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Nesta Expedição, estudaremos a Região Norte do Brasil e suas principais características naturais, humanas, econômicas e de ocupação. identificaremos ações do Estado brasileiro na Amazônia e modelos de desenvolvimento para a região. Veremos também as principais causas da devastação da Floresta Amazônica e as ameaças às comunidades tradicionais que dela sobrevivem. EXPEDIÇÃO 110 Região Norte: localização e meio natural Região Norte: a construção de espaços geográficos Amazônia: conflitos, desmatamento e biodiversidade Amazônia: o desenvolvimento sustentável 13 14 15 16 PERCURSOS Região Norte4 Verifique sua bagagem 1. Que tipo de clima predomina na área da Floresta Amazônica? Quais são suas principais características? 2. Como o desmatamento da Floresta Amazônica contribui para a redução de chuvas em outras regiões do Brasil? 3. Por que os “rios voadores” são importantes para a produção de energia nas áreas mais industrializadas do país? Maior que o Amazonas Os “rios voadores” transferem 22 trilhões de litros de água por dia pela atmosfera, 5 trilhões a mais que a quantidade de água diária que o Rio Amazonas lança no Oceano Atlântico. Barreira natural Os “rios voadores” se deslocam entre mil e três mil metros de altitude. Quando encontram a Cordilheira dos Andes, com altitudes superiores a 4 mil metros, são desviados para o sul. Parte da umidade, no entanto, se precipita nas encostas e forma as nascentes de muitos rios amazônicos. “Rios voadores” durante o verão, enormes massas de ar carregadas de va- por de água se deslocam da Amazônia para o centro-sul da América do Sul, provocando grande volume de chuvas. Esses “cursos de água atmosféricos” são muito importantes para a agricultura, para o regime dos rios, para o abastecimento das cidades e para a produção de energia elétrica nessa porção da América do Sul. 1. Clima equatorial úmido, com médias térmicas mensais elevadas e pequena amplitude térmica anual. 2. A retirada de grandes extensões da cobertura de vegetação original na Amazônia reduz a transpiração vegetal que dá origem a parte do vapor de água carregado pelos “rios voadores”. Consequentemente, ocorre diminuição de precipitação nas áreas com clima influenciado por essas massas úmidas, principalmente no verão. 3. A precipitação proveniente da umidade dos “rios voadores” abastece rios que alimentam a represa da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que gera a maior parte da energia elétrica consumida na Região Sudeste, a mais industrializada do país. PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 110 30/03/16 13:20 111 IL U ST RA ÇÃ O : G IL T O KI O A Amazônia, uma gigantesca “bomba de água” A transpiração das árvores devolve à atmosfera na forma de vapor de água 3/4 da chuva que cai na floresta. No verão, essa colossal quantidade de água evaporada é carregada pelos ventos predominantes nessa estação que sopram para oeste. Devido à capacidade das árvores de transferir a água do solo para a atmosfera, a floresta mantém elevada a umidade do ar. Para se ter uma ideia, uma árvore grande pode transpirar mais de mil litros de água em um único dia. Evaporação oceânica Os ventos que sopram dos trópicos em direção ao Equador e de leste para oeste levam umidade do Oceano Atlântico até a Amazônia. Parte dessa umidade, somada à água evaporada pela floresta por meio da transpiração das árvores, se precipita em diversas áreas da América do Sul. Importação de umidade O encontro da massa de ar úmida com a massa de ar fria proveniente do sul do continente americano converte a umidade em chuva. Não fosse esse deslocamento de umidade da Amazônia, o centro-sul da América do Sul poderia ser uma área seca. O impacto do desmatamento A substituição da floresta por pastagem ou lavoura aumenta a temperatura superficial do solo e reduz a transpiração vegetal. Estima-se que o desmatamento de 20% da área original da Floresta Amazônica tenha reduzido o lançamento de umidade na atmosfera de 25 trilhões para os atuais 22 trilhões de litros de água. Fontes: NoBRE, Antonio d. o futuro climático da Amazônia: relatório de avaliação científica. disponível em: ; Expedição Rios Voadores. disponível em: . Acessos em: 11 fev. 2016. PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 111 30/03/16 13:20 PERCURSO 13 112 ExpEdição 4 fe rn a n d o jo sé f er re ir a Que estados compõem a Região Norte? Figura 1. Região Norte: político Região Norte: localização e meio natural Região Norte ou Amazônia? com uma área de 3.853.676 km2, a Região Norte do Brasil (figura 1) corresponde a pouco mais de 45% do território nacional. É, portanto, a maior macrorregião brasileira (figura 2). Em julho de 2015, apresentava uma população estimada de 17.472.636 habitantes. 1 durante muito tempo, a região esteve isolada do restante do país. Salvo alguns surtos de povoamento não indígena verificados no auge da explora- ção do látex, entre 1880 e 1912, e de outras atividades econômicas que veremos adiante, a Região Norte permaneceu pouco povoada e com frágil economia. Somente a partir de 1964, com iniciativas do governo federal, essa região passou a apresentar maior povoamento e dinamismo econômi- co mais intenso. É comum referir-se à Região Norte como Amazônia; no entanto, a Re- gião Norte constitui, na verdade, parte da Amazônia continental e da Amazônia Legal (figura 3). OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR 50° O60° O 70° O 0° 10° S BR-210B R -1 74 B R -0 10 BR-230 BR-230 BR -3 19 BR-163 BR-364 BR-364 BR-316 B R - 15 3 BR-230 TRANSAMAZÔNICA PERIMETRAL NORTE E. F. CARAJÁS B R - 15 3 BR-364 Vilhena para Caracas para Teresina para João Pessoa para Cuiabá para Cuiabápara Cuiabá para Salvador para Brasília para Goiânia Oiapoque Caracaraí Amapá Serra do Navio Mucajaí Barcelos Mazagão Santana Laranjal do Jari Bragança Almeirim Breves Castanhal CapanemaOriximiná Óbidos Alenquer AbaetetubaMonte Alegre Urucurituba Parintins Santo Antônio do Içá São Gabriel da Cachoeira Manacapuru Itacoatiara SANTARÉM Normandia Altamira Paragominas Tefé Codajás Careiro Autazes Maués Tucuruí Tocantinópolis Curionópolis Tabatinga Itaituba Benjamin Constant Carauari BorbaCoari Tapauá Manicoré Novo Aripuanã Marabá Jacareacanga Parauapebas CarajásSão Félix do Xingu Xinguara Guaraí Araguaína Lábrea Pauini Eirunepé HumaitáCruzeiro do Sul Feijó Colinas do Tocantins Redenção Conceição do AraguaiaTarauacá Boca do Acre Sena Madureira Ariquemes Cachimbo Miracema do Tocantins Paraíso do Tocantins Porto NacionalXapuri Senador Guiomard Costa Marques Jaru Guajará-Mirim Ouro Preto do Oeste Brasileia Ji-Paraná Cacoal Pimenta Bueno Rolim de Moura Gurupi Colorado do Oeste VENEZUELA GUIANAGUIANA SURINAME GUIANAGUIANAGUIANA FRANCESA (FRA) COLÔMBIA PERU PERU BOLÍVIA RORAIMA AMAPÁ A M A Z O N A S P A R Á ACRE TOCANTINS RONDÔNIA BAHIAMATO GROSSO PIAUÍPIAUÍ MARANHÃO Boa Vista Macapá Manaus PalmasRio Branco Belém Porto Velho GOIÁSCapital Cidade principal Cidade importante Outras cidades Rodovia pavimentada Rodovia sem pavimentaçãoNavegar é preciso Tom da Amazônia o site traz materiais que contribuem para ampliar os conhecimentos geográficos, históricos, culturais, econômicos e ecológicos sobre a Amazônia, buscando disseminar e valorizar os elementos tradicionais e contemporâneos da região. 250 km NE LO SE S N NO SO Fonte: FERREiRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São paulo: Moderna, 2013. p. 155. Com o professor de Arte, sugerimos abordar as manifestações populares dessa região, como festas, danças, ritmos, artesanato e outros elementos típicos. Com o professor de História, é possível aprofundar o tema sobre a ocupação da Amazônia durante o governo militar e a criação de projetos de integração dessa regiãoMato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, são os municípios que figuram no ranking do desmatamento. Se a Amazônia fosse do tamanho do quadro deste mapa, o total do desmatamento nas duas últimas décadas, 356.500 quilômetros quadrados, seria igual a este retângulo vermelho... ... e o total desmatado nos últimos 45 anos, quase 700.000 quilômetros quadrados, corresponderia a este retângulo laranja. 0º OCEANO ATLÂNTICO 290 km • Expansão da pecuária Nos últimos anos, a abertura de pastagens para a pe- cuária na Amazônia é responsável por 75% das áreas desmatadas, muitas delas de forma ilegal. para combater esse problema, são realizadas campa- nhas e ações por ambientalistas e pelo governo brasilei- ro a fim de evitar a comercialização de gado oriundo de áreas desmatadas ilegalmente e aumentar a consciência da população sobre esse grave problema. • Desmatamento e problemas ambientais o desmatamento da Floresta Amazônica é preocupan- 13,6% 5,9% 5,3% 3,2% 0,4%1,7% 2,1% 33,9% 33,9% Mato Grosso Pará Rondônia Maranhão Amazonas Acre Tocantins Roraima Amapá Liste os estados que compõem o arco do desmatamento em ordem decrescente, de acordo com seu percentual de participação. te devido aos danos ambientais que provoca, como a extinção de espé- cies vegetais e animais, a erosão do solo, o assoreamento dos rios e a emissão de gases de efeito estufa. A devastação também afeta a precipitação (chuva). calcula-se que o processo de evapotranspiração na Amazônia é responsável por mais de 50% da chuva que ocorre nas regiões centro-oeste, Sudeste e Sul do Bra- sil. com a cessação da evapotranspiração, países mais distantes também seriam afetados, causando prejuízos para a agricultura e para a produ- ção de alimentos. a d il so n s eC Co NE LO SE S N NO SO Pará (33,9%), Mato Grosso (33,9%), Rondônia (13,6%), Maranhão (5,9%) e Tocantins (2,1%). A principal fonte de emissão de gases de efeito estufa (GEE) nos países em desenvolvimento, como o Brasil, são as queimadas florestais e os desmatamentos para a extração de madeira e a criação de gado. