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FORTITUDINE IJF Instituto Dr. José Frota Fortaleza Referência em saúde. PREFEITURA Manual de Intoxicações por Plantas Karoline Rocha Fabiana Pereira | Polianna Lemos Moura Moreira NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA IJFFORTITUDINE IJF Instituto Dr. José Frota Fortaleza Referência em saúde. PREFEITURA Manual de Intoxicações por Plantas Karoline Rocha Fabiana Pereira I Polianna Lemos Moura Moreira NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA I IJFFORTITUDINE IJF Instituto Dr. José Frota Fortaleza Referência em saúde. PREFEITURA José Sarto Nogueira Moreira Prefeito de Fortaleza Ana Estela Fernandes Leite Secretária Municipal da Saúde Riane Maria Barbosa de Oliveira Superintendente do Instituto Dr. José Frota Osmar Azevedo Aguiar Filho Superintendente Adjunto do Instituto Dr. José Frota Rita de Cássia Rodrigues Diretora Administrativa Financeira do Instituto Dr. José Frota Roberto César Pontes Ibiapina Diretor Médico do Instituto Dr. José Frota Jacqueline de Sousa Lima Ribeiro Diretora de Enfermagem do Instituto Dr. José Frota Raquel Pessoa De Carvalho Diretora Técnica do Instituto Dr. José FrotaAutoras: Karoline Rocha Discente de graduação em Medicina pela Universidade Estadual do Ceará - UECE (2017 - 2022). Atuou como estagiária no Centro de informação e Assistência Toxicológica do Hospital Instituto Dr. José Frota (2020-2021).Atuou como vice- presidente e coordenadora científica da Liga Acadêmica de Genética, Neonatologia e Pediatria (LIGENPE) do UECE (2018-2020). Ex-presidente da Liga acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia (LIGEO) da UECE(2017-2019). Atua no projeto de extensão Nefro em Foco (@nefroemfoco), como diretora de mídias sociais (desde 2020). Desenvolve estudos nas seguintes linhas de pesquisa: emergência pediátrica, toxicologia, nefrologia e educação médica.Fabiana Pereira Soares Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Ceará - UFC (1994), mestrado em Química pela Universidade Federal do Ceará - UFC (1998) e doutorado em Desenvolvimento e Inovação tecnológica de Medicamentos pela Universidade Federal do Ceará - UFC (2015) Atualmente a professora adjunta da Universidade de Fortaleza, em experiência em farmacognosia, atuando principalmente nos seguintes temas: controle de qualidade, fitoterapia e química de produtos naturais.Graduada em Farmácia pela Universidade Federal do Ceará - UFC (1994), especialista em Administração Hospitalar (UNAERP-SP, 1997) em Farmácia Clínica Hospitalar (USP-SP, 2000), em Ativação de Processos de Mudança na Formação Superior de Profissionais de Saúde (FIOCRUZ, 2014) e Especialista Profissional Farmacêutico em Farmácia Hospitalar (SBRAFH, 2019). Mestre em Fármacos e Medicamentos (USP-SP, 2002). Foi professora na disciplina de farmácia hospitalar na UFC (2004-2005) Atualmente é orientadora da Liga Acadêmica de Farmácia Hospitalar - LAFH da Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Farmacêutica hospitalar do Hospital Distrital Gonzaga Mota Messejana (HDGMM). Farmacêutica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Ceará (CIATOX-IJF) e docente do curso de farmácia da UNIFOR. Pesquisadora dos seguintes temas: farmácia clínica e hospitalar, atenção farmacêutica, toxicologia clínica.Polianna Lemos Moura Moreira Albuquerque Possui PhD em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Ceará - UFC (Maio 2019). Mestre em Ciências Médicas pela UFC (2013). Possui graduação em Medicina pela UFC (2004), residência médica em Clínica Médica pelo Hospital Geral César Cals (2008). Médica Nefrologista pela UFC (2010). Possui Titulo de Especialista em Nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (2010). Atuou como pesquisadora afiliada no Programa Translacional Australiano de Toxicologia Clínica (TACT). Universidade de Sydney. Austrália, financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior (CAPES) através do programa Doutorado Sanduíche no Exterior (2017-2018). Médica nefrologista no Hospital Instituto Dr. José Frota, onde trabalha desde 2008. Atua como coordenadora do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do mesmo hospital (desde 2013). Docente do Curso de Medicina da Universidade de Fortaleza desde Janeiro de 2019. Tem experiência na área de