzer e Warschauer (2000, p. 174), “aprender como se comunicar efetivamente através de computador envolve mais do que apenas a tradução de um meio de comunicação para outro; envolve novas formas de interação e colaboração”. Quanto à construção citada pelos autores Shetzer e Warschauer (2000), você vai percebê-la por ela estar ligada às várias práticas de se criar e de se administrar textos para a internet, por exemplo. Entram nesse aspecto as produções de procedimentos de desenvolvimento de práticas de escrita dos hipertextos, inclusive. A pesquisa faz parte do saber como encontrar, organizar e fazer uso de praticamente infindável quantidade de informações que ficam disponíveis em toda a rede mundial de computadores. Pesquisar e navegar on-line são habilidades fundamentais no letramento digital, conforme os autores. Soares (2002) defende o uso do termo letramentos - no plural mesmo -, por entender que diferentes tecnologias requerem diferentes modalidades de letramento. Segundo ela: na verdade, essa necessidade de pluralização da palavra letramento e, portanto, do fenômeno que ela designa já vem sendo reconhecida internacionalmente, para designar diferentes efeitos cognitivos, culturais e sociais em função ora dos contextos de interação com a palavra escrita, ora em função de variadas e múltiplas formas de interação com o mundo – não só a palavra escrita, mas também a comunicação visual, auditiva, espacial (SOARES, 2002, p. 155-156). A mesma autora destaca também as duas culturas que possuem características distintas: a cultura do papel e a cibercultura. O uso da tecnologia difere-se em cada cultura, gerando diferentes efeitos sociais, cognitivos e discursivos. E são essas utilizações distintas e seus aspectos particulares que nos levam a adotar a expressão “letramento digital” para se referir a essa amplitude de possibilidades para se pensar os processos comunicativos nos quais estamos todos inseridos. Para que você possa ampliarseus conhecimentos sobre letramento digital, assista ao vídeo: “O que é Letramento Digital” e acompanhe a explicação e os comentários que o apresentador faz sobre esse tema. https://www.youtube.com/watch?v=S1xAeBHhMgU E então, após o vídeo, você já consegue definir o que é letramento digital? Lembre-se que o letramento digital está ligado a saber usar tecnologias. https://www.youtube.com/watch?v=S1xAeBHhMgU 3.2 FLUÊNCIA TECNOLÓGICA Muito da linguagem que é utilizada quando estamos trabalhando ou estudando está ligada a esse mundo digital que a evolução tecnológica nos oferece, não é verdade? E é pensando sobre essa utilização de termos, palavras, conceitos, símbolos que podemos falar em fluência tecnológica, especialmente no que se refere aos processos comunicativos envolvidos nesse processo. Quando começamos a atuar regularmente em algo novo, vamos melhorando à medida que nos preparamos para desempenhar nossas funções. E o uso da linguagem ligada às novas tecnologias não é algo diferente. E você sabe como aumentar a sua fluência tecnológica? Para isso, veja algumas dicas que separamos para você: 1. Defina objetivos de aprendizagem Estudar é planejar. Para conhecer mais sobre tecnologias, ou como utilizar melhor as ferramentas tecnológicas, é preciso ler, refletir, ver e ouvir sobre o tema. 2. Teste, experimente Faça investimentos em fazer algo diferente do que você está acostumado. Tecnologia, comunicação, formação, tudo precisa sair da teoria pura e ser levado para a vida real. Faça o conhecimento circular. 3. Coloque seu conhecimento em prática Aprenda os termos corretos e a forma de aplicá-los, mas não deixe de integrá-los ao seu dia a dia. Interaja com o conhecimento inserindo-o em sua atuação, educacional ou profissional. 