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AULA 05 e 06 - Mediação Conceito e Princípios

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Escola do Direito – Campus Mossoró
Mediação – Conceito e Princípios
Aula 05 e 06
Professor Esp. 
Islamara da Costa
19/02/2025
‹nº›
1
Mediação
 CONCEITO: A mediação consiste no meio consensual de abordagem de controvérsias em que alguém imparcial atua para facilitar a comunicação entre os envolvidos e propiciar que eles possam, a partir da concepção ampliada dos meandros da situação controvertida, protagonizar saídas produtivas para os impasses que os envolvem. (Fernanda Tartuce, 2018, p. 203).
19/02/2025
‹nº›
Mediação
 CONCEITO: é uma técnica não adversarial de resolução de conflitos pela qual duas ou mais pessoas recorrem a um especialista neutro e capacitado que realiza reuniões conjuntas e/ou separadas, com o intuito de estimulá-las a obter uma solução consensual e satisfatória, salvaguardando o bom relacionamento entre elas. (Adolfo Braga Neto apud Fernanda Tartuce, 2018).
19/02/2025
‹nº›
Mediação
A mediação permite que os próprios envolvidos no conflito atuem cooperativamente em prol de interesses comuns ligados à superação de dilemas e impasses; afinal, quem poderia divisar melhor a existência de saídas produtivas do que os protagonistas da história?
19/02/2025
‹nº›
Mediação
 Meio consensual - Não impositivo - Voluntário - Informal 
- Atua na prevenção, condução e pacificação de conflitos
19/02/2025
‹nº›
Mediação na legislação
Artigo 165, §3º do Código de Processo Civil:
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
19/02/2025
‹nº›
Mediação na legislação
 Artigo 1º, parágrafo único da Lei 13.140/2015:
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a mediação como meio de solução de controvérsias entre particulares e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública.
Parágrafo único. Considera-se mediação a atividade técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia. 
19/02/2025
‹nº›
Mediação
 O mediador será um terceiro isento e capacitado, que possibilitará uma abordagem construtiva para que os envolvidos no litígio assumam protagonismo na resolução da controvérsia.
 É papel do mediador proporcionar um ambiente de conversação que permite aos envolvidos dedicar atenção aos interesses em uma perspectiva produtiva.
 Exemplo: fixação de pensão alimentícia.
19/02/2025
‹nº›
Princípios Informadores
 PRINCÍPIOS NO CPC:
 Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada.
 PRINCÍPIOS NA LEI 13.140/2015:
 Art. 2º. A mediação será orientada pelos seguintes princípios: I - imparcialidade do mediador; II - isonomia entre as partes; III – oralidade; IV – informalidade; V - autonomia da vontade das partes; VI - busca do consenso; VII – confidencialidade; VIII - boa-fé.
19/02/2025
‹nº›
Autonomia da Vontade
 A autonomia da vontade pressupõe que a deliberação foi tomada por pessoa plenamente capaz, com liberdade e observância dos cânones legais. 
 Destaque ao protagonismo das partes na decisão dos rumos da controvérsia.
 Também ressalta a voluntariedade, na medida em que a decisão consensual é fruto da aceitação expressa dos participantes.
RESOLUÇÃO nº 125 CNJ aborda a autonomia da vontade enquanto o dever de respeitar os diferentes pontos de vista dos envolvidos, assegurando a obtenção de uma decisão voluntária e não coercitiva com liberdade para tomar decisões durante ou no final do processo. 
19/02/2025
‹nº›
Autonomia da Vontade e Dignidade Humana
 Ao perceber a pessoa como protagonista de suas decisões e responsável por seu próprio destino, mediante o exercício da autonomia da vontade, a mediação revela ter como fundamento o princípio da dignidade humana.
 Fernanda Tartuce (2018) considera a dignidade humana como princípio da mediação, por proporcionar o poder de decisão às partes envolvidas no conflito, com liberdade e autodeterminação.
19/02/2025
‹nº›
Autonomia da Vontade
 A autonomia da vontade e exercício da liberdade estão intimamente relacionados ao princípio da decisão informada.
Não há, porém, como exercer a liberdade sem conhecer as múltiplas opções que a realidade enseja. Muitas vezes, as partes não têm a exata noção sobre as possibilidades de encaminhamento do conflito, faltando-lhes informação, comunicação e direcionamento às várias possibilidades existentes para tal mister. Uma primeira conduta na abordagem do conflito, portanto, deve ser a explanação das possibilidades disponíveis para lidar com a controvérsia. (FERNANDA TARTUCE, 2018, p. 216).