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 132 30/03/16 13:21 133pERcuRSo 15 stação Cidadania Carne legal em julho de 2010, foi lançada a campanha Carne legal, para aler- tar os cidadãos e o poder público sobre um sério problema: os crimes provocados pela pecuária ilegal. por meio dela, o ministério público federal (mpf), o instituto brasileiro de defesa do Consumidor (idec) e a ong repórter brasil buscam estimular que nós, consumidores, valorizemos produtos oriundos de propriedades ru- rais onde não ocorram desmatamento nem trabalho escravo, entre outras irregularidades. a campanha é importante para a conscientiza- ção social e teve a adesão de fazendas, frigoríficos e supermercados, que passaram a comercializar ape- nas carnes legalizadas. um dos resultados da campa- nha foi a diminuição do desmatamento da amazônia legal registrado em 2010. pela iniciativa e pelos re- sultados conquistados, em 2013, a campanha foi premiada pelo Conselho nacional do ministério públi- co na Categoria transformação social por contribuir para a sustentabilidade do país. Interprete 1. Por que o Ministério Público Federal promove o combate à pecuária ilegal existente na Amazônia? Em qual estado essa ação teve início? Contextualize 2. Qual é o papel do consumidor, como você e seus familiares, nesse combate? a Ce rv o d o m in is té ri o p Ú bl iC o f ed er a l Trabalho e Consumo Ética R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 133 30/03/16 13:21 134 ExpEdição 4 A biodiversidade da Amazônia o Brasil apresenta grande biodiversidade, isto é, variedade biológica de plantas e animais, e está entre os chamados “países megadiversos”, pois estima-se que 20% de todas as espécies vivas do planeta estejam em território brasileiro. A Amazônia contribui bastante para essa megadiversidade: tem cer- ca de 21.000 espécies ve getais — 2.500 de árvores —, 1.400 espé- cies de peixes, 300 espécies de mamíferos e 1.300 espécies de pássaros, além de milhares de insetos e micro-organismos. Várias dessas espécies são endêmicas. A biodiversidade da Floresta Amazônica, como também a de outros do- mínios morfoclimáticos brasileiros, constitui grande riqueza e pode fornecer, entre outros elementos, substâncias para serem usadas como matérias- -primas de medicamentos para tratamento e cura de várias enfermidades. o uso de plantas para a elaboração de medicamentos é uma prática antiga. porém, com o desenvolvimento da ciência, esse fato se acentuou. os denominados produtos fitoterápicos ganharam muita importância e suas vendas aumentam em todo o mundo. Compreende-se, então, a cor- rida dos laboratórios farmacêuticos, sobretudo estrangeiros, para pes- quisar plantas, animais e micro-organismos. • A biopirataria A biopirataria consiste no roubo de animais, plantas e conhecimentos tradicionais (principalmente das culturas indígenas) para fins de explora- ção comercial, sem o consentimento ou controle do país de origem e das comunidades locais. para evitar que o Brasil perca os direitos sobre sua biodiversidade ou sobre os resultados das pesquisas realizadas por empresas estrangeiras, bem como para proteger a diversidade de plantas e animais (figu ra 26), o governo brasileiro colocou em prática, em junho de 2000, o acordo co- nhecido como Convenção da Biodiversidade. Esse documento foi assinado, em 1993, por representantes de 160 países que atestam a necessidade de preservação da biodiver- sidade, a exploração dos recursos naturais de forma sustentável e a divisão justa dos benefícios obtidos com a pesquisa científica. 3 Figura 26. Em uma das operações destinadas a combater o tráfico de animais silvestres, 268 tartarugas-da-amazônia foram recuperadas na região do Baixo Rio Branco, no município de Caracaraí, RR (2016). A operação foi realizada pelo instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (iCMBio) em parceria com o instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (ibama) e a polícia Ambiental de Roraima. A rq u iv o P A rq u e N A ci o N A l d o v ir u á ( w w w .ic m bi o .g o v. br ) Endêmica Espécie nativa de planta ou animal que ocorre somente em uma região específica, pois depende das condições particulares de clima e de solo dessa região. Fitoterapia Tratamento de doenças por meio de plantas, frescas ou dessecadas, e por seus extratos naturais. Navegar é preciso Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação A página do Ministério traz informações, notícias e projetos sobre a biodiversidade e os recursos naturais da Amazônia e de outras regiões do país. Com foco no desmatamento e na biopirataria na Amazônia, a abordagem interdisciplinar poderá ser desenvolvida com o professor de Ciências, que explicará a ação humana nos ecossistemas, suas consequências negativas, como também as formas de evitá-las. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 134 08/04/16 09:41 135pERcuRSo 15 Mochila de ferramentas Aprendendo a fazer um mapa pictórico o que é um mapa pictórico? Comecemos pelo termo “pictórico”, que se relaciona com pintura: é aquilo que foi pintado, desenhado, ilustrado. logo, mapa pictórico é aquele que contém fatos ilustrados que destacam as caracterís- ticas escolhidas, tornando-o mais atraente e instrutivo. é um recurso muito utilizado pela publicidade turística. Como fazer 1 Represente os pontos mais importantes de seu bairro oude sua cidade. eles podem ser turísticos, de serviços (como hospitais, postos de gasolina, mercados), de problemas (como enchentes ou deslizamentos) ou econômicos. observe o exemplo do mapa pictórico a seguir. ele ressalta as principais vias e traz aspectos turísticos, de forma pictórica e em associação a uma legenda numerada, e ainda apresenta a rosa dos ventos para direcionar espacialmente os leitores. esses mapas não fornecem informações cartográficas convencionais, como a escala, mas cumprem com sua função de facilitar o acesso à informação, divulgando-a de forma mais simples. 2 Com base nesse exemplo, siga os procedimentos indicados abaixo: a) faça uma pesquisa e uma lista prévia do que pretende destacar em seu mapa; b) desenhe o contorno do local escolhido em uma folha de papel; c) represente as vias principais (ruas, ro- dovias, ferrovias); d) faça ilustrações para representar os seus destaques; e) se desejar, adicione pontos importan- tes, relacionando-os a uma legenda nu- merada que os explique; f) não se preocupe com as escalas, pois os desenhos podem ocupar grande parte do mapa; g) pinte seu mapa; h) insira a rosa dos ventos. exponha e descreva sua representação em sala de aula, afixando-a posteriormente no mural da escola. Mapa pictórico de Belém: turístico – 2014 BERNARDES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Baía do Guajará SÃO BRAZ BENGUI VAL-DE-CANS GUAMÁ CREMAÇÃO CONDOR UMARIZAL NAZARÉ REDUTO COMÉRCIO CIDADE VELHA M arechal Herm es C astilh o s Fran ça R. Dr. Malcher A v. A lm irante Tam andaré A v. Av. A ssis de Vasconcelos Pe. Cham pagnat Av. Almirante Barroso A v. M ag al hã es Ba ra ta Ri o G ua m á RO D O V IA B R -316 ROD. ARTHUR A v. R . Av. N az ar é Forte do Presépio e Casa das Onze Janelas Logradouros históricos Mercado Ver-o-Peso 1 2 Museu Paraense Emílio Goeldi Museus 3 Praça do Relógio Praças e parques 4 N. S. das Graças (Catedral da Sé) Igrejas 5 Memorial da Cabanagem Monumentos 6 Hotel Belém Hilton Hotéis 7 Terminal Rodoviário de Belém Aeroporto Internacional de Belém Transportes 8 9 Paratur (Órgão Oficial de Turismo do Estado) Parque e artesanato Informações 10 Shopping Center Iguatemi Compras e artesanato 11 Fonte: elaborado com base em mapa da companhia paraense de Turismo (paratur). disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2014. a n d er so n d e a n d ra d e pi m en te l NE L O SE S N NO SO 700 m É oportuno enfatizar que os mapas pictóricos podem representar fenômenos geográficos ou características naturais ou culturais de determinada localidade. Nesse sentido, muitas vezes é necessário exagerar nos símbolos representativos. Esses mapas visam atingir um público maior e cumprem bem esse papel, mesmo não utilizando os elementos convencionais de representação cartográfica e ficando aquém das necessidades técnicas. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 135 30/03/16 13:21 PERCURSO 16 136 ExpEdição 4 Amazônia: o desenvolvimento sustentável Organização não governamental (ONG) Entre as décadas de 1950 e 1970, houve um período de grande desen- volvimento econômico, tanto nos países desenvolvidos como nos paí- ses de industrialização tardia, como é o caso do Brasil. A industrialização e a urbanização se intensificaram e ocorreu também grande crescimen- to populacional. Esses eventos foram acompanhados de intervenções humanas, na maioria das vezes prejudiciais ao meio ambiente. A ex- ploração dos recursos naturais aumentou consideravelmente para aten- der às novas necessidades humanas, criadas pela chamada sociedade de consumo. A fim de combater a crescente destruição ambiental, causada por esse modelo de desenvolvimento predatório, a sociedade se organizou em grupos, dando origem aos movimentos ambientalistas. desses movimentos, nasceram as organizações não governamentais (oNGs), caracterizadas como organizações formadas por pessoas da sociedade civil, sem a participação dos governos dos países onde elas atuam. os objetivos das oNGs são amplos, e cada uma delas se dedi- ca a determinada área de atuação. por exemplo, combate à destruição do meio ambiente (figura 27), defesa dos direitos da mulher, das minorias étnicas culturais, da criança e do adolescente, do idoso etc. isso de- monstra a dificuldade dos governos de cuidar desses assuntos de forma eficiente, mesmo em nações de grande desenvolvimento econômico. 1 Figura 27. Ativistas da oNG Greenpeace protestam contra o uso de combustíveis fósseis, por meio de uma faixa do tamanho de meio campo de futebol, no encontro dos rios Solimões e Negro em Manaus, AM (2015). ro g er io a ss is /g re en pe a Ce /a fp Quem lê viaja mais OLIVEIRA, Alan. Amazônia. 3. ed. São paulo: Atual, 2009. Ficção que narra a história de um menino chamado caco e de seu padrinho Mr. david, que mora nos Estados unidos. depois de se perderem na Floresta Amazônica, eles buscam trilhas para sair dela. Nessa caminhada acabam conhecendo vários aspectos da floresta, como flora, fauna e diferentes povos. Sociedade civil compreende a rede das relações entre pessoas, grupos e classes sociais que ocorre à margem das relações de poder manifestadas nas estruturas do Estado. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 136 30/03/16 13:21 137pERcuRSo 16 O desenvolvimento ecologicamente sustentável A atuação das oNGs contribuiu para aumentar a consciência social ecológica das populações, fazendo com que as questões ambientais pas- sassem a ser discutidas em reuniões internacionais. Em 1972, a organização das Nações unidas realizou a primeira confe- rência das Nações unidas sobre o Meio Ambiente Humano, na cidade de Estocolmo, capital da Suécia, em que alertou governos, grupos econômi- cos e toda a sociedade sobre os graves riscos a que o planeta e as popula- ções estão sujeitos devido à destruição ambiental e à intensa exploração dos recursos naturais. Foi nessa conferência de 1972 que nasceu a ideia do desenvolvimen- to ecologicamente sustentável, que visa à exploração dos recursos na- turais de forma racional, sem desperdício e sem a degradação ambiental, de modo que as gerações futuras possam também se beneficiar deles. Nos últimos anos, têm ocorrido alguns progressos na questão ambiental: leis severas foram criadas para proteger o meio ambiente e procuram-se novos caminhos para o desenvolvimento econômico e social sustentado. A consciência social ecológica, no entanto, ainda está muito aquém das reais necessidades. • O desenvolvimento sustentável na Amazônia Estudos realizados na Amazônia Legal mostram que vastas áreas da região apresentam solos impróprios para a prática da agricultura, por se- rem arenosos e rasos. Quanto à floresta, ela “vive por si só”, isto é, ela mes- ma alimenta o solo por meio da decomposição de troncos, galhos e folhas, que caem e formam uma espessa camada de solo orgânico — o húmus. por causa disso, se retirada, a vegetação de floresta teria poucas chances de se recompor, ainda que ficasse intocada por muitos anos, aumentando a pos- sibilidade de desertificação na região. Assim, existe na Amazônia — como também em outras regiões e em todas as atividades humanas — a neces- sidade de aplicação do desenvolvimento ecologicamen- te sustentável. Na Amazônia, muitas comunidades e empresas já praticam a exploração de recursos da floresta de acordo com os princípios do desenvolvimento ecolo- gicamente sustentável. É o caso do extrativismo do látex, da castanha-do- -pará, do jambo, do açaí, de fibras vegetais para a con- fecção de diversos artefatos, gomas para a fabricação de chicletes etc.,sem causar a degradação ambiental. Atualmente, além de coletados, são também cultivados o guaraná, o cupuaçu, o bacuri, a pupunha e o açaí, uti- lizados na indústria de refrigerantes e de alimentos, ou vendidos in natura. Veja a figura 28. 