4. Acredite, errar faz parte Ser tecnologicamente fluente demanda tempo e dedicação. Não se preocupe com os erros cometidos durante a utilização do que está aprendendo ou o medo de errar. Vá em frente, sempre. Conquistar essa fluência tecnológica passa pelo aprendizado sobre muita informação já estabilizada no campo. Por isso, separamos um quadro com uma série de ícones bastante utilizados em informática. Quadro 1: Os ícones mais conhecidos da informática Ícone Significado Cadeado Quando você vê este ícone, significa que ali estão as opções de segurança de computador, dispositivo ou programa que você está usando. Impressora Com esta opção você pode imprimir documentos ou páginas da web e clicando no ícone, o painel de impressão do seu computador será aberto. Disquete Quando você vê este símbolo, o programa ou o aplicativo que você está trabalhando lhe dará a opção de salvar as alterações feitas clicando no ícone. Lata de Lixo Este símbolo irá excluir qualquer elemento que você seleciona dentro de um programa ou aplicativo. Em alguns casos é possível recuperar o que foi apagado e em outros, serão excluídos definitivamente. Engrenagens O símbolo da engrenagem representa configuração. Neste espaço você pode modificar ou personalizar elementos do programa do computador ou aplicativo que estiver trabalhando. Sinal do WiFi Ao selecionar este ícone você pode se conectar à Internet através de um sinal sem fio ou acessar as opções de conexões à Internet do dispositivo que você está usando. Bluetooth Com este símbolo você pode conectar dois ou mais dispositivos para enviar e receber itens de um outro computador. Compartilhar Quando você vê o ícone Compartilhar terá a opção de enviar um documento por e-mail, redes sociais, WiFi, Bluetooth, entre outros. Este símbolo pode variar conforme o dispositivo. Clipes O ícone em forma de clips permite anexar arquivos (documentos, fotos, vídeos, áudios) ao programa ou aplicativo que você está usando. Câmera Serve para ativar a câmera do dispositivo e tirar fotos ou gravar vídeos. Dependendo do aparelho e do programa, você também pode abrir a galeria de fotos do dispositivo. Lupa Se você ver um símbolo da lupa em um programa ou dispositivo que estiver usando, pode fazer uma pesquisa ou busca digitando a palavra no espaço. Mapa Este símbolo representa uma localização e, com ele, você pode compartilhar com outras pessoas onde você está ou ver o mapa através de satélite. Animação 1: Os ícones mais conhecidos da informática, parte1 Fonte disponível em: edu.gcfglobal.org. Acesso em 17 de jun. 2021. Animação 2: Os ícones mais conhecidos da informática, parte2 Fonte disponível em: edu.gcfglobal.org. Acesso em 17 de jun. 2021. Você sabe como surgiram os símbolos de tecnologia que se tornaram universais? Aqueles símbolos como o play, o stop e o pause surgiram na década de 1960 em antigos gravadores. E eles foram incorporados à tecnologia muito facilmente. Acesse aqui e conheça a história por trás destes e de outros símbolos como o do bluetooth e o das portas de USB. 4 UNIDADE E VARIEDADE LINGUÍSTICA É natural a diversificação linguística, pois as Línguas são sistemas dinâmicos e sensíveis a fatores externos a ela. A região geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante são exemplos desses fatores. Você só não pode se esquecer de que o julgamento sempre negativo que é feito daqueles falantes que utilizam certa variedade linguística é considerado preconceito linguístico e deve ser evitado. Dependendo da situação comunicativa, essas variedades de uso da Língua poderão ser consideradas adequadas. Até porque se uma variedade linguística sobrevive é sinal de que ela é adequada a uma determinada situação comunicativa, a um determinado contexto. Agora, é hora de conhecer alguns fatores capazes de originar essas variações indicadas. São eles: Geográficas Estão relacionados aos locais em que as variações são desenvolvidas. Dependendo das diferentes regiões em que nossa Língua é falada, vamos encontrar variações na forma de sua utilização. O Português falado no Brasil possui certas particularidades que diferem do Português que é falado em Portugal, por exemplo. Entre um mineiro e um carioca, também, há diferenças entre seus modos de falar. São falares diferentes e não existe motivo linguístico algum que possa justificar que uma dessas formas de falar é superior ou inferior, melhor ou pior, do que a outra. Históricas A partir do curso natural da história, a Língua sofre transformações ao longo do tempo. A Língua Portuguesa, empregada hoje, é