Medicina de Urgência, Nefrologia e Toxicologia Clínica, onde desenvolve pesquisas na área de intoxicações por animais peçonhentos.Colaboradores: ACADÊMICOS: Universidade de Fortaleza (UNIFOR) Ana Kaline Oliveira Chagas - Farmácia Antônia Deyse Castro Ribeiro - Farmácia Marina dos Santos Oliveira - Farmácia Ricardo Serejo Tavares - Medicina Valessa Rios Pires - Farmácia Centro Universitário Christus (Unichristus) Sabrina Karen Medino Malveira - Medicina Universidade Federal do Ceará (UFC) Dimis Ramires Lima de Melo - Farmácia Elaine Lima Gomes - Farmácia Isabelly Crysthynne Moreira da Luz - Farmácia Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) Naiane Nadylla Nobre Sombra - Farmácia FARMACÊUTICOS DO CIATox-CE: Carlos Tiago Martins Moura Francisca Miranda Lustosa Francisco Márcio Tavares Holanda Geysa Aguiar Romeu Joaquim Gonçalves Neto Karla do Nascimento Magalhães Mariana de Oliveira Brizeno Maria do Socorro Batista Veras Raquel Evangelista de Moura Sandra Mara Brasileiro Mota Venúcia Bruna Magalhães Pereira NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA I IJF 3255.5012 (85) 9 8439.7494FORTITUDINE IJF Instituto Dr. José Frota Fortaleza Referência em saúde. PREFEITURA Copyright © As autoras Copyright do Texto © 2022 As autoras Copyright da Edição © 2022 Anne Karoline Araújo Rocha Revisão: Fabiana Pereira Soares e Geysa Aguiar Romeu Organização: Polianna Lemos Moura Moreira Albuquerque REGISTRO DE OBRA ISBN: 987-65-5381-062-4 DOI: 10.51859/AMPLLA.MIP624.1122-0Manual de Intoxicações por Plantas NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA IJF Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Manual de intoxicações por plantas [livro / Anne Karoline Araújo Rocha. [et al]. Campina Grande : Editora Amplla, Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura de Fortaleza, 2022. 75 p. Formato: PDF ISBN: 4 1. Plantas. 2. Intoxicação. I. Rocha, Anne Karoline Araújo. II. Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura de Fortaleza. III. Título. CDD-616 Sueli Costa - Bibliotecária - CRB-8/5213 Índices para catálogo sistemático: 1. Intoxicação por plantas 616 IJF Instituto Dr. José Frota Fortaleza Referência em saúde. PREFEITURA Copyright@Asautoras Copyright da Araújo Rocha Revisão: Fabiana Pereira Soares e Geysa Aguiar Romeu Organização: Polianna Lemos Moura Moreira AlbuquerqueMedidas E melhor preventivas prevenir do que remediar!! Manter plantas venenosas fora do alcance das crianças; Conhecer as plantas venenosas existentes em casa e aos arredores pelo nome e pelas características; Não preparar remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica; Tomar cuidado ao podar plantas que liberam látex; Usar luvas e lavar bem as mãos após manipular plantas; Não comer folhas e raízes desconhecidas e ensinar crianças a não as colocar na boca, nem as utilizar como brinquedo.SUMÁRIO 1. Aroeira 11 2. Avelós 13 3. Bico-de-papagaio 15 4. 17 5. Cinamomo 19 6. 21 7. Copo-de-leite 23 8. Coroa-de-cristo 25 9. Espirradeira 27 10. Espada-de-são-jorge 29 11. Flor-do-deserto 31 12. Mamona 34 13. Mandioca-brava 36 14. Nim-da-india 38 15. 41 16. Oficial-de-sala 44 17. Pinhão-roxo 46 18. Saia-branca 48 19. Taioba-brava 50 20. Tinhorão 52 21. Urtiga 54 22. Zaza 56Aroeira Familia: Anacardiaceae / Cientifico (nome popular): molleoides (aroeira-brava ou no aroeira-branca), brasiliensis (aroeira- brava ou branca) de Princípio ativo: óleos voláteis (felandreno, carvacrol, pineno). Nao de bom-dia a ela não que a coceira O quadro de (dermatite por aroeira), que pode ser desencadeado pelo contato com todas as espécies do gênero Lithraea, é cercado de uma fantasia popular que diz se o povo não der um bom dia à planta, manifestará reação na pele. Sintomas: Contato com resina de folhas e cascas ou por ingestão de partes da planta. 11Em caso de contato: As folhas e a casca possuem resina altamente alergizante que, aderida a partículas dispersas no ar, pode causar dermatites por contato direto ou mesmo à distância, sem necessidade de contato. A lesão é caracterizada por eritema, pápulas, vesículas e bolhas com de prurido intenso. Em caso de ingestão: Pode cursar com sintomas gastrointestinais. Conduta: Lavar a pele de forma abundante com água e sabão; Evitar novo contato com o alérgeno; Abordagem sintomática do quadro agudo; Em caso de dermatite aguda aparente, a terapia inclui corticosteroides tópicos, anti-histamínicos e banhos relaxantes; Reações graves requerem o uso de corticoides sistêmicos; Orientar o uso de protetor solar e abstenção de exposição ao sol nas 48 horas seguintes ao acidente. 