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GUSTAVO MENDES SARMENTO – 5º PERÍODO- 2024.2 
 
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APG 14 - ANSIEDADE 
OBJETIVOS: 
- DIFERENCIAR ANSIEDADE FISIOLÓGICA DE PATOLÓGICA. 
- ANALISAR ANSIEDADE PATOLÓGICA (TRANSTORNO DE ANSIEDADE) EM SUA TOTALIDADE. 
RESUMO: 
 DIFERENCIAR ANSIEDADE FISIOLÓGICA DA PATOLÓGICA 
- A ansiedade é uma resposta emocional normal e adaptativa a situações percebidas como 
ameaçadoras ou desafiadoras, enquanto a ansiedade patológica, também conhecida como transtorno 
de ansiedade, é uma condição mais intensa e persistente que pode interferir significativamente na 
vida cotidiana. A diferenciação entre ansiedade normal e ansiedade patológica é: 
ANSIEDADE ANSIEDADE PATOLÓGICA 
- A ansiedade normal é uma resposta emocional 
transitória a situações estressantes ou 
desafiadoras, como falar em público ou enfrentar 
uma entrevista de emprego. Geralmente, é 
proporcional à situação e tende a diminuir após 
a resolução do estressor. 
- É de curta duração e desaparece uma vez que 
o estressor é removido ou a situação é resolvida. 
- É necessária; aumenta motivação e 
produtividade. 
- Embora possa causar algum desconforto, a 
ansiedade não impede a pessoa de funcionar 
adequadamente em suas atividades diárias. 
- Os sintomas incluem nervosismo, inquietação e 
leve aumento da frequência cardíaca, eles não 
são intensos a ponto de causar sofrimento 
significativo ou disfunção. 
 
- A ansiedade patológica, por outro lado, é 
desproporcional ao perigo real ou percebido e 
pode ser desencadeada por situações que não 
seriam estressantes para a maioria das pessoas. 
- Pode envolver uma sensação persistente de 
medo ou apreensão que não diminui facilmente. 
- São caracterizados por uma persistência de 
sintomas por semanas, meses ou até anos, 
podendo ocorrer sem uma causa aparente ou ser 
exacerbados por situações que não justificariam 
uma resposta tão intensa. 
- Pode afetar gravemente a vida diária do 
indivíduo, interferindo em suas atividades 
profissionais, acadêmicas e sociais. 
- Os sintomas incluem, mas não se limitam a, 
ataques de pânico, preocupação excessiva, 
tensão muscular, insônia, e sintomas físicos 
como palpitações e sudorese. Pode haver 
também sintomas como medo irracional, 
obsessões e compulsões (como no transtorno 
obsessivo-compulsivo), ou medo intenso de 
situações específicas (como em fobias). 
 
PROCESSO DE MUDANÇA DE ESTADO f/p → 
- ocorre quando a pessoa começa a ter: 
• Fobias específicas; 
• Transtornos compulsivos, de estresses 
pós-traumáticos 
• Ataques de pânico 
• Ansiedade Generalizada 
• Fobia Social 
* A maneira prática de se diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é basicamente avaliar 
se a reação ansiosa é de curta duração, autolimitada e relacionada ao estímulo do momento ou não. 
* Durante a evolução, esses mecanismos de proteção presentes na ansiedade foram e são muito 
importantes para preservação e sobrevivência de várias espécies. Contudo, devido às condições da 
vida moderna, os processos fisiológicos relatados podem ser mais prolongados, uma vez que as 
situações de perigo nem sempre são remetidas à fuga ou luta, necessitando que seja preciso refletir 
sobre as possíveis situações de perigo. 
ANALISAR A ANSIEDADE PATOLÓGICA (TRANSTORNO DE ANSIEDADE) EM SUA 
TOTALIDADE. 
DEFINIÇÃO 
- O grupo dos transtornos de ansiedade inclui transtornos que compartilham características de medo 
e ansiedade exagerados 
* diferença entre eles é: medo é a reação psíquica frente a uma ameaça iminente, real ou presumida, 
enquanto ansiedade é uma antecipação, preparação para uma ameaça futura, desconhecida ou vaga. 
Sendo medo = luta ou fuga e ansiedade = preparação de ação de preserva a vida. 
GUSTAVO MENDES SARMENTO – 5º PERÍODO- 2024.2 
 
