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MENINGITE 
A meningite é uma inflamação das meninges, 
que são as membranas que envolvem o cérebro 
e a medula espinhal. A doença pode ser 
desencadeada por vários tipos de agentes, 
sendo os principais, vírus e bactérias. 
 
No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, ou seja, casos são esperados ao 
longo de todo o ano, sendo mais comum a ocorrência das meningites bacterianas no inverno e 
das virais, no verão. A meningite bacteriana, mais frequente em nosso país, é causada por 
uma bactéria vulgarmente denominada de meningococo. 
Trata-se de uma doença grave, que envolve o sistema nervoso central e pode levar à morte. A 
meningite atinge pessoas de todas as idades, sendo as crianças menores de cinco anos, 
adolescentes e idosos normalmente os mais afetados. 
O termo meningite expressa a ocorrência de um processo inflamatório das meninges, 
membranas que envolvem o cérebro. 
Agente etiológico 
A meningite é causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos, protozoários, 
helmintos), e agentes não infecciosos (ex: traumatismo). As meningites de origem infecciosa, 
principalmente as causadas por bactérias e vírus, são as mais importantes do ponto de vista da 
saúde pública, pela magnitude de sua ocorrência e potencial de produzir surtos. Dentre estas, 
destacam-se: 
Meningites bacterianas 
Os principais agentes bacterianos causadores de meningite são: 
Neisseria meningitidis (meningococo) 
2 
Bactéria Gram-negativa em forma de coco. Causadora da Doença Meningocócica. Possui 
diversos sorogrupos, de acordo com o antígeno polissacarídeo da cápsula. Os mais freqüentes 
são os sorogrupos A, B, C, W e Y. Podem também ser classificados em sorotipos e subtipos, 
de acordo com os antígenos protéicos da parede externa do meningococo. 
Streptococcus pneumoniae (pneumococo) 
Bactéria Gram-positiva com característica morfológica esférica (cocos), disposta aos pares 
(diplococo). Possui mais de 90 sorotipos capsulares, entretanto, alguns sorotipos raramente 
causam doença e apenas 16 deles são responsáveis por aproximadamente 90% de doença 
invasiva. 
Mycobacterium tuberculosis 
Bacilo não formador de esporos, sem flagelos e que não produz toxinas. É uma espécie 
aeróbica estrita, necessitando de oxigênio para crescer e se multiplicar. Tem a forma de 
bastonete, medindo de 1 a 4 micra. Quando corado pelo método de Ziehl-Neelsen, fixa a 
fucsina, não se descorando depois de tratado pelos álcoois (álcool-ácido resistente). 
Haemophilus influenzae 
Bactéria Gram-negativa que pode ser classificada, atualmente, em 6 sorotipos (a, b, c, d, e, f), 
a partir da diferença antigênica da cápsula polissacarídica. O Haemophilus influenzae, 
desprovido de cápsula, se encontra nas vias respiratórias de forma saprófita, podendo causar 
infecções assintomáticas ou doenças não invasivas, tais como: bronquite, sinusites e otites, 
tanto em crianças como em adultos. 
Meningites Virais 
São representadas principalmente pelos Enterovírus. Neste grupo estão incluídas as três 
cepas dos poliovírus, 28 cepas de echovírus, 23 cepas do vírus coxsackie A, 6 do vírus 
coxsackie B e 5 outros enterovírus. 
 