12da Avelós de Euphorbiaceae / Cientifico: Euphorbia tirucalli / popular: graveto-do- no figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau- pelado, Graveto do Cão Corre do pra não sofrer na nele nos Princípio ativo: olhos e na Regiões de possível látex irritante. acometimento no acidente, que pode ser considerado cáustico. Adquire grande importância, no momento, pelos resultados promissores de seu uso na quimioterapia oral, principalmente nos casos de carcinoma de mama, com poucos efeitos colaterais observados até agora. (FILHO, 2017) 13Sintomas: da Ingestão ou contato com látex de (seiva leitosa) da planta. no Contato com pele e mucosas: dor, ardência, prurido, eritema, formação de pústulas; Ingestão ou mastigação: irritação, edema de lábios e língua, dor em queimação, sialorreia, disfagia, odinofagia, desconforto retroesternal, dor abdominal, lesão esofágica; Contato com os olhos: conjuntivite, lesões na córnea (queimadura química), perda parcial ou total da visão. Em caso de contato: Lavar local de contato com água ou soro fisiológico 0,9%; Sintomáticos: Em caso de ingestão: Administrar protetores gástricos; Corticoterapia por via oral ou parenteral; Medidas de eliminação: SÃO CONTRAINDICADAS; Em exposições oculares: Descontaminação ocular com soro fisiológico a 0,9%; Analgesia; Encaminhamento ao oftalmologista. 14da Bico-de- papagaio de no Familia: Euphorbiaceae / Cientifico: Euphorbia pulcherrima popular: rabo- de-arara, papagaio. Por contato ou ingestão com o princípio ativo: Pode causar distúrbios visuais. látex irritante. Se vista boca Lesão de pele e logo e mucosas. Alterações do trato gastrointestinal (TGI) Sintomas: Ingestão ou contato com todas as partes da planta. Contato da seiva leitosa na pele e mucosas: Pode provocar edema de lábios, boca e língua, dor em queimação e prurido local. 15da Manifestações oculares: Irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade visual. de Ingestão: no Pode causar náuseas, vômitos e diarreia. Conduta: Em casos de ingestão: Em exposições oculares: Tratamento sintomático e Descontaminação ocular com suportivo (atenção especial soro fisiológico 0,9%; distúrbios Colírios antissépticos; Antiespasmódico; Analgésicos; Antiemético; Avaliação oftalmológica. Protetor de mucosa e adsorventes by Bico-de-papagaio também é muito conhecida como "PLANTA DE NATAL" por auxiliar nas decorações natalinas. No entanto, é importante lembrar sempre de tomar cuidado ao la e de mantê-la longe de crianças e animais, em decorrência do risco tóxico apresentado pelo planta! 16Chapéu-de- napoleão de no Familia: Apocynaceae / Cientifico: popular: jorro-jorro, bolsa-de-pastor, noz-de-cobra, cerbera. Princípios na ativos: glicosídeos cardiotóxicos + látex irritante. sim, mas no bucho A ingestão provoca sintomas gastrointestinais, cardiovasculares e neurológicos. Sintomas: Ingestão ou contato com todas as partes da planta. TGI: dor e queimação oral, sialorreia, náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarreia. 17Manifestações neurológicas: da cefaleia, tontura, confusão mental e distúrbios visuais. de Distúrbios cardiovasculares: arritmias, bradicardia, hipotensão. no Manifestações oculares: fotofobia, congestão conjuntival e lacrimejamento. Conduta: Tratamento sintomático e Exposições oculares: suportivo (atenção especial aos Descontaminação ocular com distúrbios hidroeletrolíticos); soro fisiológico 0,9%; Colírios antissépticos; Antiespasmódico; Analgésicos; Antiemético; Avaliação oftalmológica. Protetor de mucosa e adsorventes no da É conhecida popularmente como chapéu-de-napoleão devido ao formato das sementes. de 18da Cinamomo de Familia: / Cientifico: Melia no azedarach / jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado - loureiro-grego, Sendo so podia assustar! Princípio ativo: saponinas e alcaloides neurotóxicos (azaridina). A ingestão provoca: sintomas gastrointestinais e neurológicos. Sintomas: Ingestão do fruto ou chá das folhas. O início dos sintomas pode ser rápido ou demorar algumas horas. O quadro