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- O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado como preocupação excessiva e 
prolongada, generalizada, isto é, ocorre mesmo sem a presença de claros estímulos agressores, ou, 
ainda, é desproporcional ao evento, durando pelo menos seis meses. 
- Os transtornos ansiosos são quadros clínicos em que esses sintomas são primários, ou seja, não 
são derivados de outras condições psiquiátricas (depressões, psicoses, transtornos do 
desenvolvimento, transtorno hipercinético etc.). 
* CURIOSIDADE: 
Segundo a corrente cognitivo-comportamental, pessoas ansiosas reagem de maneira 
exagerada e incorreta aos estímulos normalmente captados. Isso ocorreria devido à ênfase aos 
detalhes negativos, distorcendo informações percebidas, minimizando pontos positivos e 
generalizando estímulos potencialmente perigosos. 
Já a escola psicanalítica levanta a hipótese de que a ansiedade seja um sintoma advindo 
de conflitos internos e inconscientes não resolvidos. Freud postulou que a principal função da 
ansiedade é sinalizar que um impulso reprimido ou inconsciente está tentado vir à tona, ou seja, 
tentando tornar-se consciente. 
EPIDEMIOLOGIA 
- O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo a OMS, o País tem o maior número de pessoas 
ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. 
- É a enfermidade psiquiátrica mais prevalente na comunidade geral, estão presentes em 15 a 20% 
dos pacientes clínicos. 
- O transtorno de ansiedade generalizada é uma das queixas mais comuns na atenção básica, estando 
entre os dez motivos mais comuns de consulta médica. 
- Nas crianças e adolescentes, os transtornos ansiosos mais frequentes são o transtorno de ansiedade 
de separação (4%), o transtorno de ansiedade excessiva ou o atual TAG (2,7% a 4,6%) e as fobias 
específicas (2,4% a 3,3%). A prevalência de fobia social fica em torno de 1%10 e a do transtorno de 
pânico (TP) 0,6%. 
- A distribuição entre os sexos é de modo geral equivalente, exceto fobias específicas, transtorno de 
estresse pós-traumático e transtorno de pânico com predominância do sexo feminino. 
- Em comparação aos homens, as mulheres apresentam uma propensão 60% maior de sofrer de um 
transtorno de ansiedade ao longo de suas vidas. 
- Início: pode começar em qualquer idade, começo da 3ª década de vida e a adolescência são as 
fases mais comuns. 
- Probabilidade de remissão: baixa (≈22%) e o risco de depressão aumenta com o tempo de sintomas. 
- A magnitude dos custos dos TA para a sociedade é estarrecedora (gigante). 
- Gera um grande índice de comorbidades com depressão em 2/3 (67%), transtorno do humor em 
16%, abuso e dependência de álcool e drogas, maior risco para diversas doenças somáticas como 
asma, úlcera péptica, síndrome do intestino irritável, doenças cardiovasculares e enxaqueca. 
ETIOLOGIA 
- É multifatorial, envolvendo uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Por 
isso temos: 
+ Fatores Biológicos 
• Genética (indivíduos com histórico familiar, têm maior probabilidade de desenvolver) 
• Neurotransmissores ( Desequilíbrios em neurotransmissores como serotonina, 
norepinefrina e ácido gama-aminobutírico (GABA) podem estar relacionados, pois 
afetam a regulação do humor e da ansiedade. 
• Estrutura e Função Cerebral ( algumas alterações em áreas do cérebro, como a 
amígdala (associada ao medo e à resposta emocional) e o córtex pré-frontal 
(envolvido na tomada de decisões e regulação emocional). 
 
