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Psicopedagogia: Observação e Aprendizagem

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CBI of Miami 2 
 
 
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Tecnologias e Aprendizagem: Um Olhar Psicopedagógico 
Claudia Nunes 
 
Quando estudamos PSICOPEDAGOGIA, estudamos de pronto nosso 
poder de observação. Não uma observação qualquer, mas uma observação 
focada no processo de aprendizagem e/ou em sua dificuldade. Então algumas 
palavras já se tornam importantes: observação, foco, processo e 
aprendizagem. Todas muito relacionadas ao MOVIMENTO. Nenhuma dessas 
ações ocorre sem MOVIMENTO. 
Nós, psicopedagogos, trabalhamos com o movimento cujo resultado é 
um determinado COMPORTAMENTO que precisa de intervenção externa para 
se adequar / organizar / modificar / melhorar. Ou seja, a psicopedagogia se 
articula com os estímulos às chamadas ‘funções cognitivas’1 que, de alguma 
maneira, no desenvolvimento do sujeito, dificultam sua aprendizagem em uma 
das dimensões humanas (emocional, cognitiva e motora) ou em mais de uma 
delas. 
Inicialmente, o processo psicopedagógico é o seguinte: 
• Observar ações iniciais; 
• Entender suas relações com as três dimensões humanas; 
• Oferecer atividades; 
• Observar atitudes, e, com atividades mais assertivas. 
 
Um psicopedagogo, então, age a partir dessas etapas para modificar, 
adequar ou organizar comportamentos disfuncionais ou inadequados, 
garantindo principalmente, as formas de aprender dos aprendentes. Como 
afirma Bossa (2011, p.33), a psicopedagogia “se preocupa com o problema da 
aprendizagem relacionada às características da mesma: como se aprende; 
como essa aprendizagem varia evolutivamente e está condicionada por vários 
fatores; como se produzem as alterações na aprendizagem; como reconhecê-
las, tratá-las e preveni-las”. 
 
 
1 Habilidades do cérebro para sentir, pensar e agir; e estão divididas em percepção, atenção, 
memória, linguagem, raciocínio lógico e funções executivas. 
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E, reconhecendo isso, comecemos a dialogar sobre recursos que 
favoreçam a ocorrência dessas etapas: as TECNOLOGIAS. 
Não seja saudosista: o mundo mudou. Desde a Revolução Industrial, o 
mundo mudou muito! Nós, seres vivos humanos, temos como base de nossa 
evolução, a curiosidade e a criatividade; e, por isso, a partir do pós-guerra, 
introduzimos na sociedade, diferentes recursos tecnológicos, na intenção de 
melhorar estes aspectos, além das dinâmicas de convivência e atuações 
profissionais. Exemplos de tecnologias atuais e muito discutidas: Computador 
e o mundo da Internet. 
Hoje observamos intensa transformação justamente nos 
comportamentos emocionais, cognitivos e motores; além de uma forte 
reconfiguração nos setores sociais: família, diversão, escola, religião, afetos 
etc.; todos fundamentais ao processo de aprender. Ser social ganhou outro 
ambiente de atuação/ prazer / ação / sonho: o ambiente virtual. Ou seja, com 
a introdução das tecnologias emergentes, no cotidiano, a dinâmica da vivência 
em sociedade em geral mudou. Mas permanecemos dentro de um conceito 
padrão: nós, seres vivos humanos, temos a habilidade de nos ADAPTAR. E 
adaptação significa que nós temos, biologicamente, a qualidade de nos 
acomodar às situações, pessoas, emoções, caso outro conceito primeiro seja 
colocado ‘em perigo’: nossa SOBREVIVENCIA. 
 
Nós precisamos sempre nos adaptar para nos permitir sobreviver também 
no século XXI: este é o sentido da manutenção do processo de aprender. 
 
Por Que Estamos Introduzindo o Assunto desta Forma? 
Porque, como psicopedagogos, nós vamos atuar com sujeitos (crianças, 
jovens, adultos e idosos) com FUNÇÕES COGNITIVAS e EXECUTIVAS2 
diferentes. São outras dinâmicas neuronais; gerando outra percepção, atenção 
e memória; e apresentando outra execução junto às linguagens, 
 
2 Conjunto de habilidades e capacidades que nos permitem executar as ações necessárias para atingir 
um objetivo. Nelas se incluem a identificação de metas, o planejamento de comportamentos e a sua 
execução, além do monitoramento do próprio desempenho, até que o objetivo seja consumado. Elas 
possibilitam nossas interações com o mundo frente às mais diversas situações que encontramos 
(COSENZA, 2011, p.89) 
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principalmente, do corpo. Isso mesmo! Sentir, pensar e agir tem outro 
movimento no cérebro e, logicamente, representarão comportamentos outros 
através do corpo porque os acessos às tecnologias emergentes se tornaram 
natural, obrigatório, prazeroso e fundamental. 
 