inicia- se com náuseas, vômitos, cólica abdominal e diarreia intensa, podendo evoluir com distúrbios hidroeletrolíticos graves. Seguido de confusão mental, ataxia, torpor e coma. 19da Conduta: Lavagem gástrica (até 1h da ingestão); de no Adstringentes (carbonato de cálcio); Demulcentes; Benzodiazepínicos, se convulsões; Hidratação vigorosa, se hipotensão; Suporte intensivo, se distúrbios respiratórios. Demulcentes Protetor físico (de barreira) de mucosas; que suaviza ou abranda; com poder laxativo. exemplos: Cremes, gelatina, leite, sorvete, clara de ovos. 20da Comigo- ninguém - pode de no Araceae / Cientifico: Dieffenbachia picta / popular: aninga- do-pará. Princípio ativo: os rafídeos de oxalato de cálcio facilitam a penetração do agente intoxicante: substância lipídica e látex. toca ninguem come e cospe Não se deve irritação sintomas induzir vômito. gastrointestinais. Sintomas: Ingestão ou contato com todas as partes da planta. A ingestão e contato com a planta podem causar dor em queimação, eritema e edema em lábios, língua, palato e faringe; sialorreia, disfagia, asfixia, cólicas abdominais, náuseas, vômitos e diarreia. 21Manifestações oculares: irritação da intensa, congestão, edema, fotofobia e lacrimejamento. de no Conduta: lavagem gástrica, carvão ativado e indução de vômito SÃO CONTRAINDICADOS Ingestão: Oferecer líquidos frios ou gelados em abundância; Bochechos com solução de hidróxido de alumínio; Antiespasmódicos; Corticoides tópicos (sistêmicos, em casos graves); Indicação de Endoscopia Digestiva Alta (EDA) . Exposições Cutâneas: Lavar com água corrente sem sabão. Exposições Oculares: Descontaminação ocular com água corrente ou soro fisiológico 0,9%; Analgésicos; Corticoides. No conhecimento popular, ela é capaz de emanar vibrações que afastam e quebram todas as energias negativas de qualquer ambiente, sendo recomendada para proteger lar de visitas indesejadas, invasores e cobiça ao ser colocada logo ao pé da porta de entrada de residência. 22Copo-de-leite / Zantedeschia / popular: copo-de-leite, - caládio. by oxalato sozinho não causa intoxicação. kiwi e abacaxi são frutos cheios de cristais de oxalato de cálcio em forma de agulha (ráfides) e não nos fazem mal. copo de mas não e pra beber Princípio ativo: oxalato de cálcio e saponinas. A ingestão provoca: lesões em mucosas e sintomatologia gastrointestinal. Sintomas: Ingestão ou contato com todas as partes da planta. A ingestão e contato podem causar sensação de queimação; edema de lábios, boca e língua e até de glote; vômitos, sialorreia, dor retroesternal, disfagia, cólicas abdominais; em casos graves, insuficiência respiratória aguda e asfixia. 23Em olhos: ceratoconjuntivite; Em pele: dermatite de contato. Conduta: Lavar local com água corrente; by Sintomáticos; Hidratação vigorosa (evitar deposição de cristais nos rins) Administração de líquidos demulcentes; Anti-histamínicos e corticoides, em casos graves; Lavagem gástrica em casos de ingestão macica; Demulcentes Em intoxicações graves, monitorizar Protetor físico (de barreira) de função renal, calcemia e gasometria mucosas; que suaviza ou (possibilidade de acidose). abranda; com poder laxativo. Em exposições oculares: Descontaminação ocular com água corrente ou com soro fisiológico 0,9%. Cremes, gelatina, leite, Em caso de dor retroesternal ou abdominal sorvete, clara de ovos. intensa: Solicitar Endoscopia Digestiva Alta (EDA). 24da Coroa-de-cristo de Familia: Euphorbiaceae / Cientifico: Euphorbia popular: cristo-gigante, no colchão-de-noiva, dois-irmãos, bem-casados, coroa-de-espinhos, martírios, duas - -amigas, dois-amigos. Muito utilizadas para ornamentação Protege cercas mas no ser vivo faz um estrago Princípio ativo: látex irritante. Principalmente em pele e mucosas, com lesões irritativas e prurido. Sintomas: Ingestão ou contato com todas as partes da planta. Se contato com a pele (látex ou espinhos): lesões irritativas (desde simples eritema até vesícula e posterior pústula), fortemente pruriginosas e, às vezes, dolorosas (sensação de queimação). O prurido favorece, principalmente em crianças, aparecimento de infecções secundárias. 