19/02/2025
‹nº›
Autonomia da Vontade
 O poder de decisão compete às partes, cabendo ao mediador o exercício de facilitação do diálogo.
 Após o restabelecimento da comunicação, cabe ao mediador manter o jurisdicionado ciente de seus direitos e do contexto fático em que está inserido, possibilitando o protagonismo na tomada de decisão.
 Gerar oportunidade de diálogo e de conhecimento.
19/02/2025
‹nº›
Informalidade
 Informalidade – inexistência de regras fixas no procedimento da mediação, desde que focada na interação e na comunicação eficaz entre os envolvidos.
 Art. 14 - No início da primeira reunião de mediação, e sempre que julgar necessário, o mediador deverá alertar as partes acerca das regras de confidencialidade aplicáveis ao procedimento. (Contradição?)
 Fernanda Tartuce (2018).
Informalidade como facilitador da composição.
A informalidade permite relaxamento, descontração e tranquilidade; tais sentimentos colaboram para o desarmamento dos espíritos e otimizam as chances de resultarem soluções consensuais (FERNANDA TARTUCE, 2018, p. 221).
19/02/2025
‹nº›
 Independência
 A atuação de conciliadores e mediadores judiciais deve se dar com autonomia e liberdade, sem subordinação nem influência de qualquer ordem.
 Resolução 125/2010 do CNJ garante ao mediador a atuação com liberdade, sem qualquer pressão interna ou externa; permite-se ao mediador e ao conciliador recusar, suspender ou interromper a sessão se ausentes as condições necessárias para seu bom desenvolvimento, não sendo os condutores do meio consensual obrigados a redigir acordos ilegais ou inexequíveis.
19/02/2025
‹nº›
Oralidade
A mediação se desenvolve por meio de conversações e/ou negociações entre as pessoas. Como meio focado no (r)estabelecimento da comunicação, configura um procedimento pautado por iniciativas verbais.
 Técnicas de atuação: clarificação de percepções, a provocação de reflexões e a elaboração de perguntas que abram canais de escuta e novas possibilidades para os envolvidos.
 A exposição oral de fatos e percepções é importante para que cada pessoa tenha voz ao abordar suas perspectivas e possa se sentir efetivamente escutada.
 A proposta é que o indivíduo possa falar sobre a situação controvertida com liberdade e sem formalismo, a tendência é que o peso da linguagem jurídica tenha menor impacto.
19/02/2025
‹nº›
Oralidade
Compete ao mediador viabilizar espaços de comunicação entre as partes de modo a promover o debate e estimular a compreensão mútua pela apresentação de novos pontos de vista sobre a situação controvertida; tais percepções, que são extraídas da conversação instaurada, podiam ser até então imperceptíveis por falhas de comunicação inerentes ao estado conflituoso (FERNANDA TARTUCE, 2018, p. 223).
Papel da escuta ativa.19/02/2025
‹nº›
Oralidade
Deve o mediador, antes da sessão consensual, ler documentos e/ou autos que integrem eventual processo em curso?
19/02/2025
‹nº›
Imparcialidade
A imparcialidade representa a equidistância e a ausência de comprometimento em relação aos envolvidos no conflito. Crucial tanto nos meios adjudicatórios como nos consensuais, sua presença é um fator determinante para que seja reconhecida como válida a atuação do terceiro que intervém no conflito.
19/02/2025
‹nº›
Imparcialidade
Qualquer vínculo anterior do mediador com os envolvidos deve ser revelado!!!
Lei 13.140/2015
Art. 5º Aplicam-se ao mediador as mesmas hipóteses legais de impedimento e suspeição do juiz.
Parágrafo único. A pessoa designada para atuar como mediador tem o dever de revelar às partes, antes da aceitação da função, qualquer fato ou circunstância que possa suscitar dúvida justificada em relação à sua imparcialidade para mediar o conflito, oportunidade em que poderá ser recusado por qualquer delas. 
CPC
Art. 148. Aplicam-se os motivos de impedimento e de suspeição:
II - aos auxiliares da justiça;
19/02/2025
‹nº›
Imparcialidade
Impedimento
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo:
I - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha;
II - de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão;
III - quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
IV - quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
19/02/2025
‹nº›
Imparcialidade
Impedimento
V - quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no processo;
VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes;
VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços;
VIII - em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório;
IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado.
19/02/2025
‹nº›
Imparcialidade
Suspeição
Art. 145. Há suspeição do juiz:
I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;
II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio;
III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive;
IV - interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.
19/02/2025
‹nº›
Imparcialidade
- A imparcialidade demanda um comportamento de equânime tratamento no sentido de garantir aos participantes a adequada oportunidade de fazer valer as próprias razões.
