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ESPECIALIZAÇÃO PRECOCE 
E DETECÇÃO DE TALENTOS 
ESPORTIVOS
Edson Palomares 7
Copyright @ 2024 by Fundação Demócrito Rocha
Presidente
Luciana Dummar
Diretor Administrativo-Financeiro
André Avelino de Azevedo
Gerente-Geral
Marcos Tardin
Gerente Educacional
Deglaucy Jorge Teixeira
Gerente de Criação de Projetos
Raymundo Netto
Gerentes Editoriais Interinos
Marcos Tardin
Deglaucy Jorge Teixeira
Juliana Oliveira
Gerente de Audiovisual
Chico Marinho
Gerente Técnico
Ronald Almeida
Coordenadora de Projetos e Relacionamento
Fabrícia Gois
Coordenadora de Operações
Juliana Oliveira
Analista de Contas
Narcez Bessa
Analista Financeira
Lecinda Mesquita
Analista de Licitação
Aurelino Freitas
UNIVERSIDADE ABERTA 
DO NORDESTE – UANE
Gerente Pedagógica
Jôsy Braga Cavalcante
Coordenadora de Cursos
Marisa Ferreira
Secretária Escolar
Márcia Maria Doudement
Desenvolvedora Front-End
Isabela Marques
Assistentes Educacionais
Alisson Aragão
Ana Lívia Cavalcante
MARKETING E DESIGN
Gerente de Marketing e Design
Andrea Araujo
Designers Gráficos
Kamilla Damasceno
Welton Travassos
Analista de Mídia Social
Beatriz Araújo
PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO 
DOS PRINCÍPIOS DA PRÁTICA 
ESPORTIVA
Coordenadora Geral
Valéria Xavier
Analista de Operações
Alexandra Carvalho
Coordenador de Conteúdo
Ricardo Catunda
Gerente Editorial
Lia Leite
Revisora
Daniele Andrade
Projeto Gráfico e Editora de Design
Andrea Araújo
Designer Gráfico
Welton Travassos
Ilustrador
Rafael Limaverde
Analista de Projetos
Daniele Andrade
Social Media
Beatriz Araújo
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
Este fascículo é parte integrante do projeto Programa de capacitação dos Princípios da Prática Esportiva em decorrência do Contrato de Patrocínio celebrado 
entre a Fundação Demócrito Rocha (FDR) e a Secretaria do Esporte do Estado do Ceará, sob o nº 000114038-15201900.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE2
Sumário
Introdução .........................................................................4
1. Evolução histórica do talento no Esporte ........................7
2. Modalidades no Esporte ............................................... 10
3. Tipos de talento no Esporte .......................................... 12
Conclusão ........................................................................ 14
Referências ...................................................................... 15
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 3
Este módulo aborda os conceitos de 
especialização precoce e detecção 
de talentos no esporte, explorando 
suas implicações para o desenvolvimento 
de atletas, com discussão sobre os prós e 
contras da especialização esportiva em ten-
ra idade, as consequências físicas, mentais 
e sociais dessa prática, além de estratégias 
de detecção e desenvolvimento de talentos 
de forma equilibrada. Estruturar uma análi-
se dos modelos de longo prazo para forma-
ção de atletas, destacando a importância 
de uma prática esportiva diversificada nas 
primeiras fases do desenvolvimento.
Ao final do módulo o participante terá 
conhecimentos para contextualizar os efei-
tos da especialização precoce no esporte; 
apresentar estratégias de detecção e de-
senvolvimento de talentos com base em 
princípios científicos; promover a importân-
cia da prática esportiva diversificada para o 
desenvolvimento integral de jovens atletas, 
da oportunização ao alto rendimento.
A partir dos Jogos Olímpicos de Los An-
geles (1984), quando o esporte passou do 
amadorismo, até então oculto entre ditos 
militares e universitários, para o profissio-
nalismo, muito mudou. Até este período 
o esporte causava prejuízo para o Estado, 
a partir de então, começou a despertar o 
interesse da iniciativa privada: surgem os 
patrocinadores e o contexto muda comple-
tamente – o esporte vende produtos, pros-
pera e promove subsistência aos atletas.