 
3 
RESUMO DO HISTÓRICO DA DOENÇA
 
Transmissão: 
Em geral a transmissão é de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e 
secreções da nasofaringe, havendo necessidade de contato próximo (residentes da mesma 
casa, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou alojamento, comunicantes de creche 
4 
ou escola) ou contato direto com as secreções respiratórias do paciente. A meningite 
tuberculosa é uma complicação da infecção tuberculosa. Os casos de tuberculose pulmonar 
com escarro positivo à baciloscopia constituem a principal fonte de infecção, pois eliminam 
grande número de bacilos, podendo provocar uma infecção maciça dos contatos, com maior 
probabilidade de desenvolvimento de formas graves da doença, como a meningite. 
A transmissão fecal-oral é de grande importância em infecções por Enterovírus. 
Período de incubação 
Em geral são de 2 a 10 dias, em média 3 a 4 dias. Pode haver alguma variação em função do 
agente etiológico responsável. 
A meningite tuberculosa, em geral, ocorre nos primeiros seis meses após a infecção. 
Período de transmissibilidade 
É variável, dependendo do agente infeccioso e da instituição do diagnóstico e tratamento 
precoces. No caso da doença meningocócica, a transmissibilidade persiste até que o 
meningococo desapareça da nasofaringe. Em geral, isso ocorre após 24 horas de 
antibioticoterapia. Aproximadamente 10% da população pode se apresentar como portador 
assintomático. 
Susceptibilidade e imunidade 
A susceptibilidade é geral, entretanto o grupo etário mais vulnerável são as crianças menores 
de 5 anos, porém as crianças menores de 1 ano e os indivíduos maiores de 60 anos são mais 
susceptíveis à doença. Os indivíduos portadores de quadros crônicos ou doenças 
imunossupressoras como síndrome nefrótica, asplenia anatômica ou funcional; insuficiência 
renal crônica; diabetes mellitus; infecção pelo HIV, também possuem maior susceptibilidade de 
adoecer. 
Sintomas: 
 
MENINGITE BACTERIANA 
A meningite bacteriana é geralmente mais grave e os sintomas incluem febre, dor de cabeça e 
rigidez de nuca. Muitas vezes há outros sintomas, como: mal-estar, náusea, vômito, fotofobia 
(aumento da sensibilidade à luz), status mental alterado (confusão). Com o passar do tempo, 
alguns sintomas mais graves de meningite bacteriana podem aparecer, como: convulsões, 
delírio, tremores e coma. 
5 
Em recém-nascidos e bebês, alguns dos sintomas descritos acima podem estar ausentes ou 
difíceis de serem percebidos. O bebê pode ficar irritado, vomitar, alimentar-se mal ou parecer 
letárgico ou irresponsivo a estímulos. Também podem apresentar a fontanela (moleira) 
protuberante ou reflexos anormais. 
Na septicemia meningocócica (também conhecida como meningococcemia) que é uma 
infecção na corrente sanguínea causada pela bactéria Neisseria meningitidis, além dos 
sintomas descritos acima, podem aparecer outros como: fadiga, mãos e pés frios, calafrios, 
dores severas ou dores nos músculos, articulações, peito ou abdômen (barriga), respiração 
rápida, diarreia e manchas vermelhas pelo corpo. 
MENINGITE VIRAL 
Os sintomas iniciais da meningite viral são semelhantes aos da meningite bacteriana: febre, 
dor de cabeça, rigidez de nuca, náusea, vomito, falta de apetite, irritabilidade, sonolência ou 
dificuldade para acordar do sono, letargia, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz). Em 
recém-nascidos e bebês, alguns dos sintomas descritos acima podem estar ausentes ou 
difíceis de serem percebidos. O bebê pode ficar irritado, vomitar, alimentar-se mal ou parecer 
letárgico ou irresponsivo a estímulos. Também podem apresentar a fontanela (moleira) 
protuberante ou reflexos anormais. 
MENINGITE POR PARASITAS 
Tal como acontece com a meningite causada por outras infecções, as pessoas que 
desenvolvem este tipo de meningite podem apresentar dores de cabeça, rigidez de nuca, 
náuseas, vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e/ou estado mental alterado (confusão). 
MENINGITE POR FUNGOS 
Os sinais e sintomas de meningite fúngica são parecidos com os causados por outros tipos de 
agentes etiológicos, como segue: febre, dor de cabeça, rigidez de nuca, náusea, vômitos, 
fotofobia (sensibilidade à luz), e status mental alterado. 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico e o tratamento de meningites bacterianas é um ponto crítico e decisivo Para se 
conseguir uma elevada taxa de sucesso, ou seja, o diagnóstico precoce e a Instituição 
imediata da terapêutica são condições imprescindíveis para reduzir a Morbilidade e a 
mortalidade associadas a esta patologia. 
Para que isto seja possível é imperativo que se proceda ao diagnóstico clinico e Laboratorial. 
 