- Na Resolução 125/2010 do CNJ a imparcialidade é retratada como o dever de agir com ausência de favoritismo, preferência ou preconceito, assegurando que valores e conceitos pessoais não interfiram no resultado do trabalho, compreendendo a realidade dos envolvidos no conflito e jamais aceitando qualquer espécie de favor ou presente (Anexo III, art. 1.º, IV).
19/02/2025
‹nº›
Busca de Consenso, Cooperação e Não Competitividade
A busca pelo consenso é marcada pela realização de reuniões para promover a conversação entre os envolvidos.
 A proposta é abrir espaço para a comunicação e a cooperação.
“Verifica-se uma situação cooperativa quando um participante do processo, ligado de forma positiva a outro, comporta-se de maneira a aumentar suas chances de alcançar o objetivo, aumentando com isso também a chance de que o outro o faça; na situação competitiva, diferentemente, o participante se comporta de modo a elevar suas próprias chances de sucesso e diminuir as chances do outro”. (TARTUCE, 2018, p. 229).
19/02/2025
‹nº›
Busca de Consenso, Cooperação e Não Competitividade
A atuação do mediador deve propiciar condições para que os indivíduos, atentos à sua autodeterminação, possam se engajar na conversa e construir possibilidades de solução ao litígio.
 Cooperação no novo CPC
Art. 6º “todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva”.
19/02/2025
‹nº›
Busca de Consenso, Cooperação e Não Competitividade
 O mediador atuará para que a negociação entre as partes possa avançar contribuindo para que a conversa evolua; é importante, então, que conheça estratégias de negociação e esteja atento para as barreiras que impedem o sucesso dela.
19/02/2025
‹nº›
Busca de Consenso, Cooperação e Não Competitividade
A negociação da Escola de Harvard é orientada por quatro diretrizes básicas: 
Separar as pessoas dos problemas; 
Focar em interesses e não em posições; 
Inventar opções de ganho mútuo;
Insistência em critérios objetivos para ponderação das opções criadas
19/02/2025
‹nº›
Busca de Consenso, Cooperação e Não Competitividade
Crítica ao princípio da busca do consenso
“A previsão sobre tal diretriz entrou no sistema jurídico contando com resistência, tendo havido defesa de sua exclusão como princípio pelas seguintes razões: 1. A busca do consenso faz parte de todo o procedimento autocompositivo, não sendo essencial para a mediação; 2. Uma mediação pode não redundar em acordo e ainda assim ter uma repercussão positiva para os envolvidos ante a restauração do diálogo; a mediação, portanto, não pode e não deve ser medida unicamente pelo êxito constante no Termo de Entendimento”. (TARTUCE, 2018, p. 230).
O “sucesso da mediação” não está à celebração de um acordo.
19/02/2025
‹nº›
Boa-fé e Confidencialidade
A boa-fé consiste no sentimento e no convencimento íntimos quanto à lealdade, à honestidade e à justiça do próprio comportamento em vista da realização dos fins para os quais este é direcionado.
Importância da boa-fé: participar com lealdade e real disposição de conversar são condutas essenciais para que a via consensual possa se desenvolver de forma eficiente. Do contrário, o exercício da mediação representará apenas perda de tempo.
Negociações de má-fé geralmente ocorrem quando as partes estão emocionalmente instáveis, quando a ira se transformou em ódio e quando uma das partes deseja punir a outra.
19/02/2025
‹nº›
Boa-fé e Confidencialidade
É possível que as partes mudem de postura ao longo do processo, passando de um histórico de tratativas infrutíferas para atuação de forma cooperativa.
Ao longo do tempo, a visão das pessoas sobre suas vivências pode se alterar. Logo após o advento do conflito, é comum haver sentimentos de negação, inconformismo e raiva, sendo natural que não se creia na boa-fé alheia para cumprir combinados. Com o passar do tempo, contudo, pode haver diminuição no acirramento e revisão de posições, admitindo-se a possibilidade de novas definições, com a escuta do outro, para finalizar pendências do passado (TARTUCE, 2018, p. 232).
19/02/2025
‹nº›
Boa-fé e Confidencialidade
A boa-fé está intrinsecamente ligada à confidencialidade; o sigilo, aliás, costuma ser identificado como uma das vantagens decorrentes da adoção da mediação.
De acordo com Tartuce (2018, p. 232), “Para que os participantes da sessão consensual possam se expressar com abertura e transparência, é essencial que se sintam protegidos em suas manifestações e contem com a garantia de que o que disserem não será usado contra eles em outras oportunidades”.