Introdução
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE4
Estes investimentos financeiros trou-
xeram para próximo do esporte o mundo 
científico, com o fortalecimento da Medici-
na, Psicologia, aproximação da Nutrição e 
da Fisioterapia, e o advento da Fisiologia do 
Exercício. Somadas a outras, estas ciências 
formam o que conhecemos como corpo cien-
tífico do Treinamento Esportivo. Profissionais 
atuando em suas respectivas áreas com o ob-
jetivo claro de avaliação, melhoria, recupera-
ção e manutenção da performance esportiva.
As marcas que pareciam insuperáveis 
começaram a cair. A periodização sofre al-
terações drásticas, pois os atletas passa-
ram de 4 para 10 competições por ano em 
algumas modalidades. Neste cenário, surge 
a necessidade de selecionar, escolher, iden-
tificar, prognosticar futuros atletas, que de-
veriam suportar as cargas de treino e tam-
bém manter o padrão de atletas anteriores, 
superando-os sempre que possível.
Alguns países investem em seus jovens 
talentos e programas de detecção de talen-
tos começam a surgir nas principais potên-
cias esportivas, tendo como expoentes a ex-
-URSS e os EUA. Os programas de detecção 
de talentos se baseiam em identificar futuros 
campeões com pequena margem de erro, 
para que os investimentos sejam correta-
mente aplicados, ou seja, quanto mais pre-
ciso forem os indícios de que os jovens serão 
campeões maior será o êxito esportivo.
Estes futuros atletas são preparados 
para atingir o ápice esportivo na modali-
dade para qual estão melhor adaptados. 
O primeiro Grupo de Critérios avaliado é 
composto por dados clínicos, psicológi-
cos, nutricionais, fisioterápicos e sociais. 
Enquanto o segundo Grupo de Critérios é 
formado por fatores morfológicos, fisioló-
gicos, físicos e motores.
Somente então os jovens talentos são 
encaminhados para um processo de sele-
ção generalista, que os separa de acordo 
com capacidades motoras gerais: força, ve-
locidade, resistência, coordenação e flexi-
bilidade. Nesta etapa ocorre, finalmente, o 
encaminhamento para um grupo de moda-
lidades em que a capacidade que ele apre-
senta é primária para o bom desempenho. 
A partir deste ponto inicia-se o treinamento 
dos futuros atletas.
Os Centros de Reserva Olímpica basi-
camente são divididos em dois níveis: ini-
ciantes e avançados. As crianças e jovens 
que participam destas instituições são 
preparados para um mundo extremamen-
te competitivo. A partir desse panorama, 
surgiram as questões que se arrastam até 
os dias atuais: como encontrar crianças e 
jovens atletas? Como detectar, identificar, 
selecionar e promover o desenvolvimento 
de jovens talentos? 
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 5
Para que a seleção dos jovens ocorra 
de forma eficiente, faz-se necessário que 
o treinador tenha conhecimento sobre as 
características fisiológicas da infância e 
adolescência, aspectos sobre os períodos 
ideais para trabalhar cada capacidade física 
e como devem ser direcionados os critérios 
de seleção do talento no esporte.
A seleção de talentos pode ser compara-
da com uma procura por diamantes, onde 
se exige, acima de tudo, conhecimento 
científico, mas o “feeling” e a vivência com 
a modalidade auxiliam muito, de forma em-
pírica porém muito importante. 
Existem duas formas de detecção de 
talentos nos países desenvolvidos: pros-
pectiva e extensiva. A primeira (prospectiva) 
busca colocar o maior número possível de 
crianças em contato com o esporte. A se-
gunda (extensiva) utiliza metodologias para 
descobrir tais talentos.
O mais alto nível ou resultado desporti-
vo atingido por um atleta depende de uma 
grande variedade de características es-
portivas genéticas, de ordem metabólica e 
morfológica. Duas das principais condições 
para se conseguir resultados no alto nível é 
ter um talento nato ou aptidão atlética.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE6
1
Evolução histórica 
do talento no 
Esporte
A prática esportiva mundial demonstra 
que o desempenho esportivo para o 
alto nível de rendimento só pode ser 
alcançado quando os fundamentos necessá-
rios para o mesmo são desenvolvidosna in-
fância e adolescência, pressupondo um pla-
nejamento sistemático de um processo de 
treinamento a longo prazo. O primeiro passo 
para que isto aconteça é a identificação e se-
leção de talentos que suportem as cargas e 
exigências futuras de sua modalidade.