Primeiras Ideias: Para além da genética, há a intervenção do meio ambiente 
ou como afirma Carl Sagan, há a intervenção ‘extragenética’, e essa é a nossa 
tônica neste trabalho. Esta intervenção acontece através das emoções, dos 
exemplos, das bactérias, dos limites e dos recursos aos quais acessamos ou 
interagimos desde a gestação e, principalmente, a partir do nascimento, na 
relação com os outros. 
Só que sabemos que APRENDER é um continuum, não é um processo 
que ocorra apenas junto às tecnologias emergentes. Ele ocorre através de 
diferentes tecnologias, hoje, incluindo intensamente, as tecnologias 
emergentes. Não há descartes, há tempos históricos relevando certas 
tecnologias em detrimento de outras, mas todas permanecem no conjunto 
recursivo passível de acessarmos quando o objetivo é estimular 
aprendizagem ou minimizar dificuldades de aprendizagem. 
 
 Recursos tecnológicos não são descartáveis! 
 
Os recursos tecnológicos seguem se integrando ao nosso cotidiano e, 
mesmo no século XXI, podem ser utilizados, quando a intenção é minimizar as 
dificuldades de aprendizagem. 
A Psicopedagogia está voltada para o desenvolvimento das funções 
cognitivas do aluno, tendo como meta desbloquear e canalizar o aluno para o 
aprendizado, isso só pode ocorrer quando são detectados possíveis 
perturbações no processo de aprendizagem3. 
Mas para que os recursos possam ser adequados para determinados 
aprendentes, o psicopedagogo, de pronto, precisa encarar recursos de 
investigação seriamente. Afinal, dentro do cabedal de atividades 
psicopedagógicas, escolher a melhor tecnologia ou técnica para o 
 
3 Fonte: https://www.webartigos.com/artigos/a-psicopedagogia-e-a-tecnologia/110810 
https://www.webartigos.com/artigos/a-psicopedagogia-e-a-tecnologia/110810
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desenvolvimento de cada sujeito, requer primeiramente tecnologias HUMANAS 
fundamentais, como: 
• Empatia 
• Paciência 
• Escuta sensível 
• Flexibilidade cognitiva e recursiva 
• Prontidão 
• Tolerância 
• Humildade 
• Foco 
• Confiança 
 
Essas tecnologias humanas (também relacionadas às habilidades 
socioemocionais), como as tecnologias digitais e virtuais aos quais nos 
referiremos mais à frente, requerem técnicas que segundo Kenski (2003) são 
“as maneiras, os jeitos ou as habilidades especiais de lidar com cada tipo de 
tecnologia, de maneira a executar ou fazer algo. (...) Algumas dessas técnicas 
são simples e de fácil aprendizado. São transmitidas de geração em geração e 
se incorporam aos costumes e hábitos sociais de um determinado grupo de 
pessoas. (...) Outrastécnicas são mais elaboradas representadas por 
habilidades e conhecimentos específicos e complexos: você já pilotou um 
avião?” (p.19). 
Quando pensamos em intervenções psicopedagógicas, além dessas 
habilidades humanas, pensamos em outros recursos tecnológicos externos 
como: 
• Entrevistas iniciais (famílias, professores e aprendentes). 
• Relatórios de observação (famílias e aprendentes), principalmente em seus 
ambientes de interação. 
• Atividades lúdicas (famílias, se caber; professores; aprendentes). 
• Uso de diferentes recursos: do papel, caneta e lápis ao mundo virtual. 
 
 
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Essa é a forma com que psicopedagogos podem alcançar diferentes 
contextos e entender comportamentos e características; tendo como plataforma 
de trabalho o reconhecimento de que os sujeitos passam por diferentes etapas 
(e emoções) em seu desenvolvimento. 
 
Os aprendentes são singulares, logo, cuidado com cobranças ou 
julgamentos excessivos. Cada idade tem sua performance emocional, 
cognitiva e motora. 
 
 
1.1. E O Que Significaria APRENDER Hoje? 
 
 
Uma vertigem! Sim! Nossa percepção é de convivermos num 
caleidoscópio de informações cuja participação das tecnologias tradicionais e 
emergentes é fundamental e imprescindível, tanto como forma de inclusão 
social; quanto como maneira de se trabalhar as dificuldades de aprendizagem. 
 
 
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Você saberia viver sem seu celular ou computador por uma semana? 
O que sentiria? 
_____________________________________________________ 
_____________________________________________________ 
 
Se sua resposta for tensão, desespero, angústia, preocupação, vazio, 
saiba que você pode sofrer de NOMOFOBIA4. E isso é uma questão séria 
de saúde mental! 
 
