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__________________________________________________________________________________ SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO CURSO: BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL VANESSA APARECIDA RIBEIRO DA SILVA PRÉ PROJETO DE TCC ___________________________________________________________________ SÃO PAULO 2024 VANESSA APARECIDA RIBEIRO DA SILVA PRÉ PROJETO DE TCC Trabalho apresentado ao Curso de Serviço Social – Universidade Anhanguera, para a disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. Professora da disciplina: Valquíria Aparecida Dias Caprioli. São Paulo 2024 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 1 2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 2 3. OBJETIVOS 3 3.1 Objetivo Geral 3 3.2 Objetivos Específicos 3 4. JUSTIFICATIVA 4 5. METODOLOGIA 5 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 6 6.1 Implementação da Lei Maria da Penha 6 6.2 Surgimento da Lei Maria da Penha 6 6.2.1Histórico da Lei Maria da Penha 7 6.3 Características da Lei Maria da Penha 8 6.4 Violência de gênero contra a mulher 9 7. CRONOGRAMA DA PESQUISA 10 8. ORÇAMENTO 11 9. RESULTADOS ESPERADOS 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 13 1. INTRODUÇÃO O presente pré-projeto tem como tema de pesquisa a “Lei Maria da Penha”. A proposta é refletir sobre essa temática no Brasil, a luz dos conteúdos despertados e aprofundados nas pesquisas bibliográficas realizadas e também nos conhecimentos obtidos por meio das disciplinas cursadas no decorrer do curso de Serviço Social. A autora se interessou por esse tema devido à sua atuação nos estágios obrigatórios realizados em uma Instituição não governamental que acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade social e que muitas vezes por vergonha, falta de conhecimento ou por imposição social se calam, ou seja, não denunciam agressões sofridas no seu próprio lar. O tema em referência apresenta fundamental importância na sociedade brasileira, principalmente no que tange à proteção da integridade física da mulher, visto que a sociedade moderna nos apresenta desafios que embora sejam atuais, não representam algo novo. A extrema desigualdade social e a pobreza exemplificam uma realidade grave e latente vivida por populações em vulnerabilidade social e sem amparo do Estado. Cabe salientar que de 2015 até 2023, foram vítimas de feminicídio no Brasil 10,6 mil mulheres, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) “O feminicídio é uma qualificação do crime de homicídio doloso, quando há a intenção de matar. É o assassinato decorrente de violência contra a mulher, em razão da condição do sexo ou quando demonstrado desprezo pela condição de mulher” (COFEN, 2024). A LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006, conhecida como “Lei Maria da Penha” cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal (PLANALTO, 2024). http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.340-2006?OpenDocument 2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Qual a importância da Lei Maria da Penha como mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher? 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral Identificar a importância da Lei Maria da Penha como mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. 3.1.1 Objetivos Específicos Contextualizar historicamente a implementação da Lei “Maria da Penha”. Conhecer o amparo proporcionado pela Lei “Maria de Penha” às mulheres vítimas de violência doméstica. 4. JUSTIFICATIVA O interesse da autora pelo tema em referência ocorreu devido ao seu contato com essa dimensão por meio do estágio supervisionado obrigatório realizado no “Coletivo Violeta” Organização não governamental (ONG), sem fins lucrativos onde são discutidas e observadas várias faces da violência contra mulheres em relacionamentos abusivos. Na Instituição são atendidas mulheres vítimas de violência doméstica, algumas em vulnerabilidade social por estarem sem emprego e/ou fonte de renda, dependentes financeiramente de seus cônjuges, muitas vezes com quadros de depressão. Muitas mulheres não conhecem seus direitos e não reconhecem alguns atos de seus parceiros como abuso ou crime ou se silenciam por vergonha de expor à situação à sociedade Diante do exposto, evidencia-se a discussão desse tema como fundamental, visto que a informação sobre a Lei “Maria da Penha” e sua divulgação são mandatórios frente a um cenário reconhecidamente desafiador. A Lei Maria da Penha se tornou uma importante arma na luta contra a violência doméstica e familiar, possibilitando que agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada, portanto, por meio de denúncias e conscientização da sociedade como um todo é possível estimular mudanças no comportamento e convivência social e punição aos agressores 5. METODOLOGIA Para o presente estudo será utilizada a pesquisa bibliográfica, realizada a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites. Este método de pesquisa está alinhado ao objetivo deste estudo, visto ter como base a busca de referências teóricas publicadas com o objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema do qual se procura a resposta (FONSECA, 2002, p. 32). “Os exemplos mais característicos desse tipo de pesquisa são sobre investigações sobre ideologias ou aquelas que se propõem à análise das diversas posições acerca de um problema” (Gil, 2007, p. 44) 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, estabelece a violência doméstica e familiar contra a mulher como crime e define formas de enfrentar e punir essa violência. Por meio dessa lei, a autoridade judicial ou policial pode conceder medidas protetivas de urgência, ou seja, ações com o objetivo de proporcionar proteção à mulher. Tais ações se baseiam no afastamento do agressor do lar, proibição de contato com a vítima, direcionamento da mulher a programas de proteção, entre outras. Adiciona-se que conforme Art. 5º da Lei em referência, “configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (Vide Lei complementar nº 150, de 2015)” (JUSBRASIL, 2024) 6.1 Implementação da Lei Maria da Penha A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com 46 artigos distribuídos em sete títulos, ela cria mecanismos para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher em conformidade com a Constituição Federal (art. 226, § 8°). Por meio dessa lei foi possível aplicar rigor na determinação de punição para agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico e familiar. (AGÊNCIA SENADO, 2024). 6.2 Surgimento da Lei Maria da Penha A lei recebeu esse nome devido à luta de Maria da Penha por reparação e justiça, conforme trajetória descrita a seguir: 6.2.1 Histórico da Lei Maria da Penha Maria da Penha (foto ilustrativa na figura 1), farmacêutica, nascida no Estadodo Ceará sofreu durante vários anos constantes agressões por parte do seu marido, que em 1983, tentou matá-la com um tiro de espingarda. Maria sobreviveu, mas ficou paraplégica. Ao voltar para casa, após internação e tratamentos, sofreu uma nova tentativa de assassinato. Dessa vez, o marido tentou eletrocutá-la. Depois de ter suportado extremo sofrimento ocasionado pelo seu algoz, Maria da Penha criou coragem para denunciar o agressor. Todavia, se deparou com um cenário que muitas mulheres enfrentam em casos de violência: incredulidade e falta de apoio legal por parte da justiça brasileira. Dessa forma, abria-se margem para que a defesa do agressor alegasse irregularidades no processo, mantendo-o em liberdade, enquanto aguardava julgamento (FUNDO BRASIL, 2024). Em 1994, ainda com o processo tramitando na Justiça, Maria da Penha lançou o livro “Sobrevivi… posso contar”, onde narra as violências sofridas por ela e pelas três filhas. Figura 1: Maria da Penha Fonte: XVII Jornada Lei Maria da Penha. (2023). Fotos: Luis Silveira/AG.CNJ. Disponível em: https://www.fundobrasil.org.br/blog/lei-maria-da-penha-historia-e-fatos-principais/ Após a divulgação do livro, “Maria acionou o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM). Estes órgãos encaminharam seu caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), em 1998” (FUNDO BRASIL, 2024). Em 2002, o caso foi resolvido, por meio da condenação do Estado brasileiro por omissão e negligência pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. Em vista disso, o Brasil teve que assumir o compromisso de reformular as suas leis e políticas relacionadas à violência doméstica. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento, ficando apenas dois anos em regime fechado. Quase vinte anos depois de ter entrado em vigor, a Lei Maria da Penha é considerada um significativo avanço pela garantia da segurança e direitos da mulher, uma vez que houve um aumento de 86% de denúncias de violência familiar e doméstica após sua criação. “A Lei Maria da Penha altera o Código Penal e possibilita que agressores de mulheres no âmbito doméstico e familiar sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada. Com essa medida, os agressores não podem mais ser punidos com penas alternativas, como o pagamento de cestas básicas, por exemplo, como era usual” (AGÊNCIA SENADO, 2024). Além disso, aumenta o tempo máximo de reclusão de um ano para três anos, A lei também aumenta o tempo máximo de detenção de um para três anos, instituindo ainda medidas de proteção à vítima, como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua proximidade com a mulher agredida e os filhos. 