2 a n o u k g a rC ia /t yb a Figura 28. colheita de açaí no estado do Acre (2013). No seu contexto No município onde você mora há aplicação dos princípios do desenvolvimento ecologicamente sustentável, seja na exploração florestal, na ocupação do solo pela agricultura e pecuária, no turismo, na indústria ou em outras atividades? Organização das Nações Unidas (ONU) organização que reúne 193 países-membros e tem como objetivos manter a paz, defender os direitos humanos e as liberdades fundamentais dos indivíduos e promover o desenvolvimento dos países. In natura Aquilo que se apresenta em estado natural. Espera-se que os alunos reconheçam a importância do desenvolvimento ecologicamente sustentável em sua localidade para as gerações futuras. Caso a localidade não seja de exploração florestal, é interessante divulgar esse conceito quanto à atividade agropecuária, principalmente em relação à conservação do solo e dos recursos hídricos. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 137 30/03/16 13:21 138 EXPEDIÇÃO 4 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . As reservas extrativistas Desde a década de 1970, seringueiros e castanheiros se opõem à forma como a Amazônia vem sendo ocupada. Com o avanço da co- lonização na região, eles têm sido expulsos das áreas onde pratica- vam o extrativismo vegetal. Diante disso, decidiram se organizar e pressionar o governo federal para a criação de reservas extrativistas. Estas devem ser entendidas como unidades de conservação da nature- za (UC), legalmente instituídas pelo poder público para ser utilizadas por populações extrativistas tradicionais. Nas reservas extrativistas, além de os recursos da floresta serem ex- plorados de forma sustentável, praticam-se a agricultura de subsistên- cia e a criação de animais de pequeno porte, assegurando os meios de vida das populações tradicionais. São ainda garantia de proteção con- tra a invasão dessas terras e contra o desmatamento e a destruição de ecossistemas. Na criação das reservas extrativistas, destacou-se a atuação do se- ringueiro e líder sindical Chico Mendes, que lutou por essa causa e foi as- sassinado em 1988 por aqueles que se opunham à criação das reservas, pois elas contrariavam seus interesses. A primeira reserva extrativista foi criada pelo poder público em 7 de março de 1990, após a morte de Chico Mendes. Essa reserva localiza-se no município de Xapuri, no estado do Acre, onde o líder sindical vivia (fi- gura 29). Posteriormente, foram criadas outras reservas extrativistas na Região Norte e em outras regiões do Brasil (figura 30). 3 Figura 30. Brasil: reservas extrativistas – 2012 Figura 29. Francisco Alves Mendes Filho, ou Chico Mendes (1944-1988), em Xapuri, AC (1988). Como seringueiro, líder sindical e ambientalista, defendeu os povos da floresta e organizou vários movimentos contra o avanço das madeireiras e das fazendas de pecuária na Amazônia, além de propor formas de desenvolvimento sustentável na região. Fonte: elaborado com base em FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 124. OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 50° O 0° De 10 a 300 De 301 a 1.000 Mais de 1.000 Área em mil hectares Reserva extrativista ALTO JURUÁ CHICO MENDES SOURE (MARINHO) VERDE PARA SEMPRE LENÇÓIS MARANHENSES SERRA GERAL 495 km A N D ER SO N D E A N D RA D E PI M EN TE L NE LO SE S N NO SO CA RL O S RU G G I/ ES TA D Ã O C O N TE Ú D O Líder sindical Pessoa que dirige um sindicato — associação de indivíduos da mesma categoria ou profissão que defende interesses profissionais, econômicos, políticos ou sociais. Pausa para o cinema Chico Mendes: o preço da floresta. Direção: Rodrigo Astiz. Brasil: Rt2A Produções Cinematográficas Ltda., 2008. Duração: 43 min. Mais do que um filme sobre a vida e o legado de Chico Mendes, o documentário enfoca as experiências extrativistas e de manejo sustentável no Acre. Dinâmicas espaciais da Amazônia Multimídia interativa R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 138 08/04/16 09:41 139pERcuRSo 16 Estrada de Ferro Madeira-Mamoré “Existe um pedaço do Brasil, na isolada fronteira de Rondônia com a Bolívia, onde a densa floresta está engolindo, com risco de apagar da História, um patrimônio que sim- boliza tempos de riqueza e opulência na Amazônia. No Distrito do Iata, município de Guajará-Mirim (RO), velhos trilhos resistem nos quintais das casas próximas à estação ferroviária em ruínas. No local havia inten- so vaivém de locomotivas e vagões lotados de mercadorias e trabalhadores dos seringais, na primeira metade do século XX. [...] O vilarejo guarda parte do que restou da Es- trada de Ferro Madeira-Mamoré, símbolo do gigantismo dos dois ciclos econômicos da bor- racha (1879-1912 e 1942-1945) e marco histórico da ocupação do território e do uso da biodiver- sidade amazônica. No estado onde a expecta- tiva de desenvolvimento está hoje na geração de energia hidrelétrica [usinas de Jirau e San- to Antônio em construção] e no agronegócio sustentado por estradas, o destino natural da lendária ferrovia é cair no esquecimento. A si- tuação atual é de abandono, dez anos após a última — e curta — viagem lá realizada. Na oca- sião, o trem transportou convidados para uma missa no Cemitério da Candelária, em Porto Velho, em memória aos 1,8 mil operários mor- tos durante a construção da linha férrea — tom- bada como patrimônio nacional, dias depois da celebração, em 2005. A saga da Madeira-Mamoré com seus 366 quilômetros floresta adentro começou em 1867, quando o governo imperial iniciou os es- tudos de viabilidade do empreendimento. No entanto, o ambiente inóspito abortou qualquer projeto. O assunto voltou à tona com o Tratado de Petrópolis, em 1903, no qual a Bolívia cedeu ao Brasil a área que hoje corresponde ao Acre em troca de uma ferrovia que permitisse expor- tar sua produção pelo Rio Amazonas. O últi- mo dormente foi instalado em 1912, mas logo a ‘Ferrovia do Diabo’ tornou-se economicamen- te inviável devido à decadência da borracha, consequência da saturação do mercado pela produção asiática. Na década de 1980, toda a estrutura começou a ser vendi- da como sucata. […]” AdEodATo, Sérgio. Trilhos esquecidos. Página 22, 2 abr. 2015. disponível em: . Acesso em: 25 out. 2015. fe rn a n d o jo sé f er re ir a stação História Abunã Teotônio 10° S 65° O Candelária Santo Antônio PORTO VELHO Zingamoche Pedra Conga São Carlos Luzitânia São Patrício Sant'Ana Caracol Jaci-Paraná Caldeirão Jirau Três Irmãos Mutum Paraná Penha Colorada Taquaras Araras Periquitos Chocolatal Ribeirão Misericórdia Madeira Vila Murtinho Lages Pau Grande Iata Núcleo Agrícola Bananeiras Guajará Assu Guajará Mirim TERRITÓRIO DE RONDÔNIA AMAZONAS Ri o Ca nd ei as R io Jaci-Paran á R io M u tu m Paran á R io C an d ei as Rio M adeira Rio Abunã Rio Ben i BOLÍVIA R io M am o ré Outras localidades Ferrovia Limite internacional Limite estadual Capital 20 km NE LO SE S N NO SO Estrada de Ferro Madeira-Mamoré – situação em junho de 1965 Fonte: elaborado com base em RFFSA. Mapas da Rede Ferroviária Federal. E. F. Madeira-Mamoré. disponívelem: . Acesso em: 25 out. 2015. Interprete 1. Retire do texto um trecho que justifi que a denominação de “Ferrovia do Diabo” à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Argumente 2. Com base no conteúdo desta Expedição, explique por que ocorreu a decadência da produção de borracha natural na Amazônia por volta de 1912. Sugerimos desenvolver atividade interdisciplinar com o professor de História, de modo a aprofundar e melhor contextualizar os períodos da História do Brasil e do cenário internacional nos quais ocorreu a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 139 30/03/16 13:21 Atividades dos percursosAtividades dos percursos 15 e 16 140 ExpEdição 4140140 Revendo conteúdos 1 Sobre a ocupação da Amazônia em tempos recentes, faça o que se pede. a) Explique o que são conflitos de territo- rialidade e quais são os protagonistas sociais envolvidos nessa questão. b) Quais são as consequências ambientais e sociais decorrentes desses conflitos? 2 O que é o “arco do desmatamento”? 3 Qual é a relação existente entre o desmata- mento da Floresta Amazônica e o clima na produção de alimentos em outras regiões do país? 4 Sobre a biopirataria: a) Explique o que é. b) Comente sobre a convenção que regu- lamenta os casos de biopirataria no Brasil e no mundo. 5 Explique o que é e como atua uma organi- zação não governamental (ONG). Depois, informe-se se em seu município existem ONGs e quais são seus objetivos. 6 Você acredita que a criação de reservas extrativistas no Brasil é uma iniciativa importante? Por quê? Leituras cartográficas 7 Observe o mapa e responda às questões. Fonte: imazon. Como melhorar a eficácia dos acordos contra o desmatamento associado à pecuária na Amazônia? disponível em: . Acesso em: 25 out. 2015. 0º 50º O EQUADOR AC AM RR RO AP PA MA TO MT OCEANO ATLÂNTICO Floresta Frigoríficos Área não florestada Desmatamento Principais rodovias 410 km fe rn a n d o jo sé f er re ir a Explore 8 Leia o fragmento de texto e responda às questões. “[…] Da altura extrema da Cordilheira, onde as neves são eternas, a água se des- prende e traça um risco trêmulo na pele antiga da pedra: o Amazonas acaba de nascer. A cada instante ele nasce. Descende devagar, sinuo sa luz, para crescer no chão. Varan- do verdes, inventa o seu caminho e se acrescenta. Águas subterrâneas afloram para abraçar-se com a água que desceu dos Andes. Do bojo das nuvens alvíssimas, tangidas pelo vento, desce a água celeste. Reunidas elas avançam, multiplicadas em infinitos caminhos, banhando a imensa planície cortada pela linha do Equador. […] Na luta contra a natureza, na última e porventura definitiva luta do homem contra a natureza, que se trava na Amazônia, o homem parece ganhar. Sem se dar conta de que, ao fim da cega peleja, ele poderá ser o grande derrotado. […]” MELLo, Tiago. Mormaço na Floresta. Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 1981. v. 2. p. 67 e 92. (coleção poesia Sempre). a) Em que área do mapa há predomínio de frigoríficos? A que fator de ordem econômica isso está relacionado? b) De que forma essa atividade econô- mica está, nesse caso, ligada a proble- mas ambientais de ordem global? c) Com base em seus conhecimentos e no que você estudou, dê um título para esse mapa. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 .NE LO SE S N NO SO R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 140 30/03/16 13:21 141pERcuRSo 16 141141 a) Nesse texto, a qual cordilheira o autor se refere? b) Descubra no texto quais águas se juntam para formar o Rio Amazonas. c) A qual paralelo o autor se refere? Qual é sua medida em graus? d) Como você interpreta o último parágrafo? 9 O carbono (C) é um elemento químico fundamental na composição dos organismos vivos da Terra. É o gás carbônico (CO2), por exem- plo, que possibilita a obtenção de energia pelas plantas. Observe a representação do ciclo do carbono a seguir e responda às questões. a) Que situação representada gera apenas emissão de gás carbônico para a atmosfera? Dê exemplos. b) Explique a importância da vegetação e do oceano no ciclo do carbono. Fonte: elaborado com base em FoRMAd; icV; ipam; iSA; STRLRV. Clima e desmatamento no Xingu: contribuição científica para a preservação e valorização do meio ambiente e sociedade nas cabeceiras do xingu. ipam, boletim n. i, p. 4. 2009. 