Junto a essas tecnologias, nós, seres vivos humanos e sociais, nos 
organizamos dentro de uma característica, cujos adjetivos bom e mau são 
pertinentes. Machado de Assis quando inicia a escrita de ‘Dom Casmurro’ 
afirma: ‘julgue quem lê’. Aqui podemos parafrasear dizendo: ‘julgue quem usa’. 
Nós nos organizamos, enfim, em/para/com VELOCIDADE. 
 
A velocidade parece ser a alma do negócio chamado ‘conviver em 
sociedade’ ou ‘aprender na escola ou no mundo’. 
 
Nesta perspectiva, as dificuldades de aprendizagem surgirão em maior 
volume e intensidade, determinando maior ou menor sucesso educacional do 
aprendente. Somos diferentes, aprendemos de forma diferente: alguns mais 
rápidos (os pentiuns) e outros mais lentamente (os lentiuns); logo fatores 
fisiológicos, psicológicos, sociais e/ou pedagógicos estão em movimento 
sinérgico e de adaptação / adequação de maneiras diferentes; mas a 
velocidade vem fazendo a diferença quando o conjunto sensório (sentidos) é 
estimulado no intuito de desenvolver aprendizagens e causando disfunções / 
problemas no processo cognitivo. Ou seja, a velocidade assimilada a partir do 
acesso e uso constante das tecnologias emergentes segue: 
 
 
 
4 Surge na Inglaterra a partir do conceito de no-mobile (sem celular) unida a palavra fobos (do grego, 
fobia). Fobia causada pelo desconforto ou angústia resultante do medo de ficar incomunicável ou pela 
impossibilidade de comunicação por intermédio do telefone celular, computador e Internet (fica off-
line). (KING, NARDI e CARDOSO, 2014, p.4) 
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• Mudando a articulação das funções cognitivas. 
• Interferindo no tempo de atenção e de reflexão. 
• Modificando a qualificação da memória. 
• Reorganizando as formas de aprender. 
 
Então O Que Fazer? 
Compreender as novas habilidades envolvidas a partir do uso também 
das tecnologias emergentes e pensar (e criar) atividades lúdicas / pedagógicas 
que possam favorecer o aprendente em suas dificuldades de aprendizagem, 
afinal, aprender às tecnologias e técnicas (recursos), depende: 
• De os tipos de estímulos; 
• De os sentidos e desafios; 
• De as experiências já presentes; 
• De as formas de aproximação (construção afetiva); 
• De planejamento; 
• De as práticas oferecidas. 
 
É Um Grande Desafio Pessoal e Profissional! 
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Psicopedagogos modificam comportamentos através dos estímulos às 
funções cognitivas (percepção, atenção, memória, linguagem, raciocínio 
lógico) e executivas. 
 
 Ao observar o esquema e a afirmação acima, entendemos que, para que 
o psicopedagogo invista realmente no processo de ensino e aprendizagem, é 
preciso: 
• Fomentar interações interpessoais (sócio interacionismo de Vygotsky); 
• Estimular posturas transformadoras (olhar diferenciado, escuta sensível); 
• Buscar inovações às práticas escolares (contextualização e promoção da 
aprendizagem significativa); 
• Enfatizar ações com conteúdos relevantes e significativos; 
• Compreender quais são os objetos de estudo em âmbito curricular; 
• Orientar e interagir com o corpo docente no sentido de desenvolver mais o 
raciocínio do aluno, ajudando-o a aprender a pensar e a estabelecer relações 
entre os diversos conteúdos trabalhados (aprendizagem efetiva); 
• Reforçar a parceria entre escola e família (relação de confiança); 
• Incentivar a implementação de projetos que estimulem a autonomia de 
professores e alunos; 
• Trabalhar preventivamente. 
 
Estes são objetivos da ação psicopedagógica para promover sinergia nas três 
dimensões humanas, na perspectiva do aprendizado, das formas de adaptação 
e do movimento (desempenho futuro). Assim: 
 
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Tecnologias tradicionais e emergentes podem e devem ser utilizadas na 
prática psicopedagógica, através de atividades diversificadas e criativas, 
sempre de acordo com as necessidades, interesses e a problemática 
apresentada pelo sujeito, motivando ensinantes e aprendentes para a 
construção de processos de aprendizagem mais significativos. 
 
1.2. Pensando em TECNOLOGIAS 
“A tecnologia é, como a escrita, na definição de Pierre Levy, em seu livro 
‘Tecnologias da Inteligência’, de 1993, uma tecnologia da inteligência, fruto do 
trabalho do homem em transformar o mundo, e é também ferramenta desta 
transformação” (LEITE, 2003, p.11). 
Nossa primeira tecnologia é o CÉREBRO. Órgão com cerca de 2k500g 
cuja função básica é receber e distribuir as informações que chegam pelos 
órgãos dos sentidos, além de processar estas mesmas informações, 
comparando-as com nossas vivências e expectativas (COSENZA e GUERRA, 
2011). Assim tomamos consciência da realidade em processo de aprender 
aprendendo, vivendo. Observe a foto abaixo com atenção: 
 