https://exame.com/noticias-sobre/ansiedade/
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+ Fatores Psicológicos 
• Temperamento (estressado, perfeccionista). 
• História de Traumas (principalmente na infância ou em casos de abuso físico ou 
emocional). 
• Estilos de Enfrentamento (como evitar problemas para lidar com o cotidiano). 
+ Fatores Ambientais 
• Estresse Crônico (como problemas financeiros, pressão no trabalho ou 
relacionamentos problemáticos). 
• Cultura e Contexto Social (ambientes que incentivam a competição ou têm altas 
expectativas). 
• Eventos de Vida (mudanças significativas na vida, como perda de emprego, 
separação ou morte de entes queridos). 
+ FatoresComportamentais 
• Condicionamento ( associações entre certos lugares ou situações e experiências 
negativas). 
FATORES DE RISCO 
- Teremos: 
• Histórico Familiar 
• Desequilíbrios em neurotransmissores 
• Estruturas Cerebrais 
• Alterações em áreas do cérebro 
• Alta reatividade emocional 
• Sensibilidade ao estresse 
• Perfeccionismo 
• Experiências traumáticas na infância (como abuso físico, emocional ou negligência) 
• Indivíduos que utilizam estratégias de enfrentamento ineficazes 
• Estresse Crônico 
• Eventos de Vida Adversos 
• Ambiente Familiar (disfuncionais ou estilos parentais excessivamente controladores) 
• Isolamento Social 
• Pressões Culturais 
• Depressão 
• Uso de psicoativos/ medicamentos sem prescrição médica 
• Solidão 
• Doenças Físicas: como doenças cardíacas, Diabetes, Problemas de tireoide 
(hipertireoidismo), Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), Asma 
• Retirada de drogas/medicamentos 
FISIOPATOLOGIA 
- CIRCUITOS NEURAIS 
- Sabe-se que, quando estímulos ambientais são 
interpretados como ameaçadores, se origina a ansiedade. 
- Para que essa interpretação ocorra, uma pessoa deve 
primeiro detectar que os estímulos existem por meio de seus 
sistemas sensoriais, por meio do córtex sensorial, do tálamo 
e dos folículos superior e inferior. 
- Uma vez que ameaças importantes são detectadas, ocorre 
uma interpretação do estímulo que é, em parte, determinada 
pela experiência anterior do indivíduo e inclui a atribuição de 
valência ao estímulo via circuitos da amígdala basolateral. 
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- Se os eventos são ou não interpretados como ameaçadores depende do equilíbrio entre os 
circuitos de apoio e o circuito de comportamentos defensivos. 
- Um mecanismo importante que pode permitir que um sistema se sobreponha ao outro é o 
recrutamento de determinadas populações definidas pela projeção de neurônios na amígdala 
basolateral. 
- A partir daí, elas são codificadas, interpretadas e vão servir de situações de recompensa ou 
medo e influenciam no sistema de interpretação em direção a uma avaliação de ameaça. 
* Existem outros aspectos também que podem influenciar, como: 
+ exposição repetida a fatores estressantes 
+ estímulos de ameaça que podem causar a potencialização específica 
- Posteriormente, os estímulos interpretados como ansiosos serão avaliados pelo córtex pré-
frontal, hipotálamo e aliados ao córtex motor, originarão as respostas somáticas de ansiedade, 
como dispneia, taquicardia, sudorese, tremores, entre outras. 