10 Leia o texto a seguir. “A floresta em pé protege a biodiversida- de, assegura estoques de recursos naturais, regula o clima, mantém a oferta de recursos hídricos […].” iNSTiTuTo Socioambiental. Almanaque Brasil Socioambiental 2008. São paulo: instituto Socioambiental (iSA), 2007. p. 267. • Explique o texto acima, relacionando os elementos naturais nele mencionados com o contexto da Floresta Amazônica. Pesquise 11 Pesquise sobre uma ONG cujo objeti- vo seja o combate ao desmatamento. Descubra onde e de que forma ela atua, como se mantém financeiramente e que grupos são beneficiados por ela. Leve as informações para a sala de aula e, em grupos, discutam sobre o papel dessa ONG opinando a favor ou contra suas medidas e apresentando sugestões para melhorá-las. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Mudanças no uso do solo Queima de combustíveis fósseis Oceano Vegetação terrestre 1,5 900,5 925,5 6160 va g n er v a rg a s Valores em bilhões de toneladas de carbono Emissões para a atmosfera Absorção por oceanos, vegetação e solo ATMOSFERA R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 141 30/03/16 13:21com as demais regiões brasileiras. Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e Tocantins. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 112 30/03/16 13:20 113pERcuRSo 13 Figura 3. Região Norte, Amazônia Continental e Amazônia Legal OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR0º 60°O GUIANA FRANCESA (FRA) SURINAME GUIANA VENEZUELA RR AP BOLÍVIA OCEANO PACÍFICO COLÔMBIA EQUADOR PERU AM PA MA TORO AC MT PI BA MG GO DF MS Amazônia Continental Amazônia Legal Região Norte – IBGE 320 km NE LO SE S N NO SO A Amazônia Continental, também chama- da Amazônia Internacional ou Pan-Amazônia, abrange terras de vários países: Brasil, Bolívia, peru, Equador, colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname, além da Guiana Francesa (departa- mento ultramarino da França). Esse vasto espa- ço estende-se por 6,5 milhões de quilômetros quadrados e compartilha algumas caracterís- ticas em comum, como a Floresta Amazônica, o clima equatorial, a Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas e a existência de povos indígenas e co- munidades ribeirinhas. A Amazônia Legal corresponde à área total dos estados de Rondô- nia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, pará, Mato Grosso, Tocantins e parte do Maranhão. Foi instituída pelo governo brasileiro, com o objetivo de implantar políticas de desenvolvimento da região. o órgão responsá- vel pelo seu planejamento é a Superintendência do desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Sua extensão corresponde à região ocupada pela Floresta Amazônica, além das áreas de transição da floresta para o cerrado e para a caatinga, no sul do Maranhão e do Tocantins. com uma área de praticamente 5 mi- lhões de quilômetros quadrados, corresponde a 58,4% do território bra- sileiro. É, portanto, mais ampla que a Região Norte. Nesta Expedição, será utilizado o termo “Amazônia” para se referir à Amazônia Legal. Fonte: elaborado com base em iBGE. Anuário estatístico do Brasil 2014. Rio de Janeiro: iBGE, 2015. Tabela 1.1.2.1. Fontes: elaborado com base em oLiVEiRA, Ariovaldo umbelino de. Amazônia: monopólio, expropriação e conflito. 4. ed. campinas: papirus, 1993. p. 10; Sudam. disponível em: . Acesso em: 25 out. 2015. Figura 2. Brasil: parte* da área das regiões no total do território brasileiro a n d er so n d e a n d ra d e pi m en te l Navegar é preciso O Eco Amazônia A página dessa oNG traz artigos e reportagens em textos e vídeos, além de infográficos e mapas sobre a Amazônia, suas ameaças ambientais e as ações para a preservação da natureza. Superintendência Órgão de empresa pública ou privada destinado a superintender, ou seja, supervisionar, dirigir e inspecionar atividades sob sua responsabilidade, como também planejar ações que devem ser tomadas. fe rn a n d o jo sé f er re ir a Região Norte 45% 19% Região Centro-Oeste 18% Região Nordeste 11% Região Sudeste Região Sul 7% * porcentagens arredondadas. A Sudam é um órgão do governo federal que reúne técnicos de várias áreas do conhecimento (economistas, engenheiros, geólogos, agrônomos, geógrafos etc.) com objetivos como auxiliar no desenvolvimento da Amazônia e na diminuição das desigualdades regionais. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 113 30/03/16 13:20 114 ExpEdição 4 31 DE MARÇO 2.973 m NEBLINA 2.994 m RORAIMA 2.734 m CABURAÍ 1.456 m Ponto mais setentrional do Brasil Ponto mais ocidental do Brasil C. Gurupi Cabo Orange P L A N Í C I E A M A Z Ô N I C A MT GO BA PI MA SA. PACARAIMA SERRA DO ACARAÍ SERRA TUMUCUMAQUE SA . PA R IM A SA. T APIRAPECÓ SA. DO IMERI S A . D O S GRA D A U S SA . D O E ST RO N D O SA . D O U RA D A D A S M A N G A BEIRAS C H A PA D A SE RR A D O S CA RAJÁS SERRA DO CACHIMBO SA . D O TA PA RÁ CHAPADA DOS PARECIS PA CAÁS NOVOS SERRA DOS SA . D E CO NTAM ANA SA . P EL A D A Repr. de Samuel Javari Jutaí Ju ru á EQUADOR 70° O 60° O 10° S 0° Tapauá M adeira A ri pu an ã Ta pa jó s Iri ri Jam an xim C u ru á Xing u Ju ru á E m bi ra Purus A cr e Içá M am o ré Guaporé Purus Ucaiali Ji-Paraná OCEANO ATLÂNTICO Repr. de Balbina 50° O O ia po qu e Ca ci po ré N egro Araguari Paru Jari Ja ua peri C u m in á AMAZONAS Uatumã Cu ru ap an em a Urariquera B ra n co M apuera Tro m b et as Uaupés Negro Japurá I. Maracá I. Caviana I. Mexiana I. de Marajó Guamá Repr. Tucuruí G ur u pi C apim Pa c a já To ca n t in s A RA G U A IA I lh a do B an an al Pa ra ua p eb as It ac aiúnas Rio do Sono TO C A N TI N S Form o so Fresco I. do Careiro Iriri Ju ru en a Teles Pires I. Tupinambarana AMAZONAS SOLIMÕES Estr. Óbidos Altitudes (metros) 1.200 800 500 200 100 0 Pico Alagados Represa Profundidades (metros) 200 2.000 4.000 Figura 4. Região Norte: físico Fonte: FERREiRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São paulo: Moderna, 2013. p. 154. Fonte: FERREiRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São paulo: Moderna, 2013. p. 120. Aspectos físicos gerais • Relevo predomina na Região Norte relevo com altitudes de até 200 metros. Essas terras de baixas altitudes acompanham os vales dos rios da Bacia Amazônica, formando extensas planícies (figura 4). As terras de altitu- des mais elevadas localizam-se, principalmente, no norte do estado de Roraima e no norte e noroeste do estado do Amazonas, onde se encontra o ponto culminante do Brasil — o pico da Neblina —, com 2.994 metros de altitude, na Serra do imeri, fronteira com a Venezuela. 2 Tanto ao norte como ao sul do vale do Rio Amazonas, as depressões do relevo dominam a paisagem, como pode ser observado na figura 5. fe rn a n d o jo sé f er re ir a a n d er so n d e a n d ra d e pi m en te l Figura 5. Região Norte: relevo 06-m-EG7-U04-G Em quais estados da região se localiza o relevo de maior altitude? Observe o mapa e aponte uma característica da distribuição das depressões na Região Norte. OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR 50° O60° O70° O 10° S 0° Cabo Orange NEBLINA 2.994 m PLANÍCIE DO RIO AMAZONAS PLANALTOS RESIDUAIS SUL-AMAZÔNICOS PLANALTOS RESIDUAIS NORTE-AMAZÔNICOS DEPRESSÃO MARGINAL NORTE-AMAZÔNICA PLANALTO DA AMAZÔNIA ORIENTAL DEPRESSÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL DEPRESSÃO MARGINAL SUL-AMAZÔNICA DEPRESSÃO DO TOCANTINS Negro Solimões Juruá Juruá Purus M ad ei ra Guaporé Cui ab á Pa ra gu ai Ba. de Marajó I. de Marajó Amazonas Ara gu ai a To ca n ti ns I . d o B an an al Tapa jó s X in gu O ia po qu e Planaltos Depressão da Amazônia Ocidental Planalto da Amazônia Oriental Planaltos Residuais Norte-Amazônicos Planaltos Residuais Sul-Amazônicos Planaltos e Chapadas dos Parecis Depressões Depressão Marginal Sul-Amazônica Depressão Marginal Norte-Amazônica Depressão do Araguaia Depressão do Tocantins Planícies Planície do Rio Amazonas Planície do Rio Araguaia Planície e Pantanal do Rio Guaporé Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba Planícies e Tabuleiros Litorâneos MT GO MA 280 km 280 km NE LO SE S N NO SO NE LO SE S N NO SO Altitudes (metros) 1.200 800 500 200 100 0 Pico Alagados Represa Profundidades (metros) 200 2.000 4.000 Quem lê viaja mais PENNAFORTE, Charles. Amazônia: contrastes e perspectivas. São paulo: Atual, 2006. Esta obra lança um olhar sobre a intervenção humana na Amazônia e as consequências ambientais daí decorrentes. 31 DE MARÇO 2.973 mNEBLINA 2.994 m RORAIMA 2.734 m CABURAÍ 1.456 m Ponto mais setentrional do Brasil Ponto mais ocidental do Brasil C. Gurupi Cabo Orange P L A N Í C I E A M A Z Ô N I C A MT GO BA PI MA SA. PACARAIMA SERRA DO ACARAÍ SERRA TUMUCUMAQUE SA . PA R IM A SA. T APIRAPECÓ SA. DO IMERI S A . D O S GRA D A U S SA . D O E ST RO N D O SA . D O U RA D A D A S M A N G A BEIRAS C H A PA D A SE RR A D O S CA RAJÁS SERRA DO CACHIMBO SA . D O TA PA RÁ CHAPADA DOS PARECIS PA CAÁS NOVOS SERRA DOS SA . D E CO NTAM ANA SA . P EL A D A Repr. de Samuel Javari Jutaí Ju ru á EQUADOR 70° O 60° O 10° S 0° Tapauá M adeira A ri pu an ã Ta pa jó s Iri ri Jam an xim C u ru á Xing u Ju ru á E m bi ra Purus A cr e Içá M am o ré Guaporé Purus Ucaiali Ji-Paraná OCEANO ATLÂNTICO Repr. de Balbina 50° O O ia po qu e Ca ci po ré N egro Araguari Paru Jari Ja ua peri C u m in á AMAZONAS Uatumã Cu ru ap an em a Urariquera B ra n co M apuera Tro m b et as Uaupés Negro Japurá I. Maracá I. Caviana I. Mexiana I. de Marajó Guamá Repr. Tucuruí G ur u pi C apim Pa c a já To ca n t in s A RA G U A IA I lh a do B an an al Pa ra ua p eb as It ac aiúnas Rio do Sono TO C A N TI N S Form o so Fresco I. do Careiro Iriri Ju ru en a Teles Pires I. Tupinambarana AMAZONAS SOLIMÕES Estr. Óbidos Altitudes (metros) 1.200 800 500 200 100 0 Pico Alagados Represa Profundidades (metros) 200 2.000 4.000 31 DE MARÇO 2.973 m NEBLINA 2.994 m RORAIMA 2.734 m CABURAÍ 1.456 m Ponto mais setentrional do Brasil Ponto mais ocidental do Brasil C. Gurupi Cabo Orange P L A N Í C I E A M A Z Ô N I C A MT GO BA PI MA SA. PACARAIMA SERRA DO ACARAÍ SERRA TUMUCUMAQUE SA . PA R IM A SA. T APIRAPECÓ SA. DO IMERI S A . D O S GRA D A U S SA . D O E ST RO N D O SA . D O U RA D A D A S M A N G A BEIRAS C H A PA D A SE RR A D O S CA RAJÁS SERRA DO CACHIMBO SA . D O TA PA RÁ CHAPADA DOS PARECIS PA CAÁS NOVOS SERRA DOS SA . D E CO NTAM ANA SA . P EL A D A Repr. de Samuel Javari Jutaí Ju ru á EQUADOR 70° O 60° O 10° S 0° Tapauá M adeira A ri pu an ã Ta pa jó s Iri ri Jam an xim C u ru á Xing u Ju ru á E m bi ra Purus A cr e Içá M am o ré Guaporé Purus Ucaiali Ji-Paraná OCEANO ATLÂNTICO Repr. de Balbina 50° O O ia po qu e Ca ci po ré N egro Araguari Paru Jari Ja ua peri C u m in á AMAZONAS Uatumã Cu ru ap an em a Urariquera B ra n co M apuera Tro m b et as Uaupés Negro Japurá I. Maracá I. Caviana I. Mexiana I. de Marajó Guamá Repr. Tucuruí G ur u pi C apim Pa c a já To ca n t in s A RA G U A IA I lh a do B an an al Pa ra ua p eb as It ac aiúnas Rio do Sono TO C A N TI N S Form o so Fresco I. do Careiro Iriri Ju ru en a Teles Pires I. Tupinambarana AMAZONAS SOLIMÕES Estr. Óbidos Altitudes (metros) 1.200 800 500 200 100 0 Pico Alagados Represa Profundidades (metros) 200 2.000 4.000 As depressões aparecem, geralmente, entre as planícies fluviais. Roraima e Amazonas. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 114 04/04/16 18:29 115pERcuRSo 13 Figura 7. Região Norte: densidade demográfica MT GO MA BA PI OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR 50° O60° O70° O 10° S 0° Parintins Porto VelhoRio Branco Boa Vista Manaus Macapá Belém Palmas Densidade demográfica Habitantes por km2 Menos de 1,0 De 1,0 a 9,9 De 10,0 a 24,9 De 25,0 a 99,9 De 100,0 a 280,0 Santarém Tefé Cacoal Ji-Paraná • Hidrografia A Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas predomina na Região Norte. Além do Brasil, banha terras da Bolívia, colômbia, Equador, peru e Vene- zuela. Formada pelo Rio Amazonas e seus afluentes, é a maior bacia hi- drográfica do mundo, tanto em extensão como em volume de água. da fronteira do peru com o Brasil até a confluência com o Rio Negro, em Manaus, o principal rio dessa bacia recebe o nome de Rio Solimões. desse ponto até sua foz, no Golfão Amazônico, é denominado Rio Amazonas. o rio é navegável desde a foz até Nauta, no peru, uma extensão de mais de 4.000 quilômetros (figura 6). Além de sua importância para as comunicações e o transporte na Re- gião Norte, a Bacia Amazônica serve de fonte de alimentos — por meio da pesca — e é o maior reservatório de água doce do planeta. com a Floresta Ama- zônica, fornece para a atmosfera grande quantidade de vapor de água, que volta à superfície terrestre na forma de chuva, es- tabelecendo, assim, o ciclo hidrológico ou ciclo da água, com influência não apenas local e regional, mas também global. como os rios facilitam o transporte e a comunicação, o maior povoamento da Re- gião Norte se concentra nas planícies do Rio Amazonas e de alguns de seus afluen- tes. observe a densidade demográfica da região na figura 7. fe rn a n d o jo sé f er re ir a 240 km Figura 6. Vista do Rio Amazonas (ao fundo), com embarcações atracadas na cidade de parintins (localize-a na figura 7), AM (2014). Fonte: FERREiRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São paulo: Moderna, 2013. p. 131. NE LO SE S N NO SO jo se r o be rt o C o u to /t yb a Golfão Ampla reentrância da costa litorânea em direção ao continente. o Golfão Amazônico apresenta uma particularidade: não é totalmente aberto para o mar, pois nele estão localizadas a ilha de Marajó e outras ilhas menores. Navegar é preciso Rios Voadores Acesse o site, clique em “Educacional” e veja o ciclo hidrológico na Amazônia, entre outros assuntos. Solicite aos alunos que apontem onde estão as duas maiores concentrações populacionais da Região Norte (Manaus e Belém) e que citem suas densidades demográficas (de 100 a 280 hab./km²). R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 115 30/03/16 13:20 116 20 Água: um recurso estratégico No Brasil, cerca de 65% da energia elétrica é obtida por meio de hidrelétricas. A região com maior potencial hidrelétrico é a Região Norte. Nos últimos anos, os investimentos em energia hidrelétrica vêm aumentando signi� cativamente. Em 2012, cerca de 23 usinas hidrelétricas estavam planejadas para ser construídas na Bacia Amazônica nos próximos anos, entretanto, isso é motivo de discussão pelos impactos socioambientais que elas podem causar. Capacidade de geração de energia elétrica no Brasil – 2014 (em MW) A praia do Rio Negro, maior afluente do Rio Amazonas, pode ser facilmente confundida com uma praia oceânica. Hotéis e restaurantes recebem turistas que buscam lazer na praia fluvial ou nas ilhas desse rio em Manaus, AM (2013). O porto de Manaus é o maior porto fluvial brasileiro em volume de carga. Grande parte das mercadorias que entram na Região Norte e saem dela passa por esse porto, AM (2014). Ao longo dos rios é possível encontrar casas sobre palafitas. As famílias ribeirinhas dependem dos rios para obter parte de seu sustento pela pesca e os usam como vias de locomoção. Na foto, palafitas no Rio Negro, no município de Iranduba, AM (2015). Os maiores fluxos de pessoas e de bens são feitos por meio dos rios. A atividade intensa de barqueiros trouxe postos de combustíveis, como esse próximo a Manaus, AM (2012). Alguns deles possuem inclusive lojas de conveniência. O maior complexo fluvial do mundo O potencial hidrelétrico da Bacia Amazônica é estratégico para o desenvolvimentonacional. Em termos regionais, seus rios estruturam a organização social e econômica dos povos da região. São fundamentais para o transporte, o abastecimento e a subsistência da população e influenciam na localização das cidades. Um dos desafios atuais é conciliar as questões locais e regionais com as demandas nacionais de maneira sustentável. Centro-OesteNorte Nordeste Sul Sudeste 0 Capacidade instalada e em construção Capacidade não instalada 100.000 80.000 60.000 40.000 20.000 INFOGRÁFICO a d il so n s eC Co ED SO N G RA NDIS OLI/ PULSAR IM AGENS R U BE N S CH AV ES /P UL SA R IM AGENS EDSON GRANDISOLI/PU LSA R IM A G EN S AL IP IO Z. D A SILVA/KINO questão das hidrelétricas na Amazônia e suas polêmicas, sugerimos alguns sites: ; ; ; . Caso considere oportuno abordar a PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 116 30/03/16 13:20 Manaus Boa Vista Macapá Rio Branco PalmasPalmasPalmasPalmasPalmasPalmasPalmasPalmasPalmas ManausManausManausManausManausManausManausManausManausManaus Boa Boa Boa Boa Boa Boa Boa VVVVVistaistaistaistaistaistaistaista MacapáMacapáMacapáMacapáMacapáMacapáMacapáMacapáMacapáMacapá Belém Porto VelhoPorto Porto Porto Porto Porto Porto Porto Porto Porto VVVVVVelhoelhoelhoelhoVelhoVelhoVelhoVelhoelhoelhoelhoelhoelhoVelhoelhoelhoVelhoVelhoVVVelhoVelhoVelhoVVVelhoVVelhoVVelhoV Rio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio BrancoRio Branco eles Pires Fer eira Gomes Santo Antônio do Jari Colider Samuel Balbina Belo Monte JirauJirauJirauJirauJirauJirauJirauJirau TTTTTTeles Pieles Pieles Pieles Pieles Pieles Pieles Pieles Pieles Pieles Pieles PiTeles PiTTTTeles PiTTTeles PiTeles Pieles Pieles PiTeles PiTeles PiTTTeles PiTeles PiTeles PiTTTeles PiTTeles PiTTeles PiT rrrrrreseseseseseses FerFerFerFerFerFerFerrrrrrreira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomeseira Gomes Santo AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto AntônioSanto Antônio do Jarido Jarido Jarido Jarido Jarido Jarido Jarido Jarido Jarido Jari ColiderColiderColiderColiderColiderColiderColiderColiderColiderColiderColider SamuelSamuelSamuelSamuelSamuelSamuelSamuelSamuelSamuelSamuel BalbinaBalbinaBalbinaBalbinaBalbinaBalbinaBalbinaBalbinaBalbinaBalbinaBalbina Belo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo MonteBelo Monte SantaSantaSantaSantaSantaSantaSantaSantarrrrrémémémémémém AM RR AC RO PAPAP TO AP Limite da Bacia Amazônica 10.000 habitantes Capital Usina hidrelétrica em construção Usina hidrelétrica principal RRRRiiiii oooo AAAA rrrrraaaaaaaaaararrrarararrrarrarrrarararrrarrar gggguuuu aaaaiiiii aaaaaaaiaiiiaiaiaiiiai Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira Rio M adeira RRRRiiiioooo NNNNeeeeggggrrrrroooooooooo RRRRiiiioooo AAAAmmmmaaaazzzzoooooooooonnnnaaaassss RRRR iiiioooo XXXXX iiiiiiiiii X i XXX i X i X i XXX i X i X iii X innnn gggg uuuu RRRR iiiiioooo TTTTTooooooooooToTTToToToTTToTToTTToToToTTToTToTTToToToTTToTToT cccccaaaaaaaaaacacccacacacccacacaaacannnn tttttiiiiiiiiiititttitititttititiiitinnnn ssss RRRRiiiioooo SSSSoooollllliiiiiiiiiimmmmõõõõeeeessss 117 A densidade demográfica é baixa e a população vive, em sua maioria, distribuída ao longo dos principais rios. O Amazonas é o maior e o mais caudaloso rio do mundo: tem 6.580 km de extensão e representa 1/5 do volume de água de todos os rios do planeta. 63% da Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas está em território brasileiro. A Bacia Amazônica detém 11% da água doce disponível no mundo. Graças ao Sistema Interligado Nacional, a energia elétrica gerada nas usinas da Região Norte fica disponível para todo o Brasil. Fontes: EpE. Balanço Energético Nacional 2015. p. 16 e 176. disponível em: ; Agência Nacional de Águas. Região Hidrográfica Amazônica. disponível em: ; inpe. Estudo do Inpe indica que o rio Amazonas é 140 km mais extenso do que o Nilo. disponível em: . Acessos em: 25 out. 2015. iBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: iBGE, 2012. p. 113. IL U ST RA ÇÕ ES : F ER N A N D O JO SÉ F ER RE IR A IM A G EM : N A SA , C RI A D A P O R JE SS E A LL EN C O M P A C. S /D . 150 km NE LO SE S N NO SO Interprete 1. Qual é a importância dos rios da Bacia Amazônica para a população regional e para a nacional? Argumente 2. A água é um recurso vital e estratégico. Você sabe por quê? Respostas na página 118. PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 117 30/03/16 13:20 118 ExpEdição 4 Figura 8. Manaus (AM): climograma Figura 9. Região Norte: cobertura vegetal atual • Clima o clima da Região Norte é o equatorial úmido. caracteriza-se por ele- vadas médias de temperatura e de precipitação durante todo o ano, como pode ser visto na figura 8. Fontes: MENdoNçA, Francisco; dANNi-oLiVEiRA, inês M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São paulo: oficina de Textos, 2007. p. 154; iBGE. Anuário estatístico do Brasil 2012. Rio de Janeiro: iBGE, 2013. p. 1-7. Fonte: FERREiRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São paulo: Moderna, 2013. p. 125. • Vegetação Apesar de a Região Norte abrigar manchas de vegetação de cerrado e de campos em Roraima, Rondônia e no Amapá, além de vegetação li- torânea no pará e no Amapá, a maior parte de sua cobertura vegetal é formada pela Floresta Amazônica, também conhecida como Floresta Tro- pical pluvial, Hileia e Floresta Equatorial. como as demais formações vegetais do Brasil, a Floresta Amazôni- ca vem sofrendo grandes intervenções humanas predatórias, a exemplo de queimadas e desmatamentos decorrentes da ação de madeireiros, da implantação de fazendas de gado e de agricultura, de empresas de mi- neração etc. (figura 9). de modo geral, são encontrados na Floresta Amazônica dois ecossiste- mas principais: as matas de terra firme e as matas de inundação. fe rn a n d o jo sé f er re ir a fe rn a n d o jo sé f er re ir a Em que meses do ano ocorrem as maiores médias térmicas e de precipitação? RR AC AM PA MA TO DF MT RO AP GO 50° O OCEANO ATLÂNTICO 60° O70° O 10° S 0° Floresta Tropical Cerrado Campos Área antropizada (transformada pelo homem) Vegetação litorânea Contato entre tipos de vegetação Floresta Amazônica Vegetação nativa - cobertura atual Floresta Tropical Cerrado Campos Área antropizada (transformada pelo homem) Vegetação litorânea Contato entre tipos de vegetação Floresta Amazônica 300 km NE LO SE S N NO SO 0 100 200 300 400 500 0 4 8 12 16 20 24 28 32 Pr ec ip it aç ão ( m m ) Te m p er at u ra ( ºC ) J F M A M J J A S O N D Latitude: 3° S Longitude: 60° o Altitude: 93 m Pausa para o cinema Os calangos do boiaçu. direção: Ricardo dias. Brasil: cinematográfica Superfilmes, 1992. duração: 21 min. o documentário mostra o trabalho do zoólogo paulo Vanzolini em uma expedição a Santa Maria do Boiaçu, em Roraima, revelando os encontros do pesquisador com a fauna, a flora e a população local. As maiores médias térmicas ocorrem em setembro e outubro; as maiores médias de precipitação são registradas em março e abril. Respostas das atividades da página 117: 1. Os rios da Bacia Amazônica, como outros recursos da região, são fonte de vidae da riqueza alcançadas durante o período de exploração da borracha na região. er n es to r eg h ra n /p u ls a r im a g en s Quem lê viaja mais FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. No tempo dos seringais. 