diferente daquela empregada pelo poeta português Luís Vaz de Camões, no século XVI. O pronome de tratamento “você” é exemplo dessa modificação histórica, pois ele já foi “vossa mercê”, “vossemecê”, “vosmecê”, “vancê”, e hoje é “você”. Vale lembrar que esse pronome tem apresentado diferentes formas, sendo utilizadas na linguagem típica de internet. https://edu.gcfglobal.org/pt/conhecimentos-tecnologicos/os-icones-mais-conhecidos-da-informatica/1/ https://edu.gcfglobal.org/pt/conhecimentos-tecnologicos/os-icones-mais-conhecidos-da-informatica/1/ https://www.tca.com.br/blog/saiba-como-surgiram-simbolos-universais-da-tecnologia/ Sociais São aquelas relativas aos grupos (classes) sociais e profissionais dos falantes. Também, estão ligadas ao acesso à Educação ou à falta dela. Há, aqui, a criação de uma modalidade de Língua, a chamada norma culta, que surge do prestígio que certa forma de Língua acaba alcançando. Ela é aquela que deve ser adquirida ao longo da escolarização de todo e qualquer cidadão. O sucesso profissional e até social pode depender do conhecimento formal da Língua do grupo social. Também, deve-se lembrar das formas de Língua que são desenvolvidas com o objetivo de que somente integrantes de um grupo social possam compreender e empregar essa forma. Essas são as gírias que, em constante processo de modificação, mantêm-se exclusivas desses grupos. Profissionais Dependendo das atividades profissionais exercidas, aparecerão certas formas linguísticas específicas a essa atividade. São termos utilizados dentro de um grupo de especialistas como, por exemplo, os médicos, os engenheiros, advogados, etc. Essas variações linguísticasformam as Línguas Técnicas ou Jargões. Situacionais (Estilísticas) Em diversos contextos comunicativos, as pessoas podem empregar diferentes variedades da Língua. Em distintas situações (com maior ou menor necessidade de formalidade), vão ser empregadas diferentes formas de Língua, adequando o vocabulário, por exemplo, de acordo com aquele contexto comunicativo. Veja, abaixo, dois exemplos de variedades linguísticas, registrados por escritores brasileiros. Texto 1: Antigamente Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. (…) (Carlos Drummond de Andrade, Quadrante, 14ª Edição, Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1966.) Texto 2: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. (Oswald de Andrade. Poesias reunidas. In.: Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978, p. 47.) Você observou que o Texto 1 apresenta palavras que se encontram em desuso: mademoiselles, prendadas, janotas, pé-de-alferes, balaio. Esse texto enquadra-se como exemplo de variação histórica. Já no Texto 2, você notou o uso de expressões de maior e de menor prestígio social. São diferentes falares que o poeta apresenta em seus versos para registrar o conflito social existente entre as variedades linguísticas de um povo. Ele pode ser apresentado como exemplo de uma variação geográfica. O que você estudou até aqui, também, é importante para o próximo item desta Aula. A partir de agora, abordaremos diretamente o tema Comunicação. 5 ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO Linguagem, Língua, Níveis e Variedades Linguísticas foram tópicos relevantes para que chegássemos a um conceito sobre Comunicação. Se todo ser humano é constituído por Linguagens, a Comunicação está diretamente presente nesse contexto pois, a todo instante, todos são levados a se comunicar. Gestos, leitura, escrita, fala, ou seja, são várias as formas de utilização de Linguagens (Verbais ou Não Verbais) para a promoção de atos comunicativos. A Comunicação pode, portanto, ser entendida como esse processo de troca de informações, sensações, ideias e dizeres entre as pessoas. Figura 4 - Linguagens Fonte: Imagem mosaico Acesso em 09/07/17 O termo Comunicação é de origem latina (“communicatio”) e significa repartir, distribuir, tornar algo comum. Ao entendermos Comunicação como o ato de transmitir mensagens e, possivelmente, receber respostas, fica claro que, nesse processo, há elementos essenciais que vão compor essa transmissão/recepção de