• Amígdala: Hiperatividade → Medo e ansiedade aumentados 
• Hipotálamo e Sistema Límbico: Regulação da resposta ao estresse 
• Córtex Pré-Frontal: ↓ Atividade → Redução da modulação emocional 
- FATORES GENÉTICOS 
- Os loci de risco genético específico e os mecanismos de transmissão familiar ainda não foram 
totalmente esclarecidos. 
- Interações Gene-Ambiente pode assumir várias formas. A variante genética mais amplamente 
examinada nos transtornos de ansiedade é a 5-HTTLPR, polimorfismo de SLC6A4 (que codifica 
o transportador de serotonina), um marcador funcional com duas variantes associadas a 
diferentes níveis de transcrição de serotonina, ele está associado a traços relacionados a 
ansiedade, maus-tratos e outros eventos negativos da vida que podem aumentar o risco para 
transtornos de ansiedade. 
• Predisposição genética → Polimorfismos em genes que regulam 
neurotransmissores (ex: transportador de serotonina) 
- 5-HTTLPR → SLC6A4 
- EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-ADRENAL 
- Encontra-se hiperativado em uma ampla gama de modelos animais de ansiedade. 
- Ademais, níveis reduzidos de cortisol circulante e hipersensibilidade a glicocorticoides têm 
sido observados nesses transtornos. 
- Esses achados remetem às alterações cerebrais e límbicas encontradas nos transtornos de 
ansiedade, demonstrando que os glicocorticoides são mediadores cruciais de anormalidades 
funcionais nesses sistemas cerebrais. 
• Estresse crônico → Ativação do eixo HHA → ↑ Cortisol 
• Consequência: Efeitos neurotóxicos (especialmente no hipocampo) 
- NEUROTRANSMISSORES 
- Os níveis plasmáticos de serotonina (5-HT) estão reduzidos nos diversos transtornos de 
ansiedade. 
- Evidências mostram que algumas subpopulações de neurônios serotoninérgicos do núcleo 
dorsal e mediano da rafe, por meio de projeções topograficamente organizadas, direcionadas 
a diferentes alvos cerebrais, têm funções importantes para a fisiopatologia desses transtornos. 
- Podem-se ser citados os neurônios serotonérgicos do núcleo dorsal da rafe, que se projetam 
para a amígdala, facilitando a expressão do medo condicionado e da ansiedade, bem como 
para a substância cinzenta periaquedutal, inibindo as respostas comportamentais do tipo fuga, 
e os neurônios serotonérgicos do mediano da rafe, que apresentam a capacidade de aumentar 
a resiliência ao estresse. 
- Ademais, o receptor serotonérgico 5- HT1A é estimado como modulador da ansiedade nas 
suas formas normais e patológicas. 
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- A norepinefrina (NE) é uma catecolamina e suas funções (marcador da atividade simpática) 
têm sido avaliados nos transtornos de ansiedade, sendo que a sua hiperfunção é evidenciada 
em tais transtornos. 
- O sistema do ácido gama-aminobutírico (GABA) serve como o mais importante sistema 
neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central. 
• GABA: ↓ Atividade → Hiperexcitabilidade neuronal 
• Serotonina: ↓ Níveis → Humor instável, ansiedade 
• Noradrenalina: ↑ Atividade → Resposta exagerada ao estresse 
• Glutamato: ↑ Excitação → Sintomas ansiosos 
- OUTROS 
Fatores Ambientais Teorias Psicodinâmicas e Cognitivo-
Comportamentais 
• Traumas, estresse crônico, abuso → 
Desregulação do sistema de resposta ao 
estresse 
 