25Se ingestão ou mastigação (qualquer parte): lesão irritativa da mucosa oral, com edema de da lábios e língua, dor em queimação e Raramente pode cursar com lesão de mucosa faringiana, esofágica e gástrica, com consequente de dor retroesternal e abdominal, disfagia, náuseas e no vômitos. Se contato leitoso com os olhos: Geralmente ocasiona processos inflamatórios (ex. em casos graves, pode evoluir com lesão de córnea e, por conseguinte, perda parcial ou total da visão. Conduta: Ingestão: Lavagem gástrica; Contato Analgésico; Antiespasmódicos; Higiene local (para evitar Protetor de mucosa (leite, óleo de infecções oliva); Uso de solução de Corticoide oral (em casos graves). permanganato de potássio 1:10000, seguido por uso de corticoide tópico (se lesão muito Contato ocular: Lavagem copiosa com água corrente; Anti-histamínico (se necessário). Colírios antissépticos; Corticoides e anti-histamínicos por via parenteral (casos graves). 26Espirradeira de Familia: Apocynaceae / Cientifico: Nerium / popular: oleandro, loureiro-rosa, flor-de-são-josé. do Bem lindinha, mas PERIGOSA! Quem cara não ve coração ! Tem como princípio ativo: Glicosídeos Cardiotóxicos; (semelhantes à digoxina/ digitálico que provocam alterações cardíacas). Sintomas: Ingestão ou contato com O látex da planta Dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarreia, cefaleia, tonturas, midríase, sonolência, transtornos visuais, delírios, torpor, coma, distúrbios cardíacos (BAV e PCR) que podem evoluir para óbito. 27Conduta: Antídoto: anticorpo antidigoxinas (não disponível no CIATox); do Manejo: de Suporte básico de vida; Lavagem gástrica (até 1h da ingestão); Carvão ativado seriado (por se tratar de uma droga de recirculação entérica); Hidratação venosa; Sintomáticos; Solicitar ECG para monitorização cardíaca; Podem ser Arritmias cardíacas devem receber tratamento específico, de acordo com vermelho cada caso. ! Muito utilizada em países asiáticos em tentativas de suicídio; No Brasil, já foi muito utilizada como método abortivo. 28da Espada-de- - jorge de no Ruscaceae / Cientifico: Sansevieria popular: língua-de-sogra, rabo-de-lagarto, - Princípio ativo: látex irritante e oxalato de cálcio. Espada no name, mas não fere quase nada! Tem baixa toxicidade!! Sintomas: Ingestão ou contato com qualquer parte da planta. Apresenta baixa toxicidade se ingerida, cursando geralmente com salivação excessiva. Em casos graves, pode haver agitação ou convulsão. Em contato com a pele causa pequena irritação. 29Conduta: da Contato com pele ou mucosa: Lavar local de contato com água ou soro fisiológico 0,9%; Sintomáticos: de Ingestão: no Administrar protetores gástricos; Corticoterapia por via oral ou parenteral; Uso de se agitação ou convulsão; Medidas de eliminação: SÃO CONTRAINDICADAS; Em exposições oculares: Descontaminação ocular com soro fisiológico a 0,9%; Analgesia; Encaminhamento ao oftalmologista. Vai usar na cuidado com a IRRITAÇÃO! 30Flor-do- deserto da Apocynaceae / Cientifico: Adenium sp. / rosa-do-deserto, adenium, do lírio-impala. Como é chamada Linda como uma flor. mas venenosa como uma cobra. Princípio ativo: Sua seiva é ouabaína (glicosídeo muito tóxica. cardiotóxico). Sintomas: Ingestão de todas as partes da planta (se em alta concentração pode ser letal) ! A ingestão pode provocar vômitos, diarreia, diurese, distúrbio eletrolítico (hipercalemia), insuficiência respiratória, alterações cardíacas (contrações ventriculares prematuras e defeitos de condução AV), alucinação e aborto (em gestantes). 31Contato com a seiva, que é bastante tóxica, pode causar irritação de pele e mucosas. de Conduta: do Ingestão: Assistência respiratória; Medidas sintomáticas e suportivas; Antiespasmódicos; Antieméticos; Correção precoce de distúrbios eletrolíticos; Antiarrítmicos. Lesões de pele: Soluções antissépticas; Analgésicos; Anti-histamínicos e corticoides tópicos (se necessário). Por muito tempo, seu veneno (contido principalmente em raízes e sementes) era concentrado e colocado nas PONTAS DAS FLECHAS para matar animais de grande porte. Designed by Freepik 32 Designed by FreepikMamona de Familia: Euphorbiaceae / Cientifico: Ricinus communis / popular: mamona, carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, - carrapato. do Fruto parece Corona Vírus. do corona so e fazer mal Os sintomas são provocados Princípio ativo: geralmente pela ingestão toxalbumina (ricina). das sementes. Sintomas: Ingestão de sementes ou contato com pelos e espinhos da planta Ingestão de sementes mastigadas: ação irritativa no TGI - dor abdominal, náuseas, vômitos, cólicas intensas, diarreia (às vezes, sanguinolenta). 