6 
Diagnóstico Clínico 
Os sinais clínicos mais característicos das meningites em geral, são febre, náuseas,vômitos, 
cefaleia, mialgia, rigidez na nuca, confusão mental, sinais de irritação meníngea (sinais de 
Kerning, Lasègue e Brudzinski), além das alterações no líquor (LCR). 
Sinal de Kerning: há uma dificuldade em estender os membros inferiores, quando se flexiona o 
tronco. 
Sinal de Lasègue: elevação dos membros inferiores em direção ao quadril. 
Sinal de Brudzinski: ao flexionar levemente a cabeça em direção ao peito, os membros 
inferiores também se flexionam. 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL : 
- Exame do LCR: 
A análise do líquido cefalorraquidiano é fundamental para o diagnóstico definitivo de meningite. 
Alterações nas células, proteínas e glicose no LCR podem indicar a presença de infecção e 
inflamação nas meninges. 
- Testes serológicos para diagnóstico rápido: 
 Testes rápidos podem ser usados para detectar antígenos específicos de certos agentes 
infecciosos diretamente no sangue, soro ou líquido cefalorraquidiano. Eles podem fornecer 
resultados rápidos e orientar o tratamento inicial. 
- Cultura bacteriana: 
 A cultura do LCR ou de amostras de sangue pode identificar o agente bacteriano responsável 
pela meningite. Esse método é importante para determinar a sensibilidade aos antibióticos e 
guiar o tratamento adequado. 
- Testes moleculares: 
A PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) e outros testes moleculares podem detectar 
material genético específico de bactérias, vírus ou fungos no LCR ou em outras amostras 
clínicas. Eles são altamente sensíveis e permitem um diagnóstico rápido e preciso. 
- Proteína C reativa: 
7 
A avaliação dos níveis de proteína C reativa no sangue pode fornecer informações sobre a 
presença e a gravidade da inflamação associada à meningite. Isso pode ajudar a monitorar a 
resposta ao tratamento e prever complicações. 
- Neuroimagiologia: 
 Embora não seja usada para o diagnóstico primário de meningite, a neuroimagiologia, como a 
ressonância magnética (RM) ou a tomografia computadorizada (TC), pode ser realizada para 
avaliar complicações, como abscessos cerebrais, hidrocefalia ou trombose venosa cerebral. 
Essas complicações podem exigir intervenção cirúrgica ou outras medidas terapêuticas. 
Tratamento 
O tratamento da meningite deve seguir alguns passos: 
Tratamento empírico inicial: quando a suspeita de meningite é alta, esse tratamento é iniciado 
antes de se obter os resultados dos testes de laboratório, devido à urgência do caso 
Identificação do agente infeccioso: após a coleta de amostras LCR, líquido presente no cérebro 
e na medula espinhal, testes laboratoriais são realizados para identificar os responsáveis pela 
infecção. Os resultados desses testes orientam o tratamento específico. 
Tratamento direcionado: uma vez identificada a causa da infecção, o tratamento é ajustado 
com base na causa da meningite O tratamento direcionado é feito das seguintes maneiras de 
acordo com a causa da doença: 
Meningite bacteriana: o tratamento é administrado por via intravenosa (direto na veia) e é 
frequentemente mantido por um período de tempo específico, a depender da bactéria e da 
gravidade da infecção 
Meningite viral: geralmente se resolve por conta própria com repouso e tratamento dos 
sintomas, como dor e febre. Em alguns casos graves ou em situações específicas, podem ser 
administrados medicamentos antivirais 
Meningite fúngica ou parasitária: o tratamento direcionado envolve a administração de 
medicamentos antifúngicos, conforme necessário 
Prevenção: 
As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. O 
Programa Nacional de Imunização disponibiliza as seguintes vacinas no Calendário de 
Vacinação da Criança: 
8 
– Vacina meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo 
sorogrupo C; 
– Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas 
causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite; 
– Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae 
sorotipo B, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B. 
 
 
 
	A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser desencadeada por vários tipos de agentes, sendo os principais, vírus e bactérias.

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