5. ed. São paulo: Atual, 2008. o livro mostra diversos aspectos da sociedade amazônica, abordando, especialmente, o período áureo da exploração da borracha no final do século xix e início do século xx. No seu contexto A cidade em que você mora possui teatro? Você acha importante ir ao teatro? Por quê? Espera-se que os alunos reconheçam as manifestações artísticas teatrais (peças, musicais etc.) como importantes para o desenvolvimento pessoal e coletivo e para estabelecer trocas culturais. Caso não haja espaços como esse na cidade, pergunte aos alunos se já tiveram a oportunidade de visitar algum. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 121 30/03/16 13:21 122 EXPEDIÇÃO 4 O declínio da produção de borracha O Brasil foi o maior produtor mundial de borracha entre 1880 e 1912 (a produção da América Central e da África equatorial nesse período era pequena). Nessa época, a produção do país chegou a representar cerca de 60% do total mundial, e a exportação chegou a se igualar, em valor, à do café. Enquanto a Amazônia dependia da coleta do látex silvestre, sem a preo- cupação de plantar seringueiras e racionalizar o cultivo, os ingleses, per- cebendo a importância econômica do produto, transportaram sementes de seringueiras da Amazônia para serem plantadas em suas colônias asiá- ticas de clima quente e úmido, semelhante ao clima amazônico. O produ- to foi cultivado primeiro no Ceilão (atual Sri Lanka) e depois em Cingapura e na Índia, espalhando-se para Indonésia, Tailândia, Malásia, entre outros países. Em decorrência disso, na década de 1910, o Brasil perdeu a lide- rança da produção de borracha natural, cuja procura apresentava aumen- to crescente em virtude do desenvolvimento da indústria automobilística. Com a perda de mercado, a Região Norte deixou de receber investi- mentos e fluxos migratórios e de ser um espaço de atração populacio- nal, desacelerando o processo de construção espacial, retomado apenas a partir da década de 1930 e, principalmente, da de 1960, por meio de políticas de incentivo do governo federal, como veremos adiante. A construção do espaço geográfico – após 1930 • Produtos agrícolas, minérios e produção do espaço Após o período áureo da extração do látex e da comercialização da borracha natural (1900- -1912), intensificou-se, a partir de 1930, a cultura da pimenta-do-reino, da juta e da malva em al- gumas localidades da região (figura 13), contri- buindo para o desenvolvimento da economia e para a construção de espaços geográficos. A exploração de alguns minérios também promoveu o povoamento da região (figura 14), como a descoberta do manganês, nos anos 1940, e sua exploração a partir de 1953, no Amapá, e a intensificação da exploração da cassiterita em Rondônia, a partir de 1958. 2 Fonte: elaborado com base em IBGE. Geografia do Brasil: Região Norte. Rio de Janeiro: IBGE, 1977. v. 1, p. 349, 353, 370, 371. A N D ER SO N D E A N D RA D E PI M EN TE L Figura 13. Região Norte: culturas da pimenta-do-reino, juta e malva OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR 0° 60°O Manaus AM RR AP PA MA PI BA MG TO GO DF MT RO AC Belém Parintins Tomé-Açu Bragança Capitão Poço ParagominasSantarém Juta Pimenta-do-reino Malva 380 km Figura 14. Desde o passado até a atualidade, a mineração, entre outras atividades econômicas, atrai pessoas para trabalhar na Região Norte. Na foto, vista aérea de balsas de mineração no Rio Madeira, no município de Porto Velho, RO (2014). NE LO SE S N NO SO RO N A LD O N IN A /T YB A Manganês Minério muito importante para a siderurgia, utilizado na fabricação do aço. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 122 04/04/16 18:18 123pERcuRSo 14 • A Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA) diante da baixa taxa de ocupação humana — em 1950, a vasta Re- gião Norte contava apenas 1.844.000 habitantes; em 2010, a população total somava 15.865.678 habitantes — e da reduzida in- tegração econômica da Região Norte às demais regiões do Brasil, em 1953 o governo federal criou a Superinten- dência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SpVEA), com o objetivo de planejar e de promover o de- senvolvimento econômico regional. Nessa época, a construção de estradas era uma im- portante iniciativa para a integração e o desenvolvimen- to econômico regional. No governo do então presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), foram construídas as rodovias Belém-Brasília (BR-153) — figura 15 — e cuiabá-Santarém (BR-163), permitindo maior povoa- mento regional e o surgimento de fazendas de gado, vilas e cidades ao longo das rodovias, além de favorecer a ex- ploração madeireira. iniciava-se, com essas medidas, uma nova história da ocupação da região, intensificada posteriormente pelos governos militares do Brasil. porém, isso aconteceu à cus- ta de desmatamentos da Floresta Amazônica e de confli- tos entre vários protagonistas sociais, como veremos no Percurso 15. Os governos militares e os novos rumos da colonização da Amazônia Em vista da propalada cobiça internacional sobre a região, os gover- nos militares que se sucederam na presidência da República a partir de 1964 entendiam que havia a necessidade de promover a ocupação hu- mana e dinamizar a economia da Amazônia, por questão de segurança nacional. com esse objetivo, foram criadas iniciativas para a ocupação da Amazônia, estimulando fluxos migratórios internos para a região, princi- palmente de pessoas oriundas de lugares onde as tensões sociais eram maiores, como a Região Nordeste, cuja população passava por proble- mas de seca e pobreza. • A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) A Sudam foi criada em 1966, substituindo a SpVEA, com o objetivo de planejar, inspecionar e conduzir o desenvolvimento da Amazônia. para que as empresas se instalassem na região, a Sudam fornecia empréstimos em dinheiro e concedia incentivos fiscais. Essa iniciativa atraiu várias empresas agropecuárias, minerais, industriais e de serviços. 3 a Ce rv o iC o n o g ra ph ia Figura 15. o então presidente Juscelino Kubitschek (à janela do veículo) visita as obras da construção da rodovia Belém- -Brasília, em 1958, em um caminhão da SpVEA. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 123 30/03/16 13:21 124 ExpEdição 4 Localize no mapa as capitais dos estados do Amazonas e do Pará e calcule a distância entre elas, em linha reta e em quilômetros. Figura 16. Brasil: transportes – 2012 Oiapoque São Gabriel da Cachoeira TROMBETAS SANTARÉM TUCURUÍ Marabá NATAL João PessoaCruzeiro do Sul MACEIÓPalmas ILHÉUS Goiânia Belo Horizonte VITÓRIA São Paulo SÃO FRANCISCO DO SUL IMBITUBA PORTO ALEGRE Santana do Livramento Chuí Boa Vista SANTANA ITAQUI Altamira FORTALEZA Teresina CABEDELOLábrea Rio Branco Guajará-Mirim ARATU CUIABÁ CÁCERES PIRAPORA Campo Grande GAROUPACABO FRIO Curitiba ITAJAÍ LAGUNA GUAÍBA RIO GRANDE MACAPÁ BELÉM MANAUS SÃO LUÍS AREIA BRANCA Picos RECIFE SUAPE JUAZEIRO PORTO VELHO ARACAJU SALVADOR Brasília CORUMBÁ LADÁRIO TUBARÃO ENCHOVA SANTOS PARANAGUÁ FLORIANÓPOLIS TRAMANDAÍ PELOTAS Jaguarão SÃO SEBASTIÃO ANGRA DOS REIS SEPETIBA RIO DE JANEIRO OCEANO ATLÂNTICO OCEANO PACÍFICO OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 60º O 40º O 30º S10ºS 0º Repr. de Balbina NEGRO JAPURÁ SO LIMÕES Javari MADEIRA TA PA JÓ S X IN G U Repr. de Itaipu URUGUAI Lagoa dos Patos La. Mirim PA RANÁ Pa ra naíba Grande Doce Repr. de Sobradinho SÃO FRANCISCO Ja gu ar ib e PA R N A ÍBA JURUÁ B ra nc o PA R A G U A I das Conta s T O CA N TI N S R io Paranapanema RODOVIA TRANSAMAZÔNICA ARA G U A IA Guaporé AMAZONAS Oiap oq ue Jari Tocan tin s Repr. de Tucuruí Je qu iti nho nha Tietê Paraíba do Sul PA R A N Á RIO DA PRATA Sã o Fr an ci sc o PU RUS Tr o m b et as BR-230 BR -1 16 BR -1 16 BR-070 BR -3 81 BR -1 01 BR-070 BR -1 01 BR-251 BR -1 16 BR-174 BR -1 63 BR -3 19 BR -1 53 BR-364 BR-101 PERIMETRAL NORTE BR-290 BR-277 BR-11 6 BR-364 BR-210 BR -1 56 BR- 02 0 BR - 1 16 BR-230 BR-210 BR-230 BR -1 60 BR-174 BR -1 53 BR-153 BR -153 BR-364 BR- 10 1 BR -1 01 BR-262 BR -1 63 BR-316 BR-364 BR-242 BR-040 BR-116 Cidade principal Porto de carga geral Porto especializado Rodovia pavimentada Rodovia sem pavimentação Código federal de rodovia Ferrovia Rio navegável fe rn a n d o jo sé f er re ir a • Rodovias de integração nacional No início da década de 1970, o governo federal criou o Plano de Inte- gração Nacional, um programa de construção de rodovias com o objeti- vo de integrar a Amazônia às demais regiões brasileiras. A intenção era estimular o desenvolvimento econômico, a exploração dos recursos na- turais e a construção de espaços geográficos. Rodovias como a Transamazônica (BR-230), a cuiabá-porto Velho (BR- -364), a perimetral-Norte (BR-210), a Manaus-porto Velho (BR-319), en- tre outras, exerceram papel fundamental na dinamização econômica e na transformação de espaços geográficos da Região Norte (figuras 16 e 17), pois possibilitaram o surgimento de novas cidades, de fazendas de gado e de produtos agrícolas, de exploração mineral, de exploração florestal etc., mas, por outro lado, acentuaram os conflitos entre os protagonistas so- ciais da Amazônia (fazendeiros, posseiros, indígenas, povos ribeirinhos etc.). Fonte: FERREiRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São paulo: Moderna, 2013. p. 147. 310 km NE LO SE S N NO SO 1.300 km, aproximadamente. PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 124 30/03/16 13:21 125pERcuRSo 14 • Núcleos ou projetos de colonização o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão do governo federal, criou, após 1964, os núcleos ou projetos de coloni- zação. Neles, a área de terra pública foi dividida em lotes e distribuída a famílias cadastradas interessadas em cultivá-la. Vários núcleos foram instalados nos anos 1970, como indica a figura 18. Nem todos os núcleos de colonização tiveram êxito. A falta de assis- tência médica e escolar, a grande distância dos centros urbanos, a fal- ta de orientação técnica para lidar com o manejo do solo, a assistência financeira insuficiente, entre outros, contribuíram para o insucesso de vários desses núcleos. Figura 18. Amazônia Legal: núcleos ou projetos de colonização – 1970 Que estados concentram os núcleos ou projetos de colonização? Cite um exemplo de projeto de colonização oficial que abrange a área de 700.000 hectares. OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR 0° Boa Vista RR AP MA MT RO AM GO PA AC Macapá Belém São LuísManaus Porto Velho Rio Branco Cuiabá Amauá Monte Alegre Bela Vista Altamira Marabá Barra do Corda Itaituba Tucumã Tabatinga Carajás II Carajás III Antonieta AtaídeBoa Esperança Pedro Peixoto Sidney Galvão Nodori Itaquerê Serra Azul Tabaju Vale da Serra Azul 1 2 3 4 5 67 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 2829 30 31 56°O 17 Terra Nova I e II 18 Gleba Arinos 19 Sorriso 20 Sinop 21 Santa Felicidade 22 Mutum 23 São Manuel 24 Carapu II 25 Canarana 26 Tangaru I e II 27 Serra Dourada 28 Água Boa 29 Carapu I 30 Areões 31 Xavantina Núcleos ou projetos de colonização oficiais Área dos projetos (ha) Limite da Amazônia Legal até 1979 1 Mal. Dutra 2 Machadinho 3 Núcleo Azul 4 Coloniza 5 Juruena 6 Juína 7 Buareiro 8 Bom Princípio 9 Pe. A. Rohl 10 Ouro Preto 11 Urupá 12 P. A. Ribeiro 13 Ji-Paraná 14 Apiacás 15 Paranaíta 16 Alta Floresta 700.000 500.000 200.000 50.000 5.000 Integrado (PIC) Assentamento dirigido (PA) Projeto particular Fonte: elaborado com base em BEcKER, Berta K. Amazônia. São paulo: Ática, 1990. p. 34. Figura 17. A Rodovia Transamazônica atravessa sete estados brasileiros e ultrapassa 4 mil quilômetros de extensão, dos quais menos da metade é asfaltada. Nos estados do pará e do Amazonas, a rodovia apresenta sérios problemas de conservação, além de problemas relacionados às questões indígenas e ambientais. Na foto, trecho da rodovia no estado do pará (2013). a n d er so n d e a n d ra d e pi m en te l 290 km NE LO SE S N NO SO fe rn a n d o l es sa /p u ls a r im a g en s Mato Grosso, Rondônia e Pará. Um exemplo de projeto oficial com 700.000 hectares é o de Altamira, no estado do Pará. A rodovia Transamazônica atravessa sete estados: Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas. Auxilie os alunos na leitura da área dos projetos. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 125 30/03/16 13:21 126 ExpEdição 4 stação Socioambiental O conflito do governo com indígenas na construção de 40 hidrelétricas na Amazônia “[…] O levante mundurucu é contra os planos [governamentais] de erguer uma se- quência de barragens na [sub-Bacia] do Rio Tapajós — tida pelos ambientalistas como um dos ecossistemas da Amazônia mais complexos em biodiversidade e, pelos ín- dios, como terra sagrada de seus ancestrais. Os inventários da Agência Nacional de Ener- gia Elétrica (Aneel) [...] mostram que o Rio Tapajós e seus afluentes espalhados por Mato Grosso e pelo Pará podem abrigar mais de 40 hidrelétricas […]. A saga de povos indígenas contra as gran- des hidrelétricas na Amazônia não é nova. Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, demorou déca- das para sair do papel por pressão dos movi- mentos solidários aos índios, aos ribeirinhos e ao meio ambiente. No caso das usinas do Tapa- jós, há dois novos agravantes. O primeiro é que, depois da Constituição de 1988 (um marco entre a ditadura e a democracia, que reconhe- ce aos povos tradicionais o direito sobre o ter- ritório que ocupam), nunca uma barragem no Brasil deixou uma aldeia debaixo d’água. E isso deverá acontecer se algumas das usinas pre- vistas para o Tapajós se tornarem uma realida- de. ‘As 43 hidrelétricas inundariam 1 milhão de hectares, e 22 dessas tocariam em terra indíge- na’, afirma o engenheiro Pedro Bara, pesquisa- dor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O segundo fato inédito é que, desta vez, o governo terá de enfrentar uma etnia com or- ganização social sofisticada e forte histórico de resistência. [...] Enquanto outras etnias delegam poder de decisão a alguns líderes, a tradição dos mundurucus é buscar o consenso da comu- nidade. Sem consenso, não há decisão — e unanimidade não é o forte nas discussões em torno das usinas. [...]”. RiBEiRo, Aline; REdoNdo, Felipe. o conflito do governo com indígenas na construção de 40 hidrelétricas na Amazônia. Época. 3 abr. 2014. disponível em: . Acesso em: 25 out. 2015. Mundurucu povo indígena que ocupa secularmente a região do Vale do Tapajós. Fonte: RiBEiRo, Aline; REdoNdo, Felipe. o conflito do governo com indígenas na construção de 40 hidrelétricas na Amazônia. Época. 3 abr. 2014. disponível em:conflito-do-governo-com-indigenas-na-construcao-de-b40-hidreletricas-na- amazoniab.html>. Acesso em: 25 out. 2015. Sub-Bacia do Rio Tapajós: hidrelétricas em estudo de implantação – 2014 a n d er so n d e a n d ra d e pi m en te l 54º O 5º S Itaituba AM RO PA MT Trairão Jacareacanga Rio Ta pa jó s Rio Te les Pires R io J u ru en a Cidade Hidrelétrica 190 km NE LO SE S N NO SO Interprete 1. Que comparação o texto estabelece sobre a postura política dos mundurucus e a dos povos indígenas do Vale do Xingu, onde está sendo implantada a Usina de Belo Monte? Argumente 2. Em sua opinião, a implantação de projetos governamentais, e até mesmo de fazendas, deve respeitar o território indígena? Lembre os alunos de que, assim como a construção de rodovias de integração nacional, a exploração mineral e a expansão da fronteira agropecuária na Amazônia, a construção de usinas hidrelétricas também tem causado impactos socioambientais na região. Meio Ambiente R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 126 30/03/16 13:21 127pERcuRSo 14 • A Zona Franca de Manaus Buscando incentivar a industrialização de Manaus, o governo federal criou, em 1967, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que disponibilizou infraes- trutura e vantagens financeiras para atrair as indústrias para a região. Assim, a Suframa criou o distrito indus- trial de Manaus e ofereceu isenção de impos- tos para a importação de matérias-primas e de componentes industriais, além de emprés- timos e incentivos fiscais para as empresas nacionais e estrangeiras que ali se instalaram (figura 19). Houve investimentos sobretudo no setor de eletroeletrônicos. com isso, outros setores da economia local e regional foram benefi- ciados, como o comércio, os transportes urbanos, o setor de turismo e hotelaria. o município de Manaus tornou-se área de atração de popula- ção, concentrando mais de 2 milhões dos 3.873.743 habitantes do es- tado, em 2014. No entanto, apesar dos benefícios trazidos pela Suframa, a popula- ção de Manaus enfrenta ainda graves problemas urbanos, como o fave- lamento e o saneamento básico deficiente. • O Projeto Grande Carajás com a descoberta de jazidas de minérios de ferro e de manganês, ouro, cassiterita, bauxita (minério do qual se obtém o alumínio), níquel e cobre na Serra dos carajás, no pará, por volta de 1967, o governo fede- ral criou o Projeto Grande Carajás, que envolvia não só a exploração dos recursos minerais, mas também da floresta, além do aproveitamento dos rios para a produção de energia elétrica (caso da usina Hidrelétri- ca de Tucuruí, no Rio Tocantins) e a construção da Estrada de Ferro cara- jás para o transporte dos re- cursos minerais até o porto de itaqui, no Maranhão, de onde são exportados. obser- ve a figura 20. o projeto atraiu traba- lhadores de várias partes do Brasil, o que estimulou a fun- dação de cidades. Ainda hoje o projeto Grande carajás tem papel importante na pro- dução de espaços geográ- ficos na Amazônia Legal. Figura 19. Vista aérea do distrito industrial da cidade de Manaus, AM (2014). Fonte: elaborado com base em BEcKER, Berta K. Amazônia. São paulo: Ática, 1990. p. 66. a n d er so n d e a n d ra d e pi m en te l Figura 20. Projeto Grande Carajás – 1980 EQUADOR0° 50° O R O D O V IA C U IA B Á -SA N TA R ÉM Ri o X in g u R io A ra gu ai a R io T o c a nt in s OCEANO ATLÂNTICO R. AMAZONAS R. Trom b etas RO D O V IA B EL ÉM -B RA SÍ LI A RO DOVIA TRANSAMAZÔNICA HIDR OVIA E.F. CARAJÁS Macapá Oriximiná Almeirim Belém Vila do Conde São Luís ItaquiSantarém Altamira Tucuruí ALBRÁS Paragominas ALUMAR Marabá Imperatriz MA TocantinópolisCarajás ALUNORTE AP PA Ferro Manganês Cobre Níquel Bauxita Fábrica Exportação Hidrovia Usina hidrelétrica Área do Projeto Grande Carajás Área das jazidas minerais Rodovia pavimentada Rodovia sem pavimentação Ferrovia250 km NE LO SE S N NO SO ru be n s Ch av es /p u ls a r im a g en s Navegar é preciso Suframa Na aba “Suframa”, navegue pela animação “cunhantã”. uma personagem apresenta a Superintendência da Zona Franca e os 40 anos da entidade. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 127 30/03/16 13:21 Atividades dos percursosAtividades dos percursos 13 e 14 128 ExpEdição 4128128 Amazônia Legal: terras indígenas e extração madeireira – 2009 EQUADOR 0º 60º O OCEANO ATLÂNTICO MG MT MS GO DF AC AM RR RO PA AP TO MA PI BA Exploração madeireira Terras indígenas Amazônia Legal Extração ilegal em Terras Indígenas Revendo conteúdos 1 Consulte o mapa da figura 4, na página 114, e localize o pico culminante do Brasil. Depois, responda às questões. a) Qual é seu nome? b) Qual é sua altitude? c) Em que estado se localiza e da fronteira de qual país está mais próximo? 2 Compare a figura 4, na página 114, com a figura 7, na página 115, e explique por que a maior parte da população da Região Norte distribui-se ao longo dos vales fluviais. 3 Em relação à Região Norte, entre o fim do século XIX e início do século XX, responda: a) Que atividades econômicas impulsio- naram seu desenvolvimento? b) Dê exemplos de transformações no espaço geográfico resultantes das ativi- dades econômicas mencionadas na questão anterior. 4 Os governos militares no Brasil, a partir de 1964, entenderam que havia a neces- sidade de promover maior povoamento na Amazônia e dinamizar a economia da região. Cite ao menos três iniciativas desses governos para atingir tal finalidade. Leituras cartográficas 5 Observe atentamente o mapa e sua legenda. Escreva um texto sobre o que o mapa representa, não se esquecendo de apontar a situação dos povos atingidos tanto pela prática legal quanto pela prática ilegal do tema tratado no mapa. FE RN A N D O J O SÉ F ER RE IR A Fonte: cARNEiRo FiLHo, Arnaldo; SouZA, oswaldo Braga de. Atlas de pressões e ameaças às terras indígenas na Amazônia brasileira. São paulo: instituto Socioambiental, 2009. p. 43. 260 km NE LO SE S N NO SO EQUADOR 0º 60º O OCEANO ATLÂNTICO MG MT MS GO DF AC AM RR RO PA AP TO MA PI BA Exploração madeireira Terras indígenas Amazônia Legal Extração ilegal em Terras Indígenas R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 128 30/03/16 13:21 129pERcuRSo 14 129129 Província petrolífera do Rio Urucu São Gabriel da Cachoeira (AM): climograma Explore 6 São Gabriel da Cachoeira é um muni- cípio do Amazonas situado a 0º lati- tude. Uruguaiana é um município do Rio Grande do Sul e está localizado a 29º latitude Sul. Observe os climogramas e responda: 7 A foto mostra um hotel na Floresta Amazô- nica, município de Iranduba, AM (2013). a) Qual climograma apresenta menor varia- ção de temperatura média? Por quê? b) Em qual dos municípios há maior média de precipitação durante o ano? Expli- que sua resposta. c) Consulte o mapa da figura 7 na página 17 (Percurso 1), e aponte seus respecti- vos tipos de clima. Fonte: MENdoNçA, Francisco; dANNi-oLiVEiRA, inês M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São paulo: oficina de Textos, 2007. p. 153 e 180. J F M A M J J A S O N D Pr ec ip it aç ão ( m m ) Te m p er at u ra ( o C ) 0 400 300 200 100 0 40 20 30 10 J F M A M J J A S O N D 0 Pr ec ip it aç ão ( m m ) Te m p er at u ra ( o C ) 400 300 200 100 0 40 20 30 10 Uruguaiana (RS): climograma fe rn a n d o jo sé f er reir a fe rn a n d o jo sé f er re ir a a) Que atividade econômica é responsável por esse tipo de obra? b) Em sua opinião, para que essa atividade não seja prejudicial ao ambiente, que ações sustentáveis podem ser realizadas? 8 Observe a representação a seguir. Rio Ju ru á Rio Pu ru s Rio Tefé Rio Urucu Rio N egro Rio M ad eir a Carauari Coari Tefé Reman Manaus Província do Urucu Terminal de Solimões Rio Solimões 65º 5º Parte da produção é transformada em gás liquefeito (gás de cozinha) no próprio local de exploração, de onde é transportado por poliduto (duto que transporta produtos diversos) até o terminal portuário no Rio Solimões. Fonte: WANdERLEY FiLHo, Joaquim R.; cARNEiRo, Fernando A. c. do Amaral. Amazônia, a floresta e o futuro 2. Scientific American Brasil. São paulo: duetto Editorial, 2008. p. 88. 