algo. Vamos abordá-los agora. Os elementos que compõem esse momento importante da interação humana estão indicadas no seguinte gráfico: Figura 5 - Elementos da Comunicação Fonte: Adaptado pela diagramação Agora, veja o que representa cada elemento acima indicado: Emissor (Remetente) Também chamado de Locutor ou Falante, é aquele que envia, emite a mensagem para alguém (pessoa, grupo de pessoas, etc.). Exemplo: Você é o emissor quando está ligando para um amigo. Receptor (Destinatário) Também chamado de Interlocutor ou Ouvinte, é a quem a mensagem é endereçada. Ainda com o exemplo acima, o amigo para quem você ligou é o receptor. Mensagem É o conteúdo, o conjunto de informações transmitidas do Locutor para o Receptor. Ao ligar para um amigo, as suas falas para ele compõem a Mensagem. Código É o conjunto de signos e de regras de combinação que são utilizados para codificar e decodificar a mensagem. Consiste no sistema linguístico utilizado para enviar a mensagem. Seguindo com o exemplo anterior, a Língua Portuguesa falada por vocês ao telefone é o Código. https://teoriasdacomunicacao.files.wordpress.com/2010/08/tudo-e-comunicacao1.jpg Canal de Comunicação Corresponde ao meio físico ou virtual pelo qual a mensagem é transmitida. Por exemplo, encontramos jornal, livro, revista, televisão, telefone, as ondas sonoras, ou seja, a voz, dentre outros, garantindo, assim, o contato entre o Emissor e o Receptor. Em uma conversa ao telefone, o próprio equipamento que transmite a fala é o Canal de Comunicação. Contexto (Referente) Trata-se da situação comunicativa ou do objetivo a que se refere a mensagem em que estão inseridos o Emissor e o Receptor. É o assunto abordado pelo Emissor na mensagem. Na ligação telefônica, o assunto sobre o que vocês estão falando (um trabalho escolar, por exemplo) compõe o Contexto. Veremos mais exemplos desses elementos na sequência, durante o Exemplificando É hora de ver, na prática, o que foi explicado até aqui! Vamos usar a situação retratada na charge abaixo para exemplificarmos o que você está estudando nesta Aula sobre Comunicação. Observe a charge: Figura 6 - Charge Comunicação Fonte: Charge Cultura Educacional - Acesso em 09/07/17 Para que você possa notar, na prática, o que foi explicado até agora, imagine a situação retratada na charge. A situação, possivelmente, ocorreu em uma empresa qualquer. Deixe de lado a intenção comunicativa de quem produziu a charge. É hora de considerar apenas o contexto da mensagem. Assim, é possível notar que há uma quantidade de informações que podemos destacar, ao considerarmos somente a Linguagem Não Verbal presente no texto. Você pode ver que se trata de uma cena em que uma pessoa - aparentemente alguém, com certa autoridade sobre os demais - conversa com um dos possíveis funcionários da empresa. As diferentes vestimentas de cada pessoa podem configurar essa distinção entre um possível chefe, ou gerente e seus possíveis subalternos. A expressão facial dos prováveis funcionários demonstra que há uma certa tensão no ambiente, motivada pela fala do chefe. Você, também, pode notar que, na região dos pulsos de cada subalterno, há uma faixa envolvendo-a. Quando você lê o que aparece no balão de fala do chefe – o que vem como Linguagem Verbal – é possível entender o que a imagem já indicava: Figura 7 - Balão Comunicação Fonte: Adaptado pelo autor O efeito de humor, presente na charge, decorre do confronto que se faz dessa fala com a imagem retratada. A presença das faixas nos braços dos funcionários remete-nos à expressão “cortar os pulsos” dita pelo chefe. Assim, pode-se perceber que, possivelmente, em um momento comunicativo anterior, um Emissor (o chefe) buscou transmitir http://3.bp.blogspot.com/-K7wzYNN-ID0/T04-EVg6EFI/AAAAAAAAACc/IQeus9CHlAw/s1600/Charge_Cultura_organizacional%5B1%5D.jpg a um Receptor (um funcionário, provavelmente) uma Mensagem (a necessidade de se “cortar os pulsos”) dentro de um Contexto (para o chefe, a conta de telefone deve estar alta e é necessária a sua redução, ou seja, cortar o uso) a partir de um Código (a Língua Portuguesa) e por meio de um Canal (a fala). Entretanto, ao