34Pode evoluir ainda com: dispneia, arritmia, PCR, desidratação grave, insuficiência renal, distúrbios eletrolíticos, hipotensão, choque, torpor, hiporreflexia, coma. de Contato com o látex, os pelos e espinhos podem causar irritação de pele e mucosas. do Conduta: Assistência respiratória; Medidas sintomáticas e suportivas; Carvão ativado; Antiespasmódicos; Antieméticos; Correção precoce de distúrbios eletrolíticos; Em lesões de pele: soluções antissépticas; analgésicos, anti - -histamínicos e corticoides tópicos. O óleo de mamona (ou olho de rícino), velho conhecido de quem sofre de prisão de ventre, é produzido a partir dessas sementes. Mas é justamente por causa da proteína ricina que a planta tem a reputação de ser a mais venenosa do planeta. Essa proteína interfere by no metabolismo celular (inibindo a síntese proteica), levando à morte da célula. 35Mandioca-brava Familia: Euphorbiaceae / Cientifico: Manihot popular: mandioca, maniva. Princípio ativo: glicosídeos cianogênicos. by coração e e fe Pense numa bichinha PERIGOSA! Ela, além de poder afetar SNC, TGI e o CORAÇÃO, pode também afetar SISTEMA RESPIRATÓRIO. Sintomas: Ingestão da raiz ou das folhas cruas ou malcozidas. Náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia, opstótono, trismo, convulsão, coma, midríase, dispneia, aumento da secreção brônquica, apneia, arritmias, hipotensão, óbito por falência cardiorrespiratória e por morte celular. 36Conduta: Administração de nitrito permite a formação de metemoglobina, a qual combina-se com cianeto para formar (praticamente atóxica); by Lavagem gástrica (após estabilização do paciente); Tratamento sintomático e suportivo; Manter condições cardíacas e respiratórias adequadas - Solicitar ECG; Administração de diazepam, se convulsão. ! Tapioca vida! lhu!!! Massssss, mandioca crua morte. Cuidado que ela não Brava à toa!! A tapioca não apresenta risco para o consumo, mas a mandioca crua sim! Para prevenir acidentes com esse alimento tóxico, é preciso cozinhar muito bem a mandioca. 37da Nim-da-índia de Meliaceae / Cientifico: Azadirachta indica / popular: neem, no margosa, nime, lila - índio, melia. Muito utilizada como biopesticida Arebaguandi!! Malefica bichinhos mas fazer mal do bicho Termo INDIANO Intoxicação aguda (em altas doses) ou subaguda equivalente à (uso contínuo), principalmente em crianças. "Ai, Meu Deus?!". CURIOSIDADE Princípio ativo principal: Azadiractina orgânica ativa obtida a partir de sementes secas do vegetal), uma substância comprovadamente Foi introduzida no Brasil na década de 1980, com o intuito de trabalhar como um pesticida em lavouras, mas se tornou uma planta com potencial degradante ao meio ambiente e ao vertebrados também, uma vez que estudos recentes demonstraram que seus resíduos podem causar efeitos deletérios a organismos que não são o seu alvo; No Brasil, há formulações comercias que estão aprovadas para uso, contudo existem também formulações caseiras produzidas e empregadas livremente entre diversos produtores orgânicos; Segundo Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2016), a azadiractina está enquadrada na classe toxicológica II (altamente tóxica) devendo ser empregada como uma aplicação foliar em diversos tipos de culturas relacionadas à jardinagem amadora. Contudo, quanto ao potencial de periculosidade ambiental é enquadrada na classe IV (produto pouco perigoso ao ambiente). 38Sintomas: Ingestão de partes da planta ( principalmente sementes) Estudos recentes descreveram efeitos importantes do acidente com óleo de Nim em diferentes órgãos, especialmente fígado e rim, de animais que o consumiram através de água contaminada ou mesmo por contato direto. Há dois tipos possíveis de intoxicação: 1. Aguda BAIXAS DOSES: DIARREIA, NÁUSEAS, DESCONFORTO GERAL; COM 5ML: VÔMITOS, SONOLÊNCIA, ACIDOSE METABÓLICA, LEUCOCITOSE (Polimorfonucleares - neutrófilos, eosinófilos, basófilos), ENCEFALOPATIA. Quadro semelhantes à Síndrome de Reye (patologia que ocorre geralmente pós-infecção virótica recente, em pacientes que fazem uso de salicilatos e que acomete principalmente fígado e cérebro de modo irreversível). As crianças são as mais