160 km a n d er so n d e a n d ra d e pi m en te l a) Consultando a figura 5, da página 114, em que unidade do relevo se localiza a província petrolífera de Urucu? b) Observando a representação, que meio de transporte é empregado para levar o gás liquefeito do terminal até Manaus? c) Em sua opinião, a extração de petróleo e gás natural na Floresta Amazônica pode provocar impactos ambientais? Por quê? NE LO SE S N NO SO h em is /a la m y/ la ti n st o Ck R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 129 30/03/16 13:21 PERCURSO 15 130 ExpEdição 4 Amazônia: conflitos, desmatamento e biodiversidade A entrada do grande capital na Amazônia Legal em tempos recentes diante das dificuldades apresentadas pelos núcleos de colonização implantados na Amazô- nia, o governo federal, a partir de 1974, alterou a política de ocupação e desenvolvimento eco- nômico da região. iniciando um novo processo, deu preferência ao grande capital, ou seja, às grandes empresas agropecuárias e de minera- ção nacionais e estrangeiras, que se instalaram na região em áreas gigantescas, às vezes maio- res que alguns estados brasileiros e que muitos países (figura 21). Nesse novo processo, acentuaram-se os con- flitos de interesses e de territorialidade, isto é, a disputa por territórios entre os grupos ou prota- gonistas sociais da Amazônia, desfavorecendo, geralmente, os de menor poder político e eco- nômico, como os povos indígenas e a população ribeirinha. 1 Figura 21. Vista aérea da fábrica de celulose do projeto Jari, em uma das margens do Rio Jari, Ap (2012). Na margem oposta, ao fundo, aglomerado humano conhecido como Beiradão. lu is a r iC Ci a ri n i/ le em a g e/ a fp • Os protagonistas sociais com a entrada do grande capital, o garimpeiro foi vencido pela empresa de mineração, e o pequeno agricultor foi suplantado pela gran- de empresa rural ou pelo agronegócio. o trabalhador sem-terra foi submetido, muitas vezes, à condição de servidão (figura 22), e o pos- seiro foi expulso de sua pequena roça. Grupos indígenas perderam suas terras ou aguardam até hoje a demarcação e a legalização delas. Ma- deireiros ilegais entraram em conflito com indígenas, posseiros, peque- nos agricultores e povos da floresta. Grileiros ocuparam terras públicas, onde poderiam ser assentadas famílias de sem-terra. Alguns interessa- dos nas terras chegavam a contratar pistoleiros para assassinar quem se opunha a seus interesses. A atividade de compra e venda de ter- ras tanto enriqueceu pessoas como ocasionou o desmatamento, com a consequente perda de biodiversidade, acompanhada de desequilíbrios ecológicos e destruição de ecossistemas. Navegar é preciso Tudo sobre desmatamento zero – Folha de S.Paulo com mapas, fotos e infográficos, a página mostra que zerar a devastação florestal da Amazônia pode ser bom negócio para todos. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 130 30/03/16 13:21 131pERcuRSo 15 As intervenções humanas na Amazônia, como em qualquer meio na- tural, não podem ser realizadas de forma irresponsável e predatória; é preciso planejá-las. Há também a necessidade de os governos estaduais e federal resolverem a questão da posse da terra entre os vários prota- gonistas sociais. Especialistas sugerem como solução para a exploração econômica da região a prática do desenvolvimento sustentável. E, para minimizar os conflitos sociais, apontam a urgência da aplicação de uma política fundiária ou de terras que contemple democraticamente todos os envolvidos na questão. O desmatamento na Amazônia Entre as causas históricas do desmatamento na Amazônia, podemos destacar a expansão urbana, a exploração madeireira (figura 23) e a ex- pansão da fronteira agropecuária. calcula-se que, desde a década de 1960 até os dias atuais, foram desmatados em torno de 700.000 km2 da Amazônia, cerca de 17% de sua cobertura florestal. isso corres- ponde a uma área quase equivalente à dos estados do Maranhão, piauí e ceará juntos. 2 Figura 22. Trabalhador na produção de carvão vegetal a partir de madeira extraída ilegalmente da Floresta Amazônica, no município de Goianésia do pará, pA (2012). Em anos recentes, muitos trabalhadores submetidos à servidão nessa e em outras atividades foram libertados por ações policiais. Figura 23. Além das madeireiras legais, que extraem o produto de acordo com as normas estabelecidas pelo instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (ibama), existem as madeireiras clandestinas. Na foto, apreensão de madeira ilegal no município de Santarém, pA (2013), em uma operação da polícia Militar. lu n a e pa rr a Ch o /r eu te rs /l a ti n st o Ck n a Ch o d o Ce /r eu te rs /l a ti n st o Ck Quem lê viaja mais LESSA, Ricardo. Amazônia: as raízes da destruição. 9. ed. São paulo: Atual, 2009. o livro aborda assuntos que ainda são muito atuais na realidade amazônica, como as questões ambientais e os conflitos por terras, além da resistência indígena e dos projetos agropecuários e suas consequências. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 131 30/03/16 13:21 132 ExpEdição 4 Figura 25. Estados da Amazônia Legal: parte do desmatamento no total da área desmatada – 1988-2014 • O arco do desmatamento Na Amazônia Legal, o desmatamento é bastante intenso nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e pará, formando a área que se de- nomina arco do desmatamento (figuras 24 e 25). Fontes: Especial Amazônia. Veja. São paulo: Abril, ano 41, n. 12, p. 98-99, mar. 2008. iMAZoN. O aumento do desmatamento na Amazônia em 2013: um ponto fora da curva ou fora de controle? p. 3. disponível em: . Acesso em: 23 out. 2015. Fonte: elaborado com base em inpe. disponível em: . Acesso em: 23 out. 2015. fe rn a n d o jo sé f er re ir a Figura 24. Amazônia Legal: o arco do desmatamento – 2013 60º O AC AM RR RO AP PA MA TO MT Rio Branco Manaus Boa Vista Porto Velho Macapá Belém Nova Ubiratã São Félix do Xingu Cuiabá PI MA BABA GO MS Área desmatada Amazônia legal Capital Cidade principal Avanço da ocupação O avanço das motosserras sobre a floresta O arco do desmatamento O mapa preparado com base em imagens feitas por satélites mostra o estágio do desmatamento na Amazônia. Nos últimos anos, a floresta perdeu uma área maior que a da Itália. As setas mostram as principais vias de avanço da ocupação humana na Floresta Amazônica. Nova Ubiratã, noem: <http://vfco.brazilia.jor.br/ ferrovias/mapas/1965-Estrada-de-Ferro-Madeira- Mamore.shtml>. Acesso em: 25 out. 2015. Interprete 1. Retire do texto um trecho que justifi que a denominação de “Ferrovia do Diabo” à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Argumente 2. Com base no conteúdo desta Expedição, explique por que ocorreu a decadência da produção de borracha natural na Amazônia por volta de 1912. Sugerimos desenvolver atividade interdisciplinar com o professor de História, de modo a aprofundar e melhor contextualizar os períodos da História do Brasil e do cenário internacional nos quais ocorreu a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 139 30/03/16 13:21 Atividades dos percursosAtividades dos percursos 15 e 16 140 ExpEdição 4140140 Revendo conteúdos 1 Sobre a ocupação da Amazônia em tempos recentes, faça o que se pede. a) Explique o que são conflitos de territo- rialidade e quais são os protagonistas sociais envolvidos nessa questão. b) Quais são as consequências ambientais e sociais decorrentes desses conflitos? 2 O que é o “arco do desmatamento”? 3 Qual é a relação existente entre o desmata- mento da Floresta Amazônica e o clima na produção de alimentos em outras regiões do país? 4 Sobre a biopirataria: a) Explique o que é. b) Comente sobre a convenção que regu- lamenta os casos de biopirataria no Brasil e no mundo. 5 Explique o que é e como atua uma organi- zação não governamental (ONG). Depois, informe-se se em seu município existem ONGs e quais são seus objetivos. 6 Você acredita que a criação de reservas extrativistas no Brasil é uma iniciativa importante? Por quê? Leituras cartográficas 7 Observe o mapa e responda às questões. Fonte: imazon. Como melhorar a eficácia dos acordos contra o desmatamento associado à pecuária na Amazônia? disponível em: <http://imazon.org.br/como-melhorar-a-eficacia-dos-acordos- contra-o-desmatamento-associado-a-pecuaria-na-amazonia/>. Acesso em: 25 out. 2015. 0º 50º O EQUADOR AC AM RR RO AP PA MA TO MT OCEANO ATLÂNTICO Floresta Frigoríficos Área não florestada Desmatamento Principais rodovias 410 km fe rn a n d o jo sé f er re ir a Explore 8 Leia o fragmento de texto e responda às questões. “[…] Da altura extrema da Cordilheira, onde as neves são eternas, a água se des- prende e traça um risco trêmulo na pele antiga da pedra: o Amazonas acaba de nascer. A cada instante ele nasce. Descende devagar, sinuo sa luz, para crescer no chão. Varan- do verdes, inventa o seu caminho e se acrescenta. Águas subterrâneas afloram para abraçar-se com a água que desceu dos Andes. Do bojo das nuvens alvíssimas, tangidas pelo vento, desce a água celeste. Reunidas elas avançam, multiplicadas em infinitos caminhos, banhando a imensa planície cortada pela linha do Equador. […] Na luta contra a natureza, na última e porventura definitiva luta do homem contra a natureza, que se trava na Amazônia, o homem parece ganhar. Sem se dar conta de que, ao fim da cega peleja, ele poderá ser o grande derrotado. […]” MELLo, Tiago. Mormaço na Floresta. Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 1981. v. 2. p. 67 e 92. (coleção poesia Sempre). a) Em que área do mapa há predomínio de frigoríficos? A que fator de ordem econômica isso está relacionado? b) De que forma essa atividade econô- mica está, nesse caso, ligada a proble- mas ambientais de ordem global? c) Com base em seus conhecimentos e no que você estudou, dê um título para esse mapa. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 .NE LO SE S N NO SO R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 140 30/03/16 13:21 141pERcuRSo 16 141141 a) Nesse texto, a qual cordilheira o autor se refere? b) Descubra no texto quais águas se juntam para formar o Rio Amazonas. c) A qual paralelo o autor se refere? Qual é sua medida em graus? d) Como você interpreta o último parágrafo? 9 O carbono (C) é um elemento químico fundamental na composição dos organismos vivos da Terra. É o gás carbônico (CO2), por exem- plo, que possibilita a obtenção de energia pelas plantas. Observe a representação do ciclo do carbono a seguir e responda às questões. a) Que situação representada gera apenas emissão de gás carbônico para a atmosfera? Dê exemplos. b) Explique a importância da vegetação e do oceano no ciclo do carbono. Fonte: elaborado com base em FoRMAd; icV; ipam; iSA; STRLRV. Clima e desmatamento no Xingu: contribuição científica para a preservação e valorização do meio ambiente e sociedade nas cabeceiras do xingu. ipam, boletim n. i, p. 4. 2009. 10 Leia o texto a seguir. “A floresta em pé protege a biodiversida- de, assegura estoques de recursos naturais, regula o clima, mantém a oferta de recursos hídricos […].” iNSTiTuTo Socioambiental. Almanaque Brasil Socioambiental 2008. São paulo: instituto Socioambiental (iSA), 2007. p. 267. • Explique o texto acima, relacionando os elementos naturais nele mencionados com o contexto da Floresta Amazônica. Pesquise 11 Pesquise sobre uma ONG cujo objeti- vo seja o combate ao desmatamento. Descubra onde e de que forma ela atua, como se mantém financeiramente e que grupos são beneficiados por ela. Leve as informações para a sala de aula e, em grupos, discutam sobre o papel dessa ONG opinando a favor ou contra suas medidas e apresentando sugestões para melhorá-las. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Mudanças no uso do solo Queima de combustíveis fósseis Oceano Vegetação terrestre 1,5 900,5 925,5 6160 va g n er v a rg a s Valores em bilhões de toneladas de carbono Emissões para a atmosfera Absorção por oceanos, vegetação e solo ATMOSFERA R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-110-141-EG7-U04-M.indd 141 30/03/16 13:21