A formação de futuras gerações de 
atletas depende da identificação do ta-
lento e do treinamento em longo prazo ao 
qual os jovens são submetidos, realizados 
de forma planejada e sistemática. Em re-
lação à idade para detecção do talento e 
início dos treinamentos existe consenso 
entre a maioria dos autores, porém den-
tro de cada modalidade existem diferen-
ças significativas.
Historicamente, ao longo das décadas 
foram se alterando as características do 
atleta, sejam elas física, fisiológica, ana-
tômica, psicológica e até mesmo social. A 
tabela 01 apresenta uma sobreposição nas 
idades da detecção de talento e iniciação, 
pois muitas vezes a oportunização não 
ocorre no momento ideal e a criança ou 
jovem acabam sendo descobertos como 
talentos quando já deveriam estar na inicia-
ção e, em alguns casos, na especialização.
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 7
A especialização precoce é largamente discutida no âmbito do treinamento esportivo com defensores e oposi-
tores nas mais diversas modalidades. Porém, existe um consenso de que na maioria das modalidades esportivas 
o tempo para se atingir o melhor desempenho varia entre 8 e 12 anos de prática e treino (Quadro 1 e Tabela 2).
Tabela 1 – Média de faixas etárias para cada etapa defendidas pelos 
principais autores do treinamento esportivo mundial.
Desporto Detecção do talento Iniciação Especialização Alto Rendimento
Judô 5-10 8-10 15-16 22-26
Ciclismo 9-12 12-15 16-18 22-28
Boxe 12-16 13-15 16-17 22-26
Natação 5-10 6-8 9-13 14-19
Ginástica Rítmica 7-9 8-10 11-15 16-26
Ginástica Artística 5-8 6-10 11-15 16-24
Futebol 8-10 8-12 13-17 18-35
Tênis 6-12 10-12 13-16 17-30
Atletismo (resistência) 12-16 13-15 16-20 21-36
Atletismo (potência) 16-19 17-20 21-23 24-32
Atletismo (velocidade) 12-15 14-16 17-19 20-29
Autor: PALOMARES, E. M. G. (2024)
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE8
Quadro 1 – Comparação entre o desenvolvimento 
multilateral e especialização precoce
Especialização Precoce Desenvolvimento Multilateral
Rápido desenvolvimento do desempenho Baixo desempenho
Melhor desempenho atingido a partir dos 15-16 
anos devido à rápida adaptação
Melhor desempenho atingido a partir dos 18 anos 
ou mais, acompanhado da maturação fisiológica e 
psicológica
Desempenho inconsistente nas competições Desempenho consistente nas competições
Por volta dos 18 anos os atletas estão saturados – 
para eles os treinos são rotineiros Longa vida atlética – prazer em treinar e competir
Suscetível a lesões devido à adaptação forçada Poucas lesões
Autores: FILIN, V. P.; VOLKOV, V. M. Organização e Adaptação Científica: Antonio GOMES, A. C.; PALOMARES, E. M. G. LANA-
RO FILHO, P. Seleção de Talentos nos Desportos. Londrina: Midiograf, 1998.
Tabela 2 – Comparação entre o treino generalizado e o especializado
Faixa Etária Treino Generalizado Treino Especializado
10 – 12 anos 80% 20%
13 – 14 anos 60% 40%
15 – 16 anos 50% 50%
17 – 18 anos 30% 70%
Autor: GOMES, A. C. Esporte - formação de atletas - infância e adolescência. Londrina: Sport Training, 2022.
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 9
2
Modalidades no Esporte
Atualmente, existem mais de 400 mo-
dalidades de esporte vinculadas ao 
COI - Comitê Olímpico Internacional 
praticadas em todos os ambientes onde 
os humanos estão presentes. Faz parte das 
sociedades como um todo a prática de es-
porte. As modalidades que atendem os pré-
-requisitos de ser regulamentadas em todos 
os continentes por ambos sexos e possuir 
autarquias organizadas (Federações e Con-
federações) estão representadas em Jogos 
Olímpicos e Paralímpicos de verão e inver-
no, além dos XGames, perfazendo aproxi-
madamente 20% das modalidades existen-
tes no planeta (Quadro 2).