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OS SENTIDOS 
Somos seres vivos humanos em constante intercâmbio com o meio 
ambiente (interação) para sobreviver. (Cosenza e Guerra, 2011) 
 
 Cérebro em funcionamento utiliza técnicas e parcerias para manter todo 
o sistema biológico funcionando. Sentidos, circuitos nervosos (neurônios), 
neuroquímica e sinapses, elementos que, em sinergia e junto à alimentação 
saudável, sono adequado, relações positivas e atividades físicas constituem (e 
fomentam) um dos principais conceitos da neurociência chamado 
NEUROPLASTICIDADE, capacidade de o sistema nervoso se adaptar aos 
estímulos que recebe do meio ambiente junto à genética, fortalecendo memória 
e aprendizagem. 
Desta forma, com autonomia interna, os seres vivos humanos têm 
qualidade em seus processos mentais como pensamento, atenção, capacidade 
de julgamento e decisão. 
 
Para desenvolver aprendizagem, o psicopedagogo precisa saber que 
deve estimular todos os sentidos humanos porque estimulará o cérebro esuas cadeias neuronais, de forma voluntária ou nem tanto. 
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Quando nos referimos aos estímulos aos sentidos, referimo-nos às 
EMOÇÕES. E de acordo neurologista português António Damásio (apud LENT, 
2008, p.254), as emoções humanas são divididas em três aspectos. Leia o 
quadro abaixo: 
EMOÇÕES HUMANAS 
Emoções 
Primárias 
Consideradas inatas e não aprendidas. São emoções 
comuns a todos os indivíduos da nossa espécie 
independente de fatores socioculturais5. Darwin 
observou seus próprios filhos e pessoas de outras 
culturas, e percebeu padrões semelhantes nas 
expressões emocionais (principalmente faciais), o que 
indicada natureza não-aprendida e hereditária. 
Também o cientista Paul Ekman6 observou que 
diferentes culturas e civilizações não tem dificuldade 
de reconhecer algumas expressões faciais umas das 
outras. Ainda que haja divergências entre estudiosos 
das emoções, indicam-se pelos menos seis emoções 
primárias: alegria, tristeza, medo, nojo, raiva e 
surpresa. 
Emoções 
Secundárias 
São mais complexas e dependem de fatores 
socioculturais. Culpa e vergonha são os grandes 
exemplos, pois variam amplamente de acordo com a 
cultura, a experiência prévia e a época em que o 
indivíduo está inserido. É possível que algumas 
culturas podem vivenciá-las com intensidade; e outras 
nem tanto, ou nem as apresentar. 
Emoções de 
Fundo 
Estão relacionadas com o bem-estar ou com mal-
estar, com a calma ou com a tensão. Os estímulos que 
induzem essas emoções são geralmente internos, 
gerados por processos físicos ou mentais contínuos 
que nos levam a um estado de tensão ou relaxamento, 
 
5 Leiam Charles Darwin em seu livro ‘A expressão das emoções no homem e nos animais’ 
6 Leiam Paul Ekman em seu livro ‘A linguagem das emoções’. 
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fadiga ou energia, bem-estar ou mal-estar; ansiedade 
ou apreensão. Aqui o papel principal é o 
desempenhado pelo meio interno e pelas vísceras, 
embora se expressem em alterações complexas 
musculoesqueléticas, tais como variações sutis na 
postura do corpo e na configuração global dos 
movimentos. 
Quadro montado a partir da leitura de Lent (2008, p.254-255) 
 
Nossa principal tecnologia tem técnicas importantes previamente 
preparadas para aprender em reconfigurações constantes. 
 
Já Goleman (1995) apresenta, de forma descritiva, “como diferentes 
tipos de emoção preparam o corpo para diferentes tipos de resposta” (p.20). É 
nosso repertório emocional criando assinaturas biofisiológicas. Leia com 
atenção o resumo abaixo7. 
EMOÇÕES Observações no CORPO 
Na raiva Sangue flui para as mãos, tornando mais fácil sacar uma 
arma ou golpear um inimigo; batimentos cardíacos 
acelerados; onda de hormônios (adrenalina e outros) gera 
pulsação; energia forte; atuação vigorosa. 
No medo Sangue corre para os músculos do esqueleto (pernas 
facilitando a fuga); rosto lívido; corpo imobilizado (tempo para 
agir, fugir e se esconder); circuitos dos centros emocionais 
disparam torrente de hormônios = corpo em alerta = inquieto 
e prontidão; atenção fixa na ameaça para melhor calcular a 
resposta. 
Na 
felicidade 
Atividade do centro emocional é incrementada; inibição de 
sentimentos negativos; aumento da energia existente; menos 
preocupação; não há mudança particular na fisiologia a não 
ser tranquilidade; corpo em total relaxamento; mais 
 