6.3 Características da Lei Maria da Penha Todas as pessoas que se identifiquem com o sexo feminino e que estejam em situação de vulnerabilidade em relação ao agressor, são amparadas pela Lei Maria da Penha, sendo heterossexuais, homossexuais e mulheres transexuais e o agressor pode ser homem ou mulher, que tenha relação de afeto ou convivência: podem ser maridos/esposas, companheiros/as, namorados/as (que morem juntos ou não) e outros/as familiares (pai, mãe, irmão, irmã, filhos/as, genro, nora, etc) (AGÊNCIA SENADO, 2024). 6.4 Violência de gênero contra a mulher A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende a violência de gênero contra a mulher como problema de saúde pública, cujos estudos indicam índices entre 20% a 75% desse tipo de agressão em diferentes sociedades. O Brasil foi o 18º país da América Latina a implantar uma legislação para punir agressores de mulheres. A Lei Maria da Penha cumpre determinações firmadas por uma convenção específica da Organização dos Estados Americanos (OEA), sob nome "Convenção para punir, prevenir e erradicar a violência contra a mulher", realizada em Belém (PA) e ratificada pelo Brasil. Pesquisa realizada pela OMS em dez países a respeito do impacto da violência contra a mulher, divulgada em 2005, apresentou que na capital de São Paulo quase um terço das mulheres (27%) já foram agredidas fisicamente por seus parceiros ou ex-parceiros. Na Zona da Mata, em Pernambuco, esse percentual sobe para 34%. (AGÊNCIA SENADO, 2024). 7. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO ETAPAS MARÇO ABRIL MAIO ELABORAÇÃO DO PROJETO X X X REVISÃO DE LITERATURA X X X ENTREGA X 8. ORÇAMENTO As despesas resultantes do presente pré projeto de pesquisa totalizarão em torno de R$ 70,00 (setenta reais) considerando a utilização de impressões e fotocópias. 9. RESULTADOS ESPERADOS A expectativa de resultados para o presente pré projeto apoia-se na premissa de fortalecer e ampliar os conhecimentos a respeito da importância da Lei Maria da Penha como mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, gerando conhecimento teórico alinhado à prática desenvolvida em campo, por meio dos estágios obrigatórios realizados. Ademais, estima-se que, em conjunto com a banca avaliadora, sejam pensadas novas formas interessantes de aplicação do presente estudo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COFEN – CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Brasil registra 10,6 mil feminicídios em oito anos. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/brasil-registra- 106-mil-feminicidios-em-oito-anos/. Acesso em: maio/2024. FONSECA, João José Saraiva da. Metodologia da pesquisa científica. Ceará: Universidade Estadual do Ceará, 2002. FUNDO BRASIL. Lei Maria da Penha: história e fatos principais. Disponível em https://www.fundobrasil.org.br/blog/lei-maria-da-penha-historia-e-fatos-principais/ Acesso: maio/2024. Gil, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007. IMP. INSTITUITO MARIA DA PENHA. Resumo da Lei. Disponível em: https://www.institutomariadapenha.org.br/lei-11340/resumo-da-lei-maria-da- penha.html. Acesso: maio/2024. JUSBRASIL. Lei Maria da Penha | Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/95552/lei-maria-da-penha-lei-11340-06. Acesso: maio/2024. MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. 18 ed. Petrópolis: Vozes, 2001. NÃO SE CALE. Por que a Lei Maria da Penha é tão importante? Disponível em https://www.naosecale.ms.gov.br/por-que-a-lei-maria-da-penha-e-tao-importante/ Acesso. em: maio/2024. https://www.cofen.gov.br/brasil-registra-106-mil-feminicidios-em-oito-anos/ https://www.cofen.gov.br/brasil-registra-106-mil-feminicidios-em-oito-anos/ https://www.institutomariadapenha.org.br/lei-11340/resumo-da-lei-maria-da-penha.html https://www.institutomariadapenha.org.br/lei-11340/resumo-da-lei-maria-da-penha.html https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/95552/lei-maria-da-penha-lei-11340-06 https://www.naosecale.ms.gov.br/por-que-a-lei-maria-da-penha-e-tao-importante/ PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004- 2006/2006/lei/l11340.htm. Acesso em: maio/2024. SENADO NOTÍCIAS. Lei Maria da Penha. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/entenda-o-assunto/lei-maria-da-penha. Acesso: maio/2024. XVII Jornada Lei Maria da Penha. (2023). Fotos: Luis Silveira/AG.CNJ. 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