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE10
Quadro 2 - Grupos de modalidades no Esporte
Modalidade Características fundamentais (predisposição) Exemplo
Coordenação 
complexa
Elevado nível de coordenação motora, equilíbrio, 
bilateralidade. Normalmente existe uma nota para 
avaliar a performance
Nado Sincronizado, Ginásticas, Salto 
ornamental, Patinação artística
Combate
Não pode haver o medo de sentir dor, pois aqui a 
regra permite os golpes, imobilizações, traumas, 
nocautes – o objetivo é o corpo do adversário
Boxe, Karate, Taekwondo, Judo, Esgrima, Greco 
romana, Wrestling, Kung Fu
Precisão Noção espaço-temporal acentuada Tiro com Flecha, Curling, Tiro Esportivo
Alto risco Vida é colocada em risco Alpinismo, Wingsuit, Mergulho, Paraquedismo
Radicais Necessário o espírito de arrojo Escalada, Trekking, Rapel, Skate, Le Parkour
Força e Potência
Capacidades físico-motoras são determinantes para 
o êxito do atleta
Saltos, Lançamentos, Arremessos
Jogos
Coletividade é predominante na maioria das 
variações, mas existe a forma individual e duplas
Futebol, Voleibol, Rugby, Basquetebol, Tênis
Cíclicas
Movimentos repetitivos e semelhantes de forma 
contínua ao longo da prova
Ciclismo, Corrida, Natação, Esqui
Combinadas Variações esportivas se fundem Triatlo, Pentatlo Moderno, Decatlo
Condução
Meios de transporte e condução são utilizados para 
que o atleta cumpra o percurso
Automobilismo, Surf, Motociclismo, Hipismo, 
Vela, 
Autor: GOMES, A. C. Treinamento Desportivo - estrutura e periodização. Porto Alegre: Artmed, 2009.
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 11
Como existe uma gama considerável na 
quantidade de modalidades, formas 
de disputa, temos diferenciações nos 
tipos de talento, que tornam um atleta exce-
lente em uma modalidade e extremamente 
fraco em outra, já que todas suas caracte-
rísticas são adaptadas para outro tipo de 
prática. Podemos dividir em três principais 
grupos os talentos no esporte (Figura 1):
Figura 01 - Tipos de talento 
no Esporte
TA
LE
NT
O Técnico
Físico
Cognitivo
O talento técnico apresenta domínio 
excelente de todos ou alguns fundamentos, 
elevado controle motor e técnica refinada. 
Podemos observar diversos exemplos:
• Basquetebol: Stephen Curry - arremes-
so de média e longa distância;
3
• Voleibol: Mireya Luis - potência no ata-
que com bola rápida;
• Greco-romana: Alexander Karelin - em 
889 lutas só perdeu duas.
O talento físico possui parâmetros aci-
ma da média de seus companheiros e ad-
versários no que diz respeito à manifestação 
de determinada capacidade física. Depende 
sobremaneira dos aspectos genéticos.
Maratona: Kelvin Kiptum - 2 h 35” e Peres 
Jepchirchir - 2 h 16´ 16”.
Atletismo (100 m rasos): Usain Bolt - 9” 
58”” e Florence Griffith-Joyner - 10” 49”..
Arremesso de peso: Ryan Crouser - 23 m 
56 cm e Natalya Lisovskaya – 22,63 m.
O talento cognitivo/intelectual pos-
sui a perspicácia esportiva ligada à sua 
modalidade, manifestada na parte tática e 
estratégica, apresentando tomadas de de-
cisão mais acertadas e ótima velocidade 
de raciocínio.
Futebol: Lionel Messi - 08 bolas de ouro e 
Marta Vieira da Silva - 06 bolas de ouro.
Tênis: Novak Djokovic - 24 grand slams e 
Serena Williams - 23 grand slams.
Tipos de talento 
no Esporte
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE12
Em algumas modalidades, para que seja 
considerado um talento, o jovem deve apre-
sentar destaque em um, dois ou até mes-
mo nos três aspectos diferenciadores. Os 
talentos são direcionados para as diversas 
modalidades, dentro dos grupos que mais 
se adequam aos seus dotes. Durante a sele-
ção, devem ser consideradas as caracterís-
ticas psicológicas para a combinação ideal 
do encaminhamento esportivo.
Os atletas de sucesso, que possuem o 
Sistema Nervoso Simpático dominante, per-
tencem ao grupo dos eufóricos que tomam 
decisões rapidamente, impetuosos, velocis-
tas e saltadores. Já os atletas que possuem 
o SN Parassimpáticodo talento no Esporte
	Introduçãodo talento no Esporte
	Introdução

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