7 Assista também com muita atenção ao filme DIVERTIDAMENTE. 
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disposição e entusiasmo; vontade maior para realizar uma 
variedade de metas. 
No amor Sentimentos de afeição e satisfação sexual implicam 
estimulação parassimpática (resposta de relaxamento); 
oposto fisiológico do ‘lutar-e-fugir’ quando se tem medo ou ira. 
É conjunto de reações que percorre todo o corpo, provocando 
estado geral de calma e satisfação, facilitando a cooperação. 
Na surpresa Erguer sobrancelhas. Varredura visual ampla; mais luz na 
retina; mais informação sobre o acontecimento que se deu de 
forma inesperada; mais fácil perceber o acontecido e 
conceber plano de ação. 
Na 
repugnância 
Mesma mensagem para todos: alguma coisa desagradou ao 
gosto ou ao olfato, real ou metaforicamente. Expressão: lábio 
superior se retorcendo para o lado e o nariz se enrugando 
ligeiramente (Darwin já alertava). Tapar as narinas e evitar o 
odor nocivo ou cuspir comida estragada. 
Na tristeza Ela propicia um ajustamento a uma grande perda (morte ou 
decepção séria). Acarreta perda de energia e do entusiasmo 
pelas atividades da vida. Tristeza profunda = depressão. 
Velocidade metabólica do corpo reduzida. Retraimento 
introspectivo pode acarretar oportunidade de superação 
(captar novas energias). 
 
Partindo dessa tecnologia biológica, vamos à mente (social) e ao mundo 
exterior. Dificilmente nossa maneira atual de viver seria possível sem as 
tecnologias externas em geral. Sempre foi assim. “A evolução social do homem 
confunde-se com as tecnologias desenvolvidas e empregadas em cada época” 
(KENSKI, 2003, p.20). As tecnologias, então, sempre fizeram parte do 
desenvolvimento humano; apenas estamos em um tempo cujo olhar 
(percepção) dá ênfase às tecnologias emergentes (computador e Internet). 
Então entendamos certas diferenças: 
 
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“Tudo o que utilizamos em nossa vida diária, pessoal e profissional – 
utensílios, livros, giz e apagador, papel, canetas, lápis, sabonetes, talheres... – 
são formas diferenciadas de ferramentas tecnológicas. Quando falamos da 
maneira como utilizamos cada ferramenta para realizar determinada ação, 
referimo-nos à técnica. A tecnologia é o conjunto de tudo isso: as ferramentas e 
as técnicas que correspondem aos usos que lhes destinamos em cada época” 
(KENSKI, 2003, p.19) 
 E ainda assim sempre nos deparamos com dificuldades de 
aprendizagem; com a necessidade de desenvolver habilidades; e com a 
importância do processo de inserção social (e organização emocional) das 
nossas crianças e de todos com todos. 
 
Somos uma máquina complexa, mas imperfeita, já que, diante dos tantos 
estímulos que recebemos constantemente, podemos não ter tempo para 
nos adaptar e continuar convivendo adequadamente. Atenção! 
 
Além do cérebro (nossa grande tecnologia), nós somos envolvidos por 
outras tecnologias. Do gesto, passando pelo papel, ao computador e à Internet, 
nós preservamos culturas e sociedades, além de múltiplos instrumentos, 
responsáveis pela gestão, mediação e transformação da realidade. Mas 
sempre, no seio do contexto social, há gerações que se sucedem, convivem e 
convergem informações e saberes. E estas colocam em xeque os paradigmas 
relacionados à aprendizagem8. 
 
A cada época uma tecnologia. 
Uma forma de, evolutivamente, superarmos nossas fragilidades, 
principalmente, físicas. 
 
 
 
 
8 Alguns autores e seus paradigmas devem ser relembrados e estudados constantemente, como Piaget, 
Vygotsky e Wallon. Acessem resumos destas teorias nos anexos nesta apostila. 
CBI of Miami 17 
 
 
Marc Prensky (2001), consultor pedagógico, apresenta e analisa as 
divergências entre gerações dentro dos conceitos de ‘nativos e imigrantes 
digitais’. No caso dos nativos digitais, o autor refere-se à geração de sujeitos 
que: 
• Cresceu e cresce com a evolução da Web e da tecnologia em geral; 
• Convive diariamente com computadores, videogames, música digital, 
celulares de última geração etc.; 
• Recorre, raramente, a leitura de manual de instruções; técnicos 
especializados; 
• Tem uma habilidade para usar as tecnologias virtuais e uma característica: a 
tecnofilia (sentem atraçãopor tudo que for associado às novas tecnologias); 
• Adora fazer várias coisas ao mesmo tempo: são multitarefa, hipertextuais, 
imediatistas; 
• Está psicologicamente ‘linkada’ com o uso que fazem das ferramentas 
digitais e, nelas, percebem conceitos como espaço, tempo, identidade, 
memória dentre outros. 
Já quando o autor apresenta o conceito de imigrantes digitais (ou 
nativos analógicos), refere-se à geração de indivíduos que não tendo nascido 
no mundo digital, em determinada altura se sentiram atraídos e mostraram 
interesse pelas ferramentas digitais. É uma geração que: 
• Precisará sempre se adaptar ao ambiente; 
• Acrescenta novas aprendizagens às anteriormente conseguidas 
cotidianamente; 
• Sente por vezes a necessidade de imprimir um documento de texto que 
pretende editar ou telefona a alguém para avisar do envio de um e-mail; 
• Está em processo de migração tecnológica com muitos conflitos vinculados 
à velocidade com as quais lidam com as informações e às formas de 
apropriação dos meios digitais. 
 