• Psicodinâmica: Conflitos inconscientes → 
Ansiedade 
• Cognitivo-Comportamental: Pensamentos 
distorcidos → Manutenção dos sintomas 
 
CLASSIFICAÇÃO 
- O DSM em sua primeira versão agrupava os transtornos de ansiedade em 7 classificações, 
atualmente o DSM-5 apresenta 11 Classificações para os quadros de ansiedade, sendo elas: 
NOME DEFINIÇÃO SINTOMAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TA DE 
SEPARAÇÃO 
 - é um transtorno 
infantil 
caracterizado por 
ansiedade 
excessiva para o 
nível de 
desenvolvimento 
da criança. 
- está relacionada 
à separação dos 
pais ou de outras 
pessoas que 
desempenham 
papéis parentais. 
- as crianças ou 
adolescentes, 
quando estão 
sozinhas, temem 
que algo possa 
acontecer a si 
mesmo ou aos 
seus cuidadores, 
tais como 
acidentes, 
sequestro, 
assaltos ou 
doenças, que os 
afastem 
definitivamente 
destes. 
- Apego excessivo 
a seus cuidadores, 
não permitindo o 
afastamento 
destes. 
- Refere 
pesadelos. 
- Recusa escolar. 
- Quando a criança 
percebe que seus 
pais vão se 
ausentar ocorre as 
manifestações 
somáticas de 
ansiedade: (dor 
abdominal, de 
cabeça, náusea e 
vômitos). 
- sintomas 
cardiovasculares 
como palpitações, 
tontura e sensação 
de desmaio. 
- Sentem-se 
humilhadas e 
medrosas, 
resultando em 
baixa autoestima e 
podendo evoluir 
para um transtorno 
do humor. 
- Deve pelo 
menos 3 dos 
sintomas 
principais: 
angústia 
excessiva, 
preocupação 
excessiva, 
relutância para 
sair de casa, 
medo de ficar 
sozinho, recusa 
a dormir, 
pesadelos 
frequentes, 
queixas físicas. 
- sintomas 
presentes pelo 
menos de 4 
semanas a 6 
meses. 
- prejuízo 
funcional. 
- exclusão de 
outros 
transtornos. 
- evitar evasão 
escolar. 
- questão 
farmacológica é 
colocada em 
prática quando os 
sintomas se 
tornam graves 
para a saúde. 
- antidepressivo 
tricíclicos 
(imipramina). 
- 
benzodiazepínicos 
- inibidores 
seletivos da 
recaptura de 
serotonina 
- betabloqueador 
em crianças não 
está bem 
estabelecida. 
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INDUZIDO POR 
SUBSTÂNCIASOU 
MEDICAMENTO 
- é caracterizado 
por sintomas de 
ansiedade intensa 
ou pânico que são 
resultado direto do 
uso indevido de 
drogas, uso de 
medicamentos, 
exposição a uma 
substância tóxica 
ou abstinência de 
drogas. 
- são 
desencadeados 
pela exposição a 
uma substância. 
- Sensação 
constante de 
preocupação, 
nervosismo ou 
medo irracional. 
- Agitação 
psicomotora 
- Ataques de 
pânico 
- Aumento da 
frequência 
cardíaca, 
respiração 
acelerada, tontura, 
náuseas, dor no 
peito e tremores. 
- Dificuldade em 
concentrar-se 
- Insônia ou 
distúrbios do sono 
- Ansiedade 
- Evidência de 
intoxicação ou 
abstinência 
- Exclusão de 
outros 
transtornos. 
- Prejuízo 
significativo 
- Duração onde 
os sintomas não 
persistem 
significativamen
te após a 
eliminação dos 
efeitos agudos 
da substância 
(geralmente em 
até 1 mês após 
o uso ou 
abstinência). 
- Substâncias 
mais comuns 
são: Drogas 
recreativas: 
Cocaína, 
Medicações: 
Corticosteroides
broncodilatador
es (beta-
agonistas), 
anticonvulsivant
es, certos 
antidepressivos 
- Interrupção ou 
ajuste da 
substância. 
-Mudança de 
medicação. 
- Tratamento dos 
sintomas de 
ansiedade com 
Benzodiazepínicos
, Antidepressivos, 
Antipsicóticos 
atípicos, 
Betabloqueadores. 
- Terapias 
psicológicas. 
- Intervenções 
para dependência 
ou abuso de 
substâncias. 
- Monitoramento e 
acompanhamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MUTISMO 
SELETIVO 
- caracterizado 
pela incapacidade 
consistente de 
falar em situações 
sociais específicas 
onde há 
expectativa de fala 
- apesar de a 
pessoa conseguir 
falar normalmente 
em outros 
contextos. 
- ansiedade social. 
- identificado em 
crianças, mas 
também pode 
persistir na 
adolescência e, 
menos 
frequentemente, 
na vida adulta. 
 
 
- Incapacidade de 
falar em situações 
específicas 
- Duração mínima 
dos sintomas de 
pelo menos um 
mês 
- Comportamentos 
de evitação de 
situações sociais 
em que a fala é 
esperada 
- Compreensão 
normal da 
linguagem em 
ambientes 
familiares. 
- Comportamento 
não-verbal para se 
comunicar em 
situações onde a 
fala é inibida. 
- perturbação 
interfere no 
desempenho 
educacional ou 
profissional 
- duração é de + 
1 mês 
- incapacidade 
de falar não se 
deve à falta de 
conhecimento 
ou ao conforto 
com a 
linguagem 
falada exigida 
pela situação 
social. 
- A perturbação 
não é melhor 
explicada por 
outro transtorno 
de 
comunicação. 
- Terapia 
Cognitivo-
Comportamental 
- Reforço positivo: 
Recompensas. 
- Modelagem: Uso 
de exemplos 
- Técnica de 
estímulo: Usar 
estímulos 
conhecidos. 
- Intervenções 
Familiares. 
- Antidepressivos 
ISRS 
- Intervenção 
Escolar. 
 
