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Módulo D - 257594 . 7 - Solução de Conflitos Jurídicos - D.20242.D 
 
 
No que diz respeito as resolução de conflitos relevantes aos principais 
aspectos dos métodos alternativos de resolução de conflitos diante da crise da 
jurisdição são 
: 
Conciliação: 
A conciliação tem por escopo a resolução objetiva da lide pelo conciliador, ou 
seja, este pode atuar de forma a propor às partes soluções para que se haja a 
celebração do acordo por elas em consenso. Isto só é possível porque, na 
maioria das vezes, as partes são pessoas que não possuem vínculo social 
anterior, possivelmente vindo a se conhecer apenas em função do fato social 
que gerou a lide entre elas (ex: um acidente automobilístico que será julgado 
no Juizado Especial Adjunto Criminal – JEACrim). 
Mediação: 
A mediação, diferentemente da conciliação, tem a necessidade de que se 
avalie o contexto, o que ensejou tal problemática ou disputa. Na mediação 
existe afinidade anterior que culmina em espécie de fato gerador para a causa, 
e tenta-se garantir que haja o mínimo de comunicação e respeito entre as 
partes para sua validação. Assim diz a autora Trícia Navarro Xavier Cabral: 
“além de objetivar a resolução da controvérsia, tenta restaurar as relações 
sociais entre os envolvidos” (CABRAL, 2017). 
Arbitragem: 
Conforme ensina a doutrina processual do Desembargador do TJ-RJ, 
Alexandre Freitas Câmara, a respeito da mesma: 
Como sabido, conflitos que envolvem partes capazes e direitos patrimoniais 
disponíveis podem ser solucionados através da arbitragem, nos termos da Lei 
no 9.307/1996. A arbitragem, porém, só poderá ser empregada como 
mecanismo de resolução do conflito se assim convencionarem as partes 
(através de alguma das modalidades de convenção de arbitragem: cláusula 
compromissória ou compromisso arbitral). Convencionada a arbitragem como 
meio adequado para a resolução do litígio, exclui-se a atuação do Judiciário, 
que não poderá apreciar o mérito da causa, uma vez que a competência para 
tal apreciação terá sido transferida, por convenção das partes, para o árbitro ou 
tribunal arbitral (CÂMARA, 2018, p. 421). 
A arbitragem será constituída por apenas um árbitro ou mais, porém sempre 
em números ímpares, segundo art. 13, §1° da Lei n° 9.307/96, sendo estes 
previamente nomeados pelas partes na cláusula compromissória, e na 
ausência de nomeação prévia destes, poderá ocorrer por decisão de Juiz de 
Direito (art. 13, § 4° da Lei n° 9.307/96), ou mesmo pelas Câmaras de 
Arbitragem

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