Essas e outras características e diferenças determinam a perspectiva 
que cada um tem da tecnologia: um nativo abraça-a, um imigrante adapta-a e, 
por mais que a utilize, haverá sempre um ligeiro sotaque na sua língua. Ainda 
assim, apesar de fazer uma coisa de cada vez, nada impossibilita a transição 
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dos imigrantes para o ‘digital’ quando se encantam pelas possibilidades da 
tecnologia digital. 
De novo, a questão do tempo. Eles precisam de tempo para reflexão, 
de adaptação e de adequação. Deem uma olhadinha no quadro abaixo 
montado por Monteiro (2009): 
 NATIVOS DIGITAIS IMIGRANTES DIGITAIS 
INTERNET: tudo o que estiver on-line 
merece credibilidade 
SE ESTIVER IMPRESSO em papel 
merece credibilidade. 
O MUNDO do conhecimento é 
público 
O MUNDO do conhecimento é particular. 
LEEM E OUVEM: se gostam, 
compram 
COMPRAM PARA LER ou ouvir sem 
saber se vão gostar. 
SÃO SOCIALMENTE LIBERAIS: 
acessam-se mutuamente para depois 
se conhecerem pessoalmente (o 
mundo é sua vizinhança) 
SÃO SOCIALMENTE 
CONSERVADORES: conhecem 
pessoalmente para depois compartilhar 
acessos (são extremamente bairristas). 
DESCONFIAM DAS AUTORIDADES: 
percebem a falta de autenticidade e 
fogem da farsa. 
ACREDITAM NAS AUTORIDADES e lhes 
dão segunda chance quando erram. 
CONFIAM PRIMEIRO em seus pares. 
Subvertem hierarquias. 
RESPEITAM e se submetem às 
hierarquias formais. 
ADORAM A IDÉIA DE POUT-POURRI 
de funcionalidade num mesmo 
aparelho. Experimentam aplicativos e 
abraçam novidades. 
ELEGEM CADA APARELHO para uma 
única finalidade. Tem resistência a 
novidades e aplicativos complementares. 
APRECIAM O LÚDICO para aprender 
e se sociabilizar. 
RESERVAM O LÚDICO para o lazer e a 
recreação. 
TÊM FACILIDADE em bloggar, twittar 
(usar o Twitter) e linkar. 
TWITTER, BLOG, LINKS: o que é isso? 
SÃO MULTITAREFAS: fazem várias 
coisas ao mesmo tempo. 
SÃO LINEARES E SEQUENCIAIS: fazem 
uma coisa de cada vez. 
Fonte: MONTEIRO, 2009. http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/18/as-diferencas-
entre-nativos-imigrantes-digitais-755911443.asp 
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/18/as-diferencas-entre-nativos-imigrantes-digitais-755911443.asp
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/18/as-diferencas-entre-nativos-imigrantes-digitais-755911443.asp
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 Sendo assim, um psicopedagogo junto às tecnologias promove 
caminhos para inserção e convivência social sem muitos obstáculos. É uma 
questão de proporcionar maior comunicação entre todos para que possam 
exercer, de alguma maneira, diferentes papéis sociais, ainda que a questão 
acadêmica não seja a premissa. Psicopedagogia e tecnologias promovem 
maior funcionalidade ao corpo e à mente do sujeito em dificuldade. 
 
As tecnologias visam facilitar a execução das atividades num tempo 
próprio e adequado, de forma que os comportamentos se adequem 
minimamente ao contexto das vivências e experiências. 
 