gravemente afetadas pelo óleo de nim, cursando, após a ingestão, com VÔMITOS, SONOLÊNCIA, DIFICULDADE RESPIRATÓRIA e CONVULSÕES após 1,5h da última dose. HEPATOMEGALIA também é um achado frequente nessa faixa etária. Esses achados sugerem que o óleo pode estar envolvido na etiologia da Síndrome de Reye que, por sua vez, pode ser causada por um efeito sinérgico da aflatoxina e outros componentes tóxicos presentes no óleo. COM 20ML: Um estudo realizado na Índia em 2013 relatou caso de um humano que foi intoxicado após ter ingerido essa quantidade, evoluindo com PERDA DE CONSCIÊNCIA e CONVULSÕES. ESTUDOS EM RATOS E COELHOS REVELARAM: Toxicidade oral: nenhum efeito negativo até uma dose de 5mL/kg; DL50 com cerca de 13g/kg. Toxidade dérmica e ocular: experimentos demonstraram baixo risco de irritação de pele e mucosos, inclusive ocular. 392. Subaguda Observações experimentais em animais: DIMINUIÇÃO progressiva DO PESO corporal, do PULSO da FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA, juntamente com DIARREIA, foram observados em porquinhos-da-índia (Ali, 1987). Da mesma forma, FRAQUEZA GERAL, DEMINUIÇÃO DA FC e da FR, DIARREIA, sem quaisquer alterações hematológicas foram observadas em cabras. A necropsia mostrou áreas de erosão hemorrágica, congestão e degeneração do fígado, rins, pulmões, duodeno, cérebro e túbulos soníferos (Ali e Salih, 1982). Doses orais de até 100mg/kg por 6 semanas em ratos e 20mg/kg por 28 dias em não causaram nenhuma toxicidade, conforme avaliado por possíveis alterações patológicas em órgãos internos na necropsia (Pillai e Santhakumari, 1984). Conduta: tratamento vai depender da gravidade do acidente! Tratamento sintomático e suportivo Em casos mais graves: (à medida que forem sendo manifestados): Avaliação de função renal e hepática; Lavagem gástrica e carvão ativado Monitorização cardíaca (ECG de 12 (Noz-da-índia Euphorbiaceae / Cientifico: Aleurites popular: nogueira, nogueira-da- índia, castanha-purgativa, cróton - das - - nogueiro a-brasileira, - nogueira- da-praia, noz-candeia, noz das-moluscas pinhão- das-moluscas. do baba! Cuidado pra não secar a Termo INDIANO equivalente à "Não brinca?!" Se liga: Tem propriedades laxativas, porém, A dose tóxica é geralmente superior a 3 existem diversas referências que nozes, mas a sintomatologia tóxica já pode citam sua toxicidade, principalmente ser observada após a ingestão de apenas das sementes não processadas, as uma semente, porém isso vai depender de quais contém saponinas paciente para paciente, levando em (toxalbumina) e forbol. consideração idade, peso e comorbidades. Arvore exótica, natural da Indonésia, Malásia e Índia e largamente cultivada no Sul do Brasil, Argentina e Paraguai. 41Sintomas: Ingestão de partes da planta ( principalmente sementes) os SINTOMAS OCORREM APÓS 20-40 MINUTOS APÓS A INGESTA. Sintomas gastrointestinais: náuseas, vômitos, cólicas abdominais violentas, tenesmo e diarreia, evoluindo para sede intensa, secura nas mucosas, letargia e desorientação. Nos casos mais graves: desidratação acentuada, dilatação das pupilas (midríase), taquicardia, taquipneia, respiração irregular, cianose e aumento da temperatura corporal (hipertermia). A diarreia intensa pode levar a distúrbios hidroeletrolíticos graves, comprometimentos dos rins e alteração na condução cardíaca por perda de íons com sódio e potássio, essenciais na homeostase (equilíbrio) do organismo. Quadros neurológicos: câimbras nos músculos dos membros, parestesias, sensação de formigamento, cefaleia e hiporreflexia, também são descritos. Lesões renais são observadas, geralmente como consequência dos graves distúrbios hidroeletrolíticos. Lesões irritativas em lábios e boca podem ocorrer devido a simples mastigação do caroço da semente. 42Conduta: tratamento vai depender da gravidade do acidente! do Tratamento sintomático e suportivo (à medida que forem sendo manifestados): Lavagem gástrica e carvão ativado (Oficial-de-sala Familia: Asclepiadaceae / Cientifico: Asclepias popular: paina-de- sapo, cega-olhos, erva-de-paina, margaridinha, imbira-de-sapo, erva-de-sapo. do Para Oficial! Bata continencia pra não bater as Tem como princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos (que provocam alterações cardíacas). Sintomas: Ingestão ou contato com qualquer parte da planta. O quadro clínico é semelhante à intoxicação por digitálicos, incluindo alterações neurológicas (ex. cefaleia, tontura, confusão mental, xantopsia, fraqueza), cardíacas (ex. taqui ou bradiarritmias e hipotensão) e gastrointestinais (ex. dor/ queimação, sialorreia, anorexia, náusea, vômito, dor abdominal). 