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OUTRO TA NÃO 
ESPECIFICADO 
- é uma categoria 
residual do DSM-5 
que se aplica a 
situações em que 
os sintomas de 
ansiedade estão 
presentes de 
forma significativa, 
mas não 
preenchem 
totalmente os 
critérios para um 
diagnóstico 
específico de 
transtorno de 
ansiedade. 
- usado em 
diagnósticos 
iniciais. 
 
- se encaixam nos 
sintomas da 
ansiedade e tende 
a ter alguns mais 
exacerbados. 
- sintomas 
ansiosos 
significativos 
- sintomas 
causam 
sofrimento 
significativo ou 
prejudicam o 
funcionamento 
social, 
ocupacional ou 
em outras áreas 
importantes da 
vida. 
- sintomas não 
preenchem os 
critérios para 
um transtorno 
de ansiedade 
específico, 
- Duração dos 
sintomas 
persistente e 
não episódica 
ou transitória. 
- Exclusão de 
outras 
condições 
médicas ou 
psiquiátricas 
 
- terapia 
- relaxamento 
- suporte 
- medicamentos 
- 
acompanhamento 
- estilo de vida e 
apoio social. 
 
FOBIA 
ESPECÍFICA 
- medo intenso e 
irracional de um 
objeto ou situação 
específica, que é 
desproporcional ao 
perigo real. 
- Medo ou 
ansiedade intensos 
em relação a um 
objeto ou situação 
específica. 
- A situação ou 
objeto é evitado ou 
enfrentado com 
grande ansiedade. 
- O medo ou a 
ansiedade são 
desproporcionais 
ao perigo real. 
- O medo, a 
ansiedade ou a 
evitação são 
persistentes, 
geralmente 
durando seis 
meses ou mais. 
- Causa 
sofrimento 
significativo ou 
prejuízo no 
funcionamento 
social, 
ocupacional ou 
em outras áreas. 
- Terapia Cognitivo-
Comportamental 
- Medicação 
(ansiolíticos ou 
antidepressivos). 
 
TA SOCIAL - Medo intenso de 
ser julgado 
negativamente em 
situações sociais 
ou de 
desempenho. 
- Medo acentuado 
de situações 
sociais em que o 
indivíduo pode ser 
observado, 
avaliado ou 
criticado. 
- Evitação de 
situações sociais 
ou enfrentamento 
- A ansiedade 
social é 
persistente, por 
seis meses ou 
mais. 
- Causa 
sofrimento 
significativo ou 
prejuízo nas 
atividades 
diárias. 
- Terapia Cognitivo-
Comportamental 
- Medicação: 
Antidepressivos 
(como ISRSs) ou 
betabloqueadores. 
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com ansiedade 
extrema. 
- Ansiedade social 
excessiva e 
persistente, que 
interfere 
significativamente 
no funcionamento 
diário. 
- Não pode ser 
melhor 
explicada por 
outra condição 
médica ou 
transtorno 
mental. 
TA DEVIDO A 
OUTRA 
CONDIÇÃO 
MÉDICA 
- Ansiedade 
clinicamente 
significativa 
diretamente 
causada por uma 
condição médica. 
- Ansiedade ou 
ataques de pânico 
intensos em 
resposta a uma 
condição médica. 
- Preocupações 
constantes 
relacionadas à 
saúde ou a 
possibilidade de 
morte. 
- A condição 
médica 
identificada 
deve ser 
claramente a 
causa da 
ansiedade. 
- Sintomas de 
ansiedade são 
suficientemente 
graves para 
justificar 
atenção clínica. 
- O tratamento da 
condição médica 
subjacente 
geralmente é a 
principal forma de 
intervenção. 
- Em alguns casos, 
pode ser 
necessário tratar a 
ansiedade com 
terapia psicológica 
e/ou medicação. 
TRANSTORNO 
DE PÂNICO 
- Episódios 
recorrentes de 
ataques de pânico 
inesperados, que 
são períodos 
súbitos de medo 
intenso 
acompanhados por 
sintomas físicos. 
- sintomas como 
taquicardia, 
sudorese, 
tremores, falta de 
ar, sensação de 
morte iminente. 
- Medo persistente 
de ter novos 
ataques de pânico 
ou mudanças 
comportamentais 
significativas para 
evitar ataques. 
- ocorrem de 
forma 
inesperada e 
são 
acompanhados 
por 
preocupações 
persistentes ou 
mudança 
comportamental 
para evitar 
novos ataques. 
- Terapia Cognitivo-
Comportamental 
(TCC), com 
técnicas de 
reestruturação 
cognitiva e 
exposição 
interoceptiva. 
- Medicação: 
Antidepressivos 
(ISRSs), e, em 
alguns casos, 
ansiolíticos. 
AGORAFOBIA - Medo de estar em 
situações em que 
seria difícil escapar 
ou obter ajuda em 
caso de um ataque 
de pânico ou 
outros sintomas de 
incapacitação. 
- Medo ou 
ansiedade intensa 
em duas ou mais 
situações, como: 
+Usar transporte 
público. 
+Estar em espaços 
abertos ou em 
lugares fechados. 
+Estar em filas ou 
em multidões. 
+Estar fora de casa 
sozinho. 
- As situações são 
ativamente 
evitadas, ou 
enfrentadas com 
grande ansiedade. 
 