lermos a charge em sua totalidade, é possível notar que o efeito de humor é fruto da quebra de expectativa quanto à transmissão dessa mensagem. Se a situação fosse verdadeira, ela pararia por aí; entretanto, há a presença do elemento humorístico, que é possível ocorrer por algo que atrapalhou a transmissão e o recebimento de forma clara da Mensagem pelo Receptor. Quem ouviu a Mensagem “cortar os pulsos” não a ligou aos pulsos telefônicos; porém, à necessidade de diminuir as ligações telefônicas. Surge, nessa situação, dois outros elementos ligados à Comunicação: o ruído e o feedback. Ruído: Tanto pode se entendido como um barulho que atrapalha a Comunicação, quanto tudo o que pode atravessar e desestabilizar o ato comunicativo, provocando equívocos ou mal-entendidos. Feedback: Essa palavra, emprestada do inglês, é a Mensagem-resposta que o Receptor da mensagem inicial emite para o então Emissor. Normalmente, é ela que vai ajudar a medir se houve a compreensão da Mensagem enviada, ou, se apareceu algum ruído, ou seja, algo que perturbou a Comunicação. Concluindoa análise da charge acima, você pôde perceber a presença de algum ruído durante a comunicação do chefe com algum subalterno, quanto ao “cortar os pulsos”. Houve ali um mal-entendido que fica marcado pela imagem de todos os funcionários estarem com os pulsos envoltos em faixas, demonstrando terem seguido “à risca”, literalmente, a ordem da chefia para cortarem os pulsos. Essa resposta dos funcionários – cortar seus pulsos – configura o feedback que, inclusive, permitiu ao chefe compreender que sua mensagem original não foi adequadamente entendida. O mal-entendido que ocorreu a partir da expressão “cortar os pulsos”, utilizada pelo Emissor da Mensagem original, permite que abordemos, também, a utilização de palavras e expressões que atuam em dois planos distintos de sentido: o Denotativo e o Conotativo, que veremos na próxima Aula. Após o estudo da Aula 1, você sabe caracterizar a Comunicação? Consegue distinguir linguagem verbal de linguagem não verbal? É capaz de identificar os níveis de linguagem e as variedades linguísticas? Sabe discriminar os elementos da comunicação? Caso você consiga responder essas questões, parabéns! Você atingiu os objetivos específicos desta Aula! Caso tenha dificuldade para respondê-las, aproveite para reler o conteúdo da Aula, acessar o seu AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem e interagir com seus colegas, tutor(a) e professor(a). Você não está sozinho nessa caminhada! Conte conosco! https://player.vimeo.com/video/266551672 Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente Virtual de Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula https://player.vimeo.com/video/266551672 RECAPITULANDO Você esteve em contato com diversos conceitos e várias explicações que podem ajudá-lo em diversos momentos comunicativos. O conhecimento sobre Língua e Linguagem, estudado aqui, pode ser determinante para o sucesso de qualquer pessoa, pois para quem não quer se “trumbicar”, comunicarse (e bem!) é essencial! Volte ao material sempre que precisar. Agora, é o momento de praticarmos um pouco sobre o que você aprendeu. CRÉDITOS Capa: People vector created by studiogstock by freepik - www.freepik.com REFERÊNCIAS BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37. ed. rev., ampl. e atual. conforme o novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. INFANTE, Ulisses. Curso de Gramática aplicada aos textos. 7. Ed. 5. reimpr. São Paulo. Scipione, 2014. SNYDER, I. The literacy wars: why teaching children to read and write is a battleground in Australia. Crows Nest: Allen & Unwin, 2008. SHETZER, H.; WARSCHAUER, M. An electronic literacy approach to networkbased language teaching. In: WARSCHAUER, M; KERN, R. (org.). Network-based Language Teaching: Concepts and Practice. Nova York: Cambridge University Press, p. 171-185, 2000. SOARES, M. B. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Educação & Sociedade, Campinas, v. 23, n. 81, p. 143-160, dez. 2002. https://www.freepik.com/free-photos-vectors/people https://coap.uniaraxa.edu.br/www.freepik.com