1.3. Intervenções e Recursos Tecnológicos Psicopedagógicos 
De acordo com Fonseca (2016, p.97), a definição do National Joint 
Committee on Learning Disabilities (1988) sobre as dificuldades de 
aprendizagem, é, presentemente, a que reúne internacionalmente maior 
consenso. O conceito de DAs seria, portanto, “uma designação geral que se 
refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por dificuldades 
significativas na aquisição e na utilização da compreensão auditiva, da fala, da 
leitura, da escrita e do raciocínio matemático. Tais desordens, consideradas 
intrínsecas ao indivíduo e presumindo-se que sejam devidas a uma disfunção 
do sistema nervoso central, podem ocorrer durante toda a vida. Problemas na 
autorregulação do comportamento, na percepção social e na interação social 
podem coexistir com as DA. Apesar de as DA ocorrerem com outras 
deficiências (deficiência sensorial, deficiência menta, distúrbios 
socioemocionais) ou com influências extrínsecas (diferenças culturais, 
insuficiente ou inapropriada instrução...), elas não são o resultado dessas 
condições”. 
 Em outras palavras, estamos diante de mais aprendentes que não tem 
atenção adequada; que vivem se movimentando e perturbando a sala de aula 
ou a casa (não para quieto); que criar brincadeiras fora de hora ou 
provocativas; que tem muita facilidade em alguma área de saber, mas vários 
insucessos em outras; que não tem problemas de comunicação, mas escreve 
de forma ininteligível; que é um grande esportista / artista, mas tem muitas 
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notas baixas; dentre outros desafios. Além disso, há aqueles “com limitações 
relacionadas a deficiências sensoriais, como a visual e a auditiva ou com 
desarranjos ou diferenças de comportamento social, cognitivo ou motor, cuja 
evolução no processo de aprendizagem é bastante distinta dos demais 
aprendentes” (COSENZA e GUERRA, 2011, p.130) 
 
As dificuldades de aprendizagem e os fatores que as influenciam são a 
plataforma da ação psicopedagógica. 
 
Quando pensamos tecnologias junto às aprendizagens a partir de ações 
psicopedagógicas, pensamos em favorecimentos, integrações, melhorias e 
avaliações mediadas pelas tecnologias humanas, digitais e virtuais. 
Leite (2003) divide as tecnologias em independentes (não dependem de 
recursos elétricos ou eletrônicos para sua produção ou utilização) e 
dependentes (dependem de um ou vários recursos elétricos ou eletrônicos para 
serem produzidas e/ou utilizadas); além de diferentes ferramentas. Observe o 
quadro abaixo9: 
 
Tecnologias independentes Tecnologias dependentes 
Álbum seriado; Blocão; Cartão-
relâmpago; Cartaz; Ensino de 
fichas; Estudo dirigido; 
Flanelógrafo; Mimeógrafo; 
Normógrafo; Gráfico; História em 
quadrinhos; Ilustração / 
Gravura/Desenho; Instrução 
programada; Jogos em geral; 
Jornal; Jornal escolar; Livro 
didático; Livro infanto-juvenil; 
Mapa e Globo; Modelo; Módulo 
instrucional; Mural; Peça teatral; 
Computador; Fita de vídeo; Fita 
sonora e CD; Gravadores; Internet e 
suas ferramentas - www, Chat, FAQs, 
Correio Eletrônico, Lista de discussão, 
Vídeo conferência, Programas de 
computadores (softwares/aplicativos), 
Página (home Page) instrucional; 
Rádio; Slide; Televisão comercial; 
Televisão educativa; Transparência 
para retroprojetor; Educação a 
distância. Além disso, hoje, há 
celulares; data show; lousa interativa; 
 
9 O quadro foi revisto e ampliado para pensarmos recursos também à aprendizagem no século XXI. Não 
descartamos nenhuma delas. 
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Quadro-de-giz/de tinta/magnético; 
Quadro-de-pregas; Sucata; 
Gêneros textuais diversos (conto, 
crônica,poesia, romance, bilhete, 
receita de bolo etc.) 
pendrive; redes sociais em geral; 
blogs. 
 
O uso das tecnologias muda o acesso aos saberes e permitem construir 
novos modelos, novas formas de agir no mundo. De novo, estamos escrevendo 
sobre comportamentos, hoje, alterados pelo acesso e uso excessivo das 
tecnologias também emergentes, e de como isso pode ser assimilado pela 
ação psicopedagógica para, justamente, reorganizar / minimizar as dificuldades 
de aprendizagem. Sua incorporação, na dinâmica psicopedagógica, favorece: 
• Desenvolvimento de habilidades sociais / cognitivas / emocionais / motoras; 
• Combate ao estresse, depressão; 
• Aumento da criatividade (uso da memória); 
• Estímulo à curiosidade e aprendizagem (interesse, gosto, prazer, diversão); 
• Oportunidade de colaborar / interagir (sensação de integração / 
pertencimento); 
• Exploração dos sentidos e sentimentos; 
• Desenvolvimento cerebral / psíquico; 
• Diminuição de vulnerabilidades, inseguranças, timidez, medos; 
• Exercício de flexibilidade / imaginação / autocontrole emocional; 
• Capacidade de lidar com o inusitado, estranho, diferente; 
• Aprofundamento do processo de aprendizagem; 
• Resgate de possíveis fraturas. 
 