>>> A confidencialidade proporciona que as partes reveleminformações íntimas, sensíveis e muitas vezes estratégicas.
19/02/2025
‹nº›
Boa-fé e Confidencialidade
Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada.
§ 1º A confidencialidade estende-se a todas as informações produzidas no curso do procedimento, cujo teor não poderá ser utilizado para fim diverso daquele previsto por expressa deliberação das partes.
§ 2º Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o conciliador e o mediador, assim como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor acerca de fatos ou elementos oriundos da conciliação ou da mediação. (Ex.: pensão alimentícia – rendimentos do réu).
19/02/2025
‹nº›
Boa-fé e Confidencialidade
Art. 30. Toda e qualquer informação relativa ao procedimento de mediação será confidencial em relação a terceiros, não podendo ser revelada sequer em processo arbitral ou judicial salvo se as partes expressamente decidirem de forma diversa ou quando sua divulgação for exigida por lei ou necessária para cumprimento de acordo obtido pela mediação.
§ 1º O dever de confidencialidade aplica-se ao mediador, às partes, a seus prepostos, advogados, assessores técnicos e a outras pessoas de sua confiança que tenham, direta ou indiretamente, participado do procedimento de mediação, alcançando:
I - declaração, opinião, sugestão, promessa ou proposta formulada por uma parte à outra na busca de entendimento para o conflito;
II - reconhecimento de fato por qualquer das partes no curso do procedimento de mediação;
III - manifestação de aceitação de proposta de acordo apresentada pelo mediador;
IV - documento preparado unicamente para os fins do procedimento de mediação.
19/02/2025
‹nº›
Boa-fé e Confidencialidade
Art. 30. [...]
§ 2º A prova apresentada em desacordo com o disposto neste artigo não será admitida em processo arbitral ou judicial.
§ 3º Não está abrigada pela regra de confidencialidade a informação relativa à ocorrência de crime de ação pública.
§ 4º A regra da confidencialidade não afasta o dever de as pessoas discriminadas no caput prestarem informações à administração tributária após o termo final da mediação, aplicando-se aos seus servidores a obrigação de manterem sigilo das informações compartilhadas nos termos do art. 198 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional. (Ex.: ITCMD em processo de sucessão).
Art. 31. Será confidencial a informação prestada por uma parte em sessão privada, não podendo o mediador revelá-la às demais, exceto se expressamente autorizado. 
19/02/2025
‹nº›
Boa-fé e Confidencialidade
>>> Por decorrência do princípio da confidencialidade, as partes podem decidir se é conveniente consignar em ata a proposta ofertada e não concretizada.
De acordo com Tartuce (2018, p. 233), há vantagens e desvantagens no fato de as propostas serem registradas no termo. Como aspectos positivos, por exemplo, o apontamento pode mostrar boa-fé e disposição para resolver a situação controversa; como aspecto negativo, porém, seu teor pode acabar soando como assunção de responsabilidade. Caberá a advogados e clientes a consideração da situação específica em que se inserem para aferir a produtividade do registro.
19/02/2025
‹nº›
Boa-fé e Confidencialidade
QUESTÃO: Se uma parte e/ou seu advogado viola a confidencialidade e leva aos autos os dados obtidos de modo privilegiado na sessão consensual, eles devem ser admitidos no processo?
A resposta é negativa: a prova é ilícita por violar o ordenamento e os princípios processuais (art. 30, §2º, da Lei 13.140/2015). De acordo com Leonardo Carneiro da Cunha, a quebra da confiança e a apresentação de documento usado com a específica finalidade de tentar a autocomposição violam a boa-fé e a lealdade que integram o devido processo legal, devendo ser reconhecida sua invalidade por se tratar de prova ilícita
19/02/2025
‹nº›
Isonomia
A mediação deve proporcionar igualdade de oportunidades aos envolvidos para que eles tenham plenas condições de se manifestar durante todo o procedimento.
QUESTÃO: Como deve se dar a atuação do mediador para atender aos desígnios isonômicos?
>>> informar aos presentes o perfil do procedimento para que não haja equívoco quanto ao teor das comunicações, gerando o devido esclarecimento sobre as consequências da celebração ou não de um acordo.
19/02/2025
‹nº›
Isonomia
>>> checar se os envolvidos conhecem os dados relevantes para que eventuais soluções construídas consensualmente possam ser acolhidas como fruto de genuíno e esclarecido consentimento.
>>> atuar de modo adequado para que os litigantes consigam identificar pontos produtivos a serem trabalhados caso queiram encontrar saídas para seus impasses.
19/02/2025
‹nº›
Obrigada!
19/02/2025
‹nº›
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