44Em casos de contato ocular: fotofobia, congestão conjuntival, lacrimejamento. Conduta: do Ingestão: Tratamento sintomático e suportivo (com atenção especial aos distúrbios hidroeletrolíticos); Antiarrítmicos; Antiespasmódicos; Antieméticos; A oficial-de-sala aprecia o pleno Protetores de mucosa e adsorvente intestinal; sol, mas pode ser cultivada em meia sombra também. Necessita de solo rico em nutrientes e sua Contato ocular: rega deve ser regular. Ela é originária da América tropical e Lavagem abundante com soro fisiológico subtropical, sendo, no Brasil, 0,9% ou com água corrente; encontrada nos estados do Pará, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Colírios antissépticos; São Paulo e Paraná, florescendo da Analgésicos; primavera até o outono. Encaminhar para avaliação oftalmológica. Bonitinha, mas perigosa. Cuidado ao manuseá-la! 45da Pinhão-roxo - de Euphorbiaceae / Jatropha curcas / popular: pinhão-de-purga, - no pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, Muito usado em rituais religiosos. Cura a alma mas com o corpo! Princípio ativo: toxalbumina, prejudicial ao TGI, SNC e Coração. Sintomas: Ingestão ou contato com todas as partes da planta. INÍCIO DOS SINTOMAS PODE DEMORAR DE HORAS A DIAS. Em casos de envenenamento pode apresentar náuseas, vômitos, diarreia mucosa e/ou sanguinolenta e cólica intensa, seguidas por distúrbios hidroeletrolíticos, gastroenterite hemorrágica, distúrbios respiratórios e mesmo cardiovasculares. Por fim, em casos mais graves, pode evoluir com dispneia, 46 torpor, hiporreflexia, coma, arritmia e parada cardíaca.Conduta: da Ingestão: de Lavagem gástrica; Antiespasmódicos; no Antieméticos (metoclopramido e dimenidrinato); Antidiarreicos (eventualmente); Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos (precoce e enérgica), utilizando soro glicosado, soluções salinas e sangue (se ; Hidratação vigorosa (redução dos riscos cardiovasculares, neurológicos e renais); Lesões da pele/mucosas: Soluções antissépticas suaves; Analgésicos; Anti-histamínicos: Corticosteroides (em casos mais graves). No catolicismo, foi muito usado pelas "rezadeiras" para tirar O "quebrante" dos fieis. da Já na umbanda, O banho com - roxo alivia dores musculares e paralisa energias e fluxos negativos que sobrecarregam a Dessa forma, é tida como uma erva poderosa do na arte de "bendizer ao próximo". 47Saia-branca Familia: Solanaceae / Cientifico: Datura suaveolens / popular: saia-branca, trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba. A intoxicação se dá por ingestão! Saia dessa! Tomou? acelerou! Um dos sintomas do quadro provocado pelos alcaloides belladonados (atropínicos) presentes em todas as partes da planta. Senta que la vem a historia! A denominação belladona (belas mulheres) origina-se da prática comum entre as mulheres italianas da Idade Média que pingavam nos olhos o sumo das bagas pretas da Atropa belladonnapara provocar a dilatação das pupilas. Ter pupilas dilatadas e brilhosas era sinônimo de beleza, daí o nome (MANN, 1992). 48Sintomas: Ingestão de qualquer parte da planta. da Quadro atropínico (anticolinérgico): rubor facial; pele quente, seca e avermelhada, xerostomia (boca seca por redução da produção de do náuseas, vômitos; redução da secreção brônquica, da lágrima e do suor; hipertermia; midríase intensa (sem reflexo fotomotor); disúria, oligúria, retenção urinária (com bexigoma), taquicardia, confusão mental, convulsões, agitação psicomotora, alucinações, distúrbio cardiorrespiratórios, depressão neurológica e mesmo óbito, em casos graves. Conduta: Lavagem gástrica e carvão ativado; Tratamento sintomático e suportivo; Monitorização e assistência respiratória; Diazepam, se convulsões; Propanolol, se arritmias; Medidas físicas para hipertermia (bolsas de gelo e compressas embebidas com álcool) ; antitérmicos não são eficazes; Contenção no leito criteriosa e sedação cuidadosa (evitar sedativos nos casos mais graves). 49

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