 Neste contexto, é preciso pensar dinâmicas com tecnologias adequadas 
a cada faixa etária e cujas técnicas desenvolvam a sociabilidade na prática, 
como montagem de mural imagético, visitas técnicas (museus, parques, feiras, 
shopping etc.), excursões curtas ou longas, bibliotecas, JOGOS dentre outras 
atividades que a imaginação psicopedagógica poder utilizar. 
 
 
CBI of Miami 22 
 
 
Por Que Damos Ênfase na Palavra JOGO? 
 Porque o jogo desenvolve a criatividade, a imaginação, a curiosidade, a 
motivação, funções cognitivas superiores, sonhos, desejos, emoções em geral, 
em muitos casos de maneira inconsciente. Daí a importância da observação 
também da questão motora. Toda relação psicopedagoga-paciente / 
psicopedagoga-aprendente é mediada por atividades bem definidas, mas 
geradas e gerenciadas por diferentes tecnologias e técnicas (ferramentas = 
materiais). 
Sendo assim o JOGO ganha lugar de destaque, junto às tecnologias mais 
complexas e mais estimulantes à neuroplasticidade, neuro gênese e à 
diminuição das dificuldades. O jogo envolve o BRINCAR, o lúdico, a 
alegria, a liberação da emoção mais verdadeira e positiva. 
 
Lembremos Huizinga (2012, p.11-14) o qual afirma que, para melhor 
entendermos o jogo, devemos saber que ele apresenta múltiplas e complexas 
características, como: 
• É a atividade voluntária (é livre, é liberdade); 
• É brincar porque se gosta de brincar simplesmente; 
• É sempre praticado nas ‘horas de ócio’; 
• De outra forma, tem função cultural; 
• Não é vida ‘corrente’, nem vida ‘real’; 
• É ‘faz-de-conta e tem função cultural; 
• Tem limites de tempo e duração; 
• Oferece movimento, mudança, alternância, sucessão, associação, 
separação; 
• Dá qualidade e movimento à memória e outras funções cognitivas; 
• É a capacidade de repetição (fio condutor de todas e quaisquer 
transformações individuais e/ou coletivas) em espaços diversos como: arena, 
mesa de jogo, círculo mágico, templo, palco, tela, campo de tênis, tribunal etc. 
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• Mas é preciso adequar o JOGO às faixas etárias10. Assim: 
Tudo é possível para o ‘homo zappiens’ (homem que joga), pois nada 
revela tão bem a humanidade quanto os jogos que joga. 
Seja criativo, psicopedagogo(a)! 
 
Pensemos em Diferenças: 
Na psicopedagogia escolar, as tecnologias emergentes favorecem o 
sujeito a vivenciar e experimentar ações cuja reflexão aumenta sua criticidade 
e autonomia. Na psicopedagogia clínica, elas se oferecem aos diagnósticos e 
intervenções relacionadas às dificuldades e distúrbios de aprendizagem. Em 
ambas, há uma remodelagem das infovias neuronais (estímulos = processos 
mais cooperativos e interativos) através de práticas mais eficientes com 
atividades lúdicas e dinâmicas. 
Importante é que o psicopedagogo continue estimulando potências e 
positividades; e diminuindo ansiedades, frustrações e limitações junto à 
geração digital, adaptando-se ao seu tempo e às tecnologias deste 
mesmo tempo. Os aprendentes agradecerão! 
 
10 Em anexo, um quadro com outras possibilidades de estímulos por faixa etária. 
CBI of Miami 24 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
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e a educação, 2ª edição, Curitiba, Bolsa Nacional do Livro, 2006. 
 
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prática. Rio de Janeiro: WAK editora, 2011. 
 
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como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011. 
 
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2001. 
 
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neuropsicopedagógica. 5ª edição. Rio de Janeiro: WAK editora, 2016. (Capítulo 
2). p. 95-115. 
 
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redefine o que é ser inteligente. 84ª edição. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 1995. 
 
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. 7ª Ed. 
São Paulo: Perspectiva, 2012. (Estudos nº 04) 
 
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. 
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Histórico e Conceito. In. KING, Anna Lucia Spear; NARDI, Antonio Egidio; e 
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http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/18/as-diferencas-entre-nativos-
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REGIS, Fátima; ORTIZ, Anderson; AFFONSO, Luiz Carlos; e TIMPONI, Raquel 
(org.). Tecnologias de Comunicação e Cognição. Porto Alegre: Sulina, 2012. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANEXOS 
Anexo 01: 
 
 
 
Anexo 02: 
 
http://alunosdeletrasuerj.blogspot.com/2012/09/esquema-de-piaget-e-
vygotsky.html 
 
 
 
 
http://alunosdeletrasuerj.blogspot.com/2012/09/esquema-de-piaget-e-vygotsky.html
http://alunosdeletrasuerj.blogspot.com/2012/09/esquema-de-piaget-e-vygotsky.html
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Anexo 03 
 
Anexo 4:

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