 
 
- Ansiedade é 
desproporcional 
ao perigo real, 
persistente (seis 
meses ou mais) 
e causa prejuízo 
significativo. 
- Terapia Cognitivo-
Comportamental 
- Medicação: 
Antidepressivos 
(como ISRSs). 
GUSTAVO MENDES SARMENTO – 5º PERÍODO- 2024.2 
 
Pá
gi
na
9 
TA 
GENERALIZADA 
Preocupação 
excessiva e 
incontrolável com 
diversas atividades 
ou eventos diários. 
- Preocupação 
constante e 
desproporcional 
com diversos 
temas (trabalho, 
saúde, família). 
- Dificuldade em 
controlar a 
preocupação. 
- Sintomas físicos, 
como fadiga, 
tensão muscular, 
irritabilidade, 
problemas de 
concentração e 
distúrbios do sono. 
- As 
preocupações 
excessivas 
ocorrem na 
maioria dos dias 
por, no mínimo, 
seis meses. 
- Causa 
sofrimento 
significativo ou 
prejuízo no 
funcionamento 
social ou 
ocupacional. 
- Terapia Cognitivo-
Comportamental 
- Medicação: 
Antidepressivos 
(como ISRSs) e 
ansiolíticos. 
 TA: TRANSTORNO DE ANSIEDADE 
 
TRATAMENTO 
 
* CURIOSIDADE: Neury Botega, psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da UniversidadeEstadual de Campinas (Unicamp), afirma que há 30 anos os médicos dispunham de recursos 
inadequados para tratar a ansiedade. "Ou usávamos drogas bem pesadas, como barbitúricos, ou as 
que existem até hoje, como as faixas pretas, os benzodiazepínicos. Por isso, nós vimos várias tias, 
avós, viciadas em remédios e essa é uma das imagens gravadas quando pensamos em tratamentos 
psiquiátricos". 
REFERÊNCIAS: 
- GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade 
2 volumes: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. 
- LOSCALZO, José; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; e outros. Medicina Interna de Harrison . 
Porto Alegre: Grupo A, 2024. 
- NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia . Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. 
- ARTIGO DE REVISÃO Transtornos de ansiedade: histórico, aspectos clínicos e classificações atuais 
(https://docs.bvsalud.org/biblioref/2022/03/1361739/3971.pdf) 
- Cartilha DSM 5 
- Tratado BR de Psiquiatria 
https://docs.bvsalud.org/biblioref/2022/03/1361739/3971.pdf

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